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18.8.25

Blog A Categoria Bancária - Retrospectiva 2011



RETROSPECTIVA 2011

O mês de janeiro teve movimentações importantes para os associados do Plano 1 da Previ: o acordo entre associados, Banco do Brasil e governo foi aprovado no restante das instâncias que faltavam apreciar as mudanças no Estatuto e a forma de uso do superávit do plano.

Postei no blog um excelente artigo do professor Marcos Bagno sobre a denominação “presidenta” que Dilma Rousseff - primeira mulher presidenta do Brasil - escolheu para nominar sua função pública e que a imprensa da casa-grande decidiu desrespeitar desde o primeiro dia do mandato presidencial.

Eu apontei em artigo o desrespeito da direção do BB ao abrir concurso público sem apontar o número de vagas, concurso com zero vagas, ou “quadro de reserva”. Isso é um desrespeito aos cidadãos que estudam para ingressar em empresas públicas. Fiz um artigo também para contestar Bresser-Pereira e a suposta mão de Deus no governo Lula.

As postagens que predominaram no mês de fevereiro versam principalmente sobre a questão da terceirização do trabalho bancário. Matérias sobre as movimentações entre a Febraban e os órgãos governamentais para regulamentar os correspondentes bancários demonstram a forma abusiva do processo que, no fundo, acaba por fazer uma espécie de reforma trabalhista no setor financeiro, pois elimina direitos sociais da categoria conquistados há décadas.

Nas questões relativas ao Banco do Brasil, os funcionários receberam a 2ª parcela da PLR, e o banco bateu recorde de lucro. Nas matérias sobre o lucro do BB, eu comentei a respeito do papel social do banco público, pois ele vinha exercendo sua função de forma idêntica ao setor banqueiro privado. Voltamos às mesas de negociação permanente com o BB no período. Fiz artigo sobre essa estratégia privada do BB.

Março foi um mês com postagens de diversos artigos feitos por mim, que era o secretário de formação da nossa confederação. Fiz um sobre democracia sindical relacionada à estrutura de negociação nacional da categoria bancária – “Democracia representativa não se confunde com ‘assembleísmo’”: no artigo, questiono a ideia do “assembleísmo” de certas correntes sindicais que não se conformam em perder suas proposições durante a construção da estratégia nacional dos bancários. Fiz outro artigo, em parceria com o companheiro Plínio Pavão – “OLT na categoria bancária – o papel do delegado sindical”, sobre o papel do representante sindical de base no BB e Caixa, os chamados delegados sindicais.

Ainda no mês de março, estive no Encontro Baiano de Formação da CUT (Ebafor) e participei das eleições dos bancários de Campo Grande (MS), e nós vencemos com a chapa cutista. A direção do BB apresentou as linhas gerais do novo Plano de Carreira e Remuneração (PCR), conquista da campanha 2010. Participei da gênese do modelo de nova tabela de antiguidade por funções exercidas.

Por fim, registrei no blog a primeira entrevista da presidenta Dilma Rousseff. Ela afirma que não vai descuidar da inflação, anuncia o Pronatec e diz que não vai permitir a retirada de direitos dos trabalhadores brasileiros.

Alguns destaques do mês de abril nas postagens: BB adquire o Eurobank nos Estados Unidos; nossa base sindical retoma as conciliações com o BB, as CCP no SEEB SP; tivemos mesas de negociação sobre o Plano 1 da Previ; várias postagens se referem à questão do correspondente bancário e a ameaça à categoria bancária. No Sindicato, tivemos a formação de nossa Chapa 1 cutista para as eleições.

Entre as questões sindicais a destacar no mês de maio, tivemos negociações com o BB sobre propostas de melhorias no regulamento do Plano 1 da Previ (a direção negou tudo). Realizamos curso de formação da Contraf-CUT e Dieese para os sindicatos da Fetec CUT Centro-Norte. Publiquei diversas matérias sobre a questão da ilegalidade e imoralidade das resoluções do Bacen sobre os correspondentes bancários - até nosso deputado federal Ricardo Berzoini (PT-SP) entrou na luta contra as arbitrariedades do Banco Central. E os bancários do Maranhão realizaram plebiscito de desfiliação da CUT, pois a direção de lá era da CSP-Conlutas.

Em junho, ocorreu a eleição do maior sindicato de bancários do país, o nosso. Concorreram duas chapas e a chapa cutista venceu com 83% dos votos válidos. A companheira Juvandia passou a ser a primeira presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região. Como membro da chapa, representaria os bancários paulistanos por mais três anos.

As postagens de junho também abordaram as questões de privatização dos aeroportos e a aprovação da terceirização total pelo Congresso; na minha agenda sindical, teve trabalho de base e viagem ao Ceará para o encontro da categoria. No blog, disponibilizei a tese da Articulação Sindical para o 22º Congresso Nacional dos Funcionários do BB (CNFBB).

Dos artigos que publiquei, destaco o artigo “Horas de greve em renovação de direitos coletivos – Anistia ou distribuição para todos”, que poderia ser avaliado por sindicatos, juristas do nosso campo e pela classe trabalhadora, pois é justo que aqueles que foram beneficiados pelas conquistas, mesmo furando greve, paguem pelas horas da luta coletiva.

Os destaques no mês de julho são os encontros deliberativos que compõem a estrutura nacional da categoria bancária. Após a realização dos encontros regionais e estaduais de debates e deliberações das reivindicações da categoria, ocorreram o 22º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (CNFBB) e a 13ª Conferência Nacional dos Bancários. Publiquei artigos sobre a Previ e sobre o debate das metas abusivas. Fiz também um artigo confessional, que aborda a militância política. Por fim, está publicada no blog a proposta do Plano de Carreira no BB, na qual tive participação central no ano anterior.

Agosto foi um mês de muito trabalho de base preparando os trabalhadores para as negociações com os banqueiros e provável greve na categoria. Estive no Congresso Nacional junto com outras lideranças para denunciar a interferência do Banco Central na estrutura social dos bancários, via resoluções de correspondentes bancários que terceirizam a categoria e desfazem direitos até da CLT. Fiz dois artigos explicando reivindicações específicas dos funcionários do BB.

O mês de setembro foi marcado pelo processo de negociações com os banqueiros e com o governo nas mesas específicas de Banco do Brasil e Caixa e demais bancos públicos. A intransigência do lado patronal foi abusiva e a categoria deflagrou greve nacional no final do mês.

Outubro foi um mês de demonstração de grande força da unidade dos bancários, que realizaram a maior greve da categoria em duas décadas e após 21 dias conquistaram aumento real pelo 8º ano seguido, pisos maiores nos salários e na PLR e cláusulas sociais, boas conquistas na Fenaban, no BB e Caixa Federal.

Após a greve de renovação da Convenção Coletiva, realizamos a 5ª etapa do curso de formação Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro, da Contraf-CUT e Dieese, para formação de dirigentes e assessores das entidades sindicais afiliadas. O curso ocorreu na Escola Sul da CUT em Florianópolis. Cumprimos o compromisso formativo estabelecido no Congresso da Contraf-CUT que me indicou como secretário da pasta.

O mês de novembro foi de muita luta, acreditem! O movimento sindical, em especial nós da categoria bancária, atuou fortemente na luta contra o projeto de terceirização total e o fim das categorias profissionais, dos sindicatos e dos direitos do trabalho. O Congresso Nacional tentou de todo jeito aprovar uma legislação que acabava até com os direitos básicos previstos na CLT.

