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29.7.21

Estudando a Cassi para conversar com os trabalhadores e associados



(atualizado até às 16h58 de 30/7/21)

Introdução

No que eu estou pensando? Em tanta coisa. Sobre a Covid e sobre a hipocrisia dos políticos. Sobre Bolsonaro e Hitler e sobre apoiadores de animais como esses. Sobre hipocrisia. Sobre hipocrisia. Sobre hipocrisia. Sobre incêndios que ardem consumindo tudo no brazil. Cheguei a pegar o Fahrenheit 451 pra reler. O fogo consome tudo no brazil... Se Bolsonaro e hitler tivessem 1 apoiador, 1 um hum, já seria um problema do mundo...

No que eu estou pensando? No meu compromisso com a companheira dirigente sindical que me convidou para falar um pouco sobre a Cassi. Então, vou ler algumas horas sobre a Cassi, praticamente no meu blog porque para falar de alguns temas da Cassi acumulei ali bastantes informações. Sobre CGPAR 23, sobre os planos de mercado que a direção atual acha que vão melhorar a "empresa", sobre algumas questões mais que eu achar que valha a pena comentar sobre a autogestão neste momento. Vou reler também algumas matérias sindicais que li nestes dias.

No que estou pensando? Nem dá pra falar. Mas acho que as coisas vão piorar muito para o povo brasileiro, os pobres que sabem que são pobres, os remediados que acham que não são pobres, os alienados que acham que não são alienados, os isentões que mentem que são isentões. A coisa vai piorar muito. A história está acontecendo agora, pessoas vão morrer, como sempre. Mas em algumas épocas as pessoas morriam fazendo parte de uma luta coletiva, de um objetivo conjunto, então havia pertencimento, éramos parte de uma causa. Hoje vamos morrer individualmente, sem pertencer a um projeto de mundo. Triste isso.

Vamos ler sobre a Cassi. Sobre isso eu sei alguma coisinha. Apesar que às vezes saber sobre isso traz muitos problemas pros sabedores. Vamos ler... tenho uma gratidão grande por tod@s que nos apoiaram durante nossas lutas de representação dos trabalhadores.

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Matéria de 26/7/17 (para ler postagem, clique aqui)

"Uma prioridade que perseguimos e conseguimos avanços importantes foi em relação a estudar a nossa autogestão e ampliar a cobertura de seu modelo assistencial de Atenção Integral, baseado em Atenção Primária em Saúde (APS) e Estratégia de Saúde da Família (ESF), modelo que funciona a partir de unidades de atendimento CliniCassi. Mesmo com o cenário mais adverso da história recente da Cassi, conseguimos ampliar a cobertura de 155 mil para 182 mil vidas e hoje estamos no limite da capacidade instalada. E nossos estudos mostram que as pessoas cuidadas pela ESF têm uso melhor dos recursos da Cassi quando utilizam a rede prestadora de serviços de saúde, o maior problema de gastos dos planos de saúde na atualidade. A economia per capita do grupo vinculado à ESF no comparativo entre cuidados e não cuidados chega a 30%."

CASSI 2021, CADÊ A ESF? O MERCADO COMEU!

Já pensou se a direção atual quisesse ampliar a ESF na Cassi? Sem recursos, ampliamos a Estratégia de Saúde da Família como nunca e muitas vidas foram salvas e a Cassi economizou muito com a inclusão de dezenas de milhares de cadastrados na ESF quando focamos essa meta na gestão do modelo assistencial (2014-2018). 

Repito: ESF cresceu sem recursos novos! Passamos 4 anos sem recursos na área de saúde para ampliar a ESF e as unidades CliniCassi. Com o orçamento novo e atual da Cassi 2021 daria pra ter ampliado a ESF em pelo menos umas 50 mil pessoas cadastradas, caso o modelo assistencial fosse o foco. 

A realidade é que só se ouve falar de vendas de planos de mercado para familiares, planos com menos direitos e mais caros ao se usar o plano - tem franquia e coparticipações. A essência da autogestão de trabalhadores Cassi - Plano de Associados e a ESF/CliniCassi - não é mais o foco da direção. A ESF deve ser quase um palavrão dentro da "empresa". 

As palavras de ordem são "Cassi Essencial", "Bem Cassi", "telemedicina", "novos produtos", "rentabilizar", "reduzir custos". Ou seja, o foco é desfazimento e terceirização. ESF, que isso? Estratégia de Saúde da Família? Faz uma ligação pra telemedicina e seja feliz. Parece aqueles comprimidos de soma do Admirável Mundo Novo, do Huxley. Tome uma telemedicina e seja feliz!

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Matéria de 09/8/17 (para ler postagem, clique aqui)

"Seguem abaixo informações e posições de representantes dos trabalhadores eleitos para os conselhos de administração do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal ao tomarem conhecimento de reuniões em áreas do governo federal que avaliaram medidas que podem prejudicar os planos de saúde de empresas públicas federais e estatais e os direitos de seus trabalhadores associados."

CGPAR FOI ESTRATÉGIA DO GOVERNO GOLPISTA PARA ATACAR CASSI, SAÚDE CAIXA E DEMAIS AUTOGESTÕES

Nesta matéria no blog, lemos as manifestações de Fabiano Felix e Rita Serrano, na época, representantes eleitos pelos trabalhadores nos conselhos de administração do BB e da Caixa Federal.

As lideranças dos trabalhadores traziam informações de que o governo Temer havia mandado gente da direção dos bancos públicos para as reuniões que criaram a resolução de ataques aos planos de autogestão, resoluções CGPAR. 

Tudo ficaria mais claro depois: como o governo não havia conseguido retirar direitos, onerar mais os trabalhadores e baratear o investimento na saúde de seus empregados, porque os eleitos nas autogestões não facilitavam a vida dos patrões, a nova tática foi criar resoluções ilegais e abusivas para atacar as autogestões como a Cassi e a Saúde Caixa.

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Matéria de 18/9/17 (para ler a postagem, clique aqui)

"William Mendes de Oliveira, Diretor de Saúde e de Rede de Atendimento da Cassi, fazendo uma alusão ao livro "Guerra dos Mundos", falou que estamos vivendo em uma guerra, pois o cenário é muito parecido com o da publicação. “Temos toda a condição de fazer o enfrentamento e reverter essa situação”, disse William. Para o gestor, é preciso organizar comitês locais, estimular a criação de conselhos de saúde em todas as instituições em risco e organizar um encontro nacional de saúde e previdência, para envolver a classe trabalhadora das estatais."

O GOLPE DE 2016 INICIAVA UMA "GUERRA DOS MUNDOS"

As resoluções CGPAR, tramadas na surdina para prejudicar os trabalhadores e suas autogestões em saúde, eram táticas para forçar os empregados a cederem às chantagens do governo em reduzir direitos e investimentos em saúde. O momento era desfavorável para nós porque vínhamos sofrendo ataques em todas as áreas do mundo do trabalho. Tínhamos muitas dúvidas entre nós de quais eram as melhores estratégias para enfrentar o inimigo naquela "guerra dos mundos" entre os golpistas da ultradireita e nós classe trabalhadora.

E quem estava lá junto conosco? Nossa guerreira e companheira da Caixa Federal, Erika Kokay (PT/DF). Quatro anos depois, nossa deputada conseguiu aprovar dias atrás na Câmara o PDC 956, que susta os efeitos da CGPAR-23. Agora falta a aprovação no Senado (ler notícia aqui).

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Matéria de 20/12/17 (leia a postagem aqui)

"Dados já divulgados nos boletins - Nos vinculados à ESF é menor a demanda em pronto-socorro em 25%. As despesas assistenciais do grupo vinculado, na comparação por grau de complexidade, chegam a ser 30% menores. As internações hospitalares são bem menores no segmento de vinculados à ESF. Os vinculados à APS/ESF dentro da curva A (maiores despesas da operadora) têm custo 14% menor que os não cadastrados.

