Blog de William Mendes, ex-dirigente sindical bancário e ex-diretor eleito de saúde da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil
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3.1.18
Balanço do mandato na Diretoria de Saúde da Cassi (IV)
Relação da Diretoria de Saúde com a Região Sul do país foi intensa. Nas 22 agendas de gestão na região, compartilhamos experiências de lutas na defesa dos direitos dos bancários, fortalecemos a relação da Cassi com participantes e Conselhos de Usuários, entidades representativas, Banco do Brasil e rede credenciada
Olá prezad@s associados da Cassi e companheir@s de lutas!
Começamos na semana passada uma série de textos de prestação de contas fazendo um balanço do mandato que estamos completando à frente da Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento (própria) da nossa autogestão em saúde, a Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil, entidade com mais de sete décadas de história.
A pesquisa que fiz durante horas de leitura, lendo mais de 25 postagens no blog, me trouxe boas recordações de tudo que fizemos juntos, principalmente com os Conselhos de Usuários, que contêm lideranças das mais diversas entidades e segmentos de participantes, e com as equipes de funcionários das unidades Cassi Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Diferentemente da região Norte, que tem a maior extensão geográfica do país e a menor concentração de população assistida pela Cassi (cerca de 25 mil associados, ou 38 mil pessoas, incluindo os convênios de reciprocidade), a região Sul tem a menor área territorial do Brasil (576 mil Km²), possui o maior IDH do país (0,756) e é a região brasileira mais alfabetizada e com menor incidência de pobreza (Wikipedia).
A estrutura Cassi é fundamental tanto numa região quanto na outra, porque nosso modelo assistencial APS/ESF, nossas políticas e programas de saúde e a coordenação de cuidados com promoção e prevenção têm como objetivo igualdade de direitos para todos os participantes no acesso ao sistema de saúde Cassi, por mais que a estrutura social de saúde nas regiões seja escassa e baseada em outras lógicas de mercado - o lucro.
A comunidade Banco do Brasil na região Sul do país é expressiva e temos mais de 111 mil participantes segundo o Relatório Anual Cassi 2016. São mais de 98 mil associados. Além das unidades administrativas nas capitais Porto Alegre, Florianópolis e Curitiba, temos na região 13 unidades de atendimento em saúde, as CliniCassi, e nossa Estratégia Saúde da Família (ESF) já cuida de um terço dos associados (33.400 pessoas), através de 26 equipes de família.
Importância da ESF/CliniCassi
Em relação ao setor de saúde e estruturas sociais, a região Sul tem características semelhantes a outras do país. Nas capitais temos bom acesso a redes prestadoras de serviços de saúde e de apoio, mas em grande parte dos interiores há carência de rede credenciada, evidenciando um problema estrutural brasileiro na área da saúde.
Como disse acima, esse desequilíbrio de estruturas de saúde no setor só amplia a importância do modelo assistencial da Caixa de Assistência baseado em Atenção Primária, ESF, CliniCassi, programas de saúde e coordenação de cuidados em populações mais estáveis no tempo (associados por décadas), como vim explicando para as lideranças e intervenientes da comunidade BB nestes anos. Sem as CliniCassi e nossa ESF, as despesas básicas seriam muito maiores nas redes prestadoras que existem, porque o sistema de mercado é fragmentado, focado na doença, tem muito desperdício e fraudes, o pagamento das despesas hospitalares é por conta aberta (fee for service) e visa lucro.
Uma unidade CliniCassi em Santa Maria (RS) ou Balneário Camboriú (SC) tem um médico(a) de família e uma pequena equipe que cuida de mais de 1000 participantes, sendo que em geral centenas deles são crônicos e necessitam de acompanhamento de nosso modelo assistencial. O custo administrativo é insignificante se comparado a despesas assistenciais/básicas de uso de rede credenciada e hospitalar que visam lucro e trazem todos os problemas que expliquei no parágrafo anterior. A diferença de custo administrativo no modelo (investimento) em relação a despesas geradas na rede prestadora é exponencial, por não ser coordenada/orientada a partir da Cassi.
Não adianta algum(a) desavisado(a) vir com as teses de cortar despesas administrativas como a estrutura do modelo assistencial APS/ESF/CliniCassi ou programas de saúde que monitoram e estabilizam nossos crônicos e evitam doenças e agravamentos de doenças porque as resoluções da ANS e o Rol de cobertura mínima já estão dados e se nós tirarmos o que faz a Cassi gerenciar melhor os recursos, as despesas básicas vão aumentar porque os direitos em usar a rede credenciada já estão dados pela lei. Um dos fatores que levam a muita reclamação e judicialização é uma prática sabida do mercado vendedor de "serviços de saúde" ao dizer aos usuários de planos que eles podem tudo e que é só acionar a justiça ou a ANS.
A aprendizagem com os Conselhos de Usuários
Antes de fazer uma síntese de nossa agenda nos estados da região Sul, gostaria de partilhar o quanto aprendi na minha relação com os Conselhos de Usuários. Cada um dos 27 Conselhos da Cassi tem suas peculiaridades no exercício do voluntariado e na sua organização, e acabei estabelecendo relações de muito respeito e companheirismo ao longo desse percurso de lutas pela Cassi e pelos associados.
Já antes da posse em junho, comecei a visitar os Conselhos e em julho de 2014 fui pela primeira vez ao Conselho de Usuários do Rio Grande do Sul. Lá conheci os conselheir@s liderados pela grande figura do Maeda. Fiquei encantado com as experiências vistas ali e fui convidado por ele para tentar voltar meses depois ao Estado na época das pré-Conferências no interior. Fiz um esforço tremendo e fui na de Santa Maria. Que experiência! Uma quadra lotada da AABB com pessoas debatendo Cassi e escolhendo por consenso seus representantes. Aquele evento reforçou em mim para todo o mandato a certeza que eu deveria estar sempre NA BASE onde estão as PESSOAS que representamos e que SÃO A ESSÊNCIA DA CAIXA DE ASSISTÊNCIA. Valeu pelo convite, Maeda! Balizou minha atuação de Diretor de Saúde.
CASSI RS - 5 agendas de gestão
2014 - Em julho, nos reunimos com o Conselho de Usuários e fizemos uma reunião muito boa. Pude apresentar nossas propostas para a Cassi e plano de trabalho e ouvimos as lideranças do Estado. Fui convidado para participar de uma pré-Conferência. Visitamos também o Sindicato dos Bancários.
Meus primeiros textos como Diretor de Saúde eleito falavam muito em fortalecer a participação social, a Estratégia Saúde da Família (ESF), a solidariedade na Cassi, o espírito de pertencimento e a relação com as entidades do funcionalismo, abrir portas nas unidades Cassi para juntos melhorar o atendimento aos associados e proteger a Caixa de Assistência de mazelas do mercado privado de vendas de serviços de saúde.
Havia me comprometido em melhorar as informações sobre a Cassi e as comunicações. Criamos o Boletim Prestando Contas Cassi. Foi algo importante em nosso mandato. Já publicamos 40 boletins (ler AQUI), feitos com muito carinho para os associados e comunidade BB.
2014 - Em outubro, vivi a experiência de voltar ao RS e ir até Santa Maria para uma pré-Conferência. Foi uma experiência muito legal e fortaleceu em mim uma característica que já tinha como dirigente sindical - estar sempre nas bases representadas.
2014 - Participei, em novembro, da Conferência de Saúde em Porto Alegre.
2015 - Estive em setembro cumprindo agenda de trabalho da Diretoria de Saúde. Como responsável pela gestão das unidades regionais, demos posse à nova gerência e tivemos a oportunidade de nos reunir com o Conselho de Usuários.
2016 - Voltamos ao Estado para a Conferência de Saúde e para uma agenda que a nossa Diretoria havia planejado para aquele ano: visitar o Banco do Brasil nas capitais, através da Super/Gepes e fazer e ou reforçar parcerias em benefício da saúde dos trabalhadores e melhorar a comunicação interna no BB sobre a Cassi/ESF/CliniCassi e direitos e deveres dos associados.
Mais uma vez nos reunimos com o Conselho de Usuários RS e em todas as visitas às unidades que administro fiz reuniões de gestão e reuniões com os funcionários da Cassi, pois acreditamos na gestão dialogada e participativa.
