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22.10.25

Diário e reflexões - Revendo amigos e lutas sindicais


Ato do Sindicato no BB da Verbo Divino.


REVENDO AMIGOS E LUTAS SINDICAIS

22/10/25

Desde que recebi algumas unidades de meu livro de memórias sindicais, memórias escritas durante aqueles solitários dias da pandemia mundial de Covid-19, minha rotina foi alterada.

Aos poucos, vou enviando pelos Correios as Memórias para algumas pessoas que compartilharam comido todo aquele período de formação política, convivência que me transformou em outra pessoa. O movimento sindical bancário cutista foi decisivo para eu ser a pessoa que sou.

Também estou tomando um café com alguns amig@s e companheir@s que residem na grande São Paulo. Esses encontros têm sido muito legais, pois rever pessoas queridas é bom demais!

Enfim, nessas idas e vindas pelas ruas de São Paulo, acabei indo hoje a uma atividade importante do movimento sindical nos locais de trabalho do Banco do Brasil, os trabalhadores realizaram Dia Nacional de Lutas contra metas abusivas e pelas reestruturações no banco público. A participação dos bancários foi muito boa.

Revi companheiras e companheiros com quem partilhei muitos anos de luta sindical.

Aos poucos, as Memórias vão ganhando o mundo nas mãos de pessoas que contribuíram e contribuem para um mundo do trabalho melhor e por um outro mundo necessário, livre da destruição capitalista e organizado de uma forma mais sustentável e igualitária.

É isso!

William Mendes

30.11.21

Memórias (IX)



Memórias de lutas sindicais: planejamento e trabalho de base são essenciais

O passado não se repete nunca, pois os contextos e as épocas nunca são os mesmos. No entanto, o passado nos serve de referência para pensar o presente e o futuro. Ao ver os registros de minha vida de dirigente sindical - a forma como o movimento fazia a organização e as lutas -, vejo ali boas referências para lutar e derrotar nossos inimigos de classe. 

As novas gerações têm que desenvolver novas estratégias e táticas de acordo com o contexto e o momento atual. Assim como as experiências que vivemos ainda têm sua validade: contato permanente com os trabalhadores que representamos, organização nos locais de trabalho, planejamentos estratégicos de ações para enfrentar o patronato e os inimigos da classe, enfim...

Como manter e ampliar direitos no contexto atual? Não temos respostas assertivas e prontas, temos alguns princípios, concepções e práticas sindicais que sempre nos auxiliaram. Também é importante olhar as experiências do passado porque a luta de classes não para nunca, enquanto houver classes.


Olhando meus registros no blog A Categoria Bancária no mês de junho de 2007, 22 postagens, vejo que sempre mesclamos organização de base (OLT) e organização das entidades sindicais na estrutura. Ver aqui postagens na ordem cronológica inversa, do fim do mês para o início.

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Na 1ª semana daquele mês, do dia 1 ao dia 7, eu fiz reunião de base em agências do BB, fizemos reunião da diretoria do Sindicato para planejar a campanha nacional dos bancários, fiz artigo de opinião sobre estratégias e questões sobre a campanha da categoria, finalizei a produção da revista dos funcionários do Banco do Brasil - O Espelho - que era impressa e com 16 páginas e fizemos reunião do Coletivo BB para avaliar o trabalho e a luta no 1º semestre e desenhar as estratégias e dividir as tarefas e ações políticas de cada militante do coletivo de diretores. Isso não é pouca coisa!

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Na 2ª semana não foi diferente. Realizamos reunião nacional na Confederação para a campanha de data-base dos bancários, reunião no Sindicato e eu fiz reunião na secretaria de imprensa da Contraf-CUT. Eu era o diretor responsável pela comunicação nacional da categoria.

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REESTRUTURAÇÃO DO BB - Na 3ª semana do mês, conversei à noite com um bancário para buscar informações sobre a reestruturação que a direção do Banco estava realizando. O movimento sindical sempre desenvolveu estratégias de contatos nos locais de trabalho para estar antenado com as informações internas sobre o que o patrão faz. Isso é essencial para as lideranças sindicais. Além da informação de qualidade, os contatos nos dão representatividade e pertencimento coletivo - trabalhadores e sindicatos.

REVISTA DO BRASIL - Tivemos reunião sobre a Revista do Brasil. A revista foi um dos projetos mais bonitos que já vi sobre comunicação voltada para os trabalhadores e não para manipular o povo como as revistas dos empresários da casa-grande, as porcarias do Partido da Imprensa Golpista (P.I.G.). A revista era parte do projeto do portal Rede Brasil Atual, no ar até hoje. Eu tenho praticamente todas as revistas impressas publicadas e distribuídas para dezenas de milhares de trabalhadores de diversas categorias profissionais que faziam parte do projeto.

AGENDAS EM BRASÍLIA (CCP e CASSI) - Estive em Brasília nos dias 20 e 21 de junho para tratar das questões relativas à reforma estatutária da Cassi (2ª votação não atingiu quórum novamente, ver logo abaixo*) e também para participar de reunião da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB (COE BB ou CEBB) a respeito do Acordo de Conciliação Prévia e Voluntária entre o Banco e os trabalhadores sobre demandas trabalhistas (CCP).

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Na última semana do mês, tivemos assembleia da Anapar para tratar de questões do Economus, dos funcionários do banco Nossa Caixa. Também tivemos assembleia do Sindicato sobre prestação de contas para a categoria. As reuniões organizativas seguiram: tivemos reunião nacional para definir as mídias da campanha nacional dos bancários.

Enfim, o mês de junho de 2007 deste ex-dirigente da categoria bancária foi bem intenso!

Fizemos muita coisa boa durante nossa participação nas lutas e conquistas da categoria e da classe trabalhadora brasileira.

William

*Post Scriptum: reprodução de comunicado O Espelho Fax nº 296, da Comissão de Empresa, sobre o resultado da votação da reforma estatutária de 2007 em 2º turno.

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O Espelho Fax


DTX0 - Informativo da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil – nº 296/junho/07


CASSI

Mais uma vítima do pacote do BB


Pacote de maldades do banco causa incertezas no funcionalismo
e votação da proposta de novo estatuto não atinge quórum


Pela segunda vez, a consulta sobre o novo estatuto da Cassi terminou sem o quórum necessário para aprovar as mudanças. No segundo turno da votação, encerrado na sexta-feira, dia 1º, 66.256 associados votaram pela aprovação das propostas negociadas com o banco. O número, entretanto, não atingiu os dois terços necessários para garantir o resultado. Faltaram702 votos no “sim”.

“Por uma questão estatutária, o resultado das eleições não foi consolidado por falta de quórum. A insegurança do funcionalismo na votação se deve, em grande parte, ao pacote de reestruturação do banco. O BB precisa assumir sua responsabilidade no resultado. O pacote pretende economizar R$ 280 milhões, sendo que R$ 21 milhões seriam retirados da Cassi. O funcionalismo ficou preocupado já que a diretoria do banco imitou a truculência de 1996, quando os tucanos quebraram o nosso PCS e liquidaram o equilíbrio atuarial da Cassi”, afirmou Marcel Barros, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.

Marcel destaca que outra parcela da responsabilidade pelo não atingimento do quórum se deve ao pessoal que fez campanha pela não aprovação das mudanças, incluindo diretores do banco e um pequeno segmento do movimento sindical que coloca questões partidárias acima das necessidades dos funcionários.

