Páginas

Mostrando postagens com marcador PAD. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador PAD. Mostrar todas as postagens

17.2.18

Balanço do mandato na Diretoria de Saúde da Cassi (XI)


(atualizado em 18/2/18, às 10h21)



Apresentamos a seguir uma síntese das realizações nas áreas de responsabilidade da Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento da Cassi durante o mandato 2014/2018


Olá prezad@s associados e participantes da Cassi e companheir@s de lutas pelos direitos dos trabalhadores.


Quando avaliamos a gestão da Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento de junho de 2014 até o início de 2018 é possível destacar três grandes frentes de condução que pautaram e norteiam o mandato do Diretor William Mendes e conselheir@s eleitos e as respectivas equipes e áreas técnicas sob sua responsabilidade:

1) O trabalho paciente, imenso, mas silencioso do ajuste de processos, relacionamentos e propósitos, sem os quais o caminho não fica sedimentado e as grandes ações “palpáveis/visíveis” não se sustentam por muito tempo. Um trabalho comparável com o saneamento básico: poucos o percebem, mas ele é essencial para a comunidade, sua saúde e sua qualidade de vida. Estão sedimentados projetos contundentes na área da saúde que apontam garantia de futuro e foco na continuação da reorganização do sistema de saúde Cassi, mesmo tendo a operadora enfrentado longos períodos de crise orçamentária.

2) A Cassi é uma autogestão em saúde, é dos associados. A Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento é responsável pelas políticas e programas de saúde e também pela gestão das unidades regionais, onde se dá a relação presencial e institucional com os participantes, entidades representativas, prestadores de serviços e Conselhos de Usuários. A gestão atuou no fortalecimento da participação social contribuindo para que hoje tenhamos 27 Conselhos de Usuários, com reconhecimento de sua importância inclusive pelo patrocinador Banco do Brasil. Atuamos no contato permanente com o conjunto das entidades representativas - sindicatos e associações - e com as unidades regionais do Banco – Super, Gepes e Sesmt. Colocamos a Cassi e a Saúde na pauta diária da comunidade BB.

3) No campo político e de representação dos associados, atuamos na manutenção da solidariedade na Cassi e dos direitos dos associados, em um período em que esteve em risco o modelo de custeio mutualista intergeracional e solidário no Plano de Associados, com ameaça de exclusão de patrocínio do BB para os aposentados e pensionistas e instituição de cobrança por tabela de idade, por dependentes e por uso do plano. Lutamos contra as propostas de aumento unilateral das mensalidades dos associados, aumento nas coparticipações, criação de franquia nas internações de R$ 1.500,00; lutamos também pela manutenção de programas de saúde e dos direitos dos associados na governança paritária da Cassi. Não permitimos o fim da política farmacêutica e o fechamento das Unidades Cassi e CliniCassi. Atuamos na valorização dos profissionais da operadora. A transparência nas informações e prestação de contas foi base do mandato eletivo.



FORTALECIMENTO DO MODELO ASSISTENCIAL E DEFESA DOS DIREITOS DOS ASSOCIADOS

Desde o começo do mandato, buscamos compreender o sentido da missão da Cassi, que poderíamos traduzir como prover Atenção Integral à Saúde para garantir qualidade de vida à sua população. E perceber o papel da Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento dentro desse contexto foi fundamental para nossa atuação.

As atividades, os projetos, todos os movimentos das equipes desta Diretoria devem concorrer em favor da missão institucional, no foco relacionado ao que se espera desta instância/estrutura específica.

A formulação de políticas assistenciais, programas e estruturas próprias de serviço de saúde provém desta Diretoria. E quando aprovadas na governança, também os passos seguintes de implementação, registro, acompanhamento e avaliação.

Assim, ao estudar os desafios institucionais e compreender a importância da reorganização efetiva do sistema de saúde Cassi, entendemos a importância de atuar visualizando as três “frentes” mencionadas acima: Tínhamos vários aperfeiçoamentos/ajustes a fazer no que já existia e precisávamos sinalizar de forma contundente e fundamentada os caminhos a seguir, as expansões e as inovações a defender. 


Ao mesmo tempo, tivemos que defender como nunca os direitos dos associados durante a crise de déficit e sustentabilidade, construindo consensos sobre o modelo assistencial (APS/ESF/CliniCassi) e o custeio solidário, as responsabilidades de cada um no déficit, inclusive as do patrocinador BB - que reduziu custeio com medidas unilaterais em sua gestão de pessoas desde a reforma estatutária de 1996 como congelamentos salariais, mudanças em PCS etc -, e o que tínhamos que enfrentar juntos por se tratar de questões externas, do mercado de saúde.


CULTURA DA QUALIDADE DO CUIDADO E SEGURANÇA DOS PACIENTES FOI PRIORIDADE NAS UNIDADES CASSI


À luz dos avanços apresentados no panorama de saúde, foi identificada a importância de que a Cassi realizasse ajustes na organização de suas ações, adequando as mesmas com o cenário nacional de saúde.

A população Cassi apresentou mudanças em seus condicionantes e determinantes de saúde, o que corroborou para a revisão das estratégias de cuidado desenvolvidas, de modo a garantir o atendimento das necessidades de saúde dos participantes.

No período de 2014 a 2018, foram realizadas ações centradas no aprimoramento do modelo de atenção e no fortalecimento da Estratégia Saúde da Família (ESF), com a revisão dos Programas de Saúde, elaboração de Protocolos Clínicos, Cartilhas e Manuais para atender às necessidades específicas dos diversos grupos populacionais.

Além da constante revisão dos processos e protocolos com vistas a otimizar os recursos, foram propostas Iniciativas Estratégicas com o objetivo de fortalecimento do modelo assistencial, por meio dos seguintes projetos:

- Ampliação da Atenção Primária (APS) nos Serviços Próprios da Cassi, por meio do incremento de recursos humanos, de forma localizada, em relação ao quantitativo atual e com base nos princípios de Saúde da Família;

- Criação do Projeto do Núcleo de Atendimento Especializado (NAE), com objetivo de integrar os níveis do sistema de serviços de saúde da Cassi, com efetividade, qualidade e segurança contribuindo para o modelo de atenção integral à saúde;

- Aprimoramento do Programa de Atenção Domiciliar (PAD) a fim de promover, manter ou restabelecer a saúde do participante em seu ambiente domiciliar, com vistas a desinstitucionalizar o cuidado e otimizar a utilização dos recursos da Cassi.

Um dos pilares da gestão foi a melhoria da qualidade do cuidado e segurança do participante. Este investimento culminou na certificação internacional de duas CliniCassi (2014) no Distrito Federal e recertificação em janeiro de 2018. Diversas melhorias de processos no cuidado e segurança dos pacientes foram estendidas para as demais unidades CliniCassi no país.

As CliniCassi Brasília Norte e Brasília Sul foram acreditadas pela Joint Commission Internacional (JCI), que comprova a qualidade e a segurança para os usuários dos serviços de saúde.

A cultura da qualidade tem sido disseminada para os demais serviços próprios. Nesse contexto, foi implementada a Certificação Digital no Prontuário Eletrônico do Participante (PEP), com vistas a aumentar a segurança da informação, garantindo a confidencialidade e a privacidade do registro, além da redução de gastos. Sem a assinatura digital, os registros realizados no PEP da Cassi, instalado em todas as 65 CliniCassi, seriam impressos, carimbados e assinados, pelo profissional que realizou o atendimento e armazenados em arquivo físico, ou seja, o PEP não seria utilizado em sua eficiência completa.

Além da melhoria nos registros, a assinatura digital poderá contribuir para a otimização do espaço das Unidades na guarda de prontuários.

Apesar do contingenciamento orçamentário, investiu-se em ações de capacitação das equipes técnicas nas principais temáticas necessárias ao cuidado e segurança do participante, como: Saúde Mental na Atenção Primária à Saúde, Cuidados Paliativos, Encontros de Gerentes de Atenção à Saúde, Encontro de Analistas de Informação, Congresso de Medicina de Família e Comunidade, além da realização de 2.700 atividades/ações de Educação Permanente em Saúde.


