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5.1.26

Memórias da CASSI (5) - Sem receitas extraordinárias a partir de 2014, o Plano de Associados teria que ser negociado



"Para 2014, os desafios são maiores. Além de aperfeiçoar ainda mais o gerenciamento das despesas, a CASSI deverá buscar alternativas que ajudem a minimizar o impacto pelo fim do recebimento, a partir deste ano, do volume de contribuições sobre o BET - Benefício Especial Temporário." (Mensagem da Diretoria, Relatório Anual 2013 da CASSI)


As Memórias da CASSI registram muita história de nossa Caixa de Assistência ao longo das décadas de sua existência. Há que se ler e ouvir essas histórias e registros.

Para conhecer e compreender a instituição de assistência social - sem fins lucrativos - que a comunidade de funcionários do Banco do Brasil tem desde 1944 é necessário estudar sua história. Foi o que tentei fazer quando cheguei à gestão em junho de 2014.

Uma das brincadeiras mais comuns que faziam comigo nas conversas descontraídas de corredor era dizerem que eu havia ganhado um presente de grego: um déficit recorrente no Plano de Associados que não teria mais receitas extraordinárias para fecharem as contas da autogestão a partir daquele ano no qual me integrei à direção da CASSI.

Como aponta a Mensagem da Direção no Relatório Anual do ano anterior, uma das principais receitas extraordinárias do Plano de Associados de nossa Caixa de Assistência não se repetiria a partir do ano de 2014.

Antes de ser eleito para a direção da CASSI, eu era o coordenador das mesas de negociação de questões do funcionalismo do Banco do Brasil entre o movimento sindical cutista, a Contraf-CUT, e a direção do banco, e por esse motivo conhecia relativamente bem todas as questões de direitos afetas aos funcionários do BB, inclusive as relativas à Caixa de Assistência.

Logo de cara, após os primeiros estudos que fiz nos relatórios anuais da CASSI, percebi que o Plano de Associados recebeu receitas novas e ou extraordinárias desde o exercício de 2007 e não só a partir do BET, conquista do funcionalismo de melhorias nos benefícios da PREVI, nossa Caixa de Previdência, após superávits, se não me falha a memória, melhorias usufruídas pelos beneficiários a partir de 2011, gerando recolhimentos à CASSI. 

Em poucas semanas de gestão e estudos, entendi o tamanho do desafio que teria pela frente, inclusive para construir o ponto de vista de um representante do Corpo Social que defendia os interesses dos associados e para isso teria que me contrapor às posições do patrocinador BB, pois já se ouvia o recado de que o banco não colocaria mais dinheiro na CASSI e que aquela conta deveria ser paga somente pelos associados, o funcionalismo do banco. 

É uma longa história, mas ela tem que ser contada, pois são Memórias da CASSI. 

William Mendes 

17.5.24

Cassi, nossa Caixa de Assistência (1)



17/05/24. Sexta-feira.

Opinião


Nossa Caixa de Assistência

A Cassi é a Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil, uma autogestão em saúde gerida de forma compartilhada entre os seus associados e o patrocinador BB. A associação foi criada em 1944 e neste ano completou oitenta anos de existência. 

Atualmente, a Cassi é uma operadora de saúde na modalidade de autogestão, atua no setor de saúde suplementar brasileiro, tem estatuto próprio, e se submete à legislação do país. O setor onde atua é fiscalizado em parte pela Agência Nacional de Saúde Suplementar, a ANS. Digo em parte porque a Cassi compra serviços de saúde em um mercado que não é controlado pela ANS, o que é ruim para as autogestões em saúde.

Esse cenário onde a Cassi opera não foi sempre assim: nossa Caixa de Assistência foi criada por trabalhadores do BB muito antes de boa parte das instituições do Estado nacional. Pertencemos a uma comunidade de vanguarda no mundo do trabalho, cuja cooperação sempre esteve presente em nosso cotidiano. Associativismo e solidariedade fazem parte da história dos funcionários do maior banco público do país.

Sou associado de nossa Caixa de Assistência há mais de trinta anos e tive a oportunidade e a missão de ter sido um dos administradores eleitos pelos associados e associadas na história de nossa autogestão. Foi um período de muito aprendizado e de muita luta por direitos em saúde porque a realidade dos direitos dos associados da Cassi vem sendo construída desde janeiro de 1944. Contei parte da história de nossa associação ao longo do mandato que exerci em nome dos associados.

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Relatório 2023 (dados retirados do site da Cassi)

Hoje, saiu o resultado da consulta ao corpo social em relação ao Relatório 2023. Participaram do processo de prestação de contas 55.200 participantes, de um total de 160.239 associados, pouco mais de 34% do total do público com direito a voto em nossa Caixa de Assistência. A maioria aprovou o relatório: 31.894 pessoas. Achei preocupante a quantidade de pessoas que não aprovaram o relatório: 23.306 pessoas ou 42,2% dos manifestantes (total de votos contrários 4.606, brancos 8.436 e nulos 10.264). 

Desde minha saída da gestão de nossa Caixa de Assistência, acompanho de longe os avanços e retrocessos em relação aos direitos dos associados e em relação à própria operadora do ponto de vista das formalidades do setor onde a Cassi opera. Avalio que os associados vivenciaram momentos difíceis e de retrocessos em relação aos nossos direitos durante os governos de Temer e Bolsonaro (2016-2022). É importante lembrarmos que o governo federal é acionista majoritário do BB e indica a metade da gestão da Cassi. 

O Relatório 2023 expressa a realidade da operadora e o que foi feito em nossa Caixa de Assistência no ano passado, incluindo, é lógico, o que foi feito nos últimos anos (consequências das gestões anteriores). O Relatório foi aprovado pelos conselhos fiscal e deliberativo e por auditoria independente. A direção fez apresentações do Relatório para os associados e suas representações.

Eu ainda não terminei a leitura completa do Relatório. Segui o voto de nossas representações eleitas e de nossas entidades representativas do funcionalismo. 

Algumas questões me chamaram a atenção. Lógico que a minha leitura do Relatório não é uma leitura de leigo, é uma leitura de quem geriu a nossa Caixa de Assistência por muitos anos e de quem tem opinião em relação às decisões tomadas pela direção da Cassi.