“A rigidez do estatuto estabeleceu uma situação em que a minoria se sobrepôs à maioria. É lamentável, mas acontece em um estado de direito e vamos respeitar o resultado. Além da irresponsabilidade da atual direção do banco ao lançar este pacote de maldades que lembra os piores ataques do governo FHC, muita gente apostou na divisão do funcionalismo para favorecer projetos políticos escusos. Os bancários ficaram em segundo plano, o que é lamentável, porque as propostas de mudanças na Cassi eram importantíssimas e salvariam a nossa Caixa de Assistência do déficit financeiro que há anos compromete o futuro da entidade”, destacou Vagner Freitas, presidente da Contraf-CUT.

A Contraf-CUT vai continuar pressionando o banco para retomar as negociações sobre a Cassi.

Confira abaixo os números finais da votação.

 

 

Escolha

Nº de votos

percentual

Sim

66.256 

65,97%

Não

25.042 

24,93%

Branco/nulo   

9.138

9,09%

Total

100.436

100%

 


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Para ler o texto seguinte, Memórias (X), clique aqui.

O texto anterior pode ser lido aqui.

23.11.21

Memórias (VIII)



Memórias de lutas como dirigente de uma das categorias profissionais mais organizadas do país: bancárias e bancários


O mês de maio de 2007 começou com diversas reuniões organizativas no movimento sindical bancário. É o que apontam meus 17 registros no blog: ver aqui as postagens do mês. Reuniões na Confederação e no Sindicato para enfrentar a reestruturação no Banco do Brasil. 

REESTRUTURAÇÃO NO BB - A direção do BB estava realizando uma reestruturação sem negociação alguma com os sindicatos. Foi um mês de lutas e mobilizações de nossa parte

REFORMA ESTATUTÁRIA DA CASSI - Tivemos também na 2ª quinzena do mês a segunda rodada de votações da reforma estatutária da Cassi, a primeira foi aprovada pela maioria dos votantes, mas com quórum abaixo do que previa o estatuto. Segundo matéria da Fenabb que reproduzi no blog (ver aqui), foram favoráveis 59.204 associados e eram necessários 95.905 votos em relação ao quórum estatutário.

LUTO EM FAMÍLIA - Eu tive que me ausentar do dia a dia sindical por luto em família entre os dias 7 e 11 de maio.

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REESTRUTURAÇÃO DO BB EM 2007

O movimento sindical e o funcionalismo do Banco do Brasil foram surpreendidos pelo anúncio de uma reestruturação sem negociação alguma com os trabalhadores e suas representações.

Segundo matéria do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região (ler reprodução dela aqui), a pauta do banco público e do governo do Partido dos Trabalhadores (um governo de composição, sabemos disso) incluía programas de incentivo a aposentadoria e saída de funcionários, terceirizações e redução de locais e postos de trabalho.

Fizemos o enfrentamento à direção do banco e ao governo. Reuniões com delegados e delegadas sindicais e dias de luta e mobilizações foram organizados. Também procuramos representantes do governo federal para cobrar a suspensão da reestruturação e medidas que não prejudicassem os trabalhadores e o papel do banco público.

AUDIÊNCIA PÚBLICA - Realizamos negociações com a direção do BB e audiência pública no Congresso Nacional sobre a reestruturação. Estive presente nas agendas em Brasília - DF.

ENCONTRO NACIONAL - Voltei à Brasília no sábado 26 de maio para participar do encontro que organizamos para enfrentar o governo e a direção do BB.

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SINDICATO É PRA SINDICATEAR, INDEPENDENTE DO GOVERNO

Os anos de governos do Partido dos Trabalhadores foram anos de aprendizagem para nós do movimento sindical e de movimentos sociais. As contradições fazem parte das lutas de classes dentro do regime capitalista.

Governo é governo, partido é partido e sindicato é sindicato. Sempre ouvi isso durante minha formação política como dirigente dos trabalhadores da categoria bancária. E levei isso a sério a vida toda. Nunca tive dúvida quando o governo de Lula ou de Dilma (do PT) ou quando o próprio PT tinha posições políticas que não eram as melhores para os trabalhadores que nós representávamos. Meu lado é o lado do trabalhador/a. 

Meus votos e minha representação eram dos bancários e bancárias e nunca tive dúvidas sobre isso. A militância que me acompanhou a vida toda sabe disso.

É isso! Memórias de lutas que definiram a pessoa que me tornei nesta vida. E memórias de lutas de classe, lutas coletivas. Fomos milhares de pessoas que durante mais de uma década lutamos por nossos direitos e conquistamos muitos avanços, direitos que agora nos são roubados de forma vil pelo regime imposto por golpe de Estado em 2016.

Temos que retomar a democracia e nossos direitos.

William


Para ler o texto Memórias (IX) é só clicar aqui.

Caso queira ler o texto anterior, clique aqui.


12.1.21

Ataque ao BB (II) - Redução de agências e trabalhadores


Opinião

Como informamos aqui no blog, o Banco do Brasil publicou ontem, 11 de janeiro, Fato Relevante anunciando mais uma de suas reestruturações. Na nossa opinião, e pelo que as lideranças dos trabalhadores argumentam nas matérias nos sites das entidades sindicais, se trata de um forte ataque ao banco e aos funcionários, reduzindo mais ainda a capacidade de operação do maior e mais antigo banco público do país, eliminando milhares de postos de trabalho, deixando os colegas do banco numa situação pior do que a que vivem no momento trabalhando em meio à pandemia mundial de Covid-19 e com sobrecarga de trabalho absurda porque a direção do BB já eliminou cerca de 15 mil posto de trabalho depois do golpe de Estado em 2016.

A reestruturação parece ter o clara intenção de piorar a imagem do banco público perante a sociedade ao reduzir sua capacidade de atuação e piorar o atendimento porque fechar agências e reduzir mais ainda o quadro de funcionários fará com que fique mais difícil que o Banco do Brasil desempenhe seu papel de agente financeiro do país, com capacidade para contribuir para reerguer a economia do Brasil em todos os setores da sociedade. Os lesas-pátrias que assumiram o controle do país não escondem o desejo de privatizar todas as empresas de patrimônio do povo brasileiro em favor dos interesses estrangeiros e do mercado.

Os colegas devem ficar atentos às questões relativas à saúde e previdência complementar como nos casos dos associados da Cassi e da Previ quando forem tomar suas decisões a respeito de aderir ou não a eventuais planos de desligamento apresentados pela direção do banco. No caso da Previ, os colegas têm dúvidas em relação aos cálculos de seus complementos de aposentadoria. No site da Previ é possível tirar várias dúvidas sobre os cálculos dos planos. No caso da Cassi, é importante ficarem atentos para não perderem o direito ao Plano de Associados porque ao sair do banco é preciso ser beneficiário dos planos da Previ para terem direito a permanecer na Cassi.

A Comissão de Empresa dos Funcionários (CEBB), órgão organizativo da Contraf-CUT, já se reuniu virtualmente com a direção do banco nesta segunda 11 e os sindicatos e federações são importantes para os trabalhadores neste momento de ataque ao Banco do Brasil por parte desse governo que tem como objetivo destruir tudo que a classe trabalhadora construiu no país ao longo de séculos de lutas sociais.

Não deixem de acompanhar as informações publicadas pelas entidades sindicais dos bancários.

160 ANOS DE CAIXA ECONÔMICA FEDERAL

Aproveito a data de hoje para parabenizar a Caixa Econômica Federal que completa 160 anos de serviços prestados à sociedade brasileira e devemos apoiar os empregados e empregadas em suas lutas pelo fortalecimento do banco. O povo brasileiro viu mais uma vez a importância da Caixa neste momento de crise mundial pela pandemia de Covid-19. Viva a Caixa! Não podemos deixar que os lesas-pátrias no poder destruam ou enfraqueçam esse patrimônio do povo! 

