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23.12.21

Memórias (XIV)

Momento de descanso do sindicalista
admirador de Che Guevara.

A importância do sentimento de pertencimento a determinadas comunidades e causas sociais


INTRODUÇÃO

Hoje é véspera da véspera de Natal do ano de 2021. O cidadão que escreve suas memórias aqui no blog A Categoria Bancária está retirado das lutas do movimento sindical bancário. Sou beneficiário de nossas caixas de previdência e de assistência à saúde, associações criadas por nós do Banco do Brasil lá no século passado. Pertencer a instituições criadas pela classe trabalhadora nos dá algum sentido de pertencimento num mundo onde impera o capitalismo e o individualismo.

Pertenço a uma certa comunidade humana. O custo disso é pesado, mas acho importante pertencer a alguma coisa. Sou participante de um fundo de pensão, de uma caixa de assistência, sou sindicalizado, sou associado a algumas associações da comunidade Banco do Brasil.

Estou revisitando minhas postagens do ano de 2007 neste blog sindical. 

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REESTRUTURAÇÃO NO BB, PLR COM PRÁTICA ANTISSINDICAL, REFORMA ESTATUTÁRIA DA CASSI E REMUNERAÇÃO VARIÁVEL QUE DISCORDEI

Aquele ano foi um ano de muitas lutas. Tivemos a reforma estatutária da Cassi, tivemos uma reestruturação ruim e danosa para os funcionários do BB feita pela direção do banco, tivemos uma proposta de remuneração variável pensada pelo movimento sindical para debater com os banqueiros que eu não concordei com ela e pedi licença à corrente política Articulação Sindical, a qual pertencia, para não votar a favor dela.

Tivemos em março de 2007 uma proposta de PLR sacana e antissindical por parte da direção do Banco do Brasil (acordo para pagar a 2ª parcela de 2006), feita para tirar alguns reais dos grevistas da campanha salarial e feita para criar um clima de punição aos lutadores e para quebrar a solidariedade no movimento de lutas. Falei sobre a questão aqui.

Os caras que bolaram a sacanagem eram naquele momento gestores do BB do governo Lula. Queriam interromper o ímpeto grevista da militância que vinha num crescendo desde a greve de 2003, primeiro ano de governo democrático e popular. Eles plantaram uma semente do individualismo e contribuíram para diminuir o espírito de solidariedade na categoria e no BB. Parabéns para eles!

No acordo coletivo de PLR da campanha salarial de 2007/08 (fechada em outubro de 2007) nós exigimos que o acordo de PLR fosse anual e não mais semestral, para evitar sacanagens como aquela que ocorreu em março para pagar a 2ª parcela do ano anterior. Ler aqui.

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CONQUISTA DA 13ª CESTA-ALIMENTAÇÃO

Um dos objetivos alcançados na campanha daquele ano de 2007 foi incorporar a 13ª cesta-alimentação à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). Ler aqui.

HISTÓRIA - Nós (a Executiva Nacional dos Bancários) havíamos conseguido negociar com os banqueiros esse direito na campanha de 2004 e a 13ª cesta-alimentação seria incorporada à convenção. A proposta final dos banqueiros foi rejeitada pelas assembleias. A campanha teve um desenvolvimento complexo, uma longa greve de 30 dias e julgamentos no TST. Isso fez com que o direito não fosse mantido ao final da campanha de 2004. Só em 2007 implantamos esse direito.

Outra questão que avançamos na organização do movimento após a campanha de 2004 foi ampliar a Executiva Nacional para o Comando Nacional dos Bancários nos anos seguintes.

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2007 FOI UM ANO DE MUITA SINDICALIZAÇÃO, TRABALHO DE BASE E POLITIZAÇÃO DOS TRABALHADORES

Ao revisitar as 227 postagens que fiz no blog A Categoria Bancária naquele ano de lutas e representação sindical, avalio que a minha formação política teve como base a organização nos locais de trabalho (OLT), que se mostrou constante durante minha vida de bancário do Unibanco (1988-90) e do Banco do Brasil (1992-2019) - falei sobre isso aqui -, mesclada com o dia a dia da formação política que tinha na convivência com as companheiras e companheiros do movimento sindical.

Estamos na véspera de Natal e Ano Novo. Me lembrei que em todos os anos de minha representação sindical passava esses dias nos locais de trabalho do Banco do Brasil.

Em 2007, nos dias 26 e 27 de dezembro, lá estava eu conversando com meus colegas do BB nas agências e departamentos na região central de São Paulo, distribuindo materiais do Sindicato e da Contraf-CUT: agendas, Folha Bancária, revista O Espelho etc. (ver aqui)

O movimento sindical brigava com o governo e com a direção do banco o tempo todo para contratar mais funcionários. No banco público a contratação se dá por concurso. Felizmente, passei o ano todo de 2007 indo às posses de novos bancários e bancárias em São Paulo, às segundas-feiras. 