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Duas observações iniciais sobre o Relatório 2023

No geral, percebi um esforço do nosso governo Lula (sou eleitor de Lula) e da composição da direção da Cassi em 2023 em resolver o problema do déficit preocupante que se realizaria no exercício, de aproximadamente 448 milhões de reais (p. 7), caso não avançasse o acerto das dívidas do patrocinador relativas às reclamações trabalhistas. Lógico que a preocupação segue em relação aos valores recorrentes de receitas operacionais e despesas assistenciais.

Vejo com preocupação a questão dos planos de saúde para familiares dos associados. Desde que era gestor, tenho senões a essa estratégia de criação de um monte de planos hipoteticamente mais baratos (direitos menores para nossos familiares). O que parece ser um avanço no Cassi Essencial e Cassi Vida, ampliarem a carteira em 8.500 e 6.802 planos vendidos (+15.302) nada mais é, na minha opinião, que a saída de 15.790 participantes do Cassi Família I e II. Não é avanço algum no "público-alvo" como costumam dizer. Só estamos enfraquecendo o principal plano para familiares. 

Entendo que poderíamos fortalecer o CF II, que é melhor, com descontos por adesão espontânea ao modelo de Atenção Primária e Estratégia de Saúde da Família (ESF). Seria melhor para todos: Cassi e o modelo assistencial, familiares e patrocinador. Os planos familiares não foram pensados para oferecer direitos menores para nossos entes queridos. Isso é um equívoco! Imaginem se tem cabimento um colega do banco com o filho ou neto com um plano de saúde com coberturas menores e redes piores...

Enfim, desejamos perenidade para nossa Caixa de Assistência e sustentabilidade com manutenção e ampliação de direitos em saúde para o conjunto das trabalhadoras e trabalhadores da ativa e aposentados(as) e demais assistidos(as) da comunidade Banco do Brasil.

Parabéns à direção pelo trabalho que vem realizando e parabéns a todos nós associados por essa conquista extraordinária que é a Caixa de Assistência.

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Nossa solidariedade ao povo do RS

Por fim, presto aqui a nossa solidariedade ao povo irmão do Rio Grande do Sul. O Estado sempre foi uma base referência no que diz respeito à Cassi, nosso modelo assistencial de Estratégia de Saúde da Família (ESF) e sempre contamos com uma participação muito ativa do voluntariado nos conselhos de usuários. 

Aprendi muito com os colegas e amigos do RS. Temos uma população de mais de 31.500 participantes da Cassi no Estado. Esperamos que nossas irmãs e irmãos se recuperem e retomem a vida o mais breve possível. Contem conosco da comunidade Banco do Brasil e com todo o povo brasileiro!

William Mendes


Post Scriptum: o texto seguinte desta série pode ser lido aqui.


11.5.18

Cassi - Relatório Anual é aprovado pelos associados


(reprodução de matéria do site da Cassi, sem opinião ou juízo de valor por parte do blog)
Relatório Anual é aprovado

Publicado em: 11/05/2018

O Relatório Anual da Cassi 2017 foi aprovado pelo corpo social com 34.831 votos. A consulta, iniciada dia 30 de abril, encerrou às 18h desta sexta-feira, 11 de maio.

A Diretoria Executiva agradece pela confiança dos associados e reafirma o compromisso da gestão na busca de melhorias voltadas à sustentabilidade da Caixa de Assistência e na continuidade das ações para melhoria da eficiência e redução das despesas assistenciais.

Também seguirá comprometida com a transparência, usando seus canais de comunicação oficiais para divulgação de informações de interesse de seus associados. Foi com este objetivo que criou, em 2017, o hotsite Visão Cassi, que permite o acompanhamento mensal dos resultados econômico-financeiros, e realizou apresentações presenciais do resultado em seis capitais.

A série de movimentos durante a votação do Relatório Anual 2017 evidenciou o interesse dos associados com o futuro da Instituição, o que é positivo para a Caixa de Assistência e aponta a possibilidade de ampla participação nos debates sobre o modelo futuro da Cassi. Com isso, a Caixa de Assistência entendeu também que precisa manter uma comunicação mais próxima e esclarecedora aos seus associados, por isso está nas redes sociais e quer reforçar ainda mais seus canais de comunicação para permitir uma conversa direta.

É importante que os associados usem os canais disponíveis, como o Fale com a Cassi, para enviar sugestões e esclarecer dúvidas. A Cassi conta com esta aproximação.

Veja abaixo o resultado da votação.


SIM
NÃO
BRANCO
NULO
TOTAL
34.831
14.022
11.228
15.848
75.929
Público-alvo: 171.141

Para ver o painel completo, com dados por UF e canal de votação, clique aqui.

2.5.18

Contraf-CUT orienta aprovação do relatório da Cassi

Comentário do blog:

A Diretoria Executiva esteve em 6 capitais brasileiras apresentando o Relatório e tirando dúvidas dos participantes. Vou repetir o que digo há anos aos associados de nossa Caixa de Assistência: participem da consulta e fortaleçam a democracia na Cassi.

William

(reprodução de matéria da Contraf-CUT, com a posição da entidade representativa)
Votação do Relatório Anual 2017 não deve ser confundida com votação de Estatuto

A Contraf-CUT orienta a aprovação do Relatório Anual Cassi 2017, que começou a ser votado, no dia 30 de abril, às 9h. Podem participar associados em pleno gozo de seus direitos junto à Caixa de Assistência em 31 de janeiro de 2018, conforme o Estatuto Social. Agora, o voto poderá ser registrado pelo site e pelo App Cassi para celular, mediante login com e-mail e senha previamente cadastrados.

Para Wagner Nascimento, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, a orientação pela aprovação do relatório foi recomendada porque os números já passaram por auditoria interna e externa e, ainda com o parecer do Conselho Fiscal. “É uma importante conquista dos associados poder votar para aprovação das contas. Contudo, ainda teremos um período de negociação importante para discutir uma solução de sustentabilidade para a Cassi.”

Os terminais de autoatendimento do Banco do Brasil (TAA) também podem ser usados como canal de votação tanto para aposentados como para funcionários da ativa, com cartão e senha de movimentação bancária. Associados que ainda estão na ativa têm ainda a opção de participar pelo Sisbb. O período de votação segue até o dia 11 de maio, às 18h.

O documento que está em votação reúne as ações de gestão e os resultados econômico-financeiros da Caixa de Assistência, já analisados e aprovados sem ressalva por auditoria externa independente e Conselho Deliberativo, atestando que refletem a situação da Cassi em 2017, além de parecer favorável do Conselho Fiscal. A consulta ao corpo social sobre os resultados da Cassi no exercício anterior está prevista no Estatuto do Plano de Associados e vai até o dia 11 de maio.

