Blog de William Mendes, ex-dirigente sindical bancário e ex-diretor eleito de saúde da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil
21.6.16
Opinião e agenda do Diretor de Saúde (no DF)
Dou a boa-vinda aos novos gestores da Cassi e me coloco à disposição no que puder compartilhar do acúmulo destes dois anos de gestão
Olá companheir@s, amig@s e colegas do Banco do Brasil,
Esta semana de trabalho é toda em Brasília com agendas de gestão internas.
Segunda e terça são dois dias de muito trabalho de leituras e estudos da pauta semanal da Diretoria Executiva. Também nesta terça e quarta é a primeira reunião do novo Conselho Deliberativo da Cassi, CD que traz novos representantes dos patrocinadores BB e Corpo Social, que assumiram neste mês de junho.
A Cassi é a maior autogestão do país, gerida no modelo compartilhado entre os dois patrocinadores - o banco-patrão e os associados funcionários da ativa e aposentados. Isso é bom e diferente do que há no mercado de saúde suplementar. A busca de consensos deve ser uma constante na governança e o foco dos debates deve ser o fortalecimento da Caixa de Assistência e o cuidado de mais de 700 mil vidas, os participantes.
Nós chegamos à gestão da Cassi em junho de 2014 e estamos responsáveis pela Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento, área encarregada do modelo assistencial de Atenção Integral à Saúde, modelo que na Cassi foi definido pelos patrocinadores desde a Reforma Estatutária de 1996. Também somos responsáveis pelas unidades próprias da Cassi nos Estados e Distrito Federal. Fazemos a gestão de 27 Unidades Administrativas e 65 CliniCassi, pontos de atendimento primário que organizam a Estratégia Saúde da Família (ESF).
Muitos dos problemas que a Cassi enfrenta no seu dia a dia são consequências de graves problemas externos à entidade de saúde dos trabalhadores do Banco do Brasil. Como operadora de planos de saúde, a Cassi precisa de uma Rede Complementar, ou seja, Rede Credenciada de hospitais e profissionais de saúde, setor que passa por grave crise estrutural e conjuntural, afetando muito mais autogestões que planos privados que visam lucro.
O mercado privado de planos de saúde, ou a Saúde Suplementar, é regulamentado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar, a ANS. Acontece que este órgão regula apenas parte do setor de saúde, os planos de saúde. Não há uma regulamentação no setor de Saúde Complementar, ou seja, o conjunto de hospitais, clínicas, cooperativas médicas e profissionais de saúde que atuam vendendo serviços de saúde.
A Cassi está num segmento da Saúde Suplementar chamado de autogestão. Este segmento não visa lucro, é auto-patrocinado pelos associados, trabalhadores das empresas que os constituem, e é regulado pela ANS da mesma forma que são os planos privados que visam lucro.
A Caixa de Assistência sofre de maneira muito intensa a falta de Rede Credenciada em milhares de municípios brasileiros porque onde há uma família da comunidade Banco do Brasil, a Cassi deve disponibilizar profissionais de todas as especialidades, mas acontece que em muitos casos não há estrutura alguma de saúde naquela região.
O que ocorre então? Ao receber denúncias de participantes por qualquer falta de atendimento, a ANS aplica multas homéricas à Cassi. Além do tema judicialização, que tem sido pauta constante de preocupação no setor de saúde suplementar. Atualmente, são dezenas de milhões de reais provisionados pela Cassi por causa dessa questão de litígio entre associados e a própria Caixa de Assistência. Eu tenho feito um trabalho há dois anos de aproximar associados, entidades representativas e o Banco do Brasil das Unidades Cassi para tentar conscientizar para o melhor uso de nossa entidade de saúde.
Uma questão sempre presente na história da Cassi, desde que saiu do RH do Banco e passou a ser uma operadora de saúde de autogestão, gerida pelo patrocinador e pelos associados, é como encontrar um equilíbrio entre verticalizar sua estrutura de atendimento em um país continental, ou seja, ter unidades próprias em diversos locais com densidade populacional, e contratar por convênio até estruturas básicas, como médicos do trabalho e equipes médicas multidisciplinares, que compõem o modelo assistencial de Estratégia Saúde da Família (ESF).
Enfim, os gestores eleitos pelos associados e indicados pelo patrocinador Banco do Brasil têm uma tarefa difícil e importante ao buscar as melhores decisões todos os meses no Conselho Deliberativo e a todo instante na Diretoria Executiva.
Estamos à disposição dos novos representantes que chegaram à governança da Caixa de Assistência, indicados pelo BB e eleitos pelo Corpo Social, e seguimos muito focados nas tarefas de nossa Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento e no programa e princípios que nortearam o nosso debate e voto auferido no Corpo Social em 2014. Tenho toda a boa vontade para partilhar todo o conhecimento que adquiri nestes dois anos de estudos e gestão da Cassi.
William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (eleito)
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18.6.16
Fechando agenda do Diretor de Saúde (DF e SP)
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| Diretor da Cassi, William, nos debates no grupo de saúde. |
Olá companheir@s, amig@s e colegas do Banco do Brasil,
Sábado, fim de noite. Estamos fechando a agenda de trabalho e gestão da semana em nosso mandato na Cassi. Saí há pouco do 27º Congresso Nacional dos Funcionários do BB, no Anhembi em SP, onde estive desde quinta-feira. O encontro acaba neste domingo, mas encerrei minha participação neste sábado, após a conclusão dos trabalhos de grupos, onde contribuí nos debates do grupo de saúde. Agradeço ao Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região, de onde sou oriundo, pelo convite e subsídio para minha participação no evento.
Na sexta-feira, tive a oportunidade de assistir às palestras do professor Emir Sader e da grande deputada federal e bancária da Caixa, Erica Kokay, do PT de Brasília. Ver grandes figuras intelectuais e de luta em defesa do povo, dos trabalhadores e de um sociedade mais justa e solidária vale a pena.
Antes na quarta-feira, havia participado da reunião do Conselho de Usuários da Cassi SP e feito uma boa reunião de parcerias em saúde com o direção do BB em SP. (leia AQUI).
Na segunda e terça foram aqueles dias em que a gente acaba trabalhando mais de vinte horas entre a leitura da pauta da reunião semanal de Diretoria e o final dos debates e deliberações.
Hoje, antes de encerrar os trabalhos de Diretor de Saúde e Rede de Atendimento, acabei lendo quase a metade da pauta de Diretoria da próxima terça.
Mas agora chega. Prestação de contas do mandato feita. Bateu um cansaço arretado e vamos descansar um pouco.
