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28.4.26

Eleição na PREVI - Vitória da Chapa 2 Previ para os Associados


CAIXA DE PREVIDÊNCIA DOS FUNCIONÁRIOS DO BANCO DO BRASIL SAI FORTALECIDA APÓS PROCESSO ELEITORAL 2026

Terminou ontem, 27 de abril, o processo eleitoral que definiu parte do grupo de gestores da PREVI pelos próximos 4 anos, associados e associadas da Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil, um dos maiores fundos de pensão da América Latina, criado há 122 anos pelos trabalhadores do banco público. Os eleitos irão se somar aos gestores que têm mandatos eletivos até 2028 e aos indicados pelo patrocinador BB, que pode mudar suas representações a qualquer tempo.

A eleição foi disputada por duas chapas e a Chapa 2 Previ para os Associados foi eleita com 47,26% dos votos válidos (49.379). A Chapa 1 Somos Previ pelo Associado obteve 40,62% dos votos (42.442). Foram eleitos gestores para as diretorias de Administração e Planejamento, além de conselheiros deliberativos e fiscais, titulares e suplentes. Alencar Ferreira (Diretor de Administração) e Lissane Holanda (Diretora de Planejamento) lideraram a chapa vencedora.

O atual modelo de gestão do fundo vigora desde a reforma estatutária de 1997, um dos estatutos de fundos de pensão mais moderno do mundo e referência em previdência complementar. O estatuto sofreu algumas alterações por intervenção violenta do governo FHC - a mudança de diretorias que eram eleitas pelos associados e a implantação de voto de minerva no CD -, mas a PREVI superou os desmandos do período tucano e segue sendo uma referência de êxito há décadas.

Estavam aptos a exercer o direito de votar mais de 195 mil pessoas e a participação no processo contou com mais de 104 mil votantes. Se considerarmos a grande quantidade de associados aposentados e pensionistas nas faixas etárias a partir de 60 anos de idade, podemos considerar como exitoso o processo eleitoral da PREVI. Devemos seguir atentos ao esforço de aumentar a participação de todas as pessoas que podem exercer seu legítimo direito de voto em um processo eleitoral, pois isso fortalece a democracia.


Apoiei e fiz campanha para a Chapa 2 por entender a sua composição como o símbolo da unidade do movimento de representação dos funcionários da ativa, aposentados e pensionistas da comunidade Banco do Brasil. As entidades sindicais e associativas indicaram quadros qualificados para compor a chapa vitoriosa. Ninguém melhor do que os próprios trabalhadores para gerir suas associações de saúde, previdência e outras mais de interesse de classe.

Segue abaixo a nota da página da própria PREVI sobre o resultado da eleição.

Desejo um excelente trabalho para as companheiras e companheiros eleitos e que nossa Caixa de Previdência siga no caminho certo como tem sido nas últimas décadas.

William Mendes

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Chapa 2 vence as Eleições Previ 2026

Com 47,26% dos votos, chapa PREVI PARA OS ASSOCIADOS foi eleita para mandato até 2030

27/04/2026

A votação para definir os diretores de Administração e de Planejamento e demais dirigentes eleitos para os próximos quatro anos de mandato terminou nesta segunda-feira, 27/4, às 18h.

A vencedora foi a Chapa 2 – PREVI PARA OS ASSOCIADOS, com 49.379 votos (47,26% do total de votantes). Foram computados ainda 5.306 votos em branco e 7.348 nulos. O número total de eleitores votantes foi de 104.475, contra 90.819 abstenções. Confira o Resultado Final consolidado por estado no site das Eleições.

Veja a seguir o total de votos computados nas Eleições Previ 2026:

Chapa.................................Votos................................%

Chapa 1: SOMOS PREVI 

- PELO ASSOCIADO ..........42.442.......................... 40.62%

Chapa 2: PREVI PARA 

OS ASSOCIADOS ..............49.379.......................... 47.26%

Brancos ............................ 5.306............................ 5.08%


Nulos ................................7.348............................ 7.03%

Total ..............................104.475............................ 100%


Entre os dias 13 e 27 de abril os associados puderam votar para definir os representantes para a Diretoria de Administração e para a Diretoria de Planejamento, além de um membro titular e um suplente para os Conselhos Fiscal e Deliberativo, dois membros titulares e dois membros suplentes dos Conselhos Consultivos do Plano 1 e do Previ Futuro. Os mandatos são de quatro anos e vão de 1/6/2026 até 2/6/2030.

O resultado das Eleições Previ 2026 será homologado pela Comissão Eleitoral após a conclusão das verificações que são realizadas pela auditoria externa e pela auditoria da Previ.


Próximos passos

Em conformidade com a Instrução Previc nº 23/2023, os documentos dos candidatos eleitos para mandatos de diretor, conselheiro deliberativo e conselheiro fiscal serão enviados para a Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), que emite um atestado de habilitação do dirigente. Esse atestado de habilitação será recebido pela Previ antes da posse do candidato eleito.

Fonte: Previ

7.3.26

Diário e reflexões - Conversando com os bancários do BB na Grande São Paulo



CONVERSANDO COM OS BANCÁRIOS DO BB NA GRANDE SÃO PAULO

Sábado, 07 de março de 2026.


ELEIÇÕES CASSI

Na quinta e sexta-feira dessa semana que termina, estive visitando a base de funcionários do Banco do Brasil na grande São Paulo, a base sindical na qual atuei a maior parte de minha vida como bancário e representante dos trabalhadores.

Na quinta, junto a companheiros do Sindicato, visitei agências e departamentos do BB na região de Osasco, Barueri e Alphaville, para apresentarmos as qualidades e características de nossa chapa CASSI PARA OS ASSOCIADOS nas eleições da CASSI. As chapas 2 e 55 representam a UNIDADE NACIONAL e na história de lutas do funcionalismo do BB a unidade sempre fez toda a diferença para manter e ampliar direitos.

Estive ao lado de Diego Carvalho, candidato ao Conselho Fiscal da CASSI, e de companheiros da Regional Osasco. Diego é funcionário do BB há 17 anos, é diretor de nosso Sindicato, atua no Conselho de Usuários da CASSI SP e faz um bom trabalho de base. Está preparado para o desafio de nos representar na CASSI.

Na sexta, nossa participação nas eleições da CASSI se deu na região central de São Paulo. Estive em diversos departamentos do BB ao lado da companheira Ana Beatriz - a Bia -, Diretora Executiva de nosso Sindicato e Conselheira Deliberativa eleita da CASSI. 

Bia abordou avanços importantes na gestão da nossa Caixa de Assistência como, por exemplo, ampliação e melhoria nas estruturas das CliniCASSI para acolher nossos participantes e para termos melhores perspectivas de cuidados de cada associado e familiar ao longo do tempo.


Nossa diretora do Sindicato e conselheira da CASSI apresentou algumas das propostas técnicas da chapa CASSI PARA OS ASSOCIADOS - CHAPAS 2 E 55, em relação a REDE REFERENCIADA e ampliação da ATENÇÃO PRIMÁRIA e da ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA (ESF), que inclui ASSESSORIA AO PARTICIPANTE na resolução de atendimentos em saúde.

Abordei um pouco de nossas histórias de lutas e conquistas no Banco do Brasil, as gerações que estão na ativa são praticamente dos concursos de 1998 adiante e falar de nossas lutas por isonomia de direitos e novos direitos dá pertencimento aos colegas. A UNIDADE NACIONAL foi central em nossas lutas e conquistas também na CASSI.

