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27.9.14

Fenaban sobe para 7,35%, Comando acha pouco e reforça a greve na terça


Avanços foram insuficientes na negociação deste
sábado 27, em SP. Crédito: Jailton/Contraf-CUT.

Na oitava rodada de negociação da Campanha 2014, realizada neste sábado 27 em São Paulo depois de as assembleias massivas em todo o país terem decretado greve por tempo indeterminado a partir da próxima terça-feira 30, a Fenaban apresentou uma nova proposta, que o Comando Nacional dos Bancários já considerou insuficiente, elevando o índice de reajuste de 7% para 7,35% (0,94% de aumento real) para os salários e demais verbas salariais e de 7,5% para 8% (1,55% acima da inflação) para os pisos. Além disso, a proposta ignora completamente as reivindicações sobre emprego, condições de trabalho, principalmente metas abusivas e assédio moral, segurança e igualdade de oportunidades. 

"Essa proposta precisa melhorar frente aos lucros dos bancos. Ela continua sendo insuficiente, não somente na parte econômica, mas também porque não traz nada sobre garantia de emprego, combate às metas abusivas e ao assédio moral, segurança bancária e igualdade. Mais uma vez deixamos claro na mesa de negociação de que não faremos acordo sem que sejam contempladas soluções para as metas e o assédio", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional. 

Diante disso, o Comando mantém o calendário aprovado anteriormente e a greve por tempo indeterminado a partir da terça-feira 30 aprovadas pelas assembleias do dia 19. "Nós bancários sabemos que nossa força é a unidade nacional e a nossa capacidade de mobilização. Agora é hora de estreitar essa unidade e intensificar a mobilização, de lotarmos as assembleias da segunda-feira e fazermos uma grande greve para pressionar os bancos a apresentarem uma nova proposta que contemple nossas reivindicações", acrescenta Cordeiro. 

Atos em frente ao Banco Central no dia 2

O Comando Nacional também orienta os sindicatos a reforçarem a realização das manifestações em frente à sede e às representações do Banco Central em todo o país na próxima quinta-feira, dia 2 de outubro, para protestar contra as propostas de independência do BC e para defender o fortalecimento do papel dos bancos públicos, dois temas que estão no centro do debate eleitoral e sobre os quais a categoria tem posição histórica definida em seus fóruns nacionais. 

Com sede em Brasília, o Banco Central tem representações em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Curitiba, Porto Alegre, Fortaleza e Belém. 

A independência do BC e a limitação da atuação dos bancos públicos estão explicitados no programa de governo da candidata Marina Silva, coordenado pela herdeira do Itaú, Maria Alice Setúbal, e vêm sendo defendidos pelos principais assessores econômicos de Aécio Neves. São bandeiras dos bancos privados e da Fenaban, que se chocam frontalmente com as posições que os bancários têm defendido historicamente em suas conferências nacionais e nos congressos da Contraf-CUT.

"O Banco Central já desfruta hoje de autonomia excessiva e de aproximação promíscua com o mercado financeiro, a ponto de impor sucessivos aumentos da taxa Selic para satisfazer os bancos e os rentistas, mesmo contra a vontade do governo e da sociedade", critica Carlos Cordeiro. "A independência formal do BC significa entregar a condução da política macroeconômica do país ao mercado financeiro, roubando essa atribuição constitucional dos governos democraticamente eleitos pela população."

Para o Comando, é importante também intensificar a campanha contra a ideia de redução do papel dos bancos públicos e fazer essa discussão com a sociedade. "São abundantes os exemplos recentes da importância das instituições financeiras públicas para o desenvolvimento econômico e social do país", constata Carlos Cordeiro.

A nova proposta econômica dos bancos

Reajuste de 7,35% (0,94% de aumento real).

Piso portaria após 90 dias - 1.240,89 (8% ou 1,55% de aumento real).

Piso escritório após 90 dias - R$ 1.779,97 (1,55% acima da inflação).

Piso caixa/tesouraria após 90 dias - R$ 2.403,60 (salário mais gratificação mais outras verbas de caixa), significando 1,55% de aumento real).

PLR regra básica - 90% do salário mais R$ 1.818,51, limitado a R$ 9.755,42. Se o total ficar abaixo de 5% do lucro líquido, salta para 2,2 salários, com teto de R$ 21.461,91.

PLR parcela adicional - 2,2% do lucro líquido dividido linearmente para todos, limitado a R$ 3.637,02.

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Antecipação da PLR

Primeira parcela depositada até dez dias após assinatura da Convenção Coletiva e a segunda até 2 de março de 2015. 

Regra básica - 54% do salário mais fixo de R$ 1.091,11, limitado a R$ 5.853,25 e ao teto de 12,8% do lucro líquido - o que ocorrer primeiro.

Parcela adicional - 2,2% do lucro líquido do primeiro semestre de 2014, limitado a R$ 1.818,51.

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Auxílio-refeição - R$ 24,88.

Auxílio-cesta alimentação e 13ª cesta - R$ 426,60.

Auxílio-creche/babá (filhos até 71 meses) - R$ 355,02.

Auxílio-creche/babá (filhos até 83 meses) - R$ 303,70.

Gratificação de compensador de cheques - R$ 137,97.

Requalificação profissional - R$ 1.214,00.

Auxílio-funeral - R$ 814,57.

Indenização por morte ou incapacidade decorrente de assalto - R$ 121.468,95.

Ajuda deslocamento noturno - R$ 85,03.

Veja aqui as propostas dos bancos sobre as reivindicações não econômicas, apresentadas pela Fenaban durante as negociações. 

Calendário

Setembro
29 - Assembleia para organização da paralisação
30 - Greve nacional por tempo indeterminado

Outubro
1º e 2 - Quarta rodada de negociação específica com o Banrisul
2 - Manifestações em frente aos prédios do Banco Central, em defesa de um BC independente do mercado financeiro.


Fonte: Contraf-CUT

12.12.13

Contraf-CUT realiza 2º Módulo do curso de formação sindical da 8ª turma

  
Curso forma dirigentes e assessores de entidades sindicais de todo o país

O segundo módulo do curso "Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro", promovido pela Contraf-CUT em parceria com o Dieese e financiado pelas entidades filiadas, teve início na segunda-feira (9), em Atibaia (SP). Trata-se da 8ª turma, que tem a participação de dirigentes e assessores de entidades sindicais de nove estados: RS, SC, PR, SP, RJ, MG, MS, PA e DF.

O primeiro módulo ocorreu em novembro e o terceiro está planejado para fevereiro de 2014. A atividade faz parte da grade permanente de formação da Confederação e está alinhada com a Política Nacional de Formação da CUT, que define o papel estratégico da formação sindical e aponta para os ramos e setores produtivos organizar cursos complementares à grade da rede nacional.

