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5.3.13

Com morte de Chávez, mundo perde grande líder comprometido com o povo


Imagem: Prensa Latina e Ag. Ven. Notícias

É com lágrimas nos olhos que registro aqui o falecimento do grande líder latino-americano Hugo Chávez. Estou muito triste e deprimido. A luta da esquerda carece de pessoas apaixonadas por mudanças reais contra o capitalismo. Comandante, obrigado pela inspiração!


Com grande pesar, a Central Única dos Trabalhadores lamenta a morte do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que faleceu nesta terça-feira (5), aos 58 anos, vítima de complicações causadas por um câncer na região pélvica.

Da mesma forma que lutou para ver sua pátria livre de governos saqueadores, que a destinavam a uma realidade de elites enriquecidas pelo petróleo e uma população majoritariamente miserável, o comandante Chávez enfrentou a doença para continuar a liderar seu povo.

Seu legado e o recado de que é possível acreditar num mundo justo e igualitário permanecem. Certamente, a América Latina que queremos, socialista, solidária, integrada, não avançaria como avançou nos últimos anos não fosse a contribuição do homem que sempre teve como referência Simón Bolívar, responsável por expulsar os espanhóis da Venezuela.

Em seu governo, Chávez demonstrou que é possível crescer combatendo a miséria e privilegiando o povo: os venezuelanos abaixo da linha da pobreza eram quase metade da população e passaram para 27,8% durante seu governo. A taxa de mortalidade infantil diminuiu de 27 por mil para 14 por mil. O acesso à água potável subiu de 80% a 92% da população e o consumo de alimentos cresceu 170%.

A taxa de escolaridade cresceu de 40% para 60% e, de acordo com a Unesco, o país também ficou livre do analfabetismo.

Como em qualquer revolução, o comandante bolivariano colecionou desafetos conservadores, especialmente a velha mídia, inclusive brasileira, que sempre o considerava um ditador. Os meios de comunicação não citavam, contudo, que Chávez participou de 14 eleições e referendos, saindo vencedor em todas elas.

A última, em outubro de 2012, com 54,42% dos votos. Mas, dessa vez, o líder bolivariano sequer pode ascender ao cargo que ocupava desde 1999 e assumiria pela terceira vez.

A morte de Hugo Chávez nos deixa mais carentes de líderes que sonham e praticam o que pregam. Acreditamos, porém, que sua jornada inspirará muitos outros sonhadores.

Obrigado, comandante!

"Por Cristo, o maior socialista da história, por todos os feridos, por todo o amor, por todas as esperanças que serão realizadas por essa maravilhosa Constituição, mesmo que custe minha vida. Pátria, socialismo ou morte!"

(Chávez, ao iniciar novo mandato presidencial, em 2007)


Direção Executiva da CUT

Fonte: CUT

4.3.13

Bancários denunciam gestão do BB ao Congresso Nacional nesta terça


Uma caravana de dirigentes da Contraf-CUT, federações e sindicatos estará nesta terça-feira (5) em Brasília para denunciar aos deputados e senadores no Congresso Nacional os problemas causados pela atual gestão do Banco do Brasil. A atividade ocorre na véspera da Marcha das Centrais Sindicais e Movimentos Sociais, que acontece nesta quarta-feira (6), na capital federal.

A panfletagem abre a campanha definida na última reunião do Comando Nacional dos Bancários, realizada no dia 22 de fevereiro, em São Paulo. O objetivo é denunciar ao governo e à sociedade os riscos de gestão temerária e futuros prejuízos decorrentes da péssima administração atual da empresa. 

"Caso não sejam revertidos os principais problemas do plano de funções, baixado unilateralmente pelo BB sem qualquer negociação com as entidades sindicais, o BB corre o risco de dobrar o seu passivo trabalhista nos próximos anos", adverte William Mendes, secretário de formação da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.

"Vamos buscar o apoio dos parlamentares para aumentar a mobilização para que haja mudança de rumo na gestão do BB. Queremos respeito aos funcionários do BB, mediante o fim das metas abusivas e a melhoria das condições de trabalho. O BB abriu, a partir do programa Bompratodos, mais de três milhões de contas em 2012. Entretanto, a falta de funcionários nas agências é caótica e tende a piorar porque, com o novo plano de funções, o banco prevê reduzir mais de 40 mil horas de trabalho sem aumentar a dotação de pessoal", alerta o diretor da Contraf-CUT.