SINDICALIZAÇÃO - Além de apresentar o Sindicato e a história de lutas da categoria bancária e da classe trabalhadora, sindicalizei dezenas e dezenas de colegas em seus primeiros dias de trabalho no Banco do Brasil. Coisa boa de se lembrar!

Como disse no início desta postagem de memórias, pertencer a alguma coisa, um lugar, uma comunidade, é importante para dar sentidos à nossa natureza social. Não é fácil nos mantermos pertencentes às nossas associações hoje em dia, juro que não é. Mas é importante sermos sindicalizados e associados a nossas entidades de classe.

É isso. Fim de mais uma postagem de memórias sindicais e de lutas. Terminei a revisita a 2007. Agora vou revisitar o ano de 2008 em meu blog.

William


Clique aqui para ler a postagem seguinte, Memórias (XV).

Para ler o texto anterior, o Memórias (XIII), clique aqui.


4.12.21

Memórias (XI)


Eu, Cacaio e Marcel. que era coordenador da Comissão de Empresa
dos Funcionários do BB; eu representava a Fetec CUT SP.

Agosto de 2007 foi um mês de muito contato com os trabalhadores que representávamos, mês de sindicalização para fortalecer o Sindicato e a luta coletiva


INTRODUÇÃO

Tenho dedicado algumas horas do dia para relembrar a minha participação nas lutas da classe trabalhadora brasileira. Fui dirigente sindical da categoria bancária por 16 anos, exercendo 4 mandatos no Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região e 3 mandatos na Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro, a Contraf-CUT.

Na metade da 1ª década dos anos dois mil, a internet e as redes sociais começavam a ganhar escala e os sites e blogs se tornaram uma forma de comunicação que permitiam a nós militantes de esquerda furar a bolha dos meios de comunicação hegemônicos das corporações de famílias bilionárias - casa-grande e capitalistas -, empresas de comunicação detentoras de todos os meios midiáticos e manipuladoras da opinião pública, grandes iniciadoras daquilo que hoje chamamos fake news, mentiras a respeito de boa parte das informações que veiculavam com "cara" de verdade. Quando não eram mentiras, eram omissões e invisibilizações da pauta da classe trabalhadora. A pós-verdade nasceu com o PIG - Partido da Imprensa Golpista.

Foi nesse contexto que criei o primeiro blog como dirigente sindical. Ele não existe mais porque o provedor desapareceu com ele e com as informações que produzi nele. Durou uns dois anos, entre 2005 e 2006. No final de 2006, criei novamente um blog em outro provedor, o blog A Categoria Bancária. A partir daí, passei a interagir com a categoria bancária e com as entidades sindicais e representativas através de minhas postagens. Foi uma experiência muito rica e que durou até o último mandato que exerci em nome da classe trabalhadora, na Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil, a Cassi, onde fui diretor de saúde até maio de 2018.

AGOSTO, MÊS DE CONVERSAS COM A BASE

Ao olhar minha agenda sindical (ver aqui), as 23 postagens mostram que fiz muito contato com os trabalhadores, seja nas posses de novos funcionários do Banco do Brasil - momento de apresentar o movimento sindical e de sindicalização -, seja nos locais de trabalho ou ainda em reuniões de delegados sindicais. 

O mês de agosto marcava o início das negociações da data-base da categoria bancária (setembro) com as minutas de reivindicações entregues: geral na Fenaban e específicas por bancos. Nós estávamos na construção da campanha unificada dos bancários e os avanços vinham ocorrendo. Já havíamos conseguido que o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal assinassem a Convenção geral - a CCT entre a Contraf-CUT e a Fenaban -, ficando as questões específicas em Acordos Coletivos aditivos à CCT.

O 18º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (CNFBB) havia ocorrido na sequência da 9ª Conferência Nacional e com as entregas das minutas de reivindicações, começavam as mobilizações para fortalecerem as mesas com banqueiros e governo. Veja aqui uma postagem sobre o 18º CNFBB. O nosso coordenador da Comissão de Empresa (COE-BB ou CEBB) era o companheiro Marcel Barros.

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SINDICALIZAÇÃO - Fui a 4 posses de bancárias e bancários novos do Banco do Brasil, nos dias 6, 13, 20 e 27 de agosto. Os concursados tomavam posse dos cargos de escriturário e ficavam duas semanas em treinamento em um ambiente do banco. Em geral, nós sindicalizávamos várias pessoas no 1º dia de trabalho delas. Passei anos encontrando bancári@s que diziam ter sido sindicalizados por mim lá no início de suas vidas de colegas do BB. Muito legal isso!

REUNIÃO DE DELEGAD@S SINDICAIS - No dia 21 de agosto o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região realizou uma reunião organizativa com a militância do Banco do Brasil. Era comum fazermos reuniões com a militância, tanto nas agências e locais de trabalho, como fiz nos dias 15 (ag. Vila Iara - Osasco) e 17 (ag. São Bento), como nas regionais do Sindicato.

