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18.2.22

Memórias (XVIII)


Eu e Miguel no FSM, Belém do Pará, 2009.
Foto de Paulo de Tarso.

Fórum Social Mundial, Cursos de Formação da Contraf-CUT em parcerias com o Dieese e entidades sindicais e curso de formação na Organização Internacional do Trabalho (OIT) foram algumas das agendas sindicais nas quais me envolvi em 2009


Ao revisitar uma agenda do ano de 2009 pude relembrar alguns momentos sindicais que compuseram minha formação política daquele ano e minhas contribuições para a organização dos trabalhadores na luta de classes.

Para complementar minhas memórias, aproveitei para dar uma repassada nas 211 postagens de meu blog sindical A Categoria Bancária (ver aqui), pois naquele momento eu já estava acrescentando à agenda de papel uma espécie de agenda sindical pública, uma prestação de contas de minha representação dos trabalhadores e entidades sindicais.

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#FSM2009 - No mês de janeiro fui um dos representantes da Contraf-CUT e de nossas entidades sindicais bancárias paulistas a participar da edição do Fórum Social Mundial, ocorrida em Belém do Pará. Eu e o companheiro Miguel Pereira tivemos uma oficina sobre questões do ramo financeiro (foto que abre a postagem, feita por Paulo de Tarso).

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OLT - As visitas e reuniões nos locais de trabalho foram intensas nos meses de janeiro (aqui) e fevereiro (aqui). Na agenda sindical constam reuniões em diversas agências e departamentos do Banco do Brasil. Também tivemos reuniões com delegad@s sindicais. Eu sempre pautei todo tipo de assunto para os bancários que representava, assim o líder sindical politizava a categoria que representava. Um sindicato cidadão politiza todas as questões do mundo do trabalho e da cidadania das pessoas.

Terminei o ano da forma que comecei: estando na base e discutindo questões sensíveis aos trabalhadores do BB relativas à ascensão profissional. Foi no dia 30/12/09, ver registro aqui.

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Eu e o companheiro Genésio no ato contra a FSP.

ATO CONTRA FOLHA DE SÃO PAULO "DITABRANDA" - No mês de março de 2009 participei de uma atividade na porta do jornal Folha de São Paulo, que havia dito que no Brasil a ditadura teria sido "branda" (ver postagem aqui). Durante o mandato na Contraf-CUT como secretário de imprensa eu me envolvi muito com a temática de comunicação. Foi uma lição para toda a vida.

O mês de março foi bem agitado. Estive em várias bases sindicais a trabalho. Fui ao Paraná e ao Rio de Janeiro para participar de questões relativas ao Banco do Brasil. A Contraf-CUT estava organizando seu congresso e com isso tivemos muitas agendas e grupos temáticos. Ver aqui postagens do mês.

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30 ANOS DE RETOMADA DO SINDICATO (1979-2009) - Ainda em março, tivemos um evento comemorativo da histórica retomada do Sindicato dos Bancários de São Paulo Osasco e região da mão dos pelegos que serviam à ditadura daquela época. Gushiken foi o grande homenageado, junto a outros companheiros que contribuíram para a formação do Novo Sindicalismo brasileiro. Ler postagem aqui.

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2º CONGRESSO DA CONTRAF-CUT - Em abril, a delegação do congresso de nossa confederação elege a nova diretoria para o triênio 2009/12. O companheiro Vagner Freitas deixa a presidência e assume o comando da entidade o companheiro Carlos Cordeiro. Fui eleito secretário de formação e o companheiro Ademir assumiu a secretaria de imprensa. Novos desafios e nova aprendizagem começavam ali para todos nós. Ver postagem aqui.

Ainda no mês de abril nós tivemos os congressos de BB (20º) e Caixa Federal em Brasília. Fiz artigo no mês falando sobre "Melhorar renda, condições de trabalho e a vida da classe trabalhadora" (ler aqui). Também fiz um artigo sobre "Formação e informação". Gostei do conteúdo ao reler o texto (aqui). Segue bem atual a questão pautada nele.

