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10.1.18

Reestruturação no Banco do Brasil e PAQ - Informações da Contraf e da Cassi


Comentário do Blog:

Olá prezad@s colegas do Banco do Brasil, bancári@s e companheir@s de lutas em defesa dos direitos dos trabalhadores.

Temos nos concentrado nesses dias, nos intervalos da intensa agenda de gestão que temos diariamente na Cassi, em realizar estudos, pesquisas e balanços de nossa atuação ao longo desses quatro anos à frente da Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento de nossa Caixa de Assistência. A reunião de Diretoria desta semana, por exemplo, durou quase 12 horas.

No entanto, como nosso foco é sempre a saúde dos trabalhadores e participantes da comunidade Banco do Brasil, bem como nossa história de lutas é marcada pela representação dos trabalhadores ao longo de mais de duas décadas como bancário desse importante banco público, achei importante reproduzir aqui no blog matéria da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro, a Contraf-CUT, a respeito de mais um processo de reestruturação do BB, fato que sempre traz apreensões e anseios aos nossos colegas da ativa, com possíveis reflexos em suas condições de saúde e para a sustentabilidade da Cassi.

Depois da matéria da Contraf, divulgo em seguida uma matéria que saiu hoje (10/1/18) no site da Cassi com informações técnicas a respeito de situações possíveis para manutenção da condição de associado ao Plano de Associados caso o colega do Banco faça adesão ao programa (PAQ) que a direção do Banco anunciou na sexta-feira 5. (não faço juízo de valor sobre essa publicação no site da Cassi)


"É livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato" (CF, Art. 5º, Inciso IV)

OPINIÃO DO DIRETOR DE SAÚDE SOBRE MATÉRIAS E PUBLICAÇÕES - prezad@s participantes e leitores deste blog, ao longo de nosso mandato de representação na direção da Caixa de Assistência, busquei explicar a cada associad@, liderança e entidade representativa da comunidade onde atuamos como as coisas funcionam na Cassi, nas autogestões e no setor de saúde suplementar; na relação entre a Cassi e participantes; na relação entre os patrocinadores da Cassi - BB e Corpo Social (capital x trabalho) -; na relação Cassi e Banco do Brasil; nos ritos políticos de representação dos trabalhadores e associados (pois coordenei muito tempo mesas negociais) etc.

Sou grande defensor da democracia (direta ou representativa), da liberdade de expressão, da livre organização dos trabalhadores e instituições, do associativismo e cooperativismo, e defendo a participação popular em tudo. Tenho lado, tenho opinião, e busco expressar o que penso de forma clara e direta, e nos fóruns e momentos adequados. Se não agrado a tod@s, ao menos me esforço para ser franco e honesto nas opiniões e relações.

Quando uma entidade, instituição, organização, ou pessoa jurídica publica algo, subentende-se que ela endossa aquele conteúdo em seu espaço de divulgação de informações. Quando não é assim, aplica-se logo uma ressalva dizendo que aquele conteúdo é de responsabilidade de quem assinou ou coisa do gênero. Às vezes, mesmo assinado o conteúdo, a informação é institucional. Não é tão simples assim, percebem?

A matéria da Contraf que replico aqui é de responsabilidade daquela entidade sindical (e acho que ela tem razão nas críticas que faz). A da Cassi é de responsabilidade da Cassi. O mesmo vale para as do site e espaços institucionais do Banco do Brasil ou qualquer outra instituição. O que quero alertar com isso? Alerto que a minha opinião como cidadão e como representante eleito pelos associados da Cassi expresso com liberdade e autonomia aqui neste blog, e faço isso baseado em meus direitos constitucionais de liberdade de pensamento e expressão.

Não tenho como me responsabilizar por matérias de outros espaços além deste. 

Em relação ao PAQ do Banco do Brasil, o que aprendi como dirigente sindical foi ser cuidadoso para não dar opiniões sobre decisões tão complexas e de cunho pessoal a serem tomadas pelos trabalhador@s considerados "público alvo" em casos como esses de programas de desligamento, PDV etc.

Abraços,

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/18)

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(Matéria da Contraf-CUT)





BB: Funcionários indignados com reestruturação disfarçada


Banco corta milhares de vagas e cria ilegalidades com novas medidas


Os funcionários do Banco do Brasil criticaram as novas medidas de gestão divulgadas pelo banco na última sexta-feira (5), tanto pela forma como elas são anunciadas, sem nenhuma informação prévia aos trabalhadores ou a seus representantes, quanto pelo atropelo e erros de gestão.

“O banco diz não ser uma nova reestruturação, mas é. Houve o corte de cerca de mil vagas de caixa em todo o país. O banco alega que essas vagas apareceriam em escritórios e agências digitais. Na prática, os escritórios digitais perderam funções de assistentes e ganharam de escriturários, que farão os mesmos serviços, mas ganhando menos. Isso é desvio de função! É ilegal”, observou Wagner Nascimento, Coordenador da Comissão de Empresa de Funcionários do Banco do Brasil (CEBB). “Ou seja, o banco corta cargos, reduz salários, cria desvio de função nos escritórios digitais e ainda diz que isso não é reestruturação”, completou.

O Coordenador da CEBB critica ainda a falta de transparência e de diálogo. “Na quinta-feira (4), estivemos reunidos até à noite com a direção do banco para obtermos mais informações sobre o PDG (Programa Extraordinário de Desempenho Gratificado), que havia sido anunciado no dia anterior, também sem comunicação prévia, e nada nos foi dito sobre estas novas mudanças que foram anunciadas na sexta-feira. Não é possível que, sempre, as informações cheguem primeiro aos meios de comunicação e somente depois aos funcionários”, criticou.

Carlos de Souza, Secretário Geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), ressaltou que tanto a Contraf-CUT, quanto a CEBB perguntam, em todas as reuniões que têm com a direção do banco, se existem medidas de gestão previstas para serem realizadas no banco. “No final de 2016, depois que a informação sobre a reestruturação vazou pela imprensa, buscamos a confirmação do banco, que disse que eram boatos. Desta vez, depois de uma matéria veiculada no dia 8 de dezembro, indagamos novamente o banco que voltou a desmentir a matéria”, lembrou o dirigente da Contraf-CUT, que também é funcionário do BB.

“O Presidente do Banco prefere procurar os jornais para apresentar seus novos programas, do que dialogar com o conjunto dos funcionários para acalmá-los e acabar com a ansiedade e a angústia que essa política de reestruturação sem transparência tem causado”, complementou Carlos.

Gestão às avessas

Mais uma vez os representantes dos trabalhadores reforçam o pedido de transparência nas informações e que o banco não corte os salários dos funcionários enquanto todos não forem realocados. “Na reestruturação de 2016, a direção dizia que ao final tudo ia dar certo. Não deu. Agora, segue pelo mesmo caminho, ficarão funcionários sem cargos e com salários reduzidos e, mais uma vez, o banco não se preocupou com isso antes de iniciar a reestruturação”, ponderou o Coordenador da CEBB.

Para Wagner Nascimento a falta de mapeamento das vagas pelo banco, cria mais apreensão nos funcionários. “Assim como na reestruturação de 2016, são cortados cargos onde não existem vagas e a conta não fecha, resultando em muitas famílias desamparadas. Em Recife onde foi fechado o CENOP a situação é desesperadora, devido à sequência de reestruturações", observou.

Os representantes dos trabalhadores já solicitaram todas informações detalhadas sobre as novas medidas, que para eles representa a continuidade da reestruturação iniciada ao final de 2016. “Queremos saber quantos funcionários perderão suas comissões, quantos serão remanejados, de onde e para onde. Além disso, queremos saber quem vai ocupar os novos cargos gratificados e se todos aqueles que tiveram seus salários rebaixados serão contemplados e se a gratificação será em valores semelhantes às que foram retiradas, para que não haja queda de remuneração”, disse o Secretário Geral da Contraf-CUT. “Para alguns a reestruturação até pode ser boa, mas nossa preocupação tem que ser com todos os funcionários”, alertou Carlos de Souza, ao observar que a Contraf vai buscar todos os meios necessários, tanto no campo jurídico quanto na mobilização para a luta no dia a dia para combater toda reestruturação que prejudique os trabalhadores.

Fonte: Contraf-CUT

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(Matéria da Cassi)


Programa de Adequação de Quadros do BB

Veja as possibilidades de permanência na Cassi para quem aderir

A Cassi reúne aqui informações sobre as possibilidades de permanência na Caixa de Assistência daqueles funcionários do Banco do Brasil que desejam solicitar desligamento por meio do Programa de Adequação de Quadros 2018 (PAQ), aberto na segunda-feira, 8 de janeiro.

A forma de vínculo com a Cassi depende da situação de desligamento pelo PAQ. Confira abaixo.

Situação 1: desligamento para recebimento de complemento de aposentadoria antecipado da Previ (situação ARH “802 – desligamento a pedido para receber aposentadoria antecipada Previ”).