Em 2017, estive em Porto Alegre, mas não considerei como agenda de gestão da Cassi, porque fui convidado pelas entidades sindicais para dar uma palestra no encontro estadual dos bancários sobre banco público, em um sábado de junho. Fiquei muito grato pelo convite e pela oportunidade de falar com os trabalhadores.
AGENTES FACILITADORES - Em relação às experiências dos colegas gaúchos nas lutas por direitos, pela Cassi e no voluntariado, me chamou atenção a figura dos Agentes Facilitadores, que teve papel relevante na manutenção e ampliação da rede credenciada Cassi no interior do Estado. Como gestor da nossa autogestão, busquei inclusive levar a novidade para a gestão da Cassi. Convidamos o Maeda, coordenador do Conselho de Usuários do RS, para falar sobre o tema na Sede da Cassi em evento que organizamos com gestores das unidades, em setembro de 2014 (No planejamento de gestão, quis ouvir os 27 gerentes de unidades Cassi para cumprir o que defendo de gestão compartilhada).
CASSI SC - 6 agendas de gestão
2015 - Em fevereiro, estivemos no Estado. Fiz agenda de gestão e reunião com os funcionários. Visitamos o Sindicato dos Bancários de Florianópolis. Também fiz reunião com o Banco do Brasil e com colegas na base. Participei de reunião com o Conselho de Usuários da Cassi SC.
Nos textos que fazia no blog para prestar contas, informar sobre a Cassi e os direitos dos associados e opinar sobre os debates que já se intensificavam sobre o déficit do Plano de Associados, abordei bastante a defesa da solidariedade, da ESF, melhor comunicação para os participantes e, até ali, em fevereiro, eu já havia visitado a trabalho 15 Estados, em algumas bases fui com recursos próprios, como ali em SC.
2015 - Voltei ao Estado em outubro, para agenda da Diretoria de Saúde. A unidade recebia nova direção. Tivemos contato com diversas lideranças do Conselho de Usuários e fiz reunião de gestão com os funcionários. Fui com recursos próprios.
2015 - Participei da Conferência de Saúde em novembro. Visitamos o Sindicato, fizemos reuniões de gestão na Unidade. Em matéria no blog, eu informava ao final daquele ano que havia conseguido visitar as 27 Unidades da Federação em 18 meses de trabalho. Era meu papel de gestor de unidades Cassi e representante dos trabalhadores associados.
(alguns burocratas e detratores com intenções políticas, acham que um diretor eleito deve ficar em sua mesa na sede em Brasília... enquanto os associados não sabem de nada que acontece)
2016 - Cumpri agenda da Diretoria de Saúde. Nosso planejamento era visitar os 26 Estados e DF e buscar parcerias com o Banco do Brasil - Super e Gepes - em prol da saúde dos trabalhadores. Somos responsáveis pelo convênio de saúde ocupacional BB e Cassi e também pedimos espaço nas comunicações locais para falar das CliniCassi e ESF.
2017 - Ao final de março, estivemos em SC para agenda de gestão. Nos reunimos com o Conselho de Usuários. Tivemos reuniões internas, visitamos as CliniCassi Joinville e Balneário Camboriú. Visitamos AABBs.
2017 - Participamos da Conferência de Saúde em outubro. Tivemos outras agendas de gestão: posse de nova gerência, reunião com o Conselho de usuários, visita ao Banco do Brasil.
SANTA CATARINA TEM HISTÓRIA A CONTAR SOBRE ESF - Quando a Cassi iniciou a implantação da Estratégia Saúde da Família, entre 2001 e 2005, vários profissionais e equipes contribuíram com a produção de conhecimento relacionado à APS e às possibilidades de atuação. A Unidade SC efetuou avaliação sobre o cuidado praticado em população específica e bastante exposta a riscos cardiovasculares e cerebrovasculares (artigo publicado na Abrasco). Ver mais no Boletim Prestando Contas Cassi nº 35 (AQUI).
CASSI PR - 11 agendas de gestão
2014 - Em junho, estivemos a primeira vez no Estado para evento de inauguração de Sala de Apoio à Amamentação, na CABB de SJP. Na oportunidade cumprimos agenda de gestão e visita ao Sindicato dos Bancários.
2014 - Em agosto, cumprimos uma agenda de fortalecimento da Cassi, do Conselho de Usuários, e do sistema no Estado. Foi dado início ao projeto de Agentes Facilitadores na Cassi PR, com o objetivo de melhorar a rede credenciada no interior. Houve grande participação de todas as entidades sindicais e lideranças da comunidade BB da região. O projetou sofreu atrasos por causa do orçamento contingenciado em 2015/16, mas neste ano que passou (2017) ele foi fundamental para credenciar dezenas de novos profissionais e especialidades no interior do Estado.
Tivemos ainda a inauguração do edifício novo da Cassi PR e reuniões com o Conselho de Usuários e de gestão com os funcionários.
2015 - Estivemos, em fevereiro, na base de Umuarama em reunião com lideranças locais e do Estado sobre a Cassi na região.
2015 - Voltamos em maio para agenda de gestão. Tivemos reuniões diversas, inclusive sobre Agentes Facilitadores e com o Conselho de Usuários.
2015 - Em junho, fomos convidados pelo Sindicato de Curitiba a falar sobre a Caixa de Assistência, a ESF e demais questões, com os bancários da base. Foram contatados milhares de bancários em reuniões locais e plenária.
Todas as agendas de 2015 foram feitas com recursos das entidades que nos convidaram para os eventos.
2015 - Estivemos na Conferência de Saúde em novembro. O desafio maior que tivemos na Diretoria de Saúde, como responsáveis pelas Conferências, era fazer com que elas acontecessem, porque não tivemos recursos da Cassi. Nós fizemos os 17 encontros pedindo apoio às entidades representativas. Foi algo muito marcante para todos nós. De novo, tive que usar recursos próprios para ir a várias delas.
2016 - Estive no Paraná, em maio, para participar da 22ª Conferência Mundial de Promoção de Saúde (UIPES). Aproveitei e fiz agenda de gestão na Unidade Cassi.
2016 - Em agosto, fizemos a agenda de parcerias de saúde com o Banco do Brasil, conforme planejamento da Diretoria de Saúde. Na agenda tivemos diversas reuniões: Conselho de Usuários, Super/Gepes, Sindicato, com a base etc.
2017 - Cumprimos agenda no Estado em setembro, a convite do Sindicato, em reuniões de base (Cenop), com o BB (Gepes), no Sindicato, com o Conselho de Usuários.
2017 - Agenda de gestão da Diretoria de Saúde em Londrina. Estamos com piloto de implantação de Rede Referenciada na região. Além desta pauta, aproveitamos para participar da pré-Conferência de Saúde e pudemos visitar o Sindicato e falar sobre Cassi em reunião com as lideranças bancárias.
2017 - Por fim, em novembro, participamos da Conferência de Saúde, fechando as 17 Conferências do ano. Tivemos a oportunidade de nos reunir com o Conselho de Usuários.
CASSI PARANÁ CONTRIBUIU PARA A DEFINIÇÃO DA ESF COMO MODELO APÓS REFORMA ESTATUTÁRIA DE 1996 - A unidade também tem uma bela história de contribuição na escolha da Estratégia Saúde da Família, tendo como referência o modelo canadense, quando a Cassi testava formas de reorganizar seu modelo assistencial em algumas unidades do país.
Agenda de gestão na região Sul fez parte de um planejamento do mandato focado na Cassi, no modelo assistencial, na defesa dos direitos dos associados e esteve diretamente relacionada à sustentabilidade do Plano de Associados
Enfim, mais uma vez, reforço para vocês que nos acompanham e que compartilharam nosso trabalho nesses 4 anos, que tudo que fizemos, e com divulgação pública, foi em defesa do modelo de Atenção Integral à Saúde, do modelo de custeio solidário do Plano de Associados, na defesa intransigente dos direitos de cobertura de saúde para nossos trabalhadores associados da ativa, aposentados, pensionistas e dependentes.
