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21.10.26

Diário e reflexões


#LULA13 - ABRINDO O CORAÇÃO

Faltam poucos dias para o 2º turno das eleições presidenciais brasileiras. Concorrem ao cargo o presidente Lula, que tenta a reeleição, e Flávio Bolsonaro, o candidato desqualificado de nossos inimigos.

Não descrevi Bolsonaro como candidato de nossos adversários porque não se trata de uma simples divergência de ideias políticas, algo normal em uma democracia.

Bolsonaro é nosso inimigo, ele é amigo da milícia, isso é público. O traidor da pátria prometeu entregar as terras raras aos EUA. Sua eleição significa o fim da soberania do Brasil. Se esse sujeito vencer a corrida eleitoral não haverá volta em alguns questões como, por exemplo, o meio-ambiente. 

O inimigo candidato prometeu privatizar 95% das empresas públicas do Brasil. Seria o fim do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal, do BNB e do BASA. O fim da Petrobras e do BNDES. Falou em corte de mais de 200 bilhões, o que equivale a recursos da educação, saúde, previdência e direitos sociais.


Desde o início do processo eleitoral, estamos vendo diversas formas de interferência externa nas eleições. As big techs estão favorecendo um lado, prejudicando a candidatura de Lula. A Meta reconheceu isso e disse que foi sem querer.

Se for falar no tema corrupção, então... o cara é o "irmãozão" do Vorcaro (maior escândalo de roubo do país, o Banco Master) e de outros "meliantes" com longa ficha corrida. O sujeito tem dezenas de apartamentos e imóveis, algo incompatível com o salário de servidor público.

Enfim, se Flávio ganha, todos nós perdemos!

O povo tomou para si a campanha de reeleição do Presidente Lula, que significa a soberania do país, os direitos sociais e as oportunidades de futuro para o povo brasileiro. Lula é democracia, é direito à liberdade e divergência de ideias.

Estamos nas ruas e no diálogo com o povo desde o início da corrida eleitoral em agosto. Acredito na vitória no próximo domingo 25, vamos vencer todas essas interferências ilegais e imorais e vamos reeleger Lula 13 Presidente.

William Mendes

12.10.26

Diário e reflexões



A MAIORIA DO POVO É DE GENTE BOA

12/10/26


Nesta segunda-feira de feriado, data comemorativa de Nossa Senhora Aparecida, a Padroeira do Brasil, e Dia das Crianças, somei com o Coletivo JuntOz, nosso mandato coletivo de vereadores do Partido dos Trabalhadores em Osasco, e com uma militância de jovens da região, para fazer campanha pela reeleição do Presidente Lula no centro de Osasco.

Ficamos no Largo de Osasco até meio-dia conversando com a população, com panfletagem e confeccionando cartazes.


Depois, fizemos uma caminhada pelo Calçadão, dialogando com os comerciantes e com as pessoas esclarecendo o que está em jogo nestas eleições presidenciais, falamos das propostas do Presidente Lula e dos riscos graves colocados na candidatura de Flávio Bolsonaro.


A nossa militância percorreu todo o Calçadão e depois seguimos pela Av. Marechal Rondon até chegar à sede do Partido dos Trabalhadores, na Rua Gal. Bittencourt. O dia de campanha terminou por volta de 13h30.


ATO DA PAULISTA

No domingo, meu filho e eu estivemos no Ato da Avenida Paulista, com o Presidente Lula. Foi uma das maiores manifestações da história, um mar vermelho de jovens e dos mais diversos segmentos sociais unidos em defesa da democracia e da soberania do país, lutando pela reeleição de Lula e contra tudo que significa de ruim a candidatura do Bolsonaro.

É isso! Sigamos nas ruas e no diálogo com a população brasileira até a vitória no domingo, 25 de outubro.

William Mendes

5.10.26

Cuidadores profissionais como Direito Social



ELEIÇÕES 2026 - VOTAR EM LULA É FUNDAMENTAL

Avançar nos direitos das pessoas que precisam de cuidados especiais


O governo Lula conseguiu recuperar o Sistema Único de Saúde (SUS) e fortalecer o Ministério da Saúde após a destruição causada pelos governos Temer e Bolsonaro, antes de 2023. O programa Farmácia Popular praticamente tinha acabado e o sistema de salvamento idem, o SAMU. Além de incluir mais remédios e direitos no Farmácia Popular, avançamos com o Agora Tem Especialistas.

O Sistema de Saúde brasileiro é misto, ele congrega instituições públicas e privadas, e ele é gerido e organizado pelos três níveis de governos, a União, os estados e os municípios. Onde as cidades organizam corretamente o atendimento à população, a saúde e o acolhimento são melhores; já as cidades que gerem mal o sistema de saúde, as pessoas sofrem com a falta de atendimento.

(Post Scriptum: o Decreto 12.562, de 23/07/25, regula a lei do Plano Nacional de Cuidados. Porém, o conjunto de ações a serem implementadas e atores públicos dificulta sobremaneira a que o direito chegue na ponta, nas pessoas que necessitam dos cuidadores profissionais, por isso proponho algo focado)

SISTEMA PÚBLICO DE CUIDADORES PROFISSIONAIS COMO DIREITO SOCIAL

Uma carência que percebo na conversa com as pessoas, com os trabalhadores e com as populações mais idosas é a dificuldade em praticamente cada família do Brasil de conseguir uma cuidadora ou cuidador profissional para apoiar e cuidar de pessoas enfermas, pessoas com deficiência, idosos com doenças degenerativas, acidentados ou sequelados que passam meses em recuperação em lares sem a menor condição para tal necessidade.

A demanda por cuidadores e "home care" é de uma grandeza que pode ser avaliada, sei que as estatísticas da população brasileira, de mais de 200 milhões de pessoas, são grandes nessa demanda de cuidados e com tendência de aumentar consideravelmente a cada ano, pois estamos vivendo mais e essa conquista de termos enormes contingentes de pessoas com 70, 80, 90 anos e pessoas centenárias necessita de adaptações sociais vinculadas a esses segmentos geracionais com avanços nos direitos.

Fui gestor eleito de saúde em uma autogestão que contém 189 mil pessoas assistidas com mais de 59 anos, e a população com mais de 71 anos chega a 92 mil pessoas. Um sistema social com essa característica precisa ter uma estratégia bem definida de cuidados com a saúde.

Como o presidente Lula tem abordado muito a questão da qualidade de vida nos segmentos de pessoas idosas e nosso Partido dos Trabalhadores sempre lutou em defesa dos direitos sociais da cidadania em seus diversos grupos de composição, proponho avançarmos em um SISTEMA PÚBLICO DE CUIDADORES PROFISSIONAIS COMO DIREITO SOCIAL.

A realidade das famílias brasileiras hoje é de muita dificuldade. Aquelas que conseguem pagar cuidadores profissionais, algo que chega a milhares de reais, só é possível porque as pessoas da família se cotizam para conseguirem ter alguém cuidando do idoso com necessidades especiais ou pessoas com graus de deficiência que necessitam de acompanhamento integral.

Evidente que a porcentagem de pessoas e famílias que podem pagar 5 mil, 10 mil ou até 15 mil reais para um cuidador ou cuidadora profissional é pequena. Ao conversar com trabalhadores da categoria bancária, é comum ouvir relatos como esse, de irmãos, tios e cunhados que dividem a mensalidade de um cuidador para seu ente querido ser assistido enquanto trabalham.

A imensa maioria do povo brasileiro não tem como pagar um sistema privado e caro de cuidadores para seus entes queridos.

O acesso a cuidadores profissionais DEVE SER UM DIREITO DA CIDADANIA, com orçamento e gestão de um SISTEMA PÚBLICO, ou seja, UM DIREITO SOCIAL.

