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4.4.14

Mobilização faz BB rever estrutura para melhorar condições de trabalho no SAC


Negociação resultou em aumento de pessoal no SAC.
Foto: Augusto Coelho. Seeb SP.

A Contraf-CUT, a Fetec SP e o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região se reuniram com o Banco do Brasil na terça-feira 1 para tratar das condições de trabalho no Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC). A unidade está localizada em São Paulo e é responsável por atender às reclamações que chegam pelo 0800. O SAC foi criado por força de legislação e a empresa tem regras e prazos a cumprir em relação às reclamações dos clientes.

A Mesa Temática foi uma conquista dos trabalhadores devido à forte organização e mobilização no setor em conjunto com o Sindicato e a Contraf-CUT que procuraram o Banco na tentativa de solução para as péssimas condições de trabalho na unidade.

Falta de funcionários 


O Coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), William Mendes, os dirigentes João Fukunaga, do Sindicato, e Fernanda Lopes, da Fetec SP, apresentaram aos representantes do Banco - a Diretoria de Relações com Funcionários e Entidades Patrocinadas (Diref) - os principais problemas do setor, bem como as soluções possíveis como o aumento de dotação de funcionários no SAC, principalmente de assistentes, que são aqueles que efetivamente resolvem as ocorrências.

Participou da mesa também Cláudio Luís, representante da Fetec SP na Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.

Ascensão Profissional 


Também foram abordadas outras questões. além da necessidade de aumento do quadro no SAC. As entidades sindicais estão cobrando do Banco que haja processos de seleção interna para o preenchimento de vagas de funções comissionadas porque o gestor da unidade já fez várias nomeações por decisão própria em outros períodos, mesmo havendo pessoas com prioridades por processo seletivo anterior.

SAC terá aumento no quadro e nova dotação sai em 30 dias


Após várias horas de negociação com a Diref, responsável pela relação institucional com as entidades sindicais, o Banco afirmou que a dotação do quadro do SAC será ampliada porque o setor é importante para o Banco. A nova estrutura e o número de funcionários da dotação total sairão em até 30 dias.

Mais transparência


"A Contraf-CUT e suas entidades sindicais têm feito grande esforço para conquistar melhores condições de trabalho aos funcionários do BB. Os trabalhadores do SAC fazem um excelente trabalho mas não estão com condições mínimas para isso. Estivemos ontem no setor e após as conversações combinamos que vamos todos esperar esses 30 dias para ver se o novo quadro atende às necessidades do volume de trabalho da unidade", informa William Mendes, coordenador da CEBB e também Secretário de Formação da Contraf-CUT. 

"Também cobramos do Banco transparência e processo isonômico para o preenchimento das vagas comissionadas que serão criadas porque em 2013 tivemos que levar denúncias de nomeações sem critério feitas pela gestão local" finaliza o dirigente.

Veja abaixo as principais questões que foram levadas ao Banco na Mesa Temática sobre condições de trabalho no SAC:


- Ampliação do quadro de assistentes para atendimento às ocorrências registradas através do canal 0800;

- Encerramento de ocorrências de atendimento somente após resposta do parecer pela rede de agências. No modelo atual o cliente recebe resposta padrão e o SAC não registra as soluções adotadas;

- Ampliar tempo médio de solução esperado para 5 dias úteis, conforme prazo legal;

- Não utilizar o tempo médio de solução para avaliação do desempenho dos funcionários;

Histórico de problemas


Inicialmente o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) foi criado por força do decreto-lei 6523, de 31/07/2008, para atender casos oriundos do canal telefônico 0800.

Posteriormente o departamento passou a ser responsável pela solução de ocorrências registradas através do Portal BB e mídias sociais, sem aumento de pessoal.

O departamento passou por reestruturação e houve redução do quadro de assistentes, pois alguns foram comissionados e outros saíram da dependência sem reposição.

Atualmente o SAC está participando de novo projeto piloto para atendimento aos funcionários da rede de agências. O deslocamento de funcionários para este projeto reduz ainda mais o número de funcionários disponíveis para o tratamento de ocorrências, o que gera acúmulo de trabalho e perda de prazo legal.

Fonte: Contraf-CUT

Chapa 1 - Todos pela Cassi (3ª vez em São Paulo SP)





Ufa!

