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23.12.21

Memórias (XIV)

Momento de descanso do sindicalista
admirador de Che Guevara.

A importância do sentimento de pertencimento a determinadas comunidades e causas sociais


INTRODUÇÃO

Hoje é véspera da véspera de Natal do ano de 2021. O cidadão que escreve suas memórias aqui no blog A Categoria Bancária está retirado das lutas do movimento sindical bancário. Sou beneficiário de nossas caixas de previdência e de assistência à saúde, associações criadas por nós do Banco do Brasil lá no século passado. Pertencer a instituições criadas pela classe trabalhadora nos dá algum sentido de pertencimento num mundo onde impera o capitalismo e o individualismo.

Pertenço a uma certa comunidade humana. O custo disso é pesado, mas acho importante pertencer a alguma coisa. Sou participante de um fundo de pensão, de uma caixa de assistência, sou sindicalizado, sou associado a algumas associações da comunidade Banco do Brasil.

Estou revisitando minhas postagens do ano de 2007 neste blog sindical. 

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REESTRUTURAÇÃO NO BB, PLR COM PRÁTICA ANTISSINDICAL, REFORMA ESTATUTÁRIA DA CASSI E REMUNERAÇÃO VARIÁVEL QUE DISCORDEI

Aquele ano foi um ano de muitas lutas. Tivemos a reforma estatutária da Cassi, tivemos uma reestruturação ruim e danosa para os funcionários do BB feita pela direção do banco, tivemos uma proposta de remuneração variável pensada pelo movimento sindical para debater com os banqueiros que eu não concordei com ela e pedi licença à corrente política Articulação Sindical, a qual pertencia, para não votar a favor dela.

Tivemos em março de 2007 uma proposta de PLR sacana e antissindical por parte da direção do Banco do Brasil (acordo para pagar a 2ª parcela de 2006), feita para tirar alguns reais dos grevistas da campanha salarial e feita para criar um clima de punição aos lutadores e para quebrar a solidariedade no movimento de lutas. Falei sobre a questão aqui.

Os caras que bolaram a sacanagem eram naquele momento gestores do BB do governo Lula. Queriam interromper o ímpeto grevista da militância que vinha num crescendo desde a greve de 2003, primeiro ano de governo democrático e popular. Eles plantaram uma semente do individualismo e contribuíram para diminuir o espírito de solidariedade na categoria e no BB. Parabéns para eles!

No acordo coletivo de PLR da campanha salarial de 2007/08 (fechada em outubro de 2007) nós exigimos que o acordo de PLR fosse anual e não mais semestral, para evitar sacanagens como aquela que ocorreu em março para pagar a 2ª parcela do ano anterior. Ler aqui.

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CONQUISTA DA 13ª CESTA-ALIMENTAÇÃO

Um dos objetivos alcançados na campanha daquele ano de 2007 foi incorporar a 13ª cesta-alimentação à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). Ler aqui.

HISTÓRIA - Nós (a Executiva Nacional dos Bancários) havíamos conseguido negociar com os banqueiros esse direito na campanha de 2004 e a 13ª cesta-alimentação seria incorporada à convenção. A proposta final dos banqueiros foi rejeitada pelas assembleias. A campanha teve um desenvolvimento complexo, uma longa greve de 30 dias e julgamentos no TST. Isso fez com que o direito não fosse mantido ao final da campanha de 2004. Só em 2007 implantamos esse direito.

Outra questão que avançamos na organização do movimento após a campanha de 2004 foi ampliar a Executiva Nacional para o Comando Nacional dos Bancários nos anos seguintes.

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2007 FOI UM ANO DE MUITA SINDICALIZAÇÃO, TRABALHO DE BASE E POLITIZAÇÃO DOS TRABALHADORES

Ao revisitar as 227 postagens que fiz no blog A Categoria Bancária naquele ano de lutas e representação sindical, avalio que a minha formação política teve como base a organização nos locais de trabalho (OLT), que se mostrou constante durante minha vida de bancário do Unibanco (1988-90) e do Banco do Brasil (1992-2019) - falei sobre isso aqui -, mesclada com o dia a dia da formação política que tinha na convivência com as companheiras e companheiros do movimento sindical.

