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28.11.14

Cassi - Debate com bancários mineiros fecha semana de muito trabalho

Wagner Nascimento, coordenador da CEBB e
José Adriano, secretário Geral do Sindicato e
Conselheiro Deliberativo eleito da Cassi.

Olá companheir@s, amig@s e colegas do Banco do Brasil


Estamos finalizando a semana de gestão da Cassi da maneira mais satisfatória possível porque nesta sexta-feira 28 estivemos em Belo Horizonte MG para falar dos desafios e projetos para fortalecer a Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil. O Sindicato dos Bancários nos convidou para falar com os bancários e bancárias representantes dos trabalhadores (delegad@s sindicais). Também participaram os diretores e diretoras do Sindicato.

Agradeço a oportunidade e o convite dos companheiros do Sindicato. Se não é tarefa fácil fazer as mudanças que queremos na Cassi, mais difícil seria se não tivéssemos um mandato muito voltado para a ampliação da participação do Corpo Social e suas entidades representativas. É nossa missão fortalecer a Cultura de Pertencimento à Caixa de Assistência.


Na quinta-feira 27 tivemos a reunião do Conselho Fiscal da Cassi. Também consegui participar um pouco do debate do Comando Nacional dos Bancários com os parlamentares sobre perspectivas de lutas para o próximo período. Como representantes da classe trabalhadora, temos que estar presentes nesses espaços de discussão porque nossos mandatos são coletivos e temos que buscar unidade e somar esforços para avançar em pautas de interesse dos trabalhadores.

Na quarta-feira 26 tivemos a reunião do Conselho Deliberativo da Cassi. Foram dois longos dias, mas todos fizeram um trabalho muito unitário.


Repito aqui o agradecimento que disse na rede social facebook no meio da semana:


- Quero agradecer o grande trabalho de equipe que realizamos esta semana entre os eleitos da Caixa de Assistência. Foram muitas horas de leituras, estudos, debates, produção de documentos e negociações entre representantes do corpo social e do patrocinador. E o que dizer do trabalho dedicado dos funcionários da Cassi tanto na Sede quanto nos Estados e Unidades em geral... só elogios e agradecimentos ao pessoal. Obrigado!

Valeu Mirian Fochi, Fabiano Felix, Loreni de Senger, José Adriano, Tremarin, Elisa Ferreira, Ramon, Miltinho, Mário Engelke, Regina Fátima, Liberato, Carminha, Sr. Maia, Cláudio Gerstner e Eduardo Marinho.

Agradeço muito também ao trabalho empenhado de nossos gerentes executivos e suas equipes de trabalho.


Quando atendi ao pedido das entidades sindicais e aceitei o desafio de disponibilizar o meu nome para compor uma chapa com lideranças e para a tarefa de participar da gestão da Cassi sabia que era para trabalhar intensamente porque saúde é uma área muito importante e com muitos problemas no Brasil e no mundo, no setor público e privado.

Mas com dedicação e busca de parcerias com o conjunto dos trabalhadores e as entidades representativas, acredito que podemos dar mais pertencimento na CAIXA DE ASSISTÊNCIA e podemos achar soluções coletivas e com participação social.


Bom fim de semana,

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento da Cassi

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Post Scriptum:

Anotei no Facebook no dia 30 de novembro sobre o falecimento do colega David Salviano:


"NOTA DE FALECIMENTO

É COM PESAR que recebemos nesta manhã a informação do falecimento de nosso colega David Salviano, ex-presidente da Cassi - Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil. A informação que nos chegou foi que ele sofreu um infarto e não resistiu.

Convivi com David ao longo dos últimos seis meses. Construímos uma relação muito fraterna e profissional na busca dia a dia por soluções aos problemas de nossa Cassi e no fortalecimento de nossa entidade.

David anunciou nesta semana para a governança da Cassi (Diretoria, Conselho Deliberativo e Conselho Fiscal) que estava partindo para um novo desafio em sua vida profissional. Ele estaria se aposentando pelo BB na próxima segunda-feira.

Como ele nos dizia, foram 18 anos de dedicação à nossa Caixa de Assistência. Nós todos temos que agradecer a doação deste nosso colega do banco, apaixonado pelas questões de saúde, e por ter dedicado toda uma vida em prol da nossa Cassi e da comunidade Banco do Brasil.

Eu repito o que disse na presença dele nesta semana de despedidas de nosso presidente a nós na Cassi, perante nosso corpo de gestores e funcionários: que aprendemos muito com ele em relação à temas de gestão de saúde.

Eu tive o privilégio de estabelecer com o David uma excelente relação em nossa gestão e estou muito triste por seu falecimento. Meus mais sinceros sentimentos de pesar à família e aos amigos de convívio de nosso colega David Salviano.

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento da Cassi"

24.11.14

Contraf-CUT inicia 9ª turma do curso de formação sindical em Formosa


Próximos módulos serão em dezembro próximo e
fevereiro de 2015. Crédito: Seeb Brasília.

Começou nesta segunda-feira 24, em Formosa (GO), a 9ª turma do curso de formação Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro, um Programa de Capacitação de Dirigentes e Assessores (PCDA), organizado pela Contraf-CUT em parceria com o Dieese. 

O curso teve início em 2009 quando a Contraf-CUT percorreu todas as regiões do país, levando-o às bases sindicais - foram 5 turmas nas regiões Sudeste, Nordeste, Centro Norte e Sul. 

A partir de 2012, o curso passou a fazer parte da grade formativa da Confederação, além dos novos cursos de especialização em temas que fazem parte dos desafios e lutas na organização dos trabalhadores do ramo financeiro.

"A grade de formação da Contraf-CUT cumpre o papel definido pela Política Nacional de Formação da Central Única dos Trabalhadores. A CUT tem uma ampla grade formativa para preparar os trabalhadores de todos os ramos de atividade a se organizarem e conquistarem avanços dentro dos objetivos de classe estabelecidos nos congressos e plenárias. Compete aos ramos complementar a grade formativa com aquilo que é específico a cada ramo e categoria e é esta grade formativa que empreendemos desde 2009 quando assumimos a Secretaria de Formação", afirma William Mendes, secretário de Formação da Contraf-CUT.