É isso! Encontrei muitos amigos e amigas do Banco do Brasil e do Sindicato nessa jornada de visitas à base. Foi uma experiência legal. O cidadão que sou hoje é o bancário que se formou politicamente no ambiente do mundo do trabalho em uma das maiores e mais antigas empresas públicas do país.

William Mendes

26.2.26

Diário e reflexões - Conversando com os bancários do BB em Brasília



CONVERSANDO COM OS BANCÁRIOS DO BB EM BRASÍLIA

Quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026


ELEIÇÕES SINDICAIS

Os bancários e bancárias de Brasília estão vivendo um grande momento de cidadania e democracia em uma das bases sindicais mais importantes do país: os sindicalizados vão escolher a chapa que comandará o Sindicato entre 2026 e 2030. As eleições ocorrem entre os dias 9 e 13 de março.

Nesta semana, me uni aos apoiadores da campanha da CHAPA 1 - a Chapa das/os Bancárias/os - Responsabilidade e Compromisso com Você, liderada pelo amigo e companheiro Rodrigo Britto, uma liderança jovem e com grande experiência na luta e conquista de direitos para a classe trabalhadora.

Toda a minha formação política é oriunda do movimento sindical cutista e das lutas da categoria bancária brasileira. Além de trabalhar por quase três décadas no Banco do Brasil, trabalhei dois anos no Unibanco, hoje incorporado pelo Itaú. As concepções e práticas sindicais que me formaram como bancário valeram para a vida toda.

A CHAPA 1 DAS/OS BANCÁRIAS/OS É A CHAPA DA UNIDADE NACIONAL

Na eleição dos bancários de Brasília estão em disputa duas concepções de sindicalismo, uma mais sectária e divisionista e outra que defende e fortalece a unidade nacional e a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), assinada pela nossa confederação cutista e os bancos públicos e privados.

As minhas intervenções nesses quatro dias de diálogo com a base de funcionários do Banco do Brasil em Brasília resgatam um pouco de nossas histórias de lutas e conquistas como, por exemplo, a PLR nas estatais federais que só passou a ser paga aos trabalhadores após a campanha unificada. Ou seja, por uma estratégia do movimento cutista.

Como a geração de colegas na ativa é praticamente de funcionários dos anos dois mil para cá, compartilhar com eles a nossa história é uma forma de dar pertencimento aos trabalhadores.

Por fim, foi bom rever nesta semana tantas companheiras e companheiros de luta que conheço há décadas e o tratamento que recebi das lideranças políticas deu a mim o sentimento de pertencimento de fazer parte de uma grande categoria e com história secular de organização e conquistas de direitos.

Vamos ajudar a eleger as lideranças da CHAPA 1 nas eleições sindicais de Brasília porque as propostas e os componentes da chapa têm as melhores estratégias de conquistas para a categoria.

William Mendes

11.2.26

Eleições CASSI 2026 - Apoio chapas 2 e 55 CASSI para os associados



CASSI PARA OS ASSOCIADOS: CHAPAS 2 E 55 REPRESENTAM A UNIDADE

A Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil, autogestão em saúde, é uma instituição de assistência social e sem fins lucrativos criada pelos trabalhadores do BB em 1944 e que completou recentemente 82 anos de existência. 

A CASSI cuida da saúde integral de centenas de milhares de pessoas da comunidade Banco do Brasil. A autogestão é muito mais que um plano de saúde, é uma associação de pessoas e por isso seus associados têm o direito de eleger a metade da direção.

A cada dois anos, a operadora de saúde consulta seu corpo social para renovar parte de sua direção. O direito de votar e ser votado pelos associados é uma conquista da luta dos trabalhadores do maior banco público do país. O movimento sindical bancário faz parte dessa história de conquista de direitos em saúde.

Nas eleições deste ano, eu voto e apoio as chapas 2 e 55, CASSI PARA OS ASSOCIADOS, por entender que sua composição é fruto de um imenso esforço de UNIDADE DO MOVIMENTO SINDICAL E ASSOCIATIVO da comunidade Banco do Brasil, característica fundamental para os desafios colocados para a CASSI neste momento de sua história de cuidados da população assistida pela autogestão.


A chapa 2 nos apresenta como candidata a diretora de saúde Luciana Bagno, bancária que tem uma história de representação importante em nossa comunidade. Conheço Luciana há muito tempo e sei de sua capacidade como liderança e gestora. A nossa Caixa de Assistência e a diretoria de saúde estarão muito bem administradas por Luciana e pelas equipes lideradas por ela.

Considero a UNIDADE NACIONAL uma das principais características da composição das CHAPAS 2 e 55 - CASSI PARA OS ASSOCIADOS. 

Ao longo das oito décadas de existência, a CASSI acolheu os colegas do BB e cuidou da saúde de suas famílias superando inúmeras dificuldades relativas a custeios e adversidades do mercado de saúde onde compra serviços. Superou dificuldades por causa da unidade de ação das entidades sindicais e associativas dos bancários.

Tive a honra e privilégio de representar os associados em uma das gestões da nossa Caixa de Assistência e pude conhecer com mais profundidade a história da nossa CASSI.

A UNIDADE DO MOVIMENTO SINDICAL E ASSOCIATIVO foi decisiva nas últimas décadas para resolver problemas comuns em operadoras de saúde como a nossa, a começar pela reforma estatutária de 1996, quando a CASSI passou a ter autonomia e fazer a gestão da saúde integral de sua população assistida, focada em promoção de saúde e prevenção de doenças.

As reformas seguintes, em 2007 para fazer o patrocinador regularizar receitas que não vinha recolhendo ao Plano de Associados, em 2016 para receber recursos extraordinários e provisórios, e em 2019, um dos períodos políticos mais difíceis do país, com um governo inimigo da classe trabalhadora, a UNIDADE das principais representações do funcionalismo fez TODA A DIFERENÇA NA LUTA. 

Para preservar a nossa Caixa de Assistência e ter atendimento de saúde da CASSI num dos momentos de maior ataque à classe trabalhadora brasileira foi necessário preservar a CASSI naquele momento difícil do país. A UNIDADE DO MOVIMENTO SINDICAL E ASSOCIATIVO foi importante para a CASSI.

AS CHAPAS 2 E 55 - CASSI PARA OS ASSOCIADOS - é composta por lideranças apoiadas pela ampla maioria das entidades associativas da comunidade Banco do Brasil. 

Ou seja, são maiores as perspectivas de boas soluções para as questões de custeio e ampliação do atendimento à saúde elegendo uma chapa com apoio das duas confederações dos bancários, a CONTRAF-CUT e a CONTEC, com o apoio da maior associação nacional dos colegas, a ANABB, e com lideranças indicadas pela AAFBB e FENABB.

Entendo que o processo democrático de campanha e eleição de parte da direção da CASSI é um momento rico para os colegas da ativa e aposentados ouvirem os candidatos e candidatas, as entidades representativas e participarem ativamente da construção de soluções para a nossa Caixa de Assistência.

Bons debates de ideias e propostas e bom voto a todos nós da comunidade Banco do Brasil.

William Mendes

22.1.26

Memórias da CASSI (17) - Resistência criativa



RESISTÊNCIA CRIATIVA

Ao conhecer o povo cubano em duas visitas ao país, soube de uma ideia que fortalece o espírito de cada cidadão da ilha caribenha para lidar com as dificuldades materiais oriundas de um bloqueio criminoso promovido pela maior potência bélica do mundo. O povo cubano dribla as dificuldades com uma espécie de resistência criativa. 

