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11.1.26

Memórias da CASSI (11)



DESPESAS ADMINISTRATIVAS DA CASSI

Nos estudos que realizei sobre a Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil no primeiro semestre de gestão avaliei o histórico de grandes eixos temáticos da operadora de saúde. 

Para defender e fortalecer a CASSI era necessário conhecer seus dados econômicos, financeiros, gerenciais e as informações a respeito de seu modelo assistencial e de custeio. Bem como o setor onde a operadora atuava.

É inevitável que os "stakeholders" - os grupos de interesse e usuários do sistema de saúde CASSI - façam comparações entre a nossa autogestão, operadora de saúde que não visa lucro, e as demais operadoras de saúde do mercado capitalista. 

Isso gera grandes confusões e distorções que prejudicam a compreensão e análise correta do que é a CASSI, como ela opera e o setor no qual ela compra serviços e materiais de saúde. 

A conta de despesas administrativas é um dos exemplos de leituras inadequadas que se faziam a respeito de nossa Caixa de Assistência uma década atrás, quando iniciei meu périplo de reuniões com associados e seus representantes a partir de 2014.

As despesas administrativas da operadora de saúde CASSI são baixas, seu grau de eficiência é alto, seu custo-benefício é muito bom e assim que entendi isso, passei a explicar para os formadores de opinião dos grupos de interesse da CASSI. 

No Relatório Anual da CASSI 2013, página 22, se tem a informação a respeito desse item contábil e gerencial da operadora. Em 2013, a despesa administrativa consolidada foi de 270 milhões. O índice de eficiência foi 9,4% (Desp. Adm./Contraprestações). 

Por ser um item de muito diz-que-me-diz, de muito falatório equivocado, incluí o tema logo nas primeiras palestras que passei a fazer em conferências de saúde, conselhos de usuários e para entidades representativas, comparando os dados da CASSI no segmento de saúde suplementar, em relação a outras autogestões, medicinas de grupo e seguradoras, explicando o quando a CASSI era melhor que as outras operadoras e fazia mais com menos.

Não pretendo nessas Memórias da CASSI falar da atualidade da Caixa de Assistência, mas esses fatores contábeis, proporção e índice de eficiência operacional, seguem até hoje muito bons se comparados aos demais segmentos da saúde suplementar. 

William Mendes 

10.1.26

Memórias da CASSI (10)



RELATÓRIOS ANUAIS DA CASSI 

Ao longo do mandato de diretor de saúde da nossa Caixa de Assistência (jun/2014 a mai/2018) foi necessário desenvolver estratégias de informação e comunicação que ao mesmo tempo desse subsídios e noções a respeito da realidade da autogestão aos associados, principalmente seus representantes e formadores de opinião, e me protegesse em relação ao tipo de informação que dava publicidade, ou seja, nunca dar informações confidenciais ou com algum tipo de classificação de público restrito. 

Uma de minhas tarefas como gestor eleito da Caixa de Assistência era dar muita informação e formação política aos participantes do sistema de saúde da CASSI, apresentando a autogestão a sindicatos, associações, conselhos de usuários e gestores do BB em todo o país para desfazer mal-entendidos, desinformações e encontrar soluções através do diálogo, criando e fortalecendo um espírito de pertencimento aos associados da Caixa de Assistência, uma instituição de assistência social sem fins lucrativos. Os participantes não são clientes, são beneficiários da Caixa. 

Uma das estratégias que adotei foi utilizar os relatórios anuais da CASSI para conversar com as lideranças e representantes da comunidade BB. Passei a fazer leitura atenta dos relatórios e destacar dados públicos do documento para esclarecer questões afetas à Caixa de Assistência, tanto sobre a gestão quanto sobre os dados econômicos e financeiros.

O primeiro relatório que estudei com atenção, exegese mesmo, foi o do exercício de 2013, anterior ao ano no qual entrei na direção a partir de junho de 2014, já ouvindo as brincadeiras de corredor que havia recebido um "presente de grego" porque o déficit ao final daquele ano seria enorme e sem novas receitas extraordinárias como, por exemplo, o BET, para cobrir resultados operacionais deficitários recorrentes. 

A CASSI havia recebido recursos repassados pela PREVI do Benefício Especial Temporário (BET) nos anos de 2011, 2012 e 2013, ou seja, como receita extraordinária de contraprestações, o montante de 380 milhões de reais: 172.447 em 2011, 97.024 em 2012 e 110.980 em 2013. (p. 22 do Rel. Anual CASSI 2013)

Foi assim que iniciei as primeiras semanas e meses de representação dos associados da CASSI: estudando relatórios, balanços e a história da Caixa de Assistência para desenvolver estratégias de defesa dos direitos em saúde dos trabalhadores que passei a representar, direitos políticos e sociais. Defender o poder do Corpo Social na gestão da própria Caixa é defender os direitos políticos dos associados. Durante a gestão enfrentei todas as propostas que pudessem significar redução de poder ou direitos dos associados na direção da CASSI. 