Este curso está sendo aplicado na região Centro Oeste e conta com o apoio do Sindicato dos Bancários de Brasília e da Fetec Centro Norte.
A 9ª turma conta com 35 participantes de todas as regiões do país. 

Estão representadas 19 entidades filiadas - sindicatos e federações - de 13 estados e Distrito Federal, sendo 20 homens e 15 mulheres.

"Estamos felizes por mais uma turma de formação instalada e com tamanha representatividade de nossos sindicatos e federações. Nesses seis anos de gestão, foram cerca de 450 participantes em cursos da Contraf-CUT, cumprindo nosso papel dentro da estrutura nacional de formação classista da CUT. Agradecemos muito o apoio e a parceria que sempre tivemos de nossas entidades e da equipe de formação do Dieese que nos acompanhou nesta jornada formativa", avalia o dirigente sindical.

Conteúdo dos módulos

O primeiro módulo abordará a história do movimento sindical, passando pelos desafios colocados na atualidade após as eleições e com a disputa de hegemonia que estará presente na sociedade brasileira.

O segundo módulo acontece em dezembro, abordará o Sistema Financeiro Nacional e Internacional, as políticas macroeconômicas, a moeda e a regulamentação do SFN, as inovações tecnológicas e o impacto no emprego da categoria e a questão do balanço dos bancos.

O terceiro módulo será realizado em fevereiro de 2015 e abordará os desafios contemporâneos dos trabalhadores do ramo financeiro como o emprego, a remuneração, a terceirização, segurança bancária, estrutura organizativa da Contraf-CUT, as questões de saúde e condições de trabalho, igualdade de oportunidades e as negociações coletivas.


Fonte: Contraf-CUT e Seeb Brasília


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Post Scriptum (29/11/14, registro no Facebook):

POLÍTICA: NOVO GOVERNO DILMA E A GUINADA À DIREITA NA ECONOMIA

Fiz um texto em meu perfil do Facebook comentando o texto de André Singer sobre o PT voltar a beijar a cruz dos rentistas e da elite:


"FORMAÇÃO POLÍTICA - OPÇÕES DE DILMA PARA O 2º MANDATO

A minha leitura para a pergunta de Singer não é positiva. E eu espero estar errado.

Mas as opções de Dilma Rousseff em repetir a estratégia de Lula em 2003 estão erradas e pode nos derrotar - o eu majestático é porque pertenço aos segmentos de organização social que apoiaram a candidata contra o retrocesso e o fascismo.

O cenário é completamente diferente de 2003. Acho que as classes beneficiadas pelas políticas do Lulismo e petismo podem não ter paciência em esperar nova guinada conservadora de Dilma/PT por uma questão básica:

- Não houve formação política libertadora e progressista para os 30 ou 40 milhões de brasileiros que ascenderam socialmente devido à Ética DA Política (o resultado da política do PT) nos últimos 12 anos. A mesma classe trabalhadora dos grandes centros urbanos como São Paulo, Belo Horizonte, Rio de janeiro, Brasília onde está a maior parte dos servidores públicos do país, Curitiba e Porto Alegre, entraram na onda anti-petista.

- Não houve enfrentamento à MÍDIA GOLPISTA e hoje ela se fortalece novamente como formadora de opinião, porque há forte aliança com parte da Justiça brasileira e de setores de órgãos públicos como a Polícia Federal. 51 milhões de pessoas votaram CONTRA O RETROCESSO e não necessariamente em Dilma ou PT e 49 milhões votaram CONTRA O PT E DILMA.

- RESUMINDO, OS PROGRESSISTAS QUE APOIARAM A DILMA CONTRA O RETROCESSO NÃO TERÃO FACILIDADE EM ACEITAR A TEORIA DE UM PASSO ATRÁS PARA ANDAR DOIS ADIANTE...

- AHH, PARA NÃO DEIXAR DE FAZER AUTOCRÍTICA COM EU MAJESTÁTICO DE NOVO: ENTENDO QUE O MOVIMENTO ORGANIZADO COMO NÓS SINDICATOS NÃO ESTAMOS BEM COM AS BASES QUE REPRESENTAMOS. FALTA MUITO TRABALHO DE BASE E FORMAÇÃO POLÍTICA AOS TRABALHADORES...

É isso! Vamos correr para sobreviver... ou ao menos fazer a minha parte para este corpo tão maltratado física e psicologicamente..."

Texto do Singer:

"Singer diz que PT voltou a beijar a cruz

O jornalista André Singer, ex-porta-voz de Lula, critica a escolha de Joaquim Levy para o Ministério da Fazenda; "Teremos novo ciclo de juros altos, corte de gastos e contração, com possível desemprego e diminuição da renda dos trabalhadores", diz ele; "O gesto suscita, de imediato, duas perguntas. Será que desta vez a estranha conjuntura mundial voltará a soprar a favor e, em caso positivo, quando? Será que as classes beneficiadas pela evolução do lulismo terão paciência para o trabalho de Sísifo que ele parece propor à sociedade brasileira?"


247 - No artigo Beijando a cruz, parte 2, o cientista político André Singer, que foi porta-voz de Lula, critica duramente a escolha da nova equipe econômica.


"Teremos novo ciclo de juros altos, corte de gastos e contração, com possível desemprego e diminuição da renda dos trabalhadores", diz ele. "O gesto suscita, de imediato, duas perguntas. Será que desta vez a estranha conjuntura mundial voltará a soprar a favor e, em caso positivo, quando? Será que as classes beneficiadas pela evolução do lulismo terão paciência para o trabalho de Sísifo que ele parece propor à sociedade brasileira?"

Singer afirma que as condições atuais não são comparáveis às do início do governo Lula, quando, segundo ele, o PT beijou a cruz pela primeira vez, na gestão de Antônio Palocci e Henrique Meirelles. "Em 2004, a economia mundial cresceu 5%, a maior taxa em décadas, iniciando um ciclo expansionista até 2008. As commodities, de que o Brasil é grande exportador, se valorizaram em 100%, o que não acontecia há vinte anos. Foi então que o lulismo deu o inesperado pulo do gato: utilizou a bonança para melhorar, por vários caminhos, a vida dos pobres, ativando o mercado interno por baixo."

