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31.12.12

Artigo: Desejo muito sucesso em 2013 nas lutas da classe trabalhadora



Aproveito esta página de blog para desejar a toda a classe trabalhadora muitas vitórias em suas lutas contra os burgueses e o sistema capitalista. Será mais um ano difícil para o proletariado, mas não faltará energia para lutarmos por um mundo mais justo, solidário, socialista e que planeje a convivência humana com o planeta Terra, sem destruí-lo inviabilizando a vida nele.

Desejo saúde aos grandes líderes progressistas e de esquerda que todo dia lutam por estabelecer sociedades alternativas àquelas cujo sistema liberal, neoliberal e capitalista deixam milhões de seres humanos na miséria para o privilégio de pouquíssimas famílias que detêm tudo - propriedades, meios de comunicação, meios de produção.

Desejo saúde e recuperação especialmente para o grande líder Hugo Chaves. O mundo progressista torce por você comandante. 

Também desejo saúde e muita força para Evo Morales, Rafael Correa, Fidel Castro e Raúl Castro, Cristina Kirchner, Pepe Mujica, Francois Hollande. Pelo que significa o Tea Party e a ultradireita nos Estados Unidos, temos que desejar também força e sorte ao presidente Obama.

Desejo saúde e muita disposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o maior líder da classe trabalhadora de todos os tempos aqui no Brasil. Muita saúde para a presidenta Dilma Rousseff.

Desejo muita saúde e força ao meu companheiro e amigo Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT. E estendo o desejo de saúde a toda a companheirada do movimento sindical ao qual pertenço.

Espero ter meu pai e minha mãe ao longo do ano de 2013. Foi um ano difícil na família. Perdemos muitos entes queridos. Estendo meu desejo de saúde e amor ao meu filho, companheira, sobrinhos e primos e pessoas queridas de meu círculo de amizade, incluindo companheiros do sindicato que considero amigos, além de companheiros de luta.

Desejo que meus adversários na política sindical repensem suas ações, porque eu estou do lado da classe trabalhadora, não sou apegado a dinheiro nem posição de poder no movimento e meu foco é sempre no que acredito ser melhor para os bancários, os trabalhadores e as pessoas humildes deste nosso país.

Vou buscar muita energia para suportar as dificuldades e seguir lutando contra o capitalismo, os banqueiros, a direita brasileira burra e raivosa e lutar para desmascarar os hipócritas e falsos militantes de esquerda.

Agradeço o carinho que recebo constantemente de companheiro/as, dirigentes e funcionário/as que atuam no movimento sindical e desejo muita saúde, paz e gana de lutar para todas as pessoas que conheci nos cursos de formação nos últimos 3 anos e meio, período que atuei como secretário de formação da Contraf-CUT.

Nós, os dirigentes e militantes de esquerda, temos o poder para mudar o mundo. Basta ter coração, coragem e firmeza de propósito e agir, agir, agir. UM MILITANTE DE ESQUERDA DEVE SER PERSISTENTE E NÃO DESISTIR NUNCA!

Desejo um bom 2013 para os trabalhadores e povos humildes e desejo que a direita e os capitalistas se fodam!

William Mendes


PS: estarei em férias da atuação sindical em janeiro (em tese)

28.12.12

Entrevista: Trabalhadores precisam fazer disputa com conservadores, diz Contraf-CUT



Apesar de ter provocado a crise econômica, que desde 2008 fechou mais de 30 milhões de postos de trabalho em todo o mundo, e na Europa estar destruindo o Estado de bem-estar social construído em quase um século de lutas dos trabalhadores, o neoliberalismo perdeu o pudor e volta a dominar todos os espaços na grande mídia nacional.


Em nome do deus mercado, os neoliberais, cujo quartel-general se esconde nas entranhas no sistema financeiro, combatem a política de queda de juros e spread do governo federal, rebelam-se contra a redução das tarifas de eletricidade e contra as intervenções do Estado para regular áreas estratégicas da economia. Demonizam as políticas sociais e amplificam a campanha visando criminalizar a ação política dos que os combatem, especialmente dirigentes políticos do Partido dos Trabalhadores. 

Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT, que acaba de ser reconduzido à presidência da UNI Américas Finanças, defende que é desafio do movimento sindical sair do corporativismo e fazer esse enfrentamento com os neoliberais e com os conservadores, que têm hoje a hegemonia nos grandes veículos de comunicação.

Nesta entrevista exclusiva, concedida às vésperas do ano novo, Carlos Cordeiro faz também um balanço da campanha nacional dos bancários de 2012 e aponta os desafios para o futuro.

Que balanço você faz do ano de 2012?

Carlos Cordeiro - Foi bastante positivo. O êxito na verdade teve início em 2011, quando sofremos uma pressão muito grande dos banqueiros, da mídia e do governo para não ter aumento real de salário, porque traria inflação. Fizemos o enfrentamento, junto com outras categorias, e conquistamos ganho real de salário pelo oitavo ano seguido. E em 2012 não tivemos um aumento de inflação, como eles ameaçavam, e tivemos novo ganho real.

Nos últimos nove anos, conquistamos 16% de aumento real em todos os salários e 36% de ganho real no piso. Podemos dizer que é uma política permanente e constante de aumento real de salário e valorização do piso. E isso ocorre no momento em que comemoramos os 20 anos da nossa Convenção Coletiva de Trabalho, que é hoje uma referência para todos os trabalhadores brasileiros.

Não tem maior inclusão social do que distribuição de renda via aumento de salário. Embora ainda em uma velocidade lenta, é uma mudança, porque antigamente tínhamos perdas e neste último período conseguimos reverter, o que é fundamental para reduzir a desigualdade no país. O aumento real deste ano vem coroar esta política correta, que começa lá atrás com a Convenção Coletiva.

Os avanços na parte econômica foram o ganho mais importante?

Carlos Cordeiro - Não. Tão ou mais importante que as conquistas econômicas são os avanços sociais no último período. Em 2012, por exemplo, tivemos grande avanço no tema da segurança bancária. No ano passado tivemos 49 mortes em assaltos envolvendo bancos e no primeiro semestre de 2012 foram 27 homicídios, o que nos obriga a buscar uma solução. Conseguimos manter uma dinâmica de negociação sobre segurança com a Fenaban que aponta para um projeto-piloto, embora ainda com algumas fragilidades, que contempla antigas reivindicações como porta giratória com detector de metal e biombos em frente aos caixas. Abrimos um canal de negociação onde vamos poder testar essa política de segurança, fazer uma avaliação do que funcionou ou não funcionou, com o objetivo de implantar um projeto nacional.

O que mais você destacaria da campanha nacional de 2012?

Carlos Cordeiro - Na questão do emprego, tivemos avanços na Caixa, com a contratação de mais de 5 mil bancários em 2012 e com a conquista de uma cláusula no acordo coletivo que garante mais 7 mil contratações em 2013. Isso é importante na disputa que estamos travando com os bancos privados, particularmente Santander e Itaú. 

O banco espanhol, que obtém aqui 26% do lucro mundial, demitiu 1.280 trabalhadores na véspera do Natal, desrespeitando o Brasil e os brasileiros. Já o Itaú, apesar do maior lucro do sistema financeiro nacional, cortou mais de 7 mil postos de trabalho nos primeiros nove meses do ano, mostrando que não está gerando empregos para contribuir com o desenvolvimento do país. Além disso, eles abusaram da rotatividade, essa jabuticaba para reduzir custos e turbinar lucros, além de pagarem bônus milionários para os altos executivos.

Conquistamos ainda novas cláusulas sobre saúde do trabalhador e no tema igualdade de oportunidades também teve avanço. Conseguimos arrancar da Fenaban a realização de um novo censo, que vai permitir fazer uma reflexão aberta, pública em relação às políticas que os bancos vêm adotando a partir do Mapa da Diversidade, e saber se surtiram efeito ou não. Hoje temos clareza que não surtiram efeito, mas o novo censo, embora não seja instrumento que acabe a discriminação, é um meio importante para discutirmos em cima de fatos concretos com a Fenaban sobre políticas para acabar com as discriminações. Isso é uma luta, é um processo e o censo é mais um passo nessa direção.