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REFORMA ESTATUTÁRIA DA CASSI - Os associados da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil iriam voltar a se manifestar em relação às negociações ocorridas entre a direção do banco, da Cassi e as entidades representativas do funcionalismo entre os dias 8 e 21 de agosto.

"Cassi - Para a Cassi, o Congresso do BB decidiu por uma campanha pela aprovação do novo estatuto, que será votado pelos associados entre os dias 8 a 21 de agosto." (Matéria sobre o Congresso aqui)

O tema foi debatido no 18º CNFBB e os participantes, em decisão majoritária, decidiram apoiar as mudanças que traziam entre outras coisas, mais recursos para a Cassi e compromissos por parte da direção do Banco e da Cassi em ampliar o modelo assistencial de Estratégia Saúde da Família, baseado em unidades próprias CliniCassi e programas de saúde. 

A proposta foi aprovada anteriormente, mas com o quórum abaixo do necessário como define o estatuto da associação.

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Os anos como dirigente da classe trabalhadora foram anos de muito aprendizado, muito companheirismo e de muita luta em defesa daquilo que acreditamos, um mundo mais justo e igualitário para todas as pessoas.

William


Para ler a postagem seguinte, Memórias (XII), clique aqui.

Caso queira ler a postagem anterior, clique aqui.



3.12.21

Memórias (X)



Memórias de lutas sindicais e democracia no Brasil: relembro a construção da estrutura organizativa da categoria bancária

Nas memórias de hoje, vou relembrar as agendas de lutas do mês de julho de 2007. Fiz 23 postagens no blog A Categoria Bancária. O mês foi intenso porque foi mês de finalizar a primeira parte da campanha da categoria: tivemos assembleias de base e depois a 9ª Conferência Nacional e os congressos de bancos em seguida.

Este dirigente que revisita as memórias era o secretário de imprensa da Contraf-CUT, diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região e representante da Fetec-CUT SP na Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil, uma comissão que assessorava a confederação e o Comando Nacional na organização e negociação de questões específicas por bancos (COE-BB ou CEBB).

A VIDA TODA JUNTO ÀS BASES - Ao ver as postagens do mês (ver aqui), fico feliz em relembrar que não deixei de fazer contatos com a base de trabalhadores do Banco do Brasil nem em meses tão cheios de agendas internas ao movimento como esse de organizar e finalizar as estratégias, as reivindicações e as bandeiras de lutas da campanha nacional dos trabalhadores do ramo financeiro. 

SINDICALIZAÇÃO - Achei espaço na agenda para ir conversar com bancários e bancárias do BB na posse e sindicalizá-los no 1º dia de trabalho deles no banco público. Aliás, as mulheres só tiveram direito de prestar concurso e trabalhar no BB depois de mais de um século de existência do banco. Agendas dos dias 16 e 23 de julho.

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Na 1ª semana de julho tínhamos agendas de reuniões diversas, na secretaria de imprensa da Contraf-CUT, porque estávamos confeccionando a revista nacional O Espelho, definindo propostas para a mídia da campanha nacional 2007 e trabalhando para dar visibilidade à luta da categoria na imprensa empresarial, a dos capitalistas e da casa-grande.

Eram frequentes reuniões de diretoria, tanto gerais como de corrente política. Eu tinha ainda horas e horas de dedicação à confecção da tese política da Articulação Sindical da CUT, feita em conjunto com outras companheiras e companheiros. 

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REMUNERAÇÃO VARIÁVEL - Como já disse nas outras postagens de memórias sindicais, desde cedo no movimento passei a escrever e contribuir com teses, propostas e opiniões a respeito da organização e luta da classe trabalhadora. Nesse ano de 2007, tive que fazer longos e cansativos debates internos na Articulação Sindical a respeito de propostas feitas para regular a remuneração variável na categoria. 

Tínhamos a intenção correta de regular e negociar com o patronato toda a remuneração dos trabalhadores porque os banqueiros estavam criando formas de remuneração variável com diversos programas de participação em resultados, formas de acelerar as metas abusivas e a sobrecarga de trabalho, gerando grande estresse e adoecimento, inclusive com assédio moral.

Eu não concordava com algumas propostas a respeito de contratação da remuneração variável e fiz o debate democrático dentro da corrente. Estudei, escrevi, fiz debates com diversas lideranças etc. Foi um momento rico na democracia interna do movimento e da corrente política. Valeu bastante. 

Ao final do processo, como não tinha concordância em votar a favor da proposta final de contratar remuneração variável na forma de parte do que os bancários produziam com tarifas e taxas de serviços nas agências (entendo isso como um contrassenso para a luta contra as metas abusivas), recebi por parte da Articulação Sindical autorização para me abster nos fóruns de decisão. Inclusive, no fórum final, fiz declaração de voto esclarecendo ao conjunto dos delegados e delegadas da 9ª Conferência Nacional os motivos por que não votei a favor daquela proposta.

