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20.12.11

Contraf-CUT e Dieese concluem curso de formação sindical na região Sul


Belo grupo do curso de formação da região Sul do País.

Abrangência: curso foi realizado em todas as regiões do Brasil

A Contraf-CUT, em parceria com o Dieese, finalizou na última sexta-feira (16) o terceiro módulo do curso de formação sindical, iniciado na segunda (12), voltado principalmente para diretores e diretoras de sindicatos de bancários dos estados da região Sul. Também participaram dirigentes sindicais de RO, MS e SP. O curso "Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro", dividido em três módulos, foi realizado na Escola Sul da CUT, em Florianópolis.

"Este foi o quinto curso de formação da Contraf-CUT e, com ele, abrangemos todas as regiões do país. O presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro, foi o idealizador do resgate e atualização da aprendizagem para dirigentes bancários, que teve um importante papel na formação na época da antiga CNB-CUT", lembra William Mendes, secretário de Formação da Contraf-CUT.

O dirigente sindical ressalta o fato de que 100% dos dirigentes sindicais inscritos nesta etapa Sul finalizaram o curso. "Temos a agradecer às entidades que enviaram participantes, pois estão contribuindo para a formação de excelentes dirigentes sindicais, que possuem o desafio de ajudar a intensificar a luta dos trabalhadores do ramo financeiro", avalia William.

"Concretizamos o compromisso de levar o curso para todas as regiões do país", avalia o presidente da Contraf-CUT, que participou do encerramento. "É um momento promissor e esse curso tem formado dirigentes, que já estão contribuindo no fortalecimento do movimento sindical", frisa Cordeiro.

Passo a passo do terceiro módulo

No primeiro dia do terceiro módulo do curso, os participantes avaliaram as mudanças do perfil da categoria bancária na última década em relação aos bancos. Além disso, houve a participação do secretário de Saúde do Trabalhador da Contraf-CUT, Plínio Pavão, que abordou questões como condições de trabalho, assédio moral e metas abusivas.

No segundo dia, o grupo trabalhou dois temas contemporâneos ligados aos trabalhadores do ramo financeiro. O primeiro deles foi Igualdade de Oportunidades, com a participação da secretária de Políticas Sociais da Contraf-CUT, Deise Recoaro. A questão de gênero e raça permeou o debate como eixos estruturantes dos padrões de desigualdades no Brasil e dos problemas relativos ao não respeito das diversidades.

"Abordamos ainda a questão da identidade de gênero, das pessoas com deficiência e demais temas que pertencem à CGROS (Comissão de Gênero, Raça, Orientação Sexual e pessoas com deficiência)", relata William.

No mesmo dia, houve o debate sobre Tempo de Trabalho, com a técnica do Dieese, Ana Cláudia. "O grupo discutiu a jornada de trabalho e os problemas inerentes. O tempo de trabalho foi visto sob os eixos Duração do Trabalho, Distribuição do Trabalho e Intensidade do Trabalho. Na questão do aumento da intensidade do trabalho, o aumento do esforço tem se dado de forma física, psíquica e emocional. A causa desse aumento está relacionada às novas formas de organização do trabalho, ou desorganização como têm dito vários teóricos", conta o dirigente sindical.

"Os trabalhadores têm sofrido com as novas tarefas multifuncionais, as metas e a redução da porosidade, ou tempo morto, que havia antes e a cada dia o capital se apropria mais de cada segundo da jornada dos trabalhadores", completa William.

Na quarta-feira, os temas trabalhados foram remuneração dos bancários e o emprego na categoria ao longo da história e na atualidade.

Na quinta-feira, os participantes fizeram estudos sobre a PLR dos bancários. "O grupo aprendeu a calcular a PLR do modelo padrão da Fenaban para os bancos privados, bem como foi exercitado também o cálculo da PLR da Caixa e do BB", relata William. Outro tema debatido foi a terceirização, apresentado pelo secretário de Organização do Ramo Financeiro da Contraf-CUT, Miguel Pereira.

Na sexta-feira foi feito um debate sobre os desafios a serem enfrentados pelos trabalhadores e seus sindicatos no próximo período.

Módulos anteriores

O segundo módulo focou questões relativas ao setor financeiro, como moeda, bancos, sistema financeiro internacional, acordos de Basileia, Bretton Woods, Consenso de Washington. Além disso, os participantes estudaram também os planos econômicos no Brasil, Plano Real, Proer e Proes. Também foi debatido pela primeira vez a segurança bancária.

Já o primeiro módulo destacou a história do movimento sindical mundial, brasileiro e contemporâneo, passando principalmente pelo sindicalismo da CUT e dos bancários.

Balanço final

Nos últimos três anos, a Contraf-CUT, em parceria com o Dieese e com o apoio de entidades sindicais, percorreu todas as regiões do país oferecendo o curso de formação aos dirigentes de sindicatos e federações de bancários. A região Sul foi a última etapa desta gestão da confederação. "Com todas as dificuldades de se montar um curso desse porte, com três módulos de cinco dias, conseguimos oferecer o curso para dirigentes de todas as regiões do país, como havíamos nos comprometido", ressalta William.

O dirigente sindical destaca a participação e o interesse dos bancários na formação política. "Ao longo desse tempo, tivemos um aproveitamento excelente. De quase uma centena de participantes, somente três fizeram um módulo e não prosseguiram", salienta William.

