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8.3.22

Memórias (XX)



Osasco, 8 de março de 2022. Dia dedicado às lutas das mulheres. Todo apoio às justas causas das mulheres do mundo.


Memórias de dezembro de 2013: fortalecendo o sindicalismo nacional, com formação, e internacional, com apoio brasileiro aos trabalhadores norte-americanos

Na postagem de hoje, trago algumas lembranças das agendas sindicais nas quais estive envolvido no final do ano de militância de 2013. Foram dias intensos como tenho relatado aqui nestas Memórias no blog. Para ver as 10 postagens daquele mês é só clicar aqui.

Naquele período eu era diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo Osasco e região, era o secretário de formação de nossa confederação, a Contraf-CUT, e estava como coordenador nacional da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil, COE-BB ou CEBB.

Havíamos fechado uma boa campanha salarial da categoria em 2013. Na mesa específica do BB, que coordenei, tivemos avanços importantes (ver propostas aprovadas aqui).

Na área sob minha responsabilidade na Contraf, a formação, estávamos coordenando a 8ª turma do curso de formação PCDA - Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro -, um curso em 3 módulos de imersão, organizado e patrocinado pelas próprias entidades do movimento, a Contraf, federações e sindicatos e com o apoio do Dieese e suas equipes técnicas.

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Turma do 2º módulo do 8º curso PCDA.

FORMAÇÃO

Ao organizar minhas pilhas de papéis e documentos, me deparei com a pasta que continha os materiais do 2º módulo do curso que estávamos realizando com a 8ª turma de dirigentes e assessores sindicais bancários.

O material é de uma riqueza imensa em termos de conhecimentos técnicos e políticos que compartilhamos com as companheiras e companheiros que participaram do curso. 

Durante 3 módulos foram 32 pessoas de diversas bases sindicais envolvidas com a construção de conhecimento coletivo para a luta da classe trabalhadora - 26 alun@s e 6 pessoas permanentes da equipe da Contraf e Dieese, fora os palestrantes que passaram pelo curso. 

É uma pena ter que me desfazer de tantos papéis acumulados em anos de participação nas lutas da classe trabalhadora brasileira. Na postagem sobre o curso, pelo menos anotei a programação do 2º módulo ocorrido em dezembro de 2013 (ver aqui).

A nota triste foi lembrar que 3 pessoas que estiveram conosco faleceram de lá para cá. Deixo aqui uma lembrança saudosa dos amigos e companheiros Valtinho, da Contraf, Paquetá, do Sindicato do Rio, e Carlos, do Sul Fluminense. Companheiros: presente!

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ESTADOS UNIDOS: CONTRIBUINDO COM A LUTA DOS BANCÁRI@S

Na primeira semana daquele mês de dezembro, estivemos em Nova York, nós sindicalistas brasileiros e sindicalistas norte-americanos, para nos reunirmos com o Banco do Brasil.

Nós havíamos avançado aqui no Brasil no Acordo Marco entre o BB, a Contraf-CUT e a UNI Américas e o banco público brasileiro havia se comprometido a respeitar as legislações locais e os termos do acordo no que tange à organização sindical onde o banco tinha operações e instalações.

Nós brasileiros, após décadas de avanços na organização sindical bancária e na conquista de direitos para os trabalhadores, contratados em Convenção Coletiva e Acordos Coletivos, estávamos numa parceria com o sindicalismo norte-americano (no caso, a CWA) e de todas as Américas para organizar sindicatos e direitos de trabalhadores de instituições financeiras. 

Para vocês terem uma ideia, categorias organizadas em sindicatos têm muito mais direitos que categorias sem sindicalização nos Estados Unidos. Os bancários não tinham sindicato lá em 2013 e tinham poucos direitos. 

Questões básicas como férias, licença-maternidade, 13º salário, vales refeição e alimentação não existiam ou eram bem menores para as bancárias e bancários do BB em Nova York e Miami. Não era uma questão só do BB, era de todos os bancários norte-americanos em relação aos bancários brasileiros.

As parcerias sindicais foram no intuito de organizar os trabalhadores do ramo financeiro de lá. Estive por duas vezes nas equipes brasileiras que foram contribuir com essa luta, por ser coordenador da CEBB da Contraf-CUT e pelo fato de o BB ter conosco o Acordo Marco. Clique aqui e veja a postagem sobre a reunião nos EUA.

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É isso! Boas lembranças de participação nas lutas da classe trabalhadora brasileira e de outros países.

Trabalhadores do mundo, uni-vos!

William


Clique aqui para ler o texto anterior, Memórias (XIX).

Para ler o texto seguinte (XXI), clique aqui.


30.8.14

Muito contato com base social da Cassi e trabalho intelectual (RJ/SP)



Prestando Contas sobre a gestão na Cassi na base RJ.
Estivemos no Sedan BB com Ricardo, Luciana e Zé Henrique.

AGENDA DE LUTA (em férias)

Esta semana que termina foi de muito contato com os trabalhadores, com dirigentes sindicais de todo o Brasil e participantes da Caixa de Assistência dos funcionários do BB.

Nesta sexta 29 estive durante o dia na Contraf-CUT em São Paulo. Trabalhei na confecção do 3º boletim dos eleitos Prestando Contas Cassi que sairá na próxima semana.

Na quinta 28 e quarta 27 estive no Rio de Janeiro cumprindo uma agenda de fortalecimento da relação entre os funcionários do BB e suas entidades representativas e nossa Cassi.