O dia hoje foi de percorrer um prédio todo, os sete andares, conversando com os bancários e bancárias do BB sobre as nossas propostas para melhorar a nossa Caixa de Assistência dos funcionários - Cassi. Também abordamos a eleição do Economus que ocorrerá logo após a eleição da Cassi.

Fizemos sete reuniões com os colegas do prédio do Cenop. Ao todo, o complexo tem cerca de 900 colegas do BB.

Agradeço as andanças de hoje em conjunto com o pessoal do Sindicato - Celso, Márcia, Inês, Rocha, Irinaldo e nossa candidata ao Economus, Adriana Ferreira. Valeu companheirada!

Após o dia de campanha da Cassi, passei na Contraf-CUT e fiz matéria sobre a mesa específica que tivemos na terça-feira sobre os problemas do SAC BB. Ontem estivemos lá para conversar com os trabalhadores e partilhar com eles as soluções conquistadas pela organização e mobilização dos bancários junto com o Sindicato.

É isso! Se eu falar que não estou cansado, eu estaria mentindo. Já estou fechando a 4ª semana de campanha e as dores pelo corpo já são uma realidade... Mas a garganta resistiu bem até agora!


Sei não, talvez eu precise da Cassi ao final do processo (rsrs)

3.4.14

Chapa 1 - Todos pela Cassi (2ª vez em São Paulo SP)





Nesta quinta-feira, estivemos fazendo campanha da Chapa 1 - Todos pela Cassi aqui na capital paulista. Estive na companhia dos valorosos João Fukunaga, Adenilson e Fernanda.

Pela manhã, fizemos reunião no complexo do BB da Verbo Divino (Ditec). A reunião foi muito boa. Muitas intervenções de colegas e pudemos abordar vários temas e várias propostas que defendemos para a Cassi.

Após o almoço, fomos para outro complexo do BB, o SAC. Fizemos reuniões com os trabalhadores abordando dois temas:

- O primeiro foi em relação às condições de trabalho no setor, pois devido à luta e organização dos bancários e Sindicato, tivemos uma mesa nesta semana com o Banco. Demos os informes e os colegas seguirão mobilizados até a solução efetiva de aumento na estrutura do SAC e novas contratações com processo de seleção claro e transparente.

- Nas reuniões com os bancários e bancárias do SAC abordamos também as nossas propostas para melhorar a Cassi. Assim como tenho feito, resgatei história da nossa Caixa de Assistência e as reuniões foram muito boas.

É isso. Meu dia não acabou ainda porque estou fazendo matéria para o site da Contraf-CUT.

- Haja energia!

Abraços,

William

1.4.14

Chapa 1 - Todos pela Cassi (Em Brasília DF)





Nesta terça-feira meu dia de trabalho foi em Brasília - DF.

Pela manhã fizemos algumas reuniões com os bancários e bancárias do BB sobre as nossas propostas para a Cassi. Abordamos também diversos temas com os trabalhadores.

Agradeço a parceria d@s companheir@s Rejane e Wadson nas visitas aos prédios do Banco.

Após o almoço, participei de uma Mesa Temática sobre os problemas do SAC BB, um setor específico do Banco que está na base do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região e está com sérios problemas de falta de condições de trabalho.

Participaram da reunião os dirigentes paulistas Cláudio Luís, Fernanda e João Fukunaga.

É isso.

Amanhã, quarta-feira, continuo em Brasília. Teremos uma outra mesa temática com o BB, desta vez é sobre a CABB e a mesa é conquista da campanha nacional 2013. 

Depois farei um pouco mais de reuniões com os trabalhadores na base sobre as eleições Cassi e nossas propostas para a nossa entidade de Assistência Médica.

Boa noite!

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Post Scriptum (12/11/16):



Resultado das eleições no Distrito Federal:

Eleitores (Brasil): Ativos = 102.209 / Aposentados = 68.590

Eleitores que votaram: Ativos = 80.268 / Aposentados = 25.374

Exterior: Ativos = 63 / Aposentados = 0




Eleitores DF: Ativos = 13.698 / Aposentados = 4.686 (18.384)

Eleitores votaram DF = 9.159 (66,9%) / 1.381 (29,5%)

Total votos DF = 10.540 / válidos: 8.426 (80,0%)