PARTICIPAÇÃO SOCIAL, REFERÊNCIA EM ATENÇÃO PRIMÁRIA E TRANSPARÊNCIA NA GESTÃO


Durante este mandato da Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento, a Cassi avançou na gestão participativa com a realização de 48 Pré-Conferências, 54 Conferências de Saúde e 2 Encontros Nacionais de Conselhos de Usuários, além da criação dos Conselhos de Usuários de Rondônia e Amapá, ampliando a participação social em todo o país. O objetivo dos encontros foi ampliar o debate sobre saúde, debater a sustentabilidade da Cassi e fortalecer o modelo assistencial, além de promover a integração dos conselheiros, permitindo maior participação na construção das políticas de saúde da Cassi. Destaca-se que, a proximidade com os Conselhos permitiu resgatar a cultura de pertencimento e sensibilização para o uso mais racional dos serviços de saúde.

Avançou-se também em uma nova metodologia de avaliação da população e divulgação de dados de qualidade, com a publicação do Boletim Epidemiológico 2016 – Este trabalho permitiu a observação dos fatores que determinam a frequência e a distribuição de agravos e eventos em saúde em grupos populacionais específicos, oferecendo fundamentos para a compreensão dos cenários epidemiológicos nas diversas Unidades Cassi. Trabalho desenvolvido pelos Analistas da Caixa de Assistência contando com parceria do Ministério da Saúde.

Outro aspecto importante da gestão foi o resgate da Cassi na vanguarda do sistema de saúde brasileiro, tanto no âmbito da saúde suplementar como dos órgãos reguladores. A trajetória e o trabalho das Unidades Cassi, bem como os resultados em saúde e sustentabilidade obtidos com a evolução da ESF, foram divulgados no 14º Congresso de Medicina de Família e Comunidade, com a apresentação de 8 trabalhos científicos.

Além disso, buscamos a reaproximação com as instâncias que discutem e avaliam as ações de Promoção e Prevenção em Saúde junto à Agencia Nacional de Saúde Suplementar (ANS), visando uma maior divulgação das ações realizadas pela Cassi para cuidar dos mais de 700 mil participantes, bem como aprofundando o conhecimento daquele órgão quanto ao estágio de evolução em resultados e práticas assistenciais das CliniCassi através da ESF.

E neste exercício de reaproximação com o órgão regulador, tivemos importantes conquistas:

1) A escolha da Cassi pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) e a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) como experiência exitosa no Laboratório de Inovação em Atenção Primária na Saúde Suplementar Brasileira. Por esta eleição a Cassi receberá em 2018 o certificado de reconhecimento e terá seu trabalho publicado como uma experiência de qualidade e sucesso na Série Técnica NavegadorSUS, como uma das empresas de saúde que priorizam o cuidado centrado no paciente e na qualidade da assistência.

2) A Estratégia Saúde da Família (ESF) obteve registro e reconhecimento junto à ANS como Programa de Saúde, o que permitirá futuramente à Cassi algumas vantagens na avaliação daquele órgão regulador, inclusive redução nos valores exigidos de margem de solvência em relação ao Patrimônio Líquido ajustado da operadora.


ESTUDOS DESENVOLVIDOS PELA DIRETORIA DE SAÚDE NO MANDATO APONTAM BENEFÍCIOS DO MODELO ASSISTENCIAL APS/ESF/CLINICASSI

E por falar em avaliação, este mandato foi marcado pelo desenvolvimento de estudos e réguas de avaliação da efetividade da ESF, confirmando que a estratégia adotada pela Cassi, além de contribuir para a qualidade de vida e longevidade de nossa população, também faz sua parte pela sustentabilidade do sistema ao produzir números de despesas assistenciais per capita de seus assistidos vinculados ao modelo bem mais racionais do que aqueles observados na população que não frequenta o serviço próprio.

Essa constatação, agora com evidências numéricas e científicas, estimulou a Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento a defender o avanço da estratégia assistencial, com o incremento, a otimização e a expansão das CliniCassi, o aprimoramento e o alinhamento dos programas de saúde, a retomada do Referenciamento da rede prestadora e a criação de serviços de atendimento especializado (nível secundário da atenção à saúde).

As evidências numéricas e científicas dos resultados positivos oriundos do modelo assistencial, baseado em estrutura própria (vertical) de Atenção Primária, medicina de família e programas de saúde somados ao constante trabalho liderado pelo Diretor de Saúde de levar essas informações para os participantes e suas representações e gestores da comunidade Banco do Brasil melhorou a compreensão da importância do investimento nas estruturas próprias de atendimento e quadro de funcionários da Cassi, profissionais que merecem políticas de PCS e retenção de talentos. 


As despesas administrativas da Cassi são pequenas comparadas ao setor em que ela opera e são eficientes (mas podemos avançar muito na eficiência do modelo assistencial). Nosso foco deve ser investir na própria Cassi para reduzir as despesas assistenciais geradas na rede prestadora orientando melhor o uso a partir das CliniCassi e seus profissionais.


Em resumo, nestes quase quatro anos:

a) Resgatamos o senso de pertencimento e de associativismo em nossa comunidade;

b) Revisamos e superamos problemas de completude e de funcionalidade em programas e serviços próprios;

c) Melhoramos o convênio de PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional) com o BB. Passamos a fazer a gestão do Convênio, além da execução. Em parceria com o Banco, realizamos avanços técnicos em diversos processos: centralização dos atestados médicos, permitindo melhor gerenciamento epidemiológico de população, disponibilização das guias de Exames Periódicos de Saúde (EPS) na Intranet, consolidação e entrega de resultados ao Banco ao longo do ano, permitindo acompanhamento em tempo real e possibilidade de ações individuais e coletivas em saúde;

d) Aprimoramos e ampliamos o PAD (Programa de Assistência Domiciliar), agora com profissional exclusivamente voltado para este programa em 15 unidades;

e) Revisamos e retomamos o projeto de expansão da ESF e de reorganização do sistema de saúde, inclusive resgatando o Referenciamento e outras estratégias de inclusão da atenção secundária à saúde no sistema ESF como, por exemplo, nosso projeto apresentado de Núcleos de Atendimento Especializados (NAE);

f) Recolocamos a Cassi no patamar de influenciadora do processo de reorganização do sistema de saúde no setor suplementar, sobretudo no que se refere a Atenção Primária à Saúde e medidas de Prevenção, Promoção e Proteção à Saúde;

g) Estendemos as operações de acesso a medicamentos cobertos pelo PAF a todo o território nacional (em processo de contratação de operador logístico onde não havia);

h) Obtivemos a aprovação de projetos para ampliação de equipes de saúde da família (ESF), bem como da ampliação das CliniCassi (já para 2018);

i) Retomamos a Educação Permanente em Saúde;

j) Desenvolvemos metodologias para avaliação das CliniCassi e apresentamos números bastante significativos quanto a indicadores de saúde e despesa assistencial per capita de vinculados à ESF, confirmando que o caminho é reorganizar o sistema com base na Atenção Primária à Saúde;

k) Evoluímos no conhecimento sobre o quadro de nossa população, o que permitiu a geração dos Boletins Epidemiológicos;

l) Realizamos processos seletivos para Gerentes de Unidades tanto no início do mandato em 2014 quanto encontra-se em andamento realização de novo processo 2017/2018;

m) Realizamos encontros e treinamentos de Gestores de Unidades para alinhamento da gestão local com a Governança da Cassi;

n) Aprovamos a implantação de nova CliniCassi no novo Edifício Banco do Brasil em Brasília. Estão em andamento as tratativas finais para a inauguração do novo serviço que estenderá assistência a mais de 4 mil trabalhadores;

o) Aprimoramos a gestão da rede de Unidades, buscando recursos humanos e materiais para subsidiar o seu funcionamento;

p) Aprimoramos a gestão do convênio PCMSO para melhor acompanhamento da saúde dos trabalhadores do Banco do Brasil, com avanços na integração junto à Estratégia Saúde da Família (ESF), facilitando o processo de Atenção Integral com promoção, prevenção, recuperação e reabilitação dos participantes Cassi do Plano de Associados;


q) Criamos um boletim mensal do mandato, o Prestando Contas Cassi (ler AQUI), que aborda de forma simples as questões relativas ao modelo assistencial da Caixa de Assistências e demais temas de interesse dos associados e participantes da comunidade Banco do Brasil.


AGRADECIMENTOS

Finalizamos este texto de balanço do mandato nas áreas sobre nossa responsabilidade na gestão agradecendo de coração o trabalho diligente do conjunto de funcionários da Cassi. Também agradeço ao conjunto das entidades e lideranças representativas porque fizemos um trabalho unitário, participativo e na busca de consensos, sempre com o objetivo de alcançar o melhor para a Cassi e para a comunidade Banco do Brasil.