Em linhas gerais é essa a proposta de avanços nos direitos de saúde que defendo para atender a uma demanda de grande parte dos lares da sociedade brasileira.

William Mendes

Ex-dirigente dos bancários

Ex-diretor eleito de Saúde da CASSI/BB

4.10.26

Eleições 2026 - O que fazer? A minha parte


Todo dia é dia de luta, não importa a idade


2° TURNO ENTRE LULA E BOLSONARO

O que fazer? A minha parte.


04/10/26

Domingo, após os resultados do 1° turno das eleições brasileiras 


Aprendi política no Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região e na Central Única dos Trabalhadores. Ao me tornar bancário em 1988, no Unibanco, fui sindicalizado pelo pessoal da Regional Osasco, onde trabalhava o Marcos Martins, saudosa referência de trabalho de base. Fiquei dois anos trabalhando no Centro Administrativo do Unibanco, o CAU, na Raposo Tavares. Fui demitido um tempo depois de participar de uma greve da categoria.

Ao entrar na faculdade de Ciência Contábeis em Osasco, tive a oportunidade de me tornar estagiário do Banco do Brasil na agência Ceagesp em 1992. Por causa disso, soube do concurso público, passei e me tornei funcionário do maior banco público do país, o Banco do Brasil. No BB, passei o período mais importante de minha vida adulta, ficando quase 27 anos na estatal de economia mista. 

Como bancário sindicalizado, fui eleito dirigente do Sindicato e da Confederação e representei quase meio milhão de trabalhadores por muitos anos. O trabalho de base sempre foi a melhor coisa que fiz como político. Conversar com as pessoas é o que nos faz humanos. Aprendi a importância da política para a nossa classe ao representar pessoas por quase duas décadas.

Eu tenho consciência que pertenço à classe trabalhadora. Aprendi isso com a vida de bancário, com os colegas, e com as companheiras e companheiros do Sindicato e do movimento sindical, sobretudo com os princípios, concepções e práticas da CUT.

Após o resultado das eleições brasileiras em 1º turno, só sei de uma coisa neste momento: cada um de nós, com consciência de classe, tem a obrigação de se envolver na campanha para a eleição do presidente Lula, que neste momento histórico significa a civilização contra a barbárie, é a luta entre o amor e a solidariedade contra o ódio e o mal. Não há dúvidas nisso.

No meu caso, que tenho pertencimento ao lugar de onde vim, da pobreza, do mundo do trabalho, de uma vida dedicada ao Banco do Brasil como empresa pública, sei exatamente o que pode acontecer caso Flávio Bolsonaro vença as eleições dia 25 de outubro. É o fim do BB pela privatização, da Previ, da Cassi, dos direitos sociais e a instalação das milícias no poder executivo do país.

Vou me esforçar para conversar com as pessoas nestas três semanas, sobretudo com meus colegas bancários, pois tenho experiência nisso e poderia contribuir para esclarecer os riscos colocados se não reelegermos o presidente Lula. 

Cada um de vocês que lerem essa declaração minha podem contribuir de alguma forma. Então, é buscar energia extra, acreditar que a nossa luta é certa e existencial e convencer as pessoas a virem conosco.

BORA LÁ eleger o presidente Lula no dia 25 de outubro!

William Mendes


Post Scriptum: na foto, estou com os companheiros Monção e Djalma Bom, lutadores de toda uma vida em defesa da classe trabalhadora.

13.9.26

Diário e reflexões



DOMINGO 13 NAS RUAS, COM LULA E HADDAD, E LUNA ZARATTINI 1302

Convocação é convocação, chova ou faça sol!

O presidente Lula chamou a militância para as ruas neste domingo 13 e os diretórios do Partido dos Trabalhadores organizaram atividades por todo o país.

Na minha região, o Diretório Zonal do Butantã definiu panfletagem e caminhada na Avenida do Rio Pequeno, com encontro marcado às 10h na Praça Brasil-Japão.

Estamos com dias de muita chuva em São Paulo. O domingo não foi diferente, amanheceu com uma chuva fina e persistente. 

Me levantei cedo, peguei meu boné novo do PT, que ganhei do presidente do diretório, o companheiro Leandro Lira, peguei uma fita com adesivos de nossa candidata a federal Luna Zarattini e fui para o ponto de encontro, que fica a uma hora de minha casa com trechos a pé e transporte público.


Ao chegar ao local, encontrei uma parte da companheirada, da equipe da Luna, e a informação de que a caminhada havia sido cancelada, pois a chuva havia aumentado por volta de 10h20. Ao caminhar pela Avenida do Rio Pequeno desde a Corifeu, de uma ponta a outra, percebi mesmo que a região estava bem deserta por causa do tempo chuvoso. 

Como esqueci meu celular na mesa de casa ao sair e só percebi quando estava longe, acabei não vendo algumas sugestões que a militância recebeu para irmos para a atividade da Avenida Paulista, com o nosso candidato Fernando Haddad, no Masp. Só vi as notícias quando cheguei em casa por volta de meio-dia, e meio ensopado (risos).

Enfim, viva a militância e vamos que vamos eleger o time do presidente Lula no dia 4 de outubro. Em São Paulo, voto e peço apoio às nossas candidatas e candidatos:

Luna Zarattini 1302 - deputada federal

Marcolino 13310 - deputado estadual

Marina Silva 180 - senadora

Simone Tebet 400 - senadora

Haddad 13 - governador

Lula 13 - presidente

Amigas e amigos leitores do blog, não deixem de combinar caronas solidárias no domingo 4 de outubro, principalmente para maiores de 70 anos e pessoas com dificuldade de mobilidade. 

Cada voto faz a diferença para nossa vitória. Combinem o almoço da família com pais e avós, vizinhos e amigos.

William Mendes

Ex-dirigente dos bancários

13/09/26

8.9.26

Diário e reflexões



ELEIÇÕES: O QUE ESTÁ EM JOGO?

Faltam 27 dias para as eleições brasileiras. Dia 4 de outubro o povo vai eleger o Presidente da República do Brasil, governadores e os representantes legisladores das leis que somos obrigados a seguir. 

O processo eleitoral não está ocorrendo de forma democrática. Forças poderosas com interesses contrários ao país estão interferindo no processo para impedir a eleição de Lula e de candidaturas que apoiam as pautas dos trabalhadores. 

Em um processo eleitoral normal estaríamos debatendo propostas para o país e as leis que definem a nossa vida de classe trabalhadora. Estaríamos comparando o governo do presidente Lula com o governo anterior, de Jair Bolsonaro. 

Mas não! A agenda diária vem pronta, a pauta é definida pelos nossos adversários de classe, pelos agentes do bolsonarismo, infiltrados nas instituições do Estado brasileiro. E a pauta vem das redes sociais das big techs. E com interferência do governo de Donald Trump. Até no Supremo há interferência bolsonarista. 

As leitoras e leitores do blog e de meus textos políticos me conhecem pela vida dedicada à representação dos bancários e do povo trabalhador. 

Compartilho com vocês as candidaturas que defendo e apoio e peço a avaliação de vocês e o engajamento, se concordarem, para elegermos representantes que defendam nossos direitos e nossa soberania popular. 

Luna Zarattini 1302

Marcolino 13310

Marina Silva 180

Simone Tebet 400

Fernando Haddad 13

Lula 13

Vamos juntos até a vitória em 4 de outubro. Combinem com antecedência caronas solidárias para levar idosos e pessoas com dificuldades de acesso aos locais de votação. Cada voto será fundamental para nós!

William Mendes 

31.7.26

Diário e reflexões


Com Maria Leite, Norberto Escalona,
Miriam Shibata e Nelson

Julho

ELEIÇÕES E LUTAS DOS TRABALHADORES

Neste mês, participei de menos eventos políticos e sociais do que no mês anterior. 

