Páginas

3.7.12

Por onde ando... (com meu pai no hospital da USP)


(atualizado 4/07)

Nesta segunda-feira, estive acompanhando meu pai, um idoso de quase 70 anos, o dia todo no Hospital Universitário. Ele tem diversos problemas de saúde e foi um looongo dia.

Vou passar a madrugada aqui também.

Não sei se cumprirei a agenda sindical para a semana toda ou se ficarei por conta de cuidar de minha família.

Só isso!


TERÇA-FEIRA

Consegui trabalhar um pouco à tarde. Tive reunião no Seeb SP.


QUARTA-FEIRA

Dia de trabalho na Contraf-CUT SP.


QUINTA e SEXTA

Em tese, dias de trabalho na Contraf em SP.

29.6.12

Curso de formação Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro


Bela foto dos participantes do 6º curso de
formação p/ dirigentes bancários.
A turma foi muito aplicada.

E então, terminamos hoje o 6º curso de formação sindical para dirigentes e assessores bancários. Esta etapa foi promovida pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região. O curso é organizado pela Contraf-CUT em parceria com o Dieese.

A participação das pessoas do grupo foi muito militante e todo mundo produziu muito conhecimento coletivo em prol da categoria bancária e da classe trabalhadora.

Vencemos mais uma etapa formativa e eu só tenho a agradecer a todos - pessoas envolvidas e entidades - por nos permitirem formar as pessoas para serem bons representantes dos trabalhadores.

SOMOS FORTES, SOMOS CUT!

28.6.12

Curso de formação - Transformações no mundo do trabalho


Prof. Dari Krein da Unicamp e do Cesit 
discute transformações no mundo do
trabalho com os participantes.

O nosso curso prosseguiu nesta quinta-feira com a participação do professor da Unicamp e diretor do Cesit Dari Krein.

Ele abordou o tema das transformações no mundo do trabalho. Uma das belas conclusões que tivemos após a exposição e debate é que os sindicatos são fundamentais para as sociedades e para as relações entre capital e trabalho, seja em tempos de bonança ou de crises sociais.

Vimos com o professor três períodos fundamentais em relação às transformações na produção material a partir do século XIX. A constituição plena do capitalismo, a segunda revolução industrial e a fase neoliberal do capitalismo após os anos 1970.

Com a leitura dessas transformações no modo de produção, pudemos ver as reações das sociedades inseridas nessas transformações. A classe trabalhadora reage se organizando em seus sindicatos e associações e é essa organização que consegue frear a exploração e criar correlação de forças para disputar a distribuição dessa produção de bens materiais.

PLR

Na parte da tarde, fizemos com os participantes exercícios sobre a PLR da Fenaban, a da Caixa Federal e a do BB. As regras foram apresentadas e cada grupo calculou para cada banco os valores a serem recebidos pelos trabalhadores.

Neste curso, trabalhamos bastante com a ideia de dar pertencimento e noções gerais sobre os grandes temas que pautam os representantes da categoria bancária.

FILME

Para finalizar o dia, o grupo está assistindo ao filme inglês "Billy Elliot" de 1999. É um drama excelente para se pensar a questão do preconceito e da intolerância. O filme tem como pano de fundo o forte ataque do governo inglês aos trabalhadores das minas locais.

Amanhã encerraremos o 6º curso de formação de dirigentes sindicais com a participação da Contraf-CUT e Dieese. Esta turma só foi possível pelo empenho do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região em realizá-lo para diretores e funcionários.

O curso teve apoio importante de toda a executiva do Sindicato e principalmente da diretora de formação Neiva Maria e da diretora Ana Tércia.

SOMOS FORTES, SOMOS CUT!


27.6.12

Curso de formação - OLT e Terceirização em debate


O curso de formação Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro seguiu hoje com altos debates e excelentes palestrantes.



Ana Tércia debate com participantes o tema Terceirização.

OLT - Organização por Local de Trabalho

Pela manhã, tratamos do tema Desafios para atuação das Organizações por Local de Trabalho - OLT. Tivemos a presença de dois companheiros de outros ramos para fazer o debate com os bancários e trocar experiências.

Aparecido Donizete da Silva, membro da executiva da CUT e do ramo dos químicos e Aroaldo Oliveira, coordenador do Comitê Sindical de Empresa (CSE) da Mercedes fizeram um debate com os participantes e a discussão foi tão produtiva que o pessoal acabou alongando o horário da manhã em um hora a mais do previsto.

Terceirização


Na parte da tarde, também foi abordado um dos principais temas da atualidade em termos de desafios para os trabalhadores do ramo financeiro e para a classe trabalhadora em geral - a terceirização.

Tivemos a presença da companheira Ana Tércia do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região. Ana é uma das maiores especialistas do tema no Brasil e participa do grupo de trabalho de terceirização da Central Única dos Trabalhadores.

Tive que me ausentar pela manhã e pude pegar o final dos debates da tarde, porque tínhamos uma agenda na Contraf-CUT.

Vencemos mais um dia de produção de conhecimento e de preparação dos representantes da classe trabalhadora para organizar os bancários para o embate com os banqueiros, governos e capitalistas.



SOMOS FORTES, SOMOS CUT!

