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18.10.10

BB descontou na fopag dias de greve de setembro, mas valores serão devolvidos



O BB descontou os dias 29 e 30 de setembro no crédito do salário dos bancários que recebem esta semana.

Nós já entramos em contato com o banco para que ele providencie o ESTORNO deste desconto.

Isso aconteceu porque o banco fecha a sua folha de pagamento na primeira semana de cada mês e a nossa greve e campanha nacional terminou em 13/10.

Estamos vendo com o BB a possibilidade de fazer um adiantamento em conta corrente de parte dos valores para posterior correção na fopag.

Avisem aos demais colegas de trabalho que não se preocupem, pois os dias não serão descontados, mesmo para aqueles que não conseguirem compensar as horas até 15 de dezembro.

14.10.10

Bancários aprovam as propostas em São Paulo, Osasco e região



Assembleias com mais de 3 mil bancários decidiram aprovar proposta arrancada dos bancos após 15 dias de greve, com aumento real histórico nos salários e pisos, PLR maior e cláusula de combate ao assédio moral


São Paulo - Assim como toda a greve que durou 15 dias, os bancários deram um espetáculo de participação na noite dessa quarta-feira 13. Mais de 3 mil trabalhadores foram votar nas assembleias de bancos privados, Caixa e Banco do Brasil e decidiram pela aprovação das propostas que alcançaram grandes avanços para a categoria.

“A Campanha Nacional Unificada 2010 foi vitoriosa e os trabalhadores que fizeram a maior greve dos últimos 20 anos devem ter muito orgulho da luta que foram capazes de fazer e do grande resultado que literalmente arrancaram dos bancos”, afirma a presidenta do Sindicato, Juvandia Moreira. “Foi um longo processo, iniciado em julho com a consulta feita a mais de 9 mil bancários em São Paulo, Osasco e região. Os trabalhadores apontaram prioridades como aumento real no piso e salários, PLR maior e combate ao assédio moral. Fomos à luta e conquistamos”, destaca Juvandia, lembrando que a primeira proposta da Fenaban falava em reposição da inflação e levou os trabalhadores à greve. “Depois vieram com 6,5%, mas tiveram de se dobrar à forte greve da categoria, chegando à proposta que foi aprovada na noite dessa quarta-feira. Foi a vitória da nossa unidade, da nossa capacidade de participar, porque é a gente que faz a luta todos os dias”, completou a presidenta.

Assistencial – A oposição ao assistencial, cuja cobrança (de 2,5% do salário mais R$ 10) foi autorizada em assembleia dos trabalhadores no dia 7 de julho, será feita entre os dias 18 e 29 de outubro, na Quadra dos Bancários (Rua Tabatinguera, 192, Sé) das 9h às 18h. Bancários com cadastro no Sindicato poderão fazer a oposição via internet entre os dias 23 e 29 de outubro.

Proposta - Fenaban

Reajuste

7,5% (aumento real de 3,08%)

PLR

Regra básica de 90% do salário mais R$ 1.100,80 fixos, com teto de R$ 7.181. Caso a distribuição do lucro líquido não atinja 5% com o pagamento da regra básica, os valores serão aumentados até o limite de 2,2 salários, com teto de R$ 15.798

Adicional da PLR

Com a distribuição linear de 2% do lucro líquido, todos os bancários, com exceção dos funcionários do HSBC, receberiam o teto de R$ 2.400 (um aumento de 14,28% em relação ao teto do ano passado, que foi de R$ 2.100)

Vale-refeição - R$ 18,15 por dia

Cesta-alimentação - R$ 311,08 por mês

13ª Cesta-Alimentação - R$ 311,08

Auxílio-Creche/Babá - R$ 261,33 / mês , valido até 5 anos e 11 meses, com pagamento de indenização

Pisos após 90 dias da contratação - Portaria: R$ 870,84 (reajuste de 16,33%)

Escritório: R$ 1.250,00 (reajuste de 16,33%)

Caixa: R$ 1.709,05 (reajuste de 13,82%)

1º Comissionado: R$ 1.937,50 (reajuste de 16,33%)

* Atualizado às 22h51


Fonte: Seeb SP.

12.10.10

Greve arranca proposta com aumento real, valorização dos pisos e PLR maior



A Fenaban, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal apresentaram ao Comando Nacional dos Bancários nesta segunda-feira, 13° dia da maior greve da categoria nos últimos 20 anos, novas propostas que contemplam aumento real de salário, valorização dos pisos (R$ 1.250 nos bancos privados e R$ 1.600 no BB e na Caixa), melhoria na PLR e definição de mecanismos de combate ao assédio moral.

"Foi a força da greve nacional e da unidade dos bancários, que paralisou tanto os bancos públicos quanto privados, que obrigou os bancos a saírem da intransigência e apresentarem propostas que contemplam nossas principais reivindicações", avalia Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários.

Reunido após as negociações, o Comando Nacional decidiu orientar os sindicatos a realizarem assembleias em separado nesta quarta-feira 13 em todo o país - e a defenderem a aprovação tanto da proposta geral apresentada pela Fenaban quanto das específicas do BB e da Caixa, por considerá-las que contêm avanços importantes para os trabalhadores.

Nesta segunda-feira, 13° dia da greve nacional, 8.187 agências foram fechadas em todo o país, de bancos públicos e privados, além de dezenas de centros administrativos de todos as instituições financeiras, conforme levantamento encaminhado pelos sindicatos à Contraf-CUT até as 20h10.

A nova proposta da Fenaban

● Reajuste de 7,5% (o que representa aumento real de 3,1%) para quem ganha até R$ 5.250.

● R$ 393,75 ou reajuste de 4,29% (inflação do período) para os salários superiores a R$ 5.250 - o que for mais vantajoso para os bancários.

● Reajuste de 16,33% (aumento real de 11,54%) nos pisos salariais, que ficariam assim:

- Portaria: R$ 870,84.
- Escritório: R$ 1.250,00.
- Caixa: R$ 1.250,00 + grat. caixa R$ 311,67.

● PLR:


- Regra básica: 90% do salário mais R$ 1.100,80, com teto de R$ 7.181.

- Parcela adicional: 2% do lucro líquido distribuídos linearmente, com teto de R$ 2.400,00.

- Isso significa que na regra básica o reajuste é de 7,5% e na parcela adicional de 14,28%. Caso a distribuição do lucro líquido não atinja 5% com o pagamento da regra básica, os valores serão aumentados até chegar a 2,2 salários, com teto de R$ 15.798.

- Antecipação da PLR: 60% da regra básica mais 50% da parcela adicional até 10 dias corridos após a assinatura da Convenção Coletiva.

● Gratificação de caixa: R$ 311,67.

● Outras verbas de caixa após 90 dias: R$ 147,38.

● Adicional tempo de serviço: R$ 17,83.

● Gratificação de compensador de cheques: R$ 101,56.

● Auxílio-refeição: R$ 18,15.

● Auxílio-cesta alimentação: R$ 311,08.

● 13ª cesta-alimentação: 311,08.

● Auxílio-creche/babá: Reajuste de 7,5% com adequação à nova legislação sobre o ensino fundamental (6 anos de idade a partir de 2011), passando o valor para R$ 261,33 por 71 meses. Haverá uma regra de transição para quem já recebe o auxílio, conforme a idade do filho, recebendo uma antecipação em parcelas pelo valor que receberia por 83 meses.

● Auxílio-funeral: R$ 599,61.

● Ajuda deslocamento noturno: R$ 62,59.

● Indenização por morte/incapacidade decorrente de assalto: R$ 89.413,79.

● Requalificação profissional: R$ 893,63.

● Prevenção de conflitos no ambiente de trabalho, que inclui definição de mecanismos de combate ao assédio moral, a serem implementados mediante adesão voluntária dos sindicatos e dos bancos por meio de acordo aditivo.

