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27.1.26

Memórias da CASSI (18) - Aniversário da Caixa de Assistência



ANIVERSÁRIO DA CAIXA DE ASSISTÊNCIA

27/01/26

A Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil completou 82 anos de existência nesta data. A autogestão em saúde é um dos maiores patrimônios dos trabalhadores do BB. Ela foi criada em assembleia realizada em 27/01/44, como uma instituição de assistência social, sem fins lucrativos.

Pertenço à comunidade Banco do Brasil desde 1992 e ao longo de minha jornada laboral de bancário tive a responsabilidade de representar colegas da ativa e aposentados por quase duas décadas em diversos mandatos eletivos. 

Em minhas memórias existem muitos momentos relacionados com a nossa Caixa de Assistência. Muitos. Posso dizer que o modelo assistencial de Estratégia de Saúde da Família (ESF) salvou a minha vida, pois até uns 45 anos de idade eu não me cuidava como aprendi depois com as equipes de família. 

Tendo uma herança genética de doenças crônicas comuns ao povo brasileiro, eu já poderia fazer parte das estatísticas e ter sido mais uma vítima de infarto ou AVC, sendo um hipertenso. Graças à CASSI sou um dos milhares de crônicos monitorados e acompanhados pelas CliniCASSI.

Durante minha primeira década de associado da CASSI, eu tive uma noção muito superficial a respeito da autogestão. Como a maioria dos funcionários, entendia que a CASSI era o plano de saúde do banco, tipo o plano de saúde dos bancários do Bradesco, por exemplo. Depois fui entender que é e não é bem assim. Nós somos os donos da Caixa de Assistência, com direitos e deveres políticos e sociais.

Com poucos anos de associado da CASSI, vivenciei os debates da Reforma Estatutária de 1996. Foram debates intensos, com grupos políticos defendendo posições antagônicas. Por sorte, eu já era sindicalizado e as lideranças do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região foram importantes porque me esclareceram tudo que estava acontecendo. Convenci meus colegas e fomos favoráveis à mudança. 

Em 1999, na sequência das mudanças que vinham acontecendo na CASSI após a Reforma Estatutária e a autonomia administrativa da autogestão em saúde, fui eleito pela primeira vez para representar os colegas do Banco do Brasil. 

O Sindicato sugeriu que eu disponibilizasse meu nome para as eleições dos representantes de base para o primeiro Conselho de Usuários da CASSI em SP. Apesar das dificuldades que todos tivemos naquela primeira experiência - o regulamento do Conselho dominou a pauta -, nascia ali um importante instrumento de participação social na CASSI. 

Em 2002, fiz parte da chapa cutista eleita pelos bancários para a direção do nosso Sindicato. A partir daquele momento, passaria a compreender melhor tanto a CASSI quanto as demais questões relacionadas aos direitos da categoria e dos funcionários do BB. 

Em 2005, na campanha salarial da categoria, incluímos a CASSI nas reivindicações da pauta dos funcionários do BB, eu representava os paulistas na Comissão de Empresa (CEBB) pela Fetec CUT. Nossa autogestão enfrentava outra vez um déficit no Plano de Associados e queríamos avanços nos direitos em saúde. Com a campanha vitoriosa, acordamos com a direção do Banco abrir mesa de negociação sobre a CASSI (Cláusula 56 do ACT).

As negociações entre a confederação cutista (antes CNB/CUT e depois Contraf-CUT) e demais representações duraram dois anos e, em 2007, após 3 consultas ao Corpo Social, a CASSI realizou nova Reforma Estatutária. Como representante dos colegas e negociador, passei a conhecer bem mais a nossa Caixa de Assistência.

Após representar os bancários do Banco do Brasil por mais de uma década como dirigente sindical e negociador de questões diversas de direitos, fui convidado a participar de uma chapa nas eleições da CASSI e, entre 2014 e 2018, fiz parte da direção da Caixa de Assistência. Foi uma experiência única e que me permitiu conhecer muito mais a história exitosa de uma das maiores e mais antigas autogestões em saúde do país.

A CASSI completa 82 anos de existência e a comemoração deve ser feita por todos nós que somos acolhidos e cuidados pela instituição de assistência social fundada em 1944 e que participamos de alguma forma dessa história extraordinária de uma Caixa de Assistência criada por trabalhadores para cuidar da saúde e da vida de gerações de funcionários e familiares de nossa comunidade bicentenária do Banco do Brasil.

