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24.3.25

Blog A Categoria Bancária - Retrospectiva 2007



RETROSPECTIVA 2007

O ano de 2007 foi o primeiro ano efetivo do blog sindical que criei em outubro de 2006 e ao longo dos meses fui desenvolvendo formas de prestar contas dos mandatos que exercia em nome de nossos colegas bancários, do nosso sindicato de base e da corrente política Articulação Sindical. A internet e as páginas pessoais eram uma novidade e as pessoas que queriam se comunicar estavam criando seus blogs.

Eu estava no segundo mandato sindical no Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região (2005-08), havia pedido para deixar a função na Executiva do sindicato e com isso o nosso coletivo político, o Coletivo BB, me designou como representante paulista na Comissão de Empresa (CEBB) e fui destacado para ser o secretário de imprensa da nossa confederação criada em 2006, a Contraf-CUT.

Exerci as funções que me designaram da melhor forma possível e não abri mão de fazer trabalho de base. Isso fica evidente ao ler minha agenda pública do ano: falei com trabalhadores em praticamente todos os meses, de janeiro a dezembro.

O movimento sindical cutista estava numa luta grande para contratar mais trabalhadores nos bancos públicos e privados. Nossa pressão surtiu efeito nos governos do Partido dos Trabalhadores e após a década de desmonte dos bancos públicos por parte dos governos neoliberais tucanos, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal e os demais bancos públicos federais contrataram novos concursados no lugar de terceirizados.

As contradições que o movimento sindical e o mundo do trabalho enfrentam num governo de esquerda são naturais. Vivenciamos isso. Ao mesmo tempo em que ampliamos em dezenas de milhares de trabalhadores concursados o saldo do número de funcionários do BB e empregados da Caixa, enfrentamos reestruturações nesses bancos para desligar trabalhadores mais antigos, terceirizar setores dos bancos etc.

As postagens demonstram que fui à posse dos novos bancários do BB o ano todo, para apresentar o movimento sindical e sindicalizar o(a) trabalhador(a) já no primeiro dia no BB. Tive a felicidade de sindicalizar centenas de colegas novos. Isso foi marcante em minha vida de dirigente. Enquanto fui representante sindical encontrei bancárias e bancários nos mais diversos locais do país que me diziam que foram sindicalizados por mim no primeiro dia de trabalho.

O ano de 2007 foi de muita luta e negociação com o patrão Banco do Brasil para resolver questões da nossa Caixa de Assistência à saúde, a Cassi. Nossa autogestão sofria constantemente com déficits característicos deste setor de saúde suplementar e o patrocinador BB era o principal responsável pelos déficits, além das questões de mercado, porque não cumpria o estatuto da Cassi e porque alterou as bases das receitas do Plano de Associados, a folha de pagamento dos funcionários congelada por anos. Ao alterar a perna de receita e não pagar o que devia, a Cassi passou a ter déficits cada vez maiores. Negociamos entre o final de 2005 e 2007 a reforma estatutária aprovada no segundo semestre do ano.

Os temas nos quais me envolvi no primeiro semestre foram Cassi, PLR do Banco do Brasil, Comissão de Conciliação Voluntário (CCP/CCV), e as reuniões executivas de nosso sindicato, da Fetec CUT SP e do secretariado da Contraf-CUT. Além, é claro, da secretaria de imprensa.

No segundo semestre, participei ativamente da organização da campanha salarial da categoria, inclusive me envolvi em debates internos durante a confecção da minuta dos bancários porque tinha divergências em relação às propostas de contratação da remuneração variável e fiz o debate fraterno dentro da corrente.

Em linhas gerais, ao reler e sistematizar as 226 postagens do blog, percebo claramente a intenção de estabelecer uma prestação de contas do que fazia, como atuava em nome dos trabalhadores e o que defendia como dirigente sindical. A prática foi melhorando a cada ano e de fato as publicações na internet sobre o exercício da representação política tiveram uma importância central em minha vida até o último mandato eletivo no qual representei milhares de pessoas.

Ao longo da história do blog A Categoria Bancária, utilizei a página até para salvar matérias de páginas de sindicatos e outras instituições de classe por saber que aquelas matérias iriam desaparecer assim que os sites das entidades fossem atualizados ou refeitos. O mais comum no mundo virtual é a mensagem “error” ao clicar em um link de uma matéria antiga. Nossa história vem sendo sistematicamente apagada! Uma tragédia isso.

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“Quem controla o passado, controla o futuro;

quem controla o presente, controla o passado.”

(George Orwell, em “1984”)

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Nós todos temos que salvar nossas histórias de lutas, pessoais e coletivas, do mundo do trabalho e da cultura em geral, de forma impressa e em mídias nossas. As big techs são nossas inimigas de classe e estão em uma guerra mundial de disputa de hegemonia. É muito sério o que George Orwell nos alerta no clássico distópico “1984”, de 1949, que virou realidade no século XXI.

William Mendes


30.11.21

Memórias (IX)



Memórias de lutas sindicais: planejamento e trabalho de base são essenciais

O passado não se repete nunca, pois os contextos e as épocas nunca são os mesmos. No entanto, o passado nos serve de referência para pensar o presente e o futuro. Ao ver os registros de minha vida de dirigente sindical - a forma como o movimento fazia a organização e as lutas -, vejo ali boas referências para lutar e derrotar nossos inimigos de classe. 

As novas gerações têm que desenvolver novas estratégias e táticas de acordo com o contexto e o momento atual. Assim como as experiências que vivemos ainda têm sua validade: contato permanente com os trabalhadores que representamos, organização nos locais de trabalho, planejamentos estratégicos de ações para enfrentar o patronato e os inimigos da classe, enfim...

Como manter e ampliar direitos no contexto atual? Não temos respostas assertivas e prontas, temos alguns princípios, concepções e práticas sindicais que sempre nos auxiliaram. Também é importante olhar as experiências do passado porque a luta de classes não para nunca, enquanto houver classes.


Olhando meus registros no blog A Categoria Bancária no mês de junho de 2007, 22 postagens, vejo que sempre mesclamos organização de base (OLT) e organização das entidades sindicais na estrutura. Ver aqui postagens na ordem cronológica inversa, do fim do mês para o início.