O Resultado Cassi 2017 foi apresentado pela Diretoria Executiva em sete encontros com associados da ativa e aposentados do Banco do Brasil.

Fonte: Contraf-CUT

30.4.18

Relatório Anual Cassi 2017 - Consulta ao Corpo Social


(matéria do site da Cassi, com comentário do blog ao final)

Começa hoje votação do Relatório Anual Cassi 2017

Publicado em: 30/04/2018

Começa hoje, 30 de abril, às 9h, a votação do Relatório Anual Cassi 2017. Podem participar associados em pleno gozo de seus direitos junto à Caixa de Assistência em 31 de janeiro de 2018, conforme o Estatuto Social. Agora, o voto poderá ser registrado pelo site e pelo App Cassi para celular, mediante login com email e senha previamente cadastrados.

Os terminais de autoatendimento do Banco do Brasil (TAA) também podem ser usados como canal de votação tanto para aposentados como para funcionários da ativa, com cartão e senha de movimentação bancária. Associados que ainda estão na ativa têm ainda a opção de participar pelo Sisbb. O período de votação segue até o dia 11 de maio, às 18h.

COMO VOTAR

CONSULTE O RELATÓRIO ANUAL

O documento que está em votação reúne as ações de gestão e os resultados econômico-financeiros da Caixa de Assistência, já analisados e aprovados sem ressalva por auditoria externa independente e Conselho Deliberativo, atestando que refletem a situação da Cassi em 2017, além de parecer favorável do Conselho Fiscal. A consulta ao corpo social sobre os resultados da Cassi no exercício anterior está prevista no Estatuto do Plano de Associados e vai até o dia 11 de maio.

O Resultado Cassi 2017 foi apresentado pela Diretoria Executiva em sete encontros com associados da ativa e aposentados do Banco do Brasil. Saiba mais.

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Comentário do Blog

Olá prezad@s associados da Cassi e companheir@s de lutas pelos direitos dos trabalhadores.

Na semana passada, a Diretoria Executiva da Cassi completou as apresentações do Relatório Anual nas cidades de Salvador (BA), Curitiba (PR) e Rio de Janeiro (RJ).

Com essas agendas de gestão que cumprimos nos 3 Estados, eu completei 160 agendas de trabalho nas bases sociais da Cassi durante o nosso mandato de representação na Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento. O mandato se encerra no dia 31 de maio.

Cassi BA - Estivemos pela 5ª vez a trabalho na Unidade Cassi BA e destacamos a importância da Atenção Primária (APS) e da Estratégia Saúde da Família (ESF) no Estado porque a rede prestadora de serviços de saúde atua muitas vezes contra os interesses dos usuários e da Caixa de Assistência, através de cooperativas médicas e judicialização. A ESF precisa de investimentos na Bahia para ser ampliada a sua cobertura, hoje em 18% do total de participantes. E olha que durante nosso mandato a cobertura cresceu 6,6% (quase 800 pessoas a mais), chegando a 13.500 pessoas e com a mesma capacidade instalada e orçamento contingenciado por dois anos e meio.

Cassi PR - Com a visita aos paranaenses na quarta-feira 25, completei a 12ª agenda de trabalho do mandato do Diretor de Saúde. A Cassi PR está com projetos importantes para o sistema Cassi. Participamos de alguns deles como os Agentes Facilitadores, que tem contribuído para melhorar a rede credenciada no interior, e o projeto de Rede Referenciada em Londrina, que será fundamental para a coordenação de cuidados a partir da Cassi com rede parceira de especialidades para referência e contrarreferência. Durante nosso mandato, a cobertura da ESF cresceu 10,1% no Estado, chegando a 13 mil cadastrados.

Cassi RJ - A agenda de prestação de contas no Rio de Janeiro foi minha 13ª agenda de trabalho no Estado durante o mandato. Com o crescimento da cobertura da ESF em 7,6% nos últimos 4 anos, chegamos a quase 13 mil participantes assistidos pelo modelo assistencial da Cassi. Assim como as demais unidades de Porte 1, as maiores, é necessário que a Cassi invista no crescimento do modelo porque a cobertura é muito pequena (17%) em relação ao total de população assistida no Estado. É fundamental instalar uma CliniCassi na região Oeste da cidade do Rio de Janeiro.

É isso. Iria fazer algumas reflexões sobre a Cassi e o que vem por aí, mas fica para um próximo texto.

Abraços,

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/2018)

23.4.18

Cassi - Agenda e opinião do Diretor de Saúde (DF, MG, SP)




Olá prezad@s associados e participantes da Cassi e companheir@s de lutas em defesa dos direitos dos trabalhadores brasileiros.

Estamos em Salvador (BA) para iniciar mais três agendas de apresentação do Relatório Anual da Cassi 2017, que está disponível para os associados no site de nossa Caixa de Assistência. O relatório irá a consulta do corpo social a partir do dia 30 de abril. 

A Diretoria Executiva está visitando os associados em algumas capitais para esclarecer a comunidade sobre os resultados da operadora de autogestão e as ações que estão em andamento para a sustentabilidade e melhoria no atendimento aos usuários. Após Salvador, iremos a Curitiba e Rio de Janeiro. Na semana que passou estivemos em Brasília, Belo Horizonte e São Paulo.

Eu sou o Diretor de Saúde e Rede de Atendimento da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil. Junto com meus colegas de chapa, fomos eleitos em 2014 e estamos terminando o mandato em maio deste ano. Estas são minhas últimas agendas como diretor eleito. É sabido por quem acompanhou o nosso trabalho, lideranças das entidades sindicais e associativas e Conselhos de Usuários, que fizemos um mandato muito transparente e muito próximo às bases sociais.

A estratégia política de fortalecer a participação social, de estar nas bases sociais de todo o país e não só dos grandes centros, de fazer jornadas triplas de trabalho para conseguir estudar a Cassi e o setor, sua história, seus meandros, desafios e pontos fortes, e ao mesmo tempo fazer base e prestar contas foi muito difícil para o ser humano William, porque fiz 4 anos de trabalho ininterrupto, de segunda a domingo. 

