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8.10.14

Termina greve nacional dos bancários de bancos privados, BB e Caixa


Funcionários do BB decidem encerrar parallisação nesta
terça em Porto Alegre. Crédito: Seeb Porto Alegre.

Em novas assembleias realizadas pelos sindicatos no final da tarde e no início da noite desta terça-feira (7), os bancários do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, que ainda permaneciam em greve, decidiram também aprovar as últimas propostas da Fenaban e as específicas dos dois maiores bancos públicos, que foram conquistadas com a força da paralisação nacional da categoria iniciada no dia 30 de setembro. Com essa decisão, eles encerraram igualmente a greve e voltam ao trabalho nesta quarta-feira (8). 

As propostas do BB haviam sido rejeitadas em assembleias realizadas na segunda-feira (6), como em Porto Alegre, Curitiba, Paraíba e Roraima. A mesma situação tinha ocorrido com as propostas da Caixa, que também foram recusadas em algumas assembleias, como em Florianópolis, Bahia, Mato Grosso, Paraíba, Amapá e Roraima. 

Por avanços nas negociações específicas, a greve continua no Banco do Nordeste do Brasil (BNB). O movimento segue igualmente no Banco da Amazônia, onde os funcionários do Pará rejeitaram em assembleia a nova proposta apresentada pela instituição nesta terça-feira. 

Ainda segue a greve no Banrisul. Os funcionários também rejeitaram em assembleia ocorrida em Porto Alegre e vários sindicatos do interior gaúcho a proposta apresentada pelo banco durante negociações nesta terça-feira.

Aumento real pelo 11º ano consecutivo

A proposta da Fenaban reajusta os salários e demais verbas em 8,5% (aumento real de 2,02%), o piso salarial em 9% (2,49% acima da inflação). Com isso, os bancários acumulam aumento real de 20,7% nos salários e de 42,1% nos pisos desde 2004, período em que todos os anos conquistaram aumento acima da inflação.

Já o vale-refeição sobe 12,2%, o que representa 5,5% de aumento real. Assim, somados vale-refeição (R$ 26 ao dia ou R$ 572 ao mês) e vale-alimentação (R$ 431,16 ao mês) atingem um ganho mensal de R$ 1.003 para cada bancário e bancária. 

Além disso, a proposta traz avanços não econômicos, como mecanismos de combate às metas abusivas e ao assédio moral, que deverão contribuir na luta contra o adoecimento e o afastamento de bancários. 

Para o presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários, Carlos Cordeiro, "os bancários conquistaram com mais uma greve aumento real pelo 11º ano consecutivo, além de avanços importantes em relação às condições de trabalho, principalmente no combate às metas abusivas e ao assédio moral, bem como avanços nas negociações específicas com BB e Caixa, graças à unidade nacional e à capacidade e força de mobilização".


Fonte: Contraf-CUT com sindicatos

4.10.14

BB melhora proposta específica e Comando orienta pela aprovação


COMENTÁRIO BREVE


A proposta que a categoria vai avaliar na segunda-feira traz avanços importantes conforme avaliação do Comando e das lideranças. Não tenho dúvida de que os 16 itens da proposta específica são fruto da forte mobilização dos funcionários do BB nesta campanha e do contexto político em que ela se dá.

Saúde e Cassi - Avaliando como Diretor Eleito de Saúde da Caixa de Assistência dos Funcionários do BB, eu lamento não haver nenhum item sobre esse eixo de reivindicação. Mas fazer o que? Aprendi com uma grande liderança, o amigo Carlão, que não dá para ficar chorando e terceirizando a responsabilidade daquilo que é nossa tarefa na luta. No fundo, se não tem nenhuma proposta para as questões de saúde e para a Cassi é porque outras demandas tiveram maior prioridade. (eu lidei com isso nos anos em que fui da área da formação na Contraf-CUT. Na teoria e no discurso, todo mundo defende "formação" mas na hora de fazê-la, era um desespero para obter recursos. E mesmo assim, com energia, amor e gana de muita gente e de muitas entidades sindicais, formamos mais de 350 dirigentes)

Não muda nada no trabalho que estamos tentando fazer para fortalecer a nossa Caixa de Assistência. Prometo mais empenho ainda em resolver os problemas que lá identificamos e lutar muito mais para implantar nosso programa eleito de melhorias na Cassi. Trabalho duro e intenso até o limite físico e psicológico, já estamos fazendo mesmo. 

Mas é lógico que não podemos fazer mágica nem milagre. A questão da Saúde do Trabalhador também envolve CONTRATAR DIREITOS E RECURSOS. Vamos precisar de muita luta e unidade do corpo funcional do BB - da ativa, aposentados e colegas de bancos incorporados - para avançar na Saúde e na Cassi.

