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15.3.13

Comando Nacional orienta paralisações no Banco do Brasil na quarta 20

Chega de truque bb!
O Comando Nacional dos Bancários, reunido nesta sexta-feira 15 na sede da Contraf-CUT, em São Paulo, orientou os sindicatos a organizarem paralisações no Dia Nacional de Luta contra o novo plano de funções comissionadas no Banco do Brasil, marcado para a próxima quarta-feira, 20 de março.

"Queremos abrir um processo de negociações, a fim de apontar os problemas existentes no plano de funções e buscar reverter os prejuízos, uma vez que não houve diálogo com as entidades sindicais e, se não ocorrerem mudanças, o BB corre o risco de ver dobrar o seu passivo trabalhista nos próximos anos", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.

O funcionalismo do BB já fez dois dias nacionais de luta, em 7 de fevereiro e 20 do mesmo mês. As entidades sindicais já entregaram documentos com denúncias ao BB à presidenta Dilma Rousseff, ao assessor especial da Secretaria-Geral da República, José Lopez Feijóo, ao Departamento e Controle das Empresas Estatais (Dest) e ao Congresso Nacional.

O Comando dos Bancários, na reunião desta sexta-feira 15, passou orientação aos sindicatos para intensificarem a mobilização e realizarem grandes paralisações no dia 20. "O funcionalismo tem cada vez mais claro que o novo plano prejudica a todos. Somente a pressão e a mobilização farão o banco negociar as nossas reivindicações", afirma William Mendes, secretário de Formação da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.

Fonte: Contraf-CUT

13.3.13

bb: A questão do uso de folgas adquiridas


Direção do banco dificulta vida dos trabalhadores

Série de medidas, como folgas compulsórias, estão causando transtornos aos empregados
São Paulo – Um número considerável de funcionários do Banco do Brasil tem procurado o Sindicato para denunciar algumas medidas tomadas pela direção da instituição que têm causado bastante insatisfação. Dentre elas, a obrigatoriedade de utilização em até seis meses das folgas adquiridas, devendo, ainda, só em março serem utilizadas três folgas.

Para o diretor executivo do Sindicato Ernesto Izumi, a intenção da direção do BB é claramente deixar o funcionário sem alternativas futuras sobre utilização de folgas. “Ao fazer isso, a direção prejudica trabalhadores que adquiriram essas folgas trabalhando em dias não úteis e que pretendiam utilizá-las nas férias ou junto a feriados e assim descansar da dura realidade do banco”, diz.

Outra mudança que está causando descontentamento geral é a remoção automática pelo Sistema Automático de Concorrência. “A medida proibiu praças com excesso de caixas e escriturários de receberem novos funcionários contratados ou transferidos”, explica Ernesto.

O banco vai ainda realizar transferências compulsórias de unidade com excesso para outra com falta, mas não deixa claro quais critérios. Segundo Ernesto, ainda há denúncias de perseguições em andamento. “O que preocupa os trabalhadores é a retomada do Plano de Adequação de Quadros, que implicava em transferência ou demissão. Essas questões serão levadas para discussão com o banco através da Comissão de Empresa. Os trabalhadores devem dar resposta à altura no dia nacional de luta, marcado para 20 de março”, completa.

Fonte: com informações do Seeb SP - Rodolfo Wrolli - 13/3/2013
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COMENTÁRIO:
JÁ CONTATEI O BANCO HOJE E AMANHÃ PUBLICO ORIENTAÇÕES E ESCLARECIMENTOS NA CONTRAF-CUT SOBRE A QUESTÃO DAS FOLGAS.

Não foi possível fazer a matéria ainda, fiquei enfiado na finalização da revista O Espelho (24 páginas) até sexta-feira antes da mesa com a Fenaban.
William Mendes

11.3.13

Agenda sindical... Trabalho ininterrupto



Após uma semana de muito trabalho sindical, onde estive em São Paulo, depois em Brasília, depois em São Paulo de novo e viajei para a casa de meus pais em MG neste fim de semana (porque não os via fazia tempo), passei o tempo todo escrevendo, pesquisando e fazendo as matérias da revista O Espelho, para os funcionários do bb.


É um trabalho invisível, como quase todo o meu trabalho sindical atual de coordenador de COE e de formação. Trabalho umas 60 a 80 horas semanais e ainda tenho que arranjar tempo e paciência para ficar ouvindo ataques e críticas desqualificadas de membros do movimento que muitas vezes só querem disputar o poder pelo poder.

Confesso que estou de saco cheio dessa dedicação toda e da falta de ética sindical e outras coisas de pessoas que nos rodeiam no movimento social.

Eu sei que o trabalho vale a pena porque tudo que faço é pensando em milhares de bancários. É uma luta de classe e eu tenho lado e tenho uma história de luta construída nesta década de representação.


SOMOS FORTES, SOMOS CUT!

9.3.13

Chapa 1 - CUT Bancários vence eleições do Sindicato de Brasília


COMENTÁRIO DO BLOG

Parabenizo os bancários de Brasília pela escolha do companheiro Eduardo Araujo e demais componentes da chapa, pois acompanho o trabalho deles e tenho no Sindicato de Brasília uma referência de trabalho combativo, classista e com o foco nos trabalhadores.

Eduardo Araujo, bom trabalho à frente dos bancários de Brasília. Você sabe que pode contar comigo! Somos companheiros e amigos. 