Desejo bom final de encontro aos companheiros e companheiras lá no Congresso dos Funcionários. Espero que construam consensos para as reivindicações dos bancários do BB na Campanha Nacional de 2016 e espero que a Cassi seja uma das prioridades, porque a história de lutas e conquistas nos mostram que só com mobilização e correlação de forças é possível avançar em direitos nos embates entre nós trabalhadores e patrões, e data-base é uma ótima oportunidade para lutar.
Abraços a tod@s os meus pares da classe trabalhadora.
William Mendes
Diretor de Saúde da Cassi (eleito)
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Post Scriptum: publiquei no Facebook.
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| Já na madrugada de sexta, 17 de junho. |
Instantes... (conjugando a rotina de gestor da Cassi com a participação em eventos centrais dos associados que representamos)
Cheguei na noite desta quinta 17 ao 27º Congresso Nacional dos Funcionários do BB, no Anhembi SP. Já pude rever alguns amig@s e companheir@s de lutas e estaremos nestes dias à disposição dos associados e de suas entidades representativas para tirar dúvidas e também defender nossos projetos para a Cassi e os associados.
Enquanto isso, nossa rotina de gestor da Cassi segue. Pouco antes da meia-noite tive que abrir o computador e trabalhar um pouco antes de dormir. Estudamos 3 súmulas de nossa diretoria para serem liberadas na manhã de sexta... Agora vamos dormir porque já passa de 1:30h da madrugada...
Abraços a tod@s,
16.6.16
Cassi acerta parcerias com o BB em SP em defesa da promoção de saúde
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| Tivemos a oportunidade de falar sobre a Cassi e o Modelo Assistencial para os gestores do Banco do Brasil em São Paulo, Disap, e para a Diref. Foto: Maurício, do Seeb SP. |
Olá companheir@s, amig@s e colegas do Banco do Brasil,
Tivemos uma agenda muito positiva nesta quarta-feira 15 em São Paulo, Capital.
Nosso compromisso de trabalho foi mais uma etapa do planejamento da Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento da Cassi para o ano de 2016, no qual já estivemos em 10 oportunidades - 9 Estados e o DF - fechando parcerias com Superintendências e Gepes do Banco do Brasil para atuarmos em conjunto em prol da promoção de saúde e melhor divulgação sobre a Cassi. Nestas agendas de parcerias estamos envolvendo os sindicatos de bancários locais também.
Como representante eleito pelo Corpo Social, somos responsáveis por uma das áreas de importância central em nossa Caixa de Assistência porque é a diretoria que cuida da implantação do Modelo de Atenção Integral à Saúde e pela Estratégia Saúde da Família ESF), que na Cassi se dá a partir de unidade próprias de atendimento em saúde, as CliniCassi. Atualmente temos instaladas 65 CliniCassi, distribuídas nas capitais e em determinadas regiões definidas pela Cassi desde o início da implantação do modelo.
Nós também somos responsáveis pela gestão das 27 Unidades Administrativas da Cassi nos Estados e no Distrito Federal.
Ao final da tarde do mesmo dia, também tivemos a oportunidade de estarmos presentes na reunião mensal do Conselho de Usuários da Cassi SP.
Cassi e Banco do Brasil atuando na promoção de saúde e informando melhor os associados
O Estado de São Paulo tem uma população assistida pela Cassi de cerca de 120 mil pessoas, sendo quase 80 mil participantes do Plano de Associados. A grandeza dos números no Estado impressiona em qualquer quesito. O BB também abriga números respeitáveis no setor onde atua e lidera. Tem uma diretoria de distribuição de rede específica para São Paulo, a Disap. Contém várias Superintendências e Gepes. O Estado tem mais de trinta bases sindicais distintas e centenas de dependências do Banco.
O modelo assistencial da Cassi de Estratégia Saúde da Família (ESF) está em funcionamento com 14 Unidades de Atendimento CliniCassi, distribuídas na Capital e interior do Estado, unidades próprias que coordenam os cuidados e acompanhamento de mais de 30 mil participantes já cadastrados no modelo.
O objetivo da Caixa de Assistência, assim que o Modelo de Atenção Integral à Saúde estiver todo implantado, é a Cassi obter censo demográfico e mapa epidemiológico de toda a sua população assistida, para definir os programas e linhas de cuidado adequadas à população que acompanha e para ter uma rede credenciada e parceira que atenda os mapas populacionais que cuida, de acordo com cada região. Esta é nossa expectativa como Diretor responsável pela saúde dos participantes da Caixa de Assistência.
A reunião foi muito profícua e traz boas perspectivas. Cito abaixo alguns dos trabalhos conjuntos a serem desenvolvidos em São Paulo:
- comunicação periódica nos canais do Banco para a rede de dependências no Estado abordando a Estratégia Saúde da Família (ESF);
- explicar o papel das unidade próprias de atendimento da Cassi, as CliniCassi, onde elas já estão instaladas e adequar as expectativas na utilização delas, esclarecendo que tipos de atendimentos e procedimentos se realizam nelas;
- acompanhamento conjunto entre Banco e Cassi no Estado para o Exame Periódico de Saúde (EPS) bem como atendimento de saúde em geral, com monitoramento e troca de informações sobre a qualidade dos serviços, tanto das CliniCassi quanto da Rede Credenciada;
- abordar as perspectivas positivas para a Comunidade Banco do Brasil, a Cassi e os associados ao instituir uma rotina permanente de comunicação sobre a própria Cassi e o tema promoção de saúde e prevenção de doenças, principalmente para os funcionários da ativa
- parceria do Banco do Brasil para prospectar e manter rede credenciada em regiões de maior carência em algumas especialidades médicas para atendimento, semelhante ao conceito que Cassi e Conselhos de Usuários já realizam em alguns estados como, por exemplo, RS e agora PR;
- apoio do Banco do Brasil na conscientização dos funcionários da ativa e aposentados sobre a utilização da Caixa de Assistência;
- vamos organizar juntos Cassi, Banco do Brasil e entidades representativas alguns eventos até o final de 2016, em finais de semana e com carácter voluntário, atividades de lazer, lúdicas e com apoio das AABBs e Ecoas para envolvimento e conscientização sobre a temática da promoção de saúde no Estado de SP.
Enfim, o patrocinador Banco do Brasil pode ser um parceiro estratégico para se criar uma cultura de promoção de saúde num universo de população assistida que estará na Cassi por décadas, gerando com isso uma perspectiva melhor de resultados tanto na condição de saúde desta população quanto no uso mais racional dos recursos dos planos, principalmente o Plano de Associados, cuja receita operacional é menos flexível para reajustes do que os planos de saúde de mercado, que atuam no repasse anual da sinistralidade dos planos para as mensalidades.
Diretor de Saúde participa de reunião do Conselho de Usuários da Cassi SP
Após a reunião com o Banco do Brasil, pudemos participar da reunião mensal dos conselheir@s de usuários de São Paulo.