Seriam 4 anos de muito estudo, muitas agendas com os associados (170 agendas pelo país a trabalho) e muita construção de unidade e consensos, principalmente na defesa da solidariedade no Plano de Associados e na manutenção de direitos e do modelo assistencial de Estratégia de Saúde da Família (ESF), provando sua eficácia em números. 

William Mendes 

9.1.26

Memórias da CASSI (9)



"(...) a memória exerce um poder revolucionário, um poder de moldar o presente e forjar o futuro - apenas aqueles que conhecem suas raízes podem discernir seus destinos." (José Genoino, em Uma Vida Entrevista, p. 11)


CORPO SOCIAL: ÓRGÃO SUPREMO NA CASSI

Art. 24 do Estatuto 1996/7 da CASSI

Anualmente, depois de aprovados pelos Conselhos Deliberativo e Fiscal, o relatório e as contas da Diretoria Executiva, acompanhados de manifestações formais dos dois Conselhos, são submetidos à apreciação do Corpo Social, na forma de consulta ordinária. 

§ 1° - Na hipótese de reprovação pelo Corpo Social, a Diretoria Executiva tem prazo de 30 (trinta) dias para reapresentar a documentação, acompanhada dos esclarecimentos adicionais que se fizerem necessários. Se mantida a reprovação na segunda consulta, os diretores e conselheiros são afastados imediatamente. 

§ 2° - No caso de afastamento dos gestores, é composta Junta Provisória para dar continuidade à CASSI e convocar novas eleições - no prazo máximo de 30 (trinta) dias - para complementação dos mandatos de titulares e suplentes. 

§ 3° - A Junta Provisória de que trata o parágrafo anterior é integrada por 4 (quatro) membros: 2 (dois) indicados pelo Banco do Brasil S/A e 2 (dois) representantes dos associados, estes escolhidos entre os conselheiros suplentes eleitos e que, preferentemente, não tenham atuado como substituto dos gestores afastados. 

(CAP. IV, DOS ÓRGÃOS SOCIAIS, Seção I, Art. 24 e parágrafos. Estatuto da CASSI, 1996/7)

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PODER POLÍTICO DOS ASSOCIADOS

Como descrevi no capítulo anterior (ver aqui) na reforma seguinte do Estatuto da CASSI (2007), faltou pouco para os associados perderem seu poder supremo de Corpo Social, pois uma maioria momentânea na direção da Caixa de Assistência ia retirando o artigo 24 como afirma a correspondência da Contraf-CUT ao BB, de abril de 2007.

A reforma estatutária de 1996/7 foi um marco na história da CASSI porque a instituição de assistência social e sem fins lucrativos saiu do RH do Banco do Brasil e os associados e seus representantes estabeleceram diversos direitos e regras no estatuto da Caixa de Assistência para garantir o poder do Corpo Social sobre as direções transitórias da CASSI. 

A participação política dos associados em sua Caixa de Assistência é um princípio inegociável e devemos sempre lutar pela manutenção desse direito. 

Não à toa a Contraf-CUT afirmou ao Banco do Brasil em 2007 em relação à uma redação de estatuto que cassava o direito dos associados de se manifestarem sobre os atos e contas das direções da CASSI:

"1. A retirada do artigo 24 do estatuto atual, que versa sobre a consulta ao corpo social do relatório anual; Tal retirada vem acompanhada da auto concessão da prerrogativa de deliberar sobre as contas, ferindo o princípio da democracia e alijando o corpo social do direito de votar as contas da entidade que custeia." (Correspondência da Contraf-CUT ao Banco do Brasil em abril de 2007)

É isso. Mais um momento das memórias de nossa CASSI. 

William Mendes 

8.1.26

Memórias da CASSI (8)



A IMPORTÂNCIA DO MOVIMENTO SINDICAL CUTISTA NA HISTÓRIA DA CASSI

Ao me tornar trabalhador da categoria bancária em 1988 e conhecer a história de nossas lutas, fui me politizando a partir do mundo do trabalho. 

Sendo funcionário do Banco do Brasil desde 1992, e também por gostar muito de história, fui adquirindo conhecimento sobre as lutas da comunidade BB e do papel do movimento sindical cutista a partir dos anos oitenta. 

Os bancários brasileiros construíram uma história de unidade incrível. Em quatro décadas de lutas, uniram as datas-base regionais, uniram bancários de várias empresas e Estados, uniram trabalhadores de bancos públicos e privados. 

Em 1992, assinaram com os banqueiros a única Convenção Coletiva de Trabalho nacional existente até hoje no país, a CCT, e com diversas empresas (CNB/CUT e Fenaban). E a partir de 2006 a CCT da Contraf-CUT incluiria bancos públicos federais como, por exemplo, o BB. 