Calendário de mobilização definido pelo Comando

5 de março - Panfletagem a parlamentares e ministros em Brasília.

6 de março - Em conjunto com a Marcha das Centrais por Desenvolvimento, Cidadania e Valorização do Trabalho, haverá um ato no Ministério da Fazenda e a busca de interlocução com o ministro Guido Mantega para tratar das questões do BB.

Primeira quinzena de março - Elaboração da revista O Espelho - Especial Plano de Funções.

20 de março - Novo dia nacional de luta.

Março e abril - Campanha nacional em todas as bases sindicais para denunciar os problemas causados pela gestão do BB tanto ao corpo funcional quanto ao governo e sociedade, com plenárias e eventos de divulgação.

Maio - Congressos dos funcionários de bancos públicos de 17 a 19, em São Paulo.

Fonte: Contraf-CUT

Artigo com comentário: PLR 2013 com imposto de renda menor



Com a entrada em vigor das novas alíquotas e valores de isenção na PLR, os bancários terão descontos menores para a parcela que receberem em 2013. Os valores não retroagem ao pagamento da primeira parcela 2012, que estará na regra do ajuste anual de imposto de renda daquele exercício.


PLR* e os novos valores de IR Devido:

                              Em 2012 (R$)          Nova regra (R$)

4.000 ........................347,85 ...............................zero
6.000 ........................893,47 ...............................zero
6.500..................... 1.030,97 .............................37,50
7.000..................... 1.168,47............................. 75,00
7.500..................... 1.305,97........................... 112,50
8.000..................... 1.443,47........................... 150,00
8.500..................... 1.580,97........................... 187,50
9.000..................... 1.718,47........................... 225,00
9.500..................... 1.855,97........................... 300,00
10.000................... 1.993,47........................... 375,00
10.500................... 2.130,97........................... 450,00
11.000................... 2.268,47........................... 525,00
11.500................... 2.405,97........................... 600,00
12.000................... 2.543,47........................... 675,00
12.500................... 2.680,97........................... 776,25
13.000................... 2.818,47........................... 888,75
13.500................... 2.955,97........................ 1.001,25
14.000................... 3.093,47........................ 1.113,75
14.500................... 3.230,97........................ 1.226,25
15.000................... 3.368,47........................ 1.338,75
16.000................... 3.643,47........................ 1.604,37
17.000................... 3.918,47........................ 1.879,37
18.000................... 4.193,47........................ 2.154,37
19.000................... 4.468,47........................ 2.429,37
20.000................... 4.743,47........................ 2.704,37
30.000................... 7.493,47........................ 5.454,37

Fonte: FB número 5.630 de 28/2 e 1 e 4 de março (Seeb SP)


COMENTÁRIO:

O Governo Federal acerta ao atender à reivindicação das entidades sindicais, legítimas representantes da classe trabalhadora. O Governo Federal erra ao não enfrentar o problema real de uma reforma tributária no Brasil, não cobrando atualmente impostos daqueles que sugam a riqueza gerada pela sociedade e onerando ainda a ampla maioria da classe proletária e deixando de fora banqueiros, donos de heranças e especuladores.

Eu, William Mendes, volto a afirmar o que defendi durante toda a campanha sobre a redução do IR na PLR. Como contador e militante de esquerda que defende um Estado forte e interventor na economia e não um Estado mínimo, que defende Educação, Saúde, Segurança e a coisa pública, eu não acho que o cerne da questão tributária seja isentar pessoas que ganham renda entre os 10% mais bem remunerados do país.

Eu (escriturário) e dezenas de milhares de bancários com salários baixos pagávamos algumas dezenas de reais de imposto de renda sobre a PLR.

O debate bloqueado no Brasil e pautado pela direita e pela elite é não permitir fazer uma reforma tributária onde a tributação passe a ser progressiva e não regressiva e onde se tribute propriedade, fortunas e heranças e a renda especulativa, ao invés de se tributar a classe trabalhadora no seu consumo diário de subsistência.

É isto o que eu penso. É o mesmo caso da CPMF. Enquanto eu e dezenas de milhares de trabalhadores pagávamos alguns reais por mês (dinheiro de cerveja), acabaram com uma receita de mais de 40 bilhões para o Estado (Saúde) e o Governo deixou de fiscalizar os milhões que passavam pela conta corrente dos fraudadores e da lavagem de dinheiro.