Chapa 1 Todos pela Cassi =    1.532 / 355 =  1.887 / 22,4%


Chapa 2 Maturidade          =    2.176 / 161 =  2.337 / 27,7%

Chapa 3 Uma Nova Cassi  =    2.100 / 446 =  2.546 / 30,2%

Chapa 4 Renovação          =    1.341 / 315 =  1.656 /  19,7%

Votos Brancos                   =     690 / 038 =     728

Votos Nulos                       =   1.320 / 066 =  1.386

Total Votos apurados DF   =  9.159 / 1.381 = 10.540

25.3.14

Contraf-CUT obtém reunião com BB sobre condições de trabalho no SAC

  
Após contato da Contraf-CUT, através do coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil, William Mendes, com a direção do BB, ficou marcada com a Diref uma mesa de discussão emergencial entre o Sindicato dos Bancários de São Paulo e o banco para o dia 1º de abril para tratar dos problemas enfrentados pelos trabalhadores do Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC).

Essa agenda é fruto da forte mobilização no setor e é uma importante vitória para os trabalhadores do BB, pois serve de exemplo para todos os funcionários sobre a importância de estarem organizados junto ao seu sindicato. 

O diretor do Sindicato e um dos responsáveis pelo setor, João Fukunaga, afirmou que serão levadas para a direção do BB as demandas dos funcionários sobre as péssimas condições de trabalho a que estão submetidos atualmente no SAC.

Além da sobrecarga já existente em todos os departamentos do BB, no SAC a situação foi agravada quando foi passado ao setor o gerenciamento de reclamações abertas, através do site do Banco e mídias sociais, sem aumento de pessoal. Como se não bastasse, houve ainda funcionários que mudaram de função, reduzindo mais ainda o contingente de quem lida com as operações.

Vale ressaltar que o SAC foi criado pelo decreto nº 6523/2008, que regulamenta o atendimento via canal 0800 de cada empresa. "A gestão local do SAC passou a desviar o foco das reclamações via telefone para outros meios como mídias sociais, Portal do BB e site Reclame Aqui, tirando dezenas de assistentes do atendimento das demandas regulamentadas (0800). Agora está todo mundo no maior sufoco fazendo o triplo de operações que faziam antes", critica William, que também é Secretário de Formação da Contraf-CUT.

A Contraf-CUT e o Sindicato esperam que a direção do Banco encontre soluções para que o atendimento no SAC volte a ter uma dotação de funcionários adequada, conforme havia sido dimensionado para o atendimento de reclamações pelo sistema regulamentado em lei. "E este caos com a falta de assistentes para as demandas atuais tende a piorar porque o SAC não incorporou a região Sudeste em relação às reclamações de internet, o que vai agravar mais ainda a situação já absurda", finaliza William.


Fonte: Contraf-CUT com Seeb São Paulo

5.8.13

Bancários do BB protestam contra nomeações arbitrárias em São Paulo


Protesto na dependência do SAC em Santo Amaro teve encenação com palhaços 

As nomeações arbitrárias no Serviço de Apoio ao Cliente (SAC) do Banco do Brasil revoltaram os funcionários do setor em Santo Amaro, São Paulo, que fizeram manifestação de protesto na quinta 1º de agosto usando nariz de palhaço.

No dia 16 de julho, a Contraf-CUT fez essa denúncia em reunião com a direção do BB. A direção do SAC em SP iniciou a reestruturação no dia 15 de julho de forma unilateral, com comissionamentos em novas funções gerenciais sem processo de seleção interna. 

A Contraf-CUT denunciou que a decisão unilateral era injustificável porque acabara de realizar com o BB uma mesa de Ascensão Profissional e Comissionamento, na qual o que mais se discutiu foi haver transparência e regras claras de seleção de candidatos para novos comissionamentos nas "oportunidades" e reivindicou que o banco cobre isso de seus gestores.

O diretor do Sindicato de São Paulo, João Fukunaga, conta que no dia 17 de julho a administração do SAC nomeou 13 pessoas para cargos de gerente de setor, gerente de grupo e analistas, "em caráter de urgência", conforme correspondência da gestão local. Os funcionários que tinham interesse nos cargos não puderam sequer pleitear as vagas. 

Na correspondência, a administração afirma que a escolha respeitou critérios como a formação educacional, a avaliação funcional GDP e o comprometimento com o SAC. Fukunaga destaca que, ao contrário do que alega a administração, não foi considerada a formação educacional. 

