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9.10.12

Contraf-CUT cobra do Banco do Brasil acertos da campanha nacional




A Contraf-CUT enviou ofício ao Banco do Brasil nesta terça-feira 9 para, entre outras demandas, cobrar a correção da falta não abonada do dia 27 de setembro, último dia da greve nacional, que não foi reclassificada corretamente, em descumprimento ao acordo aditivo já assinado.

"Nos surpreendeu o banco ter feito no sistema a reclassificação das faltas, que estava com o código indevido de falta não justificada, e ao corrigir o erro simplesmente desconsiderou o acordo coletivo aditivo já assinado na quarta-feira 4 de outubro", afirma William Mendes, diretor de Formação da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.

Demais correções

A Contraf-CUT também cobrou no ofício as datas dos acertos dos direitos e conquistas da campanha nacional, dentre os quais estão o acerto dos interstícios do VCPI dos incorporados, os reajustes dos vales refeição e alimentação que virão no próximo crédito do Visa Vale e as demais verbas salariais no dia 20. "Esperamos que os acertos venham todos em outubro, já que a assinatura do acordo foi anterior ao fechamento da folha", acrescenta William.

Em relação ao desconto indevido do Visa Vale de outubro, devido aos dias da greve, o banco prometeu crédito para esta quinta-feira 11.

Fonte: Contraf-CUT

28.9.12

Contraf-CUT cobra do BB a imediata correção do crédito do Visa Vale



A Contraf-CUT encaminhou nesta sexta-feira (28) ofício para a direção do Banco do Brasil, cobrando a imediata correção do crédito dos vale-refeição e vale-alimentação dos funcionários que participaram da greve referentes ao mês de outubro. A empresa efetuou o desconto dos dias parados na greve, o que fere o acordo aditivo do BB.

Confira aqui o ofício.

"O BB creditou o vale-alimentação e refeição com valores menores do que o correto, mesmo já tendo acabado a greve e mesmo com o TST ratificando a ultratividade dos acordos coletivos durante o processo de renovação e mesmo o crédito se referindo ao mês seguinte à greve, no caso outubro", critica William Mendes, secretário de formação da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil.

"Como havia negociação com novas propostas e a ampla maioria dos bancários aprovou as mesmas, entre quarta (26) e quinta-feira (26), ou seja, antes do crédito do Visa Vale, era esperado a devida correção e o crédito correto nesta sexta-feira", explica o diretor da Contraf-CUT.

Desrespeito

O BB mostra com esta atitude o quanto ele desrespeita os seus funcionários e as entidades do funcionalismo. "Na hora de pagar acertos de direitos dos trabalhadores - como, por exemplo, o acerto da diferença dos interstícios do VCPI dos bancários incorporados que fizeram adesão ao regulamento do banco desde 2009 e tiveram mudança de nível desde março de 2012 - o banco não cumpre o acordo. No caso do VCPI, até o presente momento, os bancários não receberam os acertos, sendo que o banco havia se comprometido a aprová-lo em agosto. Já são seis meses sem os bancários receberem", enfatiza William.


Fonte: Contraf-CUT

8.8.12

BB descumpre compromisso e atrasa em 5 meses acerto de interstício no VCPI

Agência Banco do Brasil.
A Campanha Nacional 2012 começou mal em relação ao respeito aos direitos dos bancários por parte do Banco do Brasil. Após a incorporação da Nossa Caixa, os bancários oriundos do ex-banco paulista fizeram adesão ao plano de carreira administrativa do BB desde 1º de dezembro de 2009.

Com a adesão, os bancários passaram a ter seus salários e remuneração regrados pelo plano de carreira da empresa: o PCR com uma tabela de antiguidade de 12 níveis e uma tabela de mérito com 25 níveis.

Assim como qualquer bancário que tomou posse no BB muda de nível na tabela de antiguidades e passa ao nível seguinte (dois anos no primeiro nível e três anos nos seguintes), aumentando em 3% seu salário base, a remuneração básica trazida por cada bancário da ex-Nossa Caixa tem direito ao mesmo interstício nas mudanças de nível.

Todos os bancários aderentes ao PCR do banco desde dezembro de 2009 mudaram de nível a partir de 2 de março deste ano e passaram a ter direito a 3% sobre seus salários anteriores reunidos na Verba de Caráter Pessoal Incorporados (VCPI).

Banco já deve cinco meses de acerto

Todos os bancários que tiverem acertos maiores que seus pisos de função, ou que não detenham função comissionada, têm direito a receber a diferença desde o dia que completaram a mudança de nível no Plano de Carreira administrativa do banco.

O BB ficou de pagar os acertos desde abril e pediu paciência aos trabalhadores e às entidades sindicais para mudar o sistema de folha de pagamento. A última promessa de pagamento dos valores devidos seria para 20 de agosto, com assinatura do aditivo nesta semana que se encerra na sexta-feira 10. "Novamente o BB descumpriu seus deveres com os direitos dos bancários", critica William Mendes, diretor da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.

BB é reincidente em desrespeitar compromissos

"A empresa está há três anos desrespeitando os bancários dos bancos incorporados e as entidades sindicais, pois não cumpre com aquilo que fala, pactua e contrata", acrescenta William.

Para o dirigente sindical, o principal problema de discriminação a todos os bancários oriundos de bancos incorporados é o bloqueio ao direito legítimo de adesão à Cassi e à Previ a todos eles, preservando os direitos que cada um tenha.

Mobilização

"Só a mobilização forte e unitária fará o banco respeitar a mesa de negociação, os direitos contratados e os bancários da empresa, independente de origem e tempo de banco", conclui William.

Fonte: Contraf-CUT


12.7.12

Debate sobre jornada causa revolta no BB


Banco afirma que não negocia implantação das seis horas para todos comissionados sem redução de salários

São Paulo - A jornada de seis horas no Banco do Brasil foi a principal pauta da mesa de negociação permanente entre representantes dos bancários e da empresa. A direção do BB não quer negociar, segundo informou na reunião de terça-feira 10, em Brasília, deixando indignados os dirigentes sindicais. Os bancários reivindicam a carga horária para todos os comissionados sem redução de jornada.

