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17.3.12

Artigo: Corações militantes - Os imprescindíveis!

Opinião

Acredito que sempre haverá corações militantes que fazem a luta valer a pena

Saí da nossa Contraf-CUT nesta sexta-feira depois das 22 horas e cheguei há pouco em casa. Depois das 23 horas. Estivemos focados em produzir a nossa revista dos funcionários do Banco do Brasil - O Espelho. Sei que não é correto trabalhar umas 15 horas no dia, mas o que fiz foi por militância e de coração (e muitos que conheço o fazem). Não fui explorado pelo Capital. Lutei 15 horas contra a exploração do capital.

Fizemos as matérias em um espaço pequeno de tempo (porque sempre há muito a fazer em nossa luta) e só foi possível pelo empenho e a participação de algumas pessoas que nos ajudaram na pesquisa e acharam tempo extra para contribuir. Agradeço aos funcionários dedicados da pequena equipe da imprensa da Contraf-CUT. Apesar da relação de trabalho, eles têm o coração militante. Agradeço a toda a pequena equipe de funcionários da nossa entidade porque ela tem o coração militante.

O esforço valeu a pena porque acho que vamos levar para os nossos mais de cem sindicatos e aos bancários do BB uma revista com boas informações sobre a nossa agenda de luta para melhorar a vida de nossos colegas do banco.

Corações militantes

Nesses anos que estou no movimento sindical, eleito pelos trabalhadores para representá-los e organizar a luta contra o capital e seus exploradores, tenho visto pessoas muito abnegadas na militância que exercem.

Como estamos na véspera do nosso Congresso da Contraf-CUT, que acontece no fim do mês e marca o fim de nosso mandato 2009/12 e, consequentemente, o começo de uma nova gestão, quero deixar neste momento, o registro da minha gratidão à pequena equipe de diretores e funcionários da Confederação.

Como disse acima, agradeço a dedicação dos funcionários da entidade. São poucas, mas são pessoas do bem e estão lá ajudando a organizar a luta dos trabalhadores do ramo financeiro em nível nacional.


Em relação aos companheiros e companheiras com quem tive a honra de militar nesses dois mandatos que lá estive, posso dizer que me fizeram aprender de forma exponencial sobre valores humanos que não se encontram nas grades curriculares das academias (e já completei duas grades de bacharelados).

Desde que fui eleito e passei a viver o dia a dia sindical, fui conhecendo pessoas que simplesmente vivem e pensam suas vidas em função de mudar o mundo para melhor, ajudar pessoas a estarem em situação melhor do que aquela em que se encontram, derrotar o sistema capitalista e estabelecer uma sociedade humana baseada em princípios mais solidários e inclusivos, pessoas que lutam sempre, mesmo quando estão "meio mals" e, com isso, não nos deixa alternativa que não seja a de lutar também!

A militância política e sindical que aprendi na corrente política à qual pertenço - a Articulação Sindical da CUT - completou em mim a formação que tive de meus queridos pais. Agreguei à formação simples e voluntarista de meu caráter, a formação de movimento organizado de esquerda.

Sobre os ensinamentos que partilhei com a companheirada dessas duas gestões da Contraf-CUT, posso afirmar que completaram até agora os ensinamentos que aprendi com os meus companheiros dos sindicatos e do coletivo de diretores do Banco do Brasil de meu Sindicato, minha primeira escola política.

Das pessoas com as quais trabalho na Contraf-CUT e que estabeleci uma relação de parceria e cumplicidade no projeto coletivo de melhorar a vida dos trabalhadores do ramo financeiro, deixo a opinião sincera de que elas SÃO IMPRESCINDÍVEIS para o avanço do movimento dos trabalhadores.

Não é despedida, é agradecimento!

Isso não é uma despedida, isso é um agradecimento pelo meu crescimento como ser humano e meu agradecimento em nome dos trabalhadores por ver aquelas pessoas na Contraf-CUT e as demais que disse que vejo no movimento sindical que dedicam suas vidas para ver um mundo melhor.

A título de dica formativa

Por fim, nas últimas semanas tenho me virado para ir à base e falar com os trabalhadores todas as semanas.

Se posso reforçar uma dica de formação que já falo sempre aos dirigentes que conheço é a dica de nunca se afastar da base e dos trabalhadores, eles são nossa motivação e razão de ser sindicalistas.

William Mendes

SOMOS FORTES, SOMOS CUT!

SOMOS ARTICULAÇÃO SINDICAL!

2.12.11

Contraf e Dieese concluem 2º módulo do curso de formação sindical no Sul


Essa é a bela turma do curso em Floripa.

A Contraf-CUT, em parceria com o Dieese, finalizou na sexta-feira (25) o segundo módulo do curso de formação sindical, iniciado na segunda (21), voltado preferencialmente para diretores e diretoras de sindicatos de bancários dos estados da região Sul. O curso "Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro", dividido em três módulos, está sendo realizado na Escola Sul da CUT, em Florianópolis e conta também com participantes de Rondônia, Mato Grosso do Sul e São Paulo.