"A 'canetada' privilegiou critérios que ficaram obscuros, sem transparência e com desrespeito. Lutamos para que as promoções sejam feitas a partir de provas e títulos, com seleções internas para avaliar o conhecimento de normas e rotinas, realizadas de forma isenta e objetiva." 

Fernanda Lopes, da Fetec-SP, afirma que a indignação é com a falta de transparência das nomeações, não com os nomeados. "O ato é contra a falta de seleção com critérios. Há funcionários qualificados inclusive entre os selecionados, mas a indignação geral é com a falta do processo seletivo e não contra os colegas nomeados", explica. 

Denúncia

Trabalhadores do SAC denunciaram ao Sindicato que o gerente de grupo do SAC convocou reunião para o mesmo horário da manifestação contra as nomeações arbitrárias, com o intuito de esvaziar o ato dos bancários. O Sindicato apresentará a denúncia à administração do SAC. 

Fonte: Contraf-CUT com Seeb São Paulo

17.7.13

Contraf critica terceirização na Dirao/BB e cobra garantias para bancários


Reunião com a direção do BB, realizada em Brasília, durou o dia todo

A Contraf-CUT, federações e sindicatos se reuniram com o Banco do Brasil nesta terça-feira 16 para tratar de diversas questões de interesse dos bancários. A reunião ocorreu em Brasília e durou o dia todo.

Na questão da reestruturação da Dirao (Diretoria de Reestruturação de Ativos Operacionais), foram ouvidas as justificativas do banco e após a apresentação foram reivindicadas garantias para os trabalhadores que serão atingidos pelo processo.

O banco alegou que as mudanças visam segmentar e especializar as operações, bem como centralizar o back office da área. Também afirmou que trabalhará em parceria com demais unidades do banco nas bases afetadas para minimizar impactos aos funcionários.

Uma das alegações da direção do banco para a reestruturação chocou as entidades sindicais. O BB alegou que está fazendo mudanças porque aumentou muito a quantidade de operações no setor nos últimos anos: passou de 500 para 1.300 operações por mês.

"Na nossa visão, o que era para ser "Bom Pra Todos", porque o banco está sendo cobrado pelo governo federal para que atue mais na função de servir ao país fornecendo crédito, se tornou ruim para os bancários porque o banco está aumentando a terceirização de atividade-fim da categoria, e ruim para clientes e o próprio banco porque está colocando em risco serviços que são feitos pelos funcionários com muita competência", criticou William Mendes, secretário de Formação da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.

Tanto é verdade que o BB é o banco que tem a menor taxa de inadimplência do mercado bancário (em torno de 2,0% para 3,3% no sistema) e tem muita qualidade na questão da recuperação de crédito. Mas isso é feito com a eficiência dos bancários.

No entanto, a Contraf-CUT considera a reunião com a Dirao/BB muito importante porque o que as entidades sindicais cobram com frequência aos bancos é que respeitem princípios básicos da Convenção 158 da OIT no que diz respeito a informar aos representantes dos trabalhadores processos que envolvam reestruturações para que seja possível minimizar impactos e ou achar soluções que protejam os trabalhadores.

Propostas das entidades sindicais

- Aumentar o número de funcionários na Dirao, em vez de aumentar a terceirização, porque o banco está alegando que a reestruturação na diretoria de ativos de crédito deve-se a grande aumento da quantidade de operações, de 500 para 1.300 operações por mês. Não tem sentido terceirizar atividade-fim, ao invés de contratar mais funcionários com os direitos legais da categoria.

- Garantir priorização para os funcionários da própria estrutura abrangida na reestruturação para o preenchimento de vagas na nova Dirao/Gecor.

- Garantir priorização para realocação daqueles bancários que perderem a função em condições similares de remuneração no próprio município/região.

- Ver a possibilidade de realocar funcionários que não fiquem na nova estrutura para locais de origem familiar ou onde estavam situados antes de irem para a rede Dirao.

- Garantir que os comissionados de funções extintas de 8h (novas de 6h no plano de funções) que não quiseram reduzir os salários migrem para a nova estrutura Dirao com a função de 8h. Foi compromisso do banco em 28 de janeiro garantir este direito.

Resposta do BB: O banco afirmou que as pessoas poderão manter sua opção de 8h tanto se forem para outras áreas como na própria estrutura da Dirao. Informou que os funcionários têm que solicitar a manutenção de 8h para a Gepes de sua região.