Terá direito à permanência no Plano Associados com patrocínio do BB, pagando a contribuição pessoal de 3% sobre o total dos benefícios de aposentadoria recebidos da Previ e/ou do INSS, mais a contribuição mensal extraordinária de 1% até dezembro/2019. A permanência na Cassi ocorre de forma automática e independe de manifestação ou apresentação de documento.

Situação 2: desligamento para/com aposentadoria INSS (situação ARH “809 –desligamento a pedido – aposentadoria INSS”).

Possibilidade 1: se passar a partir do dia imediatamente posterior ao desligamento do BB a receber benefício de complemento ou renda de aposentadoria, inclusive antecipada, da Previ, terá direito à permanência no Plano Associados com patrocínio do BB. Neste caso, a permanência no Plano é automática e o ex-funcionário passará a pagar a contribuição pessoal de 3% sobre o total dos benefícios de aposentadoria recebidos da Previ e do INSS, mais a contribuição mensal extraordinária de 1% até dezembro/2019.

Possibilidade 2: se não passar a receber benefício de complemento ou renda de aposentadoria da Previ a partir do dia seguinte ao do desligamento, o ex-funcionário poderá permanecer no Plano de Associados na condição de autopatrocinado, arcando com o pagamento da cota pessoal e patronal. O valor inicial da contribuição será de 7,5% sobre o valor da última remuneração mensal vigente na data do desligamento, conforme artigo 35, inciso IV do Regulamento do Plano de Associados (RPA).

Para permanecer na condição de autopatrocinado, o ex-funcionário precisa manifestar interesse apresentando o documento “Termo de Opção Autopatrocínio”, no prazo de até 30 dias após o desligamento – porém, estará sem cobertura do Plano quando desde o desligamento, até que a Cassi receba o Termo de Opção de Autopatrocínio (ou data de postagens junto aos Correios). O termo está disponível na IN 379 e, depois de preenchido, deve ser encaminhado à Cassi via Correios ou entregue em uma Unidade Cassi.

IMPORTANTE: A manutenção do Plano de Associados será vitalícia se o ex-empregado tiver contribuído para o Plano pelo prazo mínimo de 10 (dez) anos até a data do seu desligamento. Caso ele tenha contribuído para o Plano de Associados por período inferior a 10 (dez) anos, terá direito a permanecer no plano pelo mesmo número de anos que contribuiu.

Situação 3: desligamento consensual (código situação ARH 834)

O ex-empregado e seus dependentes serão automaticamente excluídos do Plano de Associados, imediatamente a partir do dia seguinte ao seu desligamento.

O ex-empregado e seus dependentes poderão aderir ao Plano Cassi Família, plano coletivo empresarial sem patrocinador, a qualquer tempo, sendo que:

- haverá isenção dos períodos de carência, observadas as condições exigidas para a adesão ao plano, caso as inscrições no Cassi Família sejam efetuadas até trigésimo (30º) dia após a exclusão do Plano de Associados;
- deverá ser formalizada uma proposta de adesão ao Cassi Família para cada dependente econômico inscrito;
- as mensalidades para o Cassi Família serão devidas e pagas diretamente à Cassi;
- Conforme os termos do item 1.5.3.2.2 do Regulamento do PAQ, o ex-funcionário fará jus, por até um ano a contar do desligamento, a obter o ressarcimento perante o Banco do Brasil das mensalidades pagas ao Cassi Família.

IMPORTANTE: assim que houver o desligamento, o funcionário ficará sem a cobertura do Plano de Associados e só voltará a contar com a assistência da Cassi quando aderir ao Cassi Família e pagar a primeira mensalidade.

O valor da mensalidade do Cassi Família varia conforme a faixa etária. Confira tabela de valores aqui.

Situação 4: pedidos de aposentadorias indeferidos/cancelados pelo INSS, reclassificados para desligamento a pedido (situação ARH 800 – demissão a pedido) 

- O ex-empregado poderá permanecer na condição de autopatrocinado do Plano de Associados, desde que preencha os requisitos previstos no RPA (veja abaixo). Nesta hipótese o valor inicial da contribuição mensal é de R$ 1.705,84 (setembro/2017).
a) contar com um mínimo de 240 meses de participação no Plano na data do desligamento;
b) permanecer mantendo vínculo com a Previ após o desligamento, na condição de participante contribuinte externo ou participante em gozo de benefício de aposentadoria pago pela Previ de forma vitalícia;
c) optar pela manutenção do plano no prazo máximo de 30 dias a partir do desligamento.

Caso o ex-empregado do Banco do Brasil não atenda aos requisitos exigidos pelo RPA para ser mantido no plano após o seu desligamento, ou mesmo não tenha interesse de permanecer no Plano de Associados, o ex-empregado e seus dependentes econômicos inscritos no referido plano poderão aderir ao Plano Cassi Família, plano coletivo empresarial sem patrocinador, a qualquer tempo.

O valor da mensalidade do Cassi Família varia conforme a faixa etária. Confira tabela de valores aqui.

Fonte: Cassi

8.1.18

Balanço do mandato na Diretoria de Saúde da Cassi (VI)




O Modelo de Atenção Integral à Saúde, organizado na Cassi por Atenção Primária (APS) e Estratégia Saúde da Família (ESF), através das unidades CliniCassi, foi foco central da Diretoria de Saúde que fortaleceu na Comunidade BB o espírito de pertencimento ao modelo assistencial

"Organizar e qualificar o sistema de serviços de saúde Cassi segundo a lógica do Modelo de Atenção Integral à Saúde"

"Conscientizar sobre a importância da Atenção Primária, com base na ESF/CliniCassi"

(Perspectivas de atenção à saúde que constam no Planejamento Estratégico da Cassi)


Introdução

Olá prezad@s associados e participantes da Cassi e companheir@s de lutas pelos direitos dos trabalhadores.

Neste estudo que apresentamos abaixo é possível ver o quão grande foi nossa dedicação para o fortalecimento do modelo assistencial da nossa querida autogestão. O estudo foi feito por nós e equipe para prestar contas de uma de nossas prioridades ao longo do mandato na Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento (própria) da Cassi.

Posso destacar duas questões centrais que diferenciam a Cassi dos funcionários do BB de qualquer outra entidade da saúde suplementar em suas características estruturantes: o modelo de custeio solidário entre Banco e associados da ativa e aposentados e o modelo assistencial de promoção de saúde e prevenção de doenças. Por isso colocamos toda a nossa energia na defesa desses dois direitos ao longo do mandato.

O balanço dos avanços na ESF que apresentamos abaixo é fruto do trabalho de centenas de profissionais da Cassi localizados na sede em Brasília e nos mais diversos pontos geográficos do país, nas capitais e nos interiores das 27 Unidades da Federação.

Quando pedi pela primeira vez aos gestores e equipes das Unidades Cassi lá em outubro e novembro de 2014 que me ajudassem a ampliar o número de cadastrados na ESF para o máximo possível, mesmo iniciando um período de dificuldades econômico-financeiras, pedi um voto de confiança das equipes e disse o quanto essa tarefa era importante para o fortalecimento do sistema de saúde Cassi e para os debates que faríamos no período seguinte sobre custeio, sustentabilidade, viabilidade do modelo assistencial e defesa dos direitos em saúde dos associados que eu representava.

É com emoção que vemos os números finais desse esforço conjunto em cada um dos 4 anos em fortalecer a APS/ESF e unidades CliniCassi e dar mais conhecimento e pertencimento sobre o que é a Cassi, como ela funciona, os problemas que enfrenta no setor saúde e os direitos e deveres de cada associado na Caixa de Assistência. 

Para fazer a minha parte no compromisso entre nós da Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento, na sede em Brasília (DF), e Unidades Cassi nos Estados e Distrito Federal, prometi que eu iria fazer uma agenda nessas bases para bater à porta de todas as representações da comunidade de participantes da Cassi em cada Estado para divulgar o modelo assistencial, os convênios Cassi/BB, pedir apoio nas parcerias e pedir que a Cassi tivesse mais espaço nos fóruns do BB locais e fosse mais utilizada antes de ir para a rede prestadora.

Foi assim em 2014, 2015, 2016 e 2017. Estamos divulgando por regiões geográficas do país nosso balanço de gestão em um mandato que foi feito dividindo nossa atenção entre o dia a dia na Sede e nas Unidades pelas quais somos responsáveis.

Cada uma das 27 Unidades Cassi deu o melhor de si na luta pela ampliação da Estratégia Saúde da Família (ESF), sejam as maiores e com mais estrutura, sejam as médias e pequenas, cada uma com suas dificuldades, pontos fortes e pontos frágeis, internos e externos como, por exemplo, ausência de estrutura de saúde e rede prestadora.

Abaixo destacamos alguns números, mas o resultado das 27 Unidades é muito expressivo no atingimento dos objetivos de cuidar de mais pessoas, salvar mais vidas e evitar despesas desnecessárias na rede prestadora antes de buscar soluções na nossa autogestão. 

Os leitores e associados que viram nossos boletins Prestando Contas Cassi (leia AQUI) e nossas palestras com estudos e resultados na comparação entre vinculados a ESF e não cadastrados perceberam que a economia de recursos chega a 30% em alguns segmentos de assistidos por grau de complexidade no uso da rede.

