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20.3.07

Terça, 20 de março (Assembleia de PLR do BB e artigo meu)


Dia de Trabalho será à tarde na Contraf-CUT e à noite, estarei na assembleia de PLR do BB na quadra dos bancários em São Paulo.

Trabalhei 9 horas.

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Post Scriptum: publiquei no dia anterior à assembleia de nosso sindicato, no dia 19 de março, artigo na Contraf-CUT dizendo por que os bancários deveriam rejeitar a discriminação e prática antissindical da direção do BB aos colegas grevistas.

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Artigo: Por que rejeitar a proposta de PLR do BB

19 de março de 2007


Em 2003, foram conquistadas as PLRs dos anos de FHC, não pagas aos grevistas em anos anteriores. A discriminação não pode voltar

Por William Mendes


Uma das primeiras medidas negociadas entre os representantes da Contraf-CUT e a direção do BB, em 2003, nos primeiros contatos com o governo Lula, foi para resolver questões que tratavam da tal "Herança Maldita" da era FHC.

Uma das vitórias que obtivemos na época foi muito importante para nós sindicalistas e bancários que lutaram e fizeram a resistência àquele período que se destruía nossos direitos e caminhávamos para a privatização.

Foi conquistado que o BB pagasse a PLR negada a todos os bancários que haviam feito greve nos anos anteriores e que por isto tinham sido preteridos na hora da distribuição do lucro no programa provisório, sem acordo com o movimento sindical Cutista, que vigorou por 9 semestres e que pagava uns trocados para a base da pirâmide e milhares de reais para seus executivos.

Agora, a direção do banco tenta fazer discriminação aos bancários substitutos que fizeram greve em 2006.

Se os funcionários do BB aceitarem essa provocação, por uma ansiedade natural de receber a PLR (que hoje existe e os valores são consideráveis), quem garante que na próxima proposta a empresa não dê mais um passo rumo ao atraso e proponha que grevista não deva receber nem o valor efetivo?

Devemos rejeitar a proposta e exigir que o banco inclua a falta por greve nos itens que não interrompem a substituição. Só assim faremos a empresa entender que seus funcionários não pensam como seus diretores – que usam o assédio moral e intimidações – e que paciência tem limite.


William Mendes é secretário de Imprensa da Contraf-CUT e representante por São Paulo na Comissão de Empresa dos funcionários

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