Você destacaria algo no campo da organização da categoria?

Carlos Cordeiro - A grande conquista que temos é a unidade dos bancários de todo o país. Não só na campanha deste ano, mas do último período, evidenciando que, quanto maior a unidade dos bancários, maior são as conquistas. E isso aponta para o futuro. Se de fato queremos enfrentar os bancos e melhorar as condições de trabalho e remuneração dos bancários, vai depender no nosso grau de unidade. Não só unidade entre trabalhadores dos bancos públicos e privados, mas também unidade interna do movimento sindical bancário.

E quais os desafios que você enxerga para 2013?

Carlos Cordeiro - O projeto político eleito pelo povo brasileiro vem sendo atacado constantemente pela direita organizada neste país, comandada pelos grandes meios de comunicação. E isso nos leva a uma disputa que está colocada na sociedade hoje. Nós do movimento sindical, que somos a referência dos trabalhadores, precisamos entrar nesta disputa mais fortalecidos ainda, organizados e articulados. 

É importante também pautar a discussão dos temas que interessam aos trabalhadores e à sociedade. A reforma tributária é um deles. Que reforma tributária os trabalhadores querem? E dentro dela qual o papel do Estado, quem vai financiar o Estado, quais as políticas públicas, as políticas sociais?

O 3º Congresso da Contraf-CUT, em abril de 2012, apontou mais temas prioritários para os trabalhadores na discussão com a sociedade?

Carlos Cordeiro - Sim. Outro tema importante é a reforma política, que há décadas está na ordem do dia, mas cuja discussão não avança porque é travada pelas forças conservadoras. Qual a reforma política que queremos? Como devem ser o Congresso Nacional, as assembleias legislativas e as câmaras de vereadores para que de fato representem os trabalhadores e não o poder econômico, como hoje, que coloca lá seus representantes com campanhas milionárias? Precisamos discutir o financiamento público das campanhas políticas. 

E sobre o sistema financeiro?

Carlos Cordeiro - A reforma do sistema financeiro é absolutamente prioritária. Por isso, nós precisamos cada vez mais de uma conferência nacional sobre o sistema financeiro. Como o governo ignorou as várias solicitações que fizemos para realizá-la, cabe aos trabalhadores e outros representantes da sociedade concretizá-la. É muito importante discutir não apenas o papel dos bancos e do crédito, mas acima de tudo o que a sociedade quer de um sistema financeiro, para onde estará direcionado, quem vai ser atendido, a questão da universalização dos serviços bancários, a redução dos juros e das tarifas e, acima de tudo, com fiscalização eficiente e punição exemplar quando houver falcatruas. 

Há outros temas que ganham relevância cada vez maior, como por exemplo o do marco regulatório da mídia.

Carlos Cordeiro - Acho que precisamos discutir urgentemente uma regulamentação da mídia. O marco regulatório das comunicações no Brasil é de 1962, de uma época que não havia sequer televisão a cores, quanto mais TV a cabo e internet. A Argentina está fazendo essa discussão, com um projeto que tem recebido elogios das Nações Unidas. A Inglaterra está punindo os excessos e crimes cometidos pelos jornais do Rupert Murdoch. Na Europa e nos Estados Unidos há limite para que um mesmo grupo empresarial acumule propriedades cruzadas de meios de comunicação, de forma a impedir o oligopólio e incentivar a diversidade de propriedade de meios de comunicação e, em última instância, a liberdade de expressão e a pluralidade de opiniões.

As reformas tributária e política, a regulamentação do sistema financeiro e o marco regulatório das comunicações são temas que a sociedade, e especialmente os trabalhadores, precisam ficar a par deles. E para isso o movimento sindical precisa estar preparado, conhecer esses temas e se especializar neles para promover a discussão, fazer o debate e dialogar com os trabalhadores. Temos que ter posição a respeito desses temas e, mais do que isso, fazer a disputa na sociedade, sendo a referência dos trabalhadores, porque hoje os empresários acabam sendo a grande referência.

E quais são os desafios no campo sindical?

Carlos Cordeiro - Do ponto de vista corporativo, o grande desafio hoje colocado é o emprego. Temos de criar condições para grandes mobilizações em defesa do emprego, porque banco e governo é como feijão: só com pressão. É importante negociar, estabelecer as mesas de negociação, mas negociação sem mobilização é frágil. E isso passa por ampliar nosso diálogo com os trabalhadores, para estarem mais presentes nesses processos de negociação, participando das mobilizações. 

É possível dar um salto de qualidade no debate do emprego. Não podemos ficar atrás do debate que há em outros países, que têm empregos estáveis, sem rotatividade. Esse é, sem dúvida, hoje o maior desafio que a categoria bancária tem. É preciso acabar com a demissão imotivada, com a terceirização, com a precarização, com o trabalho indecente, com os projetos de correspondentes bancários.

Os outros dois desafios corporativos são o da remuneração e das condições de trabalho. É preciso inverter essa lógica de remuneração variável x remuneração fixa. Temos que lutar por uma remuneração decente, fixa, e que tenha impacto em toda a vida laboral, especialmente na aposentadoria do trabalhador. Essa é uma mudança que vai depender de muito debate com os trabalhadores e muito enfrentamento com os bancos e com o governo. E, claro, da nossa unidade e mobilização.

Por fim, qual é a sua mensagem de ano novo para bancários e bancárias de todo Brasil?

Carlos Cordeiro - Quero desejar um maravilhoso ano novo para toda a categoria e seus amigos e familiares, repleto de muitos sonhos, esperanças, lutas, conquistas e realizações. Que as luzes do Natal nos acompanhem e iluminem os nossos caminhos ao longo de 2013. E que tenhamos muita paz, que só existe com emprego, melhores salários e condições de trabalho, respeito, valorização, justiça social e dignidade.


Fonte: Contraf-CUT

21.12.12

Artigo: Por onde andei... Fui à base conversar com os colegas

Hoje estive na base conversando com os nossos colegas do Banco do Brasil.

Minha agenda sindical nos últimos dois meses foi impossível. Muita viagem, cursos de formação e muito trabalho graças ao bb do assédio moral, da má gestão e do desrespeito aos trabalhadores.

Conversando com os colegas, percebi que os bancários estão na expectativa da implantação das funções comissionadas de 6 horas em janeiro de 2013.

Os gerentes de agências do bb estão sofrendo muito assédio moral por parte dos superintendentes e diretorias do banco. A violência organizacional no Banco do Brasil vem da direção geral para baixo. O bb 2.0 segue reduzindo o quadro de funcionários nas agências e arrebentando de trabalho os poucos colegas que temos em cada unidade.

As Plataformas de Suporte Operacional (PSO) estão com poucos caixas executivos e teremos que fazer ação sindical e negociação para aumentar o número de funcionários nas agências no setor. Há desvio de função também em relação aos gerentes das PSO que não podem abrir caixa e estão fazendo isso por ordem do banco.

Ou seja, a vida segue dura para o bancário. O que posso afirmar é que seguiremos organizando os trabalhadores e fazendo a luta por um local de trabalho melhor, mais justo, democrático e respeitoso em 2013.

Convoco todas e todos à UNIDADE NA LUTA!


SOMOS FORTES, SOMOS CUT!
SOMOS ARTICULAÇÃO SINDICAL!

20.12.12

Pizza na CPI foi a gota d’água (diz Eduardo Guimarães)


Comentário do blog:

Eu assino embaixo o desabafo de Eduardo Guimarães, do Blog da Cidadania.

Faço das palavras dele as minhas de cidadão e militante de esquerda.

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A CPI do Cachoeira terminou em pizza, segundo os petistas e seus aliados membros da Comissão. E eles estão mais do que certos. PMDB e PSDB fizeram uma negociata que gerou a revoltante impunidade daquele que pode ser considerado o sócio oculto do bicheiro Carlos Augusto Ramos, o governador de Goiás, Marconi Perillo.

Seria ocioso repisar, detalhadamente, o envolvimento escandaloso de um governador de Estado com um criminoso como Cachoeira. A profusão de fatos que comprovam a sociedade entre o tucano e o bicheiro é por todos conhecida, mas, para não passar em branco, vamos a alguns desses fatos.