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Na 1ª semana daquele mês, do dia 1 ao dia 7, eu fiz reunião de base em agências do BB, fizemos reunião da diretoria do Sindicato para planejar a campanha nacional dos bancários, fiz artigo de opinião sobre estratégias e questões sobre a campanha da categoria, finalizei a produção da revista dos funcionários do Banco do Brasil - O Espelho - que era impressa e com 16 páginas e fizemos reunião do Coletivo BB para avaliar o trabalho e a luta no 1º semestre e desenhar as estratégias e dividir as tarefas e ações políticas de cada militante do coletivo de diretores. Isso não é pouca coisa!

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Na 2ª semana não foi diferente. Realizamos reunião nacional na Confederação para a campanha de data-base dos bancários, reunião no Sindicato e eu fiz reunião na secretaria de imprensa da Contraf-CUT. Eu era o diretor responsável pela comunicação nacional da categoria.

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REESTRUTURAÇÃO DO BB - Na 3ª semana do mês, conversei à noite com um bancário para buscar informações sobre a reestruturação que a direção do Banco estava realizando. O movimento sindical sempre desenvolveu estratégias de contatos nos locais de trabalho para estar antenado com as informações internas sobre o que o patrão faz. Isso é essencial para as lideranças sindicais. Além da informação de qualidade, os contatos nos dão representatividade e pertencimento coletivo - trabalhadores e sindicatos.

REVISTA DO BRASIL - Tivemos reunião sobre a Revista do Brasil. A revista foi um dos projetos mais bonitos que já vi sobre comunicação voltada para os trabalhadores e não para manipular o povo como as revistas dos empresários da casa-grande, as porcarias do Partido da Imprensa Golpista (P.I.G.). A revista era parte do projeto do portal Rede Brasil Atual, no ar até hoje. Eu tenho praticamente todas as revistas impressas publicadas e distribuídas para dezenas de milhares de trabalhadores de diversas categorias profissionais que faziam parte do projeto.

AGENDAS EM BRASÍLIA (CCP e CASSI) - Estive em Brasília nos dias 20 e 21 de junho para tratar das questões relativas à reforma estatutária da Cassi (2ª votação não atingiu quórum novamente, ver logo abaixo*) e também para participar de reunião da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB (COE BB ou CEBB) a respeito do Acordo de Conciliação Prévia e Voluntária entre o Banco e os trabalhadores sobre demandas trabalhistas (CCP).

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Na última semana do mês, tivemos assembleia da Anapar para tratar de questões do Economus, dos funcionários do banco Nossa Caixa. Também tivemos assembleia do Sindicato sobre prestação de contas para a categoria. As reuniões organizativas seguiram: tivemos reunião nacional para definir as mídias da campanha nacional dos bancários.

Enfim, o mês de junho de 2007 deste ex-dirigente da categoria bancária foi bem intenso!

Fizemos muita coisa boa durante nossa participação nas lutas e conquistas da categoria e da classe trabalhadora brasileira.

William

*Post Scriptum: reprodução de comunicado O Espelho Fax nº 296, da Comissão de Empresa, sobre o resultado da votação da reforma estatutária de 2007 em 2º turno.

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O Espelho Fax


DTX0 - Informativo da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil – nº 296/junho/07


CASSI

Mais uma vítima do pacote do BB


Pacote de maldades do banco causa incertezas no funcionalismo
e votação da proposta de novo estatuto não atinge quórum


Pela segunda vez, a consulta sobre o novo estatuto da Cassi terminou sem o quórum necessário para aprovar as mudanças. No segundo turno da votação, encerrado na sexta-feira, dia 1º, 66.256 associados votaram pela aprovação das propostas negociadas com o banco. O número, entretanto, não atingiu os dois terços necessários para garantir o resultado. Faltaram702 votos no “sim”.

“Por uma questão estatutária, o resultado das eleições não foi consolidado por falta de quórum. A insegurança do funcionalismo na votação se deve, em grande parte, ao pacote de reestruturação do banco. O BB precisa assumir sua responsabilidade no resultado. O pacote pretende economizar R$ 280 milhões, sendo que R$ 21 milhões seriam retirados da Cassi. O funcionalismo ficou preocupado já que a diretoria do banco imitou a truculência de 1996, quando os tucanos quebraram o nosso PCS e liquidaram o equilíbrio atuarial da Cassi”, afirmou Marcel Barros, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.

Marcel destaca que outra parcela da responsabilidade pelo não atingimento do quórum se deve ao pessoal que fez campanha pela não aprovação das mudanças, incluindo diretores do banco e um pequeno segmento do movimento sindical que coloca questões partidárias acima das necessidades dos funcionários.

“A rigidez do estatuto estabeleceu uma situação em que a minoria se sobrepôs à maioria. É lamentável, mas acontece em um estado de direito e vamos respeitar o resultado. Além da irresponsabilidade da atual direção do banco ao lançar este pacote de maldades que lembra os piores ataques do governo FHC, muita gente apostou na divisão do funcionalismo para favorecer projetos políticos escusos. Os bancários ficaram em segundo plano, o que é lamentável, porque as propostas de mudanças na Cassi eram importantíssimas e salvariam a nossa Caixa de Assistência do déficit financeiro que há anos compromete o futuro da entidade”, destacou Vagner Freitas, presidente da Contraf-CUT.

A Contraf-CUT vai continuar pressionando o banco para retomar as negociações sobre a Cassi.

Confira abaixo os números finais da votação.

 

 

Escolha

Nº de votos

percentual

Sim

66.256 

65,97%

Não

25.042 

24,93%

Branco/nulo   

9.138

9,09%

Total

100.436

100%

 


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Para ler o texto seguinte, Memórias (X), clique aqui.

O texto anterior pode ser lido aqui.

11.11.21

Memórias (V)



Memórias das lutas em fevereiro de 2007


Olhando as 18 postagens do blog A Categoria Bancária, me veio à lembrança alguns momentos saudosos das lutas daquele ano.