Falta mais debate ideológico sobre o Estado e o fortalecimento da democracia.

William Mendes

1.3.13

Contraf debate ascensão com BB e cobra negociação sobre plano de funções



Em cumprimento à cláusula 52ª do Acordo Coletivo de Trabalho, celebrado entre o Banco do Brasil e a Contraf-CUT, ocorreu nesta quinta-feira (28) a primeira reunião da Mesa Temática de Ascensão Profissional e Comissionamento, em Brasília. Serão realizadas quatro mesas entre fevereiro e maio.

Na abertura da reunião, as entidades sindicais cobraram do banco uma mesa de negociação sobre o Plano de Funções implantado unilateralmente no dia 28 de janeiro e que traz prejuízos aos direitos dos funcionários por causa da redução do valor pago nas gratificações de função, além da redução de salário para aqueles que aderirem às funções gratificadas de 6 horas.

O Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, definiu na última sexta-feira (22) um calendário de luta nas próximas semanas para denunciar os problemas que vêm sendo causados pelo BB aos seus funcionários. A atual gestão de pessoas do banco está colocando a empresa em risco por aumentar drasticamente o passivo trabalhista pelo ataque aos direitos dos bancários.

TRAVA CONTRA DESCOMISSIONAMENTOS (ACT) - AVALIAÇÕES SEMESTRAIS

Uma das primeiras cobranças feitas ao banco foi o esclarecimento sobre provável descumprimento da cláusula 44ª do ACT que estabelece trava contra descomissionamentos decorrentes de desempenho funcional. Os bancários não podem perder função sem o banco observar três ciclos avaliatórios consecutivos de GDP com desempenhos insatisfatórios. As avaliações sempre foram semestrais.

Nas últimas semanas havia instruções internas que geraram a suspeita de redução do tempo para três meses. O banco, porém, informou que não há mudança no ciclo avaliatório. A empresa explicou que está mudando a plataforma de recursos humanos e isso gerou a necessidade de algumas mudanças momentâneas para a implantação.

OUTRAS COBRANÇAS DOS BANCÁRIOS

Além de cobrar uma mesa de negociação sobre o Plano de Funções, também foi reivindicado que o BB apresente e discuta a nova IN 383 que trata de questões disciplinares.

Carreira de Mérito dos dirigentes sindicais caixas: a Contraf-CUT exigiu que o banco regularize a Carreira de Mérito dos caixas executivos que estão em mandato sindical, pois até o momento o acerto não foi realizado para esses trabalhadores.

Pagamento da PLR: na reunião foi protocolado também ofício pedindo aumento nos valores da PLR e celeridade no pagamento (após a reunião foi informado que o crédito será feito na próxima sexta-feira , dia 8 de março).

Ranqueamento de "carteiras zeradas": foi cobrado do banco que proíba o uso de ranking e a exposição na página da Dired de link com carteiras que não fizeram nenhuma venda de produto de seguridade desde o início da campanha atual. O gerente pode até estar cumprindo metas em outros itens, mas porque não contratou produto de seguridade num determinado período tem sua carteira exposta negativamente para quem quiser ver.

MESA DE ASCENSÃO PROFISSIONAL E COMISSIONAMENTO

Em relação à primeira reunião da mesa temática, o banco apresentou um pouco de sua metodologia sobre ascensão profissional. Foi explicado o que a empresa faz sobre o tema e algumas mudanças que ela pretende implantar.

A Contraf-CUT, assessorada pela Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, órgão da Confederação que assessora as mesas específicas com o banco, apresentou algumas premissas que os trabalhadores defendem em relação ao tema. Várias delas já são debatidas há algum tempo e fazem parte das pautas dos congressos dos funcionários e de suas resoluções:

- o TAO não é processo seletivo, mas sim um sistema do banco de recrutamento;

- é necessário haver melhorias nos instrumentos do banco para que haja transparência e democracia nas nomeações;

- todas as vagas nomeadas em funções comissionadas devem ser preenchidas por seleção interna e com maior objetividade;

- a pontuação no TAO deve equilibrar certificações internas, externas e o tempo de dedicação à empresa, independente da origem dos bancários ser anterior a 1998 ou não, bem como de bancos incorporados;

- a ordem de classificação no TAO deve ser respeitada;

- deve haver trava para que não ocorra fraude na classificação do TAO. O sistema não pode permitir que as pessoas retirem o nome a qualquer momento (a pedido de gestores), permitindo que outras bem abaixo na classificação, subam de uma hora para outra;