Parabéns, CASSI!

William Mendes

8.4.15

Estudos: Cassi 2005 (II)


(reprodução do texto original)

Relatório Anual - Apresentação

2005, um ano de grandes mudanças, por Diretoria



Prezadas e Prezados Associadas e Associados,

A Cassi chegou aos 62 anos em janeiro de 2006. E no próximo mês de agosto completará 10 anos de gestão compartilhada, adotada na reforma estatutária de 1996.

É preciso ter em mente esses marcos históricos para compreender melhor o significado das reformas implementadas pela Caixa de Assistência em 2005 em favor dos participantes.

Antes da última reforma do Estatuto, a Cassi dependia exclusivamente do Banco do Brasil para prestar assistência à saúde dos associados e dependentes. Os gestores de agência respondiam pelas negociações com prestadores de serviços. O relacionamento com associados e prestadores era feito pelo Setor de Funcionalismo (Sefun), que comandava os pagamentos de serviços processados nos Cesecs e da mesma forma as despesas administrativas. O sistema tecnológico antes baseado no Cedip-Londrina transferiu-se para a Tecnologia em Brasília, sempre processando os serviços contratados. Os Ceasp/Cemed cumpriam a função de auditoria e perícia médica, assistência complementar em saúde e outros serviços para que a Cassi oferecesse seus serviços em saúde.

Nas próximas páginas deste Relatório Anual os participantes poderão constatar que a Cassi completou seu ciclo de transição para se compor como instituição de prestação de serviços em saúde suplementar.

Foram concluídas ou estão em execução mais de 30 reformulações estruturais na Cassi. É o resultado de muito trabalho e dedicação com o objetivo de melhorar sempre o atendimento aos associados e seus dependentes.

Concluímos o projeto de Tecnologia da Informação, com o processamento das contas pelo Sistema Operacional Cassi (SOC) e com a inauguração do Sistema de Gerenciamento Empresarial (SGE), que automatiza os processos administrativos e de gestão.

Implementado em 2005, o Sistema de Documentação Cassi (SDC), além de possibilitar acesso pela rede de computadores a todas as dependências e funcionários, hierarquizou o conjunto normativo da instituição. O novo Regimento Interno atualizou responsabilidades e definiu alçadas e competências, oferecendo um novo conjunto de organização de serviços para a Cassi agilizar seus processos internos.

Com a vigência do novo Código de Ética, foram implantadas as Normas de Conduta Profissional e aprovadas as Políticas de Comunicação, de Risco Operacional e de Controles Internos; criadas as novas gerências executivas de Atendimento a Clientes, de Rede de Atendimento, de Auditoria Interna, de Controles Internos e implantada a nova Consultoria Jurídica.

Conquistas importantes no ano passado também foram a aprovação do primeiro projeto estratégico institucional da Cassi e a implantação do planejamento plurianual 2006/2008, assim como a instituição de um fundo exclusivo para cuidar das reservas dos planos, do Fundo de Investimentos do Cassi Família, do planejamento financeiro de longo prazo, dos ajustes entre as reservas do Cassi Família e Associados e a revisão de procedimentos alocados em investimentos.

A Cassi instituiu, ainda em 2005, os primeiros comitês gerenciais para descentralização da gestão e aprimoramento da relação institucional, incrementou o projeto de automação do faturamento, do prontuário eletrônico, de unificação de processos das Centrais de Pagamentos e de integração dos módulos administrativo e de atendimento da Central Cassi. E adotou sistemas de Gestão de Qualidade na Central de Pagamentos.

Como resultado desse esforço visando a melhoria da qualidade de vida dos associados e suas famílias, a Cassi chegou ao melhor índice da história no Exame Periódico de Saúde, iniciou a implantação da Política de Referenciamento, prosseguiu a implantação da Estratégia Saúde da Família e introduziu novos indicadores de acompanhamento, lançou novos programas de saúde (como o Viva Coração e o Bem Viver), adotou a inclusão dos dependentes homoafetivos - uma revolução contra o preconceito e a discriminação -; iniciou a implantação do Programa Educação Permanente em Saúde e o treinamento dos profissionais de Regulação.

A Cassi lançou ainda o Programa de Excelência no Atendimento, consolidando-se como uma marca de respeito ao ser apontada numa pesquisa da imprensa como a primeira autogestão em saúde (a quinta entre todas as empresas) de maior confiança no segmento de assistência médica no Brasil. Ainda assim, foi criado um Comitê de Relações com Participantes para oferecer um novo canal para análise de recursos para tratamentos médicos.

