Páginas

Mostrando postagens com marcador Cassi 2008. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cassi 2008. Mostrar todas as postagens

6.1.26

Memórias da CASSI (6) - A Caixa de Assistência foi criada pelos funcionários e não pela direção do banco



"(...) Em 1944, a Direção do Banco do Brasil decidiu criar a Caixa de Assistência..." (Agradecimento, Relatório Anual 2008 da CASSI, p. 5)


Contar as Memórias da CASSI é uma tarefa trabalhosa por diversos motivos. Um deles é porque a nossa Caixa de Assistência é uma associação de pessoas, no primeiro momento, de pessoas físicas, e com o passar do tempo, uma associação entre pessoas físicas e jurídica, o BB. E pessoas pensam diferente e falam de algum lugar, têm leituras de mundo, representam interesses. E tudo bem, a sociedade humana é assim. 

A autogestão em saúde CASSI fala de si através de seus documentos formais, mas não só, na minha leitura de associado e participante, e também de alguém que foi gestor formalmente como todas as pessoas que passaram pela gestão ao longo de seus 81 anos de existência, completados em 2025.

A CASSI fala de si através de sua história, de sua relação com seus associados, pessoas físicas que a criaram por assembleia em 27/01/1944 e pertenceram ou pertencem à instituição de assistência social, como citei no primeiro texto dessas memórias (Art. 1° do Estatuto de 1996/7). Fala de si através da história das pessoas que de alguma forma tiveram suas vidas marcadas pela CASSI. 

A CASSI fala de si através de nossas memórias, das memórias de cada participante de seu sistema de cuidados e apoio a pessoas da comunidade de funcionários e ex-funcionários do Banco e da CASSI, aposentados, pensionistas, participantes externos e todas as pessoas listadas no capítulo dos beneficiários da instituição em seus estatutos ao longo da história. 

Quando comecei a estudar a CASSI, por ter me tornado um de seus dirigentes em determinado instante de sua história, fui me encantando com essa instituição extraordinária da comunidade de funcionários do Banco do Brasil, sendo a CASSI, para mim, um dos maiores patrimônios da comunidade, junto com a Previ, nossa Caixa de Previdência. 

Por ser uma pessoa com formação política e sindical, formação oriunda das lutas por direitos da classe trabalhadora, fui me adaptando e compreendendo na representação dos associados como a informação e a história são definidoras da percepção que as pessoas têm de qualquer coisa na sociedade humana. Faltam noções básicas aos trabalhadores por falta de tempo para os estudos, por estarem na luta pela sobrevivência. Faltava na comunidade BB noções básicas sobre as questões da CASSI.

E tive a certeza de que um de meus papéis como diretor eleito de saúde da nossa Caixa de Assistência era apresentar a CASSI aos seus grupos de interesse, principalmente ao Corpo Social que representava. Tendo sido eleito com apoio da ampla maioria das entidades sindicais e representativas do funcionalismo do BB, era meu papel dar informações e subsídios técnicos e políticos para os representantes dos trabalhadores.

Para finalizar o capítulo, uma afirmação como essa que citei na abertura do texto, constante de um documento da CASSI em determinado momento de sua história, avalio que poderia ter sido escrita de outra forma, porque a CASSI foi criada pelos funcionários do Banco e não por sua direção. Pelo contexto da frase, uma homenagem a um colega do passado, o texto até poderia ter dito que a direção do Banco apoiou a criação, mas não que criou a CASSI.

Enfim, só de reunir em minha mesa de trabalho uma quantidade enorme de relatórios anuais da CASSI, que imprimi e organizei para estudar à época que fui gestor, percebe-se quanta história existe nas Memórias da CASSI.

Eu tenho as minhas memórias da CASSI. E sou uma das pessoas que teve a vida marcada pela CASSI como disse antes. Entendo que preciso registrar minhas memórias da CASSI também. 

Sigamos com as lembranças e histórias.

William Mendes 

20.4.15

Estudos: Cassi 2008


(reprodução do texto original)

Relatório Anual - Apresentação


A Cassi registrou superávit de R$ 262,3 milhões em 2008, sendo R$ 163,7 milhões do plano Cassi Família e R$ 98,6 do Plano de Associados. Excluída a contribuição extraordinária efetuada pelo Banco do Brasil ao Plano de Associados, em razão do acordo que levou à última reforma estatutária da Caixa de Assistência, o resultado líquido apurado em 2008 foi superior ao verificado em 2007, em 18,75%.

As contribuições extraordinárias efetuadas pelo BB foram de R$ 52,7 milhões em 2008 e de R$ 150 milhões no ano anterior. Descontados esses valores, o Plano de Associados obteve resultado líquido de R$ 45,8 milhões, em 2008, contra R$ 38,9 milhões de 2007. Quanto ao Cassi Família, houve, também, crescimento nos resultados apresentados, com superávit de R$ 163,7 milhões, em 2008, e de R$ 137,5 milhões, no ano anterior.