Mas valeu a pena do ponto de vista de ter ajudado a criar uma mobilização nacional com unidade em defesa dos associados e da Cassi, ter criado mais pertencimento entre as lideranças, entidades e a Cassi, e criado uma mesa nacional que gerou o Memorando de Entendimentos e as negociações permanentes até dezembro de 2019.

Em todas as apresentações, tenho destacado pontos positivos da Cassi em sua busca por sustentabilidade, lutando por manter os direitos dos associados, pois os principais problemas que a autogestão enfrenta há muitos anos são oriundos do próprio setor de saúde suplementar e do mercado empresarial de venda de "serviços" de saúde, que rentabiliza seus investimentos e obtém lucro a partir dos usuários de planos de saúde.

Cassi DF - Nossa participação na apresentação do Distrito Federal marcou nossa 22ª agenda como Diretor de Saúde no mandato. Nós destacamos que durante nosso período à frente da Diretoria de Saúde e pelo esforço e dedicação da equipe de profissionais da Cassi DF a Estratégia Saúde da Família cresceu o número de cadastrados em 52%, chegando a 14,5 mil participantes. Estamos inaugurando mais uma CliniCassi no Edifício Banco do Brasil, o que será uma experiência interessante para a Cassi, o BB e a comunidade assistida.

Cassi MG - Na apresentação para os mineiros, em Belo Horizonte, destaquei que a Estratégia Saúde da Família (ESF) chegou a 11,6 mil participantes cadastrados. Falamos da importância dos programas de saúde da Cassi, que são essenciais para o modelo de Atenção Primária (APS), de prevenção e promoção, além do acompanhamento dos participantes crônicos. Temos projetos de ampliação do modelo assistencial e MG pode receber o piloto do Núcleo de Atendimento Especializado (NAE), uma CliniCassi com especialidades para ampliar os níveis de atenção à saúde com estrutura própria. Foi minha 8ª agenda na Unidade Cassi mineira.

Cassi SP - Na apresentação para os paulistas, minha terra natal e base onde me formei politicamente, além de destacar alguns números da Unidade Cassi no Estado e suas 14 CliniCassi, o crescimento de 12,5% da ESF durante os últimos 4 anos, chegando a 31,3 mil cadastrados, falei também sobre os riscos que estão em evidência para o futuro da Cassi e dos associados caso as escolhas não sejam pela manutenção da solidariedade no sistema, caso se aumente os custos para os associados e seus dependentes, caso se reduza direitos dos associados como os programas de saúde. Foi minha 36ª e última agenda no Estado como Diretor de Saúde.

É isso! Na próxima matéria, quando abordar as outras três apresentações (BA, PR, RJ), farei um apanhado geral de minhas opiniões a alertas sobre as possibilidades de futuro para a nossa querida Caixa de Assistência.

Um abraço a tod@s!

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014-2018)

2.5.17

Cassi - Relatório Anual é aprovado pelos associados


(reprodução de matéria do site da Cassi)
Relatório Anual Cassi é aprovado pelos associados

Publicado em: 28/04/2017


A consulta ao corpo social encerrada às 18h de sexta-feira, 28 de abril, resultou na aprovação do Relatório Anual Cassi 2016.


O Relatório Anual reúne informações sobre as principais ações da Instituição, as demonstrações contábeis e respectivas notas explicativas, e a análise econômico-financeira, referentes ao exercício de 2016. A consulta aos associados sobre as atividades e resultados da Cassi está prevista no Estatuto Social da Cassi. Antes de ser divulgado e colocado em votação, o documento é aprovado pelo Conselho Deliberativo e os dados contábeis recebem parecer de auditoria independente e do Conselho Fiscal.


Além das informações exigidas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e pelo Estatuto Social da Cassi, o Relatório traz o capítulo Análise econômico-financeira: o desempenho da Instituição apresentado em tabelas, gráficos e textos em linguagem mais acessível, para facilitar o acompanhamento por parte dos associados.


Resultado da votação
VOTOSSISBBTAATOTAL
SIM24.2359.742 33.977
NÃO9.1914.913 14.104 
BRANCO13.3541.047 14.401 
NULO21.373584 21.957 
TOTAL68.15316.286 84.439

Para ver o resultado da votação, com votos por público (ativos e aposentados) e por UF clique aqui.

17.4.17

Cassi - Agenda e Opinião do Diretor de Saúde

Apreciar o Relatório Anual é fortalecer a democracia e a participação social na Cassi

Olá prezad@s associados e participantes da Cassi e companheir@s de lutas,

Entre os dias 17 e 28 de abril os associados da nossa Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil têm um compromisso com o fortalecimento da democracia e da participação social da maior autogestão em saúde do Brasil: ler e apreciar o Relatório Anual Cassi 2016 (ler AQUI) do exercício da instituição findo em 31 de dezembro passado. A associação é gerida em modelo compartilhado entre trabalhadores e patrocinador Banco do Brasil.

A Cassi viveu momentos importantes de fortalecimento da participação social nos anos de 2015 e 2016 porque o plano de saúde dos trabalhadores associados vinha apresentando desequilíbrios entre receitas e despesas em anos anteriores e foi necessária a construção de um calendário nacional de mobilizações e abertura de mesa entre os dois patrocinadores do Plano de Associados, o patrão Banco do Brasil e o Corpo Social, que foi representado nas mesas negociais por entidades nacionais do funcionalismo - Contraf-CUT, Contec, Aafbb, Anabb e Faabb, com assessoria dos eleitos da Cassi.

Ao final do exercício de 2016 chegamos a um Acordo, através do Memorando de Entendimentos e, diferentemente das propostas anteriores do Banco que não aportavam recursos, nesta proposta o Banco do Brasil também entrou com recursos extraordinários. Vencemos uma etapa do processo de lutas pela sustentabilidade da Cassi, com o objetivo central desde o início das negociações em manter direitos dos associados. Em linhas gerais, defino abaixo os eixos de direitos dos associados:


- direitos de cobertura em saúde, que inclui o Modelo de Atenção Integral à Saúde, Atenção Primária (APS) e Estratégia Saúde da Família (ESF), manutenção e melhorias nas unidades de atendimento administrativo e de saúde (CliniCassi) e nos Programas de Saúde, base do modelo assistencial;

- direitos de custeio solidário mutualista intergeracional, com contribuições de 4,5% do patrocinador Banco do Brasil e 3% dos associados, regras fixas estatutárias que garantem que o Banco é solidário à manutenção do plano de saúde dos trabalhadores da ativa e aposentados;

- direitos de participação social como eleger a metade da governança da Caixa de Assistência, apreciar e votar os relatórios anuais e mudanças estatutárias e ter direito a constituição de Conselhos de Usuários nas Unidades da Federação; e

- direitos no poder paritário de governança da Cassi, buscando um equilíbrio entre as áreas de indicação do Banco e as áreas de indicação dos eleitos pelo corpo social, estas chamadas por nós de atividades-fim nas Diretorias de Saúde e Rede de Atendimento e de Planos de Saúde e Relacionamento com Clientes.


