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22.1.26

Memórias da CASSI (17) - Resistência criativa



RESISTÊNCIA CRIATIVA

Ao conhecer o povo cubano em duas visitas ao país, soube de uma ideia que fortalece o espírito de cada cidadão da ilha caribenha para lidar com as dificuldades materiais oriundas de um bloqueio criminoso promovido pela maior potência bélica do mundo. O povo cubano dribla as dificuldades com uma espécie de resistência criativa. 

Eles têm espírito de pertencimento a suas tradições e a sua história de lutas por liberdade, por sua cultura e pelo direito de construir seu destino.

Olhando para trás e refletindo sobre a teimosia do funcionalismo do Banco do Brasil em criar e manter uma Caixa de Assistência solidária para promover saúde, prevenir doenças e cuidar das pessoas que necessitam de atenção à saúde, concluo que há uma resistência criativa de cada geração que manteve a CASSI cuidando de centenas de milhares de pessoas em um ambiente capitalista que lucra com a doença e que não facilita a sobrevivência de um modelo preventivo e solidário de Atenção Integral à Saúde.

Quando me integrei à direção da CASSI, em 2014, eleito pelos associados, tivemos que desenvolver uma resistência criativa para manter os direitos do Corpo Social, para desfazer mal-entendidos e mentiras sobre a CASSI, tivemos que construir um sistema de dados que provasse a eficiência do modelo assistencial de Estratégia de Saúde da Família (ESF) e também foi necessário criar um movimento nacional que cobrasse do patrocinador a sua responsabilidade no déficit do Plano de Associados. Teríamos que unificar o nosso lado com consensos e mobilização. Fizemos isso.

Estava em curso um processo de normalização das teses defendidas pelo patrocinador, o patrão dos funcionários do Banco do Brasil. Detalhe: pelas características do sistema, o patrocinador tinha muita capacidade de comunicação centralizada de suas ideias, tinha alcance nacional e milhares de multiplicadores.

Do nosso lado, era o inverso: duas centenas de entidades representativas dos associados, comunicação descentralizada, muita desinformação e desconhecimento sobre sistemas de saúde e autogestões. 

Se dizia que a CASSI tinha um modelo assistencial que não funcionava, que os associados - funcionários da ativa e aposentados e seus dependentes - eram "gastadores" dos recursos da CASSI, que o Banco já tinha colocado recursos demais naquela operadora de saúde e que qualquer solução naquele momento seria com ônus somente para o lado dos Trabalhadores. Era como se o patrão fosse uma vítima e o vilão fosse o funcionalismo do Banco. 

Ou seja, era necessário ter muita resistência criativa para reverter esse cenário que se apresentava em 2014.

PROVAR QUE A ESF É EFICIENTE E EFICAZ 

Desde as primeiras reuniões com as gerências e funcionários técnicos da Diretoria de Saúde, pedimos informações sobre o funcionamento do modelo de Atenção Integral à Saúde, baseado em Atenção Primária (APS) e que na CASSI era executado através da Estratégia de Saúde da Família (ESF) e das unidades próprias de saúde, as CliniCASSI. 

Eu pedi aos profissionais de nossa diretoria que criássemos um sistema que demostrasse que os participantes cadastrados no modelo tinham melhores condições de saúde e melhor uso dos recursos da CASSI na rede credenciada. 

Me explicaram que seria difícil alcançar esses objetivos porque era difícil planilhar despesas de saúde que não ocorreram por gestão do sistema, não realizadas por terem sido evitadas e além disso nossos bancos de dados só continham parte das informações dos mais de 600 mil participantes do sistema. Muitas informações estavam na rede credenciada. 

A ideia de criar um sistema que demonstrasse os resultados em saúde e econômico-financeiros dos participantes cadastrados na ESF era central para nossos objetivos de defesa da CASSI e dos direitos dos funcionários do BB. 

Resistência criativa foi o que fizemos e deu certo, nós desenvolvemos um sistema novo de dados que demonstrou o acerto da ESF e das CliniCASSI. Sou grato aos profissionais da CASSI e a nossas equipes gerenciais. Naquele momento da história da CASSI conseguimos unidade no Corpo Social para as negociações com o patrocinador.  

William Mendes 

15.1.26

Memórias da CASSI (15) - Modelo assistencial preventivo como solução para déficits



MODELO ASSISTENCIAL PREVENTIVO COMO SOLUÇÃO PARA DÉFICITS

Ao estudar a história da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil é fácil identificar algumas características permanentes na existência da instituição de assistência social e sem fins lucrativos, como define seu estatuto. 

A participação política dos associados e de suas entidades representativas é uma constante na história da autogestão em saúde. Não haveria CASSI sem os sindicatos e associações dos funcionários do Banco do Brasil. 

Aliás, sem a participação dos sindicatos dos bancários não haveria sequer direitos coletivos de saúde e previdência na comunidade Banco do Brasil ou de trabalhadores de outro banco público ou privado, qualquer pessoa minimamente esclarecida sabe disso. 

Narrativas antissindicais visam benefícios pessoais ou patronais, nunca visam os direitos coletivos dos trabalhadores. 

Nos anos noventa havia na comunidade BB o "Movimento Nacional de Saúde e Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil". A informação histórica está em documentos sindicais como, por exemplo, O Espelho, Edição Nacional, Janeiro/1996.

Lendo diversas matérias sindicais e associativas dos anos noventa, percebe-se que a CASSI era identificada mais claramente como uma Caixa de Assistência, uma conquista e patrimônio dos trabalhadores do BB. 

Na matéria que citei aqui, de O Espelho, Joilson Rodrigues Ferreira, Diretor Deliberativo eleito da CASSI e um dos coordenadores do Movimento Nacional de Saúde e Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil, aborda as questões da Caixa em 1995 e perspectivas para 1996.

Além de falar sobre o déficit do período, Joilson destaca que a reforma estatutária em debate possibilitaria "um novo modelo de assistência que privilegie a prevenção das doenças, criando um sistema mais saudável e de menor custo, retomando o pioneirismo histórico da CASSI e dos funcionários do BB".

Ou seja, quando cheguei eleito à CASSI em 2014, havia uma história coletiva que apontava o caminho para a sustentabilidade econômico-financeira do Plano de Associados e o modelo assistencial era a base da solução: a Estratégia de Saúde da Família (ESF) havia sido definida tecnicamente pela direção da CASSI como o modelo a ser implantado para o sistema.

Após a Reforma Estatutária de 1996, a direção da CASSI estudou modelos de Atenção Primária à Saúde entre os anos de 1996 e 2001 e a Estratégia de Saúde da Família (ESF) foi o modelo definido como o mais adequado às características da Caixa de Assistência. Ele foi lançado em 2003 e já era para estar totalmente implantado mas, infelizmente, o modelo cobria menos de 30% do público-alvo em 2014. 

A execução do modelo incluía diversas características como gestão regionalizada, unidades de atendimento locais - CliniCASSI - com equipes de família multidisciplinares e programas de saúde adequados aos perfis dos participantes. 

Quando me integrei à direção da CASSI, um de meus objetivos como diretor de saúde era desenvolver estudos que comprovassem a eficácia do modelo ESF não só do ponto de vista dos resultados em saúde, como também do ponto de vista do uso dos recursos da CASSI. Felizmente, com o apoio técnico dos funcionários da operadora, demonstramos a eficiência e eficácia da ESF e das CliniCASSI. 

Ao longo dessas Memórias da CASSI vou aprofundar essa história coletiva do funcionalismo do BB oriunda da mobilização pela pauta da saúde. 

William Mendes 

14.1.26

Memórias da CASSI (14) - Boletins Prestando Contas CASSI



BOLETIM PRESTANDO CONTAS CASSI

"Esse é um boletim mensal d@s diretores e conselheiros eleitos pelos associados da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil - CASSI.

