Páginas

Mostrando postagens com marcador Eurobank EUA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Eurobank EUA. Mostrar todas as postagens

22.2.14

Bancários de todo mundo realizam dia de ação global em Nova Iorque


Contraf-CUT presente: nos protestos em
Wall Street e na Conferência da CWA.

A luta internacional dos trabalhadores do setor financeiro tomou as ruas de Wall Street, em Nova Iorque, na terça-feira (18), marcando o Dia de Ação Global (Global Day of Action) e reforçando a campanha mundial por melhores condições de trabalho para os bancários dos EUA, que representam um terço dos bancários de todo mundo. 


Apesar do frio intenso, houve protestos em frente ao prédio do Citibank e visitas às agências do Bank of America, HSBC, Santander e outros bancos. Na rede social, nesse dia, a tag #BetterBanks foi apoiada por mais de 1 milhão de pessoas.

O ato foi promovido pela UNI Global Union - entidade que representa 20 milhões de trabalhadores de mais de 900 sindicatos de setor de serviços em todo o mundo -, a CWA (Communications Workers of América), que representa os trabalhadores na área de comunicações dos EUA, e o Comitê por Melhores Bancos, com a participação de movimentos comunitários norte-americanos. 

Os brasileiros foram representados pelo presidente da Contraf-CUT e da UNI Américas Finanças, Carlos Cordeiro, pelo secretário de formação da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, William Mendes, pelo secretário de relações internacionais da Contraf-CUT, Mário Raia, e pela diretora executiva do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Rita Berlofa.

Ainda compareceu uma delegação internacional da Argentina, Colômbia, Tanzânia e Filipinas. 

Luta pelo direito à sindicalização

Os bancários norte-americanos, que não possuem sindicatos, recebem bem menos que os trabalhadores da limpeza, que são sindicalizados. Enquanto o bancário ganha cerca de 8 dólares por hora, um empregado da limpeza recebe 14 dólares por hora. 

Sem organização sindical e negociação coletiva, as condições de trabalho dos bancários nos EUA são piores que as de muitos países. 

O chefe mundial da UNI Finanças, Mário Monzane, avaliou a mobilização como um novo marco na luta pela organização dos bancários nos EUA. "Estamos conseguindo criar um sentido de solidariedade internacional, com intercâmbio e mapeamento da categoria em nível mundial".

Para ele, o ato em Wall Street foi um sucesso. "Conseguimos falar com funcionários; o segundo maior jornal de Nova Iorque, o NY Daily News, repercutiu a manifestação; atingimos 1 milhão de apoiadores e recebemos 50 mil mensagens de apoio em três horas. Os trabalhadores sentiram que não estão sozinhos e a campanha será mantida de forma permanente."

"Estamos trabalhando no sentido de fazer valer o que o acordo marco firmado com o BB prevê para todas as Américas: o direito de os bancários se organizarem em sindicatos, se associarem e estabelecerem negociações coletivas para melhorar as condições de trabalho", destaca Carlos Cordeiro.

"A nossa participação foi importante porque pudemos identificar, além do absurdo da falta de direitos mínimos que a categoria bancária tem no Brasil e em outros países com sindicatos organizados, que existem ainda diferenças entre os próprios funcionários do BB nos Estados Unidos e nós vamos lutar juntos com a CWA e os trabalhadores norte-americanos para resolver essa situação", salienta o presidente da Contraf-CUT. "Além de prestar a solidariedade dos brasileiros, levamos ousadia e esperança para organizar a luta dos bancários nos EUA".

"A luta de classes não tem fronteiras. Nós enfrentamos os conglomerados financeiros globais que estão destruindo a economia real dos países e liderando a destruição dos direitos dos trabalhadores do mundo. Os bancários brasileiros organizados na Central Única dos Trabalhadores (CUT) sempre estiveram à frente de grandes projetos da classe trabalhadora. Agora não é diferente, estamos levando nossa experiência, solidariedade e energia na unidade, para que os bancários americanos consigam construir sua representação sindical organizando, sindicalizando e negociando novos direitos para os trabalhadores do setor financeiro. Isso será importante pra todos nós no restante do mundo", afirma William.