Obrigado a tod@s os funcionários da Cassi. Obrigado ao conjunto de lideranças da comunidade em cada Estado e DF por ter feito parte desse projeto de fortalecer o modelo assistencial da Cassi. Um agradecimento especial a cada Conselheiro e Conselheira de Usuários com os quais convivemos intensamente em cada uma das Unidades Cassi, pois nos Conselhos estão representados todos os segmentos da Comunidade.

Agradeço a toda a governança da Cassi (eleitos e indicados) porque os resultados que obtivemos contaram com o apoio dos colegiados da entidade, e todos enfrentamos um período difícil em relação ao mercado de saúde suplementar. Convivi de forma respeitosa e construtiva neste mandato com 4 Presidentes, 2 Diretores de Administração e Finanças, 2 Diretor@s de Planos de Saúde e Relacionamento com Clientes, e com diversos Conselheir@s Deliberativos e Fiscais, que foram mudando ao longo dos quatro anos.

Acredito que fizemos um trabalho sério, republicano, transparente e que rendeu frutos à Caixa de Assistência e associados, principalmente quando vemos todo o cenário adverso que enfrentamos e que continua a nos impor soluções inteligentes, mas que espero que não afetem os direitos dos associados e a Cassi no que ela tem de diferencial como autogestão de trabalhadores.


Avanços na Estratégia Saúde da Família e na relação das CliniCassi com as comunidades locais do Banco do Brasil


Quando se cria um serviço de Atenção Primária à Saúde (APS), num contexto em que este seja porta de entrada preferencial – e portanto, não obrigatória -, entra no conjunto de desafios para a legitimação do serviço a obtenção do interesse das pessoas em frequentá-lo. No caso de nossas CliniCassi, o primeiro registro que se pode ter como régua para medir formalmente o interesse por essa adesão é o cadastramento da população na Estratégia Saúde da Família (ESF).


Naturalmente, depois se faz necessário identificar se as pessoas estabeleceram vínculo com o serviço e se o têm como referência para primeiro contato quando querem ou precisam tratar de suas questões em saúde. 
Mas o primeiro indicativo é o cadastramento.

Ao iniciar esta gestão, em junho de 2014 - o número de cadastrados nas CliniCassi era de 160.516 pessoas, espalhadas nas áreas de abrangência das 65 estruturas de Atenção Primária (APS) que a Cassi possui pelo Brasil - as CliniCassi. 

Pela situação econômico-financeira que encontramos ao chegar à gestão da Caixa de Assistência, condição que se sobrepunha ao nosso desejo de gestor da área de saúde, logo após o início de nosso trabalho (praticamente em 6 meses), a governança decidiu submeter a entidade a um contingenciamento orçamentário, situação que perdurou até maio de 2017. 

Isso impediu que houvesse recursos e ações para ampliação de equipes ESF no período. Em alguns casos, tivemos ainda como desdobramentos daquela situação a dificuldade em repor profissionais da ESF que saíram da empresa pelas entradas e saídas normais do mercado de trabalho (rotatividade/turnover).

Além disso, durante o período, a empresa Banco do Brasil efetuou dois programas de desligamento incentivado, alterando a quantidade da população do Plano de Associados em algumas praças de CliniCassi. Basta lembrar que foram fechadas centenas de agências e postos de trabalho nesses últimos 4 anos.

Mesmo assim, incentivamos e orientamos as 27 unidades regionais da Cassi no sentido de não recuar no propósito de aprimorar o processo e manter os níveis de cadastramento em curva ascendente ou ao menos estáveis.

Com alegria, percebemos o empenho das Unidades Cassi, das CliniCassi e das equipes de um modo geral nessa busca ao longo desses 4 anos. Com justiça, vocês sempre leram, viram e ouviram meu agradecimento ao quadro de profissionais de nossa autogestão; na minha opinião, um patrimônio da Cassi e associados.

E agora, ao final de 2017, temos um crescimento total geral de 13% no número de cadastrados, chegando a mais de 181 mil adesões/cadastramentos à Estratégia Saúde da Família (ESF), mesmo com as reestruturações e mudanças nas bases de assistidos de nossos planos de saúde - Plano de Associados e Cassi Família.

Esse dado geral, obtido em período com tantos obstáculos, mostra a dedicação de nossas equipes e o valor dado ao serviço de Atenção Primária e ESF pela população da comunidade Banco do Brasil.

Mas é quando abrimos as informações e as observamos por segmento populacional e/ou Unidade Federativa (UF) que encontramos alguns achados que nos fazem ter ainda mais entusiasmo com as perspectivas de avanços no modelo assistencial da Cassi e na sua busca por sustentabilidade sem perda de direitos por parte de seus trabalhadores associados.

Resultados obtidos pelas CliniCassi e pelo modelo assistencial APS/ESF são muito expressivos e mostram foco absoluto na promoção e prevenção, salvando vidas de centenas de participantes e contribuindo para a sustentabilidade da Cassi, pois sem esses resultados de parte da população já assistida pela ESF as despesas assistenciais seriam muito maiores:

1) Quando destacamos apenas a população de aposentados e pensionistas do Plano de Associados, esse crescimento passa para 15%, sendo que em algumas unidades Cassi representa proporcionalmente variações muito maiores, como é o caso da CliniCassi Rio Branco, no Acre (32%); CliniCassi Brasília Norte e Brasília Sul, no DF (34%); CliniCassi Macapá, no Amapá (37%); e CliniCassi Porto Velho, em  Rondônia (50,5%). Foram praticamente mais 9 mil participantes desse segmento. Justamente o segmento sobre o qual a ação das CliniCassi tem contribuído de forma marcante na preservação da qualidade de vida e na racionalização das despesas básicas.

2) Se olharmos as maiores Unidades Cassi, aquelas com mais de 10 mil cadastrados na ESF - BA, DF, MG, PR, RJ, RS e SP -, veremos que o esforço em ampliar o cadastramento na APS gerou um aumento de população no modelo em 14,22%. Só nessas Unidades, são mais de 108 mil participantes cadastrados ao final de 2017, quando tínhamos cerca de 95 mil no início de nosso trabalho. São 13,5 mil assistidos com oportunidade de se vincular ao modelo, ter melhores perspectivas de Atenção Integral e evitar idas desnecessárias à rede prestadora. Se olharmos as Unidades de porte médio e pequeno, onde os efeitos das mudanças na base de participantes são sentidos com mais intensidade, mesmo assim o crescimento na ESF foi em 11,25%.

3) A CliniCassi Boa Vista, em RR, ampliou sua população geral de cadastrados em 61%. Foi o maior índice de crescimento em termos proporcionais. Considerando que houve um período no passado em que se discutiu a possibilidade de fechamento do serviço, o número mostra, além de empenho e acolhimento da equipe da Unidade RR, que a comunidade de Boa Vista valoriza e quer o serviço de Atenção Primária da Cassi.

4) As CliniCassi Brasília Norte e Brasília Sul obtiveram o segundo maior crescimento percentual na população geral de cadastrados (51,9%) e também na população de funcionários da ativa no Plano de Associados (59,5%). Considerando a população proporcional que isto representa no DF, essa Unidade acrescentou número de pessoas que representa, no saldo líquido final, mais de 23% do resultado de crescimento da ESF Brasil. Este avanço ocorreu no mesmo período em que as duas CliniCassi investiram nos processos de Qualidade e Segurança no Cuidado com o Paciente (Acreditação - JCI). Várias melhorias foram estendidas a outras unidades no país.

5) Algumas praças foram afetadas por reduções no quadro de funcionários da ativa no BB e por encerramento de contratos do Cassi Família, em ambos os casos atingindo os números de cadastrados. É perceptível o esforço dos serviços para buscar compensar essas subtrações, eventualmente ampliando o cadastramento sobre públicos de outros planos ou segmentos, sobretudo nos casos de redução da população de funcionários da ativa do Plano de Associados. Isso fica muito bem observado nas CliniCassi das Unidades TO, SE, RO, RN, PI, PE, PB, PA, MT, MA, BA, AP, AM, AL, AC.

6) A população do Cassi Família foi a que mais cresceu em cadastramento do ponto de vista proporcional: 22,9%. As CliniCassi que conseguiram os maiores crescimentos proporcionais foram TO (115,3%), RN (103%), RR (100%), DF (79,3%), SE (55,9%) PE (50,3%) e MS (47,4%).

7) As duas maiores parcelas em números absolutos de cadastrados acrescentados ao resultado líquido final vieram das CliniCassi do DF (4.968) e das de SP (3.485). Mas como dissemos acima, todas contribuíram com resultados importantes, as 7 maiores (mais de 10 mil inscritos na ESF) e as de médio e pequeno porte.

8) Esses cálculos foram efetuados considerando como ponto de partida a população cadastrada em maio de 2014, sem ajustar essa base com as subtrações ocorridas no período por ajuste de quadros no BB ou encerramento de contratos no Cassi Família. Caso fizéssemos tal relativização: 

a) as unidades que ainda apresentam resultado final com pequena redução de cadastrados modificariam esses índices: AC, de - 4,9% para - 2,1%; AM, de – 4,3% para 7,5% (ou seja, acréscimo e não decréscimo); e AP de – 4,3% para – 3%; e

b) o acréscimo total de cadastrados passaria de 13% para 17,2%, para ficarmos em dois exemplos.