REFORMA ESTATUTÁRIA DA CASSI EM 2007

A reforma estatutária da CASSI em 2007 só foi concretizada porque na campanha salarial de 2005 ficou acordado em mesa com a CNB/CUT que o Banco do Brasil negociaria com o movimento sindical as questões afetas à Caixa de Assistência, que enfrentava mais uma de suas crises de custeio.

Negociar solução para os problemas da CASSI era REIVINDICAÇÃO constante da pauta da campanha salarial dos funcionários do Banco do Brasil. Era uma reivindicação trabalhista e de direito social da mesa sindical em 2005.

A prova do que afirmo pode ser confirmada, lendo-se o artigo 56 do Acordo Coletivo de Trabalho entre o Banco do Brasil e a confederação cutista, após a campanha salarial de 2005:

"CLÁUSULA QUINQUAGÉSIMA SEXTA – CASSI – O BANCO se compromete a apresentar à CNTIF, até 31.12.2005, conjunto de ações estruturantes do desequilíbrio financeiro da CASSI."

Eu era representante de São Paulo na Comissão de Empresa dos Funcionários do BB (pela Fetec CUT). Desde aquela época, era comum os negociadores do banco afirmarem que não negociavam com os sindicatos assuntos de CASSI, PREVI, Plano de Funções, metas etc. Se dependesse da boa vontade do patrão, não se negociava nada.

A verdade é que os trabalhadores só abrem processos negociais através de boas correlações de forças e boas estratégias sindicais, ou seja, com luta, e os sindicatos são fundamentais para a organização, mobilização e negociação de direitos para os funcionários do BB, os bancários e toda a classe trabalhadora. Essas ladainhas antissindicais têm interesses de outra ordem, contrários aos trabalhadores. 

Após quase dois anos de negociações, ao fechar a proposta de reforma estatutária em 2007, por pouco os associados da CASSI perderiam o direito de votar nos relatórios anuais da CASSI - perda de poder político na gestão de sua Caixa -, pois o documento final do Estatuto, interno na instituição, ia retirando o poder do Corpo Social sobre a direção da CASSI. 

O olho atento dos cutistas evitou essa perda de direitos do Corpo Social. A Contraf-CUT acionou o patrocinador Banco do Brasil e restabelecemos o direito dos associados. 

Segue abaixo a comunicação da confederação cutista que interrompeu e corrigiu o que iria acontecer internamente na confecção do Estatuto novo da CASSI em 2007. A correspondência com o Banco está em uma matéria da Contraf-CUT, reproduzida no blog A Categoria Bancária

É isso! As Memórias da CASSI têm muitas histórias de lutas e o movimento sindical sempre teve papel relevante na conquista e manutenção dos direitos em saúde e previdência do funcionalismo do BB. 

No próximo capítulo, finalizo esta memória, falando do Art. 24 do Estatuto da CASSI de 1996/7.

William Mendes 

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BB: Contraf-CUT quer discutir o estatuto da Cassi


(São Paulo) A Contraf-CUT enviou uma carta ao Banco do Brasil revelando suas discordâncias sobre a proposta para o novo estatuto da Cassi, apresentada pelos conselheiros da Caixa de Assistência. A Contraf-CUT solicitou a imediata abertura de mesa de negociação para discutir os pontos divergentes.

“A negativa desse banco em discutir significará de nossa parte a orientação pela rejeição da proposta de estatuto pelo corpo social da Cassi, uma vez que não corroboraremos com um texto que exclui e restringe a participação do funcionário na vida da entidade tão importante para todos nós”, diz a carta.

Confira abaixo a íntegra do documento.


Ao

Banco do Brasil S/A

Vice-Presidência de Gestão de Pessoas

Sr. Luiz Oswaldo Sant´iago Moreira de Souza

No último dia 3 de abril, os membros do Conselho Deliberativo da Cassi finalizaram e aprovaram o texto de um novo estatuto a ser submetido a votação do corpo social no período de 18 a 30 deste mês. Durante dois anos houve intensa negociação sobre os problemas que afetam nossa Caixa de Assistência, sendo que, no início deste ano, chegamos a um consenso quanto à forma de custeio para equilibrar as contas do Plano Associados. Tais negociações contaram com a Coordenação desta Confederação e, dentro dos princípios da democracia, agregamos diretores e conselheiros eleitos e representante dos aposentados. Nos últimos dias diversas reuniões foram realizadas no sentido de sensibilizar os membros do Conselho Deliberativo quanto a pontos do estatuto revisando com os quais o movimento sindical tem discordância, especialmente pelo fato de as negociações não terem se aprofundado no debate dos temas estatutários, mas sim nos de custeio.

