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17.2.18

Balanço do mandato na Diretoria de Saúde da Cassi (XI)


(atualizado em 18/2/18, às 10h21)



Apresentamos a seguir uma síntese das realizações nas áreas de responsabilidade da Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento da Cassi durante o mandato 2014/2018


Olá prezad@s associados e participantes da Cassi e companheir@s de lutas pelos direitos dos trabalhadores.


Quando avaliamos a gestão da Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento de junho de 2014 até o início de 2018 é possível destacar três grandes frentes de condução que pautaram e norteiam o mandato do Diretor William Mendes e conselheir@s eleitos e as respectivas equipes e áreas técnicas sob sua responsabilidade:

1) O trabalho paciente, imenso, mas silencioso do ajuste de processos, relacionamentos e propósitos, sem os quais o caminho não fica sedimentado e as grandes ações “palpáveis/visíveis” não se sustentam por muito tempo. Um trabalho comparável com o saneamento básico: poucos o percebem, mas ele é essencial para a comunidade, sua saúde e sua qualidade de vida. Estão sedimentados projetos contundentes na área da saúde que apontam garantia de futuro e foco na continuação da reorganização do sistema de saúde Cassi, mesmo tendo a operadora enfrentado longos períodos de crise orçamentária.

2) A Cassi é uma autogestão em saúde, é dos associados. A Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento é responsável pelas políticas e programas de saúde e também pela gestão das unidades regionais, onde se dá a relação presencial e institucional com os participantes, entidades representativas, prestadores de serviços e Conselhos de Usuários. A gestão atuou no fortalecimento da participação social contribuindo para que hoje tenhamos 27 Conselhos de Usuários, com reconhecimento de sua importância inclusive pelo patrocinador Banco do Brasil. Atuamos no contato permanente com o conjunto das entidades representativas - sindicatos e associações - e com as unidades regionais do Banco – Super, Gepes e Sesmt. Colocamos a Cassi e a Saúde na pauta diária da comunidade BB.

3) No campo político e de representação dos associados, atuamos na manutenção da solidariedade na Cassi e dos direitos dos associados, em um período em que esteve em risco o modelo de custeio mutualista intergeracional e solidário no Plano de Associados, com ameaça de exclusão de patrocínio do BB para os aposentados e pensionistas e instituição de cobrança por tabela de idade, por dependentes e por uso do plano. Lutamos contra as propostas de aumento unilateral das mensalidades dos associados, aumento nas coparticipações, criação de franquia nas internações de R$ 1.500,00; lutamos também pela manutenção de programas de saúde e dos direitos dos associados na governança paritária da Cassi. Não permitimos o fim da política farmacêutica e o fechamento das Unidades Cassi e CliniCassi. Atuamos na valorização dos profissionais da operadora. A transparência nas informações e prestação de contas foi base do mandato eletivo.



FORTALECIMENTO DO MODELO ASSISTENCIAL E DEFESA DOS DIREITOS DOS ASSOCIADOS

Desde o começo do mandato, buscamos compreender o sentido da missão da Cassi, que poderíamos traduzir como prover Atenção Integral à Saúde para garantir qualidade de vida à sua população. E perceber o papel da Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento dentro desse contexto foi fundamental para nossa atuação.

As atividades, os projetos, todos os movimentos das equipes desta Diretoria devem concorrer em favor da missão institucional, no foco relacionado ao que se espera desta instância/estrutura específica.

A formulação de políticas assistenciais, programas e estruturas próprias de serviço de saúde provém desta Diretoria. E quando aprovadas na governança, também os passos seguintes de implementação, registro, acompanhamento e avaliação.

Assim, ao estudar os desafios institucionais e compreender a importância da reorganização efetiva do sistema de saúde Cassi, entendemos a importância de atuar visualizando as três “frentes” mencionadas acima: Tínhamos vários aperfeiçoamentos/ajustes a fazer no que já existia e precisávamos sinalizar de forma contundente e fundamentada os caminhos a seguir, as expansões e as inovações a defender. 


Ao mesmo tempo, tivemos que defender como nunca os direitos dos associados durante a crise de déficit e sustentabilidade, construindo consensos sobre o modelo assistencial (APS/ESF/CliniCassi) e o custeio solidário, as responsabilidades de cada um no déficit, inclusive as do patrocinador BB - que reduziu custeio com medidas unilaterais em sua gestão de pessoas desde a reforma estatutária de 1996 como congelamentos salariais, mudanças em PCS etc -, e o que tínhamos que enfrentar juntos por se tratar de questões externas, do mercado de saúde.


CULTURA DA QUALIDADE DO CUIDADO E SEGURANÇA DOS PACIENTES FOI PRIORIDADE NAS UNIDADES CASSI


À luz dos avanços apresentados no panorama de saúde, foi identificada a importância de que a Cassi realizasse ajustes na organização de suas ações, adequando as mesmas com o cenário nacional de saúde.

A população Cassi apresentou mudanças em seus condicionantes e determinantes de saúde, o que corroborou para a revisão das estratégias de cuidado desenvolvidas, de modo a garantir o atendimento das necessidades de saúde dos participantes.

No período de 2014 a 2018, foram realizadas ações centradas no aprimoramento do modelo de atenção e no fortalecimento da Estratégia Saúde da Família (ESF), com a revisão dos Programas de Saúde, elaboração de Protocolos Clínicos, Cartilhas e Manuais para atender às necessidades específicas dos diversos grupos populacionais.

Além da constante revisão dos processos e protocolos com vistas a otimizar os recursos, foram propostas Iniciativas Estratégicas com o objetivo de fortalecimento do modelo assistencial, por meio dos seguintes projetos:

- Ampliação da Atenção Primária (APS) nos Serviços Próprios da Cassi, por meio do incremento de recursos humanos, de forma localizada, em relação ao quantitativo atual e com base nos princípios de Saúde da Família;

- Criação do Projeto do Núcleo de Atendimento Especializado (NAE), com objetivo de integrar os níveis do sistema de serviços de saúde da Cassi, com efetividade, qualidade e segurança contribuindo para o modelo de atenção integral à saúde;

- Aprimoramento do Programa de Atenção Domiciliar (PAD) a fim de promover, manter ou restabelecer a saúde do participante em seu ambiente domiciliar, com vistas a desinstitucionalizar o cuidado e otimizar a utilização dos recursos da Cassi.

Um dos pilares da gestão foi a melhoria da qualidade do cuidado e segurança do participante. Este investimento culminou na certificação internacional de duas CliniCassi (2014) no Distrito Federal e recertificação em janeiro de 2018. Diversas melhorias de processos no cuidado e segurança dos pacientes foram estendidas para as demais unidades CliniCassi no país.

As CliniCassi Brasília Norte e Brasília Sul foram acreditadas pela Joint Commission Internacional (JCI), que comprova a qualidade e a segurança para os usuários dos serviços de saúde.

A cultura da qualidade tem sido disseminada para os demais serviços próprios. Nesse contexto, foi implementada a Certificação Digital no Prontuário Eletrônico do Participante (PEP), com vistas a aumentar a segurança da informação, garantindo a confidencialidade e a privacidade do registro, além da redução de gastos. Sem a assinatura digital, os registros realizados no PEP da Cassi, instalado em todas as 65 CliniCassi, seriam impressos, carimbados e assinados, pelo profissional que realizou o atendimento e armazenados em arquivo físico, ou seja, o PEP não seria utilizado em sua eficiência completa.

Além da melhoria nos registros, a assinatura digital poderá contribuir para a otimização do espaço das Unidades na guarda de prontuários.