"A relação de carinho e irmandade que foi ficando em cada grupo, a cada módulo formativo, nos dá a certeza de que o papel da formação em qualquer movimento social é a chave de tudo. Dificilmente alguém adere a uma ideia, uma utopia, se não houver uma compreensão do mundo, do seu mundo e do papel que cada um tem a desempenhar na luta pela mudança na sociedade em busca de um mundo melhor, mais justo, igualitário e solidário", conclui o dirigente sindical.

Fonte: Contraf-CUT

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Post Scriptum:

Vejam que bela foto de companheiros sindicais no CCBB SP, no dia seguinte ao fim do curso e de volta à SP, 21/12/11, tomando um cafezinho.

Um café no CCBB SP com Cláudio, Inês e Getúlio.

15.12.11

3º Módulo do Curso Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro (III)


Nesta quarta e quinta-feira, tivemos muitos temas estudados em nosso curso.

Na quarta-feira, trabalhamos com o tema remuneração dos bancários, que apresentou as formas de remuneração da categoria. Também foi discutido sobre o emprego na categoria bancária ao longo da história e na atualidade.

Miguel Pereira fala sobre terceirização.
Nesta quinta-feira, os participantes fizeram estudos sobre a PLR dos bancários. O grupo aprendeu a calcular a Participação nos Lucros e Resultados do modelo padrão da Fenaban para os bancos privados, bem como foi exercitado também os cálculos da PLR da Caixa Federal e do bb.

Na segunda parte do curso desta quinta, discutiu-se sobre um dos temas mais graves da atualidade - a Terceirização. O tema foi apresentado por Miguel Pereira - secretário de organização da Contraf-CUT.

Na sexta-feira, será feito um debate sobre os desafios a serem enfrentados pelos trabalhadores e seus sindicatos no próximo período e será feito o encerramento deste módulo e desta etapa do curso na Região Sul.

CONTRAF-CUT CONCLUI MISSÃO FORMATIVA

O presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro, participará do encerramento do curso Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro, curso realizado neste mandato em parceria com o Dieese e que percorreu todas as regiões do País, realizando 15 módulos em 5 cursos e formando quase uma centena de dirigentes que já estão contribuindo muito para a organização da categoria em suas bases.


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Post Scriptum (09/06/18):

O curso contribuiu para a formação de diversas lideranças sindicais brasileiras. Na foto abaixo, o companheiro Cleiton, de Rondônia, recebe o certificado do curso. Estamos com ele, eu, Carlão e Carlindo.

Eu, Carlão, Carlindo e Cleiton. Rondônia presente
nas formações da CUT. Foto: de Cleiton.

13.12.11

3º Módulo do Curso Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro (II)


Neste segundo dia, o grupo trabalhou com dois temas muito contemporâneos aos problemas dos trabalhadores do ramo financeiro e da classe trabalhadora em geral.

IGUALDADE DE OPORTUNIDADES

Deise Recoaro aborda questões de Igualdade.
Pela manhã, tivemos a participação da secretária de políticas sociais da Contraf-CUT - Deise Recoaro - abordando os temas relativos à Igualdade de Oportunidades no sistema financeiro. A questão de gênero e de raça permeou o debate como eixos estruturantes dos padrões de desigualdades no Brasil e dos problemas relativos ao não respeito das diversidades.


Também abordamos a questão da identidade de gênero, das pessoas com deficiência e demais temas que pertencem à CGROS - Comissão de Gênero, Raça, Orientação Sexual e Pessoas com Deficiência.

Evento da manhã termina com abraço solidário.

O não respeito às diferenças gera o preconceito e a discriminação e isto leva às desigualdades econômicas e sociais.

TEMPO DE TRABALHO

Na parte da tarde, tivemos outro grande tema com Ana Cláudia do Dieese.

O grupo discutiu bastante a respeito da jornada de trabalho e os problemas inerentes a ela. O tempo de trabalho foi visto sob os eixos Duração do trabalho, Distribuição do trabalho e Intensidade do Trabalho.

Ana Cláudia fala sobre Tempo de Trabalho.
Na questão do aumento da intensidade do trabalho, o aumento do esforço tem se dado de forma física, psíquica e emocional. A causa desse aumento está relacionada às novas formas de organização do trabalho (ou desorganização como têm dito vários teóricos).

Os trabalhadores têm sofrido com as novas tarefas multifuncionais, as metas e a redução da porosidade, ou tempo morto, que havia antes e a cada dia o capital se apropria mais de cada segundo da jornada dos trabalhadores.

Os dois temas foram bem discutidos com a turma.

Após discussão sobre Tempo de Trabalho, participantes 
simularam uma negociação sobre horas extras, 
banco de horas e metas abusivas.

É isso! Mais um dia de muita produção de conhecimento dos trabalhadores.


William Mendes

12.12.11

3º Módulo do Curso Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro


Iniciamos hoje na Escola Sul da CUT o 3º e último módulo do 5º curso de formação da Contraf-CUT, em parceria com o Dieese, Etapa Sul.

Começamos bem em relação a cumprir os objetivos, pois 100% dos participantes inscritos terminarão o curso. Também tivemos participações de dirigentes que haviam perdido algum módulo e que completaram seus cursos nesta Etapa Sul.

