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18.8.25

Blog A Categoria Bancária - Retrospectiva 2011



RETROSPECTIVA 2011

O mês de janeiro teve movimentações importantes para os associados do Plano 1 da Previ: o acordo entre associados, Banco do Brasil e governo foi aprovado no restante das instâncias que faltavam apreciar as mudanças no Estatuto e a forma de uso do superávit do plano.

Postei no blog um excelente artigo do professor Marcos Bagno sobre a denominação “presidenta” que Dilma Rousseff - primeira mulher presidenta do Brasil - escolheu para nominar sua função pública e que a imprensa da casa-grande decidiu desrespeitar desde o primeiro dia do mandato presidencial.

Eu apontei em artigo o desrespeito da direção do BB ao abrir concurso público sem apontar o número de vagas, concurso com zero vagas, ou “quadro de reserva”. Isso é um desrespeito aos cidadãos que estudam para ingressar em empresas públicas. Fiz um artigo também para contestar Bresser-Pereira e a suposta mão de Deus no governo Lula.

As postagens que predominaram no mês de fevereiro versam principalmente sobre a questão da terceirização do trabalho bancário. Matérias sobre as movimentações entre a Febraban e os órgãos governamentais para regulamentar os correspondentes bancários demonstram a forma abusiva do processo que, no fundo, acaba por fazer uma espécie de reforma trabalhista no setor financeiro, pois elimina direitos sociais da categoria conquistados há décadas.

Nas questões relativas ao Banco do Brasil, os funcionários receberam a 2ª parcela da PLR, e o banco bateu recorde de lucro. Nas matérias sobre o lucro do BB, eu comentei a respeito do papel social do banco público, pois ele vinha exercendo sua função de forma idêntica ao setor banqueiro privado. Voltamos às mesas de negociação permanente com o BB no período. Fiz artigo sobre essa estratégia privada do BB.

Março foi um mês com postagens de diversos artigos feitos por mim, que era o secretário de formação da nossa confederação. Fiz um sobre democracia sindical relacionada à estrutura de negociação nacional da categoria bancária – “Democracia representativa não se confunde com ‘assembleísmo’”: no artigo, questiono a ideia do “assembleísmo” de certas correntes sindicais que não se conformam em perder suas proposições durante a construção da estratégia nacional dos bancários. Fiz outro artigo, em parceria com o companheiro Plínio Pavão – “OLT na categoria bancária – o papel do delegado sindical”, sobre o papel do representante sindical de base no BB e Caixa, os chamados delegados sindicais.

Ainda no mês de março, estive no Encontro Baiano de Formação da CUT (Ebafor) e participei das eleições dos bancários de Campo Grande (MS), e nós vencemos com a chapa cutista. A direção do BB apresentou as linhas gerais do novo Plano de Carreira e Remuneração (PCR), conquista da campanha 2010. Participei da gênese do modelo de nova tabela de antiguidade por funções exercidas.

Por fim, registrei no blog a primeira entrevista da presidenta Dilma Rousseff. Ela afirma que não vai descuidar da inflação, anuncia o Pronatec e diz que não vai permitir a retirada de direitos dos trabalhadores brasileiros.

Alguns destaques do mês de abril nas postagens: BB adquire o Eurobank nos Estados Unidos; nossa base sindical retoma as conciliações com o BB, as CCP no SEEB SP; tivemos mesas de negociação sobre o Plano 1 da Previ; várias postagens se referem à questão do correspondente bancário e a ameaça à categoria bancária. No Sindicato, tivemos a formação de nossa Chapa 1 cutista para as eleições.

Entre as questões sindicais a destacar no mês de maio, tivemos negociações com o BB sobre propostas de melhorias no regulamento do Plano 1 da Previ (a direção negou tudo). Realizamos curso de formação da Contraf-CUT e Dieese para os sindicatos da Fetec CUT Centro-Norte. Publiquei diversas matérias sobre a questão da ilegalidade e imoralidade das resoluções do Bacen sobre os correspondentes bancários - até nosso deputado federal Ricardo Berzoini (PT-SP) entrou na luta contra as arbitrariedades do Banco Central. E os bancários do Maranhão realizaram plebiscito de desfiliação da CUT, pois a direção de lá era da CSP-Conlutas.

Em junho, ocorreu a eleição do maior sindicato de bancários do país, o nosso. Concorreram duas chapas e a chapa cutista venceu com 83% dos votos válidos. A companheira Juvandia passou a ser a primeira presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região. Como membro da chapa, representaria os bancários paulistanos por mais três anos.

As postagens de junho também abordaram as questões de privatização dos aeroportos e a aprovação da terceirização total pelo Congresso; na minha agenda sindical, teve trabalho de base e viagem ao Ceará para o encontro da categoria. No blog, disponibilizei a tese da Articulação Sindical para o 22º Congresso Nacional dos Funcionários do BB (CNFBB).

Dos artigos que publiquei, destaco o artigo “Horas de greve em renovação de direitos coletivos – Anistia ou distribuição para todos”, que poderia ser avaliado por sindicatos, juristas do nosso campo e pela classe trabalhadora, pois é justo que aqueles que foram beneficiados pelas conquistas, mesmo furando greve, paguem pelas horas da luta coletiva.

Os destaques no mês de julho são os encontros deliberativos que compõem a estrutura nacional da categoria bancária. Após a realização dos encontros regionais e estaduais de debates e deliberações das reivindicações da categoria, ocorreram o 22º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (CNFBB) e a 13ª Conferência Nacional dos Bancários. Publiquei artigos sobre a Previ e sobre o debate das metas abusivas. Fiz também um artigo confessional, que aborda a militância política. Por fim, está publicada no blog a proposta do Plano de Carreira no BB, na qual tive participação central no ano anterior.

Agosto foi um mês de muito trabalho de base preparando os trabalhadores para as negociações com os banqueiros e provável greve na categoria. Estive no Congresso Nacional junto com outras lideranças para denunciar a interferência do Banco Central na estrutura social dos bancários, via resoluções de correspondentes bancários que terceirizam a categoria e desfazem direitos até da CLT. Fiz dois artigos explicando reivindicações específicas dos funcionários do BB.