O funcionário do Banco do Brasil e diretor do Sindicato Cláudio Luis participou da mesa de negociação e critica a postura do banco, lembrando que a instituição já vem perdendo ações na Justiça. “Consideramos uma falta de respeito com os trabalhadores, com o movimento sindical e o processo de negociação. Nossa resposta será a mobilização.”

Durante a negociação foram debatidos Sinergia e assédio moral, a Plataforma de Suporte Operacional (PSO), a redução da trava para remoção das Centrais de Atendimento do Banco do Brasil e o pagamento do interstício de 3% sobre o VCPI dos incorporados, entre outras questões.

Sinergia e assédio – Os representantes dos trabalhadores apontaram os problemas do Sinergia que acarreta mais assédio moral. A situação foi denunciada em diversas ocasiões. Gerentes são obrigados a assinar termos de compromisso para cumprir metas ou, caso contrário, seriam descomissionados. O banco informou que não compactua com isso.

PSO – Os trabalhadores reafirmaram na mesa de negociação o debatido no 23º Congresso dos Funcionários do BB: a implantação da Plataforma de Suporte Operacional (PSO) reduziu o número de caixas e está causando muitos transtornos nas agências com filas enormes e muita reclamação de clientes e funcionários.

- Sindicato protesta em agências caóticas do BB

Intimidação – O movimento sindical expressou repúdio também ao uso irregular da avaliação de desempenho profissional, conhecida como GDP, quando reprime o trabalhador por participar de manifestações organizadas pelo Sindicato, como aconteceu na CABB e na CSO do complexo São João.

Interstício e trava – Os representantes dos trabalhadores voltaram a cobrar o pagamento de 3% sobre o VCPI e a redução da trava para remoção da CABB, que atualmente é de dois anos. O banco não deu resposta para nenhuma das questões.


Redação, com informações da Contraf-CUT - 11/7/2012

10.7.12

BB afirma disposição em negociar, mas não discute jornada de 6 horas



Bancários cobram soluções para diversos problemas no BB.

A Contraf-CUT, federações e sindicatos retomaram nesta terça-feira (10) o processo de negociação permanente com o Banco do Brasil, em Brasília. Um dos temas em debate foi a jornada de 6 horas para todos os funcionários.

Nova negociadora

O diretor de relações com funcionários e entidades patrocinadas do BB, Carlos Eduardo Leal Neri, apresentou a nova negociadora do banco, Áurea Faria Martins, que manifestou o desejo de começar as discussões da pauta específica, aprovada no 23º Congresso Nacional dos Funcionários do BB, assim que as entidades sindicais fizerem as entregas das minutas à Fenaban e ao BB.

Jornada de 6 horas

A posição do BB gerou indignação por parte dos representantes dos trabalhadores. O banco afirmou que não vai negociar a implantação da jornada correta de 6 horas para todos os comissionados sem redução de salários.

A expectativa das entidades sindicais era a mesma de todo o funcionalismo que chegou a ouvir do próprio diretor do BB, Carlos Neri, em 2011, que o banco resolveria o problema da jornada.

Após uma mesa temática sobre jornada - com o objetivo de coleta de dados e informações entre as partes para posterior mesa de negociação -, ocorrida após a campanha de 2011, os trabalhadores esperavam que o banco cumprisse o compromisso público de resolver o problema e a afirmação hoje de que a empresa não vai discutir o tema com a representação sindical é um total desrespeito ao processo negocial.

O banco disse que a jornada de 6 horas é tema de Plano de Comissões e que isto é estratégico e não discute em mesa de negociação. Além disso, o BB ressaltou que não discute questões ligadas ao plano de metas, arquitetura organizacional e de remuneração da empresa.

O banco observou que isso não quer dizer que não possa apresentar ao movimento sindical a decisão sobre o tema, caso decida algo sobre a jornada mais adiante.

"Além de todos os problemas de péssimas condições de trabalho e do assédio moral institucional para o cumprimento do programa 'caótico' de metas Sinergia BB, o banco sinaliza uma coisa para os funcionários e depois não cumpre. Os bancários darão a resposta a esse comportamento na campanha nacional deste ano", afirma William Mendes, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB e secretário de formação da Contraf-CUT.

Sinergia BB e assédio moral

A Contraf-CUT pediu ao banco que informasse como estão os números do fechamento do semestre nas várias agências do país. As entidades sindicais já sabem que a maior parte das dependências não conseguiu atingir a etapa ouro e os bancários estão sendo forçados pelos superintendentes do banco a fazerem diversas arbitrariedades para cumprir algo impossível e sem nenhuma regra clara.

O banco pediu que as entidades sindicais apontassem alguns dos problemas e assim foi feito: foco em metas individuais e carteiras, o programa muda a toda hora (três vezes neste semestre), a maior parte do país não cumpriu a etapa ouro (só cerca de 10%), não existem mais parâmetros para negociar qualquer eventual parcela adicional ao modelo básico de PLR da Fenaban na rede varejo. A Contraf-CUT já havia avisado isso ao banco em fevereiro deste ano.

Sobre assédio moral, os dirigentes sindicais relataram diversos casos como o descomissionamento de 23 gerentes de agência em MG, de maneira estranha. Também foi apontado o recente caso de assédio no Ceará, onde gerentes foram obrigados a assinarem "termos de compromisso" para cumprirem metas e que, se não cumprissem, seriam descomissionados por insubordinação.

Após mais alguns exemplos, o banco informou que não compartilha com essas ocorrências. Mas o fato é que o Sinergia BB é um programa que inevitavelmente leva a situação de assédio moral, causando fraudes e irregularidades.

PSO - implantação em nível nacional

Os sindicatos já fizeram plenárias por todo o país e constataram tudo aquilo que haviam apontado que ocorreria com as plataformas de suporte operacional. Os trabalhadores reafirmaram no 23º Congresso que são contrários a essa forma de gestão.

A Contraf-CUT apontou vários problemas e propostas para o setor. As dotações das PSO devem ser revistas e aumentadas. Os caixas devem ser efetivos, ter comissões e receber pontuação na carreira de mérito.