21.11.14

Agenda de defesa e fortalecimento da Cassi (DF e PB)





Olá companheir@s, amig@s e colegas do Banco do Brasil,

Nesta semana de trabalho de representação na gestão da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil, tivemos bons contatos com a base social, tanto com colegas da ativa e aposentados como com as lideranças e formadores de opinião.


VII Conferência de Saúde da Cassi PB

Nesta quinta-feira 20, dia da Consciência Negra e de homenagem a Zumbi dos Palmares, estivemos na VII Conferência de Saúde da Cassi Paraíba, que abordou o tema "Longevidade para você e para a Cassi".

O evento foi muito positivo, com grande participação dos associados da Cassi no Estado da Paraíba e agradeço muito o belo trabalho de organização do evento por parte de nossa equipe da Cassi PB, liderada pela nossa gerente Maria Helena. Agradeço também a acolhida que tivemos por parte de tod@s, inclusive das lideranças do Sindicato, das entidades associativas, do Conselho de Usuários e do Banco do Brasil.

Na oportunidade, distribuímos também o 2º Boletim Prestando Contas Cassi que aborda o tema da Judicialização e das instâncias de recursos da Caixa de Assistência.

Fico feliz por ter conseguido levar nossa mensagem de fortalecer a Cultura de Pertencimento aos associados da Caixa de Assistência e tenho feito um grande esforço para ir a todas as bases e a todas as entidades associativas que nos convidam para apresentar os projetos que defendemos para o avanço da Cassi, enquanto plano de autogestão em saúde com um sistema de Atenção Integral à Saúde, que promova e cuide da saúde de todos e que seja mais sustentável ao longo do tempo.

Estabeleci objetivos "desafiadores" a mim mesmo para fazer um mandato muito próximo dos associados. Já estive nestes meses de gestão em conferências de saúde e em debates com entidades representativas dos associados em RO, PI, PA, MA, GO, DF, RJ, SP, RS, PR, PB, AL e MT. Estive em outros estados também, mas em agendas de trabalho da Cassi sem contato com as bases sociais.


Visita e debate na Anabb com GATs e Diretoria

Na terça-feira 18, tive a oportunidade de conversar com a Direção da Associação Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil e com seus representantes dos Grupos Assessores Temáticos, que se reúnem periodicamente para debaterem questões de saúde e qualidade de vida, previdência, relações trabalhistas, novos funcionários do BB, entre outros temas.

Foi mais uma tarde de debates no sentido de fortalecer a Caixa de Assistência e a Cultura de Pertencimento, além de falar sobre nossos projetos de ampliação do modelo de Atenção Integral à Saúde.

Agradecemos nas figuras de Sérgio Riede e Fernando Amaral o convite e a acolhida que tivemos por parte das lideranças da entidade e estamos à disposição para construir unidade em defesa da Cassi e do funcionalismo do BB.


Planejamento estratégico da Cassi 2015/2019


A semana de trabalho foi muito intensa como vocês podem ver. Na segunda 17 e terça 18, finalizamos o trabalho de revisita ao planejamento estratégico da nossa Caixa de Assistência. Por parte dos eleitos, como já disse aqui neste espaço, foram mais de dois meses de trabalho ouvindo nossos trabalhadores da Cassi que estão nas Unidades dos Estados, os gerentes executivos e os programas que o corpo social elegeu para as melhorias da nossa entidade de saúde.

Nem conto aqui a quantidade de horas de trabalho buscando o diálogo com o nosso patrocinador Banco do Brasil e seus representantes na gestão da Cassi. Tenham a certeza que eu busquei nestes cinco meses de trabalho construir uma gestão dialogada com essa representação do Banco, cada qual defendendo o interesse de seu lado, nós o do corpo social.

Estamos fechando o orçamento da entidade e temos projetos importantes para fortalecer a Cassi. O tempo todo, os eleitos dispendem horas e horas de trabalho para convencer o patrocinador que o caminho para encontrar a sustentabilidade da Caixa de Assistência não é cortando direitos dos associados, muito menos onerando a eles, principalmente sem o respectivo impacto também para o Banco, que é responsável pela saúde (ou falta de saúde) de seus funcionários e é responsável pela gestão compartilhada desde os anos 90.

Nosso lado de eleitos está com propostas de mudanças e melhorias profundas para a entidade ser sustentável e cuidar de seus associados, sem o corte de direitos. 

Os vários defeitos que encontramos na gestão da Cassi e/ou a falta de avanços no modelo de saúde têm forte responsabilidade por parte do BANCO DO BRASIL porque, se por um lado, pode haver descontinuidades na metade eleita da gestão a cada dois anos, na outra metade, É O MESMO BANCO QUE INDICA HÁ PELO MENOS 18 ANOS, problemas que já poderiam ter sido resolvidos em outras gestões e não o fizeram.

Conclamo ao corpo social, que tem nos acompanhado e recebido com apoio, que fiquem atentos porque nós defendemos os direitos dos associados e não abrimos mão disso através de canetadas internas da burocracia.

Abraços,

William Mendes
Diretor Eleito de Saúde e Rede de Atendimento da Cassi

20.11.14

20 de novembro: a luta do movimento negro não pode parar no Brasil


Homenagem em frente ao Monumento a Zumbi dos Palmares,
no Rio de Janeiro. Crédito: CUT.

Por meio da Lei 12.519/11, o dia 20 de novembro é considerado dia Nacional de Zumbi dos Palmares, grande líder da resistência do movimento negro, e da Consciência Negra.

Em 2014, a luta do movimento está em torno, segundo a secretária Nacional de Combate ao Racismo da CUT, Maria Júlia Reis Nogueira, de três pontos principais: Reforma Política, Democratização da Comunicação e fim dos autos de resistência (PL 4471/12). Outro tema em pauta é a luta contra a violência e o feminicídio contra a mulher negra. Em 13 de maio de 2015 haverá a Marcha das Mulheres Negras.

Nós não podemos permitir o extermínio da juventude, que acontece com cada vez mais frequência, seja nas mãos de traficantes, por um lado, seja nas da polícia, por outro.