Condições de trabalho - outra questão que vai continuar afetando a saúde de nossos funcionários é o problema da falta de trabalhadores. Mas essa luta tem sido muito difícil mesmo. Ano passado, conseguimos acordar em contratar 3 mil concursados. Mesmo assim, o número de claros (dotação não preenchida nas unidades) aumentou para mais de 5 mil. Estão péssimas as condições de trabalho. Se o banco vai contratar só mais 2 mil até o final de 2015, é sinal que as coisas vão piorar nos locais de trabalho, porque as saídas têm sido maiores que as contratações e o quadro seguirá diminuindo. O problema tem afetado inclusiva um direito que conquistamos nas campanhas anteriores - a remoção automática como escriturário (SACR) impedindo discriminação. Com o número absurdo de claros nas unidades, o sistema praticamente não funciona mais porque há trava no sistema que impede o funcionamento da remoção quando há ausência de funcis. Muito ruim isso.

Dúvida sobre proposta que havia para os delegados sindicais:

Na primeira proposta do BB feita em 24/9 havia uma proposta que corrigia o absurdo de tirar a pontuação de mérito dos delegados sindicais no dia em que eles estavam liberados para atividades sindicais. Eu não a vi na proposta final. Pergunto: ela está mantida ou foi retirada? (veja abaixo a proposta anterior no site de negociação coletiva do BB)

- As ausências dos delegados sindicais para o exercício de atividade sindical - código 476 - não vão interromper a contagem da pontuação por mérito.

Bom, parabéns aos bancários pela forte e rápida mobilização desta campanha, pois em quatro dias de greve a categoria paralisou 10.355 unidades de trabalho (em outros anos, foram necessários mais dias para alcançar esse número expressivo). E boa avaliação das propostas nesta segunda-feira. 

Assim como o Comando Nacional avaliou, também acho que a proposta traz avanços muito bons e eu a defenderia nas assembleias se estivesse à frente das negociações como estive nos últimos anos. É a minha modesta opinião.

Só lembrando aos funcionários do BB que a regra dos dias parados segue o que está na proposta geral da Fenaban. Vejam abaixo.

Dias parados

A Fenaban propõe a compensação dos dias parados durante a greve, na forma de uma hora por dia no período de 15 de outubro a 31 de outubro, para quem trabalha seis horas, e uma hora por dia no período entre 15 de outubro e 7 de novembro, para quem trabalha oito horas.


Abraços,

William Mendes
Diretor Eleito de Saúde e Rede de Atendimento da Cassi


(Atualizada às 14:59h, após ter visto proposta original entregue pelo BB às entidades sindicais)



Banco do Brasil apresentou proposta no quarto dia
da greve nacional. Crédito: Jailton/Contraf-CUT

Após a nona rodada de negociação com a Fenaban, o Banco do Brasil apresentou ao Comando Nacional dos Bancários nesta sexta-feira 3 à noite, em São Paulo, sua proposta para as reivindicações específicas do funcionalismo, que inclui reajuste maior no piso refletindo na tabela de antiguidade do PCR e também na carreira de mérito, e avanços nas substituições. O Comando Nacional, coordenado pela Contraf-CUT e assessorado pela Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, considerou as propostas positivas e indica a sua aprovação nas assembleias da segunda-feira 6.

"Queremos parabenizar a forte greve do funcionalismo do BB em todo o país, que arrancou a nova proposta do banco, com destaque para o aumento real no piso e o fim do banco de horas", avalia Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.

"O conjunto de propostas do Banco do Brasil, juntamente com a proposta global da mesa da Fenaban, traz avanços significativos em relação às nossas reivindicações, depois de um longo período de negociações. O reajuste maior no piso dialoga com todos os segmentos do funcionalismo e terá impacto imediato para mais de 40 mil funcionários. Poderemos levar para nossas assembleias, defendendo a sua aprovação", afirma Wagner Nascimento, coordenador da Comissão de Empresa do BB. 

"Consideramos também um grande avanço a volta da substituição dos gerentes de módulo nas PSO e nas agências que têm somente uma gerência média. É uma forma de acabar com desvio de função dos caixas e, ainda, melhorar a pontuação e a qualificação para processos seletivos dos funcionários", acrescenta Wagner.

Para o grupamento de comissionados, algumas propostas contemplam reivindicações antigas, como o bloqueio das estações de trabalho dentro da jornada e, ainda, em relação à gerência média, uma cláusula que trata da forma de cobrança nas unidades, vinculada ao protocolo de resolução de conflitos, que trata principalmente das metas abusivas e suas consequências nas condições de trabalho dos funcionários.