Apesar do contingenciamento orçamentário, investiu-se em ações de capacitação das equipes técnicas nas principais temáticas necessárias ao cuidado e segurança do participante, como: Saúde Mental na Atenção Primária à Saúde, Cuidados Paliativos, Encontros de Gerentes de Atenção à Saúde, Encontro de Analistas de Informação, Congresso de Medicina de Família e Comunidade, além da realização de 2.700 atividades/ações de Educação Permanente em Saúde.


PARTICIPAÇÃO SOCIAL, REFERÊNCIA EM ATENÇÃO PRIMÁRIA E TRANSPARÊNCIA NA GESTÃO


Durante este mandato da Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento, a Cassi avançou na gestão participativa com a realização de 48 Pré-Conferências, 54 Conferências de Saúde e 2 Encontros Nacionais de Conselhos de Usuários, além da criação dos Conselhos de Usuários de Rondônia e Amapá, ampliando a participação social em todo o país. O objetivo dos encontros foi ampliar o debate sobre saúde, debater a sustentabilidade da Cassi e fortalecer o modelo assistencial, além de promover a integração dos conselheiros, permitindo maior participação na construção das políticas de saúde da Cassi. Destaca-se que, a proximidade com os Conselhos permitiu resgatar a cultura de pertencimento e sensibilização para o uso mais racional dos serviços de saúde.

Avançou-se também em uma nova metodologia de avaliação da população e divulgação de dados de qualidade, com a publicação do Boletim Epidemiológico 2016 – Este trabalho permitiu a observação dos fatores que determinam a frequência e a distribuição de agravos e eventos em saúde em grupos populacionais específicos, oferecendo fundamentos para a compreensão dos cenários epidemiológicos nas diversas Unidades Cassi. Trabalho desenvolvido pelos Analistas da Caixa de Assistência contando com parceria do Ministério da Saúde.

Outro aspecto importante da gestão foi o resgate da Cassi na vanguarda do sistema de saúde brasileiro, tanto no âmbito da saúde suplementar como dos órgãos reguladores. A trajetória e o trabalho das Unidades Cassi, bem como os resultados em saúde e sustentabilidade obtidos com a evolução da ESF, foram divulgados no 14º Congresso de Medicina de Família e Comunidade, com a apresentação de 8 trabalhos científicos.

Além disso, buscamos a reaproximação com as instâncias que discutem e avaliam as ações de Promoção e Prevenção em Saúde junto à Agencia Nacional de Saúde Suplementar (ANS), visando uma maior divulgação das ações realizadas pela Cassi para cuidar dos mais de 700 mil participantes, bem como aprofundando o conhecimento daquele órgão quanto ao estágio de evolução em resultados e práticas assistenciais das CliniCassi através da ESF.

E neste exercício de reaproximação com o órgão regulador, tivemos importantes conquistas:

1) A escolha da Cassi pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) e a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) como experiência exitosa no Laboratório de Inovação em Atenção Primária na Saúde Suplementar Brasileira. Por esta eleição a Cassi receberá em 2018 o certificado de reconhecimento e terá seu trabalho publicado como uma experiência de qualidade e sucesso na Série Técnica NavegadorSUS, como uma das empresas de saúde que priorizam o cuidado centrado no paciente e na qualidade da assistência.

2) A Estratégia Saúde da Família (ESF) obteve registro e reconhecimento junto à ANS como Programa de Saúde, o que permitirá futuramente à Cassi algumas vantagens na avaliação daquele órgão regulador, inclusive redução nos valores exigidos de margem de solvência em relação ao Patrimônio Líquido ajustado da operadora.


ESTUDOS DESENVOLVIDOS PELA DIRETORIA DE SAÚDE NO MANDATO APONTAM BENEFÍCIOS DO MODELO ASSISTENCIAL APS/ESF/CLINICASSI

E por falar em avaliação, este mandato foi marcado pelo desenvolvimento de estudos e réguas de avaliação da efetividade da ESF, confirmando que a estratégia adotada pela Cassi, além de contribuir para a qualidade de vida e longevidade de nossa população, também faz sua parte pela sustentabilidade do sistema ao produzir números de despesas assistenciais per capita de seus assistidos vinculados ao modelo bem mais racionais do que aqueles observados na população que não frequenta o serviço próprio.

Essa constatação, agora com evidências numéricas e científicas, estimulou a Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento a defender o avanço da estratégia assistencial, com o incremento, a otimização e a expansão das CliniCassi, o aprimoramento e o alinhamento dos programas de saúde, a retomada do Referenciamento da rede prestadora e a criação de serviços de atendimento especializado (nível secundário da atenção à saúde).

As evidências numéricas e científicas dos resultados positivos oriundos do modelo assistencial, baseado em estrutura própria (vertical) de Atenção Primária, medicina de família e programas de saúde somados ao constante trabalho liderado pelo Diretor de Saúde de levar essas informações para os participantes e suas representações e gestores da comunidade Banco do Brasil melhorou a compreensão da importância do investimento nas estruturas próprias de atendimento e quadro de funcionários da Cassi, profissionais que merecem políticas de PCS e retenção de talentos. 


As despesas administrativas da Cassi são pequenas comparadas ao setor em que ela opera e são eficientes (mas podemos avançar muito na eficiência do modelo assistencial). Nosso foco deve ser investir na própria Cassi para reduzir as despesas assistenciais geradas na rede prestadora orientando melhor o uso a partir das CliniCassi e seus profissionais.


Em resumo, nestes quase quatro anos:

a) Resgatamos o senso de pertencimento e de associativismo em nossa comunidade;

b) Revisamos e superamos problemas de completude e de funcionalidade em programas e serviços próprios;

c) Melhoramos o convênio de PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional) com o BB. Passamos a fazer a gestão do Convênio, além da execução. Em parceria com o Banco, realizamos avanços técnicos em diversos processos: centralização dos atestados médicos, permitindo melhor gerenciamento epidemiológico de população, disponibilização das guias de Exames Periódicos de Saúde (EPS) na Intranet, consolidação e entrega de resultados ao Banco ao longo do ano, permitindo acompanhamento em tempo real e possibilidade de ações individuais e coletivas em saúde;

d) Aprimoramos e ampliamos o PAD (Programa de Assistência Domiciliar), agora com profissional exclusivamente voltado para este programa em 15 unidades;

e) Revisamos e retomamos o projeto de expansão da ESF e de reorganização do sistema de saúde, inclusive resgatando o Referenciamento e outras estratégias de inclusão da atenção secundária à saúde no sistema ESF como, por exemplo, nosso projeto apresentado de Núcleos de Atendimento Especializados (NAE);

f) Recolocamos a Cassi no patamar de influenciadora do processo de reorganização do sistema de saúde no setor suplementar, sobretudo no que se refere a Atenção Primária à Saúde e medidas de Prevenção, Promoção e Proteção à Saúde;

g) Estendemos as operações de acesso a medicamentos cobertos pelo PAF a todo o território nacional (em processo de contratação de operador logístico onde não havia);

h) Obtivemos a aprovação de projetos para ampliação de equipes de saúde da família (ESF), bem como da ampliação das CliniCassi (já para 2018);

i) Retomamos a Educação Permanente em Saúde;

j) Desenvolvemos metodologias para avaliação das CliniCassi e apresentamos números bastante significativos quanto a indicadores de saúde e despesa assistencial per capita de vinculados à ESF, confirmando que o caminho é reorganizar o sistema com base na Atenção Primária à Saúde;