Também participou da manifestação o diretor regional da UNI Américas Finanças, André Rodrigues.

Conferência da CWA


Os brasileiros também participaram de uma conferência mundial de trabalhadores em call center, na sexta-feira (14), em Orlando. Fizeram parte do encontro os bancários da UNI e a CWA, sindicato que congrega 700 mil trabalhadores operadores de call center dos Estados Unidos.

Junto com outros representantes da América do Sul, África, Ásia e Europa, os brasileiros apresentaram as conquistas dos bancários, frutos da organização sindical com unidade e mobilização.

A luta é de todos


O impacto devastador da crise de 2008 sobre a sociedade em geral faz o movimento ir além da categoria bancária e abarcar toda a classe trabalhadora nos EUA. Segundo o diretor executivo da organização NY Comunities for Change - cuja tradução seria "Comunidades de Nova Iorque para a Mudança" - Jonathan Westin, "os bancos foram salvos e nós fomos colocados para fora".

"Para parar os lobos, precisamos construir uma casa forte: nosso sindicato". Essa era a frase que se via nas faixas erguidas pelos trabalhadores em Wall Street e nas postagens na internet, em referência à história infantil e ao especulador ambicioso do filme O Lobo de Wall Street, dirigido por Martin Scorcese. 

Fonte: Contraf-CUT com UNI Finanças e Seeb São Paulo (correções do Blog)

18.2.14

Trabalhadores unidos em Nova Iorque - Better Banks for People! People for Better Banks!






Nueva York es la Capital de la Finanza del Mundo - entonces, ¿por qué los trabajadores bancarios reciben un trato peor que en otros países del mundo?


El Committee for Better Banks (CBB), el Communication Workers of America (CWA) y UNI Finanzas Global Union (UNI) han unido sus fuerzas para hacer campaña por mejores condiciones de trabajo para los trabajadores de la finanza en Estados Unidos y en el mundo entero.


La delegación ha organizado un día de acción el 18 de febrero en la Ciudad de Nueva York para resaltar las desigualdades y las injusticias fundamentales que enfrentan los trabajadores de la finanza estadounidenses, reuniendo a trabajadores bancarios del mundo entero en una marcha a Wall Street mostrando su solidaridad por la causa de los empleados desprotegidos de Estados Unidos.


Según un informe del Committee for Better Banks, hay dos sectores bancarios. La riqueza y el poder descomunales de Wall Street se evidencia en los aumentos salariales de los CEO, como Jamie Dimon, quien en 2013 recibió un aumento salarial del 74% acercando su salario a los $ 20 millones, después de haber sido multado con $20 mil millones por cargos normativos y penales. Entretanto, el salario medio de los trabajadores bancarios es tan bajo que casi un tercio de los cajeros bancarios en América percibe algún tipo de ayuda pública. Más de un tercio de los cajeros vive en el nivel de pobreza o por debajo de él, a diferencia de los ejecutivos de Wall Street.


UNI Finanzas Global Union dice que los trabajadores bancarios estadounidenses no han podido expresar su derecho a organizarse juntos en un sindicato. Esto significa que los empleados no tienen voz y no pueden negociar colectivamente salarios justos y mejores condiciones de trabajo.





¿Que pueden hacer ustedes? ¿Qué podemos hacer juntos?


1. Compartir el informe sobre los trabajadores bancarios en Estados Unidos con afiliadas concernidos en su región, miembros concernidos en su sindicato, bancos a los que apuntan y que también tienen una sucursal en Estados Unidos


2. Si están en Nueva York, participen en la manifestación el 18/02 a las 10.00 (hora de Nueva York) ante el Citibank -388 Greenwich Street en Wall Street


10.00 Manifestación ante el Citibank - 388 Greenwich Street sur Wall Street
11.00 Eventos de prensa con trabajadores del mundo entero
11.45 Visita de sucursales bancarias y contactos con trabajadores americanos