Além dessa pauta de luta, realizamos o 2º módulo do curso de formação da Contraf-CUT e Dieese, a 5ª etapa foi realizada na Escola Sul, em Santa Catarina. Como dirigente, fiz 3 artigos no mês, dois sobre o Banco do Brasil e um de avaliação dos 5 cursos que fizemos em todas as regiões do país durante o mandato na secretaria de formação da confederação.

Em dezembro, finalizamos o curso de formação na região Sul do país e ainda fiz mais um artigo sobre as péssimas condições de trabalho no Banco do Brasil, que exigiu nos últimos dias do ano que os bancários fizessem o possível e o impossível para o BB chegar a 1 trilhão de ativos financeiros. Para isso, os gestores poderiam arrepiar pra cima dos trabalhadores, cancelando até férias programadas.

Terminei o ano na base social, conversando com os colegas do Banco do Brasil em reuniões nos locais de trabalho. Enquanto fui representante político da classe trabalhadora estive ao lado de meus pares, foi como aprendi a fazer a luta por melhores condições de vida e por um mundo melhor.

O caderno impresso ficou com 500 páginas, foram 280 textos no ano de 2011. São registros de nossa história de lutas. Os links dos artigos desse período podem ser acessados aqui, página de artigos do autor do blog.

William Mendes


28.2.12

Banco do Brasil paga segunda parcela da PLR nesta quarta



O Banco do Brasil informou à Contraf-CUT que realizará nesta quarta-feira (29) o pagamento da segunda parcela da Participação nos Lucros e Resultados (PLR). O banco alcançou lucro líquido recorde de R$ 12,1 bilhões em 2011, crescimento de 3,6% em relação a 2010.

Os valores a serem recebidos pelos bancários neste semestre serão cerca de 6% menores que os dos primeiros seis meses do ano. Os motivos são um aumento no quadro de quase 2 mil funcionários - fruto da luta dos trabalhadores por mais contratações e melhores condições de trabalho - e uma pequena redução no resultado do banco no segundo semestre em relação ao primeiro.

Os bancários receberão nesta quarta a PLR do segundo semestre no valor de 45% do salário paradigma (E-6, E-6 + comissão de caixa e VRs), mais 4% do lucro líquido do semestre distribuído linearmente. Os comissionados também receberão um valor referente ao chamado Módulo Bônus, determinado pelo banco para as dependências que atingem as metas do Plano de Trabalho.

Fonte: Contraf-CUT

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SEGUE ABAIXO A NOTA QUE O bb POSTOU EM SEU SITE DE NEGOCIAÇÃO COLETIVA.

28/02 (08h35) - BB creditará PLR amanhã

O crédito da PLR referente ao 2º semestre de 2011 será realizado amanhã, 29.


Segundo Robson Rocha, Vice-Presidente Gestão de Pessoas e Desenvolvimento Sustentável, “é a segunda vez que o BB antecipa o pagamento da PLR para o mês de fevereiro. Isso demonstra o reconhecimento do BB em relação ao empenho dos funcionários frente ao resultado alcançado, creditando a PLR o mais rápido possível”.

O valor destinado para pagamento será de R$ 759 milhões, que somado aos R$ 795 milhões do 1º semestre, acumulam mais de 1,55 bilhão no ano de 2011.

Apesar do valor anual ser recorde, a PLR a ser distribuída amanhã, refere-se ao segundo semestre de 2011, cujo lucro alcançado pelo Banco foi inferior ao lucro do 1º semestre de 2011, o que se reflete nos valores que serão creditados.

Neste semestre, mais de 117 mil funcionários farão jus ao recebimento da PLR, o que representa 2% a mais que no 1º semestre de 2011 e 5% superior ao 2º semestre de 2010.

As regras para pagamento da PLR/2011 estão definidas no ACT e poderão ser consultadas na Intranet.

Fonte: site do bb

27.2.12

Contraf-CUT retoma negociações nesta quinta com BB e cobra jornada de 6h


A Contraf-CUT, federações e sindicatos, assessorados pela Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), realizam nesta quinta-feira, dia 1º de março, nova rodada de negociação permanente com o banco. Os trabalhadores cobrarão do BB a implantação da jornada legal de seis horas para todos os bancários e questões ligadas a condições de trabalho. A reivindicação havia sido aprovada no 22º Congresso Nacional dos Funcionários do BB, no ano passado.

A Contraf-CUT também cobrará do banco o estabelecimento de um calendário para as negociações específicas permanentes. "Queremos agendar datas para debater temas como plano de carreira, jornada de seis horas e outros assuntos de interesse do funcionalismo", afirma Eduardo Araújo, coordenador da CEBB.

Os negociadores do banco informaram que farão uma apresentação, atendendo o pedido dos sindicatos, a respeito do processo de implantação da Plataforma de Suporte Operacional (PSO). Na oportunidade, os representantes dos funcionários apresentarão suas críticas e sugestões relacionadas ao tema.

Fonte: Contraf-CUT

14.2.12

Contraf-CUT cobra retomada das negociações com Banco do Brasil




A Contraf-CUT enviou nesta segunda-feira (13) à direção do Banco do Brasil uma carta reivindicando retomada das negociações com o banco. Os principais pontos na pauta dos bancários são: jornada e plano de cargos; Programa Sinergia 2012; relacionamento com Banco Postal; implantação da PSO (Plataforma de Suporte Operacional) nas agências.

"Nossa data indicativa para o início das negociações é 27 de fevereiro. Apesar de todas as mudanças na diretoria do BB, o banco precisa retomar imediatamente as negociações, como um demonstrativo aos funcionários de que não está interessado somente nos lucros astronômicos", afirma Eduardo Araujo, coordenador da Comissão de Empresa (COE) dos Funcionários do BB.

Na quinta-feira (9) a COE se reuniu em Brasília e deliberou 7 de março como o Dia Nacional de Luta dos Funcionários do BB. "Nossa luta é principalmente pelo respeito à jornada de trabalho do bancário e por negociações para um Plano de Cargos digno", adianta Araujo.

Segundo o coordenador da COE, os sindicatos receberão as orientações nos próximos dias para a organização do Dia de Luta. "Vamos ficar mobilizados para que o BB respeite todas as conquistas da Campanha Nacional 2011", afirma Araujo.

Fonte: Contraf-CUT

28.12.11

Por onde ando... (fechando o ano na base, com os bancários)



Nesta segunda-feira, folguei.

BASE:

Na terça-feira, eu e o companheiro Felipe fizemos uma excelente reunião sindical em agência do bb na Vila Iara - Osasco. Fizemos avaliação da campanha dos bancários em 2011, ouvimos as preocupações dos bancários em relação aos problemas oriundos da implantação da PSO e das reestruturações atuais no banco. Também conversamos sobre o planejamento para 2012 da OLT - Organização nos Locais de Trabalho.

BASE:

Nesta quarta-feira, estaremos em atividade no bb na concentração da Verbo Divino, dialogando com os milhares de bancários de lá sobre questões do bb, tanto locais quanto gerais.

Na quinta-feira, não tenho agenda no Sindicato. Vou tratar de algumas coisas de minha responsabilidade na formação sindical da Contraf-CUT.

Sexta-feira, viajo para encontrar a família.