Abraços,

William Mendes
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Vitória da democracia, da participação dos bancários e da unidade nacional

Com exatos 5.585 votos (56,39% dos votos válidos), a Chapa 1 - CUT Bancários - Autonomia e Ousadia com Responsabilidade, encabeçada por Eduardo Araújo, venceu a eleição que escolheu a nova diretoria do Sindicato para o triênio 2013-2016. A Chapa 2 obteve 6,67% dos votos e a Chapa 3, 36,94%.

Foram três dias de votação, que terminou nesta sexta-feira (8). A apuração teve início à 00h40 deste sábado (9) e terminou às 6h da manhã do mesmo dia, no ginásio de esportes da Associação do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Apcef-DF). Participaram do pleito 10.119 associados, numa lição de exercício de cidadania e democracia.

Logo após o anúncio do resultado, o novo presidente eleito do Sindicato, Eduardo Araujo, que foi diretor da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil, agradeceu a confiança depositada pelos bancários, reforçou o seu compromisso com a categoria e destacou a importância da unidade.

"Fizemos uma campanha propositiva. Agradeço a confiança dos trabalhadores e trabalhadoras do ramo financeiro de Brasília, que reconheceram a nossa história de luta no movimento sindical. Os desafios são grandes, mas estamos totalmente comprometidos com a categoria. Vamos planejar e organizar as campanhas para ampliar as conquistas, sempre na defesa dos direitos de todos os trabalhadores e contando com o apoio dos sindicatos de todo o país", destacou Araujo.

Venceram a democracia, a unidade nacional e a autonomia

Presentes na apuração, dirigentes do movimento sindical de todo o país parabenizaram a Chapa 1 pela vitória. "Felicito o companheiro Eduardo Araujo e todos os integrantes da Chapa 1 pelo resultado. Também parabenizo o companheiro Rodrigo Britto (atual presidente do Sindicato) por conduzir a vitória da Chapa 1 e pelo êxito que vem obtendo à frente da Central Única dos Trabalhadores de Brasília. Estaremos ao lado dos companheiros Eduardo Araujo e Rodrigo Britto em todas as lutas em defesa dos trabalhadores do ramo financeiro", afirmou o presidente da CUT Nacional, Vagner Freitas, ao lembrar que o Sindicato de Brasília é um dos mais importantes do território nacional.

Jacy Afonso, ex-presidente do Sindicato e secretário de Organização da CUT Nacional, falou sobre o processo de renovação da diretoria do Sindicato. "Desde 2004, a renovação contínua transformou a diretoria da entidade numa seleção, com os melhores representantes", frisou. "A vitória da Chapa 1 significa que os bancários de Brasília querem a continuação de um sindicato classista, com autonomia e ousadia", acrescentou.

Ao congratular os integrantes da Chapa 1 pela vitória, o presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro, destacou que o resultado da eleição é fundamental para a unidade nacional da categoria. "O êxito da Chapa 1 é fruto de um trabalho que é feito há anos pelos companheiros de Brasília e que vem enriquecendo a nossa Convenção Coletiva Nacional, que completou 20 anos no ano passado, com a ampliação das conquistas para todos os bancários", destacou.

"A vitória da Chapa 1 é a garantia da participação de todos os bancários e bancárias nas decisões que envolvem a categoria, representando, desta forma, o reconhecimento dos trabalhadores e o fortalecimento do processo democrático do Sindicato, que é um dos mais importantes de todo Brasil", concluiu Carlos Cordeiro.

Presidente da CUT Brasília e atual presidente do Sindicato de Brasília, Rodrigo Britto parabenizou a Chapa 1 pela vitória. "A classe trabalhadora saiu vitoriosa com o êxito da Chapa 1 no pleito da eleição para a diretoria do Sindicato, pois esses dirigentes sindicais são forjados na luta e fiéis aos princípios de autonomia, independência, democracia e solidariedade de classe da CUT. Parabéns à Chapa 1. Somos fortes, Somos Chapa 1, Somos CUT".

Homenagem

Pouco antes do início da apuração, os bancários fizeram uma homenagem ao diretor do Sindicato, Márcio Antônio Teixeira, falecido no último dia 21 de fevereiro, durante atividade sindical na região administrativa de Ceilândia.

Em coro, os trabalhadores gritaram: "Márcio, presente!", enquanto soltavam balões vermelhos personalizados com o rosto do dirigente sindical, que era funcionário do Bradesco e dedicou grande parte da sua vida à luta dos trabalhadores. Um grande banner com a foto de Márcio foi exposto no ginásio da Apcef.

Confira a composição da diretoria eleita do Sindicato para o triênio 2013/2016:

Executiva

Presidência - Eduardo Araujo de Souza (BB)
Secretaria-Geral - Maria Aparecida Sousa - Cida (BRB)
Secretaria de Finanças - Wandeir Souza Severo (Caixa)
Secretaria de Administração - Rosane Maria Goncalves Alaby (Santander)
Secretaria de Imprensa - Talita Régia da Silva (Cooperforte)
Secretaria de Assuntos Jurídicos - Wescly Mendes de Queiroz (BB)
Secretaria de Formação Sindical - Antonio Abdan Teixeira Silva (Caixa)
Secretaria de Política Sindical - José Garcia de Sousa Rocha (Bradesco)
Secretaria Social e Cultural - Sandro Silva Oliveira (Itaú)
Secretaria de Relações com a Comunidade - Saulo Rodrigues dos Santos (BB)
Secretaria de Comunicação e Divulgação - Jeferson Gustavo Pinheiro Meira (BB)
Secretaria de Assuntos Parlamentares - Louraci Morais dos Santos (Itaú)
Secretaria de Estudos Socioeconômicos - Cristiano Alencar Severo (BRB)
Secretaria de Saúde e Condições de Trabalho - Wadson Francisco dos S. Boaventura (BB)