Ampliar o modelo assistencial é a melhor perspectiva para a sustentabilidade da Cassi e para cuidar da saúde de nossa população assistida nas próximas décadas em todas as regiões do país

Por fim, o objetivo deste balanço em relação à gestão da Estratégia Saúde da Família e das Unidades Cassi e CliniCassi não foi encontrar precisão matemática nos dados populacionais do modelo assistencial da autogestão, mas observar as grandes movimentações de números que obtivemos, mesmo no cenário adverso que enfrentamos nesses 4 anos.


Eu poderia destacar os pontos positivos de cada uma das 27 Unidades Cassi, mas fugiria do objetivo geral deste texto de balanço. A sintonia de trabalho entre nossas duas gerências na sede - Gerência de Saúde e Gerência de Rede de Atendimento - e as Unidades e CliniCassi foi muito grande e, efetivamente, buscamos todos juntos os mesmos objetivos no fortalecimento do modelo assistencial e no sentimento de pertencimento ao modelo por parte de tod@s os envolvidos.

Temos a convicção de que com a participação dos principais intervenientes do sistema de serviços de saúde da Cassi, ou seja, a comunidade Banco do Brasil - Banco, Cassi, entidades representativas, participantes e Conselhos de Usuários e parceiros da rede prestadora -, podemos dar um salto de qualidade em relação à sustentabilidade dos recursos, na manutenção dos direitos dos associados e na expansão da cobertura do modelo para o conjunto dos assistidos pela Caixa de Assistência.

Abraços a tod@s,

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/18)


Post Scriptum:

Balanço de mandato I (AQUI)
Balanço de mandato II (AQUI)
Balanço de mandato III (AQUI)
Balanço de mandato IV (AQUI)
Balanço de mandato V (AQUI)

5.1.18

Balanço do mandato na Diretoria de Saúde da Cassi (V)




O foco de nosso mandato na saúde dos trabalhadores da comunidade Banco do Brasil foi muito fiel ao compromisso que assumimos com associados durante campanha de apresentação de propostas para a Caixa de Assistência


"Que a Cassi, por intermédio da Diretoria de Saúde, inclua em suas prioridades o foco na saúde dos trabalhadores, visando garantir o bem-estar dos 115 mil funcionários da ativa e suas famílias. Buscar formas e programas para atuar na proteção de nossos trabalhadores, que vivem sob constante pressão e assédio, é lutar pela manutenção da saúde e da vida, bens maiores do ser humano." (Programa da Chapa 1 - Todos pela Cassi - 2014)


Olá prezad@s associados da Cassi, bancári@s do BB e companheir@s de lutas pelos direitos dos trabalhadores.

Hoje, vamos fazer um balanço do que foi possível realizar em relação ao compromisso que assumimos com os trabalhadores associados da Cassi em direcionar nossa atenção na busca de melhorias na promoção de saúde e prevenção de doenças para os mais de cem mil funcionários do Banco na ativa quando começamos o mandato na Diretoria de Saúde.

Antes de mais nada, é necessário contextualizar o quanto foi complexo o caminho que percorremos para realizar melhorias no sistema de saúde Cassi e na parceria da saúde ocupacional Cassi e BB (via convênio). Tivemos avanços, mas eles ocorreram em meio a maior crise do setor de saúde e da própria Cassi em décadas de existência. Então, temos o sentimento de realização porque foi preciso superar diversos fatores que fogem à nossa gestão para implantar as melhorias.

Imaginem vocês se foi fácil abrir uma frente de trabalho pela saúde dos trabalhadores enquanto uma crise de déficit começava no plano de saúde dos funcionários e com forte pressão para que a conta fosse paga somente pelos associados. 

Imaginem também que ao mesmo tempo em que fizemos uma luta nacional pela manutenção dos direitos dos associados da Cassi (descrevi o histórico das negociações no texto de Balanço III - AQUI) desenvolvemos estratégias para dar qualidade na execução do Convênio de Saúde Ocupacional, e para isso contamos com forte apoio da Direção do BB/Dipes/Dibem e das Unidades Cassi em cada Estado e DF. 

Imaginem, por fim, o desafio de acolher trabalhadores de uma empresa de atuação nacional, com reestruturações constantes nesses 4 anos e que, de uma forma ou outra, trazem impactos na vida desses trabalhadores. Foi nesse cenário que atuamos focados na saúde dos bancários e bancárias do BB.

Agradeço a parceria e a dedicação de cada pessoa do Banco e da Cassi envolvida no processo da saúde ocupacional, pois o trabalho em equipe focado na saúde tem contribuído para dar eficiência tanto ao programa do Banco quanto ao modelo assistencial da Cassi, baseado na APS/ESF e CliniCassi. 

Desafios da Diretoria de Saúde foram grandes e união em prol da saúde ocupacional rendeu bons resultados

Dentre os objetivos a perseguir durante os 4 anos de trabalho estavam mudanças internas na governança da Cassi, para que a gestão do Convênio fosse centralizada na área da saúde. A governança concordou com nossas propostas e passamos a gerir o processo de saúde ocupacional de forma plena. Isso facilitou o trabalho diário na relação Cassi e BB.

Tínhamos o desafio técnico de fazer uma entrega de resultados para o convenente BB de forma mais rápida e eficiente, pois quando pegamos a gestão do PCMSO os dados compilados dos EPS só eram entregues no final do ano seguinte. Com mais celeridade, seria possível buscar alternativas para evitar ou minimizar os riscos de adoecimento e atuar na coordenação de cuidados dos trabalhadores identificados com problemas de saúde.

O BB e a Cassi organizam o planejamento para a realização dos Exames Periódicos de Saúde (EPS), checkups e demais previsões do Convênio que ocorrem em todo o país ao longo dos meses do ano. O Banco com o seu olhar e com as definições a serem cumpridas por nós e a Cassi no desenvolvimento das melhores estratégias para cumprir os objetivos. Todos os anos, chegamos a quase 100% de meta atingida em todo o país.

Como nosso mandato atuou fortemente para ampliar o conhecimento sobre o que é a Cassi, o que ela faz, seu modelo assistencial, sobre direitos e deveres dos participantes e a melhor forma de utilizar a Caixa de Assistência, em cada início de período de trabalho nos EPS do BB publicamos um Boletim Prestando Contas Cassi para ampliar entre as lideranças e entidades representativas o apoio para uma boa realização dos Exames Periódicos.


Boletins Prestando Contas Cassi abordaram saúde ocupacional, promoção, prevenção e Atenção Integral à Saúde via APS/ESF

Em 2015, abordamos o tema no Boletim nº 9 (março), falando da importância da participação de todos no processo - bancários, gestores, profissionais de saúde. Leia AQUI. Nesses 4 anos, buscamos ampliar a inclusão na Estratégia Saúde da Família (ESF) de trabalhadores que fossem identificados com riscos e agravamentos em suas condições de saúde.


Em 2016, o Boletim nº 21 (março) chamava atenção para a participação efetiva de todos no processo nacional de EPS e trazia novidades e conquistas técnicas e de gestão realizadas em conjunto por Cassi e BB. Leia AQUI.

Em 2017, lançamos mão de uma estratégia para destacar a promoção de saúde e prevenção de doenças aproveitando a parceria pela saúde ocupacional BB e Cassi. A Semana da Devolutiva dos resultados coletivos dos EPS e checkups deu sequência a um trabalho forte de parcerias feito em cada Estado/DF e Unidades Cassi em 2016. O Boletim nº 32 (março) abordou inclusive fatores a serem observados quando se pensa atenção à saúde, prevenção e controle epidemiológico de população. Leia AQUI.

Cassi e Banco do Brasil realizam os Exames Periódicos de Saúde com foco na promoção de saúde e prevenção de doenças

A Cassi, por meio de Convênio firmado com o Banco do Brasil, é responsável pela operacionalização do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) em todo o País e, entre os procedimentos previstos, estão o Exame Periódico de Saúde (EPS) e o Checkup dos gestores.


Pois bem, em resumo, desde que chegamos eleitos à Cassi em 2014, a Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento vem atuando com foco na saúde dos trabalhadores do BB e conquistando melhorias no processo do PCMSO do Banco do Brasil, consolidando uma parceria muito importante com a Dipes/Dibem.

Ao longo dos anos, conseguimos agregar avanços técnicos e operacionais no Convênio de parceria com o Banco do Brasil, atuando tanto na Sede da Cassi em Brasília quanto nas unidades regionais da Cassi em conjunto com os Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (Sesmt) do Banco do Brasil, no processo de melhorias nas condições de trabalho. 

Citamos abaixo algumas conquistas ocorridas no processo de saúde dos trabalhadores.

