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29.7.21

Estudando a Cassi para conversar com os trabalhadores e associados



(atualizado até às 16h58 de 30/7/21)

Introdução

No que eu estou pensando? Em tanta coisa. Sobre a Covid e sobre a hipocrisia dos políticos. Sobre Bolsonaro e Hitler e sobre apoiadores de animais como esses. Sobre hipocrisia. Sobre hipocrisia. Sobre hipocrisia. Sobre incêndios que ardem consumindo tudo no brazil. Cheguei a pegar o Fahrenheit 451 pra reler. O fogo consome tudo no brazil... Se Bolsonaro e hitler tivessem 1 apoiador, 1 um hum, já seria um problema do mundo...

No que eu estou pensando? No meu compromisso com a companheira dirigente sindical que me convidou para falar um pouco sobre a Cassi. Então, vou ler algumas horas sobre a Cassi, praticamente no meu blog porque para falar de alguns temas da Cassi acumulei ali bastantes informações. Sobre CGPAR 23, sobre os planos de mercado que a direção atual acha que vão melhorar a "empresa", sobre algumas questões mais que eu achar que valha a pena comentar sobre a autogestão neste momento. Vou reler também algumas matérias sindicais que li nestes dias.

No que estou pensando? Nem dá pra falar. Mas acho que as coisas vão piorar muito para o povo brasileiro, os pobres que sabem que são pobres, os remediados que acham que não são pobres, os alienados que acham que não são alienados, os isentões que mentem que são isentões. A coisa vai piorar muito. A história está acontecendo agora, pessoas vão morrer, como sempre. Mas em algumas épocas as pessoas morriam fazendo parte de uma luta coletiva, de um objetivo conjunto, então havia pertencimento, éramos parte de uma causa. Hoje vamos morrer individualmente, sem pertencer a um projeto de mundo. Triste isso.

Vamos ler sobre a Cassi. Sobre isso eu sei alguma coisinha. Apesar que às vezes saber sobre isso traz muitos problemas pros sabedores. Vamos ler... tenho uma gratidão grande por tod@s que nos apoiaram durante nossas lutas de representação dos trabalhadores.

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Matéria de 26/7/17 (para ler postagem, clique aqui)

"Uma prioridade que perseguimos e conseguimos avanços importantes foi em relação a estudar a nossa autogestão e ampliar a cobertura de seu modelo assistencial de Atenção Integral, baseado em Atenção Primária em Saúde (APS) e Estratégia de Saúde da Família (ESF), modelo que funciona a partir de unidades de atendimento CliniCassi. Mesmo com o cenário mais adverso da história recente da Cassi, conseguimos ampliar a cobertura de 155 mil para 182 mil vidas e hoje estamos no limite da capacidade instalada. E nossos estudos mostram que as pessoas cuidadas pela ESF têm uso melhor dos recursos da Cassi quando utilizam a rede prestadora de serviços de saúde, o maior problema de gastos dos planos de saúde na atualidade. A economia per capita do grupo vinculado à ESF no comparativo entre cuidados e não cuidados chega a 30%."

CASSI 2021, CADÊ A ESF? O MERCADO COMEU!

Já pensou se a direção atual quisesse ampliar a ESF na Cassi? Sem recursos, ampliamos a Estratégia de Saúde da Família como nunca e muitas vidas foram salvas e a Cassi economizou muito com a inclusão de dezenas de milhares de cadastrados na ESF quando focamos essa meta na gestão do modelo assistencial (2014-2018). 

Repito: ESF cresceu sem recursos novos! Passamos 4 anos sem recursos na área de saúde para ampliar a ESF e as unidades CliniCassi. Com o orçamento novo e atual da Cassi 2021 daria pra ter ampliado a ESF em pelo menos umas 50 mil pessoas cadastradas, caso o modelo assistencial fosse o foco. 

A realidade é que só se ouve falar de vendas de planos de mercado para familiares, planos com menos direitos e mais caros ao se usar o plano - tem franquia e coparticipações. A essência da autogestão de trabalhadores Cassi - Plano de Associados e a ESF/CliniCassi - não é mais o foco da direção. A ESF deve ser quase um palavrão dentro da "empresa". 

As palavras de ordem são "Cassi Essencial", "Bem Cassi", "telemedicina", "novos produtos", "rentabilizar", "reduzir custos". Ou seja, o foco é desfazimento e terceirização. ESF, que isso? Estratégia de Saúde da Família? Faz uma ligação pra telemedicina e seja feliz. Parece aqueles comprimidos de soma do Admirável Mundo Novo, do Huxley. Tome uma telemedicina e seja feliz!

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Matéria de 09/8/17 (para ler postagem, clique aqui)

"Seguem abaixo informações e posições de representantes dos trabalhadores eleitos para os conselhos de administração do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal ao tomarem conhecimento de reuniões em áreas do governo federal que avaliaram medidas que podem prejudicar os planos de saúde de empresas públicas federais e estatais e os direitos de seus trabalhadores associados."