Conselho Fiscal

Conselheiro Fiscal Efetivo - Antonio Eustáquio Ribeiro (BRB)
Conselheira Fiscal Efetivo - Cinthia Damasceno Reis (BB)
Conselheiro Fiscal Efetivo - Edmilson Wanderley Lacerda (Itaú)

Conselheira Fiscal Suplente - Fabiana Uehara Proscholdt (Caixa)
Conselheiro Fiscal Suplente - José Herculano do Nasc. Neto - Bala (Caixa)
Conselheira Fiscal Suplente - Larissa Cristina Ribeiro Lopes (BV Financeira)

Diretoria

Adilson Antonio de Sousa (Caixa)
Alfredo Núncio da Silva Sol (BRB)
Daniel de Oliveira (BRB)
Fátima Suzana Marsaro (BB)
Helenilda Ribeiro Cândido (Caixa)
Jaqueline Perroud do Sacramento (BB)
Karina Gomes Sena (BB)
Kleytton Guimarães Morais (BB)
Lilian Julia Pires (BRB)
Maria Mônica Holanda Oliveira (BB)
Mariana Marques Goncalves Ferreira - Dara (Caixa)
Marianna Coelho de Almeida Akutsu Lopes (BB)
Paulo Wilson de Araújo (Caixa)
Peterson Gomes de Miranda (BB)
Rafael Zanon Guerra de Araújo (BB)
Rafaella Gomes Freitas (Caixa)
Raimundo Dantas de Lima (HSBC)
Renato Shalders (Caixa)
Roberto Alves de Sousa (Itaú)
Ronaldo Lustosa da Rocha (BRB)
Sérgio Henrique Oliveira Silva (Caixa)
Teresa Cristina Mata Pujals (BB)
Vanessa Sobreira Pereira (Caixa)
Vicente de Paula Mota Frazão - Piqui (HSBC)

Fonte: Contraf-CUT com Seeb Brasília

6.3.13

Bancários levam aos deputados denúncias de desmandos da gestão do BB



A denúncia dos bancários contra o descaso da atual gestão do Banco do Brasil foi reforçada nesta terça-feira (5) na Câmara dos Deputados. Uma comitiva de dirigentes da Contraf-CUT, federações e sindicatos visitou gabinetes e dialogou com parlamentares sobre os problemas causados pela direção do BB, como o plano de funções comissionadas baixado sem qualquer negociação com as entidades sindicais. A atividade ocorreu na véspera da Marcha das Centrais Sindicais e Movimentos Sociais, que acontece nesta quarta-feira (6), na capital federal.

Houve entrega de um panfleto aos deputados, sob o título "Banco do Brasil lucra, mas gestão põe em risco o futuro", com denúncias de desmandos da atual direção do BB.

Clique aqui para ler o material entregue aos parlamentares.

A panfletagem abriu a campanha definida na última reunião do Comando Nacional dos Bancários, realizada no dia 22 de fevereiro, em São Paulo, para intensificar a mobilização das entidades sindicais e alertar o governo e a sociedade acerca dos riscos de gestão temerária e do futuro passivo trabalhista decorrente dos desmandos da administração do BB.

A caravana foi recebida no gabinete de vários deputados federais, como Ricardo Berzoini (SP), Ângelo Vanhoni (PR), Artur Bruno (CE), João Paulo (PE) e José Genoíno (SP). Todos foram bastante receptivos e se mostraram preocupados com o tratamento do banco para os funcionários.

Berzoini, que é funcionário licenciado do BB, sugeriu à comitiva trabalhar no sentido de reunir os parlamentares bancários, tanto da Câmara como do Senado, para estabelecer um debate técnico sobre as mudanças que vêm sendo implantadas pelo BB, além da criação de uma frente parlamentar que atue contra a política de desmandos da administração do banco. "O enfrentamento parlamentar é uma estratégia importante e necessária neste momento", avalia Carlos de Sousa, vice-presidente da Contraf-CUT.

"As atividades da comitiva neste primeiro dia foram importantes para estabelecer diálogo com os deputados, mas foi apenas um primeiro passo. Precisamos intensificar este contato nos estados e consolidar de fato uma frente de parlamentares. Além disso, temos que fortalecer o calendário de mobilizações dos bancários em todo o país", defende.

Para Ivone Silva, secretária-geral da Contraf-CUT, "o nosso objetivo é conscientizar os parlamentares sobre a insegurança vivida pelos funcionários do BB. A recepção à nossa pauta foi muito boa. Os deputados ficaram sensibilizados. Vamos continuar travando esse diálogo".

Também participaram da comitiva a presidenta da Fetraf Minas Gerais, Magali Fagundes, o presidente da Fetec Centro Norte, José Avelino, e diretores de vários sindicatos, como Wagner Nascimento (Belo Horizonte), Fabiano Félix (Pernambuco), Ana Smolka (Curitiba), Gustavo Tabatinga Júnior (Ceará), Jaci Zimmer, Milani Cavalcante e Edna Werner (Florianópolis), Olivan Faustino (Bahia), Dirceia Locatelli e Valter Meller (Criciúma).