O início do ano de 2007 foi um período de preparação de agendas de lutas, de produção de materiais informativos e fase final das negociações sobre o fortalecimento de nossa Caixa de Assistência (Cassi), que vinha com problemas de déficit e atraso na implantação do modelo assistencial de Atenção Integral à Saúde, através de Atenção Primária (APS) e Estratégia de Saúde da Família (ESF), organizando uma estrutura própria da Cassi no país todo.

A agenda do mês contou com seminários na Contraf-CUT sobre economia e o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal (Lula/PT). 

Eu tinha reuniões sobre a secretaria de imprensa e sobre a produção de materiais para o funcionalismo como as revistas O Espelho Nacional e informativos on line (ver um exemplo aqui); tinha reuniões políticas do Coletivo BB no Sindicato.

Eu acompanhava também as reuniões entre o Banco do Brasil e colegas em relação a questões trabalhistas através de CCP - Comissão de Conciliação Prévia, instalada no Sindicato após assembleia de base autorizar a CCP. No nosso caso, chamávamos de CCV - por serem "Voluntárias" as negociações - o bancário não era obrigado a fazer acordo de todo o seu passivo trabalhista -, diferente das antigas CCP feitas com a outra confederação, a Contec.

Ver as postagens do mês clicando aqui.

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SINDICALIZAÇÃO DE NOVOS TRABALHADORES

Um dos momentos que me dava muita satisfação à época como diretor do Sindicato e da Confederação era o direito de falar com os novos funcionários do Banco do Brasil no 1º dia deles de trabalho quando se apresentavam para a posse da função de escriturários. Os novos bancários passavam duas semanas em treinamento em espaços do BB.

Nós negociamos esse direito com a direção local do banco em São Paulo e depois lutamos para que todas as bases sindicais tivessem esse direito.

É importante lembrar que os sindicatos sempre fizeram campanhas e lutas pela contratação de mais trabalhadores para os bancos públicos e privados, sendo o acesso aos cargos nos bancos públicos via concurso.

Eu tive o privilégio de sindicalizar centenas de colegas bancários e por muitos anos encontrei trabalhadores em diversas bases do país que me lembravam desse 1º dia deles como bancário e bancária, dia no qual eles se sindicalizaram comigo e com os demais companheir@s do Sindicato. (postagem aqui). Os trabalhadores estavam em outras bases sindicais porque em uma empresa nacional como o BB é comum os funcionários galgarem novas funções e irem para outras cidades e Estados.

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CORPO SOCIAL VAI AVALIAR PROPOSTA SOBRE A CASSI

Em fevereiro, a direção do patrocinador BB e o governo federal e as representações dos trabalhadores e associados da Cassi chegaram a uma proposta para ser apresentada ao corpo social em consulta de reforma estatutária.

Os bancários conquistaram em campanha nacional de data-base (2005) a abertura de negociações com o patrão-patrocinador sobre os déficits e melhorias de direitos dos associados da Caixa de Assistência. As negociações ocorreram ao longo de 2006 e chegaram a uma proposta no início de 2007.

Ver aqui uma tabela com algumas propostas debatidas e a evolução delas ao longo do processo. 

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É isso. Mais um momento de memórias de lutas através deste veículo de comunicação que criei quando era dirigente da classe trabalhadora.

William


Para ler o texto seguinte de Memórias (VI), clique aqui.

O texto anterior, o IV, pode ser lido aqui.


13.6.13

Contraf-CUT e BB definem renovação do Acordo Marco com UNI Américas




Instrumento garante direitos dos trabalhadores em nível internacional


Na retomada da mesa de negociação permanente entre a Contraf-CUT, federações e sindicatos com o Banco do Brasil na tarde desta quinta-feira (13), em Brasília, ficou definida a renovação do Acordo Marco entre o banco e a UNI Américas. A data da assinatura será agendada nos próximos dias.

O acordo é um importante instrumento para garantir direitos dos trabalhadores em nível internacional, sejam eles do próprio Banco do Brasil ou de bancos sob controle do BB. O instrumento prevê que o banco deve respeitar os direitos dos bancários em seus países, tanto de legislação e de acordos e convênios coletivos da categoria, bem como princípios e direitos fundamentais do trabalho como, por exemplo:

- liberdade sindical e o reconhecimento efetivo do direito de negociação coletiva;

- eliminação de todas as formas de trabalho forçado e obrigatório;

- abolição efetiva do trabalho infantil;

- eliminação da discriminação em matéria de emprego e ocupação.

O acordo prevê ainda que o banco deve cumprir e respeitar os Dez Princípios Universais previstos no Pacto Global, assim como adotar medidas necessárias para combater e prevenir problemas de saúde derivados da atividade laboral, visando à saúde e segurança de seus trabalhadores.

"Este acordo conquistado em 2011 e renovado agora é um instrumento importante para as entidades sindicais em cada país atuarem na proteção e organização dos bancários. Vamos seguir na luta para proteger e ampliar direitos dos trabalhadores do ramo financeiro em nível internacional porque os bancos hoje têm atuação global e a nossa luta é de classe", afirma William Mendes, secretário de formação da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.

Além da renovação do Acordo Marco com a UNI Américas, também ficou definida a renovação do Acordo Macro de Comissão de Conciliação Prévia (CCP) entre Contraf-CUT e Banco do Brasil, que trata de demandas de passivo trabalhista de ex-funcionários do banco e que havia vencido em março deste ano. A adesão é definida de acordo com o interesse de cada sindicato filiado à confederação.

"Este acordo não se confunde com o acordo específico de CCV para bancários aderentes ao Plano de Funções do BB. É um acordo que já existe há muitos anos entre a Contraf-CUT e o banco e é somente para ex-funcionários que queiram demandar algum passivo a partir de seus sindicatos de forma extrajudicial, antes de buscar a justiça" esclarece William Mendes.

Nova reunião na próxima quarta

Na próxima quarta-feira (19) haverá nova mesa de negociação para tratar de diversos temas como a IN 383, que trata de "conduta", questões de assédio moral, sobre as faltas dos dias de luta com código inadequado, dentre outros problemas.

As entidades sindicais também apresentarão suas críticas ao plano de funções comissionadas e os diversos problemas que prejudicam o conjunto do funcionalismo.

Ainda haverá pela manhã do dia 19 a terceira e última mesa de Ascensão Profissional e Comissionamento, uma conquista da campanha nacional 2012.