As pessoas nas faixas etárias acima de 59 anos são mais cuidadas na Cassi que em outras operadoras e isso faz com que o crescimento da despesa assistencial (32%) deste segmento entre 2012/2016 tenha variado menos que a inflação do período (40%)."

ATAQUES ÀS AUTOGESTÕES (VIA CGPAR) TIVERAM APOIO DA MÍDIA COMERCIAL (CLARO!)

Postagem que fiz em dezembro de 2017 falava sobre matérias vinculadas à mídia golpista dando voz aos pilantras que criaram a CGPAR atacando a eficiência das autogestões como Cassi, Saúde Caixa e demais entidades de saúde de estatais. Isso antes da publicação das resoluções...

ESF DA CASSI PROVAVA EFICIÊNCIA DO MODELO ASSISTENCIAL EM RELAÇÃO AO MODELO DO MERCADO PRIVADO

Como se pode ver na citação acima, a Estratégia de Saúde da Família, que qualificamos durante nosso mandato, deu um salto de qualidade ao comprovar que nossos pacientes vinculados tinham melhores resultados em saúde, independente da faixa etária, e tinham despesas assistenciais muito menores que faixas etárias e graus de complexidade não cuidados pela ESF.

Ao se abandonar o modelo ESF/CliniCassi terceirizando tudo para o mercado privado, a direção atual corre o risco de ser a responsável pela destruição do modelo de saúde mais eficiente que se tem notícia no mercado privado de saúde brasileiro. 

Como as condições atuais são amplamente favoráveis aos empresários e empresas que lucram com a doença e são condições quase impossíveis para se criarem novas autogestões e planos como o Plano de Associados - custeio coletivo, intergeracional e solidário -, se destruírem nosso modelo e Plano, nunca mais teremos esse acesso qualificado à saúde por toda a vida.

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Matéria de 26/1/18 (ler postagem aqui)

"São quatro as modalidades de planos tratados nas resoluções: autogestão por operadora própria, os geridos pela área de recursos humanos, os que optam por uma operadora de mercado e os que trabalham com o ressarcimento das despesas. Na modalidade autogestão, por exemplo, a resolução estabelece que as empresas deverão fechar seus planos para adesão de empregados admitidos após a entrada em vigor das novas regras; somente estarão autorizadas a oferecer aos novos empregados benefício de assistência à saúde na modalidade de reembolso e os editais de processos seletivos para admissões de empregados das estatais federais não deverão prever o oferecimento de benefícios de assistência à saúde."

"Não temos tempo sequer de comentar ataques pessoais, imorais e vis que estamos sofrendo por defender de forma aguerrida os direitos dos trabalhadores que representamos nos últimos 4 anos. O tempo é de chamar tod@s à luta para nos rebelarmos contra essas porcarias (leis? legislação?) que estão saindo na canetada em executivos ou por uns quatrocentos lesas-pátrias que ainda estão no legislativo nacional. Teremos que enfrentar também algumas pessoas que tomaram os órgãos do judiciário para si (e que espero que sejam a minoria, porque o povo precisa de justiça e segurança, inclusive jurídica)."

TEMER PUBLICA RESOLUÇÕES DA CGPAR, FERRA AUTOGESTÕES E TRABALHADORES DE ESTATAIS E NA CASSI MOVIMENTO SE DIVIDIU EM 3 PARA FACILITAR A VITÓRIA DA DIREITA

Reler a história recente da comunidade BB e bancária é algo doloroso, mas faz parte da história de lutas da classe trabalhadora.

Na postagem de 26/1/18 no blog, vejo a matéria da Contraf-CUT sobre as resoluções CGPAR, feitas para pressionar bancos, direções e autogestões a reduzirem direitos dos trabalhadores e praticamente inviabilizarem os planos de saúde de milhões de empregados da ativa e aposentados das estatais federais. Quando o tempo é de regime totalitário, não adianta torcer para o ditador disfarçado de presidente não agir contra o povo. O sujeito no poder por golpe da elite vai agir contra o povo. Vejam o sujeito no poder desde 2018 por interferências da Lava Jato, dos milhões de fake news, da mídia empresarial e do próprio judiciário. Como vamos sair dessa agora?

Internamente, entre pessoas próximas, eu dizia meses antes das eleições na Cassi que nossos projetos de avanços nos direitos em saúde na Cassi e no modelo assistencial ESF/CliniCassi e solidariedade estavam sob risco mesmo sendo consensuais porque a esquerda no movimento iria se dividir (e fez isso lançando 3 chapas que defendiam o mesmo projeto solidário na Cassi) e eu vinha sendo martirizado e assediado por um processo interno na autogestão - um evidente lawfare com acusações anônimas mentirosas - para que aquelas mentiras fossem usadas nas eleições e para que eu não tivesse tempo de me dedicar à defesa dos direitos dos associados na Cassi. Deu no que deu! Vitória da direita e parabéns para a patronal que passou a dar as cartas na autogestão, não enfrentando mais empates nas votações na gestão.

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Matéria de 29/1/18 (ler postagem aqui)

"Não compartilho da leitura de algumas pessoas que respiram aliviadas sobre eventual "direito adquirido", termo que é utilizado nas resoluções para tentar dividir o conjunto dos participantes dos planos vítimas das medidas, que atacam e golpeiam de morte autogestões de saúde de trabalhadores.

Não adianta ter "direito adquirido" de algo que pode se inviabilizar e acabar. O governo fechou o Plano de Associados da Cassi em uma canetada. De novo é preciso lembrar para as pessoas o que é solidariedade na Cassi, a base do Plano de Associados. Se eu pensar só em mim hoje e não nos colegas que chegam amanhã, não terá plano para ninguém."

CGPAR - SETORES DO MOVIMENTO ACHAVAM QUE NÃO PERDERÍAMOS NADA POR ACREDITAREM EM "DIREITO ADQUIRIDO" EM RELAÇÃO À AUTOGESTÃO CASSI E AO PLANO DE ASSOCIADOS

Quando enfrentamos ataques violentos aos nossos direitos é comum termos diversas opiniões sobre conceitos e diagnósticos, sobre estratégias e táticas de enfrentamento aos problemas. A publicação das resoluções CGPAR foi um caso desses.

Desde o início, achei preocupante a ideia de "direito adquirido" em relação à inviabilização das autogestões e dos planos de saúde que as resoluções visavam. Se a Cassi e ou o Plano de Associados se inviabilizassem ou acabassem, não adiantaria brigar décadas na justiça porque as pessoas precisam do acesso à saúde no dia que a demanda de saúde acontece e não no dia que sair uma solução na justiça. Nós tivemos que enfrentar essa questão por meses a fio nas discussões das estratégias do que fazer.

O fato é que a Cassi vinha sendo estrangulada pela parte patronal que não apresentou proposta viável por mais de dois anos de negociações, os recursos foram acabando porque o Plano de Associados estava deficitário por questões como custeio e custos de serviços no mercado privado e órgãos da burocracia governamental tinham lado, o lado patronal. 

Entre 2018 e 2019 foram ficando mais difíceis a manutenção de direitos na Cassi e os trabalhadores sofreram muito para manter a autogestão que foi ameaçada de todas as formas, sofreu intervenção da agência reguladora, fechou entradas no Plano de Associados e sofreu ameaça de fechamento e ou "venda de carteira" para o mercado. Foi difícil, e todos saíram perdendo no movimento dos trabalhadores, menos a patronal.

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COMENTÁRIO FINAL DESSA RETROSPECTIVA CASSI

Finalizo essa parte dos estudos sobre a CGPAR e o contexto em que as coisas aconteceram na Caixa de Assistência entre 2017 e 2018.

O governo Temer foi tão sacana que lançou um concurso público no BB no dia 8 de março de 2018 para preencher só 30 vagas e sem direito ao Plano de Associados da Cassi só para efetivar as resoluções CGPAR que eram amplamente questionáveis pela quantidade de abusos e ilegalidades.