Neste primeiro dia, os participantes discutiram o trabalho intermódulos de avaliar as mudanças do perfil da categoria bancária na última década em relação aos bancos dos participantes do curso.


Plínio Pavão discute saúde do trabalhador.
Contamos também com a participação do especialista em saúde do trabalhador, Plínio Pavão, secretário da Contraf-CUT.

Plínio abordou temas muito importantes para os trabalhadores do ramo financeiro na atualidade - saúde, condições de trabalho, assédio moral e metas abusivas.

O grupo discutiu a questão da dicotomia entre Saúde do Trabalhador x Saúde Ocupacional/Medicina do Trabalho.

Para nós, o importante é o foco na saúde do trabalhador.

"Esse conceito situa-se no quadro geral do estudo das relações entre saúde e trabalho e apresenta-se como um modelo teórico de orientação às ações na área da atenção à saúde dos trabalhadores, no seu sentido mais amplo, desde a promoção, prevenção, cura e reabilitação, incluídas, aí, as ações de vigilância sanitária e epidemiológica. Esse modelo vai orientar a aplicação do conhecimento técnico oriundo das disciplinas que se atêm a este campo e que foram exemplificadas anteriormente. Estudo dos modos de desgaste e reprodução da força de trabalho apresenta uma influência fundamental do materialismo histórico. A metodologia que orienta esse estudo estabelece a análise dos impactos dos ambientes e das formas de organização e gestão do trabalho na vida dos trabalhadores a partir da determinação histórica e social dos processos de saúde e doença. (Laurell e Noriega, 1989)" in: Verbete: Saúde do Trabalhador - Henrique Caetano Nardi.


Ainda no dia de hoje, o grupo começou a discutir e preencher os desafios da ação sindical do ramo financeiro. Até sexta-feira, cada tema discutido no módulo será incluído nos desafios e serão pensadas ações para o próximo período do movimento sindical bancário.

Gustavo, William, Alex, Vivian e mestre Carlindo.

Ao final do dia, como ocorre sempre, a coordenação avalia o dia de trabalho e busca acertos para o dia seguinte.

Vamos seguindo e construindo juntos o conhecimento dos trabalhadores.

William Mendes

11.12.11

Por onde ando... Curso de Formação Sindicato, Sociedade e Sist. Fin. em Florianópolis


Foto do companheiro Cleiton, da turma de formação
da Contraf-CUT, em SC.

Pois é, chegamos neste domingo na Escola Sul da Central Única dos Trabalhadores. Um belo centro de formação e também hotel situado em Florianópolis, Santa Catarina.

Estamos aqui para completar o 5º curso de formação da Contraf-CUT em parceria com o Dieese nesta gestão 2009/12, gestão capitaneada pelo companheiro Carlos Cordeiro, aliás o idealizador do resgate e atualização do curso de formação de dirigentes bancários, que teve um importante papel na formação na época de nossa CNB-CUT.

Foram 15 módulos de formação em 5 cursos que percorreram todas as regiões do País. A emoção de ter vencido cada etapa e cada dificuldade comum para se instalar e fazer acontecer a formação sindical VALEU A PENA.

Cada um de nós envolvidos em todas essas etapas sabe o que tivemos que superar e do que abrimos mão para estarmos envolvidos na realização do projeto.

Mas a Contraf-CUT e o Dieese têm um sentimento de que contribuíram de alguma forma para melhorar a atuação dos trabalhadores na luta contra o capital e os donos do sistema financeiro, patrões exploradores da sociedade em todos os sentidos.

A formação de dirigentes e da militância vale a pena.

Somos fortes, somos CUT!

William Mendes

2.12.11

Contraf e Dieese concluem 2º módulo do curso de formação sindical no Sul


Essa é a bela turma do curso em Floripa.

A Contraf-CUT, em parceria com o Dieese, finalizou na sexta-feira (25) o segundo módulo do curso de formação sindical, iniciado na segunda (21), voltado preferencialmente para diretores e diretoras de sindicatos de bancários dos estados da região Sul. O curso "Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro", dividido em três módulos, está sendo realizado na Escola Sul da CUT, em Florianópolis e conta também com participantes de Rondônia, Mato Grosso do Sul e São Paulo.

"O segundo módulo foi focado em questões relativas ao setor financeiro, como moeda, bancos, sistema financeiro internacional, acordos de Basileia, Bretton Woods, Consenso de Washington. Além disso, os participantes estudaram também os planos econômicos no Brasil, Plano Real, Proer e Proes", afirma William Mendes de Oliveira, secretário de Formação da Contraf-CUT.

Miguel Pereira fala sobre SFN e 
a proposta da Contraf-CUT.
Miguel Pereira, secretário de Organização do Ramo Financeiro da Contraf-CUT, abordou o Sistema Financeiro Nacional. Ele apresentou a proposta dos bancários para a regulamentação do artigo 192 da Constituição Federal.

Já o primeiro módulo, lembra o dirigente sindical, focou a história do movimento sindical mundial, brasileiro e contemporâneo, passando principalmente pelo sindicalismo da CUT e dos bancários.

"Temos a agradecer as entidades que enviaram participantes, pois estão contribuindo para a formação de excelentes dirigentes sindicais, que possuem o desafio de ajudar a intensificar a luta dos trabalhadores do ramo financeiro", avalia William.