k) Evoluímos no conhecimento sobre o quadro de nossa população, o que permitiu a geração dos Boletins Epidemiológicos;

l) Realizamos processos seletivos para Gerentes de Unidades tanto no início do mandato em 2014 quanto encontra-se em andamento realização de novo processo 2017/2018;

m) Realizamos encontros e treinamentos de Gestores de Unidades para alinhamento da gestão local com a Governança da Cassi;

n) Aprovamos a implantação de nova CliniCassi no novo Edifício Banco do Brasil em Brasília. Estão em andamento as tratativas finais para a inauguração do novo serviço que estenderá assistência a mais de 4 mil trabalhadores;

o) Aprimoramos a gestão da rede de Unidades, buscando recursos humanos e materiais para subsidiar o seu funcionamento;

p) Aprimoramos a gestão do convênio PCMSO para melhor acompanhamento da saúde dos trabalhadores do Banco do Brasil, com avanços na integração junto à Estratégia Saúde da Família (ESF), facilitando o processo de Atenção Integral com promoção, prevenção, recuperação e reabilitação dos participantes Cassi do Plano de Associados;


q) Criamos um boletim mensal do mandato, o Prestando Contas Cassi (ler AQUI), que aborda de forma simples as questões relativas ao modelo assistencial da Caixa de Assistências e demais temas de interesse dos associados e participantes da comunidade Banco do Brasil.


AGRADECIMENTOS

Finalizamos este texto de balanço do mandato nas áreas sobre nossa responsabilidade na gestão agradecendo de coração o trabalho diligente do conjunto de funcionários da Cassi. Também agradeço ao conjunto das entidades e lideranças representativas porque fizemos um trabalho unitário, participativo e na busca de consensos, sempre com o objetivo de alcançar o melhor para a Cassi e para a comunidade Banco do Brasil.

Agradeço a paciência e compreensão de minha família, que foi quem mais sentiu com a minha ausência por causa da dedicação que tivemos à missão que nos foi designada em defender os direitos dos associados da Cassi e gerir a área de saúde da nossa autogestão.

Abraços a tod@s.

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/2018)

14.11.17

Artigo - Verticalização da Cassems pode ser referência de estrutura própria para a Cassi




Opinião

Olá prezad@s associados e participantes da Cassi e companheir@s de lutas pela saúde dos trabalhadores.

A Cassi e as demais autogestões em saúde passam por um momento que poderíamos chamar de divisor de águas em relação às suas histórias de existência. O cenário na saúde suplementar como um todo é dramático e a crise impõe ousadia e referência em experiências exitosas no setor.

A Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil é a maior e mais antiga autogestão em saúde em funcionamento no país. Nossa associação foi criada em janeiro de 1944 e ao longo de mais de sete décadas fomos referência em cuidar de trabalhadores e seus familiares, seja por nosso modelo de custeio solidário, por nossas coberturas abrangentes ou pelos participantes assistidos - ativos, aposentados, pensionistas e dependentes -, direitos conquistados na luta e sempre maiores do que se oferta no mercado de saúde.

Como gestor eleito pelos associados de nossa autogestão em uma das principais áreas de atividade fim - a Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento (própria) - busquei ao longo desses três anos e meio atuar em duas frentes ao mesmo tempo: uma delas foi defender o tempo todo os direitos dos associados que representamos (sempre sob ameaça); a outra frente de atuação foi o foco estratégico na gestão do modelo assistencial da Cassi, vanguarda na definição, mas pouco compreendido e emperrado em seu avanço.

Os associados da Cassi decidiram, em definição tomada junto com o patrocinador Banco do Brasil em 1996, criar uma autogestão com gestão autônoma e independente do Banco para passar a fazer gestão em saúde e não mais ser uma mera pagadora de procedimentos médicos e medicamentos para a rede prestadora de serviços do mercado.

E assim foi feito nesses mais de 20 anos pós reforma estatutária de 1996. Construímos uma estrutura própria de atendimento primário em saúde - as CliniCassi, no modelo de Estratégia Saúde da Família (ESF) -; temos uma estrutura administrativa descentralizada em cada Estado e DF; temos uma Central de Atendimento telefônico; e uma Central de Pagamentos. Dos mais de 700 mil participantes do sistema Cassi, já cadastramos na ESF cerca de 182 mil pessoas, e temos 142 equipes nucleares de família, além de equipes multidisciplinares em saúde.

Um de nossos desafios nesse mandato (e obtivemos êxito) como responsável pelas políticas e programas de saúde da Cassi, além da estrutura de operacionalização do modelo assistencial, foi construir estudos e comparações que esclarecessem os equívocos e lugares comuns que prevaleciam em nossos intervenientes que decidem os rumos de nossa autogestão em relação a: 

- a eficiência do modelo assistencial - APS/ESF, 
- o acerto no custeio solidário intergeracional, 
- o baixo investimento administrativo na estrutura do modelo - unidades Cassi e CliniCassi, Central Cassi e Cepag.


CLINICASSI - UNIDADES DE ATENDIMENTO PRIMÁRIO EM SAÚDE

Uma única CliniCassi, mesmo de porte reduzido, se justifica pelo simples fato de existir na localidade e ter uma equipe nuclear de família (médico e técnico de enfermagem) cuidando de mais de mil participantes, sendo parte deles (de 25 a 70%) com graus diversos de complexidade em suas condições de saúde, assistidos que se não estivessem monitorados pela CliniCassi, teriam despesas assistenciais exponenciadas ao usar a rede prestadora com contratação no modelo de pagamento fee for service (cheque em branco). 

Como gestor do modelo assistencial, tenho a opinião técnica que algumas decisões tomadas após 2008 (com apoio de consultoria contratada à época) prejudicaram a ampliação do modelo assistencial APS/ESF e CliniCassi com equipes multidisciplinares. Foram abertas mais de duas dezenas de unidades de atendimento à saúde sem equipes multidisciplinares. 

Mesmo assim, o resultado das CliniCassi é muito positivo, tanto ao analisar as condições de saúde do público cadastrado na ESF como em relação ao segmento de vinculados ao modelo de serviços de saúde da CliniCassi. É importante também observar a economia gerada para a Cassi por causa da despesa assistencial evitada. Isso para cada uma das 65 unidades existentes hoje.


ESTUDOS DEMOSTRAM EFICIÊNCIA DO MODELO ASSISTENCIAL CASSI

No último ano, viemos demonstrando os estudos realizados pela Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento em relação ao modelo de Atenção Integral à Saúde, desenvolvido na Cassi através de Atenção Primária (APS) e Estratégia Saúde da Família (ESF), com apoio de programas de saúde e monitoramento de cada participante com terapias individualizadas de acordo com a necessidade identificada.

Nós mapeamos o conjunto dos participantes da Cassi em nosso sistema operacional, os 700 mil assistidos, e através de técnicas desenvolvidas pela própria autogestão, pudemos comparar o comportamento das despesas assistenciais dos participantes na rede prestadora, onde compramos serviços de saúde. O segmento de participantes vinculados à ESF há mais de 3 anos, comparado ao segmento de não cadastrados na mesma condição de uso de rede, com graus semelhantes de complexidade, nos mostra o quanto a ESF é eficiente no resultado em saúde e no uso de recursos do sistema de saúde Cassi.

São números relevantes, ao considerar que a Cassi tem um orçamento de mais de 4 bilhões de reais e utiliza quase todo ele para pagar prestadores de serviços de saúde. São mais de 2 bilhões em internações e mais de 1 bilhão em consultas e exames fora da Cassi.

