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24.8.15

Em negociação sobre emprego, BB não garante novas contratações



Negociação prossegue nesta terça-feira 25. 
Crédito: Guina Ferraz - Contraf-CUT.

No primeiro dia da 1ª rodada de negociação da pauta específica do BB realizada nesta segunda-feira (24), na sede do Banco, em Brasília, os funcionários cobraram mais contratações e a imediata reposição das vagas abertas pelo plano de aposentadoria incentivada.

O Banco não informou se vai repor as vagas do PAI ou mesmo quantos funcionários pretende contratar para a reposição dessas vagas. 

Os representantes dos funcionários cobraram do BB a constante redução no quadro de funcionários e o Banco respondeu não existir uma política deliberada da empresa em reduzir o número de funcionários.

O Banco afirmou ainda, que existe uma administração de mão-de-obra e direcionamento dos serviços adaptando à novas tecnologias e processos como, por exemplo, as agências digitais e atendimento virtual.

Os funcionários cobraram também os casos de terceirizados dentro das unidades de negócio e o Banco ficou de analisar onde isso está ocorrendo, pois não é orientação da empresa.

Nos itens sobre condições de trabalho, foram tratados assuntos referentes ao PCMSO e aos programas de saúde do trabalhador. Foi cobrado do BB quais os programas que ainda excluem funcionários dos bancos incorporados, para que se regularize a situação em todos os casos.

Ainda nas questões de condição de trabalho foi tratada uma reivindicação antiga dos funcionários, quanto à abertura de caixa nas agências. Foi reivindicado que qualquer funcionário, independente do cargo que exerça, receba gratificação de caixa quando abrir o terminal para trabalho de caixa, evitando-se o desvio de função.

Também foi solicitado que a mesa temática sobre cobrança de metas seja permanente e trimestral, uma vez que é um assunto que precisa sempre ser atualizado.

Para Wagner Nascimento, coordenador da Comissão de Empresa, nesta primeira rodada de negociação o mais importante é tratar das contratações e da reposição das vagas abertas pelo plano de aposentadoria: "Infelizmente, o Banco tem se recusado a informar o número de reposições que realizará. Para nós, as condições de trabalho só vão melhorar se o Banco começar a repor o quadro. Por isso pedimos mais contratações. Esperamos que até o final do processo de negociação tenhamos algum compromisso firmado pelo banco neste sentido".

As negociações continuam nesta terça-feira, dia 25 a partir das 9h.


Fonte: Contraf-CUT

Negociações específicas com o BB começam na segunda dia 24



CAMPANHA 2015 - MESAS COM BB COMEÇAM HOJE

O Banco tem totais condições de investir na saúde de seus funcionários. Mais que um compromisso básico que o próprio Banco sempre fala e escreve em seus relatórios e balanços sociais, investir na saúde de seus trabalhadores É BARATO, É ECONÔMICO! A Cassi necessita neste momento de aportes extraordinários por parte do BB para avançar nos projetos de promoção de saúde (não finalizados até hoje, mesmo com o BB na gestão) e encontrar a sustentabilidade em suas operações, sem perda de direitos históricos negociados e conquistados ao longo das últimas décadas de lutas do funcionalismo.


Como Diretor de Saúde eleito, me coloco à disposição das mesas de negociação e dos sindicatos e lideranças dos trabalhadores, como fiz na Campanha 2014.

William Mendes




As negociações das reivindicações específicas dos funcionários do Banco do Brasil começam na tarde desta segunda-feira (24), com continuidade na terça (25), pela manhã, na nova sede do Banco, em Brasília. Serão debatidos os temas: emprego, contratações, condições de trabalho e saúde. 

Os bancários cobram do BB mais contratações e convocação de concursados, tanto para reposição das vagas do PAI - Plano de Aposentadoria Incentivada, como para melhorar o atendimento das agências, que tem sofrido bastante com a falta de funcionários.

Nas questões envolvendo a saúde, serão abordados os problemas referentes à assistência médica da Cassi e dos funcionários de bancos incorporados, as licenças, acidente de trabalho, exames periódicos, melhoria do plano odontológico e os assuntos relativos ao adoecimento dos trabalhadores. 

Também serão debatidas nesta rodada dupla as condições de trabalho dos funcionários, com as reivindicações sobre melhoria dos locais de trabalho, a questão das metas abusivas e a sua relação com o assédio e os descomissionamentos.