Não pode haver nenhuma dependência com apenas um caixa. Os gerentes de serviço não podem executar serviço de caixa. É uma lista enorme de problemas que também levarão os bancários do setor a participarem fortemente da Campanha Nacional 2012.

Pagamento do interstício de 3% sobre o VCPI

As entidades sindicais já haviam discutido com o banco a respeito do acerto dos valores desde março de 2012, mas até o momento o BB não efetuou o pagamento.

O banco ficou de verificar a finalização dos acertos e informar à Contraf-CUT quando fará a regularização do pagamento, inclusive com os valores retroativos ao mês da conquista do direito.

Discriminação nas remoções automáticas

Essa importante conquista dos bancários do BB, que acabou com a discriminação interna para a transferência dos funcionários entre dependências (vide revista Espelho Nacional, nº 266, página 8) vem sendo burlada sistematicamente pelos gestores dos departamentos do banco e com a conivência de algumas Gepes.

Com a desculpa de alegar que as vagas estão bloqueadas para alocar bancários envolvidos em processos de reestruturação, os gestores estão escolhendo escriturários para trabalhar, desrespeitando os normativos internos e o próprio concurso público.

A Contraf-CUT apresentou exemplos e suspeitas sobre a burla no sistema de remoção automática e na discriminação de escriturários que não conseguem ser realocados. O banco afirmou que não é orientação da empresa permitir aos gestores fazerem processos para escolher escriturários para atuarem nos setores.

Denúncias sobre burlas na remoção de escriturários devem ser encaminhadas para a Diref/Colet.

Visa Vale

Os trabalhadores do Espírito Santo, que possuem o vale-refeição e alimentação Visa Vale, estavam sofrendo o risco de não poderem mais utilizá-los a partir do dia 16 por questões comerciais no Estado.

Após a cobrança de solução tanto por parte do Sindicato e da Federação dos Bancários do RJ-ES quanto da Contraf-CUT, o banco informou ao final da negociação que o problema foi resolvido. O convênio está em ordem e a partir desta quarta-feira (11) haverá comunicado nesse Estado avisando da regularização.

Cassi - Plano de Associados

A nova gestão eleita da Cassi procurou a Comissão de Empresa para partilhar um problema existente na entidade em relação a valores devidos pelos associados, oriundos de inconsistências do sistema de cobrança da Cassi, que serão regularizados nos próximos meses.

Como o problema afeta aos associados, a Contraf-CUT e demais entidades sindicais reivindicaram que, caso os valores devidos sejam cobrados, o BB se comprometa a estabelecer o limitador de 1/24 no máximo de desconto ao mês para qualquer tipo de regularização de cobrança feita, para não prejudicar os bancários.

O banco ficou de analisar a reivindicação.

A Cassi informou que, assim que for tomada qualquer providência em relação à regularização das pendências, divulgará em seus veículos de comunicação.

Vacinação contra gripe A

Está havendo um grande surto de gripe A em Santa Catarina e foi solicitado ao banco que pague as vacinas. A medida vem sendo feita por outros bancos no Estado.

A Diref ficou de averiguar junto aos setores responsáveis do banco sobre a possibilidade de atendimento da reivindicação.

Adesão à Cassi e Previ pelos bancários incorporados

O banco disse que está estudando o caso, afirmando haver dúvidas quanto ao tema e sobre a maneira como implantá-lo.

Como o tema virá apresentado nas reivindicações da mesa específica, a empresa disse que terá melhores condições para avaliar a proposta dos trabalhadores.

O banco diz que há pré-disposição em resolver a questão. Mas cada caso deve ser avaliado com suas diferenças como, por exemplo, o Economus e a Fusesc. O banco não pode obrigar ninguém a migrar. O que o banco faria com as pessoas que já eram aposentadas antes das incorporações?

Devolução de delegado sindical na Previ

Os representantes do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro protestaram contra a medida e vão tomar as medidas cabíveis. O banco disse que recorreu ao regulamento e afirmou que a Previ, a Cassi e entidades semelhantes não são dependências da empresa.

GDP usada de forma irregular por alguns gestores do BB

Foi feita a denúncia de que gestores do banco, como na CABB SP e na CSO prefixo 1900 (SP), estão usando de forma irregular a GDP para tentar intimidar os bancários que participam de atividades sindicais.

A GDP é para avaliar desempenho profissional e não foi feita para punir trabalhador ou fazer anotação sobre horas não trabalhadas ou coisas do gênero.

Os gestores das unidades têm dito que o banco havia autorizado tal anotação. Foi dito à Contraf-CUT que a informação passada pela Diref aos gestores é de que o ponto eletrônico deve refletir a jornada real dos trabalhadores. Nada mais que isso.

Descomissionamento nas três avaliações

Também foram feitas denúncias sobre o banco estar descomissionando funcionários com base nas três avaliações, inclusive quando a pontuação está entre 3 pontos e 4 pontos.

Tanto o banco quanto as entidades sindicais debateram a necessidade dos bancários acompanharem sempre qualquer tipo de anotação feita e, inclusive, discordar ou justificar quando for o caso.

Redução da trava de tempo para remoção das CABB

Devido à natureza do trabalho muito específica nas CABB, foi solicitado ao banco que haja redução no tempo da trava de remoção para outras dependências. Atualmente a trava no setor também é de dois anos. Foi citada como exemplo uma redução em setor semelhante na ouvidoria do DF.

Criminalização da luta pela democracia

A Contraf-CUT ainda fez um desagravo sobre a apostila institucional de segurança bancária do BB, que desrespeita a luta da sociedade brasileira pela democratização e contra a ditadura militar.

Após a descoberta do material interno do banco pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região, até a presidência da República já recebeu a denúncia sobre o fato.

O trecho, citado no item 1.1.2 da apostila, nos Fundamentos Teóricos de Segurança, sob a organização da Diretoria de Gestão da Segurança do BB, descreve: "No Brasil, em razão do aumento de assaltos a instituições financeiras, a partir de meados da década de 1960, realizados por terroristas de orientação esquerdista, opositores do regime militar, entre eles o desertor do Exército, ex-capitão Carlos Lamarca, e o ex-deputado, com formação em guerrilha e terrorismo na China e em Cuba, Carlos Marighella, autor do tristemente famoso manual do guerrilheiro urbano, tem início a formalização institucional da segurança privada. Várias organizações terroristas assaltavam instituições bancárias e de crédito, agindo de forma violenta, muitas vezes matando guardas, policiais e pessoas inocentes, requerendo medidas especiais de repressão ao delito".