A informação qualificada para as entidades do funcionalismo e @s associados sobre o dia a dia na gestão da Caixa de Assistência é fundamental para melhorar a cultura de pertencimento de todos na CASSI, melhorando a participação nos programas que visam Atenção Integral à Saúde e fazendo com que cada participante cuide da Caixa de Assistência" (Boletim Informativo 1º de julho de 2014)


Uma das inovações que criamos em 2014 na comunicação e na relação com os associados da CASSI e suas entidades representativas foi o lançamento do boletim mensal Prestando Contas CASSI, distribuído já a partir do segundo mês de nosso mandato na diretoria de saúde. A transparência era um compromisso nosso desde o início da representação política do funcionalismo do BB.

A outra ferramenta de comunicação utilizada para o conjunto de participantes da Caixa de Assistência e suas entidades representativas, os chamados "stakeholders" ou grupos de interesse, foi a publicação de textos cotidianos no blog A Categoria Bancária, página na internet do diretor de saúde William Mendes, para prestar contas, informar e mobilizar os associados, os conselhos de usuários, sindicatos e associações. 

Reproduzo a seguir uma parte do conteúdo do primeiro boletim para registro nessas Memórias da CASSI.

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PRESTANDO CONTAS CASSI

Boletim Informativo - 1º de julho de 2014 


APROXIMAR A CAIXA DE ASSISTÊNCIA DOS ASSOCIADOS

Os dirigentes eleitos pelos associados da CASSI criam a partir de agora mais uma alternativa de comunicação e informação sobre o dia a dia de nossa Caixa de Assistência.

A CASSI é uma entidade de autogestão em saúde e é um patrimônio dos funcionários do Banco do Brasil que completou 70 anos em 2014.

Os eleitos têm um forte compromisso com os associados em atuar com transparência e com o foco no fortalecimento da Caixa de Assistência como uma entidade de promoção de saúde que precisa ampliar o programa Estratégia Saúde da Família e as formas de Atenção Primária porque esse modelo de assistência está entre as prioridades para a sustentabilidade de qualquer sistema de saúde no mundo.

Pretendemos fortalecer a relação entre eleitos e representações do funcionalismo, tanto da ativa como os sindicatos quanto dos aposentados, e também com os Conselhos de Usuários, CIPAs e RPAs (Responsável pela Prevenção de Acidentes, âmbito unidades sem CIPA), e SESMTs e ECOAs.

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BOLETIM GANHOU O MUNDO (DE NORTE A SUL E DE LESTE A OESTE AS PESSOAS LIAM O "PRESTANDO CONTAS CASSI")

Comunicação é um tema muito importante na sociedade humana. A questão não é diferente quando se trata de formar e informar corretamente uma comunidade de usuários de um sistema de saúde privado, que abrange todos os Estados do país, como é o caso da população assistida pela CASSI dos funcionários do Banco do Brasil.

Como escrevi em outros capítulos dessas Memórias da CASSI, era um compromisso nosso como representantes do Corpo Social eleitos com amplo apoio das entidades sindicais e representativas dos associados apresentar a Caixa de Assistência a todos os grupos de interesse desfazendo mal-entendidos, desinformações e colocando os interessados no mesmo nível de conhecimento sobre a autogestão, se não a totalidade dos beneficiários da CASSI, a maioria das pessoas beneficiadas pela nossa instituição de assistência social sem fins lucrativos.

Foi muito gratificante chegar a Estados brasileiros diversos, nas dependências do Banco do Brasil, e ver nossos boletins afixados nos murais com informes aos funcionários, ou então ouvir de um associado lá no Acre, Amapá e outras localidades distantes de Brasília, sede da CASSI e do BB, que ele havia lido o nosso boletim e estava informado sobre aquela questão que abordamos.

Enfim, avalio que fizemos algo novo, se considerarmos que esse contato presencial e também virtual e com informativos o tempo todo foi feito uma década atrás, entre os anos de 2014 e 2018, sempre no intuito de envolver associados e entidades representativas no fortalecimento do modelo de saúde da CASSI - a Estratégia de Saúde da Família (ESF) - e incentivando o pertencimento à nossa Caixa de Assistência.

William Mendes

13.1.26

Memórias da CASSI (13) - A melhor estratégia de uso dos recursos é a ESF



QUAL A MELHOR ESTRATÉGIA DE USO DOS RECURSOS DA CASSI? A ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA (ESF)

Ao estudar a história da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil, sendo um dos membros da direção da instituição de assistência social e sem fins lucrativos (CASSI) entre 2014 e 2018, foi possível perceber eventos recorrentes na autogestão em saúde como, por exemplo, desequilíbrios entre receitas e despesas, os déficits.

"Levar saúde ao usuário, melhorando sua qualidade de vida, sempre foi o objetivo da CASSI. Durante 53 anos, a Caixa fez reformas nos Estatutos, sofreu transformações e ajustes para garantir sua missão." (CASSI através do tempo, Prefácio da cartilha do Estatuto da CASSI, p. 2, 1997)

Desde sua origem em 1944 e até 1995 a CASSI foi se adaptando a determinadas mudanças que vieram ou por demandas de seus grupos de interesse ou por mudanças externas na lei, na política ou no contexto vigente à época.

Relembro nessas Memórias da CASSI que, na minha opinião, falar ou pensar a Caixa de Assistência é falar ou pensar o Plano de Associados, qualquer busca de soluções para problemas da CASSI passa por fortalecer o Plano de Associados, origem e razão de ser da CASSI. 

A cartilha de 1997 informa na p. 4 que a CASSI passou por 8 reformas estatutárias desde sua assembleia de constituição em 27/01/1944. A oitava reforma, após consulta ao Corpo Social em abril/maio de 1996, mudou bastante as características da Caixa de Assistência, que ganhou autonomia e saiu do RH do Banco. 

"Nesse mesmo período, a Caixa dá início ao processo de implantação do novo modelo de atenção integral à saúde. Essa nova forma de administrar saúde pretende dar destaque às ações da rede básica. Pela estratégia da CASSI, o usuário é atendido preferencialmente por profissionais generalistas (clínicos gerais, pediatras, ginecologistas/obstetras e cirurgiões gerais), que indicarão um especialista, quando necessário." (p. 3, ibidem)

Algumas mudanças ocorridas na oitava reforma estatutária deveriam trazer maior sustentabilidade ao Plano de Associados (CASSI), pois a autogestão caminharia para deixar de ser uma mera pagadora de serviços de saúde comprados no mercado e passaria a fazer a gestão da saúde de seus associados e dependentes. 

As mudanças ocorridas na CASSI nos anos noventa foram importantes na história de nossa autogestão. Elas aconteceram de forma democrática, com debates intensos com movimentos de saúde, sindical e associativo. Essa história de participação social é patrimônio da CASSI. 

ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA (ESF)

Ao chegar eleito à direção em 2014 e estudar a CASSI para compreendê-la e definir as melhores estratégias de defesa e fortalecimento do modelo assistencial e de custeio solidário que as gerações anteriores estabeleceram na Caixa de Assistência, exerci muito a atividade de "escutatória", ouvir e perguntar muito aos profissionais da própria operadora, ouvir os conselhos de usuários, e também os demais grupos de interesse. 

Internamente, me explicaram a origem do modelo de saúde definido para a CASSI, a Estratégia de Saúde da Família (ESF), lançado em 2003. Antes, a ESF foi aprovada pela direção em 2001. Antes ainda, a definição do modelo ESF foi o escolhido após anos de estudos e pilotos entre 1996 e 2001 para se definir qual o melhor modelo de Atenção Primária à Saúde (APS). A ESF foi a escolha por diversas características da CASSI e seu público-alvo beneficiário.

O modelo preventivo, operado através de unidades próprias de atendimento, as CliniCASSI, integrado com equipes de família definidas tecnicamente e programas de saúde adequados a cada participante seria a nova estratégia de uso dos recursos da CASSI na rede credenciada, um modelo mais racional e benéfico para os participantes e para a sustentabilidade do plano. 

MODELO ESF, LANÇADO EM 2003, JÁ DEVERIA ESTAR PLENAMENTE INSTALADO

Enfim, ao me inteirar a respeito das escolhas feitas pelas direções da CASSI, direções compartilhadas entre Corpo Social e patrocinador BB, comecei a entender por que os recursos do Plano de Associados eram insuficientes para atender ao conjunto de seus participantes: porque a implantação e cobertura do modelo ESF não chegava em 2014 a 30% do público-alvo definido em 2003: os participantes do Plano de Associados e os crônicos do CASSI Família.