Na quarta, na presença d@s companheir@s do Sindicato do Rio - Luciana, Zé e Ricardo - distribuímos o 2º boletim Prestando Contas Cassi (ler AQUI) no prédio do Sedan do Banco do Brasil. Fizemos reunião na Super no 39º, na Dimec no 36º, na Adm. Predial no 24º e passamos na Dirao/Gerat no 13º para dar um abraço no companheiro Abel.


Em reunião com bancários no Sedan BB. Falamos sobre a
 gestão e o projeto que estamos desenvolvendo na Cassi.

Participamos também da reunião do Conselho de Usuários do RJ. Fizemos um debate por mais de 4 horas e foi um bate papo fraterno e com muita troca de informação entre nós, participantes e lideranças locais. 

Estiveram presentes conosco a nossa gerente da Unidade RJ, Adriana, a quem agradecemos muito, assim como agradecemos a todos e todas na figura do coordenador do Conselho, Douglas. Não poderia deixar de agradecer ao pessoal da AAFBB na figura da companheira Célia. Vieram ainda do sindicato @s companheir@s Rita, Murilo e Abel.

Na quinta, tivemos logo pela manhã reunião com a direção da AAFBB e em seguida outra reunião aberta com os participantes da entidade. Ficamos mais de 3 horas em debate, também muito rico e promissor. Agradecemos também noss@s companheir@s de gestão na Cassi - Loreni e Mário.

Fiz esta agenda nas férias pela importância do RJ no fortalecimento de nossa relação eleitos da Cassi e participantes e entidades representativas. A agenda foi muito importante e agradeço a acolhida que tive por parte de todos - inclusive dos funcionários na base que visitei. Acreditamos muito no trabalho que estamos realizando de dar mais pertencimento aos participantes da Cassi.

Ainda nesta semana fiz um outro texto que exigiu muito estudo. Era um compromisso que eu havia feito com companheiros da UNI Américas. 

E na segunda 25 tivemos uma boa reunião política com dirigentes do país todo sobre Cassi e Previ.


SEMANA PRODUTIVA

Companheir@s, colegas do BB e amigos, foi uma longa semana, mas temos um cansaço tolerável porque sabemos que foi uma semana muito produtiva para nosso projeto de fortalecimento da Caixa de Assistência que estamos gerindo e para a unidade e mobilização que estamos buscando.

O cenário político em que estamos inseridos nacionalmente não é simples, e nossos projetos de ampliação dos direitos da classe trabalhadora estão sempre em risco e são muito combatidos... mas estamos trabalhando incansavelmente em nossa representação, sem perder nossos princípios, nossas características e focados em cumprir nossos compromissos.

Boa noite e bom fim de semana a tod@s,

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento da Cassi

(em férias até 5/9/14)

16.6.14

Contraf faz parceria com bancários do BB no Paraguai em busca de acordo


Reunião foi realizada em Brasília para
destravar negociações em Assunção.

A Contraf-CUT e o Sindicato dos Bancários do Banco do Brasil no Paraguai reuniram-se com a direção do BB na segunda-feira 9, em Brasília, para discutir a assinatura de acordo coletivo dos funcionários do Banco no país vizinho.

As duas entidades sindicais apresentaram ao Banco a pauta de reivindicações dos bancários paraguaios, aprovadas em assembleia, buscando superar os problemas que estão travando as negociações no Paraguai. Há quase uma década não existe um acordo coletivo integral assinado pelo BB naquele país. Em 2008, 2010 e 2013 foram assinados apenas aditivos ao acordo de 2004.

O Banco do Brasil possui cerca de 70 funcionários no Paraguai e nos últimos anos vem apenas pagando reajustes salariais sem avançar em nenhum item da pauta específica, como condições de trabalho, plano de carreira, participação nos lucros e resultados ou ainda questões de saúde envolvendo os trabalhadores.

Este ano já houve sete rodadas de negociação e nenhum avanço. 

Participaram da reunião o novo coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, Wagner Nascimento, o ex-coordenador William Mendes e o secretário-geral do Sindicato dos Empregados do Banco do Brasil no Paraguai, José Tomáz Rodriguez.

Rede Sindical Internacional do BB

Para Wagner Nascimento, conforme foi deliberado na reunião da Rede Sindical Internacional do BB, realizada em Lima na semana passada, trazer as discussões e os problemas dos outros países para a sede do Banco pode significar um avanço nas relações com os trabalhadores. "Confiamos no avanço das negociações e na assinatura de um novo acordo completo, depois de dez anos", acrescenta Wagner. 

O Paraguai sedia a primeira agência do BB aberta no exterior, ocupando uma posição estratégica para atender os mais de 1 milhão de brasileiros que vivem ali, além das centenas de empresas brasileiras que expandiram suas operações no país vizinho.

Na reunião, William Mendes comunicou ao BB a sua substituição na Comissão de Empresa e agradeceu pelo respeito construído nos mais de dois anos em que esteve à frente das negociações representando os funcionários do Banco do Brasil.


Fonte: Contraf-CUT

22.2.14

Agenda sindical - Sempre na luta!


