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8.3.22

Memórias (XX)



Osasco, 8 de março de 2022. Dia dedicado às lutas das mulheres. Todo apoio às justas causas das mulheres do mundo.


Memórias de dezembro de 2013: fortalecendo o sindicalismo nacional, com formação, e internacional, com apoio brasileiro aos trabalhadores norte-americanos

Na postagem de hoje, trago algumas lembranças das agendas sindicais nas quais estive envolvido no final do ano de militância de 2013. Foram dias intensos como tenho relatado aqui nestas Memórias no blog. Para ver as 10 postagens daquele mês é só clicar aqui.

Naquele período eu era diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo Osasco e região, era o secretário de formação de nossa confederação, a Contraf-CUT, e estava como coordenador nacional da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil, COE-BB ou CEBB.

Havíamos fechado uma boa campanha salarial da categoria em 2013. Na mesa específica do BB, que coordenei, tivemos avanços importantes (ver propostas aprovadas aqui).

Na área sob minha responsabilidade na Contraf, a formação, estávamos coordenando a 8ª turma do curso de formação PCDA - Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro -, um curso em 3 módulos de imersão, organizado e patrocinado pelas próprias entidades do movimento, a Contraf, federações e sindicatos e com o apoio do Dieese e suas equipes técnicas.

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Turma do 2º módulo do 8º curso PCDA.

FORMAÇÃO

Ao organizar minhas pilhas de papéis e documentos, me deparei com a pasta que continha os materiais do 2º módulo do curso que estávamos realizando com a 8ª turma de dirigentes e assessores sindicais bancários.

O material é de uma riqueza imensa em termos de conhecimentos técnicos e políticos que compartilhamos com as companheiras e companheiros que participaram do curso. 

Durante 3 módulos foram 32 pessoas de diversas bases sindicais envolvidas com a construção de conhecimento coletivo para a luta da classe trabalhadora - 26 alun@s e 6 pessoas permanentes da equipe da Contraf e Dieese, fora os palestrantes que passaram pelo curso. 

É uma pena ter que me desfazer de tantos papéis acumulados em anos de participação nas lutas da classe trabalhadora brasileira. Na postagem sobre o curso, pelo menos anotei a programação do 2º módulo ocorrido em dezembro de 2013 (ver aqui).

A nota triste foi lembrar que 3 pessoas que estiveram conosco faleceram de lá para cá. Deixo aqui uma lembrança saudosa dos amigos e companheiros Valtinho, da Contraf, Paquetá, do Sindicato do Rio, e Carlos, do Sul Fluminense. Companheiros: presente!

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ESTADOS UNIDOS: CONTRIBUINDO COM A LUTA DOS BANCÁRI@S

Na primeira semana daquele mês de dezembro, estivemos em Nova York, nós sindicalistas brasileiros e sindicalistas norte-americanos, para nos reunirmos com o Banco do Brasil.

Nós havíamos avançado aqui no Brasil no Acordo Marco entre o BB, a Contraf-CUT e a UNI Américas e o banco público brasileiro havia se comprometido a respeitar as legislações locais e os termos do acordo no que tange à organização sindical onde o banco tinha operações e instalações.

Nós brasileiros, após décadas de avanços na organização sindical bancária e na conquista de direitos para os trabalhadores, contratados em Convenção Coletiva e Acordos Coletivos, estávamos numa parceria com o sindicalismo norte-americano (no caso, a CWA) e de todas as Américas para organizar sindicatos e direitos de trabalhadores de instituições financeiras. 

Para vocês terem uma ideia, categorias organizadas em sindicatos têm muito mais direitos que categorias sem sindicalização nos Estados Unidos. Os bancários não tinham sindicato lá em 2013 e tinham poucos direitos. 

Questões básicas como férias, licença-maternidade, 13º salário, vales refeição e alimentação não existiam ou eram bem menores para as bancárias e bancários do BB em Nova York e Miami. Não era uma questão só do BB, era de todos os bancários norte-americanos em relação aos bancários brasileiros.

As parcerias sindicais foram no intuito de organizar os trabalhadores do ramo financeiro de lá. Estive por duas vezes nas equipes brasileiras que foram contribuir com essa luta, por ser coordenador da CEBB da Contraf-CUT e pelo fato de o BB ter conosco o Acordo Marco. Clique aqui e veja a postagem sobre a reunião nos EUA.

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É isso! Boas lembranças de participação nas lutas da classe trabalhadora brasileira e de outros países.

Trabalhadores do mundo, uni-vos!

William


Clique aqui para ler o texto anterior, Memórias (XIX).

Para ler o texto seguinte (XXI), clique aqui.


7.6.14

Busca de novas conquistas marca 25º Congresso dos Funcionários do BB


Mesa de abertura representa unidade nacional
dos funcionários do BB. Foto: Jailton Garcia.

A abertura do 25º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil, realizada nesta sexta-feira 6 à noite em São Paulo, foi marcada pela discussão sobre a importância de os bancários conquistarem novos avanços na Campanha Nacional 2014 e se engajarem na disputa eleitoral de outubro em favor de propostas que defendam os interesses da classe trabalhadora. 

Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT, lembrou os 50 anos do golpe militar e ressaltou a importância de vivermos em uma democracia no Brasil fazendo uma homenagem às vítimas de perseguição política na ditadura, representadas no plenário pela ex-presidenta da CNB e do Sindicato dos bancários do Rio de Janeiro, Fernanda Carísio. Ele destacou a importância de se lutar para que o BB cumpra seu papel de banco público, reduza a taxa de juros e volte sua ação para o desenvolvimento do país. 