O segmento de participantes vinculados à ESF tem uma despesa per capita 30% menor no grau de maior complexidade, o grau 3. Os vinculados à ESF na curva A, que é o segmento de participantes que gera a maior conta de despesa assistencial da Cassi, gastam 14% menos que os não cadastrados ao modelo ESF. Só para vocês terem uma ideia, nossa curva A em 2015 foi a seguinte: 9% dos participantes geraram uma despesa assistencial de 2,6 bilhões de reais.


Autogestão Cassems tem apostado na
verticalização de seu atendimento.

POR QUE A CASSEMS PODE SER REFERÊNCIA PARA A CASSI NO TEMA VERTICALIZAÇÃO?

Venho estudando a Caixa de Assistência dos servidores públicos do Estado do Mato Grosso do Sul desde que passei a me debruçar sobre as questões estratégicas de gestão do nosso modelo assistencial, que inclui a busca pela sustentabilidade, o equilíbrio econômico-financeiro dos planos da Cassi e o melhor atendimento às necessidades do conjunto dos participantes do sistema de saúde Cassi.

A história da Cassems é muito interessante e é um caso a se considerar em relação à estrutura de saúde que eles desenvolveram ao longo de sua jovem existência. A entidade foi criada em 2001 e teve a Cassi como referência. É uma bela história de organização, debates democráticos dos servidores e acerto na escolha pela autogestão em saúde.

Nesses pouco mais de 15 anos de existência, a Cassems constituiu uma estrutura própria de atendimento à saúde no Estado do Mato Grosso do Sul que tem se mostrado exitosa no atendimento com qualidade de seus mais de 200 mil assistidos do Estado.

Estou lendo o livro "Cassems 15 anos - autogestão em saúde: um sonho possível", lançado neste ano de 2017. Vários capítulos já me chamaram a atenção. No capítulo 9 - "Construindo a rede própria de hospitais" - vi que eles tinham problemas muito semelhantes aos da Cassi em relação às dificuldades com redes credenciadas e alto custo com despesas assistenciais em praças onde ficavam fragilizados perante a força dos prestadores de serviços de saúde das regiões interiores do Estado.

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"Em 2004, a Cassems iniciou a fase de compra, locação ou comodato de hospitais em cidades consideradas estratégicas, uma alternativa importante porque diminui os deslocamentos dos beneficiários para outros centros e aproxima-os da Caixa. A isso se soma, claro, a redução dos custos gerais da empresa. Concretamente, o usuário é atendido em uma estrutura dele, paga mensalmente com sua contribuição descontada em folha de pagamento. Outro fator é a independência técnica e financeira que a empresa ganha, uma vez que suaviza a dependência em relação à rede credenciada que, como qualquer empresa capitalista, se move na busca do lucro máximo".
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A direção da Cassems definiu desde os primeiros anos de sua existência que seria importante dotar com pelo menos um hospital suas regiões com o maior número de trabalhadores e familiares assistidos.

Após enfrentar algumas paralisações de médicos e hospitais, e também o fechamento de hospitais filantrópicos e outros menores no interior do Estado, a direção não teve dúvidas em ousar e ficar menos à mercê dos grupos que dominavam a estrutura hospitalar no Estado.

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"A verticalização tem sido uma saída para os planos de saúde, a ideia é ofertar o que for possível em termos de serviços na própria estrutura. Ayache (o presidente) defende que 'com rede própria de hospitais, é possível ter um controle mais rigoroso dos gastos com assistência à saúde e prestar atendimento de alta qualidade aos associados'... ".
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A convicção da autogestão dos servidores do Estado de Mato Grosso do Sul em ter estrutura de saúde, atender melhor à sua população assistida e controlar melhor os custos da assistência à saúde merece o nosso respeito.

Eles montam estrutura onde têm cerca de 10 mil participantes. Só para se ter uma ideia de comparação, ainda temos regiões com milhares de participantes da Cassi em áreas de abrangência sem uma CliniCassi instalada como, por exemplo, as regiões Sul da cidade de São Paulo e Oeste da cidade do Rio de Janeiro.

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"O fechamento dessas instituições (hospitais do interior) criou um novo desafio para a direção da Cassems: quem atenderia seus beneficiários? Como forma de resolver essa situação, a Caixa adquiriu alguns hospitais que estavam fechados ou próximos de fechar. Dotar as unidades regionais de pelo menos um hospital da Cassems passou a ser meta da empresa a ser atingida até 2018".
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Ao longo do capítulo, vamos vendo a implantação de hospitais em regiões estratégicas do Estado.

- Dourados (2004) - com 44 leitos, dois transformados em UTI, e contratados 46 médicos e outros 60 profissionais para atender a sua complexa estrutura. Uma década depois, a estrutura do hospital foi ampliada.

- Nova Andradina (2006) - Uma década depois da aquisição, hospital dispunha de 38 leitos, quatro salas cirúrgicas, sete consultórios e 79 funcionários que atendem em diversas áreas. Em 2015, após ampliações no hospital, foram contabilizados mais de 139 mil atendimentos.

- Ponta Porã (2007) - após o único hospital local não querer atender à Cassems para seguir atendendo no formato particular, a autogestão estimulou uma associação binacional para enfrentar a questão. Mais adiante, comprou seu próprio hospital que em 2015 tinha 37 leitos, três salas cirúrgicas, seis consultórios e 64 profissionais, com mais de 38 mil atendimentos.

- O mesmo se deu em Aquidauana (2007), Paranaíba (2009), Naviraí (2010), Três Lagoas (2011), Coxim (2013) e está em construção o hospital de Corumbá, que a Cassems entende haver justificativas para a instalação de um hospital em região que tem cerca 8 mil participantes.

- Em 2016, a Cassems inaugurou um grande hospital em Campo Grande, capital do Estado, com 111 leitos e estrutura de alto padrão. Tive a oportunidade de estar no evento.


COMENTÁRIO FINAL

Vemos que a estratégia de construção e aquisição de hospitais e estruturas próprias em saúde tem sido fundamental para a melhoria do atendimento da população associada à Cassems. 

Locais com cerca de 8 a 10 mil participantes foram contemplados com hospitais próprios da autogestão. Em um deles, foi tentado parceria de gestão com a Unimed (Três Lagoas), mas não deu certo e a Cassems comprou a metade que faltava.

Nas regiões onde monopólios hospitalares dificultavam ou inviabilizavam o atendimento dos participantes da Cassems, o problema foi resolvido com hospital próprio.

Muito do que li nesta história de verticalização da Cassems é o que vejo no dia a dia da Cassi em diversas regiões do país: falta de ao menos um hospital com procedimentos elementares ou um único prestador abusando na relação comercial com a Cassi e seus usuários. 

Ao conversar um pouco com a direção da Cassems a respeito de margens de solvência e reservas obrigatórias e livres, quesitos acompanhados pela agência reguladora (ANS), soube que ter estrutura própria tem ajudado a entidade a lidar com essas exigências legais.

Por fim, a Cassems decidiu implantar um modelo de Atenção Primária em suas estruturas e em poucos meses já começou a operar o modelo de promoção e prevenção na capital Campo Grande.

Eu vou voltar ao tema. Estou estudando outras questões a respeito de verticalização e suas vantagens e desvantagens. O fato é que a Cassi e o BB são grandes demais para ficarem à mercê dos abusos de alguns prestadores locais, porém somos pequenos em determinadas regiões quando se trata de correlação de forças para exigir nossos protocolos médicos e preços em contratos e tabelas.