"Disparo contra o sol
Sou forte, sou por acaso
Minha metralhadora cheia de mágoas
Eu sou um cara
Cansado de correr
Na direção contrária
Sem pódio de chegada ou beijo de namorada
Eu sou mais um cara

Mas se você achar
Que eu tô derrotado
Saiba que ainda estão rolando os dados
Porque o tempo, o tempo não para

Dias sim, dias não
Eu vou sobrevivendo sem um arranhão
Da caridade de quem me detesta

A tua piscina tá cheia de ratos
Tuas ideias não correspondem aos fatos

O tempo não para..." (Cazuza)


Minha agenda de luta neste ano já foi muito intensa. Trabalhei praticamente o mês todo de férias em janeiro. Foi preciso porque eu nunca fujo aos meus compromissos com os trabalhadores. Como coordeno nacionalmente as questões de um banco e também sou secretário de formação da confederação dos bancários brasileiros, tínhamos coisas imprescindíveis para pensar, organizar e encaminhar. Estou tranquilo e com a sensação de dever cumprido porque todas as tarefas sob minha responsabilidade foram e estão sendo realizadas. Sou forte, sou CUT.

Fechamos os debates sobre as eleições Cassi e construímos a chapa do nosso campo político com as boas parcerias de entidades do funcionalismo. A campanha será a partir de março e lá falaremos sobre isso.

Finalizamos o 8º curso de formação da Contraf-CUT em parceria com o Dieese e as entidades sindicais filiadas à nossa confederação. Feliz porque tive a oportunidade nesses quase 6 anos de contribuir com a formação de mais de 300 dirigentes e assessores sindicais. Fizemos também mais um curso de especialização da Contraf-CUT em Previdência Complementar, em parceria com a Anapar.

Estive junto com outros companheiros brasileiros e liderados pelo nosso presidente da Contraf-CUT e da UNI Américas Finanças, Carlos Cordeiro, dando sequência ao nosso projeto de unidade internacional dos trabalhadores do ramo financeiro e estamos levando nosso apoio e nossa experiência na organização de mais de 7 milhões de bancários e bancárias nos Estados Unidos. A solidariedade de classe deve ser global.

Trabalhei muito e ininterruptamente nestes meses de janeiro e fevereiro em prol da classe trabalhadora e da categoria bancária. Peço o perdão e a compreensão a minha esposa e meu filho pela minha ausência constante - ME PERDOEM! É por uma grande causa: nossa classe.

Muitas coisas tristes têm acontecido no meu entorno pessoal nos últimos 3 meses. Muitas tragédias. Mas a luta não pode parar.

Pessoas que conheço e que são próximas sofreram tantos males. Mulheres que conheço foram agredidas, perderam filhos. Tristezas envolvendo membros familiares. Tanta coisa! Eu fui traído covardemente por algumas pessoas muito próximas a mim no movimento sindical enquanto cumpria minha agenda de luta... Estamos vivendo momentos duros nesta sociedade humana hostil.

Mas eu sou uma rocha! Fui forjado num mundo cão. Nada me derrubará. Estou sangrando, mas sigo forte na luta por mudar o mundo e trazer o melhor para os trabalhadores. Tem muita gente neste país e na minha base política que confia em mim e no meu trabalho. Sigo à disposição da classe trabalhadora porque... eu sou militante e meus valores não são e nunca foram nem posição de poder em estruturas nem dinheiro.

A luta social e sindical é feita por uma amplíssima maioria de gente do bem, gente da classe trabalhadora.

Seguimos fortes, EU sigo forte, somos trabalhadores, somos CUT!

William

Bancários de todo mundo realizam dia de ação global em Nova Iorque


Contraf-CUT presente: nos protestos em
Wall Street e na Conferência da CWA.

A luta internacional dos trabalhadores do setor financeiro tomou as ruas de Wall Street, em Nova Iorque, na terça-feira (18), marcando o Dia de Ação Global (Global Day of Action) e reforçando a campanha mundial por melhores condições de trabalho para os bancários dos EUA, que representam um terço dos bancários de todo mundo. 


Apesar do frio intenso, houve protestos em frente ao prédio do Citibank e visitas às agências do Bank of America, HSBC, Santander e outros bancos. Na rede social, nesse dia, a tag #BetterBanks foi apoiada por mais de 1 milhão de pessoas.

O ato foi promovido pela UNI Global Union - entidade que representa 20 milhões de trabalhadores de mais de 900 sindicatos de setor de serviços em todo o mundo -, a CWA (Communications Workers of América), que representa os trabalhadores na área de comunicações dos EUA, e o Comitê por Melhores Bancos, com a participação de movimentos comunitários norte-americanos. 

Os brasileiros foram representados pelo presidente da Contraf-CUT e da UNI Américas Finanças, Carlos Cordeiro, pelo secretário de formação da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, William Mendes, pelo secretário de relações internacionais da Contraf-CUT, Mário Raia, e pela diretora executiva do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Rita Berlofa.

Ainda compareceu uma delegação internacional da Argentina, Colômbia, Tanzânia e Filipinas. 

Luta pelo direito à sindicalização

Os bancários norte-americanos, que não possuem sindicatos, recebem bem menos que os trabalhadores da limpeza, que são sindicalizados. Enquanto o bancário ganha cerca de 8 dólares por hora, um empregado da limpeza recebe 14 dólares por hora. 

Sem organização sindical e negociação coletiva, as condições de trabalho dos bancários nos EUA são piores que as de muitos países. 

O chefe mundial da UNI Finanças, Mário Monzane, avaliou a mobilização como um novo marco na luta pela organização dos bancários nos EUA. "Estamos conseguindo criar um sentido de solidariedade internacional, com intercâmbio e mapeamento da categoria em nível mundial".

Para ele, o ato em Wall Street foi um sucesso. "Conseguimos falar com funcionários; o segundo maior jornal de Nova Iorque, o NY Daily News, repercutiu a manifestação; atingimos 1 milhão de apoiadores e recebemos 50 mil mensagens de apoio em três horas. Os trabalhadores sentiram que não estão sozinhos e a campanha será mantida de forma permanente."

