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8.2.11

Ranking do BB é assédio moral


Sindicato reivindica que direção do banco não exponha seus trabalhadores


São Paulo – O verde está bom, o amarelo está na média e o vermelho aponta fraco desempenho. Essas sinalizações estão sendo utilizadas pelo Banco do Brasil para medir o cumprimento de metas das agências, uma espécie de ranking disponibilizado no sistema interno da empresa para que todos os trabalhadores tenham acesso.

“Esse tipo de exposição é assédio moral. Os funcionários das unidades, principalmente com avaliação baixa, se sentem constrangidos com a divulgação. Uma política que apenas contribui para aumentar a tensão no ambiente de trabalho”, destaca a secretária-geral do Sindicato, Raquel Kacelnikas.

Outro problema apontado pelos trabalhadores é que o ranking também estimula uma maior concorrência. “É grande a possibilidade de um funcionário de uma agência buscar a clientela de uma outra que, na ótica do BB, está com desempenho baixo. Uma disputa que nada contribui para o crescimento da empresa e que apenas prejudica os bancários”, afirma Raquel.

De acordo com denúncias, há agência no interior do Estado em que o ranking é fixado onde todos possam ver, inclusive clientes.

“O BB assinou cláusula em acordo que instala o Comitê de Ética para diminuir os conflitos nos locais de trabalho. No entanto, se mantiver uma política como essa, que alimenta o assédio moral, corre o risco de o Comitê não funcionar”, diz Raquel, alertando os bancários a denunciar se sentirem-se prejudicados. “Vamos combater o assédio moral até que ele deixe de existir”.

Fonte: Seeb SP - Jair Rosa - 07/02/2011

2.12.10

Ouvidoria interna do BB é a porta de entrada das denúncias de assédio moral


02/12/2010 - Seeb DF

Os bancários do Banco do Brasil vítimas de assédio moral ganharam um novo instrumento de combate ao mal: o comitê de ética. Instalado em agosto, o grupo, que conta com a participação de dois funcionários eleitos na base (titular e suplente), vai julgar os casos de assédio moral no banco.

Os Sindicatos lembram que a ouvidoria interna do BB é a porta de entrada das denúncias de assédio moral. O comitê de ética de cada Estado só vai analisar os casos que receber da ouvidoria.

O diretor do Sindicato de Brasília e funcionário do BB Wadson Boaventura observa que “Em paralelo à denúncia formalizada no comitê, via ouvidoria, orientamos que as vítimas também informem aos Sindicatos sobre as irregularidades no seu ambiente de trabalho. Assim, poderemos cobrar e acompanhar caso a caso”.

Para formalizar uma queixa, basta escrever um e-mail para ouvidoriainterna@bb.com.br Este endereço de e-mail está sendo protegido de spam, você precisa de Javascript habilitado para vê-lo ou telefonar para o número 3310-4888.

Importante vitória

Os comitês de ética, cuja criação está prevista no acordo coletivo, terão a missão de julgar os casos de assédio moral e outros desvios de conduta no BB. De 25 a 27 de agosto foram realizadas as primeiras eleições para os comitês em todos os estados da federação e os candidatos eleitos (titular e suplente) foram eleitos para um mandato de dois anos.

A implantação dos comitês de ética em todo o país não é uma benesse do BB. É resultado da incansável persistência do movimento sindical, há quase uma década, para que a estatal e outros bancos do sistema financeiro nacional coíbam o assédio moral nos locais de trabalho. “Não basta criar o comitê de ética. É importante que funcione de verdade e julgue os casos com total imparcialidade. Para tanto, os sindicatos deverão acompanhar de perto todos os processos”, afirma Eduardo Araújo, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB e diretor do Sindicato dos Bancários de Brasília.

Fonte: com informações do Seeb DF

7.10.10

Artigo (react): Vejamos o que o BB está "prometendo" apresentar (2)


Boletim Pessoal 33 - Negociação (Carlos Neri, Diretor do BB)

"Colega

O Banco do Brasil continua trabalhando com afinco no sentido de encontrar a solução para o impasse gerado. É importante salientar que temos mantido, Empresa e representação sindical, a necessária sobriedade que deve caracterizar esses momentos dentro do estado democrático de direito.