Negociações da Campanha Nacional 2012

A 14ª Conferência Nacional dos Bancários será realizada de 20 a 22 de julho, em Curitiba. O evento definirá a minuta nacional dos trabalhadores que será entregue à Fenaban, ao mesmo tempo em que serão apresentadas aos bancos públicos as pautas específicas para iniciar as negociações.

Os bancários devem participar ativamente do calendário organizado pelo Comando Nacional, coordenado pela Contraf-CUT, para que haja avanços e novas conquistas.


Fonte: Contraf-CUT

18.4.12

Incorporados do BB ainda não receberam a promoção por antiguidade no VCPI


Os bancários do Banco do Brasil oriundos do Banco Nossa Caixa que fizeram adesão ao plano de carreira do banco logo no início do processo, em dezembro de 2009, esperavam receber no salário deste mês a promoção de 3% por antiguidade, tanto por completarem o tempo para mudar para o nível A2 como na parte relativa ao salário base da verba Vencimento de Caráter Pessoal dos Incorporados (VCPI).

O banco havia informado por meio de correspondência à Contraf-CUT no mês de março que faria a correção conforme reivindicação da campanha nacional dos bancários.

Os bancários terão direito à promoção de 3% de interstício por antiguidade também na parte da verba salarial que cada bancário já tinha como salário base. O banco irá apartar do VCPI - verba que carrega o salário-base mais os anuênios de cada bancário do extinto Banco Nossa Caixa.

Com isso, os bancários terão em seus espelhos (comprovante de salário) a discriminação da verba VCPI de VP, ou seja, Vencimento Padrão da Verba de Caráter Pessoal dos Incorporados.

Procurado pela Contraf-CUT, o banco informou à entidade que não foi possível finalizar os processamentos na folha de pagamento para já constar no espelho de abril, mas está buscando ajustar o sistema para que corrija automaticamente as promoções por tempo da verba VCPI de VP assim como ocorre com a mudança de nível do PCS que vai do A1 ao A12.

O pagamento da promoção de 3% sobre o VCPI de VP quando ajustado no sistema será retroativo à data que o bancário passou a ter direito, ou seja, a partir de abril (adquirido em março) de 2012 para os primeiros aderentes ao PCS do BB.


Fonte: Contraf-CUT

20.10.10

Propostas do BB aprovadas em 2010 - Como eu não acredito na palavra da direção, está aqui o que ela postou em seu site


12/10 - Banco do Brasil apresenta proposta

A Fenaban apresentou ontem, 11, proposta global e final para a Campanha Salarial dos Bancários. Com isso, o BB reuniu-se logo em seguida com a Contraf e a Contec e entregou também sua proposta final. Confirmando tudo o que já havia sido divulgado ao funcionalismo, o Banco apresentou uma proposta superior à que foi oferecida pela Fenaban, não estabelecendo teto para aplicação do reajuste e renovando várias cláusulas que já existiam no acordo anterior e que não constam na Convenção da Fenaban.

Veja, abaixo, o resumo das cláusulas econômicas apresentadas e a resposta a algumas demandas existentes na pauta específica de reivindicações:

1) Reajuste Salarial de 7,5% sobre todas as verbas salariais;

2) Valorização do Piso Salarial em 13%, que passará a ser R$ 1.600,00 (8,71 % de aumento real);

3) Implantação do PCR – Plano de Carreiras e Remuneração, retroagindo seus efeitos ao ano de 2006. Mais detalhes do funcionamento dessa nova carreira serão disponibilizados em breve a todo funcionalismo;

4) Alteração da IN 369, em seu item 1.16.4.2, aumentando de UM para TRÊS ciclos a quantidade de avaliação necessária para efeito de descomissionamento;

5) Considerar o tempo de exercício na função de ATENDENTE B nas Centrais de Atendimento, quando da promoção para ATENDENTE A, no que diz respeito ao cumprimento da trava de dois anos;


6) Aplicação do interstício de 3% nas promoções no PCS no VCPI de VP dos funcionários incorporados;

7) Pagamento de compensação pelo fim do benefício da Gratificação Variável existente anteriormente no Banco Nossa Caixa. O montante a ser dividido entre esses funcionários será equivalente a aplicação do mesmo por 5 ANOS;

8) PLR que contempla 17 mil novos funcionários em relação à anterior, com os seguintes parâmetros:

NRF Especial: 3,0 salários
NRF 01 e 02: 3,0 salários
NRF 03: 2,30 salários
Primeiros Gestores Rede: 1,85 salário
Primeiros Gestores Demais: 1,85 salário
Demais Gestores Rede: 1,57 salário
Demais Gestores BB: 1,57 salário
Analistas e Assessores NRF 04: 1,57 salário
Gerência Média Rede: 1,55 salário
Demais Gerências Médias: 1,55 salário
Analistas e Assessores NRF 05 e 06: 1,50 salário
Demais Comissionados: 1,47 salário
Escriturários: R$ 3.118,08
Caixas Executivos: R$ 3.434,99

Essas propostas se somam a outras de caráter social e sindical atendidas pelo BB. Algumas delas foram, inclusive, revistas com avanços em atendimento a reivindicações apresentadas. Sobre saúde e segurança do funcionalismo, além do que já se encontra contemplado em nosso Acordo, serão debatidas novas demandas em Mesas Temáticas e Mesas Negociais Permanentes após a assinatura.

Com isso, o Banco do Brasil conclui mais uma campanha salarial cumprindo tudo aquilo que foi informado ao funcionalismo. “Houve um esforço enorme para mantermos o compromisso de avanços permanentes na valorização salarial, benefícios e melhores condições de trabalho. Toda a pauta foi analisada com muito respeito e atenção. Fizemos um processo de comunicação transparente e os avanços resultantes dessa negociação são concretos”, afirmou Robson Rocha, vice-presidente Gestão de Pessoas e Desenvolvimento Sustentável.