O curso é um Programa de Capacitação de Dirigentes e Assessores (PCDA), adaptado para as entidades sindicais do ramo financeiro e vem sendo realizado há quatro anos na forma de três módulos de cinco dias, segundo William Mendes, secretário de formação da Contraf-CUT.

Sistema financeiro em foco

William explica que a programação do segundo módulo aprofunda o debate sobre o Sistema Financeiro Nacional, fazendo uma radiografia dos bancos e discutindo o artigo 192 da Constituição Federal que trata da regulamentação. Um dos palestrantes foi o secretário de Organização do Ramo Financeiro da Contraf-CUT, Miguel Pereira.

"Este segundo módulo é o mais dinâmico do curso, desde que ele começou lá em 2009, dadas as constantes mudanças por que passa o sistema financeiro no país e no mundo. Desta forma, nós estamos sempre trazendo os principais problemas e desafios para a categoria e as entidades sindicais", afirma William.

A grade prevê também debates sobre o banco do futuro e os meios de pagamentos móveis, bem como um olhar sobre o Sistema Financeiro Mundial, focando temas como a crise de 1929, o Acordo de Basileia, o Consenso de Washington e a crise atual do capitalismo.

"Abordamos os meios de pagamento móveis - Mobile Payment - que teve lei aprovada sem que houvesse um debate profundo sobre os efeitos desse novo sistema de pagamento. Agora o Bacen está encarregado de definir diversas questões e o que temos visto são resoluções prejudicando inclusive os direitos trabalhistas e sindicais da categoria bancária e outras mais", aponta William.

O segundo módulo, que vai até sexta-feira (13), também contou com a presença da secretária-geral da Contraf-CUT, Ivone Silva.

Fonte: Contraf-CUT

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Programação sintética do módulo.


Post Scriptum: programação do módulo e textos (a maioria de produção própria da equipe do Diesse e artigos ou excertos de textos políticos e econômicos).

Segunda-feira

- O multiplicador bancário
- Políticas: econômica, monetária, cambial, fiscal e de rendas
- Exercício sobre políticas: econômica, monetária, fiscal, cambial e de rendas
- À noite: filme (opcional) "Revolução em Dangenham"

Terça-feira

- A (des)regulamentação do Sistema Financeiro: o artigo 192 original da CF/1988 e a Emenda Constitucional nº 40/2008 
- Radiografia dos bancos no Brasil (Dieese)
- Entidades do Sistema Financeiro Nacional e atribuições
- Um novo contexto para o setor financeiro? (Catia Uehara, Gustavo Cavarzan e Regina Camargo, Dieese)
- À noite: filme (opcional) "Capitalismo: uma história de amor"

Quarta-feira

- O Banco do Futuro: meios de pagamentos móveis
- Tarde Livre

Quinta-feira

- Conceitos importantes para entender a crise
- Aracruz e Sadia - Aposta errada no câmbio (uma matéria jornalística "Ações da Sadia e Aracruz desabam com aposta errada no câmbio" - fontes: Agência Estado e Reuters)
- Do Padrão Ouro a Bretton Woods (Vívian Machado, Dieese)
- Principais aspectos dos Acordos de Basileia
- Notas sobre a arquitetura financeira internacional (Caroline Yukari Miaguti e José Rubens Damas Garlipp)
- Texto sobre o filme "Inside Job", de Fernando Cardim.
- Europa vende até cidadania por equilíbrio fiscal (um texto)
- Para dormir pensando: "Veja como é fácil entender a crise mundial - tradução da crise do Subprime". (o texto do "seu Biu"*)

Sexta-feira

- Seis razões porque outra crise é inevitável (David Callahan e Wallace Turbeville)
- Crise econômica mundial e as alternativas do Brasil (José Álvaro Cardoso de Lima)
- A mão invisível do mercado (Frei Betto)
- Trabalho intermódulos II

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*Texto do "Seu Biu" pra entender a crise:

Veja como é fácil entender a crise mundial

Tradução da crise do Subprime

É assim ó:

O seu biu tem um bar, na Vila Carrapato, e decide que vai vender cachaça "na caderneta" aos seus fregueses, todos bêbados, quase todos desempregados.

Porque decide vender a crédito, ele pode aumentar um pouquinho o preço da dose da branquinha (a diferença é o sobrepreço que os pinguços pagam pelo crédito).

O gerente do banco do seu Biu, um ousado administrador formado em curso de emibiêi, decide que as cadernetas das dívidas do bar constituem, afinal, um ativo recebível, e começa a adiantar dinheiro ao estabelecimento tendo o pindura dos pinguços como garantia.

Uns seis zécutivos de bancos, mais adiante, lastreiam os tais recebíveis do banco, e os transformam em CDB, CDO, CCD, UTI, OVNI, SOS ou qualquer outro acrônimo financeiro que ninguém sabe exatamente o que quer dizer.

Esses adicionais instrumentos financeiros, alavancam o mercado de capitais e conduzem a operações estruturadas de derivativos, na BM&F, cujo lastro inicial todo mundo desconhece (as tais cadernetas do seu Biu).

Esses derivativos estão sendo negociados como se fossem títulos sérios, com fortes garantias reais, nos mercados de 73 países.

Até que alguém descobre que os bêubo da Vila Carrapato não têm dinheiro para pagar as contas, e o Bar do seu Biu vai à falência. E toda a cadeia sifu.

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3.12.13

Agenda sindical... A luta não pára nunca!



Olá companheirada de luta e colegas bancários,

A agenda de dezembro está bem lotada de atividades assim como foi o mês todo de novembro.

FORMAÇÃO: Na semana de 18 a 22 de novembro, começamos mais uma turma de dirigentes e assessores no curso Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro, aplicado pela Contraf-CUT e Dieese e autofinanciado pelas entidades, realizado para 27 participantes de vários sindicatos de todo o país.

ATIVIDADE DO BACEN DF: Na semana passada, de 25 a 29, estive em Brasília por três dias. Lá fizemos atividades das centrais sindicais no Banco Central do Brasil contra o aumento da taxa básica de juros. Os desgraçados tecnocratas do Bacen nos deram uma banana e elevaram a taxa Selic (programa bolsa rentistas e chupins capitalistas) para 10% ao ano. Depois saímos em marcha até o STF para protestar contra as prisões políticas de militantes do PT, condenados sem provas na ação penal 470.

REUNIÃO DO COMANDO: Também tivemos reunião do Comando Nacional avaliando a Campanha 2013 e preparando a estratégia das lutas para o ano calendário de 2014.

MESA COM O BB: Tivemos mesa temática com o bb para tratar da coleta de informações sobre as questões dos diversos planos de saúde e previdência das entidades dos bancos incorporados BEP, BESC e Nossa Caixa.

Ainda na semana passada fechamos os textos e liberamos para a gráfica a revista nacional dos funcionários do bb, O Espelho. A revista chegará aos sindicatos e aos bancários nos próximos dias.