Os cursos sobre assédio moral e sexual, clima organizacional e mediação são também avanços, que futuramente avaliaremos os seus resultados, mas a mesa temática sobre Gestão de Disciplina e Penas (Gedip) será muito importante para discutirmos e alterarmos a responsabilidade pecuniária dos funcionários em várias situações de risco de negócio que estejam sendo feitas indevidamente.


As propostas específicas apresentadas pelo BB são as seguintes:


1 - Ratificação do índice de 8,5% (2,02% de aumento real) nos salários e benefícios apresentado pela Fenaban.

1a - Reajuste de 9% (2,49% acima da inflação) do piso em toda a carreira do PCR.

2 - Substituição de Gerente de Módulo nas PSO - Módulo Suporte Operacional (SOP) por caixas, conforme instruções internas.

3 - Substituição de funções gerenciais nas Unidades de Negócios com somente uma Gerência Média, conforme instruções internas.

4 - O BB contratará dois mil funcionários, sendo mil até 31 de dezembro de 2014 e mil até 31/12/2015.

5 - O banco retroagirá a 1º de setembro de 2005 a pontuação de mérito dos caixas. Os efeitos financeiros e o pagamento serão retroativos a 1º de setembro deste ano. 

6 - Elevação do valor da Unidade de Saúde de R$0,36 para R$0,55 (52%).

7 - O BB pagará Vantagem em Caráter Pessoal (VCP) por 120 dias para 
descomissionamentos de funcionários que tenham mais de 5 anos na comissão; excluídos os descomissionamentos por sanção disciplinar e por desempenho (3 ciclos avaliatórios).

8 - Instalação de mesa temática sobre Gestão de Disciplina e Perdas (Gedip).

9 - Pagamento em dinheiro de todas as horas extras prestadas (fim do banco de horas).

10 - O banco se compromete a bloquear, até dezembro de 2014, o acesso às estações de trabalho para todos os funcionários que estiverem com a jornada de trabalho encerrada no ponto eletrônico. 

11 - O BB disponibilizará aos funcionários o pagamento do vale-transporte em dinheiro, observadas as regras do programa.

12 - O novo curso "Conciliação: Mediação para Gestores" passará a ser pontuado nas oportunidades do sistema TAO para concorrências às funções de Gerente Geral em Unidades de Negócios.

13 - O banco desenvolverá curso sobre Assédio Moral e Sexual, incentivando a participação de todos os funcionários, com pontuação para as concorrências a funções gerenciais.

14 - O BB disponibilizará no mínimo 30 turmas da Oficina Gestão do Clima Organizacional, a fim de capacitar gestores a aprimorar o clima de suas unidades.

15 - O banco permitirá, de outubro a dezembro de 2014, a realização de jornada extraordinária, vinculada ao Plano de Funções, na forma das instruções normativas que tratam do assunto. 


16 - Na questão da igualdade de oportunidades, assim como apresentou uma correção em relação à pontuação de mérito dos delegados sindicais, o banco também apresentou a proposta de corrigir a PLR dos dirigentes sindicais que recebem menos que seus pares com o mesmo cargo. São contemplados os dirigentes cedidos para as entidades que detinham cargo comissionado à época da cessão e a fórmula segue a regra do acordo dos demais funcionários. O BB era o único banco que pagava PLR menor para os dirigentes sindicais.


Fonte: Contraf-CUT

3.10.14

Agenda de luta e gestão na Cassi



Olá companheir@s, amig@s e colegas do Banco do Brasil

Finalizamos mais uma semana de trabalho na Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil.

Nesta semana, divulgamos o 4º boletim dos eleitos Prestando Contas Cassi, cumprindo o nosso compromisso de mensalmente divulgar para os participantes e entidades do funcionalismo questões importantes que perpassaram nosso mês de trabalho em luta pelo fortalecimento da Caixa de Assistência e pelo aumento do espírito de pertencimento dos mais de 700 mil participantes da Cassi.

Peço que as entidades associativas divulguem o boletim nas suas bases sociais.

GESTÃO DIALOGADA NA CAIXA DE ASSISTÊNCIA

Nesta semana, recebi para uma conversa informal os representantes sindicais dos trabalhadores da Cassi. Eles são representantes do Sindicof DF. Eu tenho origem no seio da classe trabalhadora e sou eleito pelos trabalhadores para representá-los na gestão da Cassi. Como a gestão é compartilhada, eu não tenho poder de me comprometer com atendimento de demandas, mas a conversa foi muito positiva e construtiva. 