Estamos na véspera de Natal e Ano Novo. Me lembrei que em todos os anos de minha representação sindical passava esses dias nos locais de trabalho do Banco do Brasil.

Em 2007, nos dias 26 e 27 de dezembro, lá estava eu conversando com meus colegas do BB nas agências e departamentos na região central de São Paulo, distribuindo materiais do Sindicato e da Contraf-CUT: agendas, Folha Bancária, revista O Espelho etc. (ver aqui)

O movimento sindical brigava com o governo e com a direção do banco o tempo todo para contratar mais funcionários. No banco público a contratação se dá por concurso. Felizmente, passei o ano todo de 2007 indo às posses de novos bancários e bancárias em São Paulo, às segundas-feiras. 

SINDICALIZAÇÃO - Além de apresentar o Sindicato e a história de lutas da categoria bancária e da classe trabalhadora, sindicalizei dezenas e dezenas de colegas em seus primeiros dias de trabalho no Banco do Brasil. Coisa boa de se lembrar!

Como disse no início desta postagem de memórias, pertencer a alguma coisa, um lugar, uma comunidade, é importante para dar sentidos à nossa natureza social. Não é fácil nos mantermos pertencentes às nossas associações hoje em dia, juro que não é. Mas é importante sermos sindicalizados e associados a nossas entidades de classe.

É isso. Fim de mais uma postagem de memórias sindicais e de lutas. Terminei a revisita a 2007. Agora vou revisitar o ano de 2008 em meu blog.

William


Clique aqui para ler a postagem seguinte, Memórias (XV).

Para ler o texto anterior, o Memórias (XIII), clique aqui.


8.10.14

Termina greve nacional dos bancários de bancos privados, BB e Caixa


Funcionários do BB decidem encerrar parallisação nesta
terça em Porto Alegre. Crédito: Seeb Porto Alegre.

Em novas assembleias realizadas pelos sindicatos no final da tarde e no início da noite desta terça-feira (7), os bancários do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, que ainda permaneciam em greve, decidiram também aprovar as últimas propostas da Fenaban e as específicas dos dois maiores bancos públicos, que foram conquistadas com a força da paralisação nacional da categoria iniciada no dia 30 de setembro. Com essa decisão, eles encerraram igualmente a greve e voltam ao trabalho nesta quarta-feira (8). 

As propostas do BB haviam sido rejeitadas em assembleias realizadas na segunda-feira (6), como em Porto Alegre, Curitiba, Paraíba e Roraima. A mesma situação tinha ocorrido com as propostas da Caixa, que também foram recusadas em algumas assembleias, como em Florianópolis, Bahia, Mato Grosso, Paraíba, Amapá e Roraima. 

Por avanços nas negociações específicas, a greve continua no Banco do Nordeste do Brasil (BNB). O movimento segue igualmente no Banco da Amazônia, onde os funcionários do Pará rejeitaram em assembleia a nova proposta apresentada pela instituição nesta terça-feira. 

Ainda segue a greve no Banrisul. Os funcionários também rejeitaram em assembleia ocorrida em Porto Alegre e vários sindicatos do interior gaúcho a proposta apresentada pelo banco durante negociações nesta terça-feira.

Aumento real pelo 11º ano consecutivo

A proposta da Fenaban reajusta os salários e demais verbas em 8,5% (aumento real de 2,02%), o piso salarial em 9% (2,49% acima da inflação). Com isso, os bancários acumulam aumento real de 20,7% nos salários e de 42,1% nos pisos desde 2004, período em que todos os anos conquistaram aumento acima da inflação.

Já o vale-refeição sobe 12,2%, o que representa 5,5% de aumento real. Assim, somados vale-refeição (R$ 26 ao dia ou R$ 572 ao mês) e vale-alimentação (R$ 431,16 ao mês) atingem um ganho mensal de R$ 1.003 para cada bancário e bancária. 

Além disso, a proposta traz avanços não econômicos, como mecanismos de combate às metas abusivas e ao assédio moral, que deverão contribuir na luta contra o adoecimento e o afastamento de bancários. 

Para o presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários, Carlos Cordeiro, "os bancários conquistaram com mais uma greve aumento real pelo 11º ano consecutivo, além de avanços importantes em relação às condições de trabalho, principalmente no combate às metas abusivas e ao assédio moral, bem como avanços nas negociações específicas com BB e Caixa, graças à unidade nacional e à capacidade e força de mobilização".