ATIVIDADE UNI AMÉRICAS: estou indo para os EUA hoje para participar de reuniões de trabalho com bancários, juntamente com meus companheiros brasileiros que lá estão e com nossos companheiros da UNI e da CWA.

Nesta segunda e terça fiquei estudando a questão da organização dos bancos e dos bancários para me preparar para ajudar meus companheiros no evento. Também estudei um pouco de inglês.

FORMAÇÃO: Na semana que vem teremos o 2º módulo de formação da 8ª turma de nosso curso Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro.

É isso! A luta não pára!

SOMOS FORTES, SOMOS CUT!

22.11.13

Agenda de luta... Formação e mais...

Finalizei a semana de luta nesta sexta-feira 22, depois das 22h.

Concluímos em Nazaré Paulista (SP) o primeiro módulo da nossa 8ª turma do curso de formação Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro, organizado pela Contraf-CUT em parceria com o Dieese e autofinanciado pelas entidades sindicais participantes.

Ainda chegando de noite em casa, fui reler e corrigir os textos da revista nacional dos funcionários do bb - a revista O Espelho. precisava concluir o conteúdo para diagramá-la, imprimi-la e distribui-la nas bases do país.

Na quinta (21) estive na capital paulista para uma reunião nacional de minha corrente política e sindical dentro da CUT. Abordamos cenários sindicais para 2014 além de várias questões como a campanha nacional dos bancários. A reunião foi participativa e muito democrática como devem ser essas reuniões de movimento social.

Entre domingo (17) e quarta (20) estive junto à turma de formação lá no Hotel Atibainha.

Nos intervalos do curso, bem como à noite, ou bem cedo... estive sempre cuidando de questões relativas ao bb.

É isso. Missão Cumprida! (mas confesso meu cansaço! Está difícil ficar com o olho aberto...)

Fui...

LEMBREM-SE: FAÇAM TUDO NA VIDA COM GANA!

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Post Scriptum: Continuo indignado com o Governo Federal e o Partido dos Trabalhadores com o "faz de conta que não é comigo" sobre a tortura (i)legal há anos ao companheiro Genoíno e ninguém faz nada!

Post Scriptum (2): Cadê a merda da regulamentação da mídia não feita nos últimos 10 anos?

Post Scriptum (3): O governo segue PRIVATIZANDO... Que tristeza!

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Lideranças em atividade de protesto e por um Banco Centrall
a serviço do Brasil e do povo brasileiro e não dos banqueiros.

Post Scriptum:

Para não dizer que nada foi feito sobre as condenações ilegais de Genoíno e Dirceu, houve no dia 26/11/13 em Brasília uma manifestação nossa na porta do STF em protesto às condenações políticas de militantes do PT e do movimento sindical e social. A mobilização foi precedida por um ato no Banco Central por um papel mais social da entidade.

Fiz um vídeo da atividade
 (AQUI). 

12.7.13

Contraf-CUT critica aumento da Selic e condena chantagem dos bancos


A Contraf-CUT criticou duramente a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que efetuou nesta quarta-feira (10) um novo aumento de 0,5 ponto percentual elevando a taxa básica de juros, a Selic, para 8,5% ao ano.


"Mais uma vez, o Banco Central cedeu à chantagem insaciável dos rentistas e especuladores do mercado financeiro, os únicos que ganham, e muito, com o aumento dos juros, o que vai travar ainda mais o ritmo de crescimento econômico e os esforços do governo para ampliar os investimentos do país", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT.

Para ele, "a elevação da Selic pela terceira vez consecutiva neste ano é totalmente descabida, uma vez que não há qualquer ameaça de descontrole inflacionário no horizonte". Cordeiro avalia que "essa medida é prejudicial para a economia, pois vai frear a expansão do crédito, o fortalecimento da produção e do consumo e a geração de empregos, no momento em que a economia brasileira precisa de estímulos para aumentar o PIB", aponta o presidente da Contraf-CUT. 

"Apesar da campanha terrorista do mercado financeiro, a inflação não está fora de controle. Desde 2004 as taxas inflacionárias vêm se mantendo dentro do sistema de metas, não havendo agora nenhum excesso de demanda. Algumas elevações de preços foram sazonais por conta de condições climáticas, sendo que as perspectivas futuras são de retração desses preços. Além disso, todos os indicadores apontam para a redução do consumo das famílias", destaca Cordeiro.

"Se não há excesso de demanda, aumentar os juros não resolve o problema da inflação. Pelo contrário, só vai fazer com que o Brasil siga crescendo pouco, gerando menos empregos, engordando os lucros dos rentistas e aprofundando a concentração de renda no país, que já é um dos 12 mais desiguais do planeta, apesar de ser a sexta maior economia mundial. O Brasil precisa, isto sim, de juros menores para transformar crescimento em desenvolvimento econômico", salienta Cordeiro. 

Para a Contraf-CUT, além das metas de inflação, o Banco Central precisa definir também metas sociais como a geração de emprego e renda e a redução das desigualdades sociais. "Ademais, queremos que o governo organize uma conferência nacional do sistema financeiro, a fim de que a sociedade possa discutir o papel dos bancos e do crédito. O Brasil não pode ficar refém da ganância dos rentistas e especuladores", conclui o dirigente sindical.

Fonte: Contraf-CUT


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COMENTÁRIO DO BLOG

É uma vergonha a pusilanimidade do Governo Federal, eleito por dezenas de milhões de pessoas, permitir uma desfaçatez dessa de transferir a cada 0,5 ponto na selic mais 3 bilhões aos rentistas e chupins da renda nacional vinda da produção do trabalho. Em 2012 o Governo Federal (o povo brasileiro) economizou 38 bilhões de reais ao reduzir a relação dívida pública/PIB com a redução histórica da taxa selic. Neste ano, aquela economia já foi pro saco! (dos banqueiros)

Não dá para ser feliz vendo os corruptores (financiadores) da política tradicional esculhambando a "Política" verdadeira, através da composição de centenas de picaretas no Congresso Nacional fazendo uma lambança atrás da outra para facilitar a vida de seus veículos de comunicação de massa convencendo jovens e trabalhadores que a política é coisa ruim e lixo.

A Política é o que modifica a condição de vida do povo sem ser através da guerra. E hoje, o que vemos é esses mesmos rentistas corruptores mandando nos órgãos do executivo, do legislativo e do judiciário e nos meios de comunicação.

Acho que a alienação do povo não mata esse mesmo povo que vai ao sabor das ideologias da classe dominante. A alienação do povo mata a gente, dia a dia, de desgosto!

18.12.12

BB lidera ranking de reclamações de clientes em novembro no BC


O Banco do Brasil manteve em novembro a liderança do ranking de maior registro de reclamações entre os bancos com mais de 1 milhão de clientes. Segundo levantamento do Banco Central, houve registro de 346 queixas procedentes do BB. Em outubro, o BB também liderou o ranking, com 321 contestações procedentes.

Após o BB aparecem Bradesco (310), Itaú (204) e HSBC (31). Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (17), em Brasília.