Além de nos colocarmos à disposição para responder perguntas e contribuir com informações e reflexões a respeito da Cassi e do setor saúde, nos foi dada a palavra e pudemos prestar contas do trabalho que estamos realizando na Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento de nossa entidade e das estratégias que estamos encaminhando para fortalecer o Modelo de Atenção integral à Saúde e as parcerias que estamos buscando construir para dar mais empoderamento a toda a Comunidade Banco do Brasil, que contém o universo de associados da Cassi.
Foi uma agenda muito positiva e terminamos o dia felizes por encontrarmos portas abertas para a luta coletiva que empreendemos em defesa de nossa Cassi e da saúde de nossos participantes.
Deixo o nosso agradecimento ao Banco, às diversas representações dos associados que estiveram conosco, incluindo o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região que patrocinou nossa vinda a SP e aos funcionários da Cassi que são nosso suporte e nossa riqueza.
Abraços,
William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (eleito)
14.6.16
Opinião e agenda do Diretor de Saúde da Cassi (DF e SP)
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| Fim do dia na Sede da Cassi DF. Ufa! Pensa um dia enfiado nessa sala... |
Olá companheir@s, amig@s e colegas do Banco do Brasil,
Estamos terminando mais um dia de trabalho na gestão de nossa Caixa de Assistência. São 21h e hoje foi um daqueles dias em que passamos umas 12 horas enfiados dentro da Sede da Cassi em Brasília na agenda de Diretoria.
Mas após longos estudos, debates e deliberações da reunião semanal de Diretoria Executiva, que começa com uma leitura intensa de dezenas de itens da pauta, negociações e discussões internas para construir consensos em benefício da Cassi e dos associados, enfim, após umas vinte e poucas horas entre segunda e terça, fechamos os trabalhos desta pauta.
Nos próximos dias, teremos agenda de trabalho da Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento em São Paulo, onde seguiremos o planejamento de 2016 de buscar parcerias em prol do Modelo de Atenção Integral à Saúde e Estratégia Saúde da Família (ESF), que na Cassi foram definidos de comum acordo entre os patrocinadores da entidade de autogestão, o Banco do Brasil e o Corpo Social, desde a Reforma Estatutária de 1996.
De lá para cá, a Caixa de Assistência está caminhando no processo de implantação do modelo definido. É verdade que a velocidade da extensão do modelo não avançou nos últimos anos conforme era necessário, essa é nossa opinião de Diretor de Saúde, mas as crises do setor de saúde nos abrem uma janela de oportunidade para seguir construindo sinergia para cumprir a tarefa que a Cassi tem, cuja missão é promover saúde e prevenir doenças, recuperando e reabilitando seus participantes para uma vida melhor,
Nós temos algo especial em relação aos demais planos de saúde suplementar, temos uma população a ser cuidada que estará conosco por décadas, ou seja, as perspectivas de mapear, conhecer e cuidar de nossa população de assistidos são muito melhores para termos nas próximas décadas a mesma população com mais saúde, com melhor educação em saúde e empoderamento de seu plano de saúde e uso mais racional dos recursos da Caixa de Assistência.
Na quinta, sexta e no final de semana, estaremos presentes no principal fórum nacional dos bancários do Banco do Brasil, o Congresso que reúne funcionários de todo o país e constrói a pauta específica para debates com o Banco na data-base de setembro, quando se renovam os direitos dos bancários brasileiros.
É isso, vamos pra casa porque estou bem cansado.
William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (eleito)
Post Scriptum:
Quem sabe eu não saia na noite de Brasília para uma corridinha ou caminhada...
13.6.16
Cassi - Estratégia Saúde da Família (ESF) é destaque... em 2006
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| Quando eu estava na Contraf-CUT em 2006, já defendia a Estratégia Saúde da Família (ESF). Hoje, mais que nunca, é a melhor alternativa para sistemas de saúde. |
Olá companheir@s, amig@s e colegas do Banco do Brasil,
Eu tenho dito a vocês que faz dois anos que estudo profundamente tanto a nossa Caixa de Assistência, como gestor eleito, como também a história de nossas lutas, conquistas e direitos.
Apresento a vocês, matéria da revista Espelho Nacional de outubro de 2006 sobre a Cassi e a ESF.
Eu era dirigente do Sindicato e secretário de imprensa da Contraf-CUT. Neste dia, nós publicamos no site do Sindicato uma entrevista que fizemos com o sr. Aluísio Gomes para a revista Espelho Nacional outubro/2006, que nós produzíamos na Confederação cutista.
Aluísio Gomes estava na ANS e havia trabalhado na Cassi anteriormente. Ele nos fala da Estratégia Saúde da Família (ESF) e que atuar preventivamente é a melhor forma de lidar com a saúde.
Vejam a entrevista que completa (dez) anos! Passado todo esse tempo, tanto os planos de autogestão, que não visam lucro, como os planos de saúde do mercado estão mal das pernas por causa da crise no setor e até eles pensam hoje em adotar médico de família e atenção primária.
A Cassi, no entanto, não fez o dever de casa, e praticamente parou de avançar no modelo desde essa época da entrevista. Não completou a extensão da cobertura da ESF para o conjunto da população assistida pela Caixa de Assistência e não implantou também os outros fatores fundamentais como Rede Referenciada e contra-referência. Nós ainda não temos sequer os 415 mil participantes do Plano de Associados cadastrados, mapeados e acompanhados pela ESF em todo o país.
Mas estamos trabalhando para isso desde que chegamos eleitos à Diretoria de Saúde da Cassi em junho de 2014, porque mais que nunca, a promoção de saúde e prevenção de doenças, monitorando quem já tem problemas de saúde, é a melhor forma de manter populações cuidadas e com controle melhor no uso dos recursos dos associados.
William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento(eleito)
(reprodução de matéria de 2006)
BB: Contraf-CUT espera avanços para a Cassi nas negociações
Veja abaixo entrevista com o secretário-geral da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS)
São Paulo - Nesta quinta-feira, dia 9, a Contraf-CUT e o Banco do Brasil retomam o processo de negociações permanentes para debater, entre outros assuntos, os problemas da Cassi. Depois de três anos de negociações, os trabalhadores e o banco ainda não chegaram a um acordo.
“A Cassi é muito importante para os funcionários do BB e seus familiares. Por isso precisamos construir uma proposta que atenda às necessidades da Caixa de Assistência para que ela saia desta situação problemática em que se encontra. A Contraf-CUT já apresentou uma proposta para o BB, que, por sua vez, também nos apresentou uma, mas que não atende nossas reivindicações. Precisamos urgentemente chegar a um consenso e sair deste impasse”, afirmou William Mendes, secretário de Imprensa da Contraf-CUT e membro da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.