8.12.11

Bancários do bb têm até dia 16 para utilizar verba de aprimoramento


Escriturários, caixas, assistentes e auxiliares do Banco do Brasil têm até o dia 16 para utilizar os recursos do Programa de Aprimoramento dos Funcionários (PAF). São R$ 215 que o banco disponibiliza para cada funcionário, que podem ser utilizados em cursos, livros, material didático, assinatura de jornais de grande circulação, de provedor internet e banda larga, entre outros. 

"A verba é uma conquista dos funcionários do BB nas negociações específicas da Campanha 2011. Os bancários não podem deixar de usar um direito garantido na negociação coletiva", afirma William Mendes, secretário de Formação da Contraf-CUT e funcionário do BB.

Os recursos são distribuídos aos bancários por meio de reembolso. "Os bancários muitas vezes têm deixado de utilizar essa verba", destaca William. "Por isso, orientamos que divulguem a data limite aos colegas em seus locais de trabalho", recomenda o dirigente sindical.

Os procedimentos para a utilização dos recursos estão explicados na IN - 390-1, que também traz a lista dos cargos que fazem parte do público do programa e detalhes de como os recursos podem ser utilizados. Os recursos estão disponíveis também para os dirigentes sindicais.

Fonte: Contraf-CUT


3.11.11

Orientações sobre compensação de dias de greve


Sindicato esclarece funcionários do Banco do Brasil a respeito do acordo

São Paulo – O Sindicato presta orientações aos bancários sobre a compensação dos dias parados. A força do movimento dos trabalhadores venceu as teses dos bancos e do governo e garantiu o não desconto dos dias de paralisação. Aprovado pelas assembleias, o acordo prevê a compensação dos dias até 15 de dezembro, de segunda a sexta (exceto feriados), em no máximo duas horas por dia para realização de serviços bancários. Após este prazo, o saldo de horas será anistiado.

O Banco do Brasil ratificou a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) e a cláusula 55ª, sobre os dias não trabalhados (greve), é a seguinte:

Os dias não trabalhados entre 27 de setembro de 2011 e 17 de outubro de 2011, por motivo de paralisação, não serão descontados e serão compensados, com a prestação de jornada suplementar de trabalho no período compreendido entre a data da assinatura desta Convenção Coletiva de Trabalho até 15 de dezembro de 2011, inclusive, e, por consequência, não será considerada como jornada extraordinária, nos termos da lei.

Parágrafo primeiro

Para os efeitos do caput desta cláusula, não serão considerados os dias em que houve trabalho parcial, pelo empregado, durante a jornada diária contratada.

Parágrafo segundo

A compensação será limitada a duas horas diárias, de segunda a sexta-feira, excetuados os feriados.

Parágrafo terceiro

As horas extraordinárias realizadas anteriormente à assinatura desta Convenção Coletiva de Trabalho não poderão compensar os dias não trabalhados.


“As relações devem voltar ao normal. O banco não pode adotar a compensação como forma de punição aos manifestantes e a necessidade dos serviços e a disponibilidade dos funcionários deve ser respeitada. Os trabalhadores são responsáveis e cumprirão o acordo que aprovaram nas assembleias, mas não aceitarão pressões ou retaliações pela greve, que caracterizem o desrespeito ao acordo, como convocações indiscriminadas para compensação, cancelamento de férias ou folgas. É importante os empregados manterem a unidade para continuar o combate por novas conquistas e aqueles que não participaram devem fazer uma reflexão, pois o resultado de todas as campanhas é proporcional à mobilização. Sem os lutadores e lutadoras de vários bancos não haveria avanços”, diz Ernesto Izumi, diretor do sindicato.

Fonte: Redação Seeb SP - 03/11/2011

1.11.11

Contraf-CUT parabeniza bancários pela participação na Campanha Nacional


Amig@s Leitor@s, eu respeito o companheiro Carlão, mesmo quando discutimos e temos divergências, pois é um militante leal e atua com o mesmo nível de franqueza que busco atuar, e isso às vezes incomoda. Camarada Carlão, estamos juntos na luta!



Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT,
durante a greve nacional - Crédito Seeb SP

A Contraf-CUT, que coordena o Comando Nacional dos Bancários, divulgou na segunda-feira (31) uma mensagem parabenizando as bancárias e os bancários de todo Brasil pela participação na Campanha Nacional. Na saudação, a entidade "deseja apresentar ao conjunto de dirigentes sindicais, militantes, enfim companheiras e companheiros, os parabéns pela exemplar condução desse movimento, que garantiu a realização de mais uma campanha vitoriosa".

"Fomos à luta e enfrentamos todas as adversidades, alimentados pela certeza de que a nossa causa era justa e merecia nosso esforço. Mais uma vez a nossa unidade foi determinante", destaca o texto, assinado por Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.

"Nunca é demais repetir que a nossa luta, a nossa garra, a nossa determinação, a nossa ousadia e a nossa unidade foram essenciais para as conquistas que tivemos e por isso nos estimulam a enfrentar os novos desafios na batalha cotidiana por emprego decente, por um sistema financeiro cidadão e por uma vida melhor", salienta.


Leia a íntegra da mensagem:

Caras companheiras, caros companheiros!

Mais uma campanha nacional chegou ao fim com a certeza de que avançamos na busca de emprego decente e um mundo mais justo para todos.

Logo no início de nossa campanha já pudemos ver quão dura ela seria. O governo federal, os patrões e a grande mídia, uníssonos, ameaçavam a classe trabalhadora quanto às suas reivindicações. Lutar por aumento real, novos direitos etc seria colocar o País no rumo do abismo, do desequilíbrio, das perdas sociais.

Fomos à luta e enfrentamos todas as adversidades, alimentados pela certeza de que a nossa causa era justa e merecia nosso esforço.

Mais uma vez a nossa unidade foi determinante. O Comando Nacional dos Bancários apontou o calendário e os sindicatos e as federações o seguiram, demonstrando a confiança na condução do processo.

Iniciamos as negociações buscando avanços sociais nas áreas de emprego, saúde, segurança e igualdade de oportunidades. Debatemos temas caros a todos nós, como o emprego, o fim da rotatividade, o combate ao assédio moral, o fim das metas abusivas e chegamos às questões financeiras, brigando por aumento real, valorização do piso e melhor distribuição dos lucros.

Como nos anos anteriores, outra vez faltou aos banqueiros sensibilidade e respeito aos seus trabalhadores, que deveriam vir traduzidos em uma proposta digna. Frustrado o processo negocial, fomos novamente à greve. Iniciamos no mesmo momento numa demonstração de união, maturidade e organização. A cada dia o movimento mais se fortalecia ante o silêncio da Fenaban, que continuou por três semanas e igualmente a nossa greve. Trabalhadores de bancos públicos e privados unidos na busca de uma proposta digna e decente.

Com firmeza, o Comando Nacional cobrou dos bancos e do governo federal uma proposta que permitisse às assembleias dos sindicatos a avaliação e aprovação, retornando ao trabalho com dignidade.

A força da greve e a determinação de cada dirigente sindical, de cada militante e de cada trabalhador e trabalhadora fizeram com que arrancássemos uma proposta com aumento real de salário, valorização do piso da categoria, melhoria na PLR e avanços na segurança com a proibição de transporte de numerário por bancários e no combate ao assédio moral com o fim da divulgação dos rankings individuais de vendas de produtos.