Para Wagner Nascimento, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, estas duas reuniões serão importantes para se ter ideia da disposição do Banco em ter uma negociação produtiva: "Entendemos que mesmo com orçamentos reduzidos em vários setores do governo, o lucro que o Banco apresentou foi grande o suficiente para atender nossas reivindicações", afirma. 


Fonte: Contraf-CUT

13.8.15

Resultado do BB mostra que aporte na Cassi é mais que viável


Comentário do Blog: 

As deliberações do 26º Congresso dos Funcionários do BB foram entregues à direção do Banco. A ampla maioria das deliberações tem relação direta em aprofundar o modelo assistencial da Cassi de Atenção Integral à Saúde e Estratégia Saúde da Família (ESF). 

Para fortalecer mais ainda o foco nas questões de saúde e solução para a sustentabilidade da Caixa de Assistência no momento de maior mobilização da categoria (a data-base), o conjunto dos delegados e delegadas do Congresso aprovou moção de apoio às propostas dos representantes eleitos pelo Corpo Social na Gestão da Cassi. O maior fórum do funcionalismo do Banco do Brasil apoia a proposta de aporte extraordinário de R$ 300 milhões em 2015 e R$ 300 milhões em 2016 por parte do Banco à Cassi. 

Leiam matéria abaixo sobre o resultado do BB, alcançado às custas de muito trabalho sem condições mínimas, com denúncias de assédio moral e exageros no cumprimento de metas e falta absurda de funcionários. O lucro vai para os acionistas, e as contas enormes para tratar a saúde abalada dos funcionários que adoecem nessa loucura, vão todas para a nossa Caixa de Assistência. Vamos exigir do Banco o aporte na Cassi nesta campanha e a prioridade em avançar no modelo de prevenção de saúde e nas melhores condições de trabalho.

William Mendes
Diretor eleito de Saúde e Rede de Atendimento da Cassi



(Matéria do Seeb SP)

BB tem lucro ajustado de R$ 6 bi no semestre

Crescimento de 11,5% em relação a 2014 mostra que Banco tem totais condições de atender reivindicações gerais da categoria e específicas dos funcionários

São Paulo – O Banco do Brasil apresentou lucro líquido ajustado – que exclui itens extraordinários – de R$ 6,065 bilhões, 11,5% superior ao do primeiro semestre de 2014. A rentabilidade ajustada no período foi de 14,2% ao ano.

Levando em conta o impacto da receita gerada pela associação entre BB Elo Cartões e a Cielo, no ramo de meios eletrônicos de pagamento, o lucro líquido atinge R$ 8,826 bilhões, crescimento de 60,3% em relação aos primeiros seis meses do ano passado. E uma rentabilidade de 20,9%.

“O excelente resultado mostra que o Banco tem todas as condições de atender às reivindicações da Campanha Nacional Unificada 2015, tanto as gerais da categoria quanto as específicas dos funcionários”, diz o diretor do Sindicato, integrante da Comissão de Empresa dos Funcionários pela Fetec/CUT-SP, João Fukunaga, lembrando que a pauta específica já está com a direção da instituição financeira.

Empregos – O balanço do Banco, divulgado na quinta-feira 13, mostra ainda que houve aumento de 778 postos de trabalho em relação a junho de 2014, assim o número de bancários chegou a 112.325 em todo o país. Mas para o movimento sindical esse aumento é insuficiente. “Só no primeiro semestre o BB dispensou cerca de 5.300 pessoas, que se aposentaram por conta do PAI [Plano de Aposentadoria Incentivada]. Portanto, o número de trabalhadores ainda é insuficiente. As agências estão caóticas, o atendimento aos clientes está precário e os bancários estão sobrecarregados e pressionados a cumprir metas cada vez maiores.”

O dirigente lembra o mote da Campanha 2015: “Exploração não tem perdão! E o BB, como banco público, deveria seguir outra lógica, mas acaba rezando pela cartilha do mercado, explorando e adoecendo seus funcionários”.

João chama ainda atenção para outro dado do balanço: “Só com as receitas de prestação de serviços e tarifas bancárias, que cresceram 9,1% em relação a junho de 2014, o Banco cobre 107% de suas despesas de pessoal, inclusive a PLR. Ou seja, não há mesmo justificativa para não contratar mais”.

Ganho fácil – A carteira de Títulos e Valores Mobiliários (TVM) apresentou expansão de 15%, enquanto que a carteira de crédito ampliada cresceu apenas 6,4% (não incluídas as operações no exterior). “Isso mostra que o BB, assim como os bancos privados, tem preferido ganhar com os títulos da dívida pública, que são em parte indexados pela Selic, do que ampliando a oferta de crédito à sociedade”, critica o dirigente.