Eles têm espírito de pertencimento a suas tradições e a sua história de lutas por liberdade, por sua cultura e pelo direito de construir seu destino.

Olhando para trás e refletindo sobre a teimosia do funcionalismo do Banco do Brasil em criar e manter uma Caixa de Assistência solidária para promover saúde, prevenir doenças e cuidar das pessoas que necessitam de atenção à saúde, concluo que há uma resistência criativa de cada geração que manteve a CASSI cuidando de centenas de milhares de pessoas em um ambiente capitalista que lucra com a doença e que não facilita a sobrevivência de um modelo preventivo e solidário de Atenção Integral à Saúde.

Quando me integrei à direção da CASSI, em 2014, eleito pelos associados, tivemos que desenvolver uma resistência criativa para manter os direitos do Corpo Social, para desfazer mal-entendidos e mentiras sobre a CASSI, tivemos que construir um sistema de dados que provasse a eficiência do modelo assistencial de Estratégia de Saúde da Família (ESF) e também foi necessário criar um movimento nacional que cobrasse do patrocinador a sua responsabilidade no déficit do Plano de Associados. Teríamos que unificar o nosso lado com consensos e mobilização. Fizemos isso.

Estava em curso um processo de normalização das teses defendidas pelo patrocinador, o patrão dos funcionários do Banco do Brasil. Detalhe: pelas características do sistema, o patrocinador tinha muita capacidade de comunicação centralizada de suas ideias, tinha alcance nacional e milhares de multiplicadores.

Do nosso lado, era o inverso: duas centenas de entidades representativas dos associados, comunicação descentralizada, muita desinformação e desconhecimento sobre sistemas de saúde e autogestões. 

Se dizia que a CASSI tinha um modelo assistencial que não funcionava, que os associados - funcionários da ativa e aposentados e seus dependentes - eram "gastadores" dos recursos da CASSI, que o Banco já tinha colocado recursos demais naquela operadora de saúde e que qualquer solução naquele momento seria com ônus somente para o lado dos Trabalhadores. Era como se o patrão fosse uma vítima e o vilão fosse o funcionalismo do Banco. 

Ou seja, era necessário ter muita resistência criativa para reverter esse cenário que se apresentava em 2014.

PROVAR QUE A ESF É EFICIENTE E EFICAZ 

Desde as primeiras reuniões com as gerências e funcionários técnicos da Diretoria de Saúde, pedimos informações sobre o funcionamento do modelo de Atenção Integral à Saúde, baseado em Atenção Primária (APS) e que na CASSI era executado através da Estratégia de Saúde da Família (ESF) e das unidades próprias de saúde, as CliniCASSI. 

Eu pedi aos profissionais de nossa diretoria que criássemos um sistema que demostrasse que os participantes cadastrados no modelo tinham melhores condições de saúde e melhor uso dos recursos da CASSI na rede credenciada. 

Me explicaram que seria difícil alcançar esses objetivos porque era difícil planilhar despesas de saúde que não ocorreram por gestão do sistema, não realizadas por terem sido evitadas e além disso nossos bancos de dados só continham parte das informações dos mais de 600 mil participantes do sistema. Muitas informações estavam na rede credenciada. 

A ideia de criar um sistema que demonstrasse os resultados em saúde e econômico-financeiros dos participantes cadastrados na ESF era central para nossos objetivos de defesa da CASSI e dos direitos dos funcionários do BB. 

Resistência criativa foi o que fizemos e deu certo, nós desenvolvemos um sistema novo de dados que demonstrou o acerto da ESF e das CliniCASSI. Sou grato aos profissionais da CASSI e a nossas equipes gerenciais. Naquele momento da história da CASSI conseguimos unidade no Corpo Social para as negociações com o patrocinador.  

William Mendes 

16.6.25

Diário e reflexões - A necessária unidade contra a extrema-direita


Opinião

Sem unidade dos segmentos não extremistas de direita, o mundo que conhecemos chegará ao fim

Osasco, 16 de junho de 2025. Segunda-feira.


A sociedade humana e a Natureza onde a vida se desenvolve enfrentarão momentos decisivos nos próximos anos. Não é força de expressão dizer que podemos caminhar para o fim do mundo, algo ameaçador e distópico. 

Conforme o rumo que a espécie animal homo sapiens tomar, o planeta onde a vida se desenvolve (o "mundo") se tornará inviável à vida, senão a todas as formas de vida, pelo menos à vida humana e de outras espécies comuns nos biomas terrestres.

Ao longo da história do planeta diversas espécies e formas de vida existiram e deixaram de existir. A nossa espécie se destacou nos últimos milênios por sermos animais dotados de cérebros altamente desenvolvidos ao longo de nosso percurso na Terra.

No entanto, o mesmo cérebro que nos trouxe até aqui, neste momento da Natureza, pode ser o responsável por inviabilizar a vida de nossa espécie no planeta. Somos animais altamente influenciáveis por abstrações criadas por nós mesmos. Inventamos deuses, tecnologias para alterar o meio ambiente no qual vivemos e temos poder de destruir o mundo.

Estamos no limiar de diversas guerras simultâneas no planeta, tanto guerras tradicionais, com bombas e mortandade de seres humanos e tudo que era vivo ao redor dos fronts, quanto guerras não convencionais, guerras cognitivas que farão nossa espécie perder a noção da vida como nós a conhecíamos ao longo de milênios.

Nos fizemos humanos através de acertos e erros individuais e coletivos, seres sociais cooperativos que construíram comunidades inteiras baseadas nas soluções dos problemas e carências por meio de nossa criatividade, pelo intercâmbio mútuo e pelo convívio com os diferentes, mesmo tendo feito muita guerra nessa jornada humana.

No momento, segmentos da nossa espécie, que chamamos de extrema-direita ou grupos com ideários fascistas, organizados internacionalmente, avançam em seu projeto de tornar a humanidade uma espécie baseada no ódio, que se move no mundo através do ódio, e disposta a destruir o mundo para estabelecer uma sociedade humana do ódio.

Se os segmentos fragmentados em zilhões de bolhas sociais e grupelhos com ideários opostos, mais coletivos e com mais responsabilidade em relação ao planeta e às mais diversas formas de vida, que poderíamos chamar de progressistas, humanistas e gente do espectro mais à esquerda na política, enfim, se a parte humana que não se identifica com o ideário da extrema-direita fascista não se unir e agir, o mundo que conhecíamos pode caminhar rumo ao fim.

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Temos que registrar a história e divulgar os feitos humanistas que já fomos capazes de construir

Em minhas reflexões diárias, tenho pensado muito na questão da história e das nossas realizações enquanto coletivos humanos que lutam por um mundo mais justo e melhor para todas as pessoas e para as diversas formas de vida no planeta.

Dias atrás, em um filme de Wim Wenders - Asas do desejo (1987) -, me chamou a atenção um personagem sobrevivente da 2ª Guerra Mundial - Homer (Homero), um senhor que sonha com uma "epopeia de paz" - que refletia o tempo todo sobre a necessidade e importância de registrar e contar para as gerações futuras o que foi aquilo e o que aconteceu no mundo durante aquele período da guerra total. 

Entendo que cada um de nós tem a responsabilidade e o dever de registrar e contar a história, a nossa história, a história da sociedade humana e do mundo, a partir do ponto de vista no qual nos encontramos nessa sociedade e nesse mundo.