● Compensação dos dias parados no prazo entre a data da assinatura da Convenção Coletiva e 15 de dezembro de 2010, nos mesmos moldes do ano passado.

● Segurança bancária:


- No caso de assalto, atendimento médico ou psicológico logo após o ocorrido.

- O banco registrará BO em caso de assalto, tentativa e sequestro.

- Possibilidade de realocação para outra agência ao bancário vítima de sequestro.

- Apresentação semestral de estatísticas nacionais sobre assaltos e ataques na Comissão Bipartite de Segurança Bancária.

Atualizada às 02h04

Fonte: Contraf-CUT

Greve obtém 7,5% para todos, elevação do piso e PLR social (extra de 4% linear) na Caixa



A Caixa Econômica Federal apresentou ao Comando Nacional dos Bancários na noite desta segunda-feira, 11, sua proposta específica para os empregados. Entre os pontos apresentados, está um reajuste de 7,5% em todas as verbas salariais sem o teto da proposta da Fenaban, elevação do piso de ingresso para R$ 1.600, indo para R$ 1.637 após 90 dias, e um acréscimo linear de R$ 39,00 em todas as referências do PCS de 2008. O banco se compromete ainda a seguir a proposta de PLR acordada na mesa unificada e pagar ainda uma PLR Social, equivalente a 4% do lucro líquido, distribuídos de forma linear para todos os empregados.

"Chegamos a essa proposta com o esforço da mobilização dos trabalhadores. Ela contempla reajuste salarial de 7,5% para todos e uma PLR extraordinária de 4% do lucro líquido além da regra acordada com a Fenaban, fazendo o montante a ser distribuído pelo banco como PLR atingir 19% do lucro líquido. Além disso, há distribuição de um delta para todos os empregados promovíveis e garantia em acordo do pagamento da promoção de 2010 em janeiro de 2011, entre outros pontos", afirma Jair Ferreira, coordenador da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE Caixa), que assessora o Comando nas negociações com o banco.

Veja abaixo as propostas apresentadas pela Caixa:

1) Reajuste salarial seguindo a regra da Fenaban, de 7,5% em todas as verbas, SEM o teto de R$ 5.250,00.

2) Elevação do piso da carreira administrativa (PCS de 2008) para R$ 1.600,00, mediante aplicação de 10,19% sobre o valor da referência 201 de 31/08/2010.

3) Acréscimo linear de R$ 39,00 em todas as referências do PCS de 2008, resultando em reajustes variando de 8,4% a 10,19% nos valores da tabela.

4) Após conclusão do contrato de experiência de 90 dias, enquadramento automático dos empregados da carreira administrativa (PCS 2008) na referência 202 e dos empregados da carreira profissional na referência 802 de sua tabela.

5) Promoção por mérito: os empregados com no mínimo 180 dias trabalhados em 2009 e em condições de serem promovidos em 31/12/2009 serão promovidos em 1 referência a partir de 01/01/2010.

6) Concessão de 1 referência, em 01/09/2010, aos empregados da carreira administrativa que se encontrem na referência 201 na data de 01/09/2010, desde que não se enquadrem nos itens 3 e 4.

7) PLR - Caixa se compromete a seguir a regra da Fenaban, conforme definido na mesa unificada de negociação.

8) PLR Extraordinária Caixa equivalente a 4% do lucro líquido, distribuídos de forma linear para todos os empregados.

9) Elevação do valor do auxílio para escola especializada para filho deficiente, previsto no plano de saúde da Caixa, de R$ 150,00 para o mesmo valor do Auxílio Creche (R$ 261,33), mantendo-se as condições previstas no normativo vigente para seu recebimento.

10) Inclusão dos empregados, aposentados e pensionistas no programa de relacionamento para a redução dos juros do cheque especial, com a inclusão na faixa 6, na conta em que receba salário ou provento.

11) Isenção de anuidade dos cartões de crédito Mastercard e Visa nas modalidades existentes em 01/09/2010.

12) Ampliação da idade da criança adotada na licença adoção de 8 anos incompletos para 12 anos incompletos.

13) Ampliar para bimestral a frequência das reuniões dos comitês de acompanhamento do credenciamento e descredenciamento do Saúde Caixa.

14) Discutir o tema Plano de Funções Gratificadas (PFG) na mesa permanente.

15) Discutir o tema PSI na mesa permanente.

16) Formação de uma comissão paritária para discussão das pendências relativas ao SIPON, visando a adequação do sistema às exigências do Ministério do Trabalho e Emprego, em especial a Portaria 1510/09.

17) Incluir, para diagnóstico no PCMSO, os exames de mamografia e Papanicolau para as mulheres e, para os homens, de próstata, em caso de PSA alterado.

18) Desenvolver ação interna voltada para a saúde do homem.

19) Inclusão, como dependente direto do Saúde Caixa, do filho maior de 21 anos com deficiência permanente e incapaz.

20) Devolução dos valores descontados em decorrência dos dias parados pelas greves nos anos de 2007 e 2008, com a necessária extinção das ações judiciais sobre o tema.

21) Bolsa Graduação - ampliação de 4,6 mil para 5 mil bolsas.

22) Bolsa de idiomas - ampliação de 2,6 mil para 3 mil bolsas, priorizando as unidades localizadas em fronteira e unidades localizadas nas cidades-sede da Copa 2014.

23) Promoção por Mérito de 2010 - Caixa se compromete a definir os critérios para concessão dos deltas até dia 30/11/2010, com debate com os trabalhadores. A promoção será realizada até março de 2011 e será retroativa a janeiro de 2011.

Fonte: Contraf-CUT

Greve conquista 7,5% para todos, piso de R$ 1.600 e avanços no PCCS do BB



Após a pressão da greve nacional da categoria, o Banco do Brasil apresentou ao Comando Nacional dos Bancários, na noite desta segunda-feira, 11/10, proposta específica que garante reajuste salarial de 7,5% para todas as verbas salariais, incluindo comissões e VR (valores de referência), sem o teto da proposta da Fenaban.

O piso salarial será elevado para R$ 1.600,00, o que representa aumento real de 8,71%. O BB irá implantar Carreira de Mérito como parte de um Plano de Carreiras e Remuneração (PCR) com efeitos retroativos ao ano de 2006. A reunião foi realizada em São Paulo, após a mesa unificada de negociação do Comando com a Fenaban.

"A forte participação dos funcionários do BB na greve deste ano garantiu a conquista do que foi aprovado no 21º Congresso Nacional dos Funcionários do BB: valorização do piso, implantação de itens referentes ao PCCS, revisão do modelo de descomissionamento e manutenção do modelo de PLR, considerado o melhor da categoria", afirma Eduardo Araújo, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB (CEBB), que assessora o Comando Nacional nas negociações com o banco.

Veja os principais pontos da proposta do BB:

1) Reajuste salarial de 7,5% sobre todas as verbas salariais (SEM o teto de R$ 5.250,00 da Fenaban).

2) Elevação do piso salarial para R$ 1.600,00, o que representa um aumento real de 8,71%, com correção de todo o PCS.

3) Implantação da Carreira de Mérito do Plano de Carreiras e Remuneração (PCR), retroagindo seus efeitos ao ano de 2006. Mais detalhes do funcionamento dessa nova carreira serão disponibilizados em breve a todos os funcionários.

4) Alteração da IN 369 em seu item 1.16.4.2, aumentando de um (01) para três (03) ciclos negativos a quantidade de avaliação necessária para efeito de descomissionamento por desempenho.

5) Considerar o tempo de exercício na função de Atendente B nas Centrais de Atendimento, quando da promoção para Atendente A, no que diz respeito ao cumprimento da trava de dois anos.