Como expliquei a tod@s, cada estratégia que adotamos tinha um planejamento e objetivo a ser alcançado: dar maior conhecimento sobre a Cassi para seus donos - os associados; fortalecer o que ela tem de melhor e diferente - seu modelo de promoção e prevenção via APS/ESF; e enfrentar o que entendi ser inadequado como, por exemplo, quererem que só os associados arcassem com o ônus de solução do déficit, sendo que há vários fatores que causam o desequilíbrio, inclusive alguns de responsabilidade do patrocinador Banco do Brasil.
Amig@s leitores, na região Sul foram 6 Conferências de Saúde, 13 reuniões com as lideranças dos Conselhos de Usuários, agenda de parcerias de saúde nos 3 Estados, conheci 6 das 13 CliniCassi. Ouvi muito os participantes e me coloquei à disposição e fui franco e direto nas opiniões quando questionado sobre qualquer tema.
Um abraço a tod@s e, por favor, divulguem esse balanço entre os colegas e amig@s. Deu muito trabalho fazer toda essa pesquisa, mas fiz por compromisso com a comunidade BB, com as entidades representativas e com os funcionários da Cassi.
William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/18)
Post Scriptum:
Leiam o 1º texto de balanço AQUI, o 2º texto AQUI e o 3º texto AQUI.
16.10.17
Cassi SC realiza a IX Conferência de Saúde
Apresentação do Blog
Olá prezad@s associados e participantes da Cassi e companheir@s de lutas pela saúde.
Segue abaixo a matéria sobre a excelente Conferência de Saúde que tivemos em Santa Catarina dias atrás, com a presença de mais de uma centena de pessoas. Fortalecemos a Caixa de Assistência e a participação social. Nesta semana que se inicia teremos a Conferência de Saúde do Conselho de Usuários e da Cassi Ceará.
Logo após a matéria da Conferência, deixo para os leitores e amigos que tiverem interesse um artigo que fiz no final de semana abordando a temática de autoconsciência e liberdade, como formas de se conseguir mais pertencimento na defesa do patrimônio dos trabalhadores.
Abraços e boa semana a tod@s.
William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/18)
A Cassi Santa Catarina promoveu, no dia 5 de outubro, a IX Conferência Estadual de Saúde com o tema “Cassi: O Desafio do Modelo de Atenção Integral à Saúde”. Participaram 112 pessoas entre aposentados, funcionários da ativa, representantes da Gepes e de entidades ligadas ao funcionalismo do BB.
O Diretor de Saúde e Rede de Atendimento, William Mendes, apresentou a necessidade de ampliação do Modelo Assistencial adotado pela Instituição e a importância de investimento em ações de promoção da saúde e prevenção de doenças, além de incentivar associados a utilizarem os serviços próprios.
Em sua palestra, o Diretor de Planos de Saúde e Relacionamento com Clientes, Humberto Santos Almeida, falou sobre os desafios da Cassi e a importância da racionalização dos gastos assistenciais. Destacou, ainda, as perspectivas positivas através de estratégias de negociação, com grandes prestadores e planos de mercado.
A ocasião marcou a posse da nova gestora da Unidade Santa Catarina, Emília Figueiredo Bezerra, e a dos novos representantes do Conselho de Usuários para o biênio 2017-2019. Para a Emília Figueiredo, a Conferência é um momento de partilha e troca de informações entre participantes e a Caixa de Assistência.
Para a coordenadora do Conselho de Usuários de Santa Catariana, Maria Helena Possas Feitosa, a participação de todos é fundamental para a construção de uma Cassi melhor.
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| Membros do Conselho de Usuários empossados, gerente da Unidade Emília Figueiredo, Diretor William Mendes e Diretor Humberto S. Almeida. |
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| Plenário da Conferência de Saúde da Cassi e Conselho de Usuários de SC. |
A Cassi Santa Catarina promoveu, no dia 5 de outubro, a IX Conferência Estadual de Saúde com o tema “Cassi: O Desafio do Modelo de Atenção Integral à Saúde”. Participaram 112 pessoas entre aposentados, funcionários da ativa, representantes da Gepes e de entidades ligadas ao funcionalismo do BB.
O Diretor de Saúde e Rede de Atendimento, William Mendes, apresentou a necessidade de ampliação do Modelo Assistencial adotado pela Instituição e a importância de investimento em ações de promoção da saúde e prevenção de doenças, além de incentivar associados a utilizarem os serviços próprios.
Em sua palestra, o Diretor de Planos de Saúde e Relacionamento com Clientes, Humberto Santos Almeida, falou sobre os desafios da Cassi e a importância da racionalização dos gastos assistenciais. Destacou, ainda, as perspectivas positivas através de estratégias de negociação, com grandes prestadores e planos de mercado.
A ocasião marcou a posse da nova gestora da Unidade Santa Catarina, Emília Figueiredo Bezerra, e a dos novos representantes do Conselho de Usuários para o biênio 2017-2019. Para a Emília Figueiredo, a Conferência é um momento de partilha e troca de informações entre participantes e a Caixa de Assistência.
Para a coordenadora do Conselho de Usuários de Santa Catariana, Maria Helena Possas Feitosa, a participação de todos é fundamental para a construção de uma Cassi melhor.
Fonte: Cassi
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(Artigo do Diretor de Saúde da Cassi, publicado no Blog Refeitório Cultural)
Liberdade e consciência de classe são bases das lutas em defesa dos direitos dos trabalhadores
Domingo de descanso em Osasco. Manhã fria, a temperatura mudou de mais de 31° para 16° de um dia para o outro. São Paulo é assim.
O dia deveria ser de descanso de uma jornada intensa de trabalho e lutas pela causa que defendo há pouco mais de três anos: ser gestor eleito de uma autogestão em saúde, cujos associados são os próprios trabalhadores da empresa pública à qual pertencemos, o Banco do Brasil.
Quanto mais avançam minha idade e experiência nesta breve existência, mais sinto necessidade de autoconhecimento. Meu desejo e necessidade de estudar e de preencher todas as lacunas culturais que tenho em todas as áreas do conhecimento humano me pressionam a não querer sequer deixar o corpo físico descansar. Porque a vida é um instante e somos muito ignorantes sobre quase tudo.
Tenho maltratado meu corpo na jornada que estou empreendendo na defesa da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil e na defesa dos direitos em saúde dos trabalhadores que represento. A tarefa que percebemos que teríamos pela frente era a mais desafiadora de nossa vida de representação, quando realizamos no início do mandato o diagnóstico da situação que encontramos e planejamos os objetivos centrais a empreender em quatro anos. A Cassi era uma total desconhecida dos intervenientes do sistema em relação à sua essência.
Como disse no início, meu corpo fica me pedindo que eu durma quase que o dia todo nos finais de semana, porque estou cansado. Mas eu brigo com ele e fico acordado e tento estudar, encontrar novas ideias, explicações e experiências de nossos antepassados nas lutas sociais que possam balizar minhas estratégias em defesa das causas que defendo.
Nunca li e estudei tanto quanto nestes últimos três anos. Por mais que não tenha tempo livre porque desde o primeiro dia de mandato na Cassi trabalho ininterruptamente quase que as 24 horas do dia, porque mesmo em finais de semana, à noite, nas madrugadas, estamos usando nossa inteligência para criar estratégias de lutar contra gigantes, contra o sistema, contra a ignorância. Estudei para lutar contra o desconhecimento e a falta de consciência que podem favorecer o aniquilamento das conquistas sociais e de classe pelas quais lutamos.
Peguei para ler neste sábado um livrinho sobre Rosa Luxemburgo. Li umas cinquenta páginas, entre o sono e a atenção à esposa e filho. E também entre as tristezas que sentimos por sermos humanos e termos problemas pessoais como qualquer cidadão. Um militante de esquerda e dirigente eleito de trabalhadores não é uma máquina, é uma pessoa.
Nesse parco tempo que li umas cinquenta páginas sobre Rosa Luxemburgo também dediquei um tempão ao meu trabalho de gestor da Cassi, pois fiz um esforço para responder participantes em diversos grupos em redes sociais (sei que não deveria fazer isso nas "folgas").