Fonte: Contraf-CUT

14.5.13

Movimento sindical rebate boletins do bb


Para Sindicato SP, informativos difundidos pela direção procuram confundir debate sobre plano de funções

Direção do bb parece o personagem
acima...
São Paulo – A Contraf-CUT emitiu carta aos funcionários do Banco do Brasil para rebater a versão que a direção da instituição tem disseminado, nas últimas semanas, via e-mail, aos trabalhadores do banco.

Nesta sexta-feira 10 o BB difundiu mais um boletim pessoal que afirma que 94,5% dos funcionários aderiram às CCV (Comissão de Conciliação Voluntária). Um boletim antigo diz que 99% dos bancários que permaneceram nas funções de 8 horas já aderiram ao novo plano de funções.

No entanto, de acordo com o diretor do Sindicato Ernesto Izumi, as informações do banco escondem o verdadeiro debate. "O percentual de adesão à jornada de seis horas é baixo, é o que temos constatado na base. O banco não diz que os funcionários que permaneceram nas oito horas não tiveram alternativa. Ou aderiam ou eram descomissionados”, diz o dirigente.

Além disso, ainda de acordo com Ernesto, o banco não informa que o valor apresentado nas CCV é baixo perto do que obteriam em ação judicial. “Em São Paulo não haverá CCV, pois a assembleia a rejeitou, é soberana e vale para todos. As ações vão pagar mais que as CCV. A implantação do plano foi gestão temerária, pois vai aumentar o passivo trabalhista da empresa", explica.

Para Ernesto, o banco está tentando desmoralizar os sindicatos através dos boletins. “É uma demonstração de que a empresa está preocupada com a rejeição dos funcionários ao plano de funções. A empresa também tem o objetivo de enfraquecer a representação sindical, pois sabe que com sindicato fraco os direitos dos trabalhadores serão menores”, afirma o dirigente.

Plano de funções – De acordo com análise do Sindicato, todos os funcionários do BB foram afetados, direta ou indiretamente, com a imposição do novo plano. Escriturários e caixas, ao serem promovidos para assistentes ou gerentes, ingressarão com valor da função reduzido e sem garantia de reajustes futuros nas respectivas verbas.

Assistentes que optaram pela jornada de seis horas tiveram redução salarial de 16,25% em média, e quem não aderiu, sofreu diminuição do valor recebido pela função. Os gerentes foram prejudicados pela redução do montante pago pela função, atingindo imediatamente comissionados com mais tempo de banco e que tinham zerado a antiga verba CTVF (Complemento Temporário de Valores de Função), com reflexo para todos, pois o que era piso virou teto.

VEJA CARTA DA CONTRAF-CUT

Plano de Funções do BB: patrão diz que funcionários estão contentes. Contraf-CUT e sindicatos dizem que banco prejudica funcionários. Funcionários fazem greve.

E você, em quem acredita?

Os funcionários e os sindicatos reivindicam a instalação da jornada de seis horas para comissionados. O Banco do Brasil implanta para um terço deles, reduz seus salários em 16% e, o mais grave, reduz a remuneração pela função gratificada para míseros 10% do valor do VR. Aproveita o momento para atacar os outros dois terços e reduzir o pagamento pela função de confiança para 30% do VR. O BB implanta tudo à revelia dos sindicatos e coloca a faca no pescoço do trabalhador de 8 horas, impondo: ou aceita ou perde a comissão.

Os funcionários e os sindicatos reagem à maldade do banco, percebendo sua intenção de reduzir salários ao longo do tempo e impedir a incorporação de conquistas importantes como o Adicional por Mérito. Reivindicam abertura de negociações e o banco nega, desprezando o legítimo direito dos trabalhadores de mostrar seu descontentamento.

A direção do banco manda seus prepostos abusarem dos boletins pessoais. Diz que está tudo às mil maravilhas, que todo mundo aceitou o que foi imposto e ameaça punir quem protestar. Mesmo assim, milhares de funcionários em várias localidades decidem parar por 24 horas e dizer à direção do banco que, se os membros da cúpula encastelada em Brasília acreditam que todo mundo está contente, é porque mentem para eles mesmos.

E você, que teve de aderir ao novo plano para não perder a comissão? E você, que tem de ralar feito louco para cumprir ordens e cada dia vender um produto diferente? E você, que vê claramente que a direção do banco não tem estratégia e não sabe aonde quer chegar? E você, que atravessa o portal do inferno todo dia sabendo que o banco vai lhe tirar o couro impiedosamente?

E você, administrador, que recebe vários torpedos e telefonemas todo dia e tem de ficar se controlando para não repassar a crueldade para os funcionários? E você, que faz de tudo para cumprir metas e recebe como prêmio um bonequinho de um determinado superintendente idiota?

Em quem você acredita? Nos executivos do banco, que lhe dizem que está tudo maravilhoso ou nos sindicatos, que dizem que o banco lhe quer prejudicar?

Fonte: Seeb SP Rodolfo Wrolli - 10/5/2013 (com Contraf-CUT e edição do blog)

27.2.13

Agenda Sindical... por onde ando (Assembleia BB, Plan. da Contraf e CEBB no DF)



Minha semana começou no interior de São Paulo. Estivemos reunidos em Embu das Artes na segunda e terça para um Planejamento Estratégico de nosso campo político na Confederação.


Na segunda-feira ainda saí do interior, fui para a nossa assembleia do bb na quadra dos bancários e retornei na mesma noite para o Embu. Os bancários de nossa base decidiram por não instalarmos a CCV de 7ª e 8ª horas do bb. 

Também decidimos incluir alguns atos de mobilização na agenda construída pelo Comando Nacional dos bancários para lutar contra os problemas do plano de funções do bb e outras questões que prejudicam bancários e população.

Nesta quarta-feira estou em Brasília DF para tratar de questões do bb.

Na quinta-feira temos reunião da Comissão de Empresa dos Funcionários do bb às 10 horas para organizar a primeira mesa temática de Ascensão Profissional e Comissionamentos com o banco às 14 horas.

Na sexta-feira à tarde estarei em São Paulo para reunião de coletivo de banco no meu sindicato.