"Além das 346 reclamações procedentes, o BB apresenta outras 1.243 reclamações que não foram contabilizadas por não envolverem descumprimento de normativos do Conselho Monetário Nacional ou do Banco Central, mas que devem ser levadas em consideração", afirma William Mendes, secretário de Formação da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.

"Os bancários têm se esforçado para atender bem e fazer do BB um banco útil ao povo brasileiro, mas a direção da empresa não tem ajudado. Estamos encerrando um ano em que nunca ficou tão evidente a falta de respeito do banco para com seus funcionários, pois segue forçando com metas abusivas e assédio às pessoas que exerceram o direito de greve", ressalta o dirigente sindical.

"O BB não cumpre sequer os acordos assinados com os trabalhadores como, por exemplo, gastar três meses para implantar um direito de remoção interna, o que prejudicou centenas de trabalhadores", salienta William.

Os dados mostram também que o número de reclamações feitas ao BC contra instituições financeiras caiu de outubro para novembro. No mês passado, as queixas consideradas procedentes pelo BC chegaram a 1.382 contra os bancos, o equivalente a uma queda de 6,49% em comparação a outubro. Em relação a novembro de 2011, a redução foi de 11,9%.

O ranking aponta que a principal reclamação contra os bancos (217 casos) foi o débito não autorizado. Em seguida, vem a cobrança irregular de tarifa ( 172 casos) e a prestação de serviço irregular da conta-salário (167 casos).

Em outubro, foram recebidas 935 reclamações procedentes entre os bancos com mais de um milhão de clientes. As principais queixas foram igualmente relacionadas à verificação de débitos em conta corrente que não haviam sido autorizados pelo cliente, a cobrança de tarifas por serviços não contratados e a irregularidades na conta-salário, como a transferência de valores fora do prazo ou a não abertura da conta após solicitação e a prestação de informações de forma pouco clara.

Fonte: Contraf-CUT com BC

6.11.12

Formação: Contraf-CUT inicia 2º módulo do PCDA


Equipe de coordenação do curso:
William, Bárbara, Regina e Gustavo.

Iniciamos hoje o 2º módulo do 7º curso do Programa de Capacitação de Dirigentes e Assessores - Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro -, promovido pela Contraf-CUT e Dieese em parceria com as entidades sindicais participantes.

A turma do curso representa 20 entidades do movimento sindical bancário e dos trabalhadores e conta com 36 participantes.

Participantes do curso. A galera fez um belo
trabalho de pesquisa. Foto: dirigentes do Itaú

Neste primeiro dia, os participantes apresentaram um estudo sobre as principais mudanças ocorridas nos bancos brasileiros na última década e os problemas gerados com essas mudanças para a sociedade, principalmente para trabalhadores e clientes.

A dedicação do trabalho foi tanta que todo mundo
tinha muita informação para partilhar com o coletivo.
Foto: dirigentes do Santander.

Na parte da tarde, o grupo conheceu e debateu com o técnico Gustavo (Dieese) as principais políticas utilizadas pelos governos para controle macroeconômico da economia: políticas fiscal, cambial, monetária e de rendas.

As pesquisas por bancos foram feitas independente do tamanho de cada grupo.
Ao final, todos saíram com muito mais informação sobre histórico de fusões
 e mudanças ocorridas no mercado bancário. Foto: dirigentes do Bradesco.

Também foi visto o efeito multiplicador da moeda e a capacidade dos bancos de produzir moeda escritural e a importância da supervisão pelas autoridades monetárias para que os banqueiros não causem riscos ao sistema financeiro e monetário.

Bancos públicos e privados, os grupos pesquisaram as mudanças,
os problemas antigos e os novos desafios a enfrentar.
Foto: dirigentes da Caixa Federal.

Apesar de não haver uma ruptura radical nas políticas fiscal, cambial e monetária aplicadas no Brasil desde os anos noventa, houve um fortalecimento da política de rendas nos governos de Lula e Dilma que estão mantendo a economia ativada mesmo neste período de forte crise econômica mundial, pois ela gerou um aumento no consumo interno no país e retirou da linha da pobreza mais de 50 milhões de pessoas que hoje são consumidores internos.

Mesmo estando no dia a dia da luta sindical, sempre é possível
descobrir mais problemas causados pelos bancos aos trabalhadores,
como vimos nas apresentações. Foto: dirigentes do HSBC

Os participantes iniciaram o 2º módulo com muita disposição de produzir conhecimento coletivo para a categoria bancária e para a classe trabalhadora e o grupo poderá contribuir muito para suas entidades e bases sindicais.

Muitas equipes de trabalho, muita informação sobre os bancos que enfrentamos
diariamente para melhorar as condições de trabalho e atendimento.
Foto: dirigentes do Banco do Brasil.

A Contraf-CUT parabeniza todas as entidades que estão investindo na formação e preparação de seus dirigentes para melhorar a qualidade da representação sindical.


SOMOS FORTES, SOMOS CUT!

ACREDITEM NA FORMAÇÃO SINDICAL!
ACREDITEM QUE PODEMOS MUDAR O MUNDO!

29.9.12

Correspondentes bancários: Bacen (sindicato dos banqueiros!) favorece bancos DE NOVO!


Com um BC desse, que banqueiro precisa da proteção da
Fenaban???

CMN ADIA DE NOVO RETIRADA DOS CORRESPONDENTES DE DENTRO DAS AGÊNCIAS

As instituições financeiras ganharam mais quatro meses para retirar os correspondentes bancários que atuam nas dependências das agências ou de postos de atendimento. O Conselho Monetário Nacional (CMN) prorrogou de 1º de novembro de 2012 para 1º de março de 2013 o início da proibição. 

Essa foi a terceira vez que a proibição foi revogada. Em fevereiro de 2011, o conselho já havia vedado que correspondentes bancários prestassem serviços nas instalações da instituição financeira contratante. Isso porque vários bancos contratam prestadores de serviços para vender, dentro das agências e postos de atendimento, operações de crédito consignado, dentre outras.

Segundo o chefe do Departamento de Normas do Banco Central, Sérgio Odilon dos Anjos, a prorrogação foi feita a pedido dos bancos para se adequarem à regulamentação. "Demos condições para que bancos e correspondentes possam se adequar em prazo mais razoável, um mês era muito curto para se adequar ao modelo".

Odilon ressaltou que a atuação dos correspondentes bancários dentro das agências ou dos postos de atendimentos "descaracteriza" o exercício da atividade. "A medida combate distorção do modelo de pulverizar o sistema bancário, em vez de institucionalizá-lo dentro da própria agência. Está sendo proibido que ele fique dentro da agência, não está sendo proibido que trabalhe para o banco", disse.

A nova prorrogação foi duramente criticada pelo presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários, Carlos Cordeiro. "Mais uma vez, o BC agiu como autêntico sindicato dos bancos, em vez de defender os interesses dos trabalhadores e da sociedade brasileira", afirma.