Demais questionamentos

- está garantida a hora extra para os optantes às funções de 6h até 2014 como o banco prometeu, mesmo se a pessoa mudar de prefixo nas reestruturações?

Resposta do BB: O banco afirmou que sim, pois o direito de fazer hora extra é do funcionário, independente do prefixo em que ele estiver.

- como se dará a questão da redução de 100 escriturários? E os assistentes, quantos serão na Dirao?

Resposta do BB: Serão 215 assessores operacionais plenos. Os escriturários terão maior facilidade de realocação e também poderão concorrer normalmente.

- se as Gepes e/ou Dipes nomearem em função de 6h, de forma equivocada, alguém que optou por ficar na Dirao/Gecor com a função de 8h ou que tenha ido para outra dependência optando por ser comissionado de 8h, o bancário pode pedir a correção?

Resposta do BB: Sim, pode.

- haverá redução da média salarial na estrutura nova?

Resposta do BB: O banco não tem esses dados.

- como será a trava de dois anos para concorrências após o processo de realocação das pessoas?

Resposta do BB: Onde não foi promoção, foi lateralidade, não haverá mudança de contagem de tempo. Se for como ascensão, começa nova contagem de dois anos.

- quanto tempo levará a reestruturação?

Resposta do BB: Não tem prazo para finalizar. São ondas, e a próxima só ocorrerá quanto finalizar a anterior.

As entidades sindicais alertaram ao banco que não tire a função dos bancários que já estão em funções comissionadas há mais de 10 anos, pois a Súmula 372 do TST garante a incorporação da comissão e os sindicatos entrarão na justiça caso isso ocorra.

Nova GDP

A direção do banco apresentou, através da Dipes, o novo sistema de avaliação dos funcionários - a nova GDP. A mudança é a inclusão do cumprimento de metas individuais (resultados) na composição das notas da GDP.

O novo sistema permitirá que os gestores definam por conta própria e de forma subjetiva, metas diferentes para funcionários de suas dependências, o que pode acarretar distorções e aumentar a prática de assédio moral nos locais de trabalho.

A direção do banco alegou que os aprimoramentos foram baseados nas boas práticas do mercado, nas demandas organizacionais, na percepção dos funcionários e na literatura especializada. Afirmou que antes o acordo era formalizado só coletivamente: gestor registrava único acordo para todos integrantes da equipe e agora pode ser formalizado individual ou coletivamente, a critério do gestor.

Agora serão dois parâmetros avaliados:

COMPETÊNCIAS: indicar as competências a serem enfatizadas ou aprimoradas e ações de capacitação recomendadas.

METAS: indicar as ações esperadas, prazos e metas individuais negociadas.

Segundo o banco, quanto mais anotações houver, melhor para todos, inclusive os funcionários. Ao ser questionado pelas entidades sindicais sobre a questão de avaliações em 360º, o banco informou que a parte de competências segue em 360 graus, mas as metas "não!".

Avaliação e observações das entidades sindicais

Após várias críticas e questionamentos feitos pelas representações, a coordenação deixou claro que o banco vem tomando medidas unilaterais desde 2012 em relação aos parâmetros que avaliavam os funcionários e os resultados das dependências do banco.

A GDP era um sistema interno do banco com caráter formativo, pois avaliava os funcionários através de competências esperadas e sugeria melhorias através de retornos e avaliações periódicas (feedbacks). A inclusão de resultados de metas na GDP descaracteriza completamente o caráter que ela tinha.

"Essa mudança se soma à implantação do programa Sinergia BB em 2012, que substituiu o parâmetro ATB das dependências da rede de agências. O Novo Sinergia BB também veio com a individualização das metas nas carteiras de relacionamento das agências. Não fosse a luta do funcionalismo em 2012 e o banco instituiria o pagamento de Módulo Bônus individual por resultado de carteira em dependências, destruindo um sistema de distribuição de PLR conquistado no BB desde 2003 com o advento da campanha unificada dos bancários", avalia William Mendes, o coordenador da CEBB.

O Novo Sinergia BB nas agências somado à GDP baseada em cumprimento de metas individuais destrói a lógica do trabalho em equipe e aumenta a disputa interna nos locais de trabalho.

