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28.12.11

Por onde ando...




Nesta segunda-feira, folguei.

BASE:

Na terça-feira, eu e o companheiro Felipe fizemos uma excelente reunião sindical em agência do bb na Vila Iara - Osasco. Fizemos avaliação da campanha dos bancários em 2011, ouvimos as preocupações dos bancários em relação aos problemas oriundos da implantação da PSO e das reestruturações atuais no banco. Também conversamos sobre o planejamento para 2012 da OLT - Organização nos Locais de Trabalho.

BASE:

Nesta quarta-feira, estaremos em atividade no bb na concentração da Verbo Divino, dialogando com os milhares de bancários de lá sobre questões do bb, tanto locais quanto gerais.

Na quinta-feira, não tenho agenda no Sindicato. Vou tratar de algumas coisas de minha responsabilidade na formação sindical da Contraf-CUT.

Sexta-feira, viajo para encontrar a família.

Está cada vez mais difícil trabalhar no BB


Caixas reclamam de falta de segurança da tecnologia de compensação por imagem e de sobrecarga de trabalho


São Paulo – Os funcionários que trabalham como caixas do Banco do Brasil estão reclamando que a tecnologia de compensação por imagem tem baixa qualidade visual e aumentou o risco de erros na conferência das assinaturas dos cheques. Além disso, o serviço de digitalização da imagem do cheque agora é feito pelos caixas e não mais na compensação, sobrecarregando esses trabalhadores, que já enfrentam filas enormes e a impaciência dos clientes descontentes com a prestação de serviço pelo banco.

Os caixas também afirmam que o banco utiliza o sistema de Gerencialmento de Atendimento (GAT) para punir os funcionários por demora no atendimento causado por falta de mão de obra. E a situação tende a piorar, pois o banco anunciou que vai reduzir o número de caixas com a implantação das Plataformas de Suporte Operacional (PSO) em toda a cidade de São Paulo.

"O sindicato repudia esse modelo. Não concordamos com a redução de caixas e com sua transformação em caixas itinerantes, onde podem ser transferidos a qualquer momento para outras unidades. O banco quer impedir o cliente de ser atendido na agência e muitas agências estão retardando a entrada de clientes para burlar o GAT ou manipulando o sistema de senhas. Os clientes e usuários também têm o acesso dificultado à agência e são direcionados a correspondentes bancários, mesmo quando querem ser atendidos no banco" diz Hildo Montenegro, dirigente sindical da Fetec CUT-SP.

O Sindicato propôs aos bancos na campanha nacional de 2011 que o número de caixas leve em consideração a praça e porte das agências, o número de clientes e o mínimo de cinco caixas, mas os bancos não atenderam à essas reivindicações. “Vamos continuar insistindo para que as condições de trabalho de todos sejam adequadas”, afirma Hildo.

Os funcionários devem denunciar a falta de condições de trabalho ao Sindicato por meio do site.


Fonte: Seeb SP

20.12.11

Contraf-CUT e Dieese concluem curso de formação sindical na região Sul


Belo grupo do curso de formação da região Sul do País.

Abrangência: curso foi realizado em todas as regiões do Brasil

A Contraf-CUT, em parceria com o Dieese, finalizou na última sexta-feira (16) o terceiro módulo do curso de formação sindical, iniciado na segunda (12), voltado principalmente para diretores e diretoras de sindicatos de bancários dos estados da região Sul. Também participaram dirigentes sindicais de RO, MS e SP. O curso "Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro", dividido em três módulos, foi realizado na Escola Sul da CUT, em Florianópolis.

"Este foi o quinto curso de formação da Contraf-CUT e, com ele, abrangemos todas as regiões do país. O presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro, foi o idealizador do resgate e atualização da aprendizagem para dirigentes bancários, que teve um importante papel na formação na época da antiga CNB-CUT", lembra William Mendes, secretário de Formação da Contraf-CUT.

O dirigente sindical ressalta o fato de que 100% dos dirigentes sindicais inscritos nesta etapa Sul finalizaram o curso. "Temos a agradecer às entidades que enviaram participantes, pois estão contribuindo para a formação de excelentes dirigentes sindicais, que possuem o desafio de ajudar a intensificar a luta dos trabalhadores do ramo financeiro", avalia William.

"Concretizamos o compromisso de levar o curso para todas as regiões do país", avalia o presidente da Contraf-CUT, que participou do encerramento. "É um momento promissor e esse curso tem formado dirigentes, que já estão contribuindo no fortalecimento do movimento sindical", frisa Cordeiro.


Passo a passo do terceiro módulo

No primeiro dia do terceiro módulo do curso, os participantes avaliaram as mudanças do perfil da categoria bancária na última década em relação aos bancos. Além disso, houve a participação do secretário de Saúde do Trabalhador da Contraf-CUT, Plínio Pavão, que abordou questões como condições de trabalho, assédio moral e metas abusivas.

No segundo dia, o grupo trabalhou dois temas contemporâneos ligados aos trabalhadores do ramo financeiro. O primeiro deles foi Igualdade de Oportunidades, com a participação da secretária de Políticas Sociais da Contraf-CUT, Deise Recoaro. A questão de gênero e raça permeou o debate como eixos estruturantes dos padrões de desigualdades no Brasil e dos problemas relativos ao não respeito das diversidades.

"Abordamos ainda a questão da identidade de gênero, das pessoas com deficiência e demais temas que pertencem à CGROS (Comissão de Gênero, Raça, Orientação Sexual e pessoas com deficiência)", relata William.

No mesmo dia, houve o debate sobre Tempo de Trabalho, com a técnica do Dieese, Ana Cláudia. "O grupo discutiu a jornada de trabalho e os problemas inerentes. O tempo de trabalho foi visto sob os eixos Duração do Trabalho, Distribuição do Trabalho e Intensidade do Trabalho. Na questão do aumento da intensidade do trabalho, o aumento do esforço tem se dado de forma física, psíquica e emocional. A causa desse aumento está relacionada às novas formas de organização do trabalho, ou desorganização como têm dito vários teóricos", conta o dirigente sindical.

"Os trabalhadores têm sofrido com as novas tarefas multifuncionais, as metas e a redução da porosidade, ou tempo morto, que havia antes e a cada dia o capital se apropria mais de cada segundo da jornada dos trabalhadores", completa William.

Na quarta-feira, os temas trabalhados foram remuneração dos bancários e o emprego na categoria ao longo da história e na atualidade.

Na quinta-feira, os participantes fizeram estudos sobre a PLR dos bancários. "O grupo aprendeu a calcular a PLR do modelo padrão da Fenaban para os bancos privados, bem como foi exercitado também o cálculo da PLR da Caixa e do BB", relata William. Outro tema debatido foi a terceirização, apresentado pelo secretário de Organização do Ramo Financeiro da Contraf-CUT, Miguel Pereira.

Na sexta-feira foi feito um debate sobre os desafios a serem enfrentados pelos trabalhadores e seus sindicatos no próximo período.