- o Progrid - processo seletivo da tecnologia - é um sistema interessante que poderia ser expandido para outras áreas. O TAO seleciona o público para fazer a prova objetiva. No Progrid vale a ordem de classificação alcançada e a entrevista tem caráter eliminatório, mas não final;

- o banco deve estar aberto às propostas de melhorias nos modelos que vierem a existir;

- os cursos necessários para pontuar no TAO devem estar abertos a todos e não somente a determinados públicos-alvo;

- Auditoria, Tecnologia e Dijur também possuem processos seletivos que têm pontos positivos;

- o banco deve apresentar e fornecer para a Contraf-CUT na mesa temática os modelos que ele já utiliza para fomentar os debates e sugestões de melhorias.

Fonte: Contraf-CUT
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POSIÇÃO DO BANCO

Vejam abaixo o comunicado do site de negociação coletiva do bb sobre a mesma reunião:

01/03 (09h10) - Mesa temática debate Comissionamento e Ascensão Profissional

Foi realizada na tarde de ontem, 28, a primeira mesa temática sobre Comissionamento e Ascensão Profissional entre o Banco do Brasil e a Comissão de Empresa da Contraf. A realização dessas mesas atende o disposto na cláusula 52ª do Acordo Coletivo 2012/2013, firmado em outubro do ano passado.

O encontro contou com a participação da executiva da Diref e negociadora do BB, Áurea Farias Martins, da executiva da Dipes, Ana Cristina Garcia, além de funcionários das diretorias envolvidas. Foram apresentados aos representantes sindicais alguns programas que permeiam as políticas de comissionamento e ascensão profissional desenvolvidas pelo Banco, como o TAO, a realização de Processos Seletivos Internos e os Programas Corporativos de Ascensão Profissional (para primeiros gestores na rede de agências, para Sureg, para Executivos e para gestores em Unidades no Exterior).

Além disso, foi mencionada pela Dipes a disposição da Empresa de iniciar uma revisão das políticas de ascensão profissional nas UE, UT e UA. Ao final da apresentação, os membros da Comissão de Empresa debateram e apresentaram sugestões sobre o tema com os representantes do BB.

“Essas mesas temáticas são oportunidades para apresentar alguns projetos que o Banco está pensando em implantar e colher as opiniões dos representantes sindicais”, afirmou a negociadora do BB, Áurea Martins. “Temos uma expectativa muito positiva no sentido de agregar as boas sugestões do funcionalismo para o desenvolvimento das políticas de ascensão da Empresa”, mencionou Ana Cristina.

Além das dúvidas e sugestões sobre a apresentação, os dirigentes sindicais questionaram o Banco sobre a GDC do primeiro semestre de 2013, prevista para ser finalizada em março. Foi esclarecido durante o encontro que o processo de avaliação em apenas 3 meses é uma situação excepcional, ocorrida em virtude da migração do ARH do BB para plataforma web. A partir de julho, quando a transição de sistemas estiver concluída, a GDC voltará ao seu prazo habitual de 6 meses.

As partes ficaram de agendar posteriormente a data da próxima mesa temática sobre comissionamento e ascensão profissional. Os dirigentes sindicais também solicitaram à negociadora do BB a realização de mesas para a discussão e negociação de outros temas elencados pela Comissão de Empresa.

28.2.13

Após cobrança da Contraf-CUT, BB anuncia crédito da PLR na próxima sexta



Depois que a Contraf-CUT protocolou nesta quinta-feira, dia 28, um ofício junto ao Banco do Brasil, em Brasília, cobrando o pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) do segundo semestre de 2012 o mais breve possível, o BB anunciou no final da tarde para a rede interna que vai efetuar o crédito na próxima sexta-feira, dia 8 de março, quando também ocorrerá a distribuição de lucros aos acionistas. Os valores não foram divulgados pelo banco.

O BB apresentou lucro líquido recorde de R$ 12,2 bilhões em 2012, uma alta de 0,65% em relação ao ano anterior. "O excelente resultado é fruto do trabalho intenso e dedicado do funcionalismo do Banco do Brasil", afirma o presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro, que assina a correspondência.

"Como o montante a ser distribuído aumentou cerca de 20% em relação ao semestre anterior, reivindicamos que o banco adeque o 'Módulo Fenaban' ao valor fixo daquela Convenção Coletiva de referência (metade do valor de R$ 1.540 = R$ 770), bem como aumente a quantidade de salários paradigma na tabela referente aos escriturários, caixas e comissionados", propõe o documento.