CGPAR FOI ESTRATÉGIA DO GOVERNO GOLPISTA PARA ATACAR CASSI, SAÚDE CAIXA E DEMAIS AUTOGESTÕES

Nesta matéria no blog, lemos as manifestações de Fabiano Felix e Rita Serrano, na época, representantes eleitos pelos trabalhadores nos conselhos de administração do BB e da Caixa Federal.

As lideranças dos trabalhadores traziam informações de que o governo Temer havia mandado gente da direção dos bancos públicos para as reuniões que criaram a resolução de ataques aos planos de autogestão, resoluções CGPAR. 

Tudo ficaria mais claro depois: como o governo não havia conseguido retirar direitos, onerar mais os trabalhadores e baratear o investimento na saúde de seus empregados, porque os eleitos nas autogestões não facilitavam a vida dos patrões, a nova tática foi criar resoluções ilegais e abusivas para atacar as autogestões como a Cassi e a Saúde Caixa.

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Matéria de 18/9/17 (para ler a postagem, clique aqui)

"William Mendes de Oliveira, Diretor de Saúde e de Rede de Atendimento da Cassi, fazendo uma alusão ao livro "Guerra dos Mundos", falou que estamos vivendo em uma guerra, pois o cenário é muito parecido com o da publicação. “Temos toda a condição de fazer o enfrentamento e reverter essa situação”, disse William. Para o gestor, é preciso organizar comitês locais, estimular a criação de conselhos de saúde em todas as instituições em risco e organizar um encontro nacional de saúde e previdência, para envolver a classe trabalhadora das estatais."

O GOLPE DE 2016 INICIAVA UMA "GUERRA DOS MUNDOS"

As resoluções CGPAR, tramadas na surdina para prejudicar os trabalhadores e suas autogestões em saúde, eram táticas para forçar os empregados a cederem às chantagens do governo em reduzir direitos e investimentos em saúde. O momento era desfavorável para nós porque vínhamos sofrendo ataques em todas as áreas do mundo do trabalho. Tínhamos muitas dúvidas entre nós de quais eram as melhores estratégias para enfrentar o inimigo naquela "guerra dos mundos" entre os golpistas da ultradireita e nós classe trabalhadora.

E quem estava lá junto conosco? Nossa guerreira e companheira da Caixa Federal, Erika Kokay (PT/DF). Quatro anos depois, nossa deputada conseguiu aprovar dias atrás na Câmara o PDC 956, que susta os efeitos da CGPAR-23. Agora falta a aprovação no Senado (ler notícia aqui).

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Matéria de 20/12/17 (leia a postagem aqui)

"Dados já divulgados nos boletins - Nos vinculados à ESF é menor a demanda em pronto-socorro em 25%. As despesas assistenciais do grupo vinculado, na comparação por grau de complexidade, chegam a ser 30% menores. As internações hospitalares são bem menores no segmento de vinculados à ESF. Os vinculados à APS/ESF dentro da curva A (maiores despesas da operadora) têm custo 14% menor que os não cadastrados.

As pessoas nas faixas etárias acima de 59 anos são mais cuidadas na Cassi que em outras operadoras e isso faz com que o crescimento da despesa assistencial (32%) deste segmento entre 2012/2016 tenha variado menos que a inflação do período (40%)."

ATAQUES ÀS AUTOGESTÕES (VIA CGPAR) TIVERAM APOIO DA MÍDIA COMERCIAL (CLARO!)

Postagem que fiz em dezembro de 2017 falava sobre matérias vinculadas à mídia golpista dando voz aos pilantras que criaram a CGPAR atacando a eficiência das autogestões como Cassi, Saúde Caixa e demais entidades de saúde de estatais. Isso antes da publicação das resoluções...

ESF DA CASSI PROVAVA EFICIÊNCIA DO MODELO ASSISTENCIAL EM RELAÇÃO AO MODELO DO MERCADO PRIVADO

Como se pode ver na citação acima, a Estratégia de Saúde da Família, que qualificamos durante nosso mandato, deu um salto de qualidade ao comprovar que nossos pacientes vinculados tinham melhores resultados em saúde, independente da faixa etária, e tinham despesas assistenciais muito menores que faixas etárias e graus de complexidade não cuidados pela ESF.

Ao se abandonar o modelo ESF/CliniCassi terceirizando tudo para o mercado privado, a direção atual corre o risco de ser a responsável pela destruição do modelo de saúde mais eficiente que se tem notícia no mercado privado de saúde brasileiro. 

Como as condições atuais são amplamente favoráveis aos empresários e empresas que lucram com a doença e são condições quase impossíveis para se criarem novas autogestões e planos como o Plano de Associados - custeio coletivo, intergeracional e solidário -, se destruírem nosso modelo e Plano, nunca mais teremos esse acesso qualificado à saúde por toda a vida.