6) Aplicação de interstício de 3% nas promoções do PCS no VCPI dos funcionários incorporados.

7) Pagamento de compensação pelo fim do benefício da Gratificação Variável existente anteriormente no Banco Nossa Caixa. O montante a ser dividido entre esses funcionários será equivalente a aplicação do mesmo por 5 anos.

8) PLR que contempla 17 mil novos funcionários em relação ao ano anterior, com os seguintes parâmetros:

- NRF Especial - 3,0 salários
- NRF 01 e 02 - 3,0 salários
- NRF 3 - 2,3 salários
- Primeiros Gestores Rede - 1,85 salários
- Primeiros Gestores Demais - 1,85 salários
- Demais Gestores Rede - 1,57 salários
- Demais Gestores BB - 1,57 salários
- Analistas e Assessores NRF 04 - 1,57 salários
- Gerência Média Rede - 1,55 salários
- Demais Gerências Médias - 1,55 salários
- Analistas e Assessores NRF 05 e 06 - 1,50 salários
- Demais Comissionados - 1,47 salários
- Escriturários - R$ 3.118,08
- Caixas Executivos - R$ 3.434,99



Fonte: Contraf-CUT

Greve arranca reajuste de 13% no PCS e 7,5% para todos, incluindo ABFs e VRs



Aumento de 13% no piso terá impacto na curva salarial do PCS; promoção por mérito também será implantada

São Paulo - O movimento sindical conquistou na negociação específica com o Banco do Brasil reajuste salarial linear de 7,5% para todos os trabalhadores. O mesmo percentual será aplicado às verbas como cesta-alimentação, vale-refeição e também nos valores de referência dos comissionados.

O piso salarial foi reajustado em 13%, saindo de R$ 1.415 para R$ 1.600. O que corresponde a um aumento real de 8,71%.

Outro avanço foi conquistado no plano de carreira. O Banco do Brasil apresentou um Plano de Carreira e Remuneração (PCR) que irá agregar o atual Plano de Cargos e Salários (PCS). A principal diferença consiste em estabelecer dois critérios para promoções no banco: por antiguidade (que já existe) e por mérito.

Pela proposta do BB, o PCR, dirigido aos comissionados, será implantado a partir de março de 2011 (retroativo a setembro), composto por 25 níveis e seus valores serão cumulativos e agregados ao salário. O novo plano será retroativo ao ano de 2006.

Descomissionamento – Uma das maiores queixas dos bancários está no descomissionamento com apenas uma avaliação. Na proposta do banco, o descomissionamento ocorrerá agora apenas quando houver três ciclos avaliatórios negativos e sequenciais. Essa regra não se aplica aos primeiros gestores e os que estão enquadrados como NRF4. O Sindicato não defende qualquer tipo de descomissionamento, mas considera a alteração da instrução 369 um avanço.

Nossa Caixa – Os funcionários oriundos da Nossa Caixa terão aplicação de interstício de 3% na correção do VCPI (Vencimento de Caráter Pessoal de Incorporados), corrigindo uma distorção na remuneração fixa dos trabalhadores.

Ainda no caso da Nossa Caixa, haverá o pagamento, equivalente a cinco anos, de compensação pelo fim da Gratificação Variável (GV). Um avanço em relação à proposta do BB que insistia em indenizar a GV por apenas três anos.

CABB – Será considerado o tempo de exercício na função de atendente B nas centrais de atendimento quando da promoção para atendente A, no que diz respeito à trava de dois anos.

PLR – Permanece a regra atual com a distribuição linear de 4% do lucro líquido semestral, mais o módulo Fenaban acrescido do módulo bônus aos comissionados (veja exemplos no quadro).

Dias parados – Os funcionários do BB seguirão a mesma regra da Fenaban. Com a compensação devendo ser de, no máximo, duas horas por dia, não podendo ser computados sábados, domingos e feriados e nem das horas extras já praticadas. A compensação deverá ocorrer até 15 de dezembro

PLR 1º SEMESTRE 2010
ESCRITURÁRIO = R$3.118,08
CAIXA = 3.434,99
COMISSIONADOS = 45% do VR
MÓDULO BÔNUS PARA TODOS OS COMISSIONADOS

Fonte: spbancarios


11.10.10

Greve Nacional dos Bancários 2010 - Dia 13



Bancários completam 13 dias de greve nacional forte nesta segunda

Paralisação em São Paulo é forte nos bancos privados e públicos

Os bancários entraram nesta segunda-feira 11 no 13º dia de greve nacional por tempo indeterminado. No sábado 9 a Fenaban apresentou uma nova proposta para os trabalhadores e a negociação será retomada ainda nesta segunda-feira, às 11h, em São Paulo.

Conforme o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região, permanecem paradas agências e prédios administrativos de todos os bancos privados e públicos. Na última sexta-feira 8, 30 mil trabalhadores participaram das paralisações em 667 agências e 15 centros administrativos.

Nova proposta ainda é insuficiente

A Fenaban apresentou nova proposta que prevê reajuste de 6,5% para salários até R$ 4.100 (aumento real de 2,12%). Acima desse valor haveria um reajuste fixo de R$ 266,50. Ou seja, qualquer salário acima de R$ 4.100 teria somente o acréscimo de R$ 266,50. Assim, em faixas salariais acima de R$ 6.212, o reajuste começa a ficar abaixo da inflação.

"A forte greve que a categoria está fazendo em todo o país forçou os bancos a retomarem as negociações e a apresentarem a nova proposta, mas consideramos o índice de reajuste insuficiente", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional. "Também é inaceitável esse teto de R$ 4.100. Isso significa que quem ganha acima de R$ 6.212 terá reajuste abaixo da inflação do período."

O piso para escriturário passaria de R$ 1.074 a R$ 1.180, representando aumento de 9,82%, valor considerado ainda insuficiente.

"A retomada da mesa foi uma conquista muito importante dos bancários, mas a Fenaban tem condição de melhorar essa proposta", afirma a presidenta do Sindicato, Juvandia Moreira.

"Deixamos claro na rodada de negociação que queremos que seja mais do que 6,5% e que seja igual para todos, sem teto. Eles disseram que hoje não tinham condição de alterar nada porque precisam consultar as direções dos bancos", explica a dirigente. "Por isso a negociação foi suspensa e será retomada nesta segunda."

A reunião do Comando Nacional ressaltou que a greve tem de ser mantida forte como está, até que seja apresentada uma proposta melhor, que deverá ser apreciada em assembleias na quarta-feira 13 em todo país.

Mais

A Fenaban também não atendeu à reivindicação de PLR maior, já que a proposta corrige pelos 6,5% a regra do ano passado (de 90% do salário mais R$ 1.024 com teto R$ 6.680), inclusive os R$ 2.100 do teto da parcela adicional. Os mesmos 6,5% seriam aplicados nas demais verbas salariais como vales refeição, alimentação, 13ª cesta, e demais auxílios.

Por conta da mudança na lei que rege a educação no país, a Fenaban propôs alterações no auxílio-creche. O valor subiria de R$ 207,95 para R$ 258,90, mas passando de 83 meses para 71 meses.

Segurança e saúde

De acordo com a Fenaban, os pontos que avançaram nas questões de segurança serão apresentados na rodada de negociação desta segunda-feira: obrigatoriedade do registro de boletim de ocorrência em casos de assaltos, tentativas e sequestros, divulgação de estatística semestral de assaltos a bancos e atendimento médico ou psicológico no local da ocorrência.

"Reiteramos a necessidade de fechar um acordo com proposta global que dialogue com o fim do assédio moral nos locais de trabalho, uma das principais preocupações dos bancários", completou Juvandia.