"Somos contrários à presença de correspondentes não somente dentro das agências e postos, mas também em frente, ao lado e nas proximidades das unidades bancárias. Queremos a universalização do atendimento bancário para todos os brasileiros, através da abertura de novas agências e postos, com bancários e vigilantes, visando oferecer serviços de qualidade, segurança e proteção ao sigilo bancário", destaca o dirigente sindical.

Os correspondentes oferecem atualmente serviços bancários (como saque, depósito e pagamentos) em locais como lojas, lotéricas e agências dos Correios. O atendimento é muito precário, feito por trabalhadores desprovidos dos direitos e conquistas dos bancários, sem condições de segurança e sem proteção ao sigilo dos clientes.

"Nós defendemos a inclusão bancária para todos os brasileiros, sem terceirização, sem discriminações e sem precarização do atendimento", conclui Cordeiro.


Fonte: Contraf-CUT com Agência Brasil

19.8.12

Banco não pode impedir acesso de cliente ao caixa


Vejam resolução abaixo e depois uma matéria a respeito do tema.

RESOLUÇÃO 3.694

Dispõe sobre a prevenção de riscos
na contratação de operações e na
prestação de serviços por parte de
instituições financeiras e demais
instituições autorizadas a
funcionar pelo Banco Central do
Brasil.

O Banco Central do Brasil, na forma do art. 9º da Lei nº 4.595, de 31 de dezembro de 1964, torna público que o Conselho Monetário Nacional, em sessão realizada em 26 de março de 2009, com base no art. 4º, inciso VIII, da referida lei,

R E S O L V E U:

Art. 1º As instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil devem contemplar, em seus sistemas de controles internos e de prevenção de riscos previstos na regulamentação vigente, a adoção e a verificação de procedimentos, na contratação de operações e na prestação de serviços, que assegurem:

I - a prestação das informações necessárias à livre escolha e à tomada de decisões por parte de seus clientes e usuários, explicitando, inclusive, as cláusulas contratuais ou práticas que impliquem deveres, responsabilidades e penalidades e fornecendo tempestivamente cópia de contratos, recibos, extratos, comprovantes e outros documentos relativos a operações e a serviços prestados;

II - a utilização em contratos e documentos de redação clara, objetiva e adequada à natureza e à complexidade da operação ou do serviço prestado, de forma a permitir o entendimento do conteúdo e a identificação de prazos, valores, encargos, multas, datas, locais e demais condições.

Art. 2º As instituições referidas no art. 1º devem divulgar, em suas dependências e nas dependências dos estabelecimentos onde seus produtos são ofertados, em local visível e em formato legível, informações relativas a situações que impliquem recusa à realização de pagamentos ou à recepção de cheques, fichas de compensação, documentos, inclusive de cobrança, contas e outros.

Art. 3º É vedado às instituições referidas no art. 1º recusar ou dificultar, aos clientes e usuários de seus produtos e serviços, o acesso aos canais de atendimento convencionais, inclusive guichês de caixa, mesmo na hipótese de oferecer atendimento alternativo ou eletrônico.

§ 1º O disposto no caput não se aplica às dependências exclusivamente eletrônicas nem à prestação de serviços de cobrança e de recebimento decorrentes de contratos ou convênios que prevejam canais de atendimento específicos.

§ 2º A opção pela prestação de serviços por meios alternativos aos convencionais é admitida desde que adotadas as medidas necessárias para preservar a integridade, a confiabilidade, a segurança e o sigilo das transações realizadas, assim como a legitimidade dos serviços prestados, em face dos direitos dos clientes e dos usuários, devendo as instituições informá-los dos riscos existentes.

Art. 4º Esta resolução entra em vigor na data de sua publicação.

Art. 5º Ficam revogadas as Resoluções ns. 2.878, de 26 de

julho de 2001, e 2.892, de 27 de setembro de 2001.

Brasília, 26 de março de 2009.

Henrique de Campos Meirelles
Presidente

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Banco não pode impedir acesso de cliente ao caixa

Diário do Grande ABC - Santo André/SP - ECONOMIA - 19/08/2012 - 07:00:00

Todos os meses o aposentado andreense Trajano José das Neves, como muitos outros em condição parecida, vai até uma agência do Bradesco no Centro de Santo André para resgatar seu benefício. Ele sempre aproveita para pagar algumas contas de consumo e serviços. Mas na semana passada teve uma surpresa. Os funcionários da instituição financeira não deixaram que ele liquidasse suas dívidas no guichê e indicaram o caixa eletrônico, do lado de fora das portas giratórias, para que ele efetuasse a operação.

Neves assumiu seu desconhecimento sobre tecnologia. Para ele, o caixa eletrônico nunca foi, ou será, um meio de pagamento confiável. Além da falta de familiaridade com a máquina, ele afirmou se sentir inseguro para realizar suas operações no autoatendimento. "Eles (funcionários) falaram que contas abaixo de R$ 1.000 só poderiam ser pagas nos caixas eletrônicos. Fiz um escândalo no banco", contou o aposentado.

O Bradesco, localizado na Rua Bernardino de Campos, poderia afirmar que a conta de Neves estava incluída em um contrato ou convênio da instituição com outra empresa para prestar serviço de cobrança ou recebimento, situação em que pode haver exclusividade de canal de atendimento. Mas alegar que a conta do aposentado não tinha valor suficiente para ser liquidada no guichê vai contra as regras do BC (Banco Central). A própria Febraban (Federação Brasileira de Bancos), entidade que representa essas empresas, diz que o cliente não pode ser barrado em um canal de atendimento por causa do valor da conta.

Segundo a Resolução 3.694 do BC, a regra geral é que os bancos não podem recusar ou dificultar aos clientes o acesso a canais de atendimento convencionais, principalmente o guichê. E em caso de convênios, a instituição precisa garantir a segurança e integridade do cliente, sensações que Neves não sentiu no local.

Ele ficou sem pagar a conta no banco. Mas foi ao Procon de Santo André e registrou reclamação. O órgão contatou o banco, que ligou ao aposentado pedindo desculpas pelo ocorrido. "Não estou satisfeito. Muitos como eu querem pagar as contas no caixa, se sentem inseguros e isso não pode acontecer. Uma desculpa não muda nada", criticou Neves.

A equipe do Diário foi até a agência e recebeu informações de funcionários de que quando o local está cheio há direcionamento para que os clientes realizem suas operações nos caixas eletrônicos, tudo acompanhado por atendentes treinados.

Essa foi a mesma resposta que a agência deu para o questionamento do Procon. Segundo o relatório de atendimento do órgão copiado para Neves, o gerente da agência afirmou que "realmente os clientes estão sendo orientados a utilizar os caixas eletrônicos, ou correspondente bancário, devido ao grande volume de clientes nesta agência, porém não há proibição caso o consumidor deseje enfrentar a fila do idoso, ou outra fila, ficando a critério do cliente".