O resultado do BB com TVM aumentou 58,7% atingindo R$ 29,6 bilhões apenas nos seis primeiros meses deste ano, o que reflete em parte as consecutivas altas da taxa básica de juros, a Selic, hoje em 14,25% ao ano.

João Fukunaga também aponta para o aumento da Provisão para Devedores Duvidosos (PDD) do Banco: “Apesar de a inadimplência ter permanecido estável, o BB aumentou muito a PDD. Isso não faz sentido”, questiona. A taxa de inadimplência passou de 1,99% para 2,04%, apresentando estabilidade e níveis inferiores aos observados no sistema financeiro nacional. Mesmo assim, as despesas de PDD aumentaram 26% em relação ao primeiro semestre de 2014, atingindo R$ 11,5 bilhões.

Outros dados – Os ativos totais atingiram R$ 1,534 trilhão em junho de 2015, com expansão de 9,5% em 12 meses.

O destaque do crédito foi a carteira imobiliária que atingiu R$ 44,1 bilhões ao final de junho, expansão de 37,8% em 12 meses. João destaca que o Banco tem terceirizado vários serviços relacionados a essa carteira, como o setor de análise de crédito. “Um dos itens de nossa pauta de reivindicações, entregue à Fenaban [federação dos bancos], é a proibição da terceirização em atividades do ramo financeiro e a contratação direta dos terceirizados que desempenham atividades bancárias. Os bancos terceirizam para economizar com mão de obra, já que esses trabalhadores têm jornadas maiores e salários menores”, denuncia.

Ele lembra ainda que o combate ao PL da Terceirização é um dos pontos da pauta geral dos bancários. O PL 4330 foi aprovado pela Câmara e agora tramita no Senado como PLC 30/2015.

O crédito imobiliário aumentou, mas o cheque especial e financiamento de veículos apresentaram queda de 9,4% e 3,9%, respectivamente. No crédito PJ, o destinado às micro e pequenas empresas caiu 3,3%.

As operações de crédito realizadas com o governo atingiram R$ 32,6 bilhões em junho de 2015, crescendo 51,7% em 12 meses, principalmente em recursos para investimentos dos estados e municípios, com destaque para infraestrutura.


Fonte: Seeb SP Andréa Ponte Souza – 13/8/2015 com edição do Blog



Post Scriptum (19/8/15 às 17h):

Só para não passar batido em relação ao Lucro Líquido do BB no 1º semestre. O resultado do Banco foram incríveis e extraordinários 8,8 Bilhões de reais, o que mostra mais ainda a possibilidade do Banco investir SOMENTE R$ 300 milhões (3,75% do resultado de um semestre) na saúde da Cassi e dos funcionários.

25.6.15

Orientações do Sindicato de Brasília sobre o PAI/PDV 2015 do BB




O Banco do Brasil anunciou no último dia 17 para o funcionalismo e movimento sindical, sem qualquer negociação prévia, o Programa de Aposentadoria Incentivada (PAI) / Programa de Demissão Voluntária (PDV) 2015.

O público alvo do programa é de 18 mil funcionários que estejam aposentados pela previdência oficial (INSS) ou que tinham condições de se aposentar em 19/05/2015. Também fazem parte do público-alvo funcionários com mais de 50 anos de idade e 15 anos de empresa, também em 19/05/2015, inclusos os oriundos de bancos incorporados. O programa irá contemplar 7.100 trabalhadores e pagará indenizações que variam de 5 a 7,24 salários.

O Sindicato não enxerga de forma positiva o fato de não ter sido ouvido no processo. “Mais uma vez o BB lança um programa que afeta a vida dos trabalhadores sem saber o que eles pensam”, lamenta o diretor do Sindicato Rafael Zanon, para quem “esse plano é pior que o de 2007”. “O programa é unilateral, não foi negociado com o Sindicato, não sendo, portanto, objeto de acordo”.
O programa apresentado é híbrido. Para a maioria do público-alvo, trata-se de um incentivo à aposentadoria pela Previ, Economus, Fusesc, PrevBEP ou INSS. E para uma pequena parte, que não está associada à previdência complementar e não possui os requisitos necessários para se aposentar pelo INSS, é um plano de demissão voluntária (PDV).