Segurança bancária

Ademir Wiederkehr fala 
sobre segurança bancária.
O dirigente sindical lembra que ocorreu uma inovação neste módulo em relação aos cursos realizados em outras regiões do país. "Houve a inserção na grade do curso, por sugestão do próprio grupo, do tema segurança bancária", afirma William.

Para falar sobre o assunto, a turma contou com a participação de Ademir Wiederkehr, secretário de imprensa da Contraf-CUT e coordenador da Coletivo Nacional de Segurança Bancária.


Balanço

Nos últimos três anos, a Contraf-CUT, em parceria com o Dieese e com o apoio das entidades sindicais, percorreu todas as regiões do país oferecendo o curso de formação aos dirigentes de sindicatos e federações de bancários. A região Sul está sendo a última desta gestão.

Participantes.
"Com todas as dificuldades de se montar um curso desse porte, com três módulos de cinco dias, conseguimos oferecer o curso para dirigentes de todas as regiões do país, como havíamos nos comprometido", ressalta William.

O dirigente sindical destaca a participação e o interesse dos bancários na formação política. "Ao longo desse tempo, tivemos um aproveitamento excelente. De quase uma centena de participantes, somente três fizeram um módulo e não prosseguiram", salienta William.

Participantes.
"A relação de carinho e irmandade que foi ficando em cada grupo, a cada módulo formativo, nos dá a certeza de que o papel da formação em qualquer movimento social é a chave de tudo. Dificilmente alguém adere a uma ideia, uma utopia, se não houver uma compreensão do mundo, do seu mundo e do papel que cada um tem a desempenhar na luta pela mudança na sociedade em busca de um mundo melhor, mais justo, igualitário e solidário", avalia o dirigente sindical.

Calendário

Participantes.
O terceiro e último módulo do curso na região Sul acontece ainda neste ano, entre os dias 12 e 16 de dezembro. O primeiro módulo aconteceu entre os dias 24 e 28 de outubro.

"Sabemos, pelo contato constante e solidário que o movimento sindical nos permite, que o nosso curso ajudou muitos dirigentes e militantes a despertarem novos interesses na luta sindical e outros a renovarem a energia para mais um período de doação pessoal à luta dos trabalhadores", finaliza o secretário de formação da Contraf-CUT.

Participantes.


Fonte: Contraf-CUT

26.11.11

Artigo: Curso de formação Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro - Contraf-CUT e Dieese

Aqui estou com o mestre Carlindo do Dieese, esse grande homem marcou nossas vidas com sua simplicidade e sabedoria formativa. Já na adolescência, lá estava ele nos anos 80 na Conclat na Praia Grande, que decidiria pela criação de nossa CUT. VIDA LONGA, MESTRE CARLINDO!

REFLEXÃO

Ontem à noite, quando voltava do aeroporto conversando com um taxista conhecido, vindo de Florianópolis (SC), estava refletindo a respeito do feito que foi conseguir realizar ao longo de nosso mandato na Contraf-CUT os cinco cursos de formação pelo País afora. Um curso de parceria entre a Contraf-CUT e o Dieese, apoiado pelas nossas entidades bancárias CUTistas.

Daqui a duas semanas estaremos realizando o 15º e último módulo dessa saga formativa dos dirigentes bancários CUTistas.

Não posso negar e não consigo esconder a emoção da sensação de missão cumprida. A tarefa não era de fácil realização. Qualquer pessoa ou entidade que trabalhe com formação sabe do que estou falando, em relação às dificuldades financeiras, políticas e ideológicas, e sobretudo dificuldades em estabelecer nosso curso como prioridade na agenda sindical. Foi preciso muita amarração política para o sucesso do projeto.

Ao longo desses três anos, quase não perdemos ninguém pelo caminho. De quase uma centena de participantes, somente três fizeram um módulo e não prosseguiram.

Sabemos, pelo contato constante e solidário que o movimento sindical nos permite, que o nosso curso mudou e ajudou muita/os dirigentes militantes que despertaram novos interesses na luta sindical e outra/os renovaram a energia para mais um período de doação pessoal à luta dos trabalhadores.

A relação de carinho e irmandade que foi ficando a cada grupo, a cada módulo formativo ao longo desses quase três anos nos dá uma certeza que o papel da formação em qualquer movimento social é a chave de tudo. Dificilmente alguém compra uma ideia, uma utopia, se não houver uma compreensão do mundo, do seu mundo e do papel que cada um tem a desempenhar na luta pela mudança na sociedade em busca de um mundo melhor, mais justo, igualitário e solidário.

Conhecemos tantas pessoas, pessoas maravilhosas, heróis e heroínas, não porque têm um super-poder e tudo podem como nos desenhos e estórias, heróis e heroínas porque fizeram a escolha pela luta ao lado dos trabalhadores e oprimidos, escolheram o lado mais difícil, mais duro e, no entanto, o único que vale a pena e que engrandece a dimensão humana em cada um de nós - mamíferos e feras tidos como os racionais na fauna do mundo.

Posso dizer que valeu a pena todo o sacrifício que foi para instalar cada um desses quinze módulos ao longo desses três anos.

Todos nós que estivemos envolvidos de alguma forma no processo mudamos e crescemos: os participantes, a coordenação, os palestrantes, os funcionários e entidades às quais pertencemos.

Enfim, crescemos juntos enquanto categoria, enquanto classe, e posso afirmar com tranquilidade que

SOMOS FORTES, SOMOS CUT!

