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31.10.11

Contraf e Dieese finalizam 1º módulo do curso de formação sindical no Sul


Curso está sendo realizado na Escola Sul da CUT, em Florianópolis

A Contraf-CUT, em parceria com o Dieese, finalizou na tarde desta sexta-feira (28) o primeiro módulo do curso de formação sindical, iniciado na segunda (24), voltado para diretores e diretoras de sindicatos de bancários dos estados da região Sul, além de São Paulo, Mato Grosso do Sul e Rondônia.

O curso teve como foco os fundamentos políticos da sociedade atual e do sistema financeiro e o papel do movimento sindical frente a essa realidade. O módulo foi realizado na Escola Sul da CUT, em Florianópolis.

"Foi uma semana de intensa produção e troca de conhecimento sobre a sociedade brasileira, sobre movimento sindical, além de questões mundiais. Com isso buscamos auxiliar dirigentes sindicais a se prepararem para os próximos desafios nas funções de liderança do movimento", avalia William Mendes, secretário de Formação da Contraf-CUT.

"Apesar do intenso processo de greve, os dirigentes aceitaram o desafio de participar de um curso de uma semana fora de suas bases. A turma veio com muito fôlego e entusiasmo. Temos a agradecer as entidades que enviaram seus representantes", ressalta William.

Trabalhos

No primeiro dia de curso houve uma discussão sobre a sociedade contemporânea e seus atores e o papel dos movimentos populares. "Fizemos uma análise sobre questões como individualismo, consumismo, o poder da mídia e do capital. Também refletimos sobre o movimento social e popular, nele incluído o movimento sindical", relata William. Além disso, houve a exibição dos filmes "Ilha das Flores" e "De onde vêm as coisas".

No segundo dia, além de atividades que envolveram música, crônicas e debates sobre temas que remetem ao mundo do trabalho, houve discussão sobre o conceito de mais valia, em Marx, e a teoria dos rendimentos marginais decrescentes da Escola Econômica Neoclássica. "Vimos ainda questões da condição do trabalho nas sociedades antigas, na idade média e na modernidade. A questão do escravo, do servo e do assalariado", conta William. Houve ainda exibição do filme "Eles não usam black tie".

No terceiro dia de formação houve debate sobre estrutura sindical brasileira. "Falamos sobre concepção e prática dos sindicatos. Abordamos temas como correntes políticas, imposto sindical e justiça do trabalho", ressalta William. Houve exibição do filme "Nossos Bravos", sobre a greve de 1917 e os movimentos grevistas do início do século XX.

"Tivemos ainda debate com a participação de Roberto Von der Osten, o Betão, militante histórico da região Sul do País e que fez um depoimento de como foram as lutas dos bancários nos anos de ditadura militar e de como se deu a construção da organização nacional da categoria na Central Única dos Trabalhadores", relata.

No quarto dia, os participantes estudaram as origens do sindicalismo no Brasil, as leis trabalhistas e os sindicatos na Era Vargas (1930-45), o sindicalismo no intervalo democrático de 1945 a 1964, depois o duro período do movimento sindical durante a Ditadura civil-militar no Brasil entre 1964-1985.

"Vimos ainda algumas greves históricas, a manipulação dos índices inflacionários pelo governo militar e o papel do Dieese em desmascarar os militares e empresários, ouvimos músicas sobre o período da ditadura e analisamos as conquistas da sociedade civil na nova constituição de 1988", relata o dirigente sindical.

No quinto e último dia, os dirigentes estudaram a história do sindicalismo e dos movimentos sociais no período que vai dos 1980 até a atualidade. Analisaram os planos econômicos que foram implementados dos anos 1980-90, passando pelos planos Verão, Bresser, Collor e Real. "Fizemos uma linha do tempo com eventos mundiais e nacionais dos anos noventa até hoje e que repercutiram no mundo sindical e dos trabalhadores", afirma William.

Calendário

O curso é formado por mais dois módulos. Confira as datas:

- Segundo módulo: 21 a 25 de novembro

- Terceiro módulo: 12 a 16 de novembro

A Contraf-CUT percorreu todas as regiões do país aplicando este curso de formação aos dirigentes bancários dos sindicatos. "Com todas as dificuldades de se montar um curso desse porte, com três módulos de cinco dias, conseguimos oferecer o curso para dirigentes de todas as regiões do país, como havíamos nos comprometido", ressalta William.

