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8.6.11

Banco do Brasil: direção instala “puxadinho” em agência no Fórum (SP)


Correspondente bancário foi instalado dentro da unidade da instituição financeira e separado apenas por divisórias



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São Paulo – O abuso da direção do Banco do Brasil parece não ter mais fim. A mais recente novidade da instituição financeira é a instalação do chamado Mais BB, um correspondente bancário que, segundo o Sindicato apurou, está sendo instalado nos fóruns da capital, Junta Comercial, entre outros órgãos.

O serviço do Mais BB é explorado por uma empresa terceirizada, denominada Coban, que impõe aos trabalhadores jornada maior que a dos bancários e paga salários bem inferiores aos da categoria. “No fórum do Tatuapé, o correspondente funciona com dois caixas e um supervisor. Os caixas recebem R$ 700 ao mês por uma jornada de oito horas. Outra aberração é que o serviço foi adequado no espaço físico da agência do banco, separados apenas por divisórias”, denuncia o diretor do Sindicato e funcionário do BB, Cláudio Luis de Souza.

O dirigente sindical afirma ainda que essa nova ofensiva do BB, com a instalação de correspondentes e a precarização das condições de trabalho, contraria seu papel de banco público. “Essa postura do banco é inaceitável e vamos lutar para que essa exploração acabe”, acrescenta.

Fonte: Seeb SP - Jair Rosa - 07/06/2011

20.5.11

BB e o mercado: como o banco vê o "cliente"


BB faz maior investimento para modernizar o varejo desde 1995

Fernando Travaglini - De Brasília

20/05/2011 Ruy Baron/Valor


O investimento de R$ 1 bilhão programado para este ano, destinado à reforma de quase metade das agências e à construção de 800 novos pontos de atendimento, é apenas a ponta de uma grande estratégia para modernizar o varejo no Banco do Brasil. Segundo o presidente do banco, Aldemir Bendine, a instituição prepara uma verdadeira "revolução" no segmento.

Sem grandes investimentos na área desde 1995, o BB decidiu alterar profundamente seus canais de atendimento, desde o relacionamento com os clientes até o desenho das agências. O objetivo principal é obter o maior retorno possível com cada usuário da instituição. "Essa diretoria tem verdadeira obsessão pela melhoria do atendimento", afirmou Bendine.

(COMENTÁRIO: ESSA FRASE É PROFUNDA, NÃO? IMAGINEM O USUÁRIO ENTRANDO NUM POSTO DE ATENDIMENTO DO BB E SENDO VISTO PELO BANCO COMO ALGO A SE TIRAR O MÁXIMO POSSÍVEL...)

De acordo com Alexandre Abreu, vice-presidente do banco, o sistema financeiro mudou nos últimos anos e a fase de grande crescimento da base de clientes ficou para trás. O nome do jogo agora é ampliar o relacionamento com seu público cativo, para continuar a expansão da receita com a mesma quantidade de correntistas.

Internamente, o projeto é conhecido como "BB 2.0", por ser a segunda grande mudança nesse segmento. O banco não fazia aportes no varejo desde 1995, quando fez o primeiro grande investimento em modernização, com a instalação dos terminais de autoatendimento (ATM), a informatização das agências e criação do crédito automatizado. Naquela época, o banco tinha apenas 5 milhões de clientes. Quinze anos depois e com mais de 55 milhões de clientes, a instituição se prepara para um novo momento. "A meta é ampliar o retorno por cliente, para mantermos a rentabilidade sobre o patrimônio líquido no patamar atual, de 25%. A fase de expansão da base ficou para trás", diz Abreu.

(COMENTÁRIO: VOCÊ QUE É CLIENTE OU "USUÁRIO" SE PREPARE PARA PAGAR ALGO AO BANCO ATÉ PARA OLHAR PRA ELE...)

Para atingir esse objetivo, o BB montou uma ampla estratégia. O primeiro passo foi a contratação de 10 mil novos funcionários, quase todos alocados nas mais de 5 mil agências. Os pontos de atendimento também foram reformulados. Cerca de metade das agências sofrerá algum tipo de modificação. Outras 600 serão construídas neste ano, já com um novo desenho, para privilegiar o cliente, com investimento total de R$ 1 bilhão.

Além disso, até 2014 serão instaladas quase 2 mil agências complementares, em municípios pequenos, para atingir a meta de cobrir 100% do território nacional. Até mesmo uma "concept store" foi inaugurada no shopping Iguatemi, em Brasília, uma espécie de espaço exclusivo para apresentar o banco aos novos clientes.

Na área tecnológica os investimentos somam R$ 60 milhões. Foi feita a reformulação do CRM (sistema que automatiza o relacionamento com os clientes). A ferramenta permite uniformizar a clientela por grupos, de forma a melhorar a oferta de produtos.

A instituição também trocou 35 mil computadores para suportar o novo sistema instalado nas agências, mais moderno. O BB instituiu ainda um programa de substituição de todos os seus ATM com mais de 5 anos, 20 mil máquinas desde o ano passado.

Até mesmo a gestão das agências foi reformulada. O próprio Bendine se reuniu pessoalmente com os gerentes das 5.087 agências para comunicar as mudanças. A partir de agora, o foco dos gerentes deixa de ser apenas no resultado e o atendimento ganha mais importância.

(COMENTÁRIO: ESSAS FIGURAS DE LINGUAGEM USADAS PELOS GESTORES DO BANCO SÃO UMA VERDADEIRA PIADA: FOCO NO ATENDIMENTO QUER DIZER O SEGUINTE: VOCÊ "CLIENTE" É O QUE VOCÊ VALE, OU SEJA, A QUANTIDADE DE CDC, OUROCAP, BRASILPREV, SEGUROS, TARIFAS, APLICAÇÕES, ETC ETC CONTRATADOS COM O BANCO)

"Hoje cobramos resultado de uma determinada unidade de negócio em função do volume que vende de crédito, ou da captação que registra no mês. Com a nova visão, cobraremos uma política de relacionamento. Queremos saber como o cliente está sendo atendido, como está a rentabilidade por cliente. Interessa mais como o cliente se relaciona com o banco", diz Abreu.