Entre os pontos que esta Confederação discorda da proposta de estatuto apresentada pelos conselheiros da Cassi destacam-se:


1. A retirada do artigo 24 do estatuto atual, que versa sobre a consulta ao corpo social do relatório anual; Tal retirada vem acompanhada da auto concessão da prerrogativa de deliberar sobre as contas, ferindo o princípio da democracia e alijando o corpo social do direito de votar as contas da entidade que custeia.

2. As exigências impostas para que os associados possam concorrer a cargos eletivos dentro da Caixa de Assistência. No texto aprovado há que se ter curso superior completo para concorrer a qualquer cargo. Tal exigência restringe o direito do associado, especialmente pelo fato de muitos dos associados, especialmente aposentados, não terem curso de nível superior, o que não significa demérito, uma vez que muitos deles se aposentaram na qualidade de gestores do Banco do Brasil.

3. Exclusão do corpo do estatuto da referência aos dependentes indiretos, remetendo a questão para proposta de contrato a ser apresentada pelo Banco do Brasil. A proposta de estatuto exclui um ponto polêmico, sobre o qual o banco somente agora aceitou discutir sua responsabilidade e, da forma como foi redigido fragiliza a responsabilidade do banco, bem como pode, no futuro, administradores do banco querer rediscutir a questão.

4. Inexistência de artigo regulando a transição dos atuais eleitos. O Conselho Deliberativo tem poderes, pelo estatuto proposto, de cassar mandato de membros eleitos por decisão administrativa, sem antes haver processos condenatórios dos dirigentes. A confederação não concorda que a reforma casse o mandato de nenhum membro eleito, a tentativa do conselho de cassar por meio da reforma estatutária mandato, encontrará resistência, tanto de quem foi eleito, quanto desta confederação. Isto porque, esse tipo de procedimento fragiliza a credibilidade de qualquer que seja a entidade.

Temos ainda o fato de o tempo para debate com o corpo social ser reduzido em demasia. Uma mudança estatutária de tal porte requer debate amplo para sensibilizar o corpo social quanto aos motivos e consequências das mudanças propostas. Assim sendo, torna-se necessário rever o período de votação.

Diante dos fatos acima, esta Confederação e seus Sindicatos Filiados, solicitam imediata abertura de mesa de negociação para discutir pontos do estatuto para os quais não há concordância. A negativa desse banco em discutir os pontos acima, significará de nossa parte a orientação pela rejeição da proposta de estatuto pelo corpo social da Cassi, uma vez que não corroboraremos com um texto que exclui e restringe a participação do funcionário na vida da entidade tão importante para todos nós.

Marcel Juviniano Barros
Coordenador Comissão de Empresa


Fonte: Contraf-CUT

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7.1.26

Memórias da CASSI (7)



"Art. 25 - O Corpo Social é o órgão supremo na defesa de seus interesses e do melhor desenvolvimento das atividades da CASSI, competindo-lhe, além de outras atribuições previstas em dispositivos deste Estatuto:

I - eleger, entre os associados, os membros para compor parte da Assembleia de Representantes;

II - eleger os membros do Conselho Fiscal e respectivos suplentes;

III - destituir membros eleitos dos Conselhos Deliberativo e Fiscal;

IV - deliberar sobre aprovação de alteração estatutária;

V - deliberar sobre elevação de contribuições." (CAP. IV, Dos Órgãos Sociais, Seção II - Do Corpo Social, Estatuto CASSI, 1996/7)


A CASSI É DOS ASSOCIADOS

Quando me integrei à direção da CASSI em 2014, tendo sido dirigente nacional da categoria bancária no período anterior, conhecia um pouco mais que a média das pessoas o histórico das reformas estatutárias de nossa Caixa de Assistência, as reformas de 1996/7 e a de 2007.

A reforma estatutária de 1996/7 foi marcante na história da CASSI porque mudou substancialmente a nossa instituição de assistência social sem fins lucrativos. 

Saímos do modelo de Caixa de Assistência dentro do RH do Banco do Brasil e passamos a ter autonomia administrativa, e a CASSI passaria a fazer a gestão do sistema de saúde de seus associados e beneficiários, definidos em estatuto. 

Por ter votado na reforma de 1996/7 como bancário com alguns anos de banco e por ter participado das negociações da reforma de 2007 como dirigente sindical, já conhecia relativamente bem a posição do patrocinador BB e de seus interlocutores na temática "CASSI". Inclusive em 2014, quando me integrei à direção da Caixa de Assistência. 

É bom lembrar nessas Memórias da CASSI que além de conhecer um pouco mais que a média os temas afetos às questões do funcionalismo do BB, conhecia também os grupos políticos e de interesse que compunham a comunidade BB nas disputas políticas e eleitorais. 