- A Polícia Federal captou conversas entre o governador e o bicheiro em que marcavam reuniões e confraternizavam.

- Perillo e Cachoeira transacionaram um imóvel de alto valor com pagamento adicional “por fora”.

-A Polícia Federal captou conversas de membros da quadrilha afirmando que Perillo nomearia pessoas para cargos no governo de Goiás e essas nomeações aconteceram.

-Comprovou-se entrega de altas somas por emissários de Cachoeira no Palácio do governador tucano.

Isso não é tudo, mas deveria ser o suficiente para qualquer cidadão decente se indignar com a união entre PSDB e PMDB na CPI para proteger o quadrilheiro que governa Goiás e o empreiteiro Fernando Cavendish, da cota peemedebista. Contudo, os que trabalham pela impunidade do governador e do empreiteiro perderam qualquer traço de vergonha na cara.

Pode-se dizer, portanto, que o esquema criminoso em Goiás sobreviveu, pois um dos seus dois chefes não só não terá que responder por seus crimes como continua no comando de uma administração pública infestada de corruptos.

Enquanto isso, o Ministério Público não apresenta conclusão alguma sobre o inquérito que o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, só abriu contra Perillo porque este pediu (!?), apesar de tudo que foi enumerado acima.

A isso, soma-se o engavetamento, pelo mesmo Gurgel, de investigação da Polícia Federal que terminou com a prisão de Cachoeira e o desmonte parcial de seu esquema criminoso, sem que, até hoje, o procurador-geral tenha dado qualquer explicação para sua omissão em instalar a investigação.

E nem vamos falar da Privataria Tucana, da lista de Furnas, do envolvimento de Policarpo Jr., da Veja, com o esquema Cachoeira e outros escândalos recheados de provas que o Ministério Público e o Legislativo acobertam.

Vai muito mal, o Brasil. Enquanto uns são acobertados e ainda tripudiam sobre as leis e o Direito, outros são condenados à prisão sem provas, com base em suposições. O Judiciário afronta o Legislativo usurpando sua competência, o Ministério Público atua de forma nitidamente partidária, poupando uns e acusando outros.

O governo Dilma, por sua vez, age como se não fosse com ele. Não trabalha pela regulação da comunicação e não exerce o seu direito de protestar contra a impunidade dos adversários políticos e a politização do Ministério Público e do Judiciário, gerando, assim, ao menos um fato político.

Isso sem falar na nomeação de procuradores-gerais e juízes do STF tendenciosos pela presidente da República, o que gera temor de que ela pode continuar nomeando de olhos fechados.

Os resultados políticos desse “pragmatismo” da presidente e do seu partido está sendo a destruição do Estado de Direito e a solidificação da corrupção no Brasil, com a solidificação de uma classe de inimputáveis que pode roubar à vontade com o beneplácito do Executivo, do Legislativo e do Judiciário.

Enquanto cidadãos como este que escreve se expõem à sanha de pistoleiros das quadrilhas que aprisionaram parte do Estado ao promoverem ações na Justiça, manifestações etc., o governo fica de quatro, com a língua de fora, esperando um chamado da imprensa aliada ao crime organizado para lhe dar gostosas e sorridentes entrevistas.

O Brasil, pois, precisa de um líder político corajoso. Sem reação, a direita midiática retomará o poder e dele não sairá nunca mais, pois, nessa batida, todo aquele que se opõe frontalmente será acusado e condenado sem provas.

Não se esqueça, leitor, de que venho anunciando há anos o golpismo que poucos governistas negam hoje. Diziam que “não havia clima” para golpe. Quando eu dizia que havia outras formas de golpear a democracia, esgrimiam com as pesquisas. Ora, de que adianta pesquisa e voto se o político não puder disputar eleição ou se, eleito, for apeado do cargo?

Era para o PT estar levando sua militância às ruas, a presidente estar discursando contra a impunidade dos adversários e condenação sem provas de seus aliados, mas não. O partido se limita a declarações soltas, alguns comunicados que não geram consequências pela timidez e a presidente nem abre a boca.

O que é que estamos fazendo aqui, então? De que adianta nos expormos dessa forma se o governo e o partido do governo não ecoam a indignação de milhares de pessoas que todos já viram nesta página clamando por reação?

Este blogueiro gasta dinheiro que não tem para manter um blog e um movimento social, fazer intermináveis ligações telefônicas, viagens para participar de seminários, lidera ações concretas, interrompe sua atividade profissional remunerada, expõe-se até a ameaças de violência física… E tudo isso para quê?

O PT e seus aliados entre movimentos sociais, sindicatos etc., bem como o governo, teriam meios de reagir. Com o concurso das principais lideranças petistas, sobretudo Lula e Dilma, poderíamos denunciar que está surgindo no Brasil um grupo político inimputável, que pode roubar descaradamente, à vista de todos, e nada acontece.

O que está acontecendo é a ponta do iceberg. Em 2014, a direita midiática completará 12 anos fora do poder e não aceitará que sejam 16. Que Dilma e Lula não se enganem: serão impedidos de disputar a próxima eleição. E se o PT e o governo não se mexerem a partir de agora, que não contem comigo quando o circo pegar fogo.

http://www.blogdacidadania.com.br/

19.12.12

Contraf-CUT cobra agilidade do BB no cumprimento do Acordo Coletivo



A Contraf-CUT enviou nesta terça-feira (18) ao Banco do Brasil ofício cobrando que o banco cumpra o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) assinado com as entidades sindicais no dia 4 de outubro, com vigência retroativa a partir de 1º de setembro.

Um dos pontos cobrados pela Confederação se refere à Cláusula 46ª que faz referência aos trabalhadores da CABB e diz respeito à redução de 2 anos para 1 ano na trava de tempo para concorrência e comissionamento. "O não cumprimento deste direito prejudica diariamente cada bancário que tenha intenção de concorrer a comissões em outras dependências. Exigimos a imediata implantação desta conquista, pois o acordo está em vigência há quase quatro meses e nada justifica o não cumprimento do mesmo", afirma o documento.

A Contraf-CUT vem reivindicando desde outubro agilidade no acerto de direitos novos incluídos no ACT. O banco solicitou um prazo para fazer adaptações e mudanças internas nos sistemas, alegando que os bancários não seriam prejudicados porque os acertos retroagiriam à data-base.

"Acontece que alguns direitos novos não são especificamente remuneratórios e cada dia de atraso em suas implantações prejudica diretamente os funcionários beneficiados por eles, como o caso de mudanças de prazos nas travas de remoções e concorrências", destaca o ofício.

"Mais uma vez, a Contraf-CUT contata o BB em respeito às relações de trabalho e negociações coletivas para cobrar que o banco faça o que não tem feito, ou seja, cumprir o acordo contratado. O banco passou dois meses focado na perseguição dos trabalhadores que conquistaram direitos para todos, ao invés de cuidar de suas obrigações em implantar as conquistas da campanha nacional", afirma William Mendes, secretário de Formação da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.

Adiantamento para CABB no dia 20

Outro ponto que o BB vinha descumprindo, e que a Contraf-CUT cobrou, diz respeito também à nova função de atendente de CABB com salário de referência de R$ 2.554,20. "A cláusula 45ª prevê acerto até dezembro e os bancários não receberam o valor correto no pagamento deste mês, dia 20, e também não receberam os atrasados de setembro a novembro", defende a Contraf-CUT no documento.

O banco já informou à Contraf-CUT que fará adiantamento para CABB no dia 20 de dezembro.
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Leia o documento na íntegra:

São Paulo, 18 de dezembro de 2012.

Ao
Banco do Brasil S.A.
Diretoria de Relações com Funcionários e Entidades Patrocinadas
Att. do Sr. Carlos Eduardo Leal Neri
Brasília - DF

Ref.: Cumprimento do Acordo Coletivo de Trabalho do Banco do Brasil, aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho - Contraf-CUT e Fenaban.

Ao cumprimentarmos vossa senhoria, vimos por meio deste ofício exigir que o Banco do Brasil cumpra o acordo coletivo de trabalho assinado com os trabalhadores e suas entidades sindicais desde o dia 4 de outubro com vigência a partir 1º de setembro de 2012.