Módulos anteriores

O segundo módulo focou questões relativas ao setor financeiro, como moeda, bancos, sistema financeiro internacional, acordos de Basileia, Bretton Woods, Consenso de Washington. Além disso, os participantes estudaram também os planos econômicos no Brasil, Plano Real, Proer e Proes. Também foi debatido pela primeira vez a segurança bancária.

Já o primeiro módulo destacou a história do movimento sindical mundial, brasileiro e contemporâneo, passando principalmente pelo sindicalismo da CUT e dos bancários.


Balanço final

Nos últimos três anos, a Contraf-CUT, em parceria com o Dieese e com o apoio de entidades sindicais, percorreu todas as regiões do país oferecendo o curso de formação aos dirigentes de sindicatos e federações de bancários. A região Sul foi a última etapa desta gestão da confederação. "Com todas as dificuldades de se montar um curso desse porte, com três módulos de cinco dias, conseguimos oferecer o curso para dirigentes de todas as regiões do país, como havíamos nos comprometido", ressalta William.

O dirigente sindical destaca a participação e o interesse dos bancários na formação política. "Ao longo desse tempo, tivemos um aproveitamento excelente. De quase uma centena de participantes, somente três fizeram um módulo e não prosseguiram", salienta William.

"A relação de carinho e irmandade que foi ficando em cada grupo, a cada módulo formativo, nos dá a certeza de que o papel da formação em qualquer movimento social é a chave de tudo. Dificilmente alguém adere a uma ideia, uma utopia, se não houver uma compreensão do mundo, do seu mundo e do papel que cada um tem a desempenhar na luta pela mudança na sociedade em busca de um mundo melhor, mais justo, igualitário e solidário", conclui o dirigente sindical.

Fonte: Contraf-CUT

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Post Scriptum (22/4/16):

Vejam que bela foto de companheiros sindicais no CCBB SP, no dia seguinte ao fim do curso e de volta à SP, 21/12/11, tomando um cafezinho.


Um café no CCBB SP com Cláudio, Inês e Getúlio.

19.12.11

Por onde ando... em SP nesta semana (após Curso de Formação)


SEGUNDA-FEIRA

Pela manhã, reunião do coletivo de banco do Sindicato. À tarde, na Contraf-CUT e, à noite, assembleia no Sindicato.

TERÇA-FEIRA

Dia de trabalho na Contraf-CUT, tratando de agenda da secretaria de formação.

QUARTA-FEIRA

Dia de trabalho na Contraf-CUT. Discussão sobre Congresso da Contraf.

QUINTA-FEIRA

Confraternização da Contraf-CUT.

SEXTA-FEIRA

Descanso.

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Post Scriptum (09/06/18):

Na semana anterior a esta da postagem, havíamos encerrado o 5º curso de formação da Contraf-CUT, cumprindo o objetivo do mandato de Secretário de Formação.

A foto abaixo foi publicada em minha página do Facebook.


Participantes do 5º Curso de Formação da Contraf-CUT, em SC.

Olhando para trás, a partir de 2018, vejo o quanto o movimento sindical desperdiçou talentos e oportunidades ao vivenciar cisões no seio das forças políticas da CUT, com rachas importantes em nossa categoria bancária. Pena! Ganharam com isso os golpistas que seguem destruindo e desmanchando o Brasil.

15.12.11

3º Módulo do Curso Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro (III)


Nesta quarta e quinta-feira, tivemos muitos temas estudados em nosso curso.

Na quarta-feira, trabalhamos com o tema remuneração dos bancários, que apresentou as formas de remuneração da categoria. Também foi discutido sobre o emprego na categoria bancária ao longo da história e na atualidade.


Miguel Pereira fala sobre terceirização.
Nesta quinta-feira, os participantes fizeram estudos sobre a PLR dos bancários. O grupo aprendeu a calcular a Participação nos Lucros e Resultados do modelo padrão da Fenaban para os bancos privados, bem como foi exercitado também os cálculos da PLR da Caixa Federal e do bb.

Na segunda parte do curso desta quinta, discutiu-se sobre um dos temas mais graves da atualidade - a Terceirização. O tema foi apresentado por Miguel Pereira - secretário de organização da Contraf-CUT.

Na sexta-feira, será feito um debate sobre os desafios a serem enfrentados pelos trabalhadores e seus sindicatos no próximo período e será feito o encerramento deste módulo e desta etapa do curso na Região Sul.


CONTRAF-CUT CONCLUI MISSÃO FORMATIVA

O presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro, participará do encerramento do curso Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro, curso realizado neste mandato em parceria com o Dieese e que percorreu todas as regiões do País, realizando 15 módulos em 5 cursos e formando quase uma centena de dirigentes que já estão contribuindo muito para a organização da categoria em suas bases.


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Post Scriptum (09/06/18):

O curso contribuiu para a formação de diversas lideranças sindicais brasileiras. Na foto abaixo, o companheiro Cleiton, de Rondônia, recebe o certificado do curso. Estamos com ele, eu, Carlão e Carlindo.

Eu, Carlão, Carlindo e Cleiton. Rondônia presente
nas formações da CUT. Foto: de Cleiton.

13.12.11

3º Módulo do Curso Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro (II)


Neste segundo dia, o grupo trabalhou com dois temas muito contemporâneos aos problemas dos trabalhadores do ramo financeiro e da classe trabalhadora em geral.


IGUALDADE DE OPORTUNIDADES


Deise Recoaro aborda questões de Igualdade.
Pela manhã, tivemos a participação da secretária de políticas sociais da Contraf-CUT - Deise Recoaro - abordando os temas relativos à Igualdade de Oportunidades no sistema financeiro. A questão de gênero e de raça permeou o debate como eixos estruturantes dos padrões de desigualdades no Brasil e dos problemas relativos ao não respeito das diversidades.


Também abordamos a questão da identidade de gênero, das pessoas com deficiência e demais temas que pertencem à CGROS - Comissão de Gênero, Raça, Orientação Sexual e Pessoas com Deficiência.


Evento da manhã termina com abraço solidário.


O não respeito às diferenças gera o preconceito e a discriminação e isto leva às desigualdades econômicas e sociais.



TEMPO DE TRABALHO


Na parte da tarde, tivemos outro grande tema com Ana Cláudia do Dieese.


O grupo discutiu bastante a respeito da jornada de trabalho e os problemas inerentes a ela. O tempo de trabalho foi visto sob os eixos Duração do trabalho, Distribuição do trabalho e Intensidade do Trabalho.
Ana Cláudia fala sobre Tempo de Trabalho.


Na questão do aumento da intensidade do trabalho, o aumento do esforço tem se dado de forma física, psíquica e emocional. A causa desse aumento está relacionada às novas formas de organização do trabalho (ou desorganização como têm dito vários teóricos).