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Matéria de 26/1/18 (ler postagem aqui)

"São quatro as modalidades de planos tratados nas resoluções: autogestão por operadora própria, os geridos pela área de recursos humanos, os que optam por uma operadora de mercado e os que trabalham com o ressarcimento das despesas. Na modalidade autogestão, por exemplo, a resolução estabelece que as empresas deverão fechar seus planos para adesão de empregados admitidos após a entrada em vigor das novas regras; somente estarão autorizadas a oferecer aos novos empregados benefício de assistência à saúde na modalidade de reembolso e os editais de processos seletivos para admissões de empregados das estatais federais não deverão prever o oferecimento de benefícios de assistência à saúde."

"Não temos tempo sequer de comentar ataques pessoais, imorais e vis que estamos sofrendo por defender de forma aguerrida os direitos dos trabalhadores que representamos nos últimos 4 anos. O tempo é de chamar tod@s à luta para nos rebelarmos contra essas porcarias (leis? legislação?) que estão saindo na canetada em executivos ou por uns quatrocentos lesas-pátrias que ainda estão no legislativo nacional. Teremos que enfrentar também algumas pessoas que tomaram os órgãos do judiciário para si (e que espero que sejam a minoria, porque o povo precisa de justiça e segurança, inclusive jurídica)."

TEMER PUBLICA RESOLUÇÕES DA CGPAR, FERRA AUTOGESTÕES E TRABALHADORES DE ESTATAIS E NA CASSI MOVIMENTO SE DIVIDIU EM 3 PARA FACILITAR A VITÓRIA DA DIREITA

Reler a história recente da comunidade BB e bancária é algo doloroso, mas faz parte da história de lutas da classe trabalhadora.

Na postagem de 26/1/18 no blog, vejo a matéria da Contraf-CUT sobre as resoluções CGPAR, feitas para pressionar bancos, direções e autogestões a reduzirem direitos dos trabalhadores e praticamente inviabilizarem os planos de saúde de milhões de empregados da ativa e aposentados das estatais federais. Quando o tempo é de regime totalitário, não adianta torcer para o ditador disfarçado de presidente não agir contra o povo. O sujeito no poder por golpe da elite vai agir contra o povo. Vejam o sujeito no poder desde 2018 por interferências da Lava Jato, dos milhões de fake news, da mídia empresarial e do próprio judiciário. Como vamos sair dessa agora?

Internamente, entre pessoas próximas, eu dizia meses antes das eleições na Cassi que nossos projetos de avanços nos direitos em saúde na Cassi e no modelo assistencial ESF/CliniCassi e solidariedade estavam sob risco mesmo sendo consensuais porque a esquerda no movimento iria se dividir (e fez isso lançando 3 chapas que defendiam o mesmo projeto solidário na Cassi) e eu vinha sendo martirizado e assediado por um processo interno na autogestão - um evidente lawfare com acusações anônimas mentirosas - para que aquelas mentiras fossem usadas nas eleições e para que eu não tivesse tempo de me dedicar à defesa dos direitos dos associados na Cassi. Deu no que deu! Vitória da direita e parabéns para a patronal que passou a dar as cartas na autogestão, não enfrentando mais empates nas votações na gestão.

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Matéria de 29/1/18 (ler postagem aqui)

"Não compartilho da leitura de algumas pessoas que respiram aliviadas sobre eventual "direito adquirido", termo que é utilizado nas resoluções para tentar dividir o conjunto dos participantes dos planos vítimas das medidas, que atacam e golpeiam de morte autogestões de saúde de trabalhadores.

Não adianta ter "direito adquirido" de algo que pode se inviabilizar e acabar. O governo fechou o Plano de Associados da Cassi em uma canetada. De novo é preciso lembrar para as pessoas o que é solidariedade na Cassi, a base do Plano de Associados. Se eu pensar só em mim hoje e não nos colegas que chegam amanhã, não terá plano para ninguém."

CGPAR - SETORES DO MOVIMENTO ACHAVAM QUE NÃO PERDERÍAMOS NADA POR ACREDITAREM EM "DIREITO ADQUIRIDO" EM RELAÇÃO À AUTOGESTÃO CASSI E AO PLANO DE ASSOCIADOS

Quando enfrentamos ataques violentos aos nossos direitos é comum termos diversas opiniões sobre conceitos e diagnósticos, sobre estratégias e táticas de enfrentamento aos problemas. A publicação das resoluções CGPAR foi um caso desses.

Desde o início, achei preocupante a ideia de "direito adquirido" em relação à inviabilização das autogestões e dos planos de saúde que as resoluções visavam. Se a Cassi e ou o Plano de Associados se inviabilizassem ou acabassem, não adiantaria brigar décadas na justiça porque as pessoas precisam do acesso à saúde no dia que a demanda de saúde acontece e não no dia que sair uma solução na justiça. Nós tivemos que enfrentar essa questão por meses a fio nas discussões das estratégias do que fazer.

O fato é que a Cassi vinha sendo estrangulada pela parte patronal que não apresentou proposta viável por mais de dois anos de negociações, os recursos foram acabando porque o Plano de Associados estava deficitário por questões como custeio e custos de serviços no mercado privado e órgãos da burocracia governamental tinham lado, o lado patronal. 