O diretor da Unidade de Gestão de Canais, Hideraldo Dwight Leitão, diz que o banco se prepara para uma nova era do sistema financeiro. "Hoje os produtos oferecidos pelos bancos são todos similares. A diferença está no conjunto de ações do banco e no atendimento ao cliente", diz.

O número de clientes atendidos por um mesmo gerente também foi reduzido, mas a informação é considerada estratégica pelo banco. O objetivo principal é reduzir as reclamações registradas nos BC e nos órgãos de defesa do consumidor, listas que o banco já chegou a liderar. Por exigência legal, o banco tem que retornar uma reclamação em cinco dias. A meta, no entanto, é responder todas em até 24 horas e ser o melhor entre os grandes bancos.

O banco acredita que os resultados já começaram a aparecer. No primeiro trimestre de 2011, não houve aumento do número de clientes, mas o resultado recorrente subiu 42% na comparação com o mesmo período do ano passado. "Estamos conseguindo ser eficiente com a mesma base de clientes", finaliza Abreu.

Fonte: Valor

COMENTÁRIO FINAL: NÓS FUNCIONÁRIOS, CLIENTES E USUÁRIOS (POVO BRASILEIRO) ESTAMOS F... DESGRAÇADOS COM OS OBJETIVOS DO MAIOR BANCO DO PAÍS, O BB - BANCO ESTATAL -, POIS DE PAPEL PÚBLICO ELE NÃO TEM NADA!

5.4.11

Resolução do BC sobre correspondentes põe em xeque a atividade bancária



A Resolução 3954 que o Banco Central editou no dia 24 de fevereiro último, normatizando as atividades dos correspondentes bancários, alterada por novas medidas publicadas nesta quinta-feira 31 de março, amplia a terceirização no Sistema Financeiro Nacional, desregulamenta a prestação de serviços no setor, desregula na prática a atividade bancária e traz riscos para a segurança das transações financeiras dos clientes e usuários.

A resolução e sua complementação, em síntese, permitem que:

1. Qualquer sociedade, pública ou privada, poderá atuar como correspondente bancário, passando inclusive a ter como atividade principal o papel de correspondente.

2. Os próprios bancos poderão criar suas próprias empresas para atuar como correspondente bancário. Isso significa que os bancos não terão mais interesse em abrir agências.

3. Os correspondentes bancários terão suas funções ampliadas, passando a oferecer "prestação de serviços de atividades de atendimento a clientes e usuários da instituição contratante" (ou seja, os bancos), inclusive de recebimentos e pagamentos e de encaminhamento de cartões de crédito.

Ao contrário da justificativa do BC de que a resolução aumentará a bancarização da população brasileira, para a Contraf-CUT as novas medidas acentuarão a exclusão, uma vez que permitirão aos bancos segmentar sua clientela segundo a categoria de renda, e beneficiarão apenas as instituições financeiras, que aumentarão a sua lucratividade.

E mais uma vez os bancos, ao invés de contribuírem com a geração de mais e melhores empregos, estarão aumentando a precarização do trabalho no país.

Além das inúmeras irregularidades quanto ao conteúdo das mudanças, a Contraf-CUT considera que o Banco Central exorbitou de sua função e violou a Constituição ao editar a resolução. Ela significa na prática uma reforma do sistema financeiro, papel legislativo que cabe exclusivamente ao Congresso Nacional no capítulo referente ao Sistema Financeiro Nacional (Art. 192).

Doravante, os ditos correspondentes poderão utilizar expressões próprias das instituições financeiras, o que poderá aumentar ainda mais os casos de reclamações e fraudes junto aos consumidores. E, apesar da previsão, o Banco Central reconhecidamente não tem condições operacionais de acompanhar e fiscalizar a atuação de aproximadamente 200 mil correspondentes já existentes no Brasil - dez vezes o número de agências.

Por todas essas razões, a Contraf-CUT está solicitando audiências ao Ministério da Fazenda, ao Banco Central, ao Ministério do Trabalho e Emprego e às comissões de Trabalho e de Fiscalização Financeira da Câmara dos Deputados, e fará tudo que estiver a seu alcance para reverter os efeitos das novas medidas.

A Contraf-CUT também considera um escândalo a forma como o BC impôs as novas normas - as alterações do dia 31 de março inverteram totalmente o sentido de algumas cláusulas da resolução emitida 35 dias antes -, sem ouvir os bancários, as entidades de defesa do consumidor e a sociedade, para atender a todos os desejos dos bancos.

A direção da Contraf-CUT

Fonte: Contraf-CUT

20.3.11

Banco do Brasil fecha 30 agências do Besc no interior de Santa Catarina


A medida teve mais impacto no Oeste e no Vale do Itajaí: cada região perdeu sete agências

À época da incorporação pelo Banco do Brasil (BB), em abril de 2009, o Banco do Estado de Santa Catarina (Besc) contava com 252 unidades. Sobraram 154 com a marca BB/Besc, que, segundo informações do BB, serão mantidas. Pelo contrato firmado em outubro de 2007, a marca Besc deve permanecer por cinco anos.

— Este fechamento é prova de que o Banco do Brasil não está respeitando esta cláusula do contrato — afirma Milano Cardoso Cavalcante, secretário de comunicação do Sindicato dos Bancários de Florianópolis e Região (SEEB).

O Banco do Brasil destacou que a estratégia faz parte do programa de reestruturação da sua rede, chamado de Projeto BB 2.0. A ideia é melhorar o atendimento nos municípios pequenos e centralizá-lo em apenas uma agência bancária.

Para 2011, o banco promete um mínimo de seis funcionários por agência, enquanto que algumas destas agências fechadas possuíam apenas três. O BB garante ainda que o fechamento das agências BB Besc não trará mudanças para os clientes, que serão atendidos normalmente nas agências do Banco do Brasil.