“Esperamos que todo o corpo funcional compareça às assembleias e possa encerrar essa campanha de forma madura. Aguardamos o retorno sereno ao trabalho, pois existe uma imensa população de milhões de brasileiros aguardando a normalização dos serviços do maior Banco do Brasil”, concluiu Carlos Neri, diretor de Relações com Funcionários e Entidades Patrocinadas.

O pagamento da PLR será feito em até, no máximo, 10 dias após assinatura do acordo.

Fonte: site de negociação do BB

12.10.10

Greve conquista 7,5% para todos, piso de R$ 1.600 e avanços no PCCS do BB



Após a pressão da greve nacional da categoria, o Banco do Brasil apresentou ao Comando Nacional dos Bancários, na noite desta segunda-feira, 11/10, proposta específica que garante reajuste salarial de 7,5% para todas as verbas salariais, incluindo comissões e VR (valores de referência), sem o teto da proposta da Fenaban.

O piso salarial será elevado para R$ 1.600,00, o que representa aumento real de 8,71%. O BB irá implantar Carreira de Mérito como parte de um Plano de Carreiras e Remuneração (PCR) com efeitos retroativos ao ano de 2006. A reunião foi realizada em São Paulo, após a mesa unificada de negociação do Comando com a Fenaban.

"A forte participação dos funcionários do BB na greve deste ano garantiu a conquista do que foi aprovado no 21º Congresso Nacional dos Funcionários do BB: valorização do piso, implantação de itens referentes ao PCCS, revisão do modelo de descomissionamento e manutenção do modelo de PLR, considerado o melhor da categoria", afirma Eduardo Araújo, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB (CEBB), que assessora o Comando Nacional nas negociações com o banco.

Veja os principais pontos da proposta do BB:

1) Reajuste salarial de 7,5% sobre todas as verbas salariais (SEM o teto de R$ 5.250,00 da Fenaban).

2) Elevação do piso salarial para R$ 1.600,00, o que representa um aumento real de 8,71%, com correção de todo o PCS.

3) Implantação da Carreira de Mérito do Plano de Carreiras e Remuneração (PCR), retroagindo seus efeitos ao ano de 2006. Mais detalhes do funcionamento dessa nova carreira serão disponibilizados em breve a todos os funcionários.

4) Alteração da IN 369 em seu item 1.16.4.2, aumentando de um (01) para três (03) ciclos negativos a quantidade de avaliação necessária para efeito de descomissionamento por desempenho.

5) Considerar o tempo de exercício na função de Atendente B nas Centrais de Atendimento, quando da promoção para Atendente A, no que diz respeito ao cumprimento da trava de dois anos.

6) Aplicação de interstício de 3% nas promoções do PCS no VCPI dos funcionários incorporados.

7) Pagamento de compensação pelo fim do benefício da Gratificação Variável existente anteriormente no Banco Nossa Caixa. O montante a ser dividido entre esses funcionários será equivalente a aplicação do mesmo por 5 anos.

8) PLR que contempla 17 mil novos funcionários em relação ao ano anterior, com os seguintes parâmetros:

- NRF Especial - 3,0 salários
- NRF 01 e 02 - 3,0 salários
- NRF 3 - 2,3 salários
- Primeiros Gestores Rede - 1,85 salários
- Primeiros Gestores Demais - 1,85 salários
- Demais Gestores Rede - 1,57 salários
- Demais Gestores BB - 1,57 salários
- Analistas e Assessores NRF 04 - 1,57 salários
- Gerência Média Rede - 1,55 salários
- Demais Gerências Médias - 1,55 salários
- Analistas e Assessores NRF 05 e 06 - 1,50 salários
- Demais Comissionados - 1,47 salários
- Escriturários - R$ 3.118,08
- Caixas Executivos - R$ 3.434,99



Fonte: Contraf-CUT

Greve arranca reajuste de 13% no PCS e 7,5% para todos, incluindo ABFs e VRs



Aumento de 13% no piso terá impacto na curva salarial do PCS; promoção por mérito também será implantada

São Paulo - O movimento sindical conquistou na negociação específica com o Banco do Brasil reajuste salarial linear de 7,5% para todos os trabalhadores. O mesmo percentual será aplicado às verbas como cesta-alimentação, vale-refeição e também nos valores de referência dos comissionados.

O piso salarial foi reajustado em 13%, saindo de R$ 1.415 para R$ 1.600. O que corresponde a um aumento real de 8,71%.

Outro avanço foi conquistado no plano de carreira. O Banco do Brasil apresentou um Plano de Carreira e Remuneração (PCR) que irá agregar o atual Plano de Cargos e Salários (PCS). A principal diferença consiste em estabelecer dois critérios para promoções no banco: por antiguidade (que já existe) e por mérito.

Pela proposta do BB, o PCR, dirigido aos comissionados, será implantado a partir de março de 2011 (retroativo a setembro), composto por 25 níveis e seus valores serão cumulativos e agregados ao salário. O novo plano será retroativo ao ano de 2006.

Descomissionamento – Uma das maiores queixas dos bancários está no descomissionamento com apenas uma avaliação. Na proposta do banco, o descomissionamento ocorrerá agora apenas quando houver três ciclos avaliatórios negativos e sequenciais. Essa regra não se aplica aos primeiros gestores e os que estão enquadrados como NRF4. O Sindicato não defende qualquer tipo de descomissionamento, mas considera a alteração da instrução 369 um avanço.

Nossa Caixa – Os funcionários oriundos da Nossa Caixa terão aplicação de interstício de 3% na correção do VCPI (Vencimento de Caráter Pessoal de Incorporados), corrigindo uma distorção na remuneração fixa dos trabalhadores.

Ainda no caso da Nossa Caixa, haverá o pagamento, equivalente a cinco anos, de compensação pelo fim da Gratificação Variável (GV). Um avanço em relação à proposta do BB que insistia em indenizar a GV por apenas três anos.

CABB – Será considerado o tempo de exercício na função de atendente B nas centrais de atendimento quando da promoção para atendente A, no que diz respeito à trava de dois anos.