Em nota, o Bradesco destacou que "esta não é uma prática do banco. Os canais de autoatendimento são mais uma opção aos clientes, que podem realizar diferentes operações bancárias". E afirmou que vai "avaliar o ocorrido para adotar as medidas necessárias, a fim de corrigir eventuais falhas e melhorar cada vez mais a qualidade do atendimento".

BATALHA - O Sindicato dos Bancários do Grande ABC afirmou lutar contra posições dos bancos como a tomada pelo Bradesco no caso do aposentado. "O intuito do banco é tirar cada vez mais funcionários de dentro das agências", disse um dos diretores da entidade, Elson Siraque, destacando que as instituições estão reduzindo muito seus quadros de funcionários. "O lucro dele (banco) é pouco sobre os pagamentos de contas. Eles querem atender os negócios deles, como empréstimos."

20.4.12

Contraf-CUT cobra transparência na divulgação das novas taxas de juros


A Contraf-CUT está cobrando transparência dos bancos na divulgação da queda dos juros cobrados dos clientes, informando taxas mínimas e máximas para cada linha de crédito antes e depois da redução. Os números até agora veiculados pela imprensa, especialmente pelos bancos privados, não permitem a comparação entre as instituições.

"A estratégia do governo de usar os bancos públicos para forçar o sistema financeiro a baixar os juros e o spread bancário, que era uma reivindicação do movimento sindical, foi acertada e já surtiu os primeiros efeitos", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT. A partir do corte efetuado pelo Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, bancos privados como HSBC, Santander, Bradesco e Itaú recuaram e anunciaram também redução nos juros.

"Mas a diminuição feita, sobretudo, pelos bancos privados ainda é muito pequena, nebulosa e restrita, não atingindo todas as modalidades de crédito. A queda nos juros precisa ser ampla, transparente e não pode ser uma jogada de marketing diante da pressão do governo e da sociedade", aponta o dirigente sindical.

Segundo avaliação preliminar do Dieese, é hoje impossível aos clientes dos bancos saber quais taxas foram reduzidas, diante da falta de transparência nas informações divulgadas.

"É preciso que os bancos reduzam de fato os juros, como forma de baratear o crédito e contribuir para o desenvolvimento econômico e social do país com inclusão social e distribuição de renda", destaca Cordeiro.

Para o presidente da Contraf-CUT, "é hora também do Banco Central padronizar regras e critérios, a fim de possibilitar aos clientes a comparação entre as taxas de juros dos bancos. Além disso, o BC tem que cobrar das instituições financeiras maior transparência e normas claras para fazer a portabilidade das contas correntes".

Cordeiro defende também o aumento da oferta de crédito, que hoje é de apenas 49% do PIB, enquanto nos países desenvolvidos chega a ser mais que o dobro. "Isso é imprescindível para sustentar o desenvolvimento econômico e social do país", aponta o dirigente sindical.

"A redução dos juros é fundamental para a queda do spread no Brasil, que está muito acima do padrão internacional", conclui o sindicalista.


Fonte: Contraf-CUT

13.4.12

Contraf-CUT critica "choradeira" dos bancos privados para reduzir spread

Carlos Cordeiro, 
presidente da Contraf.
A Contraf-CUT criticou a "choradeira" dos bancos privados para baixar o elevado spread bancário (diferença entre o que o banco paga para captar dinheiro de investidores e o que cobra de juros dos tomadores de empréstimos) no Brasil.

Nesta terça-feira (10), representantes de bancos privados se reuniram com o Ministério da Fazenda, em Brasília, e apresentaram 20 propostas que envolvem desde a diminuição de impostos até a redução do depósito compulsório (dinheiro que os bancos são obrigados a recolher ao Banco Central).

"Em vez de barganhar vantagens, os banqueiros deviam seguir o caminho aberto pelo Banco do Brasil e pela Caixa Econômica Federal, que já anunciaram quedas nas taxas de juros, como forma de contribuir também para a diminuição do spread, a melhoria do crédito e o estímulo à produção e ao consumo para gerar mais empregos, distribuir renda e alavancar o desenvolvimento econômico e social do País", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT.

Propostas indecentes

Os bancos pediram a redução do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) cobrados dos bancos. "O Brasil é um dos países que mais tributa a intermediação financeira", reclamou o presidente da Febraban, Murilo Portugal. Ele também pediu a redução do depósito compulsório.

Outra proposta dos banqueiros é a extensão, para outros tipos de operações de crédito, de benefícios que existem para os financiamentos imobiliários. Também foi sugerido que os clientes com planos de previdência complementar possam usar parte das reservas no fundo de pensão como garantias de empréstimos.

De acordo com o presidente da Febraban, a maior parte do spread bancário não é composta pelo lucro das instituições financeiras. Ele apresentou o levantamento mais recente do Banco Central sobre o spread bancário. Segundo esses dados, no fim de 2010, 29% do spread estava associado aos custos da inadimplência, 26% correspondiam à tributação e ao compulsório, 13% representavam custos administrativos e os 32% restantes eram o lucro líquido dos bancos.

Para Murilo Portugal, a lucratividade dos bancos brasileiros está dentro dos padrões internacionais. "A maior parte do spread bancário no Brasil representa custos e temos como objetivo reduzir esse custo. É importante que todos [bancos e governo] trabalhem na mesma direção. Não se trata de ceder, mas de trabalhar com um objetivo comum", destacou.

"Lágrimas de crocodilo"

O presidente da Contraf-CUT contesta "as lágrimas de crocodilo" dos bancos. "Eles possuem uma lucratividade muito alta e invejável na economia brasileira. Vivem fazendo aquisições e fusões, onde só eles ganham. Hoje, meia dúzia de instituições concentra 90% do sistema financeiro, acumulando lucros gigantescos, sem oferecer contrapartidas para a sociedade, que paga os juros mais altos do mundo, tarifas abusivas, spread nas alturas e bônus milionários para altos executivos. Além disso, é um dos setores que menos gera empregos no país", avalia Cordeiro.

Para Cordeiro, "mesmo após as sucessivas quedas da taxa Selic, os bancos não reduziram os juros cobrados de consumidores e empresas. A queda da Selic barateia o custo do dinheiro para os bancos. Eles, porém, continuam sugando livremente a economia brasileira, ao praticarem taxas de juros até dez vezes maiores que as do mercado internacional".

Segundo pesquisa do Procon de São Paulo, a taxa média de juros de empréstimo pessoal fechou em 5,87% ao mês em março. Já a média dos juros do cheque especial subiu para 9,54% ao mês. Estudo do Ipea revela que bancos estrangeiros praticam taxas reduzidas nos países de origem.

"O abuso dos juros cobrados no Brasil fica ainda mais claro quando comparamos as taxas praticadas aqui e em outros países", aponta o presidente da Contraf-CUT. Uma pesquisa divulgada em janeiro pela Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste) mostra que a taxa do cartão de crédito no Brasil é a mais alta na comparação com cinco países da América do Sul e o México. A soma das taxas dos seis países não chega ao valor médio dos juros cobrados pelas operadoras de cartão de crédito no Brasil.