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DURANTE GOVERNOS DO PT, AS AGENDAS DA CLASSE TRABALHADORA ERAM POR MAIS E MELHORES DIREITOS SOCIAIS

Ao ler uma matéria sobre a abertura da 9ª Conferência Nacional (ler aqui) vemos o quanto a classe trabalhadora brasileira estava com uma agenda propositiva e em ascensão social, pois queríamos a redução da jornada de trabalho sem redução de salários, aumentos mais significativos no salário mínimo do país, desenvolvimento econômico sustentável e com distribuição de renda para o povo brasileiro que efetivamente produz a riqueza do país. 

Os períodos dos governos do Partido dos Trabalhadores - governos de esquerda ou centro-esquerda, até sociais-democratas podemos dizer - são tempos de mais oportunidades para a base da pirâmide social e de mais felicidade para o povo. E sabemos que as contradições sempre vão existir, sempre. Elas fazem parte das lutas de classes.

ORGANIZAÇÃO DOS TRABALHADORES DO RAMO FINANCEIRO

A criação da Contraf-CUT em 2006 foi uma nova etapa da organização da categoria bancária dentro da Central Única dos Trabalhadores, a nossa CUT.

Quando se estuda a história dos trabalhadores dentro do setor financeiro brasileiro, vemos que nossas lutas começaram ao mesmo tempo em que a família real veio para o Brasil, em fuga de Portugal por medo de Napoleão Bonaparte. Eles chegaram aqui tomando casas e propriedades das pessoas e criando instituições da sociedade moderna como bancos, comércios etc.

Tínhamos trabalhadores bancários atuando no século XIX, tanto nos bancos públicos ou de governo como nos bancos privados. Banco do Brasil e Caixa Federal foram criados naquele período. O século XX foi de grande envolvimento dos bancários nas lutas de trabalhadores por direitos trabalhistas e sociais. Muitos sindicatos nasceram como associações no início do século e ainda hoje são dos mais organizados do país.

A categoria bancária teve papel preponderante na criação da CUT e nós fomos vanguarda na ideia de organizar os bancários em departamento, mesclando a lógica de estrutura vertical com a da Central, mais horizontal e de classe. Em 1985/86, dois anos após a criação da CUT, organizamos o Departamento Nacional dos Bancários (DNB). A estratégia foi muito exitosa e rapidamente estávamos organizados no país todo, fazendo grandes greves nacionais entre 1985 e 1989.

Nos anos noventa, avançamos para uma Confederação e passamos a contratar direitos em acordos e convenções coletivas. A CNB/CUT contribuiu enormemente para o fortalecimento da Central e da classe trabalhadora brasileira.

Ao mesmo tempo em que nós nos organizávamos, os banqueiros e patronato da casa-grande se organizavam também, é lógico. Reestruturações e avanços tecnológicos marcam essa história de embate entre bancários e banqueiros. A Contraf-CUT surge num momento em que mais de meio milhão de trabalhadores estão gerando lucros para as corporações dos banqueiros e não têm os direitos da categoria, reunidos na Convenção Coletiva dos Bancários, a CCT/CUT.

Bom, já me alonguei nessa postagem de memórias sindicais. O fato é que nós tínhamos uma missão ao criar a Contraf-CUT, missão difícil, mas muito bem-intencionada por parte das organizações sindicais dos bancários. Veja aqui a postagem que fala das estratégias definidas naquele ano de 2007, na 9ª Conferência Nacional, para organizar diversas categorias dentro do ramo financeiro e enfrentar a casa-grande e os banqueiros.

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FOCO NA UNIDADE DO LADO DOS TRABALHADORES, AUMENTO DE DIREITOS E CONTRATAÇÃO DA REMUNERAÇÃO TOTAL

A 9ª Conferência definiu suas reinvindicações, estratégias e agendas de campanha a serem aperfeiçoadas e adaptadas dia a dia pelo Comando Nacional dos Bancários, que foi ampliado naquele ano. Ver a matéria aqui.

Abaixo, deixo um trecho da questão que debati intensamente com a companheirada da Articulação Sindical e demais forças políticas e participantes dos fóruns decisórios da categoria. A vida seguiu, eu discordando das propostas e todos lutando juntos contra os banqueiros.

"Além do reajuste salarial, os bancários também querem uma remuneração complementar de 10% do total das vendas de produtos feitas em cada unidade, distribuído de forma linear para todos os empregados da unidade, creditados mensalmente como verba salarial, incidindo sobre FGTS, 13º, férias e descontos previdenciários.

Na mesma linha, outro item que consta na minuta é a remuneração complementar sobre receita de prestação de serviços para todos os bancários. O benefício reivindicado é de 5% da arrecadação com prestação de serviços distribuídos trimestralmente de forma linear a todos os bancários de cada instituição, inclusive aos afastados por licença-saúde. " (Matéria da Contraf-CUT)

Ao ver as propostas acima, sigo pensando do mesmo jeito que pensei 14 anos antes. Acho que elas não eram as propostas ideais para contratar a remuneração variável da categoria. Mas a vida seguiu e tudo mudou para pior após o golpe de Estado em 2016. 