Fonte: Contraf-CUT

Por onde ando... agenda de 31/10 a 4/11



Após uma semana de curso em Florianópolis (SC), nesta semana estarei em SP.

SEGUNDA-FEIRA

Pela manhã, escrevendo propostas para o planejamento do Sindicato para a gestão 2011/14. Vamos debater em coletivo de banco na parte da tarde.

TERÇA-FEIRA

Estive escrevendo para o planejamento do Sindicato pela manhã e tivemos reunião do coletivo de banco bb até à noite.

QUARTA-FEIRA

Feriado.

QUINTA-FEIRA

De manhã, escrevendo, e à tarde na reunião de planejamento do Sistema Diretivo do Sindicato.

SEXTA-FEIRA

Ausente do movimento (estarei fora de SP)

29.10.11

Artigo: Ao Companheiro Lula


Lula, "O filho do Brasil"

Querido presidente Lula, desejo-lhe muita energia para vencer o período de tratamento contra a doença que lhe aflige e torço por uma rápida recuperação para que o senhor possa continuar vivendo bem com os seus entes queridos e seguir ajudando o mundo a ser um lugar melhor para se viver.

Abraços do brasileiro, 

William Mendes

1º Encontro Mundial de Blogueiros aprova documento com prioridades de luta


Apresentação do blog:

Aconteceu em Foz do Iguaçu, no Paraná, esse importante encontro progressista e democrático de blogueiros e defensores da mídia livre. Assim como ocorreu nos dois encontros nacionais de blogueiros, não pude ir neste também por agendas de trabalho sindical coincidentes ou por questões de cunho pessoal.

Não pude estar neste evento que começou na quinta, pois estava ali perto - em Florianópolis -, coordenando juntamente com o Dieese o curso de formação Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro. Mas tenho tranquilidade em defender as decisões e consensos ali tomados porque aquele fórum busca a democracia participativa de fato.

A matéria abaixo tem como fonte a Carta Maior, importante portal de esquerda do Brasil.

William Mendes

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Blogueiros de 23 países aprovam Carta de Foz do Iguaçu

Documento defende luta por liberdade de expressão, contra qualquer tipo de censura ou perseguição política dos poderes públicos e das corporações do setor, por novos marcos regulatórios da comunicação, pelo acesso universal à banda larga de qualidade e contra qualquer tentativa de cerceamento e censura na internet. Próximo encontro já está marcado para novembro de 2012, também em Foz do Iguaçu.

Marcel Gomes

O 1º Encontro Mundial de Blogueiros, realizado em Foz do Iguaçu (Paraná, Brasil), nos dias 27, 28 e 29 de outubro, confirmou a força crescente das chamadas novas mídias, com seus sítios, blogs e redes sociais. Com a presença de 468 ativistas digitais, jornalistas, acadêmicos e estudantes, de 23 países e 17 estados brasileiros, o evento serviu como uma rica troca de experiências e evidenciou que as novas mídias podem ser um instrumento essencial para o fortalecimento e aperfeiçoamento da democracia.

Como principais consensos do encontro – que buscou pontos de unidade, mas preservando e valorizando a diversidade –, os participantes reafirmaram como prioridades:

- A luta pela liberdade de expressão, que não se confunde com a liberdade propalada pelos monopólios midiáticos, que castram a pluralidade informativa. O direito humano à comunicação é hoje uma questão estratégica;

- A luta contra qualquer tipo de censura ou perseguição política dos poderes públicos e das corporações do setor. Neste sentido, os participantes condenam o processo de judicialização da censura e se solidarizam com os atingidos. Na atualidade, o WikiLeaks é um caso exemplar da perseguição imposta pelo governo dos EUA e pelas corporações financeiras e empresariais;

- A luta por novos marcos regulatórios da comunicação, que incentivem os meios públicos e comunitários; impulsionem a diversidade e os veículos alternativos; coíbam os monopólios, a propriedade cruzada e o uso indevido de concessões públicas; e garantam o acesso da sociedade à comunicação democrática e plural. Com estes mesmos objetivos, os Estados nacionais devem ter o papel indutor com suas políticas públicas.