Abraços,

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/18)

8.11.17

Cassi - Agenda da Diretoria de Saúde em Londrina (PR)


Reunião de trabalho em Londrina com a equipe Cassi.

Olá prezad@s associados e participantes da Cassi e companheir@s de lutas pela saúde dos trabalhadores.

Estamos cumprindo agenda de trabalho da Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento da Cassi no Estado do Paraná.

Nesta noite de quarta-feira, teremos aqui em Londrina a Pré-Conferência de Saúde da Cassi e Conselho de Usuários do Paraná. Ontem foi a Pré-Conferência de Maringá e o evento foi muito positivo, conforme nos relataram a equipe da Cassi que esteve lá junto com o coordenador do Conselho Paranaense, Senhor Andretta.

Tivemos hoje uma excelente reunião de gestão com a equipe de funcionários da Cassi. Estamos implantando um projeto de Rede Referenciada para o Sistema de Saúde da Caixa de Assistência, que é baseada na Atenção Integral à Saúde. Um dos pilotos do modelo é em Londrina.

Em nosso modelo assistencial a população é cuidada a partir da Atenção Primária (APS), através da Estratégia de Saúde da Família (ESF), operacionalizada por unidades de atendimento em saúde, as CliniCassi. Ter uma rede credenciada parceira com especialistas referenciados para atuar em conjunto com as equipes de profissionais de saúde das CliniCassi será um passo importante para avançar na sustentabilidade e resolutividade do Sistema Cassi.

Visita da Cassi ao Sindicato dos Bancários.

Ainda pela manhã, iniciamos nosso dia visitando o Sindicato dos Bancários de Londrina e Região. Nosso mandato de gestor eleito pelos trabalhadores associados na maior autogestão em saúde do país foi pautado por uma relação de parceria e abertura com o conjunto das entidades representativas do funcionalismo do Banco do Brasil, tanto da ativa quanto dos aposentados, desde o início.

Apresentamos um balanço do mandato, esclarecemos dúvidas quanto às questões técnicas da Cassi na região e reforçamos o compromisso de atuarmos todos juntos na defesa da Caixa de Assistência, seu modelo assistencial e na defesa dos direitos em saúde da comunidade BB.

É isso, a agenda é intensa, mas é gratificante atuar no fortalecimento da participação social em nossa autogestão em saúde. Teremos ainda nesta semana, as Conferências de Saúde do RJ e de SP.

Abraços,

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/18)

28.7.17

Cassi - Agenda de gestão na Paraíba foi muito positiva


Olá prezad@s associados e participantes da Cassi e companheir@s de lutas,

A Diretoria de Saúde e Rede (própria) de Atendimento cumpriu nesta quinta e sexta-feira, uma importante agenda de gestão e luta de nossa Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil.

Viemos a João Pessoa nesta quinta 27 para o lançamento do piloto da Rede Referenciada do sistema de saúde Cassi. Depois faremos matéria a respeito desse passo importante para o fortalecimento do modelo assistencial de Atenção Integral, Atenção Primária (APS) e Estratégia Saúde da Família (ESF), modelo operacionalizado através das unidades de atendimento em saúde CliniCassi.

Nesta sexta 28 cumprimos uma agenda importante de fortalecimento da participação social, e de relacionamento com os segmentos de participantes da comunidade Banco do Brasil.

Reunião com o Conselho de Usuários da Cassi PB.

REUNIÃO COM O CONSELHO DE USUÁRIOS DA CASSI PB

Aproveitamos a nossa 5ª visita a trabalho ao Estado como Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (eleito) para nos reunir com os conselheiros e conselheiras de usuários da Cassi que, gentilmente, se dispuseram em nos dar a oportunidade de prestar contas de nossa atuação no mandato, trazer informações das questões afetas à Cassi e ouvir suas indagações e sugestões.

A reunião foi muito boa. Apresentei minhas preocupações a respeito dos desafios que vamos enfrentar a partir desta etapa de existência da Cassi, pós assinatura do Memorando de Entendimento e após recentes eventos externos que impactaram a nossa autogestão e os direitos dos associados (ANS e Governo Federal).

Agradeço ao Conselho de Usuários pela reunião.

Após o evento, tive a oportunidade de conversar com os companheir@s do Sindicato dos Bancários da Paraíba. Fortalecemos nossos laços de apoio nas lutas e causas dos trabalhadores que representamos.

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ATENÇÃO ASSOCIAD@S: não se deixem enganar nos próximos meses por propostas ou sugestões "técnicas" que signifiquem a quebra do modelo de custeio solidário do Plano de Associados. Essas ideias são disseminadas como solução de sustentabilidade do plano de saúde dos trabalhadores, mas carregam em si o fato de onerar somente os associados, livrando o Banco patrocinador de qualquer ônus e ele é corresponsável por tudo que afeta a Cassi positiva e negativamente, porque está na gestão e nada é aprovado ou encaminhado sem o aval do Banco. 
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Reunião com a Super PB.

REUNIÃO COM A SUPER PB

A terceira agenda do dia foi a visita à Superintendência do Banco do Brasil. E já agradeço o espaço que tivemos para fortalecer as parcerias em defesa da promoção de saúde e prevenção de doenças, além do foco na ampliação do conhecimento de nossa Cassi por parte dos funcionários da ativa.

Em 2016, a Diretoria de Saúde visitou os órgãos do Banco em todas as Unidades Federativas do País - Super, Gepes e Sesmt - buscando estreitar as parcerias para dar mais oportunidade da Cassi atuar pela saúde dos trabalhadores da ativa. Essa estratégia tem sido fundamental para todos - os funcionários, a Cassi e o BB. A Atenção Primária e ESF reduzem a despesa assistencial na rede prestadora de forma significativa.

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ATENÇÃO ASSOCIADOS E PARTICIPANTES: lembramos a vocês que procurem os canais da Cassi para solução de alguma pendência em suas demandas de saúde antes de formalizarem reclamação na ANS e ou judicializar contra a nossa autogestão.
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Reunião com os funcionários da Cassi PB.

REUNIÃO DE GESTÃO COM OS FUNCIONÁRIOS DA CASSI PB

Finalizamos a agenda em João Pessoa com uma excelente reunião com os funcionários da Cassi, um verdadeiro patrimônio da comunidade BB.

Abordamos diversos temas afetos às nossas áreas de responsabilidade: políticas e programas de saúde, ESF, CliniCassi, unidades administrativas e suas tarefas diárias. Também falamos a respeito de questões gerais e de outras áreas da Cassi como, por exemplo, o Planejamento Estratégico da nossa Diretoria e da Cassi, as Iniciativas Estratégicas, governança e, por fim, respondemos às dúvidas da equipe. 

Desde o início de nosso mandato como responsável pela estrutura de saúde da Cassi apostamos em atuar de forma presente nas bases sociais que gerimos e que representamos.


MEU PAPEL DE GESTOR ELEITO É ESTAR JUNTO ÀS BASES E POLITIZAR AS QUESTÕES DO MUNDO DO TRABALHO QUE REPRESENTO

Apesar da minha leitura de cenário apontar para tempos difíceis em relação à defesa dos direitos dos associados que representamos e para a própria Caixa de Assistência, que existe e atua em meio a crises externas no setor de saúde suplementar que afetam muito sua condição de autogestão em saúde (porque a Cassi compra serviços de saúde num mercado onde saúde é negócio e doença traz lucro aos empresários do setor), faço um esforço gigantesco de manter a presença nas bases porque acredito que isso traz credibilidade e transparência na atuação política em defesa daqueles que representamos.