O Sindicato avalia que o prazo existente entre a apresentação do plano e o início das inscrições é curto em virtude da complexidade que envolve a situação. Trata-se de uma decisão que afetará de forma significativa a vida do trabalhador. O curto prazo, combinado com o número limitado de vagas e com o critério de escolha por ordem de inscrição configura uma situação de pressão.

Outro problema do plano, para o Sindicato, foi o lançamento antes da data-base da categoria, 1º de setembro, já que assim os valores indenizatórios serão calculados sem levar em conta o reajuste salarial decorrente da Campanha Nacional 2015.

Vale ressaltar que a adesão ao PAI/PDV não configura renúncia de direitos trabalhistas. Dessa forma, o bancário continua com o direito de ingressar com ação individual ou de ser representado por uma ação coletiva do Sindicato.


Cassi

Em relação à Cassi, os funcionários que optarem pelo desligamento por meio do programa poderão permanecer associados desde que tenham no mínimo 20 anos de contribuição e permaneçam mantendo vínculo com a Previ; ou que já estejam aposentados pelo INSS e tenham no mínimo 10 anos de contribuição à Cassi; ou ainda que estejam recebendo benefício de aposentadoria pela Previ.

O público-alvo do plano é dividido em cinco segmentos. Veja a seguir as orientações e os esclarecimentos relacionados a cada grupo:


Grupo 1 - Funcionários com no mínimo 30 anos (mulher) e 35 anos (homem) de contribuição ao INSS e mínimo de 30 anos de filiação a planos de previdência complementar:

- Os funcionários nessa condição têm direito de permanência no plano de associados da Cassi;
- Os funcionários nessa condição que ainda não se aposentaram pelo INSS devem calcular o valor da aposentadoria com o fator previdenciário e se atentar às novas regras editadas pelo governo para aposentadoria integral (regra 85/95 com progressividade);
- O funcionário receberá benefício de previdência complementar de acordo com as regras vigentes nos planos de previdência.

Os funcionários desse grupo devem avaliar, além das motivações pessoais, os seguintes itens antes da tomada de decisão: 

- Valor da indenização;
- Possível abertura de vagas em funções com maior remuneração após o programa, observando que os critérios subjetivos dos gestores são decisivos nas regras de comissionamento da maioria das funções da empresa;
- Mudanças nas regras para aquisição de aposentadoria integral pelo INSS (regra 85/95);
- Funcionários com menos de três anos na mesma função devem avaliar a possibilidade de aumentar sua média de benefício de previdência complementar permanecendo na empresa.


Grupo 2 - Funcionários com no mínimo 30 anos de previdência complementar, mínimo de 50 anos de idade e menos de 35 anos de contribuição ao INSS: 

- Os funcionários nessa condição têm direito a benefício de aposentadoria complementar de acordo com as regras vigentes nos planos de previdência;
- Os funcionários nessa condição não têm direito de aposentar-se pelo INSS imediatamente. Deve continuar contribuindo para a previdência oficial. É preciso atenção para as novas regras de aquisição de direito à aposentadoria integral.

O Sindicato orienta que os funcionários desse grupo avaliem, além das motivações pessoais, os seguintes itens antes de tomar sua decisão: 

- Valor da indenização;
- Possível abertura de vagas em funções com maior remuneração após o programa, observando que os critérios subjetivos dos gestores são decisivos nas regras de comissionamento da maioria das funções da empresa;
- Mudanças nas regras de aposentadoria integral pelo INSS;
- Valor da contribuição patronal para o INSS, que ficará sob responsabilidade do trabalhador;
- Funcionários com menos de três anos na mesma função devem avaliar a possibilidade de aumentar sua média de benefício de previdência complementar permanecendo na empresa.


Grupo 3 - Funcionários com no mínimo 15 anos de empresa, mínimo de 50 anos de idade, com menos de 30 anos de previdência complementar e menos de 30 anos de INSS: 

- Os funcionários nessa condição têm direito a receber benefício da Previ proporcional ao tempo de contribuição (anos de contribuição/30);
- Os funcionários nessa condição não cumprem os requisitos para aposentar-se imediatamente pelo INSS. Devem continuar contribuindo para a previdência oficial e atentar para as novas regras de aposentadoria integral;
- Os funcionários que não possuem condições de adquirir benefício vitalício na Previ perderão o direito de permanecer no plano Cassi Associados. Para os funcionários com mais de 20 anos de contribuição à Cassi, o direito de permanecer no plano de saúde está assegurado desde que continuem associados à Previ, mesmo em fase de contribuição ainda.