A democratização da Comunicação é urgente porque o atual modelo oligopolizado de mídia invisibiliza os negros e a luta antirracismo, além de reproduzir estereótipos preconceituosos da população negra, especialmente da mulher. A Reforma Política, porque os negros são sub-representados e é urgente que haja maior equilíbrio entre a presença de negros eleitos e de negros na sociedade, além de proporcionar a maior presença de defensores de causas sociais no Congresso. E o fim dos autos de resistência é essencial para o fim do extermínio da juventude negra.

Para Maria Júlia, que lembra a campanha "Jovem Negro Vivo", lançada pela Anistia Internacional em novembro, os jovens negros vítimas de homicídio precisam de atenção redobrada por parte da sociedade, do governo e dos movimentos sociais.

"Nós temos uma grande luta pelo fim dos autos da resistência, projeto que está em tramitação no Congresso Nacional e essencial para impedir o genocídio da população negra e periférica. Nós não podemos permitir o extermínio da juventude, que acontece com cada vez mais frequência, seja nas mãos de traficantes, por um lado, seja nas da polícia, por outro", disse. A CUT também é contra a proposta de redução da maioridade penal.

Para a dirigente, é comum haver a criminalização baseada em características físicas. Ela lembra, ainda, que a morte de jovens, além dos prejuízos sociais, tem impacto na População Economicamente Ativa (PEA), na expansão da cultura negra e no exercício da política diária.

"As conquistas dos últimos treze anos, simbolicamente falando, são importantes para diminuir um pouco da dívida que o Estado brasileiro tem com a população negra. Entretanto, ainda é pouco. Nós temos um longo caminho a ser trilhado para termos uma igualdade de tratamento entre todos os brasileiros".

Feriado nacional

Ainda não há uma lei que institui o Dia de Zumbi dos Palmares como feriado nacional, mas está em tramitação no Senado um projeto com essa finalidade. Segundo a secretária de combate ao racismo da CUT, este projeto "é uma conquista importante para o conjunto da sociedade e para os trabalhadores, que lutam pela visibilidade do movimento e pela dignidade de vida, antes de tudo". A aprovação, segundo Júlia, está próxima.

Zumbi dos Palmares, garra e luta

"Poucos foram os heróis negros que são incentivados e cultuados nos dias de hoje. Um homem com o porte de Zumbi sendo homenageado é fundamental", afirma Maria Júlia.

Zumbi nasceu em Palmares, no estado de Alagoas, em 1655. Entregue a um missionário português, escapou e, com 15 anos, retornou ao seu local de origem, o Quilombo na cidade, comandado por Ganga Zumba. 

O governador da Capitania de Pernambuco, cansado do longo conflito com o Quilombo de Palmares, se aproximou do líder e ofereceu a liberdade para todos os escravos fugidos se o quilombo se submetesse à Coroa Portuguesa. Ganga Zumba aceitou, mas Zumbi não, se tornando novo líder.

Em 1694, a capital de Palmares foi destruída pelo bandeirante paulista Domingos Jorge Velho e Zumbi ferido. Um ano depois, em 20 de novembro de 1695, Zumbi é morto. 

Em Recife, sua cabeça foi exposta em praça pública, visando desmentir a crença da população sobre a lenda da imortalidade de Zumbi.


Fonte: Henri Chevalier - CUT

18.11.14

Agenda: Cassi promove evento nacional do Conselho de Usuários


Mesa de abertura: Geraldo ABC, William Mendes, David Salviano,
Fabiano Felix, Regina Fátima e Mirian Fochi. Foto: Cassi.

Conselheiros de Usuários de todo o país no VII Encontro - DF.

Encontro ocorreu nos dias 12 e 13 de novembro em Brasília

Pertencimento e sustentabilidade na Caixa de Assistência foram o foco do VII Encontro Nacional dos Conselhos de Usuários da Cassi, realizado nos dias 12 e 13 de novembro em Brasília.

Estiveram presentes na Capital Federal 52 representantes dos Conselhos de Usuários da Cassi de todas as regiões do País. O objetivo do evento foi promover a discussão e o compartilhamento de ideias e iniciativas realizadas pelos Conselhos, além de palestras e elaboração de trabalhos desenvolvidos por eixos temáticos.

A mesa principal do Encontro foi composta pelos membros da Diretoria Executiva e os representantes dos Conselhos Deliberativo e Fiscal. O presidente David Salviano enfatizou a importância do encontro e mencionou os muitos desafios que o sistema de saúde brasileiro precisa enfrentar, realidade em que está inserida a Caixa de Assistência. “São desafios de sustentabilidade, de responsabilidade coletiva e a consciência de que cada um de nós somos parte das quase 900 mil vidas assistidas pela Cassi. Que o fruto desse encontro nos ajude a superar desafios.”

O diretor William Mendes de Oliveira ressaltou em sua participação a importância do pertencimento. “Por sermos todos nós os donos da Cassi, a participação social é fundamental para acertamos mais com as decisões. Iniciativas como esta nos ajudam a construir nortes para fortalecer ainda mais a Caixa de Assistência.”

“Tentar entender melhor como funciona o Plano é um passo para caminhar rumo à sustentabilidade. Todos juntos poderemos manter a Cassi sustentável ao longo do tempo”, considerou a diretora de Planos de Saúde e Relacionamento com Clientes, Mirian Fochi.

O diretor de Administração e Finanças, Geraldo A. B. Correia Júnior, saudou os presentes e lembrou sobre o papel dos conselheiros. “Como síndicos de um condomínio, todos aqui desempenham um importante papel de auxiliar nas resoluções de problemas e dar voz aos participantes.”


Uma Cassi cada vez mais nossa e sustentável

A palestra “Caixa de Assistência: fortalecer o pertencimento em busca da sustentabilidade”, tema central do Encontro, foi conduzido pelo gerente de Saúde, Henio Braga Junior, que abordou o modelo de saúde praticado no Brasil, os desafios do sistema de saúde no século XXI, as características dos sistemas integrados, além de reflexões sobre sustentabilidade e cuidado com a saúde.