Também os maiores bancos federais, Caixa e BB, apresentaram suas propostas complementares para avaliação das assembleias. Após debates, o Comando Nacional orientou os sindicatos e as federações que, de forma madura e séria, defenderam as propostas, sendo aprovadas nas assembleias e permitindo que a greve terminasse de maneira unida e vitoriosa, ao mesmo tempo em todo o Brasil.

Nos dias que se seguiram, os trabalhadores arrancaram propostas específicas das direções dos bancos estaduais, que também trouxeram avanços, fazendo com que a campanha igualmente terminasse de forma vitoriosa. Os funcionários do Banco do Nordeste do Brasil (BNB) precisaram de mais enfrentamento, mas também obtiveram conquistas importantes após 29 dias de greve.

A Contraf-CUT, na qualidade de coordenadora do Comando Nacional, deseja apresentar ao conjunto de dirigentes sindicais, militantes, enfim companheiras e companheiros, os parabéns pela exemplar condução desse movimento, que garantiu a realização de mais uma campanha vitoriosa.

Mais do que os números, conquistamos uma vitória política sem precedentes. Derrotamos a união da grande mídia, do capital e do governo federal que desejavam impor o fim do aumento real e dos avanços sociais. O resultado da Campanha Nacional passa a balizar o movimento de inúmeras outras categorias em lutas salarias no segundo semestre em todo o Brasil.

Nunca é demais repetir que a nossa luta, a nossa garra, a nossa determinação, a nossa ousadia e a nossa unidade foram essenciais para as conquistas que tivemos e por isso nos estimulam a enfrentar os novos desafios na batalha cotidiana por emprego decente, por um sistema financeiro cidadão e por uma vida melhor.

Parabéns a todas as bancárias e a todos os bancários do Brasil!

Carlos Cordeiro

Presidente da Contraf-CUT
Coordenador do Comando Nacional dos Bancários


Fonte: Contraf-CUT

19.10.11

bb* ressarce nesta quinta o desconto dos dias de greve de setembro


Diante da aprovação da proposta da Fenaban, que prevê a compensação dos dias parados durante a greve nacional dos bancários, o Banco do Brasil confirmou ao coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do bb, Eduardo Araújo, que o desconto referente aos dias 27, 28, 29 e 30 de setembro será ressarcido nesta quinta-feira, dia 20, junto com o crédito da folha de pagamento deste mês.

Araújo explica que, a exemplo de anos anteriores, o desconto dos dias de greve não foi novidade, pois isso tem sido feito em virtude do formato da folha do bb.

Já os dias de greve de outubro não deverão ser descontados. "O banco vai fazer a reclassificação das ausências referente aos dias de paralisação", esclarece o dirigente sindical.

Fonte: Contraf-CUT

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COMENTÁRIO:

*Escrevo bb assim, com minúsculo, devido à pequeneza das atitudes desse banco que pratica cotidianamente o assédio moral e o desrespeito, tanto aos funcionários e sociedade quanto aos sindicatos, representantes dos bancários.

Essa gestão do bb é diminuta nas ações e atitudes! E sobra na retórica e falácia.

18.10.11

Maioria dos bancários aprova propostas da Fenaban, BB e Caixa e encerra greve

Assembleia BB em São Paulo - crédito Seeb SP
Em assembleias realizadas nesta segunda-feira (17), 21º dia de greve nacional, a maioria dos sindicatos de bancários do país aprovou a nova proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), bem como as específicas do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal. As três propostas foram aceitas em São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Bahia, Mato Grosso, Pernambuco, Alagoas, Campinas, Uberaba, Londrina, Criciúma, Blumenau, Teresópolis, Vitória da Conquista, Dourados e Campina Grande, entre outros sindicatos.

Várias assembleias ainda se encontram em andamento. Com isso, os bancários que aprovaram as propostas suspendem as paralisações e retornam ao trabalho nesta terça-feira, dia 18. A greve foi a maior realizada pela categoria nos últimos 20 anos.

Poucas assembleias rejeitaram as propostas do BB e Caixa e permanecem em greve. Os funcionários do Banrisul, Banco da Amazônia e Banco do Nordeste do Brasil (BNB) continuam paralisados, cobrando avanços nas negociações específicas.

Avaliação

"A aprovação das propostas coroa mais uma campanha vitoriosa dos bancários, em que enfrentamos um cenário econômico e político adverso. Com unidade nacional, força da mobilização e poder de negociação foi possível arrancar conquistas importantes, como aumento real pelo oitavo ano consecutivo, valorização do piso, maior participação nos lucros e avanços nas condições de trabalho e segurança, sem interferência de atores externos", avalia Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários.

"Foi também uma importante vitória política para a classe trabalhadora, pois o resultado da campanha dos bancários vai servir de parâmetro para outras categorias. Derrotamos a visão equivocada de que salário gera inflação. Garantimos a continuidade do modelo de valorização do trabalho, como forma de fortalecer o desenvolvimento econômico com distribuição de renda", ressalta Cordeiro.

Avanços econômicos e sociais

Com a aceitação da proposta, os bancários conquistam reajuste salarial de 9% (aumento real de 1,5%), valorização do piso da categoria em 12%, que passa para R$ 1.400 (aumento real de 4,3%) e melhorias na Participação nos Lucros e Resultados (PLR), com aumento da parcela fixa da regra básica para R$ 1.400 (reajuste de 27,2%) e do teto da parcela adicional para R$ 2.800 (reajuste de 16,7%).

A proposta dos bancos inclui também avanços sociais. "Uma nova cláusula proíbe a divulgação de rankings individuais dos funcionários, como forma de frear a cobrança das metas abusivas, combatendo o assédio moral", destaca Cordeiro. "Outra cláusula obriga os bancos a coibir o transporte de numerário por bancários, que deve ser realizado conforme a lei federal nº 7.102/83, através de vigilantes", salienta.

Os dias de greve não serão descontados, mas serão compensados em até duas horas por dia, de segunda a sexta-feira, até o dia 15 de dezembro e, assim como nos anos anteriores, eventual saldo após esse período será anistiado.

As propostas específicas do BB e da Caixa também apresentaram melhorias para os bancários, envolvendo questões de carreira e condições de trabalho, dentre outras. "Entre os principais avanços, destacam-se a PLR social e a contratação de 5 mil empregados na Caixa e a valorização do plano de cargos e salários no BB", salienta o presidente da Contraf-CUT.

A greve começou no dia 27 de setembro e chegou a paralisar 9.254 agências e vários centros administrativos de bancos públicos e privados em todos os 26 estados e no Distrito Federal.

Fonte: Contraf-CUT

17.10.11

Assembleias em São Paulo, Osasco e região avaliam hoje às 18h propostas da Fenaban, BB e Caixa

Companheira(o)s de luta do bb, a(o)s bancária(o)s conseguiram nova proposta dos bancos após 18 dias de greve nacional.

Houve forte conluio da Fenaban e do Governo Federal para nos vencer pelo cansaço. Não conseguiram!

O Comando Nacional dos Bancários indica aceitação das novas propostas devido a vários fatores conjunturais e contextuais, inclusive o tempo já gasto na luta.

O Sindicato vai acatar a orientação de defender o fim da greve.

EU acho pouco provável avançar mais neste cenário.

Leiam as propostas no site da Contraf-CUT, aqui mesmo, no site do Sindicato e inclusive no site da empresa bb.

Nos falamos na assembleia a partir das 18h.