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ENCONTROS ORGANIZATIVOS - Os meses seguintes foram meses de preparação para diversos encontros e congressos da estrutura sindical brasileira. Tivemos eventos da corrente política Articulação Sindical, tivemos CECUT e CONCUT, seminários e fóruns preparatórios e organizativos da campanha dos bancários, dentre outros eventos políticos. Na Contraf-CUT realizamos nosso planejamento de gestão.

E mesmo com agenda intensa da estrutura sindical, lá está o registro de minhas visitas às bases sindicais, conversando com os trabalhadores que representava (OLT).

Em relação à secretaria de formação, organizamos um encontro nacional com as entidades afiliadas à Contraf-CUT e do Comando Nacional. Ler aqui. (como já comentei diversas vezes, os links de nossas entidades sindicais normalmente dão a mensagem "error", ou seja, não temos mais o conteúdo virtual: história apagada, deletada)

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Participação em curso na OIT, Turim, Itália.

PARTICIPAÇÃO EM CURSO DA OIT, REPRESENTANDO A CUT

No mês de setembro, estive por 3 semanas em um curso de formação na Organização Internacional do Trabalho (OIT), com sede em Turim, Itália. A pauta principal do encontro era a crise mundial causada pela crise do subprime e as consequências para a classe trabalhadora. Foram representantes sindicais de diversos países sul-americanos e da América Central e Caribe.

As duas primeiras semanas foram na sede da OIT na Itália e a última semana do curso foi em Madri, Espanha, na sede das CCOO. Fui indicado na vaga da CUT pela nossa confederação e ramo financeiro.

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GREVE DE 15 DIAS - Em outubro, tivemos a campanha nacional dos bancários e como era prática dos banqueiros não apresentarem proposta razoável em mesa de negociação, a categoria foi à luta e a campanha teve uma boa greve para arrancar uma proposta melhor dos banqueiros na mesa única da campanha geral e propostas nas mesas específicas dos bancos públicos. Ver aqui.

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Na foto: Miguel Huertas, Regina, Carlindo,
eu, Magaly e Cardoso. Não tenho o nome
do autor da foto.

1º CURSO DE FORMAÇÃO DA CONTRAF-CUT/DIEESE - SINDICATO, SOCIEDADE E SISTEMA FINANCEIRO

Entre os dias 26 e 30 de outubro, realizamos em Minas Gerais o 1º módulo do 1º curso de uma longa série de cursos de formação numa parceria da Confederação, Dieese e entidades sindicais, que patrocinaram a formação de seus dirigentes e assessores. Ver uma postagem sobre o módulo do curso aqui.

Tivemos o privilégio de estar à frente de um curso muito exitoso, com a participação de centenas de pessoas ao longo de 6 anos na secretaria de formação. Praticamente tod@s completaram os 3 módulos do curso de PCDA. As lideranças que não concluíram tiveram agendas complicadas em suas bases de representação.

A convivência com os amig@s e companheir@s do Dieese e convidad@s palestrantes foi uma escola de vida para mim e para as pessoas que passaram pelos cursos. E aprendemos muito uns com os outros, cada pessoa passava o conhecimento que tinha. Sem dúvida, os anos de formação sindical foram alguns dos melhores anos de minha lembrança na vida sindical.

O 2º módulo ocorreu no Rio de Janeiro (ver aqui) e o 3º módulo fechou o curso da 1ª turma (aqui).

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FALECIMENTO NA FAMÍLIA - No mês de novembro de 2009 sofremos uma grande perda em família, faleceu a nossa querida tia Alice, lá em Minas Gerais, em decorrência de um câncer. Tia Alice era funcionária da Prefeitura de Uberlândia, cuidava de uma praça onde cresci - bairro Marta Helena - e sempre foi muito amada por todos nós. Saudades imensas de tia Alice! Eu sempre tive orgulho de ser um dirigente sindical porque pensava em melhorar a vida do povo simples brasileiro como era a tia Alice.

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Enfim, termino aqui mais um momento de Memórias. Foram horas trabalhosas de pesquisa e leitura, mas valeu a pena para deixar registrado momentos singelos de lutas da classe trabalhadora. 

Os momentos que vivi não são só meus, são nossos. Somos indivíduos, mas somos legião. Se estivermos organizados e com projetos claros e bem estruturados para nos engajarmos, temos chances de boas lutas contra os capitalistas, mas isolados e com cada um cuidando de seus interesses, só temos derrotas e sofrimentos acumulados.