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A HISTÓRIA SERVE DE REFERÊNCIA, ELA NÃO SE REPETE. A HISTÓRIA NOS MOSTRA QUE PODEMOS MUDAR A REALIDADE TERRÍVEL NA QUAL NOS ENCONTRAMOS EM 2021

É isso! Mais um momento de memórias de lutas da classe trabalhadora. Todas as pessoas podem e devem se envolver nas questões inerentes à nossa vida em sociedade.

Hoje vivemos sob pandemia de Covid-19, num país tomado pelo crime organizado dentro do poder do Estado e sem democracia desde abril de 2016.

Mudar a realidade sempre é possível. Depende de cada um de nós, duzentos milhões de brasileiras e brasileiros.

William


Para ler o texto seguinte, Memórias (XI), clique aqui.

E aqui para ler o texto anterior.


30.11.21

Memórias (IX)



Memórias de lutas sindicais: planejamento e trabalho de base são essenciais

O passado não se repete nunca, pois os contextos e as épocas nunca são os mesmos. No entanto, o passado nos serve de referência para pensar o presente e o futuro. Ao ver os registros de minha vida de dirigente sindical - a forma como o movimento fazia a organização e as lutas -, vejo ali boas referências para lutar e derrotar nossos inimigos de classe. 

As novas gerações têm que desenvolver novas estratégias e táticas de acordo com o contexto e o momento atual. Assim como as experiências que vivemos ainda têm sua validade: contato permanente com os trabalhadores que representamos, organização nos locais de trabalho, planejamentos estratégicos de ações para enfrentar o patronato e os inimigos da classe, enfim...

Como manter e ampliar direitos no contexto atual? Não temos respostas assertivas e prontas, temos alguns princípios, concepções e práticas sindicais que sempre nos auxiliaram. Também é importante olhar as experiências do passado porque a luta de classes não para nunca, enquanto houver classes.


Olhando meus registros no blog A Categoria Bancária no mês de junho de 2007, 22 postagens, vejo que sempre mesclamos organização de base (OLT) e organização das entidades sindicais na estrutura. Ver aqui postagens na ordem cronológica inversa, do fim do mês para o início.

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Na 1ª semana daquele mês, do dia 1 ao dia 7, eu fiz reunião de base em agências do BB, fizemos reunião da diretoria do Sindicato para planejar a campanha nacional dos bancários, fiz artigo de opinião sobre estratégias e questões sobre a campanha da categoria, finalizei a produção da revista dos funcionários do Banco do Brasil - O Espelho - que era impressa e com 16 páginas e fizemos reunião do Coletivo BB para avaliar o trabalho e a luta no 1º semestre e desenhar as estratégias e dividir as tarefas e ações políticas de cada militante do coletivo de diretores. Isso não é pouca coisa!

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Na 2ª semana não foi diferente. Realizamos reunião nacional na Confederação para a campanha de data-base dos bancários, reunião no Sindicato e eu fiz reunião na secretaria de imprensa da Contraf-CUT. Eu era o diretor responsável pela comunicação nacional da categoria.

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REESTRUTURAÇÃO DO BB - Na 3ª semana do mês, conversei à noite com um bancário para buscar informações sobre a reestruturação que a direção do Banco estava realizando. O movimento sindical sempre desenvolveu estratégias de contatos nos locais de trabalho para estar antenado com as informações internas sobre o que o patrão faz. Isso é essencial para as lideranças sindicais. Além da informação de qualidade, os contatos nos dão representatividade e pertencimento coletivo - trabalhadores e sindicatos.

REVISTA DO BRASIL - Tivemos reunião sobre a Revista do Brasil. A revista foi um dos projetos mais bonitos que já vi sobre comunicação voltada para os trabalhadores e não para manipular o povo como as revistas dos empresários da casa-grande, as porcarias do Partido da Imprensa Golpista (P.I.G.). A revista era parte do projeto do portal Rede Brasil Atual, no ar até hoje. Eu tenho praticamente todas as revistas impressas publicadas e distribuídas para dezenas de milhares de trabalhadores de diversas categorias profissionais que faziam parte do projeto.

AGENDAS EM BRASÍLIA (CCP e CASSI) - Estive em Brasília nos dias 20 e 21 de junho para tratar das questões relativas à reforma estatutária da Cassi (2ª votação não atingiu quórum novamente, ver logo abaixo*) e também para participar de reunião da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB (COE BB ou CEBB) a respeito do Acordo de Conciliação Prévia e Voluntária entre o Banco e os trabalhadores sobre demandas trabalhistas (CCP).

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Na última semana do mês, tivemos assembleia da Anapar para tratar de questões do Economus, dos funcionários do banco Nossa Caixa. Também tivemos assembleia do Sindicato sobre prestação de contas para a categoria. As reuniões organizativas seguiram: tivemos reunião nacional para definir as mídias da campanha nacional dos bancários.