Como se vê, o ano de 2005 se constituiu numa grande revolução interna nos serviços oferecidos pela Cassi, que agora em agosto completará seus primeiros 10 anos de gestão compartilhada entre o patrocinador Banco do Brasil e o Corpo Social.

Depois de muitos anos investindo em sua autonomia empresarial, a Cassi conclui 2005 precisando debater seus problemas. Um sistema de saúde suplementar sofre mudanças constantes em tecnologia de saúde e de sistemas, de aprimoramento nos procedimentos médicos e sua remuneração e de transformações no controle do Poder Público e suas exigências legais e de custeio.

Como você verá no balanço econômico financeiro deste Relatório, o Plano de Associados continua deficitário e vem consumindo reservas desde 1999. Em razão disso, a patrocinadora apresentou em maio de 2006 um novo modelo de custeio e financiamento da Cassi. Conhecer os números e a situação da Instituição poderá contribuir para um debate mais sereno sobre as mudanças tão necessárias ao futuro da Caixa de Assistência.

Neste Relatório Anual, a Cassi mostra as ações implementadas pela Diretoria e os resultados financeiros de 2005. Sua leitura é importante porque ele traz informações imprescindíveis para esse debate e para que o Corpo Social forme sua opinião antes da consulta sobre o Relatório.

Prezados Associados e Associadas, boa leitura e atenta reflexão. Esse é o desejo da Diretoria, na esperança de que essa prestação de contas tenha alcançado as expectativas de todo o Corpo Social, no cumprimento da Atenção Integral à Saúde dos Participantes, a missão da Cassi.

Fonte: Relatório Anual da Cassi 2005, no site da Cassi.


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COMENTÁRIO DO BLOG (atualizado em 4/05/15):

- Os sublinhados são marcações do Blog;

- Esta revisita aos relatórios anuais da história recente da Cassi são importantes para mim como gestor eleito neste momento (2014/18) porque vamos vendo a dinâmica e a vida real de nossa querida Caixa de Assistência.

Houve erros e acertos nos rumos tomados pela entidade, por gestores eleitos e indicados, pelo patrocinador Banco do Brasil e pelo patrocinador Corpo Social;


- Estratégia Saúde da Família (ESF):

Relatório diz na página 9:

"Revista e atualizada em 2005, recebeu novos indicadores

Em 2005, a ESF começou a ser acompanhada por novos indicadores desenvolvidos pelos técnicos da Caixa de Assistência, com assessoria da Fundação Dom Cabral. Foram selecionadas cinco cidades que receberão o investimento total até o terceiro e último estágio de implantação dos serviços próprios: Aracaju, Belém, Campinas, Campo Grande e Cuiabá.

Nas demais cidades em que já houve a implantação do primeiro estágio da ESF, onde já se contam 75 mil participantes cadastrados, 92 equipes - compostas de médicos de família e técnicos de enfermagem - oferecem Atenção Integral à Saúde dos participantes da Estratégia. Essas equipes contam com o auxílio multidisciplinar de nutricionista, enfermeiro, psicólogo e assistente social. Todo esse trabalho é agora monitorado pelos indicadores de eficácia da ESF, que avaliam simultaneamente a viabilidade econômica, a satisfação dos participantes e os resultados de saúde."


COMENTÁRIO SOBRE ESSA INFORMAÇÃO DA DIREÇÃO SOBRE ESF: agora em 2015, o BB criou um site de mão única entre o BB e os bancários, onde uma "suposta" pergunta de funcionário sobre a CliniCassi não trazer vantagem alguma, a direção do Banco - que está na gestão desde 1996 - diz que "as unidades e CliniCassi, na forma como estão atualmente estruturadas, não têm atingido os resultados esperados. Portanto, o Banco considera prudente rever esse modelo de atuação".

Muito interessante a fala do BB em 2015 porque vendo os relatórios anuais desde 2004, fica claro que a ESF e as CliniCassi tinham um planejamento de implantação por parte da Cassi (indicados BB e eleitos) e, de repente, depois que o Corpo Social aprovou novos aportes e receitas em 2007, a Direção simplesmente deixou de seguir implantando a ESF conforme previsto, de maneira que hoje, 2015, a Direção do BB fala que o modelo não teria o resultado esperado, mas sem assumir a culpa pelo fato e sem provar isso em números.