O mês de setembro foi marcado pelo processo de negociações com os banqueiros e com o governo nas mesas específicas de Banco do Brasil e Caixa e demais bancos públicos. A intransigência do lado patronal foi abusiva e a categoria deflagrou greve nacional no final do mês.

Outubro foi um mês de demonstração de grande força da unidade dos bancários, que realizaram a maior greve da categoria em duas décadas e após 21 dias conquistaram aumento real pelo 8º ano seguido, pisos maiores nos salários e na PLR e cláusulas sociais, boas conquistas na Fenaban, no BB e Caixa Federal.

Após a greve de renovação da Convenção Coletiva, realizamos a 5ª etapa do curso de formação Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro, da Contraf-CUT e Dieese, para formação de dirigentes e assessores das entidades sindicais afiliadas. O curso ocorreu na Escola Sul da CUT em Florianópolis. Cumprimos o compromisso formativo estabelecido no Congresso da Contraf-CUT que me indicou como secretário da pasta.

O mês de novembro foi de muita luta, acreditem! O movimento sindical, em especial nós da categoria bancária, atuou fortemente na luta contra o projeto de terceirização total e o fim das categorias profissionais, dos sindicatos e dos direitos do trabalho. O Congresso Nacional tentou de todo jeito aprovar uma legislação que acabava até com os direitos básicos previstos na CLT.

Além dessa pauta de luta, realizamos o 2º módulo do curso de formação da Contraf-CUT e Dieese, a 5ª etapa foi realizada na Escola Sul, em Santa Catarina. Como dirigente, fiz 3 artigos no mês, dois sobre o Banco do Brasil e um de avaliação dos 5 cursos que fizemos em todas as regiões do país durante o mandato na secretaria de formação da confederação.

Em dezembro, finalizamos o curso de formação na região Sul do país e ainda fiz mais um artigo sobre as péssimas condições de trabalho no Banco do Brasil, que exigiu nos últimos dias do ano que os bancários fizessem o possível e o impossível para o BB chegar a 1 trilhão de ativos financeiros. Para isso, os gestores poderiam arrepiar pra cima dos trabalhadores, cancelando até férias programadas.

Terminei o ano na base social, conversando com os colegas do Banco do Brasil em reuniões nos locais de trabalho. Enquanto fui representante político da classe trabalhadora estive ao lado de meus pares, foi como aprendi a fazer a luta por melhores condições de vida e por um mundo melhor.

O caderno impresso ficou com 500 páginas, foram 280 textos no ano de 2011. São registros de nossa história de lutas. Os links dos artigos desse período podem ser acessados aqui, página de artigos do autor do blog.

William Mendes


18.3.24

História dos bancários: um olhar (XV)



O conteúdo dos cursos de formação que fizemos para dirigentes e assessores sindicais ainda hoje seriam de muita valia para a categoria bancária


MEMÓRIAS SINDICAIS

Estava revendo hoje a programação de um dos módulos do curso que fizemos durante o período no qual fui secretário de formação da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro, a Contraf-CUT. Avalio que até hoje o conteúdo tem sua importância para alguém que lida com o Sistema Financeiro Nacional e as complexidades em trabalhar neste setor da economia.

O conteúdo do Módulo II do curso Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro que organizamos para as entidades sindicais da Fetec Centro-Norte em 2011 pode ser lido aqui. O curso foi feito em parceria com o Dieese e foi financiado pelas próprias entidades sindicais filiadas à confederação.

Alguns textos que utilizamos e que eram lidos em voz alta por todos os participantes passaram a compor um repertório de textos que gosto muito porque nos colocam a pensar o mundo e a vida.

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CRÔNICA DE RUBEM ALVES

O texto de Rubem Alves, "O Nome" é um deles, que texto maravilhoso! As leitoras e leitores interessados podem ler o texto clicando aqui.

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EFEITO MULTIPLICADOR DA MOEDA 

Outro texto técnico e sobre economia que gosto bastante é sobre o multiplicador bancário. Aprendi sobre isso ainda quando fiz graduação em Ciências Contábeis e depois vi como os antigos sistemas financeiros podiam atuar na economia de um país com o efeito de reter ou liberar mais recursos para circular na economia. 

Tenho uma postagem com um exemplo de efeito multiplicador da moeda, caso haja interesse em ver como se dá o fenômeno econômico é só clicar aqui.

Imagino que os Estados nacionais e os bancos centrais e governos vêm perdendo a capacidade de controle sobre suas economias com a quantidade de novas formas de circulação de recursos sem controle do governo e do sistema bancário tradicional. Isso é péssimo para a soberania e para a economia dos países.

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IMPORTÂNCIA DE BANCOS E COOPERATIVAS REGIONAIS E LOCAIS

No módulo II do curso, todo ele voltado para o setor financeiro, usávamos o exemplo do Banco Palmas para explicar como é importante para uma comunidade qualquer reter seus recursos na própria economia local gerando renda e crescimento para a própria comunidade.

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CONSENSO DE WASHINGTON

Hoje, eu resumiria as regras econômicas e fiscais inventadas por imperialistas como as regras para ferrar e destruir os países dos outros.

Eis as dez regras básicas (para destruir um país e seu povo, na minha opinião)

- Disciplina fiscal

- Redução dos gastos públicos

- Reforma tributária (redução de impostos)

- Juros de mercado

- Câmbio de mercado

- Abertura comercial

- Investimento estrangeiro direto, com eliminação de restrições

- Privatização das estatais

- Desregulamentação (afrouxamento das leis econômicas e trabalhistas e dos fluxos de capitais)

- Reconhecimento do direito à propriedade intelectual

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FILMES SUGERIDOS E VISTOS NO CURSO

Em todos os cursos nós utilizávamos alguns filmes para variar as mídias utilizadas para abrir discussões e reflexões.