Neste momento, julho de 2021, vivemos grandes ameaças em relação ao futuro de nosso Plano de Associados/Caixa de Assistência. O nosso plano que chegou a ter 418.335 assistidos chegou a 382.723 vidas nos primeiros meses de 2021.

A Cassi passou por uma reforma estatutária em novembro de 2019, as mudanças ocorridas foram fruto daquela correlação de forças e do contexto que expus acima. 

Houve contestação do resultado da reforma na justiça, o Brasil teve aquelas eleições esquisitas de 2018 e Bolsonaro virou presidente e veio no ano de 2020 a pandemia mundial de coronavírus.

A direção da Cassi aposta numa terceirização total da nossa autogestão, no lançamento de diversos planos de saúde para familiares e acha que vai concorrer com o mercado privado das grandes operadoras. 

Apostar em planos de saúde e terceirização não é algo viável, na minha opinião, é um engano perigoso porque vai interferir na sobrevivência da essência da autogestão: o Plano de Associados e sua estrutura própria de APS/ESF/CliniCassi e equipes de família e programas de saúde.

Enfim, entendo que a luta pelos direitos em saúde da comunidade BB deve seguir porque é o que se deve fazer.

William


19.7.21

Cassi 2021 - Impressões e opiniões (IV)

Olá, prezados colegas da comunidade BB e lideranças dos trabalhadores!

No dia 2 de julho, tive a oportunidade de participar da reunião entre a Contraf-CUT e suas representações e a direção da Cassi. Naquele dia, o novo presidente da entidade, Castro Júnior, se apresentou e falou de projetos para a Cassi. Também participaram Ana Cristina, Carlos Flesch e Luiz Satoru, colegas da direção, e alguns funcionários da Cassi, pessoas com as quais trabalhamos na gestão. Foi uma reunião muito respeitosa e prevaleceu a troca de informações e ideias.

O presidente abordou alguns objetivos da atual direção, eixos ou pilares para a Cassi neste momento de sua história. Incluir a Cassi na era digital de forma profunda e acelerada, a redução de custos da "empresa", novas formas de receitas e produtos e a questão do atendimento aos participantes e clientes. As representações dos trabalhadores falaram seus pontos de vista e preocupações, cobrando diversas informações sobre demandas dos bancários e mudanças em andamento, sugerindo estudos e avanços em direitos dos associados -a Estratégia de Saúde da Família (ESF) foi um dos itens. As outras diretorias também se expressaram.

Repito aqui algumas questões que apresentei para os participantes da reunião, tanto para as representações dos associados quanto para a direção da nossa associação Cassi, uma autogestão em saúde.

Comentei que a utilização de novas tecnologias é algo positivo, ferramentas virtuais podem contribuir para os procedimentos e operações na área na qual a Cassi atua: saúde. 

Tenho muitas reservas e senões em relação a "novos produtos" quando falamos da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil porque a razão de ser da Cassi são os trabalhadores da ativa e aposentados e seus dependentes. O "essencial" na Cassi é o Plano de Associados e sua perenidade e não as questões laterais, à margem do essencial na autogestão.

Como contribuição, expressei minha preocupação com os projetos de redução de custos administrativos da autogestão. A Cassi já tem o menor índice do mercado (5,5%) e isso é muito ruim porque a Caixa de Assistência está se desfazendo da sua estrutura própria de gestão em saúde. 

As mudanças na Unidade Cassi DF são um exemplo dessas "reduções de custo" questionáveis. Nós havíamos ampliado em 50% o cadastramento da ESF na capital aproveitando as duas unidades CliniCassi, uma na Asa Norte e outra na Asa Sul. Apresentei meu receio de que a direção faça isso nas demais unidades regionais da Cassi. 

Outro exemplo complicado é o caso de Curitiba, onde a direção optou por terceirizar a base do modelo assistencial - A ESF e CliniCassi com equipes de família próprias. Essa aposta em "parceiros" no mercado é um risco absurdo para a nossa autogestão (Projeto Bem Cassi feito com duas empresas privadas). "Parceiros" vão e vem ao sabor das ondas (ondas ou tsunamis, porque o objetivo desses parceiros-empresários é o lucro, enquanto a relação dos funcionários assalariados da Cassi com os pacientes é outra). 

É uma lógica muito diferente investir em estruturas próprias de Atenção Primária e ESF e acompanhamento dos cadastrados com profissionais da própria Cassi. Nós explicamos o quanto é barato investir em CliniCassi e equipes de família. O custo-benefício é exponencialmente melhor ao mantermos crônicos tratados e monitorados e prevenir doenças em populações cadastradas na ESF. Nossos estudos mostravam cadastrados vinculados ao modelo assistencial com despesas 20 a 40% menores em todas as faixas etárias e graus de complexidade.

Por fim, expliquei ao presidente da Cassi, Castro Júnior, o quanto seria importante aproveitar esse momento em que a Cassi tem mais receita operacional devido às novas contribuições permanentes dos associados e as novas receitas por parte do patrocinador para reequipar e ampliar as regionais da Cassi em relação a novos procedimentos e mais equipes de família nas CliniCassi. A ESF não deveria ter sido colocada em segundo plano nesse período pós recursos novos. Os números de cadastrados já poderiam ter sido ampliados e isso não ocorreu nos últimos anos. 

AMPLIAÇÃO DA ESF (2014-2018) - Nós pegamos a Cassi com cerca de 160 mil cadastrados, ampliamos para 182 mil e 3 anos após nossa saída e com a entrada de recursos novos, A ESF não foi ampliada (vejam o Relatório Anual 2020).

Enfim, vou ler as matérias das entidades representativas e volto a escrever minhas impressões e opiniões sobre os últimos acontecimentos. Me parece que as representações dos associados estão apontando em suas matérias os mesmos riscos que avisei que ocorreriam em relação aos novos planos de mercado da Cassi - riscos ao Plano de Associados e prejuízos de longo prazo para os bancários da ativa e aposentados. 

Também tivemos novidades em relação à CGPAR, aquelas normas absurdas do governo Temer que interferiram de forma muito questionável nos planos de saúde das autogestões dos trabalhadores das estatais, empresas públicas e de economia mista. 

Um fraterno abraço a todas e todos.

William

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(Reprodução de matéria de 5/7/21 da Contraf-CUT)

Trabalhadores cobram informações do novo presidente da Cassi

Informações sobre o uso da tecnologia para “aproximação dos associados” e novo plano de mercado Cassi Essencial estiveram em pauta

As entidades de representação dos associados à Caixa de Assistência dos funcionários do Banco do Brasil se reuniram com a diretoria e o novo presidente da entidade, Castro Júnior, na sexta-feira (2). A reunião foi realizada a pedido da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).

A princípio, a reunião tinha o objetivo de ressaltar a importância e restabelecer a mesa de negociações entre as partes para garantir a manutenção da Cassi e a melhoria de seus serviços. Mas, um comunicado publicado no site da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi) na terça-feira (29) mudou o enfoque da reunião.

“Depois do comunicado tivemos que fazer uma série de questionamentos para saber se há interesse em colocar a tecnologia e a redução do custo em detrimento da qualidade do atendimento e da Estratégia Saúde da Família (ESF), explicou a secretária de juventude e representante da Contraf-CUT nas negociações com a Cassi e o Banco do Brasil, Fernanda Lopes.

No comunicado, o novo presidente da Cassi afirma que sua gestão fará uso de meios tecnológicos para estar mais próxima dos associados.

Segundo o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga, a primeira e principal mensagem que o texto passa é que será aplicada tecnologia no atendimento. “A Cassi, nestes tempos de pandemia e de gestão de tecnólogos bancários, está maravilhada com esse discurso, que pode iludir alguns bancários. Mas, é preciso ter muito cuidado para não cairmos nesta tentação. Temos que ficar atentos para que a Cassi não se desvirtue e passe a ser como um plano de saúde qualquer, que apenas corre atrás da redução dos custos e abandone o atendimento humanizado e sua função de caixa de assistência aos associados”, alertou.