No primeiro sábado do mês 4/07, estive em um evento muito especial sobre o Comandante em Chefe Fidel Castro e a Revolução Cubana. O jornalista Norberto Escalona Rodríguez esteve no país para o lançamento de seu livro Fidel Castro Comandante Invicto. Neste ano se comemora o centenário do nascimento de Fidel. Revi amigos e tivemos uma ótima tarde.

Com Norberto Escalona

No sábado 18/07, participei da reunião do Diretório Zonal do Partido dos Trabalhadores do Butantã, na Avenida do Rio Pequeno. O encontro foi excelente, com boa participação da militância e debatemos as eleições deste ano, com destaque para as candidaturas majoritárias no Estado de São Paulo.

Nas eleições proporcionais, eu pretendo apoiar a companheira Luna Zarattini, atual vereadora pelo PT na Câmara Municipal de São Paulo. A companheira é inspiração e esperança! Luna é incansável na defesa dos direitos do povo paulistano! 

O presidente Lula conversou com diversos jovens do país para disponibilizarem seus nomes para uma renovação na Câmara Federal e Luna se colocou à disposição.


Também acompanho de perto o trabalho combativo do mandato de deputado estadual do companheiro Luiz Claudio Marcolino, que se coloca a disposição para renovar seu mandato. Votei no Luiz em 2022 e ele nos honra muito com sua atuação parlamentar.

Vamos dialogar com as pessoas, apresentar propostas e apostar na verdade, para combater a máquina de mentiras e trapaças que estará presente nestas eleições 2026.

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CAMPANHA SALARIAL DOS BANCÁRIOS

A categoria bancária está em processo de negociações com os banqueiros e governos.

Antes do fim da ultratividade, os acordos e convenções coletivas não perdiam a validade automaticamente no dia seguinte ao fim de seu prazo estabelecido. A data-base dos bancários é setembro e nossos acordos vigoram até 31 de agosto. Era comum as campanhas da categoria se estenderem além desse prazo, de comum acordo entre patrões e trabalhadores.

Com o Golpe de Estado, "Com o Supremo, com tudo", em 2016, os ataques aos trabalhadores foram de uma violência incalculável. A Reforma Trabalhista (2017) do sujeito que assumiu a presidência após o golpe, e com o julgamento de inconstitucionalidade da Súmula 277 do TST (sobre a ultratividade), a classe trabalhadora brasileira passou a sofrer um tipo de pressão desproporcional contra si: se os acordos e convenções não forem renovados antes do prazo final, pode-se perder direitos coletivos históricos.

Com essa mudança oriunda do Golpe contra o povo brasileiro em 2016, nossos sindicatos de bancários estão com os calendários adaptados à nova situação. Os fóruns que debatem em todo o país as reivindicações e delegações que compõem a Conferência Nacional e os congressos de bancos, que definem as minutas a serem negociadas com a Fenaban e com os bancos em mesas adicionais ocorre mais cedo. 

Neste momento, final de julho, já estão ocorrendo as mesas tanto geral quanto as específicas.

Pelo que pude ver em algumas notícias de nossas entidades sindicais, os banqueiros estão fazendo diversas ameaças aos direitos históricos de nossa categoria. Vi que estão inclusive questionando a unidade da categoria, conquistada em 2006, ou seja, há 20 anos. Naquele momento, conseguimos unir na mesma convenção coletiva bancos públicos federais e bancos privados. Uma grande conquista da categoria.

Enfim, vamos torcer para que nossas bancárias e bancários consigam um bom acordo coletivo e com conquistas importantes, e sem perdas de direitos, é claro.

William

31/07/26

13.5.26

Blog A Categoria Bancária - Retrospectiva 2012


 

RETROSPECTIVA 2012

Em janeiro eu estava em férias no movimento sindical. Publiquei um artigo sobre a proibição de uso de sacolas plásticas no Estado de SP, uma hipocrisia porque os supermercados pararam de fornecer as sacolas, mas vendiam sacolas plásticas. A decisão só prejudicava os consumidores e não alterava em nada a questão ambiental.

A nossa confederação, a Contraf-CUT, completou 6 anos de existência, e fizemos uma matéria resgatando o histórico de organização da categoria bancária desde o Departamento Nacional dos Bancários (DNB-CUT), em 1985, passando pela Confederação dos Bancários da CUT (CNB-CUT), criada em 1992, até evoluirmos para a confederação do ramo financeiro.

Fevereiro foi um mês de lutas pessoais deste dirigente sindical paulista: meu pai sofreu um infarto perto de completar 70 anos de idade. Estive com ele vários dias na UTI da Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Minha mãe também passou mal e foi internada. Para piorar a situação psicológica, nosso governo do PT privatizou os aeroportos situados em Guarulhos, Campinas e Brasília. Minha decepção foi enorme. Estando ao lado de meu pai internado, fiz um poema para expressar minha decepção com o fato: “O PT privatizou”.

Publiquei alguns artigos no mês, fazendo o debate político no movimento e na categoria: um deles, sobre a questão da “Ficha Limpa”, tema que fui contrário desde 2010 quando a própria esquerda caiu no engodo que serviria só para excluir e prejudicar candidaturas do campo popular. No outro artigo - “1984” é agora! – aproveitei o tema do autoritarismo em uma sociedade distópica e da manipulação de massas que George Orwell tratou em seu romance clássico para comparar o momento que vivíamos no Brasil em relação ao PIG (Partido da Imprensa Golpista).

Também escrevi bastante em fevereiro, pois fizemos planejamento no Sindicato, preparamos o Congresso da Contraf-CUT e tratei de novos cursos de formação.

Março foi um mês de muita movimentação sindical no Banco do Brasil por parte dos sindicatos. Retomamos mesas de negociação lutando por jornada de 6 horas para os comissionados sem redução de salários. Outro tema importante na pauta foi nosso enfrentamento à direção do BB querendo impor metas individuais para recebimento de PLR como ocorria no Itaú e Santander. Fizemos diversas reuniões com os trabalhadores para colher informações sobre o Sinergia e avisamos a direção que o banco teria problema para assinarmos acordo de PLR se ele insistisse na questão.

Em abril tivemos processos democráticos importantes para nossa categoria bancária: a Contraf-CUT realizou seu 3º congresso, Carlão foi reeleito presidente e eu segui na secretaria de formação. A comunidade do Banco do Brasil elegeu a Chapa 1 – Cuidando da Cassi, liderada pela companheira Mirian Fochi para compor a direção da autogestão em saúde até 2016. Finalizado o processo eleitoral na Cassi, começou a eleição na Previ, nosso fundo de pensão.

Ainda em abril, fiz uma série de artigos de formação no blog relacionados com o trabalho de base nas agências e departamentos do Banco do Brasil. A Contraf-CUT em parceria com o Dieese iniciou a 6ª turma de formação, desta vez para o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região.

O governo do PT usou voto de minerva na direção da Previ para levar adiante disputas políticas internas, fato lamentável. Os indicados pelo banco no CD pediram abertura de inquérito administrativo contra o presidente da Previ, também indicado pelo governo.

Os destaques no mês de maio foram as eleições na Previ, que vencemos com a Chapa 6 Unidade na Previ, liderada pelo companheiro Marcel Barros, eleito Diretor de Seguridade. A eleição foi apertada, vencemos por 655 votos de diferença em relação à 2ª colocada: 24.935 x 24.280.

Os cursos de formação também foram destaques, estava em andamento o curso organizado para o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região e realizamos o curso de formação sobre saúde dos trabalhadores, curso da grade de formação da Contraf-CUT.