O que é mais importante: o equilíbrio financeiro da Cassi foi obtido sem sacrificar os níveis de abrangência e qualidade dos serviços oferecidos aos participantes. Ao contrário, no ano de 2008 novos procedimentos de saúde passaram a ser cobertos pela Caixa de Assistência. Além da busca pelo equilíbrio financeiro, promovemos ajustes estruturais para que a Entidade seja mais eficiente e direcionada ao atendimento qualificado ao participante. Queremos que você perceba que a sustentabilidade financeira que conquistamos está se transformando em aperfeiçoamento de nossos serviços.

Esses objetivos se alcançam, principalmente, com a melhoria da produtividade e a racionalização dos serviços de saúde. Com esse princípio, implementamos a nova arquitetura organizacional para direcionar mais recursos orçamentários e humanos ao atendimento e ao cuidado da saúde dos participantes. Como resultado dessa iniciativa, todo Estado passa a ter uma de nossas Unidades, com pelo menos uma CliniCassi, e a Estratégia Saúde da Família (ESF) se aperfeiçoa, buscando atender maior número de municípios do interior do país e maior quantidade de participantes.

Para que nossa oferta de serviços seja mais adequada às necessidades dos participantes, realizamos pesquisa de avaliação da rede credenciada. As opiniões recebidas de beneficiários de todo o País são parte da análise que levará ao redimensionamento dessa rede. Obtivemos também outro importante conjunto de informações de nossos beneficiários, por meio da campanha de recadastramento, que nos permite conhecer melhor as pessoas que utilizam os nossos serviços e direcionar soluções para a população assistida.

Os investimentos em aprimoramento tecnológico foram outra vertente na busca por melhor produtividade. Implementamos uma série de medidas para a modernização da Central de Atendimento da Cassi. Adquirimos uma Unidade de Resposta Audível (URA), com funcionalidades modernas de automação do atendimento que possibilitam o acolhimento das demandas dos participantes com maior agilidade. Investimos também no chamado site de contingência, recurso tecnológico que garantirá o funcionamento ininterrupto e seguro dos sistemas da Cassi, permitindo acesso contínuo aos nossos serviços.

A autorização eletrônica de procedimentos efetuados pelos participantes e o pagamento automatizado são uma realidade na Caixa de Assistência. O modelo adotado permitiu ganhos, com segurança, no processamento de contas, apesar do incremento expressivo nas quantidades de guias recebidas em 2008. Além da autorização e faturamento eletrônicos, a Cassi investiu na fusão das Centrais de Pagamentos, possibilitando a otimização dos recursos e a padronização de procedimentos.

Sabemos que, para o alcance de nossos objetivos, dependemos do comprometimento de nossos funcionários. Reformulamos o Plano de Cargos e Salários, de forma a adequá-lo à nova arquitetura organizacional e aos padrões de remuneração praticados pelo mercado. A qualidade dos serviços oferecidos pela Cassi é proporcional à satisfação e à dedicação dos nossos colaboradores.

Em 2008, estruturamos a Caixa de Assistência para que a Entidade possa aliar solidez e atendimento de qualidade. Os desafios do sistema suplementar de saúde permanecem, com a elevação crescente dos custos em saúde advindos principalmente da utilização de novas tecnologias. A crise financeira veio se somar a esse cenário, fato que torna nossa missão para os próximos anos ainda mais complexa. Para enfrentarmos essa realidade, permaneceremos investindo na eficiência da gestão de nossa Entidade, nos processos de negociação com os prestadores da rede credenciada e na melhoria contínua do atendimento aos nossos participantes.

A relação entre a Caixa de Assistência e seus associados precisa ser pautada pela transparência. Por isso nosso empenho em elaborar um Relatório detalhado para que você possa avaliar o trabalho realizado por esta Diretoria na gestão 2008, que teve como finalidade a melhoria constante dos serviços oferecidos, a sustentabilidade dos planos e a perenidade da Cassi.

Boa leitura,

A Diretoria.