Cassi Essencial

Além de tratar sobre os pontos referentes a uso da tecnologia mencionados no comunicado, a representação dos trabalhadores solicitou informações sobre o novo plano de mercado disponibilizado, o Cassi Essencial.

A Cassi ficou de responder aos questionamentos da representação dos trabalhadores na próxima reunião, ainda sem data definida.

Fonte: Contraf-CUT


28.4.18

Unidade e mobilização - Para defender Cassi/BB e Saúde Caixa


Comentário do Blog:

Bom dia, colegas bancários e companheir@s de lutas e lideranças das entidades da mesa de negociação sobre a Cassi: Contraf-CUT, Contec, Anabb, Aafbb e Faabb.

Segue abaixo uma matéria a respeito da necessidade de mobilização e unidade do conjunto dos trabalhadores dos bancos públicos e de suas entidades sindicais e associativas da ativa e aposentados para defender os direitos em saúde, garantidos hoje através de suas autogestões Cassi e Saúde Caixa.

A unidade é central para ter uma possibilidade de enfrentamento às ameaças que estão colocadas. UNIDADE! 

Nós ajudamos a construir uma unidade na comunidade Banco do Brasil para defender os direitos dos associados da Cassi e a própria autogestão desde 2014, quando chegamos eleitos à Diretoria de Saúde da Caixa de Assistência.

De lá para cá, construímos encontros nacionais em 2015, uma mesa de negociação com o patrocinador Banco do Brasil, que gerou um acordo (Memorando de Entendimentos) em vigor até dezembro de 2019, com a manutenção da mesa permanente, e com a obrigação do Banco em também assumir suas responsabilidades e colocar recursos no plano de saúde dos trabalhadores associados.

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PRINCÍPIOS E CONSENSOS - nesta mesa unitária, consensos foram construídos e eles devem ser referência para qualquer solução para a sustentabilidade do Plano de Associados da Cassi: 

- Manutenção do princípio da solidariedade como premissa fundamental do Plano de Associados em seu custeio mutualista intergeracional;

- Garantia de cobertura para ativos, aposentados, pensionistas e dependentes;

- Investimento no Modelo de Atenção Integral à Saúde e Estratégia Saúde da Família (ESF);

- Co-responsabilidade na gestão entre os patrocinadores Banco do Brasil e Corpo Social;

- Não redução de direitos e programas de saúde.
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De 2014 para cá, 2018, nós vencemos etapas importantes na defesa da Cassi. O país sofreu um golpe de Estado e as forças políticas que tomaram o poder têm compromisso com o mercado, com o Estado Mínimo. Nele não cabem bancos e empresas públicas, direitos sociais garantidos pelo Estado como direitos trabalhistas, saúde, educação, segurança etc.

Na área do direito em saúde, o governo editou normas contrárias à existência de autogestões das empresas estatais federais, a CGPAR e suas resoluções 21, 22 e 23. Essas resoluções inviabilizam autogestões em saúde, prejudicam o direito em saúde de milhões de trabalhadores e determina que eles e suas famílias se dirijam ao mercado para comprar planos se quiserem ter assistência à saúde além do SUS, sucateado pelos governos e subfinanciado.

Colegas bancários e companheir@s de lutas, o momento é de busca de UNIDADE com foco na Cassi, no Saúde Caixa e demais autogestões em risco. Não permitam que o outro lado nos divida. Foi a unidade que salvou a Cassi nesses 4 anos em que estivemos juntos.

Abraços, William

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(reprodução de matéria do Sindicato dos Bancários de Brasília)


Bancários do BB e da Caixa se mobilizam contra destruição dos planos de saúde


O governo Temer segue avançando na destruição dos direitos e conquistas dos trabalhadores. Já rasgou a Legislação Trabalhista, impôs a terceirização irrestrita e trata como letra morta normativos, contratos de trabalho e acordos coletivos nas estatais.

No Banco do Brasil e na Caixa as baterias estão voltadas para os planos de saúde (Cassi e Saúde Caixa) e visam a completa extinção do modelo de autogestão em saúde, medida que resultará, logo adiante, em desmantelamento dos próprios planos e, consequentemente, em fim da assistência. O que seria, aliás, um cenário adequado a uma empresa privatizada.

“A resposta a esse ataque obstinado do governo demanda organização e forte mobilização, para uma reação tempestiva e vigorosa. E isso requer de todos nós, bancários e bancárias do BB e da Caixa, consciência quanto ao tamanho do prejuízo que pode representar a destruição dos nossos planos de saúde”, ressalta a diretora do Sindicato e da Contraf/CUT, Fabiana Uehara, empregada da Caixa.

Com essa mesma avaliação de que há urgência em ir à luta em defesa dos planos de saúde, o funcionário do BB e diretor de Imprensa do Sindicato, Rafael Zanon, reforça a convocação à categoria bancária em geral e, em particular, aos bancários e bancárias do BB e da Caixa, para os protestos do 1º de Maio, nos quais estarão presentes trabalhadores das estatais e outras categorias. “É importante que esse 1º de maio se transforme em um marco no nosso processo de mobilização nos bancos, para garantia dos nossos direitos e de nossas conquistas”, lembra Zanon.

A manifestação unitária da CUT e demais centrais sindicais será no estacionamento entre a Torre de TV e a Funarte, a partir das 9h.

Fabiana Uehara destaca também a importância da participação dos bancários do BB e da Caixa no ato em defesa das estatais marcado para o dia 8 de maio, no Congresso Nacional.

Ofensiva do governo

A ofensiva do governo contra os planos de saúde das estatais foi determinada por resolução da Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União (CGPAR) nº 23, de 18 de janeiro de 2018.

Em 5 de abril, a Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Sest) divulgou circular determinando às empresas a realização de “esforços para a adequação do Benefício de Assistência à Saúde, o mais rapidamente possível, ao disposto na Resolução CGPAR nº 23, não adotando quaisquer medidas contrárias às diretrizes estabelecidas”.

Clique aqui para ler a circular da Sest

A resolução proíbe, entre outras coisas, custeio da empresa maior que o dos funcionários e autogestão por RH (caso do Saúde Caixa), limita investimento na saúde dos trabalhadores pelas empresas, estabelece o quantitativo mínimo de 20 mil funcionários para que a empresa patrocine plano de saúde e determina a cobrança por dependente e o fim do custeio para a fase pós laboral.

A CGPAR 23 estabelece 48 meses de prazo para as empresas adequarem seus planos de saúde e proíbe novas adesões, instituindo a figura de reembolso para novos funcionários. Assim, os novos trabalhadores que ingressarem nas empresas públicas poderão ser forçados a procurar planos de saúde privados.

Confira, a seguir, resumo dos principais pontos da resolução:

1. Estabelece a paridade de contribuição entre banco e associados
2. Limita os aportes do BB à Cassi a 8% da folha de pagamento, incluindo neste limite as contribuições relativas aos aposentados – ou seja, reduz a participação do banco
3. Proíbe as patrocinadoras de custear plano de saúde para os aposentados, “respeitado o direito adquirido”
4. Determina que as estatais só podem ofertar planos de saúde que prevejam contribuições por beneficiário de acordo com a faixa etária e/ou renda
5. Futuros editais de concurso não podem oferecer benefícios de assistência à saúde aos candidatos
6. As empresas terão 48 meses para se adequar às novas normas.


Fonte: Evando Peixoto / Colaboração para o Seeb Brasília

9.4.18

Opinião e agenda do Diretor de Saúde da Cassi





Olá prezad@s associados e participantes da Cassi e companheir@s de lutas pelos direitos dos trabalhadores.