Como já dissemos antes, é necessário acordar primeiro a proposta global, para todos os bancários, e depois as específicas de cada Banco. É desta forma que é conduzida a negociação da Convenção Coletiva de Trabalho - CCT, construída em mesa única pela Fenaban e pela representação sindical da categoria profissional. A minuta de reivindicações, inclusive, nos é entregue pelas entidades sindicais como aditivo à CCT (contrato base ao qual estão submetidos todos os trabalhadores bancários). Temos de, necessariamente, seguir este rito.

Mesmo assim, estamos trabalhando paralelamente a proposta específica do BB, que se somará à geral. Ela contemplará aspectos do plano de cargos e remuneração, como piso e progressão por mérito; processos relativos a descomissionamento; e questões afetas aos funcionários egressos do BNC, como a gratificação variável que recebiam anualmente e o VCPI. Deste modo, vamos manter e avançar no que temos de diferente e acima da Convenção.

Temos negociado dentro da Fenaban, em mesas específicas com as duas confederações – Contraf e Contec – e junto aos órgãos de controle do Estado. Tem sido um esforço necessário, e temos a certeza que ele nos levará a bom termo.

Nossa atuação nos últimos anos demonstra, na prática, a importância e o empenho do Banco do Brasil nas negociações específicas. De 2003 para cá, já corrigimos o salário inicial em 57,55%, enquanto que o restante da categoria, no mesmo período, obteve reajuste acumulado de 52,91%. Vários benefícios obtidos pelo funcionalismo do BB, já amplamente divulgados, foram construídos nesta instância. Os Comitês de Ética são um exemplo disso.

Por fim, entendemos que o importante é manter, e reafirmamos que temos mantido, a postura de diálogo, respeito, e, sobretudo a honesta vontade de construir.

Carlos Eduardo Leal Neri
Diretor de Relações com Funcionários e Entidades Patrocinadas "


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COMENTÁRIO DO BLOG: todas, todas as conquistas citadas e outras como PLR, itens de Isonomia, reestruturação da Cassi etc foram conquistadas com GREVE! Todas!

Aliás, outras questões foram apresentadas pelo BB após acordos feitos em instâncias como Ministério Público do Trabalho e afins, pois o banco não quis discutir em mesa como, por exemplo, a implantação do Sesmt. Até a aceitação de implantar os Comitês de Ética (que deve ser paritário e não é) já havia passado por discussão em instâncias externas por denúncias sofridas pelo BB.
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William Mendes (comenta)


Fonte: portal de negociação coletiva do BB

6.9.10

Comitê de Ética do BB no Paraná elege colegas apoiados pelo Sindicato


BB: Luiz Pizetta e Gerson Vieira vencem eleição do Comitê

(matéria de 2/09/10)

Os candidatos ao Comitê Regional de Ética do Banco do Brasil que tinham o apoio do Sindicato dos Bancários de Curitiba e região foram eleitos. Luiz Pizetta (CSL) e seu suplente, Gerson Vieira (CSO), concorreram com mais 11 duplas no PR e obtveram 28% dos votos.

A vitória só foi possível graças ao apoio dos trabalhadores. Agradecemos, em especial, às pessoas do CSO, da CABB, da CSL e demais agências que ajudaram a garantir a representatividade da categoria. Cabe lembrar que das cinco pessoas que formarão o Comitê de Ética, apenas uma é eleita pelos bancários.

Fonte: SEEB Curitiba

5.9.10

Comitê de Ética do BB já tem representantes (eleitos)


Foi divulgado o resultado da eleição que escolheu titular e suplente para representar bancários no Comitê

(Matéria de 03/09/10)

São Paulo – O resultado da eleição para os representantes dos bancários no Comitê de Ética do Banco do Brasil (BB) foi divulgado nesta quarta-feira 2. Foi eleita a dupla Maria Valéria Sarmento Coelho (titular) e Maria Fernanda Leister Costanzo (suplente), com 2.671 votos (13,6% do total).