-bancos privados no Trasmontano - Rua Tabatinguera, 294, Sé
-bb na quadra dos bancários - Rua Tabatinguera, 192, Sé
-Caixa no Espaço Hakka - Rua São Joaquim, 460


Saudações de luta, William Mendes

15.10.11

Banco do Brasil apresenta sua proposta complementar à da Fenaban

Em negociação com o Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT e assessorado pela Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil, ocorrida na noite desta sexta-feira (14), em São Paulo, o BB apresentou uma nova proposta específica para os funcionários, que prevê valorização do piso com reflexo no plano de carreira e PLR maior (de 9,9% a 13,1% em relação ao 1º semestre de 2010), além de alguns benefícios nas áreas sociais e de saúde.

O banco reafirmou também que segue o reajuste de 9% proposto pela Fenaban sobre todas as verbas (aumento real de 1,5% acima da inflação) e o não desconto dos dias parados na greve, que serão compensados até o dia 15 de dezembro, com anistia de eventuais saldos após essa data, seguindo a mesma redação da cláusula do ano passado.

Assim, o Comando Nacional orienta a aprovação da proposta apresentada pelo BB nas assembleias a serem realizadas pelos sindicatos na próxima segunda-feira (17).

"Devemos fazer a análise do conjunto do resultado da campanha nacional. Somando os avanços obtidos na mesa unificada com a Fenaban com as conquistas da negociação específica, temos um cenário positivo", avalia Marcel Barros, secretário-geral da Contraf-CUT e funcionário do BB.

"Tivemos um cenário complicado nessa campanha, com inflação maior, ameaças e pressões. Mas conseguimos superar essas dificuldades com uma greve forte, evitando inclusive uma possível ida dos bancos ao TST, a exemplo da greve dos Correios e temos uma proposta que atende aos princípios definidos no 22º Congresso Nacional dos Funcionários do BB", defende Eduardo Araújo, coordenador da Comissão de Empresa.

Proposta Complementar do BB

- Reajuste de 9% sobre todas as verbas salariais e benefícios. O mesmo reajuste será aplicado no VCPI, garantido o interstício sobre esta verba;

- Piso passa para R$ 1.760; com reflexo na curva do PCR (interstícios). Cada M passa a valer R$ 97,35;

- Retroatividade no mérito na carreira do PCR até 1998;

- VCP de 12 meses no retorno da licença-saúde;

- Trava reduzida para um ano em caso de concorrência de posto efetivo para comissionamento;

- Reestruturação do Programa Recuperação de Dívidas, com redução da taxa de juros e aumento no prazo de pagamento;

- Ampliação de 55.261 para 68.057 no público do programa de aprimoramento, com aumento de valor de R$ 200 para R$ 215;

- SACR - Remoção automática no Posto Efetivo para funcis de CABB - O funcionário não precisará pedir dispensa da comissão para a remoção automática;

- Extensão do PAS - Adiantamentos para incorporados que optaram pelo regulamento do BB e pertençam aos planos de saúde Economus, Fusesc ou Prevbep;

- Instalação em até 30 dias de mesas temáticas para debater questões do PCR, PC (substituição, Carreira de Central de Atendimento, 55%) e Jornada de Trabalho; na primeira reunião será estabelecido o cronograma de encerramento dos trabalhos;

- Cálculo da PLR 2011-01 considerou a proporcionalidade do mesmo período do ano passado:
. Escriturário - R$ 3.571,46 (13,1% maior do que o 1º semestre de 2010),
. Caixas, Atendentes e Auxiliares - R$ 3.912,16 (12,5% maior do que o 1º semestre de 2010),
. Demais Comissionados - de 1,62 a 3,0 salários (em média 9,9% maior do que o 1º semestre de 2010);

- Renovação do ACT em vigor com manutenção da cláusula de trava de descomissionamento

- Ratificação da cláusula de desconto dos dias parados igual a do ano passado, e

- 1.000 bolsas de graduação e 500 bolsas de pós-graduação.

Fonte: Contraf-CUT

Proposta da Caixa inclui PLR Social, 5 mil contratações e valorização do piso

Em negociação realizada na noite desta sexta-feira (14), a Caixa Econômica Federal apresentou ao Comando Nacional dos Bancários, assessorado pela Comissão Executiva dos Empregados (CEE Caixa), uma nova proposta específica, que inclui a manutenção da PLR Social, valorização do piso e ampliação do quadro em 5 mil funcionários até final de 2012, além de avanços em itens de saúde do trabalhador e no Saúde Caixa. O banco também reafirma que seguirá a proposta da Fenaban de reajuste de 9% em todas as verbas e de não desconto dos dias parados na greve, que serão compensados até o dia 15 de dezembro, seguindo a mesma redação do ano passado.

Dessa forma, o Comando Nacional orienta a aprovação da proposta apresentada nas assembleias a serem realizadas pelos sindicatos na próxima segunda-feira (17). "Avaliamos que a proposta complementa positivamente as conquistas alcançadas na negociação com a Fenaban. É mais um avanço que confirma a política permanente de recomposição dos salários, com aumento real e valorização do piso da categoria, além de ganhos sociais importantes", afirma Jair Ferreira, coordenador da CEE Caixa.

"É uma proposta que foi construída na mesa de negociação, com a pressão da greve da categoria, o que precisa ser valorizado. É importante evitar a armadilha de levar o impasse ao TST, cujas decisões de dissídios coletivos são sempre desfavoráveis aos trabalhadores, como ocorreu na greve dos bancários de 2004 e agora no julgamento da greve dos funcionários dos Correios", destaca Plínio Pavão, secretário de Saúde do Trabalhador da Contraf-CUT e membro da CEE Caixa.

A Caixa concordou com a manutenção da PLR Social, que distribuirá 4% do lucro líquido de forma linear para todos os empregados - além da regra básica e parcela adicional da PLR acordada com a Fenaban. Esse valor será distribuído mesmo que, somado à regra da Fenaban, seja ultrapassado o limite de 15% do lucro do banco previsto na convenção coletiva da categoria.

A proposta prevê também um novo aumento no piso dos bancários, que se daria com uma mudança na tabela do Plano de Cargos e Salários (PCS). Pela proposta, os novos concursados passariam a ingressar no banco na Referência 202 e, depois de 90 dias, avançariam automaticamente para a 203. Dessa forma, o salário após os 90 dias do contrato de experiência passaria dos atuais R$ 1.637 (valor atual da ref. 202) para R$ 1.826 (referência 203 já aplicado o reajuste de 9% negociado com a Fenaban) representando assim um reajuste de 11,55% nesse piso. Todos os empregados que hoje ocupam a referência 202, passariam automaticamente para a 203. O mesmo vale para a Carreira Profissional, na qual os pisos passariam a ser a referência 802 no ingresso, com valor de R$ 7.932, e a referência 803 após 90 dias de contratação, com o valor de R$ 8.128.

Além disso, o banco concordou em repassar o aumento de R$ 39 na tabela do PCS conquistado ano passado para os bancários que estão na tabela do PCS antigo. A correção dessa injustiça é um passo importante na direção da superação das discriminações contra o pessoal que optou por permanecer no Reg/Replan não saldado.

Outro avanço importante da proposta é a contratação de 5 mil novos empregados para o banco. A redação da cláusula prevê a ampliação do quadro dos atuais 87 mil empregados para 92 mil, com compromisso assumido pela Caixa de atingir esse número até dezembro de 2012.