Os trabalhadores têm sofrido com as novas tarefas multifuncionais, as metas e a redução da porosidade, ou tempo morto, que havia antes e a cada dia o capital se apropria mais de cada segundo da jornada dos trabalhadores.


Os dois temas foram bem discutidos com a turma.


Após discussão sobre Tempo de Trabalho, participantes 
simularam uma negociação sobre horas extras, 
banco de horas e metas abusivas.


É isso! Mais um dia de muita produção de conhecimento dos trabalhadores.

12.12.11

3º Módulo do Curso Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro


Iniciamos hoje na Escola Sul da CUT o 3º e último módulo do 5º curso de formação da Contraf-CUT, em parceria com o Dieese, Etapa Sul.

Começamos bem em relação a cumprir os objetivos, pois 100% dos participantes inscritos terminarão o curso. Também tivemos participações de dirigentes que haviam perdido algum módulo e que completaram seus cursos nesta Etapa Sul.

Neste primeiro dia, os participantes discutiram o trabalho inter módulos de avaliar as mudanças do perfil da categoria bancária na última década em relação aos bancos dos participantes do curso.


Plínio Pavão discute saúde do trabalhador.
Contamos também com a participação do especialista em saúde do trabalhador, Plínio Pavão, secretário da Contraf-CUT.


Plínio abordou temas muito importantes para os trabalhadores do ramo financeiro na atualidade - saúde, condições de trabalho, assédio moral e metas abusivas.


O grupo discutiu a questão da dicotomia entre Saúde do Trabalhador x Saúde Ocupacional/Medicina do Trabalho.


Para nós, o importante é o foco na saúde do trabalhador.


"Esse conceito situa-se no quadro geral do estudo das relações entre saúde e trabalho e apresenta-se como um modelo teórico de orientação às ações na área da atenção à saúde dos trabalhadores, no seu sentido mais amplo, desde a promoção, prevenção, cura e reabilitação, incluídas, aí, as ações de vigilância sanitária e epidemiológica. Esse modelo vai orientar a aplicação do conhecimento técnico oriundo das disciplinas que se atêm a este campo e que foram exemplificadas anteriormente. Estudo dos modos de desgaste e reprodução da força de trabalho apresenta uma influência fundamental do materialismo histórico. A metodologia que orienta esse estudo estabelece a análise dos impactos dos ambientes e das formas de organização e gestão do trabalho na vida dos trabalhadores a partir da determinação histórica e social dos processos de saúde e doença (Laurell e Noriega, 1989)" in: Verbete: Saúde do Trabalhador - Henrique Caetano Nardi.


Ainda no dia de hoje, o grupo começou a discutir e preencher os desafios da ação sindical do ramo financeiro. Até sexta-feira, cada tema discutido no módulo será incluído nos desafios e serão pensadas ações para o próximo período do movimento sindical bancário.


Gustavo, William, Alex, Vivian e mestre Carlindo.
Ao final do dia, como ocorre sempre, a coordenação avalia o dia de trabalho e busca acertos para o dia seguinte.


Vamos seguindo e construindo juntos o conhecimento dos trabalhadores.

11.12.11

Por onde ando... Curso de Formação Sindicato, Sociedade e Sist. Fin. em Florianópolis


Pois é, chegamos neste domingo na Escola Sul da Central Única dos Trabalhadores. Um belo centro de formação e também hotel situado em Florianópolis, Santa Catarina.


Estamos aqui para completar o 5º curso de formação da Contraf-CUT em parceria com o Dieese nesta gestão 2009/12, gestão capitaneada pelo companheiro Carlos Cordeiro, aliás o idealizador do resgate e atualização do curso de formação de dirigentes bancários, que teve um importante papel na formação na época de nossa CNB-CUT.


Foram 15 módulos de formação em 5 cursos que percorreram todas as regiões do País. A emoção de ter vencido cada etapa e cada dificuldade comum para se instalar e fazer acontecer a formação sindical VALEU A PENA.


Cada um de nós envolvidos em todas essas etapas sabe o que tivemos que superar e do que abrimos mão para estarmos envolvidos na realização do projeto.


Mas a Contraf-CUT e o Dieese têm um sentimento de que contribuíram de alguma forma para melhorar a atuação dos trabalhadores na luta contra o capital e os donos do sistema financeiro, patrões exploradores da sociedade em todos os sentidos.


A formação de dirigentes e da militância vale a pena.


Somos fortes, somos CUT!

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Post Scriptum (09/06/18):

Foto do companheiro Cleiton, de Rondônia, no Facebook.



Foto do companheiro Cleiton, da turma de formação
da Contraf-CUT, em SC.

9.12.11

História - 22 anos de Fetec CUT-SP

Escrito por Fetec CUT-SP

Sexta, 09 de dezembro de 2011

Em 1989, caía o Muro de Berlim. EUA e Rússia declaravam fim à Guerra Fria. No Brasil, o então presidente José Sarney sancionava a lei do divórcio, e ocorriam as primeiras eleições presidenciais diretas em 29 anos, ao mesmo tempo em que nascia uma nova Constituição Federal, ensejando mudanças radicais nos rumos políticos do país.

Em meio a esse cenário, a classe trabalhadora aliava a luta pela democratização do Brasil, contra o arrocho salarial e por melhores condições de trabalho. Foi dentro deste contexto, que nasceu a primeira federação cutista, dentro de uma nova estrutura sindical: a Federação dos Bancários da CUT do Estado de SP.

Em assembleia no dia 9 de dezembro daquele ano, oito sindicatos descontentes com a estrutura vigente aprovaram a fundação da nova entidade, tendo como princípio a luta por liberdade e autonomia sindical e o objetivo de organizar os bancários do Estado de SP e fortalecer a Central Única dos Trabalhadores.

Ao longo desses 22 anos, a Fetec CUT-SP construiu uma trajetória de lutas e vitórias, colaborando para a conquista de um acordo nacional para toda a categoria, a Convenção Coletiva de Trabalho; da política de aumento real, e por valorização da PLR (Participação nos Lucros e Resultados).

Com forte envolvimento da Fetec CUT-SP, hoje os bancários acumulam importante debate por mais saúde e segurança e maior igualdade de oportunidades dentro dos bancos.

Também merece destaque o papel da entidade na unificação dos trabalhadores de bancos públicos e privados, resultando no fortalecimento da categoria.

No âmbito nacional, a Fetec CUT-SP também tem prestado rica contribuição pela redemocratização brasileira, tendo participado ativamente por renovações parlamentares no Estado de SP e pela eleição de governos populares - Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff – o que tem possibilitado a diminuição da exclusão social no país.

“São 22 anos participando da construção de um novo país e de uma nova realidade para a classe trabalhadora”, afirma Luiz César de Freitas, o Alemão, presidente da Fetec CUT-SP, ao salientar que a jornada é contínua.