Novas agendas

Também em Brasília, o presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro, passou o dia fazendo contatos com autoridades e representantes do governo, buscando agendar reuniões e audiências para discutir os abusos da gestão do BB.

Já está confirmada uma audiência nesta quarta-feira (6) com diretor do Departamento de Coordenação e Controle das Empresas Estatais (Dest), Murilo Barella, e com a Secretaria-Geral da Presidência da República. Também está sendo aguardada a confirmação de uma reunião com o ministro da Fazenda, Guido Mantega.

"Queremos abrir um processo de negociações, a fim de apontar os problemas existentes no plano de funções e buscar reverter os entraves, uma vez que não houve diálogo com as entidades sindicais e, se não ocorrerem mudanças, o BB corre o risco de ver dobrar o seu passivo trabalhista nos próximos anos", alerta Cordeiro.

Calendário de mobilização definido pelo Comando

5 de março - Panfletagem a parlamentares e ministros em Brasília.

6 de março - Em conjunto com a Marcha das Centrais por Desenvolvimento, Cidadania e Valorização do Trabalho, haverá um ato no Ministério da Fazenda e a busca de interlocução com o ministro Guido Mantega para tratar das questões do BB.

Primeira quinzena de março - Elaboração da revista O Espelho - Especial Plano de Funções.

20 de março - Novo dia nacional de luta.

Março e abril - Campanha nacional em todas as bases sindicais para denunciar os problemas causados pela gestão do BB tanto ao corpo funcional quanto ao governo e sociedade, com plenárias e eventos de divulgação.

Maio - Congressos dos funcionários de bancos públicos de 17 a 19, em São Paulo.

Fonte: Contraf-CUT

Dilma recebe denúncia do Sindicato da Paraíba sobre desmandos no BB


Marcos Henriques e a presidenta Dilma,
em João Pessoa.
Na manhã desta segunda-feira, 4 de março, por ocasião da solenidade de entrega do Conjunto Habitacional Jardim Veneza, em João Pessoa, o presidente do Sindicato dos Bancários da Paraíba, Marcos Henriques, entregou uma carta-denúncia à presidenta Dilma Rousseff, pedindo providências para a situação aflitiva dos funcionários do Banco do Brasil, por conta dos desmandos da atual diretoria da instituição financeira pública. 

Segundo Marcos, ao receber a carta com o comentário sobre os desmandos da diretoria do Banco do Brasil, Dilma confirmou que já estava sabendo que "as coisas lá no BB não andavam muito bem para os bancários". E, ato contínuo, se comprometeu em mandar apurar as denúncias do Sindicato. 

"Apesar de se tratar de uma situação em que estamos denunciando à mandatária maior do País a postura nada agradável da diretoria de um banco público, cujo maior acionista é o Governo Federal, é prazeroso ter na Presidência da República uma mulher firme e que dá ouvidos aos trabalhadores", comentou orgulhoso o presidente do Sindicato. 

O documento entregue à presidenta contém três páginas de denúncias, que vão desde a situação de adoecimento no BB, motivada pela prática de assédio moral pelo cumprimento de metas abusivas, até o pedido de sua intermediação para que o canal de diálogo seja restabelecido entre a direção da instituição financeira pública e a representação do funcionalismo. 

Veja o teor da correspondência entregue:


João Pessoa (PB), 4 de março de 2013.

EXMA. SRA. DILMA ROUSSEFF

MD PRESIDENTA DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL

Sra. Presidenta,

A GRAVE SITUAÇÃO DOS FUNCIONÁRIOS DO BANCO DO BRASIL 

(Denúncia) 

O movimento sindical vem mui respeitosamente relatar a V. Exa. alguns pontos que destoam completamente de vossa exitosa gestão, que tem ajudado tantos brasileiros a obterem dignidade como verdadeiros cidadãos. E um desses problemas é o descaso a que foram submetidos os funcionários do Banco do Brasil, cujo maior acionista é o Governo Federal.

2. De uma forma geral, todos os bancários vêm pagando muito caro pelo crescimento do setor financeiro no Brasil; não só com sua força de trabalho, mas, também, com sua saúde, conforme os indicadores abaixo:

- O número de correntistas hoje é o triplo do que era em 2002;

- Os ativos dos bancos são cerca de seis vezes o que eram em 2002;

- Os lucros dos bancos também são cerca de seis vezes o que eram em 2002;

- O número de bancários para suprir esse crescimento só cresceu cerca de 14%;

- Os bancários passaram a ser campeões de afastamento do serviço por doença, junto ao INSS;

- Tomar remédios para pressão, depressão e outros males da era moderna passou a ser uma prática comum entre os trabalhadores bancários. 

3. Os problemas existem em todos os bancos. Entretanto, no Banco do Brasil a situação dos trabalhadores bancários é ainda mais complicada e aflitiva, ante a ganância da direção dessa bicentenária instituição financeira pública, conforme elencamos a seguir.

- A Vice-Presidência de Gestão de Pessoas (Vipes) - titular Robson Rocha - mais a Diretoria de Gestão de Pessoas (Dipes) - Carlos Netto - e a Diretoria de Relações Funcionais (Diref) - titular Carlos Neri - não honram a palavra do Banco nas mesas de negociação entre a empresa e a representação dos trabalhadores. Chega-se ao abuso de a representação do Banco negociar e contratar com os trabalhadores e a Dipes se negar a implantar os direitos negociados. A postura arrogante e desrespeitosa desses senhores tem sido muito negativa à gestão do Banco do Brasil.