Negociações específicas

O Comando Nacional dos Bancários e as direções do Banco do Brasil e da Caixa Federal voltam a negociar nessa segunda-feira as questões dos trabalhadores para a renovação dos acordos coletivos específicos. As reuniões serão realizadas após o final da nova rodada com a Fenaban, em São Paulo.


Fonte: Contraf-CUT com Seeb São Paulo

Agenda sindical da semana de 10 a 16 de outubro/2010




DOMINGO

Reunião da diretoria do sindicato para organizar a greve e discutir a estratégia de luta.

SEGUNDA-FEIRA

GREVE completa 13 dias. Temos negociação com a Fenaban e depois com BB e Caixa Federal, todas em SP.

Fiquei na reunião de negociação e do Comando Nacional até às 2 horas da manhã de terça.

TERÇA-FEIRA

Feriado nacional. (trabalhei, pois fui para a reunião da diretoria do Sindicato)

QUARTA-FEIRA

GREVE completa 15 dias.

Assembleias ao final do dia em diversos sindicatos do país.

MAIORIA dos sindicatos do país aprova as propostas do BB, Caixa e Fenaban. São Paulo, Osasco e região também aprova.

QUINTA-FEIRA

Em SP.

OLT: fiz distribuição da Folha Bancária na CSO do 4º andar do Complexo São João. Esclareci muitas dúvidas dos colegas sobre as conquistas da campanha da categoria em 2010.

Estive em reunião no Sindicato e também na Contraf-CUT até 21h.

SEXTA-FEIRA

Em SP.

OLT: eu e Cláudio Luiz estivemos na agência Luz e na CSO Luz falando sobre a proposta aprovada e tirando dúvidas.

Fiquei até tarde na Contraf-CUT fechando uma revista dos bancários.

SÁBADO

Reunião na Contraf-CUT sobre organização sindical no BB em nível nacional.

9.10.10

Greve forte arranca nova proposta. Negociação continua nesta segunda



A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) apresentou ao Comando Nacional dos Bancários neste sábado 9 de outubro, 11° dia da greve da categoria, uma nova proposta que inclui reajuste de 9,82% para o piso salarial, 6,5% de reajuste para quem ganha até R$ 4.100 (e um valor fixo de R$ 266,50 para os salários superiores a esse valor). Propôs também 6,5% de reajuste para a PLR e todas as verbas salariais e auxílios. O Comando Nacional dos Bancários considerou a proposta insuficiente e as negociações continuam nesta segunda-feira 11, às 11h.

"A forte greve que a categoria está fazendo em todo o país forçou os bancos a retomarem as negociações e a apresentarem a nova proposta, mas consideramos o índice de reajuste insuficiente", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e coordenador do Comando Nacional. "Também é inaceitável esse teto de R$ 4.100. Isso significa que quem ganha acima de R$ 6.212 terá reajuste abaixo da inflação do período."

Em relação ao piso da categoria, Carlos Cordeiro considera importante a sinalização por parte dos bancos de valorização, conforme reivindicação da categoria. "Mas esse índice de reajuste de 9,82% é também insuficiente diante da crescente lucratividade dos bancos", reage o presidente da Contraf-CUT.

Da mesma forma, o Comando Nacional dos Bancários considera muito rebaixado índice de reajuste de 6,5% sobre a PLR. "Os bancos precisam aumentar a distribuição da PLR em relação ao ano passado, uma vez que os lucros cresceram", rebate Carlos Cordeiro.

Negociação continua segunda

Diante do posicionamento do Comando Nacional, os negociadores da Fenaban pediram a suspensão temporária das negociações, para que tivessem tempo de consultar os banqueiros. A retomada ficou agendada para segunda-feira, dia 11, às 11h.

Os representantes dos bancos também sinalizaram que apresentarão na segunda-feira proposta sobre assédio moral e segurança bancária.

O Comando Nacional orienta todos os sindicatos a manterem e ampliarem a greve na segunda-feira, para forçar os bancos a melhorarem a proposta. "Os bancários estão de parabéns pela greve fantástica que estão fazendo, que é fortíssima também nos bancos privados e já é a maior das últimas duas décadas. É essa a força da categoria e é isso que pressiona os bancos a negociarem", diz o presidente da Contraf-CUT.

Protesto contra pedido de prisão de dirigentes

No final da rodada de negociação deste sábado, o Comando Nacional fez um protesto veemente à Fenaban contra a postura do Itaú Unibanco de solicitar a prisão do presidente do Sindicato dos Bancários de Brasília. Rodrigo Britto é membro do Comando Nacional. Outros bancos estão fazendo a mesma coisa contra dirigentes sindicais e trabalhadores em greve em vários Estados.

"Essa é uma prática antissindical inaceitável em uma sociedade democrática onde o direito de greve está assegurado na Constituição", protestou Carlos Cordeiro.

A nova proposta da Fenaban

Novo piso salarial: R$ 1.180 (reajuste de 9,82%)

Reajuste de salários: 6,5% até R$ 4.100.

Reajuste para salários acima de R$ 4.100: R$ 266,50 fixos.

PLR: reajuste de 6,5%, tanto para a regra básica quanto para o adicional.

Reajuste dos benefícios e verbas salariais: 6,5%.

Negociações nos bancos públicos federais

Em razão da nova rodada de negociações com a Fenaban na segunda-feira, às 11h, as reuniões sobre as pautas específicas que estavam marcadas com as direções do Banco do Brasil e da Caixa não acontecerão mais às 10h. Serão realizadas ao final das negociações com a Fenaban.

Também foram marcadas para a segunda-feira, às 15h, a negociação sobre as reivindicações específicas com o Banco do Nordeste do Brasil (BNB). Na quarta, às 10h, haverá negociação com o Banco da Amazônia.

Fonte: Contraf-CUT

Força da greve dos bancários arranca negociação com Fenaban neste sábado



O Comando Nacional dos Bancários retomará as negociações com a Fenaban neste sábado, 9, às 11h, em São Paulo. A reunião foi agendada pelos bancos no final da tarde desta sexta-feira, décimo dia da greve nacional dos bancários, em resposta ao ofício enviado pela Contraf-CUT nesta quinta-feira. Às 9h, os membros do Comando se reúnem na sede da Contraf-CUT.

"Os bancários estão mostrando a força de sua mobilização, fazendo a greve mais forte dos últimos vinte anos, que fechou 8.278 agências nesta sexta-feira. Esperamos que a Fenaban apresente uma proposta global decente, que atenda às reivindicações da categoria em relação a remuneração, emprego, saúde e condições de trabalho e segurança", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.

Desde sua deflagração, nas assembleias do último dia 28 de setembro, a greve nacional dos bancários cresceu a cada dia, passando de 3.864 agências fechadas no primeiro dia para 8.278 no décimo dia de mobilização. "Isso demonstra a indignação dos bancários com a intransigência dos bancos, que apresentaram até agora uma proposta que se limita à reposição da inflação, enquanto outros setores empresariais menos lucrativos já fizeram acordos concedendo aumento real de salário e outros avanços a seus trabalhadores", salienta Carlos Cordeiro.

Os bancários reivindicam 11% de reajuste, valorização dos pisos salariais, maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR), medidas de proteção da saúde que inclua o combate ao assédio moral e às metas abusivas, garantia de emprego, mais contratações, igualdade de oportunidades, previdência complementar para todos, fim da precarização via correspondentes bancários e mais segurança.

BB e Caixa negociam na segunda

Na segunda-feira, dia 11, Comando Nacional retoma também as negociações específicas com o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal. As duas reuniões acontecem em São Paulo, às 10h.