Os sindicalistas argumentam que cortar 30 agências trará prejuízo para os funcionários e provocará apenas mais filas para os correntistas.

Promessa de que não haverá demissões

Os funcionários das agências fechadas poderão continuar na mesma cidade, trabalhando no mesmo cargo, caso existam vagas e comissões suficientes na agência do Banco do Brasil local para absorvê-los.

Quem desejar ficar, mesmo que não haja vaga disponível para o seu cargo, será contratado no BB como escriturário, o menor posto. Para recuperar a posição anterior, o funcionário terá que concorrer pela vaga em outra cidade catarinense.

O sindicato descarta a possibilidade de demissões e de transferência compulsória.

— Os municípios têm agências pequenas, por isso acredito que não vão ser capazes de absorver os funcionários deslocados. A tendência é de que o funcionário procure exercer o mesmo cargo em outra cidade — observa Cavalcante.

Ele acompanhou a primeira onda de fechamentos, que afetou 68 agências em novembro de 2009. O sindicalista ilustra os riscos da medida para os funcionários com o exemplo de Antônio Carlos:

— A agência do BB na cidade era tão pequena, que os funcionários remanejados não cabiam na agência, não tinham mesas para trabalhar.

O Banco do Brasil afirma que está comprometido a manter pelo menos uma agência BB/Besc em cada município catarinense.

COMENTÁRIO:

O BANCO DO BRASIL ESTÁ FECHANDO AGÊNCIAS COM ESTRUTURAS JÁ EXISTENTES E PRETENDE INSTALAR LÁ EM SANTA CATARINA UM MONTE DE AGÊNCIAS "COMPLEMENTARES", OU SEJA, AGÊNCIAS COM 2 (DOIS) FUNCIONÁRIOS E UMA ESTRUTURA DE TERCEIRIZAÇÃO TOTAL DOS SERVIÇOS BANCÁRIOS.

ESSE É O BANCO DO BRASIL, "TODO SEU" (QUEM TEM MUITO DINHEIRO É ATENDIDO; QUEM NÃO TEM, QUE VÁ BUSCAR UMA ALTERNATIVA TERCEIRIZADA SEM SEGURANÇA).

Fonte: O Barriga Verde > O Barriga Verde, 20 de março de 2011 - 15:25 - Janaina Cavalli/Clickrbs/Edição impressa

13.3.11

BB apresenta à Contraf-CUT proposta de PCR, conquista da Campanha de 2010


Crédito de Agnaldo Azevedo.

Uma das conquistas mais significativas para o funcionalismo do Banco do Brasil na Campanha Nacional de 2010, o Plano de Carreiras e Remuneração (PCR) voltou a ser assunto principal de mais uma rodada de negociação permanente entre a Contraf-CUT, federações e sindicatos, assessorada pela Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, e os representantes da instituição financeira.

Iniciada na manhã desta quinta-feira (10), a reunião, encerrada por volta das 14h, também foi marcada pela apresentação do projeto das agências complementares. Os trabalhadores defendem a presença do banco em todas as cidades, mas com agências e funcionários preparados para atender a população e orientar para o crédito consciente e produtivo. No entanto, os bancários discordam desse modelo de agência que fere a lei e precariza direitos dos trabalhadores.

Na primeira parte da negociação, a segunda realizada este ano, os representantes do BB detalharam o PCR. Em slides, o banco apresentou um modelo de como será o extrato de pontuação por exercício de cargo comissionado, que deve ser disponibilizado no Sisbb até 31 de março. A pontuação diária de cada comissão é definida de acordo com o Valor de Referência (VR) da comissão. As comissões com VR até R$ 4.056,10, receberão 1 ponto; de R$ 4.056,10 até R$ 6.760,17 receberão 1,5 ponto; as comissões de R$ 6.760,17 a R$ 13.520,33 receberão 3 pontos; e as comissões acima desse valor receberão 6 pontos. A pontuação é medida por dia de comissão exercida, incluindo os sábados, domingos e feriados, nestes casos assumindo a comissão do dia útil anterior. A cada 1.095 pontos, o bancário avança um nível na tabela por mérito. Cada nível corresponde a um valor de R$ 70 de aumento no vencimento padrão do bancário (VP mais gratificação corresponderá a um aumento de R$ 88 por nível). A contagem de pontos retroage às comissões exercidas desde setembro de 2006.

Clique aqui para entender as verbas remuneratórias do funcionário do BB

"O banco ainda não sabe ao certo quantos bancários serão beneficiados de imediato com a implantação do PCR. No entanto, estimamos que o plano impacte positivamente mais de 20 mil pessoas de todo o país neste primeiro momento. Sabemos que o PCR viabilizado nesse momento ainda não é o ideal, mas o aprimoramento do modelo através da negociação nos levará a um Plano melhor e mais justo no futuro", afirma Eduardo Araújo, coordenador da CEBB.

Os sindicalistas sustentaram o pedido de um adiantamento de valores com acerto na folha de abril próximo. O BB, porém, não admitiu a possibilidade desse pagamento.

Um dos negociadores do banco, José Roberto, garantiu que a verba por mérito deve constar na folha de abril. Ao ser questionado pela CEBB sobre as dúvidas que surgirão em torno do PCR, o representante do BB admitiu a possibilidade de criar uma espécie de tira-dúvidas aos bancários. Ele não esclareceu se o canal de comunicação será por meio de e-mail e/ou de telefone. "Vamos montar um sistema para atender as dúvidas. Pode haver um grau de dúvida e de incerteza que será minimizado com nosso plano de comunicação", admitiu José Roberto.