Em nosso programa da chapa eleita, temos o compromisso de "aperfeiçoar a política de gestão de pessoas dos funcionários da Cassi, visando qualificar a prestação de serviços". Entendo que ouvir os trabalhadores e seus representantes faz parte disso.

Da mesma forma e com o mesmo espírito de diálogo na gestão, fizemos dias atrás um encontro dos gestores das unidades da Cassi nos estados para ouvi-los em suas demandas e ver a melhor forma de estreitar a relação de trabalho da nossa entidade em todo o País porque isso tem reflexo no melhor atendimento aos nossos participantes.


FALECIMENTO DE ESPOSA DE CONSELHEIRO ELEITO DA CASSI

Nesta semana, tivemos infelizmente o falecimento de D. Anita, esposa de nosso grande companheiro Sr. Maia, Conselheiro Fiscal eleito da Cassi. Estivemos lá em Goiânia para dar o nosso abraço e nos colocarmos à disposição. Nossos mais sinceros sentimentos, companheiro Maia.


Abraços a todos e bom fim de semana!

William Mendes
Diretor Eleito de Saúde e Rede de Atendimento


ELEIÇÕES 2014


PRESIDÊNCIA - VOTO PT
SENADO - VOTO PT
GOVERNADOR - VOTO PT
DEPUTADO FEDERAL - VOTO PT
DEPUTADO ESTADUAL - VOTO PT

O Partido dos Trabalhadores tem os melhores projetos para a classe trabalhadora e o povo brasileiro.

2.10.14

4º Boletim - Eleitos da Cassi prestam contas e manifestam apoio à greve dos bancários



Os diretores e conselheiros eleitos da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil divulgaram nesta quarta-feira 1º de outubro o quarto número do boletim Prestando Contas Cassi, no qual fazem um balanço de suas andanças pelo país para estreitar o relacionamento com as entidades do funcionalismo e com os associados e informam sobre as novas ferramentas para os participantes consultarem autorizações de procedimentos e sobre os avanços nas propostas específicas na área de saúde com o BB, além de manifestarem apoio à greve nacional dos bancários. 

Veja aqui o boletim em PDF, que também pode ser acessado na seção Publicações do site www.contrafcut.org.br. 

"O maior valor dessas visitas é a possibilidade de sentir na pele as carências das nossas unidades e CliniCassi. Recebi dos nossos associados e dos funcionários da Cassi muitas reclamações e críticas às instalações e ao atual modelo burocrático de atendimento, mas também muitas contribuições que serão consideradas em nosso projeto. No que pese à qualidade da Cassi em relação às demais operadoras de mercado, considero que ainda temos um longo caminho a percorrer para atingir os objetivos pretendidos por essa nova gestão", afirma William Mendes, Diretor eleito de Saúde e Rede de Atendimento.

Novas ferramentas e avanços na saúde

Os diretores e conselheiros eleitos informam as novidades na Diretoria de Planos de Saúde e Relacionamento com Clientes, comandada por Mirian Fochi, com destaque para a implementação de dois novos canais para verificação das solicitações de autorizações de procedimento, tanto pelo portal quanto pela Central Cassi.

Eles também consideram um avanço importante as reivindicações específicas que os funcionários estão negociando com a direção do Banco do Brasil na Campanha Nacional dos Bancários, principalmente as que pedem a implantação de um plano odontológico na Cassi com cobertura do BB e a inclusão na Caixa de Assistência dos bancários oriundos dos bancos incorporados.

Apoio à greve dos bancários

Por fim, os diretores e conselheiros eleitos manifestam no boletim Prestando Contas Cassi solidariedade aos bancários em greve desde o dia 30 de setembro.

"Os dirigentes eleitos da Cassi declaram total apoio aos bancários, em especial aos funcionários do Banco do Brasil, um segmento que tem mais de dois séculos de lutas e conquistas", afirmam os dirigentes eleitos.

Eles solicitam às entidades sindicais e representativas do funcionalismo do BB que divulguem o boletim em seus portais na internet e em suas bases de representação.


Fonte: Contraf-CUT

No segundo dia, bancários fecham 7.673 agências e greve se fortalece


Bancários de Belo Horizonte ampliam paralisações e
pressionam bancos. Crédito: Seeb BH.

Subiu para 7.673 o número de agências e centros administrativos de bancos públicos e privados de todo o país fechados nesta quarta-feira 1º de outubro, segundo dia da greve nacional dos bancários, conforme balanço realizado pela Contraf-CUT, com base nos dados enviados até as 18h pelos sindicatos que integram o Comando Nacional da categoria. 