À medida que as pesquisas se aprofundaram, também ficou clara a responsabilidade do Banco do Brasil a partir da reforma estatutária de 1996 nos déficits do Plano de Associados porque o Banco havia alterado substancialmente a entrada de receitas da CASSI - base do custeio -, congelando salários, recolhendo menos do que previa o estatuto para os funcionários pós-1998 e outras questões. 

São memórias diversas da história da autogestão dos funcionários do Banco do Brasil. 

William Mendes 

12.1.26

Memórias da CASSI (12) - O Plano de Associados é a razão de ser da Caixa de Assistência



A CASSI É O PLANO DE ASSOCIADOS

Desde que me integrei à direção da CASSI em junho de 2014 e passei a me inteirar sobre a realidade econômica e financeira da nossa "operadora de saúde", passei a compreender melhor suas dificuldades para ser vista como aquilo que foi pensado por seus criadores: uma Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil. 

Tive a clara percepção de que, de certa forma, os "stakeholders" não viam a CASSI como autogestão em saúde, como instituição de assistência social sem fins lucrativos. A CASSI era anunciada como mais uma operadora de mercado. 

Seus participantes eram tratados como clientes, a operadora como um plano de saúde de mercado que tinha foco em vender mais planos, e o patrocinador olhava a CASSI como se ela fosse um departamento do Banco: só os números e resultados econômicos é que interessavam, ficando em segundo plano os resultados em saúde.

Percebi essa visão de operadora de mercado de diversas formas na CASSI. Um exemplo claro dessa visão era o desejo de se criar um monte de planos de mercado para vender para um suposto público-alvo de quase um milhão de pessoas, familiares de associados até determinado grau como define as normas da legislação aplicável para nós (segundo a ANS). 

Falo isso sem juízo de valor, não acho que seja algo deliberado por algum grupo de interesse. É uma espécie de cacoete. Um pouco dessa visão de mercado vem da própria direção do Banco do Brasil que, às vezes, define objetivos estratégicos para o banco público como se ele fosse privado e só tivesse o lucro como meta.

QUAL O MOTIVO DOS DÉFICITS DO PLANO DE ASSOCIADOS?

Tendo me tornado gestor da CASSI em 2014 e sendo um representante do Corpo Social - dos associados -, teria que estudar com profundidade o modelo de custeio do Plano de Associados, o uso dos recursos da operadora, e o modelo assistencial da Caixa de Assistência, de responsabilidade da diretoria de Saúde e Rede de Atendimento, à qual era diretor indicado pelos associados.

Estudar a CASSI era a coisa básica a se fazer. Fiz isso.

DÉFICITS RECORRENTES

Segundo dados do Relatório Anual 2013, o Plano de Associados vinha apresentando resultados operacionais negativos ano após ano. Quando as contas fechavam era por causa de alguma receita nova e ou extraordinária. 

Qualquer associado ou interessado pode ler os relatórios anuais da CASSI, eles são públicos. Vejamos os dados do Plano de Associados, resultados líquidos sem o BET e sem coparticipações retroativas em 2012 (p. 31):

2011 = (45,9 milhões)

2012 = (265,8 milhões)

2013 = (156 milhões)

Descobrir as causas dos resultados negativos constantes era um dos objetivos de meus estudos sobre a CASSI para pensar soluções e compartilhar o conhecimento com os associados e suas entidades representativas. 

William Mendes 

11.1.26

Memórias da CASSI (11) - Despesas administrativas da operadora demonstram sua eficiência



DESPESAS ADMINISTRATIVAS DA CASSI

Nos estudos que realizei sobre a Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil no primeiro semestre de gestão avaliei o histórico de grandes eixos temáticos da operadora de saúde. 

Para defender e fortalecer a CASSI era necessário conhecer seus dados econômicos, financeiros, gerenciais e as informações a respeito de seu modelo assistencial e de custeio. Bem como o setor onde a operadora atuava.

É inevitável que os "stakeholders" - os grupos de interesse e usuários do sistema de saúde CASSI - façam comparações entre a nossa autogestão, operadora de saúde que não visa lucro, e as demais operadoras de saúde do mercado capitalista. 

Isso gera grandes confusões e distorções que prejudicam a compreensão e análise correta do que é a CASSI, como ela opera e o setor no qual ela compra serviços e materiais de saúde. 

A conta de despesas administrativas é um dos exemplos de leituras inadequadas que se faziam a respeito de nossa Caixa de Assistência uma década atrás, quando iniciei meu périplo de reuniões com associados e seus representantes a partir de 2014.

As despesas administrativas da operadora de saúde CASSI são baixas, seu grau de eficiência é alto, seu custo-benefício é muito bom e assim que entendi isso, passei a explicar para os formadores de opinião dos grupos de interesse da CASSI. 

No Relatório Anual da CASSI 2013, página 22, se tem a informação a respeito desse item contábil e gerencial da operadora. Em 2013, a despesa administrativa consolidada foi de 270 milhões. O índice de eficiência foi 9,4% (Desp. Adm./Contraprestações). 

Observação: mesmo se desconsiderarmos as receitas extraordinárias do BET, os índices de eficiência da CASSI seriam 10,2% (2011), 10,1% (2012) e 9,8% (2013), conforme explicado na p. 29. São bem melhores que os dos segmentos correlatos na saúde suplementar. 

Por ser um item de muito diz-que-me-diz, de muito falatório equivocado, incluí o tema logo nas primeiras palestras que passei a fazer em conferências de saúde, conselhos de usuários e para entidades representativas, comparando os dados da CASSI no segmento de saúde suplementar, em relação a outras autogestões, medicinas de grupo e seguradoras, explicando o quanto a CASSI era melhor que as outras operadoras e fazia mais com menos.

Não pretendo nessas Memórias da CASSI falar da atualidade da Caixa de Assistência, mas esses fatores contábeis, proporção e índice de eficiência operacional, seguem até hoje muito bons se comparados aos demais segmentos da saúde suplementar. 

William Mendes 

10.1.26

Memórias da CASSI (10) - A importância dos relatórios anuais da Caixa de Assistência



RELATÓRIOS ANUAIS DA CASSI 

Ao longo do mandato de diretor de saúde da nossa Caixa de Assistência (jun/2014 a mai/2018) foi necessário desenvolver estratégias de informação e comunicação que ao mesmo tempo desse subsídios e noções a respeito da realidade da autogestão aos associados, principalmente seus representantes e formadores de opinião, e me protegesse em relação ao tipo de informação que dava publicidade, ou seja, nunca dar informações confidenciais ou com algum tipo de classificação de público restrito. 

Uma de minhas tarefas como gestor eleito da Caixa de Assistência era dar muita informação e formação política aos participantes do sistema de saúde da CASSI, apresentando a autogestão a sindicatos, associações, conselhos de usuários e gestores do BB em todo o país para desfazer mal-entendidos, desinformações e encontrar soluções através do diálogo, criando e fortalecendo um espírito de pertencimento aos associados da Caixa de Assistência, uma instituição de assistência social sem fins lucrativos. Os participantes não são clientes, são beneficiários da Caixa. 

Uma das estratégias que adotei foi utilizar os relatórios anuais da CASSI para conversar com as lideranças e representantes da comunidade BB. Passei a fazer leitura atenta dos relatórios e destacar dados públicos do documento para esclarecer questões afetas à Caixa de Assistência, tanto sobre a gestão quanto sobre os dados econômicos e financeiros.

O primeiro relatório que estudei com atenção, exegese mesmo, foi o do exercício de 2013, anterior ao ano no qual entrei na direção a partir de junho de 2014, já ouvindo as brincadeiras de corredor que havia recebido um "presente de grego" porque o déficit ao final daquele ano seria enorme e sem novas receitas extraordinárias como, por exemplo, o BET, para cobrir resultados operacionais deficitários recorrentes. 