Com o PCR, alguns bancários podem receber reajustes de até 15,6%. O incremento na folha será retroativo a setembro, data-base da categoria. "Os bancários que não têm em seu espelho a verba CTVF (Contribuição Temporária Variável de Função Comissionada) receberão reajuste imediato com a implantação do PCR. Aqueles que têm CTVF menor do que o valor de mérito alcançado, também receberão um reajuste imediato, subtraindo-se o valor do Mérito à CTVF. O restante dos bancários terá o vencimento padrão robustecido, fortalecendo assim o salário base, diminuindo a força da verba variável CTVF", informa Rafael Zanon, representante da Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Centro Norte (Fetec-CN) na CEBB e diretor do Sindicato dos Bancários de Brasília. Quem perdeu ou abriu mão de comissão de 2006 para cá também será beneficiado na carreira de mérito.

Incorporados

Os bancários egressos dos bancos incorporados pelo BB serão incluídos no PCR, de acordo com os representantes do banco. Ao contrário dos demais funcionários originários do BB, que terão o seu histórico considerado desde 2006, os trabalhadores oriundos de outras instituições financeiras serão avaliados de forma diferente. O BB vai levar em conta o tempo a partir da migração desse segmento do funcionalismo. "Pretendemos avançar nas negociações para que esses trabalhadores tenham os mesmos direitos dos demais. Levaremos as reivindicações para a mesa de negociação", observa Sérgio Farias, representante da Federação do Rio de Janeiro e do Espírito Santo na CEBB.

Agências complementares

Para cumprir a meta de o BB estar presente em todos os 5.465 municípios do país até 2015, estabelecida ainda durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o banco apresentou aos bancários um resumo do projeto de implantação das agências complementares. O objetivo do banco é abrir 250 unidades até o final de 2011.

Apesar de aprovar a iniciativa de levar o banco aos pequenos municípios e, com isso, aumentar a inclusão bancária no país, a Comissão de Empresa vê problemas no plano de expansão. As preocupações dos trabalhadores vão desde o modelo que terceiriza o atendimento à falta de segurança e ao descumprimento da lei. Ao colocar dois bancários e terceiros trabalhando numa mesma unidade, o Banco atenta contra a lei de terceirização. "O ideal é a abertura de agências com número suficiente de bancários e qualidade de atendimento. Além disso, já que esse é um projeto social da instituição, não deveria ser exigida lucratividade desses postos", ressalta Cláudio Luis, representante da Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito de São Paulo (Fetec-SP) na CEBB.

A Contraf-CUT recomenda aos sindicatos de todo o país debaterem o projeto e apresentarem suas sugestões e críticas à proposta que prevê a contratação de correspondentes como serviço complementar. Em paralelo, os sindicalistas informaram ao BB que irão denunciar os correspondentes bancários irregulares. "Não permitiremos em hipótese alguma a precarização do trabalho bancário", avisa Eduardo Araújo.

A próxima edição de O Espelho nacional trará mais detalhes sobre o PCR e agências complementares. A revista publicará algumas das tabelas apresentadas pelo BB sobre a carreira de mérito.

Fonte: Rodrigo Couto - Rede de Comunicação dos Bancários

11.3.11

Por onde ando... Ebafor CUT BA


Falando de formação no
Encontro Baiano de Formação da CUT. Março de 2011.

Pois é, saí ontem de casa e fui para Brasília em uma apresentação do BB à Contraf-CUT sobre o projeto de agência complementar do banco. O projeto é horrível e nós vamos combatê-lo.

Também tratamos da implantação do PCR que ocorrerá nas próximas semanas. É conquista da campanha de 2010 dos bancários do BB.

Saí de Brasília e vim para Feira de Santana (BA), onde está ocorrendo o EBAFOR CUT. O encontro de formação e o convívio com toda a heterogeneidade das categorias de trabalhadores da Bahia é muito importante para mim como dirigente, como pessoa e para a compreensão das questões de CLASSE.

A CUT nos proporciona esta noção de todos juntos para organizar a luta contra os governos e patrões enquanto sindicato preocupado e envolvido com as questões da classe trabalhadora.

Somos fortes, somos CUT!

William Mendes

9.3.11

BB 2.0 cria insegurança entre funcionários (Seeb SP)


Perda de vagas será acompanhada pelo Sindicato que buscará negociar com banco manutenção das comissões

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São Paulo – O Banco do Brasil colocou novamente os funcionários em estado de alerta com a divulgação, na semana anterior à do Carnaval, de uma nova revisão do número de cargos nas agências, programa chamado de BB 2.0. Com as medidas, parte das agências perde postos de comissionados, caixas e escriturários, enquanto outras ganham. O Sindicato vai lutar para que nenhum trabalhador seja prejudicado.

A medida, criticam os dirigentes sindicais, aprofunda a atuação do BB apenas como banco de mercado, que cobra metas individuais e aplica o assédio moral institucionalizado para atingir metas abusivas e lucros exorbitantes, descuidando-se, portanto, de seu papel como banco público.

Nesse modelo, de banco de mercado, os clientes de menor renda têm dificultado o acesso ao atendimento nas agências e são empurrados para os correspondentes bancários, numa tentativa do BB de precarizar os empregos e os salários dos trabalhadores. Já os clientes de maior renda viram alvo constante para a venda de produtos que nem sempre desejam, e os funcionários são obrigados a insistir até a exaustão para fechar negócios.

Segundo as informações divulgadas pelo banco, os gerentes gerais vão indicar os comissionados, escriturários e caixas que serão considerados excedentes. Esses trabalhadores terão de concorrer para o mesmo cargo ou um cargo inferior em outras agências e caso não obtenham recolocação serão incluídos no “esmolão”, apelido dado ao pagamento do Valor em Caráter Pessoal (VCP) a descomissionados, que garante durante quatro meses o valor do salário com a comissão.

“Os funcionários não podem admitir que colegas sejam perseguidos e devem denunciar os casos ao Sindicato. Não vamos aceitar que alguns gerentes e superintendentes aproveitem para descomissionar bancários por motivos pessoais e vamos reivindicar que o banco garanta o respeito aos trabalhadores com a manutenção das funções”, diz Ernesto Izumi, diretor do Sindicato e funcionário do BB.