Em segundo lugar ficou a dupla apoiada pelo Sindicato, Josias Ricardo Soares (titular) e Silvio Zanin (suplente), com 1.341 votos (6,8%); e em terceiro Rodolfo Ribeiro Franco e Pedro Grigorio dos Santos com 811 votos (4,1%).

Os funcionários do BB foram às urnas nos dias 25 e 27 de agosto. Votaram 19.687 de um total de 30.858 trabalhadores aptos. Estavam concorrendo 49 duplas.

O Comitê de Ética foi criado para combater o assédio moral no BB. Ele começou a ser discutido entre os trabalhadores e a direção do banco em 2009, tendo sua implantação iniciada em julho deste ano. Sua instituição, portanto, é um avanço na luta dos bancários contra o problema, que é apontado como uma das principais preocupações da categoria.

Problema – Em pesquisa realizada este ano pelos sindicatos de todo o país e coordenada pela Contraf-CUT, 79% dos bancários deram nota máxima para o problema do assédio moral, em uma escala de 1 a 10 de prioridade. O combate às metas abusivas também recebeu a mesma porcentagem de notas máximas.

Os dois problemas estão diretamente relacionados. O assédio moral é utilizado pelos bancos como uma ferramenta de gestão para cobrar dos funcionários o cumprimento de metas abusivas. Trata-se de uma violência institucional, porque é parte essencial na forma como as instituições financeiras do país funcionam hoje.

Paridade – Nesse contexto, a criação de um Comitê de Ética é uma conquista, ainda que ele, tal como foi instituído, não atenda satisfatoriamente às reivindicações dos trabalhadores: para cada representante de bancários há quatro representantes da diretoria do BB, e ele não prevê a participação do Sindicato.

“O comitê de ética ainda não é o ideal e falta a paridade entre representantes dos trabalhadores e do banco, mas é um avanço conquistado pelos funcionários por meio da mobilização, uma vez que o BB reconheceu que há assédio moral na empresa. Estão de parabéns todos os funcionários que concorreram ou apenas votaram no processo eleitoral. O Sindicato oferece apoio aos representantes eleitos e continuará a combater o assédio moral nos locais de trabalho”, diz Getulio Maciel, dirigente sindical da Fetec-CUT/SP.

É importante lembrar que, independentemente da atuação do Comitê, os funcionários do BB devem continuar denunciando o assédio moral à Ouvidoria Interna do BB e, principalmente, ao Sindicato, em conversas com os diretores sindicais ou ainda enviando uma mensagem pelo site.

Mobilização – O resultado da pesquisa da Contraf-CUT não é surpresa entre a categoria, uma das que mais sofre com o assédio moral, que prejudica as condições de trabalho e de saúde do funcionário, gerando adoecimento psicológico e físico. Por meio do assédio moral, os bancários sofrem ameaças de descomissionamento, o que reduziria seus salários pela metade. O Sindicato tem realizado manifestações nos locais de trabalho para dar visibilidade à questão e pressionar os bancos e quer negociar com o BB um plano de carreira que garanta proteção ao trabalhador. Outra reivindicação é que as metas sejam discutidas em negociações entre os trabalhadores e a empresa.

Fonte: Seeb SP - Andréa Ponte Souza - 03/09/2010

3.9.10

Negociação Específica no BB: saúde e (IN)segurança no banco (II)


(matéria de 02/09/2010) - relida e atualizada em 22/março/2011

Os avanços alcançados na Campanha de 2009 no Banco do Brasil são o patamar mínimo para as negociações deste ano. Esse foi o entendimento que marcou o início das negociações entre representantes dos trabalhadores e do Banco do Brasil, durante a rodada específica realizada nesta quinta-feira (2) na sede da instituição em Brasília. Apesar do tom conciliador do debate e das boas perspectivas sinalizadas pelo BB, os trabalhadores cobraram melhorias nas cláusulas relacionadas à saúde dos bancários e questionaram a remoção das portas giratórias de algumas agências. Em comum acordo, as duas partes ainda definiram um calendário oficial de discussões: 17 e 21 de setembro, sendo esta segunda data apenas indicativa e sujeita a confirmação do Comando Nacional.