Fonte: Contraf-CUT com sindicatos

26.11.13

Contraf e BB iniciam mesa temática sobre Cassi e Previ para os incorporados


                                    Uma das conquistas da Campanha Nacional 2013 é a implementação de mesa entre a Contraf-CUT e suas entidades sindicais e o Banco do Brasil para a coleta de informações sobre os diversos planos de saúde e previdência complementar que pertencem às entidades que eram vinculadas aos bancos incorporados (BEP, BESC e Banco Nossa Caixa) e seus funcionários.

A mesa ocorre em Brasília nesta quarta-feira 27 e as entidades sindicais esperam conseguir finalmente todos os dados necessários para que os trabalhadores e seus representantes possam encontrar solução definitiva, a fim de que todos tenham direito à Cassi e à Previ. Hoje o que existe é um só banco, um só regulamento interno que abriga o funcionalismo, mas milhares de funcionários com direitos menores que seus colegas admitidos diretamente no BB.


"Esperamos que essa mesa seja produtiva e que após a coleta de todos os dados que precisamos sobre os diversos planos, os perfis de seus públicos e as dificuldades existentes, possamos avançar e abrir negociações efetivas nos próximos meses para incluir todos os funcionários na Cassi e na Previ, independente da origem", afirma William Mendes, secretário de Formação da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.

BB ainda deve acertos de campanha

A Contraf-CUT e suas entidades sindicais agiram rapidamente na busca de solução para os diversos problemas recorrentes no BB após o final da campanha nacional e da assinatura do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria.

Um dos grandes problemas com resposta rápida do movimento sindical neste ano foi com relação às perseguições e exageros cometidos pela direção do Banco aos bancários que participaram da paralisação.

"Neste ano agimos rapidamente em nível nacional, nos primeiros dias após a assinatura do acordo, para que a vida voltasse à normalidade nos locais de trabalho e que não houvesse abusos por parte dos gestores do Banco em relação aos grevistas. Após um forte trabalho nosso, juntamente com a mobilização dos bancários e sindicatos, resolvemos a maior parte dos problemas de práticas antissindicais e agora os casos são residuais. Nossos sindicatos estão atentos a qualquer problema que ocorrer", informa William Mendes.

- Mérito dos caixas: o BB informou à Contraf-CUT que havia trabalhado para fazer o acerto da pontuação e o pagamento àqueles que adquiriram mais uma letra de mérito em novembro. Segundo a direção da empresa, houve problemas tecnológicos e ela trabalha para que o acerto aconteça em dezembro. Os acertos dos créditos devem ser desde setembro de 2013. Qualquer dúvida sobre erro na pontuação ou no recebimento do direito ao Mérito deve ser repassada para o sindicado local, que verá junto ao seu representante na Comissão de Empresa (CEBB) na Federação a solução para o problema.

- Acordo de CCV: o acordo de CCV para avaliar demandas de passivo trabalhista sobre jornada de cargos comissionados aos aderentes às funções de 6 horas do Banco foi renovado com uma alteração importante. Ao sindicato que aderir, não será mais necessário interromper por 180 dias as ações coletivas que reivindiquem demandas de jornada de trabalho (estava previsto no acordo de CCV passado). Assim que a Contraf-CUT receber o documento do Banco, soltará comunicado com todas as informações para a adesão ao novo ACT de CCV, inclusive sobre procedimentos de assembleias.

- Estorno das faltas dos dias de luta contra o Plano de Funções: o Banco efetuou o estorno das faltas (com o código 308) ocorridas no primeiro semestre devido à agenda de luta contra os efeitos negativos do novo Plano de Funções, implantado pelo BB em 28/01/13. Os gestores das unidades receberam instrução da direção do Banco para mudar o comando das faltas até dia 8/11, para que os bancários recebessem o crédito do estorno na folha de novembro. Caso algum bancário ainda esteja com o 308 e sem o crédito, deve informar ao seu sindicato porque, nesse caso, pode ter sido um erro local.