Conselho Deliberativo

- Maria das Graças C. Machado Costa (presidente)
- Roosevelt Rui dos Santos (vice-presidente)

- Ana Lúcia Landin (titular)
- Carlos Frederico Tadeu Gomes (titular)
- Antonio Sérgio Riede (titular)

- Fernando Sabbi Melgarejo (titular)
- Marcel Juviniano Barros (titular)
- Solon Coutinho de Lucena Filho (titular)

- Carlos Célio de Andrade Santos (suplente)
- Cláudio Alberto Barbirato Tavares (suplente)

- Íris Carvalho Silva (suplente)
- Jandyra Pacheco Barbosa (suplente)
- João Vagnes de Moura Silva (suplente)
- Maria do Carmo Trivizan (suplente)
- Milton dos Santos Rezende (suplente)

- Denise Lopes Vianna (até maio de 2008)
- Geraldo Brandi Regato Filho (até março de 2008)
- Geraldo Pedroso Magnanelli (até maio de 2008)
- Marcelo Gonçalves Farinha (até maio de 2008)

Conselho Fiscal

- Marcelo Gonçalves Farinha (presidente)
- Flávio Alexandre ferreira de Medeiros (titular)
- Francisco Henrique Pinheiro Ellery (titular)
- Gilberto Antonio Vieira (titular)
- Sérgio Iunes Brito (titular)
- Ubaldo Evangelista Neto (titular)

- Elington José de Morais (suplente)
- Luiz Roberto Alarcão (suplente)
- Marcelo de Andrade Ribeiro (suplente)
- Marco Antonio Resende (suplente)
- Marcos José Ortolani Louzada (suplente)
- Wagner de Siqueira Pinto (suplente)

- Ana Lúcia Landin (até maio de 2008)
- Carlos Célio de Andrade Santos (até maio de 2008)
- Fernando Sabbi Melgarejo (até maio de 2008)
- Iris Carvalho Silva (até maio de 2008)
- João Ângelo Loures (até maio de 2008)
- Urbano de Moraes Brunoro 
(até maio de 2008)
- Agostinho de Oliveira Mello (até maio de 2008)
- Daniela Goes Valadão (até maio de 2008)
- Décio Bottechia Júnior (até maio de 2008)
- Francisco Alves e Silva (até maio de 2008)
- João Wagnes de Moura Silva (até maio de 2008)
- Maria do Céu Brito (até maio de 2008)

Diretoria Executiva

- Carlos Eduardo Leal Neri (Presidente)
- Roberto Francisco Casagrande Herdeiro (Diretor de Administração e Finanças)
- Denise Lopes Vianna (Diretora de Planos de Saúde e Relacionamento com Clientes - a partir de junho de 2008)
- Douglas José Scortegagna (Diretor de Saúde e Rede de Atendimento)
- José Antonio Diniz de Oliveira (Diretor de Planos de Saúde e Relacionamento com Clientes - até maio de 2008)

Fonte: Relatório Anual 2008, site da Cassi

--------------------------------------------------------

COMENTÁRIOS DO BLOG (atualizados em 23/4/15):

- Os sublinhados são marcações do Blog;

- ESF: a população cadastrada foi ampliada para 139.871 para uma população total do Plano de Associados de 405.600 vidas, o que dá uma porcentagem incluída na ESF de 34,5%;

- Crescimento do cadastro de participantes na ESF de 2007 para 2008: 5,78% (132.220 em 2007 e 139.871 em 2008)

É necessário uma dura crítica nesta questão. A implantação da ESF cresceu ano a ano entre 2004 e 2007 e justamente quando a Cassi recebe receitas novas estatutárias e aporte exclusivo (R$ 150 milhões + 52,7 milhões) para esse fim e para recompor reservas do Plano de Associados, o modelo de Atenção Integral à Saúde pára de crescer no ritmo dos anos anteriores, quando não havia recursos suficientes.

Ano.... cadastrados....cresc./ano.....Plano Associados....% total P.A.

2004.........42.659..................................400.506...............10,65%

2005.........75.000..........75,0%..............403.600...............18,58%

2006........104.584.........39,4%..............400.879...............26,09%

2007........132.220.........26,4%..............402.602...............32,84%

2008........139.871..........5,8%...............405.600...............34,50%

É lamentável tal constatação;


- RESULTADO OPERACIONAL DO PLANO DE ASSOCIADOS

2004 = (43,8 milhões)

2005 = (81,2 milhões)

2006 = (122,5 milhões)

2007 = 180 milhões (?) (Res. Líq. = 188,9 milhões)

Resultado 2007 foi superavitário como diz a Diretoria? Em quanto? Medidas colocaram Plano no caminho da sustentabilidade?

2007 = 180 milhões (superávit operacional), mas está incluído 11,8 milhões (assunção Dependentes Indiretos), menos 150 milhões (1ª parcela do aporte marcado para investir na ESF). O resultado seria de 30 milhões.

2007 = seria 30 milhões

2008 = 61,8 milhões (Res. Líq. = 98,6 milhões)

2008 = seria 9,1 milhões


RESULTADO LÍQUIDO 2008

"A Cassi registrou superávit de R$ 262,3 milhões em 2008, sendo R$ 163,7 milhões do plano Cassi Família e R$ 98,6 do Plano de Associados. Excluída a contribuição extraordinária efetuada pelo Banco do Brasil ao Plano de Associados, em razão do acordo que levou à última reforma estatutária da Caixa de Assistência, o resultado líquido apurado em 2008 foi superior ao verificado em 2007, em 18,75%."