Abraços,

William

(reprodução de matéria do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região)


BB surpreende funcionários com restruturação e com ameaça de 5 mil dispensas

Além do PDV, plano prevê fechamento de agências, perdas de gratificação e redução do papel do banco público

Publicado em 11/01/21 - 18h34

A direção do Banco do Brasil fez uma "surpresa" para os funcionários e as entidades sindicais ao anunciar, nesta segunda-feira (11) pela manhã, um plano de restruturação que prevê o fechamento de agências e outras unidades, além de um Plano de Demissões Voluntárias (PDV) que tem por meta dispensar 5 mil trabalhadores do banco, entre outras medidas consideradas muito ruins.

O plano prevê mudanças em 870 pontos de atendimento por meio do fechamento de agências, postos de atendimento e escritórios e a conversão de 243 agências em postos. Também estão previstas a transformação de oito postos de atendimento em agências, de 145 unidades de negócios em Lojas BB, além da relocalização e 85 unidades de negócios e a criação de 28 unidades de negócios. O PDV prevê duas modalidades de desligamento: o Programa de Adequação de Quadros (PAQ), para o que a direção do banco considera excessos nas unidades; e o Programa de Desligamento Extraordinário (PDE), para todos os funcionários do BB que atenderem aos pré-requisitos.

O banco também quer fazer mudanças no atual modelo e remuneração dos caixas executivos, que deixariam de ter a gratificação permanente a passariam a ter uma gratificação proporcional apenas aos dias de atuação, se houver.

“Fomos informados pelos funcionários, que receberam o comunicado do banco às 9h. Foi um desrespeito com os funcionários e com as entidades sindicais. Somos contrários a esse plano, que retira do BB o papel de banco público. Também prejudica os caixas executivos, que terão perdas. Na reunião de hoje, as informações foram poucas”, afirmou João Fukunaga, coordenador nacional da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB).

Na reunião com a CEBB, os representantes do BB admitiram que não tinham todas as informações por ser o dia do anúncio do plano de restruturação. “Estudamos medidas judiciais e orientamos os bancários que procurem seus sindicatos para mais informações. O anúncio do plano provocou muita preocupação entre os funcionários. Agora, quem está em home office vai querer voltar a trabalhar presencialmente porque está preocupado em não deixar de ser notado em um momento de redução de pessoal. Tudo isso acontece em meio à pandemia”, criticou Fukunaga.

Participaram da reunião desta segunda-feira vários representantes de federações de bancários de todo o Brasil. O plano de restruturação foi considerado um ataque à categoria e pode causar, na prática, a redução do papel do Banco do Brasil como banco público, com o fechamento de agências em diversas cidades do país. 

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e a CEBB orientam os sindicatos a fazerem reunião para saber o impacto do plano nas suas bases e a repassarem essas informações para as federações. A CEBB vai realizar nova reunião na quarta-feira (13) para discutir um calendário de lutas e de mobilização dos funcionários.

Fonte: Redação do Seeb SP

11.1.21

Ataque ao BB - Governo fecha agências e desliga 5 mil trabalhadores



Opinião

Há menos de uma semana escrevi um artigo a respeito das ameaças e riscos aos quais o Banco do Brasil e sua comunidade de trabalhadores da ativa e aposentados estão expostos sob esse regime fascista e de destruição de tudo no país. (leia artigo aqui)

"Essa comunidade e segmento de trabalhadores bancários precisa ser fortalecida por cada um de nós. As nossas entidades representativas e associativas - incluindo nossos sindicatos, Cassi e Previ - estão todas sob risco e sob ameaça de desfazimento, de intervenções externas, de enfraquecimento e consequentemente de dificuldades para cumprir com seus objetivos em face do momento atual de crise política, social e econômica do Brasil."

Apesar de parecer, não foi uma premonição o que escrevi: foi mais ou menos uma leitura de cenário esses ataques ao banco e aos trabalhadores neste início de ano. 

Nesta segunda, 11 de janeiro, foi anunciado pelo regime no poder - o "governo" lesa-pátria - uma reestruturação no BB que pretende esvaziar ainda mais o papel do banco público e a sua capacidade de financiar a reconstrução do Brasil, que vive a maior crise de sua história após o golpe de Estado em 2016.

Ao mesmo tempo, o anúncio de redução do papel do BB é mais um ataque violento aos trabalhadores que já estão em seus limites físicos e psicológicos devido ao trabalho sob condições absurdamente adversas como tem sido trabalhar durante a pandemia mundial do novo coronavírus (Covid-19).

A depender desses celerados no poder, o Brasil, um dos maiores países do mundo, vai se tornar um pasto continental e uma lavoura de commodities para vender grãos, carnes e minérios aos povos de outros países do mundo. Não teremos empresas públicas que financiam agricultura familiar e nossas empresas, não teremos funcionalismo público com direitos, não teremos valor agregado em nossas produções internas (hoje a Ford anunciou fechamento de todas as fábricas aqui) e não teremos consumo interno, só miséria, fome, uberização de tudo e de todos.

Vamos acompanhar nos próximos dias as notícias que o movimento sindical vai nos trazer e divulgar para tod@s as pessoas da Comunidade BB da ativa e aposentados as informações sobre esse processo de esvaziamento do banco e risco cada dia maior para todos nós. Lembro a vocês que os riscos são os mesmos para ativos e aposentados, para BB, Cassi e Previ. Reflitam e compartilhem com seus pares e contatos.

Abraços,

William Mendes

(Reprodução de matéria do Sindicato dos Bancários de Brasília)

Governo Bolsonaro ataca sociedade e funcionalismo com nova reestruturação do BB

11 de janeiro de 2021

O pacote prevê desativação de 361 unidades e estima desligamento de 5 mil trabalhadores

O Sindicato tomou conhecimento, na manhã desta segunda-feira (11), de comunicado ao mercado feito pelo Banco do Brasil, que anuncia uma profunda reestruturação com impactos em todas as unidades da instituição, como fechamento de várias agências, certamente gerando ainda mais transtornos ao atendimento a clientes e usuários, impactando a prestação de serviços nos municípios e, por consequência, a retomada econômica de que o Brasil tanto precisa.

“O funcionalismo do BB, já atônito e aflito no meio de uma pandemia, após uma atuação aguerrida lidando com tantas superações, porque determinado a vencer esse estado de coisas, não aguardaria – por óbvio – como resposta um ataque direcionado na forma de demissões, política de descenso, diminuição de dotação, extinção de cargos e funções, fechamento de unidades, rebaixamentos, 'redistribuição' de cargos”, afirma Kleytton Morais, presidente do Sindicato dos Bancários de Brasília.

O dirigente ainda pontua que essa postura da direção do banco, alinhavada com os preceitos do Palácio do Planalto e do Ministério da Economia, é “inaceitável”.

Sindicato reforça que as funcionárias e os funcionários do BB merecem RESPEITO!

O Sindicato tem acompanhado a situação dramática e em muitos casos caótica nas agências do BB (na matéria original há um vídeo de superlotação em uma agência do Guará). As diligências realizadas e as tentativas junto ao banco para emergencialmente solucionar esses problemas não resultam sustentáveis, porque a necessidade de novas contratações é fato, por isso vê e percebe que é ineficaz a política isolada de “otimizar a distribuição da força de trabalho, equacionando as situações de vagas e excessos nas unidades do banco”, conforme expressa o comunicado do BB.