Esta confederação já reivindicou por mais de uma vez celeridade no acerto de direitos novos incluídos no ACT 2012/13. Na oportunidade das cobranças, o banco solicitou um prazo para fazer adaptações e mudanças internas nos sistemas, alegando que os bancários não seriam prejudicados porque os acertos retroagiriam à data-base.

No intuito da boa-fé nas negociações, a Contraf-CUT enviou a explicação do banco aos bancários e suas entidades sindicais. O banco inclusive explicou que os acertos diversos seriam feitos no máximo até a folha de pagamento de dezembro, e que todos os acertos remuneratórios seriam retroativos a 1º de setembro com pagamento dos atrasados.

Acontece que alguns direitos novos não são especificamente remuneratórios, e cada dia de atraso em suas implantações prejudica diretamente os funcionários beneficiados por eles, como o caso de mudanças de prazos nas travas de remoções e concorrências.

Sendo assim, cobramos o imediato acerto dos seguintes direitos:

1- Nova função de Atendente de CABB com salário de referência de R$ 2.554,20. A cláusula 45ª previa acerto até dezembro e os bancários não receberam o valor correto no pagamento deste mês (dia 20) e também não receberam os atrasados de setembro a novembro. Exigimos que o banco faça o adiantamento na conta corrente dos trabalhadores nesta quinta-feira 20/12 e que a regularização seja transitada no máximo na Fopag de janeiro.

2- A cláusula 46ª também faz referência aos trabalhadores da CABB e diz respeito à redução de 2 anos para 1 ano na trava de tempo para concorrência e comissionamento. O não cumprimento deste direito prejudica diariamente cada bancário que tenha intenção de concorrer a comissões em outras dependências. Exigimos a imediata implantação deste direito, pois o acordo está em vigência há quase quatro meses e nada justifica o não cumprimento do mesmo.

3- A cláusula 47ª incluiu os caixas executivos na Carreira de Mérito. O fato é que o banco nos pediu um prazo para a regularização e quando fez os acertos em novembro último, seguiu deixando trabalhadores sem receber o direito e os acertos. Os caixas executivos que estão liberados para exercerem o seu mandato sindical continuam aguardando o devido cumprimento do ACT 2012/13. É estranho que o banco não tenha feito a regularização, pois o tratamento que deve ser dado aos dirigentes é exatamente o mesmo que a qualquer outro bancário. Aliás, se assim não fosse, o banco não teria aplicado corretamente em 2011 a Carreira de Mérito aos demais dirigentes que foram eleitos durante o exercício de diversas funções comissionadas quando se encontravam nas suas dependências de origem.

A Contraf-CUT e suas entidades sindicais seguem na defesa do respeito às negociações coletivas de trabalho e no cumprimento dos direitos contratados entre trabalhadores e patrões.

Atenciosamente e no aguardo da imediata regularização dos itens acima apresentados,

Carlos Cordeiro - Presidente da Contraf-CUT

William Mendes - Coordenador da CEBB

Fonte: Contraf-CUT

18.12.12

BB lidera ranking de reclamações de clientes em novembro no BC


O Banco do Brasil manteve em novembro a liderança do ranking de maior registro de reclamações entre os bancos com mais de 1 milhão de clientes. Segundo levantamento do Banco Central, houve registro de 346 queixas procedentes do BB. Em outubro, o BB também liderou o ranking, com 321 contestações procedentes.

Após o BB aparecem Bradesco (310), Itaú (204) e HSBC (31). Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (17), em Brasília.

"Além das 346 reclamações procedentes, o BB apresenta outras 1.243 reclamações que não foram contabilizadas por não envolverem descumprimento de normativos do Conselho Monetário Nacional ou do Banco Central, mas que devem ser levadas em consideração", afirma William Mendes, secretário de Formação da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.

"Os bancários têm se esforçado para atender bem e fazer do BB um banco útil ao povo brasileiro, mas a direção da empresa não tem ajudado. Estamos encerrando um ano em que nunca ficou tão evidente a falta de respeito do banco para com seus funcionários, pois segue forçando com metas abusivas e assédio às pessoas que exerceram o direito de greve", ressalta o dirigente sindical.

"O BB não cumpre sequer os acordos assinados com os trabalhadores como, por exemplo, gastar três meses para implantar um direito de remoção interna, o que prejudicou centenas de trabalhadores", salienta William.

Os dados mostram também que o número de reclamações feitas ao BC contra instituições financeiras caiu de outubro para novembro. No mês passado, as queixas consideradas procedentes pelo BC chegaram a 1.382 contra os bancos, o equivalente a uma queda de 6,49% em comparação a outubro. Em relação a novembro de 2011, a redução foi de 11,9%.

O ranking aponta que a principal reclamação contra os bancos (217 casos) foi o débito não autorizado. Em seguida, vem a cobrança irregular de tarifa ( 172 casos) e a prestação de serviço irregular da conta-salário (167 casos).

Em outubro, foram recebidas 935 reclamações procedentes entre os bancos com mais de um milhão de clientes. As principais queixas foram igualmente relacionadas à verificação de débitos em conta corrente que não haviam sido autorizados pelo cliente, a cobrança de tarifas por serviços não contratados e a irregularidades na conta-salário, como a transferência de valores fora do prazo ou a não abertura da conta após solicitação e a prestação de informações de forma pouco clara.

Fonte: Contraf-CUT com BC

17.12.12

Chega aos sindicatos nova edição de O Espelho, revista dos funcionários do BB



Já está chegando às bases sindicais a edição de dezembro/2012 da revista "O Espelho", publicação da Contraf-CUT dirigida aos funcionários do Banco do Brasil de todo o país, que traz na capa (foto) a manchete "Campanha Nacional 2012 - Avanços, com luta e unidade nacional".

A publicação, de número 268, faz um balanço da campanha nacional dos bancários, mostrando os resultados das negociações tanto na mesa da Fenaban quanto em relação às reivindicações específicas do Banco do Brasil.

"O Espelho" mostra que foi com mais uma grande demonstração de unidade nacional e uma greve de nove dias que o funcionalismo do BB conquistou na campanha 2012, junto com toda a categoria, aumento real pelo nono ano seguido, valorização do piso e dos auxílios refeição e alimentação, além de avanços na saúde, na segurança e na igualdade de oportunidades.

E no acordo aditivo específico, acrescenta a revista, os funcionários do BB mantiveram PLR sem meta individual, quebrando a resistência do banco, e avanços no combate ao assédio moral, no PCR e nas comissões dos atendentes de CABB.

Demonstração de força e de unidade

"O funcionalismo do BB deu mais uma demonstração de sua força e sua capacidade de luta. Conquistamos êxitos simultaneamente nas negociações gerais com a Fenaban e nas específicas com o banco. Esse é o resultado da estratégia correta da campanha unificada que o funcionalismo adotou a partir de 2003, quando exigiu pela primeira vez o cumprimento das conquistas da categoria bancária na Convenção Coletiva de Trabalho", avalia William Mendes, secretário de Formação da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.

A publicação traz ainda matéria relatando as iniciativas da Contraf-CUT e das entidades sindicais para combater a política antissindical da Dipes, que o funcionalismo considera a pior gestão desde o governo Fernando Henrique Cardoso, e os problemas que os dirigentes eleitos da Cassi estão enfrentando com transparência e determinação.

A revista "O Espelho" é enviada diretamente pela Contraf-CUT aos sindicatos. Para receber um exemplar, peça à sua entidade sindical.

Fonte: Contraf-CUT

Fidel Castro fala a Nicolás Maduro sobre Hugo Chávez


Fidel: El nombre de Hugo Chávez se admira y respeta en el mundo

16 DICIEMBRE 2012


Carta del Comandante en Jefe Fidel Castro Ruz a Nicolás Maduro, leída en el acto conmemorativo por 8vo Aniversario del ALBA.

Querido Nicolás Maduro:

Con motivo de los aniversarios que ustedes celebran hoy deseo expresarte lo siguiente:

La ausencia del Presidente electo por más de 8 millones de venezolanos nos conmueve a todos.