"Não queremos um Banco do Brasil que pratique assédio moral e reduza funcionários, como vem fazendo, se igualando aos bancos privados. Não queremos que os bancários do BB adoeçam por excesso de trabalho por causa da pressão por metas", afirmou.

O presidente da Contraf-CUT destacou as conquistas de 2013, nas lutas contra a terceirização e no acordo coletivo, relacionando-as aos desafios para 2014: "Temos que continuar a combater os projetos de terceirização que estão sendo analisados pela Câmara dos Deputados, Senado e STF. Sabemos que o ministro Luiz Fux fez um relatório péssimo para os trabalhadores ao analisar os processos e que é preciso estarmos atentos a isso e às movimentações no Congresso Nacional. Se esses projetos passarem será tudo terceirizado, caixas, gerências e será o fim do concurso público".

A conjuntura política também é importantíssima para a luta dos trabalhadores, na opinião de Cordeiro. "Temos que ir para as ruas defender a candidatura da presidenta Dilma Rousseff, e a eleição de governadores e deputados comprometidos com os trabalhadores. Temos uma imensa responsabilidade, não podemos vacilar e permitir que projetos como o relatório da Booz Allen, que propunha a privatização do BB e da Caixa voltem a ameaçar os bancários e o povo brasileiro", defendeu ele. 

"Não queremos retrocesso, queremos seguir trilhando o caminho da política de valorização do salário mínimo, do aumento real dos salários. Queremos avançar e conseguir concretizar nossas principais pautas, como o fim do fator previdenciário, redução da jornada e o cumprimento da Convenção 158 da OIT. Com ousadia, mobilização e unidade chegaremos aos nossos objetivos ", concluiu.


Dois projetos em disputa


Juvandia Moreira, presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região e representante da Fetec SP, fez uma análise da atual conjuntura no Brasil e a ameaça de retrocesso político que pode prejudicar não somente a classe trabalhadora brasileira como toda a da América Latina. 

"Temos que discutir as reivindicações dos bancários do Banco do Brasil, como emprego e saúde, e também a ameaça do retorno do neoliberalismo, que tanto prejudicou os bancários em nosso país nos anos 90", disse Juvandia. Naquele período, os bancários dos bancos públicos federais ficaram oito anos com índices zero de reajuste, demissões e perseguições. 

"Queremos continuar no rumo progressista e cobrar mudanças, para isso é preciso que delegados e representantes se engajem na campanha para reeleger a presidenta Dilma Rousseff", destacou.

Juvandia também criticou a atuação da mídia, segundo ela o maior partido de oposição da atualidade, e conclamou os participantes do Congresso participarem da campanha pela democratização dos meios de comunicação e pela convocação de uma constituinte exclusiva para a reforma política. "Não queremos retrocesso, queremos um país cada vez mais igual, com divisão de renda, temos que levar o governo cada vez mais para a esquerda e para a pauta da classe trabalhadora", concluiu.

Wagner Nascimento, diretor do Sindicato de Belo Horizonte e representante da Fetraf MG, falando em nome da Articulação Bancária também destacou a importância de os trabalhadores se engajarem na campanha presidencial deste ano, "onde há dois projetos claros em disputa em que o nosso próprio futuro como funcionários de um banco público está em jogo".


Identificar quem está afinado com os trabalhadores


Ao destacar a importância das eleições de outubro para toda a população brasileira, incluindo os trabalhadores do ramo financeiro, o representante da Feeb Bahia e Sergipe e da CTB, Fábio Ledo, afirmou que é preciso saber quais candidatos estarão do lado dos trabalhadores. "É preciso apontar quais candidatos estão afinados com nossas reivindicações". Ledo, que também é diretor do Departamento Jurídico do Sindicato da Bahia, saudou os participantes e pediu atenção da categoria no atual cenário político.

A diretora do Sindicato de Campinas e da Feeb São Paulo e Mato Grosso do Sul, Elisa de Figueiredo Ferreira, representando a corrente Unidade Sindical, manifestou preocupação com o futuro do Banco do Brasil, que segundo ela atua no mercado como um banco privado. "Temos de fazer uma discussão profunda sobre isso e construir uma pauta unitária para enfrentar esse problema", propôs.

Wilson Ribeiro, em nome da corrente CSP/Conlutas, destacou que as jornadas de junho do ano passado provocaram "uma mudança na situação política do país, com mais questionamentos do modelo econômico atual e generalização de greves por todo o país", o que para ele insere as eleições presidenciais deste ano em uma conjuntura diferente de disputas anteriores.

Representando o Fórum Sindical, Sérgio Farias fez uma breve reflexão sobre a organização sindical dos trabalhadores bancários brasileiros. "Sem a luta dos companheiros do passado, que se organizaram e se reorganizaram - após a ditadura militar -, não estaríamos aqui reunidos neste grande congresso dos funcionários do Banco do Brasil", observou Farias, que também é diretor da Fetraf Rio de Janeiro e Espírito Santo. Ele também espera que a unidade do movimento sindical dos bancários do Brasil seja exemplo para trabalhadores de outros países, como os Estados Unidos. 


Sindicalização dos bancários do BB nos EUA


Participaram também da mesa de abertura do 25º Congresso duas trabalhadoras norte-americanas: uma funcionária do Banco do Brasil nos EUA, e Anne Luck Deak, diretora da CWA, a central sindical que representa mais de 700 mil trabalhadores de vários segmentos de serviços dos Estados Unidos.

Os bancários não possuem sindicatos nos EUA, razão pela qual são desorganizados e ganham em geral menos que os trabalhadores dos serviços de limpeza, que são sindicalizados. Anne contou que pesquisa realizada pela CWA constatou que a média salarial dos bancários norte-americanos é tão baixa que um terço deles precisa buscar os programas sociais do governo para complementar a renda.