- Crédito do estorno do 308 sobre a PLR do primeiro semestre: a Contraf-CUT já cobrou da direção do BB que seja feito o crédito referente ao estorno da(s) falta(s) dos dias de luta contra o Plano de Funções. Os bancários receberam sua PLR com o valor a menor por terem faltas 308 naquele semestre.

- Créditos de VA, VR e dos estagiários foram pagos: o BB acertou em novembro os créditos referentes aos novos direitos dos funcionários em alimentação e refeição, inclusive os descontos indevidos feitos durante a greve. Também efetuou o pagamento do novo valor das bolsas de estágio retroativo a setembro de 2013. Qualquer problema que ainda persistir deve ser informado ao sindicato local.

Fonte: Contraf-CUT

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Post Scriptum:

A chegada a Brasília naquela semana com agendas de negociação com o Banco na quarta 27 e atividade de rua no Banco Central de Brasília na terça 26 foi tumultuada por causa de caos aéreo. Cheguei tarde ao hotel na segunda-feira, 25 de novembro.



Tomando uma canja pra nanar...

Escrevi na postagem do Facebook:

"A segunda-feira foi lonnnngaaaa. Estive pela manhã com um compromisso em Sampa. Aí tentei pegar meu voo para DF. Não sei se todo mundo sabe, mas São Paulo estava o caos (como sempre). TUDO PARADO e com chuva. Perdi o voo em Guarulhos parado no trânsito... depois não conseguia voo nenhum... até que voei pra lá e pra cá (exagero! peguei um voo pra DF com escala em Goiânia) e cheguei pela noite em Brasília para compromissos e atividades aqui até quarta-feira.

Lá pela meia-noite no hotel, decidi tomar uma canja... a bichinha tava muito boa! (apesar do preço absurdo!) É isso. Fim de segunda-feira!"

11.10.12

Banco do Brasil não pode ameaçar férias ou licenças



Bancários fazem denúncias indignadas ao Sindicato que não vai aceitar compensação como medida punitiva

São Paulo – O BB anunciou, em circular, que durante o período de compensação da greve, as férias e as licenças dos funcionários devem ser “reavaliadas”. As denúncias chegaram ao Sindicato por meio de mensagens indignadas de vários trabalhadores.

“O Sindicato não vai aceitar que a compensação seja utilizada como medida punitiva pela participação dos funcionários na campanha. Isso é um absurdo. A greve é um direito previsto em lei e o tratamento dos dias parados depende da correlação de forças entre trabalhadores e empregadores”, destaca o diretor executivo do Sindicato Ernesto Izumi.

Na campanha deste ano, ficou acertado na mesa de negociação que os nove dias parados não serão descontados e que serão compensados apenas entre 2 de outubro a 15 de dezembro. Se ainda houver algum saldo depois desse período, ele será abonado.

“Também não é admissível que o banco procure punir a greve com medidas como a prorrogação da jornada de funcionários sem necessidade ou impondo serviços inadequados a sua função ou ainda ridicularizando e prejudicando a imagem do trabalhador junto a colegas e clientes”, acrescenta Ernesto, ressaltando que se algum funcionário se sentir prejudicado deve entrar em contato com o Sindicato, que vai apurar o problema e, se houver desvio, cobrar mudança de postura dos administradores.

VA e VR – O banco reembolsa na quinta 11, os valores do VA e VR que foram descontados indevidamente dos funcionários durante a greve. O crédito virá no Visa Vale.


Fonte: Seeb SP Redação - 10/10/2012

9.10.12

Contraf-CUT cobra do Banco do Brasil acertos da campanha nacional




A Contraf-CUT enviou ofício ao Banco do Brasil nesta terça-feira 9 para, entre outras demandas, cobrar a correção da falta não abonada do dia 27 de setembro, último dia da greve nacional, que não foi reclassificada corretamente, em descumprimento ao acordo aditivo já assinado.

"Nos surpreendeu o banco ter feito no sistema a reclassificação das faltas, que estava com o código indevido de falta não justificada, e ao corrigir o erro simplesmente desconsiderou o acordo coletivo aditivo já assinado na quarta-feira 4 de outubro", afirma William Mendes, diretor de Formação da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.