Acesso eletrônico das guias para a realização dos EPS


Dentre as conquistas, destacamos algumas que colaboraram em melhorias de processos e operacionalização nas unidades como a disponibilização de guias de consultas e exames relacionados ao PCMSO no site do BB. Até 2014 essas guias eram emitidas na Cassi, e remetidas por malote às unidades do Banco, com riscos de extravios e causando transtornos quando ocorriam transferências de funcionários. 

Atualmente a disponibilização em parceria com a Dipes, na intranet do Banco do Brasil, permite o gerenciamento pelo próprio funcionário, sem riscos de extravios e pronta disponibilidade dos documentos, além da agilidade e efetividade em se tratando de aproximadamente 100.000 exames periódicos.

Reforçamos que os funcionários devem utilizar exclusivamente essas guias para a realização do exame periódico e seus exames complementares. A carteirinha de identificação de associado (dos planos Cassi, Economus e SIM), não deve ser utilizada, para que os custos sejam corretamente direcionados para o Convênio firmado entre o BB e a Cassi, evitando assim, que o funcionário pague coparticipações indevidas.

Celeridade na entrega de resultados de EPS ao convenente Banco do Brasil facilita ações coletivas em saúde

Outra conquista importante foi a possibilidade de digitar os dados e disponibilizar gradativamente os resultados ao Banco do Brasil na medida em que os exames são realizados, garantindo a análise dos dados de saúde dos trabalhadores com mais agilidade e efetividade, e desde o início de 2017, disponibilizando os resultados do EPS de forma analítica e também sintética.

Centralização da Licença Saúde

Em 2016, também em conjunto com a Dipes, foi criada a centralização das Licenças Saúde.

A Cassi recebe da Gepes 2 os atestados até 04 dias para melhor gerenciamento de todas as Licenças Saúde, pois as licenças passam a fazer parte do banco de dados da Cassi complementando as que são homologadas pelos médicos do trabalho.

Essa ação possibilita também a definição de perfis epidemiológicos de regiões ou períodos determinados, facilitando a ação da Cassi em conjunto com os Sesmt na implementação de programas específicos visando a prevenção e cuidados da saúde.

BB e Cassi ampliam a dotação de profissionais para melhorar a operacionalização do PCMSO

Nos anos de 2016 e 2017, no trabalho conjunto de planejamento e execução do PCMSO, foi precificado e apontado para o Banco a necessidade de incremento de mão de obra para a operacionalização do Programa, e nesse período houve incremento de médicos, assistentes e psicólogos no Convênio.

Treinamento e assessoria para profissionais envolvidos são destaques na parceria BB e Cassi


Em 2017, a Cassi junto com a Dipes, iniciou o processo de visitas técnicas e administrativas nas unidades regionais possibilitando conhecer melhor as particularidades locais e alinhando as condutas operacionais do PCMSO BB, com as despesas totalmente custeadas pelo Convênio.

Para 2018, além da continuidade das visitas, será realizado um Encontro de Saúde Ocupacional com a participação de profissionais médicos das Unidades Cassi e Banco do Brasil/Dipes/Sesmt.

O objetivo deste Encontro é a troca de conhecimento, interação e alinhamento das diretrizes do PCMSO BB em prol de melhores práticas para coordenação de cuidados da população bancária.

Os recursos para esse encontro foram precificados e aprovados pelo Banco do Brasil através do Convênio, sem nenhum custo para a Cassi.

Em 2017, consolidamos avanços realizados ao longo do mandato

Para marcar o início de uma série de atividades em âmbito nacional, a Cassi realizou entre os dias 20 e 24 de março de 2017 a Semana de Devolutiva dos dados dos Exames Periódicos de 2016. 

O objetivo deste calendário foi chamar a atenção para a saúde dos trabalhadores sob a ótica da prevenção de doenças e promoção da saúde, complementando o trabalho iniciado em 2016 quando visitamos as 27 Superintendências do Banco do Brasil e as Gepes reforçando as parcerias de saúde. Vocês que nos acompanham aqui no blog viram a prestação de contas dessa agenda da nossa Diretoria.

Em 2018, vamos colocar novamente no calendário da saúde a Semana da Devolutiva dos EPS/checkups, em parceria com Dipes/Gepes/Sesmt, apresentando o diagnóstico de cada localidade e fazendo proposições de ações individuais e coletivas a serem desenvolvidas para minimizar riscos e agravos nas condições de saúde dos trabalhadores.

A importância das Unidades Cassi e CliniCassi para a comunidade Banco do Brasil

Deixo um agradecimento especial a cada uma das 27 Unidades Cassi e 65 CliniCassi e todas as equipes de profissionais que nelas atuam. 

Conheço dezenas de histórias de colegas do Banco e participantes que foram acolhidos em momentos de crise pessoal e tiveram a felicidade de serem recebidos, cuidados, orientados e estarem conosco hoje por causa desse carinho e profissionalismo que encontraram nas Unidades Cassi. 

Nós ampliamos em mais de 25 mil pessoas o número de cadastrados na ESF e parte dessas pessoas assistidas são colegas que vieram para nosso modelo de Atenção Integral após serem identificados nos Exames Periódicos e checkups.

O Brasil é gigante. Nosso Banco do Brasil também. A nossa Caixa de Assistência é a maior e mais antiga autogestão do país. Nosso modelo de Atenção Integral via Atenção Primária (APS) e Estratégia Saúde da Família (ESF) tem abrangência de 180 mil vidas e resultados expressivos, parte importante sendo idosa ou crônica (temos mostrado estudos a respeito nos Boletins). A comunidade BB é uma das maiores e mais organizadas comunidades de trabalhadores do país. 

O que quero dizer com tudo isso?

Quero lembrar a tod@s que, mesmo com crises diversas - de custeio, do setor, do país -, é possível unir pessoas, segmentos e grupos sociais diversos, e também instituições, em prol de algo comum, como ajudamos a construir nesses 4 anos a unidade em defesa da nossa Cassi e dos direitos dos associados nesse período de crises e dificuldades que estamos atravessando.

Termino lembrando um chamamento do poeta Drummond no poema "Mãos dadas": - vamos de mãos dadas em defesa da Cassi, da saúde dos trabalhadores e do maior banco público do país! Só a luta nos garante!

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/18)


Post Scriptum:

Balanço de mandato I (AQUI)
Balanço de mandato II (AQUI)
Balanço de mandato III (AQUI)
Balanço de mandato IV (AQUI)

3.1.18

Balanço do mandato na Diretoria de Saúde da Cassi (IV)



Relação da Diretoria de Saúde com a Região Sul do país foi intensa. Nas 22 agendas de gestão na região, compartilhamos experiências de lutas na defesa dos direitos dos bancários, fortalecemos a relação da Cassi com participantes e Conselhos de Usuários, entidades representativas, Banco do Brasil e rede credenciada


Olá prezad@s associados da Cassi e companheir@s de lutas!

Começamos na semana passada uma série de textos de prestação de contas fazendo um balanço do mandato que estamos completando à frente da Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento (própria) da nossa autogestão em saúde, a Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil, entidade com mais de sete décadas de história.

A pesquisa que fiz durante horas de leitura, lendo mais de 25 postagens no blog, me trouxe boas recordações de tudo que fizemos juntos, principalmente com os Conselhos de Usuários, que contêm lideranças das mais diversas entidades e segmentos de participantes, e com as equipes de funcionários das unidades Cassi Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Diferentemente da região Norte, que tem a maior extensão geográfica do país e a menor concentração de população assistida pela Cassi (cerca de 25 mil associados, ou 38 mil pessoas, incluindo os convênios de reciprocidade), a região Sul tem a menor área territorial do Brasil (576 mil Km²), possui o maior IDH do país (0,756) e é a região brasileira mais alfabetizada e com menor incidência de pobreza (Wikipedia). 

A estrutura Cassi é fundamental tanto numa região quanto na outra, porque nosso modelo assistencial APS/ESF, nossas políticas e programas de saúde e a coordenação de cuidados com promoção e prevenção têm como objetivo igualdade de direitos para todos os participantes no acesso ao sistema de saúde Cassi, por mais que a estrutura social de saúde nas regiões seja escassa e baseada em outras lógicas de mercado - o lucro.

A comunidade Banco do Brasil na região Sul do país é expressiva e temos mais de 111 mil participantes segundo o Relatório Anual Cassi 2016. São mais de 98 mil associados. Além das unidades administrativas nas capitais Porto Alegre, Florianópolis e Curitiba, temos na região 13 unidades de atendimento em saúde, as CliniCassi, e nossa Estratégia Saúde da Família (ESF) já cuida de um terço dos associados (33.400 pessoas), através de 26 equipes de família.

Importância da ESF/CliniCassi

Em relação ao setor de saúde e estruturas sociais, a região Sul tem características semelhantes a outras do país. Nas capitais temos bom acesso a redes prestadoras de serviços de saúde e de apoio, mas em grande parte dos interiores há carência de rede credenciada, evidenciando um problema estrutural brasileiro na área da saúde. 