- O Plano Odontológico é um dos exemplos de desrespeito com os bancários. A empresa passou mais de dois anos para cumprir o acordado; mesmo assim, o Plano é tão ruim que o Banco gasta dinheiro com ele e os trabalhadores não conseguem utilizá-lo.

- Mesmo depois de o Governo Federal implantar uma política nacional visando acabar com a terceirização nas empresas públicas e autarquias, o Banco do Brasil desafiou o governo e continua terceirizando e praticando a interposição fraudulenta de mão de obra, trazendo constantes prejuízos ao Banco, inclusive com condenações altíssimas, sendo algumas delas de centenas de milhares de reais. 

- Aliás, o Banco constantemente perde ações na justiça por prática de assédio moral em várias regiões do País. O assédio moral é sistêmico na empresa, devido às metas abusivas discutidas na cúpula e a forma como seus administrados lidam na hora de exigi-las nas unidades do Banco.

- De forma irresponsável, o banco vem se apropriando de valores do Fundo de Pensão dos Funcionários (Previ) em seus resultados nos últimos anos. Com essa manobra contábil, o banco aumenta o resultado com valores que não deveriam ser distribuídos, pois se trata de patrimônio dos trabalhadores, além do fato de uma parte substancial dos valores estarem relacionados com ações da Bolsa de Valores.

- Nos últimos anos, a gestão do Banco criou um passivo trabalhista gigante, por não cumprir a jornada legal dos bancários. Depois de várias campanhas do funcionalismo e ações na justiça exigindo o pagamento das 7ª e 8ª horas para os bancários, o banco implantou um Plano de Funções sem negociação com a representação dos trabalhadores e as entidades sindicais, gerando a revolta dos bancários. Os bancários, juntamente com os seus Sindicatos, avaliaram que a mudança no plano de funções reduz direitos conquistados e aumenta ainda mais o passivo trabalhistas que ficará como uma herança maldita para as administrações futuras, para o Governo Federal e os demais acionistas do Banco do Brasil. 

- O programa BOM PRA TODOS é um compromisso do Governo Federal com o povo brasileiro. No entanto, a direção do Banco desvirtua o objetivo do governo e aumenta as tarifas em valores 3 vezes maiores que a inflação do período. O banco procura focar no crédito, imitando o que o governo norte-americano fez antes da crise do Subprime, quando o refinanciamento dos próprios carros e imóveis criou a falsa ilusão de renda que não existia, endividando a população e focando mais no crédito de consumo do que no crédito ao investimento e à produção. 

- A Resolução 26/2008, editada no Governo do companheiro Luís Inácio Lula da silva, é uma norma inconcebível, que permite o repasse de recursos previdenciários aos patrões. A Resolução é muito perversa, já que demitir em massa e achatar salários tornou-se uma forma de gerar superávites nos Planos de Previdência. Isso aconteceu no governo de Fernando Henrique Cardoso, em 1995 e 1996, época em que foram demitidos 49.000 trabalhadores bancários, gerando o superávit de R$ 11 bilhões para a Previ. E os bancários pagaram um preço muito alto: suicídios, mortes súbitas, alcoolismo, famílias desfeitas, internamento por loucura, etc.

- Não obstante a construção do diálogo proposto pelos trabalhadores, a direção do Banco do Brasil editou, em julho de 2012, normas internas para facilitar a demissão "por ato de gestão" e o descomissionamento/perda de cargo, sem justificativa plausível, trazendo insegurança jurídica nas relações de trabalho e ampliando os prejuízos com demandas judiciais por danos morais. No Banco do Brasil se chegou ao absurdo de demitir sem motivo autor de ação trabalhista e também o preposto do próprio banco.

4. Nos 10 anos do governo "democrático e popular", que teve o apoio programático das centrais sindicais, os trabalhadores do Banco do Brasil esperavam um ambiente de debate e de respeito, como o que havia se estabelecido a partir de 2003; além da continuidade e do aprofundamento das políticas bem-sucedidas do Governo Lula.

5. Pelos motivos descritos nesta carta, queremos expressar nosso desejo de construir novamente as relações de diálogo e respeito à luta e às conquistas dos trabalhadores, que sempre defenderam o Banco do Brasil como um banco público a serviço do País e do seu povo. 

Ante o exposto, Presidenta, solicitamos a mediação do Governo Federal para restabelecermos o diálogo, através da mesa de negociação entre a representação dos trabalhadores bancários e a direção do Banco do Brasil, e, juntos, possamos encontrar, com respeito e seriedade, as soluções para os problemas aqui elencados, com destaque para as mudanças unilaterais no plano de funções comissionadas. 

Atenciosamente, 

SINDICATO DOS BANCÁRIOS DA PARAÍBA

Marcos Henriques e Silva
Diretor Presidente

Fonte: Contraf-CUT, com Seeb Paraíba

5.3.13

Com morte de Chávez, mundo perde grande líder comprometido com o povo


Imagem: Prensa Latina e Ag. Ven. Notícias

É com lágrimas nos olhos que registro aqui o falecimento do grande líder latino-americano Hugo Chávez. Estou muito triste e deprimido. A luta da esquerda carece de pessoas apaixonadas por mudanças reais contra o capitalismo. Comandante, obrigado pela inspiração!


