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31.12.25

Blog A Categoria Bancária - Retrospectiva 2025

 


Retrospectiva 2025

Na primeira postagem do ano, abordo o tema da sindicalização: compartilho com as leitoras e leitores minha história de filiação ao Sindicato e de militante ativo da sindicalização da categoria bancária ao longo de décadas. Avalio naquele momento que poderia ser tratado de forma mais respeitosa pelo nosso Sindicato.

Ainda em janeiro, publiquei dois artigos tratando da questão do não recolhimento e repasse por parte do Banco do Brasil das contribuições patronais e dos associados da Cassi entre os anos de 2010 e 2023 nas reclamatórias trabalhistas. A autogestão em saúde dos funcionários do BB se viu envolvida em um problema com origem nos acordos entre patrão, funcionários e ex-funcionários. A Cassi, de vítima no processo por não receber os valores estatutários devidos à época, passou a sofrer pressão por cobrar o que lhe era devido.

Em fevereiro, o tema tratado pelo blog foi a Previ, a Caixa de Previdência dos funcionários do Banco do Brasil, nosso fundo de pensão com 120 anos de existência. A Previ teve que lidar com interferências políticas externas por causa de acusações infundadas de “rombo” ou “prejuízo”, coisa sem pé nem cabeça. O TCU determinou auditoria em nossa Caixa de Previdência, que já é fiscalizada e auditada pela Previc e por diversas instâncias previstas na legislação brasileira e nos regulamentos internos do fundo.

No mês de março participei de algumas atividades políticas como, por exemplo, a prestação de contas do mandato de Luna Zarattini (virtual) e o Dia Internacional das Mulheres, na Paulista, e no ato contra anistia para golpistas em 30/03, quando os manifestantes caminharam até a sede do antigo DOI-Codi, centro de torturas da ditadura brasileira. Estive também com o JuntOz na Câmara Municipal de Osasco.

Fiz mais um artigo sobre a Cassi, a respeito do projeto de terceirização das CliniCassi, o “Bem Cassi”. Decidi não mais opinar sobre a nossa Caixa de Assistência na forma de artigos de reflexão. Sobre a Cassi, a partir de agora, só sobre o passado, minha experiência como gestor eleito e a história da autogestão. Não falo mais do presente, nem do futuro.

Publiquei no blog alguns textos de apresentação dos cadernos do blog com a retrospectiva de determinados anos: 2022, 2023, 2020, 2021, 2006 e 2007. Não estão em ordem cronológica porque estou no processo de sistematização do blog inteiro e ainda faltam alguns anos. Nos meses seguintes, terminei os cadernos de outros anos.

Em abril, tivemos mais um capítulo do ataque político que a Previ vinha sofrendo, desta vez, o TCU visitou a direção da Previ, pediu mais de dois mil documentos e no relatório abordou algo que não foi pedido aos gestores... Lembrando que o órgão responsável por fundos de previdência fechada é a Previc.

Fiz um artigo me solidarizando com vítimas de lawfare e cancelamentos: a vítima da vez foi o professor da USP, Alysson Mascaro. Eu enfrentei processo de perseguição com falsas acusações e sei o quanto a vítima sofre com esses linchamentos de sua honra e história. Toda a nossa solidariedade ao professor Mascaro. Ele foi demitido da USP no final de 2025.

No mês dedicado à classe trabalhadora, maio, fiz uma postagem de retrospectiva relembrando os meus “1º de maio” entre 2009 e 2025, período no qual tenho registros nas páginas de meus blogs. Foi bem interessante a viagem na história.

Ainda em maio completei a sistematização de mais dois cadernos do blog, dos anos de 2009 e 2010.

No domingo, 25 de maio, faleceu o nosso querido companheiro Marcos Martins, do Partido dos Trabalhadores e funcionário do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região. Fui ao velório no dia seguinte, prestar minhas homenagens a ele, uma referência de vida na política.