Segundo a Proteste, o brasileiro pagava no início do ano uma taxa média de juros de 237,9% ao ano. Isto é quase cinco vezes superior à da Argentina, que aparece na segunda colocação com uma taxa média de 50% ao ano. Atrás da Argentina aparece o Chile, com taxa média de 40,7%, seguido pelo Peru, com taxa de 40%, o México, com taxa de 36,2%, e a Venezuela, com taxa de 29%. A menor taxa foi a da Colômbia, com taxa média de juros de 28,5% ao ano no cartão de crédito. "Esses dados mostram que o patamar de juros praticado aqui é uma verdadeira jabuticaba: só existe no Brasil", ironiza Cordeiro.

Desigualdades

"Como se não bastasse, os bancos reclamam dos altos custos, mas eles apresentam os maiores lucros", aponta o dirigente sindical. No ano passado, as cinco maiores instituições lucraram mais de R$ 50,7 bilhões, segundo pesquisa do Dieese.

Enquanto isso, dados do Dieese mostram que o piso dos bancários brasileiros é menor que o salário inicial dos trabalhadores argentinos e uruguaios. "Isso é um absurdo, uma vez que os bancos brasileiros estão entre os maiores e mais lucrativos do continente", compara Cordeiro.

Além disso, um executivo de banco chega a ganhar 400 vezes a renda de um bancário que recebe o piso da categoria no Brasil. "É preciso mudar essa situação, que contribui para que mantenhamos a vergonhosa posição entre as 12 nações mais desiguais do planeta", ressalta o presidente da Contraf-CUT.

Nem mesmo os bancários escapam dos juros altos cobrados pelos bancos, cujas taxas menores também são muito elevadas. O Santander, por exemplo, cobra taxas de cheque especial de 5,90% ao mês e de cartão de crédito de 8,45% ao mês de seus funcionários, apesar do risco zero de inadimplência.

Conferência Nacional do Sistema Financeiro

A Contraf-CUT defende a realização de uma Conferência Nacional do Sistema Financeiro, nos moldes de outras conferências setoriais realizadas pelo governo federal nos últimos anos, como saúde, educação, segurança pública e comunicação.

"Queremos discutir com a sociedade o papel dos bancos. Como concessões públicas, eles têm de prestar contas à nação e colaborar com o desenvolvimento econômico e social do país. O que fazem hoje, ao oferecer crédito prioritariamente para o consumo em detrimento da produção e com juros altíssimos, é exatamente o inverso do que a sociedade espera", conclui.


Fonte: Contraf-CUT

20.10.11

Para Contraf-CUT, é preciso acelerar queda da Selic para incentivar emprego

Carlos Cordeiro - Crédito: Contraf-CUT
A Contraf-CUT considerou muito lento o ritmo da queda da Selic, que foi reduzida nesta quarta-feira, dia 21, de 12% para 11,5% ao ano na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em Brasília. "É preciso ousar e acelerar o corte da Selic porque o Brasil ainda mantém o título de campeão mundial dos juros altos, o que freia o emprego, a produção e o desenvolvimento e somente incentiva a entrada de capital especulativo", afirmou o presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro.

"O patamar elevado da Selic é um problema e deve ser combatido, pois penaliza sobretudo as pessoas mais pobres, que dependem de políticas públicas", destaca. "Trata-se do maior programa de transferência de renda do mundo aos donos de títulos públicos, a chamada bolsa-banqueiro, cujo orçamento da União prevê o repasse da ordem de R$ 240 bilhões em 2011. Isso representa 18 vezes mais do que o orçamento previsto de R$ 13,4 bilhões para o Bolsa Família", compara.

"É uma obrigação do governo eleito pelas forças populares e democráticas deste país acabar com esse nefasto programa de transferência de renda às avessas que está sangrando o povo brasileiro", ressalta Cordeiro.

O presidente da Contraf-CUT defende que, além das metas de inflação, o Banco Central deveria fixar também metas sociais, como o aumento do emprego e da renda dos trabalhadores e a redução das desigualdades sociais do país. "Para isso, é fundamental ampliar o Conselho Monetário Nacional, de forma a contemplar a participação da sociedade civil organizada na discussão dos rumos da economia", propõe.

Cordeiro também cobra do BC medidas para forçar a redução dos juros cobrados pelos bancos dos clientes, que também se encontram entre os maiores do mundo. Isso porque a queda da Selic não está se refletindo em juros menores aos consumidores. "Em agosto, o spread bancário atingiu 27,8% ao ano, percentual mais alto desde maio de 2009", apontou.

"Está na hora de discutir o papel do Banco Central e dos bancos na sociedade brasileira. Por isso, defendemos a realização da 1ª Conferência Nacional sobre o Sistema Financeiro, onde todos possam debater a atuação dos bancos e o acesso ao crédito barato para financiar o desenvolvimento econômico e social do país", concluiu.

Fonte: Contraf-CUT

12.10.11

Artigo: A precarização do trabalho bancário exposta em tempos de renovação de direitos coletivos da categoria

Desenho de Débora Vaz, estudante do Ceará
OS LOTÉRICOS estão se matando de trabalhar para realizar o trabalho bancário transferido indevidamente para eles pelos banqueiros com autorização do Governo Federal via resoluções ilegais do Banco Central. Com a greve dos bancários brasileiros, em luta por aumento real de salários e renovação de direitos coletivos, fica evidente o desvio causado pela terceirização fraudulenta dos banqueiros.

Lotérica é lugar de fazer jogos e apostas; farmácia é lugar de comercializar remédios; mercado é lugar de comercializar produtos para a subsistência e para o lar.

Agência bancária é lutar para fazer operações financeiras, intermediações financeiras, abertura de contas e recebimentos de depósitos e empréstimos etc. Os bancários são os trabalhadores treinados e preparados para esse tipo de atendimento e ajuda aos cidadãos que têm o direito de ter contas, acesso ao crédito adequado a cada caso. É obrigação dos bancos atender a toda a população sem discriminação, com segurança adequada e com a rapidez que o povo merece.

Veja abaixo, matéria falando sobre o excesso de trabalho bancário transferido para os lotéricos que não recebem nenhum dos direitos da categoria bancária como piso nacional de R$ 1250, vale-refeição e alimentação que, na maioria dos casos, é maior que o próprio salário dos lotéricos, jornada de 6 horas, Participação nos Lucros e Resultados, dentre outros direitos que foram fruto de mais de um século de lutas e mobilizações e que, muitas vezes, conquistaram direitos que depois foram repassados para todos os trabalhadores brasileiros.