Curso de formação - 6ª turma realiza 3º módulo

Neste segundo dia, curso foi coordenado 
por Bárbara e Carlindo, ambos do Dieese.

Estamos nesta semana realizando o 3º e último módulo da 6ª turma do curso de formação Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro, um curso organizado pela Contraf-CUT e Dieese e que está sendo realizado pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região para diretores e assistentes.

Neste módulo tratamos de questões e desafios da categoria e dos trabalhadores do ramo financeiro.

SEGUNDA-FEIRA

Na segunda-feira a turma apresentou e discutiu o trabalho intermódulos sobre o perfil dos bancários nos principais bancos do sistema e as mudanças ocorridas na última década.

Na parte da tarde tivemos a participação da escritora e professora da Uninove, Paula Loureiro, abordando o tema da Igualdade de oportunidades no ramo financeiro e na sociedade. Ela é autora do livro "Alexandra Kollontai - feminismo e socialismo. Uma abordagem crítica do direito", lançado em 2012.

À noite, o pessoal assistiu ao filme "Revolução em Dagenhan", um filme inglês de 2010 que aborda uma história real ocorrida na Ford da Alemanha em 1968.

TERÇA-FEIRA

Tivemos a presença de Bárbara Vallejos Vazquez, técnica do Dieese, da subseção da Contraf-CUT e o dia foi dedicado ao tema Remuneração do trabalhador bancário. Também vimos a grave questão da rotatividade e os efeitos nefastos que ela causa na categoria.

Também foi abordada a questão da Evolução do emprego bancário, o perfil do trabalhador atualmente e os levantamentos trimestrais da categoria feitos pela Contraf-CUT/Dieese com base no Caged.

À noite, assistimos ao filme espanhol "El Método" com o título no Brasil "O que você faria". O filme é de 2005 e poderia ser de hoje, pois aborda um grupo de executivos na disputa por uma vaga de emprego em meio à crise.

É isso, amanhã tem mais produção de conhecimento coletivo.

SOMOS FORTES, SOMOS CUT!

25.6.12

Por onde ando nesta semana... Formação


Agenda de formação

Nesta semana estou com a agenda voltada para minha função de secretário de formação sindical da Contraf-CUT.

Estamos finalizando a 6ª turma do curso de formação Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro, etapa promovida pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região. Este curso é organizado pela Contraf-CUT em parceria com o Dieese e fazemos adaptações para as especificidades de cada entidade que o promova.

Nesta semana estamos no 3º módulo em Atibaia.

Contraf-CUT fará 7ª etapa do curso

LEMBRO AQUI às entidades sindicais filiadas à Contraf-CUT que tenham interesse em inscrever dirigentes neste curso, que estamos planejando para o segundo semestre a 7ª etapa dele, entre os meses de outubro e dezembro.

Agenda de bancos da Contraf-CUT

Antes de ir para o curso, estou na capital paulista vendo questões inerentes ao bb e à Contraf-CUT. Aproveitarei para participar da assembleia dos companheiros do Santander, que avaliam hoje à noite as propostas do acordo aditivo do banco.

O movimento sindical conseguiu avanços importantes nas negociações 2012.


Comentário Post Mortem

Palavras ditas ao vento diante do túmulo de minha avozinha Cornélia e de minha querida tia Alice, ambas, duas referências de pessoas pelas quais luto diariamente para transformar o mundo em um lugar mais justo e benfazejo para os simples de coração:

"Vou seguir minha militância por um mundo melhor, com ética e dedicação, por saber que existem milhões de pessoas simples de coração e humildes como vocês vovó e titia. A luta vale a pena por acreditar que podemos melhorar a vida da maioria da população. Eu não faço militância para garantir elitismo. Luto para mais gente ter direito a mais coisas da inventividade humana. As melhorias humanas são direitos humanos e como tanto, são direitos de todos."


22.6.12

Entrevista: Rafael Correa (Equador) fala da luta contra golpes liderados pela Mídia Corporativa


“Estamos diante de uma guerra não convencional”

Rafael Correa, presidente do Equador.

Em uma entrevista especial concedida à Carta Maior e aos jornais Página/12, da Argentina, e La Jornada, do México, o presidente do Equador, Rafael Correa, analisa o que considera ser um dos principais problemas do mundo hoje: o poder das grandes corporações de mídia que agem como um verdadeiro partido político contra governos que não rezam pela sua cartilha. “Essa é a luta, não há luta maior. Estamos diante de uma guerra não convencional, mas guerra, de conspiração, desestabilização e desgaste”.


Carta Maior, La Jornada e Página/12

Rio de Janeiro - Representante de uma nova geração de líderes políticos da esquerda latino-americana, o presidente do Equador, Rafael Correa, foi lançado para a linha de frente do cenário político mundial com o pedido de asilo político feito, em Londres, pelo fundador do Wikileaks, Julian Assange. Há poucas semanas, Assange entrevistou Correa e os dois conversaram, entre outras coisas, sobre um tema de interesse de ambos: as operações de manipulação conduzidas pelas grandes corporações midiáticas. Agora, durante sua passagem pela Rio+20, Rafael Correa voltou com força ao tema.