Conocí a Hugo Chávez hace exactamente 18 años. Alguien lo invitó a Cuba y él aceptó la invitación. Me contó que tenía la idea de solicitar una entrevista conmigo. Lejos estaba de imaginarme que aquellos militares tildados de golpistas por las agencias cablegráficas, que con tanta discreción durante años sembraron sus ideas, era un grupo selecto de revolucionarios bolivarianos. Esperé a Chávez en el aeropuerto, lo conduje al lugar de su hospedaje y conversé con él durante horas, intercambiando ideas.

El día siguiente, en el Aula Magna de la Universidad de la Habana, cada cual expresó sus ideas.

Nuestras concepciones difieren en aspectos que son ajenos a las ideas y principios políticos y de los cuales ni siquiera hablamos.

Nuestra cooperación médica con Venezuela comenzó a raíz de la tragedia de Vargas, en la que miles de personas murieron como consecuencias del abandono y la imprevisión en que vivía la población más pobre de ese Estado.

Venezuela, por su parte, ha sido especialmente solidaria con los pueblos del Caribe, Centroamérica y Suramérica.

Desarrolló fuertes vínculos con Bolivia, Ecuador, Brasil, Uruguay, Argentina y otros. Ha cultivado relaciones con Rusia, Belarús, Ucrania y otras repúblicas de la antigua URSS. No olvida a Palestina ni a Libia. Presta especial atención a sus vínculos económicos y a las relaciones políticas con China.

Es solidario con los pueblos de África. Practica una política de paz con todos los países. El nombre de Hugo Chávez se admira y respeta en el mundo entero, todos e incluso muchos de los adversarios le desean un pronto restablecimiento.

Los médicos luchan con optimismo por este objetivo. Como se conoce, todos los revolucionarios cubanos somos martianos y bolivarianos. Tengo la seguridad de que ustedes con él, y aún por dolorosa que fuese la ausencia de él, serían capaces de continuar su obra.

¡Viva Hugo Chávez!

Hasta la victoria siempre,

Fidel Castro Ruz

Diciembre 15 del año 2012.

Fidel Castro Ruz

Diciembre 15 de 2012


FONTE: CUBADEBATE

Contraf-CUT quer que BB faça ampla divulgação interna do Acordo Marco



A Contraf-CUT protocolou na terça-feira (12) ofício junto ao Banco do Brasil, em Brasília, reivindicando ampla divulgação nos canais internos da instituição do Acordo Marco firmado entre o BB e a UNI Américas, assinado em 30 de maio de 2011, contando com a intermediação da Contraf-CUT.

A Confederação solicita que a divulgação seja incluída até mesmo nos boletins de funcionários nos Estados Unidos, Argentina, Paraguai e demais países onde o banco adquiriu outras empresas financeiras ou mantém agências, postos de atendimento e escritórios.

"O objetivo é que os funcionários em todos os países onde o banco atua tomem ciência do acordo e dos direitos nele previstos", afirma William Mendes, secretário de formação da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.

O acordo garante aos trabalhadores em todos os países das Américas direitos fundamentais previstos nas declarações da Organização Internacional do Trabalho (OIT), entre eles o de sindicalização e livre organização sindical. O banco foi pioneiro em assinar o Acordo Marco em relação ao setor financeiro no continente americano. Também foi o primeiro acordo do gênero feito por uma multinacional brasileira.

Leia o ofício em português e em inglês .


Confira a carta na íntegra:

Brasília, 11 de dezembro de 2012.

Ao
Banco do Brasil S.A.
Vice-presidente de Gestão de Pessoas
Att. do Sr. Robson Rocha
Brasília - DF

Ref: Dar ampla divulgação interna do Acordo Marco entre o BB e a UNI Américas em todos os países onde o banco está instalado.

Ao cumprimentarmos Vossa Senhoria, vimos por meio deste ofício reivindicar que o Banco do Brasil dê ampla divulgação nos seus canais internos e que chegue a todos os funcionários o acordo acima citado.

O banco foi pioneiro em assinar este Acordo Marco em relação ao setor financeiro no continente americano. Também foi o primeiro acordo do gênero feito por uma multinacional brasileira.

O acordo foi assinado em 30 de maio de 2011 contando com a intermediação da Contraf-CUT e, como o banco segue expandindo seus negócios em nível internacional, inclusive com novas participações e aquisições de outros bancos, é importante que os novos trabalhadores possam saber dos direitos que este banco tem contratado e que respeita.

O convênio garante aos trabalhadores do Banco do Brasil em todos os países das Américas direitos fundamentais previstos nas declarações da Organização Internacional do Trabalho (OIT), entre eles o de sindicalização e livre organização sindical.

Além da garantia de liberdade sindical e o reconhecimento efetivo do direito de negociação coletiva, no Acordo Marco o BB assume o compromisso de, entre outras coisas, combater e prevenir problemas de saúde derivados da atividade laboral, combater o assédio moral e sexual, evitar a discriminação no emprego e promover a igualdade de oportunidades, entre outros pontos.

A reivindicação da Contraf-CUT é que o banco divulgue novamente este acordo nos seus canais internos em todos os países, inclusive nos boletins de funcionários nos Estados Unidos, Argentina, Paraguai e demais países onde o banco adquiriu outras empresas financeiras ou mantém agências, postos de atendimento e escritórios.

A ampla divulgação do Acordo Marco é uma mensagem muito positiva por parte do banco aos acionistas, clientes e funcionários em todas as Américas. O banco estará sinalizando aos seus gestores e administradores também que quer se internacionalizar, respeitando seus trabalhadores e dialogando com as entidades sindicais em todos os países onde atua.

Estamos certos de que a ampla divulgação deste importante instrumento a todos os seus funcionários e administradores nos países onde o BB atua fortalecerá o compromisso de imagem da empresa em respeitar as divergências, buscar pontos de convergência e melhorar as condições de trabalho, como foi dito pelo próprio banco no ato da assinatura.

Atenciosamente,

Carlos Cordeiro
Presidente

William Mendes
Coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB

Fonte: Contraf-CUT

13.12.12

MPT discute adesão de funcionários de bancos incorporados à Cassi e Previ


Foi realizada na sexta-feira 7 de dezembro nova audiência na ação civil pública que o Ministério Público do Trabalho move contra o Banco do Brasil na 3ª Vara do Trabalho de Brasília, para que o BB pare de impedir a adesão de funcionários dos bancos incorporados à Previ e à Cassi. A ação, de número 001/2012, foi ajuizada a partir de denúncia de bancários e vem sendo acompanhada pela Contraf-CUT, Fetec-CUT São Paulo, pelos sindicatos de São Paulo, Brasília, Florianópolis, Piauí, dentre outros, e por entidades como a Afacesp, dos aposentados da Nossa Caixa (São Paulo), e Probesc, dos funcionários do Besc (ex-Banco do Estado de Santa Catarina).

A reivindicação dos funcionários oriundos do Banco Nossa Caixa, Besc e BEP (ex-Banco do Estado do Piauí) é poder optar por aderir ao plano de associados da Cassi e ao plano de previdência da Previ (Previ Futuro), porque também são empregados do Banco do Brasil e têm direito a todas as garantias dos demais trabalhadores da empresa.

Na audiência do dia 7, o juiz dispensou oitiva de testemunhas e marcou a audiência final de instrução para o dia 22 de abril de 2013. Os representantes das entidades sindicais se reuniram posteriormente com o Procurador do Trabalho Adélio Lucas, defensor dos trabalhadores responsável pela ação, para expor os efeitos da discriminação e os problemas enfrentados pelos bancários.

"O movimento sindical está fazendo todo o possível para que o banco seja condenado na Justiça e tenha de aceitar a opção de todos pela Cassi e Previ, reivindicação que ele nega nas negociações", avalia José Ricardo Sasseron, diretor da Contraf-CUT que participou da audiência.

Discriminação tem que acabar

A discriminação praticada pelo banco traz uma série de problemas a esse contingente de quase 15 mil trabalhadores. Quando são transferidos de seus estados de origem, enfrentam sérios problemas de atendimento à saúde, dificuldades para realizar exames, consultas e outros procedimentos que não encontram à disposição porque os planos de saúde de seus bancos de origem não têm abrangência nacional.