Neste módulo em questão nós disponibilizamos os filmes Norma Rae (1979), dirigido por Martin Ritt, com Sally Field; o filme Inside Job - Trabalho Interno (2010), documentário dirigido por Charles H. Fergunson e Audrey Marrs e o filme Capitalismo, uma história de amor (2009), de Michael Moore.

O curso foi ministrado num período posterior à crise do subprime nos Estados Unidos e essa temática era a discussão do momento.

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FREI BETTO: A MÃO INVISÍVEL DO MERCADO

Terminamos o módulo com um texto bem reflexivo sobre a chamada mão invisível do mercado, que só mete a mão no bolso dos pobres para transferir os recursos públicos e privados para os ricos.

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Aprendemos muito durante esses cursos de formação que fizemos entre 2009 e 2015 na direção da nossa confederação da categoria bancária. Foram mais de 400 participantes em diversos cursos ao longo dos dois mandatos na secretaria de formação.

William Mendes


15.12.11

3º Módulo do Curso Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro (III)


Nesta quarta e quinta-feira, tivemos muitos temas estudados em nosso curso.

Na quarta-feira, trabalhamos com o tema remuneração dos bancários, que apresentou as formas de remuneração da categoria. Também foi discutido sobre o emprego na categoria bancária ao longo da história e na atualidade.

Miguel Pereira fala sobre terceirização.
Nesta quinta-feira, os participantes fizeram estudos sobre a PLR dos bancários. O grupo aprendeu a calcular a Participação nos Lucros e Resultados do modelo padrão da Fenaban para os bancos privados, bem como foi exercitado também os cálculos da PLR da Caixa Federal e do bb.

Na segunda parte do curso desta quinta, discutiu-se sobre um dos temas mais graves da atualidade - a Terceirização. O tema foi apresentado por Miguel Pereira - secretário de organização da Contraf-CUT.

Na sexta-feira, será feito um debate sobre os desafios a serem enfrentados pelos trabalhadores e seus sindicatos no próximo período e será feito o encerramento deste módulo e desta etapa do curso na Região Sul.

CONTRAF-CUT CONCLUI MISSÃO FORMATIVA

O presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro, participará do encerramento do curso Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro, curso realizado neste mandato em parceria com o Dieese e que percorreu todas as regiões do País, realizando 15 módulos em 5 cursos e formando quase uma centena de dirigentes que já estão contribuindo muito para a organização da categoria em suas bases.


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Post Scriptum (09/06/18):

O curso contribuiu para a formação de diversas lideranças sindicais brasileiras. Na foto abaixo, o companheiro Cleiton, de Rondônia, recebe o certificado do curso. Estamos com ele, eu, Carlão e Carlindo.

Eu, Carlão, Carlindo e Cleiton. Rondônia presente
nas formações da CUT. Foto: de Cleiton.

13.12.11

3º Módulo do Curso Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro (II)


Neste segundo dia, o grupo trabalhou com dois temas muito contemporâneos aos problemas dos trabalhadores do ramo financeiro e da classe trabalhadora em geral.

IGUALDADE DE OPORTUNIDADES

Deise Recoaro aborda questões de Igualdade.
Pela manhã, tivemos a participação da secretária de políticas sociais da Contraf-CUT - Deise Recoaro - abordando os temas relativos à Igualdade de Oportunidades no sistema financeiro. A questão de gênero e de raça permeou o debate como eixos estruturantes dos padrões de desigualdades no Brasil e dos problemas relativos ao não respeito das diversidades.


Também abordamos a questão da identidade de gênero, das pessoas com deficiência e demais temas que pertencem à CGROS - Comissão de Gênero, Raça, Orientação Sexual e Pessoas com Deficiência.

Evento da manhã termina com abraço solidário.

O não respeito às diferenças gera o preconceito e a discriminação e isto leva às desigualdades econômicas e sociais.

TEMPO DE TRABALHO

Na parte da tarde, tivemos outro grande tema com Ana Cláudia do Dieese.

O grupo discutiu bastante a respeito da jornada de trabalho e os problemas inerentes a ela. O tempo de trabalho foi visto sob os eixos Duração do trabalho, Distribuição do trabalho e Intensidade do Trabalho.

Ana Cláudia fala sobre Tempo de Trabalho.
Na questão do aumento da intensidade do trabalho, o aumento do esforço tem se dado de forma física, psíquica e emocional. A causa desse aumento está relacionada às novas formas de organização do trabalho (ou desorganização como têm dito vários teóricos).

Os trabalhadores têm sofrido com as novas tarefas multifuncionais, as metas e a redução da porosidade, ou tempo morto, que havia antes e a cada dia o capital se apropria mais de cada segundo da jornada dos trabalhadores.

Os dois temas foram bem discutidos com a turma.

Após discussão sobre Tempo de Trabalho, participantes 
simularam uma negociação sobre horas extras, 
banco de horas e metas abusivas.

É isso! Mais um dia de muita produção de conhecimento dos trabalhadores.


William Mendes

12.12.11

3º Módulo do Curso Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro


Iniciamos hoje na Escola Sul da CUT o 3º e último módulo do 5º curso de formação da Contraf-CUT, em parceria com o Dieese, Etapa Sul.

Começamos bem em relação a cumprir os objetivos, pois 100% dos participantes inscritos terminarão o curso. Também tivemos participações de dirigentes que haviam perdido algum módulo e que completaram seus cursos nesta Etapa Sul.

Neste primeiro dia, os participantes discutiram o trabalho intermódulos de avaliar as mudanças do perfil da categoria bancária na última década em relação aos bancos dos participantes do curso.


Plínio Pavão discute saúde do trabalhador.
Contamos também com a participação do especialista em saúde do trabalhador, Plínio Pavão, secretário da Contraf-CUT.

Plínio abordou temas muito importantes para os trabalhadores do ramo financeiro na atualidade - saúde, condições de trabalho, assédio moral e metas abusivas.