Outros pontos:

Saúde do trabalhador - ampliação de 16 para 180 dias da garantia de manutenção de função para trabalhadores afastados por motivo de saúde. Atualmente após 15 dias de afastamento o gestor da unidade tem a opção de manter ou retirar a função do empregado em licença médica por até 180 dias. Embora o pagamento do valor permaneça na complementação por até 6 meses em caso de doença comum, por até 2 anos para doenças graves e por tempo indeterminado se for acidente de trabalho, é comum os gestores retirarem a titularidade, o que gera redução salarial no retorno da licença. Caso a proposta seja aceita, se o trabalhador em questão voltar antes de completar 180 dias de afastamento, terá garantida a titularidade da função.

Saúde Caixa - a proposta prevê que o filho maior de 21 anos comprovadamente sem renda continue até os 24 anos no plano como dependente indireto mesmo que não esteja estudando. Além disso, o empregado poderá manter o filho no plano até os 27 anos desde que não tenha renda e esteja estudando.

Superávit - O banco se compromete a discutir a destinação do superávit do Saúde Caixa para melhorias no plano, mas considera necessários mais estudos. O tema será remetido para discussão no GT Saúde Caixa, que terá autorização da empresa para uma negociação efetiva. O mesmo acontece com a criação de estruturas específicas em todos os estados para o Saúde Caixa e questões de saúde do trabalhador dentro do banco.

Auxiliares de serviços gerais - empregados nesta carreira receberão reajuste linear de R$ 60 além do aumento negociado na Convenção Coletiva. Com a incidência das vantagens pessoais e adicional por tempo de serviço, o valor pode chegar a R$ 106 em muitos casos.

Representante no Conselho de Administração - o banco aceita alterar seu estatuto para permitir que empregados que não tenham ocupado função de gestor possam concorrer ao cargo.

Crédito para calamidades - a Caixa propõe a criação de uma linha de crédito especial para os empregados chamada Empréstimo Calamidade. Com ela, caso um trabalhador do banco perca seus bens em uma ocorrência desse tipo (enchente, desabamento entre outras), o banco disponibilizará um empréstimo de até 10 salários padrão, limitada à margem consignável, para ser pago em até 60 vezes sem juros com carência de 90 dias. É necessário que o município do empregado decrete estado de calamidade pública.

CCV para Inativos - a proposta prevê ainda a abertura de Comissão de Conciliação Voluntária (CCV) para inativos em todos os sindicatos e para qualquer assunto. Recentemente a Caixa assinou acordo para aplicação da comissão, a título de piloto, apenas com alguns sindicatos por prazo determinado (já vencido) e somente para discutir o Auxílio alimentação. Com a aceitação da proposta serão assinados novos aditivos com todos os sindicatos que desejarem, sem as atuais limitações.

CCV específica sobre 7ª e 8ª hora - pela proposta, a Caixa e a Contraf-CUT se comprometem a assinar, até 60 dias após a assinatura do acordo aditivo, um termo aditivo estendendo a CCV para os empresados da ativa que queiram reivindicar direitos referentes à 7ª e 8ª hora dos cargos de natureza técnica.

Compensadores - a Caixa concorda em atender a reivindicação dos empregados que trabalhavam na extinta compensação de cheques de incorporação do adicional noturno, utilizando os termos do RH151. Dessa forma, a incorporação será válida para os trabalhadores que têm no mínimo 10 anos de trabalho na função e o valor será calculado com base na média dos últimos cinco anos.

Menor taxa no consignado - Adoção, para os empregados da ativa, aposentados e pensionistas, da menor taxa de juros praticada pela Caixa para o empréstimo consignado.

Fonte: Contraf-CUT

Unidade da categoria conquista aumento real, valorização do piso e PLR maior

Após 18 dias de greve nacional dos bancários, a maior dos últimos 20 anos, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) apresentou nesta sexta-feira (14) uma nova proposta que inclui reajuste salarial de 9% (correspondendo a um aumento real de 1,5%), valorização do piso da categoria que passaria a ser de R$ 1.400 (aumento real de 4,3%) e melhorias na PLR, com aumento da parcela fixa da regra básica para R$ 1.400 (reajuste de 27,2%) e do teto da parcela adicional para R$ 2.800 (reajuste de 16,7%). A proposta inclui ainda cláusula que coíbe o transporte de numerário por bancários e o fim da divulgação de rankings individuais dos funcionários, combatendo o assédio moral.

Na avaliação do Comando Nacional dos Bancários, a proposta apresentada atende às principais reivindicações dos bancários: aumento real de salário pelo oitavo ano consecutivo, valorização do piso, distribuição de um valor maior de PLR e avanços nas cláusulas de segurança e saúde do trabalhador. Dessa forma, o Comando recomenda a aprovação da proposta pelas assembleias que serão realizadas pelos sindicatos na segunda-feira (17), em todo o país.

"A proposta traz avanços importantes e é uma conquista da greve nacional da categoria, a mais forte em duas décadas, que mobilizou trabalhadores de bancos públicos e privados por 18 dias, chegando a paralisar 9.254 agências em todo o país e forçou os bancos a mudarem de posição", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários. "A proposta adquire ainda mais importância porque representa a consolidação de uma política permanente de recomposição dos salários, com aumento real pelo oitavo ano consecutivo e valorização do piso da categoria", sustenta.

Cordeiro lembra ainda que nas primeiras rodadas de negociação os bancos negavam a possibilidade de aumento real, alegando risco de alta da inflação, discurso que foi amplamente repercutido pela mídia. "Essa tese falsa foi derrotada. Conseguimos arrancar vitória econômica, com a melhoria do poder de compra dos salários e do piso, mas principalmente política. Os bancos tentaram vencer a categoria pelo cansaço, mas revertemos o quadro e saímos vitoriosos", afirma.

A conquista deixa clara a importância da consolidação da estratégia de unidade nacional da categoria. A campanha unificada, reunindo trabalhadores de bancos públicos e privados, vem sendo construída desde 2004 e cada vez mais se mostra como uma opção acertada da categoria, que reitera sua opção em todas as conferências e congressos. "Com isso, conquistamos a Convenção Coletiva de Trabalho válida para todos os bancos em todo o território nacional - fato único entre as categorias profissionais no Brasil", aponta o presidente da Contraf-CUT. Na avaliação do Comando, com a proposta apresentada, a Campanha Nacional 2011 se soma a essa trajetória de vitórias.

Os dias de paralisação não serão descontados, mas serão compensados até o dia 15 de dezembro e, assim como nos anos anteriores, eventual saldo após esse período será anistiado.

Fonte: Contraf-CUT

13.10.11

Negociação com bancos não avança e greve nacional segue crescendo, são 9.254 agências fechadas no País

Comando rejeita 8,4% na mesa - crédito Jailton Garcia
Com a força da greve, o Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, retomou nesta quinta-feira (13) as negociações com a Fenaban, em São Paulo, mas não houve avanços. Os bancos apresentaram nova proposta de reajuste de 8,4%, que foi rejeitada pelos dirigentes sindicais. As negociações terão continuidade às 10h desta sexta-feira (14), quando a greve completa 18 dias em todos os 26 estados e no Distrito Federal.

"A quebra do silêncio dos bancos e a retomada das negociações são passos importantes, mas os bancos perderam uma excelente oportunidade para resolver o impasse da greve. A proposta não avança porque representa somente 0,93% de aumento real, o que é insuficiente, além de não trazer valorização do piso nem melhoria na Participação nos Lucros e Resultados (PLR), não atendendo, assim, às expectativas dos bancários", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.