O Fato Relevante informa que a implementação plena das medidas deverá ocorrer durante o primeiro semestre de 2021 e entre outras questões impactará 870 pontos de atendimento do país. O pacote prevê desativação de 361 unidades e estima o desligamento de 5 mil trabalhadores.

“A estimativa do BB pelo desligamento de 5 mil funcionários, a partir da adesão (será voluntária de fato?) aos dois programas de PDV, sem a previsão imediata de realização de concurso público, contratações e sem uma lógica expressa de retenção dos conhecimentos estratégicos acumulados por esses trabalhadores ao longo de décadas, é questão que precisa ser considerada e trazida pelo banco e que preocupa o Sindicato”, explica Kleytton.

Para o presidente do Sindicato, “é imperiosa a transparência da gestão, assegurado o respeito à participação ativa dos funcionários e funcionárias para opinar e influir nas soluções e redesenho da atuação que impactem na organização do trabalho e na persecução da continuidade e do fortalecimento da atuação do Banco do Brasil enquanto instituição pública e para o povo”.

“O desmantelamento do Banco do Brasil tem um objetivo claro, que é o de atender aos interesses do mercado, em particular dos bancos privados, que visam somente o lucro. Isso é uma tragédia em diversos níveis, porque, além de contribuir com o aumento do já grave quadro de desemprego que assola o país em plena pandemia, na prática significa retirar do povo um importante instrumento de crédito para a agricultura, a indústria, o comércio e as pessoas físicas”, avalia Marianna Coelho, representante da Fetec-CUT/CN na Comissão de Empresa dos Funcionários do BB e secretária de Assuntos Jurídicos do Sindicato.

O Sindicato destaca que esta é uma nota informativa preliminar. Ao longo dos dias, a entidade buscará reunir mais informações, inclusive junto ao banco, a fim de orientar a categoria e mobilizá-la à luta e a resistir contra ameaças, ataques e tentativas de supressão de direitos.

Fonte: Da Redação do Sindicato

10.1.18

Reestruturação no Banco do Brasil e PAQ - Informações da Contraf e da Cassi


Comentário do Blog:

Olá prezad@s colegas do Banco do Brasil, bancári@s e companheir@s de lutas em defesa dos direitos dos trabalhadores.

Temos nos concentrado nesses dias, nos intervalos da intensa agenda de gestão que temos diariamente na Cassi, em realizar estudos, pesquisas e balanços de nossa atuação ao longo desses quatro anos à frente da Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento de nossa Caixa de Assistência. A reunião de Diretoria desta semana, por exemplo, durou quase 12 horas.

No entanto, como nosso foco é sempre a saúde dos trabalhadores e participantes da comunidade Banco do Brasil, bem como nossa história de lutas é marcada pela representação dos trabalhadores ao longo de mais de duas décadas como bancário desse importante banco público, achei importante reproduzir aqui no blog matéria da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro, a Contraf-CUT, a respeito de mais um processo de reestruturação do BB, fato que sempre traz apreensões e anseios aos nossos colegas da ativa, com possíveis reflexos em suas condições de saúde e para a sustentabilidade da Cassi.

Depois da matéria da Contraf, divulgo em seguida uma matéria que saiu hoje (10/1/18) no site da Cassi com informações técnicas a respeito de situações possíveis para manutenção da condição de associado ao Plano de Associados caso o colega do Banco faça adesão ao programa (PAQ) que a direção do Banco anunciou na sexta-feira 5. (não faço juízo de valor sobre essa publicação no site da Cassi)


"É livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato" (CF, Art. 5º, Inciso IV)

OPINIÃO DO DIRETOR DE SAÚDE SOBRE MATÉRIAS E PUBLICAÇÕES - prezad@s participantes e leitores deste blog, ao longo de nosso mandato de representação na direção da Caixa de Assistência, busquei explicar a cada associad@, liderança e entidade representativa da comunidade onde atuamos como as coisas funcionam na Cassi, nas autogestões e no setor de saúde suplementar; na relação entre a Cassi e participantes; na relação entre os patrocinadores da Cassi - BB e Corpo Social (capital x trabalho) -; na relação Cassi e Banco do Brasil; nos ritos políticos de representação dos trabalhadores e associados (pois coordenei muito tempo mesas negociais) etc.

Sou grande defensor da democracia (direta ou representativa), da liberdade de expressão, da livre organização dos trabalhadores e instituições, do associativismo e cooperativismo, e defendo a participação popular em tudo. Tenho lado, tenho opinião, e busco expressar o que penso de forma clara e direta, e nos fóruns e momentos adequados. Se não agrado a tod@s, ao menos me esforço para ser franco e honesto nas opiniões e relações.

Quando uma entidade, instituição, organização, ou pessoa jurídica publica algo, subentende-se que ela endossa aquele conteúdo em seu espaço de divulgação de informações. Quando não é assim, aplica-se logo uma ressalva dizendo que aquele conteúdo é de responsabilidade de quem assinou ou coisa do gênero. Às vezes, mesmo assinado o conteúdo, a informação é institucional. Não é tão simples assim, percebem?

A matéria da Contraf que replico aqui é de responsabilidade daquela entidade sindical (e acho que ela tem razão nas críticas que faz). A da Cassi é de responsabilidade da Cassi. O mesmo vale para as do site e espaços institucionais do Banco do Brasil ou qualquer outra instituição. O que quero alertar com isso? Alerto que a minha opinião como cidadão e como representante eleito pelos associados da Cassi expresso com liberdade e autonomia aqui neste blog, e faço isso baseado em meus direitos constitucionais de liberdade de pensamento e expressão.

Não tenho como me responsabilizar por matérias de outros espaços além deste. 

Em relação ao PAQ do Banco do Brasil, o que aprendi como dirigente sindical foi ser cuidadoso para não dar opiniões sobre decisões tão complexas e de cunho pessoal a serem tomadas pelos trabalhador@s considerados "público alvo" em casos como esses de programas de desligamento, PDV etc.

Abraços,

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/18)

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(Matéria da Contraf-CUT)





BB: Funcionários indignados com reestruturação disfarçada


Banco corta milhares de vagas e cria ilegalidades com novas medidas


Os funcionários do Banco do Brasil criticaram as novas medidas de gestão divulgadas pelo banco na última sexta-feira (5), tanto pela forma como elas são anunciadas, sem nenhuma informação prévia aos trabalhadores ou a seus representantes, quanto pelo atropelo e erros de gestão.

“O banco diz não ser uma nova reestruturação, mas é. Houve o corte de cerca de mil vagas de caixa em todo o país. O banco alega que essas vagas apareceriam em escritórios e agências digitais. Na prática, os escritórios digitais perderam funções de assistentes e ganharam de escriturários, que farão os mesmos serviços, mas ganhando menos. Isso é desvio de função! É ilegal”, observou Wagner Nascimento, Coordenador da Comissão de Empresa de Funcionários do Banco do Brasil (CEBB). “Ou seja, o banco corta cargos, reduz salários, cria desvio de função nos escritórios digitais e ainda diz que isso não é reestruturação”, completou.

O Coordenador da CEBB critica ainda a falta de transparência e de diálogo. “Na quinta-feira (4), estivemos reunidos até à noite com a direção do banco para obtermos mais informações sobre o PDG (Programa Extraordinário de Desempenho Gratificado), que havia sido anunciado no dia anterior, também sem comunicação prévia, e nada nos foi dito sobre estas novas mudanças que foram anunciadas na sexta-feira. Não é possível que, sempre, as informações cheguem primeiro aos meios de comunicação e somente depois aos funcionários”, criticou.