Mais problemas – Os funcionários também enfrentam problemas nos casos de permuta entre agências e nas agências Estilo. Na permuta, o Sindicato confirmou a denúncia de que há casos de gerentes pressionando comissionados a realizarem transferência para outras agências. A opção deve ser individual e voluntária, além de garantir pontuação extra no sistema de concorrência a cargos da empresa.

Nas agências Estilo ainda há auxiliares administrativos que perderam suas funções e não conseguiram novas colocações.

“Vamos cobrar o banco sobre essas duas situações e realizaremos manifestações se a direção do BB não se reposicionar”, avisa Ernesto.

Fonte: Seeb SP - Redação - 09/03/2011

17.2.11

Artigo: Estratégia 2011 do BB


Opinião

Vem aí mais assédio moral, exploração, terceirização, papel privado do banco público, ilegalidades trabalhistas a rodo...

Cito e comento abaixo as premissas estratégicas do Banco do Brasil S.A. que estão em seu sumário do resultado do 4°T.

Esse banco vai continuar apavorando pra cima dos trabalhadores e na exploração da sociedade e na expulsão de 90% da população de suas agências, focando nas carteiras dos 10% que têm melhor renda. O restante é terceirização e precarização...

A Contraf-CUT e os sindicatos de bancários vão fazer forte enfrentamento ao Banco do Brasil e ao governo federal para defender um banco público que atue em prol da sociedade e não desrespeite seus trabalhadores.

(COMENTÁRIOS EM VERMELHO)

Banco do Brasil

Premissas influenciadas pela administração:

1 - Rentabilidade da carteira de clientes como forma de potencializar receitas; (BB 2.0 - depenar cliente e expulsar pobres)

2 - Alinhamento da estrutura de custos ao crescimento do volume de negócios; (Terceirizar tudo via Correspondente bancário, agências "complementares" e envelopes e área meio com terceiros)

3 - Reajustes contratuais e acordo coletivo de trabalho, alinhados à prática de mercado; (Nem pensar em PCS e qualquer custo fixo crescente)

4 - Crescimento da força de vendas adequada à estratégia de rentabilização da base de clientes; (só comissionar quem depenar muito os clientes encarteirados)

5 - Manutenção do atual modelo de negócios, sem considerar novas aquisições e/ou parcerias estratégicas, que possam vir a ser firmadas para exploração de segmentos específicos; (terceirizar mais, fusão e aquisição de bancos privados nacionais e internacionais, terceirizar mais...)

6 - Reconhecimento de ganhos e perdas atuariais do Plano de Benefícios I da Previ, conforme determina a Deliberação CVM 600/2009. (contabilizar irregularmente valores da Previ que não pertencem ao patrocinador)

William Mendes


Fonte: site do Banco do Brasil - Sumário do Resultado 4° T/2010 pág. 11

9.2.11

BB quer expulsar pobres das agências e torná-las exclusivas da alta renda


08/02/2010

A Contraf-CUT considera um absurdo o anúncio do Banco do Brasil de que pretende estar presente em todos os municípios brasileiros por intermédio das "agências complementares", com o objetivo de "ficar mais próximo da população de menor renda", conforme declaração à imprensa do presidente Aldemir Bendine.

Segundo reportagem publicada nesta segunda-feira 7 pelo jornal O Estado de São Paulo, o dirigente do BB anunciou que o banco pretende, ainda em 2011, abrir 250 agências tradicionais, 250 "agências complementares" e 100 postos de atendimento.

Bendine disse ao Estadão que esse é "um novo conceito de atendimento bancário"; que as "agências complementares" atuarão em conjunto com os correspondentes bancários; que essa foi a solução encontrada para levar o banco onde não há escala suficiente para abertura de uma agência, "que tem custo de instalação bastante elevado"; e que dessa forma o BB está contribuindo para aumentar a bancarização da população de baixa renda.

Para a Contraf-CUT, o que o presidente do BB está afirmando não condiz com a realidade dos fatos. "O que o banco está fazendo, na verdade, é criar uma rede de correspondentes bancários ilegais, com o objetivo de expulsar os pobres de dentro das agências, de forma a torná-las exclusivas dos clientes de alta renda, que é o foco do BB 2.0", critica Marcel Barros, secretário-geral da Contraf-CUT.

"Se o objetivo do BB fosse realmente o de bancarizar a população pobre, ele abriria postos de atendimento nas periferias das grandes cidades ou nos 1.645 municípios brasileiros que não possuem nenhuma agência bancária", acrescenta Marcel. "Em vez disso, está instalando correspondentes perto, às vezes em frente ou do lado, de agências do BB, de forma a afastar os clientes de baixa renda. Em vez de incluir, com isso o banco está excluindo a população pobre."

Fonte: Contraf-CUT

7.2.11

"Agências complementares" do BB - Esse projeto do maior banco do país, banco público, é a esculhambação total de uma categoria profissional


Comentário:

O carro chefe do Banco do Brasil no tema "bancarização" é uma afronta à legislação brasileira. O presidente da instituição, senhor Bendine, disse que as agências terceirizadas são "um novo conceito de atendimento bancário".

Se o movimento sindical e o Ministério Público não interromper esse projeto do BB, é o início do fim definitivo de uma categoria profissional - os bancários.

Veja a matéria abaixo.

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BB quer chegar a todas as cidades do País até 2015

Estadão - 07 de fevereiro de 2011 - 0h00

Edna Simão - O Estado de S. Paulo


O Banco do Brasil (BB) pretende fortalecer sua atuação para ficar mais próximo da população de menor renda. Para isso, estabeleceu a meta de ter agências bancárias em todos os municípios brasileiros em, no máximo, cinco anos. "A ideia é estar presente em todos os municípios entre 2014 e 2015", afirmou o presidente do BB, Aldemir Bendine.

Para atingir esse objetivo, a instituição financeira vai investir em um novo conceito de atendimento bancário. Trata-se das "agências complementares", que vão atuar em conjunto com os correspondentes bancários. Dessa forma, será possível oferecer outros serviços para o cliente. Um funcionário do BB vai trabalhar dentro do estabelecimento onde funciona o corresponde bancário ou nas proximidades. A primeira agência complementar foi inaugurada no segundo semestre do ano passado, em São Paulo.