Como disse acima, esse desequilíbrio de estruturas de saúde no setor só amplia a importância do modelo assistencial da Caixa de Assistência baseado em Atenção Primária, ESF, CliniCassi, programas de saúde e coordenação de cuidados em populações mais estáveis no tempo (associados por décadas), como vim explicando para as lideranças e intervenientes da comunidade BB nestes anos. Sem as CliniCassi e nossa ESF, as despesas básicas seriam muito maiores nas redes prestadoras que existem, porque o sistema de mercado é fragmentado, focado na doença, tem muito desperdício e fraudes, o pagamento das despesas hospitalares é por conta aberta (fee for service) e visa lucro.

Uma unidade CliniCassi em Santa Maria (RS) ou Balneário Camboriú (SC) tem um médico(a) de família e uma pequena equipe que cuida de mais de 1000 participantes, sendo que em geral centenas deles são crônicos e necessitam de acompanhamento de nosso modelo assistencial. O custo administrativo é insignificante se comparado a despesas assistenciais/básicas de uso de rede credenciada e hospitalar que visam lucro e trazem todos os problemas que expliquei no parágrafo anterior. A diferença de custo administrativo no modelo (investimento) em relação a despesas geradas na rede prestadora é exponencial, por não ser coordenada/orientada a partir da Cassi. 

Não adianta algum(a) desavisado(a) vir com as teses de cortar despesas administrativas como a estrutura do modelo assistencial APS/ESF/CliniCassi ou programas de saúde que monitoram e estabilizam nossos crônicos e evitam doenças e agravamentos de doenças porque as resoluções da ANS e o Rol de cobertura mínima já estão dados e se nós tirarmos o que faz a Cassi gerenciar melhor os recursos, as despesas básicas vão aumentar porque os direitos em usar a rede credenciada já estão dados pela lei. Um dos fatores que levam a muita reclamação e judicialização é uma prática sabida do mercado vendedor de "serviços de saúde" ao dizer aos usuários de planos que eles podem tudo e que é só acionar a justiça ou a ANS.

A aprendizagem com os Conselhos de Usuários

Antes de fazer uma síntese de nossa agenda nos estados da região Sul, gostaria de partilhar o quanto aprendi na minha relação com os Conselhos de Usuários. Cada um dos 27 Conselhos da Cassi tem suas peculiaridades no exercício do voluntariado e na sua organização, e acabei estabelecendo relações de muito respeito e companheirismo ao longo desse percurso de lutas pela Cassi e pelos associados. 

Já antes da posse em junho, comecei a visitar os Conselhos e em julho de 2014 fui pela primeira vez ao Conselho de Usuários do Rio Grande do Sul. Lá conheci os conselheir@s liderados pela grande figura do Maeda. Fiquei encantado com as experiências vistas ali e fui convidado por ele para tentar voltar meses depois ao Estado na época das pré-Conferências no interior. Fiz um esforço tremendo e fui na de Santa Maria. Que experiência! Uma quadra lotada da AABB com pessoas debatendo Cassi e escolhendo por consenso seus representantes. Aquele evento reforçou em mim para todo o mandato a certeza que eu deveria estar sempre NA BASE onde estão as PESSOAS que representamos e que SÃO A ESSÊNCIA DA CAIXA DE ASSISTÊNCIA. Valeu pelo convite, Maeda! Balizou minha atuação de Diretor de Saúde.

CASSI RS - 5 agendas de gestão

2014 - Em julho, nos reunimos com o Conselho de Usuários e fizemos uma reunião muito boa. Pude apresentar nossas propostas para a Cassi e plano de trabalho e ouvimos as lideranças do Estado. Fui convidado para participar de uma pré-Conferência. Visitamos também o Sindicato dos Bancários.

Meus primeiros textos como Diretor de Saúde eleito falavam muito em fortalecer a participação social, a Estratégia Saúde da Família (ESF), a solidariedade na Cassi, o espírito de pertencimento e a relação com as entidades do funcionalismo, abrir portas nas unidades Cassi para juntos melhorar o atendimento aos associados e proteger a Caixa de Assistência de mazelas do mercado privado de vendas de serviços de saúde.

Havia me comprometido em melhorar as informações sobre a Cassi e as comunicações. Criamos o Boletim Prestando Contas Cassi. Foi algo importante em nosso mandato. Já publicamos 40 boletins (ler AQUI), feitos com muito carinho para os associados e comunidade BB.

2014 - Em outubro, vivi a experiência de voltar ao RS e ir até Santa Maria para uma pré-Conferência. Foi uma experiência muito legal e fortaleceu em mim uma característica que já tinha como dirigente sindical - estar sempre nas bases representadas.

2014 - Participei, em novembro, da Conferência de Saúde em Porto Alegre.

2015 - Estive em setembro cumprindo agenda de trabalho da Diretoria de Saúde. Como responsável pela gestão das unidades regionais, demos posse à nova gerência e tivemos a oportunidade de nos reunir com o Conselho de Usuários.

2016 - Voltamos ao Estado para a Conferência de Saúde e para uma agenda que a nossa Diretoria havia planejado para aquele ano: visitar o Banco do Brasil nas capitais, através da Super/Gepes e fazer e ou reforçar parcerias em benefício da saúde dos trabalhadores e melhorar a comunicação interna no BB sobre a Cassi/ESF/CliniCassi e direitos e deveres dos associados.

Mais uma vez nos reunimos com o Conselho de Usuários RS e em todas as visitas às unidades que administro fiz reuniões de gestão e reuniões com os funcionários da Cassi, pois acreditamos na gestão dialogada e participativa.

Em 2017, estive em Porto Alegre, mas não considerei como agenda de gestão da Cassi, porque fui convidado pelas entidades sindicais para dar uma palestra no encontro estadual dos bancários sobre banco público, em um sábado de junho. Fiquei muito grato pelo convite e pela oportunidade de falar com os trabalhadores.

AGENTES FACILITADORES - Em relação às experiências dos colegas gaúchos nas lutas por direitos, pela Cassi e no voluntariado, me chamou atenção a figura dos Agentes Facilitadores, que teve papel relevante na manutenção e ampliação da rede credenciada Cassi no interior do Estado. Como gestor da nossa autogestão, busquei inclusive levar a novidade para a gestão da Cassi. Convidamos o Maeda, coordenador do Conselho de Usuários do RS, para falar sobre o tema na Sede da Cassi em evento que organizamos com gestores das unidades, em setembro de 2014 (No planejamento de gestão, quis ouvir os 27 gerentes de unidades Cassi para cumprir o que defendo de gestão compartilhada).

CASSI SC - 6 agendas de gestão

2015 - Em fevereiro, estivemos no Estado. Fiz agenda de gestão e reunião com os funcionários. Visitamos o Sindicato dos Bancários de Florianópolis. Também fiz reunião com o Banco do Brasil e com colegas na base. Participei de reunião com o Conselho de Usuários da Cassi SC.

Nos textos que fazia no blog para prestar contas, informar sobre a Cassi e os direitos dos associados e opinar sobre os debates que já se intensificavam sobre o déficit do Plano de Associados, abordei bastante a defesa da solidariedade, da ESF, melhor comunicação para os participantes e, até ali, em fevereiro, eu já havia visitado a trabalho 15 Estados, em algumas bases fui com recursos próprios, como ali em SC.

2015 - Voltei ao Estado em outubro, para agenda da Diretoria de Saúde. A unidade recebia nova direção. Tivemos contato com diversas lideranças do Conselho de Usuários e fiz reunião de gestão com os funcionários. Fui com recursos próprios.

2015 - Participei da Conferência de Saúde em novembro. Visitamos o Sindicato, fizemos reuniões de gestão na Unidade. Em matéria no blog, eu informava ao final daquele ano que havia conseguido visitar as 27 Unidades da Federação em 18 meses de trabalho. Era meu papel de gestor de unidades Cassi e representante dos trabalhadores associados. 

(alguns burocratas e detratores com intenções políticas, acham que um diretor eleito deve ficar em sua mesa na sede em Brasília... enquanto os associados não sabem de nada que acontece)

2016 - Cumpri agenda da Diretoria de Saúde. Nosso planejamento era visitar os 26 Estados e DF e buscar parcerias com o Banco do Brasil - Super e Gepes - em prol da saúde dos trabalhadores. Somos responsáveis pelo convênio de saúde ocupacional BB e Cassi e também pedimos espaço nas comunicações locais para falar das CliniCassi e ESF.

2017 - Ao final de março, estivemos em SC para agenda de gestão. Nos reunimos com o Conselho de Usuários. Tivemos reuniões internas, visitamos as CliniCassi Joinville e Balneário Camboriú. Visitamos AABBs.

2017 - Participamos da Conferência de Saúde em outubro. Tivemos outras agendas de gestão: posse de nova gerência, reunião com o Conselho de usuários, visita ao Banco do Brasil.

SANTA CATARINA TEM HISTÓRIA A CONTAR SOBRE ESF - Quando a Cassi iniciou a implantação da Estratégia Saúde da Família, entre 2001 e 2005, vários profissionais e equipes contribuíram com a produção de conhecimento relacionado à APS e às possibilidades de atuação. A Unidade SC efetuou avaliação sobre o cuidado praticado em população específica e bastante exposta a riscos cardiovasculares e cerebrovasculares (artigo publicado na Abrasco). Ver mais no Boletim Prestando Contas Cassi nº 35 (AQUI).