Carlos de Souza, Secretário Geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), ressaltou que tanto a Contraf-CUT, quanto a CEBB perguntam, em todas as reuniões que têm com a direção do banco, se existem medidas de gestão previstas para serem realizadas no banco. “No final de 2016, depois que a informação sobre a reestruturação vazou pela imprensa, buscamos a confirmação do banco, que disse que eram boatos. Desta vez, depois de uma matéria veiculada no dia 8 de dezembro, indagamos novamente o banco que voltou a desmentir a matéria”, lembrou o dirigente da Contraf-CUT, que também é funcionário do BB.

“O Presidente do Banco prefere procurar os jornais para apresentar seus novos programas, do que dialogar com o conjunto dos funcionários para acalmá-los e acabar com a ansiedade e a angústia que essa política de reestruturação sem transparência tem causado”, complementou Carlos.

Gestão às avessas

Mais uma vez os representantes dos trabalhadores reforçam o pedido de transparência nas informações e que o banco não corte os salários dos funcionários enquanto todos não forem realocados. “Na reestruturação de 2016, a direção dizia que ao final tudo ia dar certo. Não deu. Agora, segue pelo mesmo caminho, ficarão funcionários sem cargos e com salários reduzidos e, mais uma vez, o banco não se preocupou com isso antes de iniciar a reestruturação”, ponderou o Coordenador da CEBB.

Para Wagner Nascimento a falta de mapeamento das vagas pelo banco, cria mais apreensão nos funcionários. “Assim como na reestruturação de 2016, são cortados cargos onde não existem vagas e a conta não fecha, resultando em muitas famílias desamparadas. Em Recife onde foi fechado o CENOP a situação é desesperadora, devido à sequência de reestruturações", observou.

Os representantes dos trabalhadores já solicitaram todas informações detalhadas sobre as novas medidas, que para eles representa a continuidade da reestruturação iniciada ao final de 2016. “Queremos saber quantos funcionários perderão suas comissões, quantos serão remanejados, de onde e para onde. Além disso, queremos saber quem vai ocupar os novos cargos gratificados e se todos aqueles que tiveram seus salários rebaixados serão contemplados e se a gratificação será em valores semelhantes às que foram retiradas, para que não haja queda de remuneração”, disse o Secretário Geral da Contraf-CUT. “Para alguns a reestruturação até pode ser boa, mas nossa preocupação tem que ser com todos os funcionários”, alertou Carlos de Souza, ao observar que a Contraf vai buscar todos os meios necessários, tanto no campo jurídico quanto na mobilização para a luta no dia a dia para combater toda reestruturação que prejudique os trabalhadores.

Fonte: Contraf-CUT

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(Matéria da Cassi)


Programa de Adequação de Quadros do BB

Veja as possibilidades de permanência na Cassi para quem aderir

A Cassi reúne aqui informações sobre as possibilidades de permanência na Caixa de Assistência daqueles funcionários do Banco do Brasil que desejam solicitar desligamento por meio do Programa de Adequação de Quadros 2018 (PAQ), aberto na segunda-feira, 8 de janeiro.

A forma de vínculo com a Cassi depende da situação de desligamento pelo PAQ. Confira abaixo.

Situação 1: desligamento para recebimento de complemento de aposentadoria antecipado da Previ (situação ARH “802 – desligamento a pedido para receber aposentadoria antecipada Previ”).


Terá direito à permanência no Plano Associados com patrocínio do BB, pagando a contribuição pessoal de 3% sobre o total dos benefícios de aposentadoria recebidos da Previ e/ou do INSS, mais a contribuição mensal extraordinária de 1% até dezembro/2019. A permanência na Cassi ocorre de forma automática e independe de manifestação ou apresentação de documento.

Situação 2: desligamento para/com aposentadoria INSS (situação ARH “809 –desligamento a pedido – aposentadoria INSS”).

Possibilidade 1: se passar a partir do dia imediatamente posterior ao desligamento do BB a receber benefício de complemento ou renda de aposentadoria, inclusive antecipada, da Previ, terá direito à permanência no Plano Associados com patrocínio do BB. Neste caso, a permanência no Plano é automática e o ex-funcionário passará a pagar a contribuição pessoal de 3% sobre o total dos benefícios de aposentadoria recebidos da Previ e do INSS, mais a contribuição mensal extraordinária de 1% até dezembro/2019.

Possibilidade 2: se não passar a receber benefício de complemento ou renda de aposentadoria da Previ a partir do dia seguinte ao do desligamento, o ex-funcionário poderá permanecer no Plano de Associados na condição de autopatrocinado, arcando com o pagamento da cota pessoal e patronal. O valor inicial da contribuição será de 7,5% sobre o valor da última remuneração mensal vigente na data do desligamento, conforme artigo 35, inciso IV do Regulamento do Plano de Associados (RPA).

Para permanecer na condição de autopatrocinado, o ex-funcionário precisa manifestar interesse apresentando o documento “Termo de Opção Autopatrocínio”, no prazo de até 30 dias após o desligamento – porém, estará sem cobertura do Plano quando desde o desligamento, até que a Cassi receba o Termo de Opção de Autopatrocínio (ou data de postagens junto aos Correios). O termo está disponível na IN 379 e, depois de preenchido, deve ser encaminhado à Cassi via Correios ou entregue em uma Unidade Cassi.

IMPORTANTE: A manutenção do Plano de Associados será vitalícia se o ex-empregado tiver contribuído para o Plano pelo prazo mínimo de 10 (dez) anos até a data do seu desligamento. Caso ele tenha contribuído para o Plano de Associados por período inferior a 10 (dez) anos, terá direito a permanecer no plano pelo mesmo número de anos que contribuiu.

Situação 3: desligamento consensual (código situação ARH 834)

O ex-empregado e seus dependentes serão automaticamente excluídos do Plano de Associados, imediatamente a partir do dia seguinte ao seu desligamento.

O ex-empregado e seus dependentes poderão aderir ao Plano Cassi Família, plano coletivo empresarial sem patrocinador, a qualquer tempo, sendo que:

- haverá isenção dos períodos de carência, observadas as condições exigidas para a adesão ao plano, caso as inscrições no Cassi Família sejam efetuadas até trigésimo (30º) dia após a exclusão do Plano de Associados;
- deverá ser formalizada uma proposta de adesão ao Cassi Família para cada dependente econômico inscrito;
- as mensalidades para o Cassi Família serão devidas e pagas diretamente à Cassi;
- Conforme os termos do item 1.5.3.2.2 do Regulamento do PAQ, o ex-funcionário fará jus, por até um ano a contar do desligamento, a obter o ressarcimento perante o Banco do Brasil das mensalidades pagas ao Cassi Família.

IMPORTANTE: assim que houver o desligamento, o funcionário ficará sem a cobertura do Plano de Associados e só voltará a contar com a assistência da Cassi quando aderir ao Cassi Família e pagar a primeira mensalidade.

O valor da mensalidade do Cassi Família varia conforme a faixa etária. Confira tabela de valores aqui.

Situação 4: pedidos de aposentadorias indeferidos/cancelados pelo INSS, reclassificados para desligamento a pedido (situação ARH 800 – demissão a pedido) 

- O ex-empregado poderá permanecer na condição de autopatrocinado do Plano de Associados, desde que preencha os requisitos previstos no RPA (veja abaixo). Nesta hipótese o valor inicial da contribuição mensal é de R$ 1.705,84 (setembro/2017).
a) contar com um mínimo de 240 meses de participação no Plano na data do desligamento;
b) permanecer mantendo vínculo com a Previ após o desligamento, na condição de participante contribuinte externo ou participante em gozo de benefício de aposentadoria pago pela Previ de forma vitalícia;
c) optar pela manutenção do plano no prazo máximo de 30 dias a partir do desligamento.