- A luta pelo acesso universal à banda larga de qualidade. A internet é estratégica para o desenvolvimento econômico, para enfrentar os problemas sociais e para a democratização da informação. O Estado deve garantir a universalização deste direito. A internet não pode ficar ao sabor dos monopólios privados.

- A luta contra qualquer tentativa de cerceamento e censura na internet. Pela neutralidade na rede e pelo incentivo aos telecentros e outros mecanismos de inclusão digital. Pelo desenvolvimento independente de tecnologias de informação e incentivo ao software livre. Contra qualquer restrição no acesso à internet, como os impostos hoje pelos EUA no seu processo de bloqueio à Cuba.

Com o objetivo de aprofundar estas reflexões, reforçar o intercâmbio de experiências e fortalecer as novas mídias sociais, os participantes também aprovaram a realização do II Encontro Mundial de Blogueiros, em novembro de 2012, na cidade de Foz do Iguaçu. Para isso, foi constituída uma comissão internacional para enraizar ainda mais este movimento, preservando sua diversidade, e para organizar o próximo encontro.

Fonte: Carta Maior

28.10.11

Curso Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro (V)


Participantes do curso Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro

Vencemos o primeiro módulo de nosso curso de formação para dirigentes bancários da região sul do País, que acabou contando com a participação de mais entidades e tivemos seis estados incluídos no curso.

Nesta sexta-feira, vimos a história do sindicalismo e dos movimentos sociais no período que vai dos anos oitenta até a atualidade. Passamos pela luta social contra a ditadura e pela volta da democracia no Brasil.

Estudamos os vários planos econômicos que foram implementados dos anos oitenta aos noventa, passando pelos planos Verão, Bresser, Collor e Real.

Fizemos uma linha do tempo com eventos mundiais e nacionais dos anos noventa até hoje e que repercutiram no mundo sindical e dos trabalhadores.

O grupo fez uma avaliação final do primeiro módulo e todo/as retornam agora às suas bases.

MINHA AVALIAÇÃO

O grupo deste curso é encantador, comprometido e muito participativo. 

Apesar do cansaço do pós-greve nacional de 21 dias, o/as dirigentes aceiraram o desafio de participar de um curso de uma semana fora de suas bases e distantes da família, e por incrível que pareça, não houve atrasos e o cansaço foi superado com muito ânimo para pensarmos os desafios da categoria bancária para o próximo período.

Valeu e desde já agradecemos muito a todo/as que se envolveram para a realização deste primeiro módulo - entidades sindicais, funcionário/as, Dieese e os próprios participantes.

Próximo módulo será entre os dias 21 a 25 de novembro.

William Mendes

27.10.11

Curso Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro (IV)


Vencemos o quarto dia de nosso curso de formação.

Nesta quinta estudamos as ORIGENS DO SINDICALISMO NO BRASIL, seguindo a programação de ontem.

Vimos as leis trabalhistas e os sindicatos na Era Vargas (1930-45), o sindicalismo no intervalo democrático de 1945 a 1964, depois o duro período do movimento sindical durante a Ditadura civil-militar no Brasil entre 1964-1985).

No final do dia começamos o período de 1985 a 1990 no Brasil.

Mestre Carlindo nos mostra história do salário mínimo

Durante os trabalhos, os participantes viram discurso de Getúlio Vargas para discutir um pouco do chamado Trabalhismo. Também usamos jornais do movimento sindical da época, tanto dos pelegos quanto dos progressistas.


Quarta à noite: depois de tanto estudo,
o pessoal jantou junto


Quarta à noite: produzindo conhecimento coletivo... e amizades 

Na quarta: O "história viva"
Betão é cortejado por todo mundo
Vimos algumas greves históricas, a manipulação dos índices inflacionários pelo governo militar e o papel do Dieese em desmascarar os milicos e empresários, ouvimos música sobre o período da ditadura e analisamos as conquistas da sociedade civil na nova constituição de 1988.

Foi um excelente dia de trabalho coletivo.

William Mendes

Curso Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro (III)


O terceiro dia de formação teve um debate durante a parte da manhã sobre a estrutura sindical brasileira com perguntas que refletiram o porquê de haver 7 centrais sindicais mesmo com uma legislação que define nosso modelo formal com unicidade.