Os 6 maiores bancos lucraram 27 bilhões no primeiro semestre. Não aumentar o salário e os direitos dos bancários é um escárnio com os trabalhadores e é uma ofensa ao País e à cidadania. Queremos distribuição de renda no Brasil, pois é assim que o País será um lugar justo pra se viver nos próximos anos.

William Mendes, secretário de formação da Contraf-CUT.

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Matéria da Agência Brasil

12/10/2011 - 10h23

Greve dos bancários aumenta procura por casas lotéricas

Stênio Ribeiro
Da Agência Brasil

Brasília – O horário flexível das 10.773 casas lotéricas do país, que atendem até as 18h nas lojas de rua e até as 19h nos shoppings, tem atraído um número crescente de cidadãos para pagamento de contas e saques de pequenos valores para correntistas da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil (BB).

Não existe estimativa nacional quanto ao aumento da movimentação, mas o Sindicato dos Lotéricos de São Paulo, que congrega 2.597 casas de apostas (773 na capital), calcula que houve acréscimo de aproximadamente 30% na procura da população durante a greve dos bancários.

Lotérica tem vantagens além da flexibilidade do horário

O aumento da procura decorre de vários motivos, além da flexibilidade do horário.

Primeiro, por causa das longas filas que se formam nos terminais de autoatendimento dos bancos, fora das agências, e depois porque as lotéricas e correspondentes bancários operam os serviços básicos de saques e pagamentos, inclusive aos sábados.

As casas lotéricas recebem boletos de até R$ 2.000, quando as contas são da própria Caixa, e de até R$ 700 quando são de outros bancos.

Para contas de consumo (água, energia, telefone e outras) o limite é R$ 1.000. As lotéricas também aceitam saques de até R$ 1.000 por dia para clientes da Caixa (R$ 500 aos sábados) e de até R$ 500 por dia para correntistas do BB.

Recebem também pagamentos de tributos, prestação da casa própria, obrigações com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), recolhimentos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e de contribuição sindical, além das transações realizadas normalmente, via Cartão do Cidadão, como os benefícios sociais do Bolsa Família, do seguro-desemprego e do Programa de Integração Social (PIS).

A rede lotérica tornou-se, portanto, uma alternativa a mais para a população quitar seus compromissos enquanto durar a paralisação dos bancários. O problema maior reside na falta de recebimento de correspondências com as devidas cobranças, uma vez que os funcionários da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos também estão de braços cruzados.

Fonte: UOL economia

26.9.11

Artigo: O papel dos bancos - Carlos Cordeiro

O jornal O Globo, do Rio de Janeiro, publicou no último sábado, dia 24, o artigo "O papel dos bancos" do presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro. O texto trata do processo de bancarização, que foi objeto de reportagem de página interna do veículo há três semanas, onde foi divulgado um estudo sobre o papel dos correspondentes bancários.

"Com esse novo artigo, buscamos reforçar a posição dos bancários e aprofundar este importante debate que interessa o conjunto da sociedade. Nós queremos a inclusão bancária de todos os cidadãos brasileiros, mas com atendimento de qualidade, sem precarização, com assistência financeira, com segurança e com sigilo bancário protegido de todos os clientes", afirma o dirigente sindical.

Esse é o terceiro artigo produzido pela Contraf-CUT sobre os correspondentes e veiculado na grande imprensa. Antes, foram publicados os textos "Pela verdadeira universalização dos serviços bancários", também de Carlos Cordeiro, no jornal Brasil Econômico, em 26 de julho, e "O BC e os correspondentes bancários", de Miguel Pereira, secretário de Organização do Ramo Financeiro, no jornal Valor Econômico, em 26 de maio.

Leia a íntegra do artigo publicado em O Globo:


O PAPEL DOS BANCOS

Carlos Cordeiro

O grande desafio brasileiro é transformar o crescimento em desenvolvimento econômico, promovendo a inclusão social de toda a população brasileira.

A inclusão bancária envolve acesso ao crédito e o direito de ter conta em banco, sem discriminação de qualquer espécie. Mas o sistema financeiro nacional, a despeito de ser o setor mais rentável da economia (somente os sete maiores bancos apresentaram R$ 26,5 bilhões de lucro líquido no primeiro semestre de 2011), não está cumprindo esse papel.

O Brasil tem hoje 20.021 agências bancárias, o mesmo número de duas décadas atrás. Os dados do Banco Central mostram que, dos 5.587 municípios do país, 1.969 (35,3% do total) não possuíam nenhuma agência e nenhum posto de atendimento bancário (PABs) em 31 de julho último.

Mais da metade (54,7%) das agências e PABs estão concentrados no Sudeste, sendo um terço (33,38%) somente no Estado de São Paulo. Inversamente, no Nordeste não há sequer uma agência ou posto de atendimento em 51,95% dos municípios, chegando a 79,91% no Piauí. O resultado é que 40% dos brasileiros - e 52,6% dos nordestinos - não têm conta em banco.

Os correspondentes bancários foram criados para levar atendimento para regiões onde os bancos não chegavam, como na Amazônia. O que se vê hoje é que eles estão localizados, sobretudo, nas grandes cidades para atender as pessoas de baixa renda e os pobres. Não é à toa que, dos 161 mil correspondentes existentes hoje no país, 45% estão concentrados no Sudeste, sendo 25,6% somente em São Paulo. Apenas 20,9% estão no Nordeste (e 1,23% no Piauí).

As resoluções nº 3.954 e 3.959, de fevereiro e março de 2011, baixadas pelo Conselho Monetário Nacional, no lugar da regulamentação do sistema financeiro pelo Congresso Nacional, permitem na prática que os correspondentes exerçam quase as mesmas funções que as agências e, por isso, vão agravar o problema.

Em vez de levar crédito e assistência financeira a regiões distantes e carentes, sua razão de existir, os correspondentes estão na verdade sendo utilizados para segregar e excluir. Eles estão geograficamente situados nas imediações das agências e é para onde os bancos estão empurrando a clientela de baixa renda.

Essas novas resoluções permitem ainda que os próprios bancos criem correspondentes, que podem ser terceirizados e quarteirizados para reduzir custos. Os clientes, além de segregados, ficam desprotegidos de orientação financeira e correm riscos adicionais tanto em relação ao sigilo bancário quanto à segurança física. Se a violência já é grande, com três mortes em média por mês em assaltos envolvendo bancos, o risco é ainda maior nos correspondentes, desobrigados de cumprir a Lei nº 7.102/83, que exige plano de segurança para as unidades com movimentação de numerário.

Não defendemos o fim dos correspondentes, mas a sua transformação em postos de atendimento e agências pioneiras para levar serviços bancários para as regiões desassistidas, com assistência financeira a toda a população, sem discriminação de condição econômica e social, com segurança e sigilo bancário preservado. Os bancos são o segmento que mais lucra na economia. Essa deveria ser a sua contrapartida social para ajudar o Brasil a se desenvolver.

Carlos Cordeiro é economista e presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT)

Fonte: Contraf-CUT com O Globo