Enfim, o mês de junho de 2007 deste ex-dirigente da categoria bancária foi bem intenso!

Fizemos muita coisa boa durante nossa participação nas lutas e conquistas da categoria e da classe trabalhadora brasileira.

William

*Post Scriptum: reprodução de comunicado O Espelho Fax nº 296, da Comissão de Empresa, sobre o resultado da votação da reforma estatutária de 2007 em 2º turno.

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O Espelho Fax


DTX0 - Informativo da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil – nº 296/junho/07


CASSI

Mais uma vítima do pacote do BB


Pacote de maldades do banco causa incertezas no funcionalismo
e votação da proposta de novo estatuto não atinge quórum


Pela segunda vez, a consulta sobre o novo estatuto da Cassi terminou sem o quórum necessário para aprovar as mudanças. No segundo turno da votação, encerrado na sexta-feira, dia 1º, 66.256 associados votaram pela aprovação das propostas negociadas com o banco. O número, entretanto, não atingiu os dois terços necessários para garantir o resultado. Faltaram702 votos no “sim”.

“Por uma questão estatutária, o resultado das eleições não foi consolidado por falta de quórum. A insegurança do funcionalismo na votação se deve, em grande parte, ao pacote de reestruturação do banco. O BB precisa assumir sua responsabilidade no resultado. O pacote pretende economizar R$ 280 milhões, sendo que R$ 21 milhões seriam retirados da Cassi. O funcionalismo ficou preocupado já que a diretoria do banco imitou a truculência de 1996, quando os tucanos quebraram o nosso PCS e liquidaram o equilíbrio atuarial da Cassi”, afirmou Marcel Barros, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.

Marcel destaca que outra parcela da responsabilidade pelo não atingimento do quórum se deve ao pessoal que fez campanha pela não aprovação das mudanças, incluindo diretores do banco e um pequeno segmento do movimento sindical que coloca questões partidárias acima das necessidades dos funcionários.

“A rigidez do estatuto estabeleceu uma situação em que a minoria se sobrepôs à maioria. É lamentável, mas acontece em um estado de direito e vamos respeitar o resultado. Além da irresponsabilidade da atual direção do banco ao lançar este pacote de maldades que lembra os piores ataques do governo FHC, muita gente apostou na divisão do funcionalismo para favorecer projetos políticos escusos. Os bancários ficaram em segundo plano, o que é lamentável, porque as propostas de mudanças na Cassi eram importantíssimas e salvariam a nossa Caixa de Assistência do déficit financeiro que há anos compromete o futuro da entidade”, destacou Vagner Freitas, presidente da Contraf-CUT.

A Contraf-CUT vai continuar pressionando o banco para retomar as negociações sobre a Cassi.

Confira abaixo os números finais da votação.

 

 

Escolha

Nº de votos

percentual

Sim

66.256 

65,97%

Não

25.042 

24,93%

Branco/nulo   

9.138

9,09%

Total

100.436

100%

 


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Para ler o texto seguinte, Memórias (X), clique aqui.

O texto anterior pode ser lido aqui.

23.11.10

Banco do Brasil entrega direito conquistado há dois anos e, mesmo assim, deixou milhares de colegas aposentados de fora. Esse é o BB da irresponsabilidade social e que não cumpre o que negocia


BB finalmente disponibiliza plano odontológico para funcionários

Fetec CUT SP

Depois de quase três anos de negociações e promessas, finalmente os funcionários do Banco do Brasil terão direito a assistência odontológica

O BB DENTAL estará disponível para os bancários da ativa e seus familiares a partir de 19/11. O plano é composto de três segmentos: o BB dental Econômico, BB Dental Executivo e BB Dental Supremo. Todos os funcionários e seus dependentes já foram cadastrados automaticamente no BB Dental Econômico, sem custo.

A implantação acontece após ser firmada uma aliança com a OdontoPrev. Segundo informações do próprio banco, divulgadas em agosto deste ano, a parceria envolve a criação de uma nova empresa com participação de 75% da BB Seguros e de 25% da OdontoPrev em seu capital social.

“O plano odontológico é reivindicação antiga dos funcionários, que já deveria estar implantado desde janeiro deste ano. Apesar de toda enrolação do banco, finalmente conquistamos mais esse benefício. Falta agora estender o benefício aos aposentados e seus dependentes”, afirma Claudio Luis de Souza, diretor de Bancos Federais da FETEC-CUT/SP

Fonte: Fetec CUT SP

12.10.07

Quinta, 11 de outubro (Assinatura da CCT e reunião de planejamento do Coletivo BB)


Reunião o dia todo de planejamento estratégico do Coletivo do BB para o próximo semestre de luta no Sindicato de São Paulo, Osasco e região.