Demais correções

A Contraf-CUT também cobrou no ofício as datas dos acertos dos direitos e conquistas da campanha nacional, dentre os quais estão o acerto dos interstícios do VCPI dos incorporados, os reajustes dos vales refeição e alimentação que virão no próximo crédito do Visa Vale e as demais verbas salariais no dia 20. "Esperamos que os acertos venham todos em outubro, já que a assinatura do acordo foi anterior ao fechamento da folha", acrescenta William.

Em relação ao desconto indevido do Visa Vale de outubro, devido aos dias da greve, o banco prometeu crédito para esta quinta-feira 11.

Fonte: Contraf-CUT

1.10.12

Sindicato cobra urgência no acerto dos tíquetes (Seeb SP)



Direção da instituição financeira descontou dias parados de funcionários que aderiram à greve nacional, desrespeitando acordo coletivo aditivo

São Paulo - O Banco do Brasil efetuou em outubro o desconto dos vales refeição e alimentação dos funcionários que participaram da greve da categoria. A medida fere o acordo aditivo específico e o Sindicato e a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) já cobraram a imediata correção dos créditos, por meio de ofício enviado à direção da empresa na sexta-feira 28 de setembro.

O diretor executivo do Sindicato e funcionário do BB Ernesto Izumi ressalta que, além de ferir o acordo entre banco e funcionários, a atitude foi tomada após a greve ter acabado. “O crédito incorreto ocorreu mesmo depois de terminada a paralisação da categoria”, disse. A greve começou no dia 18 de setembro e foi encerrada em assembleia nove dias depois, na quarta-feira 26.

O dirigente sindical explica ainda que o problema ocorreu porque o banco registrou o código 308, de “falta não abonada não autorizada”, que é indevido para campanhas, o que afetou os tíquetes. “Os dias de greve serão reclassificados pelo banco para que os funcionários recebam a diferença de valores”, informa.

Ernesto reforça que a medida demonstra desrespeito do banco com os trabalhadores e o Sindicato cobra a imediata correção. “Não aceitamos esse desrespeito e exigimos que o crédito com a diferença seja feito neste mês. Os trabalhadores estavam exercendo seu legítimo direito de greve e não podem ser prejudicados”, afirma.

Fonte: Seeb SP - Andréa Ponte Souza - 1º/10/2012

28.9.12

Contraf-CUT cobra do BB a imediata correção do crédito do Visa Vale



A Contraf-CUT encaminhou nesta sexta-feira (28) ofício para a direção do Banco do Brasil, cobrando a imediata correção do crédito dos vale-refeição e vale-alimentação dos funcionários que participaram da greve referentes ao mês de outubro. A empresa efetuou o desconto dos dias parados na greve, o que fere o acordo aditivo do BB.

Confira aqui o ofício.

"O BB creditou o vale-alimentação e refeição com valores menores do que o correto, mesmo já tendo acabado a greve e mesmo com o TST ratificando a ultratividade dos acordos coletivos durante o processo de renovação e mesmo o crédito se referindo ao mês seguinte à greve, no caso outubro", critica William Mendes, secretário de formação da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil.

"Como havia negociação com novas propostas e a ampla maioria dos bancários aprovou as mesmas, entre quarta (26) e quinta-feira (26), ou seja, antes do crédito do Visa Vale, era esperado a devida correção e o crédito correto nesta sexta-feira", explica o diretor da Contraf-CUT.

Desrespeito

O BB mostra com esta atitude o quanto ele desrespeita os seus funcionários e as entidades do funcionalismo. "Na hora de pagar acertos de direitos dos trabalhadores - como, por exemplo, o acerto da diferença dos interstícios do VCPI dos bancários incorporados que fizeram adesão ao regulamento do banco desde 2009 e tiveram mudança de nível desde março de 2012 - o banco não cumpre o acordo. No caso do VCPI, até o presente momento, os bancários não receberam os acertos, sendo que o banco havia se comprometido a aprová-lo em agosto. Já são seis meses sem os bancários receberem", enfatiza William.


Fonte: Contraf-CUT

Artigo: bb e as dificuldades de sempre com os gestores do banco



Opinião

A categoria arrancou na luta e na greve as propostas da Fenaban e do bb na campanha 2012.

Por mais que a representação dos trabalhadores siga avançando na qualificação de seus dirigentes e na estratégia e táticas para fazer boas campanhas salariais, a gente percebe que os bancos não mudam mesmo sua postura na relação com as entidades sindicais, seus bancários e com a sociedade.