Segundo Bendine, essa foi a saída encontrada para estar presente onde não há escala suficiente para abertura de uma agência bancária, que tem custo de instalação bastante elevado. Para viabilizar o projeto, o banco pretende contratar cerca de 5 mil funcionários em 2011. Ainda neste ano, o banco prevê investir R$ 1 bilhão com a abertura de 600 novas agências e postos de atendimento em todo o País - sendo 250 complementares, 250 tradicionais e 100 postos de atendimento.

(COMENTÁRIO: ELE, BENDINE, QUER DIZER QUE UM FUNCIONÁRIO COM DIREITOS BANCÁRIOS É MUITO CARO?!)

No setor, uma das maneiras de aumentar a clientela é investir na bancarização da baixa renda. Levantamento recente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) revelou que 39,5% dos brasileiros não têm conta bancária. O Nordeste lidera o ranking das regiões onde há o maior número de brasileiros sem serviços bancários, com 52,5% da população.

Fonte: Estadão on line

4.12.10

Projeto de "bancarização" do BB é com interposição fraudulenta de mão de obra, pois o projeto trabalha com a ideia de agência terceirizada associada a pequenas agências do BB com alguns bancários. Nós temos que coibir isso!


Banco do Brasil e Caixa vão inaugurar agência no Complexo do Alemão

03/12/2010 - 07h30

Folha Online

O Banco do Brasil anunciou nesta quinta-feira que irá inaugurar até o Natal uma agência no Morro da Baiana, no Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Segundo a instituição, a medida faz parte de sua estratégia de expansão da rede "para áreas desassistidas de atendimento bancário".

O Complexo do Alemão foi ocupado no último domingo (28), com o apoio das Forças Armadas. No dia 25, policiais já tinham entrado na Vila Cruzeiro, favela vizinha ao Alemão. As ocupações ocorreram após uma série de atentados ocorridos na cidade que resultaram em mais de cem veículos queimados, supostamente em represália à instalação de UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) em favelas antes dominadas pelo tráfico.

A Caixa Econômica Federal também informou que vai instalar uma agência no Complexo do Alemão, só que em 2011. Segundo a instituição, o banco chegará à comunidade em aproximadamente sete meses. A primeira agência da Caixa inaugurada em uma comunidade carioca ocorreu em 1998, na Rocinha.

O BB também pretende abrir neste ano uma unidade na Cidade de Deus, Zona Oeste do Rio, mas não informou quando. As obras das duas unidades já começaram. Para janeiro de 2011, a previsão é de inaugurar a agência na favela da Rocinha, Zona Sul da cidade.

Segundo o BB, a presença do BB em comunidades começou na terça-feira (30), com a abertura de uma unidade em Paraisópolis, segunda maior favela em número de habitantes da cidade de São Paulo e que pertence ao distrito vizinho de Vila Andrade, na Zona Sul.

"Em todas as comunidades, o BB vai propor às associações de moradores a implantação do plano de desenvolvimento sustentável", informou em nota.

O BB irá atuar nesses locais com a oferta de crédito para empreendimentos formais e informais, treinamento, gestão financeira e microcrédito.

Fonte: site o documento.com.br

23.9.10

Agências "complementares" - BB e seu projeto para extinguir os bancários e direitos


Banco do Brasil prevê 2,2 mil agências em novo formato em 4 anos

Objetivo da instituição é chegar a todos os municípios do País, por isso criou o modelo +BB, que atua junto a um correspondente

O Banco do Brasil estabeleceu como meta atender a todos os municípios do País.

Para isso, criou um novo modelo de agência, a +BB, com um número reduzido de funcionários, que atua em parceria com um correspondente.

É a agência “complementar”. A primeira já está em funcionamento no município de Anhembi, no interior de São Paulo. Segundo Aldemir Bendine, presidente do BB, até o final de 2011, serão 500 agências no novo modelo. “Em quatro anos, serão 2,2 mil agências”, prevê.

Segundo Bendine, o BB tem a maior rede de atendimento do País. Os dados que acompanham o balanço do segundo trimestre deste ano mostram que eram 18.286 pontos de atendimento no Brasil, com alta de 6,3% sobre os números de um ano antes. Os terminais de autoatendimento somavam 54,137 mil ao final de junho, 5,1% acima do mesmo mês de 2009. Isso para atender uma clientela de mais de 32,6 milhões de clientes. Parte dessa clientela é adepta da movimentação pela internet. De acordo com os dados do banco, 10,2 milhões de pessoas acessam o BB pela web, 12,9% mais que no final de junho do ano passado.

Para o presidente do BB, é natural que a larga escala das transações eletrônicas continue em aceleração. “Porém, por mais que tenhamos operações automatizadas, precisamos de clientes e para isso temos de ter agências. É por meio delas que captamos clientes”, afirma ele. “O modelo tradicional de agência irá perdurar por muito tempo, porque há necessidade, por parte do cliente, de interação. Às vezes, o cliente quer fazer um financiamento, comprar um bem a crédito e ele faz isso por meio da agência”, explica Bendine.


Bancarizados

“As previsões que tínhamos há 15 anos não se confirmaram. Cada vez mais o cliente quer atendimento presencial, apesar do crescimento das operações eletrônicas”, afirma Bendine. A meta de novas agências, diz ele, é para oferecer atendimento para os cerca de 30 milhões de pessoas das classes C e D que se tornaram “bancarizados” nos últimos anos, com o crescimento da economia do País e dos níveis de emprego e renda.

Para atender essa nova clientela, o BB anunciou a contratação de 10 mil funcionários. “O banco cresceu muito inorganicamente e não estamos preparados em termos de pessoal”, avalia. Os concursos estão suspensos por conta da legislação eleitoral, que proíbe contratações em épocas de eleições. Mesmo assim, dos 10 mil planejados, já foram contratados 6 mil. O restante virá até meados do ano que vem. O pessoal total do banco está em 106 mil funcionários.