Informação da Diretoria na página 35 do Relatório Anual:

"Excluídas as contribuições extraordinárias do Banco do Brasil, conforme apresentado adiante, o resultado líquido de 2008 foi superior ao exercício anterior em 17,55%" (45.815 milhões 2008 e 38.975 milhões em 2007)


COMENTÁRIO: eu entendo que essa informação é um pouco ufanista porque esse resultado líquido está composto da seguinte maneira:

22,5 milhões de resultado financeiro, que foi 189% maior que antes (porque a Cassi recebeu os aportes carimbados para avançar na Atenção Integral/ESF).
+
14,0 milhões foram provenientes de acerto na participação patrimonial na CBGS (Orizon).

Ou seja,

Se tirarmos esses 36,5 milhões extras do resultado, teremos somente 9,3 milhões, o que é muito menor que os 38 milhões do ano anterior (2007).


RESULTADO OPERACIONAL 2008

"As contribuições extraordinárias efetuadas pelo BB foram de R$ 52,7 milhões em 2008 e de R$ 150 milhões no ano anterior. Descontados esses valores, o Plano de Associados obteve resultado líquido de R$ 45,8 milhões, em 2008, contra R$ 38,9 milhões de 2007." (comentário acima)

Os 61,8 milhões de resultado operacional estão com 52,7 milhões de aporte (1ª parcela). Como demonstramos acima, o resultado líquido tem entradas extraordinárias e seria menor que 2007 sem isso.

NA MINHA OPINIÃO, a conclusão através dos números 2007 e 2008 em relação ao Plano de Associados nos mostra que ele continua "comendo" reservas porque o problema estrutural é também o modelo de saúde fragmentado e não o integral para o conjunto dos participantes.


PLANO DE ASSOCIADOS

Reservas financeiras

2006 = 122 milhões

2007 = 373 milhões (sendo 7,8 resultado financeiro - pág. 40)

150+64,5 (13º)+18,5 (4,5% pós-1998)+11,8 (DI)=244,8

ou seja,

373-
244,8
128,2 (é praticamente 122 (2006) + res. financeiro.)

2008 = 463 milhões (sendo 22,5 resultado financeiro - pág. 45)

52,7+14 (CBGS)=66,7 é receita extra

As reservas cresceram em 2008, 90 milhões (463-373). Mas 66,7 é aporte e extra. Então cresceu = 23,3 milhões

Nesses 23 milhões estão incluídas todas as novas receitas estatutárias que em 2007 foram de 94,8 milhões (13º+pós/1998+DI).


CONCLUSÃO DESSAS ANÁLISES

Fica claro que a questão do equilíbrio do Plano de Associados e da sustentabilidade não está acontecendo já em 2008 e, para completar o quadro negativo das operações Cassi, a ESF deixou de avançar no ritmo em que vinha antes de receber o aporte específico e as receitas novas para isso.

Essa é a leitura de William Mendes, Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (2014/18)


20.9.14

Plano Odontológico na Cassi - Posição dos eleitos 2014 e a proposta BB em 2008


Olá companheir@s de luta e colegas do BB,


Segue abaixo uma parte da conversa que tivemos com a AAFBB e seus associados em agosto de 2014 sobre a Cassi. Nesta parte, abordamos a nossa proposta de implantação do Plano Odontológico na Caixa de Assistência como um direito de saúde para o conjunto dos participantes.

Notem que a nossa proposta para o Banco do Brasil, nosso patrocinador, e a gestão compartilhada da Cassi não é descabida porque nós nos baseamos na proposta feita pelo próprio patrocinador na Campanha Nacional dos Bancários em 2008 (reproduzo abaixo a proposta feita à Contraf-CUT).

"PLANO ODONTOLÓGICO

         O banco se compromete a arcar com os custos de implantação do Plano Odontológico na CASSI. O novo benefício deverá ser implantado até 30 de junho de 2009."


Antes, ainda, o BB havia citado a Cassi no Acordo Coletivo de Trabalho, celebrado com a CNB/CUT em 2005, na cláusula 56, pactuando a negociação sobre a reestruturação da Caixa de Assistência. A negociação terminou em 2007 e foi à votação do corpo social que a aprovou.

É isso. Vejam abaixo a explicação que faço no vídeo da AAFBB e a seguir a proposta que o banco fez sobre o odontológico em 2008. Acreditamos que é importante para a Cassi e para os participantes do Plano Associados a inclusão do direito custeado pelo Banco do Brasil.