DESCONTO ABSURDO NO VISA VALE

O bb teve a desfaçatez de creditar hoje o valor dos vale-alimentação e refeição com valores menores que o correto, mesmo já tendo acabado a greve, mesmo o TST ratificando a ultratividade dos acordos coletivos durante o processo de renovação e mesmo o crédito se referindo ao mês seguinte - outubro. Esse banco não tem jeito mesmo! A Contraf-CUT já está contatando o bb (com letra minúscula mesmo) para regularizar a situação.

A ARTE DE TORTURAR OS NÚMEROS

Estava lendo os boletins de pessoal que o bb publicou no próprio site da empresa e fico me perguntando se aquelas mensagens são por desconhecimento ou se seria por outro motivo.

26/09 - Boletim Pessoal 58 - Proposta

Colega,

A Fenaban apresentou ontem, 25, proposta de reajuste de 7,5% sobre todas as verbas de caráter salarial, além de 8,5% sobre os valores de vale alimentação e vale refeição. Gostaria de, agora, convidá-los a analisar este índice e outros aspectos relacionados ao momento de negociação.

O índice oferecido é maior do que a inflação (IPCA) de 5,24% do período, o que garante, mesmo em um cenário de nova conjuntura de atuação dos bancos, reajuste de 2,26% de ganho real, índice superior ao do ano passado de 1,61%. Segundo pesquisa do Dieese, 97% dos acordos assinados neste ano representaram, na média, 2,23% de ganhos acima da inflação.


Os bancários conquistaram na luta desta campanha aumento real de 2,00% (pelo INPC) sobre todos os direitos. Foi uma conquista importante!

O que espanta é os gestores do banco não saberem fazer conta de porcentagem. Na nota número 58 e nas anteriores o banco sempre aumenta os índices de maneira equivocada (?). Aumento real não é aumento absoluto.

Como coordenador das negociações, eu disse ao banco que ele pode escrever o que bem entender nos seus veículos de comunicação. Mas não é correto usar uma referência como o Dieese em números que distorcem a realidade.

Quando o Dieese divulga que as categorias tiveram aumento acima da inflação (aumento real) na média de 2,23% é com a conta feita corretamente.

O banco usou o IPCA de 5,24% para comparar com os números do Dieese que são baseados no INPC. Pior que isso é a conta estar errada:

O reajuste de 7,5% da campanha 2012 pelo índice que o banco quer usar também não seria o que ele mesmo escreveu: 7,5% menos 5,24% daria 2,14% de aumento real e não 2,26%. É só perguntar para qualquer estudante de 8ª série do ensino fundamental.

NOVA FASE DE CONCLUSÃO DA CAMPANHA

Costumo dizer aos bancários que após a luta e a greve há outra fase dura nas negociações: a da redação do ACT aditivo do BB. Vamos a ele agora!

Saudações sindicais e de luta a tod@s os bancári@s que contribuíram com a luta!!

William Mendes

SOMOS FORTES, SOMOS CUT!

20.1.12

Direitos da CCT/CUT Bancários de 2005/2006



Às vezes, uso meu blog para arquivar dados sobre a categoria bancária, pois normalmente preciso deles quando escrevo meus textos e teses.


Direitos conquistados na campanha 2005

Assinatura da CCT/CUT com a FENABAN, através de aditivo ACT:

Reajuste: 6%
+
Abono: R$ 1.700,00

Greve: 28/09 A 13/10 (greve de até 16 dias, que pôde ser compensada entre 17/10 A 31/12/2005)

Piso de escriturário (conquista de 1992): R$ 839,93

Tesoureiros e caixas: R$ 1.173,76

Gratificação de caixa: R$ 226,65

Vale-refeição (conquista de 1990): R$ 13,42 (X 22 = R$ 295,24)

Cesta-alimentação (conquista de 1994): R$ 230,00 (no BB, só em 2003)

Auxílio-creche/babá (conquista de 1986): R$ 165,34 (83 meses)

Requalificação profissional: R$ 660,96


e mais algumas cláusulas importantes:

Cláusula 51ª - Comissões paritárias

As partes ajustam entre si a manutenção da Comissão Paritária de Saúde do Trabalhador e da Comissão Paritária sobre Terceirização.