Fonte: Contraf-CUT

27.2.13

Contraf-CUT e CWA lançam publicação bilíngue para bancários do BB nos EUA



O Sindicato dos Trabalhadores em Comunicações da América (CWA), que representa mais de 700 mil trabalhadores de vários segmentos de serviços dos Estados Unidos, Canadá e Porto Rico, fez na última sexta-feira 22 a distribuição da primeira publicação bilíngue conjunta com a Contraf-CUT e com a UNI-Sindicato Global voltada para os funcionários do Banco do Brasil nos EUA. A iniciativa faz parte de uma campanha que visa dar início ao processo de sindicalização dos bancários norte-americanos, categoria que não possui sindicatos naquele país.

Clique aqui para ler a publicação bilíngue, em pdf.

A revista de oito páginas, editada pela Contraf-CUT em parceria com a CWA e com o Sindicato dos Bancários de São Paulo Osasco e região, tem o nome bilíngue O Espelho/The Mirror. No dia 22 foi entregue aos funcionários das agências do BB em Nova York e Miami. Os dirigentes sindicais norte-americanos informaram que os bancários foram bastante receptivos, demonstrando interesse em continuar o diálogo com a CWA, e que a atividade, portanto, foi um êxito.

"Essa notícia é encorajadora. A UNI está muito feliz com esses primeiros passos. Esperamos que possamos transformar essa bela iniciativa em algo realmente concreto. Parabéns aos que estão conduzindo esse processo", elogiou Philip Jennings, secretário-geral da UNI, que representa mais de 20 milhões de trabalhadores dos setores de serviços em todo o mundo, à qual a Contraf-CUT é filiada.

"Isso é fantástico e vamos dar continuidade a essas ações. Quero agradecer pelo grande trabalho", disse o presidente da CWA, Larry Cohen, em mensagem dirigida aos dirigentes que participaram das atividades em Nova York e Miami.

Para o presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro, que também preside a UNI Américas Finanças, "essa parceria é uma iniciativa inédita, que dá consequência prática ao acordo marco global que assinamos com o Banco do Brasil, ajuda os companheiros bancários americanos a se organizarem em sindicatos e mostra a importância da solidariedade internacional dos trabalhadores".

"Todo trabalhador tem direito a estar vinculado a uma entidade de classe, direito que nos Estados Unidos nem sempre é respeitado", acrescenta Juvandia Moreira, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo. "Estamos repassando aos bancários norte-americanos a nossa experiência e falando da importância da unidade nacional e da nossa convenção coletiva para as conquistas da categoria."

'Juntos somos mais fortes'

Com o título "Juntos somos mais fortes - CWA lança campanha pela sindicalização dos bancários nos Estados Unidos", a publicação traz um conjunto de matérias destacando a importância dos sindicatos e a necessidade de os trabalhadores se organizarem em suas entidades de classe para fortalecer a luta por seus direitos.

Uma das matérias apresenta a CWA aos bancários norte-americanos do BB. Outra informa sobre o Acordo Marco assinado pela UNI Américas Finanças com o Banco do Brasil, em maio de 2011, que garante aos bancários do BB que trabalham em qualquer país do continente americano e do Caribe os direitos fundamentais previstos nas declarações da Organização Internacional do Trabalho (OIT), entre eles o de sindicalização e de livre organização sindical.

Uma terceira reportagem explica a história de organização e de negociação dos bancários no Brasil. "Com muitas mobilizações e busca permanente da unidade nacional, os bancários brasileiros têm há exatos 20 anos uma Convenção Coletiva de Trabalho nacional, que garante aos trabalhadores de todos os bancos que operam no país, em todas as regiões, os mesmos salários, a mesma jornada de trabalho e os mesmos direitos econômicos e sociais - muitos dos quais vêm se ampliando através do tempo", afirma William Mendes, secretário de formação da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil.

Para Mário Raia, secretário de Relações Internacionais da Contraf-CUT, a edição de O Espelho bilíngue é mais um passo em um processo de aproximação com o movimento sindical norte-americano, que vem de longe. "E é uma parceria que ainda vai se estreitar mais e render ainda mais frutos", aposta.