3. Si están en otro lugar, participen en el Día de Acción Mundial a través de los medios sociales:


Opción 1: Tómense una foto, o de un colega/trabajador bancario con un letrero indicando las prestaciones que tienen y que los trabajadores estadounidenses no tienen, y compártanla en Facebook
(www.betterbanks.org ) 

o Twitter utilizando #BetterBanks


- Por ejemplo: Una foto suya con un cartel diciendo" En Suecia son 6 meses de licencia de paternidad remunerada"- pónganla en Twitter
Con el mensaje Tweet "Los trabajadores bancarios de Estados Unidos merecen los mismos derechos y mejores condiciones de trabajo #BetterBanks "


Opción 2: Enviar un mensaje de solidaridad a los trabajadores bancarios de Estados Unidos en Twitter utilizando #BetterBanks @UNI- de ser posible háganlo el 18/02 a las 10.00 hora de NY(16.00 CET)


Se publicará un comunicado de prensa el 18 de febrero de 2014.


¡Muchas gracias a todas las afiliadas de UNI que han contribuido al Informe y gracias por su apoyo en ese día! 



Página:

http://www.uniglobalunion.org/es/sectors/finance/noticias





25.4.11

BB anuncia aquisição de banco nos Estados Unidos (Lá vai o BB cometer ilegalidades com os trabalhadores locais como já virou costume)


O Banco do Brasil comunicou ao mercado, nesta segunda-feira, 25/04, a assinatura do contrato para aquisição de 100% do capital social do Eurobank. A compra da instituição financeira norte-americana, localizada no estado da Flórida, dá sequência à estratégia de internacionalização do BB.

De acordo com as regras de mercado, os dois bancos necessitam aguardar manifestação favorável de órgãos reguladores do setor financeiro nos Estados Unidos e no Brasil para a concretização da operação. Até que as aprovações sejam emitidas e a transação concluída, o Eurobank continuará operando normalmente, sem alteração de marca, de portfólio de produtos ou serviços.

A operação de venda, no valor de US$ 6 milhões, envolverá nos próximos meses a transferência da totalidade das ações do Eurobank para o Banco do Brasil, permitindo ao banco atuar no segmento de varejo dos Estados Unidos.

Com sede localizada em Miami, o Eurobank está em atividade desde 1991 e possui todas as licenças e autorizações necessárias para operar no segmento de mercado pretendido pelo BB. Sua estrutura enxuta, com três agências, bem como a localização no mais latino dos estados americanos, favorece a estratégia de ingresso e de expansão futura do Banco do Brasil para praças onde também há concentração de brasileiros, como, por exemplo, Nova Iorque, Nova Jersey e Massachusetts.

Ao adquirir um banco norte-americano, o Banco do Brasil complementa seu atendimento a todos os seus públicos e tem a oportunidade de expandir seus negócios em mercado potencial constituído por mais de 1,5 milhão de brasileiros residentes nos Estados Unidos, que poderão dispor de produtos bancários como cartões de crédito e débito, além de contas e linhas de financiamento diversificadas.

Embora o Banco do Brasil esteja presente no país desde 1969, com agências em Nova Iorque e Miami, sua atuação está limitada – de acordo com a legislação local – às atividades de banco estrangeiro, o que restringe a comercialização de alguns produtos e, em consequência, o acesso às comunidades brasileiras e hispânicas residentes naquele país.

Nos Estados Unidos, o Banco promoveu uma reorganização em sua estrutura para atender a comunidade de brasileiros residentes e empresas que operam naquele mercado. A nova aquisição se associa a uma agência de atendimento a grandes empresas e uma corretora em Nova Iorque (Banco do Brasil Securities), uma agência de alta renda em Miami, uma empresa de remessa de dinheiro (BB Money Transfers), uma unidade de processamento de serviços em Orlando e um escritório de representação em Washington.