Em uma entrevista especial concedida à Carta Maior e aos jornais Página/12, da Argentina, e La Jornada, do México, Correa analisa este que considera ser um dos principais problemas do mundo hoje: o poder das grandes corporações de mídia que, na América Latina, agem como um verdadeiro partido político contra governos que não rezam pela cartilha dos interesses desses grupos. “Essa é a luta, não há luta maior. Estamos diante de uma guerra não convencional, mas guerra, de conspiração, desestabilização e desgaste”.

Na entrevista, Correa fala sobre o pedido de asilo de Assange, relata o debate sobre uma nova lei de comunicações no Equador e faz um balanço pessimista sobre os resultados da Rio+20.

-----------------

Há um argumento segundo o qual a liberdade de imprensa é propriedade dos meios de comunicação empresariais. Imagino que essa não seja a sua opinião.

Correa: Não nos enganemos. Desde que se inventou a impressora a liberdade de imprensa, entre aspas, responde à vontade, ao capricho e à má-fé do dono da impressora. Devemos lutar para inaugurar a verdadeira liberdade de imprensa que é parte de um conceito maior e um direito de todos os cidadãos, que é a liberdade de expressão, que defendemos radicalmente. No entanto, o poder midiático que faz negócios com o objetivo de ter lucro, até isso quer privatizar. Então, se eles têm tanta vocação para comunicar, como dizem, que o façam sem finalidades lucrativas, porque para mim isso é uma contradição.

Este é um grande problema na América Latina e também em nível planetário. Tenho tomado conhecimento que existem posições semelhantes às nossas, mas houve um tempo em que nos sentíamos muito sozinhos, quando fomos vítimas de um ataque tremendo por não abaixar a cabeça diante de um negócio muitas vezes corrupto e encoberto sob a capa da liberdade de expressão. Essa é a luta, não há luta maior.


Presidente, nestes dias foram divulgados telegramas pelo Wikileaks onde apareceram jornalistas equatorianos que eram considerados informantes pela embaixada dos Estados Unidos. Isso confirma as hipóteses levantadas quando o senhor foi vítima de um golpe de Estado.

Correa: As mentiras deles sempre acabam sendo derrubadas. Entidades que financiam esses empórios midiáticos, certas organizações que, em nome da sociedade civil, nos denunciam ante a Comissão Interamericana de Direitos Humanos, a SIP, em todos os lados. Agora vemos que esses senhores são identificados via Wikileaks como informantes da embaixada (estadunidense). Wikileaks que nunca é publicado pela maioria da imprensa comercial. Não é só isso. Essa gente é financiada pela USAID, que vocês conhecem. A USAID financiou com 4,5 milhões de dólares a estes supostos defensores da liberdade de expressão, supostamente para fortalecer a democracia e a ação cívica. Na verdade, para fortalecer a oposição aos governos progressistas da América Latina. Os povos da região têm que reagir contra esse tipo de prática.

Independentemente da solicitação do senhor Assange – ele solicitou asilo político -, ele disse que quer vir para o Equador para seguir cumprindo sua missão em defesa da liberdade de expressão sem limites, porque o Equador é um território de paz comprometido com a justiça e a verdade. Isso que o senhor Assange disse é mais próximo da realidade do Equador do que as porcarias que o poder midiático publica todos os dias.


Sabemos que o senhor ainda não tomou uma decisão sobre a situação que está atravessando alguém que revelou informações secretas sobre conspirações dos Estados Unidos e está pagando com a prisão por ter trabalhado pela liberdade de imprensa.

Correa: Se, no Equador, alguém tivesse passado a centésima parte do que passou Assange, nós seríamos chamados de ditadores e repressores, mas como o que Assange divulgou afeta as grandes potências e isso evidencia uma moral dupla e como os Estados nos tratam por meio de suas embaixadas, então é preciso aplicar todo o peso da lei contra Assange. E o chamam de violador.

Eu não quero antecipar minha decisão. Recebemos o pedido de asilo, analisaremos as causas desse pedido e tomaremos uma decisão quando for pertinente. Ele está em nossa embaixada em Londres sob a proteção do Estado equatoriano.

É claro que há aqui uma dupla moral, uma para os poderosos e outra para os débeis, uma para os que querem manter o status quo e para sua imprensa, e outra para os governos que querem mudar esse status quo e para a imprensa alternativa. Todos os dias há julgamentos em países desenvolvidos contra jornais. Neste caso não há problema, porque isso é civilização, mas, processar em nosso país um jornal ou um jornalista é qualificado como barbárie. E não é verdade que nós criminalizamos a opinião, pois em nosso país todos os dias publicam tudo, todos os dias publicam que há falta de liberdade de expressão. Qualquer um pode dizer que o governo é bom ou mau, que é competente ou incompetente. Mas o que não pode se dizer em um meio de comunicação é que o presidente, ou qualquer cidadão, é um criminoso de lesa humanidade e que ele disparou sem aviso prévio contra um hospital, porque isso é calúnia, isso é delito em qualquer país.


O caso Assange pode dar origem a uma tensão diplomática entre Equador e Grã-Bretanha?