"Estamos trabalhando no sentido de fazer valer o que o acordo marco firmado com o BB prevê para todas as Américas: o direito de os bancários se organizarem em sindicatos, se associarem e estabelecerem negociações coletivas para melhorar as condições de trabalho", destaca Carlos Cordeiro.

"A nossa participação foi importante porque pudemos identificar, além do absurdo da falta de direitos mínimos que a categoria bancária tem no Brasil e em outros países com sindicatos organizados, que existem ainda diferenças entre os próprios funcionários do BB nos Estados Unidos e nós vamos lutar juntos com a CWA e os trabalhadores norte-americanos para resolver essa situação", salienta o presidente da Contraf-CUT. "Além de prestar a solidariedade dos brasileiros, levamos ousadia e esperança para organizar a luta dos bancários nos EUA".

"A luta de classes não tem fronteiras. Nós enfrentamos os conglomerados financeiros globais que estão destruindo a economia real dos países e liderando a destruição dos direitos dos trabalhadores do mundo. Os bancários brasileiros organizados na Central Única dos Trabalhadores (CUT) sempre estiveram à frente de grandes projetos da classe trabalhadora. Agora não é diferente, estamos levando nossa experiência, solidariedade e energia na unidade, para que os bancários americanos consigam construir sua representação sindical organizando, sindicalizando e negociando novos direitos para os trabalhadores do setor financeiro. Isso será importante pra todos nós no restante do mundo", afirma William.

Também participou da manifestação o diretor regional da UNI Américas Finanças, André Rodrigues.

Conferência da CWA


Os brasileiros também participaram de uma conferência mundial de trabalhadores em call center, na sexta-feira (14), em Orlando. Fizeram parte do encontro os bancários da UNI e a CWA, sindicato que congrega 700 mil trabalhadores operadores de call center dos Estados Unidos.

Junto com outros representantes da América do Sul, África, Ásia e Europa, os brasileiros apresentaram as conquistas dos bancários, frutos da organização sindical com unidade e mobilização.

A luta é de todos


O impacto devastador da crise de 2008 sobre a sociedade em geral faz o movimento ir além da categoria bancária e abarcar toda a classe trabalhadora nos EUA. Segundo o diretor executivo da organização NY Comunities for Change - cuja tradução seria "Comunidades de Nova Iorque para a Mudança" - Jonathan Westin, "os bancos foram salvos e nós fomos colocados para fora".

"Para parar os lobos, precisamos construir uma casa forte: nosso sindicato". Essa era a frase que se via nas faixas erguidas pelos trabalhadores em Wall Street e nas postagens na internet, em referência à história infantil e ao especulador ambicioso do filme O Lobo de Wall Street, dirigido por Martin Scorcese. 

Fonte: Contraf-CUT com UNI Finanças e Seeb São Paulo (correções do Blog)

18.2.14

Trabalhadores unidos em Nova Iorque - Better Banks for People! People for Better Banks!






Nueva York es la Capital de la Finanza del Mundo - entonces, ¿por qué los trabajadores bancarios reciben un trato peor que en otros países del mundo?


El Committee for Better Banks (CBB), el Communication Workers of America (CWA) y UNI Finanzas Global Union (UNI) han unido sus fuerzas para hacer campaña por mejores condiciones de trabajo para los trabajadores de la finanza en Estados Unidos y en el mundo entero.


La delegación ha organizado un día de acción el 18 de febrero en la Ciudad de Nueva York para resaltar las desigualdades y las injusticias fundamentales que enfrentan los trabajadores de la finanza estadounidenses, reuniendo a trabajadores bancarios del mundo entero en una marcha a Wall Street mostrando su solidaridad por la causa de los empleados desprotegidos de Estados Unidos.


Según un informe del Committee for Better Banks, hay dos sectores bancarios. La riqueza y el poder descomunales de Wall Street se evidencia en los aumentos salariales de los CEO, como Jamie Dimon, quien en 2013 recibió un aumento salarial del 74% acercando su salario a los $ 20 millones, después de haber sido multado con $20 mil millones por cargos normativos y penales. Entretanto, el salario medio de los trabajadores bancarios es tan bajo que casi un tercio de los cajeros bancarios en América percibe algún tipo de ayuda pública. Más de un tercio de los cajeros vive en el nivel de pobreza o por debajo de él, a diferencia de los ejecutivos de Wall Street.


UNI Finanzas Global Union dice que los trabajadores bancarios estadounidenses no han podido expresar su derecho a organizarse juntos en un sindicato. Esto significa que los empleados no tienen voz y no pueden negociar colectivamente salarios justos y mejores condiciones de trabajo.





¿Que pueden hacer ustedes? ¿Qué podemos hacer juntos?