E há diferenças salariais gritantes entre regiões e entre bancos, inclusive dentro do próprio BB nos Estados Unidos. "Nós que trabalhamos no Banco do Brasil em Orlando temos salários e benefícios menores, além de férias mais curtas, que os bancários do BB de Nova York", relatou Anne Deak.

A Contraf-CUT está desenvolvendo uma parceria com a CWA na tentativa de criar um sindicato dos bancários do BB nos EUA. O primeiro passo foi a assinatura do Acordo Marco assinado pela Contraf-CUT e pela UNI Américas com o BB, pelo qual o banco deve respeitar os direitos dos bancários em todo o continente, tanto de legislação e de acordos e convênios coletivos da categoria, bem como princípios e direitos fundamentais do trabalho previstos pela OIT.


Rede de Comunicação dos Bancários
José Luiz Frare, da Contraf-CUT
Maria Ester Costa, da Contraf-CUT
Rodrigo Couto, do Sindicato de Brasília

22.2.14

Bancários de todo mundo realizam dia de ação global em Nova Iorque


Contraf-CUT presente: nos protestos em
Wall Street e na Conferência da CWA.

A luta internacional dos trabalhadores do setor financeiro tomou as ruas de Wall Street, em Nova Iorque, na terça-feira (18), marcando o Dia de Ação Global (Global Day of Action) e reforçando a campanha mundial por melhores condições de trabalho para os bancários dos EUA, que representam um terço dos bancários de todo mundo. 


Apesar do frio intenso, houve protestos em frente ao prédio do Citibank e visitas às agências do Bank of America, HSBC, Santander e outros bancos. Na rede social, nesse dia, a tag #BetterBanks foi apoiada por mais de 1 milhão de pessoas.

O ato foi promovido pela UNI Global Union - entidade que representa 20 milhões de trabalhadores de mais de 900 sindicatos de setor de serviços em todo o mundo -, a CWA (Communications Workers of América), que representa os trabalhadores na área de comunicações dos EUA, e o Comitê por Melhores Bancos, com a participação de movimentos comunitários norte-americanos. 

Os brasileiros foram representados pelo presidente da Contraf-CUT e da UNI Américas Finanças, Carlos Cordeiro, pelo secretário de formação da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, William Mendes, pelo secretário de relações internacionais da Contraf-CUT, Mário Raia, e pela diretora executiva do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Rita Berlofa.

Ainda compareceu uma delegação internacional da Argentina, Colômbia, Tanzânia e Filipinas. 

Luta pelo direito à sindicalização

Os bancários norte-americanos, que não possuem sindicatos, recebem bem menos que os trabalhadores da limpeza, que são sindicalizados. Enquanto o bancário ganha cerca de 8 dólares por hora, um empregado da limpeza recebe 14 dólares por hora. 

Sem organização sindical e negociação coletiva, as condições de trabalho dos bancários nos EUA são piores que as de muitos países. 

O chefe mundial da UNI Finanças, Mário Monzane, avaliou a mobilização como um novo marco na luta pela organização dos bancários nos EUA. "Estamos conseguindo criar um sentido de solidariedade internacional, com intercâmbio e mapeamento da categoria em nível mundial".

Para ele, o ato em Wall Street foi um sucesso. "Conseguimos falar com funcionários; o segundo maior jornal de Nova Iorque, o NY Daily News, repercutiu a manifestação; atingimos 1 milhão de apoiadores e recebemos 50 mil mensagens de apoio em três horas. Os trabalhadores sentiram que não estão sozinhos e a campanha será mantida de forma permanente."

"Estamos trabalhando no sentido de fazer valer o que o acordo marco firmado com o BB prevê para todas as Américas: o direito de os bancários se organizarem em sindicatos, se associarem e estabelecerem negociações coletivas para melhorar as condições de trabalho", destaca Carlos Cordeiro.

"A nossa participação foi importante porque pudemos identificar, além do absurdo da falta de direitos mínimos que a categoria bancária tem no Brasil e em outros países com sindicatos organizados, que existem ainda diferenças entre os próprios funcionários do BB nos Estados Unidos e nós vamos lutar juntos com a CWA e os trabalhadores norte-americanos para resolver essa situação", salienta o presidente da Contraf-CUT. "Além de prestar a solidariedade dos brasileiros, levamos ousadia e esperança para organizar a luta dos bancários nos EUA".

"A luta de classes não tem fronteiras. Nós enfrentamos os conglomerados financeiros globais que estão destruindo a economia real dos países e liderando a destruição dos direitos dos trabalhadores do mundo. Os bancários brasileiros organizados na Central Única dos Trabalhadores (CUT) sempre estiveram à frente de grandes projetos da classe trabalhadora. Agora não é diferente, estamos levando nossa experiência, solidariedade e energia na unidade, para que os bancários americanos consigam construir sua representação sindical organizando, sindicalizando e negociando novos direitos para os trabalhadores do setor financeiro. Isso será importante pra todos nós no restante do mundo", afirma William.

Também participou da manifestação o diretor regional da UNI Américas Finanças, André Rodrigues.

Conferência da CWA


Os brasileiros também participaram de uma conferência mundial de trabalhadores em call center, na sexta-feira (14), em Orlando. Fizeram parte do encontro os bancários da UNI e a CWA, sindicato que congrega 700 mil trabalhadores operadores de call center dos Estados Unidos.

Junto com outros representantes da América do Sul, África, Ásia e Europa, os brasileiros apresentaram as conquistas dos bancários, frutos da organização sindical com unidade e mobilização.