Há várias denúncias e fatos de pessoas que ficaram sem atendimento, correndo até mesmo risco de morte. Mas a discriminação mais grave com esses milhares de bancários é a assistência aos aposentados: o banco custeia a Cassi para os aposentados, mas não paga nenhum centavo para os aposentados dos bancos incorporados, que têm de arcar sozinhos com os seus altos gastos com plano de saúde.

O BB ainda proíbe esses trabalhadores de optar pelo plano Previ Futuro, que tem um nível de contribuição patronal maior (de 7% a 17% sobre as verbas salariais), enquanto na Fusesc (Besc) as contribuições atingem o máximo de 6,67% e no Economus (Nossa Caixa), variam de 2 a 8%. Os benefícios de aposentadoria desse grande grupo serão menores que os que serão pagos a quem foi admitido diretamente no Banco do Brasil, pois em todos os casos o complemento de aposentadoria depende do que cada um acumulou em seu saldo de conta individual.

Fonte: Contraf-CUT

Contraf quer negociação com BB sobre novas funções comissionadas de 6h



A Contraf-CUT protocolou na terça-feira (12), em Brasília, ofício junto ao Banco do Brasil reivindicando o agendamento de uma mesa de negociação para que o banco apresente e discuta com o movimento sindical os parâmetros das funções comissionadas de 6 horas que o BB se comprometeu, durante a Campanha Nacional dos Bancários, a implantar até o fim do mês de janeiro de 2013.

"Queremos abrir um processo de diálogo com o banco para discutir a questão. O próprio Ministério do Trabalho e Emprego sugeriu ao banco, em audiência realizada na segunda-feira, dia 10, que haja mesas de negociação entre as partes, ainda com a possibilidade de alteração nas funções e no plano a ser implantado e não somente com caráter de apresentação final", afirma William Mendes, secretário de formação da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.

"As entidades sindicais organizadas na Contraf-CUT defendem o fortalecimento das negociações coletivas de trabalho e, quanto mais as partes negociarem, menores serão os riscos de judicialização dos conflitos trabalhistas, fato que tanto onera ao Banco e ao Estado", alerta a Contraf-CUT no documento.

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Veja a íntegra do ofício da Contraf-CUT:

Brasília, 11 de dezembro de 2012.

Ao
Banco do Brasil S.A.
Vice-presidente de Gestão de Pessoas
Att. do Sr. Robson Rocha
Brasília - DF

Ref.: Implantação das funções comissionadas de 6 horas

Ao cumprimentarmos Vossa Senhoria, viemos por meio deste ofício reivindicar que o Banco do Brasil agende uma mesa de negociação com a Contraf-CUT e as entidades sindicais, legítimas representantes dos trabalhadores, para apresentar e discutir os parâmetros das funções comissionadas de 6 horas que o Banco do Brasil se comprometeu durante a campanha nacional dos bancários a implantar até o fim do mês de janeiro de 2013.

A reivindicação de haver negociação entre as partes antes da implantação das novas funções contribui para o fortalecimento das relações de trabalho entre trabalhadores e empresa e pode também contribuir para que a empresa tenha um grau maior de adesão ao corrigir eventuais distorções antes da implantação.

As entidades sindicais organizadas na Contraf-CUT defendem o fortalecimento das negociações coletivas de trabalho e, quanto mais as partes negociarem, menores serão os riscos de judicialização dos conflitos trabalhistas, fato que tanto onera ao Banco e ao Estado.

Em audiência de mediação no Ministério do Trabalho e Emprego, em 10 de dezembro de 2012, órgão do poder executivo, que é o acionista majoritário do Banco do Brasil, foi sugerido ao banco que haja mesas entre as partes ainda com a possibilidade de alteração nas funções e no plano a ser implantado e não somente com caráter de apresentação final.

Certos de que é possível fortalecer as relações de trabalho entre Banco do Brasil e trabalhadores através de suas entidades sindicais, aguardamos o retorno.

Atenciosamente

Carlos Cordeiro
Presidente

William Mendes
Coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB

Fonte: Contraf-CUT

12.12.12

Contraf-CUT, em parceria com Dieese, conclui 7º curso de formação sindical



A Contraf-CUT, em parceria com o Dieese, finalizou na última sexta-feira (7) o terceiro e último módulo do curso de formação sindical, iniciado na segunda-feira (3), voltado para entidades sindicais filiadas à confederação e realizado no Hotel Atibainha, no interior de São Paulo. O primeiro módulo do curso aconteceu entre 22 e 26 de outubro; o segundo, entre 5 e 9 de novembro.

O curso é um Programa de Capacitação de Dirigentes e Assessores (PCDA), intitulado "Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro". Ele é dividido em três módulos de cinco dias cada. Esta foi a sétima turma do curso, que já percorreu todas as regiões do país e agora começou uma nova fase em São Paulo.

"Nosso objetivo é garantir que cada curso traga subsídios para dirigentes e assessores sindicais, de modo a enfrentar os desafios e qualificar a ação sindical", afirma William Mendes, secretário de Formação da Contraf-CUT.

Participaram dirigentes sindicais e assessores de Mato Grosso do Sul, Rondônia, Amapá, Pará, Alagoas, Brasília, Paraná, São Paulo, Belo Horizonte e Ceará. "Das sete turmas que tivemos esta foi a maior, o que nos colocou grandes desafios pedagógicos e também logísticos", afirma Regina Camargo, economista do Dieese da Subseção Contraf-CUT e uma das coordenadoras do curso.

"A composição desta turma foi bastante diversificada, tanto em relação à origem das pessoas quanto em relação ao tempo de atuação sindical dos participantes. Isso proporcionou uma troca de experiências e uma convivência muito rica, fatores que também são importantes no processo de formação sindical", ressalta Regina.

Palestra da Fenaban

Pela primeira vez compareceu a um curso de formação da Contraf-CUT o coordenador da mesa de negociação da Fenaban, Magnus Apostólico, que fez uma palestra sobre negociação coletiva no setor bancário. Os participantes tiveram a oportunidade de ver pontos de vista diferentes, como do diretor da Fenaban.

Também fizeram palestras o ex-assessor e economista Wilson Amorin, que por muitos anos assessorou a antiga CNB-CUT - que originou a Contraf-CUT - nos primeiros anos da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) dos bancários e o presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários, Carlos Cordeiro, mostrando a força da unidade e da mobilização da categoria.

Conteúdo

Na segunda-feira pela manhã houve a apresentação dos trabalhos elaborados pelos grupos no segundo módulo do curso. Pela tarde, houve debate sobre o emprego no setor bancário. Os resultados da 14ª Pesquisa de Emprego Bancário, feita com base nos dados do Caged e divulgada pela Contraf-CUT e Dieese, revelaram que a rotatividade continua rebaixando os salários nos bancos.

No primeiro semestre deste ano, os bancos contrataram 23.336 empregados e desligaram 20.986, gerando apenas 2.350 novos postos de trabalho, o que representa um recuo de 80,40% em comparação com o mesmo período do ano passado, quando foram criadas 11.978 vagas.

A remuneração média dos admitidos foi de R$ 2.708,70 e a dos desligados de R$ 4.193,22, o que significa uma diferença de 35,40%. Já na economia brasileira, como um todo, a diferença entre a média salarial dos contratados foi 7% inferior a dos demitidos.

Na terça-feira pela manhã houve discussão sobre remuneração e PLR. De acordo com dados do Dieese, a parte variável na remuneração total do bancário está tomando proporções cada vez maiores. Em 1995, quando os bancários conquistaram pela primeira vez a PLR, o percentual variável era de 5,4%. Em 2011, aumentou para 14,5%.

"O novo modelo de negócios dos bancos, resultado da reestruturação produtiva dos anos 1990, está focado na venda de produtos. Mudou a composição da remuneração dos bancários, com a ampliação da remuneração variável nos últimos 15 anos", ressalta William. "Esta é uma das grandes preocupações do movimento sindical, porque tem um impacto na carreira futura e particularmente na aposentadoria, onde apenas se calcula a parte fixa", afirma o dirigente da Contraf-CUT.