Sobre ideias de Rosa Luxemburgo
"Na questão parlamentar, Rosa Luxemburg sentia-se próxima de Friedrich Elgels, que considerava o Parlamento uma tribuna para a propaganda revolucionária, e nada mais. Para ela a sociedade só podia se emancipar se o proletariado se emancipasse. Emancipação pela prática, por uma modificação progressiva na correlação de forças, era segundo ela o único caminho que fazia sentido para a emancipação. No que Rosa Luxemburg desejava era central não o permanente crescimento numérico dos membros das organizações proletárias e dos eleitores, e sim o crescimento da autoconsciência e da capacidade de ação política. O partido devia fazer propostas à classe trabalhadora e deixar que ela decidisse, mesmo correndo o risco da rejeição, e isso tinha de ser aceito em cada caso específico."
Interessante essa visão que Rosa Luxemburgo nos dá sobre construir a autoconsciência nas pessoas participantes de um sistema social.
Um dos objetivos centrais que empreendemos neste mandato de gestor da Caixa de Assistência foi percorrer as bases sociais da autogestão - a comunidade Banco do Brasil - e levar ao conjunto de participantes e lideranças do sistema informações básicas sobre direitos e deveres no uso da Cassi e para a tomada de decisões enquanto associados da autogestão em saúde. Eu trabalhei esse objetivo com o nome de "pertencimento".
Já que não teria condições de estar e falar com centenas de milhares de participantes do sistema Cassi ao longo do mandato, minha estratégia foi trabalhar com uma rede de conhecimento, que poderia levar o autoconhecimento aos demais usuários em sistema de teia. Foquei os Conselhos de Usuários, entidades sindicais e associativas e as lideranças do Banco do Brasil nos Estados e na Direção da empresa, o que inclui seus representantes na gestão da operadora de saúde.
A tarefa era muito desafiadora. Não havia uma cultura de informação na comunidade BB para esclarecer o que era, como funcionava, quais os problemas centrais, como resolvê-los, quais os objetivos que a Cassi tinha como missão, os deveres e obrigações de todos os intervenientes, além dos direitos. Não havia.
Se havia cultura de informação, era algo esparso e não sistêmico. Era um trabalho voluntarioso e local de pessoas abnegadas com consciência e conhecimento a respeito da Cassi, principalmente dos funcionários das áreas de atividade-fim na sede em Brasília e nas unidades administrativas e de saúde nos Estados/DF.
Ao estar no 4° e último ano de mandato, é natural que façamos um pouco de balanço sobre os objetivos que alcançamos e os que não alcançamos, inclusive por causa de todas as dificuldades e crises que permearam todo o período.
Eu tenho um sentimento e uma leitura de que VALEU A PENA o esforço de lutar por levar mais informações de qualidade sobre o sistema de saúde Cassi e os problemas todos que o envolvem, agregando consciência e espírito de pertencimento senão ao conjunto dos participantes ao menos para as lideranças dos associados e suas entidades representativas.
Nós vencemos uma batalha na questão do déficit entre 2014 e 2016, ao fazer o patrocinador BB colocar recursos também no sistema de saúde Cassi, junto com os associados, por não ser justo que só o lado dos trabalhadores fosse onerado. E nenhum direito social foi perdido naquela crise do déficit.
Com mais pertencimento e autoconhecimento dos trabalhadores do Sistema Cassi teremos melhores perspectivas de sustentabilidade e manutenção dos direitos em saúde
As batalhas seguem neste exato instante porque a defesa dos direitos em saúde dos trabalhadores brasileiros em suas mais diversas frentes e etapas é uma guerra, uma guerra de extermínio, onde nós somos o alvo.
Só para situar os leitores, há riscos na existência de operadoras de saúde no modelo de autogestão por diversos fatores inviabilizantes como, por exemplo, tratamento não adequado de autogestões por parte da ANS; abusos nos valores cobrados pelo sistema privado na venda de serviços de saúde - hospitais, profissionais de saúde, materiais e medicamentos -; o sistema está sendo destruído por judicialização abusiva e irracional; risco de privatização e desmantelamento de empresas públicas que mantêm os planos de saúde em modelo autogestão. Etc, infelizmente!
Nosso papel neste pequeno espaço de luta por direitos em saúde de trabalhadores (a autogestão Cassi dentro do todo) tem sido o de informar e organizar os participantes de um magnífico sistema de autogestão baseado em Atenção Integral, com Atenção Primária (APS), medicina de família (ESF) e monitoramento de participantes acometidos de doenças crônicas e outros riscos através de programas de saúde. Já fazemos isso em mais de 180 mil pessoas do sistema Cassi.
A partir de diversos estudos internos na Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento, construímos neste mandato para todos da Caixa de Assistência conhecimentos que facilitam o olhar técnico dos resultados em saúde, que mostram que a Cassi é muito eficiente em relação ao seu modelo de promoção e prevenção.
Um estudo sobre os vinculados ao nosso modelo assistencial demonstrou que esse grupo tem mais qualidade de vida e usa melhor os recursos do sistema quando precisa da rede prestadora comparado a grupo nas mesmas condições de grau de complexidade e que ainda não está na Estratégia Saúde da Família (ESF), ou seja, o grupo não vinculado usa a rede prestadora sem orientação racional da ESF. Mas preciso de recursos de investimento para ampliar a cobertura do modelo para a conjunto dos assistidos.
Atuamos com respeito às diferenças, com muita dedicação em intercalar as milhares de horas de estudos e debates na sede da entidade, onde deliberamos semanalmente sobre a gestão, com a visita presencial à base dos trabalhadores que representamos, que na Cassi é o Brasil. Todos os meses estive prestando contas, esclarecendo, mobilizando e chamando para a luta milhares de participantes, contribuindo para a consciência de classe e valorizando a liberdade que todos devem ter.
A luta tem que seguir sempre, não esmoreçam!
Abraços,
William
O dia deveria ser de descanso de uma jornada intensa de trabalho e lutas pela causa que defendo há pouco mais de três anos: ser gestor eleito de uma autogestão em saúde, cujos associados são os próprios trabalhadores da empresa pública à qual pertencemos, o Banco do Brasil.
Quanto mais avançam minha idade e experiência nesta breve existência, mais sinto necessidade de autoconhecimento. Meu desejo e necessidade de estudar e de preencher todas as lacunas culturais que tenho em todas as áreas do conhecimento humano me pressionam a não querer sequer deixar o corpo físico descansar. Porque a vida é um instante e somos muito ignorantes sobre quase tudo.
Tenho maltratado meu corpo na jornada que estou empreendendo na defesa da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil e na defesa dos direitos em saúde dos trabalhadores que represento. A tarefa que percebemos que teríamos pela frente era a mais desafiadora de nossa vida de representação, quando realizamos no início do mandato o diagnóstico da situação que encontramos e planejamos os objetivos centrais a empreender em quatro anos. A Cassi era uma total desconhecida dos intervenientes do sistema em relação à sua essência.
Como disse no início, meu corpo fica me pedindo que eu durma quase que o dia todo nos finais de semana, porque estou cansado. Mas eu brigo com ele e fico acordado e tento estudar, encontrar novas ideias, explicações e experiências de nossos antepassados nas lutas sociais que possam balizar minhas estratégias em defesa das causas que defendo.
Nunca li e estudei tanto quanto nestes últimos três anos. Por mais que não tenha tempo livre porque desde o primeiro dia de mandato na Cassi trabalho ininterruptamente quase que as 24 horas do dia, porque mesmo em finais de semana, à noite, nas madrugadas, estamos usando nossa inteligência para criar estratégias de lutar contra gigantes, contra o sistema, contra a ignorância. Estudei para lutar contra o desconhecimento e a falta de consciência que podem favorecer o aniquilamento das conquistas sociais e de classe pelas quais lutamos.
Peguei para ler neste sábado um livrinho sobre Rosa Luxemburgo. Li umas cinquenta páginas, entre o sono e a atenção à esposa e filho. E também entre as tristezas que sentimos por sermos humanos e termos problemas pessoais como qualquer cidadão. Um militante de esquerda e dirigente eleito de trabalhadores não é uma máquina, é uma pessoa.
Nesse parco tempo que li umas cinquenta páginas sobre Rosa Luxemburgo também dediquei um tempão ao meu trabalho de gestor da Cassi, pois fiz um esforço para responder participantes em diversos grupos em redes sociais (sei que não deveria fazer isso nas "folgas").