Correa: Isso é a última coisa que queremos, mas nós não vamos pedir permissão a nenhum país para tomar decisões soberanas. O Equador não tem mais alma de colônia nem alma de vassalo. Se dar asilo, refúgio ou residência a fugitivos da justiça provocasse deterioração, a relação da América Latina com os Estados Unidos estaria deterioradíssima. Porque, provavelmente, Argentina, Brasil, México e outros países não devem estar de acordo que qualquer fugitivo viole a justiça. Esse não é o caso do senhor Assange, mas sim de corruptos como os banqueiros que quebraram o Equador em 99 e fugiram para os Estados Unidos, onde gozam hoje de uma vida bastante cômoda.


Vocês têm um Murdoch no Equador?

Correa: No Equador, temos seis famílias que representam heranças familiares, não é propriedade democrática, um capitalismo popular onde há 10 mil acionistas em um empório. Os meios de comunicação no Equador são manejados por meia dúzia de famílias, que decidem o que os equatorianos devem saber e conhecer. Vocês se dão conta da vulnerabilidade que temos como sociedade? A informação depende dos interesses e dos caprichos de meia dúzia de famílias. Mas se um governo soberano e digno não as chama para consultar sobre o nome dos ministros ou sobre a indicação de embaixadores, como ocorria antes, vão com tudo para cima desse governo porque ele não se submete aos seus caprichos. É um problema mundial, mas em outros países é atenuado com participação, profissionalismo muito profundo, uma ética muito forte, tudo o que brilha por sua ausência aqui no Equador.


Presidente, um funcionário da Usaid acaba de dizer que eles estão ajudando as oposições a estes governos.

Correa: Franqueza anglo-saxã.


Impunidade?

Correa: Impunidade e arrogância.


Essa ideia nos fala de um tempo da informação como arma de guerra e a América Latina sofre uma verdadeira invasão dessas fundações como a USAID, a NED, o IRI. Isso não torna muito perigosa a nossa situação? A presença das ONGs destas fundações não é perigosa para o Equador?

Correa: Oxalá consigamos despertar os povos latino-americanos para essa situação. As direitas, os grupos de poder, sabem que nas urnas não conseguirão nos derrotar. Daí as campanhas contínuas de desgastes, de propaganda, de difamação, de enfraquecimento e desestabilização. Nós vivemos isso desde os primeiros dias de governo. Desde o primeiro dia de governo. O mesmo ocorre na Venezuela, na Bolívia, na Argentina e em todos os governos progressistas da região. Sofremos as campanhas desses meios que são a vanguarda do capitalismo, do status quo dos partidos tradicionais de direita que se afundaram por seus próprios erros, para difamar, para distorcer a verdade com a cumplicidade de veículos da mídia internacional.

Essa é a contradição de que fala Ignacio Ramonet. Na Europa hoje há desemprego, estagnação, resgate de milionários, resgate de bancos e não de cidadãos, e os jornais dizem que isso é necessário, que é sério, técnico e correto. Que as pessoas morram de fome, precisamos salvar o capital! Enquanto isso, em países como o Equador, que é um dos que mais crescem na América Latina, que reduziu a pobreza, gerou mais emprego, tem a taxa de desemprego mais baixa da região e da história, todos os dias nos dizem que isso é populismo e demagogia, que é preciso mudar de governo.

Estamos ante uma campanha propagandística para defender os poderes fáticos que sempre dominaram nossos países. A direita perdeu as eleições nos Estados Unidos e agora chegam essas organizações para financiar esses grupos na América Latina. Estamos diante de uma guerra não convencional, mas guerra, de conspiração, desestabilização e desgaste.


Por isso pergunto sobre o tema da informação como arma de guerra, como a arma letal antes do primeiro disparo.

Correa: Estou convencido disso. Alguns ainda imaginam a imprensa, sobretudo na América Latina, como o quarto poder nascente, que floresceu quando chegaram as democracias, quando ocorreram avanços técnicos e se multiplicaram as publicações, quando se avançou na alfabetização e as grandes massas passaram a poder ler. Esse poder impediria que o poder político, o poder do Estado, ultrapasse certos limites. Assim chegou a desinformação. Lembremos, por exemplo, do affair Dreyfus na França, quando por racismo e xenofobia se acusou um capitão judeu, como denunciou Emile Zola em seu famoso editorial “Eu acuso”. Essa imprensa limitava os excessos do poder político, mas esse vigoroso e ingênuo cachorrinho, bem-intencionado, que lutava pelos interesses dos cidadãos, converteu-se de repente em um mastim feroz, com um poder ilimitado, raivoso, que não só tenta encurralar o Estado como também os próprios cidadãos.

O poder midiático na América Latina, como ocorre no Equador, é frequentemente superior ao poder político. Precisamos tirar certos estereótipos de cena ou do ambiente de certa burocracia internacional como alma de ONG, como a Comissão Interamericana de Direitos Humanos que fala de pobrezinhos jornalistas e de malvados políticos. Isso não é certo. Os políticos são, muitas vezes, patrióticos. A antipatia que certos jornalistas alimentam, desfiando seus ódios e amarguras, acaba fazendo com que se metam inclusive em questões pessoais, com a família, etc.