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Livro de memórias

Meu livro em fase final de edição é um pouco esse registro e essa narrativa de nossas histórias: Memórias de um trabalhador politizado pelos bancários da CUT. 

Contei nos capítulos momentos da vida sindical e política do autor e do país, desde o mundo no qual pertencia enquanto trabalhador, e a linha geral das memórias foi feita com a consciência de que fui mudando como pessoa a partir do meu encontro com o sindicato de minha categoria, os bancários da CUT.

Terminei ontem a seleção de fotos para incluir no livro. Agora é finalizar a edição e imprimir algumas unidades para presentear alguns amigos e pessoas interessadas nessas histórias. Não tenho a pretensão de lançar e vender essas narrativas.

Ainda como registro histórico e narrativas cotidianas de uma categoria importante da classe trabalhadora brasileira, os bancários, sigo trabalhando nos milhares de textos deste blog, encadernando uma história vitoriosa de uma categoria que enfrenta há décadas os donos do poder, os banqueiros.

É meu dever e minha responsabilidade preservar toda a história que registrei no blog em quase duas décadas de luta sindical e política de nossa gente trabalhadora e do campo da esquerda.

As "nuvens" vão se dissipar - Tenho alertado faz tempo as pessoas que me leem que nós viveremos um apagão nunca visto de nossos registros das últimas décadas, tudo que está nas "nuvens" e no mundo digital será perdido pela sociedade humana. Tudo. E em breve, até porque entraremos em novas fases dessa guerra em andamento, guerra cognitiva e apagamento da história e das verdades reais em troca de pós-verdade, de mentiras divulgadas como manipulação das massas humanas.

Salvem o que produziram de cultura humana nas últimas décadas. As nuvens das big techs não são o lugar para se preservar nossa história humana.

William Mendes

16/06/25 (14h28)

6.3.24

Diário e reflexões



Esquecer o passado ou falar sobre o passado? Até quando a esquerda vai seguir se dividindo e cancelando quem pensa diferente?

Osasco, 6 de março de 2024. Quarta-feira.


INTRODUÇÃO

Durante muitos anos este blog de política sindical foi base de prestação de contas de mandatos eletivos e de apresentação de ideias, reflexões e proposições do mundo do trabalho. Como exerci mandatos nas áreas de comunicação e de formação política, o blog era uma ferramenta de formação, informação e história, como se observa no mural da página inicial.

Durante alguns períodos da vida nacional, da categoria bancária e até da vida pessoal o blog foi uma ferramenta essencial em minha vida. Após as mudanças ocorridas no país com as manifestações de junho de 2013, depois com o golpe de Estado em 2016 e durante os governos de extrema-direita de Temer e Bolsonaro, muitas vezes compartilhei o que pensava em relação à política aqui neste espaço, até 2018 como um representante da classe trabalhadora, e depois como um cidadão politizado.

Mais recentemente, o blog acabou sendo um espaço onde escrevi um livro de memórias das lutas sindicais, foram 39 capítulos escritos em mais ou menos dois anos. Os textos tiveram uma leitura que me impressionou, mais de 80 mil acessos. Fiquei contente ao perceber que ainda temos leitoras e leitores. Às vezes, me preocupa a ideia da diminuição dos leitores na sociedade atual.

No blog Refeitório Cultural, meu blog de cultura, tenho uma categoria de textos que chamo de "Diário e reflexões", é uma categoria antiga, quase da idade do blog. Nela, cabe de tudo, pois é escrita ao sabor do instante do escritor. No entanto, ficaria um pouco deslocado no blog de cultura uma série de textos mais vinculados com este blog do mundo sindical e do trabalho. Por isso, pensei em criar aqui também, uma categoria de "Diário e reflexões". Eu não estou mais no movimento, nem tenho mandato eletivo. Mas não esqueci tudo que aprendi ao longo de uma vida de militância política.

SOLIDARIEDADE E UNIDADE

Aliás, é sobre isso que talvez eu fale na categoria "Diário e reflexões" deste blog A Categoria Bancária. Ao longo de três décadas de vida política e sindical, sempre aprendi princípios basilares no campo da esquerda organizada. A solidariedade era uma das nossas premissas do movimento de lutas da classe trabalhadora. Outra coisa que me lembro muito dos ensinamentos a partir da militância mais experiente era nunca deixar um companheiro/a para trás. Me lembro até dos discursos que fazia nas reuniões de base quando dizia que militante não se acha em qualquer esquina, então é necessário valorizar e respeitar os militantes de esquerda, independente de suas preferências partidárias ou tendências sindicais.

DEVEMOS ACEITAR CALADOS OS CANCELAMENTOS NO CAMPO DA ESQUERDA?

À medida que as coisas foram mudando na política brasileira com a ascensão das forças conservadoras a partir de 2013 e as forças progressistas passaram a ter que dividir os espaços públicos com um grupamento de gente que não estávamos acostumados a ver nas ruas e espaços comuns, me parece que se acelerou o processo de criação de bolhas de grupos de ideias homogêneas inclusive no campo das esquerdas. Como havia risco de perda de espaço e poder, a esquerda embarcou na mesma lógica de exclusão das opiniões divergentes das pessoas que eram do mesmo espectro político. Divergiu de um(a) líder, tchau!

O mundo é complexo, a sociedade humana é complexa, e não se tem explicação simplória para coisas complexas. As forças de direita atuam bastante através da estratégia de reduções rasteiras e simplórias das coisas. É muito mais fácil manipular pessoas com explicações simplórias e falsas em contextos de crise e em momentos de busca de explicações para insatisfações pessoais e coletivas do que buscar as explicações das dificuldades da vida humana na realidade material, na histórica luta de classes, nas causas e consequências da exploração de maiorias por minorias privilegiadas.

Na última década de militância e mandatos de representação, fui vendo rachas e divisões absurdas no seio de nosso campo político e na esquerda de uma forma geral. A começar pelos rachas em diretorias de sindicatos, federações, confederações e até das centrais sindicais. Como nada é simples, os rachas sempre tiveram uma gama de motivações aparentes. Personalismo, ideias divergentes mesmo, ausência de risco de perda do poder para o verdadeiro inimigo, os capitalistas e donos do poder real, e uma motivação horrível em especial: intolerância! Enfim, motivações variadas levaram a esquerda a um período de grandes divisões que só favoreceram o nosso inimigo de classe.

Durante décadas, a classe trabalhadora construiu grandes frentes de lutas em prol de agendas comuns que eram colocadas como prioridade em relação a agendas corporativas em momentos duros da vida nacional e da maioria do povo, aquela maioria que não pertence ao pequeno universo dos abastados e privilegiados.

ATÉ QUANDO AS ESQUERDAS VÃO SE DIVIDIR?

Hoje, estamos no início do segundo ano do terceiro mandato do presidente Lula, às vésperas de um enfrentamento com os campos conservadores, reacionários e de extrema-direita como nunca vimos antes, uma ordem mundial organizada, e o que eu vejo é o nosso lado dividido até mesmo em eleições corporativas como a da Cassi, autogestão dos funcionários do Banco do Brasil. Duas chapas do nosso campo e uma chapa do inimigo. É impressionante! É um verdadeiro absurdo porque se mostra claramente que a esquerda não aprende nada com a história, nada! Qual o sentido em bases com públicos polarizados 50/50 termos duas chapas de esquerda e uma de direita?

Enfim... Devemos falar sobre o passado, entendê-lo, interpretá-lo ou devemos fazer de conta que o passado não existiu?