Sobre ideias de Rosa Luxemburgo
"Na questão parlamentar, Rosa Luxemburg sentia-se próxima de Friedrich Elgels, que considerava o Parlamento uma tribuna para a propaganda revolucionária, e nada mais. Para ela a sociedade só podia se emancipar se o proletariado se emancipasse. Emancipação pela prática, por uma modificação progressiva na correlação de forças, era segundo ela o único caminho que fazia sentido para a emancipação. No que Rosa Luxemburg desejava era central não o permanente crescimento numérico dos membros das organizações proletárias e dos eleitores, e sim o crescimento da autoconsciência e da capacidade de ação política. O partido devia fazer propostas à classe trabalhadora e deixar que ela decidisse, mesmo correndo o risco da rejeição, e isso tinha de ser aceito em cada caso específico."
Interessante essa visão que Rosa Luxemburgo nos dá sobre construir a autoconsciência nas pessoas participantes de um sistema social.
Um dos objetivos centrais que empreendemos neste mandato de gestor da Caixa de Assistência foi percorrer as bases sociais da autogestão - a comunidade Banco do Brasil - e levar ao conjunto de participantes e lideranças do sistema informações básicas sobre direitos e deveres no uso da Cassi e para a tomada de decisões enquanto associados da autogestão em saúde. Eu trabalhei esse objetivo com o nome de "pertencimento".
Já que não teria condições de estar e falar com centenas de milhares de participantes do sistema Cassi ao longo do mandato, minha estratégia foi trabalhar com uma rede de conhecimento, que poderia levar o autoconhecimento aos demais usuários em sistema de teia. Foquei os Conselhos de Usuários, entidades sindicais e associativas e as lideranças do Banco do Brasil nos Estados e na Direção da empresa, o que inclui seus representantes na gestão da operadora de saúde.
A tarefa era muito desafiadora. Não havia uma cultura de informação na comunidade BB para esclarecer o que era, como funcionava, quais os problemas centrais, como resolvê-los, quais os objetivos que a Cassi tinha como missão, os deveres e obrigações de todos os intervenientes, além dos direitos. Não havia.
Se havia cultura de informação, era algo esparso e não sistêmico. Era um trabalho voluntarioso e local de pessoas abnegadas com consciência e conhecimento a respeito da Cassi, principalmente dos funcionários das áreas de atividade-fim na sede em Brasília e nas unidades administrativas e de saúde nos Estados/DF.
Ao estar no 4° e último ano de mandato, é natural que façamos um pouco de balanço sobre os objetivos que alcançamos e os que não alcançamos, inclusive por causa de todas as dificuldades e crises que permearam todo o período.
Eu tenho um sentimento e uma leitura de que VALEU A PENA o esforço de lutar por levar mais informações de qualidade sobre o sistema de saúde Cassi e os problemas todos que o envolvem, agregando consciência e espírito de pertencimento senão ao conjunto dos participantes ao menos para as lideranças dos associados e suas entidades representativas.
Nós vencemos uma batalha na questão do déficit entre 2014 e 2016, ao fazer o patrocinador BB colocar recursos também no sistema de saúde Cassi, junto com os associados, por não ser justo que só o lado dos trabalhadores fosse onerado. E nenhum direito social foi perdido naquela crise do déficit.
Com mais pertencimento e autoconhecimento dos trabalhadores do Sistema Cassi teremos melhores perspectivas de sustentabilidade e manutenção dos direitos em saúde
As batalhas seguem neste exato instante porque a defesa dos direitos em saúde dos trabalhadores brasileiros em suas mais diversas frentes e etapas é uma guerra, uma guerra de extermínio, onde nós somos o alvo.
Só para situar os leitores, há riscos na existência de operadoras de saúde no modelo de autogestão por diversos fatores inviabilizantes como, por exemplo, tratamento não adequado de autogestões por parte da ANS; abusos nos valores cobrados pelo sistema privado na venda de serviços de saúde - hospitais, profissionais de saúde, materiais e medicamentos -; o sistema está sendo destruído por judicialização abusiva e irracional; risco de privatização e desmantelamento de empresas públicas que mantêm os planos de saúde em modelo autogestão. Etc, infelizmente!
Nosso papel neste pequeno espaço de luta por direitos em saúde de trabalhadores (a autogestão Cassi dentro do todo) tem sido o de informar e organizar os participantes de um magnífico sistema de autogestão baseado em Atenção Integral, com Atenção Primária (APS), medicina de família (ESF) e monitoramento de participantes acometidos de doenças crônicas e outros riscos através de programas de saúde. Já fazemos isso em mais de 180 mil pessoas do sistema Cassi.
A partir de diversos estudos internos na Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento, construímos neste mandato para todos da Caixa de Assistência conhecimentos que facilitam o olhar técnico dos resultados em saúde, que mostram que a Cassi é muito eficiente em relação ao seu modelo de promoção e prevenção.
Um estudo sobre os vinculados ao nosso modelo assistencial demonstrou que esse grupo tem mais qualidade de vida e usa melhor os recursos do sistema quando precisa da rede prestadora comparado a grupo nas mesmas condições de grau de complexidade e que ainda não está na Estratégia Saúde da Família (ESF), ou seja, o grupo não vinculado usa a rede prestadora sem orientação racional da ESF. Mas preciso de recursos de investimento para ampliar a cobertura do modelo para a conjunto dos assistidos.
Atuamos com respeito às diferenças, com muita dedicação em intercalar as milhares de horas de estudos e debates na sede da entidade, onde deliberamos semanalmente sobre a gestão, com a visita presencial à base dos trabalhadores que representamos, que na Cassi é o Brasil. Todos os meses estive prestando contas, esclarecendo, mobilizando e chamando para a luta milhares de participantes, contribuindo para a consciência de classe e valorizando a liberdade que todos devem ter.
A luta tem que seguir sempre, não esmoreçam!
Abraços,
William
Fonte: Blog Refeitório Cultural
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5.10.17
Agenda de gestão fortalece Sistema de Saúde Cassi SC
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| Reunião com os funcionários da Cassi SC. Sou muito grato à dedicação de cada um(a) ao cuidar de nós, mais de 700 mil participantes do Sistema de Saúde Cassi. |
Olá prezad@s associados e participantes da Cassi e companheir@s de lutas!
Nesta quarta 4 e quinta-feira 5 estivemos cumprindo agenda da Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento no Estado de Santa Catarina.
Na quarta-feira pela manhã, visitamos a Superintendência do Banco do Brasil para reafirmar nossas parcerias do convênio de saúde dos trabalhadores - Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) - e as parcerias que estamos construindo para que a comunidade de funcionários da ativa do BB conheça melhor a nossa Caixa de Assistência e o modelo assistencial baseado em Atenção Primária à Saúde (APS) e Estratégia Saúde da Família (ESF), a partir das unidades CliniCassi.
Temos 4 unidades de atendimento no Estado - Balneário Camboriú, Blumenau, Florianópolis e Joinville - e o objetivo do BB e da Cassi deve ser atuar para que os participantes tenham a nossa autogestão como porta de entrada e referência em necessidades de saúde.
Ainda na quarta-feira, realizamos na Unidade reunião de gestão e reunião com os funcionários. Atualizamos nossos trabalhadores sobre diversas questões afetas a Cassi e tiramos dúvidas diversas.
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| Reunião com o Conselho de Usuários da Cassi SC. |
Reunião com o Conselho de Usuários da Cassi SC
No final da tarde de quarta, tivemos a satisfação de conversar com os nossos conselheiros e conselheiras de usuários de Santa Catarina. Desde já agradeço a tod@s pela oportunidade.
Prestamos contas do que estamos desenvolvendo no mandato e atualizamos as lideranças sobre os principais problemas e questões que vão pautar nossa agenda de luta neste período em que estamos.
Existem ameaças diversas aos direitos dos trabalhadores associados da Cassi, mas a mobilização organizada e com unidade é a melhor estratégia para proteger a Cassi, os direitos em saúde e o Banco do Brasil como empresa pública e a serviço do país.