A luta é de todos


O impacto devastador da crise de 2008 sobre a sociedade em geral faz o movimento ir além da categoria bancária e abarcar toda a classe trabalhadora nos EUA. Segundo o diretor executivo da organização NY Comunities for Change - cuja tradução seria "Comunidades de Nova Iorque para a Mudança" - Jonathan Westin, "os bancos foram salvos e nós fomos colocados para fora".

"Para parar os lobos, precisamos construir uma casa forte: nosso sindicato". Essa era a frase que se via nas faixas erguidas pelos trabalhadores em Wall Street e nas postagens na internet, em referência à história infantil e ao especulador ambicioso do filme O Lobo de Wall Street, dirigido por Martin Scorcese. 

Fonte: Contraf-CUT com UNI Finanças e Seeb São Paulo (correções do Blog)

18.2.14

Trabalhadores unidos em Nova Iorque - Better Banks for People! People for Better Banks!






Nueva York es la Capital de la Finanza del Mundo - entonces, ¿por qué los trabajadores bancarios reciben un trato peor que en otros países del mundo?


El Committee for Better Banks (CBB), el Communication Workers of America (CWA) y UNI Finanzas Global Union (UNI) han unido sus fuerzas para hacer campaña por mejores condiciones de trabajo para los trabajadores de la finanza en Estados Unidos y en el mundo entero.


La delegación ha organizado un día de acción el 18 de febrero en la Ciudad de Nueva York para resaltar las desigualdades y las injusticias fundamentales que enfrentan los trabajadores de la finanza estadounidenses, reuniendo a trabajadores bancarios del mundo entero en una marcha a Wall Street mostrando su solidaridad por la causa de los empleados desprotegidos de Estados Unidos.


Según un informe del Committee for Better Banks, hay dos sectores bancarios. La riqueza y el poder descomunales de Wall Street se evidencia en los aumentos salariales de los CEO, como Jamie Dimon, quien en 2013 recibió un aumento salarial del 74% acercando su salario a los $ 20 millones, después de haber sido multado con $20 mil millones por cargos normativos y penales. Entretanto, el salario medio de los trabajadores bancarios es tan bajo que casi un tercio de los cajeros bancarios en América percibe algún tipo de ayuda pública. Más de un tercio de los cajeros vive en el nivel de pobreza o por debajo de él, a diferencia de los ejecutivos de Wall Street.


UNI Finanzas Global Union dice que los trabajadores bancarios estadounidenses no han podido expresar su derecho a organizarse juntos en un sindicato. Esto significa que los empleados no tienen voz y no pueden negociar colectivamente salarios justos y mejores condiciones de trabajo.





¿Que pueden hacer ustedes? ¿Qué podemos hacer juntos?


1. Compartir el informe sobre los trabajadores bancarios en Estados Unidos con afiliadas concernidos en su región, miembros concernidos en su sindicato, bancos a los que apuntan y que también tienen una sucursal en Estados Unidos


2. Si están en Nueva York, participen en la manifestación el 18/02 a las 10.00 (hora de Nueva York) ante el Citibank -388 Greenwich Street en Wall Street


10.00 Manifestación ante el Citibank - 388 Greenwich Street sur Wall Street
11.00 Eventos de prensa con trabajadores del mundo entero
11.45 Visita de sucursales bancarias y contactos con trabajadores americanos


3. Si están en otro lugar, participen en el Día de Acción Mundial a través de los medios sociales:


Opción 1: Tómense una foto, o de un colega/trabajador bancario con un letrero indicando las prestaciones que tienen y que los trabajadores estadounidenses no tienen, y compártanla en Facebook
(www.betterbanks.org ) 

o Twitter utilizando #BetterBanks


- Por ejemplo: Una foto suya con un cartel diciendo" En Suecia son 6 meses de licencia de paternidad remunerada"- pónganla en Twitter
Con el mensaje Tweet "Los trabajadores bancarios de Estados Unidos merecen los mismos derechos y mejores condiciones de trabajo #BetterBanks "


Opción 2: Enviar un mensaje de solidaridad a los trabajadores bancarios de Estados Unidos en Twitter utilizando #BetterBanks @UNI- de ser posible háganlo el 18/02 a las 10.00 hora de NY(16.00 CET)


Se publicará un comunicado de prensa el 18 de febrero de 2014.


¡Muchas gracias a todas las afiliadas de UNI que han contribuido al Informe y gracias por su apoyo en ese día! 



Página:

http://www.uniglobalunion.org/es/sectors/finance/noticias





14.1.14

Contraf-CUT and CWA launches bilingual magazine for Banco do Brasil workers in the US


(Comentário: logo abaixo vem a matéria em português)



Published in Portuguese and in English, it highlights the first meeting with Banco do Brasil in the U.S.
The Communication Workers Union of America ( CWA ), which represents over 700,000 workers in various service sectors in the United States, Canada and Puerto Rico, is distributing a new bilingual English edition of the magazine “O Espelho / The Mirror”  for Banco do Brazil employees in the United States.
The Portuguese edition is already available for Brazilian bank workers’ unions to be delivered to employees of BB in Brazil.
The bilingual publication is part of an international campaign, which aims to start a process of unionization of American bank workers, a sector that does not have unions in that country.
The four-page magazine, like the first publications released in February and September 2013, was edited by Contraf-CUT in partnership with UNI Global Union, CWA and Bank Workers Union of São Paulo.
First meeting with BB in the U.S.The main focus of the publication is the first meeting between Banco do Brasil and the international trade union movement, which took part in New York on December 5. The meeting was requested by UNI Americas and its affiliated unions organizations, including Contraf- CUT and Bank Workers Union of São Paulo, to strengthen the Global Framework Agreement renewed with BB in 2013. CWA representatives also attended the meeting.