É isso!

William


Para ler o texto anterior, Memórias (XVII) clique aqui.

E clique aqui para ler o texto seguinte, o XIX.


2.10.13

Horas de greve: uma reflexão sobre dividir pra todos o ônus da luta


Já faz alguns anos que levanto um debate acerca do que fazer com o saldo das horas de greve que a categoria bancária gera para conquistar direitos coletivos novos ou para mantê-los nas renovações da Convenção Coletiva de Trabalho e seus aditivos.

Apresento novamente, a pedido, o artigo que fiz em 2008 onde defendo a ideia de que as horas de greve geradas nas conquistas coletivas devem ser ou anistiadas pelos patrões (porque eles foram responsáveis pela greve) ou devem ser divididas igualmente pelo conjunto dos trabalhadores que serão beneficiados com os direitos coletivos conquistados, do escriturário ao mais alto cargo na empresa.

O artigo foi feito logo após a campanha dos bancários em 2008 e foi pensado para a categoria debater em seus fóruns a partir de 2009. Na época, eu era secretário de imprensa da Contraf-CUT.

Leiam, reflitam e debatam por aí. Abraços, William Mendes

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24/11/2008

ARTIGO: Horas de greve - Anistia ou distribuição para todos

Uma proposta classista, justa e baseada no direito coletivo e da igualdade

Por William Mendes*

Após o fechamento da campanha nacional dos bancários, uma das mais vitoriosas dos últimos anos e cuja data-base é setembro, nós, os representantes eleitos pelos trabalhadores, já nos colocamos a estudar formas de organização das lutas para o período que se inicia logo após as conquistas da Convenção Coletiva e aditivos terem sido renovados.

Uma das questões sempre presentes em nosso estudo e formulação diz respeito a pensar em novas formas de envolvimento dos trabalhadores no movimento, na organização e participação nas greves da categoria e em suas consequências e resultados - positivos e negativos.

O tempo tem mostrado que a greve, o movimento paredista dos trabalhadores, ainda é a melhor forma de arrancar propostas do patronato quando não há ou quando esgotam-se as negociações entre patrões e empregados.

A greve é o principal instrumento de luta dos trabalhadores. Porém, é preciso saber usá-lo e saber o melhor momento tanto para iniciar a greve quanto para sair dela da forma mais satisfatória possível para o conjunto dos trabalhadores.

A grande maioria dos bancários tem mostrado essa sabedoria nos últimos anos, principalmente de 2005 para cá, quando fizemos boas greves e boas negociações entre o Comando Nacional e os banqueiros.

Embora os embates tenham sido muito duros nos últimos anos, os bancários têm conseguido bons resultados nas campanhas unificadas como aumento real em todos os acordos de 2004 para cá, pois são 11,52% de reajuste nos pisos e 5,48% nos demais salários (INPC); melhorias na distribuição da PLR - Participação nos Lucros e Resultados; conquista de novos direitos como a 13ª cesta alimentação; e direitos específicos por bancos como, por exemplo, PCS e isonomia na Caixa Federal, isonomia e reestruturação da Cassi no Banco do Brasil, auxílio educação na maioria dos bancos privados, PCR e PAC no Itaú etc.

É chegada a hora de acabarmos de vez com a inversão de valores que ocorre em nossas campanhas salariais quando, após a luta de alguns - os que fazem a greve - estende-se as conquistas para o conjunto dos trabalhadores que estão sob a regência da Convenção assinada com os novos direitos e ganhos, mas não se estende para todos a compensação das horas de greve que garantiram os direitos. E estende os benefícios mesmo para aqueles que não participaram da luta vitoriosa e que, muitas vezes, fizeram o contrário, assediando os grevistas e tentando destruir o movimento paredista que culminou com a conquista coletiva.

Proponho que usemos para as horas de greve geradas na luta os mesmos princípios do direito que garantem a igualdade, que estabelecem as normas do direito coletivo e a própria legislação trabalhista já em vigor, como a CLT, que garante extensão de direitos a todos sob a tutela de acordos e convenções coletivas.