SOMOS FORTES, SOMOS CUT!

26.2.13

Funcionários do BB definem mobilização (no SEEB SP)


Em assembleia com cerca de 500 funcionários, trabalhadores decidem paralisar atividades por uma hora na quinta 28 em protesto à imposição do plano de funções pela direção da empresa
São Paulo - Os bancários de São Paulo, Osasco e região irão intensificar a mobilização para pressionar a diretoria do Banco do Brasil a rever o novo plano de funções. A decisão foi tomada pela maioria dos 500 bancários que participaram da assembleia realizada na noite de segunda 25, na Quadra.
O primeiro protesto ocorrerá na quinta 28, com a interrupção por uma hora das atividades nos complexos administrativos no período da manhã. Também foi aprovada a realização de outra assembleia em 5 de março, novamente na Quadra, para organizar paralisação de 24 horas no dia 7 de março.

“Os bancários deram um recado à direção da empresa nessa assembleia: não estão satisfeitos com a posição do banco e que estão dispostos a se mobilizar para reverter essa situação”, diz a presidenta do Sindicato, Juvandia Moreira.

No novo plano de funções, a direção do Banco do Brasil provocou redução de salário – em média 16,25% –, exclusão da CCV de parte dos comissionados, passou a exigir assinatura de termo de adesão para tentar impedir que o trabalhador cobre na Justiça o pagamento das horas extras referentes a anos passados, além de mudanças prejudiciais em unidades como a Ditec (diretoria de tecnologia) e na composição das verbas salariais.

Comando Nacional - O Comando Nacional dos Bancários, que reúne os maiores sindicatos e federações de trabalhadores do país, em reunião na sexta 22, também já havia definido ações em todo o país. Entre as manifestações, que serão agregadas às propostas aprovadas pelos bancários na assembleia da Quadra, ficou definida a organização de campanha nacional para denunciar ao governo e à sociedade as investidas da direção do Banco do Brasil contra seus trabalhadores.

Em 5 de março o Comando Nacional procurará parlamentares no Congresso Nacional, aos quais entregará documento com os problemas enfrentados pelos trabalhadores. No dia 6, após a Marcha das Centrais por Desenvolvimento, Cidadania e Valorização do Trabalho, ocorrerá reunião com o Ministério da Fazenda, Guido Mantega, para tratar das questões dos funcionários do BB. E no dia 20 de março haverá Dia Nacional de Luta com paralisações. Outro protesto nacional, com novas paralisações, ocorrerá no final de abril.

“É imprescindível mantermos a coesão e a unidade nacional nessa luta. A mobilização conjunta é imprescindível para pressionar a direção da empresa”, afirma o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, William Mendes.

Ações sindicais – Além da assembleia para organizar os funcionários na luta contra as alterações no plano de funções implantadas pela direção do banco sem negociação com os representantes dos trabalhadores, os funcionários realizaram na quarta-feira 20 Dia Nacional de Luta que, em São Paulo, envolveu empregados das concentrações Marambaia, SAC, Compensação, CSA (Luz e São Luiz), São João, CSI e XV de Novembro.

> Nova mobilização contra plano de funções no BB

Foi a segunda grande manifestação em pouco mais de duas semanas. A primeira ocorrera em 6 de fevereiro com cerca de mil trabalhadores em frente ao Complexo São João, na região central da capital paulista.

> Reação forte contra plano de funções imposto pelo BB

Além dos atos, o Sindicato entrou em contato com o senador Wellington Dias (PT-PI) e o deputado federal Ricardo Berzoini (PT-SP), denunciando a postura da direção da empresa.

A entidade já realizou reuniões com funcionários de setores do banco, como Ditec e Reseg, para os quais já estão sendo propostas ações judiciais.

> Reunião com Reseg e Ditec sobre plano de funções do BB

Foi realizada também plenária na Quadra, com a participação de mais de 400 trabalhadores. O Sindicato conquistou, ainda, liminar ampliando em 30 dias o prazo para assinatura do chamado termo de posse à função comissionada para os cargos de oito horas. O termo visa impedir que funcionários questionem futuramente o pagamento das sétima e oitava horas como hora extra.

> Plenária: funcionários do BB nas ruas contra plano de funções

A Contraf-CUT acionará o Ministério Público do Trabalho questionando a redução de direitos dos trabalhadores com a implantação do novo plano.

CCV rejeitada - Os bancários decidiram também na assembleia pela não instalação da Comissão de Conciliação Voluntária (CCV) para discutir a sétima e oitava horas e aprovaram ingresso imediato de ações na Justiça a partir de grupos homogêneos.

Leia mais
> Tire suas dúvidas sobre o plano de funções

Jair Rosa - 25/2/2013
(Atualizada às 23h57)

1.2.13

Funcionários do BB nas ruas contra plano de funções (S. Paulo, Osasco e região)


Plenária define manifestação em 6 de fevereiro, indicativo de mobilização nacional e assembleias, além de ações na Justiça, como reação contra a imposição pela direção do Banco do Brasil de sistema que não foi negociado com o movimento sindical
São Paulo – Reunidos em plenária organizativa do Sindicato, os funcionários do Banco do Brasil decidiram fazer um protesto contra o plano de funções imposto pelo banco sem negociação. A manifestação será na quarta-feira 6. Além disso, a comissão de empresa se propôs a discutir uma data para mobilização nacional com o intuito de fortalecer o movimento. Também estão previstas assembleias.
> Tire dúvidas sobre Plano de Funções imposto pelo BB

A plenária reuniu cerca de 500 funcionários do Banco do Brasil na quinta-feira 31, com o objetivo de organizar a luta para garantir o direito dos trabalhadores.

Para a secretária-geral do Sindicato, Raquel Kacelnikas, a manifestação que será realizada na semana que vem pretende endossar o movimento e convencer os bancários de que existe a possibilidade de paralisação. “A organização se dá com o convencimento dos colegas que ainda estão nos locais de trabalho e que ou não foram afetados ou não perceberam o grau de mudanças que o plano de funções trouxe para o salário e a vida dos trabalhadores. O banco só visa reduzir a folha de pagamento e o passivo trabalhista, sem se preocupar com seus profissionais.”