O Relatório Anual está disponível para leitura e apreciação no site da Cassi que fez chamada aos associados da ativa e aposentados desde o dia 7/04/17 (leia AQUI), ou seja, 10 (dez) dias antes do início da votação. Há um hotsite específico com todo o Relatório (leia AQUI). 

Como grande defensor que sou da participação social e maior pertencimento por parte dos associados, peço que todos leiam e se manifestem nos canais disponíveis para os associados votarem. É um momento de fortalecimento da democracia em nossa entidade de saúde. Procuramos agregar as informações contábeis legais, como previsto na legislação, e também acrescentamos diversas informações gerenciais e sociais para empoderar os associados sobre nossa autogestão.

Como Diretor eleito pelos associados, insisto para que toda a comunidade continue atenta para a nova etapa de luta pela sustentabilidade e fortalecimento da Cassi, nesta fase entre 2017, 2018 e 2019, período em que o Banco e os Associados estão disponibilizando recursos extraordinários fruto do Acordo e Memorando de Entendimentos. 

As mesas trimestrais de prestação de contas foram uma conquista para nós associados porque permitem não haver desmobilização no foco da saúde da comunidade Banco do Brasil nestes três anos em evidência e busca de sustentabilidade sem perdas de direitos em saúde.

Abraços a tod@s,

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/18)

28.6.16

Estudos: Cassi 1997





Olá companheir@s, amig@s e colegas do Banco do Brasil,

Nesta segunda-feira 27, estamos chegando perto de meia-noite ainda trabalhando pela nossa Caixa de Assistência. Durante o dia foram horas de trabalho de leitura da pauta da reunião de Diretoria Executiva desta terça.

Além disso, no final da tarde, tivemos o evento de posse da nova gerência da Unidade Cassi DF, com a participação de funcionários e lideranças do Banco, das entidades representativas e Conselho de Usuários e funcionários da Cassi.

Agora ao final da noite, estou nos estudos da história da Cassi, lendo desta vez o Relatório Anual 1997 e destacando alguns dados que achei interessantes.

Quanto mais leio e vejo ao longo do tempo a Cassi planejando mudanças importantes no custeio, no modelo assistencial, na governança, mais me certifico que as intenções e as ideias eram de vanguarda e deveriam ser implementadas mesmo. No entanto, percebo que ao longo do tempo, etapas da implementação do modelo de Atenção Integral à Saúde não avançaram como deveriam, o que não quer dizer que não devemos trabalhar para completar o que falta ser feito, à luz da realidade atual.

Estou vivendo o momento presente como Diretor de Saúde eleito pelos associados e quase poderia dizer que a sorte não foi tão grande na minha vez, porque já entrei na Cassi em crise de déficit no Plano de Associados, sem contribuições novas ou extraordinárias como ocorreu entre 2007 e 2013, talvez sendo cobrado por etapas e ferramentas de um modelo de saúde não implantado pelos que me antecederam nestes anos todos. Mas isso faz parte e estamos buscando superar os gargalos.

(Mas tem umas senhoras ex-diretoras da Cassi e o líder delas que escrevem e pregam nos lugares que frequentam maledicências do tipo "o diretor de saúde não trabalha"... Parece mesmo que o mundo está vivendo uma época de canalhices e de inversão dos valores...)

Destaques de 1997

Criação do Plano Cassi Família (Saúde Família), criação da Central de Atendimento Cassi 0800 78 0080, o novo custeio da Cassi de 7,5% da remuneração dos associados (3% + 4,5%), a inauguração de 2 (duas) CliniCassi - Rio de Janeiro e Campinas -, e o BB congelou os salários dos bancários, já prejudicando o eixo das receitas da nossa Caixa de Assistência, fato que viria a contribuir decisivamente para os sucessivos déficits do Plano de Associados.

Bom, vamos destacar algumas questões daquele ano de 1997 na Cassi.

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (2014/18)


Relatório Anual 1997

BALANÇO PATRIMONIAL (reais)

Resultado do Exercício

1997 = 19.845.112,47.......... 1996 = 11.275.378,54

Só foi positivo porque o Plano Saúde Família foi superavitário em 24.922.182,13, já que o Plano de Associados deu déficit de 5.077.069,66.

DEMONSTRATIVO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO

PLANO DE ASSOCIADOS

Receitas Básicas - Contribuições

1997 = 317.879.721,10.........1996 = 238.883.947,45

Despesas Básicas - Auxílios Concedidos

1997 = 289.278.613,27.........1996 = 248.844.409,45

Apesar do Plano de Associados ter obtido Resultado Financeiro Líquido de 22,9 milhões, teve uma perda terrível na alienação de investimentos, de 27,5 milhões de reais (página 11).

O resultado final acabou sendo déficit de 5 milhões de reais.


SAÚDE FAMÍLIA 1997

Receitas Básicas Mensalidades 1997 = 59.369.268,51

Despesas Básicas Aux. Conc. 1997 = 23.797.907,75


Comentário final do blog

Já é meia-noite e meia de terça 28/6, vamos dormir e fazer uma segunda postagem sobre o ano de 1997 para complementar essa com o resultado econômico-financeiro da Cassi.

William

27.6.16

Estudos: Cassi 1996 (Parte II)




Olá companheir@s, amig@s e colegas do Banco do Brasil,

Dando sequência à postagem anterior (ler AQUI), na qual apresentamos o texto introdutório da Direção da Cassi no Relatório Anual de 1996, abordando as mudanças ocorridas após a Reforma Estatutária, vamos agora mostrar alguns números que estamos observando ano a ano nos relatórios e balanços de nossa Caixa de Assistência.

Teremos neste segundo semestre de 2016 um período de busca de soluções para o equilíbrio econômico-financeiro de nossa Caixa de Assistência, debate que já vem ocorrendo entre os patrocinadores Banco do Brasil e Corpo Social desde maio de 2015 em mesas constituídas para esse fim.