Betão fala sobre história dos bancários
Falamos sobre concepção e prática dos sindicatos. Abordamos temas como correntes políticas e imposto sindical e justiça do trabalho.

Vimos um filme do Dieese dos anos 80 chamado "Nossos Bravos" sobre a greve de 1917 e os movimentos grevistas do início do século XX.

Na parte da tarde tivemos um ótimo momento de debate com a participação de Roberto Von Der Hosten - o Betão -, militante histórico da região Sul do País e que fez um depoimento de como foram as lutas dos bancários nos anos de ditadura militar e de como se deu a construção da organização nacional dos bancários na Central Única dos Trabalhadores. Falou da construção dos sindicatos CUTistas no Paraná e da militância partidária desde a construção do Partido dos Trabalhadores.

A cada módulo do curso, mais aprendemos
com nossas referências históricas

Dia muito bom em termos de compartilhamento de conhecimento coletivo. Nesta quinta tem mais!

25.10.11

Curso Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro (II)

Dirigentes de seis Estados participam
do curso de Formação.
O segundo dia do curso foi muito bom. A turma está com uma participação muito boa.

Além de atividades que envolveram música, crônicas e debates sobre vários temas que remetem ao mundo do trabalho, estudamos temas um pouco mais técnicos como MAIS VALIA em Marx e teoria dos rendimentos marginais decrescentes da Escola Econômica Neoclássica.

Na passagem do Feudalismo para o
Capitalismo, onde mesmo ficavam
os valores iluministas?

Mestre Carlindo fala da teoria dos rendimentos
decrescentes dos neoclássicos

Vimos um pouco da questão da condição do trabalho nas sociedades antigas, na idade média e na modernidade. A questão do escravo, do servo e do assalariado.

Lemos um texto de Leo Huberman ao final do dia e começamos a discutir um pouco dos sindicatos para amanhã começarmos a estudar o movimento sindical e a luta dos trabalhadores desde a República Velha até os dias atuais.

A formação sindical é gratificante, 
pois em todos os cursos construímos 
conhecimento coletivo.







Na noite desta terça, o pessoal assistiu ao filme "Eles não usam black tie". Ontem, a turma viu o filme "Germinal".

É isso, amanhã vamos para o terceiro dia de formação.

24.10.11

Curso Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro - Início (I)


O PRIMEIRO DIA DO CURSO foi muito bom. Fizemos uma discussão sobre a sociedade contemporânea e seus atores e o papel dos movimentos populares.

Fizemos uma análise sobre questões como individualismo, consumismo, o poder da mídia e do capital.

Grupos de trabalho.

Grupos de trabalho.
Fizemos grupos de trabalho e no fim do dia lemos um texto do Boaventura "Carta às esquerdas".

Grupos de trabalho.

Também refletimos sobre o movimento social e popular, nele incluído o movimento sindical.

Mestre Carlindo do Dieese.
Com a coordenação pedagógica de nosso mestre Carlindo e do Rodrigo, após leituras e discussões, vimos dois pequenos filmes para pensarmos um pouco essa sociedade que discutimos. "Ilha das Flores" e "De onde vêm as coisas".



Rodrigo do Dieese.

E aqui temos o texto do Boaventura:


Carta às esquerdas

Livre das esquerdas, o capitalismo voltou a mostrar a sua vocação antissocial. Voltou a ser urgente reconstruir as esquerdas para evitar a barbárie. Como recomeçar? Pela aceitação de algumas ideias. A defesa da democracia de alta intensidade é a grande bandeira das esquerdas.

Boaventura de Sousa Santos


Não ponho em causa que haja um futuro para as esquerdas mas o seu futuro não vai ser uma continuação linear do seu passado. Definir o que têm em comum equivale a responder à pergunta: o que é a esquerda? A esquerda é um conjunto de posições políticas que partilham o ideal de que os humanos têm todos o mesmo valor, e são o valor mais alto. Esse ideal é posto em causa sempre que há relações sociais de poder desigual, isto é, de dominação. Neste caso, alguns indivíduos ou grupos satisfazem algumas das suas necessidades, transformando outros indivíduos ou grupos em meios para os seus fins. O capitalismo não é a única fonte de dominação mas é uma fonte importante.