Estávamos preparando o 23º Congresso Nacional dos Funcionários do BB (CNFBB), que seria realizado no mês seguinte e conjuguei muito trabalho de base com reuniões em agências e departamentos do BB com os trabalhos internos de coordenador da comissão de empresa (COE ou CEBB), função que assumi a partir de maio.

O mês de junho foi o período do calendário sindical de realização do 23º CNFBB, realizado em Guarulhos, com mais de 300 delegadas e delegados. Após pressão do movimento sindical, a direção da Cassi aderiu à Resolução 254 da ANS. A parte indicada pelo patrocinador Banco do Brasil postergou a decisão desde o ano anterior.

Na área da formação, finalizamos o 6º curso da grade formativa da Contraf-CUT, PCDA (Programa de Capacitação de Dirigentes e Assessores) aplicado para diretores e assessores do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região.

Julho foi um mês com agendas em regiões diversas em relação ao cronograma da categoria bancária e da classe trabalhadora. Participei do 11º Congresso Nacional da CUT (CONCUT) e o companheiro bancário Vagner Freitas foi eleito presidente de nossa central.

Realizamos em Curitiba a 14ª Conferência Nacional dos Bancários e depois viajei para o Uruguai, onde a delegação brasileira participou da 8ª Reunião Conjunta das Redes Sindicais de Bancos Internacionais. O encontro se deu na Associação dos Empregados Bancários do Uruguai (AEBU). O BB à época tinha atuação na Argentina e no Paraguai e havia comprado o Banco Patagônia.

Agosto foi o mês das mesas de negociação coletiva com a Fenaban e com os bancos públicos. O Comando Nacional dos Bancários realizou diversas mesas com os banqueiros e com o governo federal apresentando as reivindicações da categoria e dos bancos públicos como Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.

Cortado na foto - Olhando para o passado, tanto tempo depois, posso registrar nesta retrospectiva uma questão que me incomodou muito à época e que nunca soube o motivo. Na Folha Bancária (FB) e site do Sindicato, as duas fotos da primeira mesa de negociação da Fenaban, no dia 8 de agosto, na qual estive como coordenador da Comissão de Empresa do BB (CEBB), foram editadas para que eu não aparecesse, em dois ângulos diferentes. Qualquer pessoa que entenda de edição de fotos percebe o corte. Nunca soube quem mandou fazer isso e por qual motivo me cortaram da imagem. Fica o registro. Foi algo muito desagradável. A política tem dessas coisas feias.

Setembro foi o mês da greve nacional dos bancários, após os banqueiros não apresentarem propostas que dialogassem com as principais reivindicações da categoria.

CAMPANHA VITORIOSA DA CATEGORIA - Após 9 dias de greve geral, bancários aprovaram as propostas da Fenaban, com exceção dos empregados da Caixa, que rejeitaram e seguiram em greve. O índice de 7,5% significou um aumento real de 2% nas verbas salariais. O piso e os tíquetes tiveram reajuste de 8,5% (2,95% de aumento real) e a PLR teve reajuste de 10% sobre o valor fixo.

Com a campanha vitoriosa dos bancários, os aumentos reais em 9 anos foram de 13,22% nos salários e 35,57% nos pisos, pelo INPC, informou o presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro.

No Banco do Brasil, negociações assessoradas pela Comissão de Empresa coordenada por mim, avançamos na inclusão dos caixas executivos na Carreira de Mérito no PCR; unificamos os atendentes da CABB, sendo criada uma função com valor maior, uma luta antiga dos funcionários do setor; melhoramos as regras de remoção automática entre as dependências do banco, evitando discriminação e privilégios; aumentamos o piso do bancário escriturário, passando a ser A2 após 90 dias, um avanço no PCS e não permitimos que o banco estabelecesse metas individuais na distribuição de PLR. Mantivemos a regra geral que beneficia o coletivo. Também foi mantida a regra de 3 avaliações consecutivas para se tirar a função comissionada de um funcionário do BB.

Em outubro, após a campanha salarial, iniciamos o 7º curso de formação da parceria entre a Contraf-CUT, Dieese e entidades sindicais afiliadas.

A agenda do mês teve muita luta contra a prática antissindical e de assédio por parte da direção do Banco do Brasil, que estava perseguindo os trabalhadores grevistas. Fomos para cima do banco na defesa de nossos representados.

Ainda sobre as práticas absurdas da direção do banco público, o BB suspendeu a posse de concursados de forma irresponsável e após contatos da Contraf-CUT e outras entidades sindicais, a estatal voltou atrás e chamou os cidadãos aprovados no certame.

Novembro foi agitado. A luta contra as práticas antissindicais no BB por atacar os grevistas nos levou ao MPT e fizemos dia de luta também. Realizamos curso de formação da grade da Contraf-CUT, um curso de saúde dos trabalhadores, foi o segundo módulo. Fiz dois artigos no mês, um sobre as horas de greve, que defendo serem distribuídas a todas as pessoas que recebem os direitos da convenção coletiva e outro sobre a merda falada por Felipão, técnico da seleção da CBF, que falou mal dos funcionários do BB.

Dezembro, o último mês do ano, foi de muito trabalho e luta, pois o movimento sindical seguiu lutando contra as práticas antissindicais da direção do Banco do Brasil, que passou a perseguir grevistas desde o final da greve da categoria, cancelando férias, licenças e ausências já definidas e programadas.

A Contraf-CUT concluiu mais dois cursos de formação, o de saúde dos trabalhadores e o 7º curso “Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro”, ministrado em parceria com o Dieese.

2012 FOI UM ANO DE CONQUISTAS

Fechamos o ano com resultados muito positivos nas lutas dos trabalhadores do ramo financeiro. Contraf-CUT e a CUT realizaram seus congressos, sendo Carlos Cordeiro e Vagner Freitas eleitos, respectivamente, presidentes de nossas entidades sindicais.

A categoria conseguiu avançar nos direitos em mais uma campanha unificada, após uma greve vitoriosa. E a secretaria de formação da Contraf-CUT realizou mais cursos contribuindo para a preparação de dirigentes e assessores qualificados na organização e representação dos trabalhadores do ramo financeiro.

William Mendes

27.4.26

Fim da violência contra as mulheres



AUDIÊNCIA PÚBLICA

IMPORTÂNCIA DA DELEGACIA DA MULHER 24H E O COMBATE À VIOLÊNCIA DE GÊNERO

CÂMARA MUNICIPAL DE OSASCO

A CONVITE DO COLETIVO JUNTOZ

27/04/26 - 18h

Participei nesta segunda-feira da audiência pública na Câmara Municipal de Osasco, a convite dos companheiros Heber, Gabi e Matheus, do Coletivo JuntOz, vereadores pelo Partido dos Trabalhadores.

A audiência pública teve como objetivo a instalação de uma Delegacia da Mulher 24h na cidade de Osasco. 

O poder executivo, representado pelo prefeito Gerson Pessoa (Podemos), mais uma vez, não compareceu à audiência para ouvir os cidadãos ou demonstrar apoio a uma causa tão urgente. 


Os vereadores do JuntOz informaram aos participantes que o executivo raramente comparece a audiências destinadas a ouvir munícipes e suas entidades representativas.

Ouvimos diversas apresentações de dados e falas potentes sobre o tema. Várias proposições foram feitas e os vereadores informaram todos os encaminhamentos possíveis ao legislativo, haja vista que boa parte das soluções precisam partir do poder executivo municipal. 

Foi uma audiência muito importante realizada na Câmara Municipal de Osasco a partir do mandato popular e combatido de nossos vereadores Heber, Gabi e Matheus. 

William 

27/04/26

7.3.26

Diário e reflexões - Conversando com os bancários do BB na Grande São Paulo



CONVERSANDO COM OS BANCÁRIOS DO BB NA GRANDE SÃO PAULO

Sábado, 07 de março de 2026.


