RELATÓRIOS ANUAIS DA CASSI
Ao longo do mandato de diretor de saúde da nossa Caixa de Assistência (jun/2014 a mai/2018) foi necessário desenvolver estratégias de informação e comunicação que ao mesmo tempo desse subsídios e noções a respeito da realidade da autogestão aos associados, principalmente seus representantes e formadores de opinião, e me protegesse em relação ao tipo de informação que dava publicidade, ou seja, nunca dar informações confidenciais ou com algum tipo de classificação de público restrito.
Uma de minhas tarefas como gestor eleito da Caixa de Assistência era dar muita informação e formação política aos participantes do sistema de saúde da CASSI, apresentando a autogestão a sindicatos, associações, conselhos de usuários e gestores do BB em todo o país para desfazer mal-entendidos, desinformações e encontrar soluções através do diálogo, criando e fortalecendo um espírito de pertencimento aos associados da Caixa de Assistência, uma instituição de assistência social sem fins lucrativos. Os participantes não são clientes, são beneficiários da Caixa.
Uma das estratégias que adotei foi utilizar os relatórios anuais da CASSI para conversar com as lideranças e representantes da comunidade BB. Passei a fazer leitura atenta dos relatórios e destacar dados públicos do documento para esclarecer questões afetas à Caixa de Assistência, tanto sobre a gestão quanto sobre os dados econômicos e financeiros.
O primeiro relatório que estudei com atenção, exegese mesmo, foi o do exercício de 2013, anterior ao ano no qual entrei na direção a partir de junho de 2014, já ouvindo as brincadeiras de corredor que havia recebido um "presente de grego" porque o déficit ao final daquele ano seria enorme e sem novas receitas extraordinárias como, por exemplo, o BET, para cobrir resultados operacionais deficitários recorrentes.
A CASSI havia recebido recursos repassados pela PREVI do Benefício Especial Temporário (BET) nos anos de 2011, 2012 e 2013, ou seja, como receita extraordinária de contraprestações, o montante de 380 milhões de reais: 172.447 em 2011, 97.024 em 2012 e 110.980 em 2013. (p. 22 do Rel. Anual CASSI 2013)
Foi assim que iniciei as primeiras semanas e meses de representação dos associados da CASSI: estudando relatórios, balanços e a história da Caixa de Assistência para desenvolver estratégias de defesa dos direitos em saúde dos trabalhadores que passei a representar, direitos políticos e sociais. Defender o poder do Corpo Social na gestão da própria Caixa é defender os direitos políticos dos associados. Durante a gestão enfrentei todas as propostas que pudessem significar redução de poder ou direitos dos associados na direção da CASSI.
Seriam 4 anos de muito estudo, muitas agendas com os associados (170 agendas pelo país a trabalho) e muita construção de unidade e consensos, principalmente na defesa da solidariedade no Plano de Associados e na manutenção de direitos e do modelo assistencial de Estratégia de Saúde da Família (ESF), provando sua eficácia em números.
William Mendes

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