A disputa de versões e narrativas sempre fez parte da história da CASSI, e nem sempre de forma positiva para a autogestão, seu modelo assistencial e sua estrutura de atendimento e funcionamento. Infelizmente, nossa Caixa de Assistência era vítima de muita desinformação e fake news (mentiras).

Sendo a CASSI dos associados e o Corpo Social o órgão supremo na defesa de seus interesses era estratégico que nosso mandato mantivesse uma agenda permanente de contato com os associados e suas entidades representativas. Assim fizemos por 4 anos, superando todas as dificuldades que se apresentaram no caminho. 

Foram 170 agendas públicas do diretor de saúde em todo o país em 4 anos, informando, esclarecendo e defendendo os interesses da CASSI e de seus associados. 

Por que estou começando estas Memórias da CASSI pela leitura do Estatuto de 1996/7? É uma escolha de meu roteiro narrativo. 

Na reforma seguinte, em 2007, o movimento sindical cutista, atento, evitou, por exemplo, que se retirasse a consulta ao Corpo Social para aprovação dos relatórios anuais, poder previsto no Art. 24 do Estatuto de 1996/7 que estava sendo reformado em 2007, o que seria uma perda de poder político dos associados. 

Seguimos aos poucos contando nossas memórias da CASSI. 

William Mendes 

6.1.26

Memórias da CASSI (6)



"(...) Em 1944, a Direção do Banco do Brasil decidiu criar a Caixa de Assistência..." (Agradecimento, Relatório Anual 2008 da CASSI, p. 5)


Contar as memórias da CASSI é uma tarefa trabalhosa por diversos motivos. Um deles é porque a nossa Caixa de Assistência é uma associação de pessoas, no primeiro momento, de pessoas físicas, e com o passar do tempo, uma associação entre pessoas físicas e jurídica, o BB. E pessoas pensam diferente e falam de algum lugar, têm leituras de mundo, representam interesses. E tudo bem, a sociedade humana é assim. 

A autogestão em saúde CASSI fala de si através de seus documentos formais, mas não só, na minha leitura de associado e participante, e também de alguém que foi gestor formalmente como todas as pessoas que passaram pela gestão ao longo de seus 81 anos de existência, completados em 2025.

A CASSI fala de si através de sua história, de sua relação com seus associados, pessoas físicas que a criaram por assembleia em 27/01/1944 e pertenceram ou pertencem à instituição de assistência social, como citei no primeiro texto dessas memórias (Art. 1° do Estatuto de 1996/7). Fala de si através da história das pessoas que de alguma forma tiveram suas vidas marcadas pela CASSI. 

A CASSI fala de si através de nossas memórias, das memórias de cada participante de seu sistema de cuidados e apoio a pessoas da comunidade de funcionários e ex-funcionários do Banco e da CASSI, aposentados, pensionistas, participantes externos e todas as pessoas listadas no capítulo dos beneficiários da instituição em seus estatutos ao longo da história. 

Quando comecei a estudar a CASSI, por ter me tornado um de seus dirigentes em determinado instante de sua história, fui me encantando com essa instituição extraordinária da comunidade de funcionários do Banco do Brasil, sendo a CASSI, para mim, um dos maiores patrimônios da comunidade, junto com a Previ, nossa Caixa de Previdência. 

Por ser uma pessoa com formação política e sindical, formação oriunda das lutas por direitos da classe trabalhadora, fui me adaptando e compreendendo na representação dos associados como a informação e a história são definidoras da percepção que as pessoas têm de qualquer coisa na sociedade humana. Faltam noções básicas aos trabalhadores por estarem na luta pela sobrevivência. Faltava na comunidade BB noções básicas sobre as questões da CASSI.

E tive a certeza de que um de meus papéis como diretor eleito de saúde da nossa Caixa de Assistência era apresentar a CASSI aos seus grupos de interesse, principalmente ao Corpo Social que representava. Tendo sido eleito com apoio da ampla maioria das entidades sindicais e representativas do funcionalismo do BB, era meu papel dar informações e subsídios técnicos e políticos para os representantes dos trabalhadores.

Para finalizar o capítulo, uma afirmação como essa que citei na abertura do texto, constante de um documento da CASSI em determinado momento de sua história, avalio que poderia ter sido escrita de outra forma, porque a CASSI foi criada pelos funcionários do Banco e não por sua direção. Pelo contexto da frase, uma homenagem a um colega do passado, o texto até poderia ter dito que a direção do Banco apoiou a criação, mas não que criou a CASSI.

Enfim, só de reunir em minha mesa de trabalho uma quantidade enorme de relatórios anuais da CASSI, que imprimi e organizei para estudar à época que fui gestor, percebe-se quanta história existe nas Memórias da CASSI.

Eu tenho as minhas memórias da CASSI. E sou uma das pessoas que teve a vida marcada pela CASSI como disse antes. Entendo que preciso registrar minhas memórias da CASSI também. 