Ações públicas – Na plenária foi divulgado que o Sindicato ingressará com ações civis públicas para grupos de trabalhadores com características de funções homogêneas, como a Reseg (Regional de Segurança), a Gecex (Gerência de Comércio Exterior), a Ditec (Diretoria de Tecnologia), além de outros grupos de funcionários não contemplados pelo plano de funções.

O dirigente sindical Ernesto Izumi explicou por que o Sindicato decidiu por uma ação civil pública por grupo homogêneo ao invés de uma ação coletiva. “Se o Sindicato entrasse como uma ação coletiva abrangendo todos os funcionários, o juiz se consideraria impedido de julgar, porque dentro do grupo haveria trabalhadores de diferentes cargos e funções, e uma ação coletiva desse tipo acarreta um grande risco de derrota.”

Izumi disse que o Sindicato analisou a questão e avaliou que uma ação civil pública contorna o problema e permite entrar com ações nas quais os funcionários não são expostos pessoalmente.

CCV e assinatura do termo – O coordenador da Comissão de Empresa da Contraf, William Mendes, traçou um panorama geral da situação dos bancários e explicou alguns pontos do plano de funções do BB, como o que se refere ao termo que o banco obrigou seus funcionários a assinar.

“Na semana que vem, quando novamente reunirmos a Comissão de Empresa para pensarmos os próximos passos, iremos procurar o Ministério Público do Trabalho para invalidar esse termo do banco que obriga os funcionários a assinar para não serem descomissionados.” O dirigente lembrou que esse termo foi imposto pelo banco sob ameaça e pode ser facilmente derrubado na Justiça, pois ninguém é obrigado a produzir prova contra si mesmo.

O advogado do Sindicato Jefferson Oliveira, explicou as questões jurídicas que envolvem o plano de funções como, por exemplo, as CCVs (Comissões de Conciliação Voluntária) que geraram muitas dúvidas nos bancários.

“A CCV é uma solução de conflitos trabalhistas extrajudicial, ou seja, não há qualquer intervenção do Judiciário. É uma comissão formada por representantes do Sindicato e por representantes do banco. E é a ocasião em que o bancário apresenta sua reivindicação, o banco analisa e, se entender que é o caso, faz uma proposta, podendo o trabalhador aceitar ou não.”

Os participantes da plenária também tiveram oportunidade de se manifestar e tirar dúvidas referentes ao plano de funções do BB.

Ernesto Izumi salientou que a mobilização dos funcionários, na próxima quarta-feira, é fundamental para pressionar o Banco do Brasil a rever seu plano de funções. “São 120 mil funcionários que o banco desrespeitou e, por ser um banco de amplitude nacional, é fundamental que a mobilização seja organizada nacionalmente para pressionar ainda mais o banco a respeitar os trabalhadores”, concluiu o dirigente do Sindicato.

Abrangência - Com o novo plano de cargos e funções do Banco do Brasil, todos os funcionários serão afetados de alguma forma. Veja a quantidade e situação de cada grupamento a ser afetado.

1. 22 mil comissionados terão redução salarial se optarem pela redução na jornada.

2. Dezenas de milhares de analistas, assessores e de cargos técnicos estão sendo obrigados a assinar um termo abusivo.

3. Todos os funcionários: o banco mexeu nas verbas de todos os bancários, substituindo o Complemento Temporário de Valorização de Função (CTVF) pelo Complemento de Função de Confiança (cargo de oito horas) e Complemento de Função Gratificada (cargos de seis horas). A medida traz prejuízo nas promoções futuras por mérito e por tempo de serviço, pois demorará mais tempo para compensar o CFC e o CFG, que após liquidadas garantem aumento de salário bruto nas promoções.

Fonte: Seeb SP - Rodolfo Wrolli - 1/2/2013

23.1.13

BB só mostra esboço de plano de funções comissionadas e irrita bancários




Rodada de negociação foi realizada nesta terça-feira 22 em Brasília

Na reunião realizada nesta terça-feira 22 em Brasília com a Contraf-CUT, as federações e os sindicatos para discutir o novo plano de funções comissionadas de 6 horas, o Banco do Brasil apresentou apenas as premissas do projeto que vai implantar a partir da próxima semana. Alegando que de última hora precisou prestar novos esclarecimentos aos órgãos governamentais, o BB negou-se a mostrar o projeto completo, demonstrando mais uma vez desrespeito para com os bancários.

"O banco reforçou novamente sua estratégia de não negociar com as entidades sindicais questões fundamentais da vida de seus trabalhadores sob o falso argumento que não discute gestão", critica William Mendes, secretário de Formação da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB. 

"Aliás, desde o início do processo de luta pela jornada correta de bancários para todos os comissionados, foi somente a luta e a mobilização dos trabalhadores e suas entidades sindicais, através de priorização do tema nas últimas campanhas nacionais e com ações na justiça, que levou o banco a mudar de estratégia de 'gestão' e implantar algumas funções comissionadas de 6 horas", acrescenta William.

As premissas do plano

O banco informou que as premissas do plano de funções comissionadas de 6 horas serão as seguintes:

> Assegura que os bancários não terão prejuízo.

> Haverá regras sobre o que é o trabalho do comissionado de 6 e 8 horas.

> Manterá funções com a jornada de 8 horas.

> A adesão será voluntária para o público-alvo das funções de 6 horas.

> A adesão não será voluntária onde o BB entende ter fidúcia (ou seja, todas as demais funções que ele deixar fora da jornada de 6 horas).

> As funções do plano antigo que viraram funções de 6 horas serão extintas.

> Em relação ao passado, passivo trabalhista, a questão poderá ser tratada de forma extrajudicial nas bases onde houver Comissão de Conciliação Voluntária (CCV).

> O BB afirma que não irá alterar as dotações porque haverá mais "eficiência operacional".

> O plano terá um período de acompanhamento para ver a necessidade de ajustes.

> Haverá uma central de atendimento interna para esclarecer dúvidas nos casos particulares dos funcionários.