(Matéria atualizada às 19h40)

Fonte: Contraf-CUT

8.10.10

Greve Nacional dos Bancários - 10º dia: imprensa começa a ver e avaliar a greve de forma negativa



Bancos e funcionários negociam reajuste e fim da greve neste sábado

Mariana Schreiber - De São Paulo - 08/10/2010 - 19h37


Bancos e bancários se reúnem neste sábado, às 11h, em São Paulo, para negociar o reajuste salarial da categoria e tentar pôr fim à greve que completa hoje dez dias.

Os bancários querem aumento de 11%, valorização dos pisos salariais e maior participação nos lucros, entre outras reivindicações. Por enquanto, os bancos garantiram a reposição da inflação (4,29%).

Uma nova proposta apresentada amanhã só será avaliada pelos bancários em assembleias na quarta-feira. De acordo com a Contraf (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), 8.278 agências não funcionaram nesta sexta-feira - 42% das 19,8 mil que existem no país.

A Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) não divulgou estimativa.

Segundo o presidente da Contraf, Carlos Cordeiro, metade das agências é de bancos públicos e a outra metade, de bancos privados.

A Folha percorreu algumas ruas de São Paulo hoje e constatou, no entanto, que a maioria das agências fechadas era da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil.

Nas avenidas Paulista e Brigadeiro Faria Lima, agências do Itaú, Bradesco, HSBC e Santander funcionavam normalmente. Funcionários contaram que os bancos chegaram a fechar em alguns dias da semana devido a piquetes de sindicalistas.

Já na rua São Bento, no centro, que fica próxima à sede da Contraf, todas as agências fecharam, o que provocou filas nos caixas eletrônicos de Itaú, Banco do Brasil, Real e Santander. "Não consigo sacar meu FGTS", reclamou Tatiane da Conceição, em frente a uma agência fechada da Caixa.

Em São Paulo, 667 agências fecharam na capital e em mais 16 municípios, segundo a categoria.

Fonte: Folha.com


Artigo (react): Vejamos o que o BB está "prometendo" apresentar (3)


Boletim Pessoal 34 - Esclarecimento (Carlos Neri, Diretor do BB em 8/10/10)

"Colega

Temos conversado, nos últimos dias, sobre a dinâmica da negociação na Mesa da Fenaban. Percebemos que as informações divulgadas têm gerado muitas dúvidas, motivadas, principalmente, pelo acordo fechado de forma antecipada pelo Banco de Brasília – BRB. Por este motivo, entendemos ser necessário prestar esclarecimentos para evidenciar a seriedade da comunicação do BB e o respeito com que temos tratado esta negociação.

Em primeiro lugar, é importante ressaltar que o BRB não faz parte da Mesa da Fenaban. Não fazendo parte da Mesa, o BRB não tem a necessidade de seguir os ritos acordados naquela instância. Este posicionamento, ao mesmo tempo em que traz uma certa flexibilidade para aquela empresa, no que diz respeito a percentuais e prazos para o acordo, também a desobriga de cumprir algumas condições estipuladas na Mesa."

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COMENTÁRIO DO BLOG: já falei no comunicado anterior que não é verdade que o BB não pode fazer a qualquer momento proposta que dialogue com a pauta de negociação específica, pois temos mesa de negociação permanente o ano todo e se o banco não está usando de má-fé, a mesa acontece para negociar as questões específicas a qualquer momento, é pra isso que ela existe.

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"Outra diferença a ser destacada é que o BRB não está subordinado ao Departamento de Coordenação e Governança das Empresas Estatais - Dest. Responsável pelo acompanhamento das informações econômico-financeiras das empresas em que a União detenha, direta ou indiretamente, a maioria do capital social, o Dest tem o papel de se manifestar sobre os pleitos dessas instituições, no que se refere, dentre outras coisas, à política salarial. Isso significa que o Banco do Brasil tem o dever de submeter suas propostas específicas para análise do Dest – e isso aconteceria mesmo que não fizesse parte da Mesa da Fenaban. O BRB não tem esta obrigação por se tratar de um banco do Governo do Distrito Federal, sem participação da União.

Feitos esses esclarecimentos, imagino que muitos devem estar se perguntando neste momento: por que, então, o Banco do Brasil permanece na Mesa da Fenaban? Primeiro porque a presença na Mesa da Fenaban é uma reivindicação das próprias entidades sindicais, para evitar que o funcionalismo do BB tenha perdas salariais em relação ao que é praticado nos demais bancos, como já aconteceu no passado.

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COMENTÁRIO DO BLOG: a mesa da Fenaban é uma reivindicação dos bancários, que votam todos os anos em assembleias, congressos e Conferência Nacional dos Bancários. Aliás, deliberação correta, pois a campanha unificada tem incomodado bastante banqueiros privados e públicos, não é à toa que estes não gostam da ideia de bancários fazendo greves conjuntas, pois a categoria vem fazendo boas batalhas e impondo aos banqueiros conquistas que eles não aceitariam sem greves.
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"Em segundo lugar porque o fato de estar na Fenaban não impede o Banco do Brasil de fechar acordos específicos mais vantajosos para seus funcionários. E temos feito isso sistematicamente. De 2003 para cá, já corrigimos o salário inicial em 57,55%, enquanto o restante da categoria, no mesmo período, obteve reajuste acumulado de 52,91%. No ano passado, corrigimos o piso salarial em 3% a mais do que o acordado na Fenaban. A única ressalva é que, como já informamos, o acordo específico só pode ser firmado quando encerrada a negociação naquela Mesa.

É importante ressaltar, ainda, o fato de estarmos subordinados ao Dest. Existem impedimentos legais daquele departamento para a concessão, em ano de eleição, de aumento real aos funcionários de empresas controladas pela União. A única exceção permitida é se este aumento tiver origem em Convenção Coletiva. Ou seja, a participação do BB na Mesa da Fenaban dá ao funcionalismo a possibilidade de obter aumento real neste ano (caso este seja o acordo firmado naquela instância); fora da Mesa, o Banco não poderia concedê-lo."

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COMENTÁRIO DO BLOG: de novo, é um argumento retórico essa história que o BB não pode conceder algo a mais para os bancários por controle do Dest ou qualquer outro órgão do governo. Nós, os bancários do BB e da Caixa Federal, só temos PLR assinada com a CUT porque uma forte greve de mais de 80% dos bancários desses bancos arrancou do governo federal em 2003 o acordo semelhante ao que a categoria assinou desde 1995 com a CNB/CUT. A greve fez o governo distribuir aos bancários o dobro do que o Dest permite. É a força da greve que traz propostas justas e, às vezes, ditas "inviáveis ou proibidas" pela empresa.
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"Continuamos à disposição para negociar, trabalhando na elaboração de nossa proposta específica para este Acordo Coletivo. Ela contemplará, dentre outros itens, aspectos relacionados ao plano de cargos e remuneração, como piso e progressão por mérito; e questões afetas aos funcionários egressos do BNC, como a gratificação variável que recebiam anualmente e o VCPI.

Para finalizar, quero destacar que estamos também atuando na Mesa da Fenaban no sentido de agilizar a formalização do acordo. Isso é demonstrado, inclusive, na matéria “Greve dos bancários cria racha na Fenaban”, divulgada hoje, 8, no jornal “O Estado de São Paulo”: ela afirma que “os bancos públicos têm pressa em fechar o acordo, mas as instituições privadas resistem” e que “os representantes dos bancos públicos aproveitaram reunião desta semana para pedir uma solução rápida para o problema”.

Carlos Eduardo Leal Neri
Diretor de Relações com Funcionários e Entidades Patrocinadas
Negociador do BB

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William Mendes (comenta)

Fonte: portal do BB de negociação coletiva

7.10.10

Artigo (react): Vejamos o que o BB está "prometendo" apresentar (2)


Boletim Pessoal 33 - Negociação (Carlos Neri, Diretor do BB)

"Colega

O Banco do Brasil continua trabalhando com afinco no sentido de encontrar a solução para o impasse gerado. É importante salientar que temos mantido, Empresa e representação sindical, a necessária sobriedade que deve caracterizar esses momentos dentro do estado democrático de direito.