Agradeço a paciência e compreensão de minha família, que foi quem mais sentiu com a minha ausência por causa da dedicação que tivemos à missão que nos foi designada em defender os direitos dos associados da Cassi e gerir a área de saúde da nossa autogestão.

Abraços a tod@s.

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/2018)

7.2.18

Mesa extraordinária de prestação de contas da Cassi apresenta ações


Comentário do blog:

Olá prezad@s associados e participantes da Cassi e companheir@s de lutas pelos direitos dos trabalhadores.

Segue abaixo a reprodução de matéria da Contraf-CUT sobre a mesa com o Banco do Brasil que debateu questões inerentes à Caixa de Assistência.

Também tivemos hoje, quarta-feira 7/02, na sede da Anabb uma importante reunião das entidades representativas e lideranças dos associados da Cassi. Assim como estamos fazendo desde o início de 2015, enalteci a unidade nacional que construímos em defesa dos trabalhadores da ativa e aposentados do BB e fizemos diversas análises e contribuições a respeito dos desafios que estão colocados para todos nós.

Estou em férias nestes dias, mas estamos atentos a todos os temas relativos à defesa dos associados de nossa autogestão. O relatório final da consultoria contratada pelo patrocinador Banco do Brasil nos foi entregue somente nesta terça-feira, e nossas equipes técnicas vão analisá-lo nos próximos dias, assim como eu mesmo o farei.

Vem aí o período de Carnaval, mas como têm nos alertado diversas lideranças populares e intelectuais do campo progressista, os ataques à classe trabalhadora não têm dado folga ao nosso povo. É sempre bom conclamar unidade em defesa de nossos direitos e pedir atenção a cada um de nós diariamente.

Abraços,

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento

-----------------------------------------------------------------------------

(Reprodução de matéria da Contraf-CUT)



Mesa extraordinária de prestação de contas da Cassi apresenta ações


O Banco do Brasil acrescentou na pauta a apresentação sintética do relatório final da consultoria contratada pelo BB, conforme previsto no Memorando de Entendimentos


Uma reunião Extraordinária da Mesa de Prestação de Contas da Cassi com o Banco do Brasil, Diretoria da Cassi e as Entidades Representativas dos Associados foi realizada, nesta terça-feira (6).

Na pauta inicialmente prevista estavam a apresentação das Ações de Curto Prazo aprovadas na Cassi e as respostas às recentes notificações da Agência Nacional de Saúde (ANS), que regula os planos de saúde.

O Banco do Brasil acrescentou na pauta a apresentação sintética do relatório final da consultoria contratada pelo BB, conforme previsto no Memorando de Entendimentos. Segundo consta no Memorando, a empresa seria contratada para análise e revisão de processos e sistemas, buscando o aperfeiçoamento do modelo de gestão e de governança e dos processos internos, a redução de despesas, a viabilização de parcerias estratégicas e a criação de mecanismos de uso racional dos serviços do sistema integrado de saúde da Cassi.

A Consultoria apresentou o relatório entregue ao BB e à Diretoria da Cassi naquela tarde, e será objeto de análise dentro das instâncias de governança da Cassi e do Banco do Brasil. A Cassi e o BB farão um relatório resumido para disponibilizar às entidades.

AÇÕES DE CURTO PRAZO

A Diretoria da Cassi apresentou um conjunto de Ações de Curto Prazo desenvolvidas em cinco eixos principais:

- Negociação com a Rede Credenciada

- Otimização da Estrutura das CliniCassi

- Programas de Saúde

- Reorganização da Gerência de Tecnologia da Informação

- Política de Gestão de Pessoas

No detalhamento das ações apresentadas, estão a melhoria dos sistemas e coordenação de projetos na área de Tecnologia da Informação, a implementação de projetos como CliniCassi com horário estendido, revisão para melhoria do Programa de Assistência Domiciliar (PAD), equidade do acesso, revisão do Programa de Assistência Farmacêutica (PAF) para ampliação e monitoramento com vistas ao aperfeiçoamento.

As ações de curto prazo incluem Novos Programas com estudos do perfil epidemiológico da população Cassi, proposição de criação de novos programas de saúde (ampliar ações da Cassi na coordenação do cuidado da população) e, ainda, mudança na Política de Gestão de Pessoas, com estudos para elaboração de proposta de revisão do benefício de plano de previdência, revisão de benefício do plano de saúde e proposta de revisão do Plano de Cargos e Salários dos funcionários da Cassi o que inclui melhoria dos processos para retenção de talentos.

RESPOSTAS PARA A AGÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE - ANS

O Presidente da Cassi em conjunto com a Diretoria de Governança do BB apresentou respostas dos itens notificados pela ANS, sendo 2 itens em descoberto que já estariam resolvidos na data da visita àquela entidade, algumas contas em aberto que foi demonstrado solução, sendo itens regularizados em setembro, dezembro e restando 4 contas com valores pequenos com solução em andamento.

Sobre a margem de solvência, a notificação foi de não conformidade leve e que poderia levar à criação de um TAC (termo de ajuste de conduta), não formalizado e, por isso, iniciou-se tratativa entre a Cassi e o patrocinador sobre fechamento das contas de 2018. Foi acertado então um adiantamento de receitas sobre as contribuições do 13º salário dos próximos 4 anos, como forma de garantir o funcionamento dos trabalhos e contas de 2018, num montante de 300 milhões.

PROCESSO DE NEGOCIAÇÃO

Considerando o momento ainda delicado da Cassi, o Banco do Brasil propôs iniciar um novo processo de negociação sobre a sustentabilidade da Cassi. As Confederações Contraf-CUT e Contec se colocaram à disposição para iniciar as negociações, integrando à mesa as Entidades que participaram do processo negocial instalado desde 2015.

CONTINUIDADE DA PRESTAÇÃO DE CONTAS DO MEMORANDO DE ENTENDIMENTOS

A Mesa de Prestação de Contas vai continuar acontecendo periodicamente a cada 3 meses, sendo que na próxima reunião, além das demonstrações contábeis haverá o início das ações de curto prazo. Além disso está previsto no Memorando, em até 60 dias, contados a partir do final da Fase 1 (entrega das propostas da consultoria) para definição da continuidade da contribuição e demais ações previstas naquele documento assinado pelas Entidades.

REUNIÃO DAS ENTIDADES E RESOLUÇÕES DA CGPAR

Como continuidade dos trabalhos da Mesa de Prestações de Contas, as Entidades da Mesa de Negociação realizaram reunião interna para discutir os desdobramentos das informações apresentadas pela Cassi e pelo Banco do Brasil. As entidades discutiram o detalhamento das ações de curto prazo com a presença dos diretores eleitos da Cassi, o convite ao processo negocial feito pelo BB e ainda a unificação de ações para debater e combater as Resoluções da CGPAR que alteram regras de planos de saúde das empresas estatais. Sobre essas resoluções os jurídicos das entidades devem fazer uma compilação e unificação de ações, bem como ampliar o debate com outras entidades representativas de empregados das outras empresas atingidas.

Para Wagner Nascimento, coordenador da Mesa de Negociações, a reunião foi positiva por representar o cumprimento de uma fase prevista no Memorando, que era a apresentação do relatório da consultoria. Agora este relatório será debatido dentro da governança da Cassi para discussão sobre quais ações serão implementadas. A apresentação e detalhamento das ações de curto prazo construídas por todas as diretorias da Cassi foram bem recebidas e o resultado continuaremos acompanhando nas Mesas de Prestação de Contas. Os associados da Cassi devem ficar bastante atentos aos ataques vindos das Resoluções da CGPAR aos planos de saúde de empresas estatais. A Contraf-CUT já acionou o seu departamento jurídico para analisar quais ações faremos em defesa dos associados da Cassi e funcionários do Banco do Brasil, incluindo aqueles oriundos de bancos incorporados.

Fonte: Contraf-CUT

5.6.17

2ª Mesa de Prestação de Contas Cassi, Banco do Brasil e Entidades Representativas


Comentário do Blog:

Olá prezad@s associados e participantes da Cassi e companheir@s de lutas. Apresento abaixo as duas matérias relativas à 2ª Mesa de Prestação de Contas sobre o Acordo conquistado pelos trabalhadores da ativa e aposentados do Banco do Brasil.