Então, vejamos a realidade. Trata-se de tabus e nos ensinaram a ter medo de criticar esses negócios, como se, criticando-os, estivéssemos criticando a liberdade de expressão. Esses são os negócios da má imprensa.


Presidente, viremos a página e passemos à crise

Correa – É que esse tema (da mídia) me apaixona. É um tema acadêmico que me apaixona, ao qual dedicarei meu tempo quando sair da presidência. Pretendo me dedicar a ele, investigar e escrever porque se trata de um problema gravíssimo, porque estamos nas mãos de um poder midiático que superou inclusive o poder financeiro e político, e domina o mundo.


Você resumiu ontem em uma palavra o documento final da Rio+20, classificando-o como “lírico”...

Correa – É assim. Não há compromisso concreto. Podem verificar. Onde há um compromisso em cifras, por exemplo, com o limite de emissões de gases, compensações, acordos, acordos vinculantes como seria uma declaração de direitos da natureza em um tribunal internacional do meio ambiente, como propôs o Equador. Não há nada disso. Fala-se de cuidar melhor do planeta, mas não há um compromisso concreto. O avanço é muito pequeno.


A que atribui a ausência dos Estados Unidos e da Alemanha? Elas podem ter contribuído para essa falta de compromissos concretos?

Correa – Vai mais além. O problema não é técnico. Todo mundo sabe qual é o problema, todo o mundo sabe quais são as respostas. O problema é político. Quem gera os bens ambientais e quem consome esses bens ambientais? Se os países ricos ou os países em desenvolvimento podem consumir gratuitamente um bem que outros geram por que é que vão se comprometer a compensar e cuidar. Não farão isso a não ser que esteja em perigo evidente sua própria existência ou seus próprios interesses.

Então, o problema é político, é a relação de poder. Imagine que a situação fosse a inversa, que a Floresta Amazônica, por exemplo, estivesse nos Estados Unidos e que eles fossem geradores de bens ambientais e que nós dos países em desenvolvimento fôssemos os consumidores. Já teriam nos invadido em nome dos direitos humanos, da justiça, da liberdade, etc., para exigir compensações. Então, esse é um problema de poder. Enquanto não mudarem as relações de poder, muito pouco se irá avançar.


Considera então que o saldo provisório da Rio+20 é um fracasso?

Correa – Sim. Não se conseguiu avançar quase nada. Não há compromisso concreto, nada concreto. Nem sequer dinheiro. Houve uma reunião do G-20 no México e a maioria, 80% dos que estavam lá, regressaram para suas casas. Não vieram para a Rio+20. Não interessa. Apenas alguns poucos vieram para a Cúpula, sobretudo latino-americanos.


Houve também a Cúpula dos Povos, um encontro muito interessante.

Correa – Quisemos participar, mas não foi possível, estava muito longe. Infelizmente foi um problema de logística. Mas vamos ter um evento de direitos da natureza, paralelo à Cúpula, nos mesmos locais da Cúpula, para o qual convidamos 400 dirigentes de organizações sociais alternativas, progressistas de esquerda que buscam a justiça de nossa América e do mundo inteiro. O presidente Evo Morales também participará dessa conferência.


Eu queria perguntar-lhe sobre o que representam estas alianças como a do Pacífico (Colômbia, Chile, Peru e México) e o anúncio feito pelo presidente Felipe Calderón do Transpacífico, que é algo novo. Isso pode ser visto como uma ameaça à integração e à unidade da América Latina?

Correa – Bom, o maior problema em essência sobre o tema do cuidado com o meio ambiente e que também está na base da crise da Europa e dos Estados Unidos é que tudo foi mercantilizado. Eles não querem ver isso porque afeta os interesses dominantes. O mercado é uma realidade econômica que não podemos negar, mas o grande desafio da humanidade é que a sociedade deve conseguir dominar o mercado. O que temos hoje é o mercado dominando a sociedade e as pessoas, mercantilizando tudo. Como o mercado só se interessa pelo que é mercadoria, pelo que tem preços explícitos, não administra adequadamente bens públicos como o meio ambiente. Por isso pode consumir irresponsavelmente bens ambientais, bens públicos globais, depredar a natureza, etc., porque não têm preços explícitos, porque não são mercadoria.

Então, quanto mais se ampliar essa lógica do mercado, mais esses problemas se agravarão e os perigos serão ainda maiores para a conservação do planeta. Eu diria que nós somos muito críticos destes tratados de livre comércio, somos muito críticos da mercantilização da vida e da humanidade em geral. Esse é um dos grandes desafios que enfrentamos. Insisto, o mercado é um fenômeno econômico irrefutável, mas o grande desafio é fazer com que as sociedades dominem o mercado e não o contrário.


Senhor presidente, que medidas os países da América Latina deveriam tomar para não perder o rumo da histórica na direção de uma integração regional soberana e progressista. Como vê os avanços no Mercosul, na Unasul e na Comunidade Andina de Nações (CAN)?