O princípio que rege o direito coletivo das convenções e acordos estende a todos os trabalhadores os direitos (bônus) conquistados ao final de uma campanha e negociação entre patrão e empregados para renovação de direitos coletivos.

Tomemos, como exemplo, os bancários na renovação de sua convenção 2008/09, que conquistaram aumento na PLR tanto na porcentagem do salário individual distribuído (passou de 80 para 90% do salário), quanto no aumento do teto estabelecido (que passou de 2 para 2,2 salários), o que elevou ganhos tanto na base da pirâmide funcional quanto na parte superior da mesma.

O reajuste salarial acima da inflação também aumentou os vencimentos de todos os trabalhadores pertencentes à folha de pessoal.

É elementar usar o mesmo princípio coletivo que regeu a distribuição dos bônus (auferidos e distribuídos para todos sob a CCT e aditivos) para a distribuição do ônus da luta pela renovação da convenção, ou seja, distribuição equânime das horas de greve a serem compensadas em cada banco para todos os beneficiários das conquistas.

Nesse sentido, é baseado no princípio da igualdade e também do princípio do direito coletivo que defendo que as horas de greve geradas na renovação da convenção dos bancários sejam ou abonadas (anistiadas) para todos ou distribuídas igualitariamente para todos, haja vista o princípio da igualdade que estendeu para todos as conquistas auferidas. Afinal, a greve não é de determinado segmento de trabalhadores ou locais da empresa. É de toda a coletividade da categoria.

A proposta para 2009

A solução legal e moral para as próximas campanhas de renovação de acordos e convenções coletivas (data-base) e também para as campanhas específicas e/ou sazonais por tema ou empresa (no caso dos bancários, os bancos) é a seguinte:

1-os bancos devem abonar (anistiar) as horas de greve totais geradas na luta dos direitos coletivos. Em 2008, tivemos bancos que tomaram esta postura, como o HSBC.

2-os bancos que insistirem na compensação das horas de greve geradas na obtenção dos direitos coletivos pegarão o montante de horas a compensar geradas e dividirão pelo número total de funcionários existente em seu quadro de pessoal na data-base (a mesma base da distribuição da PLR, por exemplo), gerando para cada um (grevista ou não) o mesmo número de horas a serem compensadas, de forma que cada trabalhador beneficiário das conquistas também partilhe de (X) horas de seu salário em nome da conquista coletiva.

Por exemplo: o banco A tem 80 mil empregados e teve 120 mil horas de greve. Dessa forma, cada empregado pagará 1,5 horas de seu salário.

Proponho que esse novo paradigma seja apreciado pelos trabalhadores a partir de agora em suas assembleias, congressos e conferências, bem como proponho discussão e deliberação nas respectivas diretorias eleitas nos sindicatos, federações, confederações e centrais.

*William Mendes é Secretário de imprensa da Contraf/CUT e diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região

Fonte: Contraf/CUT

5.9.10

Comitê de Ética do BB já tem representantes (eleitos)


Foi divulgado o resultado da eleição que escolheu titular e suplente para representar bancários no Comitê

(Matéria de 03/09/10)

São Paulo – O resultado da eleição para os representantes dos bancários no Comitê de Ética do Banco do Brasil (BB) foi divulgado nesta quarta-feira 2. Foi eleita a dupla Maria Valéria Sarmento Coelho (titular) e Maria Fernanda Leister Costanzo (suplente), com 2.671 votos (13,6% do total).

Em segundo lugar ficou a dupla apoiada pelo Sindicato, Josias Ricardo Soares (titular) e Silvio Zanin (suplente), com 1.341 votos (6,8%); e em terceiro Rodolfo Ribeiro Franco e Pedro Grigorio dos Santos com 811 votos (4,1%).

Os funcionários do BB foram às urnas nos dias 25 e 27 de agosto. Votaram 19.687 de um total de 30.858 trabalhadores aptos. Estavam concorrendo 49 duplas.

O Comitê de Ética foi criado para combater o assédio moral no BB. Ele começou a ser discutido entre os trabalhadores e a direção do banco em 2009, tendo sua implantação iniciada em julho deste ano. Sua instituição, portanto, é um avanço na luta dos bancários contra o problema, que é apontado como uma das principais preocupações da categoria.