Foi um crescimento de 16,75% (1.101 agências a mais) em relação ao primeiro dia de greve, quando 6.572 unidades foram fechadas. 

Os bancários pararam em São Paulo até a Vila Santander (callcenter), telebancos do HSBC e do Bradesco, os centros administrativos ITM e Tatuapé do Itaú, SAC (Serviço de Apoio ao Cliente) e o CABB (Central de Atendimento) do Banco do Brasil. Paralisaram também o callcenter do Santander no Rio de Janeiro.

"O movimento está se ampliando rapidamente no Brasil todo, o que demonstra a insatisfação dos bancários com a postura dos bancos. Os trabalhadores aumentaram a produtividade, contribuindo para que as empresas tivessem lucros recordes - somente as seis maiores instituições lucraram R$ 56,7 bilhões em 2013 e mais R$ 28,5 bilhões no primeiro semestre deste ano - é a maior rentabilidade do sistema financeiro mundial, mas os banqueiros apresentaram uma proposta econômica insuficiente e ignoraram as reivindicações sociais", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.

Os bancários entraram em greve na terça-feira 30 de setembro, após considerarem insuficiente a segunda proposta dos bancos que eleva o índice de reajuste de 7% para 7,35% (0,94% de aumento real) para os salários e demais verbas salariais e de 7,5% para 8% (1,55% acima da inflação) para os pisos. E os bancos nada apresentaram para acabar com as metas abusivas e o assédio moral, a rotatividade e as terceirizações, a insegurança e as discriminações.

Logo após a realização das assembleias do dia 29 de setembro, que deflagraram a paralisação, a Contraf-CUT enviou ofício à Fenaban comunicando a decisão da categoria e informando que o Comando Nacional está à disposição para a retomada das negociações. 

Bancários fazem atos contra BC independente nesta quinta

Além da greve, os bancários fazem nesta quinta-feira 2 manifestações em dez capitais para combater as propostas políticas que os bancos colocaram na agenda da eleição presidencial deste ano, entre elas a independência do Banco Central, a limitação do papel dos bancos públicos e o fim do crédito direcionado.

Os atos foram convocados pelo Comando Nacional, coordenado pela Contraf-CUT, e estão recebendo apoio da CUT e de outras centrais sindicais e movimentos sociais. 

A manifestação em frente à sede do Banco Central, em Brasília, será às 17h. Haverá atos também, em horários diferentes, nas representações do BC em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Curitiba, Porto Alegre, Fortaleza e Belém. 

Leia aqui por que os bancários vão às ruas nesta quinta protestar contra o BC independente. 

Veja abaixo a proposta completa dos bancos e as reivindicações dos bancários.


AS PRINCIPAIS REIVINDICAÇÕES DOS BANCÁRIOS

Reajuste salarial de 12,5%.

Piso Salarial de R$ 2.979,25

PLR: três salários mais parcela adicional de R$ 6.247.

14º salário.

Vales alimentação, refeição, cesta-alimentação, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$ 724,00 ao mês para cada (salário mínimo nacional).

Gratificação de caixa: R$ 1.042,74.

Gratificação de função: 70% do salário do cargo efetivo.

Vale-cultura: R$ 112,50 para todos.

Fim das metas abusivas.

Combate ao assédio moral.

Isonomia de direitos para afastados por motivo de saúde.

Manutenção dos planos de saúde na aposentadoria.

Emprego: fim das demissões e da rotatividade, mais contratações, proibição às dispensas imotivadas como determina a Convenção 158 da OIT, aumento da inclusão bancária e combate às terceirizações.

Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários.

Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós.

Prevenção contra assaltos e sequestros: cumprimento da Lei 7.102/83 que exige plano de segurança em agências e PABs, garantindo pelo menos dois vigilantes durante todo o horário de funcionamento dos bancos; instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento das agências; biombos em frente aos caixas e fim da guarda das chaves de cofres e agências por bancários. 

Igualdade de oportunidades para todos, pondo fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transexuais e pessoas com deficiência (PCDs). 


A PROPOSTA DOS BANCOS REJEITADA PELOS BANCÁRIOS

Reajuste de 7,35% (0,94% de aumento real).

Piso portaria após 90 dias - 1.240,89 (8% ou 1,55% de aumento real).

Piso escritório após 90 dias - R$ 1.779,97 (1,55% acima da inflação).

Piso caixa/tesouraria após 90 dias - R$ 2.403,60 (salário mais gratificação mais outras verbas de caixa), significando 1,39% de aumento real).