Lutar pela Cassi e pelos associados não é só sonho, é realidade. Nós fizemos dois anos de lutas por causa do déficit e a mobilização, envolvimento e unidade de tod@s fizeram com que o patrocinador assinasse o Memorando de Entendimentos no final de 2016, colocando ele também recursos na Caixa de Assistência.
A luta segue porque os problemas no setor de saúde seguem. E os trabalhadores não têm que assumir custos de saúde de um sistema onde eles são as vítimas e os maiores prejudicados.
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| O Diretor de Adm. e Finanças, Dênis, que está como Presidente e.e. não pôde comparecer por causa de compromissos na sede em Brasília. |
IX Conferência de Saúde da Cassi e do Conselho de Usuários de Santa Catarina
Na noite desta quinta-feira 5 realizamos em Florianópolis a Conferência de Saúde com a participação de mais de 100 pessoas e agradeço muito o apoio e o trabalho realizado pelos funcionários da Cassi, pelas entidades representativas e suas lideranças e pelo apoio do Banco do Brasil. Um agradecimento especial aos conselheir@s pela combatividade na defesa da Caixa de Assistência e dos direitos dos usuários do Sistema Cassi.
Nosso evento terminou depois das 22h e o plenário estava lotado. Isso mostra o grau de comprometimento da comunidade em relação à nossa Caixa de Assistência.
Eu e o diretor Humberto fizemos apresentações abordando várias questões do Sistema de Saúde Cassi e fomos muito transparentes e diretos ao apresentar nossas opiniões sobre as ameaças que estão colocadas para tod@s nós das autogestões em relação aos nossos direitos e à própria sustentabilidade e existência da Cassi.
Estar nas bases conversando com os associados é premissa de nosso mandato e renova nossas energias para as lutas
Ainda nesta quinta cumprimos agendas de nossa Diretoria. Visitamos a AABB Florianópolis para conversarmos com lideranças da entidade e na parte da tarde recebemos na Cassi lideranças da AABB Blumenau.
A Unidade está com nova gerência e tivemos um momento na Conferência para apresentarmos à comunidade a nova gestora.
É isso, prezad@s leitores. Estamos no quarto ano de nosso mandato de representação. Ao final deste ano, terei completado 53 Conferências de Saúde, fóruns de fortalecimento da participação social em nossa Cassi. A cada ida à base social que representamos, eu renovo minha disposição de lutar pelos associados e pela Caixa de Assistência.
Nesta sexta-feira estaremos em Brasília para ficarmos à disposição do Conselho Deliberativo da Cassi que se reúne em sessão extraordinária para discutir temas importantes para nossa entidade.
William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/18)
31.3.17
Cassi SC - Agenda de gestão e reunião com Conselho de Usuários
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| Reunião de gestão na Unidade Cassi Santa Catarina. |
Olá prezad@s associados e participantes da Cassi e companheir@s de lutas,
Estivemos nesta quinta 30 e sexta-feira 31 cumprindo agenda de gestão da Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento da Cassi no Estado de Santa Catarina. Foram dois dias de fortalecimento da participação social porque nos reunimos com o Conselho de Usuários e fizemos boas reuniões de trabalho, incluindo visitas às unidades de atendimento em saúde, as CliniCassi de Joinville e Balneário Camboriú.
Na quinta-feira pela manhã, tivemos reunião com a equipe de gestão da Unidade. Analisamos diversos eixos estratégicos tanto da Cassi de forma geral, quanto da Cassi no Estado de Santa Catarina. Ainda em relação à Unidade e equipe de trabalhadores, fizemos reunião geral para prestar informações e ouvir os nossos profissionais da Cassi. Dentre outros temas, debatemos Planejamento de trabalho para a Unidade, clima organizacional, Convênio de Reciprocidade e Rede de Atendimento, Estratégia Saúde da Família (ESF)/CliniCassi, Saúde ocupacional e PCMSO/EPS 2017,
A Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento é responsável pela gestão do Modelo de Atenção Integral à Saúde, que na Cassi se dá através da Atenção Primária (APS) e Estratégia Saúde da Família (ESF)/CliniCassi. Em Santa Catarina, temos CliniCassi em Florianópolis, Blumenau, Balneário Camboriú e Joinville. Também somos responsáveis pela gestão da Rede de Unidades Cassi nos 26 Estados e DF.
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| Conhecemos hoje mais uma CliniCassi, a de Balneário Camboriú, Que fica na AABB local. |
COMPROMISSO COM OS ASSOCIADOS - DEFESA DO MODELO ASSISTENCIAL ESF/CLINICASSI, DA SOLIDARIEDADE E FOCO NA SAÚDE DOS TRABALHADORES, ALÉM DE FORTALECER A PARTICIPAÇÃO SOCIAL E INFORMAR/COMUNICAR SOBRE A CASSI E O MANDATO
Tenho prestado contas de nosso mandato para o conjunto dos associados desde o primeiro dia de trabalho e isso é um compromisso nosso de transparência e de fortalecimento do papel político de um representante numa entidade de saúde de autogestão em modelo de gestão compartilhada com o patrocinador patrão, o Banco do Brasil. Eu estudo a Cassi e tudo que posso em relação à gestão de saúde e do setor de saúde.
Ao mesmo tempo que mantenho agenda ininterrupta de gestão administrativa e olhar atento nos interesses dos associados da Cassi, gerida pelo Banco e eleitos pelo Corpo Social, não abro mão de ir às bases sociais, conversar e dar informações aos associados e suas lideranças e entidades praticamente em todos os meses do mandato. Ouvir os associados e as equipes de trabalhadores da Cassi é uma forma de dar pertencimento e empoderamento à comunidade BB em relação aos seus direitos de associados e usuários de um plano de saúde de trabalhadores.
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| Reunião com Conselho de Usuário da Cassi SC. |
EM REUNIÃO COM O CONSELHO DE USUÁRIOS DA CASSI SC, DIRETOR DE SAÚDE RESGATA HISTÓRIA DO PROCESSO DE LUTA SOBRE O DÉFICIT DO PLANO DE ASSOCIADOS E APONTA MOBILIZAÇÃO E ATENÇÃO NA PRÓXIMA ETAPA DE BUSCA DE SUSTENTABILIDADE
Fico com o sentimento de dever cumprido ao fechar o mês de março com mais uma reunião de prestação de contas junto ao Conselho de Usuários do Estado de Santa Catarina. Foram quase 3 horas de debates na quinta-feira à tarde, onde pudemos resgatar o período histórico que vivemos entre o início da discussão do déficit do Plano de Associados, no final de 2014, quando os indicados do Banco do Brasil na governança da Cassi apresentaram propostas que afetavam drasticamente os direitos dos associados em custeio e em cobertura, propondo aumento de contribuição só para os associados, aumento de coparticipações e criação de franquia de R$ 1.500,00 sob internações e previsão de suspensão de programas de saúde, benefícios conquistados pelos trabalhadores do BB ao longo das décadas de lutas e existência da Caixa de Assistência.
Consegui visitar dois Conselhos de Usuários em março (RJ e SC) e três em fevereiro (DF, RN, SP).
Depois que levamos o problema para as entidades sindicais em 17 de dezembro de 2014, foi instalada mesa nacional de negociação entre o BB e entidades representativas dos associados, com apoio e assessoria dos eleitos da Cassi, e o Banco fez uma segunda proposta (maio/2015) que transferia a responsabilidade dele sobre as contribuições dos pós-laborais (aposentados e pensionistas) para o próprio Plano de Associados - a proposta do Fundo de 6 bilhões. Além disso, o Banco propunha rateio de déficits somente entre associados e quebrando a solidariedade onerando mais os idosos, os doentes e os grupos familiares. Nós todos rejeitamos a 2ª proposta do Banco, que novamente só onerava os associados e a luta unitária continuou.
A LUTA VALEU A PENA - Finalmente em setembro de 2016 saiu a "Proposta Final" como disse o Banco do Brasil. Desta vez, após quase dois anos de processo de lutas e mobilização dos associados, o Banco faz proposta onde coloca também recursos na busca de equilíbrio e sustentabilidade da Cassi. Como eleito pelos associados, sempre apostei nesse processo de luta para buscar uma solução partilhada entre Banco e Associados. Foi assinado um Memorando de Entendimentos, houve consulta ao Corpo Social, e agora entramos numa nova etapa de lutas entre 2017, 2018 e 2019, onde a governança da Cassi vai receber uma consultoria paga pelo patrão (BB) e deliberações podem ocorrer na Diretoria Executiva e CD durante esse processo. TODA ATENÇÃO é necessária por parte DOS ASSOCIADOS E ENTIDADES.