Problema – Em pesquisa realizada este ano pelos sindicatos de todo o país e coordenada pela Contraf-CUT, 79% dos bancários deram nota máxima para o problema do assédio moral, em uma escala de 1 a 10 de prioridade. O combate às metas abusivas também recebeu a mesma porcentagem de notas máximas.

Os dois problemas estão diretamente relacionados. O assédio moral é utilizado pelos bancos como uma ferramenta de gestão para cobrar dos funcionários o cumprimento de metas abusivas. Trata-se de uma violência institucional, porque é parte essencial na forma como as instituições financeiras do país funcionam hoje.

Paridade – Nesse contexto, a criação de um Comitê de Ética é uma conquista, ainda que ele, tal como foi instituído, não atenda satisfatoriamente às reivindicações dos trabalhadores: para cada representante de bancários há quatro representantes da diretoria do BB, e ele não prevê a participação do Sindicato.

“O comitê de ética ainda não é o ideal e falta a paridade entre representantes dos trabalhadores e do banco, mas é um avanço conquistado pelos funcionários por meio da mobilização, uma vez que o BB reconheceu que há assédio moral na empresa. Estão de parabéns todos os funcionários que concorreram ou apenas votaram no processo eleitoral. O Sindicato oferece apoio aos representantes eleitos e continuará a combater o assédio moral nos locais de trabalho”, diz Getulio Maciel, dirigente sindical da Fetec-CUT/SP.

É importante lembrar que, independentemente da atuação do Comitê, os funcionários do BB devem continuar denunciando o assédio moral à Ouvidoria Interna do BB e, principalmente, ao Sindicato, em conversas com os diretores sindicais ou ainda enviando uma mensagem pelo site.

Mobilização – O resultado da pesquisa da Contraf-CUT não é surpresa entre a categoria, uma das que mais sofre com o assédio moral, que prejudica as condições de trabalho e de saúde do funcionário, gerando adoecimento psicológico e físico. Por meio do assédio moral, os bancários sofrem ameaças de descomissionamento, o que reduziria seus salários pela metade. O Sindicato tem realizado manifestações nos locais de trabalho para dar visibilidade à questão e pressionar os bancos e quer negociar com o BB um plano de carreira que garanta proteção ao trabalhador. Outra reivindicação é que as metas sejam discutidas em negociações entre os trabalhadores e a empresa.

Fonte: Seeb SP - Andréa Ponte Souza - 03/09/2010

1.9.10

Interdito proibitório: vitória dos bancários de Curitiba contra a Caixa Federal (evento de 2009)


(Matéria de 01/09/2010)

Caixa: Justiça dá razão aos trabalhadores

Saiu nesta quarta-feira, 01 de setembro, a decisão judicial sobre o interdito proibitório ajuizado pela Caixa Econômica Federal durante a Campanha Salarial 2009 contra o Sindicato dos Bancários de Curitiba e região. A Justiça do Trabalho julgou como legítima a greve dos trabalhadores e decidiu pelo arquivamento do processo. “Essa decisão vai ao encontro da avaliação do movimento sindical, que criticou durante toda a campanha a postura truculenta e intransigente da Caixa”, avalia o presidente do Sindicato, Otávio Dias.

Histórico – A Caixa ingressou com um interdito proibitório contra o Sindicato na Campanha Salarial 2009 e conseguiu uma decisão favorável da 8ª Vara do Trabalho de Curitiba, que implicava em punição de R$ 50 mil por dia caso a entidade não cumprisse a decisão. Durante a greve, a empresa ainda entrou com um pedido para majorar a multa, ou seja, elevar a punição caso houvesse descumprimento da ordem judicial. A postura surpreendeu os dirigentes do Sindicato, que tiveram que driblar diversos obstáculos impostos pelo banco para conseguir êxito em suas ações sindicais.

Interdito proibitório – O interdito proibitório é um dispositivo jurídico relacionado às situações nas quais o direito de posse ou de propriedade estão ameaçados, o que não procede na paralisação dos bancários, que permanecem do lado de fora das agências orientando a população sobre a sua Campanha Salarial e indicando alternativas para as agências sem expediente. Além disso, carro de som, faixas, cartazes e panfletos não constituem ameaça alguma ao patrimônio dos bancos. O interdito é, na prática, uma artimanha, um artifício dos bancos, que utilizam de forma não apropriada da Justiça do Trabalho para restringir o direito de greve dos trabalhadores.