Outras cobranças das entidades sindicais

- FALTAS DE GREVE COM CÓDIGO 308 - foi reivindicado ao banco novamente que sejam estornadas as faltas descontadas dos bancários no primeiro semestre devido aos dias nacionais de luta contra as mudanças unilaterais ao plano de funções comissionadas. Os problemas ainda não foram resolvidos e os funcionários querem mudanças no plano. O BB ainda não tem resposta, mas está avaliando o pleito. As faltas das lutas do segundo semestre, como as de julho, serão debatidas na campanha nacional.

- IN 383 DE CONTROLE DISCIPLINAR - em relação às mudanças reivindicadas pelas entidades sindicais em 19/06, o banco afirmou que está avaliando internamente com as áreas responsáveis, mas adiantou que está buscando formas de atender aos pedidos de mudanças solicitadas pelos representantes do funcionalismo.

- ACORDO MARCO UNI AMÉRICAS - a Contraf-CUT apontou dificuldades enfrentadas por entidades sindicais nos EUA para terem acesso aos trabalhadores do BB naquele país, o que contraria o Acordo Marco recém renovado. Foi pedido solução ao banco e a empresa ficou de verificar.

- BB NO PARAGUAI - A Contraf-CUT também reivindicou ao banco uma agenda em conjunto com a UNI AMÉRICAS e o Sindicato dos Bancários do Banco do Brasil do Paraguai para se buscar solução sobre a renovação de acordo coletivo porque não se logrou assinatura de acordo nos últimos anos e a situação dos bancários está bem ruim, enquanto a situação do BB naquele país avançou muito nos últimos anos.

- PSO - as entidades sindicais reivindicaram uma mesa específica para tratar de questões deste setor do banco, pois desde que o BB estendeu para todo o país as PSO os problemas só aumentaram. Também é necessário atualizar a redação do regulamento de delegados sindicais para que o mesmo abranja a especificidade das PSO.

- CARREIRA DE MÉRITO - foi cobrado mais uma vez o cumprimento da conquista da Carreira de Mérito aos caixas que estão em mandatos sindicais ou foram dirigentes sindicais a partir de 1º/09/06. O direito dos caixas foi conquistado na campanha 2012 e até o momento alguns bancários não o receberam. Os bancários devem receber 0,5 ponto por dia de exercício de caixa. Também foi cobrado que o banco pague o mérito para os funcionários B-Zero que estão nas carreiras comissionadas porque o Mérito é pago por dia de exercício de função e não tem porquê excluir nenhum trabalhador.

O banco informou que vai resolver o problema e pagar o que deve aos bancários caixas executivos que estão ou estiveram em mandato de representação sindical. O pagamento será retroativo a 1º/09/12 (data da conquista do direito). Em relação aos funcionários comissionados que são B-Zero, o banco vai avaliar internamente o pagamento do Mérito.

- SESMT - em relação à cobrança de preenchimento das vagas do SESMT pelos concursados, feita na mesa de 19/06, o banco informou que ainda faltam 23 vagas no país para serem ocupadas. O maior problema está nas vagas de médicos: são 16 vagas com dificuldades de preenchimento. Os concursados entram e depois saem e o processo de posse recomeça. Muitos concursados não tomam posse após a qualificação. O salário destes profissionais varia de R$ 6.235,33 a 7.898,76 para jornada de 4h.

- FALTA DE FUNCIONÁRIOS - o problema é generalizado no país. Existem concursos de escriturários em aberto em várias regiões do país. O BB não está fora de seu teto autorizado pelo governo. Os próprios gestores das dependências reclamam da falta de funcionários para preencher as vagas na dotação. Para piorar a situação, ao invés de contratar, o banco cria programas de incentivo à aposentadoria (o que agrava o quadro).

- SACR (Remoção automática, Cláusula 48ª, §1º do ACT/BB) - também foi cobrado que a remoção automática (SACR) funcione em todas as dependências do banco - tanto em área meio quanto na rede de agências - porque em vários locais as remoções estão travadas e não estão rodando.

- REESTRUTURAÇÃO SURPRESA NO SAC - a direção do SAC em SP iniciou uma reestruturação nesta segunda-feira 15 de forma unilateral, com comissionamentos em novas funções gerenciais sem processo de seleção interna. A Contraf-CUT e o BB acabaram de sair de uma mesa de Ascensão Profissional e Comissionamento onde o que mais se discutiu foi haver transparência e regras claras de seleção de candidatos para novos comissionamentos nas "oportunidades" e reivindicou que o banco cobre isso de seus gestores.