William

Estudos: Cassi 2005 (I)


(reprodução do texto original)

Relatório Anual 2005 - Apresentação

As mudanças e os desafios, por Conselho Deliberativo da Cassi



2005 foi um ano em que a Cassi passou por grandes transformações em todas as áreas, com o objetivo de garantir um atendimento cada vez melhor aos associados e a suas famílias, além de racionalizar e agilizar a gestão. Por outro lado, 2005 continuou sendo mais um ano onde o custeio do Plano de Associados apresenta-se como o grande problema a ser resolvido, haja vista que as nossas receitas básicas continuam apresentando resultados operacionais negativos e consumindo reservas técnicas desde 1999.

As principais mudanças estruturais que começaram a ser implementadas com a reforma de 1996 foram consolidadas no ano passado, como mostra o balanço das ações da Cassi resumidas nas próximas páginas deste Relatório Anual.

A Caixa de Assistência aprovou em 2005 o Planejamento Estratégico, que define as prioridades e fixa os objetivos e metas para os próximos cinco anos. Merece destaque a criação de indicadores financeiros e de saúde, que permitirão orientar a boa gestão dos recursos e da assistência à saúde dos associados e de seus familiares. É a primeira vez que a Cassi implanta medidas dessa ordem, que serão também fundamentais para dar mais transparência* à gestão e consolidar o modelo assistencial.

Iniciamos a revisão da arquitetura organizacional da Cassi, que permitiu corrigir distorções na gestão, como a vinculação hierárquica das Unidades Regionais e da Central de Pagamentos. Com essa revisão, desejamos adequar a instituição às mudanças impostas pelo mercado de saúde, fortalecendo a Cassi e visando aplicar da melhor forma possível seus recursos técnicos e humanos para o cumprimento de sua missão de assegurar Atenção Integral à Saúde.

Também promovemos uma revisão da implementação da Estratégia Saúde da Família (ESF), com a criação de indicadores que permitirão a definição das praças com prioridade para a implantação da Estratégia, a partir de critérios como concentração de associados, populações mais idosas, grupos de risco, bem como o acompanhamento dos resultados nessas regiões.

Igualmente importantes foram a criação do Comitê de Relações com Participantes, que será responsável pelos recursos técnicos apresentados pelos participantes; da Divisão de Custos, que responde pela administração dos custos, a implantação da Auditoria Interna e da Divisão de Controles Internos, que apesar de recém criadas, já têm contribuído muito para a administração da Cassi.

Quanto aos resultados econômicos-financeiros, o exercício de 2005 apresentou superávit de R$ 13 milhões. Mas o resultado operacional consolidado fechou com déficit de R$ 54,1 milhões, em razão do preocupante desequilíbrio do Plano de Associados, que encerrou o ano com déficit operacional de R$ 81,2 milhões - enquanto o Cassi Família teve superávit de R$ 76,2 milhões.

Sinal positivo no esforço de tirar do vermelho o Plano de Associados foi a proposta encaminhada pelo Banco do Brasil mostrando disposição de discutir a reestruturação da Cassi e um novo modelo de custeio com todos os associados. Cabe agora ao movimento sindical, junto com os demais segmentos do funcionalismo, apresentar uma contraproposta que seja o ponto de equilíbrio financeiro e atuarial, ajudando a solucionar definitivamente os problemas estruturais de custeio da Cassi. É uma tarefa de todos nós.


Conselho Deliberativo

- Deise Teixeira Lessa (eleita)
- Denise Lopes Vianna (eleita)
- Roosevelt Rui dos Santos (eleito)
- José Ismar Alves Tôrres (até 26/8/05)
- Solon Coutinho de Lucena Filho (a partir de 27/9/05)
- Carlos Eduardo Leal Neri

Suplentes

- Claudio Alberto Barbirato Tavares (eleito)
- Geraldo Pedroso Magnanelli (eleito)
- Marcelo Gonçalves Farinha
- Joel Bueno e Silva

Conselho Fiscal

- Milton dos Santos Rezende (eleito)
- Márcio José de Souza Chaves (eleito)
- João Antonio Maia Filho (eleito)

Suplentes

- José Anchieta Dantas (eleito)
- José Proença Duarte (eleito)
- Marcel Juviniano Barros (eleito)