“Comparando com a estrutura sindical vigente, a Fetec CUT-SP ainda é muito jovem. Mas a sua combatividade tem permitido construir um passado e um presente de lutas e de organização, não apenas dos bancários, mas do conjunto dos trabalhadores. Essa é uma lição que deve servir de estímulo para continuarmos na luta por melhores condições de trabalho e de vida para todos os brasileiros. E, assim, vencermos também os desafios do futuro”, almeja Luiz César de Freitas.


Fonte: Lucimar Cruz Beraldo - Fetec CUT-SP

8.12.11

Bancários do bb têm até dia 16 para utilizar verba de aprimoramento


Escriturários, caixas, assistentes e auxiliares do Banco do Brasil têm até o dia 16 para utilizar os recursos do Programa de Aprimoramento dos Funcionários (PAF). São R$ 215 que o banco disponibiliza para cada funcionário, que podem ser utilizados em cursos, livros, material didático, assinatura de jornais de grande circulação, de provedor internet e banda larga, entre outros. 

"A verba é uma conquista dos funcionários do BB nas negociações específicas da Campanha 2011. Os bancários não podem deixar de usar um direito garantido na negociação coletiva", afirma William Mendes, secretário de Formação da Contraf-CUT e funcionário do BB.

Os recursos são distribuídos aos bancários por meio de reembolso. "Os bancários muitas vezes têm deixado de utilizar essa verba", destaca William. "Por isso, orientamos que divulguem a data limite aos colegas em seus locais de trabalho", recomenda o dirigente sindical.

Os procedimentos para a utilização dos recursos estão explicados na IN - 390-1, que também traz a lista dos cargos que fazem parte do público do programa e detalhes de como os recursos podem ser utilizados. Os recursos estão disponíveis também para os dirigentes sindicais.


Fonte: Contraf-CUT


7.12.11

BB: Vale tudo por 1 trilhão




Presidente do bb manda fazer qualquer ilegalidade por meta insana


O bb segue inovando para ser o campeão das ilegalidades e imoralidades. Vale qualquer coisa para atingir a meta de ser o pior em condições de trabalho, abuso de poder, desrespeito a clientes e funcionários.

O presidente do banco, sr. Bendine, resolveu extrapolar todos os limites. A última tirada do iluminado foi convocar toda a cúpula do banco e dar a ordem de cancelar férias, abonos, qualquer concorrência em andamento, tudo!

O nome que se dá a essa atitude da direção da empresa é VIOLÊNCIA ORGANIZACIONAL.

A ordem dada foi todo mundo sair como louco oferecendo crédito a qualquer custo e qualquer preço para o bb atingir a marca de 1 trilhão em ativos até 31 de dezembro.

Como uma parte dos gestores do bb tem uma cultura de seguir à risca o que a cúpula manda, imediatamente a ordem do presidente começou a ser replicada da pior forma possível nas unidades da federação.

As informações que têm chegado a Contraf-CUT e aos sindicatos variam de acordo com a atitude mais coerente e decente de gestores de algumas regiões, que estão indignados com a postura intransigente e pouco eficaz da direção do banco, ou chegam da pior forma possível, com gestores regionais que soltaram a sacola de maldades e passaram a hostilizar e ameaçar toda a equipe de funcionários mandando os mesmos trabalharem em finais de semana de forma ilegal e ameaçando a retirada das comissões, mandando fazer crédito sem autorização dos clientes, criando falsas centrais de crédito esvaziando as agências de forma perigosa e irresponsável, pois ali existe a necessidade de um número mínimo de bancários para atender satisfatoriamente as demandas diárias de trabalho.

Não resta outra coisa a fazer por parte dos funcionários e seus sindicatos a não ser denunciar o bb e sua direção, bem como os gestores que não estão rejeitando esse pacote de ilegalidades de final de ano.

Os bons gestores e o funcionalismo devem enfrentar esse desatino que partiu da direção da empresa. Os sindicatos atuarão em conjunto com os bancários para coibir esse pacote de ilegalidades.

Os funcionários não devem fazer algo que depois se reverterá contra eles através de suas matrículas funcionais. Também é proibido o trabalho aos finais de semana sem negociação prévia com o sindicato e a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego. 


Denunciem aos seus sindicatos e:

- DIGAM NÃO AO CONVITE DA ILEGALIDADE!

6.12.11

Marighella é homenageado pela Comissão de Anistia

Marighella.
Considerado inimigo público número um da ditadura, o guerrilheiro e democrata Carlos Marighella foi homenageado nesta segunda-feira (5), dia do centenário de seu nascimento, pela Comissão de Anistia do Ministério da Justiça. A família dele receberá, em Salvador, cidade natal do ex-líder da Ação Libertadora Nacional (ALN), o pedido formal de desculpas do Estado brasileiro por causa da perseguição política que sofreu ao longo de toda a vida.

Entre parentes e companheiros, o evento, em que é concedida a anistia política ao guerrilheiro, é visto como símbolo de resgate de sua figura e da luta contra a ditadura.

- Pode fazer com que novas gerações se interessem em conhecer a importância do Marighella ao país - diz Clara Charf, viúva do líder da ALN.

- É o coroamento de 40 anos de luta para fazer com que o país conheça uma figura que viveu condenada a um silêncio total por todo esse período - afirma Carlos Augusto Marighella, filho do guerrilheiro com Elza Sento Sé.

Para Carlos Augusto, a ditadura militar teve a preocupação de destruir a imagem de seu pai.

- Não permitiram que a família tivesse o direito de sepultá-lo. Ele era apresentado como um facínora, um terrorista.

Sueli Bellato, uma das vice-presidentes da Comissão de Anistia, acredita que a concessão da anistia pode ajudar a sociedade a ter mais informações sobre o papel do guerrilheiro na luta pela democracia e na construção da história do Brasil.

- A concessão da anistia traz a possibilidade, aos que não tiveram acesso na academia a esse período histórico, de saber o que aconteceu e reconhecer qual foi a contribuição que pessoas como Marighella quiseram dar ao nosso país - afirma.

A homenagem acontece no Teatro Vila Velha. A família entrará com o pedido de anistia política neste ano, e o processo será julgado no evento. Não houve pedido de indenização. Na ocasião, também é lançado o Pró Memorial Marighella Vive, que irá reunir acervo sobre o ex-líder da ALN.

Ainda em razão do centenário, no dia 15 dezembro ocorrerá um evento na sede da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no Rio. Vão participar também a OAB, o MST, o Grupo Tortura Nunca Mais, a Fundação Dinarco Reis (ligada ao PCB) e a Rede Democrática.

A ideia dos organizadores é dar início ao Ano Marighella, com atividades, palestras, debates e seminários pelo país. Sindicatos de professores também serão procurados para que a história do guerrilheiro seja levada à sala de aula.


No Rio, PCB concede medalha Dinarco Reis

No evento em homenagem a Carlos Marighella, previsto para o dia 15 no Rio, o PCB, partido com o qual o guerrilheiro rompeu em 1967 por defender a adoção do confronto armado contra a ditadura, vai entregar a medalha Dinarco Reis à família dele.