O novo modelo de instalações, a +BB, é um misto de agência e correspondente. “O correspondente fica mais com os pagamentos. Nossos funcionários voltam-se para o atendimento, na gestão financeira, orientação ao cliente”, explica Bendine. Esse novo formato é voltado para pequenos municípios, onde não há demanda para uma agência tradicional, acrescenta o presidente do BB.

Fonte: Portal IG Economia

22.9.10

Banco do Brasil e a "fraude trabalhista" de abrir agências terceirizadas sem bancários


Esse é o papel social do BB: bancarizar sem bancários!?

(reprodução de matéria da imprensa)


Banco do Brasil vai abrir agência na favela da Rocinha e na Cidade de Deus

O Banco do Brasil terá agências nas regiões mais pobres do Rio de Janeiro. A Cidade de Deus, na zona oeste da cidade, e a favela da Rocinha, na zona sul, serão as primeiras beneficiadas pelo projeto de expansão do BB em regiões mais carentes, segundo a Agência Brasil.

Depois de abrir essas duas agências, o BB planeja se instalar em outras comunidades carentes do Rio. Outro projeto é chegar a todos os 92 municípios do Estado no prazo de quatro anos. Para isso, estão previstas 100 novas agências, que se somarão às 262 já existentes.

Em agosto, quando divulgou o balanço do segundo trimestre, o presidente do BB, Aldemir Bendine, disse que a meta do banco era abrir 2 mil agências nos próximos quatro anos. O objetivo é chegar a 100% dos municípios brasileiros.

Outros grandes bancos também resolveram se expandir para locais onde boa parte da população não tem acesso a bancos, de olho no processo de bancarização. Em maio deste ano, o Santander abriu uma agência no Complexo do Alemão, no Rio, onde vivem 140 mil pessoas. O banco exige renda de um salário mínimo para abertura de uma conta corrente.

Em 2009, o Bradesco, que já tinha uma agência na Rocinha, abriu uma unidade em Heliópolis, uma das maiores favelas de São Paulo, onde moram 120 mil pessoas. Em entrevista recente, o presidente do banco, Luiz Carlos Trabuco Cappi, disse que essa agência tem tido forte volume de atendimento ao público e conta até com nove clientes "prime" (segmento do banco para pessoas de alta renda). A meta do banco é abrir pontos de atendimento no morro do Cantagalo, no Rio, e na favela de Paraisópolis, em São Paulo.

A estratégia dos bancos, além de oferecer produtos típicos como crédito, cheque e conta corrente, é também vender seguros a preços mais baixos. O Bradesco vende nas favelas um seguro de morte acidental que custa R$ 3,50 por mês e cobre até bala perdida.

Fonte: Agência Estado

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COMENTÁRIO: a matéria só não fala que o processo de "bancarização" é a expansão dos correspondentes bancários, sem direitos trabalhistas, sem segurança nenhuma, sem nada - a não ser, é claro, com muito lucro para os banqueiros, que terceirizam tudo, até os custos com funcionários e seguros por balas perdidas.

Negociação específica do BB: é pouco provável que banco apresente alguma proposta séria aos bancários sem greve. Este BB não respeita os funcionários



Comentário do blog: relembrando que não obtivemos nada do BB na 2ª rodada de negociação. Só enrolação!

(Matéria de 17/09/2010)

Banco do Brasil adia proposta e Contraf-CUT orienta intensificar mobilização

Frustrando as expectativas dos funcionários do Banco do Brasil, a empresa apenas se limitou, na segunda rodada de negociação específica realizada nesta sexta-feira 17, em São Paulo, a debater todas as reivindicações da categoria e prometeu apresentar propostas na próxima reunião marcada para o dia 23.

Em uma longa reunião, de mais de três horas de duração, representantes da Contraf-CUT, da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB (assessora da Confederação) e do banco repassaram cada uma das cláusulas da minuta de reivindicações específicas da categoria.

A reunião começou com uma manifestação de protesto por parte do coordenador da Comissão de Empresa, Eduardo Araújo, em relação às informações de que o banco está alterando sua missão, com a retirada de menções aos funcionários e à sociedade. "O presidente do banco Aldemir Bendine já havia confirmado que o BB estava alterando a missão da empresa, mas nunca imaginávamos que seria para piorar, indo contra o papel que nós, bancários, e a sociedade esperamos de um banco público, que é a promoção do desenvolvimento do país e o bem-estar dos funcionários e da sociedade".

Criação de novas agências

A Contraf-CUT solicitou, na sequência, informações sobre a criação de agências complementares, com caixas terceirizados, e a ampliação indiscriminada de correspondentes bancários. Os representantes dos trabalhadores consideram esses planos perniciosos por promoverem a deterioração das relações de trabalho e reclamaram a contratação de mais 5 mil funcionários, além das 10 mil novas vagas acertadas no acordo do passado, em vez de promover a terceirização dos serviços.

A Contraf-CUT reivindicou agilização nas contratações, especialmente para os estados do Norte e Nordeste, áreas em que não foram abertos novos postos de trabalho, embora o banco informe que já tenha feito mais de 7 mil novas convocações.

A estratégia do banco de se expandir no exterior, sem respeito aos trabalhadores nos países em que vem se instalando e atuando, também foi criticada pelos representantes dos funcionários. Diante desse quadro, cobrou-se do banco a assinatura do Acordo Marco Global, apresentado ao banco em 2006 para que os empregados e dirigentes sindicais do exterior tenham direitos respeitados e o banco tenha responsabilidade social.

Representação dos bancários no Conselho de Administração

No entendimento da Contraf-CUT, para que o banco tenha um efetivo papel social, ele precisa também contar com representante dos funcionários no Conselho de Administração, conforme prevê o projeto de lei 3.407/2008, aprovado pela Câmara e que tramita em caráter terminativo no Senado.