Cláusula 52ª - Comissões temáticas

Além das Comissões paritárias pré-existentes, ficam também mantidas as seguintes Comissões Paritárias, para discutir e convencionar os temas abaixo:

a) acordo extrajudicial;

b) funcionamento das agências em horários especiais;

c) jornadas especiais;

d) custo de agências pioneiras;

e) compensação de horas extras;

f) 7ª e 8ª horas;

g) auxílio educacional;

h) gratificação semestral;

i) estratégias de geração de emprego; estabilidade de dirigentes sindicais.

Parágrafo único:

As partes ajustam entre si o prazo de 15 dias, contados da data de assinatura desta Convenção Coletiva de Trabalho, para se reunirem com a finalidade de discutir os seguintes temas: jornada de trabalho, terceirização e estabilidade de dirigentes sindicais.

Cláusula 53ª - Igualdade de oportunidades

As partes ajustam entre si a constituição da Comissão Bipartite que desenvolverá campanhas de conscientização e orientação a empregados, gestores e empregadores no sentido de prevenir eventuais distorções que levem a atos e posturas discriminatórias nos ambientes de trabalho e na sociedade de forma geral.

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Comentário:

Alguns desses direitos são raros em outras convenções coletivas de trabalho no Brasil e no mundo.

É isso. Estava jogando papéis fora em casa e achei melhor registrar esses dados pois sempre procuro este tipo de informação na hora de escrever.

William Mendes

12.9.11

Bancos desrespeitam bancários e nada apresentam de remuneração

Em mais uma demonstração de desrespeito e enrolação, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) negou todas as reivindicações apresentadas pelos bancários em relação aos itens de remuneração da pauta da categoria. Na reunião ocorrida nesta segunda-feira (12), o Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, cobrou, entre outros pontos prioritários, reajuste salarial de 12,8% (inflação do período mais aumento real de 5%), PLR de três salários mais R$ 4.500, piso do Dieese (R$ 2.297,51 em junho).

A Fenaban também recusou a valorização do vale-refeição, cesta-alimentação, 13ª cesta-alimentação e auxílio creche/babá, no valor do salário mínimo, hoje em R$ 545, bem como rejeitou a implantação de Plano de Carreiras, Cargos e Salários (PCCS) e de planos de previdência complementar em todos os bancos. Como se não bastasse, os banqueiros negaram o pagamento de salário substituto e a gratificação semestral de 1,5 salário para todos os bancários.

"É inadmissível que setor financeiro com ganhos tão elevados se negue a valorizar os seus funcionários, enquanto altos executivos ganham até 400 vezes mais do que o piso do bancário. O Brasil está entre os dez países com a pior distribuição de renda do mundo e, para mudar essa situação, é necessário aumentar salários", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional. "O discurso de que os bancos não podem elevar os seus custos não convence ninguém. Os maiores bancos do país lucraram mais de R$ 25 bilhões somente no primeiro semestre de 2011", sustenta.

Essa foi a terceira rodada de negociações da Campanha Nacional 2011. Nas duas primeiras rodadas, foram discutidos os temas de emprego, igualdade de oportunidades, saúde do trabalhador, segurança bancária e questões sociais.

"A Fenaban já está há um mês com as demandas dos bancários e, em três reuniões, discutindo as reivindicações da Campanha Nacional, os banqueiros não aceitaram nenhuma de nossas demandas e não apresentaram nenhuma proposta concreta", lamenta Cordeiro. "É uma sinalização muito ruim que revela um profundo descaso com quem produz os resultados fabulosos dos bancos", sustenta.

Uma nova rodada de negociação ficou agendada para o próximo dia 20, terça-feira, em São Paulo. A Fenaban prometeu apresentar uma proposta global para a categoria. "Esperamos que os bancos venham com uma proposta concreta que contemple as reivindicações da categoria, envolvendo remuneração digna, emprego, saúde, condições de trabalho, segurança e igualdade de oportunidades", alerta Carlos Cordeiro.