Deixar o passado para trás, sem tratá-lo como se deveria, é o que vigora no Brasil há séculos. A extrema-direita e os donos do poder estão mais uma vez convencendo o nosso lado a fazer os devidos acordos para se deixar quieto o passado e começar do zero as coisas (falo dos militares golpistas).

No nosso campo, que deveria ser baseado na unidade e na solidariedade de classe, vigoram os cancelamentos e apagamentos de qualquer militância que alguém em algum lugar julgar ter sido contestado ou contrariado em algum momento da história da vida toda. Uma coisa absolutamente improdutiva e desagregadora no parco campo da esquerda, muito menor que o restante da sociedade humana.

Talvez eu tenha paciência para escrever um pouco sobre isso aqui neste blog de política, blog que já me salvou a vida num momento de lawfare por parte das forças conservadoras que montaram contra mim um desses processos mequetrefes de assassinato de histórias de vida e de aniquilamento de lideranças da classe trabalhadora. O blog me salvou pela forma como eu exercia nossos mandatos publicizando tudo que fazíamos.

O que vem por aí é pavoroso em relação à classe trabalhadora mundial. O amanhã não será melhor que o presente, inclusive por causa da emergência climática. Sem unidade no campo da esquerda, seremos pouco combativos em qualquer frente de luta na qual estivermos empenhados.

Vamos continuar nos dividindo até quando? Até quando a esquerda vai repetir os erros do passado que nos levaram ao retrocesso do golpe de 2016 e ao bolsonarismo? Vamos seguir burocratizados e sem um processo estratégico de politizar a classe trabalhadora?

William Mendes


9.5.13

Agenda de luta: Encontro no Paraguai, Encontro dos Funcis do bb e Comando Nacional


Atividade internacional da Rede UNI Américas.
Aqui estamos em frente ao BB de Assunção - Paraguai.
Foto: William Mendes

Cheguei nesta noite de quarta-feira (08) da 9ª Reunião Conjunta de Redes Sindicais de Bancos Internacionais, ocorrida em Assunção - Paraguai. Estivemos lá desde domingo (05) organizando a unidade e a solidariedade de classe em relação aos trabalhadores do setor financeiro. (informo aos companheiro/as que durante esses quatro dias não acessei nem internet nem email)

No sábado (04) participei do encontro aberto do/as funcionário/as do Banco do Brasil da base do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região. O fórum debateu as questões e propostas que serão enviadas ao 24º Congresso Nacional dos Funcionários do bb. Também foi definida a delegação da base que irá ao congresso representando as teses inscritas para o evento. A Chapa do Sindicato ficou com 25 vagas, sendo 22 da Articulação Sindical, 2 da CTB e 1 da Intersindical. A outra chapa, da Conlutas, ficou com 8 vagas.

Nesta quinta-feira (9) teremos reunião do Comando Nacional dos Bancários na Contraf-CUT SP para tratar da Campanha 2013, além de questões da Caixa Federal, do bb e da mídia de campanha.

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(COMENTÁRIO SOBRE A QUINTA - meu dia foi muito corrido: logo pela manhã estive na reunião do/as dirigentes do bb da Fetec SP. Depois saí correndo para a reunião da Articulação Sindical do Comando Nacional. Saí correndo de novo para outra reunião na executiva do meu sindicato. Voltei correndo para a Contraf-CUT para finalizar outra reunião)

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Novamente estou finalizando uma sequência de 2 semanas de trabalho ininterruptas, não parei sequer nos finais de semana.

Seguimos lutando e organizando a luta!

SOMOS ARTICULAÇÃO SINDICAL!
SOMOS FORTES, SOMOS CUT!

28.4.13

Agenda de luta... Foram 12 dias ininterruptos em prol da classe trabalhadora


Neste sábado, estive no Encontro Estadual do/as bancário/as do bb, encontro promovido pela Federação RJ/ES. Esta agenda de luta finalizou uma sequência de duas semanas sem um dia sequer para ficar em casa e descansar um pouco. O corpo sentiu. Estou quebrado!

Durante a semana trabalhei uma média de umas 15 horas por dia. Estive no Congresso Nacional (DF), finalizei a tese para o 24º Congresso Nacional dos Funcionários do bb, tese da nossa corrente política Articulação Sindical.

Tivemos reunião do Comando Nacional dos Bancários (SP) definindo os temas e a estratégia da Campanha Nacional dos Bancários.

Na segunda-feira tivemos uma reunião nacional da Articulação Sindical (SP) pensando um pouco questões da luta no bb.

No fim de semana anterior, entre quinta e domingo, estive no XVIII ENAFOR, Encontro Nacional de Formação da CUT (interior de SP). Ali a minha presença foi fundamental a mim mesmo, porque nós precisamos cada vez mais de uma injeção de princípios e práticas cutistas nos objetivos de classe e da nossa razão de ser representante da Classe Trabalhadora.

Tenho pensado muito na questão da unidade de classe neste período que estamos vivendo de embate entre a reorganização do Capital x Trabalhadores no mundo. A coisa está feia! E mesmo assim, o nosso lado de lideranças de esquerda está todo fragmentado lutando uns contra os outros...

O momento é de somarmos forças e energias de toda a Classe Trabalhadora contra os detentores do Capital e seus lacaios.

O corpo sentiu a falta de descanso, mas sei que tenho que me recuperar bem rápido porque terei mais uns 15 dias sem descanso e a luta não pode parar.


TEMOS QUE LUTAR CONTRA O CAPITALISMO!
TEMOS QUE ORGANIZAR A CLASSE TRABALHADORA!

SOMOS FORTES, SOMOS CUT!


9.3.13

Chapa 1 - CUT Bancários vence eleições do Sindicato de Brasília


COMENTÁRIO DO BLOG

Parabenizo os bancários de Brasília pela escolha do companheiro Eduardo Araujo e demais componentes da chapa, pois acompanho o trabalho deles e tenho no Sindicato de Brasília uma referência de trabalho combativo, classista e com o foco nos trabalhadores.

Eduardo Araujo, bom trabalho à frente dos bancários de Brasília. Você sabe que pode contar comigo! Somos companheiros e amigos. 

Abraços,

William Mendes
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Vitória da democracia, da participação dos bancários e da unidade nacional

Com exatos 5.585 votos (56,39% dos votos válidos), a Chapa 1 - CUT Bancários - Autonomia e Ousadia com Responsabilidade, encabeçada por Eduardo Araújo, venceu a eleição que escolheu a nova diretoria do Sindicato para o triênio 2013-2016. A Chapa 2 obteve 6,67% dos votos e a Chapa 3, 36,94%.

Foram três dias de votação, que terminou nesta sexta-feira (8). A apuração teve início à 00h40 deste sábado (9) e terminou às 6h da manhã do mesmo dia, no ginásio de esportes da Associação do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Apcef-DF). Participaram do pleito 10.119 associados, numa lição de exercício de cidadania e democracia.

Logo após o anúncio do resultado, o novo presidente eleito do Sindicato, Eduardo Araujo, que foi diretor da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil, agradeceu a confiança depositada pelos bancários, reforçou o seu compromisso com a categoria e destacou a importância da unidade.

"Fizemos uma campanha propositiva. Agradeço a confiança dos trabalhadores e trabalhadoras do ramo financeiro de Brasília, que reconheceram a nossa história de luta no movimento sindical. Os desafios são grandes, mas estamos totalmente comprometidos com a categoria. Vamos planejar e organizar as campanhas para ampliar as conquistas, sempre na defesa dos direitos de todos os trabalhadores e contando com o apoio dos sindicatos de todo o país", destacou Araujo.