“This meeting is a historic milestone because it is the first time we meet with the bank's management in the United States, as a result of the Global Framework Agreement. We are supporting American workers’ union organization so that we they create unions in the US banking sector because this is the best way to improve their collective and social rights, “stated Carlos Cordeiro, president of Contraf-CUT and of UNI Americas Finance.

For the secretary of union education of Contraf-CUT and coordinator of the National Committee of BB Workers in Brazil “the best way to solve conflicts inherent to capital-labor relation is through collective bargaining with labor unions. It is the modern way of defining labor and social rights. Companies that claim to have social responsibility must respect both national labor principles and rights and international conventions".

The president of Bank Workers Union of São Paulo, Juvandia Moreira, highlighted the process of collective bargaining in Brazil with the federation of banks, the employers’ organization, and the gains achieved through struggles and strikes of Brazilian bank workers in the last decades. The CWA Representatives explained how union organization takes place in the US and talked about the difficulties they are facing to have access to BB workplaces in the country.

Mobilization and achievements in Brazil

The magazine also points out that, thanks to the courage of the banking sector working class, to strong mobilization and national unity, Brazilian bank workers held in 2013 the largest strike in more than 20 years, gaining real wage increase for the tenth year in a row (salary increase over the annual inflation rate), higher increase in the sector wage floors, improvement in the profit share (PLR) schemes and important economic and social gains.
Besides the National Collective Bargaining Agreement, which covers all Brazilian bank workers, Banco do Brasil employees’ participation in the campaign was a remarkable one. They got extra achievements in their additional agreement on specific issues in the bank, mainly in relation to career progress, social rights and protection from bullying. And the bank will hire over three thousand employees until August 2014, as well as it will promote hundreds as bank tellers (those holding temporarily the position). Just to mention some of the agreement clauses.

The right to organize in the US

Another important issue in the magazine is the union organization of American bank workers. The Committee for Better Banks released a report in December exposing the low wages and difficult working conditions of front-line bank workers.
The report found that 39 percent of bank tellers were paid so little, they had to seek public assistance. The report garnered widespread national press coverage.  
CWA has been working in alliance with the Brazilian unions to help U.S. based workers build their own organization.The union is the most important tool that workers have to defend their rights.
Source: Contraf-CUT


UNI Sindicato Global destaca revista bilíngue aos bancários do BB nos Estados Unidos

Dirigentes sindicais brasileiros e norte-americanos se reuniram com BB

O lançamento da nova edição bilíngue em inglês da Revista O Espelho/The Mirror aos funcionários do Banco do Brasil nos Estados Unidos foi notícia de destaque nesta segunda-feira (12) no site da UNI Sindicato Global, a qual é filiada a Contraf-CUT. A publicação está sendo distribuída aos bancários norte-americanos pelo Sindicato dos Trabalhadores em Comunicações da América (CWA), que representa mais de 700 mil trabalhadores de vários segmentos de serviços dos Estados Unidos, Canadá e Porto Rico.

Clique aqui para ler a notícia em diversas línguas no site da UNI.

A revista possui quatro páginas e, a exemplo das primeiras publicações em fevereiro e setembro de 2013, foi editada pela Contraf-CUT em parceria com a UNI Sindicato Global, a CWA e o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região.

A publicação bilíngue integra uma campanha internacional, que visa deflagrar o processo de sindicalização dos bancários norte-americanos, categoria que não possui sindicatos naquele país.


Primeira reunião com BB nos EUA


O principal destaque da publicação é a primeira reunião entre o Banco do Brasil e o movimento sindical internacional, que ocorreu no último dia 5 de dezembro, em Nova Iorque. O encontro foi solicitado pela UNI Américas e suas entidades sindicais filiadas, entre elas a Contraf-CUT e o Sindicato de São Paulo, para fortalecer o Acordo Marco Global renovado com o BB em 2013. Também participaram representantes da CWA.

"Esse encontro é um marco histórico, pois é a primeira vez que nos reunimos com a direção do banco nos Estados Unidos, fruto do Acordo Marco Global. Nós estamos apoiando a organização sindical junto aos trabalhadores americanos para criarmos os sindicatos de bancários nos EUA porque essa é a melhor forma de se aumentar os direitos coletivos e sociais", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e da UNI Américas Finanças.

Para o secretário de formação da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, William Mendes, "a melhor maneira de resolver os conflitos inerentes à relação capital/trabalho é por meio de negociação coletiva com sindicatos de trabalhadores. É a forma moderna de se contratar direitos trabalhistas e sociais. As empresas que afirmam ter responsabilidade social devem respeitar os princípios e direitos laborais nacionais e das convenções internacionais".

A presidenta do Sindicato de São Paulo, Juvandia Moreira, frisou o processo de negociação coletiva no Brasil com a Fenaban e os avanços conquistados com lutas e greves dos bancários brasileiros em décadas de mobilizações. Os representantes da CWA explicaram no encontro como são os modelos de organização sindical nos EUA e abordaram as dificuldades que estão enfrentando para ter acesso aos bancários do BB naquele país.


Fonte: Contraf-CUT

16.12.13

Michelle Bachelet é eleita presidenta do Chile com 63% dos votos


Michelle Bachelet é reeleita. Imagem: Creative Commons.

A socialista Michelle Bachelet foi eleita presidenta do Chile no domingo (15). Ela obteve 63% dos votos no segundo turno, derrotando a adversária Evelyn Matthei, que representa a aliança de centro-direita. Matthei, que foi candidata do atual governo, teve 38% dos votos.