Entre 2018 e 2019 foram ficando mais difíceis a manutenção de direitos na Cassi e os trabalhadores sofreram muito para manter a autogestão que foi ameaçada de todas as formas, sofreu intervenção da agência reguladora, fechou entradas no Plano de Associados e sofreu ameaça de fechamento e ou "venda de carteira" para o mercado. Foi difícil, e todos saíram perdendo no movimento dos trabalhadores, menos a patronal.

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COMENTÁRIO FINAL DESSA RETROSPECTIVA CASSI

Finalizo essa parte dos estudos sobre a CGPAR e o contexto em que as coisas aconteceram na Caixa de Assistência entre 2017 e 2018.

O governo Temer foi tão sacana que lançou um concurso público no BB no dia 8 de março de 2018 para preencher só 30 vagas e sem direito ao Plano de Associados da Cassi só para efetivar as resoluções CGPAR que eram amplamente questionáveis pela quantidade de abusos e ilegalidades.

Neste momento, julho de 2021, vivemos grandes ameaças em relação ao futuro de nosso Plano de Associados/Caixa de Assistência. O nosso plano que chegou a ter 418.335 assistidos chegou a 382.723 vidas nos primeiros meses de 2021.

A Cassi passou por uma reforma estatutária em novembro de 2019, as mudanças ocorridas foram fruto daquela correlação de forças e do contexto que expus acima. 

Houve contestação do resultado da reforma na justiça, o Brasil teve aquelas eleições esquisitas de 2018 e Bolsonaro virou presidente e veio no ano de 2020 a pandemia mundial de coronavírus.

A direção da Cassi aposta numa terceirização total da nossa autogestão, no lançamento de diversos planos de saúde para familiares e acha que vai concorrer com o mercado privado das grandes operadoras. 

Apostar em planos de saúde e terceirização não é algo viável, na minha opinião, é um engano perigoso porque vai interferir na sobrevivência da essência da autogestão: o Plano de Associados e sua estrutura própria de APS/ESF/CliniCassi e equipes de família e programas de saúde.

Enfim, entendo que a luta pelos direitos em saúde da comunidade BB deve seguir porque é o que se deve fazer.

William


4.6.21

Cassi - Desmonte começa por Brasília



"Esperamos ver mais CliniCassi instaladas, principalmente onde a proporção de participantes cadastrados é baixa em relação ao total de assistidos, o que inclui as unidades gigantes da Cassi - São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Minas Gerais e Distrito Federal." (William Mendes, no blog Categoria Bancária em 14/5/18, ler aqui)


Opinião

Soube que a nossa Caixa de Assistência está fechando CliniCassi em Brasília (DF). Reduzindo a estrutura do modelo assistencial. E o pior é que divulga a notícia dizendo que está "expandindo" os serviços... curioso! O título da matéria é "CliniCassi Brasília Sul e Norte expandem atenção primária em novo endereço" (matéria de 28/5/21)

Não é de hoje que estamos alertando a comunidade de trabalhadores da ativa e aposentados do Banco do Brasil que a atual direção da nossa Caixa de Assistência adotou uma estratégia de desmonte da nossa autogestão, apostando na terceirização total de nosso modelo assistencial baseado na Estratégia de Saúde da Família (ESF), modelo que se dá na Cassi através das unidades próprias de saúde, as CliniCassi, com equipes multidisciplinares de família, programas de saúde e alguns serviços de saúde locais de acordo com o perfil de cada unidade.

A direção atual de nossa Caixa de Assistência tem se utilizado de estratégias muito semelhantes às utilizadas pelo governo de plantão em nosso país. Poderíamos entender isso como algo natural ao lembrarmos que metade da direção é indicada pelo regime no poder (o patrocinador indica). Acontece que vemos uma sintonia incomum entre as duas partes da gestão, a indicada e a eleita pelos associados. Em situações como essa - pensamento único na direção - fica evidente o risco da autogestão tomar uma direção contrária aos interesses dos associados.

Uma coisa curiosa é a forma como a direção da autogestão está desmontando o modelo assistencial testado e aprovado em relação à eficácia da Estratégia de Saúde da Família (demonstramos por estudos entre 2014/18). A direção repete mil vezes a expressão "Atenção Primária" de forma a virar um mote que tire a atenção para o fato: a ESF e sua estrutura própria de CliniCassi está sendo preterida em favor de contratar empresas terceirizadas para atender aos associados por telefone (!?), ou seja, a tal "telemedicina" virou outra palavra mágica e mote para dizer qualquer coisa na autogestão dos funcionários do BB.


PRIMEIRO ATENDIMENTO NÃO É O MESMO QUE ATENÇÃO PRIMÁRIA - Ao que parece, a estratégia de ficar repetindo a frase "Atenção Primária" tem um efeito inicial de dar algum tipo de atenção aos associados que estão em regiões com pouca rede credenciada, um problema oriundo do próprio mercado privado que vende serviços de saúde. O usuário acha que agora vai melhorar porque alguém lhe atendeu por telefone pela primeira vez. Nesses casos, o "primeiro atendimento" pode ser confundido com "atenção primária".