Abraços,

William Mendes
Diretor Eleito de Saúde e Rede de Atendimento da Cassi




NEGOCIAÇÃO BANCO DO BRASIL – PROPOSTA DE 21/10/2008


INFORMES

Após a negociação realizada entre o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban, na qual foram apresentadas as propostas de natureza econômica, realizou-se a negociação específica com o Banco do Brasil, no Hotel Maksoud Plaza, em São Paulo. Na ocasião o banco apresentou a forma de aplicação dos índices definidos na mesa geral da categoria e formalizou as propostas específicas abaixo.


REAJUSTE

O índice de 10% será aplicado em todos os níveis de PCS.

As comissões cujos valores sejam menores ou iguais a R$2.500 serão corrigidas em 10%.

Os VRs (Valor de Referência) de valores menores ou iguais a R$2.500 serão corrigidos em 10%.

As comissões e VRs com valores acima de R$2.500 serão corrigidos em 8,15%.

Possíveis distorções em VRs e comissões de valores próximos a R$2.500 serão corrigidas pelo banco com alterações em seus valores.


PLR
    
Considerando as alterações havidas no modelo da Fenaban, o Banco propôs manter os mesmos parâmetros utilizados no ano anterior para distribuição do módulo básico com as correções devidas, lembrando que o acordo será anual e o cálculo e pagamento serão semestrais, portanto os valores abaixo se referem a distribuição do lucro referente ao 1º semestre de 2008:

4% do lucro líquido para todos os funcionários, resultando no valor de R$1.916,00 para cada.

45% do E-6 ($1.366,50) para o escriturário, resultando no valor de R$614,93

45% do E-6 mais comissão de caixa para os caixas executivos, resultando no valor de 886,61

45% do VR para os comissionados

Valor fixo de R$483,00, correspondente a metade do oferecido pela Fenaban.

Desta forma teríamos a seguinte distribuição:

Escriturário – R$3.014,47
Caixa – R$3.286,15
ASNEG – R$3.474,01
Demais Comissionados – R$2.388,47 + 45% do VR correspondente

Com Relação ao módulo ATB o Banco pagará valor adicional até atingir a quantidade de salários conforme divulgado no SISBB, sendo que o montante de salários para aqueles que participam do programa variará de 1,69 até 2,98 salários, conforme o cargo ocupado. Haverá pagamento de valores proporcionais para os locais de trabalho que não cumpriram integralmente o Acordo de Trabalho, cuja tabela também está divulgada no SISBB.


ISONOMIA

Pela proposta apresentada todos os funcionários terão direito aos benefícios referentes a Ausências Autorizadas, PAS adiantamentos e auxílios, Licença para acompanhar pessoa enferma e adiantamentos (férias, consignações e devolução de vantagens de remoção)


MESAS TEMÁTICAS

O banco concorda com a instalação de mesas temáticas, cujas questões serão definidas entre as partes, sendo que, em 15 dias, será implantada a mesa que debaterá as questões referentes ao BESC. Outros temas de interesse do funcionalismo são: terceirização, assédio moral, PCCS (remuneração, lateralidade, critérios de promoção).


PLANO ODONTOLÓGICO

O banco se compromete a arcar com os custos de implantação do Plano Odontológico na CASSI. O novo benefício deverá ser implantado até 30 de junho de 2009.


BÔNUS 200 ANOS

Será concedido um Bônus em comemoração aos 200 anos na forma de distribuição de 120 milhões que serão divididos de forma linear a todos os funcionários, inclusive os do BESC. O valor individual será de cerca de R$1.300,00. A inclusão dos funcionários egressos do BESC se dá em substituição à PLR do período de janeiro a setembro de 2008.


DIAS PARADOS

O banco se compromete a seguir o que foi definido na Fenaban, incluindo o dia 25 de junho nos dias a serem compensados.


CRÉDITOS

Os valores referentes a PLR e bônus serão creditados em até 10 dias da assinatura do acordo.


AVALIAÇÃO

A proposta apresenta avanços nos itens de isonomia e plano odontológico, atendendo reivindicações do movimento sindical.

A criação das mesas temáticas permitirá debater a apresentar propostas de solução para problemas que vêm afligindo o funcionalismo há tempos.

A forma de aplicação dos índices de reajuste nas verbas salariais (VP, AFR, VR) é mais vantajosa que na Fenaban, garantindo, em muitos casos, o aumento integral na remuneração.

As propostas apresentadas na mesa geral da categoria e na específica do Banco do Brasil são resultados da organização e mobilização dos trabalhadores durante o período de greve orientado pelo Comando Nacional e conduzido de forma brilhante pelos Sindicatos, sendo que esse movimento chegou ao limite.


ORIENTAÇÕES

O Comando Nacional dos Bancários orienta a defesa e aprovação da proposta nas assembleias específicas que serão realizadas pelos Sindicatos.



Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil


Fonte: Contraf-CUT e AAFBB

29.7.08

Terça, 29 de julho (Conferência, Congresso BB e pauta aprovada)


Acabou na sexta-feira a 10ª Conferência Nacional dos Bancários e agora há pouco o 19º Congresso dos Funcionários do Banco do Brasil.

Foi um encontro muito bom e bastante produtivo dos trabalhadores bancários.

(reprodução de matéria do Sindicato do Ceará sobre a pauta aprovada no BB)


-----------------------------------------

Congresso do BB aprova propostas da pauta específica e exige PCCS

Os 175 delegados eleitos em todo o país que participaram do 19º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil aprovaram na plenária final realizada nesta terça-feira 29 a pauta de reivindicações específicas que serão negociadas com a direção do BB simultaneamente às negociação da Campanha Nacional dos Bancários na mesa da Fenaban.


Os principais eixos da campanha específica são:

- Abertura imediata de negociação sobre PCCS.

- Fim da lateralidade e pagamento das substituições.

- Jornada de 6 horas para comissionados.

- Fim do voto de Minerva na Previ.

- Implantação imediata do Plano Odontológico na Cassi.

- Banco do Brasil para o desenvolvimento, com valorização do trabalho.

"A construção da pauta específica foi uma tarefa que exigiu muito trabalho e participação do funcionalismo, desde as discussões iniciadas nos encontros estaduais e regionais. Mas o mais importante é que ela representa o anseio do funcionalismo e serve de combustível para a campanha salarial", diz Marcel Barros, coordenador da Comissão de Empresa do Funcionalismo do BB.

Esta é a relação completa das resoluções aprovadas pelo Congresso:


Previ, Plano 1

- A negociação do superávit da Previ deve ser pauta urgente dos sindicatos e associações ligadas ao funcionalismo, a fim de pressionar pelo início das negociações.

- Ampla campanha pelo fim do voto de minerva na Previ.

- Volta da Diretoria de Participação eleita pelos associados.

- Volta do direito de voto dos associados para alterações do Estatuto e de aprovação de contas.

- Busca permanente da correção de distorções visando melhorar os benefícios de quem recebe os salários mais baixos, inclusive a redução da Parcela Previ.

- Não à proposta de devolução das contribuições dos patrocinadores.


Previ Futuro

- Devolução de todas as parcelas das contribuições para quem sair do plano.

- Redução da Parcela Previ no Previ Futuro.


Previdência dos bancos a serem incorporados

- Que seja apurada a situação do fundo de pensão dos funcionários do BEP (Banco do Estado do Piauí).


Cassi e saúde do funcionalismo

- Reafirmar o modelo de Atenção Integral à Saúde e da Estratégia de Saúde da Família, cumprindo o Acordo de 2007, segundo o qual o aporte de R$ 300 milhões deve ser aplicado prioritariamente nesse modelo.

- Implantação de fato do Programa Saúde da Família com a participação dos usuários no processo, sobretudo na escolha do local das unidades.

- Transformação dos módulos existentes em Unidades do Programa Saúde da Família.

- Garantia de tratamento de patologias adquiridas ou congênitas sem prejuízo da Estratégia de Saúde da Família.

- Dedicação exclusiva de um dia no próximo Congresso dos Funcionários do BB para discussão do tema saúde.

- Ratificar as deliberações sobre saúde do Encontro Nacional dos Funcionários do BB realizado em 2007.

- Ampliação e melhoria do atendimento ambulatorial e de emergência a todos os funcionários, inclusive os terceirizados.

- Criação de unidades móveis ambulatoriais e de emergência e melhoria das existentes nas dependências dos bancos.

- Criação da Ouvidoria interna e externa, vinculada ao Conselho Deliberativo.

- Implementação imediata do Plano Odontológico, cobrando do BB e da Cassi como está o andamento do processo.

- Criação de um Grupo de Trabalho com a finalidade de interferir no relacionamento da Cassi com o BB, possibilitando que a mesma atue de forma independente, sobretudo nos casos que envolvem as doenças do trabalho.

- Exigir que a Cassi forneça ao movimento sindical dados estatísticos sobre diagnósticos de enfermidades, inclusive as CATs emitidas, com periodicidade semestral e por faixas demográficas, que possibilitem o mapeamento epidemiológico d@s funcionári@s do BB.

- Melhoramento do exame periódico, incluindo exames cardíacos, odontológicos, auditivos e outros.

- Ampliação do credenciamento e da rede de atendimento, sobretudo nas cidades do interior. As metodologias utilizadas devem considerar, além dos aspectos geográficos como a distância, critérios demográficos, como a densidade populacional.

- Melhoria no atendimento da Central de Atendimento da Cassi.