1. Compartir el informe sobre los trabajadores bancarios en Estados Unidos con afiliadas concernidos en su región, miembros concernidos en su sindicato, bancos a los que apuntan y que también tienen una sucursal en Estados Unidos


2. Si están en Nueva York, participen en la manifestación el 18/02 a las 10.00 (hora de Nueva York) ante el Citibank -388 Greenwich Street en Wall Street


10.00 Manifestación ante el Citibank - 388 Greenwich Street sur Wall Street
11.00 Eventos de prensa con trabajadores del mundo entero
11.45 Visita de sucursales bancarias y contactos con trabajadores americanos


3. Si están en otro lugar, participen en el Día de Acción Mundial a través de los medios sociales:


Opción 1: Tómense una foto, o de un colega/trabajador bancario con un letrero indicando las prestaciones que tienen y que los trabajadores estadounidenses no tienen, y compártanla en Facebook
(www.betterbanks.org 

o Twitter utilizando #BetterBanks


- Por ejemplo: Una foto suya con un cartel diciendo" En Suecia son 6 meses de licencia de paternidad remunerada"- pónganla en Twitter
Con el mensaje Tweet "Los trabajadores bancarios de Estados Unidos merecen los mismos derechos y mejores condiciones de trabajo #BetterBanks "


Opción 2: Enviar un mensaje de solidaridad a los trabajadores bancarios de Estados Unidos en Twitter utilizando #BetterBanks @UNI- de ser posible háganlo el 18/02 a las 10.00 hora de NY(16.00 CET)


Se publicará un comunicado de prensa el 18 de febrero de 2014.


¡Muchas gracias a todas las afiliadas de UNI que han contribuido al Informe y gracias por su apoyo en ese día! 



Página:

http://www.uniglobalunion.org/es/sectors/finance/noticias





14.1.14

Contraf-CUT and CWA launches bilingual magazine for Banco do Brasil workers in the US


(Comentário: logo abaixo vem a matéria em português)



Published in Portuguese and in English, it highlights the first meeting with Banco do Brasil in the U.S.
The Communication Workers Union of America ( CWA ), which represents over 700,000 workers in various service sectors in the United States, Canada and Puerto Rico, is distributing a new bilingual English edition of the magazine “O Espelho / The Mirror”  for Banco do Brazil employees in the United States.
The Portuguese edition is already available for Brazilian bank workers’ unions to be delivered to employees of BB in Brazil.
The bilingual publication is part of an international campaign, which aims to start a process of unionization of American bank workers, a sector that does not have unions in that country.
The four-page magazine, like the first publications released in February and September 2013, was edited by Contraf-CUT in partnership with UNI Global Union, CWA and Bank Workers Union of São Paulo.
First meeting with BB in the U.S.The main focus of the publication is the first meeting between Banco do Brasil and the international trade union movement, which took part in New York on December 5. The meeting was requested by UNI Americas and its affiliated unions organizations, including Contraf- CUT and Bank Workers Union of São Paulo, to strengthen the Global Framework Agreement renewed with BB in 2013. CWA representatives also attended the meeting.

“This meeting is a historic milestone because it is the first time we meet with the bank's management in the United States, as a result of the Global Framework Agreement. We are supporting American workers’ union organization so that we they create unions in the US banking sector because this is the best way to improve their collective and social rights, “stated Carlos Cordeiro, president of Contraf-CUT and of UNI Americas Finance.

For the secretary of union education of Contraf-CUT and coordinator of the National Committee of BB Workers in Brazil “the best way to solve conflicts inherent to capital-labor relation is through collective bargaining with labor unions. It is the modern way of defining labor and social rights. Companies that claim to have social responsibility must respect both national labor principles and rights and international conventions".

The president of Bank Workers Union of São Paulo, Juvandia Moreira, highlighted the process of collective bargaining in Brazil with the federation of banks, the employers’ organization, and the gains achieved through struggles and strikes of Brazilian bank workers in the last decades. The CWA Representatives explained how union organization takes place in the US and talked about the difficulties they are facing to have access to BB workplaces in the country.

Mobilization and achievements in Brazil

The magazine also points out that, thanks to the courage of the banking sector working class, to strong mobilization and national unity, Brazilian bank workers held in 2013 the largest strike in more than 20 years, gaining real wage increase for the tenth year in a row (salary increase over the annual inflation rate), higher increase in the sector wage floors, improvement in the profit share (PLR) schemes and important economic and social gains.
Besides the National Collective Bargaining Agreement, which covers all Brazilian bank workers, Banco do Brasil employees’ participation in the campaign was a remarkable one. They got extra achievements in their additional agreement on specific issues in the bank, mainly in relation to career progress, social rights and protection from bullying. And the bank will hire over three thousand employees until August 2014, as well as it will promote hundreds as bank tellers (those holding temporarily the position). Just to mention some of the agreement clauses.

The right to organize in the US

Another important issue in the magazine is the union organization of American bank workers. The Committee for Better Banks released a report in December exposing the low wages and difficult working conditions of front-line bank workers.
The report found that 39 percent of bank tellers were paid so little, they had to seek public assistance. The report garnered widespread national press coverage.  
CWA has been working in alliance with the Brazilian unions to help U.S. based workers build their own organization.The union is the most important tool that workers have to defend their rights.
Source: Contraf-CUT


UNI Sindicato Global destaca revista bilíngue aos bancários do BB nos Estados Unidos

Dirigentes sindicais brasileiros e norte-americanos se reuniram com BB

O lançamento da nova edição bilíngue em inglês da Revista O Espelho/The Mirror aos funcionários do Banco do Brasil nos Estados Unidos foi notícia de destaque nesta segunda-feira (12) no site da UNI Sindicato Global, a qual é filiada a Contraf-CUT. A publicação está sendo distribuída aos bancários norte-americanos pelo Sindicato dos Trabalhadores em Comunicações da América (CWA), que representa mais de 700 mil trabalhadores de vários segmentos de serviços dos Estados Unidos, Canadá e Porto Rico.

Clique aqui para ler a notícia em diversas línguas no site da UNI.

A revista possui quatro páginas e, a exemplo das primeiras publicações em fevereiro e setembro de 2013, foi editada pela Contraf-CUT em parceria com a UNI Sindicato Global, a CWA e o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região.