Fonte: Contraf-CUT

Agenda Sindical... por onde ando (Assembleia BB, Plan. da Contraf e CEBB no DF)



Minha semana começou no interior de São Paulo. Estivemos reunidos em Embu das Artes na segunda e terça para um Planejamento Estratégico de nosso campo político na Confederação.


Na segunda-feira ainda saí do interior, fui para a nossa assembleia do bb na quadra dos bancários e retornei na mesma noite para o Embu. Os bancários de nossa base decidiram por não instalarmos a CCV de 7ª e 8ª horas do bb. 

Também decidimos incluir alguns atos de mobilização na agenda construída pelo Comando Nacional dos bancários para lutar contra os problemas do plano de funções do bb e outras questões que prejudicam bancários e população.

Nesta quarta-feira estou em Brasília DF para tratar de questões do bb.

Na quinta-feira temos reunião da Comissão de Empresa dos Funcionários do bb às 10 horas para organizar a primeira mesa temática de Ascensão Profissional e Comissionamentos com o banco às 14 horas.

Na sexta-feira à tarde estarei em São Paulo para reunião de coletivo de banco no meu sindicato.


SOMOS FORTES, SOMOS CUT!

26.2.13

Funcionários do BB definem mobilização (no SEEB SP)


Em assembleia com cerca de 500 funcionários, trabalhadores decidem paralisar atividades por uma hora na quinta 28 em protesto à imposição do plano de funções pela direção da empresa
São Paulo - Os bancários de São Paulo, Osasco e região irão intensificar a mobilização para pressionar a diretoria do Banco do Brasil a rever o novo plano de funções. A decisão foi tomada pela maioria dos 500 bancários que participaram da assembleia realizada na noite de segunda 25, na Quadra.
O primeiro protesto ocorrerá na quinta 28, com a interrupção por uma hora das atividades nos complexos administrativos no período da manhã. Também foi aprovada a realização de outra assembleia em 5 de março, novamente na Quadra, para organizar paralisação de 24 horas no dia 7 de março.

“Os bancários deram um recado à direção da empresa nessa assembleia: não estão satisfeitos com a posição do banco e que estão dispostos a se mobilizar para reverter essa situação”, diz a presidenta do Sindicato, Juvandia Moreira.

No novo plano de funções, a direção do Banco do Brasil provocou redução de salário – em média 16,25% –, exclusão da CCV de parte dos comissionados, passou a exigir assinatura de termo de adesão para tentar impedir que o trabalhador cobre na Justiça o pagamento das horas extras referentes a anos passados, além de mudanças prejudiciais em unidades como a Ditec (diretoria de tecnologia) e na composição das verbas salariais.

Comando Nacional - O Comando Nacional dos Bancários, que reúne os maiores sindicatos e federações de trabalhadores do país, em reunião na sexta 22, também já havia definido ações em todo o país. Entre as manifestações, que serão agregadas às propostas aprovadas pelos bancários na assembleia da Quadra, ficou definida a organização de campanha nacional para denunciar ao governo e à sociedade as investidas da direção do Banco do Brasil contra seus trabalhadores.

Em 5 de março o Comando Nacional procurará parlamentares no Congresso Nacional, aos quais entregará documento com os problemas enfrentados pelos trabalhadores. No dia 6, após a Marcha das Centrais por Desenvolvimento, Cidadania e Valorização do Trabalho, ocorrerá reunião com o Ministério da Fazenda, Guido Mantega, para tratar das questões dos funcionários do BB. E no dia 20 de março haverá Dia Nacional de Luta com paralisações. Outro protesto nacional, com novas paralisações, ocorrerá no final de abril.

“É imprescindível mantermos a coesão e a unidade nacional nessa luta. A mobilização conjunta é imprescindível para pressionar a direção da empresa”, afirma o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, William Mendes.

Ações sindicais – Além da assembleia para organizar os funcionários na luta contra as alterações no plano de funções implantadas pela direção do banco sem negociação com os representantes dos trabalhadores, os funcionários realizaram na quarta-feira 20 Dia Nacional de Luta que, em São Paulo, envolveu empregados das concentrações Marambaia, SAC, Compensação, CSA (Luz e São Luiz), São João, CSI e XV de Novembro.

> Nova mobilização contra plano de funções no BB

Foi a segunda grande manifestação em pouco mais de duas semanas. A primeira ocorrera em 6 de fevereiro com cerca de mil trabalhadores em frente ao Complexo São João, na região central da capital paulista.