Estratégia Saúde da Família
Para subsidiar os debates, O Espelho Nacional de outubro trouxe uma entrevista com Aluísio Gomes, secretário-geral da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e que já trabalhou na Cassi. Ele falou da estratégia de saúde da família e de outros desafios da Caixa de Assistência. Confira abaixo a íntegra da entrevista.
Saúde é atuar preventivamente
Aluísio Gomes da Silva Júnior, secretário-geral da Agência Nacional de Saúde Suplementar, ANS, trabalhou na implantação do serviço de saúde da família no município de Niterói (RJ) e na Cassi. Nesta entrevista, ele fala das diferenças de concepção entre os planos de saúde tradicionais e a Cassi e da importância da implantação do serviço próprio.
O Espelho – Queria que o senhor conceituasse a saúde da família, explicando a diferença dela para a medicina tradicional.
Aluísio Gomes da Silva Jr. – É uma estratégia de organização dos serviços de saúde em que os focos são as famílias em seus contextos e suas coletividades, o que é diferente do que se faz geralmente, em que o foco são os indivíduos isolados dos seus contextos. Ela é melhor sob alguns aspectos: primeiro do ponto de vista de entender o fenômeno de adoecimento e sofrimentos dos seres humanos como uma interação com o meio ambiente, em que existe uma questão social, uma questão conjuntural. O enfoque tradicional aborda só os aspectos biológicos, isolando os seres humanos. A saúde da família possibilita ver o ser humano mais amplo, como pessoa e dentro da sua família, da sua comunidade, da sua sociedade, com todos os reflexos que isso tem. A segunda questão é a possibilidade de você atuar preventivamente, acompanhando a saúde das pessoas, investindo em saúde em vez de intervir só em caso de doença. Ou seja, pressupõe que a equipe tenha um vínculo com as famílias que permita acompanhar a evolução de saúde dessas pessoas, a atuar em prevenção, intervindo na promoção de saúde, agindo precocemente em caso de aparecimento de doenças.
O Espelho – Um dos grandes problemas dos planos de saúde hoje é que existem muitas rotinas complexas ou exames pedidos até desnecessariamente, por isso muitos planos cobram muito ou têm problemas de déficit...
Silva Jr – Na realidade os planos de saúde hoje são muito focados em cima de doenças e procedimentos, não em cima de pessoas que podem não adoecer. Então, na maioria das vezes, você pega situações que vão se agravando e que exigem muitos investimentos de cura, isso é, de diagnóstico, de intervenção, o que torna o custo insuportável. No momento em que você adota uma estratégia de acompanhamento, investimento em prevenção e promoção consegue desviar um pouco esse foco, além de possibilitar o investimento na saúde das pessoas e um possível controle melhor dos custos, uma certa previsibilidade. Por exemplo, um diabético não acompanhado pode ser surpreendido por um coma, uma situação grave que fique hospitalizado, perca um pé, fique cego. Ou seja, uma complicação não só econômica, mas principalmente social. Com a atuação você pode diagnosticar precocemente e acompanhar esse paciente, investir na saúde dele para que a diabete possa ser uma doença de convívio, não de flagelo.
O Espelho – Pois é uma doença de fácil controle...
Silva Jr – Exato e que pode se tornar muito séria quando isso não é feito. Há também a discussão das questões emocionais. Hoje quase 70% do que se procura nos serviços médicos são queixas indefinidas, que têm muito a ver com o estresse urbano, com as preocupações das pessoas, certa angústia urbana. Os praticantes profissionais que atuam na abordagem da saúde da família têm a possibilidade de discutir esse contexto, entender esse contexto, traçar projetos de intervenção que levem em conta o estresse do trabalho, da vida da família, de todas as coisas, não só curar determinadas doenças estabelecidas.
O Espelho – Gostaria que o senhor contasse um pouco da experiência de quando trabalhou na Cassi e também na Prefeitura de Niterói.
Silva Jr – Em Niterói, a construção do SUS vem de muito tempo, da década de 70 e com uma série de iniciativas inovadoras no campo da política pública.
Foi um dos primeiros municípios do Brasil a unificar serviços, a municipalizar determinados procedimentos e implantar uma lógica de vigilância em saúde, não de sair correndo atrás de doença. Distritalizou para conhecer melhor a cidade e, num contínuo, a estratégia de saúde da família, que foi de alguma forma dialogado com Cuba, incorporando novos procedimentos, um modo de agir da equipe diferenciado, que aumentou a cobertura das equipes e a interface com a comunidade, aumentando a possibilidade de intervenção na saúde das pessoas. Um resultado muito interessante, e isso foi implantado em 1992 e, hoje, quase 40% da população de Niterói é coberta por médicos de família com bastante sucesso, uma satisfação muito grande. A Cassi estava antenada com os movimentos que estavam acontecendo não só em Niterói, mas no mundo inteiro, com a implantação da estratégia da saúde da família.
Desde a década de 1970 trabalha-se com essa lógica na Inglaterra, no Canadá, em Cuba, ou seja, em alguns países que tiveram um salto de qualidade. Consolidada no mundo, quando a Cassi traz para dentro da sua política de saúde ela está com duas preocupações: a primeira de tentar promover saúde, de não ficar correndo atrás da doença. A segunda, a possibilidade de conhecer melhor sua clientela e oferecer serviços mais adequados, intervir mais preventivamente e, em última análise, controlar custos, tornar o sistema mais efetivo e mais eficiente.
O Espelho – Esses objetivos em relação à política de saúde da família foram atingidos?
Silva Jr – Eu acho que vêm sendo. Estou afastado da Cassi nos últimos dois anos e meio, depois que entrei na Agência Nacional de Saúde Suplementar, ANS, mas, pelo que tenho acompanhado, a Cassi tem sido usada como exemplo para as outras operadoras. Algumas que estão se formando agora praticamente se inspiraram na Cassi, com todas as suas políticas, lembrando que a estratégia da saúde da família não é isolada, é articulada com uma série de outras estratégias para garantir um sistema de saúde que atenda a integralidade dos problemas.
O Espelho – Uma discussão que vem dos tempos que o senhor estava lá é a necessidade ou não de rede própria para poder implantar o modelo. Há necessidade de instalá-la?
Silva Jr – É estratégico, porque a rede própria no modelo da Cassi tem um papel muito interessante. Quando instala uma unidade dela, a Cassi passa a ter também controle sobre os prestadores, o que é um divisor de águas em situação de conflito e negociação. Por outro lado, existem poucos serviços no Brasil voltados para esse tipo de procedimento, ou seja, o sistema de saúde privado brasileiro é muito voltado para a venda de procedimentos, não é tão fácil assim encontrar equipes no setor privado disponíveis para desenvolver a estratégia da saúde da família. Isso é uma característica muito mais do sistema público que do privado. Ao tomar a atitude de montar serviços próprios, a Cassi não só garante um diferencial em relação aos concorrentes nos lugares que atua, mas também garante a assistência diferenciada para sua clientela, como criou um exemplo para o próprio mercado, que começa a correr atrás.