"Como se não bastasse, a proposta não traz avanços em relação às demandas de emprego e na melhoria das condições de saúde, segurança e trabalho", destaca.

Nesta sexta-feira, os bancários irão intensificar ainda mais a greve contra a ganância dos bancos, por emprego decente e por um sistema financeiro cidadão. "Esperamos que a Fenaban venha para a mesa de negociações com uma proposta que seja capaz de ser apresentada nas assembleias dos sindicatos com avanços para os bancários", salienta Cordeiro.

Greve cresce

A greve seguiu crescendo nesta quinta-feira e paralisou 9.254 agências e vários centros administrativos de bancos públicos e privados em todo país. O balanço foi feito pela Contraf-CUT, a partir dos dados enviados pelos sindicatos até às 18h. A greve, que teve início no dia 27 de setembro, já é a maior da categoria nos últimos 20 anos.

"Com os lucros acima de R$ 27,4 bilhões obtidos somente no primeiro semestre, os bancos têm plenas condições de trazer uma nova proposta com conquistas econômicas e sociais para os bancários, além de prestar melhores serviços para os clientes e a sociedade brasileira", ressalta o presidente da Contraf-CUT.

Negociações específicas com bancos federais

Após as negociações com a Fenaban, o Comando Nacional se reunirá com as direções do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, em São Paulo, para retomar as negociações específicas buscando avanços para os trabalhadores. Também ocorrem nesta sexta-feira novas rodadas com as direções do Banco da Amazônia, em Belém, e com o Banco Nordeste do Brasil (BNB), em Fortaleza, para tratar igualmente das demandas específicas.

Fonte: Contraf-CUT

Força da greve nacional arranca negociação com Fenaban nesta quinta

Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT
Crédito Seeb SP
Após 16 dias de greve nacional, a Fenaban rompeu nesta quarta-feira (12) o silêncio e decidiu retomar as negociações com o Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, marcando nova rodada para esta quinta-feira (13), às 16 horas, em São Paulo. O agendamento ocorre um dia depois da reunião do Comando Nacional, em São Paulo, que decidiu fortalecer e ampliar ainda mais as paralisações.

"Foi a força da greve, que paralisa mais de 9 mil agências de bancos públicos e privados em todos os 26 estados e no Distrito Federal, que reabriu finalmente o diálogo e agora esperamos que os bancos venham para a mesa de negociações com uma proposta decente que atenda as justas reivindicações da categoria", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.

Negociações com BB e Caixa

Após a rodada com a Fenaban, o Comando Nacional, assessorado pela Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil e pela Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa Econômica Federal, retomará as negociações com as direções dos dois bancos federais para discutir as pautas específicas de reivindicações e cobrar avanços para os trabalhadores.

Reuniões do Comando Nacional

Os integrantes do Comando Nacional se reúnem antes da negociação nesta quinta-feira, às 15 horas, nas dependências do Hotel Maksoud Plaza, em São Paulo.

Após as negociações, o Comando Nacional volta a se reunir para fazer avaliação e definir orientações aos sindicatos.

Fonte: Contraf-CUT

12.10.11

Artigo: A precarização do trabalho bancário exposta em tempos de renovação de direitos coletivos da categoria

Desenho de Débora Vaz, estudante do Ceará
OS LOTÉRICOS estão se matando de trabalhar para realizar o trabalho bancário transferido indevidamente para eles pelos banqueiros com autorização do Governo Federal via resoluções ilegais do Banco Central. Com a greve dos bancários brasileiros, em luta por aumento real de salários e renovação de direitos coletivos, fica evidente o desvio causado pela terceirização fraudulenta dos banqueiros.

Lotérica é lugar de fazer jogos e apostas; farmácia é lugar de comercializar remédios; mercado é lugar de comercializar produtos para a subsistência e para o lar.

Agência bancária é lutar para fazer operações financeiras, intermediações financeiras, abertura de contas e recebimentos de depósitos e empréstimos etc. Os bancários são os trabalhadores treinados e preparados para esse tipo de atendimento e ajuda aos cidadãos que têm o direito de ter contas, acesso ao crédito adequado a cada caso. É obrigação dos bancos atender a toda a população sem discriminação, com segurança adequada e com a rapidez que o povo merece.

Veja abaixo, matéria falando sobre o excesso de trabalho bancário transferido para os lotéricos que não recebem nenhum dos direitos da categoria bancária como piso nacional de R$ 1250, vale-refeição e alimentação que, na maioria dos casos, é maior que o próprio salário dos lotéricos, jornada de 6 horas, Participação nos Lucros e Resultados, dentre outros direitos que foram fruto de mais de um século de lutas e mobilizações e que, muitas vezes, conquistaram direitos que depois foram repassados para todos os trabalhadores brasileiros.

Os 6 maiores bancos lucraram 27 bilhões no primeiro semestre. Não aumentar o salário e os direitos dos bancários é um escárnio com os trabalhadores e é uma ofensa ao País e à cidadania. Queremos distribuição de renda no Brasil, pois é assim que o País será um lugar justo pra se viver nos próximos anos.

William Mendes, secretário de formação da Contraf-CUT.

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Matéria da Agência Brasil

12/10/2011 - 10h23

Greve dos bancários aumenta procura por casas lotéricas

Stênio Ribeiro
Da Agência Brasil

Brasília – O horário flexível das 10.773 casas lotéricas do país, que atendem até as 18h nas lojas de rua e até as 19h nos shoppings, tem atraído um número crescente de cidadãos para pagamento de contas e saques de pequenos valores para correntistas da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil (BB).

Não existe estimativa nacional quanto ao aumento da movimentação, mas o Sindicato dos Lotéricos de São Paulo, que congrega 2.597 casas de apostas (773 na capital), calcula que houve acréscimo de aproximadamente 30% na procura da população durante a greve dos bancários.

Lotérica tem vantagens além da flexibilidade do horário

O aumento da procura decorre de vários motivos, além da flexibilidade do horário.

Primeiro, por causa das longas filas que se formam nos terminais de autoatendimento dos bancos, fora das agências, e depois porque as lotéricas e correspondentes bancários operam os serviços básicos de saques e pagamentos, inclusive aos sábados.

As casas lotéricas recebem boletos de até R$ 2.000, quando as contas são da própria Caixa, e de até R$ 700 quando são de outros bancos.

Para contas de consumo (água, energia, telefone e outras) o limite é R$ 1.000. As lotéricas também aceitam saques de até R$ 1.000 por dia para clientes da Caixa (R$ 500 aos sábados) e de até R$ 500 por dia para correntistas do BB.

Recebem também pagamentos de tributos, prestação da casa própria, obrigações com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), recolhimentos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e de contribuição sindical, além das transações realizadas normalmente, via Cartão do Cidadão, como os benefícios sociais do Bolsa Família, do seguro-desemprego e do Programa de Integração Social (PIS).

A rede lotérica tornou-se, portanto, uma alternativa a mais para a população quitar seus compromissos enquanto durar a paralisação dos bancários. O problema maior reside na falta de recebimento de correspondências com as devidas cobranças, uma vez que os funcionários da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos também estão de braços cruzados.