PLR – Permanece a regra atual com a distribuição linear de 4% do lucro líquido semestral, mais o módulo Fenaban acrescido do módulo bônus aos comissionados (veja exemplos no quadro).

Dias parados – Os funcionários do BB seguirão a mesma regra da Fenaban. Com a compensação devendo ser de, no máximo, duas horas por dia, não podendo ser computados sábados, domingos e feriados e nem das horas extras já praticadas. A compensação deverá ocorrer até 15 de dezembro

PLR 1º SEMESTRE 2010
ESCRITURÁRIO = R$3.118,08
CAIXA = 3.434,99
COMISSIONADOS = 45% do VR
MÓDULO BÔNUS PARA TODOS OS COMISSIONADOS

Fonte: spbancarios


8.10.10

Artigo (react): Vejamos o que o BB está "prometendo" apresentar (3)


Boletim Pessoal 34 - Esclarecimento (Carlos Neri, Diretor do BB em 8/10/10)

"Colega

Temos conversado, nos últimos dias, sobre a dinâmica da negociação na Mesa da Fenaban. Percebemos que as informações divulgadas têm gerado muitas dúvidas, motivadas, principalmente, pelo acordo fechado de forma antecipada pelo Banco de Brasília – BRB. Por este motivo, entendemos ser necessário prestar esclarecimentos para evidenciar a seriedade da comunicação do BB e o respeito com que temos tratado esta negociação.

Em primeiro lugar, é importante ressaltar que o BRB não faz parte da Mesa da Fenaban. Não fazendo parte da Mesa, o BRB não tem a necessidade de seguir os ritos acordados naquela instância. Este posicionamento, ao mesmo tempo em que traz uma certa flexibilidade para aquela empresa, no que diz respeito a percentuais e prazos para o acordo, também a desobriga de cumprir algumas condições estipuladas na Mesa."

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COMENTÁRIO DO BLOG: já falei no comunicado anterior que não é verdade que o BB não pode fazer a qualquer momento proposta que dialogue com a pauta de negociação específica, pois temos mesa de negociação permanente o ano todo e se o banco não está usando de má-fé, a mesa acontece para negociar as questões específicas a qualquer momento, é pra isso que ela existe.

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"Outra diferença a ser destacada é que o BRB não está subordinado ao Departamento de Coordenação e Governança das Empresas Estatais - Dest. Responsável pelo acompanhamento das informações econômico-financeiras das empresas em que a União detenha, direta ou indiretamente, a maioria do capital social, o Dest tem o papel de se manifestar sobre os pleitos dessas instituições, no que se refere, dentre outras coisas, à política salarial. Isso significa que o Banco do Brasil tem o dever de submeter suas propostas específicas para análise do Dest – e isso aconteceria mesmo que não fizesse parte da Mesa da Fenaban. O BRB não tem esta obrigação por se tratar de um banco do Governo do Distrito Federal, sem participação da União.

Feitos esses esclarecimentos, imagino que muitos devem estar se perguntando neste momento: por que, então, o Banco do Brasil permanece na Mesa da Fenaban? Primeiro porque a presença na Mesa da Fenaban é uma reivindicação das próprias entidades sindicais, para evitar que o funcionalismo do BB tenha perdas salariais em relação ao que é praticado nos demais bancos, como já aconteceu no passado.

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COMENTÁRIO DO BLOG: a mesa da Fenaban é uma reivindicação dos bancários, que votam todos os anos em assembleias, congressos e Conferência Nacional dos Bancários. Aliás, deliberação correta, pois a campanha unificada tem incomodado bastante banqueiros privados e públicos, não é à toa que estes não gostam da ideia de bancários fazendo greves conjuntas, pois a categoria vem fazendo boas batalhas e impondo aos banqueiros conquistas que eles não aceitariam sem greves.
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"Em segundo lugar porque o fato de estar na Fenaban não impede o Banco do Brasil de fechar acordos específicos mais vantajosos para seus funcionários. E temos feito isso sistematicamente. De 2003 para cá, já corrigimos o salário inicial em 57,55%, enquanto o restante da categoria, no mesmo período, obteve reajuste acumulado de 52,91%. No ano passado, corrigimos o piso salarial em 3% a mais do que o acordado na Fenaban. A única ressalva é que, como já informamos, o acordo específico só pode ser firmado quando encerrada a negociação naquela Mesa.

É importante ressaltar, ainda, o fato de estarmos subordinados ao Dest. Existem impedimentos legais daquele departamento para a concessão, em ano de eleição, de aumento real aos funcionários de empresas controladas pela União. A única exceção permitida é se este aumento tiver origem em Convenção Coletiva. Ou seja, a participação do BB na Mesa da Fenaban dá ao funcionalismo a possibilidade de obter aumento real neste ano (caso este seja o acordo firmado naquela instância); fora da Mesa, o Banco não poderia concedê-lo."

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COMENTÁRIO DO BLOG: de novo, é um argumento retórico essa história que o BB não pode conceder algo a mais para os bancários por controle do Dest ou qualquer outro órgão do governo. Nós, os bancários do BB e da Caixa Federal, só temos PLR assinada com a CUT porque uma forte greve de mais de 80% dos bancários desses bancos arrancou do governo federal em 2003 o acordo semelhante ao que a categoria assinou desde 1995 com a CNB/CUT. A greve fez o governo distribuir aos bancários o dobro do que o Dest permite. É a força da greve que traz propostas justas e, às vezes, ditas "inviáveis ou proibidas" pela empresa.
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"Continuamos à disposição para negociar, trabalhando na elaboração de nossa proposta específica para este Acordo Coletivo. Ela contemplará, dentre outros itens, aspectos relacionados ao plano de cargos e remuneração, como piso e progressão por mérito; e questões afetas aos funcionários egressos do BNC, como a gratificação variável que recebiam anualmente e o VCPI.