Desde a semana passada, voltamos à rotina de trabalho na Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento de nossa Caixa de Assistência, a maior e mais antiga autogestão em saúde do país, que pertence aos funcionários do Banco do Brasil.

Temos mais dois meses de compromisso na gestão como eleitos e os associados da Cassi têm grandes desafios pela frente em face do cenário colocado no setor de saúde suplementar e também em relação aos ataques que as autogestões das empresas estatais estão sofrendo através das resoluções CGPAR, principalmente a nº 23 que acaba por inviabilizar as autogestões caso os trabalhadores das estatais federais não consigam reverter as determinações abusivas desta resolução.

Em relação a nossa agenda de trabalho, início de semana é sempre de muita leitura e estudos da pauta das reuniões de Diretoria Executiva. Além disso, estou fazendo matérias especiais de agradecimento pelo trabalho conjunto que realizamos com a comunidade de cada Estado e Distrito Federal. Já fizemos as postagens para as unidades Cassi AC, AL, AM e AP. Para ler os textos é só clicar AQUI ou para quem acessa por computador de mesa ou Ipad ir nas categorizações no lado direito do blog, por ordem alfabética: "Balanço do Mandato" ou também por Estado, em "Bancários do Acre, Bancários de Alagoas etc". Dessa forma, é possível ver todas as nossas agendas no Estado desde o início do mandato.

Finalizado o mês de março, a Cassi e o BB devem começar em breve os EPS e check up de 2018 e vamos iniciar a devolutiva dos Exames Periódicos de Saúde (EPS), um importante trabalho entre o Banco do Brasil e a Cassi através do PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional). Ano passado, criamos a "Semana da Devolutiva", uma agenda conjunta para chamar a atenção da comunidade sobre a importância dos exames preventivos, dos cuidados da atenção primária e as possibilidades de intervenção na melhoria da saúde dos funcionários da ativa. A Semana da Devolutiva foi muito bem avaliada por todos e desejamos que a Cassi e o BB aprofundem a parceria em prol da saúde dos trabalhadores.

Meu compromisso com as entidades sindicais e representativas e com os Conselhos de Usuários segue exatamente como foi ao longo desses 4 anos, com a apresentação de minha opinião e de minha leitura com relação às questões centrais dos direitos em saúde dos trabalhadores associados da ativa e aposentados e do futuro da Cassi e de seu modelo assistencial extremamente exitoso naquilo que está definido a realizar para a comunidade de participantes do sistema. 

Os déficits do Plano de Associados seguem altos pelos motivos que explicamos para o conjunto das lideranças da comunidade e não há soluções miraculosas. O déficit entre receitas operacionais e despesas assistenciais é porque as receitas baseadas em Folha de Pagamento e Benefícios com interferência a menor por parte do patrocinador patrão ano após ano ficam incompatíveis com a compra de serviços de saúde na rede prestadora que cresce com taxas de lucro para eles na casa de 15% ou mais por ano. A solução é orientar melhor o uso dos recursos ampliando a Atenção Primária, a ESF, as CliniCassi e cuidando dos participantes crônicos ao longo da vida. Básico isso, não tem milagre, tem escolhas.

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A Cassi e a Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento estão com ações importantes em andamento em várias áreas, inclusive com o Plano de Ações de Curto Prazo (clique AQUI ou veja na linha do tempo da Prestação de Contas do Memorando de Entendimentos AQUI). O Plano de Ações foi aprovado em janeiro na direção da Cassi, com ações centrais da Diretoria de Saúde e com propostas aprovadas que propusemos durante mais de 2 (dois) anos para melhoria das Unidades Cassi e CliniCassi, programas e políticas de saúde. Mostramos para vocês que esta Diretoria desenvolveu trabalhos importantes e que vão ficar para o futuro de nossa Caixa de Assistência.
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Enfim, eu convido a todas as lideranças dos Conselhos de Usuários e das entidades representativas, ou seja, a PARTICIPAÇÃO SOCIAL DA CASSI, a não esmorecer por causa de derrotas pontuais ou desânimos por cenários desafiadores. A UNIDADE é a melhor forma de defender a Cassi, os direitos dos associados, a SOLIDARIEDADE e a SUSTENTABILIDADE da Caixa de Assistência sem exclusão de parte dos associados, mantendo uma CASSI PARA TODOS.

Minha relação e compromisso segue sendo com os associados da ativa e aposentados, com os trabalhadores, com as entidades representativas da comunidade Banco do Brasil.

Abraços fraternos,

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/2018)

17.3.18

Eleições Cassi - Mensagem aos aposentados, pensionistas e idosos (e aposentáveis)




Olá prezad@s associados aposentados, pensionistas e idosos de nossa Caixa de Assistência. Atenção vocês que são aposentáveis (pessoal da ativa).

Dirijo-me a vocês para reforçar meu compromisso e de nossa Chapa 1 Em Defesa da Cassi em seguir lutando pela manutenção dos direitos de todos os aposentados, pensionistas e idosos de nosso Plano de Associados, plano criado por nós funcionários do Banco do Brasil em 1944 baseado no princípio da solidariedade no custeio mutualista intergeracional.

É importante que vocês saibam que a base de nosso mandato eleito pelos associados da Cassi nesses 4 anos à frente da Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento (rede própria, as 65 CliniCassi) foi a defesa da solidariedade. A Cassi poderia não ter déficit se cobrasse mais dos participantes, mas ela não seria uma CASSI PARA TODOS porque a cada ano estaria expulsando segmentos de associados por não conseguirem se manter custeando o plano de saúde. Seria uma CASSI PARA POUCOS.

Boa parte de minhas divergências com o patrocinador Banco do Brasil ao longo do mandato foi por causa dos enfrentamentos que fiz a ele em defesa dos direitos dos associados da ativa, aposentados, pensionistas e dependentes porque fui um defensor ferrenho, radical, dos direitos dos aposentados e idosos de nosso plano de saúde (são 123 mil idosos no Plano).

O PORQUÊ DOS DÉFICITS NO PLANO DE ASSOCIADOS

Em primeiro lugar é importante que vocês saibam que os déficits recorrentes do Plano de Associados não são por culpa dos bancários e ocorrem desde os anos 90 (Relatórios Anuais Cassi de 2004, pág. 57, item 4, e 2005, pág. 5, 1º parágrafo) e têm dois motivos principais: 

- no eixo da despesa assistencial por causa do custo da compra de serviços de saúde no mercado (rede prestadora credenciada), cujo crescimento dos valores cobrados chega a ser de 17% ao ano. Por isso defendemos e fortalecemos tanto o modelo assistencial preventivo da Cassi, porque se usa melhor os recursos quando se utiliza a rede prestadora; 

- no eixo das receitas operacionais por causa das reduções da base de cálculo das receitas do Plano: a folha de pagamento da ativa e dos benefícios dos aposentados e pensionistas. Ou seja, por culpa do Banco do Brasil S.A. 

A Cassi foi prejudicada na receita operacional cada vez que o patrocinador BB reduziu a folha nesses 22 anos após a proposta de custeio feita por ele e aceita por nós associados e registrada no Estatuto Social de 1996 (7,5% das remunerações e aposentadorias - 3% nós e 4,5% banco): reduziu receita por congelamento salarial (de 1995 a 2002), reduziu receita por mudança nos interstícios das 12 letras do Plano de Cargos e Salários (PCS) de 12% e 16% para 3% (desde 1996), reduziu receita pela retirada do anuênio (desde 1998), e reduz receita cada vez que o Banco faz reestruturações diminuindo quadro, reduzindo ou tirando comissões e salários, terceirizando serviços etc. Ele Banco do Brasil vem afetando as receitas operacionais do Plano de Associados desde que firmou o contrato conosco. 