A primeira matéria é com a visão das Entidades Representativas, que contam com uma importante reunião prévia para definir estratégias e ouvir também os representantes eleitos pelos associados na Cassi. Eu fui um dos defensores da manutenção da mesa durante os 3 anos de vigência do Acordo conquistado pela unidade dos associados e suas entidades.

A segunda matéria é a visão institucional de nossa Caixa de Assistência, que tem se esforçado para melhorar a comunicação com os associados e com os demais segmentos que se relacionam com a Cassi.

Abraços a tod@s,

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/18)


(reprodução de matéria da Contraf-CUT)

Reunião prévia das Entidades Representativas e eleitos da Cassi.

Entidades representativas participam da segunda mesa de prestação de contas da Cassi


Na última sexta-feira, 2 de junho, as Entidades Representativas de Funcionários da Ativa e Aposentados do BB participaram da segunda Mesa de Prestação de Contas do acordo firmado entre as entidades e o Banco do Brasil.

Nesta segunda rodada, a diretoria da Cassi apresentou o fluxo das despesas e receitas e como está a execução do orçamento e planejamento orçamentário recentemente aprovados.

Foram apresentados dados financeiros com o impacto do Memorando de Entendimentos nas contas da Cassi e o Banco do Brasil prestou informações sobre a contratação da consultoria prevista no acordo.

O Banco informou que o processo de contratação está quase concluído e que em breve será feita publicação com o nome da consultoria contratada.

TRANSPARÊNCIA

A Cassi apresentou o site da Prestação de Contas, com a linha do tempo de cada etapa vencida e a vencer. Foram apresentadas as propostas em andamento para dar mais transparência nas contas da Cassi e a divulgação mais rápida de resultados financeiros e projetos executados.

Os associados da Cassi poderão acompanhar a prestação de contas diretamente no site da Cassi através do endereço http://www.cassi.com.br/images/hotsites/prestacaodecontas/index.htm.

Foram apresentadas as alterações em andamento no aplicativo Cassi para smartphones e tablets com novas funções e mais informações aos associados.

MODELO ASSISTENCIAL

Durante as explanações do patrocinador Banco do Brasil a respeito da contratação da Consultoria, houve certa preocupação por parte das Entidades Representativas, ao se informar que um dos escopos do trabalho seria a revisão do Modelo Assistencial da Cassi. As Entidades pediram esclarecimentos e reafirmaram que essa questão não fez parte das negociações e que o Memorando de Entendimentos não prevê alterar o Modelo Assistencial.

Tanto o BB quanto a Cassi afirmaram que qualquer alteração proposta terá que passar pelos órgãos de governança da Cassi que têm participação de indicados pelo Banco e eleitos pelo Corpo Social.

ATUALIZAÇÃO PELO FIPE-SAÚDE

As Entidades novamente cobraram do Banco a atualização do valor do ressarcimento de 23 milhões pelo Banco do Brasil pelo Fipe-Saúde imediatamente, considerando que os valores dos associados já tiveram reajuste do acordo salarial nos ativos e reajuste do benefício dos aposentados.

O Banco informou que não fará a antecipação do reajuste, argumentando que o fluxo de caixa da Cassi está positivo e não vê necessidade no momento. As Entidades continuarão a cobrar a atualização antecipada.

PRÓXIMA RODADA DE PRESTAÇÃO DE CONTAS

Nova rodada de Prestação de Contas do Memorando de Entendimentos será no mês de setembro.

Para Wagner Nascimento, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, a reunião foi produtiva, considerando os esclarecimentos prestados. Precisamos acompanhar de perto o trabalho da consultoria a ser contratada para que o Modelo Assistencial de Atenção Integral à Saúde seja preservado e a Estratégia Saúde da Família seja fortalecida na Cassi, conforme os consensos construídos na mesa de negociação.

O último boletim Prestação de Contas Cassi (nº 34) aborda resultados com Atenção Primária e a Estratégia Saúde da Família. Veja aqui.

Fonte: Contraf-CUT (com ajustes do Blog)



(reprodução de matéria da Cassi)

Imagens da 2ª Mesa de Prestação de Contas.
Encontro foi na Sede da Cassi. Imagens da Cassi.

Cassi realiza 2ª prestação de contas referente ao Memorando de Entendimentos


Publicado em: 05/06/2017

A fim de apresentar o andamento das ações previstas no Memorando de Entendimentos, referente ao período de março a maio de 2017, a diretoria da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi) se reuniu com representantes do Banco do Brasil (BB) e de entidades representativas dos funcionários ativos e aposentados, signatárias do documento: AAFBB, ANABB, CONTEC, CONTRAF e FAABB. O encontro foi realizado no dia 2 de junho, no auditório da Cassi Sede, em Brasília (DF).

O Memorando de Entendimentos, celebrado no dia 21 de outubro de 2016, estabelece direcionamentos com o objetivo de assegurar a sustentabilidade e a manutenção dos serviços prestados pela Caixa de Assistência, incluindo contribuições extraordinárias, por parte dos associados e ressarcimento pelo Banco do Brasil, ambos de caráter temporários e previstos até dezembro de 2019.

O presidente da Cassi, Carlos Célio de Andrade Santos, fez a abertura do evento apresentando os impactos positivos das contribuições extraordinárias e do ressarcimento nos resultados do Plano de Associados. Destacou, na sequência, as medidas estruturantes que já estão sendo desenvolvidas na Cassi, necessárias para garantir a sustentabilidade do Plano.

Carlos Célio fez a devolutiva aos presentes sobre cada uma das temáticas firmadas no Memorando de Entendimentos - gestão, contribuição extraordinária, ressarcimento BB, prestação de contas, controles internos, processo seletivo e avaliação de desempenho. A apresentação foi feita por meio de um hotsite - canal exclusivo sobre o tema para promover a transparência das ações.

O representante da ANABB, Reinaldo Fujimoto, ressaltou a importância das entidades acompanharem o trabalho da consultoria. “Queremos entender o que de fato a consultoria irá fazer. Mas, de maneira geral, classificamos o encontro para prestação de contas como positivo”.

“Quero parabenizar a Cassi por esse modelo de prestação de contas, porque é o que a gente esperava: transparência e facilidade para acessar as informações”, ressaltou Célia Larichia, da AAFBB.

“A avaliação geral dos participantes é que a prestação de contas está dentro do esperado”, destacou o representante da Mesa de Negociação, Wagner Nascimento (representante da CONTRAF-CUT).

Para Isa Musa, da FAABB, “o entendimento adquirido nesses encontros permite levarmos respostas para os associados em diferentes regiões do Brasil sobre o que está sendo feito pela Cassi com os recursos das contribuições”.

Segundo Gilberto Vieira, da CONTEC, “o formato do encontro se aproximou bastante das expectativas. As informações foram esclarecedoras”.

Dados do trimestre

Com a contribuição extraordinária e temporária de 1% dos associados, a Caixa de Assistência recebeu R$ 18,3 milhões em março, R$ 18,4 milhões em abril e 18,2 milhões em maio. Os valores são descontados na folha de pagamento dos funcionários do BB – ativos e aposentados, conforme aprovado na consulta ao Corpo Social, realizada de 11 a 21 de novembro de 2016.

Em relação ao ressarcimento do BB à Cassi, no valor de R$ 23 milhões mensais, as despesas de março e abril de 2017 foram reembolsadas nos meses de abril e maio de 2017, respectivamente. O fato de os créditos serem feitos no mês posterior à competência ocorre porque o fechamento dos valores pela Cassi acontece após o encerramento dos atendimentos no mês de referência. Os R$ 23 milhões mensais foram repassados pelo Banco no prazo previsto, em conformidade com o Convênio de Cooperação Técnica firmado entre o BB e a Caixa de Assistência. Os valores ressarcidos referem-se às despesas com programas (atenção domiciliar - PAD e assistência farmacêutica - PAF), coberturas especiais e CliniCassi.

Acompanhe no hotsite os detalhes da prestação de contas do segundo trimestre. Nos meses de agosto e novembro deste ano, acontecerão os próximos encontros para devolutiva das ações Cassi.