Correa – Avançou-se como nunca antes. Isso não quer dizer que estejamos bem. Teremos que avançar muito mais rápido. Creio que há uma vocação concreta e uma posição integracionista sincera, não uma integração mercantilista como havia antes. O Mercosul nasceu na noite neoliberal dos anos 90. A CAN nasceu a todo vapor e depois diminuiu. A integração mercantilista não quer fazer grandes sociedades de nações, mas sim grandes mercados, não fazer cidadãos de nossa América, mas sim consumidores. A concepção da Unasul é diferente. Nós temos uma concepção integral, onde uma parte é comercial, que sempre é importante, mas não é o mais importante, e as outras partes têm a ver com conectividade, nova arquitetura financeira regional, harmonização de políticas, políticas de defesa. Oxalá consigamos avançar também em políticas trabalhistas para que nunca mais caiamos na América Latina na armadilha de competir para atrair investimentos, deteriorando e precarizando as forças de trabalho. Ao invés de atrair capitais na base do suor e das lágrimas de nossos trabalhadores, pensamos em outro mundo. Como disse, creio que avançamos, mas precisamos ir muito mais rápido.


O senhor tocou de passagem o tema do Conselho de Defesa Sul-americano, que está objetivamente estancado, e seu país sofreu um ataque estrangeiro em 2008. Na sua avaliação, com a chegada do presidente Santos na Colômbia, a hipótese de tensões entre Colômbia e Equador está completamente dissipada?

Correa - As relações bilaterais entre Equador e Colômbia gozam de um extraordinário momento. Há uma grande coordenação com o governo do presidente Santos. A Colômbia sempre foi o vizinho com o qual tivemos a melhor relação em nossa história. Infelizmente, essa história, séculos de irmandade, foi rompida pela traição de um presidente como Uribe. Mas, graças a deus, com o governo do presidente Santos isso foi superado e creio que ele também tem uma vocação integracionista muito profunda e apoia – de fato, tem apoiado – a proposta do Conselho de Defesa.


O Conselho de Defesa teve seus primeiros estremecimentos com o anúncio da radicação de tropas dos Estados Unidos na Colômbia. Essa possível radicação de tropas norte-americanas na Colômbia está definitivamente abortada?

Correa – Não tenho maiores conhecimentos a respeito desse assunto. Até onde sei há uma estreita colaboração norte-americana com o pretexto da luta antidrogas e oxalá que a ajuda se concentre aí. Mas temos que fazer um esforço de bastante ingenuidade para nos convencermos disso porque muitas vezes se fazem outras coisas com essas supostas ajudas, sobretudo com governos que não sigam a linha de Washington.


A pergunta anterior está associada a outras situações graves como a remilitarização com novas bases no Panamá e outros três centros operacionais do comando Sul , uma base nova no Chile e nas Malvinas o grande problema é a base britânica ali instalada. Toda esta expansão dos Estados Unidos não é ameaçadora para a região?

Correa - Nós queremos nos convencer que com Barack Obama, que acreditamos ser uma boa pessoa, a política internacional dos EUA mudou, mas as evidências nos mostram que não é assim, que tudo continua lamentavelmente igual, sobretudo no que diz respeito à América Latina, cujos governos comprometidos com justiça, dignidade e soberania passaram a ser vistos como uma ameaça para seus interesses. Devemos estar muito atentos a essa presença das forças armadas norte-americanas em nossa América e a esse processo de re-armamentismo que está ocorrendo nesta época tão difícil e complexa.


Fonte: Cartamaior.com.br

----------------------------------

Post Scriptum (20/1/16):

Havia postado neste dia 22/6/12 em meu perfil em uma rede social (Facebook) o alerta abaixo. O velório em questão era o de minha amada avozinha Cornélia, lá em Uberlândia:

FORMAÇÃO: Gravidade da situação democrática na América Latina - camaradas, estou morrendo de sono, pois passei a noite em um velório, mas é muito grave a derrubada do governo de Lugo no Paraguai. Enquanto movimento de esquerda, pensem a respeito e distribuam o assunto.


21.6.12

Pressionado, BB assina adesão da Cassi à resolução 254 da ANS

  
Cassi: Fernanda Carísio, conselheira eleita e Mirian Fochi, diretora eleita,
companheiras apoiadas pela Contraf-CUT e os principais
sindicatos do país. Foto: Seeb DF.

Após uma longa e forte pressão do movimento sindical e dos dirigentes eleitos da Cassi, os representantes do Banco do Brasil na Caixa de Assistência finalmente aprovaram nesta quarta-feira 20 a adesão do plano de saúde à Resolução Normativa (RN) 254, da Agência Nacional de Saúde (ANS), que passou a vigorar em agosto de 2011 e dispõe sobre a adaptação e migração de contratos celebrados até 1º de janeiro de 1999. O texto foi aprovado e assinado durante reunião do Conselho Deliberativo da Caixa, em Brasília.

Caso a adesão não fosse aprovada pelo banco até agosto, as consequências poderiam ser extremamente prejudiciais aos associados, podendo até levar ao fechamento do plano. Antes da RN 254, esses contratos não eram obrigados a incorporar todos os procedimentos que fossem sendo determinados pela ANS. Com a nova norma, os planos deverão se adaptar assinando um aditivo, a partir do qual ficam obrigados a cumprir todos os procedimentos médicos definidos pela ANS.