Como já dissemos antes, é necessário acordar primeiro a proposta global, para todos os bancários, e depois as específicas de cada Banco. É desta forma que é conduzida a negociação da Convenção Coletiva de Trabalho - CCT, construída em mesa única pela Fenaban e pela representação sindical da categoria profissional. A minuta de reivindicações, inclusive, nos é entregue pelas entidades sindicais como aditivo à CCT (contrato base ao qual estão submetidos todos os trabalhadores bancários). Temos de, necessariamente, seguir este rito.

Mesmo assim, estamos trabalhando paralelamente a proposta específica do BB, que se somará à geral. Ela contemplará aspectos do plano de cargos e remuneração, como piso e progressão por mérito; processos relativos a descomissionamento; e questões afetas aos funcionários egressos do BNC, como a gratificação variável que recebiam anualmente e o VCPI. Deste modo, vamos manter e avançar no que temos de diferente e acima da Convenção.

Temos negociado dentro da Fenaban, em mesas específicas com as duas confederações – Contraf e Contec – e junto aos órgãos de controle do Estado. Tem sido um esforço necessário, e temos a certeza que ele nos levará a bom termo.

Nossa atuação nos últimos anos demonstra, na prática, a importância e o empenho do Banco do Brasil nas negociações específicas. De 2003 para cá, já corrigimos o salário inicial em 57,55%, enquanto que o restante da categoria, no mesmo período, obteve reajuste acumulado de 52,91%. Vários benefícios obtidos pelo funcionalismo do BB, já amplamente divulgados, foram construídos nesta instância. Os Comitês de Ética são um exemplo disso.

Por fim, entendemos que o importante é manter, e reafirmamos que temos mantido, a postura de diálogo, respeito, e, sobretudo a honesta vontade de construir.

Carlos Eduardo Leal Neri
Diretor de Relações com Funcionários e Entidades Patrocinadas "


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COMENTÁRIO DO BLOG: todas, todas as conquistas citadas e outras como PLR, itens de Isonomia, reestruturação da Cassi etc foram conquistadas com GREVE! Todas!

Aliás, outras questões foram apresentadas pelo BB após acordos feitos em instâncias como Ministério Público do Trabalho e afins, pois o banco não quis discutir em mesa como, por exemplo, a implantação do Sesmt. Até a aceitação de implantar os Comitês de Ética (que deve ser paritário e não é) já havia passado por discussão em instâncias externas por denúncias sofridas pelo BB.
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William Mendes (comenta)


Fonte: portal de negociação coletiva do BB

Artigo (react): Vejamos o que o BB está "prometendo" apresentar (1)


Boletim Pessoal 32 - Mensagem do Diretor (Carlos Neri do BB)

"Colegas,

O Banco do Brasil, em seu compromisso com a transparência e com o diálogo, apresenta a você um breve balanço do que tem sido a Campanha Salarial 2010 e suas perspectivas. É certo que mantemos o mesmo compromisso do ano passado, de levar a vocês uma informação fiel aos acontecimentos da Mesa de Negociação.

Recebida a pauta de reivindicações, o Banco passou a estudá-la e precificá-la, analisando a possibilidade de atendê-la. Tudo isso devidamente acompanhado por entidades controladoras do acionista majoritário.

Já realizamos três rodadas de negociações. Nelas, temos recebido novas solicitações além daquelas que foram apresentadas na pauta, gerando novos estudos e, consequentemente, novas análises e consultas que demandam certo tempo para conclusão.

É importante salientar que o Banco do Brasil já pratica - e mantém em seus normativos ou no Acordo Coletivo de Trabalho específico - grande parte das reivindicações apresentadas à Fenaban. Ou seja, a maior parte dos benefícios que foram levados para discussão naquela Mesa e negados ao movimento sindical bancário já são, portanto, direitos dos funcionários do BB.

Isso é fruto do compromisso do Banco com seu funcionalismo e da busca contínua em garantir uma boa qualidade de vida no trabalho, reconhecendo o esforço de seus funcionários na efetivação da Missão do BB. Não há como negar a liderança do Banco do Brasil no que diz respeito à extensão de benefícios aos seus trabalhadores.

Já sinalizamos à representação dos bancários que pretendemos apresentar proposta concreta a todas as reivindicações econômicas e às consideradas “principais e mais significativas”. O BB entende, ainda, que saúde, segurança e bem-estar dos funcionários são tão importantes quanto remuneração e, por isso, trata todas as demandas com a mesma importância e atenção.

No entanto, é necessário que o corpo funcional não se esqueça do ritmo e do rito da campanha salarial que passa, necessariamente, pela Mesa geral dos bancários, que é a da Fenaban. O acordo existente naquela Mesa impede que qualquer banco possa apresentar, de forma isolada e antecipada, propostas em âmbito econômico ou que possam impactar os debates realizados naquele fórum.

Mesmo assim, o BB não deixa de participar da Mesa Específica, onde aprofunda a discussão de temas de caráter social e sindical. Questões relativas à trava de dois anos nas CABBs, por exemplo, têm sido tratadas, e avanços já foram apresentados aos representantes sindicais. O Banco já sinalizou que pretende apresentar respostas concretas quanto ao PCS, principalmente sobre Piso Salarial e Carreira de Mérito. O Abono Educação também está em estudo. Isso gera, no entanto, impacto remuneratório e precisa esperar o final da Mesa única para ser apresentado."

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COMENTÁRIO DO BLOG: assim como já foi cobrado do BB em 2006, quando ele apresentou uma Tabela de Mérito com determinado número de níveis, recordo aqui que o banco não pode situar todos os bancários da empresa no nível M1, ou seja, do zero.


Cada bancário deve ser classificado de acordo com o seu histórico de carreira e deve ser situado no nível M3, M7, M16 etc. É o correto para respeitar o esforço e dedicação que cada colega já fez na empresa.

Também é fundamental haver incorporação anual de parte das comissões exercidas pelos colegas, de maneira a que ninguém caia da noite para o dia de uma remuneração já conquistada na carreira comissionada para o piso novamente e fique sem condições de manutenção de suas contas pessoais.
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"Por tudo isso, a afirmação de que “o BB não apresenta uma proposta global aos seus empregados que, por isso, podem entrar em greve” é injusta para com o Banco do Brasil. A Empresa não apresentou proposta global porque a dinâmica da Mesa da Fenaban não permite fazer isso. O próprio movimento sindical afirma ter razões históricas para querer o BB na Mesa da Fenaban. Como pode, então, cobrar do Banco uma proposta global antes do encerramento daquela Mesa?"

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COMENTÁRIO DO BLOG: não é correto o BB se fazer de inocente nestas belas palavras acima. O BB pode e deve apresentar propostas da pauta específica a qualquer momento! Pode apresentar de janeiro a dezembro qualquer proposta que dialogue com as reivindicações dos funcionários do BB, senão de nada adiantaria ele - banco - dizer que preza e valoriza a mesa de negociação específica. Não é bom tentar enganar os trabalhadores com discursos retóricos.
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"O BB entende que a greve é um instrumento usado pelos trabalhadores quando o diálogo não se faz presente ou quando ocorre uma possível intransigência patronal. Nada disso ocorre conosco. O Banco vem apresentando sempre maiores e mais abrangentes benefícios aos seus funcionários, em comparação à concorrência."