Próximas ações

De acordo com o Memorando de Entendimentos, a principal ação dentro da temática gestão é o desenvolvimento de projetos com apoio de consultoria, em processo de contratação pelo BB. Conforme o gerente da Diretoria de Governança do Banco do Brasil (Direg) e conselheiro deliberativo, Emerson Luís Zanin, “todas as áreas técnicas do Banco envolvidas já deram pareceres e o processo de contratação da consultoria está na fase final. A expectativa é que a empresa seja contrata em junho e que em julho já comece a trabalhar”.


Fonte: Cassi

4.5.17

Apresentação do Convênio Cassi/BB reúne entidades da mesa de negociação


(reprodução de matéria da Contraf-CUT, uma das entidades da mesa de negociação Cassi e BB)

Reunião entre A Cassi, o Banco do Brasil e as entidades
representativas dos associados da Cassi. Foto: Guina Ferraz.

Reunião foi oportunidade para prestar esclarecimentos sobre o Convênio de Cooperação Técnica

04/05/2017


Foi realizada, pela Cassi, nesta quarta-feira (03/05), a segunda reunião de prestação de informações relativas ao andamento dos trabalhos e à implementação das propostas e projetos acordados, de acordo com o item 4 do Memorando de Entendimentos, firmado em 21/10/2016, entre o Banco do Brasil e as entidades representativas do funcionalismo do BB.

O acordo, firmado entre a Cassi e BB, foi apresentado na íntegra do Convênio de Cooperação Técnica, n° 007/7088, de 07/12/2016, e formaliza os repasses dos valores previstos no Memorando via ressarcimento de serviços. A apresentação do inteiro teor do Convênio de Cooperação Técnica foi demanda das Entidades na primeira mesa de prestação de contas, realizada em 08 de março.

O Convênio de Cooperação Técnica BB e Cassi especificou os prazos e condições previstas no acordo bem como os programas que serão ressarcidos, tais como: Despesas de Programas vigentes como Atenção Domiciliar (PAD); Assistência Farmacêutica (PAF); Coberturas especiais e estrutura própria (CliniCassi), vinculadas ao Plano Associados para ativos, aposentados, pensionistas e dependentes.

A reunião foi uma oportunidade para solicitar esclarecimentos sobre o Convênio de Cooperação Técnica e também sobre o andamento do cronograma de execução das demais ações contempladas no Memorando, negociado entre as Entidades e o Banco do Brasil. (acesse AQUI o memorando)

O encontro contou com a presença da Diretoria Executiva da Cassi, membros do Conselho Deliberativo, representantes do Banco do Brasil e técnicos da Cassi.

Após conhecimento da integralidade do Convênio de Cooperação Técnica, as Entidades Signatárias do Memorando de Entendimentos, que participaram da Mesa de Negociações da Cassi, certificaram que o seu conteúdo está de acordo com o Memorando assinado e o acompanhamento da execução tem sido feito pela Governança da Cassi, com as prestações de contas às entidades, ao Corpo Social, ou a qualquer tempo com solicitação de reuniões extraordinárias das entidades se necessário.

Para maior transparência, a Cassi informou que criou um hot site no seu portal na web para informações sobre o cronograma, andamento das execuções previstas no Memorando, incluindo as prestações de contas para as entidades.

O hot site pode acessado no endereço:



Fonte: Contraf-CUT


Post Scriptum:

Olá prezados associados da Cassi, participantes e lideranças dos associados, a reunião no dia de ontem (03/5/17) na sede da Cassi foi muito positiva. Tiramos as dúvidas das entidades representativas dos trabalhadores e associados signatários do Memorando de Entendimentos.
Eu reforcei a minha opinião de que uma das questões mais importantes nestes próximos anos, durante o período de vigência do Acordo (dez/2016 a dez/2019), construído após quase dois anos de lutas pelos direitos em saúde entre nós associados e o patrocinador-patrão Banco do Brasil, foi manter de forma permanente a mesa negocial entre as entidades Contraf-CUT, Contec, Aafbb, Anabb e Faabb, com apoio dos dirigentes eleitos pelos associados na Cassi.
Temos que fortalecer a democracia na Cassi e demais entidades dos trabalhadores do Banco do Brasil e uma das formas de fazermos isso é fortalecer a representação das entidades dos trabalhadores. Quando saímos de dentro da governança da Cassi em novembro de 2014 e fomos procurar as entidades sindicais da Contraf-CUT para pedir apoio para construir calendário de mobilização, unidade e mesa de negociação sobre a Cassi, tínhamos convicção que a melhor forma de discutir em pé de igualdade o déficit do Plano de Associados da Cassi com o patrão era através das entidades dos trabalhadores. Fomos exitosos! Saímos de duas propostas do patrão sem nenhum recurso dele e fechamos acordo com o Banco do Brasil colocando quase 1 bilhão de recurso extra na Cassi.
Neste período de vigência do Memorando de Entendimentos temos que apostar e confiar na Unidade das entidades para cobrarmos qualquer questão que acharmos relevante quando o tema for Cassi e os direitos em saúde dos associados e participantes. Eu acredito nisso como diretor eleito pelos associados. Por isso busquei apoio nas entidades e nos associados para chegar a outra proposta que não fosse semelhante às duas primeiras que o Banco fez (em 2014 e 2015). Os direitos dos associados seguem em risco entre 2017 e 2019, mas devo apostar na unidade das entidades dos associados. para ampliar o modelo de saúde da Cassi e não abrirmos mão de nenhum direito dos associados.
William Mendes

12.4.17

Exame de Saúde Ocupacional é oportunidade para iniciar Atenção Integral à Saúde


Evento de lançamento em Brasília, no dia 22 de março.

A Cassi em parceria com o Banco do Brasil promoveu no mês de março, entre os dias 20 a 24, a Semana de Devolutiva, evento para divulgação do Resultado do Exame Periódico de Saúde – EPS de 2016 -, realizado no DF e em todos os Estados do País, com a participação da DIPES/DIBEM, GEPES, SESMT, Superintendências, ECOAS e funcionários da ativa.

O EPS faz parte do Convênio do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO), realizado anualmente, e através dele são examinados os aspectos gerais de saúde do trabalhador. Assim, o Médico do Trabalho poderá constatar se o funcionário está apresentando algum problema de saúde relacionado às suas atividades laborais.


No ano de 2016, a Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento, através do Diretor de Saúde, visitou todas as 27 bases sociais reforçando parcerias em defesa da promoção de saúde e prevenção de doenças, reforçando estratégias para a realização de 107 mil EPS/Checkups e propondo parcerias para comunicar mais sobre a Cassi, a Estratégia Saúde da Família (ESF) e as CliniCassi nos veículos de comunicação do Banco do Brasil nos Estados e DF e nas entidades representativas.

Nas visitas às bases sociais da comunidade Banco do Brasil, também visitou os Conselhos de Usuários, prestando contas do mandato e ouvindo sugestões e dando esclarecimentos sobre os temas relativos à Cassi, principalmente no que se refere à sua área de atuação, o Modelo Assistencial de Atenção Integral à Saúde, as Unidades e CliniCassi, os programas de saúde, e também apresentando suas opiniões enquanto gestor eleito por associados quando os temas eram mais gerais.


Evento de lançamento no Edifício Banco do Brasil, em 06 de abril.

FOCO NA SAÚDE DOS TRABALHADORES

A Estratégia de lançar em todo o País o início dos exames periódicos e colocar a pauta da saúde e a própria Cassi nos espaços dos trabalhadores e associados na ativa é fundamental para termos boas perspectivas de identificar riscos e problemas de saúde e cuidar de mais bancários e participantes através de mudanças de hábitos, autocuidado, atividades coletivos e monitorando condições crônicas de saúde.

Os eventos da Devolutiva tiveram a apresentação do perfil epidemiológico dos funcionários do BB, além de intensificar a parceria entre Cassi e Banco na promoção da saúde e prevenção de doenças dos funcionários a partir dos dados do EPS.

Em continuidade aos trabalhos realizados na Semana de devolutiva, as Unidades promoverão, durante todo o ano, outros eventos para apresentação dos resultados nas dependências do BB, tendo por base o perfil de agravos identificados no EPS e o calendário de saúde já organizado pela Cassi com as principais datas comemorativas de saúde.


Dra. Ana Luisa faz apresentação
dos resultados do EPS no DF.