William Mendes, sec. formação da Contraf-CUT

24.11.11

Curso Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro (5ª turma, 2º módulo)


Participantes do curso de formação da Contraf-CUT, 5ª etapa.
Na foto acima estamos com a camiseta do ENAFOR da CUT.
Foto: William Mendes

O curso de formação seguiu nesta quinta-feira com dois temas muito importantes para a categoria bancária.

Pela manhã, o grupo teve a presença de Ademir Wiederkehr, secretário de imprensa da Contraf-CUT e coordenador da CCASP e da mesa temática de segurança bancária com a Fenaban.

Esse tema foi uma inovação na grade do curso e foi uma sugestão feita pelo próprio grupo no início do curso. A apresentação foi muito boa e parte do tema foi novidade para a maioria dos participantes.

Na parte da tarde, o grupo contou com outra apresentação de peso: Miguel Pereira trouxe o tema da regulamentação do artigo 192 da CF e a proposta dos bancários discutida através da Contraf-CUT.

Foi um dia de trabalho muito intenso, pois os dois temas são bastante complexos e mesmo assim o grupo participou de forma exemplar.

Aprendemos muito hoje e construímos mais conhecimento coletivo para a categoria bancária e para a classe trabalhadora. E aqui o grupo tem uma forte visão CUTista de formação e de movimento sindical classista e voltado para as bases dos trabalhadores.

23.11.11

Curso Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro (5ª turma, 2º módulo)


5ª turma do curso da Contraf-CUT/Dieese
Foto: William Mendes

Hoje foi o terceiro dia do segundo módulo do curso SINDICATO, SOCIEDADE E SISTEMA FINANCEIRO, organizado pela Contraf-CUT e Dieese. 

Esta é a quinta etapa do curso que já percorreu todas as regiões do País. Agora estamos na Escola Sul da CUT em Florianópolis.

No primeiro módulo do curso, realizado em outubro, os participantes oriundos de seis bases sindicais - PR, MS, RS, RO, SC e SP -, produziram muito conhecimento acerca da história do movimento sindical mundial, brasileiro e da contemporaneidade, passando principalmente pelo sindicalismo da CUT e dos BANCÁRIOS.

Este segundo módulo é bastante focado em questões relativas ao setor financeiro em si: moeda, bancos, sistema financeiro internacional, acordos de Basileia, Bretton Woods, Consenso de Washington. Além disso, os participantes estudam também os planos econômicos no Brasil, Plano Real, Proer e Proes, a proposta dos bancários para a regulamentação do artigo 192 da CF, segurança bancária, etc.

Eu não pude acompanhar a turma nos primeiros dois dias, pois estava em um evento nacional na Contraf-CUT em SP. Chegando hoje pela manhã, o que pudemos perceber foi a participação incansável e engajada da turma do curso. 

Os sindicatos que enviaram os participantes estão de parabéns, pois já têm e terão excelentes dirigentes para ajudar na luta dos trabalhadores do ramo financeiro a combater as mazelas dos donos do Capital, os banqueiros-quebra-mundo.

William Mendes, sec. formação da Contraf-CUT

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Post Scriptum: ao mesmo tempo em que os bancários estão em formação na belíssima Escola Sul da CUT, está ocorrendo no mesmo local o ENAFOR, onde a nossa central está organizando as estratégias e a rede de formação CUTista à disposição da classe trabalhadora para o próximo período formativo e de luta.

21.11.11

Por onde ando... agenda de 21 a 25 de novembro



SEGUNDA-FEIRA

SP: Encontro Nacional da Articulação Bancária/CUT

TERÇA-FEIRA

SP: Encontro Nacional da Articulação Bancária/CUT

QUARTA, QUINTA E SEXTA

SC: 2º módulo do curso de formação SINDICATO, SOCIEDADE E SISTEMA FINANCEIRO na Escola Sul da CUT em Floripa.

16.11.11

Por onde ando... agenda sindical


SEGUNDA-FEIRA

Trabalhei em casa. Tratei das questões relativas ao segundo módulo do curso de formação Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro, que acontecerá na próxima semana na Escola Sul da CUT, lá em Floripa.

TERÇA-FEIRA

Feriado Nacional.

QUARTA-FEIRA

Dia de trabalho na Contraf-CUT em SP.

QUINTA-FEIRA

Dia de trabalho na Contraf-CUT em DF. Reunião da COE do bb.

SEXTA-FEIRA

Reunião de diretoria no Sindicato desde as 9h até final da tarde.

SÁBADO

Atividade sindical em SP.

31.10.11

Contraf e Dieese finalizam 1º módulo do curso de formação sindical no Sul


Curso está sendo realizado na Escola Sul da CUT, em Florianópolis

A Contraf-CUT, em parceria com o Dieese, finalizou na tarde desta sexta-feira (28) o primeiro módulo do curso de formação sindical, iniciado na segunda (24), voltado para diretores e diretoras de sindicatos de bancários dos estados da região Sul, além de São Paulo, Mato Grosso do Sul e Rondônia.

O curso teve como foco os fundamentos políticos da sociedade atual e do sistema financeiro e o papel do movimento sindical frente a essa realidade. O módulo foi realizado na Escola Sul da CUT, em Florianópolis.