A publicação bilíngue integra uma campanha internacional, que visa deflagrar o processo de sindicalização dos bancários norte-americanos, categoria que não possui sindicatos naquele país.


Primeira reunião com BB nos EUA


O principal destaque da publicação é a primeira reunião entre o Banco do Brasil e o movimento sindical internacional, que ocorreu no último dia 5 de dezembro, em Nova Iorque. O encontro foi solicitado pela UNI Américas e suas entidades sindicais filiadas, entre elas a Contraf-CUT e o Sindicato de São Paulo, para fortalecer o Acordo Marco Global renovado com o BB em 2013. Também participaram representantes da CWA.

"Esse encontro é um marco histórico, pois é a primeira vez que nos reunimos com a direção do banco nos Estados Unidos, fruto do Acordo Marco Global. Nós estamos apoiando a organização sindical junto aos trabalhadores americanos para criarmos os sindicatos de bancários nos EUA porque essa é a melhor forma de se aumentar os direitos coletivos e sociais", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e da UNI Américas Finanças.

Para o secretário de formação da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, William Mendes, "a melhor maneira de resolver os conflitos inerentes à relação capital/trabalho é por meio de negociação coletiva com sindicatos de trabalhadores. É a forma moderna de se contratar direitos trabalhistas e sociais. As empresas que afirmam ter responsabilidade social devem respeitar os princípios e direitos laborais nacionais e das convenções internacionais".

A presidenta do Sindicato de São Paulo, Juvandia Moreira, frisou o processo de negociação coletiva no Brasil com a Fenaban e os avanços conquistados com lutas e greves dos bancários brasileiros em décadas de mobilizações. Os representantes da CWA explicaram no encontro como são os modelos de organização sindical nos EUA e abordaram as dificuldades que estão enfrentando para ter acesso aos bancários do BB naquele país.


Fonte: Contraf-CUT

6.1.14

Contraf-CUT e CWA lançam revista bilíngue aos bancários do BB nos EUA


Publicação em português e inglês destaca
1ª reunião com BB nos EUA.


O Sindicato dos Trabalhadores em Comunicações da América (CWA), que representa mais de 700 mil trabalhadores de vários segmentos de serviços dos Estados Unidos, Canadá e Porto Rico, está distribuindo a nova edição bilíngue em inglês da Revista O Espelho/The Mirror aos funcionários do Banco do Brasil nos Estados Unidos. 

A edição em português já está disponível aos sindicatos para ser entregue aos trabalhadores do BB em todas as unidades do Brasil. Também continua sendo distribuída aos bancários brasileiros do BB a última edição da Revista O Espelho com o balanço da Campanha Nacional 2013.


Veja também no site da Contraf a última edição de O Espelho.

A publicação bilíngue integra uma campanha internacional, que visa deflagrar o processo de sindicalização dos bancários norte-americanos, categoria que não possui sindicatos naquele país.

A revista possui quatro páginas e, a exemplo das primeiras publicações em fevereiro e setembro de 2013, foi editada pela Contraf-CUT em parceria com a UNI Sindicato Global, a CWA e o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região. 


Primeira reunião com BB nos EUA


O principal destaque da publicação é a primeira reunião entre o Banco do Brasil e o movimento sindical internacional, que ocorreu no último dia 5 de dezembro, em Nova Iorque. O encontro foi solicitado pela UNI Américas e suas entidades sindicais filiadas, entre elas a Contraf-CUT e o Sindicato de São Paulo, para fortalecer o Acordo Marco Global renovado com o BB em 2013. Também participaram representantes da CWA.

"Esse encontro é um marco histórico, pois é a primeira vez que nos reunimos com a direção do Banco nos Estados Unidos, fruto do Acordo Marco Global. Nós estamos apoiando a organização sindical junto aos trabalhadores americanos para criarmos os sindicatos de bancários nos EUA porque essa é a melhor forma de se aumentar os direitos coletivos e sociais", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e da UNI Américas Finanças.

Para o secretário de formação da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários BB, William Mendes, "a melhor maneira de resolver os conflitos inerentes à relação capital/trabalho é por meio de negociação coletiva com sindicatos de trabalhadores. É a forma moderna de se contratar direitos trabalhistas e sociais. As empresas que afirmam ter responsabilidade social devem respeitar os princípios e direitos laborais nacionais e das convenções internacionais".

A presidenta do Sindicato de São Paulo, Juvandia Moreira, frisou o processo de negociação coletiva no Brasil com a Fenaban e os avanços conquistados com lutas e greves dos bancários brasileiros em décadas de mobilizações. Os representantes da CWA explicaram no encontro como são os modelos de organização sindical nos EUA e abordaram as dificuldades que estão enfrentando para ter acesso aos bancários do BB naquele país.


Mobilizações e conquistas no Brasil


A revista destaca também que, graças à ousadia da categoria, à força da mobilização e à unidade nacional, os bancários brasileiros realizaram em 2013 a maior greve em mais de 20 anos, arrancando aumento real de salário pelo décimo ano consecutivo, valorização ainda maior dos pisos, melhoria na PLR e importantes avanços econômicos e sociais.

Além da convenção coletiva, que vale para todos os bancários brasileiros de bancos públicos e privados, os funcionários do BB realizaram uma de suas campanhas mais engajadas dos últimos anos em 2013, conquistaram ainda outros avanços no acordo aditivo sobre as questões específicas do Banco, principalmente em relação à carreira, aos direitos sociais e à proteção contra o assédio moral. E o Banco vai contratar mais 3 mil bancários até agosto de 2014, bem como efetivará centenas de caixas executivos, dentre outros itens.