Quando cheguei à Cassi como gestor eleito pelos associados em junho de 2014, me debrucei em estudar a nossa entidade de saúde e o setor em que ela está inserida. Agora refaço os estudos com muito mais conhecimento após dois anos como Diretor de Saúde e Rede de Atendimento, a área responsável pelo Modelo Assistencial de Atenção Integral à Saúde e pela estrutura própria de atendimento aos participantes, as Unidades Administrativas nos Estados e DF e as 65 unidades de atendimento básico, as CliniCassi.

Como tenho afirmado em cada postagem ou debate presencial desde que comecei o mandato na Cassi, todas as minhas ações e posições visam o fortalecimento da Cassi e a manutenção dos direitos dos associados, dentro de um modelo de serviços de saúde que preserve o princípio da solidariedade em nossa Caixa.

Em relação à leitura completa do Relatório Anual de 1996, me pareceu que os resultados econômico-financeiros não foram suficientes para fazer frente à mudança estatutária porque os números finais não expressam isso, não vi melhoria nas reservas financeiras, não percebi vigor nas receitas operacionais para enfrentar o constante aumento de despesas assistenciais maiores que a inflação oficial etc e, se entendi bem, a troca de ativos financeiros teve resultado ruim para a Cassi.

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (eleito 2014/2018)


Cassi - Relatório Anual e Demonstrações Contábeis 1996


BALANÇO PATRIMONIAL (reais)

RESULTADO DO EXERCÍCIO 1996 = 11.275.378,54

Resultado do exercício de 1995 = (53.624.112,22)


DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO

Receitas Básicas / Contribuições 

1996 = 238.883.947,45    1995 = 113.724.011,32

Despesas Básicas / Auxílios Concedidos

1996 = 241.095.719,51     1995 = 200.634.303,01

Resultado Operacional Básico

1996 =    4.674.422,41       1995 =  74.258.208,09

Resultado Financeiro Líquido

1996 =   18.242.405,09      1995 =  21.801.479,55

Superávit/Déficit do Exercício

1996 =    11.275.378,54      1995 =  53.624.112,22


NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS

(...)

NOTA 4: PATRIMÔNIO LÍQUIDO

"O superávit apurado ao final do exercício de 1996, R$ 11.275.378,54, será apropriado ao Patrimônio Líquido no início do próximo exercício."


QUADRO DE ASSISTIDOS

"Ao final do exercício de 1996, o Corpo Social está constituído por 427.656 usuários, distribuídos da forma abaixo:"

CONTRIBUINTES..............................137.124

Ativos................................................85.832
Aposentados......................................37.532
Pensionistas......................................13.760

DEPENDENTES ECONÔMICOS...........290.532

De funcionários em atividade...........211.799
De funcionários aposentados.............78.733

"Com a saída de 18.726 beneficiários durante o ano de 1996, o Quadro de Usuários apresentou uma redução de 4,10%, isto é, uma perda média mensal de 0,35%"


DESPESAS E RECEITAS

2.1. DESPESAS

"No exercício de 1996 os auxílios concedidos pela Cassi apresentaram um acréscimo de 21,14% em relação aos auxílios concedidos no exercício anterior, atualizados com base no IGP-M (FGV)"

2.2. RECEITAS

"No exercício de 1996, as receitas de contribuições comparadas ao exercício de 1995, atualizadas com base no IGP-M (FGV), apresentaram um acréscimo de 102,80%, em decorrência do reajuste da mensalidade a partir de junho/96 com a aprovação da reforma estatutária pelo Corpo Social da Cassi"

2.4. RECEITAS E DESPESAS NÃO-OPERACIONAIS

"No mês de outubro/96, foi assinado o contrato com a BB-DTVM, para a administração de recursos oriundos da reserva financeira da Cassi. A partir de então a Cassi disponibilizou as ações BB-ON e BB-PN, apropriadas no Ativo Permanente na medida em que eram alienadas, e tendo em vista o elevado valor histórico desses papéis, muito acima do valor de mercado, acumulou-se no exercício uma perda por alienação no valor total de R$ 5.796,3 mil, implicando diretamente na redução do resultado final dos meses de novembro e dezembro/96..."

PARECER DOS AUDITORES INDEPENDENTES

(...)

"7. Devido à relevância dos assuntos mencionados nos parágrafos 3 a 6, a extensão do nosso exame não foi suficiente para nos possibilitar emitir, e por isso não emitimos opinião sobre as demonstrações contábeis referidas no parágrafo 1"


Órgãos da Administração

Conselho Deliberativo

Deli Soares Pereira - Presidente

Euclides José de Souza - Membro Efetivo
Francisco Sérgio Rayol de Freitas - Membro Efetivo
Roberto Barroso - Membro Efetivo
Romildo Gouveia Pinto - Membro Efetivo

Hermano José Valdevino de Brito - Membro Suplente
José Antônio dos Santos - Membro Suplente
José Maria Rabelo - Membro Suplente
Maria Helena Possas Feitosa - Membro Suplente

Diretoria Executiva

Sebastião Fajardo Barbosa - Diretor Superintendente
Edilson Almeida da Silva - Diretor Executivo
Joilson Rodrigues Ferreira - Diretor Executivo
Milton Donato May - Diretor Executivo

Conselho Fiscal

Sérgio Nóbrega de Oliveira - Presidente

José Alexandre Grimmer Davis - Conselheiro Efetivo
José Francisco de Morais Santos - Conselheiro Efetivo

Fábio Alves Moreira - Conselheiro Suplente
José Doralvino Nunes de Sena - Conselheiro Suplente
Maristela Laforga - Conselheira Suplente

24.6.16

Estudos: Cassi 1996 - Grandes mudanças





Olá companheir@s, amig@s e colegas do Banco do Brasil,

Estamos relendo os Relatórios Anuais de nossa Caixa de Assistência e estudando a nossa história mais recente, os anos noventa e dois mil.

O ano de 1996 foi tão marcante que prefiro fazer mais de uma postagem. Nesta, vou digitar a apresentação do Relatório Anual com os fatos que marcaram as mudanças pelas quais a Cassi passou após debates entre os patrocinadores BB e Corpo Social e um conjunto de votações que praticamente definiram a Cassi que temos hoje, com algumas mudanças que ocorreram em 2007.