PLR regra básica - 90% do salário mais R$ 1.818,51, limitado a R$ 9.755,42. Se o total ficar abaixo de 5% do lucro líquido, salta para 2,2 salários, com teto de R$ 21.461,91.

PLR parcela adicional - 2,2% do lucro líquido dividido linearmente para todos, limitado a R$ 3.637,02.

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Antecipação da PLR

Primeira parcela depositada até dez dias após assinatura da Convenção Coletiva e a segunda até 2 de março de 2015. 

Regra básica - 54% do salário mais fixo de R$ 1.091,11, limitado a R$ 5.853,25 e ao teto de 12,8% do lucro líquido - o que ocorrer primeiro.

Parcela adicional - 2,2% do lucro líquido do primeiro semestre de 2014, limitado a R$ 1.818,51.


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Auxílio-refeição - R$ 24,88.

Auxílio-cesta alimentação e 13ª cesta - R$ 426,60.

Auxílio-creche/babá (filhos até 71 meses) - R$ 355,02.

Auxílio-creche/babá (filhos até 83 meses) - R$ 303,70.

Gratificação de compensador de cheques - R$ 137,97.

Requalificação profissional - R$ 1.214,00.

Auxílio-funeral - R$ 814,57.

Indenização por morte ou incapacidade decorrente de assalto - R$ 121.468,95.

Ajuda deslocamento noturno - R$ 85,03.


Fonte: Contraf-CUT

30.9.14

Os bancos, a campanha nacional dos bancários e a eleição de outubro


Apresentação do blog:

Companheir@s, leiam abaixo o excelente artigo do presidente da Contraf-CUT, o amigo Carlos Cordeiro. Eu sei que poucas pessoas hoje leem mais que 3 ou 4 parágrafos. Mas EU INSISTO QUE LEIAM. O texto vai dar argumentos para a militância ao longo da greve de porquê o movimento é justo. Também fala da importância em votar no programa da Dilma Rousseff no domingo.

Depois de tantos anos à frente das campanhas dos bancários, é a primeira vez que estou em outra tarefa, a mim designada pelo movimento. Dá uma dorzinha não estar com vocês no front legítimo de batalha por propostas melhores dos banqueiros. Desejo que minha categoria e meus companheir@s saiam mais uma vez vitoriosos nesta campanha e na greve.

Abraços, William Mendes
Diretor Eleito de Saúde da Cassi


ARTIGO DE CARLOS CORDEIRO


Nunca foram tão claras as imbricações entre a Campanha Nacional dos Bancários, a atuação dos bancos e as eleições de outubro. Como se diz na gíria, tá tudo junto e misturado. E em todas essas interfaces aparece nítida a mesma disputa entre os patrões e os trabalhadores do sistema financeiro: mais emprego, melhores salários e distribuição de renda.

Na mesa de negociação da Fenaban, esse é o confronto direto. Se apesar dos avanços na última década o Brasil continua sendo um dos 12 países mais desiguais do planeta, a concentração de renda no sistema financeiro é ainda maior. 

Enquanto no Brasil os 10% mais ricos, segundo estudo do Dieese com base no Censo de 2010, têm renda média mensal 39 vezes maior que a dos 10% mais pobres, no Itaú cada membro do Conselho de Administração recebeu em média 318,5 vezes (R$ 15,5 milhões) o que ganhou o caixa. No Santander, a relação foi de 158,2 vezes e no Bradesco 270 vezes.

Nessas condições, para ganhar a remuneração mensal de um desses executivos, o caixa do Itaú tem que trabalhar 26,5 anos, o caixa do Santander 13 anos e o do Bradesco 22,5 anos. 

Para reduzir esse abismo, são fundamentais para os bancários, além do aumento real do salário, valorizar o piso salarial, criar novos postos de trabalho e acabar com a rotatividade, com as metas abusivas, com o assédio moral e com as terceirizações - mecanismos perversos que os bancos incorporaram na gestão para ampliar os lucros e reduzir salários, alimentando dessa forma o círculo vicioso da concentração da riqueza. 

Esse mesmo confronto entre capital e trabalho acontece na eleição presidencial de outubro, agora em escala muito maior, envolvendo toda a sociedade brasileira e conceitos políticos, econômicos e ideológicos aparentemente mais complexos. Muitas vezes esse conflito de classes fica abaixo da superfície em eleições nacionais, escamoteado por programas de governo ambíguos ou não explicitados. 