Os que não aceitarem se adaptar poderão continuar a existir, mas não poderão mais aceitar nenhum novo associado a partir de 04/08/2012, conforme prevê o artigo 27 da resolução 254.

Conquista dos associados

"Essa é mais uma conquista da luta unitária do funcionalismo do BB conduzida pelo movimento sindical, que constava do programa da chapa apoiada pela Contraf-CUT recém-eleita na Cassi. Agora falta avançar na inclusão dos funcionários de outros bancos incorporados e melhorar o atendimento da Cassi", afirma William Mendes, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil e diretor de Formação da Contraf-CUT.

Também na avaliação de Mirian Fochi, diretora recém-eleita de Planos de Saúde e Relacionamento com Clientes da Cassi, a assinatura do acordo é uma grande vitória do movimento sindical em prol da Caixa e seus associados. "A decisão fortalece a Cassi, na medida em que não ficará impedida de receber novos associados, pois é justamente a entrada constante de novos associados que oxigena e contribui para a perenidade da Cassi. Se o BB não assinasse a adesão da Cassi à RN 254, seria o mesmo que decretar o fim do Plano de Associados em poucos anos. Por isso, é um grande alívio o banco ter assinado o aditivo."

Para a presidente do Conselho Deliberativo da Cassi, Fernanda Carísio, a assinatura é extremamente positiva, uma vez que garante a entrada de novos associados e mantém o plano ativo. "A assinatura do aditivo significa que os novos procedimentos médicos e hospitalares poderão ser utilizados por todos os associados. É importante também porque mantém atendimento de qualidade aos funcionários da ativa e os aposentados", destaca Fernanda. "O movimento sindical vem há mais de um ano batalhando pela assinatura do aditivo à RN 254."

Uma longa batalha

A pressão para que o banco assinasse a resolução 254 é uma luta do movimento sindical desde que a nova resolução passou a vigorar, em agosto do ano passado. A Contraf-CUT publicou matéria em seu site no dia 22 de fevereiro. E leia aqui reportagem sobre entrega de carta da Contraf-CUT ao BB em primeiro de março último pressionando para que o banco assinasse a nova resolução da ANS.

No dia 6 de junho, logo após tomar posse, a diretora eleita da Cassi Mirian Fochi e o Sindicato de Brasília reuniram-se com o diretor de Relações com Funcionários e Entidades Patrocinadas do Banco do Brasil, Carlos Eduardo Leal Néri, para cobrar novamente o BB.

O que diz a resolução 254 da ANS

A Resolução 254 dispõe sobre a adaptação e migração de contratos celebrados até 1º de janeiro de 1999. Com a edição da Resolução, esses planos deverão se adaptar por meio de um aditivo, a partir do qual ficam obrigados a cumprir todos os procedimentos médicos definidos pela ANS. Os planos que não se adaptarem poderão continuar a existir, mas ficam impedidos de aceitar novos associados a partir de 4 de agosto deste ano, o que pode prejudicar milhares de trabalhadores.

A aprovação do aditamento não trará custo nenhum à Cassi.

Fonte: Contraf-CUT, com Seeb Brasília

19.6.12

Por onde ando... (Finalizando a redação das resoluções 23º CNFBB)




SEGUNDA-FEIRA

Tinha a intenção de descansar após o 23º Congresso Nacional dos Funcionários do BB, ocorrido neste final de semana. Não pude.

Precisei cuidar de um monte de coisas inerentes ao congresso. Fui para a Contraf-CUT, fiz matéria com informações sobre algumas resoluções. Após chegar em casa, precisei ficar até meia-noite trabalhando com os relatórios para acertar o mais rápido possível a redação final na CEBB.

TERÇA-FEIRA

Após dormir umas 4 horas fui de madrugada para Congonhas, pois tinha encontro com os bancários de Londrina (PR). Fiquei no aeroporto em SP das 5:30 até umas 11 horas da manhã, quando se confirmou que eu não poderia pousar lá na cidade - o voo foi cancelado.

No restante do dia, fui acompanhar e prestar solidariedade em um falecimento em minha família (Tia Laura, tia da Ione).

QUARTA-FEIRA

Viajo para Fortaleza CE para levar a palavra cutista aos bancários cearenses em relação às eleições sindicais daquela base. Nós defendemos o voto na CHAPA 1 do atual presidente Carlos Eduardo por entender que as proposições e programa dos companheiros são a melhor proposta de unidade para os bancários cearenses.

QUINTA-FEIRA

Estarei no Ceará

Post Scriptum: estava fazendo base em Fortaleza, quando soube que minha avó faleceu. Estou indo para MG.

SEXTA-FEIRA

Em MG (ausente das atividades sindicais por luto)

17.6.12

23º Congresso dos Funcionários do BB - Agradecimentos e desculpas




Venho por meio destas palavras tecer rápidos agradecimentos e pedir algumas desculpas a todas as pessoas envolvidas na construção e participação do 23º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil, realizado entre sexta-feira e hoje, domingo.

DESCULPAS

Primeiro os pedidos de desculpas. Nada justifica nossos atos de grosseria, porém sei que somos o que somos e podemos melhorar a cada dia de nossa vida. Acredito nisso porque tenho me esforçado para ser uma pessoa melhor desde que fui eleito representante dos trabalhadores bancários nos últimos anos... mas ainda falta muito...