Venceram a democracia, a unidade nacional e a autonomia

Presentes na apuração, dirigentes do movimento sindical de todo o país parabenizaram a Chapa 1 pela vitória. "Felicito o companheiro Eduardo Araujo e todos os integrantes da Chapa 1 pelo resultado. Também parabenizo o companheiro Rodrigo Britto (atual presidente do Sindicato) por conduzir a vitória da Chapa 1 e pelo êxito que vem obtendo à frente da Central Única dos Trabalhadores de Brasília. Estaremos ao lado dos companheiros Eduardo Araujo e Rodrigo Britto em todas as lutas em defesa dos trabalhadores do ramo financeiro", afirmou o presidente da CUT Nacional, Vagner Freitas, ao lembrar que o Sindicato de Brasília é um dos mais importantes do território nacional.

Jacy Afonso, ex-presidente do Sindicato e secretário de Organização da CUT Nacional, falou sobre o processo de renovação da diretoria do Sindicato. "Desde 2004, a renovação contínua transformou a diretoria da entidade numa seleção, com os melhores representantes", frisou. "A vitória da Chapa 1 significa que os bancários de Brasília querem a continuação de um sindicato classista, com autonomia e ousadia", acrescentou.

Ao congratular os integrantes da Chapa 1 pela vitória, o presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro, destacou que o resultado da eleição é fundamental para a unidade nacional da categoria. "O êxito da Chapa 1 é fruto de um trabalho que é feito há anos pelos companheiros de Brasília e que vem enriquecendo a nossa Convenção Coletiva Nacional, que completou 20 anos no ano passado, com a ampliação das conquistas para todos os bancários", destacou.

"A vitória da Chapa 1 é a garantia da participação de todos os bancários e bancárias nas decisões que envolvem a categoria, representando, desta forma, o reconhecimento dos trabalhadores e o fortalecimento do processo democrático do Sindicato, que é um dos mais importantes de todo Brasil", concluiu Carlos Cordeiro.

Presidente da CUT Brasília e atual presidente do Sindicato de Brasília, Rodrigo Britto parabenizou a Chapa 1 pela vitória. "A classe trabalhadora saiu vitoriosa com o êxito da Chapa 1 no pleito da eleição para a diretoria do Sindicato, pois esses dirigentes sindicais são forjados na luta e fiéis aos princípios de autonomia, independência, democracia e solidariedade de classe da CUT. Parabéns à Chapa 1. Somos fortes, Somos Chapa 1, Somos CUT".

Homenagem

Pouco antes do início da apuração, os bancários fizeram uma homenagem ao diretor do Sindicato, Márcio Antônio Teixeira, falecido no último dia 21 de fevereiro, durante atividade sindical na região administrativa de Ceilândia.

Em coro, os trabalhadores gritaram: "Márcio, presente!", enquanto soltavam balões vermelhos personalizados com o rosto do dirigente sindical, que era funcionário do Bradesco e dedicou grande parte da sua vida à luta dos trabalhadores. Um grande banner com a foto de Márcio foi exposto no ginásio da Apcef.

Confira a composição da diretoria eleita do Sindicato para o triênio 2013/2016:

Executiva

Presidência - Eduardo Araujo de Souza (BB)
Secretaria-Geral - Maria Aparecida Sousa - Cida (BRB)
Secretaria de Finanças - Wandeir Souza Severo (Caixa)
Secretaria de Administração - Rosane Maria Goncalves Alaby (Santander)
Secretaria de Imprensa - Talita Régia da Silva (Cooperforte)
Secretaria de Assuntos Jurídicos - Wescly Mendes de Queiroz (BB)
Secretaria de Formação Sindical - Antonio Abdan Teixeira Silva (Caixa)
Secretaria de Política Sindical - José Garcia de Sousa Rocha (Bradesco)
Secretaria Social e Cultural - Sandro Silva Oliveira (Itaú)
Secretaria de Relações com a Comunidade - Saulo Rodrigues dos Santos (BB)
Secretaria de Comunicação e Divulgação - Jeferson Gustavo Pinheiro Meira (BB)
Secretaria de Assuntos Parlamentares - Louraci Morais dos Santos (Itaú)
Secretaria de Estudos Socioeconômicos - Cristiano Alencar Severo (BRB)
Secretaria de Saúde e Condições de Trabalho - Wadson Francisco dos S. Boaventura (BB)

Conselho Fiscal

Conselheiro Fiscal Efetivo - Antonio Eustáquio Ribeiro (BRB)
Conselheira Fiscal Efetivo - Cinthia Damasceno Reis (BB)
Conselheiro Fiscal Efetivo - Edmilson Wanderley Lacerda (Itaú)

Conselheira Fiscal Suplente - Fabiana Uehara Proscholdt (Caixa)
Conselheiro Fiscal Suplente - José Herculano do Nasc. Neto - Bala (Caixa)
Conselheira Fiscal Suplente - Larissa Cristina Ribeiro Lopes (BV Financeira)

Diretoria

Adilson Antonio de Sousa (Caixa)
Alfredo Núncio da Silva Sol (BRB)
Daniel de Oliveira (BRB)
Fátima Suzana Marsaro (BB)
Helenilda Ribeiro Cândido (Caixa)
Jaqueline Perroud do Sacramento (BB)
Karina Gomes Sena (BB)
Kleytton Guimarães Morais (BB)
Lilian Julia Pires (BRB)
Maria Mônica Holanda Oliveira (BB)
Mariana Marques Goncalves Ferreira - Dara (Caixa)
Marianna Coelho de Almeida Akutsu Lopes (BB)
Paulo Wilson de Araújo (Caixa)
Peterson Gomes de Miranda (BB)
Rafael Zanon Guerra de Araújo (BB)
Rafaella Gomes Freitas (Caixa)
Raimundo Dantas de Lima (HSBC)
Renato Shalders (Caixa)
Roberto Alves de Sousa (Itaú)
Ronaldo Lustosa da Rocha (BRB)
Sérgio Henrique Oliveira Silva (Caixa)
Teresa Cristina Mata Pujals (BB)
Vanessa Sobreira Pereira (Caixa)
Vicente de Paula Mota Frazão - Piqui (HSBC)

Fonte: Contraf-CUT com Seeb Brasília

22.2.13

Conferência Nacional dos Bancários será de 19 a 21 de julho, define Comando



Reunido nesta sexta-feira 22 em São Paulo, o Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, aprovou o calendário da campanha nacional da categoria em 2013 e a estratégia de luta contra os problemas do plano de funções comissionadas do Banco do Brasil. A reunião foi realizada na sede da Contraf-CUT.

O Comando definiu a data da Conferência Nacional dos Bancários, que será realizada no Hotel Holliday Inn, em São Paulo, para os dias 19, 20 e 21 de julho. As datas das conferências regionais, que devem ser concluídas até 15 dias antes da Conferência Nacional, serão acertadas pela Contraf-CUT com as federações de bancários.

Já os congressos dos trabalhadores do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal foram marcados para os dias 17 a 19 de maio, também em São Paulo. Embora agendados para a mesma data e o mesmo local, serão realizados separadamente, como nos últimos anos.

"Decidimos repetir a estratégia do ano passado, de antecipar os congressos dos bancos federais e buscar o estreitamento da unidade nacional, que tem sido o fator fundamental das campanhas vitoriosas dos últimos anos", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.