Com a vitória, Bachelet é a primeira mulher eleita e reeleita para a Presidência do Chile. Ela governou o país de 2006 a 2010, deixando o lugar para o atual presidente, Sebastián Piñera. Pela legislação chilena, os presidentes não têm direito a dois mandatos consecutivos.

Piñera telefonou a Bachelet para dizer que vai cooperar com ela durante os últimos três meses de seu mandato. Bachelet assume em março e o maior desafio será fazer as reformas que prometeu - entre elas, a da Constituição, herdada da ditadura militar.

Apesar de ter conseguido maioria no Congresso, ela não tem votos suficientes para fazer todas as mudanças que quer e terá que negociar com a oposição. A atual Constituição (que só pode ser alterada com o apoio de dois terços dos legisladores) limita a atuação dos políticos e a ingerência do Estado na economia, que foi privatizada durante o regime militar de Augusto Pinochet.

Bachelet quer fazer uma reforma tributária para aumentar os impostos às empresas e aos mais ricos, obtendo assim recursos para financiar as reformas sociais, entre elas a do sistema educacional. Estudantes do ensino médio e das universidades paralisaram o Chile com protestos em 2011 e 2012, exigindo educação gratuita e de qualidade para todos. As manifestações foram apoiadas por oito de cada dez chilenos.

No Chile, as universidades são todas pagas (inclusive as públicas) e quem não tem dinheiro para financiar os estudos pode pedir empréstimo, mas termina a carreira endividado. Existem escolas de ensino médio gratuitas, mas são de má qualidade porque o governo prefere subsidiar instituições privadas, para que possam cobrar mensalidades baratas e oferecer uma educação de alto nível à população de baixa renda. Os donos dos colégios nem sempre usam o dinheiro do Estado para esse fim.

Nas eleições legislativas, que coincidiram com o primeiro turno em novembro passado, Bachelet conquistou o apoio de 20 dos 38 senadores e de 57 dos 120 deputados federais. Com isso, ela pode aprovar a reforma tributária. Mas para fazer a reforma da educação, precisa de quatro sétimos dos votos (52) do Congresso (22 senadores e 69 deputados federais).

Fonte: Agência Brasil


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Post Scriptum (24/6/18):

Ao rever postagens no Facebook (em 16 de dezembro de 2013), vi que compartilhei as dores e sofrimentos a respeito da morte prematura de pessoas com uma dirigente sindical dos Estados Unidos, Anne, que conheci quando estive lá por duas vezes, contribuindo para a organização dos trabalhadores americanos.

Ela tem um blog onde escreve de vez em quando suas reflexões.

Escrevi a ela na ocasião em que perdeu amigos em acidente automobilístico: "I'm sorry for such a tragedy, my friend.

This weekend really was not good for me too. My wife and I lost a young friend, the daughter of the owner of the school where my wife works. My wife was the first teacher of the little girl and taught her the first letters.

The girl was 24 and could not stand dealing with the illness of depression, one of the greatest evils of contemporary society.

Life is full of surprises, good and bad. We have to keep fighting for a better world.

In solidarity,

William Mendes (Contraf-CUT)"


e ela respondeu:

"Hi William - Thanks so much for your post. So much tragedy and heartache, but yet in the midst of it we find the courage to fight on for a better world. I could not have said it better than you did. I'm sorry for your loss as well and thankful to count you as a brother in a global struggle. In Solidarity,"

8.12.13

UNI Américas e entidades sindicais fazem reunião com o BB nos EUA


Sindicalistas brasileiros e americanos se
reúnem com Banco do Brasil em Nova Iorque.
A primeira reunião entre o Banco do Brasil e o movimento sindical internacional ocorreu nesta quinta-feira 5 de dezembro em Nova Iorque, EUA. O encontro foi solicitado pela UNI Américas e suas entidades sindicais afiliadas, entre elas a Contraf-CUT e o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região, para fortalecer o Acordo Marco Global renovado com o BB em 2013. Também participaram representantes da CWA, a central sindical dos trabalhadores dos setores de comunicação dos EUA.

Na reunião, o presidente da UNI Américas Finanças, Carlos Cordeiro, que também é presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários, falou da importância do Acordo Marco na solução negociada dos conflitos entre o BB e os trabalhadores e seus representantes sindicais. Também resgatou para a direção do BB nos Estados Unidos os principais pontos do acordo, renovado este ano:

1- Respeitar a livre organização dos trabalhadores.

2- Garantir o direito à sindicalização e o acesso dos sindicatos aos trabalhadores.

3- Negociação coletiva de trabalho.

O coordenador da Comissão de Empresa do BB no Brasil e secretário de Formação da Contraf-CUT, William Mendes, apresentou para os norte-americanos a experiência das negociações coletivas no Banco do Brasil em âmbito nacional. O banco integra a Convenção Coletiva de Trabalho da categoria e tem um acordo aditivo com direitos específicos de seus funcionários.

A presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Juvandia Moreira, falou sobre o processo de negociação coletiva no Brasil com a federação dos bancos e os avanços conquistados com lutas e greves dos bancários brasileiros em décadas.

Os representantes da CWA explicaram no encontro como são os modelos de organização sindical nos EUA e falaram das dificuldades que estão enfrentando para ter acesso aos bancários do BB no país.

Os representantes do BB reafirmaram que a empresa respeita o Acordo Marco Global e as legislações dos países e que não há nenhuma orientação em sentido contrário. Eventuais problemas ou dificuldades ocorridas ou que vierem a ocorrer em relação aos direitos contidos no Acordo serão encaminhadas pela Contraf-CUT à direção do Banco para que a empresa verifique e busque as devidas soluções.