ATENÇÃO PRIMÁRIA NA CASSI SE DÁ ATRAVÉS DA ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA NAS CLINICASSI - Só que esse primeiro contato terceirizado e por telefone não é o modelo assistencial que a Cassi desenvolveu ao longo de anos de aperfeiçoamento, no qual a ESF foi a forma de fazer Atenção Primária em Saúde (APS), estratégia definida e aprovada através de estudos e pilotos entre 1997 e 2001, após a reforma estatutária de 1996.

A autogestão e as outras operadoras de saúde têm dificuldades de rede por causa de diversos fatores do próprio mercado - o lucro é o objetivo de todas as empresas, consultórios e clínicas e profissionais que vendem serviços. As empresas e operadoras que estão se dando melhor são aquelas que têm estrutura própria de saúde e não o contrário, como está apostando a direção da Cassi: ao invés de investir para melhorar e estrutura própria e ampliá-la, está terceirizando e se desfazendo da estrutura que já tem. Isso não é razoável!


CASSI EM BRASÍLIA (DF) - Entre 2014 e 2018 a ESF cresceu em 52% o cadastramento de participantes e chegou a 14.500 pessoas acolhidas pelo modelo graças ao trabalho conjunto da diretoria de saúde, da Unidade Cassi DF e das CliniCassi Brasília Norte e CliniCassi Brasília Sul. Antes, tínhamos pouco mais de 9,5 mil cadastrados.
(ler o balanço da gestão que fizemos em relação à Unidade DF aqui)


ÍNDICE DE (D)EFICIÊNCIA OPERACIONAL DA CASSI - Conheço a estrutura da rede própria da nossa Caixa de Assistência e afirmo que é um total absurdo fechar as CliniCassi onde estão localizadas hoje em Brasília. Fica claro que a direção vai fazer o mesmo no restante do país porque tem uma leitura equivocada da autogestão em saúde e do modelo assistencial: ela fica olhando custo administrativo que é muito pequeno na Cassi em relação ao custo-benefício de fidelizar e monitorar os cadastrados na ESF, tanto os crônicos quanto as pessoas com risco de doenças.

A Cassi vai voltar a ser mera pagadora de compra de serviços de saúde no mercado. É uma aposta suicida, na minha opinião. Nenhuma empresa de saúde do mercado tem apostado nisso. As operadoras de saúde sabem que ter uma estrutura - primária, secundária, alguns hospitais de maior complexidade (próprios ou parceiros) e centros de imagem e diagnose - é importante no controle dos custos totais do início ao fim do processo nesse setor.


TERCEIRIZAÇÃO NA CASSI É ESCOLHA DE ALTO RISCO - Desmontar a estrutura própria de saúde e as equipes multidisciplinares e apostar na terceirização para comprar atenção básica no mercado é um equívoco sem volta porque não será fácil refazer o modelo com a expertise que conquistamos em décadas de aperfeiçoamento. A autogestão vai se autodestruir.

Nós ampliamos cerca de 25 mil vidas na Estratégia de Saúde da Família (ESF) chegando a 182 mil cadastrados em 2018 porque tivemos foco e gana em fazer isso, pedimos o empenho das equipes nas unidades e elas responderam por acreditarem no modelo ESF e CliniCassi. Agora a direção atual está desmontando a estratégia testada e aprovada há mais de duas décadas.

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Fica meu registro de preocupação e oposição a essa estratégia de desmonte da estrutura do modelo assistencial da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil. Apostar numa terceirização de atendimento por telefone e por empresas de atenção primária no volátil mercado privado é um caminho perigoso e prejudicial para nossa associação que cuida da vida de mais de 600 mil pessoas da comunidade BB. O custo disso será alto e parte dos participantes não vai dar conta de pagar, saindo do sistema Cassi.

Aliás, só pra lembrar a vocês, cada vez que alguém sair do Plano de Associados (que é pra vida toda) é redução de custo para o patrão BB...

William Mendes


16.4.21

Cassi 2021 - Impressões e opiniões (III)

Opinião

Olá, colegas da comunidade Banco do Brasil! Olá, dirigentes sindicais e demais representantes da comunidade BB!

Ao pensar em algumas questões relativas à Cassi para conversar com um grupo de bancários e bancárias do BB de Belo Horizonte e região, acabei inferindo sobre o futuro do nosso Plano de Associados, a razão de ser da autogestão Cassi, associação criada em 1944 por um grupo de colegas do banco, nossa Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil. 

Ao projetar a Cassi no amanhã, vi um filme com final triste... fiquei descabriado, como dizemos lá em Minas Gerais. Desacorçoei, deu até dor na região abdominal...