O grupo discutiu a questão da dicotomia entre Saúde do Trabalhador x Saúde Ocupacional/Medicina do Trabalho.

Para nós, o importante é o foco na saúde do trabalhador.

"Esse conceito situa-se no quadro geral do estudo das relações entre saúde e trabalho e apresenta-se como um modelo teórico de orientação às ações na área da atenção à saúde dos trabalhadores, no seu sentido mais amplo, desde a promoção, prevenção, cura e reabilitação, incluídas, aí, as ações de vigilância sanitária e epidemiológica. Esse modelo vai orientar a aplicação do conhecimento técnico oriundo das disciplinas que se atêm a este campo e que foram exemplificadas anteriormente. Estudo dos modos de desgaste e reprodução da força de trabalho apresenta uma influência fundamental do materialismo histórico. A metodologia que orienta esse estudo estabelece a análise dos impactos dos ambientes e das formas de organização e gestão do trabalho na vida dos trabalhadores a partir da determinação histórica e social dos processos de saúde e doença. (Laurell e Noriega, 1989)" in: Verbete: Saúde do Trabalhador - Henrique Caetano Nardi.


Ainda no dia de hoje, o grupo começou a discutir e preencher os desafios da ação sindical do ramo financeiro. Até sexta-feira, cada tema discutido no módulo será incluído nos desafios e serão pensadas ações para o próximo período do movimento sindical bancário.

Gustavo, William, Alex, Vivian e mestre Carlindo.

Ao final do dia, como ocorre sempre, a coordenação avalia o dia de trabalho e busca acertos para o dia seguinte.

Vamos seguindo e construindo juntos o conhecimento dos trabalhadores.

William Mendes

11.12.11

Por onde ando... Curso de Formação Sindicato, Sociedade e Sist. Fin. em Florianópolis


Foto do companheiro Cleiton, da turma de formação
da Contraf-CUT, em SC.

Pois é, chegamos neste domingo na Escola Sul da Central Única dos Trabalhadores. Um belo centro de formação e também hotel situado em Florianópolis, Santa Catarina.

Estamos aqui para completar o 5º curso de formação da Contraf-CUT em parceria com o Dieese nesta gestão 2009/12, gestão capitaneada pelo companheiro Carlos Cordeiro, aliás o idealizador do resgate e atualização do curso de formação de dirigentes bancários, que teve um importante papel na formação na época de nossa CNB-CUT.

Foram 15 módulos de formação em 5 cursos que percorreram todas as regiões do País. A emoção de ter vencido cada etapa e cada dificuldade comum para se instalar e fazer acontecer a formação sindical VALEU A PENA.

Cada um de nós envolvidos em todas essas etapas sabe o que tivemos que superar e do que abrimos mão para estarmos envolvidos na realização do projeto.

Mas a Contraf-CUT e o Dieese têm um sentimento de que contribuíram de alguma forma para melhorar a atuação dos trabalhadores na luta contra o capital e os donos do sistema financeiro, patrões exploradores da sociedade em todos os sentidos.

A formação de dirigentes e da militância vale a pena.

Somos fortes, somos CUT!

William Mendes

2.12.11

Contraf e Dieese concluem 2º módulo do curso de formação sindical no Sul


Essa é a bela turma do curso em Floripa.

A Contraf-CUT, em parceria com o Dieese, finalizou na sexta-feira (25) o segundo módulo do curso de formação sindical, iniciado na segunda (21), voltado preferencialmente para diretores e diretoras de sindicatos de bancários dos estados da região Sul. O curso "Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro", dividido em três módulos, está sendo realizado na Escola Sul da CUT, em Florianópolis e conta também com participantes de Rondônia, Mato Grosso do Sul e São Paulo.

"O segundo módulo foi focado em questões relativas ao setor financeiro, como moeda, bancos, sistema financeiro internacional, acordos de Basileia, Bretton Woods, Consenso de Washington. Além disso, os participantes estudaram também os planos econômicos no Brasil, Plano Real, Proer e Proes", afirma William Mendes de Oliveira, secretário de Formação da Contraf-CUT.

Miguel Pereira fala sobre SFN e 
a proposta da Contraf-CUT.
Miguel Pereira, secretário de Organização do Ramo Financeiro da Contraf-CUT, abordou o Sistema Financeiro Nacional. Ele apresentou a proposta dos bancários para a regulamentação do artigo 192 da Constituição Federal.

Já o primeiro módulo, lembra o dirigente sindical, focou a história do movimento sindical mundial, brasileiro e contemporâneo, passando principalmente pelo sindicalismo da CUT e dos bancários.

"Temos a agradecer as entidades que enviaram participantes, pois estão contribuindo para a formação de excelentes dirigentes sindicais, que possuem o desafio de ajudar a intensificar a luta dos trabalhadores do ramo financeiro", avalia William.

Segurança bancária

Ademir Wiederkehr fala 
sobre segurança bancária.
O dirigente sindical lembra que ocorreu uma inovação neste módulo em relação aos cursos realizados em outras regiões do país. "Houve a inserção na grade do curso, por sugestão do próprio grupo, do tema segurança bancária", afirma William.

Para falar sobre o assunto, a turma contou com a participação de Ademir Wiederkehr, secretário de imprensa da Contraf-CUT e coordenador da Coletivo Nacional de Segurança Bancária.


Balanço

Nos últimos três anos, a Contraf-CUT, em parceria com o Dieese e com o apoio das entidades sindicais, percorreu todas as regiões do país oferecendo o curso de formação aos dirigentes de sindicatos e federações de bancários. A região Sul está sendo a última desta gestão.

Participantes.
"Com todas as dificuldades de se montar um curso desse porte, com três módulos de cinco dias, conseguimos oferecer o curso para dirigentes de todas as regiões do país, como havíamos nos comprometido", ressalta William.

O dirigente sindical destaca a participação e o interesse dos bancários na formação política. "Ao longo desse tempo, tivemos um aproveitamento excelente. De quase uma centena de participantes, somente três fizeram um módulo e não prosseguiram", salienta William.