Para finalizar, quero destacar que estamos também atuando na Mesa da Fenaban no sentido de agilizar a formalização do acordo. Isso é demonstrado, inclusive, na matéria “Greve dos bancários cria racha na Fenaban”, divulgada hoje, 8, no jornal “O Estado de São Paulo”: ela afirma que “os bancos públicos têm pressa em fechar o acordo, mas as instituições privadas resistem” e que “os representantes dos bancos públicos aproveitaram reunião desta semana para pedir uma solução rápida para o problema”.

Carlos Eduardo Leal Neri
Diretor de Relações com Funcionários e Entidades Patrocinadas
Negociador do BB

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William Mendes (comenta)

Fonte: portal do BB de negociação coletiva

7.10.10

Artigo (react): Vejamos o que o BB está "prometendo" apresentar (2)


Boletim Pessoal 33 - Negociação (Carlos Neri, Diretor do BB)

"Colega

O Banco do Brasil continua trabalhando com afinco no sentido de encontrar a solução para o impasse gerado. É importante salientar que temos mantido, Empresa e representação sindical, a necessária sobriedade que deve caracterizar esses momentos dentro do estado democrático de direito.

Como já dissemos antes, é necessário acordar primeiro a proposta global, para todos os bancários, e depois as específicas de cada Banco. É desta forma que é conduzida a negociação da Convenção Coletiva de Trabalho - CCT, construída em mesa única pela Fenaban e pela representação sindical da categoria profissional. A minuta de reivindicações, inclusive, nos é entregue pelas entidades sindicais como aditivo à CCT (contrato base ao qual estão submetidos todos os trabalhadores bancários). Temos de, necessariamente, seguir este rito.

Mesmo assim, estamos trabalhando paralelamente a proposta específica do BB, que se somará à geral. Ela contemplará aspectos do plano de cargos e remuneração, como piso e progressão por mérito; processos relativos a descomissionamento; e questões afetas aos funcionários egressos do BNC, como a gratificação variável que recebiam anualmente e o VCPI. Deste modo, vamos manter e avançar no que temos de diferente e acima da Convenção.

Temos negociado dentro da Fenaban, em mesas específicas com as duas confederações – Contraf e Contec – e junto aos órgãos de controle do Estado. Tem sido um esforço necessário, e temos a certeza que ele nos levará a bom termo.

Nossa atuação nos últimos anos demonstra, na prática, a importância e o empenho do Banco do Brasil nas negociações específicas. De 2003 para cá, já corrigimos o salário inicial em 57,55%, enquanto que o restante da categoria, no mesmo período, obteve reajuste acumulado de 52,91%. Vários benefícios obtidos pelo funcionalismo do BB, já amplamente divulgados, foram construídos nesta instância. Os Comitês de Ética são um exemplo disso.

Por fim, entendemos que o importante é manter, e reafirmamos que temos mantido, a postura de diálogo, respeito, e, sobretudo a honesta vontade de construir.

Carlos Eduardo Leal Neri
Diretor de Relações com Funcionários e Entidades Patrocinadas "


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COMENTÁRIO DO BLOG: todas, todas as conquistas citadas e outras como PLR, itens de Isonomia, reestruturação da Cassi etc foram conquistadas com GREVE! Todas!

Aliás, outras questões foram apresentadas pelo BB após acordos feitos em instâncias como Ministério Público do Trabalho e afins, pois o banco não quis discutir em mesa como, por exemplo, a implantação do Sesmt. Até a aceitação de implantar os Comitês de Ética (que deve ser paritário e não é) já havia passado por discussão em instâncias externas por denúncias sofridas pelo BB.
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William Mendes (comenta)


Fonte: portal de negociação coletiva do BB

22.9.10

Negociação específica do BB: é pouco provável que banco apresente alguma proposta séria aos bancários sem greve. Este BB não respeita os funcionários



Comentário do blog: relembrando que não obtivemos nada do BB na 2ª rodada de negociação. Só enrolação!

(Matéria de 17/09/2010)

Banco do Brasil adia proposta e Contraf-CUT orienta intensificar mobilização

Frustrando as expectativas dos funcionários do Banco do Brasil, a empresa apenas se limitou, na segunda rodada de negociação específica realizada nesta sexta-feira 17, em São Paulo, a debater todas as reivindicações da categoria e prometeu apresentar propostas na próxima reunião marcada para o dia 23.

Em uma longa reunião, de mais de três horas de duração, representantes da Contraf-CUT, da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB (assessora da Confederação) e do banco repassaram cada uma das cláusulas da minuta de reivindicações específicas da categoria.

A reunião começou com uma manifestação de protesto por parte do coordenador da Comissão de Empresa, Eduardo Araújo, em relação às informações de que o banco está alterando sua missão, com a retirada de menções aos funcionários e à sociedade. "O presidente do banco Aldemir Bendine já havia confirmado que o BB estava alterando a missão da empresa, mas nunca imaginávamos que seria para piorar, indo contra o papel que nós, bancários, e a sociedade esperamos de um banco público, que é a promoção do desenvolvimento do país e o bem-estar dos funcionários e da sociedade".

Criação de novas agências

A Contraf-CUT solicitou, na sequência, informações sobre a criação de agências complementares, com caixas terceirizados, e a ampliação indiscriminada de correspondentes bancários. Os representantes dos trabalhadores consideram esses planos perniciosos por promoverem a deterioração das relações de trabalho e reclamaram a contratação de mais 5 mil funcionários, além das 10 mil novas vagas acertadas no acordo do passado, em vez de promover a terceirização dos serviços.

A Contraf-CUT reivindicou agilização nas contratações, especialmente para os estados do Norte e Nordeste, áreas em que não foram abertos novos postos de trabalho, embora o banco informe que já tenha feito mais de 7 mil novas convocações.

A estratégia do banco de se expandir no exterior, sem respeito aos trabalhadores nos países em que vem se instalando e atuando, também foi criticada pelos representantes dos funcionários. Diante desse quadro, cobrou-se do banco a assinatura do Acordo Marco Global, apresentado ao banco em 2006 para que os empregados e dirigentes sindicais do exterior tenham direitos respeitados e o banco tenha responsabilidade social.

Representação dos bancários no Conselho de Administração

No entendimento da Contraf-CUT, para que o banco tenha um efetivo papel social, ele precisa também contar com representante dos funcionários no Conselho de Administração, conforme prevê o projeto de lei 3.407/2008, aprovado pela Câmara e que tramita em caráter terminativo no Senado.