Sobre a PLR, os bancários têm melhorado significativamente tanto os valores como os modelos de distribuição. "É importante ressaltar que a PLR não está vinculada a metas, mas a mecanismos de distribuição de 5% a 15% do lucro líquido das instituições financeiras, sendo que muitos bancos possuem programas próprios de participação nos lucros", salienta William.

Na terça à tarde o debate foi sobre terceirização. Além de precarizar os direitos dos trabalhadores, a terceirização tem enorme impacto social, uma vez que reduz salários e o terceirizado é discriminado em todos os espaços da empresa e na sociedade. É um golpe contra o emprego decente, contra a CLT e contra a organização dos trabalhadores.

Na quarta-feira, os debates ficaram por conta da organização sindical de base dos bancários e dos coletivos temáticos de trabalho da Contraf-CUT. O secretário de formação da Contraf-CUT, William Mendes, apresentou a estrutura de negociação e contratação coletiva construída pelo chamado Novo Sindicalismo a partir da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e que é responsável pela CCT da categoria e pelas várias formas de negociação coletiva, tanto por temas, como por bancos, que geram aditivos à CCT.

Um painel contou com dirigentes da Contraf-CUT que fizeram depoimentos, apresentações e debates: Andrea Vasconcelos (Comissão de Gênero, Raça e Orientação Sexual - CGROS), Plínio Pavão (Coletivo Nacional Saúde do Trabalhador) e Ademir Wiederkehr (Coletivo Nacional de Segurança Bancária).

Na quinta-feira, aconteceram duas palestras sobre a negociação coletiva nos bancos, proferidas pelo negociador da Fenaban, Magnus Ribas Apostólico, e ex-técnico do Dieese na Subseção da antiga CNB-CUT, Wilson Amorim.

Na sexta-feira, o presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro, que é o coordenador do Comando Nacional dos Bancários, debateu com o grupo as perspectivas para a negociação dos bancários nos próximos anos.

NOVOS CURSOS DE FORMAÇÃO EM 2013

A Contraf-CUT fechou o ano de 2012 com dois cursos de formação PCDA e dois cursos de formação em saúde da trabalhadora e do trabalhador bancário. Cerca de uma centena de dirigentes e assessores construíram novos conhecimentos para organizar os trabalhadores do ramo financeiro.

O ano de 2013 contará com novas turmas tanto do curso básico PCDA como também de cursos de especializações em mais temas fundamentais da Contraf-CUT e entidades sindicais na luta contra os banqueiros e o sistema capitalista.

Fonte: Contraf-CUT

11.12.12

BB nega mediação no Ministério do Trabalho e mostra que é antissindical



A Contraf-CUT em conjunto com o Sindicato dos Bancários de Brasília, participou nesta segunda-feira (10), de audiência com o Banco do Brasil, no Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em Brasília, para tratar de ilegalidade na jornada de trabalho, passivo trabalhista e descomissionamentos por "ato de gestão", bem como sobre as práticas antissindicais que o banco vem tomando e as perseguições que funcionários vêm sofrendo.

A reunião aconteceu duas semanas após o Sindicato denunciar os abusos do BB e solicitar a atuação do ministro Brizola Neto. Os bancários também já procuraram a Secretaria-Geral da Presidência da República e o Ministério Público do Trabalho (MPT).

Uma das práticas questionadas pelo movimento sindical é o fato de o banco descomissionar o trabalhador após este garantir na Justiça o direito de receber a 7ª e 8ª hora como horas extras. "Logo após o trabalhador ganhar na Justiça, o banco desvirtua a ordem judicial descomissionando o bancário, fazendo com que ele perca o seu direito", explica Eduardo Araujo, diretor do Sindicato dos Bancários de Brasília, representante da entidade na audiência. "Mas, assim como já havia feito no MPT no último dia 3, o banco não se mostrou disposto à mediação", afirma o dirigente sindical.

Outro ponto que o banco insiste em não negociar é em relação às novas funções comissionadas de seis horas, que devem ser implantadas até 31 de janeiro de 2013. O BB anunciou ao secretário de Relações do Trabalho do MTE, Manoel Messias Nascimento Melo, que irá implantar as novas funções até janeiro de 2013, mas sem estabelecer nenhum diálogo e negociação com o movimento sindical.

"O que queremos é discutir como tal processo será feito. O próprio MTE sugeriu ao banco que seria interessante uma negociação com a representação sindical sobre as novas funções, como ocorreu em outras empresas públicas, mas o BB novamente desconsiderou a proposta e a mediação do Ministério do Trabalho também não avançou", afirma William Mendes, secretário de formação da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.

Ao que parece, a direção de gestão de pessoas do BB não tem a mínima vontade de negociar e só atua através de ação judicial e de pressão sindical. "A Contraf-CUT e as entidades sindicais continuam buscando espaços e locais que possam ajudar na intermediação com o BB, mas o banco tem mostrado uma postura antissindical e avessa a mediações de órgãos como o Ministério do Trabalho e o MPT", critica William.

Perseguições aos grevistas

Em relação às denúncias encaminhadas pelos representantes dos trabalhadores sobre a perseguição para a compensação das horas aos trabalhadores que exerceram neste ano o seu legítimo direito de greve, suspendendo férias, abonos e licenças, tanto o BB quanto o movimento sindical decidiram não tratar sobre esse tema no MTE, deixando essa discussão no âmbito do MPT, como já vem ocorrendo.

Em audiência realizada pelo MPT, na última segunda-feira (3), o banco se manteve intransigente e recusou a proposta da procuradora de voltar atrás na decisão de cancelar unilateralmente férias, abonos e licenças já programados dos trabalhadores que participaram da greve.

"O MPT havia sugerido ao BB que alterasse o item 4.5.4 da IN 361 que dá margem ao banco para prejudicar férias, licenças e abonos dos bancários grevistas. A ousadia do BB é tanta que, antes do prazo dado pelo MPT (10) para que o BB apresentasse uma solução, o banco, além de não atender à procuradora, soltou na sexta-feira (7) boletim insistindo e incentivando a prática de pressão e assédio, mostrando total desrespeito aos bancários, às entidades sindicais e aos órgãos públicos", aponta William.

Na última sexta-feira, a Contraf-CUT protocolou no MPT o boletim que o banco fez e pediu para que o órgão abra procedimento investigatório contra o BB em razão da prática de improbidade administrativa da "Direção Executiva" do banco que assinou esse material. Também instou o MPT que promova ação civil pública para a preservação dos direitos individuais e homogêneos e dos direitos coletivos dos funcionários.

Fonte: Contraf-CUT com Seeb Brasília

10.12.12

Ministério do Trabalho discute perseguições do BB nesta segunda



A Contraf-CUT participa nesta segunda-feira (10), em conjunto com o Sindicato dos Bancários de Brasília, de audiência com o Banco do Brasil no Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), na capital federal, para tratar das denúncias encaminhadas pelos representantes dos trabalhadores sobre os descomissionamentos arbitrários, as demissões e as perseguições aos grevistas praticados pelo BB.

A reunião, que está marcada para as 14h30, acontece cerca de duas semanas após o Sindicato denunciar os abusos do banco e solicitar a atuação do ministro Brizola Neto. Em ofício encaminhado às partes sobre a audiência, o Ministério pede que a instituição financeira envie "representantes com poderes de decisão".

Esta será mais uma tentativa junto aos órgãos competentes de fazer com que o BB reveja a decisão arbitrária de perseguir os funcionários que exerceram seus direitos.

Em audiência realizada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), na última segunda-feira (3), o banco se manteve intransigente e recusou a proposta da procuradora de voltar atrás na decisão de cancelar unilateralmente férias, abonos e licenças já programados dos trabalhadores que participaram da greve.

"O MPT havia sugerido ao BB que alterasse o item 4.5.4 da IN 361 que dá margem ao banco para prejudicar férias, licenças e abonos dos bancários grevistas. A ousadia do banco é tanta que, antes do prazo dado pelo MPT (10) para que o BB apresentasse uma solução, o banco, além de não atender à procuradora, soltou nesta sexta-feira (7) boletim insistindo e incentivando a prática de pressão e assédio, mostrando total desrespeito aos bancários, às entidades sindicais e aos órgãos públicos", afirma William Mendes, secretário de Formação da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.