Participantes.
"A relação de carinho e irmandade que foi ficando em cada grupo, a cada módulo formativo, nos dá a certeza de que o papel da formação em qualquer movimento social é a chave de tudo. Dificilmente alguém adere a uma ideia, uma utopia, se não houver uma compreensão do mundo, do seu mundo e do papel que cada um tem a desempenhar na luta pela mudança na sociedade em busca de um mundo melhor, mais justo, igualitário e solidário", avalia o dirigente sindical.

Calendário

Participantes.
O terceiro e último módulo do curso na região Sul acontece ainda neste ano, entre os dias 12 e 16 de dezembro. O primeiro módulo aconteceu entre os dias 24 e 28 de outubro.

"Sabemos, pelo contato constante e solidário que o movimento sindical nos permite, que o nosso curso ajudou muitos dirigentes e militantes a despertarem novos interesses na luta sindical e outros a renovarem a energia para mais um período de doação pessoal à luta dos trabalhadores", finaliza o secretário de formação da Contraf-CUT.

Participantes.


Fonte: Contraf-CUT

26.11.11

Artigo: Curso de formação Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro - Contraf-CUT e Dieese

Aqui estou com o mestre Carlindo do Dieese, esse grande homem marcou nossas vidas com sua simplicidade e sabedoria formativa. Já na adolescência, lá estava ele nos anos 80 na Conclat na Praia Grande, que decidiria pela criação de nossa CUT. VIDA LONGA, MESTRE CARLINDO!

REFLEXÃO

Ontem à noite, quando voltava do aeroporto conversando com um taxista conhecido, vindo de Florianópolis (SC), estava refletindo a respeito do feito que foi conseguir realizar ao longo de nosso mandato na Contraf-CUT os cinco cursos de formação pelo País afora. Um curso de parceria entre a Contraf-CUT e o Dieese, apoiado pelas nossas entidades bancárias CUTistas.

Daqui a duas semanas estaremos realizando o 15º e último módulo dessa saga formativa dos dirigentes bancários CUTistas.

Não posso negar e não consigo esconder a emoção da sensação de missão cumprida. A tarefa não era de fácil realização. Qualquer pessoa ou entidade que trabalhe com formação sabe do que estou falando, em relação às dificuldades financeiras, políticas e ideológicas, e sobretudo dificuldades em estabelecer nosso curso como prioridade na agenda sindical. Foi preciso muita amarração política para o sucesso do projeto.

Ao longo desses três anos, quase não perdemos ninguém pelo caminho. De quase uma centena de participantes, somente três fizeram um módulo e não prosseguiram.

Sabemos, pelo contato constante e solidário que o movimento sindical nos permite, que o nosso curso mudou e ajudou muita/os dirigentes militantes que despertaram novos interesses na luta sindical e outra/os renovaram a energia para mais um período de doação pessoal à luta dos trabalhadores.

A relação de carinho e irmandade que foi ficando a cada grupo, a cada módulo formativo ao longo desses quase três anos nos dá uma certeza que o papel da formação em qualquer movimento social é a chave de tudo. Dificilmente alguém compra uma ideia, uma utopia, se não houver uma compreensão do mundo, do seu mundo e do papel que cada um tem a desempenhar na luta pela mudança na sociedade em busca de um mundo melhor, mais justo, igualitário e solidário.

Conhecemos tantas pessoas, pessoas maravilhosas, heróis e heroínas, não porque têm um super-poder e tudo podem como nos desenhos e estórias, heróis e heroínas porque fizeram a escolha pela luta ao lado dos trabalhadores e oprimidos, escolheram o lado mais difícil, mais duro e, no entanto, o único que vale a pena e que engrandece a dimensão humana em cada um de nós - mamíferos e feras tidos como os racionais na fauna do mundo.

Posso dizer que valeu a pena todo o sacrifício que foi para instalar cada um desses quinze módulos ao longo desses três anos.

Todos nós que estivemos envolvidos de alguma forma no processo mudamos e crescemos: os participantes, a coordenação, os palestrantes, os funcionários e entidades às quais pertencemos.

Enfim, crescemos juntos enquanto categoria, enquanto classe, e posso afirmar com tranquilidade que

SOMOS FORTES, SOMOS CUT!

William Mendes, sec. formação da Contraf-CUT

24.11.11

Curso Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro (5ª turma, 2º módulo)


Participantes do curso de formação da Contraf-CUT, 5ª etapa.
Na foto acima estamos com a camiseta do ENAFOR da CUT.
Foto: William Mendes

O curso de formação seguiu nesta quinta-feira com dois temas muito importantes para a categoria bancária.

Pela manhã, o grupo teve a presença de Ademir Wiederkehr, secretário de imprensa da Contraf-CUT e coordenador da CCASP e da mesa temática de segurança bancária com a Fenaban.

Esse tema foi uma inovação na grade do curso e foi uma sugestão feita pelo próprio grupo no início do curso. A apresentação foi muito boa e parte do tema foi novidade para a maioria dos participantes.

Na parte da tarde, o grupo contou com outra apresentação de peso: Miguel Pereira trouxe o tema da regulamentação do artigo 192 da CF e a proposta dos bancários discutida através da Contraf-CUT.

Foi um dia de trabalho muito intenso, pois os dois temas são bastante complexos e mesmo assim o grupo participou de forma exemplar.

Aprendemos muito hoje e construímos mais conhecimento coletivo para a categoria bancária e para a classe trabalhadora. E aqui o grupo tem uma forte visão CUTista de formação e de movimento sindical classista e voltado para as bases dos trabalhadores.

23.11.11

Curso Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro (5ª turma, 2º módulo)


5ª turma do curso da Contraf-CUT/Dieese
Foto: William Mendes

Hoje foi o terceiro dia do segundo módulo do curso SINDICATO, SOCIEDADE E SISTEMA FINANCEIRO, organizado pela Contraf-CUT e Dieese. 