> O BB está mudando todo o quadro de funções, inclusive naquelas que entende ser de 8 horas. Todas as funções terão descrição específica sobre elas. O banco migrará automaticamente os comissionados de 8 horas para as novas nomenclaturas, que terão seis dias para dar o 'de acordo'. Aqueles que não quiserem migrar, serão descomissionados.

> Sobre a Ditec, o banco informou que também haverá reestruturação. A Ditec terá um incremento de 230 cargos, sendo 150 de níveis gerenciais, trazendo oportunidades de encarreiramento.

> O banco reafirmou que não vai negociar a jornada de trabalho do plano e as funções.

'Postura do banco causará grande tumulto'

A Contraf-CUT e as entidades sindicais fizeram fortes críticas aos métodos e à postura do banco durante todo o processo de negociação.

"O que o banco fez hoje foi usar a estratégia de não informar as entidades e os funcionários com o tempo mínimo necessário para a tomada de decisão. Simplesmente decidiu migrar todos os funcionários que não estiverem no público-alvo das funções de 6 horas automaticamente na manhã de segunda, dia 28, e pressioná-los para assinar um termo de concordância em seis dias, sob ameaça de descomissionamento", condena William Mendes. "A postura é absurda e causará um grande tumulto a milhares de trabalhadores em funções comissionadas."

Entidades sindicais defenderão bancários em todas as frentes

A Contraf-CUT e as entidades sindicais orientam que os bancários tenham calma na segunda-feira e não tenham pressa em assinar nada. Haverá reunião entre o banco e Comissão de Empresa no mesmo dia.

"Em relação às funções de 6 horas e o público-alvo, os trabalhadores terão o tempo que acharem necessário para migrar ou não, de acordo com a avaliação de cada um. A migração para novas funções ficará em aberto", esclarece o coordenador da Comissão de Empresa.

Apesar da postura intransigente do banco, as entidades sindicais continuarão organizando os bancários para defender a jornada de 6 horas de todas as funções comissionadas. A Contraf-CUT e os sindicatos seguirão à disposição dos bancários durante todo o período de implantação do novo plano de funções do banco, tanto para defendê-los com ações judiciais como também para buscar acordos individuais e extrajudiciais nas CCV. 

Fonte: Contraf-CUT

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Post Scriptum: na luta, apesar de estar meio-que de férias

2.10.12

Contraf-CUT assina acordo aditivo com BB nesta quinta, em Brasília




A Contraf-CUT, federações e sindicatos assinarão o acordo aditivo com as conquistas específicas dos funcionários do Banco do Brasil nesta quinta-feira (4), às 16h, em Brasília.

"A assinatura do acordo e o fim da greve são mais uma etapa da luta dos funcionários do BB. Conclamamos a todos que estejam atentos e mobilizados para os próximos embates com o banco", afirma William Mendes, secretário de formação da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil.


Veja as conquistas da Campanha Nacional 2012 no BB:

1. Atendentes CABB

Unificação das comissões: banco propõe unificar as comissões atendentes B e A, em comissão a ser denominada atendente, cujo VR será de R$ 2.554,20.

Redução da trava para concorrência: reduzir para 12 meses o período mínimo a cumprir para concorrência.

2. PCR

Pontuação do caixa executivo: incluir o exercício da função caixa executivo na pontuação da carreira de mérito (M) do PCR, à razão de 0,5 ponto por dia de exercício na função, retroativo a 2006. Caixas comissionados anteriormente a 2006 terão um adicional de mérito de R$ 104,40

3. Promoção de nível inicial de carreira A: novo piso (A2) para a carreira após 90 dias no salário inicial (A1), garantindo-se a ascensão para A2 aos funcionários A1 com mais de 90 dias na carreira.

4. Incluir entre as ausências autorizadas (luto) o falecimento de enteados.

5. Adesão ao protocolo para prevenção de conflitos da Convenção Coletiva assinada com a Fenaban, definindo como canal específico a Diref.

6. Ascensão profissional e comissionamento: criar mesa temática para discussão de critérios sobre o tema, com prazo de 120 dias, com pelo menos uma reunião mensal.

7. PLR - Manter o modelo do acordo coletivo 2011/2012, garantindo que nenhum escriturário receberá menos que o valor do módulo básico da Fenaban (CCT 2012/2013), e que nenhum comissionado receberá menos que o valor pago aos caixas executivos. Assim, o BB pagará PLR para 117 mil funcionários, sendo no primeiro semestre:

Escriturários: R$ 3.303,60
Caixas executivos: R$ 3.674,97
Comissionados: 45% do VR mais módulo bônus (baseado em ATB e não no Sinergia).

8. SACR

* Concorrência de comissionados a remoção - Permitir que o comissionado concorra a remoção sem necessidade de dispensa da comissão.

* Preenchimento de vagas de escriturários em todas as dependências do banco será por remoção automática (SACR) ou por nomeação de concursados.

9. Incorporação da verba de gratificação semestral de 25% - GS será incorporada em todas as verbas em que há incidência, para simplificar a folha de pagamento, sem nenhum prejuízo salarial ao funcionário.

10. Manutenção de cláusulas do acordo coletivo 2011/2012 - Serão mantidas todas as cláusulas que não foram objeto de alterações na presente proposta, inclusive a trava contra o descomissionamento arbitrário, que exige do banco três avaliações insatisfatórias e consecutivas de desempenho.


Jornada de 6h para comissionados

Será ainda assinado o seguinte aditivo, separado do acordo coletivo:

* Implantar até janeiro/2013 novo plano de comissões com jornada de 6 horas para determinados cargos comissionados.

* Instalar Comissão de Conciliação Voluntária (CCV) para analisar propostas de acordo individual sobre o tema, tão logo implantado o plano.

* Os sindicatos que aderirem ao acordo macro da Contraf-CUT se comprometem a suspender por 180 dias, contados da implantação do novo modelo, as ações judiciais promovidas pelos sindicatos relativas às comissões do novo plano, independentemente da fase processual.

Fonte: Contraf-CUT

8.8.11

Banco do Brasil segue intransigente na CCP (SP)


Instituição financeira já recusou 90% dos pedidos de acordo dos bancários

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São Paulo – Desde que a Comissão de Conciliação Prévia do Banco do Brasil (CCP) foi retomada, em maio deste ano, apenas quatro das 40 solicitações feitas pelos trabalhadores terminaram em acordo.

