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11.9.15

Negociação no BB tensiona no debate sobre os quinze minutos das mulheres


(matéria da Contraf-CUT)


Bancários buscam resolver pendências e avançar
nas cláusulas específicas. Foto: Guina

A continuação da negociação das cláusulas específicas com o Banco do Brasil, na sede do Banco, nesta sexta-feira (11), em Brasília, foi marcada por tensionamento quanto aos quinze minutos de intervalo das mulheres antes da jornada extraordinária.

A decisão do BB de permanecer com o intervalo no Distrito Federal, Pará e Amapá causou grande descontentamento das bancárias, uma vez que o Banco não informou se vai pagar para as bancárias o valor devido dos intervalos não realizados.

Os funcionários insistiram que o banco tomou um decisão no meio de um processo de negociação e, ainda, no seu comunicado tentou jogar as trabalhadoras contra as suas representações sindicais. 

Os representantes dos funcionários argumentaram que durante a vigência do intervalo, em muitos locais de trabalho as mulheres não obedeceram ao descanso legal devido às condições de trabalho. 

"Para muitas bancárias era impossível parar um atendimento ao cliente ou parar a fila do caixa. Mesmo em setores internos não foi dado condições para obedecer ao intervalo legal" argumenta o Coordenador da Comissão de Empresa, Wagner Nascimento.

Foi cobrado do BB que se pague esse passivo, uma vez que não se trata apenas de um intervalo de quinze minutos, mas de hora extra feita e não paga. Os funcionários reivindicaram que o banco apure os pontos eletrônicos e estabeleça o pagamento às mulheres.

Foi acertada uma reunião para a próxima terça-feira com o BB, onde será negociada a situação das praças com problemas e também uma resposta do BB quanto ao pagamento das horas devidas.


Ausências autorizadas

Foi debatido e solicitado ao Banco a ampliação das ausências autorizadas e da regulamentação para a ausência para consulta para tratamento médico/odontológico. 

É reivindicação dos funcionários que haja uma regulamentação sobre o abono das horas de consulta. Desde que a Diretoria de Pessoas passou a proibir o abono das horas de consultas, tem havido transtorno em vários locais e a permissão de ausência fica a cargo de cada gestor.

Foi dado destaque neste item à ampliação da LAPEF sem descontar nos abonos e ampliação do PAS adiantamento, com a permissão de uso pelos funcionários de bancos incorporados.


Previdência Complementar


Foi mais uma vez solicitado que a administração dos planos dos funcionários de bancos incorporados seja feita pela Previ e que seja da opção de adesão imediata ao Previ Futuro para incorporados sem plano de previdência. 

Os funcionários destacaram as reivindicações de volta da consulta ao Corpo Social e a implantação de um teto de benefícios na Previ. Foi debatido e cobrado do BB a instituição de novo benefício de previdência opcional, com base na PLR, com contribuição patronal e pessoal e a alteração dos parâmetros da parte 2b do Previ Futuro de forma a permitir o aumento do percentual de contribuição patronal e pessoal.

Foi destacado também a reivindicação do resgate da parte patronal no Previ Futuro nos casos de desligamentos, uma reivindicação antiga e já permitido no plano 1 da Previ.


Vale transporte

Os funcionários cobraram do Banco o pagamento do vale transporte intermunicipal, pois muitos funcionários não obtém o benefício devido à problemas na empresa concessionária, por não ter catraca ou serviço de vale-transporte. Os funcionários ficam prejudicados pois precisam se deslocar às próprias custas para trabalhar em cidades vizinhas e até mesmo dentro de regiões metropolitanas.


Folgas

Foi feito um amplo debate sobre a regulamentação da concessão de folgas no acordo coletivo e também sobre as folgas da justiça eleitoral.

Devido ao acordo com o Ministério Público do Trabalho, as folgas da justiça eleitoral não poderão mais constar do acordo com a opção de conversão em espécie, mesmo que (seja) uma parcela do estoque.

Os funcionários cobraram do BB que seja definido em acordo um prazo para concessão de folgas, para evitar que novamente a Dipes venha pressionar os funcionários para utilização de folgas, inclusive com ameaça de inquéritos administrativos indevidos.

O Banco assumiu o compromisso de apresentar uma nova redação à cláusula das folgas ainda durante o processo de negociação.


Vale Cultura

Foi reivindicada ampliação do vale-cultura para todos os funcionários, independente da faixa salarial.