A companheira Luciana, diretora do Sindicato e liderança dos bancários, me pediu para abordar 3 questões:

1. Problemas atuais da Caixa de Assistência (Cassi)

2. Perenidade do plano (aí que pensei sobre o Plano de Associados)

3. Importância de eleitos com apoio do movimento sindical

Ontem à noite, estava lendo dois livros que me deixaram bastante pensativo, e ao colocar o cérebro pra pensar, o verdadeiro criador de tudo, como diz o neurocientista Miguel Nicolelis, rapidamente me peguei a pensar nossas cores, nossas coisas, nossos jeitos, nossos dramas... Pau-Brasil, como diria o escritor modernista Oswald de Andrade. 

A Cassi é uma coisa tão nossa... não tem nada igual! A Cassi não é um plano de mercado, não é da Europa, não é dos Estados Unidos, não é da burocracia do banco; tem saúde da família, mas não é o SUS; deve acolher da mesma forma o escriturário, o gerente e o diretor, tanto nas CliniCassi quanto na rede credenciada. A Cassi tem sua própria poesia (Pau-Brasil!). 

Antes de iniciar minha opinião e inferência sobre os 3 temas que vamos abordar, lembro aqui que não tenho nenhum problema pessoal com membros da direção da nossa Cassi, pois são todos colegas nossos associados. Tenho ponto de vista diferente a respeito de alguns atos de gestão, e isso é normal na política.

RELATÓRIO ANUAL 2020 - Quanto ao Relatório Anual que vai à votação na próxima segunda 19, já disse nas postagens que entendo que as informações foram verificadas por órgãos e conselhos responsáveis e por auditoria independente. Cabe agora uma boa participação dos associados e que se manifestem a respeito, pois isso é um exercício de democracia.

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Para falar sobre a Cassi é importante ter claro que as pessoas participantes do sistema não têm uma noção clara do que é a Cassi porque os responsáveis pela Caixa de Assistência e o patrocinador Banco do Brasil não atuam para que os associados saibam o que é a Cassi, principalmente no que diz respeito ao Plano de Associados e em relação ao modelo assistencial - Atenção Integral, com Atenção Primária (APS), através das CliniCassi e da Estratégia de Saúde da Família (ESF).

O que é a Cassi? Seria um plano de saúde? Seria o mesmo que as Unimed? Ou seria o mesmo que a Amil? Seria uma empresa concorrente do plano de saúde do Bradesco? A Cassi seria uma "empresa" e agora vai diversificar seus "produtos" para beneficiar seus "clientes"? (não, a Cassi não é nada disso, por enquanto!)

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1. QUAIS SÃO OS PROBLEMAS ATUAIS DA CASSI no meu ponto de vista, o ponto de vista do trabalhador, de uma pessoa que representou os trabalhadores por quase duas décadas de vida?

Do ponto de vista econômico-financeiro a Cassi está em equilíbrio neste momento, é o que diz o Relatório Anual 2020, assinado pela direção e aprovado pelos órgãos da gestão e com parecer favorável da auditoria independente. Por direito, os associados vão se manifestar agora sobre o relatório.

Mas quais os problemas atuais da Cassi, para dialogar com os associados e seus representantes? 

COPARTICIPAÇÃO - Alguns problemas já são apontados pelos sindicatos: os bancários estão pagando uma coparticipação muito alta e isso é injusto e indevido, porque a coparticipação está sendo usada como receita do Plano de Associados, o plano dos funcionários da ativa e aposentados. Os sindicatos exigem, e com razão, que a direção reduza os percentuais de coparticipação aos patamares de 2018 porque as justificativas que a direção deu para aumentar sem consultar os usuários do plano NÃO SE JUSTIFICAM MAIS! Além do fato óbvio de a Cassi estar superavitária e ter plenas condições de reduzir a coparticipação de seus associados, donos do Plano de Associados.

DOENTES CRÔNICOS SEM MEDICAMENTOS - Outro problema já em discussão pelos sindicatos é que a direção reveja seu ato de gestão de desmontar um dos principais programas de saúde da Cassi, o Programa de Assistência Farmacêutica (PAF), que foi drasticamente reduzido em tudo, tanto na lista de materiais e medicamentos abonáveis (LIMACA), quanto no acesso ao direito ao PAF porque a direção desmontou a distribuição por operador logístico, que garantia equidade no acesso para doentes crônicos tanto das grandes cidades quanto das cidades e regiões com escassez de fornecedores. Mais de 13 mil crônicos perderam o acesso aos benefícios do PAF. Com o caos atual no país os preços dos remédios de uso contínuo dispararam e com a pandemia muitos crônicos do grupo de risco podem estar sem acesso aos medicamentos. Ler aqui artigo a respeito do PAF.

(D)EFICIÊNCIA OPERACIONAL - A Cassi apresenta um índice de eficiência operacional inaceitável. Falei sobre isso durante 4 anos na gestão da associação. De lá para cá, as coisas pioraram! O que significa o índice de 5,5%, enquanto as demais autogestões têm índice de 8% e as demais operadoras de saúde têm índice de 9%? Significa que a Cassi está se desfazendo de sua capacidade própria de gestão do sistema de saúde Cassi. A autogestão está se desfazendo por dentro e isso é o inverso do que o setor inteiro está fazendo. É um equívoco sério de gestão, na minha opinião. 