"Foi uma semana de intensa produção e troca de conhecimento sobre a sociedade brasileira, sobre movimento sindical, além de questões mundiais. Com isso buscamos auxiliar dirigentes sindicais a se prepararem para os próximos desafios nas funções de liderança do movimento", avalia William Mendes, secretário de Formação da Contraf-CUT.

"Apesar do intenso processo de greve, os dirigentes aceitaram o desafio de participar de um curso de uma semana fora de suas bases. A turma veio com muito fôlego e entusiasmo. Temos a agradecer as entidades que enviaram seus representantes", ressalta William.

Trabalhos

No primeiro dia de curso houve uma discussão sobre a sociedade contemporânea e seus atores e o papel dos movimentos populares. "Fizemos uma análise sobre questões como individualismo, consumismo, o poder da mídia e do capital. Também refletimos sobre o movimento social e popular, nele incluído o movimento sindical", relata William. Além disso, houve a exibição dos filmes "Ilha das Flores" e "De onde vêm as coisas".

No segundo dia, além de atividades que envolveram música, crônicas e debates sobre temas que remetem ao mundo do trabalho, houve discussão sobre o conceito de mais valia, em Marx, e a teoria dos rendimentos marginais decrescentes da Escola Econômica Neoclássica. "Vimos ainda questões da condição do trabalho nas sociedades antigas, na idade média e na modernidade. A questão do escravo, do servo e do assalariado", conta William. Houve ainda exibição do filme "Eles não usam black tie".

No terceiro dia de formação houve debate sobre estrutura sindical brasileira. "Falamos sobre concepção e prática dos sindicatos. Abordamos temas como correntes políticas, imposto sindical e justiça do trabalho", ressalta William. Houve exibição do filme "Nossos Bravos", sobre a greve de 1917 e os movimentos grevistas do início do século XX.

"Tivemos ainda debate com a participação de Roberto Von der Osten, o Betão, militante histórico da região Sul do País e que fez um depoimento de como foram as lutas dos bancários nos anos de ditadura militar e de como se deu a construção da organização nacional da categoria na Central Única dos Trabalhadores", relata.

No quarto dia, os participantes estudaram as origens do sindicalismo no Brasil, as leis trabalhistas e os sindicatos na Era Vargas (1930-45), o sindicalismo no intervalo democrático de 1945 a 1964, depois o duro período do movimento sindical durante a Ditadura civil-militar no Brasil entre 1964-1985.

"Vimos ainda algumas greves históricas, a manipulação dos índices inflacionários pelo governo militar e o papel do Dieese em desmascarar os militares e empresários, ouvimos músicas sobre o período da ditadura e analisamos as conquistas da sociedade civil na nova constituição de 1988", relata o dirigente sindical.

No quinto e último dia, os dirigentes estudaram a história do sindicalismo e dos movimentos sociais no período que vai dos 1980 até a atualidade. Analisaram os planos econômicos que foram implementados dos anos 1980-90, passando pelos planos Verão, Bresser, Collor e Real. "Fizemos uma linha do tempo com eventos mundiais e nacionais dos anos noventa até hoje e que repercutiram no mundo sindical e dos trabalhadores", afirma William.

Calendário

O curso é formado por mais dois módulos. Confira as datas:

- Segundo módulo: 21 a 25 de novembro

- Terceiro módulo: 12 a 16 de novembro

A Contraf-CUT percorreu todas as regiões do país aplicando este curso de formação aos dirigentes bancários dos sindicatos. "Com todas as dificuldades de se montar um curso desse porte, com três módulos de cinco dias, conseguimos oferecer o curso para dirigentes de todas as regiões do país, como havíamos nos comprometido", ressalta William.

Fonte: Contraf-CUT

28.10.11

Curso Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro (V)


Participantes do curso Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro

Vencemos o primeiro módulo de nosso curso de formação para dirigentes bancários da região sul do País, que acabou contando com a participação de mais entidades e tivemos seis estados incluídos no curso.

Nesta sexta-feira, vimos a história do sindicalismo e dos movimentos sociais no período que vai dos anos oitenta até a atualidade. Passamos pela luta social contra a ditadura e pela volta da democracia no Brasil.

Estudamos os vários planos econômicos que foram implementados dos anos oitenta aos noventa, passando pelos planos Verão, Bresser, Collor e Real.

Fizemos uma linha do tempo com eventos mundiais e nacionais dos anos noventa até hoje e que repercutiram no mundo sindical e dos trabalhadores.

O grupo fez uma avaliação final do primeiro módulo e todo/as retornam agora às suas bases.

MINHA AVALIAÇÃO

O grupo deste curso é encantador, comprometido e muito participativo. 

Apesar do cansaço do pós-greve nacional de 21 dias, o/as dirigentes aceiraram o desafio de participar de um curso de uma semana fora de suas bases e distantes da família, e por incrível que pareça, não houve atrasos e o cansaço foi superado com muito ânimo para pensarmos os desafios da categoria bancária para o próximo período.

Valeu e desde já agradecemos muito a todo/as que se envolveram para a realização deste primeiro módulo - entidades sindicais, funcionário/as, Dieese e os próprios participantes.

Próximo módulo será entre os dias 21 a 25 de novembro.

William Mendes

27.10.11

Curso Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro (IV)


Vencemos o quarto dia de nosso curso de formação.

Nesta quinta estudamos as ORIGENS DO SINDICALISMO NO BRASIL, seguindo a programação de ontem.