- Nós nos orgulhamos de ter tido Marighella em nossos quadros - diz Ivan Pinheiro, secretário-geral da legenda.

Durante o Estado Novo, Marighella ficou preso entre 1939 e 1945 por causa da militância no PCB. Antes da implantação do Estado Novo, mas já no governo Getúlio Vargas, havia sido preso outras duas vezes. Anistiado, foi eleito deputado federal constituinte em 1945. Em 1948, no governo Eurico Gaspar Dutra, os comunistas foram cassados e ele voltou à clandestinidade.

O rompimento com o PCB, onde militava desde os anos 30, na Bahia, aconteceu após conferência de líderes latino-americanos, em Cuba, para organizar a luta contra governos militares. Um telegrama do PCB desautorizou sua participação. Na volta ao Brasil, ele fundou a ALN e iniciou a luta armada.


Marighella é lembrado pelo último comandante da ALN

Para Carlos Eugênio Paz, membro da ALN, as principais ações do grupo foram o assalto ao trem pagador, em São Paulo, e a tomada da antena da Rádio Nacional, em Diadema, para transmitir um manifesto. Marighella lançou, na época, o "Manual do guerrilheiro urbano". Em 1969, a ALN foi convidada pela Dissidência Comunista da Guanabara para capturar e prender o embaixador americano Charles Burke Elbrick.

- O Marighella era contra realizar a captura naquele momento. Considerava arriscado. Depois que houve a prisão do embaixador, divulgou apoio - lembra.

Os militares aceitaram a exigência de libertação de 15 presos políticos. Mas, após o fim do sequestro, em 6 de setembro, o cerco aos grupos guerrilheiros e o combate a democracia foi intensificado pelos militares e as multinacionais que colaboravam com a ditadura.

Às 20h de 4 de novembro de 1969, Marighella foi à Alameda Casa Branca, nos Jardins, em São Paulo, se encontrar com dois frades dominicanos. A ordem apoiava a ALN.

Mas os frades tinham sido presos três dias antes. No local do encontro, Marighella foi surpreendido pelo delegado Sergio Paranhos Fleury e morto com cinco tiros. O guerrilheiro e a mulher viviam no apartamento de um companheiro em São Paulo.

- O dono da casa tinha ficado de ir buscar Marighella. Mais ou menos 9h da noite, o companheiro entrou e eu disse: Cadê o Marighella? Aí, ele falou... - lembra a viúva Clara Charf, de 86 anos, bastante emocionada.

Clara conta que o marido manifestava a intenção de jamais se entregar caso apanhado e andava com duas cápsulas venenosas de cianureto.

- Ele não se entregaria nunca. Foi torturado várias vezes, achava que era impossível se deixar prender. Ele quase morreu em outras vezes.


Fonte: Rede Democrática

5.12.11

Por onde ando... semana de 5 a 9 dezembro




SEGUNDA-FEIRA

Hoje estou trabalhando na Contraf-CUT em Brasília.

TERÇA-FEIRA

Em SP.

QUARTA-FEIRA

Em SP.

QUINTA-FEIRA

Executiva da Contraf-CUT em SP.

SEXTA-FEIRA

Reunião na Contraf-CUT.

2.12.11

Contraf e Dieese concluem 2º módulo do curso de formação sindical no Sul


Essa é a bela turma do curso em Floripa.
A Contraf-CUT, em parceria com o Dieese, finalizou na sexta-feira (25) o segundo módulo do curso de formação sindical, iniciado na segunda (21), voltado preferencialmente para diretores e diretoras de sindicatos de bancários dos estados da região Sul. O curso "Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro", dividido em três módulos, está sendo realizado na Escola Sul da CUT, em Florianópolis e conta também com participantes de Rondônia, Mato Grosso do Sul e São Paulo.

"O segundo módulo foi focado em questões relativas ao setor financeiro, como moeda, bancos, sistema financeiro internacional, acordos de Basileia, Bretton Woods, Consenso de Washington. Além disso, os participantes estudaram também os planos econômicos no Brasil, Plano Real, Proer e Proes", afirma William Mendes de Oliveira, secretário de Formação da Contraf-CUT.

Miguel Pereira fala sobre SFN e 
a proposta da Contraf-CUT.
Miguel Pereira, secretário de Organização do Ramo Financeiro da Contraf-CUT, abordou o Sistema Financeiro Nacional. Ele apresentou a proposta dos bancários para a regulamentação do artigo 192 da Constituição Federal.

Já o primeiro módulo, lembra o dirigente sindical, focou a história do movimento sindical mundial, brasileiro e contemporâneo, passando principalmente pelo sindicalismo da CUT e dos bancários.

"Temos a agradecer as entidades que enviaram participantes, pois estão contribuindo para a formação de excelentes dirigentes sindicais, que possuem o desafio de ajudar a intensificar a luta dos trabalhadores do ramo financeiro", avalia William.


Segurança bancária

Ademir Wiederkehr fala 
sobre segurança bancária.
O dirigente sindical lembra que ocorreu uma inovação neste módulo em relação aos cursos realizados em outras regiões do país. "Houve a inserção na grade do curso, por sugestão do próprio grupo, do tema segurança bancária", afirma William.

Para falar sobre o assunto, a turma contou com a participação de Ademir Wiederkehr, secretário de imprensa da Contraf-CUT e coordenador da Coletivo Nacional de Segurança Bancária.


Balanço

Nos últimos três anos, a Contraf-CUT, em parceria com o Dieese e com o apoio das entidades sindicais, percorreu todas as regiões do país oferecendo o curso de formação aos dirigentes de sindicatos e federações de bancários. A região Sul está sendo a última desta gestão.
Participantes.

"Com todas as dificuldades de se montar um curso desse porte, com três módulos de cinco dias, conseguimos oferecer o curso para dirigentes de todas as regiões do país, como havíamos nos comprometido", ressalta William.

O dirigente sindical destaca a participação e o interesse dos bancários na formação política. "Ao longo desse tempo, tivemos um aproveitamento excelente. De quase uma centena de participantes, somente três fizeram um módulo e não prosseguiram", salienta William.


Participantes.
"A relação de carinho e irmandade que foi ficando em cada grupo, a cada módulo formativo, nos dá a certeza de que o papel da formação em qualquer movimento social é a chave de tudo. Dificilmente alguém adere a uma ideia, uma utopia, se não houver uma compreensão do mundo, do seu mundo e do papel que cada um tem a desempenhar na luta pela mudança na sociedade em busca de um mundo melhor, mais justo, igualitário e solidário", avalia o dirigente sindical.

Calendário

Participantes.
O terceiro e último módulo do curso na região Sul acontece ainda neste ano, entre os dias 12 e 16 de dezembro. O primeiro módulo aconteceu entre os dias 24 e 28 de outubro.