Principais números e indicadores do Eurobank

Informações em 31.12.2010 - Valores em US$ milhões

Ativos 102,1

Carteira de Crédito 74,8

Depósitos 91,4

Patrimônio Líquido 5,5


Expansão internacional do BB

Presente há 70 anos no exterior, o Banco do Brasil é o banco brasileiro de maior presença no mercado internacional. A rede externa possui 47 unidades ativas no exterior, localizadas em 23 países, sendo 13 agências, 8 subagências, 11 escritórios de representação, sete subsidiárias, cinco agências de sucursal de subsidiárias, duas unidades de serviços compartilhados e uma unidade de negócios. Além da rede própria, o Banco mantém relação de negócios com 1.066 instituições financeiras de 133 países.

O Banco do Brasil, dentro da sua atual estratégia internacional, busca atender à comunidade brasileira no exterior, prestar serviços e crédito às empresas brasileiras e apoiar o fluxo comercial com o Brasil.

Em abril de 2010, o BB adquiriu o controle do banco Patagonia, banco de varejo que possui presença em todas as províncias da Argentina. A operação possibilitou ampliar a parceria com empresas brasileiras e argentinas; expandir a carteira de crédito do Banco Patagonia, em especial em operações com empresas brasileiras e empresas locais do segmento Atacado, além de atuar na cadeia de valor de empresas na Argentina.

Para ampliar sua atuação na Ásia, o BB vai abrir uma Securities em Cingapura, de forma a desenvolver operações de mercado de capitais. Também vai transformar seu escritório de representação de Xangai em agência. O objetivo é obter vantagem competitiva de pioneiro no mercado chinês, em relação a outros bancos da América Latina.

Na África, o BB tem estudado a melhor forma de ampliar sua atual presença naquele continente e, tão logo conclua esses estudos, optará pela alternativa que apresentar maior aderência à sua estratégia de internacionalização.

--------------------------------------------------------------------------------

Fonte: Assessoria de Imprensa BB


COMENTÁRIO:

O QUE O BB ESTÁ FAZENDO É COPIAR A PRÁTICA NEFASTA DE OUTROS BANCOS INTERNACIONAIS QUE VIOLAM OS DIREITOS DOS TRABALHADORES LOCAIS E POUCO SERVIÇO PRESTAM DE INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA DE FATO.

O EXEMPLO DO BB NO PARAGUAI É EMBLEMÁTICO. ELE PODERIA SER UMA GRANDE REFERÊNCIA LÁ PARA AS EMPRESAS BRASILEIRAS E OS BRASILEIROS E NÃO É. POUCO OU NADA FAZ POR ELES LÁ.

QUER UM EXEMPLO DO QUE ESTOU DIZENDO DE VIOLAÇÃO DOS DIREITOS DOS TRABALHADORES? VEJA A GREVE DOS BANCÁRIOS DO BB NO JAPÃO, POIS O BANCO LÁ PRATICA TODO TIPO DE ARBITRARIEDADE COM OS TRABALHADORES, INCLUSIVE DEMISSÃO DE DIRIGENTE SINDICAL EM PLENO MANDATO.

13.4.11

Negociação mostra política equivocada na expansão do BB no exterior


A intenção do Banco do Brasil de comprar um pequeno banco (Eurobank) nos Estados Unidos, comunicada ao mercado nesta segunda-feira 11, mostra que o BB tem uma política equivocada de expansão no exterior. O Eurobank possui apenas três agências, todas na Flórida.

"O BB deveria ter uma estratégia definida e mais ousada para acompanhar a expansão das empresas brasileiras, inclusive nos Estados Unidos, onde gigantes do porte da Embraer, JBS e Vale estão crescendo. Em vez disso, compra um banco minúsculo na Costa Leste, com o mesmo número de agências que o BB já possui nos EUA. Não seria melhor, então, abrir novas agências lá?", questiona Marcel Barros, secretário-geral da Contraf-CUT.

"A função do Banco do Brasil no exterior deveria ser a de dar suporte aos cidadãos e às empresas brasileiras. Para isso, o BB deveria atuar de forma mais planejada e organizada, e não da maneira pontual e espasmódica como tem agido", critica Marcel.

Fonte: Contraf-CUT