Mas ele nunca foi tão nítido como na atual disputa eleitoral. Por exemplo, Marina Silva, que recebeu o apoio público do presidente do Itaú Roberto Setubal e tem a acionista do banco Maria Alice Setubal como uma das coordenadoras de sua campanha, explicita em seu programa bandeiras neoliberais históricas dos bancos privados, como a independência do Banco Central, elevação do superávit primário, redução dos gastos públicos, enxugamento do papel das instituições financeiras públicas, fim do crédito direcionado e legalização da terceirização de forma ampla e irrestrita.

Outro candidato pró-mercado, Aécio Neves, anunciou em encontros reservados com empresários que adotará "medidas impopulares", caso se eleja, e nomeará ministro da Fazenda o banqueiro Armínio Fraga, que por sua vez defendeu em entrevistas à imprensa aumento do desemprego e redução dos salários, para combater a inflação. 

Essas medidas, se implementadas, trariam imensas perdas para os bancários e para os trabalhadores. E representariam um sério retrocesso na atual política econômica, que, apesar de equívocos que sempre combatemos, aponta para a inclusão social e a distribuição de renda, permitindo por exemplo que os trabalhadores conquistassem com mobilização aumentos reais de salário e mais de 40 milhões de brasileiros saíssem da miséria.

A independência do Banco Central, como prega Marina Silva, seria entregar a condução da política macroeconômica aos bancos privados, que se tornariam assim o quarto poder e governariam de fato o país, com o mínimo de emprego e o máximo de juros, roubando a atribuição constitucional dos governos democraticamente eleitos pela população. 

O enfraquecimento dos bancos públicos significaria a perda de um poderoso instrumento de fomento de políticas públicas. Foi com a contribuição decisiva das instituições financeiras públicas que o Brasil passou longe da crise de 2008. Enquanto os bancos privados fecharam as torneiras e encareceram o crédito, BB, Caixa, BNDES, BNB e Banco da Amazônia ampliaram a oferta de crédito, mantendo o mercado de consumo aquecido e gerando empregos.

A redução do papel dos bancos públicos, combinada com o fim do crédito direcionado, significaria a extinção dos financiamentos a juros mais baixos da agricultura familiar, dos programas de moradia como Minha Casa Minha Vida, do microcrédito e das obras necessárias de infra-estrutura de portos, aeroportos, rodovias, ferrovias, geração de energia etc..

E legalizar as terceirizações, além de impor pesadas perdas de direitos econômicos e sociais aos trabalhadores, colocaria em risco de extinção categorias inteiras, como a dos bancários. Com a possibilidade de terceirização das atividades-fim, nada impediria que os bancos contratassem empresas, por exemplo, fornecedoras de caixas e gerentes.

Não foi à toa que os bancos coordenaram a ofensiva patronal no Congresso Nacional, em 2013, pela aprovação do PL 4330 da terceirização, bloqueada provisoriamente graças à mobilização dos trabalhadores, principalmente dos bancários. A proposta está agora no programa de governo de Marina Silva.

Por tudo isso, nessa reta final da campanha eleitoral e no momento em que a categoria bancária se prepara para iniciar mais uma greve nacional, é imprescindível fazermos esse debate com os bancários e com a população sobre os riscos que os trabalhadores e o país correm se essas propostas defendidas pelos bancos forem implementadas. 

Tanto na campanha da categoria como na eleição presidencial, essas propostas dos bancos apontam para o oposto do que defendemos. Eles querem crescimento econômico com concentração de renda, aumento do superávit primário e redução das políticas públicas, aumento do desemprego e independência do Banco Central. Nós queremos desenvolvimento econômico com distribuição de renda, o que implica fortalecimento do emprego e dos salários, bem como ampliação das políticas públicas com participação direta do Estado, especialmente dos bancos públicos.

Queremos não apenas fazer uma campanha nacional dos bancários vitoriosa, com aumento real de salário, valorização dos pisos, mais empregos, combate ao assédio moral e às metas abusivas, mais segurança e igualdade de oportunidades. Queremos também ser vitoriosos elegendo candidatos que defendam os interesses dos trabalhadores e não os dos banqueiros.


Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT

29.9.14

CAREF BB: Conselheiro de Administração Eleito apoia a luta dos bancários






29 de Setembro de 2014 | Boletim 2


Bancários entram em greve amanhã 

A Campanha Salarial é um dos períodos mais importantes do ano na vida das trabalhadoras e trabalhadores bancários.

Neste momento, culmina todo um processo de construção de reivindicações muito bem organizado que teve início no começo do ano, durante diversos encontros locais e nacionais que envolveram bancários de todo país.