"Sabemos, pelo contato constante e solidário que o movimento sindical nos permite, que o nosso curso ajudou muitos dirigentes e militantes a despertarem novos interesses na luta sindical e outros a renovarem a energia para mais um período de doação pessoal à luta dos trabalhadores", finaliza o secretário de formação da Contraf-CUT.


Participantes.


Fonte: Contraf-CUT

All I need - Radiohead




A última frase que aparece sem tradução quer dizer o seguinte:

"ALGUMAS COISAS CUSTAM MAIS DO QUE VOCÊ IMAGINA!"


É isso!

1º Fórum "A Invisibilidade Negra" assume compromisso de combate ao racismo


Diretora da Contraf-CUT, Deise Recoaro, 
coordena mesa de encerramento


O 1º Fórum Nacional: A invisibilidade Negra no Sistema Financeiro terminou nesta terça-feira (29), em Salvador, com a aprovação de uma carta compromisso reunindo objetivos e ações a serem implementadas pelas entidades sindicais no combate à discriminação de negros e negras nos bancos.

A mesa final do evento foi presidida por Deise Recoaro, secretária de Políticas Sociais da Contraf-CUT, e contou com a participação de Júlia Nogueira, secretária de Combate ao Racismo da CUT, e Valmira Luiza, secretária de Combate ao Racismo da CTB. Também estiveram presentes o secretário-geral da Contraf-CUT, Marcel Barros, o secretário de Organização do Ramo Financeiro, Miguel Pereira, bem como Eliomar Carvalho, diretor da Confederação e do Sindicato dos Bancários da Bahia.

"Essa carta não pretende trazer constrangimentos às entidades sindicais, ao contrário. É uma forma de estímulo à reflexão sobre o tema para as entidades que não tiveram a oportunidade de presenciar as discussões do Fórum, que foram bastante ricas. Esperamos intensificar as ações em todas as entidades na luta contra o racismo", afirma Deise.

A secretária de Combate ao Racismo da CUT elogiou o evento. "Quando reunimos trabalhadores de um setor para debater a discriminação de forma responsável, com números e pesquisas, isso dá subsídios para formular políticas sobre o tema. Chega de ficar falando sem ter ações concretas", defende Júlia Nogueira.

O evento foi integralmente transmitido ao vivo pelo site da Contraf-CUT, graças à parceria com o Sindicato dos Bancários de Brasília.

Veja abaixo a íntegra da carta compromisso:

CARTA COMPROMISSO

1º Fórum Nacional: A Invisibilidade Negra no Sistema Financeiro

A categoria bancária tem um compromisso de longa data no combate às discriminações de qualquer espécie por entender que esta prática não é benéfica para a classe trabalhadora independentemente do sexo, da cor da pele, da orientação sexual, de ter ou não uma deficiência e independentemente da idade. Está provado ao longo da história que as discriminações favorecem apenas aqueles que detêm o capital, aqueles que concentram as riquezas, aqueles que querem segregar os trabalhadores e trabalhadoras.

Considerando também o acúmulo e patamar que alcançamos com a temática de combate ao racismo na categoria, entendemos que este processo não tem mais volta, ou seja, que os bancos, denunciados pelo movimento sindical e pressionados pelos movimentos sociais, terão que abrir suas portas para uma parcela importante da população, eles querendo ou não.

Acreditamos que para que a classe trabalhadora possa viver uma democracia plena é necessário que todos e todas possam exercer cidadania e que entre nós não haja trabalhadores de segunda ou terceira classe. Para que os sindicatos sejam verdadeiramente representativos dos anseios de classe, devemos intensificar as ações em curso neste país através das ações afirmativas. Orientamos e assumimos publicamente o compromisso com as seguintes ações e orientações:

- Promover formação sindical sobre a questão racial;

- Realizar atos e manifestações com material específico sobre a temática em datas comemorativas;

- Criar coletivos temáticos nas entidades e assim fortalecer a Comissão de Gênero, Raça e Orientação Sexual (CGROS) através das representações;

- Ampliar parcerias com os movimentos sociais;

- Fazer a verificação da inserção da população negra nos locais de trabalho, tanto na admissão como na carreira, através de pesquisa ou outras formas de verificação;

- Dar também visibilidade aos/as dirigentes afrodescendentes nos materiais sindicais, a fim de criar uma identificação com os bancários na base;

- Pautar na mesa temática de igualdade de oportunidades as ações afirmativas que visem ampliar a contratação de negros, negras e indígenas;
- Propor audiências públicas junto aos parlamentares sobre a temática e as situações que perpassam a questão da discriminação;

- Fazer uma articulação com a agenda das centrais;

- Promover qualificação profissional nos termos das certificações focada na população negra;

- Participar ativamente das ações governamentais através dos protocolos de intenções com a SEPPIR, SPM e MEC;

- Garantir a transversalidade de gênero, raça, orientação sexual e pessoa com deficiência na elaboração da minuta e na mesa de negociação;
- Desenvolver campanhas pela efetivação das Convenções 100 e 111 da OIT;

Manifestamos nossa posição contrária à fusão da SEPPIR, SPM e Secretaria Nacional da Juventude em um único Ministério porque isso retira o protagonismo e a visibilidade para as mulheres, os negros e os jovens;

Defendemos a regulamentação do Estatuto da Igualdade Racial para dar sequência ao processo virtuoso de promoção de igualdade de oportunidades iniciado nos últimos anos.

Salvador (Bahia), 29 de novembro de 2011.


Fonte: Contraf-CUT

28.11.11

Por onde ando... planejamento Seeb SP

Nesta segunda, terça e quarta-feira estarei no planejamento 2011/14 do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região, realizado no interior de S.Paulo. Estarei sem computador.

26.11.11

CURSO DE FORMAÇÃO SINDICATO, SOCIEDADE E SISTEMA FINANCEIRO - CONTRAF-CUT e DIEESE

Aqui estou com o mestre Carlindo do Dieese, esse grande homem marcou nossas vidas com sua simplicidade e sabedoria formativa. Já na adolescência, lá estava ele nos anos 80 na Conclat na Praia Grande, que decidiria pela criação de nossa CUT. VIDA LONGA MESTRE CARLINDO!

REFLEXÃO

Ontem à noite, quando voltava do aeroporto conversando com um taxista conhecido, vindo de Florianópolis SC, estava refletindo a respeito do feito que foi conseguir realizar ao longo de nosso mandato na Contraf-CUT os cinco cursos de formação pelo País afora. Um curso de parceria entre a Contraf-CUT e o Dieese, apoiado pelas nossas entidades bancárias CUTistas.

Daqui a duas semanas estaremos realizando o 15º e último módulo dessa saga formativa dos dirigentes bancários CUTistas.

Não posso negar e não consigo esconder a emoção da sensação de missão cumprida. A tarefa não era de fácil realização. Qualquer pessoa ou entidade que trabalhe com formação sabe do que estou falando, em relação a dificuldades financeiras, políticas e ideológicas, e sobretudo dificuldades em estabelecer nosso curso como prioridade na agenda sindical. Foi preciso muita amarração política para o sucesso do projeto.