Vamos ao texto que nos mostra questões bem importantes que tenho me esforçado para resgatar como Diretor de Saúde eleito em 2014 e que baliza meu mandato, pois tenho uma estratégia clara de resgatar a Cultura da Saúde, da promoção de Saúde e da Atenção Integral ao levar o tema às bases, ou seja, ao Corpo Social e entidades representativas, bem como ao patrocinador BB e seus gestores, levar informações necessárias para envolver a todos os atores da comunidade Banco do Brasil nesta Caixa de Assistência.

Os sublinhados no texto são meus.

Abraços a tod@s os meus pares da classe trabalhadora!

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (eleito com mandato 2014/18)


"Cassi - Os fatos do ano de 1996

A REFORMA ESTATUTÁRIA

Criada há 52 anos, a Cassi tornou-se uma realidade e passou a fazer parte da vida dos funcionários do Banco do Brasil, especialmente quando há necessidade de cuidados com a saúde. Durante esse período, a Caixa enfrentou conjunturas adversas, felizmente superadas graças à consciência e ao interesse do Corpo Social.

O ano de 1996 foi marcado por profundas transformações, balizadas pelo novo Estatuto, que passou a vigorar em 31 de maio. Desde o mês de janeiro, porém, diretoria, funcionários e associados concentraram todo o esforço e energia para discutir intensamente o processo da reforma estatutária, calcada em três grandes pilares:

- novo modelo de gestão;

- novos planos de saúde; e

- nova forma de contribuição (equilíbrio financeiro)

Um amplo fórum de debates, em nível nacional, com as entidades dos associados e com eles próprios, marcou a reformulação do Estatuto. Nos meses de janeiro e fevereiro, a diretoria saiu a campo, viajando por todos os Estados explicando as novas propostas, para que o Corpo Social pudesse discutir e decidir, de forma consciente, os rumos da Cassi.

Tamanho foi o interesse de todos os envolvidos com a discussão do novo Estatuto, que a votação precisou ser alterada por duas vezes. Inicialmente marcada para o período de 14.02 a 1º.03.96, foi postergada para 25 a 29.03.96 e, por último, realizada entre 26.04 a 03.05.97 (primeiro turno) e 16 a 23.05.97 (segundo turno).

A incerteza que ameaçava a continuidade dos serviços da Cassi chegava ao fim. Foi expressivo o índice de aprovação do Estatuto - 84% dos associados que compareceram às urnas no primeiro turno, votaram SIM às alterações propostas. Ou seja, de um total de 96.216 votantes, 81.132 aderiram à reforma. Mas as alterações nos estatutos da Cassi exigiam a aprovação de pelo menos 2/3 de todo o Corpo Social. Esse quórum não foi atingido porque 30.000 associados deixaram de votar. Daí a necessidade da realização de um segundo turno.

Dessa vez, o resultado superou o quórum de 2/3 de votos SIM. Com a expressiva participação de 91,11% do quadro de associados, 90.692 votantes aderiram à nova Cassi que acabava de nascer. Veja o resultado final:

VOTOS...................QUANTIDADE................PERCENTUAL

Sim............................90.692...........................71,16
Não............................11.585............................9,09
Em branco......................649.............................0,50
Nulos..............................463.............................0,36
Ausentes....................24.063...........................18,89
TOTAL.......................127.452.........................100,00

Esse resultado vitorioso foi consequência da ampliação do debate no segundo turno, com a extensão das discussões sobre a Cassi em todas as instâncias do BB.

Em grandes linhas, o Estatuto possibilitou o aumento do percentual das contribuições dos associados e da participação do Banco (3% sobre os Proventos Gerais para o Corpo Social e 4,5% sobre essa mesma base para o BB). Com isso, equilibraram-se as finanças do Plano de Associados e a Cassi passou a ter autonomia de gestão em relação ao Banco do Brasil, assumindo ainda o ônus de suas despesas administrativas. Um novo modelo foi implantado com a posse da Diretoria Executiva e dos Conselhos Deliberativo e Fiscal. E, finalmente, a Caixa pôde abrir-se para o mercado, por meio de outros planos de saúde para participantes externos.

NOVO MODELO DE GESTÃO

No período de 17 a 22 de julho, o Corpo Social foi novamente chamado para definir, por voto, a chapa para compor a 1ª Assembleia de Representantes e o Conselho Fiscal. Tais instâncias foram consolidadas com o novo Estatuto. A chapa Saúde Cassi: renovar com competência foi a vencedora.

A Assembleia de Representantes - instituída com a missão de nomear os membros da Diretoria Executiva. Foi instalada em 30 de julho.

O Conselho Deliberativo - criado para acompanhar os negócios e as atividades da Cassi e para deliberar sobre assuntos estratégicos, incluindo aí a definição das políticas e programas de saúde e de prevenção de doenças. Foi empossado em 31 de julho, com cinco membros efetivos e respectivos suplentes, sendo dois titulares pelo Banco e três eleitos pelos associados. A presidência coube a um conselheiro eleito.

A Diretoria Executiva - órgão de administração geral, com a função de colocar em prática as diretrizes e as normas definidas pelo Conselho Deliberativo, substituindo a diretoria anterior à aprovação do Estatuto. No novo modelo de gestão, a nomenclatura foi alterada, surgindo o Diretor Superintendente no lugar do Presidente da Cassi. Enquanto isso, os cargos de Diretores de Auxílio, Deliberativo e Administrativo deram lugar aos de Diretores Executivos. O Banco indicou o nome do Diretor Superintendente e um Diretor Executivo, enquanto os associados elegeram dois Diretores Executivos. Seus membros tomaram posse em 31 de julho.

O Conselho Fiscal - órgão responsável pela fiscalização da gestão administrativa e econômico-financeira da Cassi. Formado por três titulares com respectivos suplentes, todos eleitos pelos associados, foi instalado também em 31 de julho.

NOVOS PLANOS DE SAÚDE

No mês de outubro, a Cassi concluiu os estudos para  a viabilização de novos planos de saúde, entre eles planos próprios para participantes externos (Saúde Família) e planos administrados para pessoas jurídicas.

As condições gerais desses planos foram submetidas à apreciação dos associados em plebiscito realizado nos dias 27 e 28 de novembro. Pelo resultado da votação, 90,4% dos votos válidos foram favoráveis à criação de planos próprios para participantes externos e 68,3% aprovaram os planos administrados para pessoas jurídicas.