A Contraf-CUT cobrou ainda a ampliação do repasse de recursos à Fundação Banco do Brasil, que possui importantes projetos de caráter social à espera de verbas para serem concretizados. Apesar dos lucros crescentes, o banco tem investido muito aquém do necessário na área social.

Os representantes do banco ficaram de entrar em contato com as áreas responsáveis pelos temas abordados e apresentar esclarecimentos no próximo encontro.

Funcionários incorporados

Outro assunto importante tratado na reunião desta sexta-feira foi a problemática situação dos funcionários egressos dos bancos incorporados (Besc, BEP e Nossa Caixa). Essas questões começaram a ser discutidas na mesa temática de incorporação, mas ficaram pendentes, à espera de solução nas negociações específicas deste ano.

Os problemas mais graves são: a indenização da antiga gratificação variável, a parte do salário transformada em Vencimento de Caráter Pessoal Incorporado (VCPI), cobertura de plano de saúde e adesão ao plano de previdência.

Os representantes do banco informaram que foram solucionados os problemas relacionados à habitualidade (horas extras) e que a empresa pretende discutir no acordo coletivo a questão da gratificação variável. Sobre as outras questões, o banco promete apresentar informações na próxima reunião.

PCCS (Plano de Carreira)

No primeiro item da minuta de reivindicações, referente ao Plano de Carreiras, Cargos e Salários (PCCS), as partes debateram item por item. A Contraf-CUT ressaltou que o aumento do piso da carreira administrativa é considerado fundamental para a valorização dos funcionários. O banco, no entanto, oferece piso abaixo da média de entrada no mercado, o que tem causado grande insatisfação na categoria.

No debate sobre carreira, os representantes do funcionalismo reforçaram a necessidade de criação de novo sistema de seleção interna, que vá além do TAO - que se restringe às inscrições nas oportunidades de encarreiramento -, e de estabelecimento de critérios para um processo isento, sem a possibilidade de indicações de caráter pessoal.

A Contraf-CUT pediu também a instalação de um setor encarregado de criar um programa de promoção de igualdade de condições, de direitos e de oportunidades de encarreiramento, respeitando-se as questões de gênero, raça e orientação sexual e deficiências. Essa área seria responsável pela difusão de conceitos básicos de igualdade de oportunidades e pelo combate à discriminação desses grupos nos processos seletivos.

Jornada de 6 horas e outras reivindicações

Outro item importante debatido foi a jornada de seis horas para os cargos técnicos, com inclusão dos 15 minutos de descanso para alimentação. O banco se mostrou aberto à discussão, mas entende ser o tema de difícil solução durante a campanha.

A Contraf-CUT reivindicou a extensão do crescimento horizontal para todas as funções comissionadas, não se limitando apenas ao que é praticado hoje na área de gerência de módulo. Também foram pedidos: a criação de um processo de incorporação de 10% das comissões por ano nos salários; a revisão do valor das comissões da gerência média; o fim da trava de dois anos, com atenção especial para os comissionados nas Centrais de Atendimento (CABB), onde se verificam alta probabilidade de problemas de saúde, desvios e desvalorização funcionais.

A representação dos trabalhadores exigiu que fosse transferida para a Gepes a alçada de descomissionamento e que essa medida só ocorra após, no mínimo, três ciclos avaliatórios, garantindo ao funcionário oportunidades de capacitação e tempo para desenvolvimento profissional.

Foram cobrados do banco o retorno das substituições e o fim da lateralidade em todos os casos de substituição de gestores, incluindo gerência média em todas as unidades.

Outras reivindicações apresentadas: a criação de um auxílio para reembolsar funcionários com despesas educacionais próprias ou de dependentes; ampliação da licença-paternidade; licença para acompanhamento de filhos deficientes sem limite de idade; aumento do número de delegados sindicais eleitos; revisão dos critérios de concessão de vale-transporte; isenção de todas as tarifas e anuidades de serviços bancários; manutenção do programa PAS; manutenção e revisão do programa de gestão da ética; concessão de licença-prêmio para todos e renovação de diversas cláusulas do acordo de 2009.

Segurança e portas giratórias

Durante o debate sobre a cláusula de indenização por morte ou incapacidade decorrente de assalto, sequestro ou extorsão, foi solicitada ao banco a suspensão imediata da retirada de portas giratórias de algumas agências, medida que faz parte do projeto de ambientação.

Assessorando a Contraf-CUT e a Comissão de Empresa, Daniel Reis, diretor do Sindicato de São Paulo e membro do Comitê Nacional de Segurança Bancária, expôs os riscos de violência a que todos os bancários e clientes ficam expostos com a facilitação da entrada de pessoas armadas na agência bancária. Após a argumentação, os representantes dos funcionários pediram a ampliação do debate e acesso ao projeto em caráter sigiloso, procedimento fundamental em medidas de segurança.

Voltou à discussão a questão da instalação de CCPs (CCVs). A Contraf-CUT reafirmou sua posição contrária à assinatura porque o banco quer impedir uma possível nova reclamação daqueles que participaram de alguma conciliação.

A representação dos trabalhadores pediu ainda a suspensão da reestruturação da Diretoria Comercial anunciada nos últimos dias, durante a campanha, que afeta cerca de 500 funcionários, que serão transferidos ou perderão a função comissionada. Para solucionar essa questão, a Contraf-CUT solicitou uma reunião com o diretor da área, Sandro.

Intensificar a mobilização

Diante do quadro estabelecido nas negociações e da perspectiva de apresentação de propostas efetivas na reunião do dia 23, a Contraf-CUT orienta todos os sindicatos a fortalecerem a mobilização com atividades no dia 21, dia nacional de luta da categoria, para pressionar o banco e a Fenaban a atenderem nossas reivindicações.

A reunião foi presenciada por uma observadora internacional, ligada à federação dos empregados do banco nacional da Índia, Vijay Alakshmi Manilal Nair, que realiza uma pesquisa sobre as negociações coletivas dos bancários no Brasil.

Fonte: Contraf-CUT