A CASSI havia recebido recursos repassados pela PREVI do Benefício Especial Temporário (BET) nos anos de 2011, 2012 e 2013, ou seja, como receita extraordinária de contraprestações, o montante de 380 milhões de reais: 172.447 em 2011, 97.024 em 2012 e 110.980 em 2013. (p. 22 do Rel. Anual CASSI 2013)

Foi assim que iniciei as primeiras semanas e meses de representação dos associados da CASSI: estudando relatórios, balanços e a história da Caixa de Assistência para desenvolver estratégias de defesa dos direitos em saúde dos trabalhadores que passei a representar, direitos políticos e sociais. Defender o poder do Corpo Social na gestão da própria Caixa é defender os direitos políticos dos associados. Durante a gestão enfrentei todas as propostas que pudessem significar redução de poder ou direitos dos associados na direção da CASSI. 

Seriam 4 anos de muito estudo, muitas agendas com os associados (170 agendas pelo país a trabalho) e muita construção de unidade e consensos, principalmente na defesa da solidariedade no Plano de Associados e na manutenção de direitos e do modelo assistencial de Estratégia de Saúde da Família (ESF), provando sua eficácia em números. 

William Mendes 

7.1.26

Memórias da CASSI (7) - O poder supremo do Corpo Social na defesa da Caixa de Assistência



"Art. 25 - O Corpo Social é o órgão supremo na defesa de seus interesses e do melhor desenvolvimento das atividades da CASSI, competindo-lhe, além de outras atribuições previstas em dispositivos deste Estatuto:

I - eleger, entre os associados, os membros para compor parte da Assembleia de Representantes;

II - eleger os membros do Conselho Fiscal e respectivos suplentes;

III - destituir membros eleitos dos Conselhos Deliberativo e Fiscal;

IV - deliberar sobre aprovação de alteração estatutária;

V - deliberar sobre elevação de contribuições." (CAP. IV, Dos Órgãos Sociais, Seção II - Do Corpo Social, Estatuto CASSI, 1996)


A CASSI É DOS ASSOCIADOS

Quando me integrei à direção da CASSI em 2014, tendo sido dirigente nacional da categoria bancária no período anterior, conhecia um pouco mais que a média das pessoas o histórico das reformas estatutárias de nossa Caixa de Assistência, as reformas de 1996 e a de 2007.

A reforma estatutária de 1996 foi marcante na história da CASSI porque mudou substancialmente a nossa instituição de assistência social sem fins lucrativos. 

Saímos do modelo de Caixa de Assistência dentro do RH do Banco do Brasil e passamos a ter autonomia administrativa, e a CASSI passaria a fazer a gestão do sistema de saúde de seus associados e beneficiários, com direitos e deveres definidos em estatuto. 

Por ter votado na reforma de 1996 como bancário com alguns anos de banco e por ter participado das negociações da reforma de 2007 como dirigente sindical, já conhecia relativamente bem a posição do patrocinador BB e de seus interlocutores na temática "CASSI". Inclusive, em 2014, quando me integrei à direção da Caixa de Assistência, conhecia a posição da direção do banco sobre a autogestão, seu custeio e modelo assistencial. 

É bom lembrar nessas Memórias da CASSI que além de conhecer um pouco mais que a média os temas afetos às questões do funcionalismo do BB, conhecia também os grupos políticos e de interesse que compunham a comunidade BB nas disputas políticas e eleitorais. 

A disputa de versões e narrativas sempre fez parte da história da CASSI, e nem sempre de forma positiva para a autogestão, seu modelo assistencial e sua estrutura de atendimento e funcionamento. Infelizmente, nossa Caixa de Assistência era vítima de muita desinformação e fake news (mentiras).

Sendo a CASSI dos associados e o Corpo Social o órgão supremo na defesa de seus interesses era estratégico que nosso mandato mantivesse uma agenda permanente de contato com os associados e suas entidades representativas. Assim fizemos por 4 anos, superando todas as dificuldades que se apresentaram no caminho. 

Foram 170 agendas públicas do diretor de saúde em todo o país em 4 anos, informando, esclarecendo e defendendo os interesses da CASSI e de seus associados. 

Por que estou começando estas Memórias da CASSI pela leitura do Estatuto de 1996? É uma escolha de meu roteiro narrativo. 

Na reforma seguinte, em 2007, o movimento sindical cutista, atento, evitou, por exemplo, que se retirasse a consulta ao Corpo Social para aprovação dos relatórios anuais, poder previsto no Art. 24 do Estatuto de 1996 que estava sendo reformado em 2007, o que seria uma perda de poder político dos associados, se tivessem feito isso. 

Seguimos aos poucos contando nossas Memórias da CASSI. 

William Mendes 

5.1.26

Memórias da CASSI (5) - Sem receitas extraordinárias a partir de 2014, o Plano de Associados teria que ser negociado



"Para 2014, os desafios são maiores. Além de aperfeiçoar ainda mais o gerenciamento das despesas, a CASSI deverá buscar alternativas que ajudem a minimizar o impacto pelo fim do recebimento, a partir deste ano, do volume de contribuições sobre o BET - Benefício Especial Temporário." (Mensagem da Diretoria, Relatório Anual 2013 da CASSI)


As Memórias da CASSI registram muita história de nossa Caixa de Assistência ao longo das décadas de sua existência. Há que se ler e ouvir essas histórias e registros.

Para conhecer e compreender a instituição de assistência social - sem fins lucrativos - que a comunidade de funcionários do Banco do Brasil tem desde 1944 é necessário estudar sua história. Foi o que tentei fazer quando cheguei à gestão em junho de 2014.

Uma das brincadeiras mais comuns que faziam comigo nas conversas descontraídas de corredor era dizerem que eu havia ganhado um presente de grego: um déficit recorrente no Plano de Associados que não teria mais receitas extraordinárias para fecharem as contas da autogestão a partir daquele ano no qual me integrei à direção da CASSI.

Como aponta a Mensagem da Direção no Relatório Anual do ano anterior, uma das principais receitas extraordinárias do Plano de Associados de nossa Caixa de Assistência não se repetiria a partir do ano de 2014.

Antes de ser eleito para a direção da CASSI, eu era o coordenador das mesas de negociação de questões do funcionalismo do Banco do Brasil entre o movimento sindical cutista, a Contraf-CUT, e a direção do banco, e por esse motivo conhecia relativamente bem todas as questões de direitos afetas aos funcionários do BB, inclusive as relativas à Caixa de Assistência.

Logo de cara, após os primeiros estudos que fiz nos relatórios anuais da CASSI, percebi que o Plano de Associados recebeu receitas novas e ou extraordinárias desde o exercício de 2007 e não só a partir do BET, conquista do funcionalismo de melhorias nos benefícios da PREVI, nossa Caixa de Previdência, após superávits, se não me falha a memória, melhorias usufruídas pelos beneficiários a partir de 2011, gerando recolhimentos à CASSI. 

Em poucas semanas de gestão e estudos, entendi o tamanho do desafio que teria pela frente, inclusive para construir o ponto de vista de um representante do Corpo Social que defendia os interesses dos associados e para isso teria que me contrapor às posições do patrocinador BB, pois já se ouvia o recado de que o banco não colocaria mais dinheiro na CASSI e que aquela conta deveria ser paga somente pelos associados, o funcionalismo do banco. 

É uma longa história, mas ela tem que ser contada, pois são Memórias da CASSI. 

William Mendes 

4.1.26

Memórias da CASSI (4) - Mandato participativo e transparente do diretor de saúde



Primeiros dias de trabalho: desejo de conhecer e compreender

Ao reler anos depois as minhas postagens no blog (diário), do mês de junho de 2014, mês no qual o país vivia o clima de Copa do Mundo, já se percebe o desejo de prestar contas de nossa atuação como diretor de saúde eleito pelo corpo social da CASSI, e é possível notar a intenção de exercer um mandato muito participativo e transparente.

Desde os primeiros dias (11/6/14), participei de reunião do Conselho de Usuários do DF, uma espécie de conselho de saúde com papel definido pela autogestão, não deliberativo e sim consultivo e voluntário, e muito importante, na minha opinião, para as estratégias que adoraríamos, ou seja, que teríamos de informar e formar lideranças locais para aproximar a CASSI do conjunto dos participantes e usuários do sistema em todo o país de tamanho continental.