A autogestão deveria investir em sua estrutura própria de saúde porque é barato e o custo-benefício é de grande retorno porque mais de 90% das receitas da Cassi vão embora para o mercado privado e com características de oligopólio dos conglomerados de hospitais e prestadores de serviços de saúde. A inflação do setor é na casa de 10% a 20% ao ano. Quanto menos estrutura própria, menos capacidade a direção terá para controlar custos básicos na operação de saúde. Isso é uma coisa óbvia!

A Cassi deveria ampliar sua estrutura de Atenção Primária (via ESF), investir um pouco em atenção em 2º grau para seus participantes cadastrados na ESF, com especialidades nas CliniCassi para monitoramento cada vez melhor de seus participantes. Só assim, seria possível usar melhor os recursos ao necessitar comprar serviços caros na rede prestadora. A Cassi poderia investir em pequenas estruturas em regiões específicas como faz a autogestão Cassems no Estado do Mato Grosso do Sul, que tem 10 hospitais próprios. O mercado da saúde atua assim. Controle de custo das operações de saúde em toda a rede de atenção. É outra questão meio óbvia! Olhem o setor de saúde, o mercado!

A cada dia, a Cassi se torna menos capaz de cuidar de seus mais de 650 mil assistidos porque terceiriza para os empresários da saúde sua estrutura, seu conhecimento, sua capacidade de fazer promoção de saúde, prevenção de doenças, monitoramento de doentes crônicos e perde sua característica de autogestão com Atenção Integral à Saúde (cuja Atenção Primária só funciona bem por ser realizada através da Estratégia de Saúde da Família, centralizada a partir das CliniCassi e suas equipes de família). Foram duas décadas de experiências para o modelo exitoso da Cassi estar em funcionamento. (Não confundam questões de financiamento e custeio - quanto cada parte paga - com a operação do modelo assistencial da Cassi, que é testado e aprovado e está sendo desfeito por terceirização)

A direção quer implantar porta de entrada em seu sistema e ao mesmo tempo quer fazer isso com "parceiros" e terceirizando tudo. É um contrassenso isso. Os conglomerados de hospitais e planos de saúde que vendem planos de saúde com porta de entrada fazem isso por terem controle de custo de toda a rede para instituir porta de entrada. A Cassi quer fazer o inverso, quer apostar em "parceiros" privados como se eles fossem fiéis eternamente, coisa duvidável porque empresa visa lucro e assim que a Cassi não pagar o que eles querem, eles simplesmente deixam de ser "parceiros". Mas a Cassi ficará com as obrigações registradas na ANS da mesma forma. Sem estrutura própria mínima, isso não vai acabar bem. (o tal piloto de terceirização "Bem Cassi" não é a solução para a perenidade da Cassi!)

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2. PERENIDADE DO PLANO (Plano de Associados e os diversos planos de mercado que a Cassi quer lançar)

Ano ............................ Plano Associados

2004 .......................... 400.506

2009 .......................... 403.281

2014 .......................... 418.335

2017 .......................... 409.405 (-5.704)

2018 .......................... 403.701 (-6.951)

2019 .......................... 396.750 (-8.077)

2020 .......................... 388.673


O Plano de Associados não teve uma perda tão grande de participantes em duas décadas de existência após a reforma estatutária de 1996. A gestão dos tucanos foi traumática e quase destruiu o banco com o PDV/PAQ e as reestruturações, mas depois estabilizamos em 400 mil assistidos por décadas.

Após o golpe de 2016, e após as mudanças que vêm sendo promovidas pela direção atual do banco e da Cassi, o Plano de Associados perdeu 20.732 participantes em 3 anos, uma redução drástica de 5,33%.

Ao ver as apresentações da direção da Cassi em relação ao Relatório Anual 2020 - dados contábeis e atos de gestão -, algumas falas me chamaram a atenção: 

- TELEMEDICINA: a telemedicina virou uma espécie de panaceia (pretenso remédio universal para todos os males, um "emplasto Brás Cubas"), virou a solução de todos os problemas dos planos de saúde. Acho positivo a telemedicina ser incluída como mais uma opção de atendimento aos participantes (na Cassi o conceito é "acolhimento"), mas me parece que há um exagero na questão. Ficou claro que a telemedicina contribui muito na redução de custo das operações, mas isso não significa necessariamente solução em saúde na ponta, para os assistidos pelo plano, principalmente depois do primeiro atendimento (que não é Atenção Primária).

Me parece que a Cassi está mesclando dois conceitos e ou ferramentas de gestão de sistemas de saúde: Atenção Primária e Telemedicina. Repito: minha impressão até agora é que há uma confusão entre "Atenção Primária" e "primeiro atendimento". Bom, esse não é o tema dessa postagem, mas acho que é preciso se falar mais sobre isso. 