Com grande pesar, a Central Única dos Trabalhadores lamenta a morte do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que faleceu nesta terça-feira (5), aos 58 anos, vítima de complicações causadas por um câncer na região pélvica.

Da mesma forma que lutou para ver sua pátria livre de governos saqueadores, que a destinavam a uma realidade de elites enriquecidas pelo petróleo e uma população majoritariamente miserável, o comandante Chávez enfrentou a doença para continuar a liderar seu povo.

Seu legado e o recado de que é possível acreditar num mundo justo e igualitário permanecem. Certamente, a América Latina que queremos, socialista, solidária, integrada, não avançaria como avançou nos últimos anos não fosse a contribuição do homem que sempre teve como referência Simón Bolívar, responsável por expulsar os espanhóis da Venezuela.

Em seu governo, Chávez demonstrou que é possível crescer combatendo a miséria e privilegiando o povo: os venezuelanos abaixo da linha da pobreza eram quase metade da população e passaram para 27,8% durante seu governo. A taxa de mortalidade infantil diminuiu de 27 por mil para 14 por mil. O acesso à água potável subiu de 80% a 92% da população e o consumo de alimentos cresceu 170%.

A taxa de escolaridade cresceu de 40% para 60% e, de acordo com a Unesco, o país também ficou livre do analfabetismo.

Como em qualquer revolução, o comandante bolivariano colecionou desafetos conservadores, especialmente a velha mídia, inclusive brasileira, que sempre o considerava um ditador. Os meios de comunicação não citavam, contudo, que Chávez participou de 14 eleições e referendos, saindo vencedor em todas elas.

A última, em outubro de 2012, com 54,42% dos votos. Mas, dessa vez, o líder bolivariano sequer pode ascender ao cargo que ocupava desde 1999 e assumiria pela terceira vez.

A morte de Hugo Chávez nos deixa mais carentes de líderes que sonham e praticam o que pregam. Acreditamos, porém, que sua jornada inspirará muitos outros sonhadores.

Obrigado, comandante!

"Por Cristo, o maior socialista da história, por todos os feridos, por todo o amor, por todas as esperanças que serão realizadas por essa maravilhosa Constituição, mesmo que custe minha vida. Pátria, socialismo ou morte!"

(Chávez, ao iniciar novo mandato presidencial, em 2007)


Direção Executiva da CUT

Fonte: CUT

4.3.13

Bancários denunciam gestão do BB ao Congresso Nacional nesta terça


Uma caravana de dirigentes da Contraf-CUT, federações e sindicatos estará nesta terça-feira (5) em Brasília para denunciar aos deputados e senadores no Congresso Nacional os problemas causados pela atual gestão do Banco do Brasil. A atividade ocorre na véspera da Marcha das Centrais Sindicais e Movimentos Sociais, que acontece nesta quarta-feira (6), na capital federal.

A panfletagem abre a campanha definida na última reunião do Comando Nacional dos Bancários, realizada no dia 22 de fevereiro, em São Paulo. O objetivo é denunciar ao governo e à sociedade os riscos de gestão temerária e futuros prejuízos decorrentes da péssima administração atual da empresa. 

"Caso não sejam revertidos os principais problemas do plano de funções, baixado unilateralmente pelo BB sem qualquer negociação com as entidades sindicais, o BB corre o risco de dobrar o seu passivo trabalhista nos próximos anos", adverte William Mendes, secretário de formação da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.

"Vamos buscar o apoio dos parlamentares para aumentar a mobilização para que haja mudança de rumo na gestão do BB. Queremos respeito aos funcionários do BB, mediante o fim das metas abusivas e a melhoria das condições de trabalho. O BB abriu, a partir do programa Bompratodos, mais de três milhões de contas em 2012. Entretanto, a falta de funcionários nas agências é caótica e tende a piorar porque, com o novo plano de funções, o banco prevê reduzir mais de 40 mil horas de trabalho sem aumentar a dotação de pessoal", alerta o diretor da Contraf-CUT.

Calendário de mobilização definido pelo Comando

5 de março - Panfletagem a parlamentares e ministros em Brasília.

6 de março - Em conjunto com a Marcha das Centrais por Desenvolvimento, Cidadania e Valorização do Trabalho, haverá um ato no Ministério da Fazenda e a busca de interlocução com o ministro Guido Mantega para tratar das questões do BB.

Primeira quinzena de março - Elaboração da revista O Espelho - Especial Plano de Funções.

20 de março - Novo dia nacional de luta.

Março e abril - Campanha nacional em todas as bases sindicais para denunciar os problemas causados pela gestão do BB tanto ao corpo funcional quanto ao governo e sociedade, com plenárias e eventos de divulgação.

Maio - Congressos dos funcionários de bancos públicos de 17 a 19, em São Paulo.

Fonte: Contraf-CUT

Artigo com comentário: PLR 2013 com imposto de renda menor



Com a entrada em vigor das novas alíquotas e valores de isenção na PLR, os bancários terão descontos menores para a parcela que receberem em 2013. Os valores não retroagem ao pagamento da primeira parcela 2012, que estará na regra do ajuste anual de imposto de renda daquele exercício.