Durante as atividades, a Cassi fará abordagens sobre doenças osteomusculares, convite para participação no TABAS (Programa de acompanhamento para cessação do tabagismo) e cadastramento para acompanhamento individual na Estratégia Saúde da Família (ESF).

As unidades de atendimento em saúde CliniCassi também promovem, ao longo do ano nas unidades BB, o Grupo de Vida Saudável Empresarial, sempre com o objetivo de reunir pessoas e debater algum tema relativo à saúde.

O espaço para atuação da Cassi oferecido pelo BB nas suas dependências tem possibilitado à Estratégia Saúde da Família (ESF) cumprir o papel resolutivo no gerenciamento dos diferentes níveis de atenção e de responsabilização pela saúde dos participantes em qualquer estágio em que eles se encontrem.

Onde não há CliniCassi são feitas parcerias com profissionais da rede credenciada para coordenação de cuidados da Estratégia Saúde da família.


FORTALECER O MODELO DE ATENÇÃO INTEGRAL, A ATENÇÃO PRIMÁRIA, A ESF/CLINICASSI, OS PROGRAMAS DE SAÚDE E O FOCO NA PROMOÇÃO E PREVENÇÃO SÃO AS MELHORES PERSPECTIVAS DE SUSTENTABILIDADE E DE VIDA SAUDÁVEL PARA OS PARTICIPANTES DA CASSI

Os números apresentados pela Cassi em relação ao seu modelo de saúde são relevantes. Nós temos cadastradas na ESF 182.261 pessoas. Nossos programas de saúde têm dezenas de milhares de participantes cadastrados e acompanhados: 52.581 no Plena Idade, 70.495 no Gerenciamento de Crônicos, 115.050 no Viva Coração, 55.165 no Assistência Farmacêutica (PAF), 4.739 no Bem Viver, 6.587 no Saúde Mental e 1.831 no Atenção Domiciliar (PAD). Os dados são do Relatório Anual Cassi 2016.

O Modelo Assistencial da Cassi, a Atenção Primária, a ESF, os programas de saúde, e a estrutura própria de atendimento à saúde (65 CliniCassi) são alguns dos direitos em saúde conquistados pelos bancários do BB ao longo da história de lutas e não há comparação em nenhum segmento do mercado de saúde suplementar, seja de empresas que visam lucro (com a doença), seja nas autogestões, que têm outra lógica.

É isso! Vamos lutar para fortalecer a Caixa de Assistência e esperamos poder investir na ampliação da cobertura porque ainda temos diversos desafios a serem superados em termos estruturais e em termos de cultura de promoção e prevenção.

Abraços a tod@s,

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/18)

4.4.17

Na Cassi, Atenção Integral é baseada na ESF/CliniCassi e programas de saúde





Olá prezad@s associados, participantes e companheir@s de lutas,


Publicamos hoje no site da nossa Cassi (veja abaixo) uma matéria explicando a importância dos programas de saúde no Modelo de Atenção Integral e Estratégia Saúde da Família (ESF).

Nossa autogestão em saúde tem números respeitáveis ao considerarmos que cuidamos de mais de 700 mil participantes e temos mais de 182 mil vidas cadastradas na ESF em todo o Brasil.

Os associados da comunidade Banco do Brasil têm uma entidade que pode e deve ser referência para todo o setor de saúde suplementar brasileiro. 

Entendo, inclusive, que o papel da Cassi numa eventual participação na direção nacional da Unidas (União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde) deva ser justamente o de influenciar e contribuir para a reorganização do sistema de saúde das autogestões com base em modelos integrais, com atenção primária, saúde da família, acompanhamento de crônicos, com melhor uso da rede prestadora para as demandas que exigem maiores tecnologias e estruturas.

Meu papel como Diretor de Saúde e Rede de Atendimento da Caixa de Assistência, eleito pelos associados, é defender o modelo assistencial Cassi, é defender os direitos dos associados, é lutar por mais investimentos na ampliação da cobertura da promoção de saúde e prevenção de doenças.

Eu poderia resumir os direitos dos associados que representamos em 4 eixos: 

- direitos em custeio mutualista solidário intergeracional e com participação estatutária do patrão (BB); 

- direitos em coberturas assistenciais, o que inclui além do Rol da ANS todas as conquistas incluídas no modelo baseado na Atenção Primária em Saúde (APS) e ESF/CliniCassi, com programas de saúde para públicos com necessidades específicas de cuidados; 

- direitos em participação social e democracia, pois temos poder de interferência na gestão (elegemos a metade) e votamos, além de termos a fantástica contribuição voluntária dos Conselhos de Usuários, e por fim;

- os direitos no poder da Governança da Cassi. Se perdermos poder na governança, perdemos em cascata os outros direitos que abordei.

Vamos passar por um processo de consultoria em 2017 e tenho pedido que todos acompanhem os debates porque há riscos de perdas de direitos, de todos os eixos que citei acima.

É isso, leiam a matéria abaixo sobre os programas de saúde da Cassi. Eles são conquistas dos associados.

Abraços,

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/18)



(reprodução de matéria)

Programas da Cassi auxiliam no planejamento dos cuidados em saúde

Publicado em: 04/04/2017 (com uma atualização do site da Cassi feita em 05/04/17)


Já pensou em contar com atenção planejada para seu bem-estar? Os programas de saúde da Cassi podem auxiliar. Ao ser cadastrado em um deles, o participante passa a ser cuidado sob a ótica de ações especialmente desenvolvidas para o controle dos riscos e manutenção da qualidade de vida.

Atualmente a Cassi conta com um conjunto de orientações específicas para cada faixa etária, denominado Cuidado Periódico de Saúde e com sete programas de saúde para diferentes públicos: Viva Coração, Saúde Mental, Gerenciamento de Condições Crônicas (GCC), Plena Idade, Atenção à Pessoa com Deficiência (Bem Viver), Atenção Domiciliar (PAD) e Assistência Farmacêutica (PAF).

Considerando o histórico, laudos de especialistas, relatórios, resultados de exames e levando em conta as necessidades de coordenação de cuidados, o participante é cadastrado em um dos modelos por um profissional da Estratégia Saúde da Família (ESF) e passa a ser beneficiado com assistência específica.

Os programas da Cassi objetivam a oferta de serviços em prol da recuperação e reabilitação de agravos. Em 2016, as CliniCassi foram responsáveis por mais de 300 mil atendimentos para cadastrados. Dessa forma, atendendo às necessidades de públicos particulares, a Cassi busca aprimorar a assistência. Os investimentos nas ações garantem maior efetividade, com medidas de promoção da saúde e precaução de doenças.

O Saúde Mental, por exemplo, presta atenção integral com atendimentos para prevenção, diagnóstico precoce e tratamento. No dia a dia, as equipes das CliniCassi se deparam com problemas de sofrimento psíquico em parte da população atendida.

“O modelo é essencial na Cassi para o devido suporte aos participantes que demandam assistência em saúde mental. Os pacientes com quadros moderados e graves de adoecimento são incluídos no programa, fato que contribui para um olhar diferenciado ao projeto terapêutico singular e favorece o acompanhamento da equipe técnica na linha de cuidado”, conta o psicólogo Milton José Cazassa, da Cassi Rio Grande do Sul.

Já as ações do Viva Coração são direcionadas à prevenção de agravos cardiovasculares. As equipes das CliniCassi direcionam os atendimentos, estimulando a adoção de hábitos de vida e alimentação saudável. Também há incentivo à redução do nível de estresse e busca pela normalidade dos resultados de exames laboratoriais.

Outro exemplo de benefícios proporcionados pelos programas é o acompanhamento destinado aos participantes que precisam de atenção no ambiente domiciliar. Em 2016, 1.831 pessoas foram acompanhadas na modalidade Atenção Domiciliar (PAD). Nesta, o paciente é assistido com tratamento personalizado na sua casa e com a participação dos familiares, o que diminui o risco de complicações, aumenta a autonomia do beneficiado e melhora da qualidade de vida.


Antônia Vicale Trindade, que é acompanhada pela equipe da CliniCassi Porto Alegre Centro Norte, conta que o esposo Antônio José Trindade recebe atendimento domiciliar há seis anos. “Meu esposo recebe atenção em saúde 24 horas. Se acontecer algo comigo, assim como houve com a saúde do meu marido, será que vou ser cuidada? Eu espero que sim, pois a Cassi é tudo para mim.”