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Post Scriptum:

(reprodução de matéria da Contraf-CUT)



Assinada a Convenção Coletiva dos Bancários

(São Paulo) O Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban assinaram na tarde desta quinta-feira, dia 11, a Convenção Coletiva de Trabalho 2007/2008. 


Depois de dois meses de negociações, patrões e empregados chegaram ao acordo, que prevê, entre outras conquistas, 6% de reajuste salarial. 

"Este acordo atende aos objetivos que colocamos no início da Campanha Nacional. Lutamos por aumento real de salários, por uma Participação nos Lucros e Resultados melhor e por uma nova conquista incorporada na Convenção Coletiva, que foi a 13ª cesta-alimentação. Os bancários mostraram mobilização durante toda a Campanha e conseguimos avanços importantes", destaca Vagner Freitas, presidente da Contraf-CUT. 

Principais conquistas da Convenção Coletiva

- Reajuste de salários e benefícios 6% (inflação de 4,82%) 
- 13ª cesta-alimentação R$ 252,36 (incorporada a partir de agora na Convenção Coletiva)
- Participação nos Lucros e Resultados 80% do salário, mais valor fixo de R$ 878 (teto de R$ 5.826) Caso o valor distribuído com a PLR não atinja 5% do lucro líquido, os bancos devem aumentar o limite até chegar a dois salários ou o teto de R$ 11.652. 
- Parcela adicional de 8% da variação do lucro líquido de 2006 para 2007 dividido pelo número de empregados (teto de R$ 1.800). Quando a variação do lucro líquido de 2007 para 2006 for maior que 15%, os bancos pagarão no mínimo R$ 1.200. 

Fonte: Contraf-CUT

Terça, 9 de outubro (Assembleia da Caixa em São Paulo avalia nova proposta)


Trabalhei na Contraf e depois fui para a assembleia dos bancários da Caixa Federal.

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Post Scriptum:

(reprodução de matéria da Contraf-CUT)



Direção da Caixa faz nova proposta


Em reunião que se prolongou até as 2h30 da manhã desta terça-feira, Banco apresenta novo valor para a PLR, unificação da tabela salarial do PCS, não desconto dos dias parados, entre outros pontos. Comando Nacional reúne-se para avaliar proposta ainda nesta data


(São Paulo) Na tarde de segunda-feira, depois de muita pressão dos bancários junto ao governo e à direção da empresa, a Caixa Federal entrou em contato com o Comando Nacional dos Bancários marcando reunião para o mesmo dia às 20h. 

A negociação começou às 22h e prolongou-se até as 2h30 da manhã desta terça. Nela a direção do banco assumiu o compromisso de respeitar o que foi negociado com a Fenaban, como reajuste de 6% e pagamento da 13ª cesta-alimentação, entre outros itens. 

Em relação às negociações específicas apresentou nova proposta, que tem entre seus principais pontos Participação nos Lucros e Resultados, PLR, anual de R$ 4.100 para empregados sem cargo de comissão e de R$ 4.362,84 para os que detêm esses cargos. O pagamento da primeira parcela, equivalente a 60% do total, seria feito dez dias após a assinatura do acordo. A segunda parcela, de 40%, paga em março de 2008, seria acrescida de R$ 600 desde que a variação do lucro anual da Caixa seja superior a 15% em 2007 em comparação com o ano anterior. 

Outro ponto importante é que a direção do Banco aceita discutir a isonomia no Plano de Cargos e Salários, PCS, com a unificação das tabelas. A referência 101 da tabela do PCS pós-98, corrigida pelo índice da Fenaban, de 6%, seria o piso da nova tabela. O teto seria o valor da referência 95 da tabela pré-98, com aplicação, além do reajuste de 6%, da correção da curva relativa aos R$ 30 pagos na campanha nacional de 2004 e um terço relativo às vantagens pessoais. 

Foi acertado, ainda, cronograma de implantação, devendo as negociações do PCS serem iniciadas 30 dias após a assinatura do aditivo à Convenção Coletiva, com finalização da proposta até 30 de abril e implantação até 1º de julho de 2008. 

O ingresso na nova tabela se dará por adesão e aproximação. Será garantida a não redução salarial. A forma de progressão será por antiguidade e merecimento, cujos critérios também serão negociados até 30 de abril de 2008. 

Internet, contratações e bolsas - A Caixa também se comprometeu a fazer parcelamento do adiantamento de férias em 10 vezes. Aplicar a menor taxa de juros existente para os empréstimos em consignação e garantir no texto do acordo aditivo o direito de permanecer no Saúde Caixa ao empregado que tenha se aposentado pela Previdência oficial em efetivo exercício no banco. 

Em relação à política de acesso à internet, assumiu o compromisso de abrir negociações num prazo de 30 dias após a assinatura do aditivo à Convenção Coletiva. 

Outro ponto importante foi a garantia de contratação de mais 3.000 empregados até dezembro de 2007 e a abertura de concurso público nacional para formação de banco de candidatos, com exceção de São Paulo e Rio de Janeiro, cujos concursos foram realizados no ano passado e encontram-se em vigor. 