O direito de se organizar nos EUA


Outro destaque da revista é a luta pela organização sindical dos bancários nos EUA. O Comitê por Melhores Bancos (Committee for Better Banks), um grupo de entidades civis que defendem trabalhadores, clientes e usuários de bancos nos Estados Unidos, divulgou um relatório em dezembro de 2013, revelando os baixos salários e as péssimas condições de trabalho dos bancários que atuam na linha de frente dos bancos. 

O diagnóstico mostra que 39% dos caixas recebiam salários tão baixos que tinham que procurar ajuda do governo, por meio de programas sociais. O documento ganhou ampla cobertura na imprensa americana.

A CWA está trabalhando em aliança com os sindicatos brasileiros para ajudar os bancários americanos na construção de sua própria organização. O sindicato é o instrumento mais importante que os trabalhadores têm para defender os seus direitos.


Fonte: Contraf-CUT

13.12.13

Agenda de luta... Formação... Missão cumprida!


Sexta-feira 13

Completamos o 2º módulo do curso de formação Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro, promovido pela Contraf-CUT em parceria com o Dieese, para as entidades sindicais filiadas e seus dirigentes e assessores. É um curso cutista complementar à rede nacional de formação da CUT.

Estou há duas semanas fora de casa. Duas semanas sem poder ler algo à esmo, ao sabor do gosto pessoal, sem tempo para o subjetivo, para o ócio criativo, para o esporte e para cuidar da saúde...

Antes dessa semana de curso, estive em viagem internacional na semana passada (nos EUA). A viagem foi muito intensa, em todos os sentidos. A rica experiência de mudar o meu conceito sobre o povo americano, povo com grande classe trabalhadora explorada como nós mesmos nos demais países.

Tudo na minha vida política é intenso. Como dizem por aí, dá pra ver as pingas que a gente toma, mas não os tombos que a gente leva.

Tudo que fazemos há 11 anos na representação sindical, colocamos toda a nossa energia pra sair bem-feito em prol da luta de classe e dos princípios que acreditamos. Tudo isso tem grandes sacrifícios por trás.

Mas fazemos nossa luta e cumprimos nosso mandato com a dedicação de uma vida... É o mínimo que podemos fazer em nome daqueles que vieram antes de nós e que também fizeram o mesmo.

Confesso que estou bem cansado, física e psicologicamente. Mas cumpri todas as missões a que me predispus.

É isso!

Somos fortes, somos CUT!

Colocamos nossa vida na representação autêntica da classe trabalhadora!

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Post Scriptum:

Segue abaixo a foto da turma do 2º Módulo do 8º curso que estávamos realizando. A vida caminhou para cada pessoa à sua maneira. Três companheiros da foto faleceram: os queridos Valtinho da Contraf, Paquetá do Seeb Rio e Carlos, do Sul Fluminense. 

Cisões no movimento sindical separaram e excluíram algumas pessoas das entidades sindicais que estiveram conosco nesse curso de formação. 

Eu mesmo viria a sair do movimento sindical meses depois, ao aceitar disponibilizar meu nome para outra tarefa de representação, as eleições da Cassi em 2014.

Participantes do 8º Curso de Formação da Contraf e Dieese.

Escrevi na postagem do Facebook à época:

"FORMAÇÃO: Estamos com o 2º Módulo de nosso curso de formação Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro, organizado pela Contraf-CUT em parceria com o Dieese e autofinanciado pelas entidades sindicais. Estamos com uma boa turma neste 8º curso.

SOMOS FORTES, SOMOS CUT! A FORMAÇÃO SALVA!"

8.12.13

UNI Américas e entidades sindicais fazem reunião com o BB nos EUA


Sindicalistas brasileiros e americanos se
reúnem com Banco do Brasil em Nova Iorque.
A primeira reunião entre o Banco do Brasil e o movimento sindical internacional ocorreu nesta quinta-feira 5 de dezembro em Nova Iorque, EUA. O encontro foi solicitado pela UNI Américas e suas entidades sindicais afiliadas, entre elas a Contraf-CUT e o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região, para fortalecer o Acordo Marco Global renovado com o BB em 2013. Também participaram representantes da CWA, a central sindical dos trabalhadores dos setores de comunicação dos EUA.

Na reunião, o presidente da UNI Américas Finanças, Carlos Cordeiro, que também é presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários, falou da importância do Acordo Marco na solução negociada dos conflitos entre o BB e os trabalhadores e seus representantes sindicais. Também resgatou para a direção do BB nos Estados Unidos os principais pontos do acordo, renovado este ano:

1- Respeitar a livre organização dos trabalhadores.

2- Garantir o direito à sindicalização e o acesso dos sindicatos aos trabalhadores.

3- Negociação coletiva de trabalho.

O coordenador da Comissão de Empresa do BB no Brasil e secretário de Formação da Contraf-CUT, William Mendes, apresentou para os norte-americanos a experiência das negociações coletivas no Banco do Brasil em âmbito nacional. O banco integra a Convenção Coletiva de Trabalho da categoria e tem um acordo aditivo com direitos específicos de seus funcionários.

A presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Juvandia Moreira, falou sobre o processo de negociação coletiva no Brasil com a federação dos bancos e os avanços conquistados com lutas e greves dos bancários brasileiros em décadas.