CASSI PR - 11 agendas de gestão

2014 - Em junho, estivemos a primeira vez no Estado para evento de inauguração de Sala de Apoio à Amamentação, na CABB de SJP. Na oportunidade cumprimos agenda de gestão e visita ao Sindicato dos Bancários.

2014 - Em agosto, cumprimos uma agenda de fortalecimento da Cassi, do Conselho de Usuários, e do sistema no Estado. Foi dado início ao projeto de Agentes Facilitadores na Cassi PR, com o objetivo de melhorar a rede credenciada no interior. Houve grande participação de todas as entidades sindicais e lideranças da comunidade BB da região. O projetou sofreu atrasos por causa do orçamento contingenciado em 2015/16, mas neste ano que passou (2017) ele foi fundamental para credenciar dezenas de novos profissionais e especialidades no interior do Estado.

Tivemos ainda a inauguração do edifício novo da Cassi PR e reuniões com o Conselho de Usuários e de gestão com os funcionários.

2015 - Estivemos, em fevereiro, na base de Umuarama em reunião com lideranças locais e do Estado sobre a Cassi na região.

2015 - Voltamos em maio para agenda de gestão. Tivemos reuniões diversas, inclusive sobre Agentes Facilitadores e com o Conselho de Usuários.

2015 - Em junho, fomos convidados pelo Sindicato de Curitiba a falar sobre a Caixa de Assistência, a ESF e demais questões, com os bancários da base. Foram contatados milhares de bancários em reuniões locais e plenária.

Todas as agendas de 2015 foram feitas com recursos das entidades que nos convidaram para os eventos.

2015 - Estivemos na Conferência de Saúde em novembro. O desafio maior que tivemos na Diretoria de Saúde, como responsáveis pelas Conferências, era fazer com que elas acontecessem, porque não tivemos recursos da Cassi. Nós fizemos os 17 encontros pedindo apoio às entidades representativas. Foi algo muito marcante para todos nós. De novo, tive que usar recursos próprios para ir a várias delas.

2016 - Estive no Paraná, em maio, para participar da 22ª Conferência Mundial de Promoção de Saúde (UIPES). Aproveitei e fiz agenda de gestão na Unidade Cassi.

2016 - Em agosto, fizemos a agenda de parcerias de saúde com o Banco do Brasil, conforme planejamento da Diretoria de Saúde. Na agenda tivemos diversas reuniões: Conselho de Usuários, Super/Gepes, Sindicato, com a base etc.

2017 - Cumprimos agenda no Estado em setembro, a convite do Sindicato, em reuniões de base (Cenop), com o BB (Gepes), no Sindicato, com o Conselho de Usuários.

2017 - Agenda de gestão da Diretoria de Saúde em Londrina. Estamos com piloto de implantação de Rede Referenciada na região. Além desta pauta, aproveitamos para participar da pré-Conferência de Saúde e pudemos visitar o Sindicato e falar sobre Cassi em reunião com as lideranças bancárias.

2017 - Por fim, em novembro, participamos da Conferência de Saúde, fechando as 17 Conferências do ano. Tivemos a oportunidade de nos reunir com o Conselho de Usuários.

CASSI PARANÁ CONTRIBUIU PARA A DEFINIÇÃO DA ESF COMO MODELO APÓS REFORMA ESTATUTÁRIA DE 1996 - A unidade também tem uma bela história de contribuição na escolha da Estratégia Saúde da Família, tendo como referência o modelo canadense, quando a Cassi testava formas de reorganizar seu modelo assistencial em algumas unidades do país.

Agenda de gestão na região Sul fez parte de um planejamento do mandato focado na Cassi, no modelo assistencial, na defesa dos direitos dos associados e esteve diretamente relacionada à sustentabilidade do Plano de Associados

Enfim, mais uma vez, reforço para vocês que nos acompanham e que compartilharam nosso trabalho nesses 4 anos, que tudo que fizemos, e com divulgação pública, foi em defesa do modelo de Atenção Integral à Saúde, do modelo de custeio solidário do Plano de Associados, na defesa intransigente dos direitos de cobertura de saúde para nossos trabalhadores associados da ativa, aposentados, pensionistas e dependentes.

Como expliquei a tod@s, cada estratégia que adotamos tinha um planejamento e objetivo a ser alcançado: dar maior conhecimento sobre a Cassi para seus donos - os associados; fortalecer o que ela tem de melhor e diferente - seu modelo de promoção e prevenção via APS/ESF; e enfrentar o que entendi ser inadequado como, por exemplo, quererem que só os associados arcassem com o ônus de solução do déficit, sendo que há vários fatores que causam o desequilíbrio, inclusive alguns de responsabilidade do patrocinador Banco do Brasil.

Amig@s leitores, na região Sul foram 6 Conferências de Saúde, 13 reuniões com as lideranças dos Conselhos de Usuários, agenda de parcerias de saúde nos 3 Estados, conheci 6 das 13 CliniCassi. Ouvi muito os participantes e me coloquei à disposição e fui franco e direto nas opiniões quando questionado sobre qualquer tema.

Um abraço a tod@s e, por favor, divulguem esse balanço entre os colegas e amig@s. Deu muito trabalho fazer toda essa pesquisa, mas fiz por compromisso com a comunidade BB, com as entidades representativas e com os funcionários da Cassi.

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/18)

Post Scriptum:

Leiam o 1º texto de balanço AQUI, o 2º texto AQUI e o 3º texto AQUI.

29.12.17

Balanço do mandato na Diretoria de Saúde da Cassi (III)




A construção da mesa de negociação entre as entidades sindicais e associativas e o Banco do Brasil para encontrar soluções para a sustentabilidade da Cassi


Olá prezad@s associados e participantes da Cassi e companheir@s de lutas.

Para fazer uma retrospectiva a respeito da construção da mesa nacional que contribuiu de forma decisiva para a manutenção dos direitos dos trabalhadores associados à Cassi e que permitiu a continuidade das atividades normais de nossa Caixa de Assistência nesses últimos anos, é necessário que eu faça uma pequena introdução resgatando a importância política das mobilizações e lutas dos bancários e suas entidades sindicais e associativas.

Ao longo de décadas de existência, a história da Cassi está invariavelmente ligada à história de lutas dos bancários do Banco do Brasil por saúde, condições de trabalho e demais direitos da cidadania. A reforma estatutária de 1996 foi marcada na época por um contexto político, econômico e social e teve influência importante do movimento de saúde dos funcionários do BB trazendo novas perspectivas para a Caixa de Assistência, que deixaria de ser uma mera pagadora de serviços no mercado privado de saúde e trazia a possibilidade de reorganização dos serviços de saúde da Cassi, através de promoção e prevenção, Atenção Primária (APS) e gestão e coordenação de cuidados da população assistida dentro do conceito de Atenção Integral à Saúde.

Uma década depois, as dificuldades econômico-financeiras da Cassi levaram o movimento sindical a reivindicar negociações com o Banco do Brasil para reestruturar a entidade e adequá-la para sua missão de cuidar da saúde dos trabalhadores da ativa, aposentados, pensionistas, dependentes e familiares. Na Campanha Salarial de 2005 foi conquistada cláusula no Acordo Coletivo de Trabalho BB e Contraf-CUT que estabelecia mesa para buscar soluções para a Cassi e o déficit que consumia reservas e ameaçava inviabilizar a autogestão. As negociações ocorreram por cerca de dois anos e houve uma reforma estatutária em 2007 que deu um novo fôlego para a entidade de saúde.

Quando começamos o mandato na Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento da Cassi em junho de 2014, a autogestão já vinha acumulando novos descasamentos entre receitas e despesas, e os resultados consolidados nos balanços sinalizavam que eram necessárias soluções negociadas politicamente entre o Banco e os bancários e não somente soluções "técnicas" e/ou no "âmbito da Cassi" como é comum os trabalhadores e suas entidades sindicais ouvirem por parte de empresas e patrões na hora de negociar direitos coletivos. Mesmo recebendo receitas operacionais extraordinárias como o BET no Plano de Associados, a Cassi havia fechado 2012 com déficit de 107 milhões e 2013 com déficit de 29 milhões (Relatório Anual 2013 - Consolidado, pág. 22).

As relações entre capital e trabalho são muito duras e a categoria bancária teve a capacidade de se organizar ao longo da história para ter mesas de negociações de direitos mas, ainda assim, os bancos alegam que não discutem ou negociam questões centrais como remuneração, saúde, condições de trabalho, emprego, plano de cargos, previdência etc. As negociações são arrancadas através de estratégia, organização, mobilização e luta unitária. E o resultado negociado por relações modernas de trabalho são sempre melhores para as partes - patrão e trabalhadores. Não à toa, a Convenção Coletiva de Trabalho dos bancários é uma das mais positivas para as partes (Bancos e empregados) ao longo de décadas.