- TERCEIRIZAÇÃO DA ESSÊNCIA DA CAIXA DE ASSISTÊNCIA: o piloto em Curitiba, o "Bem Cassi" é isso. Faço um apelo aos sindicatos e associações e conselhos de usuários que reforcem suas atenções a esse piloto de terceirização das CliniCassi e da ESF/equipes de família. O risco de se desfazer a estrutura do nosso modelo assistencial é enorme. O Plano de Associados e os associados serão os prejudicados na hora que isso não seguir adiante.

- DIVERSOS PLANOS DE MERCADO: lançamento de diversos planos de mercado para um suposto público-alvo (familiares até 4º); seriam milhões de novos "clientes" a se prospectar. Segundo a direção, isso iria contribuir para que a operadora Cassi melhorasse suas margens contábeis no balanço consolidado dos planos, tanto o dos associados como os de mercado. 

Falaram em um plano "Cassi essencial" que custaria uns 30% menos que o Cassi Família disponível hoje. E têm pressa em lançar outros "produtos", um plano para "alta renda" ou executivos, outros regionais etc. Para os planos custarem menos, teriam menos direitos e coberturas que o plano disponível hoje. E os clientes vão pagar coparticipação, que não existe no Cassi Família.

A direção da Cassi comentou nas apresentações que tem associados que disseram ter interesse em sair do Plano de Associados e comprar algum desses planos de mercado porque seria mais vantajoso para eles. É muito importante que se alerte esses bancários e ou aposentados que não façam isso, por diversas razões. Uma delas é que ao sair do plano não é possível retornar, o plano é de custeio solidário e mutualista e inclusive o patrocinador BB é obrigado a pagar 4,5% por associado da ativa e aposentados. Outra razão básica, não cobra por idade.

Francamente, são tantas coisas envolvidas neste ato de gestão de lançar diversos planos Cassi, são tantos riscos que o texto ficaria enorme para citar alguns dos riscos mais sérios. Pelo conhecimento que acumulei na gestão da Cassi, fica claro para mim que essa opção da direção pode comprometer de forma irreparável a perenidade do Plano de Associados - a razão de ser da Caixa de Assistência desde sua criação em 1944 -, criada pelos trabalhadores do banco público.


Algumas preocupações e inferências sobre o ato de gestão sobre os diversos planos de mercado, com direitos e mensalidades diferenciados:

- O Plano de Associados vai sofrer perdas maiores ainda e isso comprometerá a capacidade de sustentabilidade do plano. Pode ser que saiam os maiores salários e benefícios e os mais jovens por motivos episódicos, momentâneos. A Cassi e os participantes só têm a perder com a redução do Plano. O único que ganha com isso é o patrocinador banco, porque cada vez que sai um associado, reduz o valor que o banco é obrigado a investir por força estatutária.

- Mesmo com a ideia de que os diversos planos terão bom público e carteira, um grande problema desses planos é a longevidade deles, as pessoas acabam saindo e eles ficam com sinistralidade reversa, só ficam os que mais precisam e mais usam. Se às vezes já temos problemas de equilíbrio no Cassi Família I (grupo fechado, sem entrada de novos clientes), imaginem termos diversos planos assim daqui alguns anos.

- Os planos de saúde são regidos por uma legislação draconiana e que é feita com muito lobby das empresas privadas de saúde e conglomerados e multinacionais. A ANS é a agência reguladora e se baseia na legislação e já penalizou a Cassi de forma equivocada, na minha opinião, quando proibiu a entrada de novos funcionários ao Plano de Associados por índices de reclamação como se o Plano fosse um desses de mercado. Imaginem a hora que a Cassi tiver vários planos com clientela revoltada judicializando tudo contra a Cassi!

- Tenho diversas outras preocupações sobre esses planos. Só mais uma: Como pode a Cassi lançar diversos planos para disputar mercados locais com operadoras que têm toda a rede local própria e controle fortíssimo de custo assistencial? A Cassi não terá a mínima condição de vencer essa disputa no mercado terceirizando tudo.

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3. IMPORTÂNCIA DE ELEITOS COM O APOIO DO MOVIMENTO SINDICAL

Enfim, acho fundamental a relação entre eleitos em nossas associações e instituições da comunidade BB e os sindicatos de trabalhadores, essa questão é uma opinião de quem atuou junto aos trabalhadores e representou a categoria bancária e os colegas do Banco do Brasil por muitos anos.

O sindicato é a casa do trabalhador e da trabalhadora, fortaleçam nossas associações de organização e luta por direitos coletivos.

EFEMÉRIDES

Hoje é um dia importante para a classe trabalhadora, em especial para os bancários de São Paulo, Osasco e região e para os trabalhadores do Banco do Brasil. 

O Sindicato comemora 98 anos e é uma história fantástica de lutas e conquistas. Tive a honra de participar das direções da entidade por 12 anos, eleito pelos bancários. Vida longa ao nosso Sindicato.

A nossa Caixa de Previdência, a Previ, completa hoje 117 anos. É um dos maiores fundos de pensão do mundo e nosso patrimônio tem uma das gestões mais modernas do país. A Previ é gerida por nós mesmos, os associados.

Parabéns, parabéns!

Abraços,

William