“O atendimento domiciliar veio para auxiliar, pois tenho muita dificuldade em sair de casa. Poder receber os curativos em casa foi muito bom para minha recuperação. Levou quase dois anos para fechar todas as feridas, mas hoje, devido ao atendimento recebido, estou melhor”, conta Maria Helena Matte da Rosa, cadastrada no PAD assistência domiciliar e acompanhada pela CliniCassi Passo Fundo.

Fonte: Cassi

26.2.17

Opinião sobre matéria que denuncia prêmios dados a médicos por quantidade de exames pedidos


Apresentação do Blog:

Olá prezad@s associados da Cassi e companheir@s de lutas pela saúde,

Segue abaixo uma matéria divulgada neste domingo, denunciando algo que já temos abordado ao longo de nosso mandato como gestor da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil, uma autogestão em saúde, organizada através do Modelo de Atenção Integral e Estratégia Saúde da Família (ESF). O mercado de serviços de saúde é um sistema fragmentado, desorganizado e não racional, permitindo abusos como a matéria denuncia.

A Cassi tem uma estrutura própria de Atenção Primária, as unidades CliniCassi, onde já temos cadastradas 182 mil pessoas cuidadas por equipes de família. Ao longo dos dois anos e meio de mandato, temos feito boletins que explicam nosso modelo assistencial, os gargalos a superar para reorganizar nosso sistema de serviços de saúde Cassi como, por exemplo, criar Redes Referenciadas, justamente para racionalizar o uso dos recursos da Cassi com exames e consultas, porque os participantes utilizariam a rede de prestadores (hospitais, clínicas e demais) com orientação a partir da própria Cassi, protegendo os assistidos de casos como esses relatados na matéria.

O Boletim Prestando Contas Cassi nº 29 aborda o tema das Redes Referenciadas, leia AQUI. E o Boletim nº 26 aborda o sistema integrado de saúde que a Cassi deveria estabelecer para o futuro sustentável, ler AQUI.

Outra questão que está em debate na Cassi (Plano de Associados) após o Memorando de Entendimentos e o Acordo com receitas extraordinárias para os anos de 2017, 2018 e 2019, incluindo uma consultoria paga pelo patrão patrocinador Banco do Brasil, é sobre a forma como a Cassi buscará o equilíbrio e a sustentabilidade nos próximos anos.

Como gestor eleito na área da saúde e a partir de nossos estudos e conhecimentos acumulados nesses quase 3 anos à frente da Cassi, temos opinião clara de que só com investimento já a partir deste ano na ampliação da cobertura da ESF, Atenção Primária, com mais equipes de família, de pronto atendimento e gestão na desinternação hospitalar (PAD), saltando de 182 mil para cerca de 220 mil participantes na ESF, teremos melhores perspectivas de uso dos recursos arrecadados pelo Plano de Associados. E poderemos lidar melhor com a alta conta que chega da rede de prestadores de serviços de saúde, orientando melhor as demandas e usos do sistema todo. Quando os pedidos de consultas e exames partem da Cassi, através do acompanhamento dos participantes cuidados, reduz-se o risco de problemas como a matéria expõe.

Também entendo que está na hora de abrir no mínimo mais 2 (duas) unidades CliniCassi onde há populações gigantes não cobertas pelo Modelo ESF/Atenção Primária. Uma unidade na grande São Paulo, e outra na capital do Rio de Janeiro.

Leiam a matéria abaixo e acompanhem nossas informações e opiniões através do Blog, dos Boletins e das reuniões presenciais que fazemos nas bases sociais da Cassi.

Abraços,

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/18)

----------------------------------------------------

(reprodução de matéria)

Atrás de prêmios, médicos indicam exames, cirurgias e internações sem necessidade

26 de fevereiro de 2017


Foto de reprodução da matéria na Revista Fórum.

Hospitais privados do país dão prêmios e benefícios a médicos pelo volume de exames, cirurgias, internações e outros métodos. A prática faz com que, muitas vezes, procedimentos desnecessários sejam realizados expondo pacientes a riscos e onerando planos de saúde. Há casos de médicos que ganham até estacionamento e lavagem de carro

(Da Redação da Revista Fórum, com Informações da Folha)

Hospitais privados do país dão prêmios e benefícios a médicos pelo volume de exames, cirurgias, internações e outros métodos. A prática faz com que, muitas vezes, procedimentos desnecessários são realizados expondo pacientes a riscos e onerando planos de saúde.

Quanto mais procedimentos, mais pontos ganham na avaliação – que inclui itens como fidelização, adesão aos protocolos clínicos e atuação em ensino e pesquisa.

O médico que soma mais pontos consegue mais reputação dentro do hospital e privilégios como presentes, descontos em exames para ele e seus familiares e prioridade no uso do centro cirúrgico.

Na condição de anonimato e de não identificar a instituição em que atuam, a Folha conversou com 12 médicos de hospitais de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Salvador. Todos confirmam a existência de programas de benefícios em que o volume de procedimentos é considerado na premiação.

“O médico do pronto-atendimento que interna mais ganha mais pontos”, conta um médico do Rio de Janeiro. “Tem um médico que segura paciente internado sem necessidade só para gerar mais diária hospitalar”, relata um outro de São Paulo.

“Eu já ouvi pressões do tipo: ‘a ressonância precisa ser otimizada'”, afirma um médico de Porto Alegre (RS). “Aqui se pede exame de urina até para unha encravada”, diz outro de Salvador (BA).

A prática tem sido questionada por especialistas em ética e em gestão porque pode resultar em procedimentos desnecessários, que expõem pacientes a riscos, e no aumento do custo da saúde-a conta vai para os planos, e quem paga são os usuários.

“Não se pode atrelar a participação médica a nenhuma volumetria. Seria como remunerar bombeiro que apaga mais incêndios. Logo começariam a queimar casas para ganhar mais”, diz Francisco Balestrin, presidente da Anahp (Associação Nacional de Hospitais Privados).

Ele afirma que a prática não é “corrente” entre as instituições e que há vários programas pautados pela ética. Em março, a Anahp fará um evento com dirigentes para discutir um “mapa de riscos”, e os programas de benefícios entrarão na discussão.

Para o médico Yussif Ali Mere Jr., presidente da Federação e do Sindicato de Hospitais, Clínicas e Laboratórios, “a era de o médico fazer tudo o que quer e ser valorizado pelo hospital [por gerar mais lucro] tem que acabar”. “O custo é insustentável.”

Pedro Ramos, diretor da Abramge (Associação Brasileira de Planos de Saúde), diz que a entidade tinha informações sobre esses incentivos por volume, mas nunca conseguiu provar que eles existiam. Agora, deve pedir uma investigação sobre isso. “É inaceitável”, afirmou.

Para ele, a raiz do problema está no modelo de remuneração. Os hospitais ganham dos planos pela quantidade de serviços que prestam (“fee for service”), não pela qualidade da assistência que prestam ao paciente.

“Os hospitais estão cada vez mais ricos, e os planos cada vez mais pobres. É dramática a situação.” Em razão da crise econômica, os planos perderam mais de 2 milhões de usuários em dois anos.

Ali Mere Jr. também acredita que é preciso mudar o modelo de remuneração, mas discorda de Ramos. “Os hospitais estão mais caros, mas não mais ricos.”

EXCESSO NO USO

Gláucio Libório, presidente do Instituto Ética Saúde, critica programas que incentivam volume de procedimentos e diz que eles abrem brechas para crimes como os vistos na “máfia das próteses”.

A prática é investigada há dois anos pela Polícia Federal e ao menos 40 pessoas já foram indiciadas. Além de compras superfaturadas, que lesaram o SUS e os planos, em alguns casos cirurgias foram indicadas sem necessidade.

“Sou totalmente contra programas que envolvam volume. Médicos não podem receber nenhum benefício atrelado a quantidade de procedimentos de nenhum tipo.”

O cardiologista Luís Cláudio Correia, representante da Choosing Wisely no Brasil (campanha contra o excesso de exames e o sobrediagnóstico), não acredita que os programas tenham papel crucial em indicações excessivas ou desnecessárias de exames.

“A questão é mais cognitiva do que de premiação, de incentivo. Imagino que na ausência de qualquer conflito de interesse, o ‘overuse’ continuaria prevalente.”

Para o intensivista Guilherme Barcellos, que preside a Sociedade Panamericana dos Médicos Hospitalistas e também integra a Choosing Wisely, não é frequente nesses programas uma remuneração direta a médicos por indicações de procedimentos.