Fonte: Seeb SP com Contraf-CUT - 08/11/2006
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10.6.16
Fechando agenda da semana do Diretor de Saúde da Cassi
Olá companheir@s, amig@s e colegas do Banco do Brasil,
Estamos encerrando a agenda da semana de trabalho em nossa Caixa de Assistência dos Funcionários do BB, uma entidade de saúde no modelo de autogestão, gerida por seus patrocinadores Banco do Brasil e associados. A Cassi é diferente de qualquer outro modelo privado que atua no mercado da saúde suplementar. E nós todos, os mais de 700 mil usuários e participantes, temos que defender nossa Caixa de Assistência, os direitos que conquistamos nela, como o modelo solidário no Plano de Associados, e lutarmos para ampliar a extensão da Estratégia Saúde da Família (ESF), com todos os níveis de atenção previstos.
Nossa missão como gestores eleitos pelos trabalhadores é algo que nos exige enorme responsabilidade e desde o primeiro dia que chegamos à Diretoria de Saúde, temos tido foco absoluto em fortalecer a Cassi e manter e ampliar os direitos dos associados que representamos. Não damos um passo em nossa atuação que não seja buscando esses objetivos.
Esta foi uma semana de trabalhos internos de gestão. Hoje reunimos nossa equipe para planejar nossos compromissos e agendas até o final do ano de 2016. Foi muito difícil adequar os compromissos que estabeleci em estar nas bases sociais, mas vamos conseguir, com energia e gana de fazer.
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| Regina do Dieese e Eduardo Araújo do Sindicato em Seminário sobre reestruturação no setor financeiro. Foto: Guina do Sindicato. |
Também fizemos reunião de gerentes nesta semana e estive no encontro de delegados sindicais do Sindicato dos Bancários de Brasília, onde pude ver a apresentação da companheira e amiga Regina, da subseção do Dieese da Contraf-CUT, com quem trabalhei tantos anos na formação sindical. A palestra nos deixa muito preocupado quanto ao futuro da categoria bancária e os bancos públicos por causa da terceirização, as novas tecnologias que estão substituindo o nosso trabalho e coisas afins. Leia a respeito e veja o vídeo AQUI.
Conferências de Saúde - é sabido por toda a comunidade Banco do Brasil, que mesmo com o orçamento contingenciado de nossa entidade por causa do déficit, tema que está sendo negociado pelos patrocinadores BB e associados, mesmo sem recursos disponíveis para as conferências, nós envidamos esforços imensos e já realizamos de 2015 para cá 19 conferências de saúde com apoio das entidades representativas dos bancários e associados e reunimos mais de 3.200 participantes para dar informações importantes sobre a Sustentabilidade da Cassi. Até o final do ano, esperamos fazer mais 8 conferências com o apoio novamente das entidades representativas.
Gestão das 27 Unidades Cassi e das 65 CliniCassi - outro trabalho intenso que estamos realizando é com relação à gestão das unidades que a Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento é responsável. Eu e nossos gestores na sede em Brasília temos um contato constante e permanente de parceria com nossas unidades porque isso é essencial para fortalecer a Cassi nas pontas, onde nossos associados são atendidos.
Estamos produzindo estudos para que a Cassi atue melhor na gestão de cada um dos Estados, com suas especificidades e características.
Neste momento de contenção de despesas administrativas, temos feito gestão com as ferramentas possíveis. Desde o final de 2014, instituímos videoconferências constantes com nossas unidades e contamos com a parceria das Gepes do Banco do Brasil para isso. Conseguimos nos aproximar muito do dia a dia de nossa rede própria da Cassi. Nesta semana, tivemos uma dessas reuniões e ganhamos todos nós com este processo de trabalho em uma empresa nacional em um país continental.
Tenho um compromisso com nossas equipes de trabalho na sede e nos Estados em contribuir para que o nosso planejamento da Diretoria de Saúde tenha êxito e estamos indo em todas as bases da Cassi conversar e firmar parcerias com os gestores do BB e com entidades representativas porque cultura de saúde precisa de empoderamento e pertencimento e o Modelo de Atenção Integral à Saúde e a Estratégia Saúde da Família (ESF), definidos para a Cassi tanto pelo patrocinador Banco do Brasil quanto pelos associados na reforma estatutária de 1996 precisa de um trabalho permanente e sistêmico de informação e formação em saúde para os participantes e suas representações.
Meu compromisso de trabalho em 2016 é ir a todos os Estados para fazer melhor gestão da rede e para firmar e reforçar parcerias em saúde. Já fiz 10 estados neste ano e hoje fizemos o planejamento para os 17 Estados que faltam.
Modelo Assistencial de promoção de saúde e cuidado dos crônicos é de grande perspectiva de êxito na Cassi e no BB
Nós da comunidade BB - banco, associados, entidades representativas - temos as melhores perspectivas de sucesso no médio e longo prazo com o modelo de promoção de saúde e prevenção de doenças na população Cassi porque estaremos cuidando dela por décadas e além do melhor resultado sanitário desta população, teremos melhor uso dos recursos assistenciais na hora de utilizá-los na rede credenciada, porque com conhecimento da população que se cuida é mais racional reorganizar os serviços de saúde da Caixa de Assistência.
Quanto à crise grave do setor de saúde como um todo, que não tem prazo para acabar, o que podemos fazer de gestão e educação em saúde com a nossa população nos colocará em patamares muito melhores ao longo dos anos vindouros.
Estou com uma agenda de trabalho em 2016 de visitar os Estados e pedir todo apoio que possam nos dar na comunidade BB para seguirmos ampliando o modelo assistencial de Atenção Integral, que estagnou na última década, e isso foi demasiado prejudicial para a Cassi, para os associados e para o patrocinador-patrão, porque o modelo fragmentado e não racional do mercado de saúde está esgotado. Estamos imbuídos de fazer o que falta ser feito no sistema de serviços de saúde da Cassi.
Resolver a questão das receitas operacionais adequadas no Plano de Associados é essencial para continuarmos trabalhando no cuidado da população assistida
E estamos à disposição para a retomada das mesas sobre o déficit do plano de saúde dos funcionários. E temos opinião e conhecimento sobre a Cassi para contribuir com as negociações e em defesa dos associados que representamos. Não concordamos com retirada de direitos em saúde e mudança do modelo solidário para ativos e aposentados, mas estamos à disposição para buscarmos consensos com os atores na mesa de negociação.
Abraços a tod@s os meus pares da classe trabalhadora!