Esta é a quinta etapa do curso que já percorreu todas as regiões do País. Agora estamos na Escola Sul da CUT em Florianópolis.

No primeiro módulo do curso, realizado em outubro, os participantes oriundos de seis bases sindicais - PR, MS, RS, RO, SC e SP -, produziram muito conhecimento acerca da história do movimento sindical mundial, brasileiro e da contemporaneidade, passando principalmente pelo sindicalismo da CUT e dos BANCÁRIOS.

Este segundo módulo é bastante focado em questões relativas ao setor financeiro em si: moeda, bancos, sistema financeiro internacional, acordos de Basileia, Bretton Woods, Consenso de Washington. Além disso, os participantes estudam também os planos econômicos no Brasil, Plano Real, Proer e Proes, a proposta dos bancários para a regulamentação do artigo 192 da CF, segurança bancária, etc.

Eu não pude acompanhar a turma nos primeiros dois dias, pois estava em um evento nacional na Contraf-CUT em SP. Chegando hoje pela manhã, o que pudemos perceber foi a participação incansável e engajada da turma do curso. 

Os sindicatos que enviaram os participantes estão de parabéns, pois já têm e terão excelentes dirigentes para ajudar na luta dos trabalhadores do ramo financeiro a combater as mazelas dos donos do Capital, os banqueiros-quebra-mundo.

William Mendes, sec. formação da Contraf-CUT

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Post Scriptum: ao mesmo tempo em que os bancários estão em formação na belíssima Escola Sul da CUT, está ocorrendo no mesmo local o ENAFOR, onde a nossa central está organizando as estratégias e a rede de formação CUTista à disposição da classe trabalhadora para o próximo período formativo e de luta.

21.11.11

Por onde ando... agenda de 21 a 25 de novembro



SEGUNDA-FEIRA

SP: Encontro Nacional da Articulação Bancária/CUT

TERÇA-FEIRA

SP: Encontro Nacional da Articulação Bancária/CUT

QUARTA, QUINTA E SEXTA

SC: 2º módulo do curso de formação SINDICATO, SOCIEDADE E SISTEMA FINANCEIRO na Escola Sul da CUT em Floripa.

16.11.11

Por onde ando... agenda sindical


SEGUNDA-FEIRA

Trabalhei em casa. Tratei das questões relativas ao segundo módulo do curso de formação Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro, que acontecerá na próxima semana na Escola Sul da CUT, lá em Floripa.

TERÇA-FEIRA

Feriado Nacional.

QUARTA-FEIRA

Dia de trabalho na Contraf-CUT em SP.

QUINTA-FEIRA

Dia de trabalho na Contraf-CUT em DF. Reunião da COE do bb.

SEXTA-FEIRA

Reunião de diretoria no Sindicato desde as 9h até final da tarde.

SÁBADO

Atividade sindical em SP.

31.10.11

Contraf e Dieese finalizam 1º módulo do curso de formação sindical no Sul


Curso está sendo realizado na Escola Sul da CUT, em Florianópolis

A Contraf-CUT, em parceria com o Dieese, finalizou na tarde desta sexta-feira (28) o primeiro módulo do curso de formação sindical, iniciado na segunda (24), voltado para diretores e diretoras de sindicatos de bancários dos estados da região Sul, além de São Paulo, Mato Grosso do Sul e Rondônia.

O curso teve como foco os fundamentos políticos da sociedade atual e do sistema financeiro e o papel do movimento sindical frente a essa realidade. O módulo foi realizado na Escola Sul da CUT, em Florianópolis.

"Foi uma semana de intensa produção e troca de conhecimento sobre a sociedade brasileira, sobre movimento sindical, além de questões mundiais. Com isso buscamos auxiliar dirigentes sindicais a se prepararem para os próximos desafios nas funções de liderança do movimento", avalia William Mendes, secretário de Formação da Contraf-CUT.

"Apesar do intenso processo de greve, os dirigentes aceitaram o desafio de participar de um curso de uma semana fora de suas bases. A turma veio com muito fôlego e entusiasmo. Temos a agradecer as entidades que enviaram seus representantes", ressalta William.

Trabalhos

No primeiro dia de curso houve uma discussão sobre a sociedade contemporânea e seus atores e o papel dos movimentos populares. "Fizemos uma análise sobre questões como individualismo, consumismo, o poder da mídia e do capital. Também refletimos sobre o movimento social e popular, nele incluído o movimento sindical", relata William. Além disso, houve a exibição dos filmes "Ilha das Flores" e "De onde vêm as coisas".

No segundo dia, além de atividades que envolveram música, crônicas e debates sobre temas que remetem ao mundo do trabalho, houve discussão sobre o conceito de mais valia, em Marx, e a teoria dos rendimentos marginais decrescentes da Escola Econômica Neoclássica. "Vimos ainda questões da condição do trabalho nas sociedades antigas, na idade média e na modernidade. A questão do escravo, do servo e do assalariado", conta William. Houve ainda exibição do filme "Eles não usam black tie".

No terceiro dia de formação houve debate sobre estrutura sindical brasileira. "Falamos sobre concepção e prática dos sindicatos. Abordamos temas como correntes políticas, imposto sindical e justiça do trabalho", ressalta William. Houve exibição do filme "Nossos Bravos", sobre a greve de 1917 e os movimentos grevistas do início do século XX.

"Tivemos ainda debate com a participação de Roberto Von der Osten, o Betão, militante histórico da região Sul do País e que fez um depoimento de como foram as lutas dos bancários nos anos de ditadura militar e de como se deu a construção da organização nacional da categoria na Central Única dos Trabalhadores", relata.

No quarto dia, os participantes estudaram as origens do sindicalismo no Brasil, as leis trabalhistas e os sindicatos na Era Vargas (1930-45), o sindicalismo no intervalo democrático de 1945 a 1964, depois o duro período do movimento sindical durante a Ditadura civil-militar no Brasil entre 1964-1985.