Por isso ao longo do mandato nesses 4 anos não aceitamos nenhuma proposta do Banco e seus representantes para "resolver" os déficits operacionais onerando mais os associados e se desonerando de seus compromissos com o custeio. A Cassi poderia ser equilibrada e superavitária em todos os exercícios contábeis: era só aceitarmos as propostas do Banco e repassar anualmente aos associados as diferenças entre receitas e despesas operacionais (cujo Banco é um dos responsáveis). Seria uma CASSI PARA POUCOS!

Se aceitássemos isso nesses 4 anos e se a chapa vencedora aceitar nos próximos anos, a Cassi superavitária será para quantos associados? 100 mil, 200 mil? Porque o que mantém os 410 mil participantes no Plano de Associados é o acesso ao Plano pelo valor acessível de custeio solidário. Nós sempre defendemos e defenderemos UMA CASSI PARA TODOS e não para parte dos ativos e aposentados que possam pagar por terem maiores remunerações e benefícios (num determinado momento...)

Propor despesas assessorias aos associados como fez o Banco do Brasil diversas vezes nesse período em que estamos à frente da Cassi - E REJEITAMOS TODAS ELAS - é ruim para os participantes e interessante para o patrão: franquia na internação de R$1.500, aumentar coparticipações sobre consultas e exames, tirar o teto das coparticipações sobre exames, cobrar por dependente, cobrar por idade, cobrar por uso, cobrar por perfil epidemiológico, rejeitar entrada de novos participantes, diminuir ressarcimentos, suspender ou cancelar programas de saúde etc. Nós DISSEMOS NÃO!


Algumas chapas tentam confundir os associados querendo responsabilizar quem esteve na gestão neste período recente e difícil em que os déficits vêm ocorrendo. Não se combate déficits com bravatas. Eu estudei 30 anos de história da Cassi e todos sabem que conheço profundamente a entidade e o histórico dela e dos trabalhadores associados.

Na verdade fomos nós que defendemos os associados do desejo do patrão em se ver livre de sua responsabilidade com os aposentados excluindo eles de sua responsabilidade estatutária (proposta feita em maio/2015 em mesa negocial com entidades representativas: o Fundo de 6 bilhões e o desejo do Banco em ratear déficits entre associados que mais precisaram, que têm mais idade e têm grupo familiar maior). O tempo todo o Banco vem querendo cobrar por idade e por dependente (titular e cônjuge).


Gráfico usado pelo Diretor de Saúde William Mendes
na Conferência de Saúde da Cassi MS em 2015 alertava
associados da ativa e aposentados que propostas de quebra
da solidariedade têm como objetivo atingir o segmento das
faixas etárias mais idosas onde o déficit acontece (3º gráfico).
 

DEFESA INTRANSIGENTE DOS APOSENTADOS E IDOSOS DA CASSI

Uma das primeiras ações de nosso mandato a partir de junho de 2014, foi começar a percorrer o país visitando entidades e associações da ativa e de aposentados para convencer suas lideranças a pararem de defender a quebra da solidariedade. Muitos líderes dos aposentados defendiam cobrar por dependente e eu mostrei em números e expliquei que a desculpa ao se propor cobrar por dependente tinha como alvo cobrar por faixa etária, porque é ali que está a maior despesa assistencial da Cassi e do Plano de Associados.


Tive que procurar as entidades da ativa também, os sindicatos das mais diversas forças políticas, para dar subsídios a eles no diálogo com os bancários da ativa explicando que ao quebrar a solidariedade para cobrar mais dos idosos iria afetar e eles mesmos no amanhã. Tive um papel importante no convencimento de ativos e aposentados para fortalecer o princípio da solidariedade e a ampla maioria das entidades representativas e lideranças sabem disso.

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TRANSPARÊNCIA - Enquanto alguns burocratas tentam criminalizar a política séria de representar pessoas, como se não trabalhássemos ao visitar as bases, nós mostramos na prática que política dá trabalho mas vale a pena, porque ao fazer 154 agendas nos Estados durante o mandato, 64 reuniões com os Conselhos de Usuários (boa parte com meus recursos próprios) dialogamos com lideranças da ativa e aposentados durante os 4 anos como representante eleito pelos colegas e levamos informações que ajudaram as lideranças e suas entidades representativas a defenderem conosco a solidariedade e perceberem que algumas teses defendidas pelo patrão seriam muito prejudiciais aos associados. E fui republicano no mandato. Tratei a todas as forças políticas e segmentos da mesma forma inclusiva, independente se tinham referências equivocadas a meu respeito.
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Quando o patrocinador Banco do Brasil propôs o Fundo de 6 bilhões para se ver livre do risco atuarial pós-laboral (os 4,5% estatutário sobre os aposentados), eu fui um dos primeiros a rejeitar a proposta porque prejudicava aposentados e aposentáveis. Eu já havia dito não ao Banco em consultas informais (imaginem se o Banco gostou?). E já havia convencido muitas lideranças de aposentados a não entrarem na canoa furada de quebrar a solidariedade que o patrão, o capital, propõe o tempo todo (o alvo são os aposentados). Não à toa, o governo ilegítimo soltou resolução autoritária em janeiro (CGPAR 23) para apoiar estatais federais que vêm tentando se desonerar de custeios de saúde, onerando os trabalhadores, fechando planos e acessos a aposentados.

Não se defende os aposentados e os idosos com discurso bonito e bravatas, nem vendendo facilidades panfletárias de "gestão competente". Se defende os aposentados e os idosos enfrentando quem quer mexer com seus direitos ou excluir esse segmento do Plano de Saúde. E nós fizemos isso! E fizemos porque buscamos unidade nacional e tivemos apoio das entidades sindicais e associativas.


Gráfico usado pelo Diretor de Saúde William Mendes na Conferência
de Saúde da Cassi RJ em nov/2017 mostra que despesa assistencial na Cassi
nas faixas etárias acima de 59 anos crescem menos que as 1as faixas.
As populações idosas têm forte presença na ESF/CliniCassi.

Por fim, fizemos um mandato tão obstinado na defesa dos direitos dos idosos, aposentados e pensionistas e na manutenção deles nos direitos de custeio solidário pela ativa e pelo patrocinador BB que ao estudar diuturnamente o segmento, conseguimos construir gráficos provando que os idosos na Cassi com faixas etárias acima de 59 anos têm as despesas assistenciais crescendo menos que as primeiras faixas etárias porque são aqueles que mais são acompanhados pela Estratégia Saúde da Família (ESF). Isso é gestão em saúde na prática e competência na gestão.


Caros aposentados e idosos de nossa Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil, votem Chapa 1 Em Defesa da Cassi 

Para continuar defendendo os direitos de cada um de vocês dos ataques constantes por parte dos representantes do capital e patronato, pedimos que tod@s participem do processo de eleições da Cassi e votem na CHAPA 1 EM DEFESA DA CASSI, porque nós fizemos neste período a defesa firme dos direitos legítimos dos segmentos das faixas etárias a partir dos 60 anos.

Leiam, conversem com os colegas sobre este artigo e compartilhem. Passamos o mandato produzindo estudos e informações sobre a Cassi para sairmos das armadilhas e falácias que se criam para desinformar as pessoas detentoras de direitos.

William Mendes
Candidato a Diretor de Saúde (e atual Diretor de Saúde eleito - 2014/18)

8.3.18

8 de Março - Emprego precário no BB sem Cassi é Ruim Pra Todos!




Opinião

É com tristeza que vemos neste 8 de Março, Dia Internacional das Mulheres, data que nos chama a atenção para as lutas das mulheres por igualdade de oportunidades e direitos, o edital de concurso para escrituári@s do maior banco público do país, o Banco do Brasil.

É possível que essa data marque negativamente a história de nosso banco público bicentenário. 

Será o "8 de Março" do emprego precário no Banco do Brasil, que passou a oferecer emprego sem plano de saúde e odontologia, sem igualdade de direitos a mulheres e homens que passarão a trabalhar ao lado de colegas oriundos do próprio quadro do Banco com direito ao Plano de Associados da Cassi (enquanto ele durar, pois fechado para entrada de novos, acabará por se tornar inviável e impagável ao longo do tempo).