ELEIÇÕES CASSI

Na quinta e sexta-feira dessa semana que termina, estive visitando a base de funcionários do Banco do Brasil na grande São Paulo, a base sindical na qual atuei a maior parte de minha vida como bancário e representante dos trabalhadores.

Na quinta, junto a companheiros do Sindicato, visitei agências e departamentos do BB na região de Osasco, Barueri e Alphaville, para apresentarmos as qualidades e características de nossa chapa CASSI PARA OS ASSOCIADOS nas eleições da CASSI. As chapas 2 e 55 representam a UNIDADE NACIONAL e na história de lutas do funcionalismo do BB a unidade sempre fez toda a diferença para manter e ampliar direitos.

Estive ao lado de Diego Carvalho, candidato ao Conselho Fiscal da CASSI, e de companheiros da Regional Osasco. Diego é funcionário do BB há 17 anos, é diretor de nosso Sindicato, atua no Conselho de Usuários da CASSI SP e faz um bom trabalho de base. Está preparado para o desafio de nos representar na CASSI.

Na sexta, nossa participação nas eleições da CASSI se deu na região central de São Paulo. Estive em diversos departamentos do BB ao lado da companheira Ana Beatriz - a Bia -, Diretora Executiva de nosso Sindicato e Conselheira Deliberativa eleita da CASSI. 

Bia abordou avanços importantes na gestão da nossa Caixa de Assistência como, por exemplo, ampliação e melhoria nas estruturas das CliniCASSI para acolher nossos participantes e para termos melhores perspectivas de cuidados de cada associado e familiar ao longo do tempo.


Nossa diretora do Sindicato e conselheira da CASSI apresentou algumas das propostas técnicas da chapa CASSI PARA OS ASSOCIADOS - CHAPAS 2 E 55, em relação a REDE REFERENCIADA e ampliação da ATENÇÃO PRIMÁRIA e da ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA (ESF), que inclui ASSESSORIA AO PARTICIPANTE na resolução de atendimentos em saúde.

Abordei um pouco de nossas histórias de lutas e conquistas no Banco do Brasil, as gerações que estão na ativa são praticamente dos concursos de 1998 adiante e falar de nossas lutas por isonomia de direitos e novos direitos dá pertencimento aos colegas. A UNIDADE NACIONAL foi central em nossas lutas e conquistas também na CASSI.

É isso! Encontrei muitos amigos e amigas do Banco do Brasil e do Sindicato nessa jornada de visitas à base. Foi uma experiência legal. O cidadão que sou hoje é o bancário que se formou politicamente no ambiente do mundo do trabalho em uma das maiores e mais antigas empresas públicas do país.

William Mendes

26.2.26

Diário e reflexões - Conversando com os bancários do BB em Brasília



CONVERSANDO COM OS BANCÁRIOS DO BB EM BRASÍLIA

Quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026


ELEIÇÕES SINDICAIS

Os bancários e bancárias de Brasília estão vivendo um grande momento de cidadania e democracia em uma das bases sindicais mais importantes do país: os sindicalizados vão escolher a chapa que comandará o Sindicato entre 2026 e 2030. As eleições ocorrem entre os dias 9 e 13 de março.

Nesta semana, me uni aos apoiadores da campanha da CHAPA 1 - a Chapa das/os Bancárias/os - Responsabilidade e Compromisso com Você, liderada pelo amigo e companheiro Rodrigo Britto, uma liderança jovem e com grande experiência na luta e conquista de direitos para a classe trabalhadora.

Toda a minha formação política é oriunda do movimento sindical cutista e das lutas da categoria bancária brasileira. Além de trabalhar por quase três décadas no Banco do Brasil, trabalhei dois anos no Unibanco, hoje incorporado pelo Itaú. As concepções e práticas sindicais que me formaram como bancário valeram para a vida toda.

A CHAPA 1 DAS/OS BANCÁRIAS/OS É A CHAPA DA UNIDADE NACIONAL

Na eleição dos bancários de Brasília estão em disputa duas concepções de sindicalismo, uma mais sectária e divisionista e outra que defende e fortalece a unidade nacional e a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), assinada pela nossa confederação cutista e os bancos públicos e privados.

As minhas intervenções nesses quatro dias de diálogo com a base de funcionários do Banco do Brasil em Brasília resgatam um pouco de nossas histórias de lutas e conquistas como, por exemplo, a PLR nas estatais federais que só passou a ser paga aos trabalhadores após a campanha unificada. Ou seja, por uma estratégia do movimento cutista.

Como a geração de colegas na ativa é praticamente de funcionários dos anos dois mil para cá, compartilhar com eles a nossa história é uma forma de dar pertencimento aos trabalhadores.

Por fim, foi bom rever nesta semana tantas companheiras e companheiros de luta que conheço há décadas e o tratamento que recebi das lideranças políticas deu a mim o sentimento de pertencimento de fazer parte de uma grande categoria e com história secular de organização e conquistas de direitos.

Vamos ajudar a eleger as lideranças da CHAPA 1 nas eleições sindicais de Brasília porque as propostas e os componentes da chapa têm as melhores estratégias de conquistas para a categoria.

William Mendes

30.1.26

História da PLR no Banco do Brasil



O foco dos sindicatos sempre foi evitar metas individuais na Participação nos Lucros e Resultados


História

Ao sistematizar centenas de textos em meu blog A Categoria Bancária, me deparei com um a respeito das negociações salariais da campanha da categoria do ano de 2012 que contém uma boa síntese da história da conquista do direito a receber Participação nos Lucros e Resultados no Banco do Brasil. Estive envolvido em boa parte dessas lutas, e sempre escrevi muito sobre a PLR do BB e da categoria.

Em resumo de um parágrafo, para apresentar o texto que reproduzo abaixo, só conquistamos a PLR no BB após a estratégia da campanha unificada entre bancos públicos e privados, na greve de 2003 no BB, que exigiu que o governo Lula cumprisse a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT da CUT) da categoria bancária, assinada com a Fenaban. Em 2012, quando fizemos a matéria abaixo, eu era o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, que assessorava o Comando Nacional nas negociações com os bancos.

Para produzir uma matéria como essa, a Comissão de Empresa e os sindicatos precisavam estudar muito a PLR e conversar muito com os trabalhadores e gestores das agências. Eu mesmo fiz dezenas de reuniões e conversas com colegas porque fazer trabalho de base era central para mim na representação política e sindical.

A luta continua sempre e os sindicatos seguem organizando os trabalhadores para manter e conquistar direitos em conjunturas e contextos sempre desafiadores como o atual neste ano de 2026.

Segue um pouco de história da categoria bancária, especialmente dos funcionários do Banco do Brasil.

William Mendes

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Fonte: Matéria publicada na Contraf-CUT e reproduzida no blog A Categoria Bancária em 23/08/12.


Funcionários do Banco do Brasil aguardam boa proposta de PLR

As negociações entre o Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, e a Fenaban estão em andamento. Os bancários aguardam propostas sobre todas as reivindicações apresentadas tanto na mesa geral da Fenaban quanto nas mesas específicas dos bancos públicos, inclusive sobre a regra geral de PLR.

Assim como ocorre desde a conquista desse direito pelos funcionários do Banco do Brasil na greve histórica de 2003, haverá provavelmente alguma proposta adicional à regra geral de PLR da categoria. A negociação visa ampliar o direito.

É importante esclarecer que nenhuma proposta na mesa da Fenaban reduz a PLR. Pelo contrário, ela pode aumentá-la. Foi assim quando a porcentagem do salário aumentou de 80% para 90% do paradigma ao ano.

Pelos resultados apresentados pelos maiores bancos do sistema financeiro, a proposta precisa ser boa porque, mesmo com abusivas provisões para devedores duvidosos (PDD), eles lucraram mais de R$ 25 bilhões no primeiro semestre deste ano.