Por: Renata Ortega

SEEB Curitiba

10.10.09

Sexta, 9 de outubro (Bancários Fenaban e BB aprovaram proposta. Caixa continua no 16o dia de greve)


Ontem à noite os bancários de S. Paulo Osasco e região aprovaram em assembleia a proposta da Fenaban e do Banco do Brasil.

À tarde, estive na assembleia da Caixa Federal, que decidiu pela continuidade da greve.

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Post Scriptum:

(reprodução de matéria do Sindicato dos Bancários de Campo Grande e região)


14 de Outubro de 2009 às 11:46

Confira a proposta aprovada pelos bancários do Banco do Brasil


Reajuste Salarial: 6% (1,5% de aumento real)

PLR: 45% do salário mais valor fixo de R$ 512, acrescidos do pagamento linear de 4% do lucro líquido

Veja o valor a receber em alguns cargos:

Escriturário: R$ 2.890
Caixa*: R$ 3.189
Ass. Negócios: 1,46 salário
Demais gerentes: 1,56 salário
1º Gestor de rede: 1,84 salário
Comissionado resp. 2 e 3: 2,28 salários

(* Já incluída a gratificação de caixa e outras verbas)

Condições de trabalho: 10 mil novos empregados

Assédio moral: c
riação de comitês de ética composto por representantes eleitos pelo funcionalismo. Trabalho será acompanhado pelo Sindicato

PCS: aplicação de 3% na tabela a partir de 1º de outubro

PCS: discussão de um novo Plano de Carreiras, Cargos e Salários a partir de 1º novembro, com conclusão de proposta até 30 de junho de 2010

Isonomia: venda e acúmulo de cinco dias de faltas abonadas aos bancários que ingressaram no BB a partir de 1998

Lateralidade: pagamento das substituições nas agências com até sete funcionários, na ausência do comissionado. Nas dependências da rede haverá pagamento das substituições nas ausências do primeiro gestor

Licença adoção: ampliação da licença de 5 dias para 30 dias aos pais solteiros ou casais homoafetivos

Igualdade de oportunidades: programa de equidade de gênero com ações afirmativas para garantir que as mulheres ocupem funções chaves no BB

Saúde e condições de trabalho: seleção interna e externa para os Sesmt (Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho)

Adiantamento de salários: extensão do direito de adiantamento de salário para os funcionários pós–98 pelo programa de assistência às vítimas de assalto e sequestro (Pavas)

8.10.09

Quinta, 8 de outubro (15o dia da greve dos bancários e assembleia sobre proposta Fenaban)


Hoje é o 15º dia da greve nacional dos bancários.

Estarei na Contraf-CUT e à noite na assembleia dos bancários para apreciar proposta dos banqueiros e Governo.

Quarta, 7 de outubro (14o dia da greve dos bancários e negociação Fenaban)


Nesta quarta, estive no complexo São João do BB somente pela manhã. A greve no prédio se manteve como nos demais dias.

À tarde, estive na Contraf-CUT e, após a assembleia dos bancários, fui para o prédio da negociação Fenaban X bancários. Saí depois da meia-noite.

26.9.09

Segunda, 28 de setembro (5o dia da greve dos bancários)


Quinto dia da greve nacional dos bancários. Estarei no Complexo São João do Banco do Brasil.

Sexta, 25 de setembro (2o dia da greve dos bancários)


Segundo dia da greve nacional dos bancários. Estive no Complexo São João do Banco do Brasil.

À tarde, passeata dos bancários na Av. Paulista.

Quinta, 24 de setembro (1o dia da greve dos bancários)


Primeiro dia da greve nacional dos bancários. Estive no Complexo São João do Banco do Brasil.

20.8.09

Semana de 24 a 28 de agosto (Negociações com banqueiros, seminários e aniversário da CUT)




Semana dedicada à secretaria de formação da Contraf-CUT. Também é uma semana de muitas negociações com a Fenaban, BB e Caixa.