No primeiro mês de gestão da CASSI, participei do 25º Congresso Nacional dos Funcionários do BB, o principal fórum organizativo e deliberativo dos bancários do Banco do Brasil nas principais demandas relativas à saúde, previdência, remuneração, condições de trabalho e papel do banco público, que no caso de nossa autogestão é patrocinador e indica a metade da direção da Caixa de Assistência.

Ou seja, além de ler dezenas de súmulas e notas nas reuniões ordinárias e semanais da Diretoria Executiva da CASSI, de estudar por conta própria diversos documentos e materiais relativos à história da nossa autogestão em saúde, eu também iniciei a minha tarefa de fazer a ponte entre a Caixa de Assistência e os associados e suas representações, e demais grupos de interesse. 

Segue abaixo um primeiro balanço que fiz após o nosso trabalho em junho de 2014.

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Dias longos de trabalho na Caixa de Assistência

Olá companheirada, amig@s e colegas do Banco do Brasil,

Estou nas primeiras semanas de trabalho em nosso mandato como Diretor de Saúde da Caixa de Assistência dos Funcionários do BB - Cassi.

Todo início de trabalho em uma entidade tão importante e tão complexa como a nossa Cassi requer muita disposição, desejo de conhecer e compreender as complexidades do funcionamento da Caixa de Assistência, e pensar propostas de solução para os problemas existentes, além de definir as melhores estratégias para implantar as propostas que os associados votaram conosco.

A Caixa de Assistência dos Funcionários do BB é um dos maiores patrimônios do funcionalismo, foi uma conquista de décadas de lutas e solidariedade de classe e é uma entidade construída e mantida pelos trabalhadores desde janeiro de 1944.

Após estas primeiras semanas de estudos e percepções, já começo a pensar em conjunto com pessoas sérias e dedicadas que lá encontramos e que chegaram conosco, proposições para buscar a perenidade de nossa Caixa de Assistência, soluções para que o conjunto dos associados da ativa e aposentados possa sempre contar com a Cassi para manter e cuidar de sua saúde.

Desafios diversos e vamos achar soluções construídas com a participação social

Nós temos desafios internos, que passam por melhorias nos processos (e isto vem ocorrendo), temos desafios em construir consensos para implantar direitos novos para os associados, temos desafios de incluir mais participantes como, por exemplo, os mais de 10 mil bancári@s oriundos de bancos incorporados e que estão hoje sem o direito à Cassi, e temos desafios de proteger a Caixa de Assistência e demais planos de autogestão de medidas equivocadas da ANS que acabam por prejudicar planos de saúde que não visam lucro.

Um desafio gostoso de enfrentar é o de fortalecer a cultura do pertencimento dos associados à Caixa de Assistência. E, por fim, melhorar o nível de informações importantes para os participantes e suas entidades representativas. Para isso estamos já preparando o primeiro boletim dos eleitos.

A Caixa de Assistência tem que focar a Saúde das pessoas e não ser a maior no "mercado" nisso ou naquilo

Queremos fortalecer a Cassi naquilo que é a sua razão de ser, ou seja, focar na Atenção Integral à Saúde dos funcionários do BB da ativa, aposentados e familiares.

A cada novo conhecimento dos problemas da Caixa de Assistência, do contexto em que ela está inserida - uma autogestão em saúde d@s trabalhadores num mercado agressivo que lucra com a doença das pessoas - mais me convenço que o fortalecimento da entidade e sua perenidade no tempo passa por conseguir maior participação do corpo social no dia a dia da Cassi, bem como no fortalecimento das ações preventivas e de promoção de saúde e na construção de um maior espírito de pertencimento de seus participantes.

Muito trabalho a fazer e os associados merecem nossa dedicação

Nestas semanas iniciais encontramos muito pouco tempo para acessar redes sociais porque acabamos por passar longas horas na gestão da entidade, o dia todo, todos os dias, estejamos fisicamente na sede em Brasília ou em outra base.

Mas vamos buscar formas e ferramentas de comunicação para informar com mais eficácia nossos participantes e as entidades do funcionalismo sobre aquilo que estamos fazendo e dos desafios que temos.

Eleitos e associados visam melhorias de direitos em saúde e sustentabilidade da Caixa de Assistência

Uma coisa é certa: os eleitos pelo corpo social têm como objetivo defender medidas que aumentem direitos e que melhorem o atendimento, e que esses direitos dos associados sejam sempre usufruídos de forma racional e que atinjam os objetivos em saúde dos participantes, mantendo a sustentabilidade de nossa Caixa de Assistência.

É isso!

Abraços,

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento

27/06/14

3.1.26

Memórias da CASSI (3) - A Caixa de Assistência é dos trabalhadores e não visa lucro



"A formação política e sindical é estratégica para a classe trabalhadora. É a partir da formação que podemos disputar corações e mentes na luta pela hegemonia da sociedade e de todas as suas estruturas. É preciso um grande esforço na Cassi e da Cassi em informar e formar as novas gerações de trabalhadores do Banco do Brasil para a compreensão de que a Cassi não é um plano de saúde como os que estão aí no mercado, que visam lucro. A Cassi não trata as pessoas como clientes, a Cassi não é o Bradesco Saúde nem a Unimed. A Cassi é dos trabalhadores, em gestão compartilhada com o nosso patrocinador Banco do Brasil, e cada associado deve viver e participar do cuidado da nossa Cassi. É necessário fortalecer os conselhos de usuários, é preciso que os sindicatos e demais entidades do funcionalismo estejam no dia a dia da Cassi, sendo um ponto de contato e de organização dos associados nos mais diversos pontos do país." (William Mendes, discurso de posse como diretor de saúde, em 02/06/14, em Brasília - DF)


Esse recorte da mensagem passada pelo diretor de saúde da CASSI aos participantes do evento do início de gestão de junho de 2014 a maio de 2018 está em sintonia com o primeiro artigo do Estatuto da CASSI, que citei no capítulo anterior dessas Memórias. 

A autogestão em saúde CASSI é uma sociedade civil e pessoa jurídica de direito privado, é uma instituição de assistência social e sem fins lucrativos. Esse foi o desejo e o legado de nossos colegas do Banco do Brasil quando criaram a Caixa de Assistência em 1944.

Por isso a nossa autogestão não é o Bradesco Saúde nem a Unimed, por isso podemos dizer "nossa" quando falamos da CASSI. Por isso é necessário dar informação e formação para o conjunto dos grupos de interesse do sistema CASSI, os chamados stakeholders. 

É por ser Caixa de Assistência e não plano de saúde de mercado que a informação correta sobre direitos e deveres de cada associado e associada deve ser conhecida, sobre a melhor forma de se acessar o direito em saúde e de se resolver as demandas de cada participante. 

Foi com base na compreensão do que era a CASSI em 2014 que definimos o planejamento estratégico para a Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento e seu diretor.

Caberia a mim essa relação direta com os diversos grupos de interesse em torno da CASSI, principalmente aqueles que representavam os associados e participantes do sistema de saúde da Caixa de Assistência. 

William Mendes 

19.5.21

Memórias de mandatos eletivos - Cassi (I)


Reunião com a direção do Sindicato em Rondônia (21/8/14).
Escolhi essa foto em homenagem ao companheiro Pinheiro,
que nos deixou em 2021, vítima de Covid-19.


Um mandato de representação na área da saúde com foco no trabalho de base e na politização dos trabalhadores e suas lideranças da ativa e aposentados


Entre junho de 2014 e maio de 2018 tive a honra de ser um dos representantes eleitos da comunidade de trabalhadores da ativa e aposentados do banco público BB a participar da gestão da Caixa de Assistência dos Funcionários, a Cassi, autogestão em saúde.

Ao olhar para trás, revisitando meus registros da história de um período de muitas lutas coletivas das quais participei ativamente, percebo que fizemos um mandato que buscou realizar na prática aquilo que sempre defendemos enquanto lideranças da classe trabalhadora. 