- Como medida de economia e preservação ambiental, solicitar que a Cassi disponibilize um canal de consulta onde @s bancar@s se manifestem se querem ou não receber a revista informativa da Cassi.

- Garantia de não cobrança de exames clínico-laboratoriais relacionados a prevenção contra a reincidência de patologias "curadas". (Como câncer, por exemplo)

- Exigir o fim da coparticipação nas consultas com nutricionistas independente do diagnóstico de obesidade mórbida.

- Fim da terceirização do Sesmt.

- Estudo de criação de um plano para os pais no Cassi Família, com contribuição menor.

- Liberação dos conselheiros eleitos e indicados pelas Cipas para a participação das reuniões do Conselho de Usuários, com reembolso das despesas de deslocamento dos conselheiros.

- Ampliação da comunicação interna da Cassi via Sisbb, dando ênfase à divulgação dos Fatores Protetores para Promoção da Saúde e programas da ESF (Tabas, Viva Coração e outros).

- Implantação de um programa de saúde preventivo amplo, com base nos estudos sobre o tema realizados pelo grupo de trabalho 2003.


PCCS

- Fim da lateralidade e pagamento das substituições.

- Crescimento Horizontal e Vertical no PCCS.

- PCC com reajuste baseado no aumento dos executivos - 30% sobre as comissões (AF AFR).

- Revisão da estrutura da DG incluído reformulação dos VRs dos cargos

Incorporação de 10% aa do valor da comissão a cada doze meses de exercício.

- Efetivação na comissão de caixa após 90 dias de exercício.

- Cumprimento da jornada de seis horas para os cargos técnicos.

- Descomissionamento somente por processo administrativo.

- Ascensão profissional por meio de provas para as comissões até gerente executivo, com exceção dos Gerentes Gerais e Superintendentes.

- Licença Prêmio e férias de 35 dias para todos além da igualdade de todas as ausências dentro do BB.

- Corrigir os salários em 15 classes por tempo de serviço, a cada dois anos, com interstício de 10% em cada nível. O crescimento na faixa por merecimento se dará alternadamente com o por tempo, sendo que por merecimento não é necessário aguardar o tempo mínimo de 2 anos.

- O critério para a promoção por merecimento será a aplicação de uma prova interna que avaliará os conhecimentos em técnicas bancárias.

- Inclusão do adicional de insalubridade para os caixas e tesoureiros (30%) e o ponto seja considerado após entrega do baú e do fechamento do cofre.

- Retorno do anuênio com índice de 1%, com a indenização do tempo não pago em uma única parcela. Eliminação da verba de caráter pessoal - VCP do anuênio.

- As carreiras técnico-científicas terão uma ascensão lateral de 5 níveis com interstício de 15% e como critério de ascensão será aplicado uma prova interna que avaliará os conhecimentos no cargo.

- A carreira de apoio obedecerá o mesmo critério da carreira administrativa.

- Gratificação de caixa deve ser majorada.

- Sobre o total de rendimentos brutos será acrescido o percentual de 25% a título de gratificação.

- Fim da 308 e implantação do código de greve logo após as paralisações.

-  Retorno das comissões de fiscalização (quadro de fiscais da CSO) contra as terceirizações.

- Os critérios de ascensão profissional deverão ser claros e objetivos, considerando provas e certificações, entrevistas e reformulação do sistema TAO. As travas não devem passar de seis meses.

- Aos detentores de habitualidade será permitida a alternativa de exercer cargo comissionado, recebendo o valor referente à habitualidade como verba de caráter pessoal - VCP, retornando ao status anterior caso venha a deixar de exercer o cargo.

- Serão criadas 5 faixas em cada uma das comissões com interstício de 5%, que permitirá ao funcionário perceber uma melhor remuneração em função da sua experiência no cargo.

- O critério para a promoção lateral será a aplicação de uma prova interna que avaliará os conhecimentos em técnicas bancárias e no cargo.

- A jornada dos comissionados deve ser de 6 horas.

- Os cargos serão descritos de forma objetiva e clara, obedecendo um método quantitativo de avaliação.

- Revisão da remuneração dos Gerentes de Módulo e Gerex e fim dos módulos básico e intermediários.

- O mandato do delegado sindical deve ser pontuado no TAO.

- A cada ano deve ser incorporada a função até que em dez anos ele tenha a incorporação total das comissões.


Pauta específica

- PLR justa para todos os funcionários, inclusive para os que trabalharam menos de 90 dias no semestre.

- Priorizar o combate à implementação dos Caixas volantes

- Convocação imediata dos aprovados quando houver abertura de vagas.

- Seminário sobre CCP e propor alterações no acordo.

- Implementação efetiva do SESMT.

- Incluir os aposentados no Congresso de 2009.

- GT para revisão das demissões imotivadas.