Sigamos com as lembranças e histórias.

William Mendes 

5.1.26

Memórias da CASSI (5)



"Para 2014, os desafios são maiores. Além de aperfeiçoar ainda mais o gerenciamento das despesas, a CASSI deverá buscar alternativas que ajudem a minimizar o impacto pelo fim do recebimento, a partir deste ano, do volume de contribuições sobre o BET - Benefício Especial Temporário." (Mensagem da Diretoria, Relatório Anual 2013 da CASSI)


As memórias da CASSI registram muita história de nossa Caixa de Assistência ao longo das décadas de sua existência. Há que se ler e ouvir essas histórias e registros.

Para conhecer e compreender a instituição de assistência social - sem fins lucrativos - que a comunidade de funcionários do Banco do Brasil tem desde 1944 é necessário estudar sua história. Foi o que tentei fazer quando cheguei à gestão em junho de 2014.

Uma das brincadeiras mais comuns que faziam comigo nas conversas descontraídas de corredor era dizerem que eu havia ganhado um presente de grego: um déficit recorrente no Plano de Associados que não teria mais receitas extraordinárias para fecharem as contas da autogestão a partir daquele ano que me integrei à direção da CASSI.

Como aponta a Mensagem da Direção no Relatório Anual do ano anterior, uma das principais receitas extraordinárias do Plano de Associados de nossa Caixa de Assistência não se repetiria a partir do ano de 2014.

Antes de ser eleito para a direção da CASSI, eu era o coordenador das mesas de negociação de questões do funcionalismo do Banco do Brasil com o movimento sindical cutista, a Contraf-CUT, e por esse motivo conhecia relativamente bem todas as questões de direitos afetas aos funcionários do BB, inclusive as relativas à Caixa de Assistência.

Logo de cara, após os primeiros estudos que fiz nos relatórios anuais da CASSI, percebi que o Plano de Associados recebeu receitas novas e ou extraordinárias desde o exercício de 2007 e não só a partir do BET, conquista do funcionalismo de melhorias nos benefícios da PREVI, nossa Caixa de Previdência, após superávits, se não me falha a memória, melhorias usufruídas pelos beneficiários a partir de 2011, gerando recolhimentos à CASSI

Em poucas semanas de gestão e estudos, entendi o tamanho do desafio que teria pela frente, inclusive para construir o ponto de vista de um representante do Corpo Social que defendia os interesses dos associados e para isso teria que me contrapor às posições do patrocinador BB, pois já se ouvia o recado de que o banco não colocaria mais dinheiro na CASSI e que aquela conta deveria ser paga somente pelos associados, o funcionalismo do banco. 

É uma longa história, mas ela tem que ser contada, pois são memórias da CASSI. 

William Mendes 

4.1.26

Memórias da CASSI (4)



Primeiros dias de trabalho: desejo de conhecer e compreender

Através da leitura de minhas postagens no blog (diário), no mês de junho de 2014, com o país em clima de Copa do Mundo, já prestando contas de nossa atuação como diretor de saúde eleito pelo corpo social da CASSI, se vê claramente a intenção de exercer um mandato muito participativo e transparente.

Já nos primeiros dias (11/6/14), participei de reunião do Conselho de Usuários do DF, uma espécie de conselho de saúde com papel definido pela autogestão, não deliberativo e sim consultivo e voluntário, e muito importante, na minha opinião, para as estratégias que adoraríamos, ou seja, que teríamos de informar e formar lideranças locais para aproximar a CASSI do conjunto de participantes e usuários do sistema em todo o país de tamanho continental.

No primeiro mês de gestão da CASSI, participei do 25º Congresso Nacional dos Funcionários do BB, o principal fórum organizativo e deliberativo dos bancários do Banco do Brasil nas principais demandas relativas a saúde, previdência, remuneração, condições de trabalho e papel do banco público, que no caso de nossa autogestão, é patrocinador e indica a metade da direção da Caixa de Assistência.

Ou seja, além de ler dezenas de súmulas e notas nas reuniões ordinárias da Diretoria Executiva da CASSI, de estudar por conta própria diversos documentos e materiais relativos à história da nossa autogestão em saúde, eu também iniciei a minha tarefa de fazer a ponte entre a Caixa de Assistência e os associados e suas representações, e demais grupos de interesse. 

Segue abaixo um primeiro balanço que fiz após o nosso trabalho em junho de 2014.

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Dias longos de trabalho na Caixa de Assistência

Olá companheirada, amig@s e colegas do Banco do Brasil,

Estou nas primeiras semanas de trabalho em nosso mandato como Diretor de Saúde da Caixa de Assistência dos Funcionários do BB - Cassi.