Henio, ao final de sua apresentação, ainda alertou sobre dois aspectos importantes que envolvem a saúde. A generalização da prescrição médica e o cuidado ao cuidador. “Atualmente, comportamento é sinônimo de prescrição médica. Sentir-se triste por um fato específico, por exemplo, a priori deve ser entendido como algo comum e natural e não como uma doença”, disse. Outro aspecto importante, segundo o gerente, é cuidar também do promotor do cuidado. “Não podemos nos esquecer de cuidar também do cuidador. O cuidado é amplo, porém deve ser irrestrito e estar presente na vida de todas as pessoas.”.



Fonte: informações Cassi.

12.11.14

Minha representação dos colegas do BB de SP está acima de qualquer pequeneza...


Debate com os delegad@s Sindicais de S. Paulo, Osasco e região em 7/11.

Na última sexta-feira 7, tive a honra e a felicidade de participar da reunião de delegad@s sindicais do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região. Esteve comigo nas apresentações e no debate, o nosso gerente da Unidade Cassi SP, Mário Jorge, para o qual agradeço muito a disponibilidade e o apoio.

Também agradeço a acolhida que tivemos por parte dos delegados e delegadas sindicais. Apresentamos um conteúdo de informações a respeito dos modelos de sistema de saúde que existem, os problemas e soluções nestes modelos, abordamos a questão dos planos de autogestão em saúde e os projetos para a Caixa de Assistência. 

Também falamos do boletim Prestando Contas Cassi e agradeço a confecção dos boletins reproduzidos por nossa Contraf-CUT. Também agradeço o convite feito pelo Sindicato, na figura do companheiro e amigo João Fukunaga.


O TRATAMENTO QUE RECEBO DA DIREÇÃO DO SEEB SP


Chegamos há pouco em casa (20:30h), após o primeiro dia de trabalho coordenando o VII Encontro Nacional dos Conselhos de Usuários, que está ocorrendo aqui em Brasília nesta quarta 12 e quinta 13.

Fui olhar o site do nosso Sindicato (Seeb SP) para ver a matéria sobre o encontro dos delegad@s sindicais ocorrido na sexta 7 e não fizeram matéria abordando como foi o encontro...

Eu não vou mais omitir o tratamento que recebi da atual direção do Sindicato nos últimos 3 anos. Como algumas lideranças atuais têm dificuldades de conviver com a diferença de opinião (será que é só comigo?), passaram a exercer uma política bem conhecida no movimento. É proibido publicar qualquer coisa a meu respeito, principalmente foto (eu não existo...).

Eu dediquei 12 anos de minha vida para engrandecer este Sindicato e acredito que pelo meu trabalho, lealdade e forma de fazer a representação sindical ganhei o respeito de nossos colegas do Banco do Brasil e da categoria, tanto da base do Sindicato quanto de companheiros e companheiras de todo o país. Aliás, acho que consegui fazer amigos e ter uma relação construtiva com a militância das correntes sindicais e políticas que estão na organização sindical bancária.

(o inimigo a combater são os capitalistas exploradores e os fascistas e não os militantes progressistas e de esquerda)

Sempre me disponibilizei para exercer as tarefas a mim designadas por este Sindicato, e desempenho com energia e firmeza de propósito aquilo a que aceito exercer. Por sinal, participei da construção da Campanha Unificada da categoria bancária e dirigi as assembleias do BB em nosso sindicato por 12 anos.

Algumas lideranças da cúpula do Sindicato passaram a me destratar durante todo o mandato de 2011/14 e decidiram me excluir informalmente. Como coordenei e liderei nossas lutas, até as fotos foram editadas para que eu não aparecesse (sempre que isso fosse possível). Foram momentos dolorosos que mantivemos em silêncio por respeitar nossa entidade, a corrente em que militamos e privilegiar os trabalhadores, meu foco desde sempre.

Mas quando fui destratado mais uma vez até para cumprir o compromisso de atender ao convite de falar com os delegad@s sindicais, avisei que era a última vez que isso aconteceria em silêncio.

Sou representante do conjunto dos bancários do BB porque tenho mandato até 2018. Represento meus colegas paulistas. Vou continuar tentando achar agenda para ir à MINHA BASE, A BASE DE ONDE SAÍ E DE ONDE PERTENÇO.

SOU SINDICALIZADO, TENHO DIREITOS NO SINDICATO e todos sabem o quanto sou defensor de nossa entidade. 

É IMPRESSIONANTE como tem gente que não consegue ter grandeza e ver com grandeza os enormes desafios de classe que temos pela frente, de manutenção dos avanços que construímos nos últimos anos e de como será necessário termos UNIDADE NO CAMPO DA ESQUERDA PARA DEFENDER NOSSOS PROJETOS. A impressão que passa é que tem gente que está vivendo num mundo a parte...

As pessoas passam, já passaram ao longo de 90 anos do Sindicato e passarão.

EU PASSARINHO...

7.11.14

Agenda do mandato - de Norte a Sul fortalecendo a participação social na Cassi



Olá companheir@s, amig@s e colegas do Banco do Brasil,

Seguimos firme e com energia para fortalecer a nossa Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil, envolvendo o conjunto dos participantes no dia a dia da entidade e aumentando a cultura do pertencimento tanto dos associados quanto de suas entidades representativas.

Terminei hoje um périplo de milhares de quilômetros percorridos nos últimos dias para participar de Conferências de Saúde e para prestar contas do mandato na Caixa de Assistência.


BELÉM - PA - CONFERÊNCIA DE SAÚDE

Na sexta-feira 31 estivemos eu e o Henio, gerente executivo da Cassi, em Belém para participar da Conferência de Saúde e posse dos conselheiros de usuários. O evento teve uma boa participação dos associados e também das entidades representativas - Sindicato e associações do funcionalismo. Agradeço a acolhida e o nível dos debates que tivemos e agradeço também o belo trabalho da nossa equipe da Cassi, liderada pela nossa gerente Maria Aurilene.


BRASÍLIA - DF

Na segunda-feira 3 estivemos o dia todo em Brasília cuidando das questões da gestão da Caixa de Assistência. Estamos com muitos estudos e negociações internas em andamento neste fim de ano e teremos que trabalhar MUITO até o final de dezembro.