Vimos as leis trabalhistas e os sindicatos na Era Vargas (1930-45), o sindicalismo no intervalo democrático de 1945 a 1964, depois o duro período do movimento sindical durante a Ditadura civil-militar no Brasil entre 1964-1985).

No final do dia começamos o período de 1985 a 1990 no Brasil.

Mestre Carlindo nos mostra história do salário mínimo

Durante os trabalhos, os participantes viram discurso de Getúlio Vargas para discutir um pouco do chamado Trabalhismo. Também usamos jornais do movimento sindical da época, tanto dos pelegos quanto dos progressistas.


Quarta à noite: depois de tanto estudo,
o pessoal jantou junto


Quarta à noite: produzindo conhecimento coletivo... e amizades 

Na quarta: O "história viva"
Betão é cortejado por todo mundo
Vimos algumas greves históricas, a manipulação dos índices inflacionários pelo governo militar e o papel do Dieese em desmascarar os milicos e empresários, ouvimos música sobre o período da ditadura e analisamos as conquistas da sociedade civil na nova constituição de 1988.

Foi um excelente dia de trabalho coletivo.

William Mendes

Curso Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro (III)


O terceiro dia de formação teve um debate durante a parte da manhã sobre a estrutura sindical brasileira com perguntas que refletiram o porquê de haver 7 centrais sindicais mesmo com uma legislação que define nosso modelo formal com unicidade.

Betão fala sobre história dos bancários
Falamos sobre concepção e prática dos sindicatos. Abordamos temas como correntes políticas e imposto sindical e justiça do trabalho.

Vimos um filme do Dieese dos anos 80 chamado "Nossos Bravos" sobre a greve de 1917 e os movimentos grevistas do início do século XX.

Na parte da tarde tivemos um ótimo momento de debate com a participação de Roberto Von Der Hosten - o Betão -, militante histórico da região Sul do País e que fez um depoimento de como foram as lutas dos bancários nos anos de ditadura militar e de como se deu a construção da organização nacional dos bancários na Central Única dos Trabalhadores. Falou da construção dos sindicatos CUTistas no Paraná e da militância partidária desde a construção do Partido dos Trabalhadores.

A cada módulo do curso, mais aprendemos
com nossas referências históricas

Dia muito bom em termos de compartilhamento de conhecimento coletivo. Nesta quinta tem mais!

25.10.11

Curso Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro (II)

Dirigentes de seis Estados participam
do curso de Formação.
O segundo dia do curso foi muito bom. A turma está com uma participação muito boa.

Além de atividades que envolveram música, crônicas e debates sobre vários temas que remetem ao mundo do trabalho, estudamos temas um pouco mais técnicos como MAIS VALIA em Marx e teoria dos rendimentos marginais decrescentes da Escola Econômica Neoclássica.

Na passagem do Feudalismo para o
Capitalismo, onde mesmo ficavam
os valores iluministas?

Mestre Carlindo fala da teoria dos rendimentos
decrescentes dos neoclássicos

Vimos um pouco da questão da condição do trabalho nas sociedades antigas, na idade média e na modernidade. A questão do escravo, do servo e do assalariado.

Lemos um texto de Leo Huberman ao final do dia e começamos a discutir um pouco dos sindicatos para amanhã começarmos a estudar o movimento sindical e a luta dos trabalhadores desde a República Velha até os dias atuais.

A formação sindical é gratificante, 
pois em todos os cursos construímos 
conhecimento coletivo.







Na noite desta terça, o pessoal assistiu ao filme "Eles não usam black tie". Ontem, a turma viu o filme "Germinal".

É isso, amanhã vamos para o terceiro dia de formação.

24.10.11

Curso Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro - Início (I)


O PRIMEIRO DIA DO CURSO foi muito bom. Fizemos uma discussão sobre a sociedade contemporânea e seus atores e o papel dos movimentos populares.

Fizemos uma análise sobre questões como individualismo, consumismo, o poder da mídia e do capital.

Grupos de trabalho.

Grupos de trabalho.
Fizemos grupos de trabalho e no fim do dia lemos um texto do Boaventura "Carta às esquerdas".

Grupos de trabalho.

Também refletimos sobre o movimento social e popular, nele incluído o movimento sindical.

Mestre Carlindo do Dieese.
Com a coordenação pedagógica de nosso mestre Carlindo e do Rodrigo, após leituras e discussões, vimos dois pequenos filmes para pensarmos um pouco essa sociedade que discutimos. "Ilha das Flores" e "De onde vêm as coisas".



Rodrigo do Dieese.

E aqui temos o texto do Boaventura:


Carta às esquerdas

Livre das esquerdas, o capitalismo voltou a mostrar a sua vocação antissocial. Voltou a ser urgente reconstruir as esquerdas para evitar a barbárie. Como recomeçar? Pela aceitação de algumas ideias. A defesa da democracia de alta intensidade é a grande bandeira das esquerdas.

Boaventura de Sousa Santos


Não ponho em causa que haja um futuro para as esquerdas mas o seu futuro não vai ser uma continuação linear do seu passado. Definir o que têm em comum equivale a responder à pergunta: o que é a esquerda? A esquerda é um conjunto de posições políticas que partilham o ideal de que os humanos têm todos o mesmo valor, e são o valor mais alto. Esse ideal é posto em causa sempre que há relações sociais de poder desigual, isto é, de dominação. Neste caso, alguns indivíduos ou grupos satisfazem algumas das suas necessidades, transformando outros indivíduos ou grupos em meios para os seus fins. O capitalismo não é a única fonte de dominação mas é uma fonte importante.