Além de ser um defensor da Política, no fundo, sou um grande defensor de um Banco do Brasil público, atuante em seu papel de agente financeiro a serviço do País e que respeite seu funcionalismo e sua comunidade, bem como o povo brasileiro, que deve ser atendido da melhor forma possível.

Nesta quadra da história estão sob risco grave de existência a Cassi, a Previ e o Banco do Brasil, enquanto instituições essenciais na vida da própria comunidade BB e do povo brasileiro. Conclamo muita mobilização e unidade de todos os segmentos da ativa e aposentados para defender nossa Cassi e nosso banco público.

Abraços a tod@s os meus pares da classe trabalhadora.

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/18)

26.2.17

Opinião sobre matéria que denuncia prêmios dados a médicos por quantidade de exames pedidos


Apresentação do Blog:

Olá prezad@s associados da Cassi e companheir@s de lutas pela saúde,

Segue abaixo uma matéria divulgada neste domingo, denunciando algo que já temos abordado ao longo de nosso mandato como gestor da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil, uma autogestão em saúde, organizada através do Modelo de Atenção Integral e Estratégia Saúde da Família (ESF). O mercado de serviços de saúde é um sistema fragmentado, desorganizado e não racional, permitindo abusos como a matéria denuncia.

A Cassi tem uma estrutura própria de Atenção Primária, as unidades CliniCassi, onde já temos cadastradas 182 mil pessoas cuidadas por equipes de família. Ao longo dos dois anos e meio de mandato, temos feito boletins que explicam nosso modelo assistencial, os gargalos a superar para reorganizar nosso sistema de serviços de saúde Cassi como, por exemplo, criar Redes Referenciadas, justamente para racionalizar o uso dos recursos da Cassi com exames e consultas, porque os participantes utilizariam a rede de prestadores (hospitais, clínicas e demais) com orientação a partir da própria Cassi, protegendo os assistidos de casos como esses relatados na matéria.

O Boletim Prestando Contas Cassi nº 29 aborda o tema das Redes Referenciadas, leia AQUI. E o Boletim nº 26 aborda o sistema integrado de saúde que a Cassi deveria estabelecer para o futuro sustentável, ler AQUI.

Outra questão que está em debate na Cassi (Plano de Associados) após o Memorando de Entendimentos e o Acordo com receitas extraordinárias para os anos de 2017, 2018 e 2019, incluindo uma consultoria paga pelo patrão patrocinador Banco do Brasil, é sobre a forma como a Cassi buscará o equilíbrio e a sustentabilidade nos próximos anos.

Como gestor eleito na área da saúde e a partir de nossos estudos e conhecimentos acumulados nesses quase 3 anos à frente da Cassi, temos opinião clara de que só com investimento já a partir deste ano na ampliação da cobertura da ESF, Atenção Primária, com mais equipes de família, de pronto atendimento e gestão na desinternação hospitalar (PAD), saltando de 182 mil para cerca de 220 mil participantes na ESF, teremos melhores perspectivas de uso dos recursos arrecadados pelo Plano de Associados. E poderemos lidar melhor com a alta conta que chega da rede de prestadores de serviços de saúde, orientando melhor as demandas e usos do sistema todo. Quando os pedidos de consultas e exames partem da Cassi, através do acompanhamento dos participantes cuidados, reduz-se o risco de problemas como a matéria expõe.

Também entendo que está na hora de abrir no mínimo mais 2 (duas) unidades CliniCassi onde há populações gigantes não cobertas pelo Modelo ESF/Atenção Primária. Uma unidade na grande São Paulo, e outra na capital do Rio de Janeiro.

Leiam a matéria abaixo e acompanhem nossas informações e opiniões através do Blog, dos Boletins e das reuniões presenciais que fazemos nas bases sociais da Cassi.

Abraços,

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/18)

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(reprodução de matéria)

Atrás de prêmios, médicos indicam exames, cirurgias e internações sem necessidade

26 de fevereiro de 2017


Foto de reprodução da matéria na Revista Fórum.

Hospitais privados do país dão prêmios e benefícios a médicos pelo volume de exames, cirurgias, internações e outros métodos. A prática faz com que, muitas vezes, procedimentos desnecessários sejam realizados expondo pacientes a riscos e onerando planos de saúde. Há casos de médicos que ganham até estacionamento e lavagem de carro

(Da Redação da Revista Fórum, com Informações da Folha)

Hospitais privados do país dão prêmios e benefícios a médicos pelo volume de exames, cirurgias, internações e outros métodos. A prática faz com que, muitas vezes, procedimentos desnecessários são realizados expondo pacientes a riscos e onerando planos de saúde.

Quanto mais procedimentos, mais pontos ganham na avaliação – que inclui itens como fidelização, adesão aos protocolos clínicos e atuação em ensino e pesquisa.

O médico que soma mais pontos consegue mais reputação dentro do hospital e privilégios como presentes, descontos em exames para ele e seus familiares e prioridade no uso do centro cirúrgico.

Na condição de anonimato e de não identificar a instituição em que atuam, a Folha conversou com 12 médicos de hospitais de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Salvador. Todos confirmam a existência de programas de benefícios em que o volume de procedimentos é considerado na premiação.

“O médico do pronto-atendimento que interna mais ganha mais pontos”, conta um médico do Rio de Janeiro. “Tem um médico que segura paciente internado sem necessidade só para gerar mais diária hospitalar”, relata um outro de São Paulo.

“Eu já ouvi pressões do tipo: ‘a ressonância precisa ser otimizada'”, afirma um médico de Porto Alegre (RS). “Aqui se pede exame de urina até para unha encravada”, diz outro de Salvador (BA).

A prática tem sido questionada por especialistas em ética e em gestão porque pode resultar em procedimentos desnecessários, que expõem pacientes a riscos, e no aumento do custo da saúde-a conta vai para os planos, e quem paga são os usuários.

“Não se pode atrelar a participação médica a nenhuma volumetria. Seria como remunerar bombeiro que apaga mais incêndios. Logo começariam a queimar casas para ganhar mais”, diz Francisco Balestrin, presidente da Anahp (Associação Nacional de Hospitais Privados).

Ele afirma que a prática não é “corrente” entre as instituições e que há vários programas pautados pela ética. Em março, a Anahp fará um evento com dirigentes para discutir um “mapa de riscos”, e os programas de benefícios entrarão na discussão.

Para o médico Yussif Ali Mere Jr., presidente da Federação e do Sindicato de Hospitais, Clínicas e Laboratórios, “a era de o médico fazer tudo o que quer e ser valorizado pelo hospital [por gerar mais lucro] tem que acabar”. “O custo é insustentável.”

Pedro Ramos, diretor da Abramge (Associação Brasileira de Planos de Saúde), diz que a entidade tinha informações sobre esses incentivos por volume, mas nunca conseguiu provar que eles existiam. Agora, deve pedir uma investigação sobre isso. “É inaceitável”, afirmou.

Para ele, a raiz do problema está no modelo de remuneração. Os hospitais ganham dos planos pela quantidade de serviços que prestam (“fee for service”), não pela qualidade da assistência que prestam ao paciente.

“Os hospitais estão cada vez mais ricos, e os planos cada vez mais pobres. É dramática a situação.” Em razão da crise econômica, os planos perderam mais de 2 milhões de usuários em dois anos.

Ali Mere Jr. também acredita que é preciso mudar o modelo de remuneração, mas discorda de Ramos. “Os hospitais estão mais caros, mas não mais ricos.”

