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| Numa noite quente... refletindo |
Retrospectiva e perspectivas
Segunda-feira, 29 de dezembro de 2025.
Estou sistematizando as publicações do ano neste blog sindical e político. Será mais um caderno do blog A Categoria Bancária.
Ando refletindo sobre o meu papel neste momento da história, refletindo sobre qual contribuição minha teria alguma utilidade coletiva.
Já concluí faz tempo que meu papel de fazer volume em eventos populares não tem mais sentido para que eu continue exaurindo o restante de minha energia vital como se eu estivesse no início da vida militante. Estou cansado, meu corpo está indo.
Outro dia, perto de 22h, andava pelas ruas desertas do Rio Pequeno, ruas com calçadas e cantos repletos de seres humanos despossuídos de tudo, vítimas da sociedade capitalista, e me peguei pensando se estava correto em estar naquele contexto sendo quem sou neste momento de minha existência.
Estava no mesmo lugar de 4 décadas antes, andando pelas ruas do bairro onde nasci e exposto aos riscos inerentes da violência urbana, por ter participado de uma roda de conversa com umas poucas pessoas de luta. O ato em si é elogioso, mas será que é o melhor que posso fazer para ser útil às causas da classe trabalhadora?
Acho que não. Essa coisa de fazer volume sem contribuir com algo significativo já deu. Não posso continuar assim em 2026.
O William que fui para o movimento sindical bancário, principalmente do segmento dos trabalhadores do Banco do Brasil, tem alguns conhecimentos adquiridos na vivência das lutas sindicais que não servem pra nada fazendo volume numa atividade de rua ou numa reunião de movimentos setoriais nos quais pouco ou nada agrego, além de somar com os abnegados daquele grupo.
Se o acaso me mata numa condição como aquela que citei acima, aos 56 anos hoje, no mesmo local de décadas atrás, quando me expunha ao risco por ser mais um trabalhador que tinha que se expor sobrevivendo diariamente aos subempregos e à miséria, avalio que meu desaparecimento da vida teria sido algo sem sentido, uma morte fútil, desnecessária.
Vou fazer outra coisa no próximo ano, se tiver condições para isso.
Talvez a coisa mais correta e útil, enquanto puder, seja escrever e compartilhar conhecimento, sempre de forma gratuita.
William
(10h09)

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