Logo depois de assinarem a prorrogação do atual Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) por mais 30 dias, a Comissão de Empresa dos Funcionários do BB (CEBB), coordenada por Eduardo Araújo, diretor do Sindicato de Brasília, apresentou uma extensa pauta cobrando melhorias na política do BB para saúde do trabalhador. Sobre a realização do Exame Periódico de Saúde (EPS), o maior problema está relacionado à realização de exames fora da cidade onde o bancário reside. A Comissão de Empresa da Contraf-CUT pediu que, neste caso, o banco faça o ressarcimento de despesas.


“Se houver gasto, a Cassi ou o BB deve fazer o reembolso de 100% das despesas, o que inclui os gastos com eventuais deslocamentos”, esclarece Araújo. Em resposta, o banco disse que a orientação é para que não haja deslocamento e desconheceu a prática. Os trabalhadores insistiram no tema e citaram casos concretos de bancários do Nordeste que não conseguiram o dinheiro de volta.


Ainda sobre o EPS, a Comissão de Empresa da Contraf-CUT solicitou a inclusão de perguntas sobre problemas mentais. O atual modelo de exame se limita a abordar, nos itens da questão psicológica, o estresse. Informações preliminares obtidas pelos Sindicatos revelam que pelo menos 5% dos bancários que participaram do exame têm alguma doença mental. Por isso, os trabalhadores entendem que é prudente o BB fazer uma análise mais profunda desse tipo de enfermidade na categoria.


Preocupados com a saúde financeira da Cassi e com o modelo de atendimento, os bancários também cobraram a criação de uma carteira de saúde ocupacional para reduzir os gastos com a Caixa de Assistência e propuseram outro modelo de eleição do Conselho de Usuários da Cassi, com a regulamentação de suas ausências e aprovação de um regimento.


Assédio moral


As metas quase sempre inatingíveis impostas pelo BB voltou a ser criticada pela Comissão de Empresa. “O BB precisa reavaliar a política de metas para melhorar as relações no ambiente de trabalho. O tema é urgente e deve ser encarado com seriedade pelos gestores do banco”, insistiu Araújo. A Comissão de Empresa da Contraf-CUT também denunciou o envio de torpedos aos funcionários fora do seu horário de serviço. Há casos de mensagens enviadas às 23h. “Mesmo que seja para um telefone corporativo, o gestor não pode agir dessa forma”, observou Carlos de Souza, diretor do Sindicato do Rio de Janeiro.


A Comissão de Empresa da Contraf-CUT pontuou algumas críticas sobre o processo eleitoral dos Comitês de Ética e reivindicou, em especial, a paridade entre eleitos e indicados, além de alteração da localização da Ouvidoria na estrutura organizacional do BB.


Licença-maternidade


Em relação aos bancários afastados em decorrência de licenças-maternidade e saúde, a Comissão de Empresa da Contraf-CUT pediu a continuidade de pagamento do auxílio-refeição a esses trabalhadores. Também emendou a reivindicação solicitando a extensão da licença-paternidade de cinco para 15 dias.


Atestados Médicos


A necessidade de homologação dos atestados médicos acima de quatro dias foi outro assunto abordado pelos representantes dos bancários. Sobre a divulgação do Certificado Internacional de Doenças (CID) nos atestados, a Comissão de Empresa da Contraf-CUT lembrou ao BB que a atual legislação não obriga o fornecimento do número equivalente ao problema de saúde. “O trabalhador tem o direito de não ter sua doença revelada”, lembrou Araújo, ao pedir respeito à privacidade do bancário nesses casos. Um dos técnicos do banco que participou da rodada de negociação explicou que a instituição já adota um sistema que preserva o trabalhador. Segundo ele, quem não quiser o CID no atestado basta entregar um envelope lacrado com um laudo que justifica seu afastamento apenas ao médico da Cassi.

Transferências


Os dirigentes sindicais pediram agilidade nas transferências ocasionadas por problemas de saúde do próprio funcionário ou parente. O banco garantiu que, nos casos das grávidas, a transferência é imediata.