Segunda

-Seminário Interdito Proibitório x Direito de Greve
Hotel Renaissance na Al. Santos 2233.


Quinta

-Apresentação do DRS do BB no Sindicato às 10 horas. (não pude ir)


Sexta

-Dia nacional de luta dos bancários. E aniversário de 26 anos da maior central da América. Também é dia dos bancários.


VIVA A CENTRAL ÚNICA DOS TRABALHADORES CUT

SOMOS FORTES, SOMOS CUT!

4.7.09

De 10 a 17 de agosto (Semana de trabalho com atuação na base, na Contraf e abono)


Dia 10

Entrega da minuta dos bancários à Fenaban.

Fizemos porta dos bancos com som e distribuição de materiais. Eu estive na atividade do Complexo São João no BB.

Depois fizemos uma bela passeata da Praça do Patriarca até a Av. Paulista, com a participação de vários sindicatos de bancários CUTistas do Estado de São Paulo.

Após a passeata, voltei para a Contraf-CUT.


Dia 11

Reunião do Secretariado da Contraf-CUT.


Dia 12

Dia de trabalho na Contraf-CUT.


Dia 13

Abono do dia.

Estarei realizando a minha Romaria anual em Minas Gerais.


Dia 14

Abono do dia

Caminhando dezenas de quilômetros em meu momento de introspecção (MG)


23.6.09

Domingo, 19 de julho (11a Conferência aprova reivindicações)


Participação da 11ª Conferência Nacional dos Bancários em SP.

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(reprodução de matéria do Sindicato dos Bancários do Ceará)

Post Scriptum:


Conferência Nacional aprova pauta de reivindicações para Campanha 2009

Durante os dias 17, 18 e 19/7, os 640 delegados de todo o País presentes à 11ª Conferência Nacional dos Bancários definiram a pauta de reivindicações e a estratégia da Campanha Salarial 2009. 

As principais bandeiras aprovadas são: índice de reajuste de 10% (reposição da inflação mais 5% de aumento real); PLR de três salários mais R$ 3.850,00; contratação de toda remuneração dos trabalhadores (inclusive a parte variável); valorização dos pisos salariais, combate às metas abusivas e ao assédio moral; PCS para todos; mais segurança nas agências e regulamentação do Sistema Financeiro Nacional, que incentive o crédito e reduza os juros.

Além disso, os delegados aprovaram ainda a manutenção da campanha nacional unificada entre bancos públicos e privados, com negociações das questões de cada banco sendo realizadas simultaneamente em mesas específicas. A pauta de reivindicações será entregue à Fenaban no início de agosto.

“O resultado da Conferência é extremamente positivo, coroando um amplo processo democrático de discussões com os bancários, que passou por assembleias, consultas em todas as bases sindicais e conferências regionais”, avalia Carlos Cordeiro, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e coordenador do Comando Nacional.


Conheça as principais diretrizes aprovadas na Conferência Nacional

AUMENTO REAL – Índice de reajuste de 10%. O mesmo índice de reajuste deve ser aplicado nas demais verbas salariais.

PLR MAIOR – Pagamento de três salários mais R$ 3.850,00 a título de Participação nos Lucros e Resultados (PLR). Os bancários também aprovaram a proposta de contratação total da remuneração da categoria, incluída a parte variável.

VALORIZAÇÃO DOS PISOS – Os bancários querem a valorização dos salários de ingresso na categoria, com o piso salarial de escriturário baseado no salário mínimo do Dieese, de R$ 2.047,00.

PLANO DE CARREIRA – A Conferência manteve a proposta de criação de um Plano de Carreira, Cargos e Salários (PCCS) para todos os bancos, com o acompanhamento dos sindicatos.

PRESERVAÇÃO DO EMPREGO – Novas contratações, fim das terceirizações, garantia de emprego inclusive durante os processos de fusão, luta pela ratificação da Convenção 158 da OIT que proíbe dispensas imotivadas, acabar com as demissões por justa causa em função de endividamento, respeito à jornada de trabalho, além da ampliação do auxílio-educação para todos e a licença-maternidade de seis meses.


Fonte: Sindicato dos Bancários do Ceará