Ao rever a agenda de compromissos que realizamos ao longo dos 4 anos de representação da base social do Banco do Brasil sentimos uma sensação boa de ter feito o melhor que pudemos para defender os direitos dos associados da Caixa de Assistência e defender a própria autogestão e seu modelo assistencial, uma pedra preciosa da comunidade BB.

Hoje, estava revendo fotos das agendas que empreendi nas primeiras semanas de mandato, visitando as bases dos associados da Cassi e as entidades representativas do funcionalismo. Sabíamos que tínhamos uma tarefa trabalhosa, mas essencial: apresentar a Cassi aos diversos públicos com os quais a associação se relacionava, porque a base social não sabia o que era a Caixa de Assistência (e ainda não sabe por uma opção política de certos grupos). 

Fomos a campo politizar os trabalhadores e seus representantes. Sem informar e formar os associados e lideranças - "(in)formação em saúde" como dizia o mural do blog A Categoria Bancária - não iríamos a lugar algum no mandato e todos perderiam com isso - os associados, a Cassi e até o patrocinador - porque o mercado privado de serviços de saúde explora os planos de autogestão até com a ajuda de seus participantes assistidos, e isso ocorre pelo fato de os associados estarem mal orientados sobre o modelo assistencial da Cassi.

Estamos em 2021. O Brasil vive um estado de anomia após o golpe de Estado que destruiu o país. Vivemos sob o poder de bandidos, máfias, manipuladores de toda ordem; gente da pior espécie ocupou os espaços de poder e tudo está se desfazendo. A política foi substituída pela violência, pela mentira como prática cotidiana, pela carteirada daqueles que têm dinheiro e poder e o povo está sem um horizonte que indique um futuro melhor e mais feliz para a vida cidadã.

É nesse cenário de 2021 que estou olhando a vivência que experimentei como dirigente com a política funcionando na vida nacional, com os trabalhadores avançando em direitos sociais e com perspectivas de futuro por causa das oportunidades que todos tinham com os governos do Partido dos Trabalhadores. O Brasil era um país ativo e altivo em sua relação com o mundo e um país que olhava para a classe trabalhadora e se importava com o povo mais necessitado do apoio do Estado.

É isso. As memórias sempre valem alguma coisa. As memórias nos mostram que se as pessoas já fizeram o que relembram é porque é possível as pessoas fazerem aquelas ações de novo.

Abaixo, registro algumas agendas realizadas por mim nos primeiros 3 meses de mandato - compromissos presenciais junto às bases sociais da Cassi -, eu era diretor de saúde e rede de atendimento, rede própria: era responsável pela gestão do modelo assistencial de Atenção Integral, Estratégia de Saúde da família, pelas unidades regionais e as unidades de atendimento em saúde, as CliniCassi, e responsável pela relação com os conselhos de usuários.

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ANO DE 2014

DISTRITO FEDERAL

No dia 11 de junho, a diretora Mirian Fochi e eu estivemos na reunião do Conselho de Usuários da Cassi DF. Começava ali a minha participação permanente nos fóruns dos conselhos de usuários da nossa autogestão, um espaço democrático de voluntariado, de fiscalização, de solução de problemas e auxílio aos participantes e de fortalecimento da Caixa de Assistência e seu modelo assistencial de Estratégia de Saúde da Família (ESF) e unidades de atendimento à saúde CliniCassi. 

Naquele momento, eu começava a conhecer como diretor de saúde as unidades regionais e as CliniCassi, as estruturas próprias da Cassi. Nos primeiros dias de mandato, já visitava e conhecia as CliniCassi no DF, a CliniCassi Brasília Norte e a CliniCassi Brasília Sul. Também já conhecia a CliniCassi São Paulo Centro (SP) porque participei da reunião do Conselho de Usuários em maio, após a eleição e antes da posse.

PARANÁ

No dia 30 de junho, uma segunda-feira, estive na unidade da Cassi PR para a inauguração de uma Sala de Amamentação na CABB de São José dos Pinhais. Na oportunidade, conheci a CliniCassi Curitiba e também conversei com lideranças do Sindicato dos Bancários, visitando a casa dos trabalhadores.

SÃO PAULO

Entre os dias 25 e 27 de julho, participei da 16ª Conferência Nacional dos Bancários, em Atibaia. Minha participação teve foco nas questões de saúde e nas questões inerentes à Cassi, muitas delas tratadas em mesas de negociação entre entidades sindicais e o patrocinador Banco do Brasil.

PORTO ALEGRE

No dia 30 de julho, uma quarta-feira, lá estava eu em Porto Alegre para participar de uma reunião do Conselho de Usuários da Cassi RS. Na oportunidade, conheci a CliniCassi Porto Alegre Centro Norte.

Também cumpri um compromisso com as lideranças dos trabalhadores, visitando o SindBancários de Porto Alegre e região.

PARANÁ

Em agosto, voltei à Curitiba para dois dias de agenda de fortalecimento da Cassi e de parcerias pelo modelo assistencial. Nos dias 6 e 7 de agosto, uma quarta e quinta-feira, me reuni com a Super BB, com entidades do funcionalismo, com o Conselho de Usuários. Ainda inauguramos a sede nova da Unidade Cassi PR e fizemos reunião com os funcionários da Cassi.

PIAUÍ

No dia 8 de agosto, estive em Teresina para participar da VII Conferência de Saúde da Cassi PI. Me reuni com as lideranças locais, com os membros do Conselho de Usuários e visitei a sede do Sindicato dos Bancários. O diretor de saúde conhecia mais uma CliniCassi, a de Teresina.

RONDÔNIA

No dia 21 de agosto, uma quinta-feira, estive em Porto Velho, para participar da I Conferência de Saúde da Cassi RO, fortalecer o Conselho de Usuários de Rondônia e visitar a sede do Sindicato dos Bancários. Na oportunidade, encontrei na cidade o representante eleito dos trabalhadores no Conselho de Administração do BB, Rafael Matos, que também cumpria agenda na região.

Mais uma unidade própria de atendimento à saúde conhecida, a CliniCassi Porto Velho.

RIO DE JANEIRO

Nos dias 27 e 28 de agosto, quarta e quinta, cumpri compromissos assumidos com as lideranças da comunidade BB do RJ e lá estive por conta própria para fortalecer a Cassi e as parcerias em defesa dos direitos dos associados e do modelo assistencial APS, ESF e CliniCassi (eu estava em férias).

Nos reunimos com a direção da AAFBB, com o Conselho de Usuários da Cassi RJ, estivemos com as lideranças do Sindicato dos Bancários e conhecemos a CliniCassi Centro.

SEDE DA CASSI - BRASÍLIA (DF)

No dia 2 de setembro, a diretora Mirian Fochi e eu recebemos as lideranças da APABB, presidida pela companheira Sandra Miranda. A Cassi sempre teve uma boa parceria com a Associação de Pais, Amigos e Pessoas com Deficiência, de Funcionários do Banco do Brasil e Comunidade.

MATO GROSSO

No dia 6 de setembro de 2014, um sábado, estivemos em Cuiabá, para participar de uma reunião com os delegados e delegadas sindicais do Sindicato dos Bancários. Cumpri essa agenda em férias ainda. Não foi uma agenda da Cassi.

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É isso, por enquanto. Registro de memórias feito. Nos primeiros 3 meses de mandato na Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil eu já conhecia e havia visitado a estrutura de 7 unidades regionais e 8 CliniCassi das 65 que existiam na autogestão.

Já havíamos falado sobre a Cassi para diversas entidades sindicais, associações de aposentados e conselhos de usuários. Era impressionante como as lideranças e entidades representativas tinham conceitos equivocados sobre a Caixa de Assistência, seu funcionamento, direitos e deveres dos associados etc.

Como disse no início, politizar a base social era um de nossos papéis como dirigente eleito e isso nós cumprimos piamente durante os 4 anos de mandato. Foram 170 agendas presenciais.

Abraços aos leitores que por acaso leram essa memória aqui no blog.

William Mendes


13.5.18

Prestando Contas - Cassi Mato Grosso do Sul (2014-2018)



Unidade Cassi MS e CliniCassi Campo Grande.