EXCESSO NO USO

Gláucio Libório, presidente do Instituto Ética Saúde, critica programas que incentivam volume de procedimentos e diz que eles abrem brechas para crimes como os vistos na “máfia das próteses”.

A prática é investigada há dois anos pela Polícia Federal e ao menos 40 pessoas já foram indiciadas. Além de compras superfaturadas, que lesaram o SUS e os planos, em alguns casos cirurgias foram indicadas sem necessidade.

“Sou totalmente contra programas que envolvam volume. Médicos não podem receber nenhum benefício atrelado a quantidade de procedimentos de nenhum tipo.”

O cardiologista Luís Cláudio Correia, representante da Choosing Wisely no Brasil (campanha contra o excesso de exames e o sobrediagnóstico), não acredita que os programas tenham papel crucial em indicações excessivas ou desnecessárias de exames.

“A questão é mais cognitiva do que de premiação, de incentivo. Imagino que na ausência de qualquer conflito de interesse, o ‘overuse’ continuaria prevalente.”

Para o intensivista Guilherme Barcellos, que preside a Sociedade Panamericana dos Médicos Hospitalistas e também integra a Choosing Wisely, não é frequente nesses programas uma remuneração direta a médicos por indicações de procedimentos.

“Entram num combo que garante privilégios. Mais receita para o hospital e o médico vira 5 estrelas, ganha estacionamento grátis, lavagem do carro e coisas do tipo.”

EINSTEIN ‘EXPORTA’ PROGRAMA

Considerado modelo no setor, o programa de benefícios do hospital Albert Einstein está sendo replicado em outras oito instituições do país.

Segundo o presidente do hospital, Sidney Klajner, o programa de segmentação médica é usado como forma de fidelizar profissionais autônomos à instituição. São 70 indicadores que geram pontuações que classificam médicos como “premium, advance, evolution e special”.

Os indicadores são baseados em qualidade (adesão a protocolos, interação com a equipe), fidelização (número de pacientes trazidos para o hospital), filantropia (atividades voluntárias nos programa filantrópicos) e participação em ensino e pesquisa.

Klajner diz que o hospital valoriza mais a fidelidade do médico ao Einstein do que o volume de procedimentos.

“Médicos que têm cadastramento e internam pacientes em vários hospitais têm pontuação menor do que aqueles que estão exclusivamente no Einstein.”

Segundo ele, em relação a exames, para cada especialidade existe uma meta mediana esperada. “A partir dessa mediana não é contado mais nada. Estamos mais interessados que o médico peça o exame no Einstein e não no Fleury do que no volume.”

O Einstein vetou recentemente uma prática que poderia gerar conflito de interesse: postos de coleta de exames mantidos por laboratórios em consultórios médicos.

“Por mais que cause perda de receita, isso poderia gerar incentivo para exames complementares desnecessários.”

Também proíbe que seus médicos recebam comissões por tipo de quimioterapia que indicam. “Perdemos profissionais por isso.”

O Hospital Sírio-Libanês diz que não remunera os médicos por quantidade de exames e que “repugna essa prática”. Também não há remuneração por quimioterapia indicada, segundo o CEO, Paulo Chapchap. “Os médicos são remunerados pelo cuidado com o paciente.”

O Hospital Oswaldo Cruz disse que o porta-voz indicado a falar sobre o assunto estava viajando.

O Hospital Moinhos de Vento, de Porto Alegre, informou que seu programa médico passa por reestruturação e que só se manifestará após a conclusão do processo.

A Rede D’Or, que tem 31 unidades no país, disse que “não tinha interesse em participar da reportagem”.


Fonte: Revista Fórum, com informações da Folha.

9.12.16

29º Boletim aborda Rede Referenciada na Cassi





Olá companheir@s, amig@s e coleg@s do Banco do Brasil,

Lançamos nesta sexta-feira 09 o nosso 29º Boletim Prestando Contas Cassi, uma publicação mensal da Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento para levar informações técnicas e fundamentais relativas à Cassi ao conjunto das lideranças da comunidade BB como entidades sindicais, associações da ativa e aposentados, Conselhos de Usuários, dependências do Banco, funcionários da Cassi e o conjunto dos associados e participantes.

Os boletins têm um papel informativo e de formação ao trazer explicações sobre a Caixa de Assistência, as autogestões, o setor de saúde suplementar, organização da rede prestadora, a Estratégia Saúde da Família, a Atenção Integral à Saúde, modelos de sistema de saúde, a prestação de contas sobre o mandato da Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento e demais assuntos que contribuam para dar conhecimento e pertencimento aos participantes do sistema Cassi.

Nesta edição 29 estamos trazendo a explicação da importância de termos Redes Referenciadas para que a Cassi possa orientar os participantes assistidos na hora das necessidades de utilização da Rede Credenciada, com as mais diversas especialidades necessárias ao complemento dos exames e tratamentos dos associados e dependentes.

Leia AQUI o Boletim nº 29.

Pedimos que leiam o Boletim e distribuam tanto na forma impressa quanto em suas listas de contatos nas redes sociais. O material é feito por nós com um forte desejo de contribuir para que a comunidade tenha pleno conhecimento de nossa entidade de saúde de autogestão e do modelo de Atenção Primária à Saúde (APS).

Abraços,

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/18)

Post Scriptum:

A produção do Boletim tem um custo mensal arcado pelo próprio Diretor de Saúde.

10.10.16

27º Boletim aborda Rede Referenciada na Atenção Integral à Saúde



Rede de Atenção à Saúde da Cassi

Referenciamento como estratégia para organização da rede de atenção à saúde

O Modelo de Atenção à Saúde adotado pela Cassi, organiza seus serviços próprios com base na Atenção Primária em Saúde. Tem como um dos seus principais atributos a integralidade, assim como o acesso, longitudinalidade, coordenação do cuidado. As estratégias utilizadas para estruturação e organização do sistema de saúde se voltam ao atendimento destas premissas.

O processo de Referenciamento se caracteriza como ferramenta essencial para consolidação do Modelo de Atenção Integral à Saúde, adotado pela Cassi, pois visa garantir a integralidade da assistência prestada pelas equipes de Saúde dos Serviços Próprios.


Leiam clicando AQUI e pedimos que divulguem para todos os participantes Cassi de seu relacionamento. 

Nós fazemos o boletim Prestando Contas desde que iniciamos o nosso mandato de representação dos associados e ele é feito para fortalecer a cultura de pertencimento à nossa autogestão, dando informações sobre nosso modelo assistencial, Atenção Primária à Saúde (APS), e demais informações centrais sobre a Cassi e o setor.

Abraços,

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/18)

23.5.16

Opinião e agenda do Diretor de Saúde (PR e DF)



Olá companheir@s, amig@s e colegas do Banco do Brasil,

Nesta semana estamos com agenda de trabalho no Paraná e em Brasília.

Acabei há pouco a leitura da pauta da reunião de Diretoria Executiva da semana, pauta que comecei a ler na última sexta à noite.

Cheguei a Curitiba, onde participarei da 22º Conferência Mundial de Promoção da Saúde da UIPES. Nossa equipe da Cassi que estará no evento conosco já se encontra desde ontem no evento e eu me integro a ela entre hoje e quarta. Verei alguns painéis com relação direta ao que propomos e fazemos na Cassi.

Ainda durante nossa estadia aqui em Curitiba, daremos um jeito de intercalar as palestras que veremos na Conferência com a visita à nossa Unidade Cassi Paraná e encontrar lideranças da comunidade BB à noite.