Campanha no Banco do Brasil

A luta dos funcionários do BB contra os efeitos nocivos do plano de funções comissionadas, implementado pela empresa dia 28 de janeiro, foi o outro tema da reunião do Comando Nacional, que teve a participação da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil.

"Cada vez vai ficando mais claro para o funcionalismo que o plano do banco é macabro. Ele tem o objetivo de anular as conquistas obtidas com luta nos últimos anos e prejudica tanto o segmento de 'confiança' quanto o 'gratificado'. Por isso precisamos mobilizar os trabalhadores para barrar mais esse ataque contra direitos conquistados", critica William Mendes, diretor de Formação da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.

Após avaliação dos problemas do novo plano, o Comando deliberou por organizar uma grande campanha nacional para denunciar ao governo e à sociedade os riscos de gestão temerária e futuros prejuízos decorrentes da péssima administração atual da empresa. "Caso a empresa não reverta os principais problemas do plano, corre o risco de dobrar o seu passivo trabalhista nos próximos anos", adverte William.

A campanha contra os problemas do plano do BB inclui o seguinte calendário:

Dia 5 de março - apresentação da marca de campanha e panfletagem a parlamentares e ministros em Brasília.

6 de março - em conjunto com a Marcha das Centrais por Desenvolvimento, Cidadania e Valorização do Trabalho, haverá um ato no Ministério da Fazenda e a busca de interlocução com o ministro Guido Mantega para tratar das questões do BB.

Primeira quinzena de março - elaboração da revista O Espelho - Especial Plano de Funções.

20 de março - novo dia nacional de luta.

Março e abril - campanha nacional em todas as bases sindicais para denunciar os problemas causados pela gestão do BB tanto ao corpo funcional quanto ao governo e sociedade, com plenárias e eventos de divulgação.

Maio - Congressos dos bancos públicos entre 17 e 19 em São Paulo.

Fonte: Contraf-CUT

15.2.13

Comando reúne-se dia 22 para definir calendário da Campanha Nacional 2013


O Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, reúne-se na sexta-feira (22), às 10h, na sede da Confederação (Rua Líbero Badaró, 158 - 1º andar). Os representantes dos bancários definirão calendário da Campanha Nacional de 2013 e estratégias de ação.

No calendário estão incluídas as datas das conferências regionais e da Conferência Nacional dos Bancários, que definirá a estratégia e a pauta de reivindicações da categoria na campanha deste ano. Outro ponto de pauta será o plano de funções comissionadas do Banco do Brasil. 

Confira a composição do Comando Nacional:

Contraf-CUT
Fetrafi Rio Grande do Sul
Fetec Santa Catarina
Fetec Paraná
Fetec São Paulo
Feeb São Paulo e Mato Grosso do Sul
Feeb Rio de Janeiro e Espírito Santo
Fetraf Minas Gerais
Fetec Centro-Norte
Feeb Bahia e Sergipe
Fetrafi Nordeste
Sindicato de São Paulo
Sindicato do Rio de Janeiro
Sindicato de Belo Horizonte
Sindicato de Brasília
Sindicato de Porto Alegre
Sindicato de Florianópolis
Sindicato de Curitiba
Sindicato de Campinas
Sindicato do ABC
Sindicato de Campo Grande
Sindicato do Mato Grosso
Sindicato do Espírito Santo
Sindicato da Bahia
Sindicato de Sergipe
Sindicato de Alagoas
Sindicato de Pernambuco
Sindicato da Paraíba
Sindicato do Ceará
Sindicato do Piauí
Sindicato do Pará
Sindicato do Acre
Sindicato do Amapá
Sindicato de Rondônia
Sindicato de Roraima

CONVIDADOS

Comissão de Empresa dos Funcionários do BB
Comissão Executiva dos Empregados da Caixa
Comissão dos Funcionários do BNB
Comissão dos Empregados do Banco da Amazônia

Fonte: Contraf-CUT


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AGENDA DE LUTA

Nesta semana de Carnaval, estive ontem visitando uma agência do bb e conversando com colegas para apurar problemas.

Nesta sexta, tenho reunião no Sindicato na parte da tarde.

No sábado tenho reunião mensal do conselho deliberativo da AABB SP.

28.12.12

Entrevista: Trabalhadores precisam fazer disputa com conservadores, diz Contraf-CUT



Apesar de ter provocado a crise econômica, que desde 2008 fechou mais de 30 milhões de postos de trabalho em todo o mundo, e na Europa estar destruindo o Estado de bem-estar social construído em quase um século de lutas dos trabalhadores, o neoliberalismo perdeu o pudor e volta a dominar todos os espaços na grande mídia nacional.


Em nome do deus mercado, os neoliberais, cujo quartel-general se esconde nas entranhas no sistema financeiro, combatem a política de queda de juros e spread do governo federal, rebelam-se contra a redução das tarifas de eletricidade e contra as intervenções do Estado para regular áreas estratégicas da economia. Demonizam as políticas sociais e amplificam a campanha visando criminalizar a ação política dos que os combatem, especialmente dirigentes políticos do Partido dos Trabalhadores. 

Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT, que acaba de ser reconduzido à presidência da UNI Américas Finanças, defende que é desafio do movimento sindical sair do corporativismo e fazer esse enfrentamento com os neoliberais e com os conservadores, que têm hoje a hegemonia nos grandes veículos de comunicação.

Nesta entrevista exclusiva, concedida às vésperas do ano novo, Carlos Cordeiro faz também um balanço da campanha nacional dos bancários de 2012 e aponta os desafios para o futuro.

Que balanço você faz do ano de 2012?

Carlos Cordeiro - Foi bastante positivo. O êxito na verdade teve início em 2011, quando sofremos uma pressão muito grande dos banqueiros, da mídia e do governo para não ter aumento real de salário, porque traria inflação. Fizemos o enfrentamento, junto com outras categorias, e conquistamos ganho real de salário pelo oitavo ano seguido. E em 2012 não tivemos um aumento de inflação, como eles ameaçavam, e tivemos novo ganho real.

Nos últimos nove anos, conquistamos 16% de aumento real em todos os salários e 36% de ganho real no piso. Podemos dizer que é uma política permanente e constante de aumento real de salário e valorização do piso. E isso ocorre no momento em que comemoramos os 20 anos da nossa Convenção Coletiva de Trabalho, que é hoje uma referência para todos os trabalhadores brasileiros.

Não tem maior inclusão social do que distribuição de renda via aumento de salário. Embora ainda em uma velocidade lenta, é uma mudança, porque antigamente tínhamos perdas e neste último período conseguimos reverter, o que é fundamental para reduzir a desigualdade no país. O aumento real deste ano vem coroar esta política correta, que começa lá atrás com a Convenção Coletiva.

Os avanços na parte econômica foram o ganho mais importante?

Carlos Cordeiro - Não. Tão ou mais importante que as conquistas econômicas são os avanços sociais no último período. Em 2012, por exemplo, tivemos grande avanço no tema da segurança bancária. No ano passado tivemos 49 mortes em assaltos envolvendo bancos e no primeiro semestre de 2012 foram 27 homicídios, o que nos obriga a buscar uma solução. Conseguimos manter uma dinâmica de negociação sobre segurança com a Fenaban que aponta para um projeto-piloto, embora ainda com algumas fragilidades, que contempla antigas reivindicações como porta giratória com detector de metal e biombos em frente aos caixas. Abrimos um canal de negociação onde vamos poder testar essa política de segurança, fazer uma avaliação do que funcionou ou não funcionou, com o objetivo de implantar um projeto nacional.