Fonte: UOL economia

11.10.11

Comando quer audiência com Dilma e Murilo Portugal sobre impasse da greve que já atingiu 9.165 agências no País

Dia do vermelho em São Paulo. Foto do Seeb SP.
O Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), decidiu orientar os sindicatos de todo o país a fortalecer e ampliar ainda mais a greve nacional da categoria, durante reunião ocorrida nesta terça-feira (11), em São Paulo. A paralisação, que completa 15 dias e é a maior dos últimos 20 anos, já ultrapassou o total de 9 mil agências e vários centros administrativos fechados de bancos públicos e privados em todo o país.

A Contraf-CUT solicitará audiência com a presidenta Dilma Rousseff para cobrar empenho do governo federal na construção de uma solução para a greve. Outra solicitação de audiência será encaminhada ao presidente da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), Murilo Portugal. "Vamos cobrar a retomada imediata das negociações com a apresentação de uma proposta decente para a categoria", afirma o presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional, Carlos Cordeiro.

"Os bancos públicos federais fazem parte da Fenaban e podem assumir um papel fundamental para construir uma proposta decente, que atenda às reivindicações dos bancários", ressalta Carlos Cordeiro. "O governo federal precisa estar ao lado dos trabalhadores e da sociedade brasileira e cobrar dos bancos uma solução para a greve que fortaleça a política de distribuição de renda e de redução das desigualdades sociais que iniciou no governo Lula", enfatiza. Cordeiro afirma que os bancários também querem discutir com Dilma o papel dos bancos no Brasil e propor a realização de uma Conferência Nacional sobre o Sistema Financeiro.

"Os bancos brasileiros são os que mais lucram na América Latina, mas pagam um piso salarial menor do que o recebido por argentinos e uruguaios, porém pagam bônus muito maiores para seus altos executivos", afirma Cordeiro, lembrando pesquisa do Dieese e da Contraf-CUT. O salário de ingresso nos bancos no Brasil em agosto de 2010 era equivalente a US$ 735, mais baixo que o dos uruguaios (US$ 1.039) e quase metade do recebido pelos argentinos (US$ 1.432).

"Um país em que os altos executivos dos bancos chegam a ganhar 400 vezes mais que o piso salarial da categoria não pode ser chamado de justo", sustenta o dirigente sindical. "Além disso, os bancos utilizam a alta rotatividade do mercado de trabalho brasileiro, muito maior que em outros países, para reduzir a massa salarial dos bancários", denuncia.

A Contraf-CUT remeterá também cartas aos presidentes dos seis maiores bancos do país e que participam da mesa de negociações da Fenaban (Itaú Unibanco, Bradesco, Santander, HSBC, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal), além do Banco do Nordeste do Brasil (BNB) e Banco da Amazônia, cobrando a responsabilidade de cada instituição na retomada do diálogo para construir uma proposta para as questões gerais dos bancários, bem como para as mesas específicas.

Protestos nesta sexta contra a ganância dos bancos

O Comando Nacional definiu ainda a realização, nesta sexta-feira (14), de protestos em todo país contra a ganância dos bancos, por emprego decente e por um sistema financeiro cidadão. Os sindicatos irão organizar manifestações, com a participação de movimentos sociais, denunciando a falta de responsabilidade social dos bancos, que acumulam lucros estrondosos, mas não garantem contrapartidas aos trabalhadores e à sociedade brasileira.

"O papel do sistema financeiro é oferecer crédito barato e acessível para financiar o desenvolvimento econômico e social do país. No entanto, não é isso que acontece no Brasil. Basta ver que o spread bancário aumentou novamente após a queda da taxa Selic, atingindo o maior nível desde 2009", aponta Carlos Cordeiro. "Convidamos todas as entidades da sociedade civil organizada a participar dos protestos, cobrando a contribuição dos bancos no processo de desenvolvimento com distribuição de renda", completa.

Fonte: Contraf-CUT

10.10.11

Sem nova proposta da Fenaban, greve cresce e para 9.090 agências no 14º dia

Os bancários paralisaram 9.090 agências e vários centros administrativos de bancos públicos e privados em todos os 26 estados e no Distrito Federal, nesta segunda-feira (10), 14º dia da greve nacional da categoria. O balanço foi feito pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), a partir dos dados enviados pelos sindicatos até as 18h. A greve, que já é a maior da categoria nos últimos vinte anos em termos de adesão, caminha para se tornar também a mais longa. A paralisação do ano passado durou 15 dias.

"Enquanto os bancos e o governo ameaçam os bancários, a greve segue crescendo, mostrando a enorme indignação diante da falta de negociações e de uma proposta decente para a categoria", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários. "Em vez de usar práticas antissindicais, como os interditos proibitórios, e intimidar os bancários com a divulgação de informações falsas e com a utilização de helicópteros para transportar funcionários, os bancos deveriam se preocupar em retomar o diálogo e apresentar uma proposta que atenda às reivindicações econômicas e sociais da categoria", sustenta.

Cordeiro lembra que a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) ainda não respondeu à carta enviada pela Contraf-CUT na última terça-feira (5) solicitando a retomada das negociações. "Enquanto seguimos reafirmando nossa disposição para o diálogo, os bancos e o governo enrolam e tentam confundir os bancários e a sociedade. A tática deles não vai funcionar", declara.

O Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, se reúne nesta terça-feira (11), às 10 horas, em São Paulo, para avaliar a greve e ampliar ainda mais o movimento. "Nossas reivindicações são justas e os bancos têm todas as condições de atendê-las, como mostra o lucro estrondoso de R$ 27,4 bilhões acumulado no primeiro semestre. Vamos intensificar a mobilização para pressionar os bancos e arrancar novas conquistas", ressalta Cordeiro.

A greve da categoria já é a maior nos últimos 20 anos, superando o pico de 2010, quando os bancários pararam 8.278 agências em todo país. Os bancários entraram em greve no dia 27 de setembro, depois de rejeitarem a proposta de reajuste de 8% feita pela Fenaban na quinta rodada de negociações, que significa apenas 0,56% de aumento real.

Os trabalhadores reivindicam reajuste de 12,8% (aumento real de 5% mais inflação do período), valorização do piso, maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR), mais contratações, extinção da rotatividade, fim das metas abusivas, combate ao assédio moral, mais segurança, igualdade de oportunidades, melhoria do atendimento dos clientes e inclusão bancária sem precarização, dentre outros itens.

Fonte: Contraf-CUT

Bancários param agências e concentrações no 14º dia de greve em São Paulo

Foto: Jailton Garcia
Uma nova proposta que contenha aumento real nos salários, PLR maior, valorização nos pisos e melhores condições de trabalho. Esse é o recado que os bancários, que completam nesta segunda-feira, dia 10, o 14º dia de paralisação nacional, estão enviando à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).

"A mobilização tem de seguir cada vez mais forte. Os bancários trabalharam o ano todo, se dedicaram e têm de ser valorizados", destaca a presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região, Juvandia Moreira, orientando os trabalhadores a denunciar caso haja qualquer tipo de pressão ou ameaça.

"Não aceitamos nenhuma forma de retaliação dos bancos, sejam eles públicos ou privados. Nossa greve é legítima, justa e só está ocorrendo porque as instituições financeiras ainda não apresentaram proposta que valorize de fato os funcionários", aponta Juvandia Moreira.

A greve, que entra em sua terceira semana, segue forte em agências de diversos corredores na capital e de Osasco e região, além de concentrações como o Edifício Patriarca do Itaú Unibanco, São João e Verbo Divino, do Banco do Brasil, edifício Sé da Caixa Federal, entre outros.

Fonte: Contraf-CUT com Seeb São Paulo