É lamentável ver isso acontecer! Fiquei pensando a condição de trabalho de uma mulher que seja convocada para uma das 30 vagas (Interessante o número de vagas: 30 vagas! E o Banco segue reestruturando e enxugando o quadro nacional com quase 100 mil trabalhadores). 

O Banco do Brasil lança o certame cumprindo as "regras" da Resolução 23 da CGPAR, editadas pelo governo federal no mês de janeiro, proibindo as estatais federais de oferecerem planos de saúde. 

Tenho lido e concordo com as críticas que o movimento sindical, que representa as trabalhadoras e trabalhadores, tem feito ao BB por fechar agências, extinguir funções, descomissionar funcionários, reduzir quadro, salários e folha de pagamento (e a Cassi sofre com isso!), perder papel de relevância no sistema bancário num dos momentos em que o país mais precisaria do papel de bancos públicos impulsionando a economia brasileira. 

CENÁRIO DE PRECARIZAÇÃO DO EMPREGO NO BB

A nova colega sem direito à Cassi chega para seu primeiro ano de trabalho e passa a cumprir as metas cada vez mais "desafiadoras" como os bancos gostam de dizer, ao lado de colegas que têm direito à Cassi e que cumprem as mesmas metas "desafiadoras" (talvez alguns bancári@s já estejam tomando remédios controlados por causa do estresse que vivem no trabalho e já sejam acompanhados por médicos das CliniCassi ou credenciados).

Imaginem o sentimento ruim da nova colega sem Cassi ao ver ao longo de seu primeiro ano de trabalho uma ou outra colega curtindo a felicidade de uma gravidez com os acompanhamentos adequados, e a futura mamãe comentando que faz parte do Plano de Associados da Cassi, e que o plano é essencial em sua vida e que o valor que ela paga é 3% de seu salário.

Imaginem ainda a colega nova sem o mesmo direito e acesso ao Plano de Associados, ao custo de 3% de seu salário, vendo tod@s ao seu redor tendo algo tão essencial em suas vidas. Essa colega não pode sequer adoecer, porque não tem plano de saúde. E ficar grávida então? Sequer ser acompanhada pela Atenção Primária (APS) e Estratégia Saúde da Família (ESF), modelo reconhecido pelo setor de saúde suplementar e pela própria ANS como referência em promoção e prevenção em saúde.

A nova bancária vai ganhar R$ 2.718,73 por mês, sem direito a adoecer, sem recursos para ter uma gravidez acompanhada e o Banco do Brasil vai economizar R$ 122,34 (4,5% do salário dela) ao não permitir que ela entre no Plano de Associados da Caixa de Assistência dos Funcionários (Cassi) contribuindo com os seus 3% (R$ 81,56) para o custeio mutualista do sistema Cassi, fruto de décadas de lutas e conquistas do funcionalismo ao criar a Caixa de Assistência. 

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Essa falta de isonomia e de solidariedade terá um preço caro para todos: o Plano de Associados se tornará inviável. Sou gestor eleito da Cassi, é meu dever de ofício opinar a respeito do que equivale a não entrada de novos participantes no Plano de Associados.
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Como bancário do Banco do Brasil há 25 anos, como cidadão que passou mais da metade de sua vida laboral representando os bancários e lutando pelos direitos da categoria, me sinto mal com esse cenário futuro sendo desenhado pelo banco público ao qual sempre nos dedicamos para ser um banco de referência para o sistema financeiro e para o povo brasileiro.

Fechar o Plano de Associados para entrada de novos funcionários é ruim para o custeio mutualista intergeracional solidário porque o Plano terá sinistralidade cada vez maior a um custo cada vez mais insustentável para os que nele estão. Falo com sinceridade isso. O Banco do Brasil sabe disso porque está na gestão da Cassi e acompanha os cálculos atuariais dos planos.

Aliás, a famigerada Resolução 23 da CGPAR orienta que as estatais federais passem a contribuir com menos para os planos de autogestão e que onere mais os trabalhadores. A ordem é não custear mais que 50%. Cumpra-se em 48 meses!

No caso da Cassi, cujo custeio do Plano de Associados foi firmado, acordado, contratado, consensado por livre e espontânea vontade da empresa Banco do Brasil S.A. e seus funcionários na relação de 60% para o patrocinador e 40% para os associados (1,5 x 1,0), reduzir a parte do BB e cobrar ela dos associados vai prejudicar mais ainda a condição de permanência dos associados que teriam "direito adquirido" como a Resolução canta 3 vezes para ver se engana aposentados e aposentáveis que já estariam no plano atacado.

Enfim, não conseguiria deixar de expressar neste dia 8 de Março a minha indignação ao ver algo que é ruim para a Cassi, é ruim para as mulheres e homens da ativa e aposentados do Banco do Brasil e é ruim para o Banco do Brasil em diversos sentidos, inclusive sob a ótica da responsabilidade social.

Me coloco a disposição do movimento sindical e da comunidade BB para lutar para mudar isso, para incluir as novas bancárias e bancáios na Cassi, inclusive os incorporados de outros bancos, pois sempre achamos um absurdo não dar acesso à Cassi para colegas que estão no mesmo regulamento, com as mesmas metas e que estão expostos aos mesmos riscos ocupacionais e assistenciais. Os incorporados poderiam estar na Estratégia Saúde da Família.

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Neste 8 de março, Dia Internacional da Mulher, inicia-se uma nova bandeira de luta por isonomia e igualdade de oportunidades no Banco do Brasil.
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Emprego precário no BB sem Cassi é Ruim Pra Todos!

William Mendes
Bancário do Banco do Brasil desde 1992




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(reprodução de matéria da Contraf-CUT)


Edital do BB não prevê plano de saúde para novos funcionários


​Contraf-CUT já enviou edital para Banco solicitando reunião para discutir o assunto


O Banco do Brasil (BB) publicou nesta quarta-feira (7) um edital para contratação de 30 escriturários para trabalharem em Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo. Seguindo determinações da Resolução 23 da Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União (CGPAR), o edital não prevê o plano de saúde, nem odontológico entre as “vantagens” dos aprovados no concurso que forem contratados.

“Esse é mais um dos ataques que o governo Temer está colocando em prática contra a classe trabalhadora. Querem aumentar a rentabilidade das empresas às custas da exploração dos funcionários”, disse o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), Wagner Nascimento.

Segundo levantamento da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), desde 2009, quando os funcionários passaram a ter direito à assistência odontológica, este é o primeiro edital de contratação de funcionários que não inclui a concessão destes direitos. A Contraf-CUT já enviou um ofício ao BB solicitando reunião para discutir o assunto.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e as federações e sindicatos a ela filiados vêm denunciando as armadilhas da Resolução 23 da CGPAR desde sua publicação. “Continuaremos nessa luta com ações políticas e jurídicas para derrubar essa e outras resoluções da CGPAR que prejudicam os trabalhadores”, afirmou o coordenador da CEBB

Sustentabilidade da Cassi

Para o coordenador da CEBB, ao não constar no Edital a concessão do plano de saúde, o BB e o governo não apenas retiram direitos conquistados dos trabalhadores, mas põem em risco a sustentabilidade da Cassi. “Pairam dúvidas se as pessoas contratadas entrarão na Cassi. O não acesso vai inviabilizar o plano”, observou o dirigente sindical.

Fonte: Contraf-CUT

26.2.18

Ameaças às autogestões e direitos em saúde de BB e Caixa em debate


Apresentação do blog

Segue abaixo matéria sobre a plenária que o Sindicato de Brasília realizou a respeito das ameaças e consequências das resoluções da CGPAR, que prejudicam os trabalhadores e suas autogestões em saúde e favorece as empresas e patrões.