Todo início de trabalho em uma entidade tão importante e tão complexa como a nossa Cassi requer muita disposição, desejo de conhecer e compreender as complexidades do funcionamento da Caixa de Assistência, e pensar propostas de solução para os problemas existentes, além de definir as melhores estratégias para implantar as propostas que os associados votaram conosco.

A Caixa de Assistência dos Funcionários do BB é um dos maiores patrimônios do funcionalismo, foi uma conquista de décadas de lutas e solidariedade de classe e é uma entidade construída e mantida pelos trabalhadores desde janeiro de 1944.

Após estas primeiras semanas de estudos e percepções, já começo a pensar em conjunto com pessoas sérias e dedicadas que lá encontramos e que chegaram conosco, proposições para buscar a perenidade de nossa Caixa de Assistência, soluções para que o conjunto dos associados da ativa e aposentados possa sempre contar com a Cassi para manter e cuidar de sua saúde.

Desafios diversos e vamos achar soluções construídas com a participação social

Nós temos desafios internos, que passam por melhorias nos processos (e isto vem ocorrendo), temos desafios em construir consensos para implantar direitos novos para os associados, temos desafios de incluir mais participantes como, por exemplo, os mais de 10 mil bancári@s oriundos de bancos incorporados e que estão hoje sem o direito à Cassi, e temos desafios de proteger a Caixa de Assistência e demais planos de autogestão de medidas equivocadas da ANS que acabam por prejudicar planos de saúde que não visam lucro.

Um desafio gostoso de enfrentar é o de fortalecer a cultura do pertencimento dos associados à Caixa de Assistência. E, por fim, melhorar o nível de informações importantes para os participantes e suas entidades representativas. Para isso estamos já preparando o primeiro boletim dos eleitos.

A Caixa de Assistência tem que focar a Saúde das pessoas e não ser a maior no "mercado" nisso ou naquilo

Queremos fortalecer a Cassi naquilo que é a sua razão de ser, ou seja, focar na Atenção Integral à Saúde dos funcionários do BB da ativa, aposentados e familiares.

A cada novo conhecimento dos problemas da Caixa de Assistência, do contexto em que ela está inserida - uma autogestão em saúde d@s trabalhadores num mercado agressivo que lucra com a doença das pessoas - mais me convenço que o fortalecimento da entidade e sua perenidade no tempo passa por conseguir maior participação do corpo social no dia a dia da Cassi, bem como no fortalecimento das ações preventivas e de promoção de saúde e na construção de um maior espírito de pertencimento de seus participantes.

Muito trabalho a fazer e os associados merecem nossa dedicação

Nestas semanas iniciais encontramos muito pouco tempo para acessar redes sociais porque acabamos por passar longas horas na gestão da entidade, o dia todo, todos os dias, estejamos fisicamente na sede em Brasília ou em outra base.

Mas vamos buscar formas e ferramentas de comunicação para informar com mais eficácia nossos participantes e as entidades do funcionalismo sobre aquilo que estamos fazendo e dos desafios que temos.

Eleitos e associados visam melhorias de direitos em saúde e sustentabilidade da Caixa de Assistência

Uma coisa é certa: os eleitos pelo corpo social têm como objetivo defender medidas que aumentem direitos e que melhorem o atendimento, e que esses direitos dos associados sejam sempre usufruídos de forma racional e que atinjam os objetivos em saúde dos participantes, mantendo a sustentabilidade de nossa Caixa de Assistência.

É isso!

Abraços,

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento

27/06/14

3.1.26

Memórias da CASSI (3)



"A formação política e sindical é estratégica para a classe trabalhadora. É a partir da formação que podemos disputar corações e mentes na luta pela hegemonia da sociedade e de todas as suas estruturas. É preciso um grande esforço na Cassi e da Cassi em informar e formar as novas gerações de trabalhadores do Banco do Brasil para a compreensão de que a Cassi não é um plano de saúde como os que estão aí no mercado, que visam lucro. A Cassi não trata as pessoas como clientes, a Cassi não é o Bradesco Saúde nem a Unimed. A Cassi é dos trabalhadores, em gestão compartilhada com o nosso patrocinador Banco do Brasil, e cada associado deve viver e participar do cuidado da nossa Cassi. É necessário fortalecer os conselhos de usuários, é preciso que os sindicatos e demais entidades do funcionalismo estejam no dia a dia da Cassi, sendo um ponto de contato e de organização dos associados nos mais diversos pontos do país." (William Mendes, discurso de posse como diretor de saúde, em 02/06/14, em Brasília - DF)


Esse recorte da mensagem passada pelo diretor de saúde da CASSI aos participantes do evento do início de gestão de junho de 2014 a maio de 2018 está em sintonia com o primeiro artigo do Estatuto da CASSI, que citei no capítulo anterior dessas memórias. 