William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (eleito)
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William Mendes
9.6.16
Estudos: Cassi 1993
(atualizado em 22/6/16, às 17:30h)
Comentário do blog
Estamos em junho de 2016. Desde que cheguei eleito à Cassi
como Diretor de Saúde e Rede de Atendimento, tenho estudado o histórico da
Caixa de Assistência.
Ler os relatórios anuais é uma forma interessante de estudo da história e do percurso da Caixa de Assistência ao longo do tempo, porque
vemos o que a direção da entidade (indicados pelo patrocinador BB e eleitos
pelo Corpo Social) apresentou aos associados publicamente, atendendo inclusive à
legislação ou regras próprias da Cassi e do Banco do Brasil.
Alguns dados que apartei abaixo são interessantes porque
comprovam o que temos dito na comunidade Banco do Brasil: a questão do déficit
no plano de saúde dos funcionários é muito antiga.
Eu faço um mandato e uma gestão totalmente focado em informações transparentes que me balizam para tomada de decisões e para definições de estratégias em defesa da Cassi e dos associados. É por isso que estudo tanto a entidade que administro em nome dos associados.
William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (eleito 2014/18)
Leitura feita em 8 de junho de 2016. O relatório apresenta o
resultado da Cassi como sendo deficitário, tanto em 1993 quanto em 1992.
ADMINISTRAÇÃO
DIRETORIA
Presidente – Romildo Gouveia Pinto
Diretor Administrativo – Mathias de Aguiar Mesquita
Diretor de Auxílios – José Onildo de Menezes Cruz
Diretor Deliberativo – Joílson Rodrigues Ferreira
Diretor Deliberativo (suplente) – Dinália de Mesquita
CONSELHO FISCAL
Efetivos
Adilson Rodrigues de Carvalho
Antônio Sérgio Battochio
Mussoline de Faria
Suplentes
Antônio Nelson Campos Tosta
Cláudio Salgueiro Garcia Munhoz
BALANÇO PATRIMONIAL (era outra moeda, real só entrou em
1994)
Resultado do exercício em 1992 = (9.352.544.024,91)
Resultado do exercício em 1993 = (2.439.217.996,41)
Média das despesas entre janeiro e dezembro de 1992 = 10.852.235,89
Média das receitas básicas janeiro a dezembro de 1992 = 5.433.967,23
Média das despesas entre janeiro e dezembro de 1993 = 11.420.209,98
Média das receitas básicas janeiro a dezembro de 1993 = 7.872.387,09
Reserva financeira total em dezembro de 1992 =
136.563.311,40
Reserva financeira total em dezembro de 1993 =
118.880.562,76
NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
NOTA 1 – A CASSI E SUA FINALIDADE
A Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil –
Cassi, sociedade civil e pessoa jurídica de direito privado, é uma instituição
de assistência social, sem fins lucrativos, que tem como objetivos precípuos a
concessão de auxílios destinados à cobertura de despesas com proteção à saúde e
com funeral dos associados, dependentes e beneficiários do sistema, observadas
as disposições do Regulamento Geral de Auxílios e da Tabela Geral de Auxílios.
NOTA 5 – PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Apresenta uma diminuição de CR$ 2.439.217.996,41, referente
ao déficit apurado no exercício.
Fonte: Cassi
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6.6.16
Opinião e agenda do Diretor de Saúde da Cassi (no DF)
Olá companheir@s, amig@s e colegas do Banco do Brasil,
Estamos iniciando mais uma semana de trabalho na gestão de nossa Caixa de Assistência dos Funcionários do BB, a maior autogestão em saúde suplementar do país, gerida em modelo compartilhado entre o patrocinador-patrão, o Banco, e os associados, os funcionários da ativa, aposentados e pensionistas, que elegem a metade da direção.
Lendo agora pela manhã as notícias do setor de saúde, ficamos cada vez mais convencidos das melhores estratégias que devemos seguir para fortalecer a Cassi naquilo que ela é, uma operadora de saúde cujos clientes são os próprios associados.
Temos que avançar no Modelo de Atenção Integral à Saúde, cuidando através da Estratégia Saúde da Família (ESF), ao menos, as mais de 400 mil vidas do Plano de Associados, cuja receita é fixa (porcentagem da remuneração dos associados), porque a crise no setor está dilapidando tanto o Sistema Único de Saúde (SUS), quanto as operadoras de autogestão, com graves problemas externos que afetam as finanças e a sustentabilidade das entidades como, por exemplo, a judicialização, medicamentos de auto custo, e a organização às vezes cartelizada dos fornecedores de serviços de saúde (hospitais e cooperativas de médicos), além da indústria de medicamentos e diagnoses que estão se dando bem mesmo na crise da economia e do setor de saúde, porque cada vez se receita mais remédio e se pede mais exames.
Vejam abaixo um exemplo de como nem todos no setor estão sofrendo consequências idênticas com a crise, porque há fatores que desequilibram os serviços de saúde como a judicialização, que faz com que planos de saúde e operadoras forneçam medicamentos por liminar independente de estarem previstos nas coberturas do Rol obrigatório da ANS ou do próprio plano contratado. São centenas de milhares de reais todos os meses que estão inviabilizando as finanças dos planos de saúde coletivos, que deveriam atender ao conjunto da população assistida.
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"Matéria de grande imprensa - Contratação: Indústria farmacêutica - Fora da curva
A indústria farmacêutica está conseguindo se equilibrar em meio à crise, de acordo com o Ministério do Trabalho. Entre janeiro e abril, foi um dos raros setores que registraram saldo positivo na contratação de mão de obra: 965 admissões (7.239 contratados ante 6.274 demitidos). Dois anos atrás, porém, esse saldo era de 3074 trabalhadores. Mais: segundo dados inéditos da IMS Heath, entre abril de 2015 e abril deste ano, o setor vendeu mais 6,5% em unidades e mais 12% em reais (o IPCA foi de 9,3% no período). (O Globo-05.06)"
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Esse exemplo acima é um dos vários que temos explicado para a comunidade Banco do Brasil sobre as consequências externas da crise da saúde nas finanças da Cassi e nas dificuldades de Rede Credenciada e especialidades no atendimento de nossos participantes.
Promoção de saúde e prevenção de doenças é a melhor estratégia, ainda mais para populações estáveis por décadas em um plano de autogestão
A melhor solução, mesmo com a crise que há lá fora da comunidade BB e da Cassi, é ampliar a cobertura da Estratégia Saúde da Família (ESF), baseada na Atenção Integral, porque mesmo tendo dificuldades de estrutura de saúde no país inteiro, até nas capitais e muito pior nos interiores, ao termos uma população conhecida através de mapas epidemiológicos e censos demográficos, teremos melhores soluções de atender nossa população Cassi. Tenho explicado aos gestores do BB que podemos nos sair melhor que outros planos de saúde privados porque vamos cuidar por décadas dos mesmos bancários e familiares.