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COMENTÁRIO DO BLOG: pergunto ao banco onde está o respeito aos compromissos assumidos com os funcionários em relação ao plano odontológico não apresentado há mais de 2 anos? E o PCCS, então? Diálogo se faz com o cumprimento dos compromissos assumidos.
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"O desejo do Banco, portanto, não poderia ser outro que não a confiança do seu corpo funcional no diálogo que se mantém aberto e franco. Não precisamos apostar em conflito como forma de solução de pendências. O diálogo, o respeito e a transparência são marcas efetivas desta gestão e podem ter a certeza de que a nossa disposição para o entendimento é enorme. Estamos disponíveis a fazer o debate, sempre que a representação dos empregados assim solicitar.

Para finalizar, queremos convidar o quadro funcional a fazer reflexões, nesse importante momento, sobre o comportamento adotado pela Empresa ao longo do ano, em suas Mesas Temáticas e Permanentes. Nelas, aconteceram variados avanços que se somam às conquistas da campanha salarial em favor do conjunto do funcionalismo do Banco.

Desejamos também que o funcionalismo possa refletir, de forma livre e democrática, sobre o procedimento do Banco nos processos negociais ao longo dos últimos anos e que consiga reconhecer o comportamento respeitoso vigente. Isto feito, acreditamos na possibilidade de chegarmos a mais um acordo importante para o Banco e seus funcionários.

Carlos Eduardo Leal Neri
Diretor de Relações com Funcionários e Entidades Patrocinadas "


COMENTÁRIO DO BLOG: eu espero que nenhum(a) trabalhador(a) seja perseguido(a) ou preterido(a) a concorrências e carreira por participar da greve da categoria "de forma livre e democrática" como a empresa nos diz. Caso contrário, denunciaremos que o banco não cumpre sequer aquilo que escreve, fala e noticia por aí.

William Mendes (comenta)

Fonte: portal de negociação coletiva do BB

Bancários fecham 7.723 agências e já é a maior greve dos últimos 20 anos



Sem nenhuma nova proposta dos bancos às reivindicações da categoria, os bancários completaram nesta quarta-feira 6 oito dias da greve nacional, com a ampliação do movimento em todo o país. Agora já são 7.723 agências paradas nos 26 Estados e no Distrito Federal - um acréscimo de 286 em relação a ontem e praticamente dobrando (99,7%) desde o primeiro dia (3.864). Isso significa que essa já é a maior greve da categoria bancária nas últimas duas décadas.

"O aumento contínuo da paralisação mostra a crescente indignação dos bancários com o desrespeito dos bancos. Mesmo com o lucro de mais de R$ 25 bilhões somente no primeiro semestre, só ofereceram de reajuste a reposição da inflação de 4,29% e rejeitaram todas as outras reivindicações dos trabalhadores", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e coordenador do Comando Nacional dos Bancários.

Em outra demonstração de intransigência, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) não respondeu à carta enviada na segunda-feira 5 pelo Comando Nacional dos Bancários, em que critica a adoção de práticas antissindicais por parte das instituições financeiras e reafirma a "disposição em negociar, para que possamos continuar buscando um acordo que atenda à expectativa dos bancários".

Em nome dos bancários brasileiros, a Contraf-CUT recebeu a solidariedade da UNI Américas, integrante da UNI Sindicato Global, que representa os trabalhadores dos setores de serviços das Américas do Sul, Central e do Norte. A entidade também enviou ofício ao presidente da Fenaban, Fábio Barbosa, propondo a retomada das negociações com o Comando Nacional dos Bancários.

"Reforçamos o apoio internacional aos trabalhadores bancários no Brasil e defendemos a necessidade de retomar as negociações com os sindicatos, já que notoriamente os bancos brasileiros apresentam condições extremamente favoráveis para contribuir para o desenvolvimento social e econômico do Brasil através da valorização dos seus funcionários", afirma o documento da UNI Américas.

Os bancários reivindicam 11% de reajuste, valorização dos pisos salariais, maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR), medidas de proteção da saúde que inclua o combate ao assédio moral e às metas abusivas, garantia de emprego, mais contratações, igualdade de oportunidades, previdência complementar para todos, fim da precarização via correspondentes bancários e mais segurança.

Pesquisa feita pela Contraf-CUT com base em informações da imprensa revela que 18 pessoas foram mortas em assaltos envolvendo bancos em todo país nos primeiros nove meses deste ano. São duas mortes por mês, em média. Entre as vítimas fatais, sete são vigilantes, um bancário e seis clientes, dentre outras pessoas. Os casos ocorreram em SP (3), RS (3), PA (2), RJ (2), PE (2), PR (2), MG, BA, MA e DF. "Essa estatística comprova que a proteção da vida das pessoas não está sendo colocada em primeiro lugar", critica o presidente da Contraf-CUT.

Fonte: Contraf-CUT

Sem segurança, bancários e clientes viram alvos fáceis de bandidos no MT



Uma das reivindicações da Campanha Nacional dos Bancários 2010 é a segurança. E este item não foi colocado na pauta de reivindicações por acaso. Somente em 2010 em todo o país 18 pessoas (entre elas clientes, vigilantes e bancários) foram assassinadas durante assaltos a bancos.

Em Mato Grosso, mais de 20 pessoas foram reféns em roubos/tentativas a agências. Em relação aos caixas eletrônicos contabiliza-se cerca de 60 arrombamentos e em diversas ocasiões vigilantes foram rendidos e tiveram sua vida ameaçada.

Enquanto os bancários e a população vivem essa realidade de insegurança, os bancos diminuem seus gastos e eliminam itens de segurança em suas filiais. O Banco do Brasil, por exemplo, está tentando retirar as portas giratórias de suas unidades em um novo projeto de layout. O Sindicato dos Bancários de Mato Grosso (Seeb-MT) lembra que foram estas portas de segurança que asseguraram a vida de inúmeras pessoas.

No mês de maio, em Várzea Grande, dois ladrões tentaram entrar numa agência do Itaú e ficaram presos na porta. Entre os assaltantes e um cliente havia apenas o vidro da porta de segurança. Houve disparos e um vigilante foi alvejado. Caso não houvesse a porta giratória, o roubo poderia ter atingido maiores proporções.

"Enquanto estamos lutando para tornar obrigatória a adoção de mais itens de segurança, os bancos iniciam essa campanha para retirar as portas giratórias. É um absurdo. O papel fundamental destes equipamentos na prevenção aos assaltos é indiscutível", comenta o presidente do Seeb-MT, Arilson da Silva.

Entre as principais reivindicações da categoria bancária relativas a segurança estão medidas de prevenção contra ataques a bancos e adicional de risco de vida. Também é cobrada a assistência às vítimas de sequestros e a todos os que estiveram no local de assaltos, bem como atendimento médico e psicológico, fechamento da unidade no dia da ocorrência, emissão da Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) e acompanhamento de advogado do banco para identificação de suspeitos na polícia.

Outra demanda é estabilidade provisória para vítimas de assaltos, sequestros e extorsões no prazo de 36 meses depois da ocorrência. Em caso de processo judicial com decisão favorável ao bancário, esse prazo começaria a contar após o trânsito em julgado.

Medidas de prevenção também estão na negociação, tal como a necessidade de proibição do transporte de dinheiro e chaves de cofres por parte dos bancários, assim como equipamentos para evitar assaltos, como a porta de segurança com detectores de metais antes do autoatendimento, câmeras de filmagem com monitoramento em tempo real, vidros blindados nas fachadas, divisórias individualizadas na bateria de caixas e entre os caixas eletrônicos, instalação de vidros nos guichês de caixas e colocação de biombos entre a fila de espera e a bateria de caixas.

Durante a madrugada desta quarta-feira (6), ladrões tentaram arrombar os caixas-eletrônicos do Banco do Brasil de Rosário Oeste (127 quilômetros de Cuiabá) e Nova Xavantina (645 quilômetros da capital). No primeiro caso, durante a tentativa de arrombar os caixas eletrônicos da unidade, os ladrões incendiaram todo o autoatendimento da agência. Em contato com a Superintendência do BB, o Presidente do Seeb-MT, Arilson da Silva, solicitou que todas as providências necessárias sejam adotadas.