Olá prezad@s associados da Cassi e companheir@s de lutas por direitos dos trabalhadores.

A Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil é uma autogestão em saúde, presente em todas as capitais do país, baseada em um modelo de custeio solidário que permite que todos os trabalhadores associados da ativa e aposentados e seus dependentes possam participar de seu sistema de saúde, baseado em Atenção Primária (APS) e Estratégia Saúde da Família (ESF).

Nosso sistema de saúde suplementar cuida de quase 700 mil vidas, reunidas basicamente em dois planos de saúde, o dos funcionários (Plano de Associados) e o dos familiares até 4º grau como prevê a legislação em vigor (Cassi Família). Cuidamos também dos empregados da Cassi em nosso sistema.

Estou terminando o mandato eletivo à frente da Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento da Cassi, área responsável pelas políticas e programas de saúde, pela gestão das unidades regionais e pelo contato com os Conselhos de Usuários e demais intervenientes nas regiões.

Hoje vamos falar da Unidade Cassi Mato Grosso do Sul e da CliniCassi Campo Grande, unidade que cuida de mais de 8,4 mil participantes, sendo 6 mil do Plano de Associados. A gerência da Cassi MS está sob responsabilidade do Ricardo e toda a equipe está de parabéns pelo excelente trabalho que vem realizando para os associados e pelo fortalecimento da Caixa de Assistência e do modelo assistencial.


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Unidade Cassi Mato Grosso do Sul (informações do site)

Modificado em: 05 Setembro 2017

Endereço: Rua Pedro Celestino, 2670 - São Francisco - Campo Grande (MS) – CEP 79.002-372
Telefone: (67) 3322-2100 - (67) 3322-2101
Fax: (67) 3321-8840 e (67) 3322-2114
Contato: unidade.ms@cassi.com.br
CNPJ: 33.719.485/0011-07
Horário de atendimento: de 2ª a 6ª feira, das 8h às 18h.



Serviços: atendimento multidisciplinar em Saúde da Família (médico de família, técnico de enfermagem, enfermeiro, nutricionista e psicólogo), consultas em clínica médica, saúde mental, saúde do trabalhador, perícias, regulação, atendimentos administrativos aos participantes e prestadores de serviço. Todos os serviços necessitam de agendamento prévio, exceto a livre demanda (consultas em clínica médica) e atendimentos administrativos.

Gerente de Unidade - Ricardo Alexandre Ruz

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Fortalecimento da Atenção Primária e da ESF na Cassi MS

A Unidade do Mato Grosso do Sul conta hoje com 3 equipes de família e assim como as demais unidades da Cassi tem população assistida que necessita bastante dos programas de saúde para a coordenação de cuidados.

Os programas Plena Idade, Gerenciamento de Condições Crônicas e Programa de Assistência Farmacêutica têm número de cadastrados um pouco maior que a média Cassi Brasil. Isso varia de Estado para Estado porque nosso modelo assistencial atua de acordo com o perfil e risco das populações assistidas.

Como já explicamos durante o mandato e nessas matérias que estamos fazendo por unidade Cassi, mesmo com o orçamento contingenciado durante quase todo o período que estivemos à frente da estrutura de saúde, sem poder investir em ampliá-la, as unidades fizeram grande esforço em cuidar de mais pessoas cadastrando elas na Estratégia Saúde da Família.

A Cassi MS é um exemplo desse esforço para fortalecer o modelo assistencial de prevenção e promoção de saúde. Entre 2014 e 2018 o cadastramento da ESF foi ampliado em 16,5% chegando a 3.892 participantes no final de 2017. Foram 552 pessoas a mais cadastradas. Agradecemos muito a dedicação da equipe para superar as dificuldades para cuidar de mais vidas.

O modelo assistencial é tão importante para a sustentabilidade que mesmo com características específicas dos assistidos por Estado, e com praças com dificuldades específicas também, o resultado comparativo entre os vinculados à ESF e os não cadastrados no uso da rede credenciada mostra indicadores melhores nas internações e na busca por pronto socorro.



O Estado do Mato Grosso do Sul tem uma autogestão importante e com experiência exitosa no cuidado dos servidores públicos, a Cassems, que é parceira da Cassi e que visitei ao longo do mandato para a troca de experiência. Eles têm uma estrutura de atendimento verticalizada (própria) com hospitais pequenos e médios no interior e um bom hospital geral na capital. E agora estão com Atenção Primária. Agradeço a parceria com a Cassems.

Deixo a sugestão mais uma vez da Cassi realizar bench marking com a Cassems em relação à organização do sistema de saúde.

Agradecimentos

Mais uma vez, gostaria de agradecer o trabalho conjunto que realizamos nesses 4 anos com os profissionais da Cassi MS. Também agradeço ao apoio e parceria que sempre tivemos com as entidades representativas e lideranças locais, em especial o Sindicato e o Conselho de Usuários. A Cassi também tem feito parcerias importantes com os órgãos do Banco e isso é promissor para o modelo assistencial.

Durante o mandato estive em Campo Grande cumprindo agenda da Diretoria em 3 oportunidades (2015, 2016, 2017) e em todas elas os contatos com as lideranças e entidades foram muito promissores. Obrigado a todos!

Por fim, agradeço pelos votos que recebemos na eleição Cassi 2018. Voltamos a ficar em 1º lugar no Estado. Obrigado pela confiança.

William MendesDiretor de Saúde e Rede de Atendimento
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Post Scriptum:


Resultado das eleições 2018:


Eleitores (Brasil): Ativos = 89.725 / Aposentados = 81.416

Eleitores que votaram: Ativos = 68.887 / Aposentados = 39.936


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Eleitores MS: Ativos = 1.197 / Aposentados = 1.093 (2.290)

Eleitores votaram MS = 898 (75%) / 515 (47,1%)

Total votos MS = 1.413 (61,7%) / válidos: 1.239 (87,7%)


Chapa 1 = 440 / 132 =   572 / 46,2% (1º lugar)

Chapa 2 = 069 / 042 =   111 / 08,9%

Chapa 3 = 063 / 056 =   119 / 09,6%

Chapa 4 = 174 / 263 =   437 / 35,3%

Votos Brancos = 060 / 013 = 073

Votos Nulos     = 092 / 009 = 101

Total Votos MS = 898 / 515 = 1.413



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Resultado das eleições em 2014:



Eleitores (Brasil): Ativos = 102.209 / Aposentados = 68.590

Eleitores que votaram: Ativos = 80.268 / Aposentados = 25.374

Exterior: Ativos = 63 / Aposentados = 0



Eleitores MS: Ativos = 1.425 / Aposentados = 880 (2.305)

Eleitores votaram MS = 1.171 (82,2%) / 355 (40,3%)

Total votos MS = 1.526 / válidos: 1.251 (82,0%)


Chapa 1 Todos pela Cassi =     461 / 095 =   556 / 44,44% (1º lugar)

Chapa 2 Maturidade          =    256 / 072 =    328 / 26,22%

Chapa 3 Uma Nova Cassi  =    138 / 093 =    231 / 18,46%

Chapa 4 Renovação          =     070 / 066 =   136 /  10,88%

Votos Brancos                   =     111 / 015 =   126

Votos Nulos                       =     135 / 014 =   149

Total Votos apurados MS   = 1.171 / 355 = 1.526

12.5.18

Prestando Contas - Cassi Maranhão (2014-2018)


Unidade Cassi Maranhão e CliniCassi São Luís.

Olá prezad@s associados da Cassi e companheir@s de lutas por direitos dos trabalhadores.

Nestas últimas semanas de mandato eletivo à frente da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil, como Diretor de Saúde e Rede de Atendimento da maior e mais antiga autogestão do país, estamos fazendo uma postagem por Unidade Cassi para agradecer o trabalho conjunto que tivemos com os funcionários e com a comunidade local.

Às vezes, eu imponho a mim mesmo umas tarefas de difícil execução, tarefas de militância às causas para as quais me dedico, mas depois que defino um objetivo, não desisto. Fazer 27 matérias sobre as unidades Cassi que gerimos não está sendo fácil (minha agenda de transição e mudança de vida está complicada). Mas agora que comecei não posso parar no meio do caminho (rsrs).