"Vimos ainda algumas greves históricas, a manipulação dos índices inflacionários pelo governo militar e o papel do Dieese em desmascarar os militares e empresários, ouvimos músicas sobre o período da ditadura e analisamos as conquistas da sociedade civil na nova constituição de 1988", relata o dirigente sindical.

No quinto e último dia, os dirigentes estudaram a história do sindicalismo e dos movimentos sociais no período que vai dos 1980 até a atualidade. Analisaram os planos econômicos que foram implementados dos anos 1980-90, passando pelos planos Verão, Bresser, Collor e Real. "Fizemos uma linha do tempo com eventos mundiais e nacionais dos anos noventa até hoje e que repercutiram no mundo sindical e dos trabalhadores", afirma William.

Calendário

O curso é formado por mais dois módulos. Confira as datas:

- Segundo módulo: 21 a 25 de novembro

- Terceiro módulo: 12 a 16 de novembro

A Contraf-CUT percorreu todas as regiões do país aplicando este curso de formação aos dirigentes bancários dos sindicatos. "Com todas as dificuldades de se montar um curso desse porte, com três módulos de cinco dias, conseguimos oferecer o curso para dirigentes de todas as regiões do país, como havíamos nos comprometido", ressalta William.

Fonte: Contraf-CUT

28.10.11

Curso Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro (V)


Participantes do curso Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro

Vencemos o primeiro módulo de nosso curso de formação para dirigentes bancários da região sul do País, que acabou contando com a participação de mais entidades e tivemos seis estados incluídos no curso.

Nesta sexta-feira, vimos a história do sindicalismo e dos movimentos sociais no período que vai dos anos oitenta até a atualidade. Passamos pela luta social contra a ditadura e pela volta da democracia no Brasil.

Estudamos os vários planos econômicos que foram implementados dos anos oitenta aos noventa, passando pelos planos Verão, Bresser, Collor e Real.

Fizemos uma linha do tempo com eventos mundiais e nacionais dos anos noventa até hoje e que repercutiram no mundo sindical e dos trabalhadores.

O grupo fez uma avaliação final do primeiro módulo e todo/as retornam agora às suas bases.

MINHA AVALIAÇÃO

O grupo deste curso é encantador, comprometido e muito participativo. 

Apesar do cansaço do pós-greve nacional de 21 dias, o/as dirigentes aceiraram o desafio de participar de um curso de uma semana fora de suas bases e distantes da família, e por incrível que pareça, não houve atrasos e o cansaço foi superado com muito ânimo para pensarmos os desafios da categoria bancária para o próximo período.

Valeu e desde já agradecemos muito a todo/as que se envolveram para a realização deste primeiro módulo - entidades sindicais, funcionário/as, Dieese e os próprios participantes.

Próximo módulo será entre os dias 21 a 25 de novembro.

William Mendes

27.10.11

Curso Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro (IV)


Vencemos o quarto dia de nosso curso de formação.

Nesta quinta estudamos as ORIGENS DO SINDICALISMO NO BRASIL, seguindo a programação de ontem.

Vimos as leis trabalhistas e os sindicatos na Era Vargas (1930-45), o sindicalismo no intervalo democrático de 1945 a 1964, depois o duro período do movimento sindical durante a Ditadura civil-militar no Brasil entre 1964-1985).

No final do dia começamos o período de 1985 a 1990 no Brasil.

Mestre Carlindo nos mostra história do salário mínimo

Durante os trabalhos, os participantes viram discurso de Getúlio Vargas para discutir um pouco do chamado Trabalhismo. Também usamos jornais do movimento sindical da época, tanto dos pelegos quanto dos progressistas.


Quarta à noite: depois de tanto estudo,
o pessoal jantou junto


Quarta à noite: produzindo conhecimento coletivo... e amizades 

Na quarta: O "história viva"
Betão é cortejado por todo mundo
Vimos algumas greves históricas, a manipulação dos índices inflacionários pelo governo militar e o papel do Dieese em desmascarar os milicos e empresários, ouvimos música sobre o período da ditadura e analisamos as conquistas da sociedade civil na nova constituição de 1988.

Foi um excelente dia de trabalho coletivo.

William Mendes

Curso Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro (III)


O terceiro dia de formação teve um debate durante a parte da manhã sobre a estrutura sindical brasileira com perguntas que refletiram o porquê de haver 7 centrais sindicais mesmo com uma legislação que define nosso modelo formal com unicidade.

Betão fala sobre história dos bancários
Falamos sobre concepção e prática dos sindicatos. Abordamos temas como correntes políticas e imposto sindical e justiça do trabalho.

Vimos um filme do Dieese dos anos 80 chamado "Nossos Bravos" sobre a greve de 1917 e os movimentos grevistas do início do século XX.

Na parte da tarde tivemos um ótimo momento de debate com a participação de Roberto Von Der Hosten - o Betão -, militante histórico da região Sul do País e que fez um depoimento de como foram as lutas dos bancários nos anos de ditadura militar e de como se deu a construção da organização nacional dos bancários na Central Única dos Trabalhadores. Falou da construção dos sindicatos CUTistas no Paraná e da militância partidária desde a construção do Partido dos Trabalhadores.

A cada módulo do curso, mais aprendemos
com nossas referências históricas

Dia muito bom em termos de compartilhamento de conhecimento coletivo. Nesta quinta tem mais!

25.10.11

Curso Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro (II)

Dirigentes de seis Estados participam
do curso de Formação.
O segundo dia do curso foi muito bom. A turma está com uma participação muito boa.

Além de atividades que envolveram música, crônicas e debates sobre vários temas que remetem ao mundo do trabalho, estudamos temas um pouco mais técnicos como MAIS VALIA em Marx e teoria dos rendimentos marginais decrescentes da Escola Econômica Neoclássica.

Na passagem do Feudalismo para o
Capitalismo, onde mesmo ficavam
os valores iluministas?

Mestre Carlindo fala da teoria dos rendimentos
decrescentes dos neoclássicos

Vimos um pouco da questão da condição do trabalho nas sociedades antigas, na idade média e na modernidade. A questão do escravo, do servo e do assalariado.