BOLETIM DOS ELEITOS - ainda na segunda, fizemos o 5º Boletim Prestando Contas Cassi, abordando a questão da Atenção Primária à Saúde. O boletim é um compromisso que cumpriremos até o último mês de mandato.

Na terça-feira 4 tivemos reunião da Diretoria Executiva.


SÃO PAULO - SP

Ainda na terça, estive em São Paulo para uma reunião política e de trabalho.


PORTO ALEGRE - RS - CONFERÊNCIA DE SAÚDE

Na quarta-feira 5 voltei a Porto Alegre para participar da Conferência de Saúde da Cassi, que também elegeu o Conselho de Usuários para o período 2014-16. 

Participaram também do evento a Diretora eleita Mirian, os Conselheir@s eleitos Loreni e Tremarin e agradecemos muito a participação d@s companheir@s do Sindicato, da Fetrafi RS, e das diversas associações do funcionalismo, bem como a recepção de tod@s e o belo trabalho da nossa equipe da Cassi, liderada pelo nosso gerente Everton.


BELO HORIZONTE - MG

Na quinta-feira 6, uma equipe nossa da Cassi, incluindo a Diretora Mirian e alguns gerentes nossos, esteve em Belo Horizonte para visitar uma importante entidade de saúde suplementar e trocar experiências no setor (Unimed).

A estadia nas Minas Gerais teve uns contratempos pouco usuais: fiquei preso um tempão, na quarta à noite, no elevador do hotel esperando a empresa terceirizada me liberar e, na quinta, por causa de um baita temporal, ficamos no Aeroporto de Confins até de madrugada. Fui chegar a SP e dormir mais de 3 horas da manhã (com agenda para levantar cedo...)


SÃO PAULO - SP - PALESTRA PARA DELEGADOS SINDICAIS

Por fim, nesta sexta-feira 7, participei da reunião de delegad@s sindicais do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região. Esteve comigo nas apresentações e no debate, o nosso gerente da Unidade Cassi SP, Mário Jorge, para o qual agradeço muito a disponibilidade e o apoio.

Também agradeço a acolhida que tivemos por parte dos delegados e delegadas sindicais. Apresentamos um conteúdo de informações a respeito dos modelos de sistema de saúde que existem, os problemas e soluções nos modelos, abordamos a questão dos modelos de autogestão em saúde e os projetos para a Caixa de Assistência. 

Também falamos do boletim Prestando Contas Cassi e agradeço a confecção dos boletins reproduzidos por nossa Contraf-CUT. Também agradeço o convite feito pelo Sindicato, na figura do companheiro e amigo João Fukunaga.

Chega né... depois desses milhares de quilômetros percorridos em 7 dias de gestão na Cassi, vamos descansar no fim de semana.

Estou cansado física e psicologicamente, mas estou leve pela sensação de estar realizando um trabalho voltado para uma entidade muito importante, e sigo firme nos propósitos de representar os trabalhadores da melhor forma possível.

William Mendes
Diretor de Saúde da Cassi


Post Scriptum (03/11/16):

Resultado das eleições no Pará:

Eleitores (Brasil): Ativos = 102.209 / Aposentados = 68.590

Eleitores que votaram: Ativos = 80.268 / Aposentados = 25.374

Exterior: Ativos = 63 / Aposentados = 0

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Eleitores PA: Ativos = 1.971 / Aposentados = 764 (2.735)

Eleitores votaram PA = 1.613 (81,8%) / 312 (40,8%)

Total votos PA = 1.925 / válidos: 1.420 (%)


Chapa 1 Todos pela Cassi =    694 / 167 =    861 / 60,6%

Chapa 2 Maturidade          =    079 / 012 =    091 / 06,4%

Chapa 3 Uma Nova Cassi  =     249 / 034 =   283 / 19,9%

Chapa 4 Renovação          =     119 / 066 =   185 / 13,1%

Votos Brancos                   =     196 / 015 =   211

Votos Nulos                       =     276 / 018 =   294


Total Votos apurados PA   = 1.613 / 312 = 1.925

3.11.14

5º Boletim - Eleitos da Cassi defendem ampliação do Modelo de Atenção Primária à Saúde




Os diretores e conselheiros eleitos da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil divulgaram nesta segunda-feira (3) o quinto número do boletim Prestando Contas Cassi, no qual informam que estão defendendo nas discussões internas com os diretores indicados pelo Banco a extensão dos benefícios da Estratégia Saúde da Família (ESF) para o conjunto dos participantes. 

A ESF prioriza o Modelo de Atenção Primária à Saúde, que tem foco na promoção da saúde e na prevenção de doenças, visando atingir simultaneamente os objetivos de melhorar a qualidade de vida dos associados e de suas famílias e otimizar o uso de recursos da entidade.

O boletim em PDF pode ser acessado aqui ou na seção "Publicações" do site www.contrafcut.org.br 


"Para planejar e alcançar o fortalecimento da Cassi como sistema de saúde eficiente e sustentável, os eleitos percorreram etapas de estudos técnicos e organizaram oficinas e encontros com os profissionais da própria Caixa de Assistência, num esforço conjunto para dar pertencimento a um modelo de saúde que é feito diariamente por esses profissionais ao atender quase um milhão de vidas todos os anos", afirmam os dirigentes eleitos no novo boletim.


"Os diretores William Mendes e Mirian Fochi estão visitando as bases em encontros de saúde e reuniões de Conselhos de Usuários para defender o novo modelo de ampliação da Atenção Primária através da Estratégia Saúde da Família para o conjunto dos participantes", acrescentam os dirigentes eleitos. 


"A recepção por parte das lideranças e das entidades tem sido positiva e as Iniciativas Estratégicas serão apresentadas para os Conselheiros no VII Encontro Nacional dos Conselhos de Usuários, que ocorrerá nos dias 12 e 13 de novembro."