'Encontro histórico'

"Esse encontro é um marco histórico, pois é a primeira vez que nos reunimos com a direção do Banco nos Estados Unidos, fruto do Acordo Marco Global. Nós estamos apoiando a organização sindical junto aos trabalhadores americanos para criarmos os sindicatos de bancários nos EUA porque essa é a melhor forma de se aumentar os direitos coletivos e sociais", afirma Carlos Cordeiro.

O coordenador da Comissão de Empresa do BB complementou: "A melhor maneira de resolver os conflitos inerentes à relação capital/trabalho é por meio de negociação coletiva com sindicatos de trabalhadores. É a forma moderna de se contratar direitos trabalhistas e sociais. As empresas que afirmam ter responsabilidade social devem respeitar os princípios e direitos laborais nacionais e das convenções internacionais".

Fonte: Contraf-CUT

3.12.13

Agenda sindical... A luta não pára nunca!



Olá companheirada de luta e colegas bancários,

A agenda de dezembro está bem lotada de atividades assim como foi o mês todo de novembro.

FORMAÇÃO: Na semana de 18 a 22 de novembro, começamos mais uma turma de dirigentes e assessores no curso Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro, aplicado pela Contraf-CUT e Dieese e autofinanciado pelas entidades, realizado para 27 participantes de vários sindicatos de todo o país.

ATIVIDADE DO BACEN DF: Na semana passada, de 25 a 29, estive em Brasília por três dias. Lá fizemos atividades das centrais sindicais no Banco Central do Brasil contra o aumento da taxa básica de juros. Os desgraçados tecnocratas do Bacen nos deram uma banana e elevaram a taxa Selic (programa bolsa rentistas e chupins capitalistas) para 10% ao ano. Depois saímos em marcha até o STF para protestar contra as prisões políticas de militantes do PT, condenados sem provas na ação penal 470.

REUNIÃO DO COMANDO: Também tivemos reunião do Comando Nacional avaliando a Campanha 2013 e preparando a estratégia das lutas para o ano calendário de 2014.

MESA COM O BB: Tivemos mesa temática com o bb para tratar da coleta de informações sobre as questões dos diversos planos de saúde e previdência das entidades dos bancos incorporados BEP, BESC e Nossa Caixa.

Ainda na semana passada fechamos os textos e liberamos para a gráfica a revista nacional dos funcionários do bb, O Espelho. A revista chegará aos sindicatos e aos bancários nos próximos dias.

ATIVIDADE UNI AMÉRICAS: estou indo para os EUA hoje para participar de reuniões de trabalho com bancários, juntamente com meus companheiros brasileiros que lá estão e com nossos companheiros da UNI e da CWA.

Nesta segunda e terça fiquei estudando a questão da organização dos bancos e dos bancários para me preparar para ajudar meus companheiros no evento. Também estudei um pouco de inglês.

FORMAÇÃO: Na semana que vem teremos o 2º módulo de formação da 8ª turma de nosso curso Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro.

É isso! A luta não pára!

SOMOS FORTES, SOMOS CUT!

27.2.13

Contraf-CUT e CWA lançam publicação bilíngue para bancários do BB nos EUA



O Sindicato dos Trabalhadores em Comunicações da América (CWA), que representa mais de 700 mil trabalhadores de vários segmentos de serviços dos Estados Unidos, Canadá e Porto Rico, fez na última sexta-feira 22 a distribuição da primeira publicação bilíngue conjunta com a Contraf-CUT e com a UNI-Sindicato Global voltada para os funcionários do Banco do Brasil nos EUA. A iniciativa faz parte de uma campanha que visa dar início ao processo de sindicalização dos bancários norte-americanos, categoria que não possui sindicatos naquele país.

Clique aqui para ler a publicação bilíngue, em pdf.

A revista de oito páginas, editada pela Contraf-CUT em parceria com a CWA e com o Sindicato dos Bancários de São Paulo Osasco e região, tem o nome bilíngue O Espelho/The Mirror. No dia 22 foi entregue aos funcionários das agências do BB em Nova York e Miami. Os dirigentes sindicais norte-americanos informaram que os bancários foram bastante receptivos, demonstrando interesse em continuar o diálogo com a CWA, e que a atividade, portanto, foi um êxito.

"Essa notícia é encorajadora. A UNI está muito feliz com esses primeiros passos. Esperamos que possamos transformar essa bela iniciativa em algo realmente concreto. Parabéns aos que estão conduzindo esse processo", elogiou Philip Jennings, secretário-geral da UNI, que representa mais de 20 milhões de trabalhadores dos setores de serviços em todo o mundo, à qual a Contraf-CUT é filiada.

"Isso é fantástico e vamos dar continuidade a essas ações. Quero agradecer pelo grande trabalho", disse o presidente da CWA, Larry Cohen, em mensagem dirigida aos dirigentes que participaram das atividades em Nova York e Miami.

Para o presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro, que também preside a UNI Américas Finanças, "essa parceria é uma iniciativa inédita, que dá consequência prática ao acordo marco global que assinamos com o Banco do Brasil, ajuda os companheiros bancários americanos a se organizarem em sindicatos e mostra a importância da solidariedade internacional dos trabalhadores".

"Todo trabalhador tem direito a estar vinculado a uma entidade de classe, direito que nos Estados Unidos nem sempre é respeitado", acrescenta Juvandia Moreira, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo. "Estamos repassando aos bancários norte-americanos a nossa experiência e falando da importância da unidade nacional e da nossa convenção coletiva para as conquistas da categoria."