Diretoria

- Sérgio Dutra Vianna de Oliveira
- Vicente Gomes Neto (a partir de 01/02/05)
- Nivaldo José Lopes (até 31/01/05)
- José Antônio Diniz de Oliveira (eleito)
- Lessivan M. de Oliveira Pacheco (eleito)


Fonte: Relatório Anual da Cassi 2005, site da Cassi


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COMENTÁRIO DO BLOG (atualizado em 20/04/15):

- Os itens sublinhados no texto são marcações do Blog;

- Déficit operacional no Plano de Associados = R$ 81,2 milhões;

- O CD informa no primeiro parágrafo que a Cassi vem consumindo reservas técnicas desde 1999;

- ESF tem revisão na implementação com a criação de indicadores e os critérios adotados são: concentração de associados, populações mais idosas, grupos de risco. 

Essa estratégia não é a mais adequada para um modelo de Atenção Primária que busca interferir na saúde da população envolvida ao longo do tempo. Esse perfil vai dificultar "comprovar" nos embates com o BB, que tem visão financista, sobre a viabilidade econômica do modelo porque o grupo pertencente a ESF terá despesas assistenciais senão iguais, maiores que aqueles fora do modelo, por razões óbvias: população cadastrada é mais gravosa, tem mais doenças que as não cadastradas (perfil definido por ordem da própria direção - Banco e eleitos);

- ESF números: 75 mil cadastrados, com 92 equipes. (pág. 9). A população do Plano de Associados é de 403.600 o que dá um percentual de cobertura da ESF de 18,58% (se considerarmos a população do Plano como referência;

- Crescimento do cadastro de participantes na ESF de 2004 para 2005: 75% (42.659 para 75 mil pessoas);

- *No terceiro parágrafo, a direção afirma que foi feito um Planejamento Estratégico para cinco anos e que as medidas são fundamentais para dar mais "transparência" à gestão. Isso me chamou a atenção porque houve uma mudança nos "Princípios" da Cassi de 2004 para 2005 e a mudança retira a palavra "transparência":

2004 - "Ética e transparência nos negócios e na gestão"

2005 - "Ética nos negócios";

- Outra coisa que os associados não me verão dizer é que soluções propostas para o momento atual serão "definitivas" como está dito no último parágrafo. Isso não funciona assim. 

O que tenho dito das propostas apresentadas em 2015 é que elas têm melhor "perspectiva de" em relação ao equilíbrio no Plano de Associados e na sustentabilidade da Caixa de Assistência.

William Mendes

20.9.14

Plano Odontológico na Cassi - Posição dos eleitos 2014 e a proposta BB em 2008


Olá companheir@s de luta e colegas do BB,


Segue abaixo uma parte da conversa que tivemos com a AAFBB e seus associados em agosto de 2014 sobre a Cassi. Nesta parte, abordamos a nossa proposta de implantação do Plano Odontológico na Caixa de Assistência como um direito de saúde para o conjunto dos participantes.

Notem que a nossa proposta para o Banco do Brasil, nosso patrocinador, e a gestão compartilhada da Cassi não é descabida porque nós nos baseamos na proposta feita pelo próprio patrocinador na Campanha Nacional dos Bancários em 2008 (reproduzo abaixo a proposta feita à Contraf-CUT).

"PLANO ODONTOLÓGICO

         O banco se compromete a arcar com os custos de implantação do Plano Odontológico na CASSI. O novo benefício deverá ser implantado até 30 de junho de 2009."


Antes, ainda, o BB havia citado a Cassi no Acordo Coletivo de Trabalho, celebrado com a CNB/CUT em 2005, na cláusula 56, pactuando a negociação sobre a reestruturação da Caixa de Assistência. A negociação terminou em 2007 e foi à votação do corpo social que a aprovou.

É isso. Vejam abaixo a explicação que faço no vídeo da AAFBB e a seguir a proposta que o banco fez sobre o odontológico em 2008. Acreditamos que é importante para a Cassi e para os participantes do Plano Associados a inclusão do direito custeado pelo Banco do Brasil.

Abraços,

William Mendes
Diretor Eleito de Saúde e Rede de Atendimento da Cassi




NEGOCIAÇÃO BANCO DO BRASIL – PROPOSTA DE 21/10/2008


INFORMES

Após a negociação realizada entre o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban, na qual foram apresentadas as propostas de natureza econômica, realizou-se a negociação específica com o Banco do Brasil, no Hotel Maksoud Plaza, em São Paulo. Na ocasião o banco apresentou a forma de aplicação dos índices definidos na mesa geral da categoria e formalizou as propostas específicas abaixo.