E olha que o BB lucrou R$ 5,7 bilhões e provisionou R$ 6,93 bilhões para PDD. A provisão sofreu um acréscimo de 26,58% e a variação da inadimplência do banco foi de 0,1% (comparação com primeiro semestre de 2011), segundo cálculo do Dieese.

Os resultados estão aí e foram produzidos pelos bancários que merecem receber a sua parte.

PLR no BB: importante conquista da unidade da categoria

Quando se fala em conquistas oriundas da luta unitária de uma categoria profissional sempre é bom apresentar o histórico da distribuição da Participação nos Lucros e Resultados no Banco do Brasil. O banco só passou a ter PLR a partir da greve de 2003.

Histórico na categoria

A PLR foi conquistada pela categoria bancária no ano de 1995. O acordo foi assinado entre a então Confederação Nacional dos Bancários (CNB/CUT) e a Fenaban e valia para dezenas de bancos do país.

A conquista foi fruto da luta dos bancários e o modelo garantia uma distribuição de uma porcentagem do salário do trabalhador mais um valor fixo distribuído para todos sem vínculo com metas individuais.

Uma das principais características da regra geral da PLR da categoria sempre foi garantir que ninguém seja excluído do direito à participação.

Bancos públicos federais sem PLR até 2002

Antes da campanha unificada nos anos 2000, os bancos públicos federais não assinavam a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) dos bancários e, com isso, os trabalhadores desses bancos não tinham alguns direitos da categoria como a PLR.

A greve de 2003 no BB e na Caixa foi histórica, pois a reivindicação dos bancários era pelo cumprimento da CCT da categoria e pela isonomia de direitos como reajustes salariais, Vale-Alimentação, Vale-Refeição, Auxílio-Creche/Babá (todos com valores menores que a CCT da época) e PLR assinada com os sindicatos, federações e CNB/CUT.

O BB, antes dessa conquista da campanha unificada, tinha um programa de resultados (PR) entre 1998 e 2002, que discriminava milhares de bancários, pois pagava valores irrisórios para as principais funções nas agências e até 54 vezes mais para os executivos do banco. Pelas regras do Dest - departamento que controla as empresas estatais -, o banco não pode distribuir mais que 6,25% do lucro entre os bancários.

Unidade com a categoria traz PLR ao BB

Com a greve de 2003, o governo federal foi obrigado a implantar a PLR no BB assinada com os sindicatos, federações e CNB/CUT na mesa da Fenaban. A conquista fez o banco passar a distribuir mais que 6,25% do resultado para atender às regras da convenção da categoria, que prevê uma porcentagem do salário mais um valor fixo distribuído a todos.

Os bancários perceberam a conquista já no primeiro pagamento da PLR em 2003, uma vez que, ao invés de receber uns R$ 400 e milhares de bancários não ganharem nada, todos receberam valores muito maiores.

O banco gasta, em geral, entre 10% e 12% na distribuição do lucro justamente para cumprir a regra conquistada na luta, com base no modelo da Fenaban. Os bancários não aceitam que o banco apague essa referência.

Avanços a partir de 2005

A partir de 2005, os funcionários do BB conquistaram na campanha unificada daquele ano um aditivo de 4% linear, além da regra geral da categoria, e as entidades sindicais passaram a negociar um acréscimo de módulo bônus atrelado ao resultado coletivo das dependências (ATB).

É importante deixar claro que os funcionários do BB não abrem mão da referência na regra da categoria na mesa da Fenaban, pois foi da luta da campanha unificada que garantiram o direito. E o modelo da Fenaban mais a distribuição linear de 4% não têm nenhuma vinculação com metas.

O módulo bônus, que foi negociado entre 2005 e 2011, sempre teve como referência o resultado coletivo das unidades e é importante salientar que, em geral, 95% das dependências cumpriam os 400 pontos do ATB.

Antigo Sinergia não impedia adicional de módulo bônus

O programa Sinergia foi criado em outubro de 2005, com a participação dos superintendentes, gerentes regionais, gerentes de mercado, administradores e aprovado pelo Conselho Diretor em dezembro de 2005. Uma das "premissas" era estabelecer objetivos de acordo com o ORC/ATB (Acordo de Trabalho), além de estimular o atingimento de resultados de todas as dependências do banco.

Um dos problemas do programa sempre foi a falta de um acordo efetivo de trabalho que verificasse a realidade de mercado de cada dependência, ou seja, tudo sempre foi imposto sem um acordo real e efetivo.

Foram traçados objetivos no programa, porém alguns deles nunca foram mensurados adequadamente, dentre eles, o de assegurar a adoção das melhores práticas bancárias e o de utilizar racionalmente os recursos disponíveis. Os únicos objetivos que foram perseguidos pela direção do BB foram os de alinhamento estratégico da "força de vendas" e o de melhorar os resultados para o banco. Na verdade, a obsessão do BB era ser o primeiro, manter a liderança e incrementar lucro. Sempre a qualquer custo.

Foram criadas quatro etapas: inicial, bronze, prata e ouro. E o Sinergia era igual ao ATB. A pontuação era dividida em Negócios (400 pontos) e Gestão (50 pontos), além dos bônus e dos indutores com pontuação móvel (no tempo do cumprimento e na quantidade de pontos) ao sabor de interesses pouco claros da diretoria do banco.

O que deveria ser "excepcional" para ajustar, incluir ou excluir indicadores, adequando o programa em função da dinâmica do mercado, possíveis alterações do cenário econômico e/ou outras necessidades detectadas, os diretores da DIRED, DIREV, DIMPE, DIREO e DIRCO, em decisão colegiada, passaram a usar como regra diária.

O aditivo da PLR não foi prejudicado em função do Sinergia porque todos os gestores e funcionários tinham uma noção de por onde caminhar mesmo com as metas impostas e abusivas. Os bônus e os indutores serviam para maquiar o resultado final do programa.

Com a manipulação das metas do ATB ao final de cada semestre, em torno de 95% das dependências recebiam a PLR integral e o restante das dependências poderiam fazer recursos ou recebiam uma proporcionalidade.

Novo Sinergia BB destrói regra de parcela adicional

A Contraf-CUT, fundada em 2006, ocupando o lugar da extinga CNB-CUT, as entidades filiadas e os funcionários do BB foram surpreendidos em 2012 com a mudança na gestão de metas do banco, que eliminou o ATB na rede de agências com a criação do Novo Sinergia BB.

Sob o comando do presidente do BB, Aldemir Bendine, e dos superintendentes nomeados pela diretoria, o programa foi piorado e rebatizado, estabelecendo metas individuais por carteira e enterrando de vez a solidariedade nos locais de trabalho.

As novas "premissas" englobam o foco na gestão das carteiras e nos grupos negociais, cuja importância foi ampliada, considerando atribuição de 70% do peso total para a formação da nota das agências. Além disso, o sistema de avaliação semestral tem intenção de fazer premiações periódicas e individualizadas.

Nada disso foi capaz de melhorar o desempenho porque as metas continuaram abusivas. Conforme sondagem das entidades sindicais, no primeiro semestre de avaliação de 2012 verificou-se que 50% das agências nem saiu da etapa inicial e menos de 20% atingiu a etapa ouro, demonstrando a distorção do modelo, e 90% das superintendências ficaram na etapa prata.

O movimento sindical chegou a alertar o banco em negociação nos primeiros meses do ano de que os funcionários estavam revoltados com o Novo Sinergia BB, que tem como foco metas individuais e ainda dificulta a gestão do resultado da agência pelos administradores.

O programa do banco alterou o parâmetro negociado desde 2005 com as entidades sindicais para a parcela adicional de módulo bônus e os representantes dos bancários tinham informado da dificuldade de qualquer negociação de metas individuais na regra de PLR dos funcionários do BB.