Reação forte contra plano de funções imposto pelo BB

Além dos atos, o Sindicato entrou em contato com o senador Wellington Dias (PT-PI) e o deputado federal Ricardo Berzoini (PT-SP), denunciando a postura da direção da empresa.

A entidade já realizou reuniões com funcionários de setores do banco, como Ditec e Reseg, para os quais já estão sendo propostas ações judiciais.

> Reunião com Reseg e Ditec sobre plano de funções do BB

Foi realizada também plenária na Quadra, com a participação de mais de 400 trabalhadores. O Sindicato conquistou, ainda, liminar ampliando em 30 dias o prazo para assinatura do chamado termo de posse à função comissionada para os cargos de oito horas. O termo visa impedir que funcionários questionem futuramente o pagamento das sétima e oitava horas como hora extra.

Plenária: funcionários do BB nas ruas contra plano de funções

A Contraf-CUT acionará o Ministério Público do Trabalho questionando a redução de direitos dos trabalhadores com a implantação do novo plano.

CCV rejeitada - Os bancários decidiram também na assembleia pela não instalação da Comissão de Conciliação Voluntária (CCV) para discutir a sétima e oitava horas e aprovaram ingresso imediato de ações na Justiça a partir de grupos homogêneos.

Leia mais
Tire suas dúvidas sobre o plano de funções

Jair Rosa - 25/2/2013
(Atualizada às 23h57)

22.2.13

Conferência Nacional dos Bancários será de 19 a 21 de julho, define Comando



Reunido nesta sexta-feira 22 em São Paulo, o Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, aprovou o calendário da campanha nacional da categoria em 2013 e a estratégia de luta contra os problemas do plano de funções comissionadas do Banco do Brasil. A reunião foi realizada na sede da Contraf-CUT.

O Comando definiu a data da Conferência Nacional dos Bancários, que será realizada no Hotel Holliday Inn, em São Paulo, para os dias 19, 20 e 21 de julho. As datas das conferências regionais, que devem ser concluídas até 15 dias antes da Conferência Nacional, serão acertadas pela Contraf-CUT com as federações de bancários.

Já os congressos dos trabalhadores do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal foram marcados para os dias 17 a 19 de maio, também em São Paulo. Embora agendados para a mesma data e o mesmo local, serão realizados separadamente, como nos últimos anos.

"Decidimos repetir a estratégia do ano passado, de antecipar os congressos dos bancos federais e buscar o estreitamento da unidade nacional, que tem sido o fator fundamental das campanhas vitoriosas dos últimos anos", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.

Campanha no Banco do Brasil

A luta dos funcionários do BB contra os efeitos nocivos do plano de funções comissionadas, implementado pela empresa dia 28 de janeiro, foi o outro tema da reunião do Comando Nacional, que teve a participação da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil.

"Cada vez vai ficando mais claro para o funcionalismo que o plano do banco é macabro. Ele tem o objetivo de anular as conquistas obtidas com luta nos últimos anos e prejudica tanto o segmento de 'confiança' quanto o 'gratificado'. Por isso precisamos mobilizar os trabalhadores para barrar mais esse ataque contra direitos conquistados", critica William Mendes, diretor de Formação da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.

Após avaliação dos problemas do novo plano, o Comando deliberou por organizar uma grande campanha nacional para denunciar ao governo e à sociedade os riscos de gestão temerária e futuros prejuízos decorrentes da péssima administração atual da empresa. "Caso a empresa não reverta os principais problemas do plano, corre o risco de dobrar o seu passivo trabalhista nos próximos anos", adverte William.

A campanha contra os problemas do plano do BB inclui o seguinte calendário:

Dia 5 de março - apresentação da marca de campanha e panfletagem a parlamentares e ministros em Brasília.

6 de março - em conjunto com a Marcha das Centrais por Desenvolvimento, Cidadania e Valorização do Trabalho, haverá um ato no Ministério da Fazenda e a busca de interlocução com o ministro Guido Mantega para tratar das questões do BB.

Primeira quinzena de março - elaboração da revista O Espelho - Especial Plano de Funções.

20 de março - novo dia nacional de luta.

Março e abril - campanha nacional em todas as bases sindicais para denunciar os problemas causados pela gestão do BB tanto ao corpo funcional quanto ao governo e sociedade, com plenárias e eventos de divulgação.

Maio - Congressos dos bancos públicos entre 17 e 19 em São Paulo.