PLR* e os novos valores de IR Devido:

                              Em 2012 (R$)          Nova regra (R$)

4.000 ........................347,85 ...............................zero
6.000 ........................893,47 ...............................zero
6.500..................... 1.030,97 .............................37,50
7.000..................... 1.168,47............................. 75,00
7.500..................... 1.305,97........................... 112,50
8.000..................... 1.443,47........................... 150,00
8.500..................... 1.580,97........................... 187,50
9.000..................... 1.718,47........................... 225,00
9.500..................... 1.855,97........................... 300,00
10.000................... 1.993,47........................... 375,00
10.500................... 2.130,97........................... 450,00
11.000................... 2.268,47........................... 525,00
11.500................... 2.405,97........................... 600,00
12.000................... 2.543,47........................... 675,00
12.500................... 2.680,97........................... 776,25
13.000................... 2.818,47........................... 888,75
13.500................... 2.955,97........................ 1.001,25
14.000................... 3.093,47........................ 1.113,75
14.500................... 3.230,97........................ 1.226,25
15.000................... 3.368,47........................ 1.338,75
16.000................... 3.643,47........................ 1.604,37
17.000................... 3.918,47........................ 1.879,37
18.000................... 4.193,47........................ 2.154,37
19.000................... 4.468,47........................ 2.429,37
20.000................... 4.743,47........................ 2.704,37
30.000................... 7.493,47........................ 5.454,37

Fonte: FB número 5.630 de 28/2 e 1 e 4 de março (Seeb SP)


COMENTÁRIO:

O Governo Federal acerta ao atender à reivindicação das entidades sindicais, legítimas representantes da classe trabalhadora. O Governo Federal erra ao não enfrentar o problema real de uma reforma tributária no Brasil, não cobrando atualmente impostos daqueles que sugam a riqueza gerada pela sociedade e onerando ainda a ampla maioria da classe proletária e deixando de fora banqueiros, donos de heranças e especuladores.

Eu, William Mendes, volto a afirmar o que defendi durante toda a campanha sobre a redução do IR na PLR. Como contador e militante de esquerda que defende um Estado forte e interventor na economia e não um Estado mínimo, que defende Educação, Saúde, Segurança e a coisa pública, eu não acho que o cerne da questão tributária seja isentar pessoas que ganham renda entre os 10% mais bem remunerados do país.

Eu (escriturário) e dezenas de milhares de bancários com salários baixos pagávamos algumas dezenas de reais de imposto de renda sobre a PLR.

O debate bloqueado no Brasil e pautado pela direita e pela elite é não permitir fazer uma reforma tributária onde a tributação passe a ser progressiva e não regressiva e onde se tribute propriedade, fortunas e heranças e a renda especulativa, ao invés de se tributar a classe trabalhadora no seu consumo diário de subsistência.

É isto o que eu penso. É o mesmo caso da CPMF. Enquanto eu e dezenas de milhares de trabalhadores pagávamos alguns reais por mês (dinheiro de cerveja), acabaram com uma receita de mais de 40 bilhões para o Estado (Saúde) e o Governo deixou de fiscalizar os milhões que passavam pela conta corrente dos fraudadores e da lavagem de dinheiro.

Falta mais debate ideológico sobre o Estado e o fortalecimento da democracia.

William Mendes

1.3.13

Contraf debate ascensão com BB e cobra negociação sobre plano de funções



Em cumprimento à cláusula 52ª do Acordo Coletivo de Trabalho, celebrado entre o Banco do Brasil e a Contraf-CUT, ocorreu nesta quinta-feira (28) a primeira reunião da Mesa Temática de Ascensão Profissional e Comissionamento, em Brasília. Serão realizadas quatro mesas entre fevereiro e maio.

Na abertura da reunião, as entidades sindicais cobraram do banco uma mesa de negociação sobre o Plano de Funções implantado unilateralmente no dia 28 de janeiro e que traz prejuízos aos direitos dos funcionários por causa da redução do valor pago nas gratificações de função, além da redução de salário para aqueles que aderirem às funções gratificadas de 6 horas.

O Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, definiu na última sexta-feira (22) um calendário de luta nas próximas semanas para denunciar os problemas que vêm sendo causados pelo BB aos seus funcionários. A atual gestão de pessoas do banco está colocando a empresa em risco por aumentar drasticamente o passivo trabalhista pelo ataque aos direitos dos bancários.

TRAVA CONTRA DESCOMISSIONAMENTOS (ACT) - AVALIAÇÕES SEMESTRAIS

Uma das primeiras cobranças feitas ao banco foi o esclarecimento sobre provável descumprimento da cláusula 44ª do ACT que estabelece trava contra descomissionamentos decorrentes de desempenho funcional. Os bancários não podem perder função sem o banco observar três ciclos avaliatórios consecutivos de GDP com desempenhos insatisfatórios. As avaliações sempre foram semestrais.

Nas últimas semanas havia instruções internas que geraram a suspeita de redução do tempo para três meses. O banco, porém, informou que não há mudança no ciclo avaliatório. A empresa explicou que está mudando a plataforma de recursos humanos e isso gerou a necessidade de algumas mudanças momentâneas para a implantação.

OUTRAS COBRANÇAS DOS BANCÁRIOS

Além de cobrar uma mesa de negociação sobre o Plano de Funções, também foi reivindicado que o BB apresente e discuta a nova IN 383 que trata de questões disciplinares.