O que mais você destacaria da campanha nacional de 2012?

Carlos Cordeiro - Na questão do emprego, tivemos avanços na Caixa, com a contratação de mais de 5 mil bancários em 2012 e com a conquista de uma cláusula no acordo coletivo que garante mais 7 mil contratações em 2013. Isso é importante na disputa que estamos travando com os bancos privados, particularmente Santander e Itaú. 

O banco espanhol, que obtém aqui 26% do lucro mundial, demitiu 1.280 trabalhadores na véspera do Natal, desrespeitando o Brasil e os brasileiros. Já o Itaú, apesar do maior lucro do sistema financeiro nacional, cortou mais de 7 mil postos de trabalho nos primeiros nove meses do ano, mostrando que não está gerando empregos para contribuir com o desenvolvimento do país. Além disso, eles abusaram da rotatividade, essa jabuticaba para reduzir custos e turbinar lucros, além de pagarem bônus milionários para os altos executivos.

Conquistamos ainda novas cláusulas sobre saúde do trabalhador e no tema igualdade de oportunidades também teve avanço. Conseguimos arrancar da Fenaban a realização de um novo censo, que vai permitir fazer uma reflexão aberta, pública em relação às políticas que os bancos vêm adotando a partir do Mapa da Diversidade, e saber se surtiram efeito ou não. Hoje temos clareza que não surtiram efeito, mas o novo censo, embora não seja instrumento que acabe a discriminação, é um meio importante para discutirmos em cima de fatos concretos com a Fenaban sobre políticas para acabar com as discriminações. Isso é uma luta, é um processo e o censo é mais um passo nessa direção.

Você destacaria algo no campo da organização da categoria?

Carlos Cordeiro - A grande conquista que temos é a unidade dos bancários de todo o país. Não só na campanha deste ano, mas do último período, evidenciando que, quanto maior a unidade dos bancários, maior são as conquistas. E isso aponta para o futuro. Se de fato queremos enfrentar os bancos e melhorar as condições de trabalho e remuneração dos bancários, vai depender no nosso grau de unidade. Não só unidade entre trabalhadores dos bancos públicos e privados, mas também unidade interna do movimento sindical bancário.

E quais os desafios que você enxerga para 2013?

Carlos Cordeiro - O projeto político eleito pelo povo brasileiro vem sendo atacado constantemente pela direita organizada neste país, comandada pelos grandes meios de comunicação. E isso nos leva a uma disputa que está colocada na sociedade hoje. Nós do movimento sindical, que somos a referência dos trabalhadores, precisamos entrar nesta disputa mais fortalecidos ainda, organizados e articulados. 

É importante também pautar a discussão dos temas que interessam aos trabalhadores e à sociedade. A reforma tributária é um deles. Que reforma tributária os trabalhadores querem? E dentro dela qual o papel do Estado, quem vai financiar o Estado, quais as políticas públicas, as políticas sociais?

O 3º Congresso da Contraf-CUT, em abril de 2012, apontou mais temas prioritários para os trabalhadores na discussão com a sociedade?

Carlos Cordeiro - Sim. Outro tema importante é a reforma política, que há décadas está na ordem do dia, mas cuja discussão não avança porque é travada pelas forças conservadoras. Qual a reforma política que queremos? Como devem ser o Congresso Nacional, as assembleias legislativas e as câmaras de vereadores para que de fato representem os trabalhadores e não o poder econômico, como hoje, que coloca lá seus representantes com campanhas milionárias? Precisamos discutir o financiamento público das campanhas políticas. 

E sobre o sistema financeiro?

Carlos Cordeiro - A reforma do sistema financeiro é absolutamente prioritária. Por isso, nós precisamos cada vez mais de uma conferência nacional sobre o sistema financeiro. Como o governo ignorou as várias solicitações que fizemos para realizá-la, cabe aos trabalhadores e outros representantes da sociedade concretizá-la. É muito importante discutir não apenas o papel dos bancos e do crédito, mas acima de tudo o que a sociedade quer de um sistema financeiro, para onde estará direcionado, quem vai ser atendido, a questão da universalização dos serviços bancários, a redução dos juros e das tarifas e, acima de tudo, com fiscalização eficiente e punição exemplar quando houver falcatruas. 

Há outros temas que ganham relevância cada vez maior, como por exemplo o do marco regulatório da mídia.

Carlos Cordeiro - Acho que precisamos discutir urgentemente uma regulamentação da mídia. O marco regulatório das comunicações no Brasil é de 1962, de uma época que não havia sequer televisão a cores, quanto mais TV a cabo e internet. A Argentina está fazendo essa discussão, com um projeto que tem recebido elogios das Nações Unidas. A Inglaterra está punindo os excessos e crimes cometidos pelos jornais do Rupert Murdoch. Na Europa e nos Estados Unidos há limite para que um mesmo grupo empresarial acumule propriedades cruzadas de meios de comunicação, de forma a impedir o oligopólio e incentivar a diversidade de propriedade de meios de comunicação e, em última instância, a liberdade de expressão e a pluralidade de opiniões.

As reformas tributária e política, a regulamentação do sistema financeiro e o marco regulatório das comunicações são temas que a sociedade, e especialmente os trabalhadores, precisam ficar a par deles. E para isso o movimento sindical precisa estar preparado, conhecer esses temas e se especializar neles para promover a discussão, fazer o debate e dialogar com os trabalhadores. Temos que ter posição a respeito desses temas e, mais do que isso, fazer a disputa na sociedade, sendo a referência dos trabalhadores, porque hoje os empresários acabam sendo a grande referência.

E quais são os desafios no campo sindical?

Carlos Cordeiro - Do ponto de vista corporativo, o grande desafio hoje colocado é o emprego. Temos de criar condições para grandes mobilizações em defesa do emprego, porque banco e governo é como feijão: só com pressão. É importante negociar, estabelecer as mesas de negociação, mas negociação sem mobilização é frágil. E isso passa por ampliar nosso diálogo com os trabalhadores, para estarem mais presentes nesses processos de negociação, participando das mobilizações. 

É possível dar um salto de qualidade no debate do emprego. Não podemos ficar atrás do debate que há em outros países, que têm empregos estáveis, sem rotatividade. Esse é, sem dúvida, hoje o maior desafio que a categoria bancária tem. É preciso acabar com a demissão imotivada, com a terceirização, com a precarização, com o trabalho indecente, com os projetos de correspondentes bancários.

Os outros dois desafios corporativos são o da remuneração e das condições de trabalho. É preciso inverter essa lógica de remuneração variável x remuneração fixa. Temos que lutar por uma remuneração decente, fixa, e que tenha impacto em toda a vida laboral, especialmente na aposentadoria do trabalhador. Essa é uma mudança que vai depender de muito debate com os trabalhadores e muito enfrentamento com os bancos e com o governo. E, claro, da nossa unidade e mobilização.

Por fim, qual é a sua mensagem de ano novo para bancários e bancárias de todo Brasil?

Carlos Cordeiro - Quero desejar um maravilhoso ano novo para toda a categoria e seus amigos e familiares, repleto de muitos sonhos, esperanças, lutas, conquistas e realizações. Que as luzes do Natal nos acompanhem e iluminem os nossos caminhos ao longo de 2013. E que tenhamos muita paz, que só existe com emprego, melhores salários e condições de trabalho, respeito, valorização, justiça social e dignidade.


Fonte: Contraf-CUT