Retrospectiva 2025
Na primeira postagem do ano, abordo o tema da
sindicalização: compartilho com as leitoras e leitores minha história de
filiação ao Sindicato e de militante ativo da sindicalização da categoria
bancária ao longo de décadas. Avalio naquele momento que poderia ser tratado de
forma mais respeitosa pelo nosso Sindicato.
Ainda em janeiro, publiquei dois artigos
tratando da questão do não recolhimento e repasse por parte do Banco do Brasil
das contribuições patronais e dos associados da Cassi entre os anos de 2010
e 2023 nas reclamatórias trabalhistas. A autogestão em saúde dos
funcionários do BB se viu envolvida em um problema com origem nos acordos entre
patrão, funcionários e ex-funcionários. A Cassi, de vítima no processo por não
receber os valores estatutários devidos à época, passou a sofrer pressão por
cobrar o que lhe era devido.
Em fevereiro, o tema tratado pelo blog foi a Previ,
a Caixa de Previdência dos funcionários do Banco do Brasil, nosso fundo de
pensão com 120 anos de existência. A Previ teve que lidar com interferências
políticas externas por causa de acusações infundadas de “rombo” ou “prejuízo”,
coisa sem pé nem cabeça. O TCU determinou auditoria em nossa Caixa de
Previdência, que já é fiscalizada e auditada pela Previc e por diversas
instâncias previstas na legislação brasileira e nos regulamentos internos do
fundo.
No mês de março participei de algumas atividades
políticas como, por exemplo, a prestação de contas do mandato de Luna
Zarattini (virtual) e o Dia Internacional das Mulheres, na Paulista,
e no ato contra anistia para golpistas em 30/03, quando os manifestantes
caminharam até a sede do antigo DOI-Codi, centro de torturas da ditadura
brasileira. Estive também com o JuntOz na Câmara Municipal de Osasco.
Fiz mais um artigo sobre a Cassi, a respeito do
projeto de terceirização das CliniCassi, o “Bem Cassi”. Decidi não mais
opinar sobre a nossa Caixa de Assistência na forma de artigos de reflexão. Sobre
a Cassi, a partir de agora, só sobre o passado, minha experiência como gestor
eleito e a história da autogestão. Não falo mais do presente, nem do
futuro.
Publiquei no blog alguns textos de apresentação dos cadernos
do blog com a retrospectiva de determinados anos: 2022, 2023, 2020,
2021, 2006 e 2007. Não estão em ordem cronológica porque estou no processo de
sistematização do blog inteiro e ainda faltam alguns anos. Nos meses seguintes,
terminei os cadernos de outros anos.
Em abril, tivemos mais um capítulo do ataque
político que a Previ vinha sofrendo, desta vez, o TCU visitou a
direção da Previ, pediu mais de dois mil documentos e no relatório abordou
algo que não foi pedido aos gestores... Lembrando que o órgão responsável por
fundos de previdência fechada é a Previc.
Fiz um artigo me solidarizando com vítimas de lawfare
e cancelamentos: a vítima da vez foi o professor da USP, Alysson Mascaro.
Eu enfrentei processo de perseguição com falsas acusações e sei o quanto a
vítima sofre com esses linchamentos de sua honra e história. Toda a nossa
solidariedade ao professor Mascaro. Ele foi demitido da USP no final de 2025.
No mês dedicado à classe trabalhadora, maio, fiz
uma postagem de retrospectiva relembrando os meus “1º de maio” entre
2009 e 2025, período no qual tenho registros nas páginas de meus blogs. Foi
bem interessante a viagem na história.
Ainda em maio completei a sistematização de mais
dois cadernos do blog, dos anos de 2009 e 2010.
No domingo, 25 de maio, faleceu o nosso querido
companheiro Marcos Martins, do Partido dos Trabalhadores e funcionário do
Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região. Fui ao velório no dia
seguinte, prestar minhas homenagens a ele, uma referência de vida na política.