Lemos um texto de Leo Huberman ao final do dia e começamos a discutir um pouco dos sindicatos para amanhã começarmos a estudar o movimento sindical e a luta dos trabalhadores desde a República Velha até os dias atuais.

A formação sindical é gratificante, 
pois em todos os cursos construímos 
conhecimento coletivo.







Na noite desta terça, o pessoal assistiu ao filme "Eles não usam black tie". Ontem, a turma viu o filme "Germinal".

É isso, amanhã vamos para o terceiro dia de formação.

24.10.11

Curso Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro - Início (I)


O PRIMEIRO DIA DO CURSO foi muito bom. Fizemos uma discussão sobre a sociedade contemporânea e seus atores e o papel dos movimentos populares.

Fizemos uma análise sobre questões como individualismo, consumismo, o poder da mídia e do capital.

Grupos de trabalho.

Grupos de trabalho.
Fizemos grupos de trabalho e no fim do dia lemos um texto do Boaventura "Carta às esquerdas".

Grupos de trabalho.

Também refletimos sobre o movimento social e popular, nele incluído o movimento sindical.

Mestre Carlindo do Dieese.
Com a coordenação pedagógica de nosso mestre Carlindo e do Rodrigo, após leituras e discussões, vimos dois pequenos filmes para pensarmos um pouco essa sociedade que discutimos. "Ilha das Flores" e "De onde vêm as coisas".



Rodrigo do Dieese.

E aqui temos o texto do Boaventura:


Carta às esquerdas

Livre das esquerdas, o capitalismo voltou a mostrar a sua vocação antissocial. Voltou a ser urgente reconstruir as esquerdas para evitar a barbárie. Como recomeçar? Pela aceitação de algumas ideias. A defesa da democracia de alta intensidade é a grande bandeira das esquerdas.

Boaventura de Sousa Santos


Não ponho em causa que haja um futuro para as esquerdas mas o seu futuro não vai ser uma continuação linear do seu passado. Definir o que têm em comum equivale a responder à pergunta: o que é a esquerda? A esquerda é um conjunto de posições políticas que partilham o ideal de que os humanos têm todos o mesmo valor, e são o valor mais alto. Esse ideal é posto em causa sempre que há relações sociais de poder desigual, isto é, de dominação. Neste caso, alguns indivíduos ou grupos satisfazem algumas das suas necessidades, transformando outros indivíduos ou grupos em meios para os seus fins. O capitalismo não é a única fonte de dominação mas é uma fonte importante.

Os diferentes entendimentos deste ideal levaram a diferentes clivagens. As principais resultaram de respostas opostas às seguintes perguntas. Poderá o capitalismo ser reformado de modo a melhorar a sorte dos dominados, ou tal só é possível para além do capitalismo? A luta social deve ser conduzida por uma classe (a classe operária) ou por diferentes classes ou grupos sociais? Deve ser conduzida dentro das instituições democráticas ou fora delas? O Estado é, ele próprio, uma relação de dominação, ou pode ser mobilizado para combater as relações de dominação?

As respostas opostas a estas perguntas estiveram na origem de violentas clivagens. Em nome da esquerda cometeram-se atrocidades contra a esquerda; mas, no seu conjunto, as esquerdas dominaram o século XX (apesar do nazismo, do fascismo e do colonialismo) e o mundo tornou-se mais livre e mais igual graças a elas. Este curto século de todas as esquerdas terminou com a queda do Muro de Berlim. Os últimos trinta anos foram, por um lado, uma gestão de ruínas e de inércias e, por outro, a emergência de novas lutas contra a dominação, com outros atores e linguagens que as esquerdas não puderam entender.

Entretanto, livre das esquerdas, o capitalismo voltou a mostrar a sua vocação antissocial. Voltou a ser urgente reconstruir as esquerdas para evitar a barbárie. Como recomeçar? Pela aceitação das seguintes ideias.

Primeiro, o mundo diversificou-se e a diversidade instalou-se no interior de cada país. A compreensão do mundo é muito mais ampla que a compreensão ocidental do mundo; não há internacionalismo sem interculturalismo.

Segundo, o capitalismo concebe a democracia como um instrumento de acumulação; se for preciso, ele a reduz à irrelevância e, se encontrar outro instrumento mais eficiente, dispensa-a (o caso da China). A defesa da democracia de alta intensidade é a grande bandeira das esquerdas.

Terceiro, o capitalismo é amoral e não entende o conceito de dignidade humana; a defesa desta é uma luta contra o capitalismo e nunca com o capitalismo (no capitalismo, mesmo as esmolas só existem como relações públicas).

Quarto, a experiência do mundo mostra que há imensas realidades não capitalistas, guiadas pela reciprocidade e pelo cooperativismo, à espera de serem valorizadas como o futuro dentro do presente.

Quinto, o século passado revelou que a relação dos humanos com a natureza é uma relação de dominação contra a qual há que lutar; o crescimento econômico não é infinito.

Sexto, a propriedade privada só é um bem social se for uma entre várias formas de propriedade e se todas forem protegidas; há bens comuns da humanidade (como a água e o ar).

Sétimo, o curto século das esquerdas foi suficiente para criar um espírito igualitário entre os humanos que sobressai em todos os inquéritos; este é um patrimônio das esquerdas que estas têm vindo a dilapidar.

Oitavo, o capitalismo precisa de outras formas de dominação para florescer, do racismo ao sexismo e à guerra e todas devem ser combatidas.

Nono, o Estado é um animal estranho, meio anjo meio monstro, mas, sem ele, muitos outros monstros andariam à solta, insaciáveis à cata de anjos indefesos. Melhor Estado, sempre; menos Estado, nunca.

Com estas ideias, vão continuar a ser várias as esquerdas, mas já não é provável que se matem umas às outras e é possível que se unam para travar a barbárie que se aproxima.


Boaventura de Sousa Santos é sociólogo e professor catedrático da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (Portugal).

Fonte: Carta Maior