Carreira de Mérito dos dirigentes sindicais caixas: a Contraf-CUT exigiu que o banco regularize a Carreira de Mérito dos caixas executivos que estão em mandato sindical, pois até o momento o acerto não foi realizado para esses trabalhadores.

Pagamento da PLR: na reunião foi protocolado também ofício pedindo aumento nos valores da PLR e celeridade no pagamento (após a reunião foi informado que o crédito será feito na próxima sexta-feira , dia 8 de março).

Ranqueamento de "carteiras zeradas": foi cobrado do banco que proíba o uso de ranking e a exposição na página da Dired de link com carteiras que não fizeram nenhuma venda de produto de seguridade desde o início da campanha atual. O gerente pode até estar cumprindo metas em outros itens, mas porque não contratou produto de seguridade num determinado período tem sua carteira exposta negativamente para quem quiser ver.

MESA DE ASCENSÃO PROFISSIONAL E COMISSIONAMENTO

Em relação à primeira reunião da mesa temática, o banco apresentou um pouco de sua metodologia sobre ascensão profissional. Foi explicado o que a empresa faz sobre o tema e algumas mudanças que ela pretende implantar.

A Contraf-CUT, assessorada pela Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, órgão da Confederação que assessora as mesas específicas com o banco, apresentou algumas premissas que os trabalhadores defendem em relação ao tema. Várias delas já são debatidas há algum tempo e fazem parte das pautas dos congressos dos funcionários e de suas resoluções:

- o TAO não é processo seletivo, mas sim um sistema do banco de recrutamento;

- é necessário haver melhorias nos instrumentos do banco para que haja transparência e democracia nas nomeações;

- todas as vagas nomeadas em funções comissionadas devem ser preenchidas por seleção interna e com maior objetividade;

- a pontuação no TAO deve equilibrar certificações internas, externas e o tempo de dedicação à empresa, independente da origem dos bancários ser anterior a 1998 ou não, bem como de bancos incorporados;

- a ordem de classificação no TAO deve ser respeitada;

- deve haver trava para que não ocorra fraude na classificação do TAO. O sistema não pode permitir que as pessoas retirem o nome a qualquer momento (a pedido de gestores), permitindo que outras bem abaixo na classificação, subam de uma hora para outra;

- o Progrid - processo seletivo da tecnologia - é um sistema interessante que poderia ser expandido para outras áreas. O TAO seleciona o público para fazer a prova objetiva. No Progrid vale a ordem de classificação alcançada e a entrevista tem caráter eliminatório, mas não final;

- o banco deve estar aberto às propostas de melhorias nos modelos que vierem a existir;

- os cursos necessários para pontuar no TAO devem estar abertos a todos e não somente a determinados públicos-alvo;

- Auditoria, Tecnologia e Dijur também possuem processos seletivos que têm pontos positivos;

- o banco deve apresentar e fornecer para a Contraf-CUT na mesa temática os modelos que ele já utiliza para fomentar os debates e sugestões de melhorias.

Fonte: Contraf-CUT
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POSIÇÃO DO BANCO

Vejam abaixo o comunicado do site de negociação coletiva do bb sobre a mesma reunião:

01/03 (09h10) - Mesa temática debate Comissionamento e Ascensão Profissional

Foi realizada na tarde de ontem, 28, a primeira mesa temática sobre Comissionamento e Ascensão Profissional entre o Banco do Brasil e a Comissão de Empresa da Contraf. A realização dessas mesas atende o disposto na cláusula 52ª do Acordo Coletivo 2012/2013, firmado em outubro do ano passado.

O encontro contou com a participação da executiva da Diref e negociadora do BB, Áurea Farias Martins, da executiva da Dipes, Ana Cristina Garcia, além de funcionários das diretorias envolvidas. Foram apresentados aos representantes sindicais alguns programas que permeiam as políticas de comissionamento e ascensão profissional desenvolvidas pelo Banco, como o TAO, a realização de Processos Seletivos Internos e os Programas Corporativos de Ascensão Profissional (para primeiros gestores na rede de agências, para Sureg, para Executivos e para gestores em Unidades no Exterior).

Além disso, foi mencionada pela Dipes a disposição da Empresa de iniciar uma revisão das políticas de ascensão profissional nas UE, UT e UA. Ao final da apresentação, os membros da Comissão de Empresa debateram e apresentaram sugestões sobre o tema com os representantes do BB.

“Essas mesas temáticas são oportunidades para apresentar alguns projetos que o Banco está pensando em implantar e colher as opiniões dos representantes sindicais”, afirmou a negociadora do BB, Áurea Martins. “Temos uma expectativa muito positiva no sentido de agregar as boas sugestões do funcionalismo para o desenvolvimento das políticas de ascensão da Empresa”, mencionou Ana Cristina.

Além das dúvidas e sugestões sobre a apresentação, os dirigentes sindicais questionaram o Banco sobre a GDC do primeiro semestre de 2013, prevista para ser finalizada em março. Foi esclarecido durante o encontro que o processo de avaliação em apenas 3 meses é uma situação excepcional, ocorrida em virtude da migração do ARH do BB para plataforma web. A partir de julho, quando a transição de sistemas estiver concluída, a GDC voltará ao seu prazo habitual de 6 meses.

As partes ficaram de agendar posteriormente a data da próxima mesa temática sobre comissionamento e ascensão profissional. Os dirigentes sindicais também solicitaram à negociadora do BB a realização de mesas para a discussão e negociação de outros temas elencados pela Comissão de Empresa.