Eu reforcei meu compromisso com os conselheiros e conselheiras de usuários em seguir informando e me reunindo pessoalmente com todos os Conselhos e entidades representativas para falar a respeito da Cassi, dos direitos dos associados e dos embates que possam ocorrer internamente na governança da Caixa de Assistência.
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| Reunião de trabalho com equipe Cassi em Joinville. |
DIRETOR DE SAÚDE VISITA CLINICASSI FLORIANÓPOLIS, JOINVILLE E BALNEÁRIO CAMBORIÚ E FAZ REUNIÃO DE GESTÃO EM SAÚDE
Um dos esforços que temos feito como responsável por defender e melhorar o Modelo Assistencial da Cassi é conhecer a estrutura própria de Atenção Primária (APS) e Estratégia Saúde da Família (ESF). Já consegui conhecer pessoalmente mais da metade das unidades CliniCassi no País.
Nesta agenda, conhecemos as unidades Joinville e Balneário Camboriú. Aproveitamos para acolher pedido de conselheiros de usuários de Joinville e visitamos a AABB local, onde há interesse por parte da comunidade em realizarmos estudos para ver a viabilidade de mudança da CliniCassi da região para o endereço do clube.
As CliniCassi são parte integrante e indissociável do modelo ESF. Temos nelas médico de família e médico de pronto-atendimento, além de enfermeiros, técnicos de enfermagem, nutricionistas, psicólogos e assistentes sociais. Atualmente temos 23 unidades CliniCassi (de 65) chamadas de "porte reduzido", com apenas 4 trabalhadores e sem uma equipe multidisciplinar completa.
Esse modelo de "porte reduzido" foi adotado depois de 2008, justamente após uma consultoria contratada pela Cassi finalizado o processo de negociação e aprovação de proposta sobre déficit entre 2005/2007. Esse é um dos exemplos do porquê termos que ficar atentos ao processo de "consultoria" que virá em 2017.
Enquanto gestor eleito de saúde e rede própria de atendimento, sou defensor de melhorias tanto nas estruturas físicas das CliniCassi, quanto na estrutura de profissionais dessas unidades de atendimento.
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| Reunião de trabalho com equipe Cassi em Balneário Camboriú. |
Cada unidade CliniCassi, como as que visitamos, atendem grande número de participantes idosos, com diversas doenças crônicas, além de fazer atendimento de saúde ocupacional e atendimentos de atenção primária.
Um participante Cassi é "acolhido" nas CliniCassi, um conceito muito mais amplo que ser atendido em um prestador de saúde da Rede Credenciada.
Enfim, a agenda de gestão em Santa Catarina foi muito positiva. Sem fazer esse esforço extra de estar nas pontas onde a relação com o participante ocorre, eu não conseguiria fazer algo diferente do que faziam na Cassi e nosso compromisso foi muito claro quando chegamos à Caixa de Assistência.
Agradeço a acolhida que tivemos por parte de todos e todas, tanto do pessoal do Conselho de Usuários, lideranças e entidades representativas, quanto da equipe de trabalhadores da Unidade Cassi SC, liderada por nossa gerente Andrea.
Abraços a tod@s,
William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento
Post Scriptum 1:
O dia 31/3 mais uma vez fica marcado como um dia trágico para o povo brasileiro. O governo federal sancionou "lei" que acaba com os direitos dos trabalhadores e suas entidades sindicais. O golpe da terceirização foi efetivado na mesma data do golpe contra a democracia e o povo trabalhador brasileiro em 1964. Desde o início do processo de construção do golpe os empresários da mídia e da Fiesp e os partidos que tomaram o poder em parceria com o judiciário têm estraçalhado os direitos sociais do povo e o patrimônio nacional. Os efeitos de todo esse ataque serão pesados para o nosso banco público BB e para as entidades do funcionalismo como a própria Cassi.
Post Scriptum 2:
Quando os tempos são de ataques aos direitos dos trabalhadores, os efeitos da conjuntura e do cenário se espalham pelas instituições da vida social. Eu tenho percebido e lutado contra certa vontade de amordaçar e engessar os poderes de gestão dos eleitos pelo Corpo Social da nossa autogestão Cassi. Estou vigilante para não aceitar passivamente nenhum ataque a direitos de associados em nossa Caixa de Assistência, direitos em custeio, em cobertura, em participação social e em igualdade de poder na governança da Cassi. É isso!
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19.8.16
Cassi reforça parcerias pela promoção da saúde em SC
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| Reunião Cassi, Super, Gepes, Sesmt e Sindicato em Santa Catarina. |
Olá companheir@s, amig@s e colegas do Banco do Brasil,
A Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento da Cassi, Caixa de Assistência dos Funcionários do BB, esteve nesta quinta e sexta em Florianópolis, cumprindo agenda de planejamento em defesa da promoção da saúde e prevenção de doenças, do fortalecimento do Modelo de Atenção Integral à Saúde e Estratégia Saúde da Família (ESF).
A Cassi é a maior autogestão em saúde do país e atende a mais de 700 mil vidas dentro da comunidade Banco do Brasil. Nesta semana, estivemos no Paraná e em Santa Catarina congregando parcerias em prol do fortalecimento da nossa entidade de saúde dos trabalhadores. Nossa gestão é compartilhada entre o Banco e os associados.
Reunião Cassi, Super, Gepes, Sesmt e Sindicato
Comunicação mais dinâmica sobre autocuidado e promoção de saúde para o conjunto dos bancários em Santa Catarina é uma das propostas consensuais de trabalho para o próximo período no Estado. Também foram pensadas estratégias e ações para envolver o conjunto do funcionalismo nos temas inerentes à saúde, à Cassi e formas de comunicar a respeito de direitos e deveres dos associados, explicar como funciona a nossa entidade de saúde, as CliniCassi e o modelo assistencial.
Na reunião de trabalho, também foram pensadas estratégias para melhorar a eficiência na realização dos exames periódicos de saúde e check ups dos primeiros gestores, serviços previstos no Convênio entre o Banco e a Cassi.
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| Reunião com o Conselho de Usuários da Cassi SC. |
Reunião com o Conselho de Usuários da Cassi Santa Catarina
Estivemos também reunidos com os conselheiros e conselheiras de usuários da Cassi e debatemos diversas questões por cerca de 3 horas. Pudemos explicar a agenda de trabalho da Diretoria de Saúde, que estamos empreendendo desde o início do ano e respondemos a diversas questões abordadas pelos conselheiros, tanto de nossa área de responsabilidade como também das demais áreas da Caixa de Assistência.
Ouvimos sugestões e preocupações e também opinamos sobre o tema sustentabilidade e mesa de negociações sobre o déficit do Plano de Associados. Essas reuniões que realizamos nos Estados são muito produtivas e nos dão forte sentido na missão de representação do corpo social.
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| Reunião com equipe de funcionários da Cassi. |
Reunião de gestão e com funcionários da Cassi SC
Na manhã desta sexta, iniciamos nosso dia de trabalho conversando com os nossos trabalhadores da Cassi. É sempre um momento de agradecer o empenho e dedicação de nossas equipes profissionais e reforçar nosso apreço por este patrimônio da Cassi.
Na tarde e noite de quinta, estivemos reunidos com a equipe de gestores numa agenda muito produtiva de análises de números, estatísticas, estratégias de saúde e proposições para avançarmos nos objetivos da Cassi no Estado de Santa Catarina, onde temos mais de 20 mil participantes assistidos e 4 CliniCassi, estando uma na capital e as outras três em Blumenau, Balneário Camboriú e Joinville.
Terminamos esta agenda de trabalho no Paraná e Santa Catarina com a convicção que a melhor perspectiva de futuro e sustentabilidade para a Cassi é avançar no Modelo de Atenção Integral à Saúde, ampliando a cobertura da Estratégia Saúde da Família (ESF), melhorando a acessibilidade à Atenção Primária à Saúde (APS) nas CliniCassi, a coordenação de cuidados em nossos participantes e usando de forma mais racional os recursos de nossa Caixa de Assistência.