O Sindicato orienta que os funcionários desse grupo avaliem, além das motivações pessoais, os seguintes itens antes de tomar sua decisão: 

- Valor da indenização;
- Possível abertura de vagas em funções com maior remuneração após o plano, observando que os critérios subjetivos dos gestores são decisivos nas regras de comissionamento da maioria das funções da empresa;
- Valor do benefício de complemento de aposentadoria proporcional ao tempo de contribuição no plano de previdência;
- Para os funcionários desse público que não tenham direito de constituir benefício vitalício na Previ ou não tenham contribuído por no mínimo 20 anos à Cassi, o Sindicato orienta a não adesão ao plano.


Grupo 4 - Funcionários com mais de 30 (mulher)/35(homem) anos de contribuição para o INSS e sem plano de previdência complementar: 

- Os funcionários nessa condição têm o direito de aposentar-se pelo INSS, mas, dependendo da idade e tempo de contribuição, devem estar atentos às novas regras de aposentadoria integral pelo INSS;
- Os funcionários já aposentados pelo INSS poderão manter-se filiados ao plano associados da Cassi como autopatrocinados, desde que tenham mais de 10 anos de contribuição para o plano de saúde.

O Sindicato orienta que os funcionários desse grupo avaliem, além das motivações pessoais, os seguintes itens antes de tomar sua decisão: 

- Valor da indenização;
- Possível abertura de vagas em funções com maior remuneração após o plano, observando que os critérios subjetivos dos gestores são decisivos nas regras de comissionamento da maioria das funções da empresa;
- Mudanças nas regras de aposentadoria integral pelo INSS;
- Redução drástica da remuneração do trabalhador, caso receba remuneração maior que o teto de benefícios do INSS, de R$ 4.662,43;
- Os funcionários ainda não aposentados pelo INSS não devem aderir ao plano, pois perderão o direito de permanecerem associados à Cassi.


Grupo 5 - Funcionários com no mínimo 15 anos de BB e 50 de idade, sem plano de previdência complementar e sem tempo de contribuição para aposentadoria pelo INSS (30/35 anos):

- Os funcionários nessas condições devem continuar contribuindo para o INSS e ficar atentos às novas regras para aposentadoria integral no INSS;
- Os funcionários, caso adiram ao programa, perdem o direito de continuarem filiados ao Plano de Associados da Cassi.


Para esse público, o plano é de demissão voluntária (PDV) e o Sindicato orienta a não adesão, já que os trabalhadores não terão nenhum tipo de segurança remuneratória ou social.

O Sindicato orienta que o bancário não tome decisão sem antes avaliar todos os cenários envolvidos nessa situação. Qualquer pressão para adesão ao programa deve ser denunciada ao Sindicato.

Fonte: Sindicato de Brasília - Da Redação

23.6.15

Cuidado com o PAI do BB, ele pode te prejudicar


Entenda as regras para não cair na pegadinha de aderir ao Programa de Aposentadoria Incentivada e ficar de mãos abanando nos planos de saúde



São Paulo – O Plano de Aposentadoria Incentivada (PAI) do Banco do Brasil está trazendo muita dor de cabeça aos funcionários. De forma unilateral, o Banco apresentou as regras do programa que pode prejudicar os planos de saúde Cassi e Economus de quem aderir.

“O Banco novamente lança um programa sem se preocupar com as reais condições dos funcionários, ao estilo do que já foi feito anteriormente pelo diretor de pessoas em um plano de desligamento voluntário que teve pouca adesão”, critica o dirigente sindical e integrante da Comissão de Empresa do Banco do Brasil, João Fukunaga. Em ambos, a direção não cogitou pagar os 40% do FGTS.

Economus – A previdência complementar no Economus é dividida em dois grupos: Previdência Plano BD (Benefício Definido) e PrevMais CD (Contribuição Definida). Para se aposentar no Plano BD é obrigatório ter 55 anos de idade, 10 anos de contribuição e, o que é mais importante, já estar aposentado pelo INSS.

Para se aposentar pelo PrevMais, o bancário deve ter 53 anos e cinco de contribuição. A maioria dos bancários está nos dois planos.

O Economus ainda administra o plano de saúde, chamado de Novo Feas. A contribuição ao Novo Feas é de 4,73% por grupo familiar (cônjuge e filhos até 21 anos), sendo que esse percentual é calculado sobre a soma dos benefícios recebidos pelo Economus, somado ao benefício do INSS.