Caso o ex-empregado do Banco do Brasil não atenda aos requisitos exigidos pelo RPA para ser mantido no plano após o seu desligamento, ou mesmo não tenha interesse de permanecer no Plano de Associados, o ex-empregado e seus dependentes econômicos inscritos no referido plano poderão aderir ao Plano Cassi Família, plano coletivo empresarial sem patrocinador, a qualquer tempo.

O valor da mensalidade do Cassi Família varia conforme a faixa etária. Confira tabela de valores aqui.

Fonte: Cassi

9.12.17

Atenção, trabalhadores do Banco do Brasil! Só a luta unitária nos garante!


Comentário do Blog:

Olá prezad@s trabalhadores da ativa e aposentados da comunidade BB e companheir@s de lutas.

Estamos encerrando neste sábado, estudando a pauta da reunião de Diretoria da Cassi da próxima terça 12, uma semana de trabalho toda realizada na sede de nossa autogestão em Brasília. Tanto nesta semana como na próxima, temos temas complexos em debate na direção da Caixa de Assistência.

Na semana que vem teremos a próxima Mesa de Prestação de Contas do Acordo feito entre os patrocinadores da Cassi - o BB e os associados -, conquista realizada após dois anos de lutas unitárias em defesa dos direitos dos trabalhadores associados e do fortalecimento do modelo assistencial de nossa Caixa de Assistência. Será a 4ª Mesa sobre o Memorando de Entendimentos, assinado entre o Banco e as entidades representativas dos associados em 21/10/16.

Reproduzo abaixo matéria veiculada no site da Contraf-CUT, a partir de informações de um jornal da grande imprensa, que nos traz muita preocupação.

Eu sou um trabalhador concursado do Banco do Brasil desde 1992 e já vi muita coisa acontecer nestes 25 anos de dedicação a essa importante empresa pública, aos seus trabalhadores que represento como eleito, e às entidades que essa comunidade construiu ou ajudou a construir.

Muito me preocupam as sucessivas reestruturações que vêm ocorrendo em nosso banco público, principalmente por entender que elas podem estar afetando a capacidade plena desta instituição fundamental a serviço do Brasil e do povo brasileiro.

Uma característica básica das relações modernas entre capital e trabalho, entre empresas e seus trabalhadores e demais intervenientes, é a abertura de mesas de negociação e diálogo ao se estabelecer qualquer tipo de mudança ou reestruturações que envolvam a vida de milhares de trabalhadores e a própria comunidade.

Processos de mudanças geram efeitos importantes na vida das pessoas, e nós da Cassi cuidamos de pessoas. Eu desejo que as partes - Banco e entidades sindicais - iniciem imediatamente mesas de negociação, caso se efetivem as notícias que circulam em relação ao nosso Banco do Brasil e uma eventual nova reestruturação que envolva a vida de tantos colegas nossos e suas famílias e a própria comunidade onde o Banco está inserido.

De nossa parte, da parte dos trabalhadores do BB da ativa e aposentados, eu reforço a importância das pessoas buscarem informações em fontes de representação dos funcionários. E preparem-se para a mobilização e processos de lutas neste fim de ano e começo de 2018, se quisermos manter nossos direitos de classe trabalhadora.

Lembrem-se que só a luta unitária nos garante!

Abraços,

William Mendes
Cidadão e bancário do BB

Post Scriptum 19h49: terminei meus trabalhos de estudos de pauta no sábado por volta de 19h. Vamos desligar um pouco no domingo.



(reprodução de matéria do site da Contraf-CUT)



Foto: matéria da Contraf-CUT.

Mais uma vez, funcionários são informados pela imprensa sobre reestruturação no BB

Contraf-CUT mandou ofício ao Banco solicitando informações e exigindo transparência e respeito aos funcionários


O Jornal Correio Braziliense publicou matéria nesta sexta-feira (8) com informações não oficiais sobre um novo processo de reestruturação a ser realizado pelo Banco do Brasil. Há cerca de um ano, o mesmo jornal publicou antecipadamente os detalhes sobre a reestruturação que culminou com o corte, descomissionamento e rebaixamento de cargos de milhares de funcionários, com a implantação de um plano de aposentadoria e fechamento de centenas de locais de trabalho.

“Estamos nos antecipando e solicitando ao Banco que dê transparência aos processos em andamento para que tenhamos negociação das condições de trabalho dos funcionários. Não queremos que os funcionários sejam surpreendidos com anuncio do corte de vagas e fechamento de agências pela TV no domingo à noite, como no ano passado”, afirmou Wagner Nascimento, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB (CEBB).

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) enviou ofício ao BB solicitando explicações sobre a matéria e manifestando preocupação com os funcionários, considerando os traumas ainda sentidos pela última reestruturação. O corte de funcionário, rebaixamento salarial e de funções foi objeto de diversas ações sindicais, paralisações e ações judiciais, além de alvo de processo de mediação instaurado no Ministério Público do Trabalho.

“Não podemos admitir que os funcionários sejam informados sobre as ações do Banco pela imprensa. Isso já aconteceu no final do ano passado, quando o Banco deu início a um grande processo de reestruturação que levou à redução de rendimentos dos funcionários, mudança de locais de trabalho, fechamento de agências, entre outras mudanças. Existem canais de comunicação direta com os trabalhadores e seus representantes. O Banco do Brasil deveria ter uma postura diferente, de diálogo”, criticou Carlos de Souza, secretário geral da Contraf-CUT.

“A Contraf-CUT está atenta a todas as movimentações e publicações e não medirá esforços para defender os funcionários do BB”, completou o coordenador da CEBB, lembrando que recentemente o BB foi obrigado a cumprir decisão judicial de incorporação de função, que beneficia funcionários atingidos pela reestruturação iniciada ainda em 2016.

“Se tudo isso for verdade, trata-se de mais um grande ataque contra os trabalhadores do Banco do Brasil que merecem respostas imediatas”, afirmou Carlos de Souza.

Leia matéria publicada no Correio Braziliense. Leiam também matéria no site do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região (AQUI).

Fonte: Contraf-CUT

7.2.17

Banco do Brasil e a reestruturação - Informações sobre mesa de negociação


Comentário do Blog:


Olá prezad@s associad@s e lideranças das entidades representativas da comunidade BB,

Repasso matéria abaixo sobre mesa de negociação ocorrida entre os bancários e o Banco do Brasil sobre o processo de reestruturação em andamento.

Acompanho os informes com o olhar de gestor da Cassi, eleito pelos associados, e tenho a compreensão do quanto esses processos afetam o presente e futuro do Plano de Associados da Cassi, entendo que é importante que todos nós fiquemos atentos às informações de ambas as partes, as do patrocinador BB e as das representações dos bancários.

Basta lembrar que os milhares de funcionários da ativa que tiveram a remuneração rebaixada, fazem parte do universo de associados da Cassi que formam a base de arrecadação da receita do Plano de Associados das próximas décadas, base da qual recebemos 7,5% de contribuição.