Segundo a diretora do Sindicato e funcionária do BB Tânia Balbino, que representa a entidade nas reuniões da CCP, a postura da empresa tem sido de grande desrespeito aos trabalhadores. “Na véspera das reuniões, o banco protocola uma carta negando o pedido de acordo e nem sequer envia um representante para explicar os motivos da recusa. Um grande descaso com quem trabalhou durante muitos anos na empresa e quer, apenas e tão somente, o que é direito”, afirma a dirigente sindical.

Tânia destaca ainda que, mesmo nos poucos casos que culminaram em acordo, o BB não forneceu ao ex-funcionário cópias da planilha de cálculo e da guia do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). “Estamos questionando esse procedimento, pois o trabalhador tem o direito de ter cópias desses documentos”, acrescenta.

A CCP – A Comissão de Conciliação Prévia objetiva discutir as pendências trabalhistas de bancários dispensados, que se aposentaram ou pediram demissão. Seu intuito principal é resolver as questões por meio da negociação direta, evitando que cheguem ao Judiciário.

“O banco não tem se empenhado em resolver os problemas por meio do diálogo. Se essa postura não mudar, vamos tomar outras medidas para que os direitos dos funcionários sejam respeitados”, acrescenta Tânia

Agendamento – Os bancários interessados em agendar uma data na CCP devem entrar em contato com a Central de Atendimento do Sindicato pelo 3188-5200. O Sindicato orienta o trabalhador a guardar qualquer tipo de documento que ajude a embasar o pedido junto ao Banco do Brasil.

Fonte: Seeb SP - Jair Silva - 04/08/2011

28.4.11

Em assembleia no Seeb SP, funcionários do BB aprovam acordo da CCP



Comissão voltará a funcionar dentro de alguns dias. Ex-bancários já podem solicitar agendamento 

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São Paulo - Os funcionários do Banco do Brasil aprovaram em assembleia na quarta 27, na sede do Sindicato, o acordo que retoma a Comissão de Conciliação Prévia (CCP), assinado pela presidenta da entidade, Juvandia Moreira, e por representantes do BB em março, em Brasília. O acordo estava suspenso havia quase dois anos.

Na CCP, bancários dispensados, que pedem demissão ou se aposentam podem resolver pendências trabalhistas, decidindo se aceitam a proposta da empresa ou se preferem entrar com ação judicial, que pode demorar mais, mas que, de uma forma geral, garante valores maiores.

“Agora que o acordo foi ratificado pelos funcionários, nós estamos providenciando a estrutura para o funcionamento da Comissão, que deve começar a receber os bancários dentro de uma ou duas semanas”, informa o diretor executivo do Sindicato Ernesto Izumi.

Mas enquanto a CCP não funciona de fato, os bancários da base do Sindicato (São Paulo, Osasco e região) podem mandar mensagem por meio do www.spbancarios.com.br, manifestando interesse em agendar uma reunião na CCP e informando seu nome, telefone para contato, agência onde trabalhou e última função desempenhada. Além da assessoria jurídica disponibilizada pelo Sindicato, o bancário contará com a presença de um diretor da entidade na reunião da CCP.

Avanços - Entre os principais avanços do acordo, que abrange também quem saiu do banco em até dois anos, está a garantia de ressalva nas ações coletivas em tramitação há mais de 5 anos; a suspensão da CCP em caso de o bancário não concordar com a proposta do banco, iniciando processo de negociação para resolver o problema, e a entrega pelo BB de extrato detalhado do que está sendo pago. Além disso, mesmo que o trabalhador tenha firmado acordo, ele terá 180 dias para pedir nova reunião para debater algum tema que considere conflitante ou que tenha deixado de incluir anteriormente na CCP.

Fonte: Seeb SP - Redação - 28/04/2011 (com algumas alterações do blog)

16.4.11

Agenda sindical de 25 a 29 de abril



SEGUNDA-FEIRA 25

Dia de trabalho na Contraf-CUT.


TERÇA-FEIRA 26

Dia de trabalho em SP.

Reunião política à noite no Seeb SP.


QUARTA-FEIRA 27

Dia de trabalho: reunião de diretoria do Sindicato pela manhã e reunião da Chapa 1 à tarde.

Assembleia de CCP BB em SP à noite.


QUINTA-FEIRA 28

Dia de trabalho na Contraf-CUT.


SEXTA-FEIRA 29

Reunião de coletivo de bancos no Sindicato em SP.

23.3.11

Acordo de CCP é assinado com o Banco do Brasil


Contraf-CUT e Sindicato de São Paulo, Osasco e região restabelecem CCP com o banco

Acordo foi assinado após instituição financeira atender às reivindicações dos trabalhadores sobre o assunto


Acordo firmado
São Paulo - Depois de quase três anos de suspensão, o Sindicato e o Banco do Brasil vão retomar a Comissão de Conciliação Prévia (CCP). O acordo que restabelece o fórum foi assinado pela presidenta do Sindicato, Juvandia Moreira, e por representantes do BB na quarta 23, em Brasília.


Na CCP os trabalhadores – dispensados, que pedem demissão ou se aposentam – têm a possibilidade de resolver pendências trabalhistas antes de recorrer à Justiça.

“Suspendemos a CCP devido ao fato de o banco querer embutir nos acordos o fim de ações coletivas. Esse entrave foi retirado e conseguimos avançar mais nas negociações”, declara o diretor do Sindicato Cláudio Luis de Souza, que participou da reunião.

Entre os principais avanços do acordo, que abrange também quem saiu do banco em até dois anos, está a garantia de o bancário manter ação coletiva já em tramitação, mesmo tendo aceitado proposta para a conciliação (de passivos distintos); a suspensão da CCP em caso de o bancário não concordar com a proposta do banco, iniciando processo de negociação para resolver o problema e a entrega pelo BB de extrato detalhado do que está sendo pago. Além disso, mesmo que o trabalhador tenha firmado acordo, ele terá 180 dias para pedir nova reunião para debater algum tema que considere conflitante ou que tenha deixado de incluir anteriormente na CCP.

Fonte: com informações de Seeb SP - Redação - 23/03/2011