Quem tem os dois (BD + CD), teoricamente está coberto pelo Novo Feas, pois sua relação com o Economus continua e o valor da mensalidade do plano de saúde poderá ser cobrado por meio do holerite que recebe.

Já quem tem apenas o PrevMais (CD), se sacar todo o valor do plano de previdência complementar (25% de imediato e o restante em cinco anos), ficará sem qualquer relação com o Economus e, dessa forma, perderá a cobertura do Novo Feas, restando apenas a opção do Economus Família, que é muito mais caro.

Outro detalhe importante é saber o valor a receber do benefício de aposentadoria do Economus, tanto para aqueles que possuem os dois planos (BD + CD), como também para os que possuem apenas o PrevMais (CD).

Irinaldo Barros, diretor da Fetec e suplente do Conselho Fiscal do Economus, orienta que é fundamental prestar muita atenção antes de aderir ao PAI. “Ressaltamos para que não tomem nenhuma iniciativa sem antes consultar o Economus e, ainda, o Banco, já que foi ele que colocou essas condições, e o que é pior, sem esclarecer os bancários.”

Cassi – Para poder usufruir do atendimento da Cassi, os empregados que pediram desligamento do Banco (como é o caso dos que aderirem ao PAI) deverão permanecer mantendo vínculo jurídico com a Previ após o desligamento, na condição de participante em gozo de benefício de aposentadoria para os beneficiários do Previ Futuro.

Caso contrário, os benefícios calculados menores que R$ 351,12, o que corresponde a 10% de uma parcela (Parcela Previ) do Previ Futuro (R$ 3.511,25), serão pagos em parcela única e com isso os funcionários não terão renda mensal de aposentadoria. Ficando sem aposentadoria mensal na Previ, o funcionário não adquire condições de permanecer com a Cassi, pois não receberão benefícios mensais pagos pela Previ.

Aquele que aderir ao PAI terá de ter contribuído por pelo menos 10 anos para poder contar com a Cassi pelo resto da vida. Entretanto, com esse período de contribuição o aposentado terá de pagar por mês o valor integral do convênio, o que corresponde a 7,5% do salário no momento do desligamento.

Quem não tiver ao menos 10 anos de contribuição terá direito à Cassi proporcionalmente aos anos trabalhados. Por exemplo, quem trabalhou cinco anos terá a cobertura da Cassi por cinco anos, pagando integralmente seu valor (7,5% do salário no momento do desligamento).

A manutenção das condições dos funcionários da ativa para usufruir da Cassi na aposentadoria só está garantida para os bancários que contribuíram por pelo menos 20 anos com a Caixa de Assistência e que acumuladamente passarem a receber benefício mensal pago pela Previ.

“É importante que cada bancário analise se cumpre as condições para usufruir da Cassi/Novo Feas na aposentadoria e se os valores a serem pagos às caixas de assistência são compatíveis com seu orçamento”, orienta a dirigente sindical Sílvia Muto. “Nenhuma indenização paga pelo BB é suficiente para arcar com as despesas de saúde do trabalhador no pós-laboral”, alerta Sílvia.


Fonte: Seeb SP / Rodolfo Wrolli – 22/6/2015

19.6.15

Contraf-CUT informa: Funcionários Pós-98 poderão perder Cassi na aposentadoria antecipada


A Contraf-CUT alerta aos funcionários empossados no Banco do Brasil depois de 1997 para que fiquem atentos na adesão ao Plano de Aposentadoria Incentivada proposto pelo Banco do Brasil. Embora o público alvo dos funcionários participantes do Previ Futuro seja bem pequeno, estes deverão se informar corretamente sobre o valor do benefício Previ de aposentadoria e das garantias sobre a continuidade do plano de saúde da Cassi.

Os benefícios calculados menores que R$351,12, o que corresponde a 10% de uma Parcela Previ do Previ Futuro (P.P.=R$ 3.511,25) serão pagos em parcela única e com isso os funcionários não terão uma renda mensal de aposentadoria. Ficando sem aposentadoria mensal na Previ, o funcionário não adquire condições de permanecer com a Cassi, conforme o disposto no artigo 3º do Regulamento do Plano de Associados da Cassi. (veja aqui o Regulamento)

Wagner Nascimento, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, lembra que este alerta já foi dado pela Contraf-CUT em mesa de negociação há duas campanhas salariais e que o tema esteve em debate nos Congressos dos Funcionários do BB, realizado no último final de semana. "Esta é uma reivindicação constante nas nossas minutas de 2013 e 2014, mas não houve avanço nas mesas com o Banco do Brasil. Por isso, faz-se necessário discutir urgentemente essa situação. Quem sabe se, com o lançamento desse plano de incentivo, o Banco finalmente perceba a necessidade de discutir seriamente este ponto da nossa minuta de reivindicações", alerta.