"O segundo módulo foi focado em questões relativas ao setor financeiro, como moeda, bancos, sistema financeiro internacional, acordos de Basileia, Bretton Woods, Consenso de Washington. Além disso, os participantes estudaram também os planos econômicos no Brasil, Plano Real, Proer e Proes", afirma William Mendes de Oliveira, secretário de Formação da Contraf-CUT.

Miguel Pereira fala sobre SFN e 
a proposta da Contraf-CUT.
Miguel Pereira, secretário de Organização do Ramo Financeiro da Contraf-CUT, abordou o Sistema Financeiro Nacional. Ele apresentou a proposta dos bancários para a regulamentação do artigo 192 da Constituição Federal.

Já o primeiro módulo, lembra o dirigente sindical, focou a história do movimento sindical mundial, brasileiro e contemporâneo, passando principalmente pelo sindicalismo da CUT e dos bancários.

"Temos a agradecer as entidades que enviaram participantes, pois estão contribuindo para a formação de excelentes dirigentes sindicais, que possuem o desafio de ajudar a intensificar a luta dos trabalhadores do ramo financeiro", avalia William.

Segurança bancária

Ademir Wiederkehr fala 
sobre segurança bancária.
O dirigente sindical lembra que ocorreu uma inovação neste módulo em relação aos cursos realizados em outras regiões do país. "Houve a inserção na grade do curso, por sugestão do próprio grupo, do tema segurança bancária", afirma William.

Para falar sobre o assunto, a turma contou com a participação de Ademir Wiederkehr, secretário de imprensa da Contraf-CUT e coordenador da Coletivo Nacional de Segurança Bancária.


Balanço

Nos últimos três anos, a Contraf-CUT, em parceria com o Dieese e com o apoio das entidades sindicais, percorreu todas as regiões do país oferecendo o curso de formação aos dirigentes de sindicatos e federações de bancários. A região Sul está sendo a última desta gestão.

Participantes.
"Com todas as dificuldades de se montar um curso desse porte, com três módulos de cinco dias, conseguimos oferecer o curso para dirigentes de todas as regiões do país, como havíamos nos comprometido", ressalta William.

O dirigente sindical destaca a participação e o interesse dos bancários na formação política. "Ao longo desse tempo, tivemos um aproveitamento excelente. De quase uma centena de participantes, somente três fizeram um módulo e não prosseguiram", salienta William.

Participantes.
"A relação de carinho e irmandade que foi ficando em cada grupo, a cada módulo formativo, nos dá a certeza de que o papel da formação em qualquer movimento social é a chave de tudo. Dificilmente alguém adere a uma ideia, uma utopia, se não houver uma compreensão do mundo, do seu mundo e do papel que cada um tem a desempenhar na luta pela mudança na sociedade em busca de um mundo melhor, mais justo, igualitário e solidário", avalia o dirigente sindical.

Calendário

Participantes.
O terceiro e último módulo do curso na região Sul acontece ainda neste ano, entre os dias 12 e 16 de dezembro. O primeiro módulo aconteceu entre os dias 24 e 28 de outubro.

"Sabemos, pelo contato constante e solidário que o movimento sindical nos permite, que o nosso curso ajudou muitos dirigentes e militantes a despertarem novos interesses na luta sindical e outros a renovarem a energia para mais um período de doação pessoal à luta dos trabalhadores", finaliza o secretário de formação da Contraf-CUT.

Participantes.


Fonte: Contraf-CUT

24.11.11

Curso Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro (5ª turma, 2º módulo)


Participantes do curso de formação da Contraf-CUT, 5ª etapa.
Na foto acima estamos com a camiseta do ENAFOR da CUT.
Foto: William Mendes

O curso de formação seguiu nesta quinta-feira com dois temas muito importantes para a categoria bancária.

Pela manhã, o grupo teve a presença de Ademir Wiederkehr, secretário de imprensa da Contraf-CUT e coordenador da CCASP e da mesa temática de segurança bancária com a Fenaban.

Esse tema foi uma inovação na grade do curso e foi uma sugestão feita pelo próprio grupo no início do curso. A apresentação foi muito boa e parte do tema foi novidade para a maioria dos participantes.

Na parte da tarde, o grupo contou com outra apresentação de peso: Miguel Pereira trouxe o tema da regulamentação do artigo 192 da CF e a proposta dos bancários discutida através da Contraf-CUT.

Foi um dia de trabalho muito intenso, pois os dois temas são bastante complexos e mesmo assim o grupo participou de forma exemplar.

Aprendemos muito hoje e construímos mais conhecimento coletivo para a categoria bancária e para a classe trabalhadora. E aqui o grupo tem uma forte visão CUTista de formação e de movimento sindical classista e voltado para as bases dos trabalhadores.