Abraços, William


(reprodução de matéria do Sindicato de Brasília)





Plenária dos bancários do BB e da Caixa fortalece mobilização em defesa das autogestões

Os bancários do Banco do Brasil e da Caixa vão colocar toda a sua capacidade de mobilização e de luta na defesa da Cassi e do Saúde Caixa e buscarão organizar amplo movimento, em conjunto com os trabalhadores de todas as estatais, para o combate aos ataques do governo aos planos de saúde com autogestão. Esta iniciativa foi debatida e deliberada pela plenária, realizada na noite desta quinta-feira (22), na sede do Sindicato. O evento foi transmitido ao vivo pelo Facebook do Sindicato e pela TV Bancários Web.

A plenária contou com exposições de William Mendes, bancário do BB e representante dos funcionários na pasta de Saúde e Rede de Atendimento da Cassi; de Plínio Pavão, assessor em saúde do trabalhador na Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae); e do advogado Paulo Roberto, do escritório LBS, que presta assessoria jurídica ao Sindicato.

Compuseram também a mesa do evento o presidente do Sindicato, Eduardo Araújo, o diretor da Federação dos Bancários do Centro-Norte (Fetec-CUT/CN), Wadson Boaventura, a diretora da Contraf-CUT, Fabiana Uehara, e a deputada federal pelo DF e empregada da Caixa, Érika Kokay.

Os expositores convidados resgataram os históricos da Cassi e do Saúde Caixa, com destaque para as lutas dos bancários do BB e da Caixa pela preservação e aperfeiçoamento dos modelos de autogestão dos seus planos de saúde, e abordaram as ameaças contidas na resolução CGPAR 23 do Ministério do Planejamento, que pode destruir a autogestão em saúde nas empresas estatais.

A resolução proíbe, entre outras coisas, custeio da empresa maior que o dos funcionários e autogestão por RH (caso do Saúde Caixa), limita investimento na saúde dos trabalhadores pelas empresas, estabelece o quantitativo mínimo de 20 mil funcionários para que a empresa patrocine plano de saúde e determina a cobrança por dependente e o fim do custeio para a fase pós laboral.

A CGPAR 23 estabelece 48 meses de prazo para as empresas adequarem seus planos de saúde e proíbe novas adesões, instituindo a figura de reembolso para novos funcionários. Assim, os novos trabalhadores que ingressarem nas empresas públicas poderão ser forçados a procurar planos de saúde privados.

Plínio Pavão explicou como as mudanças previstas na resolução CGPAR 23 atropelam as normas da empresa e o acordo coletivo de trabalho. O assessor da Fenae ressaltou que, se as alterações para autogestão em saúde são injustificáveis nas estatais em geral, na Caixa são completamente descabidas, já que a empresa sequer se enquadra entre as de economia mista, que são os alvos estabelecidos na resolução.

Mas o fato é que a resolução visa também o Saúde Caixa, com seu modelo de autogestão por RH. Para o assessor da Fenae, as alterações simplesmente “destroem uma das maiores conquistas dos empregados da Caixa”.

Lembrando que “a qualidade da informação é central para a organização e a luta contra o ataque aos planos de autogestão em saúde nas estatais”, o diretor da Cassi, William Mendes, se remeteu aos anos 1990, quando, segundo ele, os planos de saúde das estatais foram alvos de tentativa de desmonte exatamente nos mesmos termos da resolução do Ministério do Planejamento atual.

“Lá atrás a nossa resposta foi com mobilização para o debate, para a organização e para a luta. Fizemos com que a resolução de então se tornasse letra morta. Com os ataques sendo reeditados agora, vamos reeditar o nosso movimento, com conferências e encontros nacionais de saúde, com disseminação de informação nas bases e em articulação com os trabalhadores das demais estatais”, enfatizou.

William Mendes alertou para o risco de divisão entre os trabalhadores por conta de referências feitas pela resolução à garantia dos direitos adquiridos. Ele entende que se trata de artimanha para gerar confusão e facilitar a destruição dos planos de autogestão. “Temos que ir para o enfrentamento coesos, fortes e com muita gana”, arrematou.

A plenária indicou a necessidade de iniciativas que unifiquem os trabalhadores de todas as estatais em fóruns e mobilizações comuns. Será encaminhada a proposta de realização de Encontro Nacional de Saúde dos trabalhadores com planos de saúde de autogestão, entre outras deliberações.

A deputada Érika Kokay encaminhará na Câmara Federal a proposta de criação de Subcomissão de Planos de Saúde de Autogestão e de realização de audiências públicas.

Da Redação

23.2.18

Chapa 1 - Em Defesa da Cassi (Em Brasília)




Lutar contra as resoluções CGPAR, pela manutenção dos direitos em saúde dos associados, pela solidariedade na Cassi e pela manutenção do poder paritário na governança


Olá prezad@s associados e participantes da Cassi e companheir@s de lutas pelos direitos dos trabalhadores.

A agenda de campanha da Chapa 1 - Em Defesa da Cassi nesta quinta 22 e sexta 23 foi em Brasília (DF). Tanto eu, candidato a Diretor de Saúde, quanto o Amaral, candidato ao Conselho Deliberativo, estivemos conversando com os trabalhadores do Banco do Brasil em diversos prédios.

Já deixamos nossa gratidão aos diversos companheir@s do Sindicato e lideranças do movimento de saúde que nos acompanharam nesses dois dias. Também agradecemos a recepção que tivemos nos locais de trabalho. 

O exercício da solidariedade e da democracia, do espírito coletivo e da organização social têm na comunidade dos funcionários do BB uma pedra angular. É para resgatar e fortalecer esses princípios que estamos conclamando os colegas a se envolverem nas discussões sobre as eleições de nossa Caixa de Assistência.

Após apresentar os componentes da Chapa 1, destacamos eixos de propostas para a Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento da Cassi e compromissos políticos e estratégicos para atuar de forma unitária EM DEFESA DA CASSI.

Nossos materiais com as propostas estarão disponíveis nos próximos dias e devem chegar para os bancários de diferentes maneiras. As eleições ocorrem entre os dias 16 e 28 de março.

Nas reuniões com os trabalhadores fazemos também uma leitura de cenário com as principais ameaças e desafios a serem superados pelos associados de planos de saúde de autogestão no próximo período:

- Resoluções 22 e 23 do governo federal através da CGPAR que favorecem empresas e patrões em prejuízo dos trabalhadores, inviabilizam as autogestões e desrespeitam convenções e acordos firmados entre empresas públicas e seus trabalhadores, e que, na nossa opinião, são absurdas, ilegais e devem ser combatidas. Os gastos com saúde vão dobrar, triplicar e, em muitos casos, trabalhadores deixarão de ter acesso a assistência à saúde suplementar.

- Manutenção da solidariedade no sistema de saúde Cassi, defesa dos direitos em saúde dos trabalhadores e defesa intransigente dos direitos de governança dos associados na Caixa de Assistência. Tanto o patrocinador Banco do Brasil quanto o governo de plantão querem tirar os verdadeiros donos das autogestões, os trabalhadores, da gestão. Vamos lutar contra isso! E precisamos de todos juntos EM DEFESA DA CASSI, os associados, as entidades sindicais, associativas e as forças políticas que atuam no movimento bancário.

Uma coisa fantástica no contato com os associados é podermos interagir, tirar dúvidas, ouvir críticas, sugestões, levar informações que eles não conheciam. Eu faço isso desde que cheguei eleito a Cassi e essa parte - transparência e participação social - de nosso mandato que se encerra em maio é a que mais valeu a pena.

É isso! Não vou me alongar muito. Preciso dormir um pouco para repor as energias e seguir dialogando com os associados e levando nossas bandeiras de lutas EM DEFESA DA CASSI.

Na quinta 22 à noite, participamos de uma excelente plenária no Sindicato dos Bancários de Brasília sobre as resoluções da CGPAR que ferem de morte os planos de autogestão. Depois publicaremos a matéria sobre o encontro.

William Mendes