Os diferentes entendimentos deste ideal levaram a diferentes clivagens. As principais resultaram de respostas opostas às seguintes perguntas. Poderá o capitalismo ser reformado de modo a melhorar a sorte dos dominados, ou tal só é possível para além do capitalismo? A luta social deve ser conduzida por uma classe (a classe operária) ou por diferentes classes ou grupos sociais? Deve ser conduzida dentro das instituições democráticas ou fora delas? O Estado é, ele próprio, uma relação de dominação, ou pode ser mobilizado para combater as relações de dominação?

As respostas opostas a estas perguntas estiveram na origem de violentas clivagens. Em nome da esquerda cometeram-se atrocidades contra a esquerda; mas, no seu conjunto, as esquerdas dominaram o século XX (apesar do nazismo, do fascismo e do colonialismo) e o mundo tornou-se mais livre e mais igual graças a elas. Este curto século de todas as esquerdas terminou com a queda do Muro de Berlim. Os últimos trinta anos foram, por um lado, uma gestão de ruínas e de inércias e, por outro, a emergência de novas lutas contra a dominação, com outros atores e linguagens que as esquerdas não puderam entender.

Entretanto, livre das esquerdas, o capitalismo voltou a mostrar a sua vocação antissocial. Voltou a ser urgente reconstruir as esquerdas para evitar a barbárie. Como recomeçar? Pela aceitação das seguintes ideias.

Primeiro, o mundo diversificou-se e a diversidade instalou-se no interior de cada país. A compreensão do mundo é muito mais ampla que a compreensão ocidental do mundo; não há internacionalismo sem interculturalismo.

Segundo, o capitalismo concebe a democracia como um instrumento de acumulação; se for preciso, ele a reduz à irrelevância e, se encontrar outro instrumento mais eficiente, dispensa-a (o caso da China). A defesa da democracia de alta intensidade é a grande bandeira das esquerdas.

Terceiro, o capitalismo é amoral e não entende o conceito de dignidade humana; a defesa desta é uma luta contra o capitalismo e nunca com o capitalismo (no capitalismo, mesmo as esmolas só existem como relações públicas).

Quarto, a experiência do mundo mostra que há imensas realidades não capitalistas, guiadas pela reciprocidade e pelo cooperativismo, à espera de serem valorizadas como o futuro dentro do presente.

Quinto, o século passado revelou que a relação dos humanos com a natureza é uma relação de dominação contra a qual há que lutar; o crescimento econômico não é infinito.

Sexto, a propriedade privada só é um bem social se for uma entre várias formas de propriedade e se todas forem protegidas; há bens comuns da humanidade (como a água e o ar).

Sétimo, o curto século das esquerdas foi suficiente para criar um espírito igualitário entre os humanos que sobressai em todos os inquéritos; este é um patrimônio das esquerdas que estas têm vindo a dilapidar.

Oitavo, o capitalismo precisa de outras formas de dominação para florescer, do racismo ao sexismo e à guerra e todas devem ser combatidas.

Nono, o Estado é um animal estranho, meio anjo meio monstro, mas, sem ele, muitos outros monstros andariam à solta, insaciáveis à cata de anjos indefesos. Melhor Estado, sempre; menos Estado, nunca.

Com estas ideias, vão continuar a ser várias as esquerdas, mas já não é provável que se matem umas às outras e é possível que se unam para travar a barbárie que se aproxima.


Boaventura de Sousa Santos é sociólogo e professor catedrático da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (Portugal).

Fonte: Carta Maior

Por onde ando... Curso de Formação Sind. Soc. e Sist. financeiro, em Florianópolis SC

Abertura do curso na Escola Sul 
com 16 participantes.
Estou na Escola Sul da CUT em Florianópolis para a 5ª etapa de nosso Curso de Formação Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro, promovido pela Contraf-CUT em parceria com o Dieese.

A gestão da Contraf-CUT se comprometeu neste mandato de 2009 a 2012 a percorrer todas as regiões do País aplicando este curso de formação aos dirigentes bancários dos sindicatos filiados a nós.

Com todas as dificuldades de se montar um curso desse porte, com 3 módulos de 5 dias, conseguimos ter uma turma com dirigentes de vários estados - RS, SC, PR, RO, SP, MS.
 
Boa turma e acredito que teremos uma ótima produção de conhecimento coletivo e sindical nesta semana aqui em Floripa.

William Mendes