Avanços no PSO


O BB apresentou algumas propostas debatidas nas mesas sobre PSO e que serão implementadas até 31/08/2016:

a) disponibilização da Trilha de capacitação invertida para que os funcionários do PSO possam fazer cursos da Rede Varejo e vice-versa

b) implementação da adição cruzada (movimentação transitória) entre escriturários de Agência e PSO

Para Wagner Nascimento, foi feito um amplo debate sobre a questão dos quinze minutos das mulheres, mas ainda falta o compromisso do BB em pagar as horas extras feitas gratuitamente pelas bancárias: "Não adianta o BB querer cumprir somente parte do que recomenda a lei. Se houve intervalo não obedecido, precisa ser quitado. Além disso, é necessária uma negociação de fato sobre essa questão. Por isso, insistimos na negociação sobre esse tema." afirma.

Para o dirigente os avanços informados pelo Banco quanto aos abonos das grávidas e no PSO são importantes: "Embora ainda muito tímido em relação à nossa pauta, mas entendemos que todo avanço na perspectiva de carreira e nas condições de trabalho é conquista para os trabalhadores." destaca.


Fonte: Contraf-CUT

26.9.14

TRT-CE condena Caixa a pagar R$ 1,3 milhão por terceirização ilegal




O Tribunal Regional do Trabalho no Ceará (TRT-CE) condenou a Caixa Econômica Federal em R$ 1,3 milhão por terceirização ilegal. A empresa foi processada pelo Ministério Público do Trabalho no Ceará (MPT-CE) por contratar, no período de março de 2001 a março de 2004, a Cooperativa dos Técnicos em Processamento de Dados (Cotepro) para serviços ligados a sua atividade-fim. 

Em outro processo em Minas Gerais, o MPT conseguiu liminar que obriga o banco a rescindir os contratos terceirizados de vários serviços. 

No acórdão do TRT-CE, assinado pelo desembargador Emmanuel Teófilo Furtado, também ficou determinado que as verbas rescisórias dos empregados da Cotepro sejam pagas de acordo com o piso salarial da categoria dos bancários e não sobre o piso salarial da categoria dos digitadores, já que para o MPT todas as atividades exercidas pelos associados da cooperativa tinham natureza financeira. 

A decisão obriga, ainda, o banco a pagar os vales-transportes não fornecidos aos associados da Cotepro durante o período de vigência do contrato. 

Para o MPT, a Caixa teve uma "conduta omissa e culposa, assumindo o ônus decorrente da culpa, na medida em que deixou de fiscalizar o cumprimento das obrigações trabalhistas da Cooperativa contratada em relação aos empregados dos quais logrou os benefícios da força de trabalho na qualidade de tomadora dos serviços". 

O dano moral coletivo será revertido ao Centro Estadual de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest/CE), unidade de saúde da Secretaria da Saúde do Estado do Ceará, que faz parte da Rede Nacional de Atenção à Saúde do Trabalhador (RENAST), do Ministério da Saúde. 

Reincidente 

Neste mês, a 47ª Vara do Trabalho de Belo Horizonte concedeu liminar em ação civil pública do MPT-MG para que a Caixa venha a rescindir, no prazo de 12 meses, todos os contratos terceirizados para telemarketing, atendimento aos clientes e prestação de informações relativas a serviços e venda de produtos financeiros como cartões de crédito e seguros, sob pena de multa de R$ 10 mil. 

Fiscalização da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE-MG) verificou que 1.135 profissionais estão contratados de maneira irregular. 


Fonte: MPT e Contraf-CUT

12.6.12

Sindicato fiscaliza CSA do Banco do Brasil (SEEB SP)

Dirigentes sindicais realizam atividade no Banco do Brasil.
Foto: Maurício Dias.


São Paulo - Os funcionários do Centro de Suporte do Atacado (CSA) do Banco do Brasil que começaram a trabalhar no novo prédio, na Rua Bom Pastor, no Ipiranga, contaram com o apoio do Sindicato nesta segunda-feira 11.

- Leia O Espelho de junho

Dirigentes sindicais estiveram no local para cobrar melhorias para os empregados, que estão sendo deslocados de várias cidades e regiões de São Paulo. Até a intervenção do Sindicato, o espaço para refeição, por exemplo, não tinha micro-ondas, mesas e cadeiras. Além disso, o novo local nem sequer estava com a reforma concluída. A partir da cobrança feita pela entidade, os problemas passaram a ser resolvidos.

“Após a nossa reivindicação conseguimos que o espaço estivesse adequado para receber os bancários. Nossa luta agora é para que as questões de mobilidade e segurança sejam resolvidas, pois o local é carente de transporte público e, diante disto, já procuramos o banco para que providencie vans e também altere o vale-transporte dos empregados”, afirma o dirigente sindical Hildo Montenegro (foto).


Fonte: Seeb SP / Carlos Fernandes - 11/6/2012