- Redução de tarifas e juros a patamares 50% menores do que os medidos no mercado bancário.

- Criação de patamares mínimos de contratos (valor e quantidade) de investimento em programas (Pronaf e pequenas e médias empresas).

- Novo critério de avaliação das dependências com valorização dos resultados sociais e não financeiros.

- Rediscussão da estrutura do Semat.

- Liberar o acesso do LIC-Intranet para todos os sindicalistas liberados.

- Bolsa de idiomas e bolsa graduação integral.

- Revisão da remoção de funcionários por motivos involuntários ou reestruturações.

- Vale transporte diferenciado para deslocamento de deficientes.

- Delegado sindical: 1 por dependência. Dependência com quadro acima de 50 funcionários, 1 a cada 50 ou fração.

- Isonomia (Licença prêmio, ausências e férias).

- Eleição de representante dos funcionários no Conselheiro de Administração.

- Fim da trava do Pronaf nas dependências com inadimplência superior a 2%.

- Bolsa estágio: piso do bancário e vale transporte integral.

- Desvincular do acordo de trabalho os programas: de aprimoramento profissional, QVT e DRS. A gestão destes programas deve passar a ser exercida pela Gepes.

- Pagamento da gratificação de caixa para qualquer comissionado.

- PLR - Manter o VP do E6 como padrão para os funcionários de E1 a E5. Para os cargos acima do E7, considerar a remuneração total do funcionário.

- Cláusula de proteção ao assediado nos casos de denúncia.

- PLR - Revisão da régua de Módulo Bônus.

- Cumprimento da NR 17 em todas as centrais de atendimento (Gecex, etc.).

- Inclusão dos caixas na Cláusula 15 da ACT.

- Ampliação de número de caixas e do valor da gratificação.

- Cumprimento da legislação quanto aos portadores de necessidades especiais.

- Reimplantação do Sesmt atendendo a legislação do TEM.

- Combate ostensivo ao assédio moral e proteção do assediado.

- Ponto eletrônico com trava em todos os sistemas utilizados como ferramentas de trabalho.

- Condições adequadas para o retorno dos lesionados por acidente de trabalho.

- Isonomia de direitos para os afastados por doenças (auxilio alimentação, refeição, comissionamentos etc)

- Extensão para todos do pagamento do VCP-Comissão por 12 meses em qualquer caso de perda da mesma.

- Alteração do sistema de leitura de cartão do PIN PAD nos atendimentos.

- Discussão do Trabalho à Distância e NonStop.

- Cláusula de liberação do dirigente - aumento da quantidade.

- Pagamento do dia do trabalho mais folga para a prova de certificação.

- Gestão, formação, valorização remuneração sindical classista. Criação de GT sindical para formulação de propostas.

- Participação do delegado sindical no comitê de administração da dependência nos assuntos relativos a gestão de pessoas.


Apoio às lutas da CUT

- Correção da Tabela de Imposto de Renda.

- Fim do Fator Previdenciário.


Acompanhar e propor Projetos de LEI (PLs)

- Isonomia.

- Reintegração de demitidos.

- Parcelamento de férias.


O papel do BB como banco público

- Banco do Brasil para o desenvolvimento, com valorização do trabalho.

- Fim da terceirização e dos correspondentes bancários.

- Fim do Projeto USO e contratação de mais funcionários.

- Campanha pelo BB Legal nos 200 anos, com o cumprimento das legislações da jornada, do Sesmt e do vale-transporte.

- Continuidade da Campanha Acorda BB com paralisações.

- Denunciar os descasos na atuação e implantação do DRS.

- Ampliação do horário de atendimento ao público.

- Denunciar o BB por descumprimento do Código Brasileiro de Governança Corporativa por descumprir as questões de equidade.

- Denunciar à sociedade as condições de trabalho no BB no Paraguai.

- Campanha de denúncia do mau atendimento para o Bacen.

- Denunciar o sucateamento da Central de Atendimento e sua terceirização.

- Luta pela proteção do Besc e seus funcionários.

- Manutenção de todas as agências do Besc.

- Definição do Nicho de mercado a ser exercido pelo Besc, preservando a continuidade das atividades, sem impacto para a sociedade e funcionários.

- Manutenção de todos os empregos do Besc.

- Equalização de todos os direitos entre os funcionários do Besc e do BB.

Última atualização: 30/07/2008 às 09:57:00

3.6.08

Segunda, 2 de junho (Posses da Cassi e da Previ)


O dia foi longo. Pela manhã, estive na posse dos novos dirigentes da Cassi em Brasília. Na parte da tarde, a posse foi da nova diretoria da Previ no RJ.

A Contraf apoiou as chapas vencedoras e irá acompanhar as gestões defendendo os interesses dos bancários do BB.