Hoje vamos falar da Cassi Maranhão, liderada por nossa gestora Maria do Socorro. Inicio a matéria agradecendo de coração o carinho e a competência que os profissionais da Cassi dedicam aos participantes e à nossa entidade de saúde. A unidade Maranhão é mais um exemplo de dedicação à nossa comunidade BB.

Obrigado!

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Unidade Cassi Maranhão (informações do site)

Modificado em: 14 Dezembro 2015

Endereço: Av. dos Holandeses, QD-09, 13 – Calhau - São Luís (MA) – CEP 65.075-480
Telefone: (98) 2109-2100
Fax: (98) 2109-2101
Contato: Fale com a CASSI
CNPJ: 33.719.485/0027-66
Horário de atendimento: de 2ª a 6ª feira, das 8h às 18h.

Serviços: atendimento por equipes de Saúde da Família (médicos de família, técnicos de enfermagem, psicólogo, enfermeiro e assistente social), perícias, autorizações de procedimentos previstos nos planos (Associados e CASSI Família) e atenção integral à saúde do trabalhador. Os serviços descritos necessitam de agendamento prévio. Realizamos também serviço de pronto atendimento para atendimento de consultas não agendadas, além de serviços ambulatoriais para realização de curativos, nebulização e observação clínica.

Gerente de Unidade - Maria do Socorro Rios Fonseca

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Fortalecimento da Atenção Primária e da ESF na Cassi MA

A Unidade Cassi Maranhão tem peculiaridades que outras unidades não têm de forma tão contundente. A rede prestadora é bem escassa, inclusive na capital São Luís, onde poucos prestadores hegemonizam a venda de serviços de saúde para toda a população do Estado. Esta unidade e outras com características semelhantes trazem desafios enormes para a equipe que nelas atua.

Além dessa característica, outra chama a atenção na Cassi Maranhão. Temos muito mais participantes do Cassi Família que do Plano de Associados. Segundo os dados do Visão Cassi, são 6,6 mil associados e mais de 20 mil do CF. Olhando os dados das Eleições Cassi 2018, a base eleitoral reduziu em mais de 10% em relação à 2014, hoje com 2.550 eleitores no Estado. As reestruturações do Banco do Brasil pesaram para isso.

Por causa de informações iniciais como essas é que temos que enaltecer o excelente trabalho que a unidade e os profissionais realizam para nós participantes do sistema.

Nosso modelo assistencial, com Atenção Primária e Estratégia Saúde da Família, foi fortalecido nesses 4 anos. Com as mesmas 3 equipes de família na CliniCassi São Luís, crescemos 3% os cadastrados na ESF, mas considerando as reduções de assistidos que citei acima, vejam que os cadastrados do Plano de Associados cresceram 10,6%. Isso é muito importante!

Nosso modelo deve e precisa ser ampliado em todos os Estados nos próximos anos para que a Cassi seja mais sustentável no uso dos recursos e se mantenha solidária não excluindo segmentos de participantes por questões de custeio, como a proposta recente do BB em onerar absurdamente os associados do sistema.

Deixo como exemplo, indicadores dos efeitos da ESF no Maranhão, mostrando o quanto os participantes vinculados ao modelo assistencial têm resultados melhores no uso dos recursos do sistema ao utilizar a rede prestadora, mesmo numa praça tão escassa de rede.


Estudos demonstram o quanto são melhores os indicadores
de uso de rede credenciada por parte de vinculados à ESF.

Observem os dados acima e vejam o quanto a busca por pronto socorro e as internações hospitalares são menores por parte dos participantes vinculados à ESF/CliniCassi. Neste exemplo são participantes do grupo de complexidade 3, os mais agravados do sistema.

Agora vejam as comparações com 3 grupos de complexidade, para o ano base de 2015, no uso da rede credenciada no Maranhão, entre vinculados e não cadastrados na ESF:

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Grau de       %        despesa per capita       despesa per capita
complex.                 de vinculados à ESF     de não cadastrados

1                 -18           1,2 mil                           1,5 mil
2                 -32           5,6 mil                           8,3 mil
3                 -34           25 mil                            38 mil
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Enfim, ao longo do mandato que estamos terminando, construímos na Diretoria de Saúde estudos que nunca haviam sido feitos. Comprovamos que o modelo de Atenção Integral à Saúde, Atenção Primária (APS), Estratégia Saúde da Família (ESF) e as CliniCassi, que precisam de mais investimentos, e os programas de saúde da Cassi são essenciais e são a solução para a sustentabilidade do sistema SEM RETIRAR DIREITOS DOS ASSOCIADOS.

Desejo que a comunidade BB não perca o foco no modelo assistencial, entrando em debates repetitivos de mesmices e lugares comuns e congelem novamente o crescimento da cobertura da ESF, que só chegou a quase 182 mil cadastrados em 2017 por insistência nossa e de nossas equipes da Diretoria e das Unidades Cassi. Ficamos praticamente o mandato todo sem recursos adequados para investimento na área da saúde.

Agradecimentos

Deixo nosso agradecimento mais uma vez para os profissionais da Cassi Maranhão. Também agradeço as parcerias pela promoção de saúde e fortalecimento do modelo assistencial que fizemos com as lideranças e entidades representativas locais, com o Conselho de Usuários, com os órgão do BB no Estado.

Durante o nosso mandato estivemos em São Luís 4 vezes a trabalho (2014, 2015 e duas em 2016).

Guardo uma lembrança legal de uma das oportunidades em que estive com os participantes da Cassi MA. Era a Conferência de Saúde em 2016, entrado o mês de dezembro, uma sexta-feira à noite. Estávamos num salão com o ar condicionado quebrado, noite quente em São Luís. Quando ia terminando meu tempo de palestra, ao falar que já concluía, uma pessoa na plateia se manifestou dizendo que eu continuasse porque as informações de qualidade que estávamos disponibilizando valiam a pena todo o calor que juntos sentíamos. Foi muito gratificante!

Também agradeço pelos votos que tivemos no Estado. Ficamos mais uma vez em 2º lugar nas eleições. Democracia é assim.

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014-18)


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Post Scriptum:


Resultado das eleições 2018:

Eleitores (Brasil): Ativos = 89.725 / Aposentados = 81.416

Eleitores que votaram: Ativos = 68.887 / Aposentados = 39.936


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Eleitores MA: Ativos = 1.642 / Aposentados = 908 (2.550)

Eleitores votaram MA = 1.288 (78,4%) / 447 (49,2%)

Total votos MA = 1.735 (68%) / válidos: 1.501 (86,5%)


Chapa 1 =     296 / 068 =   364 / 24,3% (2º lugar)


Chapa 2 =    504 / 074 =    578 / 38,5%

Chapa 3 =     130 / 127 =   257 / 17,1%

Chapa 4 =     138 / 164 =   302 /  20,1%

Brancos =     091 / 005 =   096

Nulos     =     129 / 009 =   138

Total Votos MA = 1.288 / 447 = 1.735


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Resultado das eleições 2014:

Eleitores (Brasil): Ativos = 102.209 / Aposentados = 68.590

Eleitores que votaram: Ativos = 80.268 / Aposentados = 25.374

Exterior: Ativos = 63 / Aposentados = 0

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Eleitores MA: Ativos = 1.816 / Aposentados = 665 (2.841)

Eleitores votaram MA = 1.470 (80,9%) / 241 (36,2%)

Total votos MA = 1.711 / válidos: 1.325 (77,4%)


Chapa 1 Todos pela Cassi =     295 / 089 =   384 / 29,0% (2º lugar)

Chapa 2 Maturidade          =    069 / 017 =    086 / 06,5%

Chapa 3 Uma Nova Cassi  =     541 / 088 =   629 / 47,5%

Chapa 4 Renovação          =     194 / 032 =   226 /  17,0%

Votos Brancos                   =     175 / 009 =   184

Votos Nulos                       =     196 / 006 =   202

Total Votos apurados MA   = 1.470 / 241 = 1.711