Os diferentes entendimentos deste ideal levaram a diferentes clivagens. As principais resultaram de respostas opostas às seguintes perguntas. Poderá o capitalismo ser reformado de modo a melhorar a sorte dos dominados, ou tal só é possível para além do capitalismo? A luta social deve ser conduzida por uma classe (a classe operária) ou por diferentes classes ou grupos sociais? Deve ser conduzida dentro das instituições democráticas ou fora delas? O Estado é, ele próprio, uma relação de dominação, ou pode ser mobilizado para combater as relações de dominação?

As respostas opostas a estas perguntas estiveram na origem de violentas clivagens. Em nome da esquerda cometeram-se atrocidades contra a esquerda; mas, no seu conjunto, as esquerdas dominaram o século XX (apesar do nazismo, do fascismo e do colonialismo) e o mundo tornou-se mais livre e mais igual graças a elas. Este curto século de todas as esquerdas terminou com a queda do Muro de Berlim. Os últimos trinta anos foram, por um lado, uma gestão de ruínas e de inércias e, por outro, a emergência de novas lutas contra a dominação, com outros atores e linguagens que as esquerdas não puderam entender.

Entretanto, livre das esquerdas, o capitalismo voltou a mostrar a sua vocação antissocial. Voltou a ser urgente reconstruir as esquerdas para evitar a barbárie. Como recomeçar? Pela aceitação das seguintes ideias.

Primeiro, o mundo diversificou-se e a diversidade instalou-se no interior de cada país. A compreensão do mundo é muito mais ampla que a compreensão ocidental do mundo; não há internacionalismo sem interculturalismo.

Segundo, o capitalismo concebe a democracia como um instrumento de acumulação; se for preciso, ele a reduz à irrelevância e, se encontrar outro instrumento mais eficiente, dispensa-a (o caso da China). A defesa da democracia de alta intensidade é a grande bandeira das esquerdas.

Terceiro, o capitalismo é amoral e não entende o conceito de dignidade humana; a defesa desta é uma luta contra o capitalismo e nunca com o capitalismo (no capitalismo, mesmo as esmolas só existem como relações públicas).

Quarto, a experiência do mundo mostra que há imensas realidades não capitalistas, guiadas pela reciprocidade e pelo cooperativismo, à espera de serem valorizadas como o futuro dentro do presente.

Quinto, o século passado revelou que a relação dos humanos com a natureza é uma relação de dominação contra a qual há que lutar; o crescimento econômico não é infinito.

Sexto, a propriedade privada só é um bem social se for uma entre várias formas de propriedade e se todas forem protegidas; há bens comuns da humanidade (como a água e o ar).

Sétimo, o curto século das esquerdas foi suficiente para criar um espírito igualitário entre os humanos que sobressai em todos os inquéritos; este é um patrimônio das esquerdas que estas têm vindo a dilapidar.

Oitavo, o capitalismo precisa de outras formas de dominação para florescer, do racismo ao sexismo e à guerra e todas devem ser combatidas.

Nono, o Estado é um animal estranho, meio anjo meio monstro, mas, sem ele, muitos outros monstros andariam à solta, insaciáveis à cata de anjos indefesos. Melhor Estado, sempre; menos Estado, nunca.

Com estas ideias, vão continuar a ser várias as esquerdas, mas já não é provável que se matem umas às outras e é possível que se unam para travar a barbárie que se aproxima.


Boaventura de Sousa Santos é sociólogo e professor catedrático da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (Portugal).

Fonte: Carta Maior

Por onde ando... Curso de Formação Sind. Soc. e Sist. financeiro, em Florianópolis SC

Abertura do curso na Escola Sul 
com 16 participantes.
Estou na Escola Sul da CUT em Florianópolis para a 5ª etapa de nosso Curso de Formação Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro, promovido pela Contraf-CUT em parceria com o Dieese.

A gestão da Contraf-CUT se comprometeu neste mandato de 2009 a 2012 a percorrer todas as regiões do País aplicando este curso de formação aos dirigentes bancários dos sindicatos filiados a nós.

Com todas as dificuldades de se montar um curso desse porte, com 3 módulos de 5 dias, conseguimos ter uma turma com dirigentes de vários estados - RS, SC, PR, RO, SP, MS.
 
Boa turma e acredito que teremos uma ótima produção de conhecimento coletivo e sindical nesta semana aqui em Floripa.

William Mendes

21.10.11

Curso de formação Sindicato, Sociedade e Sist. Financeiro ainda tem vagas



INFORMO a todas as entidades sindicais que ainda há vagas para o CURSO DE FORMAÇÃO SINDICATO, SOCIEDADE E SISTEMA FINANCEIRO, organizado pela Contraf-CUT em parceria com o Dieese.

O curso será ministrado na Escola Sul, Florianópolis, e o primeiro módulo acontece na semana que vem de 24 a 28 de outubro, com entrada no hotel neste domingo à tarde.

O investimento em cada módulo é de R$ 1.300 reais, incluindo hospedagem, alimentação completa e material do curso.

Entrar em contato com a Contraf-CUT para fazer a inscrição.

William Mendes