Há, ainda, o compromisso de conceder 4.100 bolsas de incentivo para graduação em 2008, outras 4.000 bolsas para cursos de idiomas (inglês, espanhol e japonês) no valor de R$ 1200/ano por empregado, de pagar tíquetes para os novos empregados no mês da contratação, pagar o auxílio-creche a partir do 1º mês de nascimento do filho (hoje é a partir do 3º), incluir os aposentados do PMPP na Funcef, reabrir o saldamento do REG/Replan até 31/12/2007 e converter até 30 dias de licença-prêmio e Apip em espécie. 

A direção do Banco também comprometeu-se a não descontar os dias parados na greve até 9 de outubro e solicitar o cancelamento da audiência de Conciliação agendada para as 14h de hoje no TST.

Reunião do Comando Nacional - O Comando Nacional se reunirá às 9h desta terça-feira para avaliar a proposta e orientar as assembleias que acontecem por todo o país.


INFORME DO BLOG: a proposta foi aprovada nas assembleias pelo país.

4.10.07

Quinta, 4 de outubro (Informe Campanha Nacional 2007, BB de Brasília)


Trabalho na imprensa da Contraf na parte da tarde.

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Post Scriptum:

(reprodução de matéria da Contraf-CUT)



Brasília: assembleia autoriza assinar acordo com BB


A assembleia dos funcionários do BB realizada nesta quinta-feira manteve a rejeição da proposta do Banco, por considerá-la insuficiente, mas autorizou o Sindicato a assinar o acordo.

2.10.07

Terça, 2 de outubro (Assembleia do BB da Campanha Nacional)


Dia de trabalho na Contraf-CUT em São Paulo e assembleia do BB à noite.

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Post Scriptum:

(reprodução de matéria da Contraf-CUT)



03/10/07

Assembleias aprovam proposta da Fenaban e do BB

Maioria dos sindicatos segue orientação do Comando Nacional e aprova proposta da Fenaban e do Banco do Brasil.


Nesta quarta-feira, assembleias em Curitiba, Pernambuco, Rondônia Pará e Amapá aprovaram as propostas feitas pelos bancos privados e pelo Banco do Brasil e encerraram a greve nesses bancos, como ocorreu na maioria dos sindicatos na terça-feira. 


Os empregados do Banco da Amazônia estão em estado de greve em Rondônia, enquanto Pará e Amapá optaram pela manutenção da greve. 

Na cidade do Rio de Janeiro também foi aprovada a proposta do BB; ontem já passara a da Fenaban. 

Em Brasília e Ceará as propostas foram recusadas, mas a greve suspensa nos bancos privados e no Banco do Brasil. Brasília faz nova assembleia nesta quinta-feira. No Ceará as propostas voltam a ser analisadas na próxima terça-feira. 

A greve foi mantida na Caixa Econômica Federal em todo o país. 

Confira abaixo o resultado das assembleias nas capitais. 


APROVOU FENABAN E BB COM GREVE NA CAIXA 

Acre (greve no Basa), Alagoas (BNB aprovado), Bahia, Belo Horizonte, Campo Grande, Curitiba, Espírito Santo, Florianópolis (greve no Besc), Mato Grosso, Pará e Amapá, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Porto Alegre (Banrisul aprovado), Rio de Janeiro, São Paulo. 


APROVOU APENAS FENABAN 

Ceará (greve suspensa no BB); Brasília (greve suspensa no BB).


Fonte: Contraf-CUT

Segunda, 1 de outubro (Presença na posse de funcis do BB e informe PLR do BB)


O dia foi todo centrado em debates sobre a Campanha Nacional dos Bancários. 

Mesmo assim fui à posse de funcionários novos do BB.

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Post Scriptum:

(reprodução de matéria da Contraf-CUT)


PLR do BB: acordo passa a ser anual


Na proposta de PLR feita pelo Banco do Brasil na segunda-feira, houve mudança adicional em relação ao ano passado. 


Em lugar de semestral como vinha sendo até agora, o acordo passaria a ser anual, com pagamento em duas parcelas. A primeira dez dias após o acordo e a segunda em março. 

Essa é uma antiga reivindicação do movimento sindical para que o bancário tenha segurança com o acordo já assinado e não necessite esperar novas negociações a cada seis meses. 

É necessário esperar o resultado anual apenas para a apuração dos 4% do Lucro Líquido para distribuição linear no próximo semestre. 

No Módulo Básico seriam: 80% da referência mais R$ 878, sem o limite da Fenaban, mais 4% do Lucro Líquido distribuídos de forma linear (R$ 1.168,92 neste semestre). 

Módulo ATB: garante no mínimo um VR por semestre (gerência média, analistas, assessores RF6 e demais comissionados), incluído o Módulo Básico. Demais comissionados de AP1 a AP12.

26.9.07