Compete agora ao BB fazer uma proposta que contemple as demandas dos bancários e corrija o problema que ele mesmo criou.


Fonte: Contraf-CUT com sindicatos e federações


18.1.26

Diário e reflexões



O FUTURO

"Quem controla o passado, controla o futuro; quem controla o presente, controla o passado" (1984, George Orwell)


Se não fizermos nada para libertar os seres humanos das big techs, não haverá futuro para a espécie humana, nem para os demais seres vivos do planeta. 

O mundo como nós o conhecemos foi organizado por um animal que dominou todos os outros e a natureza até aqui, e o cérebro humano foi "O verdadeiro criador de tudo" como nos explica o neurocientista Miguel Nicolelis. 

As big techs e seus donos estão destruindo o cérebro humano e o planeta Terra. Um mundo cheio de armas e dominado por estúpidos, néscios e apoiadores dessa gente tende à destruição sem resistência eficaz. 

Quando me tornei dirigente político da classe trabalhadora no início deste século entendi uma questão central na vida cotidiana, algo que tem relação com o conceito trabalhado por Orwell no romance distópico 1984: o controle.

Compreendi que quem define a pauta, define a agenda, e quem pauta a agenda cotidiana controla o presente de todos nós que vivemos na sociedade controlada pelo definidor da pauta e da agenda.

E a história e o futuro? Dependem absolutamente do presente, por isso a frase de Orwell ser tão perfeita.

Quem controla o presente no presente momento? As big techs. Essas empresas controladas por alguns humanos usam o passado para controlar nosso presente e o nosso futuro (de bilhões de humanos). 

Por que as big techs controlam o presente, o passado e o futuro da gente? Porque os algoritmos se utilizam de dados (passado) para manipular os humanos fisgados e dependentes das máquinas que poucos caras controlam. 

Eles moldam nosso comportamento através da captura de nossa atenção (se fala hoje em "economia da atenção"). Eles definem nossa pauta e nossa agenda... a captura começa até com gatinhos, dancinha, fake news etc... depois de fisgado, o peixe não se liberta.

Se não libertarmos os seres humanos das máquinas desses caras donos das big techs, adeus cérebro humano, adeus ao "O verdadeiro criador de tudo".

Não sei se é pessimismo ou determinismo minha avaliação neste momento: eu, particularmente, não vejo nenhuma ação para mudar essa situação em andamento. 

No entanto, sugiro que a espécie humana aceite a ideia ou reflita sobre essa tecnologia do momento, ela vai exterminar a vida, o futuro. É um suicídio coletivo não fazer nada contra o domínio das big techs e seus donos.

William Mendes

18/01/26


Post Scriptum: a vida é um instante... todos os dias eu namorava a árvore que ilustra o texto. Ela mudava o comportamento em cada estação do ano, folhas verdes, depois vermelhas, depois galhos secos, depois folhas novas... ao passar por ela após o feriado de Ano Novo, o vazio ocupava o espaço daquela vida... cortaram, em um segundo, não havia mais futuro para aquele ser vivo. A vida é assim, um instante.

16.1.26

Memórias da CASSI (16) - Uma história da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil



UMA HISTÓRIA DA CAIXA DE ASSISTÊNCIA DOS FUNCIONÁRIOS DO BANCO DO BRASIL

Ao iniciar o livro Memórias da CASSI, uma produção textual que vai durar bastante tempo, com publicações regulares no blog, e que exigirá de mim muita disciplina e persistência, refleti sobre diversas questões, tanto de ordem pessoal quanto de ordem coletiva e pública. 

A CASSI é a Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil e no mês de janeiro de 2026 completa 82 anos de existência. Segundo seu estatuto, ela é uma instituição de assistência social, sem fins lucrativos, constituída em assembleia em 27/01/44.

Formalmente, neste momento da história, a CASSI é uma operadora de saúde registrada na ANS, na modalidade de autogestão. Se não for a mais antiga do país é, sem dúvida, uma das primeiras nessa área. É um dos maiores patrimônios dos trabalhadores do BB, assim como a nossa Caixa de Previdência, a PREVI.

A história da nossa Caixa de Assistência foi feita através do cotidiano e da história de milhares e milhares de pessoas da comunidade Banco do Brasil, tanto do segmento de funcionários da ativa quanto de colegas do banco que seguiram como associados da Caixa após seu período de vida laboral. E também através dos trabalhadores da própria CASSI, que sempre estiveram ao lado dos associados na gestão e funcionamento da instituição.

Eu tive a oportunidade e o privilégio de ser um dos gestores de nossa Caixa de Assistência, eleito pelos associados para o período de junho de 2014 a maio de 2018. Integrei a gestão juntamente com um grupo de associados eleitos comigo em uma chapa, mais os indicados pelo patrocinador Banco do Brasil, e também com associados e indicados eleitos e indicados dois anos antes e dois anos depois que cheguei, ou indicados a qualquer tempo como é permitido ao patrocinador. Tudo isso é regido pelo estatuto da CASSI. 

Para vocês terem uma ideia a respeito da democracia e alternância de poder em nossa operadora de saúde, durante um mandato na gestão, trabalhei com quatro presidentes e dois diretores financeiros, indicados pelo patrocinador BB, e com dois diretores eleitos pelos associados, um diretor e uma diretora, e diversos conselheiros deliberativos e fiscais. Esse poder político do Corpo Social é fundamental para a CASSI, que é dos associados.

Decidi escrever Uma história da CASSI porque entendo que a história deve ser contada, registrada, interpretada, sistematizada e passada adiante para as demais gerações de pessoas que pertençam a qualquer "comunidade imaginada" como ensina Benedict Anderson. A ideia de pertencimento é uma construção, uma abstração humana. Eu compreendo isso perfeitamente e por esse motivo trabalhei arduamente para criar espírito de pertencimento nos associados e participantes da CASSI ao longo do mandato. Foram 170 agendas nas bases sociais da Caixa de Assistência, aproximando os donos da operadora ao seu dia a dia.

A ideia de escrever Memórias da CASSI é um critério que defini para contar "Uma história da CASSI". É um pacto que faço com as pessoas que vão ler os textos que farei de forma cotidiana, à medida que vá lendo, relendo e relembrando o que sei sobre a CASSI, textos publicados em capítulos em meu blog da mesma forma que mantive um diálogo permanente com o leitor do blog durante os quatro anos nos quais estive na gestão da nossa Caixa de Assistência. 

Fizemos para os associados e seus representantes mais de seiscentos textos e 41 boletins Prestando Contas CASSI. Impossível alegar desinformação sobre o que fizemos pela Caixa de Assistência naqueles quatro anos.

Os textos dessas Memórias já publicados no blog estarão em constante aperfeiçoamento, por ser uma história em construção, com capítulos que vão sendo burilados na medida em que os estudos e leituras de documentos forem se realizando, e muitas informações irão surgir também ao sabor da memória do escritor, que muito estudou sobre o tema em desenvolvimento durante seu período de diretor na autogestão dos funcionários do BB.

Defini alguns critérios de referência para os textos e as memórias que vou contar sobre a CASSI, não são amarras e proibições, mas são a linha mais geral dos textos: as Memórias da CASSI são memórias, então não se tratam do presente, se tratam do passado. Pretendo escrever sobre nossa Caixa de Assistência para terminar as Memórias com os documentos produzidos por nossa gestão apresentando uma prestação de contas do que foi possível realizar na Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento ao final de nossa gestão.