A autogestão em saúde CASSI é uma sociedade civil e pessoa jurídica de direito privado, é uma instituição de assistência social e sem fins lucrativos. Esse foi o desejo e o legado de nossos colegas do Banco do Brasil quando criaram a Caixa de Assistência em 1944.

Por isso a nossa autogestão não é o Bradesco Saúde nem a Unimed, por isso podemos dizer "nossa" quando falamos da CASSI. Por isso é necessário dar informação e formação para o conjunto dos grupos de interesse do sistema CASSI, os chamados stakeholders. 

É por ser Caixa de Assistência e não plano de saúde de mercado que a informação correta sobre direitos e deveres de cada associado e associada deve ser conhecida, sobre a melhor forma de se acessar o direito em saúde e de se resolver as demandas de cada participante. 

Foi com base na compreensão do que era a CASSI que definimos o planejamento estratégico para a Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento e seu diretor.

Caberia a mim essa relação direta com os diversos grupos de interesse em torno da CASSI, principalmente aqueles que representavam os associados e participantes do sistema de saúde da Caixa de Assistência. 

William Mendes 

2.1.26

Memórias da CASSI (2)



"A Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (CASSI), sociedade civil e pessoa jurídica de direito privado, é uma instituição de assistência social, sem fins lucrativos, constituída em Assembleia Geral de 27 de janeiro de 1944, com sede e foro na cidade de Brasília (DF)." (Art. 1° do Estatuto de 1996/97)


Uma instituição de assistência social e sem fins lucrativos. Percebe-se que a CASSI dos funcionários do Banco do Brasil não é um "plano de saúde", como esses que hegemonizam o mercado de saúde brasileiro. 

Aliás, a CASSI não é plano como esses planos de saúde que definem o imaginário da classe trabalhadora brasileira. Ter um "convênio médico" privado seria um diferencial em relação às pessoas que só teriam algum acesso a atendimento de demandas de saúde através de um sistema público ou beneficente. 

O Brasil tem o SUS, Sistema Único de Saúde, algo inexistente na maioria dos países do mundo. Por não termos uma boa educação, as pessoas têm pouca noção geral das coisas. 

Mesmo aquelas pessoas que fazem pouco caso do SUS, são salvas por ele e depois ainda falam mal do sistema. Explico: quando ocorre um acidente de trânsito ou uma explosão residencial e há vítimas, quem salva a vida até dos "conveniados" da CASSI ou de um plano de saúde de mercado é o SAMU e um hospital público, do sistema SUS.

Em 2014, quando cheguei à gestão de nossa Caixa de Assistência, para somar com as demais pessoas que compunham nossa chapa eleita e nos unirmos às pessoas que já estavam na direção - parte indicada pelo patrocinador BB e parte já eleita pelo Corpo Social dois anos antes -, tratei logo de definir um método de trabalho: estudar muito e ouvir as pessoas, pessoas que pertencem a segmentos que poderíamos chamar "grupos de interesse" (stakeholders*).

* Indivíduos, grupos ou organizações que têm interesse, influência ou são afetados pelas ações e decisões de uma empresa ou projeto. (descrição comum na internet)

Logo nos primeiros meses como gestor da CASSI, responsável pela Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento, organizamos um planejamento estratégico democrático, no qual ouvimos pessoas de diversas áreas da autogestão em saúde, inclusive de diversos Estados, e, a partir daquele momento, eu passei a fazer tudo que definimos como meu papel de diretor de saúde da CASSI. 

Evidente que um planejamento é um norte, uma direção, mas saber quais eram minhas tarefas e objetivos em 4 anos foi algo essencial para superar todas as dificuldades que se apresentariam naquela caminhada como, por exemplo, o déficit do custeio do Plano de Associados, algo que não era minha responsabilidade específica, mas que alterou toda a dinâmica de funcionamento da autogestão. 

A CASSI teria que ser apresentada aos seus associados - funcionários da ativa e aposentados e suas entidades representativas -, aos gestores do patrocinador BB - não só da direção geral, mas de todos os Estados e DF -, aos conselheiros dos conselhos de usuários - que fortalecemos durante o mandato -, e aos próprios trabalhadores da Caixa de Assistência. Essa seria uma de minhas funções como diretor eleito. 

Dar noções gerais sobre o que era a CASSI, seu modelo assistencial, como operava o mercado privado das redes credenciadas e por que a CASSI tinha desequilíbrios econômicos e financeiros e os principais motivos dos déficits eram, em linhas gerais, as minhas tarefas como gestor eleito da Caixa de Assistência na relação com os representados e os demais grupos de interesse. 

Foi isso que fiz ao longo de 4 anos. Ou tentei fazer. E, óbvio, defender os direitos em saúde dos associados da CASSI e gerir a área de saúde, e nessa questão conquistamos avanços importantes.

William Mendes