Antes de ser eleito pelos associados para a direção da Cassi, eu era o coordenador nacional das negociações entre o Banco do Brasil e as entidades sindicais participantes do Comando Nacional dos Bancários e da Contraf-CUT. As experiências de mais de uma década de lutas em defesa dos trabalhadores nas principais posições de coordenação e negociação sindicais foram importantes para mim nos debates com os companheir@s de gestão na hora de pensar as melhores formas de defender os direitos dos associados da Cassi e de fortalecer a autogestão no que ela tinha de maior destaque - seu modelo assistencial de APS/ESF/CliniCassi.

Sindicatos, associações e eleitos da Cassi iniciam luta por uma mesa de negociação com o Banco do Brasil (2014/2015)


Ao final dos primeiros meses de trabalho na gestão da Cassi e no fechamento do balanço daquele ano e planejamento orçamentário para o ano de 2015, tivemos que desenvolver estratégias que nos dessem capacidade para enfrentar em pé de igualdade grandes pressões internas para avaliar e aprovar propostas de soluções para o déficit do plano de saúde dos trabalhadores que só oneravam o nosso lado e não o do patrocinador Banco do Brasil, que estava na gestão há décadas e com responsabilidades paritárias nos resultados operacionais da autogestão.

As propostas que só oneravam os trabalhadores tinham "embalagens técnicas" dando a entender que era "aceitar" ou "aceitar" aumentar coparticipações dos participantes, reduzir direitos em saúde, aumentar a contribuição somente dos associados, quebrar o modelo solidário de custeio (pedra angular do Plano de Associados), criar franquias sob internação, suspender programas de saúde etc. A alegação era a usual nas relações entre capital e trabalho, que o patrocinador BB não poderia participar com recursos na solução do déficit.

ASSOCIADOS TINHAM ACESSO À POSIÇÃO DO BANCO - Ao mesmo tempo em que sofríamos forte pressão interna para resolver dentro da Cassi o déficit, o patrocinador BB expressava a sua opinião e o seu ponto de vista em veículos de comunicação institucionais do Banco para os mais de 100 mil funcionários da ativa. Além disso, criou um site (Cassi em Debate) para reforçar sua opinião sobre a Cassi, o modelo assistencial ESF/CliniCassi, o modelo de custeio solidário, a eficiência da gestão da Cassi etc. Apesar de não concordarmos com aquelas opiniões, respeitei o que entendia ser o direito do Banco em opinar sobre essas questões.

Nossa experiência pesou na decisão de buscar soluções fora do âmbito da gestão da Caixa de Assistência. Perante o impasse entre eleitos e indicados para solucionar o déficit do plano de saúde dos trabalhadores, nós eleitos da Cassi nos reunimos com a Comissão de Empresa da Contraf-CUT no dia 17 de dezembro de 2014 (ler AQUI) e após explicarmos a situação, pedimos apoio para a construção de negociações nacionais em busca de soluções para a Cassi e a manutenção dos direitos em saúde dos trabalhadores da ativa e aposentados do Banco do Brasil.

Daí em diante, dois jornais especiais foram publicados pelos sindicatos da Contraf-CUT, um ainda em dezembro (ler AQUI) e outro em janeiro (ler AQUI), e o ano de 2015 deu início a uma grande construção nacional de mobilização unitária com as entidades sindicais organizadas por Contraf e Contec, em parcerias com as dezenas de entidades associativas do funcionalismo do Banco do Brasil, principalmente as nacionais Anabb, Aafbb, Faabb; tivemos a participação importante dos Conselhos de Usuários em todo o país.

A direção da Anabb nos convidou para uma reunião ainda em janeiro de 2015 para falar a respeito da questão (ler AQUI). Em fevereiro tivemos um encontro nacional na AABB DF para organizar a luta pela Cassi e por uma mesa de negociação com o Banco (ler AQUI). Em março tivemos outro encontro nacional, desta vez na Afabb SP (ler AQUI). E o fruto dessa luta unitária foi a aceitação por parte do Banco do Brasil em iniciar mesa de negociação sobre Cassi a partir de maio de 2015. Importante lembrar que a direção do BB quis proibir a nossa participação na mesa. As entidades insistiram que os eleitos eram necessários porque o Banco tem acesso a todas as informações da Cassi no dia a dia e as representações dos associados, não.

É difícil para nossos leitores, colegas associados e participantes, ter a exata noção do quanto foi dura nossa agenda de trabalho como gestor eleito e poucos conhecem os bastidores da luta política que empreendemos no ano de 2015 para auxiliar na construção da mesa negocial. Por um lado, minha rotina na direção da Cassi seguiu normalmente, pois participei de todas as 52 reuniões ordinárias e 16 reuniões extraordinárias da Diretoria, com exceção nos períodos de férias daquele ano (mas li e deliberei com meu substituto). Foram deliberados naquele ano 1323 documentos.

Por outro lado, atuei com vigor no apoio da construção da mesa, junto às entidades nacionais. Nossa equipe não mediu esforços para auxiliar as entidades representativas naquela luta que traria propostas para a Cassi. Não por outro motivo, nossas jornadas sempre foram ininterruptas na defesa dos direitos dos associados e da Cassi: manhã, tarde, noite, madrugadas adentro lendo pautas de reunião, finais de semana. E nunca estivemos sós, sempre tivemos apoio daqueles que atuam conosco. Política demanda tempo e dá trabalho, mas é a melhor forma de resolver as questões sociais, inclusive as de direitos dos trabalhadores na relação com empresas e patrões.

A mesa de negociação entre entidades representativas dos bancários e o Banco do Brasil conquistou um acordo para a Cassi, uma etapa da luta pela sustentabilidade e manutenção de direitos


Foram praticamente dois anos de lutas unitárias para a assinatura do Memorando de Entendimentos, a Consulta ao Corpo Social e o Convênio de Parceria Técnica entre o Banco do Brasil e a Cassi. Eu tenho a exata noção do papel que desempenhei para a realização dessa luta exitosa. Acredito que muitas lideranças também.

As negociações e a unidade foram marcadas por grandes consensos construídos ao longo do processo. São eles:


- Manutenção do princípio da solidariedade como premissa fundamental do Plano de Associados em seu custeio mutualista intergeracional;

- Garantia de cobertura para ativos, aposentados, pensionistas e dependentes;

- Investimento no Modelo de Atenção Integral à Saúde e Estratégia Saúde da Família (ESF);

- Co-responsabilidade na gestão entre os patrocinadores Banco do Brasil e Corpo Social;

- Não redução de direitos e programas de saúde.


Antes do Memorando, a primeira proposta que o patrocinador Banco do Brasil fez em maio de 2015 não atendeu aos anseios das representações. O Banco propôs criar um Fundo na Cassi de 6 bilhões de reais e ele ficaria livre da responsabilidade com os aposentados do Plano de Associados. Ele transferiria para nós do Plano o risco atuarial e o risco de gestão daquele fundo. Além disso, propunha quebra da solidariedade tanto entre os participantes, rateando déficits com pesos diferentes por faixa etária, uso do plano e grupo familiar, e ele patrocinador não entrava no rateio. 


Foram mais meses e meses de lutas por outra proposta que atendesse nossas premissas. A demora por parte do Banco em fazer nova proposta (minha opinião), praticamente um ano e meio, fez com que a Cassi consumisse reservas mensalmente por causa dos déficits entre despesas e receitas. Até hoje as consequências dessa demora trazem sérias complicações para a autogestão no que diz respeito a não termos reservas livres como tivemos em anos anteriores. As autogestões e operadoras precisam atender diversas resoluções de ordem econômico-financeiras e regulatórias do órgão regulador (ANS).


MEMORANDO E MESA PERMANENTE - A estratégia desenhada de manutenção da mesa entre o BB e as entidades signatárias do Memorando durante o período em vigor do Acordo, até dezembro de 2019, é muito importante porque o setor de saúde suplementar em que a Cassi opera segue atravessando a mais séria crise de sua história. A nossa Caixa de Assistência sofre todas as consequências do mercado em crise. A melhor solução é acelerar a ampliação do modelo assistencial, cuja eficiência e resultados são muito bons (farei texto de balanço a respeito)

Já ocorreram 4 mesas de prestação de contas e existe um trabalho de consultoria contratada pelo Banco para assessorar na busca de soluções para a sustentabilidade da Caixa de Assistência.

Os próximos meses serão muito desafiadores para todos nós, e será necessário que TODOS fiquem alertas, e que se organizem para defender os direitos em saúde, a nossa Caixa de Assistência e o nosso Banco do Brasil como uma empresa pública primordial para o país.

Essa retrospectiva sobre a construção da mesa de negociação entre o Banco do Brasil e nós trabalhadores e entidades representativas é para enaltecer o conjunto das forças políticas que pertencem às entidades do funcionalismo e também para deixar a minha opinião que a melhor saída é sempre através de negociações entre as partes envolvidas em algum conflito ou questão complexa em nosso mundo do trabalho.

Abraços a tod@s vocês que nos leem e peço que compartilhem esse balanço porque fizemos com o desejo de dar informações a cada liderança e associado que vem empreendendo a luta em defesa da Cassi e dos participantes.

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/18)


Post Scriptum:

Leiam AQUI o 1º texto de balanço do mandato e AQUI o 2º texto.