Fonte: Contraf-CUT


30.10.14

Agenda de luta - Cada um tem a sua tarefa no front da guerra (de Classes)


Lá vou eu fazer uma postagem para meia dúzia de leitores. O mais sinistro é que sei que a ampla maioria de meus companheir@s e amig@s não lê o que eu escrevo, mas aqueles que podemos chamar "adversários" ou opositores políticos leem. Mas eu tenho insistido em manter esse blog de minhas representações (sindical e agora de gestor de saúde) porque eu não poderia mudar minha tentativa de ser transparente nos meus mandatos concedidos pelos trabalhadores só porque o público principal para o qual eu presto contas desde 2006 não lê ou acompanha. (o blog tem contador e muitas vezes escrevo para umas dez pessoas)

Por outro lado, pode ser que eu decida por parar de publicar minha prestação de contas via blog ou rede social porque dá muito trabalho e, ao longo de tantos anos, muitas vezes optei por dormir menos que o necessário para alimentar meu blog. Cada dia está mais difícil fazer isso porque juro que estou trabalhando quase 24 horas por dia para achar formas de implantar as mudanças e melhorias que nos propusemos para os participantes da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil, que votaram em nós em abril deste ano.

Vou pensar seriamente em só fazer o boletim mensal Prestando Contas Cassi daqui adiante. É uma questão de custo benefício. Estou no meu limite físico e psicológico e não tem escala alguma o esforço de comunicação que fiz nestes anos aqui no blog.


CONTEXTO POLÍTICO PÓS-ELEIÇÃO DE DILMA (PT) E DO CONGRESSO É DE PERSPECTIVA RUIM PARA A ESQUERDA PROGRESSISTA DESARTICULADA (E POR CONSEQUÊNCIA, PARA A CLASSE TRABALHADORA). AVALIO QUE HÁ UM RISCO GRANDE DO POVO TER ELEITO O PROJETO DO PT NO VOTO, MAS DE NÃO LEVARMOS AS PROPOSTAS ADIANTE POR GOLPES JURÍDICOS-MIDIÁTICOS-LEGISLATIVOS.

O contexto político e sindical que estamos vivendo no Brasil me deixa muito triste e me sinto impotente porque meu papel na luta do movimento social de esquerda está definido pelos próximos quatro anos. É na "burocracia" como diriam, é na gestão de plano de saúde e, é claro, que a totalidade de meu tempo estará lá.

Estou e vou continuar doando minha energia, minha inteligência e até minha saúde para ser gestor eleito da Cassi. 

Acredito que muita gente não conseguiria ter a noção real do quanto é dura, desgastante e difícil a vida diária de alguém que chegou para mudar, para superar a mesmice, que chegou para não se acomodar e deixar o tempo passar até o final do mandato recebendo um salário razoável, enfim, muita gente não conseguiria mensurar o quanto é trabalhoso melhorar uma entidade de autogestão em saúde, num modelo que defende promoção de saúde - o oposto do "mercado" de saúde -, que tem recursos limitados, que enfrenta problemas criados diariamente pelo próprio mercado que visa lucro, boicotes diversos, legislação contrária ou que engessa mudanças etc.

Mas os poucos que me conhecem, sabem que eu sou insistente, que tenho resiliência e resistência, que tenho foco e que sei quem sou e atuo com gana para cumprir o que me determinaram.


O movimento social de esquerda e mais progressista que se uniu para derrotar o retrocesso e a onda fascista capitaneada pelo PSDB, Imprensa Golpista e elite rentista sofreu, está sofrendo e sofrerá um ataque ininterrupto pelo impeachment da presidenta eleita; pela aprovação de leis no congresso contra a classe trabalhadora; bem como sofrerá tentativas de golpes com cunho fascista apoiados por quase metade da população, pouco preparada com formação política na educação formal brasileira.

As forças conservadoras e fascistas, que detêm poder econômico e a estrutura secular de poder do Estado, conseguiram cooptar e direcionar uma massa de gente "alienada" (no sentido clássico da palavra) contra as forças progressistas. 

Mesmo após as eleições presidenciais vencidas por Dilma Rousseff do PT, uma massa gigante de brasileiros segue sendo alimentada pelos detentores do poder econômico e midiático para terem ódio ao PT, ódio aos movimentos sindicais mais combativos, e ódio às minorias mais organizadas de negros, LGBT e gente que era pobre e miserável e que hoje melhorou devido ao modelo de governo do PT. Para piorar, acho que estamos com dificuldades em organizar o movimento social progressista - com unidade combativa. Acho que faltam lideranças. 

Eu não estou mais na lide diária de organização da classe trabalhadora. Meu papel agora é outro. Quem decidiu isso foi o meu sindicato e a companheirada com a qual estivemos na luta desde 2002, quando fui eleito dirigente sindical.

Falei para algumas lideranças que logo após a apuração dos votos no domingo 26, seria preciso chamar e organizar toda a militância progressista que fortaleceu e ajudou a eleger o projeto de um Brasil de todos e focado na inclusão social, representado por Dilma Rousseff na disputa de 2º turno PT x PSDB. 

Sugeri que o movimento sindical voltasse para as bases já nesta semana para prepará-las para defender seus direitos sociais e a vontade popular. Eu aprendi isso como dirigente: logo após uma assembleia decisiva, o papel das lideranças não era descansar, MAS O CONTRÁRIO - IR PARA AS BASES NO DIA SEGUINTE, PARA DISPUTAR A VERSÃO DE FINAL DE EMBATE POLÍTICO.

O que estamos vendo é o ataque e a organização fantástica da direita cooptando partidos da "base aliada" (ex: PMDB), que em tese estariam alinhados ao projeto de governo eleito do PT. Há um golpe em construção por parte da direita contra a vontade e soberania populares demonstradas nas urnas na eleição presidencial 2014.

Na minha opinião, o movimento sindical, o movimento partidário de esquerda, os movimentos sociais e aqueles que defendem os avanços propostos pelo projeto de Dilma Rousseff estão dormindo, estão dando sopa. Estão lassos.

Mas como eu disse, minha tarefa é outra agora. Estou com muito trabalho pela frente na gestão da Cassi e muitos, muitos desafios. Chega de falar por hoje. Estou com sono, estou esgotado e não posso estar cansado porque minha luta também não terá fim até maio de 2018.