Enquanto as duas partes discutem os efeitos e consequências da reestruturação do Banco na vida dos trabalhadores, nós que estamos à frente da gestão da Caixa de Assistência dos Funcionários, estamos buscando de todas as formas lutar pelo fortalecimento do Modelo de Atenção Integral e Estratégia Saúde da Família (ESF) porque atuar na promoção de saúde e prevenção de doenças, e também monitorar as doenças crônicas e demais adoecimentos dos participantes é algo que acreditamos que está ao nosso alcance, independente das crises e problemas reais que estamos vivendo. Com investimento adequado no modelo preventivo, tanto a Cassi quanto os patrocinadores sairão ganhando.

E o modelo de estrutura própria de Atenção Primária da Cassi, através do fortalecimento das CliniCassi, equipes de família e pronto atendimento e demais áreas envolvidas no acesso (ex: Central Cassi 0800) e no cuidado dos participantes, podem amenizar carências do mercado de saúde em relação à rede credenciada, pois a crise de falta de prestadores afeta a Cassi como afeta outras operadoras.

Também estamos preparando o início dos Exames Periódicos de Saúde (EPS) e Checkups do ano de 2017. A Cassi é a responsável pelo Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional do BB (PCMSO). O nosso compromisso na área da saúde da Cassi tem sido o de buscar melhorias nos exames e nos processos a cada ano. Realizar cem mil exames não é uma tarefa simples, envolve grande planejamento e parcerias. Mas temos encontrado portas abertas nos espaços institucionais para tentar cuidar da saúde de nosso público alvo. Voltaremos ao tema nos próximos dias.

Abraços,

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/18)

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(reprodução de matéria da Contraf-CUT)

Nova reunião sobre reestruturação e BB Digital aponta milhares de descomissionamentos


Representantes dos funcionários cobraram
implantação de VCP permanente para todos.
Crédito: Guina Ferraz/Contraf-CUT.

Números apresentados pelo Banco mostram que não haverá realocação de todos os funcionários que perderam o cargo


A Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil se reuniu com o Banco na última sexta-feira (3), em Brasília, para mais debates sobre o processo de reestruturação e também para mais uma rodada da Mesa Temática de Prevenção de Conflitos, com o tema BB Digital.

Reestruturação

O Banco apresentou os números da reestruturação até o momento, envolvendo movimentações laterais e nomeações de ascensão, descensos e descomissionamentos, em cada cargo. Pelos números divulgados pelo Banco, ao final do processo de reestruturação, mais de 2.500 funcionários perderão seus cargos e terão salários cortados quase que pela metade, juntando aos milhares que já tiveram seus salários reduzidos, por somente conseguirem realocação em cargos inferiores.

Os representantes dos funcionários cobraram do Banco a implantação de VCP Permanente para todos os funcionários, incluindo os caixas. O VCP é uma Vantagem de Caráter Pessoal que complementa o salário em caso de perda do cargo.

O Banco afirmou que ainda não tem resposta quanto ao VCP Permanente e já havia respondido desde o último dia 31/01 que não implantaria VCP para os caixas.

A Comissão de Empresa afirmou que o caixa sempre foi percebido como o primeiro cargo comissionado do Banco ao longo de décadas e hoje recebe uma gratificação de função, pontua mérito pelo exercício da função e, ainda assim, o Banco insiste em dizer que não implanta VCP pelo caixa não ser comissão; isso é uma quebra de cultura da empresa.

Os representantes dos funcionários denunciaram casos de funcionários que estão trabalhando nas agências que foram extintas em condições precárias e até fazendo serviço de faxina, sem a presença de vigilantes em locais de acesso à rua. Desta forma, os funcionários estão expostos a riscos desnecessários por omissão do Banco em contratar vigilantes. O Banco ficou de verificar a situação em cada local.

Foi cobrado do BB sobre o início de VCP somente depois do fechamento das unidades, e o Banco reafirmou que mantém o compromisso de somente iniciar VCP depois da unidade estar fechada.

Também foi solicitado que houvesse uma grade de cursos obrigatórios para os funcionários de unidades de apoio que sejam realocados em unidades de negócio e que fosse flexibilizada também a exigência de CPA-10.

Os representantes dos funcionários reafirmaram que não concordam com os critérios utilizados, que têm sido em muitos casos privilégios para amigos, acertos de contas, perseguição a delegados e militantes, bem como uma forma de preterir as mulheres grávidas na realocação.

Outra cobrança feita ao Banco é que nos processos seletivos do TAO normal seja considerada a pontuação do cargo anterior. O Banco informou que ainda não tem resposta sobre a reivindicação.

Para Wagner Nascimento, Coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, os números apresentados pelo próprio Banco mostram que não deu tudo certo no final, conforme fala recorrente da direção do BB.

“A conta não fechou e são milhares que perderam os cargos. O mínimo que o Banco poderia fazer é estender a Vantagem de Caráter Pessoal (VCP) até que sejam realocadas todas as pessoas. Na prática, a preocupação com as pessoas vai até na hora de colocar a mão no bolso. Não adianta falar que se preocupa e não querer gastar um real a mais para proteger funcionários e suas famílias na perda de renda, provocada pelo próprio Banco”, ressalta Wagner Nascimento.

BB Digital

Na sequência da reunião sobre reestruturação aconteceu mais uma rodada sobre BB Digital, como parte da Mesa Temática de Resolução de Conflitos, prevista no acordo coletivo 2016/2018. O objetivo é debater sobre as consequências do modelo e seus impactos para os funcionários.

Para a Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, a implantação dos escritórios digitais são parte integrante da reestruturação e seus impactos deverão ser amplamente debatidos no sentido de melhorar as condições de trabalho e garantir cargos e remuneração dos funcionários envolvidos neste processo.

Foi denunciado ao Banco que em alguns locais os escritórios digitais não têm ambiência e ergonomia necessárias, como também estão apenas atuando como uma grande central de oferta ativa de produtos, como uma grande call center.

O Banco informou que não é essa a lógica do modelo, sendo o maior interessado em não transformar os escritórios em call centers. O Banco assumiu o compromisso de reforçar essas premissas em comunicado aos funcionários e administradores.

Os representantes do Banco apresentaram os números dos escritórios abertos e os que ainda estão para inaugurar, sendo 14 prontos de um total de 34 escritórios Pessoa Física e 28 MPE - Micro e Pequenas Empresas. O Banco informou que ainda não tem o cronograma dos 256 escritórios digitais anunciados pelo presidente do BB à imprensa, pois ainda estão em estudos técnicos.

Foram denunciados problemas com migração de nomes e CNPJ de Escritórios e a informação que muitos têm dado, de que não precisa seguir regras do TAO - sistema de recrutamento do BB, para os novos prefixos. O Banco informou que em todos os prefixos serão seguidas as regras do TAO e confirmou problemas com alguns CNPJ de escritórios, que foram migrados para não afetarem o cronograma de funcionamento.

Para o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, é necessário acompanhar cada mudança neste momento. “É fundamental ouvir bastante os funcionários que estão migrando para os escritórios de atendimento digital e cada situação, como aumento nos números de clientes por carteira e quais as condições de trabalho para que os serviços sejam executados. E, o mais importante, é ficar de olho e denunciar qualquer irregularidade nos processos seletivos. Em um momento que temos milhares perdendo os cargos, os escritórios não podem ser variantes para acomodação de "escolhidos", sem seleção transparente”, alerta Wagner Nascimento.

Uma nova rodada sobre a reestruturação e BB Digital está marcada para acontecer até o dia 15 de fevereiro.

Fonte: Contraf-CUT

8.12.16

Reestruturação no BB - Novas informações da Contraf-CUT


Olá coleg@s do BB,


Seguem novas informações das federações de sindicados representadas pela Comissão de Empresa dos Funcionários do BB da Contraf-CUT.