Deixo ao final desta postagem, para maiores informações dos interessados, uma matéria da grande imprensa a respeito do caos que a judicialização está trazendo ao sistema público e o efeito é idêntico ao do setor privado.
Estamos muito focados em aumentar essas informações essenciais sobre o setor, sobre a Cassi, sobre nosso modelo de saúde para adequar as expectativas sobre o funcionamento de nossa Caixa de Assistência junto ao gestores do BB nos Estados, junto às entidades representativas e aos associados, nossa razão de ser.
Evitem reclamações na ANS e demandas judiciais antes de conversarem com a Cassi nos canais disponíveis e buscando apoio dos Conselhos de Usuários em todos os Estados e as entidades representativas também, porque é melhor para tod@s nós essa aproximação Cassi/BB/entidades representativas/associados.
NEGOCIAÇÕES E DÉFICIT - Estamos aguardando por parte dos patrocinadores Banco do Brasil e representações sindicais e associativas nacionais dos associados, a volta das mesas de negociação que tratam do déficit do Plano de Associados. Estamos à disposição para contribuir com o nosso conhecimento de gestores da Cassi e com a nossa opinião de representantes eleitos.
Abraços e boa semana a tod@s,
William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento
AGENDA DE TRABALHO DA SEMANA
Nesta semana, nossa agenda é em Brasília. Ao longo da semana, vamos atualizando a nossa prestação de contas do mandato.
Matéria: Impactos da judicialização da saúde
Decisões judiciais elevam custo de cirurgias e congestionam UTIs
Os gestores públicos se queixam de que a crescente judicialização atrapalha o planejamento das políticas.
Segundo Humberto Fonseca, secretário de Estado da Saúde do Distrito Federal, o preço de produtos tende a ficar, por exemplo, mais alto.
Uma prótese que normalmente é comprada a R$ 20 mil pode chegar a R$ 80 mil para atender à urgência da demanda judicial.
"Isso prejudica todo o nosso planejamento em saúde. Para fazer cumprir esses mandatos, deixamos de atender outras prioridades", diz.
No Distrito Federal, em 2015, a Secretaria de Saúde recebeu 1.711 mandados judiciais para vaga em leito de terapia intensiva e 824 para cirurgias e outros procedimentos. Segundo Fonseca, na maioria dos casos de cirurgias judicializadas, não há risco iminente de morte.
No Estado de São Paulo, entre as demandas atendidas por força da lei, há desde cirurgias cardíacas e de redução de estômago a decisões (quatro no total) que determinam a inscrição de pacientes na lista de transplantes sem a avaliação de equipe médica especializada, o que fere uma política nacional em vigor há 20 anos.
Em relação às cirurgias cardíacas infantis, por exemplo, há hoje 2.500 crianças na fila de espera –metade de outros Estados. Os serviços de saúde do Estado têm condições de atender 1.250 por ano.
"É uma cirurgia complexa, não há cirurgiões-cardiologistas infantis suficientes e são poucos os hospitais que oferecem", diz David Uip, secretário de Saúde.
Segundo ele, a forma como as liminares são cumpridas pode trazer mais prejuízos do que benefícios: "Não sabemos se a criança tem realmente indicação para a cirurgia naquele momento, se a transferência de um hospital para o outro não aumenta o risco de morte".
Ações na Justiça disparam e elevam despesas públicas
O número de ações judiciais para acesso aos serviços públicos de saúde e educação disparou no Brasil.
As decisões, que autorizam os beneficiados a "furar" longas filas de espera, têm acirrado o debate sobre como repartir os recursos das políticas sociais, em um momento de restrição severa de gastos pelos governos federal, estaduais e dos municípios.
Dados inéditos da Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo mostram que o número de internações, cirurgias e procedimentos no SUS feitos por ordem da Justiça quintuplicou entre 2010 e 2015, passando de 520 para 2.752.
As matrículas em creches e pré-escolas públicas do município de São Paulo seguiram a mesma tendência. Números levantados pela Secretaria de Educação a pedido da Folha indicam que as decisões judiciais nesse sentido saltaram de 13.891, em 2013, para 20.719 no ano passado.
Já no Distrito Federal, elas aumentaram de 674 em 2014 para 1.231 em 2015.
CONFLITO DISTRIBUTIVO
Essa crescente judicialização é polêmica porque, embora responda a uma demanda legítima, pode, segundo especialistas, privilegiar o atendimento a setores mais bem informados da sociedade, deixando as camadas muito vulneráveis para trás.
"A judicialização mostra que temos um conflito distributivo. Precisamos ter um debate sobre o que é prioritário", diz Sandro Cabral, especialista em estratégia do setor público do Insper.
Dados do setor de saúde ilustram bem esse dilema.
O estoque de ações perdidas pelo Estado que atualmente é atendido soma 47,8 mil, gerando uma despesa adicional de R$ 1 bilhão por ano à Secretaria da Saúde.
Desse valor, R$ 900 milhões se destinam a remédios de alto custo para menos de 2.000 pessoas. Essa despesa supera, por exemplo, os R$ 600 milhões gastos por ano no programa normal de assistência farmacêutica, que atende 700 mil pacientes.
Segundo o governo paulista, apenas 13% dos processos que tramitam no Estado têm como origem a Defensoria Pública–que atende pessoas com renda familiar mensal de até, aproximadamente, três salários mínimos.
"A grande maioria é ingressada por advogados particulares e se baseia em laudos e prescrições de médicos privados", diz David Uip, secretário de Estado da Saúde.
No caso da educação infantil, segundo o defensor público Alvimar Virgílio de Almeida, a instituição tem feito, no município de São Paulo, cerca de 50 atendimentos diários relacionados a pedidos de vaga ou de transferências.
"Dentro da baixa faixa de renda que atendemos, temos demanda tanto das pessoas mais vulneráveis quanto das menos. É óbvio que, entre os mais vulneráveis, existe uma demanda reprimida até por desconhecimento do direito."
Para representantes do setor educacional, não está claro que os mais pobres sejam os principais beneficiados pela judicialização.
"Acredita-se que aquelas crianças de famílias em situações mais vulneráveis são as que menos recorrem a esse tipo de recurso. Podemos estar diante de um sistema com maior segregação social", diz Aléssio Costa Lima, presidente nacional da Undime (União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação).
REDISCUTIR A LEI
Segundo especialistas, o que está em debate não é o mérito das decisões favoráveis da Justiça. O acesso à educação básica e à saúde, no Brasil, é garantido pela lei.
Mas, diante dos recursos escassos do setor público e das dificuldades de gestão, a legislação talvez precise ser reinterpretada e rediscutida.