Foi meu primeiro evento dos funcionários do bb como coordenador da Comissão de Empresa dos funcionários do banco. Foi muito chato eu não ter podido cumprimentar as dezenas de pessoas que a gente conhece de todas as bases sindicais por onde já passei e onde fizemos amizades. Companheirada, me perdoe não ter conseguido dar a atenção que vocês merecem.

O dia hoje foi longo e demorou mais do que a Contraf-CUT planejou para fechar os trabalhos.

Quero pedir desculpas para a companheira Dulce, que vivenciou um de meus momentos de raiva com o hotel onde o evento se realizou. O hotel me ofereceu uma solução para amenizar o problema de alguns participantes que não haviam almoçado e depois de nos comprometermos com os participantes, a solução do hotel não existia. Fiquei puto da vida e estava em minhas explosões quando falei de forma ríspida com a companheira que veio em meu apoio. Dulce, se possível, me desculpe!

Também quero me desculpar com os companheiros da nossa rede de comunicação, Junior e Coelho, que me procuraram mais de uma vez para finalizar as matérias do congresso e naquele momento que descrevi acima, também não lhes dei atenção. Perdoem-me também!

Fizemos um esforço muito grande para que as delegações participantes pudessem almoçar e jantar dentro de horários razoáveis. A cada dia no movimento, percebemos que exercer a democracia como acreditamos exige muita, mas muita paciência mesmo. Fizemos isso, às custas do esforço e doação das 311 pessoas que participaram dos debates em benefício de uma campanha da categoria com muita unidade e perspectivas de vitórias.

Democracia dá trabalho, mas acredito que vale a pena!

FAMÍLIA

Não sei como me desculpar com a família. Quando nos vemos dentro do movimento dos trabalhadores, a nossa vida não é mais nossa. Nas últimas semanas, desde que passei a ter mais funções no movimento, piorou minha relação em casa.

Não adianta pedir uma desculpa aqui, outra ali, e não pedir desculpas por minha ausência tanto em casa quanto na casa de meus pais.

Como lhes disse, espero ser julgado pela obra que tentei realizar por um mundo melhor. Obrigado pela compreensão de vocês, apesar que sei que paciência tem limite.

AGRADECIMENTOS

Não aponto aqui uma lista extensiva de agradecimentos porque sempre falta alguém, mas é importante destacar a dedicação absurda de nosso/as trabalhadore/as das entidades sindicais e redes de apoio. Muito obrigado aos funcionários da Contraf-CUT, do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região, do Sindicato de Brasília, do Dieese. O movimento só existe porque existe uma organização com pessoas como vocês, que ficaram até tarde hoje e todos esses dias deixando tudo ok para os participantes. E olha que, às vezes, ainda enfrentam cara feia e uns malas como eu mesmo!

Alice, obrigado por ajudar na ideia nossa - meio louca - de tentar arrumar almoço para as pessoas que não haviam se alimentado por respeitar as votações até tarde no plenário. Obrigado mesmo!

O árduo trabalho de sistematização de todas as propostas que vieram das teses e dos fóruns democráticos de dezenas de bases sindicais e correntes políticas não teria sido possível sem a militância solidária e motivadora dos companheiros João Fukunaga, Ernesto Izumi e Valtinho, meus camaradas de luta em São Paulo. Foram contribuições de horas e horas madrugada afora para facilitar os trabalhos das delegadas e delegados participantes do congresso.

BANCADAS DA ARTICULAÇÃO SINDICAL

Quero fazer um agradecimento especial a cada companheira e companheiro das delegações da Articulação Sindical. Vocês demonstraram espírito de pertencimento. Foram dedicado/as, trabalhadore/as e solidário/as. Com essa unidade que estamos construindo, poderemos trazer sempre melhores resultados de nossas lutas para a categoria bancária e a classe trabalhadora.

Exercitamos o Consenso Progressivo e vencemos as divergências com soluções que mantiveram aquilo que nos define: o respeito e a solidariedade, buscando convencer as pessoas sobre nossas propostas.

A coordenação da Articulação Nacional do BB mostrou muita grandeza nos momentos difíceis e estamos avançando com as propostas que acreditamos ser melhores para a classe trabalhadora.

AS FORÇAS POLÍTICAS NO EVENTO

Agradeço também o esforço das correntes políticas Articulação, Unidade Sindical, CSD, CTB, Fórum e Intersindical, que compõem o Comando Nacional dos Bancários - órgão político de unidade da categoria bancária. Quando propusemos a metodologia para o congresso deste ano, aceitaram as sugestões e tentamos todos fazer um congresso melhor para todos. A participação da delegação do MNOB - CSP/Conlutas foi importante e contribuiu para os debates e deliberações.

Termino propondo que tenhamos muita unidade na luta por melhores condições de trabalho, remuneração e uma vida melhor para os bancários e a classe trabalhadora.


Não quero falar das pedras que carrego,
Quero pensar na obra que podemos construir!


Somos fortes, somos CUT!
Somos Articulação Sindical!


William Mendes
p/ coordenação da ARTBB