Se fosse eu que estivesse na obrigação de dirigente sindical, partidário, ou de grupos sociais, EU ESTARIA NAS BASES TODOS OS DIAS conversando, formando politicamente os trabalhadores e preparando a mobilização de rua, porque os próximos anos no Brasil serão próximos à guerra civil, se não chegarmos a ela. Mas já disse e confesso, o meu papel central é na gestão da Cassi e isso não é pouca coisa. Todos nós definimos assim.

William Mendes
Diretor Eleito de Saúde da Cassi
Ex-diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região

24.10.14

Diretores eleitos da Cassi: perspectivas com projetos em disputa nas eleições


William Mendes e Mirian Fochi afirmam:
projetos são antagônicos.

Neste domingo, dia 26 de outubro, o povo brasileiro vai às urnas para escolher quem será presidente da República para o mandato de 2015-2018. Os projetos apresentados por Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) para a classe trabalhadora de nosso país são antagônicos e sinalizam perspectivas futuras distintas para todos os que vendem a sua força de trabalho aos capitalistas e detentores dos meios de produção.

De uma coisa nós, dirigentes eleitos da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi), temos certeza por sermos bancários de empresa pública e representantes da classe trabalhadora: a luta de classes seguirá após o resultado da eleição e as conquistas dos trabalhadores e do povo brasileiro continuarão a vir através da organização nos locais de trabalho e da mobilização e lutas dos segmentos sociais organizados, como sempre foi - a exceção é para aqueles 5% de pessoas que vivem de rendas, heranças e propriedades (esses ganham em qualquer governo).

Não vamos aqui repetir uma enxurrada de números e gráficos para mostrar o quanto os governos do PSDB e do PT foram diferentes em relação aos efeitos para os bancários do Banco do Brasil. As redes sociais e nossos sindicatos já demonstraram isso para os trabalhadores.

Citamos apenas alguns fatos entre 1995-2002 (PSDB) e entre 2003 e 2014 (PT) porque eles têm impacto direto na gestão da nossa Caixa de Assistência e nas perspectivas de perenidade do maior plano de autogestão do país.

Entre 1995 e 1999, o PSDB sucateou e destruiu as bases do maior banco público do país (BB) para privatizá-lo a preço de banana. Reduziu 50 mil postos de trabalho de um segmento social que tinha bons salários e direitos adicionais maiores que os previstos na legislação. Congelou o salário daqueles que sobreviveram ao massacre (69 mil bancários) e, após uma luta heroica dos sindicatos em 1997/98 diante da falta de funcionários, o BB abriu novos concursos sem direito trabalhista algum além da CLT e da Constituição Federal de 1988. O PSDB originou uma geração de bancários pós-1998 pejorativamente chamados de "genéricos".

A Cassi tem modelo de custeio baseado na folha de pagamento do patrocinador, o Banco do Brasil, e com a redução de 50 mil funcionários e o congelamento salarial por praticamente 8 anos de PSDB, imaginem vocês o caos que foi para a Caixa de Assistência sobreviver àquela década! Sobrevivemos, mas foram anos difíceis.

Entre 2003 e 2014, o PT recontratou milhares de postos de trabalho (115 mil). Os Governos Lula e Dilma não deram direito algum de mão-beijada. Mas há uma diferença fundamental entre governos tucanos e governos petistas: os tucanos tratam movimento social como caso de polícia. Não adianta somente a luta organizada por direitos sociais e trabalhistas. O PSDB não negocia, não recebe os trabalhadores. Vejam os exemplos dos trabalhadores de categorias estaduais nas últimas décadas: é demissão e polícia contra metroviários, professores, policiais, movimentos estudantis, movimentos por moradia etc.

Entre 2003 e 2014, os bancários se reorganizaram e fizeram lutas e greves fortes e unificadas com negociações concomitantes com os governos do PT e a Fenaban. Os bancários avançaram nos direitos e nos reajustes salariais nestes 12 anos porque o tratamento do PT com os movimentos sociais é de mais diálogo

Nós estamos falando de perspectivas de lutas e não que tudo seja uma maravilha. Com as lutas sob os governos do PT, o Banco do Brasil recontratou 50 mil bancários, os salários tiveram aumentos reais entre 25% e 40% (pisos e demais verbas). Os direitos retirados dos pós-1998 tucano foram reconquistados e a Cassi teve mais perspectivas de avanços.

Se, por um lado, a gestão e a busca de sustentabilidade de um plano de saúde são difíceis por diversos fatores como inflação médica, novas tecnologias, aumento das demandas de saúde, modelo fragmentado de gestão ao invés de modelo centralizado com equipes de família e uso otimizado de rede, e envelhecimento da população; por outro lado, a perspectiva de negociação com BB e governo após mobilização e luta dos bancários é maior. Já fizemos negociações com avanços nos anos 2000 por novas receitas para a Cassi e estamos novamente buscando diálogo com o banco para avançar na gestão da Caixa de Assistência. Os debates não estão sendo fáceis, mas estão acontecendo.

Enfim, nós não temos dúvidas em afirmar que o projeto de Dilma, que propõe seguir avançando na criação de empregos, na política de valorização dos salários, que firmou compromisso de seguir fortalecendo os bancos públicos, que afirma categoricamente que a prioridade do governo são as questões da classe trabalhadora é o melhor projeto para termos perspectivas de lutas e conquistas.

É evidente que os representantes dos trabalhadores estão sempre dispostos a negociar com os capitalistas, independente do partido do governo de plantão, mas, como dissemos acima, os governos dos tucanos sempre mostraram que não nos respeitam e que movimento de trabalhadores é caso de polícia.

Colegas do BB e familiares: neste domingo, nós votamos e pedimos votos para Dilma e depois é continuar lutando muito porque só a luta unitária e organizada é que traz avanços. E, para dificultar os avanços, teremos ainda o Congresso Nacional mais conservador e contrário aos trabalhadores das últimas décadas.

Abraços

William Mendes
Diretor eleito de Saúde e Rede de Atendimento da Cassi

Mirian Fochi
Diretora eleita de Planos de Saúde e Relacionamento com Clientes da Cassi


Fonte: Diretores eleitos da Cassi, publicado originalmente na Contraf-CUT