Mais uma vez prevaleceu a confiança na Cassi e na capacidade de juntos - Corpo Social e Banco do Brasil - superarem obstáculos e conquistarem melhor qualidade de vida para os seus usuários do sistema.

Dezembro foi um mês integralmente dedicado à preparação do Saúde família. O Plano foi planejado com base em pesquisa realizada no mês de julho, que indicou alto interesse dos associados pela inclusão de familiares num plano VIP, com padrão único de atendimento, em todo o território nacional. Esses dados foram repassados a uma empresa especializada em cálculos atuariais, para definição das coberturas e dos valores das mensalidades.

Em linhas gerais, o Saúde Família ficou bastante parecido com o Plano de Associados: cobertura ampla, internação em apartamento privativo e atendimento garantido em todo o País, por meio de rede própria ou de credenciados. Algumas pequenas diferenças: não cobre enfermagem domiciliar, psicoterapia e tratamento especializado para portadores de deficiências. A livre escolha somente é permitida em casos de urgência comprovada ou em locais onde não há profissionais credenciados ou rede própria. Os medicamentos apenas são pagos quando utilizados dentro do hospital.

Ficou definido que o Plano entraria em linha no início de 1997, podendo dele participar todos os familiares dos associados e dos ex-associados da Cassi - consanguíneos ou afins -, independentemente de limite de idade.

NOVA FORMA DE CONTRIBUIÇÃO - EQUILÍBRIO ECONÔMICO

Com suas finanças saneadas pelo aumento da receita, a Cassi buscou desenvolver um modelo de administração das reservas financeiras adequado ás necessidades, de acordo com as recomendações do Conselho Deliberativo. A meta foi maximizar os rendimentos dentro de padrões aceitáveis de risco, mediante formação de portfólio diversificado de investimentos.

A estratégia consistiu em um trabalho conjunto com a BB-DTVM, instituição do conglomerado Banco do Brasil especializada em gestão de recursos de terceiros.

Para o desenvolvimento desse trabalho, a sede da Cassi vem sendo equipada com sistemas de informação específicos.

INFORMATIZAÇÃO DA CASSI

Num ano repleto de novidades, a informática não poderia ficar de lado. Com o pé no futuro, a Cassi buscou meios para enfrentar com profissionalismo, a concorrência, aperfeiçoando seus sistemas de controle.

Para acompanhar melhor as informações sobre saúde e adequar o quadro de recursos humanos, a Caixa iniciou no mês de julho, um processo de substituição do CSC. Buscou superar  algumas de suas restrições, como por exemplo o processamento operacional em relação ao Banco.

Dentro desse processo destacaram-se as seguintes atividades.

- a Sede recebeu uma rede de microcomputadores;

- iniciou-se a instalação da rede nas Unidades Cassi;

- disponibilizou-se às Unidades Cassi uma base de informações gerenciais para consultas, oriunda do CSC, em padrão impresso;

- criou-se o sistema Atend para servir de porta de entrada ao sistema Cassi.

O desenvolvimento do novo sistema de informação permitirá implantar, de forma gradual, rede interligada nacionalmente para processamento dos serviços da Cassi.

NOVO MODELO ASSISTENCIAL

Com o interesse de adicionar qualidade aos serviços prestados e reduzir perdas e desperdício de recursos, a Diretoria da Cassi optou por adotar nova filosofia em relação ao atendimento do usuário. A premissa básica desse modelo assistencial consiste na atenção integral à saúde, com alta resolutividade nos primeiros atendimentos e redução de procedimentos desnecessários.

O novo modelo pressupõe forte mudança de posição da Cassi em relação ao mercado: de mera espectadora, a Caixa passa a atuar cada vez mais como reguladora, participando ativamente da relação associado/fornecedor de serviços. Diversas ações foram executadas ao longo do ano:

- estruturação da Central Telefônica de Atendimento e Orientação, para ser o principal canal de comunicação do usuário com a Cassi, com inauguração prevista para o início de 97;

- instalação de Central de Negociação de Medicamentos na Cassi-DF, visando maior controle na aquisição de medicamentos de uso contínuo e de alto custo;

- instalação de Central de Compra de Órteses e Próteses na Cassi-RJ, visando reduzir custos, eliminar a figura do intermediador, incluídos os hospitais, que chegam a faturar até 40% a mais com a venda desses materiais;

- referenciamento da rede de prestadores de serviços, para qualificar a assistência à saúde e hierarquizar a assistência, classificando-a em rede básica (clínica médica, cirurgia geral, pediatria, ginecologia e obstetrícia), rede de suporte (laboratórios, centros de imagem, de alta tecnologia e hospitais) e rede de especialistas. Processo iniciado no Rio de Janeiro.

Para assessorar a Cassi na implantação desse novo paradigma, foram contratados os serviços de consultoria técnica da Unicamp, no mês de janeiro.

CONVÊNIO CASSI-BANCO DO BRASIL

Em 02.09.96, foi instalado Grupo de Trabalho com a finalidade de apresentar proposta de absorção das despesas administrativas da Cassi, bem como de pagamento, pelo Banco, das despesas pelos serviços a ele prestados pela Caixa.

Os trabalhos encerraram-se no final do mês de outubro. Em 30.12.96, foi assinado contrato entre a Cassi e o BB, onde foram definidos os serviços do Banco a serem absorvidos pela Caixa. Entre eles, os exames periódicos de saúde, os exames médico-periciais para concessão ou prorrogação de auxílios-doença, pareceres técnicos, aquisição de medicamentos no exterior; concessão de benefícios do Programa de Assistência Social (PAS), realização de palestras e conferências, assistência médica durante a jornada de trabalho, entre outros.

Essas ações combinadas permitirão a criação de condições efetivas para se administrar melhor Saúde, racionalizando gastos e melhorando a qualidade de vida dos usuários da Cassi.

Integram ainda o presente Relatório Anual 1996 as seguintes matérias, para as quais recomendamos leitura: Balanço Patrimonial Comparado ao Ano Anterior; Demonstrativo de Resultado do Exercício; Balancetes; Notas Explicativas às Demonstrações Financeiras e Análise Econômico-Financeira."


Fonte: Relatório Anual Cassi 1996

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Post Scriptum:

Trabalho de leitura e digitação feito ao som de "As quatro estações" de Vivaldi e sinfonias nº 9 e nº 5 de Beethoven. 

Foi uma forma de concertar as ondas cerebrais enquanto fazia esse trabalho de compartilhar conhecimento da história da Cassi com vocês.