As entidades sindicais se reuniram nesta data com a direção do Banco para novas negociações sobre direitos dos bancários neste processo de reestruturação e do Plano Extraordinário de Incentivo à Aposentadoria (PEAI).

Abraços,

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/18)


Reunião com o Banco do Brasil tem poucos avanços e situação dos funcionários preocupa


Banco continua hesitando em apresentar garantias concretas de manutenção dos salários e realocação

08/12/2016

Reunião com o Banco do Brasil. Crédito: Aguinaldo Ferraz.

Em reunião realizada com o Banco do Brasil, nesta quinta-feira (8), em Brasília, a Contraf-CUT, representada pela Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, novamente tratou do processo de reestruturação envolvendo milhares de funcionários do BB.

Os sindicatos apresentaram ao Banco o quadro das mobilizações do Dia Nacional de Luta, realizado na quarta-feira (7), em vários locais do Brasil, que demostraram o sentimento de desamparo, indignação e desespero de muitos funcionários que terão suas agências fechadas, reduzidas e aqueles que terão seus cargos cortados.

A Comissão de Empresa reafirmou a proposta anterior de criação de VCP Permanente (Verba de Caráter Pessoal) para que o funcionário não perca sua remuneração enquanto não for realocado no mesmo cargo. A mesma regra de VCP foi cobrada para todos os caixas.

Para o Coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, Wagner Nascimento, em relação aos caixas, o Banco demora em responder sobre a VCP, o que para todos é a questão mais óbvia na proteção dos funcionários. “O BB alega que caixa não é comissão e sim, gratificação. Mas quando se consulta o sistema do Banco, em comissões exercidas aparece Caixa como Comissão. Ou seja, é má vontade e indisposição em gastar um pouco mais. O Banco usa a norma interna pra não dar garantia, quando a norma interna é ele que faz.”

Também foi cobrado do B
anco a situação dos assistentes que não têm opção de migrar na lateralidade e, por causa do plano de funções, terão perda no novo cargo oferecido.

Outras solicitações foram para que a concorrência na lateralidade contemple a pontuação do cargo anterior à VCP, inclusive para quem está em VCP por outras situações que não estas da reestruturação atual.

Foi solicitado e não houve resposta do BB quanto ao TAO especial realocar em todas as vagas via pontuação do sistema, uma vez que os funcionários já passaram por processo seletivo anterior.

RESPOSTAS AINDA INSUFICIENTES

O Banco afirmou que nenhum escriturário será removido para outra praça compulsoriamente e que os excedentes ficarão nos seus locais de origem.

Quanto às agências que serão fechadas, atendendo solicitação da Comissão de Empresa, o BB afirmou que a VCP passará a contar para aqueles funcionários somente depois do fechamento da agência. Se a agência fechar antes de 1º de fevereiro, esta será a data, de modo a contar o que for mais favorável ao funcionário.

Novos Grupos de Funções: o Banco informou que fez ajustes nos grupos de funções de lateralidade para atender casos que antes estavam direcionados para cargo inferior, de forma a reduzir os casos sem correspondência lateral.

Foi cobrado do BB e foi feito o compromisso que pessoas em VCP por situações anteriores serão identificados e analisados caso a caso.

Quanto aos funcionários que tiveram que movimentar de praça por uma reestruturação anterior, o Banco está disposto a avaliar os pedidos dos funcionários para mudança durante o período de excedente ou VCP.

O Banco também informou que os funcionários em licença poderão concorrer para a lateralidade no TAO Especial, devendo fazer a solicitação de inscrição via GEPES – Gerência Regional de Gestão de Pessoas.

Foi afirmado pelo BB que todas as nomeações serão centralizadas pelos comitês de unidades estratégicas. O Banco reafirmou que tem o compromisso de que toda e qualquer vaga na cadeia de nomeação seja primeiramente para regularização de excesso.

O Banco fez os seguintes compromissos quanto a apresentação de números detalhados:

Será disponibilizado um mapa de vagas na intranet a partir de 12/12 e constará também possíveis vagas, considerando adesões ao PEAI ainda não concretizadas.

Além do mapa de vagas, o Banco vai oferecer 3 relações:

- número de adesões por plano de aposentadoria (Previ/Fusesc/Economus/PrevBEP), o número de adesões por funcionário que saíram apenas com o INSS e número de excessos versus o número de adesões ao PEAI por UF (Unidade da Federação).

ESCLARECIMENTOS SOBRE PEAI NO ECONOMUS PREVIMAIS

Os funcionários apresentaram ao Banco os problemas causados pela falta de comunicação quanto aos critérios de adesão ao PEAI (Plano Extraordinário de Aposentadoria Incentivada) para os funcionários que são vinculados ao Economus no Plano PreviMais, cujo tempo para requerimento são apenas 60 meses. Os funcionários não estão suficientemente esclarecidos que embora tenham tempo no Economus, as condições são desfavoráveis para desligamento do BB. Foi solicitado que o Banco faça um comunicado oficial explicando que não se trata de PDV para que os funcionários sejam devidamente esclarecidos.

DENÚNCIAS APRESENTADAS

A Comissão de Empresa denunciou ao Banco que algumas superintendências estaduais e regionais estão fazendo processos seletivos para os escritórios digitais, sem observar o TAO e a necessidade de realocação das pessoas. A Contraf-CUT considera que este é um processo fraudulento de seleção que deve ser coibido pelo Banco através da sua diretoria. Foram denunciados problemas de seleção fora do TAO em Porto Alegre e Curitiba e que podem ocorrer em outros locais.

Foi cobrado do Banco sobre o fechamento de agências em São Paulo e em outros locais fora da lista divulgada pelo BB. Estes novos fechamentos são pela criação dos escritórios digitais e foi solicitado ao BB esclarecimento para a reunião sobre o BB Digital. A mesa temática específica sobre o BB digital será realizada no dia 14 de dezembro, em Brasília.

CCV – CONCILIAÇÃO VOLUNTÁRIA PARA NOVOS CARGOS DE 6 HORAS ESTÁ SOB ANÁLISE JURÍDICA

O Banco enviou na última quinta-feira a minuta da CCV para acordo aditivo contemplando os novos cargos que terão a opção de jornada de 6 horas. Os funcionários optantes poderão posteriormente fazer acordo extrajudicial indenizatório referente às duas horas excedentes.

A Contraf-CUT esclarece que o funcionário não deve aderir contando com a CCV imediatamente pois o acordo enviado pelo Banco está sendo analisado juridicamente e posteriormente será encaminhado o parecer para assinatura. A análise jurídica e a negociação são necessárias para dar mais segurança aos funcionários e aos sindicatos.

ENCAMINHAMENTOS JURÍDICOS AOS SINDICATOS

A Comissão de Empresa enviará aos sindicatos orientações para ações junto às entidades de defesa do Consumidor e a população para cobrar o não fechamento de agências.

Também serão estudadas ações jurídicas para proteger a remuneração e o cargo dos funcionários, caso o Banco continue negando medidas neste sentido.

Para Wagner Nascimento, coordenador da CEBB, os sindicatos deverão mobilizar os funcionários e verificar detalhadamente o mapa de vagas para constatar o tamanho do problema em cada local.

"A conta começa a não fechar a partir da quantidade de desligamento. Como muitos já perceberam que vai faltar vagas, querem uma segurança maior e é isso que estamos fazendo na mesa de negociação. Queremos garantias de que os funcionários não percam salários e cargos."

Fonte: Contraf-CUT