Na sexta, estaremos trabalhando na sede da Cassi em Brasília, após o feriado.

Durante a semana, iremos atualizando a agenda de trabalho.


Leiam matéria (abaixo) onde a Presidenta da FenaSaúde aborda o tema que temos falado ao conjunto de nossos associados da Cassi e suas entidades representativas: o setor de saúde suplementar caminha para a insustentabilidade devido a fatores que temos apresentado nas Conferências de Saúde. O melhor caminho e perspectiva é apostar na Atenção Integral à Saúde e na promoção de saúde e prevenção de doenças. Eu preciso de apoio e investimentos focados para avançarmos no modelo assistencial da Cassi.

A Caixa de Assistência dos Funcionários do BB tem um diferencial que nenhuma outra empresa do setor privado tem e deve se aproveitar dessa vantagem. Diferente dos outros planos privados, que não têm como garantir a manutenção de suas populações por décadas, a Cassi pode fazer promoção de saúde e prevenir doenças numa população que cuida hoje e que estará com ela nas próximas 5 ou 6 décadas, é só olhar o público de 100 mil bancários na ativa e entender o que eu estou falando.

Cuidar hoje desta população e dependentes, equivale a ter uma população de participantes com melhor saúde em 2026, 2036 e por aí vai.

Preciso de parcerias e envolvimento de todos da comunidade BB para isso, inclusive do patrocinador Banco do Brasil.

Abraços e boa semana a todos os meus pares da classe trabalhadora!

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (eleito)

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(A matéria me foi enviada pelo Adelmo, conselheiro de usuários da Cassi SP, ao qual agradeço)

Presidente da FenaSaúde: "estamos caminhando para a insustentabilidade do setor privado"


Fonte: CQCS Data: 18 maio 2016

O alerta foi de Solange Beatriz Palheiro Mendes, presidente da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) – entidade representativa de operadoras de planos e seguros de assistência à saúde –, nesta terça-feira (15/5), em evento promovido pelo Clube Vida em Grupo do Rio de Janeiro. Para uma plateia formada por autoridades e profissionais que atuam no mercado segurador, a presidente da FenaSaúde chamou a atenção para os altos custos com procedimentos, tecnologias, medicamentos e materiais no setor de Saúde Suplementar. 

Segundo Solange, a sustentabilidade do sistema tem pautado a preocupação de todos que atuam no setor por duas principais razões: a acelerada evolução dos custos da saúde e a solidariedade intergeracional, quando os mais jovens subsidiam os mais longevos – isso porque, há 15 anos, para cada beneficiário com 60 anos ou mais, existiam outros três com idades entre zero e 19 anos; hoje, essa relação caiu para dois.

De acordo com Solange, o índice de Variação de Custos Médico-Hospitalares (VCMH), principal indicador utilizado pelo mercado de Saúde Suplementar como referência sobre o comportamento de custos, registrou alta de 19,3% nos 12 meses encerrados em dezembro de 2015. Já a inflação, medida pelo IPCA, ficou em 10,67% no mesmo período.

“As razões que produzem a elevação das despesas com a saúde vão desde o envelhecimento da população, uma vez que os idosos requerem maiores cuidados, até o avanço tecnológico, que frequentemente é apontado como sendo de maior impacto”, avalia a presidente da FenaSaúde. “Em muitos casos, a incorporação de novas tecnologias e procedimentos ao sistema é feita de forma acrítica e sem avaliação de seu custo-efetividade. Por isso, temos insistentemente demandado que haja avaliação sistemática e institucionalizada da tecnologia previamente à sua incorporação”, complementa a executiva. Solange também defende o desenvolvimento de diretrizes e protocolos de utilização para que se evite os casos em que não há evidências que suportem o custo de determinado procedimento.

Ao apresentar os números do segmento, a presidente da FenaSaúde ressaltou a importância de uma ação transparente junto ao consumidor: “Essa é uma das missões da Federação. Precisamos trazer os beneficiários para essa discussão para que ele possa compreender o uso racional desse serviço, que realiza três milhões de procedimentos por dia”. Em 2012, por exemplo, para cada 1 mil habitantes foram realizadas 94 ressonâncias e tomografias computadorizadas. Em 2015, este número passou para 130 – crescimento de 40%.

Outro ponto que mereceu destaque durante a explanação da presidente da FenaSaúde foi a redução do número de beneficiários em 2015 e nos primeiros três meses desse ano: 1,3 milhão de pessoas deixaram de ter planos de saúde. Desses, 887 mil são de planos coletivos empresariais. “Sem dúvida, essa retração de beneficiários se deve a queda do emprego formal. Há uma relação direta entre o seguro saúde e o nível de emprego da população”, destacou a executiva.

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Post Scriptum (21h de 23/5, em Curitiba, PR):

Encerrado o dia de trabalho na Conferência Mundial de Saúde, pude participar de um painel que tratou do tema "Saúde em todas as políticas: estratégias para promover, implementar e avaliar ações no âmbito da saúde".

É impressionante a constatação que todos nós que atuamos na Cassi temos quando participamos de fóruns, conferências, cursos e demais espaços sobre saúde coletiva, promoção de saúde, saúde da família ou modelos de sistemas de saúde. A Caixa de Assistência tem uma experiência bastante exitosa naquilo que demais setores querem iniciar.

O que nós precisamos de fato é de foco e investimento para completar um sistema de serviços de saúde na Cassi que foi iniciado no final dos anos noventa e que precisa de investimento para concluir os eixos estruturantes ainda não implantados como rede referenciada com compromissos formais dos prestadores (contra-referência), prioridade no uso das unidades Cassi como referência para as necessidades em saúde porque lá deve estar o histórico familiar, dentre outras coisas previstas no modelo.

Como disse na postagem inicial, nós da Cassi temos um diferencial que é a melhor perspectiva de sistemas de saúde baseados em custeios solidários e intergeracionais: vamos cuidar da população que está conosco hoje por décadas, o que quer dizer que com prevenção e acompanhamento das questões crônicas, os resultados são melhores ao longo do tempo tanto em qualidade de vida quanto em uso dos recursos.

Abraços,

William Mendes
Diretor de Saúde da Cassi (eleito)

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Fim de dia e fim de trabalho nesta semana,
aqui na sede da Cassi (DF).

Post Scriptum (17:30h de sexta, 27/5/16):

Olá companheir@s, amig@s e colegas do BB,

Estamos encerrando mais uma semana de trabalho pela Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento da Cassi. Apesar de ter sido uma semana com feriado no meio, nesta quinta, tivemos agenda bem cheia.

Estivemos em uma conferência mundial de promoção de saúde no Paraná entre segunda e quarta. Fizemos matéria com impressões a respeito. Leia AQUI.

Pela relação de respeito e parceria que sempre buscamos estabelecer com os associados e suas entidades representativas, consegui fazer uma agenda numa das noites em Curitiba, durante minha estada na conferência de saúde, para visitar o Sindicato dos Bancários.


Durante os dias de trabalho em Curitiba, pudemos visitar
o Sindicato dos Bancários, grande parceiro na defesa da Cassi
e dos direitos dos associados da ativa e aposentados.
 

Ainda durante a semana, pudemos fazer uma ótima reunião de trabalho tanto com os funcionários da Cassi (PR) quanto com os gestores locais.

Nesta sexta, trabalhamos o dia todo aqui na sede da Cassi em Brasília.

É isso, um abraço a tod@s os meus pares da classe trabalhadora.

William mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (eleito)