Fonte: Contraf-CUT

18.6.15

Plano de aposentadoria do BB vai dar problema (Seeb SP)



Movimento sindical avalia que programa vai desfalcar ainda mais quadro de funcionários e pode afetar planos de saúde e de previdência de muitos trabalhadores que fizerem adesão; Sindicato orienta que pressões devem ser denunciadas



São Paulo – O Banco do Brasil divulgou prazos e informações sobre o Programa de Aposentadoria Incentivada (PAI), que deverá desligar mais de 7 mil bancários. O público-alvo são trabalhadores que desde 19 de maio de 2015 já podem se aposentar pelo INSS ou que tenham completado 50 anos de idade e 15 anos de empresa. Os oriundos de outras instituições financeiras terão contado o tempo antes da incorporação.

As informações foram apresentadas a dirigentes sindicais da Comissão de Empresa do Banco do Brasil (CEBB) na quarta-feira 17. “O Banco se limitou unicamente a apresentar o projeto, quando nós evidenciamos todos os problemas”, afirma o dirigente sindical e integrante da CEBB João Fukunaga.

A CEBB avalia que o PAI será responsável por remover peças experientes do já desfalcado quadro de funcionários do BB. Fukunaga lembra que o movimento sindical não faz acordo de planos de aposentadoria ou demissão voluntária e destaca que não foi apresentado plano para repor esses trabalhadores, o que vai aumentar a sobrecarga de trabalho.

“Sem contar que é um absurdo o Banco contar o tempo antes da incorporação para se livrar dos quadros técnicos, mas não conta esse período na hora de considerar tempo de CCV, de casa e cursos para contagem da pontuação de mérito”, critica.

Pressão deve ser denunciada – A direção do Banco frisou que não haverá pressão para adesão ao PAI, informa João Fukunaga. “Essa deverá ser uma decisão pessoal e os funcionários devem denunciar ao Sindicato qualquer pressão que sofrerem.”

Saúde e de previdência – O PAI pode trazer complicações também aos bancários englobados pelos planos de saúde e de previdência do Banco. Para se aposentar com direito à Cassi, o funcionário deverá ter contribuído com o plano por pelo menos 240 meses, conforme regulamento.

Quem tiver 15 anos de Previ e 50 anos de idade, mas não contribuiu durante 20 anos com a Cassi, não se aposentará com o plano de saúde.

Já os bancários abarcados no Economus só conseguirão receber a previdência complementar se estiverem aposentados pelo INSS.

“Por essas razões orientamos aos trabalhadores para que busquem o máximo de informações possíveis antes de decidirem sobre o programa”, ressalta Fukunaga. “E cobramos mais contratações e mais agilidade do BB no processo de admissão de novos funcionários.”

Mais informações sobre o PAI – A partir das 9h da quinta-feira 17 até o dia 22, os funcionários aptos a se aposentar poderão fazer simulações para decidir com mais propriedade se aderem ao plano. Os bancários que não tiverem interesse em se desligar continuarão suas atividades normalmente na empresa.

A janela para adesão vai do dia 22 de junho até 10 de julho e o processo de desligamento será entre 13 de julho e 14 de agosto. O programa será limitado ao máximo de 7.100 funcionários de um total de 18.000 possíveis aposentáveis. As vagas serão preenchidas por ordem de pedido até atingir o número de 7.100. A reposição de funcionários será acelerada, garante o banco.

O incentivo proposto pelo Banco é o piso de cinco salários brutos acrescido de prêmio de pecúnia por tempo de serviço de 2,04 a 2,27 salários e teto de 7,27 salários.


Fonte: Seeb SP / Rodolfo Wrolli – 17/6/2015

Banco do Brasil lança Programa de Aposentadoria Incentivada (Seeb Brasília)



(reprodução de matéria)




O Banco do Brasil divulgou nesta quarta-feira (17)  o lançamento do Programa de Aposentadoria Incentivada (PAI) 2015, que pode atingir 7.100 bancários.