A Contraf-CUT cobrou ainda a ampliação do repasse de recursos à Fundação Banco do Brasil, que possui importantes projetos de caráter social à espera de verbas para serem concretizados. Apesar dos lucros crescentes, o banco tem investido muito aquém do necessário na área social.

Os representantes do banco ficaram de entrar em contato com as áreas responsáveis pelos temas abordados e apresentar esclarecimentos no próximo encontro.

Funcionários incorporados

Outro assunto importante tratado na reunião desta sexta-feira foi a problemática situação dos funcionários egressos dos bancos incorporados (Besc, BEP e Nossa Caixa). Essas questões começaram a ser discutidas na mesa temática de incorporação, mas ficaram pendentes, à espera de solução nas negociações específicas deste ano.

Os problemas mais graves são: a indenização da antiga gratificação variável, a parte do salário transformada em Vencimento de Caráter Pessoal Incorporado (VCPI), cobertura de plano de saúde e adesão ao plano de previdência.

Os representantes do banco informaram que foram solucionados os problemas relacionados à habitualidade (horas extras) e que a empresa pretende discutir no acordo coletivo a questão da gratificação variável. Sobre as outras questões, o banco promete apresentar informações na próxima reunião.

PCCS (Plano de Carreira)

No primeiro item da minuta de reivindicações, referente ao Plano de Carreiras, Cargos e Salários (PCCS), as partes debateram item por item. A Contraf-CUT ressaltou que o aumento do piso da carreira administrativa é considerado fundamental para a valorização dos funcionários. O banco, no entanto, oferece piso abaixo da média de entrada no mercado, o que tem causado grande insatisfação na categoria.

No debate sobre carreira, os representantes do funcionalismo reforçaram a necessidade de criação de novo sistema de seleção interna, que vá além do TAO - que se restringe às inscrições nas oportunidades de encarreiramento -, e de estabelecimento de critérios para um processo isento, sem a possibilidade de indicações de caráter pessoal.

A Contraf-CUT pediu também a instalação de um setor encarregado de criar um programa de promoção de igualdade de condições, de direitos e de oportunidades de encarreiramento, respeitando-se as questões de gênero, raça e orientação sexual e deficiências. Essa área seria responsável pela difusão de conceitos básicos de igualdade de oportunidades e pelo combate à discriminação desses grupos nos processos seletivos.

Jornada de 6 horas e outras reivindicações

Outro item importante debatido foi a jornada de seis horas para os cargos técnicos, com inclusão dos 15 minutos de descanso para alimentação. O banco se mostrou aberto à discussão, mas entende ser o tema de difícil solução durante a campanha.

A Contraf-CUT reivindicou a extensão do crescimento horizontal para todas as funções comissionadas, não se limitando apenas ao que é praticado hoje na área de gerência de módulo. Também foram pedidos: a criação de um processo de incorporação de 10% das comissões por ano nos salários; a revisão do valor das comissões da gerência média; o fim da trava de dois anos, com atenção especial para os comissionados nas Centrais de Atendimento (CABB), onde se verificam alta probabilidade de problemas de saúde, desvios e desvalorização funcionais.

A representação dos trabalhadores exigiu que fosse transferida para a Gepes a alçada de descomissionamento e que essa medida só ocorra após, no mínimo, três ciclos avaliatórios, garantindo ao funcionário oportunidades de capacitação e tempo para desenvolvimento profissional.

Foram cobrados do banco o retorno das substituições e o fim da lateralidade em todos os casos de substituição de gestores, incluindo gerência média em todas as unidades.

Outras reivindicações apresentadas: a criação de um auxílio para reembolsar funcionários com despesas educacionais próprias ou de dependentes; ampliação da licença-paternidade; licença para acompanhamento de filhos deficientes sem limite de idade; aumento do número de delegados sindicais eleitos; revisão dos critérios de concessão de vale-transporte; isenção de todas as tarifas e anuidades de serviços bancários; manutenção do programa PAS; manutenção e revisão do programa de gestão da ética; concessão de licença-prêmio para todos e renovação de diversas cláusulas do acordo de 2009.

Segurança e portas giratórias

Durante o debate sobre a cláusula de indenização por morte ou incapacidade decorrente de assalto, sequestro ou extorsão, foi solicitada ao banco a suspensão imediata da retirada de portas giratórias de algumas agências, medida que faz parte do projeto de ambientação.

Assessorando a Contraf-CUT e a Comissão de Empresa, Daniel Reis, diretor do Sindicato de São Paulo e membro do Comitê Nacional de Segurança Bancária, expôs os riscos de violência a que todos os bancários e clientes ficam expostos com a facilitação da entrada de pessoas armadas na agência bancária. Após a argumentação, os representantes dos funcionários pediram a ampliação do debate e acesso ao projeto em caráter sigiloso, procedimento fundamental em medidas de segurança.

Voltou à discussão a questão da instalação de CCPs (CCVs). A Contraf-CUT reafirmou sua posição contrária à assinatura porque o banco quer impedir uma possível nova reclamação daqueles que participaram de alguma conciliação.

A representação dos trabalhadores pediu ainda a suspensão da reestruturação da Diretoria Comercial anunciada nos últimos dias, durante a campanha, que afeta cerca de 500 funcionários, que serão transferidos ou perderão a função comissionada. Para solucionar essa questão, a Contraf-CUT solicitou uma reunião com o diretor da área, Sandro.

Intensificar a mobilização

Diante do quadro estabelecido nas negociações e da perspectiva de apresentação de propostas efetivas na reunião do dia 23, a Contraf-CUT orienta todos os sindicatos a fortalecerem a mobilização com atividades no dia 21, dia nacional de luta da categoria, para pressionar o banco e a Fenaban a atenderem nossas reivindicações.

A reunião foi presenciada por uma observadora internacional, ligada à federação dos empregados do banco nacional da Índia, Vijay Alakshmi Manilal Nair, que realiza uma pesquisa sobre as negociações coletivas dos bancários no Brasil.

Fonte: Contraf-CUT