“Entram num combo que garante privilégios. Mais receita para o hospital e o médico vira 5 estrelas, ganha estacionamento grátis, lavagem do carro e coisas do tipo.”

EINSTEIN ‘EXPORTA’ PROGRAMA

Considerado modelo no setor, o programa de benefícios do hospital Albert Einstein está sendo replicado em outras oito instituições do país.

Segundo o presidente do hospital, Sidney Klajner, o programa de segmentação médica é usado como forma de fidelizar profissionais autônomos à instituição. São 70 indicadores que geram pontuações que classificam médicos como “premium, advance, evolution e special”.

Os indicadores são baseados em qualidade (adesão a protocolos, interação com a equipe), fidelização (número de pacientes trazidos para o hospital), filantropia (atividades voluntárias nos programa filantrópicos) e participação em ensino e pesquisa.

Klajner diz que o hospital valoriza mais a fidelidade do médico ao Einstein do que o volume de procedimentos.

“Médicos que têm cadastramento e internam pacientes em vários hospitais têm pontuação menor do que aqueles que estão exclusivamente no Einstein.”

Segundo ele, em relação a exames, para cada especialidade existe uma meta mediana esperada. “A partir dessa mediana não é contado mais nada. Estamos mais interessados que o médico peça o exame no Einstein e não no Fleury do que no volume.”

O Einstein vetou recentemente uma prática que poderia gerar conflito de interesse: postos de coleta de exames mantidos por laboratórios em consultórios médicos.

“Por mais que cause perda de receita, isso poderia gerar incentivo para exames complementares desnecessários.”

Também proíbe que seus médicos recebam comissões por tipo de quimioterapia que indicam. “Perdemos profissionais por isso.”

O Hospital Sírio-Libanês diz que não remunera os médicos por quantidade de exames e que “repugna essa prática”. Também não há remuneração por quimioterapia indicada, segundo o CEO, Paulo Chapchap. “Os médicos são remunerados pelo cuidado com o paciente.”

O Hospital Oswaldo Cruz disse que o porta-voz indicado a falar sobre o assunto estava viajando.

O Hospital Moinhos de Vento, de Porto Alegre, informou que seu programa médico passa por reestruturação e que só se manifestará após a conclusão do processo.

A Rede D’Or, que tem 31 unidades no país, disse que “não tinha interesse em participar da reportagem”.


Fonte: Revista Fórum, com informações da Folha.

21.11.16

Associados aprovam receitas extras na Cassi: ampliar cobertura da ESF é fundamental!




Olá companheir@s, amig@s e colegas do Banco do Brasil,

Os associados da Cassi se manifestaram favoráveis à consulta realizada para referendar ou não o Memorando de Entendimentos assinado entre o patrocinador Banco do Brasil e as entidades sindicais Contraf-CUT e Contec, juntamente com as associações Anabb, Aafbb e Faabb.

A Proposta Final foi construída ao longo de quase dois anos de negociações entre a direção do Banco e as entidades representativas do funcionalismo, assessoradas por dirigentes eleitos da Cassi. Nela ficou definido que os associados farão contribuição mensal extraordinária de 1% até dezembro de 2019, improrrogável, e o patrocinador Banco do Brasil fará ressarcimentos mensais e extraordinários de R$ 23 milhões em favor da Cassi, também até dezembro de 2019, corrigidos pelo FIPE Saúde, correspondente às despesas vinculadas ao Plano de Associados com programas, coberturas especiais e estrutura própria das CliniCassi, mediante convênio específico.

O Banco também contratará e pagará uma empresa de consultoria para analisar, revisar e desenvolver processos, projetos e ações com foco no modelo de governança, gestão e operação da Cassi.

MOBILIZAÇÃO E ACOMPANHAMENTO DOS ASSOCIADOS SÃO FUNDAMENTAIS

A partir de agora é fundamental que haja a manutenção e o aumento do envolvimento das entidades representativas e das lideranças da ativa e aposentados para as etapas que começam com a aprovação da proposta feita pelo patrocinador Banco do Brasil. Mobilizar os associados e acompanhar o processo é necessário.

Nós escrevemos alguns artigos (ler AQUI) explicando que na nossa opinião de gestor da área da saúde da Cassi não basta a entrada extraordinária de novos recursos, os cerca de 40 milhões por mês, se não pudermos atuar imediatamente, já a partir de 2017, na ampliação da cobertura do Modelo de Atenção Integral à Saúde e Estratégia Saúde da Família (ESF), tendo mais equipes de família, médicos de pronto atendimento, mais PAD e passando a cuidar de população maior que os atuais 180 mil cadastrados na ESF nos próximos 3 anos.

CASSI DEVE MELHORAR ESTRUTURA PRÓPRIA DE ATENDIMENTO À SAÚDE E NÃO O INVERSO

A Cassi não pode seguir sendo uma mera pagadora de despesas assistenciais na rede de prestadores de serviços (Rede Credenciada), para onde vai praticamente toda a arrecadação de receitas da Cassi. A despesa administrativa da nossa operadora, ou seja, o custo próprio de estrutura de atendimento e funcionamento, é a menor de todo o setor de saúde suplementar, com exceção das seguradoras de saúde que têm outra lógica. Enquanto a média do setor em 2015 (ANS) é de 11,5%, sendo de 12,7% nas autogestões e 12,4% nas medicinas de grupo, a Cassi teve despesa administrativa de 10,6%, ou seja, podemos crescer 20% de nossa estrutura para ficar no parâmetro administrativo das operadoras que mais se assemelham a nós.

No trânsito interno da governança da Cassi, a respeito do "Memorando de Entendimentos", apresentamos um parecer técnico da Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento com diversas sugestões para alcançar esses objetivos de ampliar a cobertura assistencial da Atenção Primária na Cassi já nos anos de 2017, 2018 e 2019. Basta priorizarmos o foco naquilo que é a missão da Cassi.

O que estamos dizendo é que é possível cuidar de mais participantes da Cassi no modelo de promoção de saúde e prevenção de doenças, monitorando os doentes crônicos, com o novo orçamento anual que passaremos a ter a partir de janeiro de 2017.

Vamos abordar bastante o assunto a partir de agora e seguir partilhando nossas opiniões e sugestões com o conjunto de entidades e lideranças da comunidade Banco do Brasil e Cassi.

Abraços,

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/18)

(matéria do site da Cassi)


Associados aprovam alteração do Estatuto Social da Cassi

Publicado em: 21/11/2016

Conforme resultado da consulta ao Corpo Social encerrada às 18h desta segunda-feira, 21 de novembro, foi aprovada a inclusão do Artigo 91 no Estatuto Social da Cassi. Este artigo cria uma contribuição mensal adicional e extraordinária dos associados de 1% até dezembro de 2019, prazo improrrogável. O início da contribuição está condicionado à assinatura de um convênio entre a Cassi o Banco do Brasil, para o ressarcimento de R$ 23 milhões mensais à Caixa de Assistência, pelo período em que houver a contribuição extraordinária dos associados.
Somados, a contribuição extra e o ressarcimento pelo BB resultarão em um aumento de R$ 40 milhões mensais na receita da Cassi. Paralelamente, o Banco do Brasil contratará e pagará uma empresa especializada para analisar, revisar e desenvolver processos, projetos e ações com foco no aperfeiçoamento do modelo de governança, gestão e operação da Cassi. O trabalho de consultoria terá como meta melhorar a eficiência do gasto assistencial sob todos os aspectos da atenção à saúde.
As informações sobre a implantação dessas medidas serão divulgadas em breve pelo site da Cassi. Detalhes da proposta estão disponíveis em www.cassi.com.br/consultacorposocial.
VOTAÇÃO - Não computados os votos em branco (1.205), conforme prevê o Estatuto, a opção pelo voto SIM (98.257) foi a que recebeu o maior número de votos, seguida da opção pelo voto NÃO (19.535) e pelo voto NULO (1.684), como mostra quadro mais abaixo. Nesta consulta, eram necessários dois terços dos votos válidos para a aprovação.

 RESULTADOQUANTIDADE
%
APROVA (Votos SIM)
 98.257 82,24
NÃO APROVA (Votos NÃO)
 19.535 16,35
VOTOS NULO
 1.684 1,41
TOTAL
 119.476 100,00