Segundo o BB, o público-alvo do programa são funcionários que em 19 de maio deste ano estavam em condições de solicitar aposentadoria pelo INSS (e os que já estavam aposentados pelo INSS) ou que tenham completado 50 anos de idade e 15 de empresa. Os interessados devem manifestar interesse entre os dias 22 de junho e 10 de julho deste ano. Os requerimentos serão classificados de acordo com data e horário de recebimento. O trabalhador poderá desistir, bastando para isso fazer o registro no sistema. Caso tenha novamente interesse em participar, poderá fazê-lo, mas receberá uma nova classificação.

Os bancários que não tiverem interesse em se desligar continuarão suas atividades normalmente na instituição.

Quem aderir ao programa receberá indenização no valor de 5 salários-base, ou seja, o Valor de Referência (VR) ou a soma das verbas PAI 2015, o que for maior, além de um prêmio em pecúnia por tempo de serviço que varia de 2,04 a 2,27 salários-base (veja tabela). O cálculo das indenizações será feito com base na remuneração do cargo efetivo do bancário na data de 19 de maio de 2015, considerado eventual valor recebido a título de VCP.

De acordo com comunicado do BB, a adesão não significa que o bancário poderá desligar-se pelo plano. Isso porque o desligamento daqueles classificados em posição superior ao limite de 7.100 trabalhadores estabelecidos pelo Banco será efetivado apenas se houver desistência de outro funcionário classificado dentro do número fixado.

Vale destacar que o funcionário deverá consultar a Cassi e a Previ acerca das opções existentes para manutenção da assistência médica e permanência no Plano de Benefícios.


Avaliação e orientações do sindicato (de Brasília)

O PAI está sendo analisado pelo Sindicato e a diretoria já iniciou os debates para deliberar sobre o  posicionamento da entidade e publicação de nota de esclarecimento e orientações aos trabalhadores, o que deve ser feito até esta sexta-feira (19). Também foi solicitado ao escritório LBS parecer jurídico sobre o plano, a partir da análise do regulamento divulgado. 

Da Redação Sindicato dos Bancários de Brasília

17.6.15

Contraf-CUT recomenda cuidado na adesão ao plano de aposentadoria do BB



(reprodução de matéria)


Em reunião, representantes do Banco apresentaram
 o plano aos dirigentes sindicais. Crédito Contraf-CUT.

A Contraf-CUT manifesta preocupação com o processo de adesão ao Plano de Aposentadoria Incentivada (PAI), apresentada pelo Banco do Brasil, nesta quarta-feira (17), em reunião com dirigentes sindicais. De acordo com o Banco, podem aderir ao PAI os funcionários que, em 19 de maio deste ano, tinham mais de 50 anos de idade e 15 anos de trabalho na instituição. Para os funcionários oriundos de bancos incorporados será contado o período incluindo o tempo de banco de origem. Segundo o BB, o plano será de livre escolha e não haverá nenhuma pressão para adesão. 

Wagner Nascimento, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, explica que o movimento sindical sempre se preocupa com a situação dos funcionários que aderem a esse tipo de plano, para que não haja nenhum prejuízo quanto à Cassi, Previ e as mesmas situações de saúde e previdência dos funcionários oriundos de bancos incorporados. "A fixação de um limite de pessoas pode parecer pressão para adesão. Então, alertamos que cada funcionário faça as simulações necessárias para que a adesão seja consciente e sem prejuízo."

Outra preocupação dos representantes dos funcionários é sobre as condições de trabalho nos locais. "Se houver grande adesão, haverá mais falta de funcionários para execução dos trabalhos diários", preocupa-se a Comissão de Empresa. 

PREMISSAS DO PAI


O BB concederá cinco salários de bonificação e mais um prêmio de pecúnia de 2,04 a 2,27 salários, com teto de até 7,27 salários para funcionários com 35 anos de Banco. No caso de tempo inferior, será feita a proporcionalidade.

O Banco também informou que haverá um limite de 7.100 pessoas para adesão e o critério será a ordem de inscrição. O prazo para registro de adesão será de 22 de junho a 10 de julho deste ano. O prazo para desligamento de 13 de julho a 14 de agosto. A rede de agências terá prioridade na reposição das vagas.

Todos os funcionários público-alvo podem aderir, menos aqueles com situação de contrato suspenso, como licença-interesse ou licença-saúde, devido à necessidade de exame de aptidão para desligamento.

Os representantes do funcionalismo solicitaram ao Banco do Brasil a criação de canais de informação específica para quem está de licença prêmio ou em VCP (vantagem de caráter pessoal) por retorno de licença saúde, além de outros casos. O funcionário que estiver de férias pode entrar em contato com a Gepes que fará a inclusão no sistema. 

Fonte: Contraf-CUT