Além da série de protestos nos locais de trabalho e de ações vitoriosas na Justiça, o movimento sindical também denunciou o BB à Secretaria-Geral da Presidência da República e à Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE).

Fonte: Contraf-CUT com Seeb Brasília

Agenda de luta de 10 a 14 de dezembro


Nesta segunda e terça estarei em Brasília para agendas sobre o Banco do Brasil.

Na quarta-feira, tenho agenda no Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região.

Na quinta tenho duas agendas coincidentes: Executiva da Contraf-CUT e uma agenda no Sindicato.

Na sexta estarei na Contraf-CUT.

8.12.12

Eduardo Araujo analisa descaminhos da gestão do bb



Carta aos colegas do Banco do Brasil

Colegas,

Gostaria, em primeiro lugar, de dizer a todos que os diretores do Banco do Brasil são ex-colegas, e não representam nenhum bancário e sim os acionistas do banco (governos e capitalistas privados), além, é claro, de seus interesses pessoais.

Em audiência de mediação no Ministério Público do Trabalho, na segunda-feira, dia 3 de dezembro, os representantes do BB utilizaram levianamente uma das minhas correspondências aos colegas para alegar que os sindicatos pregavam a não compensação de horas. A leitura correta do acordo não se resume ao escrito. Essa leitura deve contextualizar o que foi historicamente negociado de fato, sem considerar os valores individuais dos que assumiram a direção da empresa e/ou determinam os seus limites da negociação coletiva deste ano.

“Exigir o cumprimento integral da cláusula 56ª da CCT, que prevê a compensação dos dias de greve” é posição exclusiva da atual diretoria do banco, a mesma que autoimplantou um sistema de bonificação que estabelece uma gestão de processos e não de pessoas, que transfere para uma confraria de superintendentes o "poder supremo", que contrata um seguro pessoal para, na minha opinião, fazer qualquer “barbaridade” sem responder por seus atos “de gestão”. Atos estes que geram mais passivo trabalhista para o BB, além dos R$ 2,63 bilhões contabilizados no 3º trimestre de 2012. Enquanto os bancários produzem resultados, em muitos casos sacrificando sua saúde e família, esses diretores geram prejuízos de toda ordem, sem demonstrar a menor preocupação com o clima organizacional ou relacionamento interpessoal que restará após implantadas suas decisões em cada unidade.

A direção do BB ameaçou, por meio de Boletim de Pessoal assinado pelos diretores Carlos Netto e Carlos Neri, abrir processo disciplinar contra grevistas e não considera isso atitude antissindical. Considero que, pelo conteúdo reiteradamente veiculado no folhetim retromencionado, este deveria ter seu nome alterado para Boletim da Direção, pois nele não se veicula, por exemplo, abertura de processos seletivos para comissionamentos nem outros temas de interesse dos bancários. Ainda é preciso explicar para eles a diferença profunda que existe entre “poderão” e “deverão”.

Medir o nível de conscientização e profissionalismo do corpo funcional nessa situação é um absurdo gerencial. Antes de “cobrar respeito” ao acordado no ACT dos bancários, o banco deveria cumprir a sua parte, como, por exemplo, em relação ao ranqueamento de funcionários, ao compromisso do pagamento do BET dos pré-67 na Previ, à implantação (?) do plano odontológico após estourados todos os prazos e, especialmente, ao combate ao assédio moral com o funcionamento dos Comitês de Ética, entre outros.

Dizer que temos Vice-Presidência e Diretoria de Gestão de Pessoas também não parece razoável, uma vez que a Diretoria que determina o plano de comissões está vinculada ao Presidente, e o gerente que determina que 16 mil postos de trabalho serão extintos é o da unidade de Relações com Investidores do BB.

Para nós, bancários, antes de tudo, deve-se respeitar o ser humano! Encerro parafraseando a diretoria: “Respeitar o pactuado é fundamental para a manutenção do bom relacionamento entre as partes”. Mas, antes de tudo, em todo acordo não cabem interpretações unilaterais.

Eduardo Araujo de Souza
Presidente em exercício do Sindicato dos Bancários de Brasília

7.12.12

Agenda de luta... Formação sindical e luta contra assédio do bb


Concluímos a 7ª turma de formação Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro, curso organizado pela Contraf-CUT em parceria com o Dieese e as entidades sindicais.

Estamos chegando ao fim do ano e seguimos com uma agenda de luta sindical intensa contra os banqueiros.

Na próxima semana estarei em Brasília para audiência no MTE também sobre esse bb (com letra minúscula de pequeneza) na prática do assédio moral e por ser antissindical.

A luta segue.

SOMOS FORTES, SOMOS CUT!

5.12.12

Contraf-CUT realiza 2º módulo do curso de Saúde do Trabalhador



Objetivo é formar especialistas nos sindicatos para reforçar ações sindicais

A Contraf-CUT, em parceria com o Dieese, realizou entre os dias 26 e 30 de novembro o curso de formação "Saúde da Trabalhadora e do Trabalhador Bancário e Ação Sindical". Um dos objetivos foi contribuir para o entendimento da saúde do trabalhador, levando em consideração que o tema carrega em si as contradições engendradas na relação capital e trabalho. 

Este foi o segundo módulo de formação em saúde. O primeiro acontecera no semestre anterior. Participaram dirigentes e assessores de diversas entidades sindicais.

Também estão entre os objetivos do curso contribuir para a consolidação dos coletivos de saúde da trabalhadora e do trabalhador bancário, além de ajudar na discussão sobre a implementação da Política de Prevenção e Combate ao Assédio Moral da trabalhadora e do trabalhador bancário.

"Os trabalhadores do ramo financeiro definiram o ano de 2012 como o Ano da Saúde. Para fortalecer essa luta da classe trabalhadora, nada mais apropriado do que começar as especializações por esse tema. A Campanha Nacional dos Bancários 2012 também teve como um dos focos a melhoria nas condições de trabalho, no combate ao assédio moral e na conquista de novas cláusulas de proteção à saúde do trabalhador", afirma William Mendes, secretário de Formação da Contraf-CUT.

"Esperamos contribuir com este curso para fortalecer os coletivos de saúde e que os participantes operem o tema junto às suas entidades sindicais. Este foi o primeiro dos cursos de especialização que a Contraf-CUT realizou neste mandato. Pretendemos fazer vários cursos de formação para termos especialistas nos grandes temas que desafiam a organização dos trabalhadores do ramo financeiro. A formação é fundamental para termos dirigentes conscientes dos princípios que norteiam um representante da CUT e preparados nos temas da atualidade deste ramo", salienta William.

Para o secretário de Saúde do Trabalhador da Contraf-CUT, Walcir Previtale, "o curso foi um excelente momento de discussões e aprofundamento diante dos principais problemas que a categoria bancária enfrenta no seu dia a dia, como as práticas de assédio moral, a cobrança excessiva pelo atingimento de metas de produção, os problemas na prática da medicina do trabalho, as questões relacionadas à segurança bancária e à organização do trabalho".

Walcir aponta ainda que, durante o encontro, foram discutidas formas de enfrentamento e de organização sindical dos trabalhadores "no sentido de se estabelecer um ambiente de trabalho saudável, livre de acidentes e adoecimentos, que coloque a prevenção e a promoção da saúde em primeiro lugar".

"A grande síntese foi que a saúde dos trabalhadores é tão importante quanto a questão dos salários, ou seja, hoje os bancários e as bancárias querem trabalhar, receber um salário justo por isso, entretanto, preservando integralmente a sua saúde", avalia Walcir. 

Para o diretor da Contraf-CUT, Plínio Pavão, "o curso é uma oportunidade única em que podemos ao mesmo tempo transmitir conhecimento e entender melhor os problemas vividos pelos dirigentes sindicais em suas bases sobre as demandas relacionadas ao tema. Foram cinco dias de muito conteúdo, muito debate e integração entre os participantes. Os dirigentes retornam com melhores condições de organizar e conscientizar os trabalhadores".

Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro

Além das especializações, a Contraf-CUT mantém o seu curso básico de formação "Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro". A sétima turma está sendo realizada também ao longo deste semestre.

Fonte: Contraf-CUT