- AUSÊNCIAS PARA PARTICIPAÇÃO EM CONGRESSOS E CONFERÊNCIAS - as entidades sindicais estão reivindicando que o banco respeite a tradição democrática conquistada há décadas de liberar os bancários que forem eleitos em suas bases para participarem desses fóruns.

- BOLSA GRADUAÇÃO E PÓS - os funcionários com licença-saúde e em QS-disponibilidade não puderam participar do processo. Foi reivindicado que se verifique isso e corrija o problema.

- SANTA CATARINA - no processo de incorporação do Besc, o BB se comprometeu a cumprir diversas questões locais por se tratar da aquisição de um banco público estadual. As entidades sindicais questionaram se o banco está tratando da renovação deste contrato de prestação de serviços com o Estado, o contrato vence em outubro.

Saúde e Previdência

- PLANO DE SAÚDE SIM (BESC) - atualmente, os bancários não podem aderir ao plano de saúde do banco incorporado e nem à Cassi. Foi cobrado que o banco abra uma mesa com as entidades sindicais para apresentar proposta sobre a adesão de todos à Cassi e à Previ.

- ECONOMUS - foram apontadas dificuldades que as entidades sindicais encontram em obter retorno da direção da entidade ou, ao menos, de serem atendidas pelo Economus. Nem os ofícios remetidos a ele são respondidos.

- CASSI E PREVI PRA TODOS - a Contraf-CUT fez um apelo ao Banco do Brasil para que neste ano seja instalada uma mesa de solução para acabar com a discriminação aos funcionários oriundos de bancos incorporados e para que todos possam ter direito à Cassi e à Previ.

Fortalecer as mobilizações para uma campanha vitoriosa

A Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil convoca a categoria a participar ativamente da Campanha Nacional dos Bancários 2013 e buscar com muita unidade novos direitos e a manutenção das conquistas arrancadas na luta das últimas campanhas.

Fonte: Contraf-CUT

15.7.13

Agenda de luta... Hoje falei com cerca de 250 bancários



William Mendes - crédito: Maurício.
Nesta segunda (15) dediquei o dia ao trabalho de base juntamente com os companheiros do meu sindicato. 

João Fukunaga, Fernanda, Adenilson e eu fizemos pela manhã uma reunião em agência na Zona Sul de São Paulo.

Na parte da tarde, Fernanda, Adenilson e eu fomos ao complexo do SAC do Banco do Brasil para fazermos reuniões sobre as reivindicações do funcionalismo, tiradas no 24º Congresso Nacional dos Funcionários do bb. Também debatemos a importância da participação de cada bancário e bancária no combate ao projeto de terceirização total (PL 4330), que está marcado para ser votado em agosto. É o maior desafio de nossa geração enquanto classe trabalhadora.

Os debates foram muito bons. Estamos organizando os colegas para uma participação massiva na campanha deste ano porque as nossas reivindicações são justas e é preciso que a direção do banco respeite o corpo funcional e suas entidades de representação. Bancários são bons profissionais no trabalho e são bons de briga, mas os bancários querem o diálogo com a empresa e querem propostas atendidas pelo patrão.

REESTRUTURAÇÃO DO SAC BB

Descobrimos nesta segunda-feira mais uma reestruturação ocorrendo no bb. É a reestruturação do SAC. A lógica destas reestruturações todas nos bancos é a redução de custos, muitas vezes de forma burra! Queremos transparência no processo de preenchimento de novos cargos no SAC e que os novos comissionados e gestores tenham passado por processos seletivos para serem nomeados, como o banco afirmou em mesa de ascensão profissional neste ano, que estava estudando soluções para melhorar os processos de comissionamento.

Nesta terça (16) acordo às 4h da manhã para ir a Brasília (DF) onde temos mesa com o banco para discutir questões de reestruturações (DIRAO/Gerat), e agora esta no SAC, bem como para ouvir do banco quais as mudanças na GDP porque já nos foi dito até pelos gestores do banco que vão incluir metas na avaliação de desempenho. Não aceitaremos isso e vamos chamar os bancários pra luta contra essa barbaridade!

Acho que vou me preparar pra dormir porque estou bem cansado (já faz semanas que o cansaço acumulou...).


Conclamamos os bancários para que venham pra luta nesta campanha!
Nossas reivindicações são justas e nossos bancários são bons!
Queremos melhorias nos salários e nos direitos contratados!