Nos meses de junho e julho, fiz apenas 3 postagens da série “Diário e reflexões”. Nelas, falo um pouco de política e o foco principal é a busca de unidade na esquerda para enfrentar o que vem por aí por parte do capital e da extrema-direita. Destaco em meus textos Lula, Luna Zarattini e o JuntOz, políticos do PT para quem fiz campanha e que são referência para mim no país, em São Paulo e em Osasco.

Em agosto foram 3 postagens com conteúdo denso. Transcrevi para o blog artigo publicado em um livro internacional sobre A autorreforma sindical e a história dos bancários da CUT Brasil (2010-11). Fiz também dois textos interessantes falando sobre o caderno de 2011 do blog e outro sobre minha participação na militância do local onde nasci, o Rio Pequeno, no Butantã.

Setembro: fiz um artigo reflexivo sobre um momento marcante em minha vida, o dia no qual virei bancário do Banco do Brasil. É a reflexão “Identidade”. E postei o texto bem-humorado que circulou pela internet e explicou a crise do subprime, com o exemplo das contas derivativas do boteco do “Seu Biu”.

No mês de outubro, participei de diversas atividades e mobilizações. Estive no ato em defesa da FFLCH-USP, sob ataque dos fascistas da extrema-direita paulista. Depois, estive em um dia de luta dos funcionários do BB. Também estive na reunião mensal da Cozinha Popular Dona Nega, na Comunidade do Paredão, Rio Pequeno, e fui ao ato na Câmara Municipal de Osasco, convocado pelo JuntOz, sobre a luta pelo fim da escala 6x1.

Fiz ainda um texto comentando a mudança na direção em nossa Caixa de Previdência, a Previ. João Fukunaga assumiu outras tarefas, saindo da presidência, e assumiu em seu lugar, indicado pelo BB, Márcio Chiumento. O banco indicou Adriana Chagastelles para a Diretoria de Participações. Ela é a primeira mulher indicada para a direção da Previ.

Em novembro, segui encontrando muitos amigos e companheiros de longas jornadas de lutas. Minha rotina foi alterada desde o mês anterior, quando passei a presentear pessoas queridas com o meu livro “Memórias de um trabalhador politizado pelos bancários da CUT”. Aos poucos, fui encontrando pessoas em cafés, almoços, bate-papos e reuniões políticas e revendo conhecidos dos tempos de militância sindical.

No mês de dezembro, fiz uma série de pequenas postagens comentando a releitura do livro comemorativo dos 15 anos da CASSEMS, lançado em 2016. À época, eu era gestor eleito da CASSI e me interessei pelas estratégias de verticalização da estrutura assistencial da autogestão dos servidores de Mato Grosso do Sul. A releitura me deu a certeza que a CASSEMS acertou em investir em modelo próprio e depender menos do mercado capitalista da saúde.

Participei de mais alguns fóruns coletivos de política para fechar o ano de 2025. Concluí que preciso mudar alguma coisa em relação à contribuição que posso dar à sociedade humana. Não vejo mais sentido em fazer volume em atos e eventos neste momento de minha vida, com a saúde e a energia menores que antes.

Vou avaliar de que forma poderia contribuir ainda com algo que possa ser raro ou novo nas rodas de cultura e conhecimento do movimento de lutas da classe trabalhadora.


Meu livro Memórias de um trabalhador politizado pelos bancários da CUT, uma coletânea de textos escritos no blog durante a pandemia mundial de Covid-19, foi distribuído para umas oitenta pessoas. Fiz uma edição pequena e algumas unidades ainda vieram com a impressão incorreta.

O blog A Categoria Bancária serviu por mais um ano para escrever o que sei e o que penso sobre alguns assuntos. Se considerar que é uma página de textos, forma menos usual na atualidade, poderia considerar os 200 mil acessos ao longo do ano algo que me faz continuar tendo o cuidado de escrever com honestidade e responsabilidade.

Vamos ver o que faço em 2026 com o blog, um instrumento de InFormação e História de nossa categoria bancária e da luta de classes.

William Mendes

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