Os representantes da CWA explicaram no encontro como são os modelos de organização sindical nos EUA e falaram das dificuldades que estão enfrentando para ter acesso aos bancários do BB no país.

Os representantes do BB reafirmaram que a empresa respeita o Acordo Marco Global e as legislações dos países e que não há nenhuma orientação em sentido contrário. Eventuais problemas ou dificuldades ocorridas ou que vierem a ocorrer em relação aos direitos contidos no Acordo serão encaminhadas pela Contraf-CUT à direção do Banco para que a empresa verifique e busque as devidas soluções.

'Encontro histórico'

"Esse encontro é um marco histórico, pois é a primeira vez que nos reunimos com a direção do Banco nos Estados Unidos, fruto do Acordo Marco Global. Nós estamos apoiando a organização sindical junto aos trabalhadores americanos para criarmos os sindicatos de bancários nos EUA porque essa é a melhor forma de se aumentar os direitos coletivos e sociais", afirma Carlos Cordeiro.

O coordenador da Comissão de Empresa do BB complementou: "A melhor maneira de resolver os conflitos inerentes à relação capital/trabalho é por meio de negociação coletiva com sindicatos de trabalhadores. É a forma moderna de se contratar direitos trabalhistas e sociais. As empresas que afirmam ter responsabilidade social devem respeitar os princípios e direitos laborais nacionais e das convenções internacionais".

Fonte: Contraf-CUT

3.12.13

Agenda sindical... A luta não pára nunca!



Olá companheirada de luta e colegas bancários,

A agenda de dezembro está bem lotada de atividades assim como foi o mês todo de novembro.

FORMAÇÃO: Na semana de 18 a 22 de novembro, começamos mais uma turma de dirigentes e assessores no curso Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro, aplicado pela Contraf-CUT e Dieese e autofinanciado pelas entidades, realizado para 27 participantes de vários sindicatos de todo o país.

ATIVIDADE DO BACEN DF: Na semana passada, de 25 a 29, estive em Brasília por três dias. Lá fizemos atividades das centrais sindicais no Banco Central do Brasil contra o aumento da taxa básica de juros. Os desgraçados tecnocratas do Bacen nos deram uma banana e elevaram a taxa Selic (programa bolsa rentistas e chupins capitalistas) para 10% ao ano. Depois saímos em marcha até o STF para protestar contra as prisões políticas de militantes do PT, condenados sem provas na ação penal 470.

REUNIÃO DO COMANDO: Também tivemos reunião do Comando Nacional avaliando a Campanha 2013 e preparando a estratégia das lutas para o ano calendário de 2014.

MESA COM O BB: Tivemos mesa temática com o bb para tratar da coleta de informações sobre as questões dos diversos planos de saúde e previdência das entidades dos bancos incorporados BEP, BESC e Nossa Caixa.

Ainda na semana passada fechamos os textos e liberamos para a gráfica a revista nacional dos funcionários do bb, O Espelho. A revista chegará aos sindicatos e aos bancários nos próximos dias.

ATIVIDADE UNI AMÉRICAS: estou indo para os EUA hoje para participar de reuniões de trabalho com bancários, juntamente com meus companheiros brasileiros que lá estão e com nossos companheiros da UNI e da CWA.

Nesta segunda e terça fiquei estudando a questão da organização dos bancos e dos bancários para me preparar para ajudar meus companheiros no evento. Também estudei um pouco de inglês.

FORMAÇÃO: Na semana que vem teremos o 2º módulo de formação da 8ª turma de nosso curso Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro.

É isso! A luta não pára!

SOMOS FORTES, SOMOS CUT!

25.9.13

Greve recebe apoio e solidariedade dos bancários do BB no Paraguai


Crédito: Seeb Brasília
Seeb BrasíliaOs bancários em greve nacional há sete dias receberam o apoio e a solidariedade do "Sindicato de Empleados del Banco del Brasil", filiado à "Federación de Trabajadores Bancarios y Afines del Paraguay (Fetraban)". Um documento foi enviado ao presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro, na terça-feira, dia 24, manifestando o apoio às legítimas reivindicações dos brasileiros. 

"Admiramos profundamente a capacidade de mobilização dos companheiros e companheiras na luta pela melhoria constante da qualidade de vida, de suas famílias e da sociedade em geral", afirma a correspondência. 

"Estamos convencidos de que o único caminho para que se alcance a igualdade e a justiça é a unidade com mobilização", ressalta o sindicato paraguaio. "Nossa dignidade não se vende e estamos com vocês".

Luta sem fronteiras

O presidente da Contraf-CUT e da UNI Américas Finanças, Carlos Cordeiro, agradece a manifestação dos bancários paraguaios, mostrando a importância da organização internacional do movimento sindical. "Esse apoio reforça a solidariedade e a unidade dos bancários neste mundo globalizado em que vivemos, onde precisamos lutar cada vez mais de forma integrada para defender os empregos e direitos dos trabalhadores", destaca. 

O secretário de Formação da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, William Mendes, salienta que esse apoio fortalece a greve no Brasil e a rede sindical dos bancários do BB nas Américas, que já conquistou a renovação do acordo marco global. 

"Destacamos que em mesas de negociação com o BB no Brasil cobramos a direção do BB para marcar uma reunião específica com a UNI Américas e o 'Sindicato de Empleados del Banco del Brasil', visando a renovação do acordo coletivo no Paraguai, que está vencido há muitos anos e sem disposição do banco em apresentar propostas para as reivindicações dos bancários", conclui William. 


Fonte: Contraf-CUT