Em Nova Xavantina, foi jogada uma bomba de coquetel molotov no caixa eletrônico, a fim de destruí-lo. Informações preliminares apontam que o "incendiador" havia depositado um envelope vazio como se estivesse depositando R$ 100 mil. Após retirar o comprovante de depósito ele jogou a bomba no caixa. Entretanto, durante o "golpe" ele também se queimou e teve que ser encaminhado para atendimento médico.

Greve segue forte em Mato Grosso

A greve dos bancários entrou no seu 8º dia. Até o final da tarde de terça-feira, 7.437 agências de todo o país ficaram fechadas. Em Mato Grosso a paralisação atingiu mais de 90% das unidades da Grande Cuiabá (93 estiveram fechadas e as outras 5 parcialmente).

O movimento continua forte e está crescendo diariamente. Ontem, o Sindicato obteve mais uma vitória. Pela segunda vez nesta semana, a Justiça do Trabalho negou interdito proibitório ao Itaú Unibanco.

No interior do Estado, 38 unidades ficaram fechadas.

Fonte: Seeb MT


Bancários da CUT reforçam greve nacional no Rio Grande do Norte


Crédito: Fetec CUT NE

A greve nacional dos bancários no Rio Grande do Norte conta com a força da participação da CUT. A mobilização já é forte na região metropolitana de Natal e está crescendo em diversas regiões do interior do Estado, com adesão a cada dia de mais trabalhadores.

A Fetec/NE-CUT está desempenhando um papel muito importante, mantendo os bancários informados sobre o andamento do movimento e procurando convencer os trabalhadores do interior a aderir ao movimento.

"Todos estão inconformados com as posições intransigentes da Fenaban e dos bancos federais", afirma Ronaldo de Almeida, diretor da Fetec/NE-CUT e funcionário do Bradesco.

"Um fato que me deixa satisfeito é o apoio que temos recebido dos clientes. Eles reclamam que têm de esperar mais de 40 minutos nas filas para serem atendidos por falta de funcionários, apesar dos altos juros e das tarifas abusivas que são obrigados a pagar aos bancos", completa.

Outro banco é preciso, com as pessoas em primeiro lugar!

Fonte: Contraf-CUT, com Fetec/NE-CUT

6.10.10

Greve Nacional dos Bancários 2010 - Dia 7



Greve dos bancários cresce, paralisa 7.437 agências e já é maior que 2009

A greve nacional dos bancários de 2010 já superou o número de agências fechadas no movimento do ano passado. Conforme dados enviados pelos sindicatos e federações até às 18h para a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), nesta terça-feira, 5, sétimo dia da paralisação, 7.437 agências de bancos públicos e privados não abriram suas portas nos 26 Estados e no Distrito Federal. Em 2009, os bancários paralisaram 7.222 unidades no dia de maior mobilização da greve.

São 910 agências fechadas a mais do que nesta segunda-feira, um aumento de 14%. Em relação ao primeiro dia da greve, iniciada na última quarta-feira, 29 de setembro, o crescimento é de 92,5%. Ainda foram paralisados centros administrativos e outras dependências dos bancos em todo país.

"O fechamento de agências cresceu todos os dias desde o início da greve, mostrando o aumento da adesão dos bancários e a força do movimento, apesar das práticas antissindicais adotadas pelos bancos", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários.

"Os bancos empurraram os bancários para a greve, com uma postura intransigente e uma proposta rebaixada de reajuste. Agora, eles não aguentam a pressão da categoria e apelam para práticas antissindicais, em vez de retomar as negociações e apresentar uma proposta decente para a categoria", destaca o dirigente sindical. "Com lucros bilionários, os bancos não têm motivos para não atender a pauta de reivindicações dos bancários", justifica.

Ele denuncia a utilização de medidas autoritárias pelos bancos em todo país, como o Interdito Proibitório para impedir o convencimento dos trabalhadores, o uso da polícia para tentar abrir agências, a convocação de funcionários para entrar na madrugada nos locais de trabalho e a utilização de helicópteros para transporte de empregados, dentre outras. "O exercício da greve é um direito constitucional do trabalhador e não pode ser cerceado pelos bancos", aponta o dirigente sindical.

"Mas a greve está crescendo cada vez mais, demonstrando a insatisfação dos bancários. A Fenaban deveria ouvir esse recado, acabar com o silêncio, aproveitar a disposição de negociar do Comando Nacional e apresentar uma proposta decente que atenda às reivindicações da categoria", sustenta Cordeiro.

Os bancários reivindicam 11% de reajuste, valorização dos pisos salariais, maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR), medidas de proteção da saúde que inclua o combate ao assédio moral e às metas abusivas, garantia de emprego, mais contratações, igualdade de oportunidades, mais segurança, previdência complementar para todos e fim da precarização via correspondentes bancários. Os bancos propuseram apenas reajuste de 4,29% (inflação do período) e rejeitaram as demais reivindicações.

DISPOSIÇÃO DE NEGOCIAR

O Comando Nacional enviou nesta segunda-feira, 4, uma carta ao presidente da Fenaban, Fábio Barbosa, reafirmando a disposição de negociar para buscar um acordo "que atenda à expectativa" da categoria e repudiando a postura das instituições financeiras, que apostam no confronto ao adotar práticas antissindicais para tentar enfraquecer o movimento dos trabalhadores. O documento foi remetido após a reunião do Comando Nacional, ocorrida em São Paulo.

"Lembramos que a greve é instrumento legal e que a lei nº 7.783/89 prevê em seu artigo 6º a realização de piquetes como meio de convencimento dos trabalhadores frente à intransigência das instituições financeiras, que se recusam em apreciar com seriedade as reivindicações levadas pela categoria", destaca o ofício.

Fonte: Contraf-CUT

5.10.10

Jundiaí: derrubada a liminar do Itaú



O Desembargador Henrique Damiano, do Tribunal Regional do Trabalho, cassou o Interdito Proibitório concedido ao Itaú no último dia 30 de setembro em Jundiaí.

Segundo ele, “não é razoável pretender o funcionamento normal de uma empresa cujos trabalhadores tenham decidido pela suspensão coletiva”. Desta forma, determinar que o sindicato “abstenha-se de obstar o normal funcionamento da agência caracteriza ofensa ao direito de greve dos trabalhadores”.

Com isso, a greve deve ser retomada nas agências do Itaú em Jundiaí que haviam sido prejudicadas pelo interdito.

Fonte: Seeb Jundiaí, terça, 05 de outubro de 2010 18:00h


Negado Interdito Proibitório do Santander em Guarulhos



A 6ª Vara do Trabalho de Guarulhos rejeitou pedido liminar em ação de Interdito Proibitório movida pelo Banco Santander. Na sentença, a juíza, Dra. Renata Andrino Ançã, reconhece o direito dos bancários de se mobilizarem ao mesmo tempo em que não identifica motivos para conceder tal liminar. "Tendo em vista que não há nos autos em questão elementos para o pronto convencimento do Juízo, rejeito o pedido liminar", sentencia a magistrada.

Para o presidente do Sindicato dos Bancários de Guarulhos e Região, Jessé Costa, a decisão é o reconhecimento de que a greve da categoria é justa. “Os bancários estão atuando com lisura de forma a pressionar para que os banqueiros atendam as reivindicações. Trata-se de um direito dos trabalhadores assegurado por lei. Acredito que a decisão judicial contra o Santander servirá de incentivo para que mais bancários engrossem o movimento”, afirma o dirigente.

Fetec CUT SP - Lucimar Cruz Beraldo