8.9.10

Artigo: A vida é o maior patrimônio


Por: Carlos Cordeiro e Ademir Wiederkehr*

A segurança é dos temas prioritários da Campanha Nacional dos Bancários 2010. E não podia ser diferente, diante da onda de violência e criminalidade que provocou a morte de 11 pessoas em assaltos envolvendo bancos no primeiro semestre deste ano em todo país, além de inúmeros feridos e traumatizados, entre bancários, vigilantes, clientes e transeuntes. Essa realidade precisa mudar.

A pauta de reivindicações dos bancários prevê várias medidas importantes para transformar essa dura realidade, que trouxe uma sensação de medo e insegurança. Quase todas as propostas foram discutidas com a Fenaban nas quatro reuniões da Mesa Temática de Segurança Bancária, com avanços em alguns pontos.

Uma das prioridades é a assistência às vítimas de sequestros e de todos os que estiveram no local de assaltos. É fundamental a garantia de atendimento médico e psicológico, bem como o custeio do tratamento e remédios para o restabelecimento da saúde do trabalhador e de sua família.

Em casos de assaltos, é importante o fechamento da unidade no dia da ocorrência, emissão da Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) para quem esteve no local e acompanhamento de advogado do banco para a identificação de suspeitos na polícia.

Outra demanda é a concessão de estabilidade provisória para vítimas de assaltos, sequestros e extorsões no prazo de 36 meses depois da ocorrência. Em caso de processo judicial com decisão favorável ao bancário, esse prazo começaria a contar após o trânsito em julgado. A demissão de bancários que passam por essa situação é lamentavelmente muito comum e, por isso, é necessária uma garantia de emprego para proteger essas vítimas.

Também é importante o pagamento de adicional de periculosidade ou risco de vida de 30% para os bancários que trabalham em agências, postos de serviço e áreas de tesouraria. A proposta foi lançada pelos vigilantes, uma categoria que ocupa o mesmo ambiente de trabalho dos bancários e que arrancou recentemente essa conquista, através de acordos coletivos em todo país e por meio de projetos de lei aprovados na Câmara dos Deputados e no Senado.

Outro ponto importante é a proibição do transporte de dinheiro pelos bancários. Apesar de ilegal, é uma prática mais comum do que se imagina, especialmente em cidades do interior. O bancário não pode ser transformado pelos bancos em transportador de valores. Da mesma forma, é fundamental o fim da guarda das chaves de cofres e das agências pelos bancários, passando-se essa tarefa para empresas especializadas em segurança, como alguns bancos já fazem.

Além disso, os equipamentos de prevenção contra assaltos precisam ser ampliados, como a porta de segurança com detectores de metais antes do autoatendimento, câmeras de filmagem com monitoramento em tempo real, vidros blindados nas fachadas, divisórias individualizadas na bateria de caixas e entre os caixas eletrônicos, instalação de vidros nos guichês de caixas e colocação de biombos em frente aos caixas. Todas essas medidas preventivas visam proteger a vida de bancários, vigilantes e clientes, evitar assaltos e o golpe da saidinha de banco.

A expectativa dos bancários é conquistar novas cláusulas na convenção coletiva acerca deste tema, que é essencial para a saúde do trabalhador. Parte dos lucros estrondosos dos bancos precisa ser destinada para ampliar os investimentos em segurança para trabalhadores e clientes. Outro banco é preciso, com a vida das pessoas em primeiro lugar. Não existe maior patrimônio no mundo do que a vida.

* Carlos Cordeiro
Presidente da Contraf-CUT

* Ademir Wiederkehr
Coordenador do Coletivo Nacional de Segurança Bancária da Contraf-CUT

Fonte: Contraf-CUT

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Post Scriptum:

CONQUISTAS NO TEMA SEGURANÇA NA CAMPANHA 2010

ATENDIMENTO ÀS VÍTIMAS - Inclusão na CCT de uma nova cláusula com medidas sobre atendimento de vítimas de assaltos e sequestros, consolidando avanços obtidos na Mesa Temática de Segurança Bancária. Ficou garantido que em assalto em agência ou posto de serviço, o bancário terá atendimento médico ou psicológico logo após o ocorrido.

BOLETIM DE OCORRÊNCIA - O banco registrará BO em caso de assalto, tentativa e sequestro. 

REALOCAÇÃO DA VÍTIMA - Haverá possibilidade de realocação para outra agência ao bancário vítima de sequestro.

APRESENTAÇÃO DE DADOS ESTATÍSTICOS - Além disso, a Fenaban fará apresentação semestral de estatísticas nacionais sobre assaltos e ataques na Comissão Bipartite de Segurança Bancária.

Fonte: Revista dos Bancários 2010 (Contraf-CUT)