Nos meses de junho e julho, fiz apenas 3
postagens da série “Diário e reflexões”. Nelas, falo um pouco de política e o
foco principal é a busca de unidade na esquerda para enfrentar o que vem
por aí por parte do capital e da extrema-direita. Destaco em meus textos Lula,
Luna Zarattini e o JuntOz, políticos do PT para quem fiz campanha e que são
referência para mim no país, em São Paulo e em Osasco.
Em agosto foram 3 postagens com conteúdo denso. Transcrevi
para o blog artigo publicado em um livro internacional sobre A autorreforma
sindical e a história dos bancários da CUT Brasil (2010-11). Fiz também dois
textos interessantes falando sobre o caderno de 2011 do blog e outro sobre
minha participação na militância do local onde nasci, o Rio Pequeno, no Butantã.
Setembro: fiz um artigo
reflexivo sobre um momento marcante em minha vida, o dia no qual virei
bancário do Banco do Brasil. É a reflexão “Identidade”. E postei o texto
bem-humorado que circulou pela internet e explicou a crise do subprime,
com o exemplo das contas derivativas do boteco do “Seu Biu”.
No mês de outubro, participei de diversas
atividades e mobilizações. Estive no ato em defesa da FFLCH-USP, sob
ataque dos fascistas da extrema-direita paulista. Depois, estive em um dia
de luta dos funcionários do BB. Também estive na reunião mensal da Cozinha
Popular Dona Nega, na Comunidade do Paredão, Rio Pequeno, e fui ao ato
na Câmara Municipal de Osasco, convocado pelo JuntOz, sobre a luta
pelo fim da escala 6x1.
Fiz ainda um texto comentando a mudança na direção
em nossa Caixa de Previdência, a Previ. João Fukunaga assumiu outras
tarefas, saindo da presidência, e assumiu em seu lugar, indicado pelo BB,
Márcio Chiumento. O banco indicou Adriana Chagastelles para a Diretoria de
Participações. Ela é a primeira mulher indicada para a direção da Previ.
Em novembro, segui encontrando muitos amigos e
companheiros de longas jornadas de lutas. Minha rotina foi alterada desde o mês
anterior, quando passei a presentear pessoas queridas com o meu livro
“Memórias de um trabalhador politizado pelos bancários da CUT”. Aos poucos,
fui encontrando pessoas em cafés, almoços, bate-papos e reuniões políticas e
revendo conhecidos dos tempos de militância sindical.
No mês de dezembro, fiz uma série de pequenas
postagens comentando a releitura do livro comemorativo dos 15 anos da CASSEMS,
lançado em 2016. À época, eu era gestor eleito da CASSI e me interessei
pelas estratégias de verticalização da estrutura assistencial da
autogestão dos servidores de Mato Grosso do Sul. A releitura me deu a certeza
que a CASSEMS acertou em investir em modelo próprio e depender menos do mercado
capitalista da saúde.
Participei de mais alguns fóruns coletivos de política
para fechar o ano de 2025. Concluí que preciso mudar alguma coisa em relação à contribuição
que posso dar à sociedade humana. Não vejo mais sentido em fazer volume em atos
e eventos neste momento de minha vida, com a saúde e a energia menores que
antes.
Vou avaliar de que forma poderia contribuir ainda com
algo que possa ser raro ou novo nas rodas de cultura e conhecimento do
movimento de lutas da classe trabalhadora.
Meu livro Memórias de um trabalhador politizado pelos
bancários da CUT, uma coletânea de textos escritos no blog durante a pandemia
mundial de Covid-19, foi distribuído para umas oitenta pessoas. Fiz uma edição
pequena e algumas unidades ainda vieram com a impressão incorreta.
O blog A Categoria Bancária serviu por mais um ano
para escrever o que sei e o que penso sobre alguns assuntos. Se considerar que
é uma página de textos, forma menos usual na atualidade, poderia considerar os 200
mil acessos ao longo do ano algo que me faz continuar tendo o cuidado de
escrever com honestidade e responsabilidade.
Vamos ver o que faço em 2026 com o blog, um instrumento
de InFormação e História de nossa categoria bancária e da luta de classes.
William Mendes


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