REAJUSTE

O índice de 10% será aplicado em todos os níveis de PCS.

As comissões cujos valores sejam menores ou iguais a R$2.500 serão corrigidas em 10%.

Os VRs (Valor de Referência) de valores menores ou iguais a R$2.500 serão corrigidos em 10%.

As comissões e VRs com valores acima de R$2.500 serão corrigidos em 8,15%.

Possíveis distorções em VRs e comissões de valores próximos a R$2.500 serão corrigidas pelo banco com alterações em seus valores.


PLR
    
Considerando as alterações havidas no modelo da Fenaban, o Banco propôs manter os mesmos parâmetros utilizados no ano anterior para distribuição do módulo básico com as correções devidas, lembrando que o acordo será anual e o cálculo e pagamento serão semestrais, portanto os valores abaixo se referem a distribuição do lucro referente ao 1º semestre de 2008:

4% do lucro líquido para todos os funcionários, resultando no valor de R$1.916,00 para cada.

45% do E-6 ($1.366,50) para o escriturário, resultando no valor de R$614,93

45% do E-6 mais comissão de caixa para os caixas executivos, resultando no valor de 886,61

45% do VR para os comissionados

Valor fixo de R$483,00, correspondente a metade do oferecido pela Fenaban.

Desta forma teríamos a seguinte distribuição:

Escriturário – R$3.014,47
Caixa – R$3.286,15
ASNEG – R$3.474,01
Demais Comissionados – R$2.388,47 + 45% do VR correspondente

Com Relação ao módulo ATB o Banco pagará valor adicional até atingir a quantidade de salários conforme divulgado no SISBB, sendo que o montante de salários para aqueles que participam do programa variará de 1,69 até 2,98 salários, conforme o cargo ocupado. Haverá pagamento de valores proporcionais para os locais de trabalho que não cumpriram integralmente o Acordo de Trabalho, cuja tabela também está divulgada no SISBB.


ISONOMIA

Pela proposta apresentada todos os funcionários terão direito aos benefícios referentes a Ausências Autorizadas, PAS adiantamentos e auxílios, Licença para acompanhar pessoa enferma e adiantamentos (férias, consignações e devolução de vantagens de remoção)


MESAS TEMÁTICAS

O banco concorda com a instalação de mesas temáticas, cujas questões serão definidas entre as partes, sendo que, em 15 dias, será implantada a mesa que debaterá as questões referentes ao BESC. Outros temas de interesse do funcionalismo são: terceirização, assédio moral, PCCS (remuneração, lateralidade, critérios de promoção).


PLANO ODONTOLÓGICO

O banco se compromete a arcar com os custos de implantação do Plano Odontológico na CASSI. O novo benefício deverá ser implantado até 30 de junho de 2009.


BÔNUS 200 ANOS

Será concedido um Bônus em comemoração aos 200 anos na forma de distribuição de 120 milhões que serão divididos de forma linear a todos os funcionários, inclusive os do BESC. O valor individual será de cerca de R$1.300,00. A inclusão dos funcionários egressos do BESC se dá em substituição à PLR do período de janeiro a setembro de 2008.


DIAS PARADOS

O banco se compromete a seguir o que foi definido na Fenaban, incluindo o dia 25 de junho nos dias a serem compensados.


CRÉDITOS

Os valores referentes a PLR e bônus serão creditados em até 10 dias da assinatura do acordo.


AVALIAÇÃO

A proposta apresenta avanços nos itens de isonomia e plano odontológico, atendendo reivindicações do movimento sindical.

A criação das mesas temáticas permitirá debater a apresentar propostas de solução para problemas que vêm afligindo o funcionalismo há tempos.

A forma de aplicação dos índices de reajuste nas verbas salariais (VP, AFR, VR) é mais vantajosa que na Fenaban, garantindo, em muitos casos, o aumento integral na remuneração.

As propostas apresentadas na mesa geral da categoria e na específica do Banco do Brasil são resultados da organização e mobilização dos trabalhadores durante o período de greve orientado pelo Comando Nacional e conduzido de forma brilhante pelos Sindicatos, sendo que esse movimento chegou ao limite.


ORIENTAÇÕES

O Comando Nacional dos Bancários orienta a defesa e aprovação da proposta nas assembleias específicas que serão realizadas pelos Sindicatos.



Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil


Fonte: Contraf-CUT e AAFBB