Ao longo desses três anos, quase não perdemos ninguém pelo caminho. De quase uma centena de participantes, somente três fizeram um módulo e não prosseguiram.

Sabemos, pelo contato constante e solidário que o movimento sindical nos permite, que o nosso curso mudou e ajudou muita/os dirigentes militantes que despertaram novos interesses na luta sindical e outra/os renovaram a energia para mais um período de doação pessoal à luta dos trabalhadores.

A relação de carinho e irmandade que foi ficando a cada grupo, a cada módulo formativo ao longo desses quase três anos nos dá uma certeza que o papel da formação em qualquer movimento social é a chave de tudo. Dificilmente alguém compra uma ideia, uma utopia, se não houver uma compreensão do mundo, do seu mundo e do papel que cada um tem a desempenhar na luta pela mudança na sociedade em busca de um mundo melhor, mais justo, igualitário e solidário.

Conhecemos tantas pessoas, pessoas maravilhosas, heróis e heroínas, não porque têm um super-poder e tudo podem como nos desenhos e estórias, heróis e heroínas porque fizeram a escolha pela luta ao lado dos trabalhadores e oprimidos, escolheram o lado mais difícil, mais duro e, no entanto, o único que vale a pena e que engrandece a dimensão humana em cada um de nós - mamíferos e feras tidos como os racionais na fauna do mundo.

Posso dizer que valeu a pena todo o sacrifício que foi para instalar cada um desses quinze módulos ao longo desses três anos.

Todos nós que estivemos envolvidos de alguma forma no processo mudamos e crescemos: os participantes, a coordenação, os palestrantes, os funcionários e entidades às quais pertencemos.

Enfim, crescemos juntos enquanto categoria, enquanto classe, e posso afirmar com tranquilidade que

SOMOS FORTES, SOMOS CUT!

William Mendes, sec. formação da Contraf-CUT

24.11.11

CURSO SINDICATO, SOCIEDADE E SISTEMA FINANCEIRO

Participantes do curso de formação da Contraf-CUT, 5ª etapa. Na foto acima estamos com a camiseta do ENAFOR da CUT. Foto: William Mendes

O curso de formação seguiu nesta quinta-feira com dois temas muito importantes para a categoria bancária.

Pela manhã, o grupo teve a presença de Ademir Wiederkehr, secretário de imprensa da Contraf-CUT e coordenador da CCASP e da mesa temática de segurança bancária com a Fenaban.

Esse tema foi uma inovação na grade do curso e foi uma sugestão feita pelo próprio grupo no início do curso. A apresentação foi muito boa e parte do tema foi novidade para a maioria dos participantes.

Na parte da tarde, o grupo contou com outra apresentação de peso: Miguel Pereira trouxe o tema da regulamentação do artigo 192 da CF e a proposta dos bancários discutida através da Contraf-CUT.

Foi um dia de trabalho muito intenso pois os dois temas são bastante complexos e mesmo assim o grupo participou de forma exemplar.

Aprendemos muito hoje e construímos mais conhecimento coletivo para a categoria bancária e para a classe trabalhadora. E aqui o grupo tem uma forte visão CUTista de formação e de movimento sindical classista e voltado para as bases dos trabalhadores.

23.11.11

CURSO SINDICATO, SOCIEDADE E SISTEMA FINANCEIRO


5ª turma do curso da Contraf-CUT/Dieese - foto: William Mendes
Hoje foi o terceiro dia do segundo módulo do curso SINDICATO, SOCIEDADE E SISTEMA FINANCEIRO, organizado pela Contraf-CUT e Dieese. Esta é a quinta etapa do curso que já percorreu todas as regiões do País. Agora estamos na Escola Sul da CUT em Florianópolis.
No primeiro módulo do curso, realizado em outubro, os participantes oriundos de seis bases sindicais - PR, MS, RS, RO, SC e SP -, produziram muito conhecimento acerca da história do movimento sindical mundial, brasileiro e da contemporaneidade, passando principalmente pelo sindicalismo da CUT e dos BANCÁRIOS.

Este segundo módulo é bastante focado em questões relativas ao setor financeiro em si: moeda, bancos, sistema financeiro internacional, acordos de Basileia, Bretton Woods, Consenso de Washington. Além disso, os participantes estudam também os planos econômicos no Brasil, Plano Real, Proer e Proes, a proposta dos bancários para a regulamentação do artigo 192 da CF, segurança bancária, etc.

Eu não pude acompanhar a turma nos primeiros dois dias pois estava em um evento nacional na Contraf-CUT em SP. Chegando hoje pela manhã, o que pudemos perceber foi a participação incansável e engajada da turma do curso. Os sindicatos que enviaram os participantes estão de parabéns, pois já têm e terão excelentes dirigentes para ajudar na luta dos trabalhadores do ramo financeiro a combater as mazelas dos donos do Capital, os banqueiros-quebra-mundo.

William Mendes, sec. formação da Contraf-CUT

PS: ao mesmo tempo em que os bancários estão em formação na belíssima Escola Sul da CUT, está ocorrendo no mesmo local o ENAFOR, onde a nossa central está organizando as estratégias e a rede de formação CUTista à disposição da classe trabalhadora para o próximo período formativo e de luta.

22.11.11

TERCEIRIZAÇÃO DE TUDO!! SE NÃO HOUVER ENVOLVIMENTO DA SOCIEDADE CIVIL E DO MOVIMENTO SINDICAL ORGANIZADO, CHAMANDO INCLUSIVE UMA GREVE GERAL, O CONGRESSO VAI ACABAR COM OS DIREITOS DOS TRABALHADORES NO BRASIL

Contraf orienta mobilização nesta quarta contra projeto que amplia terceirização



A Contraf-CUT orienta os sindicatos e federações a se mobilizarem nesta quarta-feira, dia 23, para o convencimento dos deputados federais membros da Comissão Especial sobre a Regulamentação do Trabalho Terceirizado da Câmara na votação do substitutivo do deputado Roberto Santigo (PSD-SP) ao Projeto de Lei nº 4330/2004, do deputado Sandro Mabel (PMDB-GO). Combatido pela CUT e diversas outras entidades, o projeto legaliza irrestritamente a prática da terceirização no Brasil e é uma ameaça aos direitos dos trabalhadores.



A votação do substitutivo estava prevista para o dia 9 de novembro, mas foi adiada para que novas negociações entre trabalhadores e deputados pudessem ocorrer. "A CUT, CTB e Nova Central Sindical não concordam com o substitutivo de Roberto Santiago e conseguimos um processo de negociação com a Comissão Especial que ocorrerá nesta terça-feira, dia 22", afirma Miguel Pereira, secretário de Organização do Ramo Financeiro da Contraf-CUT.


Além dos bancários, outras categorias de trabalhadores, entidades e intelectuais vêm manifestando posições contrárias ao substitutivo. Para articular esse diversos setores, foi lançado na última quinta-feira, dia 17, em Brasília, o Fórum em Defesa dos Direitos dos Trabalhadores Ameaçados pela Terceirização.