Fonte: Contraf-CUT

21.2.13

BB tem lucro recorde de R$ 12,2 bi, expande crédito mas aumenta tarifas



Mesmo atuando como agente do governo federal para aumentar a oferta de crédito e reduzir os juros e o spread, junto com a Caixa Econômica Federal, e fazendo provisionamento excessivo para devedores duvidosos, o Banco do Brasil apresentou lucro líquido nominal recorde de R$ 12,2 bilhões em 2012, uma alta de 0,65% em relação ao ano anterior. O BB e a Caixa foram os dois únicos que já divulgaram balanço a aumentarem o lucro líquido em relação a 2011.

Quando considerado apenas o quarto trimestre de 2012, o lucro líquido do BB cresceu 45,42%, atingindo R$ 3,97 bilhões. A reversão de R$ 476 milhões nas provisões para crédito de liquidação duvidosa e a alienação de imóveis, num montante R$ 1,1 bilhão, foram determinantes para esse resultado no último trimestre. O retorno anualizado sobre o patrimônio líquido médio (RSPL) foi de 19,8%.

Pelo conceito de lucro líquido ajustado (o que exclui eventos extraordinários), o resultado do BB no ano passado foi de R$ 11,5 bilhões, com queda de 1,9% em 12 meses. Esse resultado foi significativamente influenciado pelo montante das perdas atuariais do Plano de Benefícios da Previ, que caiu 54,5% (em números absolutos recuou R$ 1,6 bilhão, em relação a dezembro de 2011).

Veja aqui análise do balanço do BB feita pelo Dieese.

A carteira de crédito ampliada atingiu R$ 580,8 bilhões em dezembro, com expansão de 24,9% no ano e 9,1%, em relação ao terceiro trimestre. A carteira de Pessoa Física (com 26,3% da carteira total) apresentou crescimento de 16,8% no ano, com maior peso nos empréstimos consignados (de menor risco), que cresceram 14,3%. Merece destaque o crescimento do crédito imobiliário, com alta de 69% frente a dezembro de 2011 e de 19,8% no último trimestre do ano.

Mas se o BB reduziu juros e spread seguindo orientação do governo, as receitas de prestação de serviços e tarifas bancárias cresceram 15,5% no ano, atingindo R$ 21,1 bilhões. As despesas de pessoal cresceram 10,7%, chegando a R$ 16,5 bilhões. Com isso, a cobertura das despesas de pessoal por estas receitas secundárias do banco passou de 122,32% para 127,68%.

O BB abriu 99 novas agências em 2012, passando para 5.362. O número de funcionários passou de 113.810 para 114.182, o que significa que, em um ano, o banco abriu apenas 372 novos postos de trabalho para uma demanda que cresceu muito mais. Além disso, fechou 298 postos de trabalho nos últimos três meses de 2012.

"Um banco público como o BB não pode seguir o péssimo exemplo dos bancos privados, reduzindo custos e funcionários e aumentando receitas com majoração de tarifas para compensar a redução de juros e spread", critica Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT.

PDD aumenta, mesmo com inadimplência estável

O indicador de inadimplência do BB acima de 90 dias permaneceu praticamente estável em 2,05% (1,77%, excluindo-se as operações do Banco Votorantin) e abaixo do apresentado pelo sistema financeiro nacional, que atingiu 3,64% no mesmo período.

Apesar disso, as despesas de PDD cresceram 15,84% em relação a dezembro de 2011, chegando a R$ 13,9 bilhões - maior que o lucro líquido do ano.

"A exemplo dos bancos privados, o BB também maquiou o balanço com o superdimensionamento das provisões para devedores duvidosos diante de uma inadimplência estável, o que vai impactar na PLR dos funcionários", afirma Carlos Cordeiro.

A carteira Pessoa Jurídica cresceu 30,3% em 12 meses, com destaque para as operações de crédito para micro e pequenas empresas, com alta de 30,7% em 2012. A carteira de crédito no exterior atingiu R$ 46,4 bilhões, com crescimento de 32,8% em relação a dezembro de 2011.

A carteira de agronegócio teve alta de 20,8%. O Banco do Brasil tem 62,5% de participação de mercado neste segmento de crédito. As linhas Pronaf e Pronamp cresceram, respectivamente, 20,7% e 66,1%.
Os ativos totais do Banco do Brasil superaram R$ 1,15 trilhão, o que representou expansão de 17,3% sobre dezembro de 2011.

Fonte: Contraf-CUT