Para o advogado Octávio Luiz Motta Ferraz, professor da faculdade de direito Dickson Poon e afiliado do Brazil Institute, ambos do King's College de Londres, no caso da saúde, por exemplo, há um equívoco entre os juristas brasileiros na forma de interpretar o direito ao acesso.
"O Judiciário não aumenta o Orçamento num passe de mágica, mas redistribui o Orçamento limitado. Se os litigantes fazem parte de um grupo que não está na base da pirâmide, o efeito dessa redistribuição é regressivo."
No Rio Grande do Sul, onde existe uma ação de aproximação entre os gestores de saúde e os juízes, já houve uma redução expressiva do número de ações judiciais em saúde: de 13.926, em 2013, para 6.685, em 2015.
Em abril último, o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e o Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde) realizaram um fórum para discutir o tema. Uma das ideias debatidas foi a criação de uma equipe médica para assessorar os juízes.
Para o desembargador Renato Dresch, membro do Fórum do CNJ, o juiz não pode negar o pedido de um doente. "Ele não entende de medicina. Se há um documento indicando risco de vida, irá atender." Segundo ele, é importante que as secretarias de Saúde utilizem notas técnicas para embasar sua defesa (Folha de S.Paulo-05.06)
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3.6.16
23º Boletim - Modelo de Atenção Integral à Saúde é tema em destaque
Publicação está completando dois anos como importante ferramenta de comunicação com os associados
A Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil é a maior entidade de autogestão em saúde no país, com gestão compartilhada entre seus dois patrocinadores – o Banco do Brasil e o Corpo Social. Em maio, a Cassi participou da 22ª Conferência Mundial de Promoção da Saúde da UIPES – União Internacional para a Promoção da Saúde e Educação.
Todas as palestras, exposições e painéis da Conferência demonstraram que a Caixa de Assistência segue sendo vanguarda quando se trata de organização de sistemas de serviços de saúde. Em especial, com o Modelo de Atenção Integral à Saúde, que passou a organizar a gestão da saúde através de unidades básicas de atendimento, que depois viriam a ser chamadas de CliniCassi, que passaram a ser a base da Estratégia Saúde da Família (ESF).
Leia AQUI o boletim da Diretoria de Saúde da Cassi.
A publicação deste mês também destaca que o boletim completa dois anos como importante ferramenta de comunicação e de prestação de contas mensal aos associados.
O 23º boletim 'Prestando Contas Cassi' está disponível em PDF na seção Publicações do site da Contraf-CUT para que os sindicatos e federações possam imprimir e distribuir nas suas bases.
Fonte: Contraf-CUT
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2.6.16
Agenda no RJ para fortalecer parceria com Aafbb e aposentados
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| Reunião com direção da Aafbb. |
Olá companheir@s, amig@s e colegas do Banco do Brasil,
Cumprimos agenda de trabalho nesta quarta e quinta-feira no Rio de Janeiro. Em nossa estada, pudemos reforçar nossa parceria com entidades representativas dos associados, estivemos em evento na Previ e numa agenda de trabalho sobre Prontuário Eletrônico de Paciente (PEP). Aproveitamos também para fazer reunião com nossa equipe gestora da Unidade Cassi RJ.
Reunião com a direção da Aafbb
Nesta quinta-feira 2, estivemos reunidos com a direção da Associação dos Aposentados e Funcionários do Banco do Brasil, a importante entidade nacional de representação de nossos aposentados e pensionistas e parceira na composição de nossa chapa eleita em 2014 nas eleições da Cassi.
No encontro com a direção, pudemos fazer um retrospecto de nosso trabalho à frente da Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento, reafirmamos o nosso compromisso com os princípios que nortearam a nossa chapa e os nossos programas eleitos, onde a defesa do modelo de custeio mutualista intergeracional e solidário no Plano de Associados é fundamental para a manutenção dos direitos em saúde dos ativos e dos aposentados.
Também reforçamos a importância cada vez maior de ampliar a cobertura da Estratégia Saúde da Família (ESF) e do Modelo de Atenção Integral à Saúde, modelo definido e aprovado na Reforma Estatutária de 1996 para atuar com foco na promoção de saúde e prevenção de doenças em nossa população de funcionários e familiares.
O modelo integrado com atenção primária, secundária e terciária começou sua implantação no início dos anos dois mil e é fundamental avançar em eixos estratégicos do modelo que ainda não estão em funcionamento como ter uma rede referenciada parceira de especialistas para demanda orientada a partir da Cassi, ter o conjunto da população dos planos mapeada e acompanhada ao longo de sua vida. O modelo integrado é o que tem de mais exitoso nos sistemas de serviços de saúde no mundo.
Depois pudemos debater um pouco sobre a importância da volta imediata das mesas de negociação entre os dois patrocinadores do Plano de Associados - o Banco do Brasil e o Corpo Social. Já procuramos a Contraf-CUT para tratar deste tema e também já contatamos o Banco falando da necessidade de retomada das negociações e de uma agenda dedicada na busca de uma proposta consensual para alcançar o equilíbrio e sustentabilidade do plano de saúde dos funcionários, de maneira que não haja perda de direitos em saúde.
Ao final de nosso dia de trabalho nesta quinta, pudemos trabalhar na Unidade Cassi RJ onde tivemos a oportunidade de nos reunir com nossa equipe gerencial. Esta visita às unidades é sempre muito proveitosa para aproximar a direção de nossa entidade de saúde do corpo de funcionários da Cassi e para contato com problemas existentes e experiências exitosas nas gestões locais.
Agenda de contato com diversas representações de entidades dos associados da Cassi
Na quarta-feira, tivemos uma reunião de trabalho com um representante da área da saúde no setor público que lida com gestão e administração de atenção primária e prontuário eletrônico do paciente (PEP). O tema é importante para a Cassi que também estuda modelos de PEP e desenvolve ferramentas próprias para termos dados a respeito de Atenção Primária e controle epidemiológico de populações cuidadas.
Na manhã da quarta, aproveitamos os dois dias que teríamos de trabalho no Rio para prestigiar a posse dos dirigentes eleitos de nossa Caixa de Previdência (Previ). O processo democrático terminou na semana passada e a Chapa vitoriosa "Compromisso com Associados" foi a liderada pelo companheiro Marcel e composta por diversas lideranças dos trabalhadores, com as quais tive a oportunidade de trabalhar e atuar na luta sindical.
Encerro a postagem agradecendo mais uma vez o apoio político e logístico que o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região tem nos dado para exercermos o nosso mandato em momento difícil de nossa entidade de saúde, que está com orçamento contingenciado desde o ano passado. Compartilhando da importância que damos nas visitas às bases sociais dos associados da Cassi, O Sindicato patrocinou passagens e hospedagem desta agenda no RJ, limitando meus gastos pessoais aos táxis e refeições.
Abraços a tod@s os meus pares da classe trabalhadora.
William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (eleito)
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