A categoria exigiu o fim da discriminação no programa antitabagismo. O programa não é oferecido da mesma forma aos bancários pós-98. “É preciso corrigir esse tratamento diferenciado aos colegas mais novos”, frisou Araújo. O banco ficou de corrigir essas e outras distorções nas instruções internas o mais breve possível.


Descanso


Em virtude da rotina estressante dos caixas, a Comissão de Empresa da Contraf-CUT pediu o repouso de 10 minutos a esses bancários, além de incluir os 15 minutos diários em sua jornada de trabalho. “Ampliar o descanso para os funcionários que trabalham com atividades repetitivas é fundamental para que exerçam suas tarefas com dignidade e saúde”, completou Araújo.


Ambulatórios


A Comissão de Empresa dos Funcionários do BB - CEBB da Contraf-CUT - não se esqueceu de pedir a volta dos ambulatórios. O banco, por sua vez, explicou que os novos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT) serão dotados de uma nova estrutura, sem os ambulatórios convencionais. De acordo com o BB, os SESMT terão consultórios, inclusive, com orçamento já aprovado. Segundo os negociadores, todo SESMT vai ter no mínimo um profissional de segurança e de saúde de acordo com a dotação estadual.

Democracia nas Cipas


Insatisfeita com o atual modelo de composição das Comissões Internas de Prevenções de Acidentes (Cipas), a CEBB da Contraf-CUT solicitou eleição para todos os cargos do órgão. O banco insistiu na tese de que a Cipa deve ser paritária. “Não concordamos. Além de democrático, o processo deixa de ser instrumento de barganha do administrador ao escolher determinados trabalhadores para prevenção de acidentes que efetivamente não militem ou gostem da área”, afirmou Araújo.

Portas giratórias


Preocupados com a retirada de portas giratórias de algumas agências, a Comissão de Empresa da Contraf-CUT pediu explicações ao banco. Em resposta, o BB disse que não se trata da retirada do dispositivo de segurança. “A iniciativa faz parte de um projeto do banco, baseado em pesquisas com clientes, de reformulação das agências. O BB havia iniciado essa mudança de layout em 2006, no entanto, suspendeu as mudanças e agora voltou a implementá-las”, justificou o negociador.


Segundo ele, a ideia inicial é reformar 45 agências em todo o país. “A retirada da porta de segurança implica na adoção de outras medidas para garantir a segurança dos bancários e clientes”, disse. O banco pretende iniciar a mudança em 15 de outubro e não soube explicar se haverá ou não a extensão do projeto para outras unidades. De acordo com o banco, o projeto incluiria, inicialmente, as agências que concentram os clientes com alta renda. A estranha prática já é adotada em outros bancos, como o Itaú.


"Não concordamos com esse projeto e faremos as manifestações contrárias ao projeto nos locais em que ocorrer a mudança, mas aceitamos conversar com o banco para saber mais detalhes sobre a ideia. Com tanta insegurança no país, não dá para imaginar um banco sem portas giratórias”, criticou Araújo.


Calendário de negociação


A Comissão de Empresa da Contraf-CUT acertou com os negociadores do banco o calendário de negociações específicas. O próximo encontro será no dia 17 de setembro, em São Paulo, e vai ter na pauta assuntos como emprego, cláusulas sociais e também itens relacionados aos funcionários egressos dos bancos incorporados pelo BB, além da discussão principal sobre remuneração e PCS. E no dia 21 de setembro as partes voltam a se reunir para debater assuntos pendentes da rodada do dia 17.


Outros assuntos


Os bancários cobraram ainda a garantia da comissão aos funcionários afastados por doenças, a extinção das centrais de cobrança clandestinas, programa de prevenção de doenças aos funcionários do teleatendimento, reformulação do BB 2.0, aumento da idade dos filhos que poderão ser acompanhados pelos pais bancários em caso de consulta médica.


O banco ainda ficou de agendar uma data para apresentar mais detalhes sobre o plano odontológico. Assim que for divulgada, o Sindicato informará em seus veículos de comunicações.


Rodrigo Couto


Fonte: Seeb Brasília