Mobilização cresce em todo Brasil

O Comando Nacional orientou a realização de três dias nacionais de mobilização nesta semana para discutir com a categoria os temas da minuta de reivindicações discutidos nas três reuniões realizadas entre bancários e Fenaban. Novamente a participação é determinante, pois precede a apresentação de propostas pelos bancos. "Vamos pressionar os bancos para que apresentem propostas sobre todos os temas que preocupam os bancários em seu dia a dia, a fim de que tenhamos emprego decente", sustenta Cordeiro.

A postura intransigente dos bancos, que não apresentaram propostas para garantir emprego decente, aposentadoria digna, aumento real, mais empregos, fim da rotatividade e combate à terceirização, dentre outras demandas, está aumentando a insatisfação dos bancários e intensificando a mobilização e a unidade nacional da categoria. Em vista disso, os bancos têm apelado para práticas antissindicais e ameaças de descontar os dias parados em caso de greve, como forma de tentar desmobilizar a categoria que desde 2004 conquista aumento real de salários com mobilização e greves.

"É um absurdo essa posição dos bancos que não trouxeram nenhuma proposta e já estão apostando no confronto", afirma Carlos Cordeiro. "A categoria deve mostrar que não vai aceitar essa postura e fazer uma campanha ainda mais forte que a de 2010, quando realizou a maior greve dos últimos 20 anos, que arrancou aumento real pelo sétimo ano consecutivo e a maior valorização do piso", completa.

Veja o calendário das mobilizações:

Dia 14 - emprego e igualdade de oportunidades
Dia 15 - saúde, condições de trabalho e segurança
Dia 16 - remuneração

Confira o calendário das negociações:

Dia 13 - negociação específica com a Caixa
Dia 13 - negociação específica com o Banco do Nordeste
Dia 14 - negociação específica com o Banco do Brasil
Dia 16 - negociação específica com o Banco da Amazônia
Dia 20 - quarta rodada de negociação com a Fenaban
Dia 20 - negociação específica com o Banco do Brasil

Fonte: Contraf-CUT

20.12.10

Não é benefício, é conquista!



(reprodução de Folha Bancária 2002 - especial Sindicalização - Seeb SP, Osasco e região CUT)

SINDICATO. VOCÊ NUNCA ESTÁ SOZINHO.

Defesa e ampliação de conquistas, construção de um país mais justo e muitas outras vantagens para você.

Bancário e Sindicato juntos já conseguiram importantes direitos que muitos bancos vendem como "benefícios", mas, na realidade, são resultado de lutas da categoria.

Ao ser admitido em uma empresa, é comum o novo funcionário perguntar pelos benefícios a que terá direito. Mas o que muitos não sabem é que aquilo apresentado como benefício é, na verdade, conquista daquela categoria, garantida depois de muita luta e negociação do Sindicato com os patrões.

JORNADA DE 6H

A jornada de seis horas é conquista das mais antigas, do ano de 1933. Veio após muita pressão e denúncias de um ambiente de trabalho propício a causar doenças ocupacionais. A ela seguiram-se as lutas para o pagamento de horas-extras (1957) e o fim do trabalho aos sábados (1963).

VALE-REFEIÇÃO

Resultado da campanha dos bancários de 1990, o vale, ou tíquete, como é chamado, é uma forma de auxiliar o bancário na hora de se alimentar, sem desconto no salário. Reajustado a cada ano, abriu caminho para outras conquistas próximas, caso do vale-alimentação.

VALE-ALIMENTAÇÃO

Ao contrário da cesta básica, o vale-alimentação permite ao bancário colocar no carrinho do supermercado os produtos de sua escolha. A conquista da categoria é de 1994 e, assim como o vale-refeição, recebe reajuste anual, segundo os índices acordados na campanha salarial.

PLR

Banqueiros são os patrões que mais lucram no Brasil. Têm resultados astronômicos, obtidos pelo trabalho e dedicação diários dos bancários, que até 1995 não viam a cor desse lucro. A partir daí, a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) foi incluída em Convenção Coletiva Nacional.

AUXÍLIO-CRECHE

O grande número de bancárias sempre apontou para a necessidade de conquistas e campanhas específicas para defender os direitos das trabalhadoras e buscar melhores condições de vida. O auxílio-creche é fruto da greve de 1986, com ampliação nas campanhas seguintes.

SINDICATO, VOCÊ NUNCA ESTÁ SOZINHO!

Fonte: Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região - FB especial de sindicalização (2002)