'Juntos somos mais fortes'

Com o título "Juntos somos mais fortes - CWA lança campanha pela sindicalização dos bancários nos Estados Unidos", a publicação traz um conjunto de matérias destacando a importância dos sindicatos e a necessidade de os trabalhadores se organizarem em suas entidades de classe para fortalecer a luta por seus direitos.

Uma das matérias apresenta a CWA aos bancários norte-americanos do BB. Outra informa sobre o Acordo Marco assinado pela UNI Américas Finanças com o Banco do Brasil, em maio de 2011, que garante aos bancários do BB que trabalham em qualquer país do continente americano e do Caribe os direitos fundamentais previstos nas declarações da Organização Internacional do Trabalho (OIT), entre eles o de sindicalização e de livre organização sindical.

Uma terceira reportagem explica a história de organização e de negociação dos bancários no Brasil. "Com muitas mobilizações e busca permanente da unidade nacional, os bancários brasileiros têm há exatos 20 anos uma Convenção Coletiva de Trabalho nacional, que garante aos trabalhadores de todos os bancos que operam no país, em todas as regiões, os mesmos salários, a mesma jornada de trabalho e os mesmos direitos econômicos e sociais - muitos dos quais vêm se ampliando através do tempo", afirma William Mendes, secretário de formação da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil.

Para Mário Raia, secretário de Relações Internacionais da Contraf-CUT, a edição de O Espelho bilíngue é mais um passo em um processo de aproximação com o movimento sindical norte-americano, que vem de longe. "E é uma parceria que ainda vai se estreitar mais e render ainda mais frutos", aposta.

Fonte: Contraf-CUT

17.12.12

Contraf-CUT quer que BB faça ampla divulgação interna do Acordo Marco



A Contraf-CUT protocolou na terça-feira (12) ofício junto ao Banco do Brasil, em Brasília, reivindicando ampla divulgação nos canais internos da instituição do Acordo Marco firmado entre o BB e a UNI Américas, assinado em 30 de maio de 2011, contando com a intermediação da Contraf-CUT.

A Confederação solicita que a divulgação seja incluída até mesmo nos boletins de funcionários nos Estados Unidos, Argentina, Paraguai e demais países onde o banco adquiriu outras empresas financeiras ou mantém agências, postos de atendimento e escritórios.

"O objetivo é que os funcionários em todos os países onde o banco atua tomem ciência do acordo e dos direitos nele previstos", afirma William Mendes, secretário de formação da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.

O acordo garante aos trabalhadores em todos os países das Américas direitos fundamentais previstos nas declarações da Organização Internacional do Trabalho (OIT), entre eles o de sindicalização e livre organização sindical. O banco foi pioneiro em assinar o Acordo Marco em relação ao setor financeiro no continente americano. Também foi o primeiro acordo do gênero feito por uma multinacional brasileira.

Leia o ofício em português e em inglês .


Confira a carta na íntegra:

Brasília, 11 de dezembro de 2012.

Ao
Banco do Brasil S.A.
Vice-presidente de Gestão de Pessoas
Att. do Sr. Robson Rocha
Brasília - DF

Ref: Dar ampla divulgação interna do Acordo Marco entre o BB e a UNI Américas em todos os países onde o banco está instalado.

Ao cumprimentarmos Vossa Senhoria, vimos por meio deste ofício reivindicar que o Banco do Brasil dê ampla divulgação nos seus canais internos e que chegue a todos os funcionários o acordo acima citado.

O banco foi pioneiro em assinar este Acordo Marco em relação ao setor financeiro no continente americano. Também foi o primeiro acordo do gênero feito por uma multinacional brasileira.

O acordo foi assinado em 30 de maio de 2011 contando com a intermediação da Contraf-CUT e, como o banco segue expandindo seus negócios em nível internacional, inclusive com novas participações e aquisições de outros bancos, é importante que os novos trabalhadores possam saber dos direitos que este banco tem contratado e que respeita.

O convênio garante aos trabalhadores do Banco do Brasil em todos os países das Américas direitos fundamentais previstos nas declarações da Organização Internacional do Trabalho (OIT), entre eles o de sindicalização e livre organização sindical.

Além da garantia de liberdade sindical e o reconhecimento efetivo do direito de negociação coletiva, no Acordo Marco o BB assume o compromisso de, entre outras coisas, combater e prevenir problemas de saúde derivados da atividade laboral, combater o assédio moral e sexual, evitar a discriminação no emprego e promover a igualdade de oportunidades, entre outros pontos.

A reivindicação da Contraf-CUT é que o banco divulgue novamente este acordo nos seus canais internos em todos os países, inclusive nos boletins de funcionários nos Estados Unidos, Argentina, Paraguai e demais países onde o banco adquiriu outras empresas financeiras ou mantém agências, postos de atendimento e escritórios.

A ampla divulgação do Acordo Marco é uma mensagem muito positiva por parte do banco aos acionistas, clientes e funcionários em todas as Américas. O banco estará sinalizando aos seus gestores e administradores também que quer se internacionalizar, respeitando seus trabalhadores e dialogando com as entidades sindicais em todos os países onde atua.

Estamos certos de que a ampla divulgação deste importante instrumento a todos os seus funcionários e administradores nos países onde o BB atua fortalecerá o compromisso de imagem da empresa em respeitar as divergências, buscar pontos de convergência e melhorar as condições de trabalho, como foi dito pelo próprio banco no ato da assinatura.

Atenciosamente,

Carlos Cordeiro
Presidente

William Mendes
Coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB

Fonte: Contraf-CUT