Enfim, as Memórias da CASSI serão escritas respeitando as possibilidades da pessoa que está sistematizando o que sabe e o que tem de informação sobre esse grande patrimônio do funcionalismo do BB

William Mendes 

15.1.26

Memórias da CASSI (15) - Modelo assistencial preventivo como solução para déficits



MODELO ASSISTENCIAL PREVENTIVO COMO SOLUÇÃO PARA DÉFICITS

Ao estudar a história da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil é fácil identificar algumas características permanentes na existência da instituição de assistência social e sem fins lucrativos, como define seu estatuto. 

A participação política dos associados e de suas entidades representativas é uma constante na história da autogestão em saúde. Não haveria CASSI sem os sindicatos e associações dos funcionários do Banco do Brasil. 

Aliás, sem a participação dos sindicatos dos bancários não haveria sequer direitos coletivos de saúde e previdência na comunidade Banco do Brasil ou de trabalhadores de outro banco público ou privado, qualquer pessoa minimamente esclarecida sabe disso. 

Narrativas antissindicais visam benefícios pessoais ou patronais, nunca visam os direitos coletivos dos trabalhadores. 

Nos anos noventa havia na comunidade BB o "Movimento Nacional de Saúde e Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil". A informação histórica está em documentos sindicais como, por exemplo, O Espelho, Edição Nacional, Janeiro/1996.

Lendo diversas matérias sindicais e associativas dos anos noventa, percebe-se que a CASSI era identificada mais claramente como uma Caixa de Assistência, uma conquista e patrimônio dos trabalhadores do BB. 

Na matéria que citei aqui, de O Espelho, Joilson Rodrigues Ferreira, Diretor Deliberativo eleito da CASSI e um dos coordenadores do Movimento Nacional de Saúde e Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil, aborda as questões da Caixa em 1995 e perspectivas para 1996.

Além de falar sobre o déficit do período, Joilson destaca que a reforma estatutária em debate possibilitaria "um novo modelo de assistência que privilegie a prevenção das doenças, criando um sistema mais saudável e de menor custo, retomando o pioneirismo histórico da CASSI e dos funcionários do BB".

Ou seja, quando cheguei eleito à CASSI em 2014, havia uma história coletiva que apontava o caminho para a sustentabilidade econômico-financeira do Plano de Associados e o modelo assistencial era a base da solução: a Estratégia de Saúde da Família (ESF) havia sido definida tecnicamente pela direção da CASSI como o modelo a ser implantado para o sistema.

Após a Reforma Estatutária de 1996, a direção da CASSI estudou modelos de Atenção Primária à Saúde entre os anos de 1996 e 2001 e a Estratégia de Saúde da Família (ESF) foi o modelo definido como o mais adequado às características da Caixa de Assistência. Ele foi lançado em 2003 e já era para estar totalmente implantado mas, infelizmente, o modelo cobria menos de 30% do público-alvo em 2014. 

A execução do modelo incluía diversas características como gestão regionalizada, unidades de atendimento locais - CliniCASSI - com equipes de família multidisciplinares e programas de saúde adequados aos perfis dos participantes. 

Quando me integrei à direção da CASSI, um de meus objetivos como diretor de saúde era desenvolver estudos que comprovassem a eficácia do modelo ESF não só do ponto de vista dos resultados em saúde, como também do ponto de vista do uso dos recursos da CASSI. Felizmente, com o apoio técnico dos funcionários da operadora, demonstramos a eficiência e eficácia da ESF e das CliniCASSI. 

Ao longo dessas Memórias da CASSI vou aprofundar essa história coletiva do funcionalismo do BB oriunda da mobilização pela pauta da saúde. 

William Mendes 

14.1.26

Memórias da CASSI (14) - Boletins Prestando Contas CASSI



BOLETIM PRESTANDO CONTAS CASSI

"Esse é um boletim mensal d@s diretores e conselheiros eleitos pelos associados da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil - CASSI.

A informação qualificada para as entidades do funcionalismo e @s associados sobre o dia a dia na gestão da Caixa de Assistência é fundamental para melhorar a cultura de pertencimento de todos na CASSI, melhorando a participação nos programas que visam Atenção Integral à Saúde e fazendo com que cada participante cuide da Caixa de Assistência" (Boletim Informativo 1º de julho de 2014)


Uma das inovações que criamos em 2014 na comunicação e na relação com os associados da CASSI e suas entidades representativas foi o lançamento do boletim mensal Prestando Contas CASSI, distribuído já a partir do segundo mês de nosso mandato na diretoria de saúde. A transparência era um compromisso nosso desde o início da representação política do funcionalismo do BB.

A outra ferramenta de comunicação utilizada para o conjunto de participantes da Caixa de Assistência e suas entidades representativas, os chamados "stakeholders" ou grupos de interesse, foi a publicação de textos cotidianos no blog A Categoria Bancária, página na internet do diretor de saúde William Mendes, para prestar contas, informar e mobilizar os associados, os conselhos de usuários, sindicatos e associações. 

Reproduzo a seguir uma parte do conteúdo do primeiro boletim para registro nessas Memórias da CASSI.

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PRESTANDO CONTAS CASSI

Boletim Informativo - 1º de julho de 2014 


APROXIMAR A CAIXA DE ASSISTÊNCIA DOS ASSOCIADOS

Os dirigentes eleitos pelos associados da CASSI criam a partir de agora mais uma alternativa de comunicação e informação sobre o dia a dia de nossa Caixa de Assistência.

A CASSI é uma entidade de autogestão em saúde e é um patrimônio dos funcionários do Banco do Brasil que completou 70 anos em 2014.

Os eleitos têm um forte compromisso com os associados em atuar com transparência e com o foco no fortalecimento da Caixa de Assistência como uma entidade de promoção de saúde que precisa ampliar o programa Estratégia Saúde da Família e as formas de Atenção Primária porque esse modelo de assistência está entre as prioridades para a sustentabilidade de qualquer sistema de saúde no mundo.

Pretendemos fortalecer a relação entre eleitos e representações do funcionalismo, tanto da ativa como os sindicatos quanto dos aposentados, e também com os Conselhos de Usuários, CIPAs e RPAs (Responsável pela Prevenção de Acidentes, âmbito unidades sem CIPA), e SESMTs e ECOAs.

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BOLETIM GANHOU O MUNDO (DE NORTE A SUL E DE LESTE A OESTE AS PESSOAS LIAM O "PRESTANDO CONTAS CASSI")

Comunicação é um tema muito importante na sociedade humana. A questão não é diferente quando se trata de formar e informar corretamente uma comunidade de usuários de um sistema de saúde privado, que abrange todos os Estados do país, como é o caso da população assistida pela CASSI dos funcionários do Banco do Brasil.

Como escrevi em outros capítulos dessas Memórias da CASSI, era um compromisso nosso como representantes do Corpo Social eleitos com amplo apoio das entidades sindicais e representativas dos associados apresentar a Caixa de Assistência a todos os grupos de interesse desfazendo mal-entendidos, desinformações e colocando os interessados no mesmo nível de conhecimento sobre a autogestão, se não a totalidade dos beneficiários da CASSI, a maioria das pessoas beneficiadas pela nossa instituição de assistência social sem fins lucrativos.

Foi muito gratificante chegar a Estados brasileiros diversos, nas dependências do Banco do Brasil, e ver nossos boletins afixados nos murais com informes aos funcionários, ou então ouvir de um associado lá no Acre, Amapá e outras localidades distantes de Brasília, sede da CASSI e do BB, que ele havia lido o nosso boletim e estava informado sobre aquela questão que abordamos.

Enfim, avalio que fizemos algo novo, se considerarmos que esse contato presencial e também virtual e com informativos o tempo todo foi feito uma década atrás, entre os anos de 2014 e 2018, sempre no intuito de envolver associados e entidades representativas no fortalecimento do modelo de saúde da CASSI - a Estratégia de Saúde da Família (ESF) - e incentivando o pertencimento à nossa Caixa de Assistência.

William Mendes