Com participação da CUT e da Contraf, o fórum reúne representantes das Universidades de Campinas (Cesit/Unicamp e IFCH/Unicamp), Federal de Minas Gerais e Federal da Bahia, do Dieese, da CUT, da CTB da Associação Nacional dos Magistrados do Trabalho (Anamatra) e da Associação Latino-americana de Juízes do Trabalho.


"Esta quarta-feira será decisiva para a discussão sobre o tema, que coloca em risco os direitos de todos os trabalhadores do Brasil. Trata-se de uma verdadeira reforma trabalhista disfarçada", alerta Miguel. "É fundamental o envolvimento e mobilização de todas as entidades no Congresso", diz.


Fonte: Contraf-CUT

21.11.11

Bancários de Campo Grande (MS) filiam-se à Fetec-CN para fortalecer a luta

Os bancários de Campo Grande e Região (MS) decidiram em assembleia na noite do último dia 17, com apenas dois votos contrários, mudar de federação, abandonando a Feeb-SP/MS e filiando-se à Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Centro-Oeste e Norte (Fetec/CN-CUT), entidade à qual também estão filiados o Sindicato de Brasília e o Sintraf-Ride.



“A mudança de representação federativa faz parte da estratégia dos bancários de Campo Grande de avançar sua atuação política e sindical, participando ainda mais das lutas nacionais e fortalecendo a unidade da categoria em nível regional e nacional”, explicou a presidente do Sindicato, Iaci Azamor Torres.


“Estamos deixando uma estrutura e um modelo de luta sindical ultrapassados e implementando um ritmo mais acelerado nas lutas, caminhando em outra direção para tirar o sindicato do comodismo, do isolamento político e sindical, que só interessavam aos patrões e às forças conservadoras”, acrescentou a dirigente sindical.


Ao aprovar a migração para a Fetec/CN-CUT, os bancários de Campo Grande optaram por ligar-se a uma federação mais combativa e alinhada aos interesses dos bancários. “É a maneira mais coerente da diretoria de fazer a defesa intransigente dos interesses da categoria, especialmente na organização das lutas, e empenhando-se no combate aos problemas que afligem os trabalhadores do segmento”, argumentou Edvaldo Barros, secretário-geral do Sindicato.


A diretoria defendeu a filiação do Sindicato à Fetec/CN-CUT porque já há uma aproximação com a federação e uma afinidade de propostas e porque já tem recebido total apoio da entidade nas lutas, na inserção e organização dos movimentos, na formação de dirigentes sindicais, no debate sindical e político.


A busca por uma federação mais forte e representativa se deu à medida que foi sendo constatando que os problemas mais aflitivos não são solucionados apenas em nível regional, por mais que reforçasse a organização por local de trabalho. O enfrentamento, portanto, só poderia se dar, segundo os dirigentes, com a união e a organização de todos os bancários em lutas e campanhas unificadas em todo o país, para aumentar a força e poder de pressão por respeito aos direitos e por novas conquistas.


O presidente do Sindicato dos Bancários de Brasília, Rodrigo Britto, participa da inauguração da Pousada do Bancário, novo espaço do Sindicato de Campo Grande destinado ao trabalhador em trânsito pela cidade


Com a aprovação pela mudança de federação, o Sindicato passa a participar de todas as representações superiores filiadas à CUT, a maior central sindical do país, que abriga cerca de 3.700 sindicatos. Além da CUT estadual e nacional, o Sindicato de Campo Grande já era filiado à Contraf-CUT, que reúne oito federações e 103 sindicatos, representando mais de 90% dos 480 mil bancários, além de coordenar o Comando Nacional nas campanhas salariais da categoria.


Inúmeros dirigentes bancários da CUT, da Fetec/CN e dos sindicatos da região Centro-Oeste e Norte, especialmente os de Brasília, estiveram em Campo Grande acompanhando a assembleia. A adesão de mais um sindicato do Mato Grosso do Sul foi recebida com muita satisfação pelos sindicalistas. Veja como foi a repercussão e a avaliação sobre essa nova filiação:


“A filiação do Sindicato de Campo Grande à Fetec/CNCUT é uma decisão coerente com a atuação da diretoria da entidade, que já está ligada à CUT e à Contraf-CUT. É o elo que faltava na consolidação do seu trabalho, que respeita os princípios de unidade e solidariedade dos trabalhadores, de democracia, liberdade e autonomia sindicais.”

Jacy Afonso,
secretário de Organização da CUT Nacional


“Nós entendemos que o Sindicato dos Bancários de Campo Grande virá compor a Fetec/CN para unir forças e fortalecer ainda mais o movimento bancário. A atuação democrática da nossa Federação é reconhecida nesse momento com a filiação de mais este sindicato. Atualmente a Federação conta com 11 sindicatos e está presente em oito estados das regiões Centro-Oeste e Norte, o que mostra a representatividade e força da entidade.”

José Avelino,
presidente da Fetec/CN-CUT


“A consolidação da nova fase do Sindicato de Campo Grande como agente formulador e atuante no movimento sindical do ramo financeiro nacional passa por sua filiação à Fetec/CN-CUT, fortalecendo e fazendo parte da unidade nacional da categoria bancária."

Rodrigo Britto,
presidente do Sindicato de Brasília e diretor da CUT-DF


“Considerando o aspecto geográfico e a proximidade de Campo Grande à região central, entendemos que essa é uma oportunidade para fazer crescer ainda mais a base sindical da Fetec/CN. A mudança não traz prejuízos para a Federação de SP e MS (Feeb SP-MS), que já conta com um número expressivo em sua base essencialmente localizada no interior do Estado e está distante de Campo Grande. Além disso, a participação do Sindicato dos Bancários de Campo Grande na Fetec/CN certamente será maior do que era na Feeb SP-MS.”

Eduardo Araújo,
Coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB e diretor do Sindicato de Brasília


“Quem sabe faz a hora não espera acontecer. Os bancários de Campo Grande já demonstraram nas urnas sua vontade de lutar e mudar elegendo a nova diretoria. E com a vinda para Fetec/CN-CUT darão mais um passo para avançar e consolidar o fortalecimento da categoria. Assim, os bancários de Campo Grande se inserem ainda mais, com a cara e a coragem próprias do trabalhador e com sentimento de classe, nas lutas e na organização nacional da categoria.”

Matuzalém Albuquerque,
secretário de Relações Sindicais da Fetec/CN-CUT


“O Sindicato de Campo Grande e Região tem representatividade e porte expressivos na categoria. A entidade que já faz parte do Comando Nacional dos Bancários só vem reforçar a unidade dos trabalhadores estando junto com outros sindicatos cutistas da região na Fetec–CN.”

Clever Bomfim,
Presidente do Sintraf-Ride



Fonte: Seeb DF - Da Redação