E precisamos que o Banco do Brasil e as entidades representativas nos apoiem neste trabalho junto à comunidade assistida.
Agradeço a acolhida fraterna e profícua que tivemos nesta agenda em Santa Catarina.
William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/18)
Post Scriptum:
As despesas desta agenda foram todas bancadas por mim mesmo. Não posso ficar parado na sede em Brasília por qualquer empecilho que criem em relação às tarefas que temos que realizar para a Cassi e os associados.
16.8.16
Opinião e agenda do Diretor de Saúde (DF, PR, SC)
Olá companheir@s, amig@s e colegas do Banco do Brasil,
Nossa semana de trabalho começou tão intensa nas temáticas e tão extensa nas jornadas que só agora ao final da terça-feira é que pudemos postar aqui nossa opinião e nossa prestação de contas do mandato.
Na segunda 15 e nesta terça 16 foram os dias de estudos, leituras e debates a respeito da pauta de reunião da Diretoria Executiva (quase 60 itens) e deliberações até agora há pouco, 19h. Foram umas 25 horas de trabalho.
Nossa semana de trabalho tem sequência nesta quarta, quinta e sexta cumprindo agenda do planejamento da Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento, área que somos responsáveis como um dos diretores eleitos pelos associados da Cassi.
O momento é importante, definidor de nosso futuro e acreditamos muito na agenda que estamos empreendendo pelo Brasil afora, onde estão os nossos associados, suas entidades representativas e lideranças, e onde estão também as dependências do patrocinador BB, a empresa que é cogestora da Cassi junto com os eleitos pelo Corpo Social.
Nossa missão desde que chegamos eleitos em 2014 tem sido levar a toda a comunidade BB o conhecimento adequado sobre o que é a Cassi, como ela funciona, o que está previsto para ser implantado, os problemas internos a superar e principalmente os problemas do setor saúde que afetam sobremaneira a sustentabilidade da Cassi e de outras operadoras de saúde, principalmente as autogestões.
Planejamos visitar todos os Estados e DF para buscar parcerias com o Banco do Brasil e as entidades representativas para fortalecer o nosso Modelo de Atenção Integral e Estratégia Saúde da Família (ESF), explicando como funcionam as CliniCassi já instaladas, a base de nosso modelo na Atenção Primária à Saúde (APS) e o quanto é importante o empoderamento e pertencimento por parte dos associados, lideranças e gestores do BB para melhor uso de nossa entidade de saúde e melhor atendimento de expectativas dos associados, mantendo a sustentabilidade de nossa Caixa de Assistência.
Fico esperançoso quando vejo que não tem sido em vão nossa jornada tão dura de atuar tanto na burocracia da sede, quanto fazendo um esforço imenso de ir às bases, ouvir as pessoas, falar pessoalmente e conhecer a realidade de nossa população assistida. Nos últimos dois anos, nossas bandeiras de saúde e modelo assistencial foram consensos na construção da pauta nacional dos bancários do BB. É um desejo de todos focar na Atenção Integral, na ESF e na promoção de saúde e prevenção de doenças.
Também aguardo com ansiedade a próxima mesa negocial sobre a questão do déficit do Plano de Associados da Cassi, marcada para a segunda-feira 22, porque o patrocinador BB e as entidades representativas estão falando da mesma temática da promoção de saúde e prevenção de doenças.
Vamos para nossa jornada no Paraná e em Santa Catarina. Até dezembro, eu terei ido em todos os Estados conversar com as pessoas e propor parcerias para a promoção de saúde. É meu papel de Diretor de Saúde e Rede de Atendimento. Vou de coração leve para essa jornada porque vale a pena para a Cassi e para os associados, e vale a pena por causa dos funcionários de nossa entidade de saúde, tão dedicados em cuidar de nós associados e familiares.
Um abraço a todos os meus pares da classe trabalhadora.
William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/18)
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27.11.15
Cassi Santa Catarina realiza VIII Conferência de Saúde do Conselho de Usuários
| Mesa de abertura da Conferência de Saúde em Santa Catarina. |
A Cassi Santa Catarina, em parceria com o Conselho de Usuários, promoveu em 19 de novembro a VIII Conferência Estadual de Saúde. O tema do evento, realizado no Sindicato dos Bancários de Florianópolis, foi “Sustentabilidade da Cassi”, com foco nas ações de promoção de Saúde e prevenção de doenças, no contexto do Modelo de Atenção Integral à saúde.
A Conferência contou com a participação de mais de 100 participantes, entre representantes de entidades ligadas ao funcionalismo do BB e associados das regiões de Balneário Camboriú, Joinville, Lages, Itapema, Tubarão, São José e Florianópolis.
O diretor de Saúde e Rede de Atendimento, William Mendes de Oliveira, abriu o evento parabenizando a organização e ressaltando a importância da presença do corpo social nas discussões dos assuntos da Cassi, inclusive nas Conferências de Saúde. Durante sua apresentação, William demonstrou, através de informações estatísticas, a situação do mercado de saúde suplementar e da Cassi.
O diretor falou ainda do consumo excessivo e descoordenado, e enfatizou a sinistralidade e a tendência na curva de crescimento dos gastos com saúde. Como alternativa, apresentou o modelo integrado de saúde por meio da Estratégia Saúde da Família, onde se efetiva a saúde através de redes de atenção e gestão adequadas da população cadastrada.
As intervenções durante o debate foram muito relevantes. Os questionamentos dos participantes propiciaram mais esclarecimentos sobre a importância da participação social na busca pelo uso racional do Plano de Saúde. Vários participantes, durante o debate, agradeceram e elogiaram a forma esclarecedora da apresentação realizada.
Em sua fala, o superintendente Varejo e Governo em exercício no estado, Álvaro Fertig, ressaltou a importância da participação do Banco do Brasil em eventos como estes e agradeceu a oportunidade e a participação de todos.
Além de se apresentar aos participantes, Andrea Drumond, gerente da Unidade Santa Catarina, disse que a Conferência de Saúde é momento profícuo para discutir sobre o futuro e a sustentabilidade, visando o alcance de bons frutos para a Cassi. Relatou estar emocionada e feliz com a mobilização e a presença dos participantes de todas as entidades e regiões do estado.
| Coordenador do Conselho de Usuários de SC, Vermelho, fala na abertura do evento. |
O coordenador do Conselho de Usuários de SC, Julionir Andrighetti (Vermelho), afirmou: “Temos vários fatores para comemorar a realização da VIII Conferência de Saúde da Cassi SC: ter sido a mais participativa dos últimos 10 anos; ter tido a expressiva presença de representação de 12 cidades do interior do Estado e demonstrado a preocupação dos participantes com a sustentabilidade do Plano de Associados”.
Após a posse dos novos conselheiros para o biênio 2016/2017, os presentes foram convidados para o coquetel de confraternização.
Fonte: site da Cassi
COMENTÁRIO:
Li na última meia-hora os comentários em um fórum de discussão em rede social sobre a importância ou não em participar do Conselho de Usuário. Era um fórum que discutia a Conferência do RJ, marcada para o dia 3/12. Algumas pessoas argumentavam sobre a utilidade ou não do Conselho. E outras defendiam e explicavam a importância dele.
Eu posso dizer que ver uma conferência lotada de colegas da ativa e aposentado como esta que tivemos em Santa Catarina, nos dá um senso de estar fazendo a coisa certa, de que vale a pena todo o esforço e trabalho que estamos colocando em nosso mandato de representação na Cassi.
Uma das coisas mais comuns nos debates nas redes sociais é a quantidade de intervenções sem nenhum conhecimento sobre o que se fala. Às vezes, os associados preferem reproduzir a opinião de prestadores de serviços de saúde que podem estar mentindo a eles ou prejudicando a nossa Cassi. Mas vejo que no momento seguinte, aparece uma pessoa com mais informações ou que participa como voluntária nos conselhos e esclarece o colega com menos informação.
É isso!
Tem sido um ano de muitas conferências e com muitas pessoas participando e nos ajudando a fortalecer a nossa Caixa de Assistência.
William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (eleito)
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