Na última semana, bancários em assembleias rejeitaram a proposta apresentada pelos banqueiros e decidiram ir à greve. Banqueiros apresentaram nova proposta no sábado, dia 27, de reajuste de 7,35%, aumento real ainda inferior a 1%, que foi rejeitada pelos representantes dos trabalhadores. Insuficiente, na medida em que o lucro dos cinco dos maiores bancos do SFN cresceu, 16,5% no ano.


Como representante eleito pelos funcionários no Conselho de Administração do BB apoio e participo da luta dos trabalhadores por melhores salários e condições de trabalho. Estou junto com o funcionalismo, que decidiu de forma legítima e democrática, conquistar mais. Acima de tudo, estarei apoiando e participando de uma luta que é nossa.


Outros temas ainda precisam avançar mais, como a ampliação das contratações, investimentos na carreira, combate à terceirização e precarização do trabalho, segurança e igualdade de gênero, além, é claro, da pauta específica de negociações.


Tenho defendido, inclusive, que o BB contrate mais funcionários e comece repondo as vagas existentes em todo o país que ainda não foram preenchidas. Uma necessidade urgente para diminuir a sobrecarga de trabalho generalizada nas dependências do banco.


Além disso, é importante discutir o modelo de estabelecimento de metas. Hoje, elas são construídas sem envolver todos os funcionários, que, mais do que ninguém, têm condições de analisar a realidade socioeconômica onde cada unidade está inserida, realizando negócios sustentáveis e atuando para fazer do BB um banco cada vez mais público. 


Reafirmo o meu compromisso pela defesa dos interesses das funcionárias e funcionários do Banco do Brasil com a expectativa de uma boa resolução para a Campanha Salarial. Um momento importante para a vida de todos, em que só teremos êxito com a participação e engajamento de cada um. 



27.9.14

Fenaban sobe para 7,35%, Comando acha pouco e reforça a greve na terça


Avanços foram insuficientes na negociação deste
sábado 27, em SP. Crédito: Jailton/Contraf-CUT.

Na oitava rodada de negociação da Campanha 2014, realizada neste sábado 27 em São Paulo depois de as assembleias massivas em todo o país terem decretado greve por tempo indeterminado a partir da próxima terça-feira 30, a Fenaban apresentou uma nova proposta, que o Comando Nacional dos Bancários já considerou insuficiente, elevando o índice de reajuste de 7% para 7,35% (0,94% de aumento real) para os salários e demais verbas salariais e de 7,5% para 8% (1,55% acima da inflação) para os pisos. Além disso, a proposta ignora completamente as reivindicações sobre emprego, condições de trabalho, principalmente metas abusivas e assédio moral, segurança e igualdade de oportunidades. 

"Essa proposta precisa melhorar frente aos lucros dos bancos. Ela continua sendo insuficiente, não somente na parte econômica, mas também porque não traz nada sobre garantia de emprego, combate às metas abusivas e ao assédio moral, segurança bancária e igualdade. Mais uma vez deixamos claro na mesa de negociação de que não faremos acordo sem que sejam contempladas soluções para as metas e o assédio", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional. 

Diante disso, o Comando mantém o calendário aprovado anteriormente e a greve por tempo indeterminado a partir da terça-feira 30 aprovadas pelas assembleias do dia 19. "Nós bancários sabemos que nossa força é a unidade nacional e a nossa capacidade de mobilização. Agora é hora de estreitar essa unidade e intensificar a mobilização, de lotarmos as assembleias da segunda-feira e fazermos uma grande greve para pressionar os bancos a apresentarem uma nova proposta que contemple nossas reivindicações", acrescenta Cordeiro. 

Atos em frente ao Banco Central no dia 2

O Comando Nacional também orienta os sindicatos a reforçarem a realização das manifestações em frente à sede e às representações do Banco Central em todo o país na próxima quinta-feira, dia 2 de outubro, para protestar contra as propostas de independência do BC e para defender o fortalecimento do papel dos bancos públicos, dois temas que estão no centro do debate eleitoral e sobre os quais a categoria tem posição histórica definida em seus fóruns nacionais. 

Com sede em Brasília, o Banco Central tem representações em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Curitiba, Porto Alegre, Fortaleza e Belém. 

A independência do BC e a limitação da atuação dos bancos públicos estão explicitados no programa de governo da candidata Marina Silva, coordenado pela herdeira do Itaú, Maria Alice Setúbal, e vêm sendo defendidos pelos principais assessores econômicos de Aécio Neves. São bandeiras dos bancos privados e da Fenaban, que se chocam frontalmente com as posições que os bancários têm defendido historicamente em suas conferências nacionais e nos congressos da Contraf-CUT.

"O Banco Central já desfruta hoje de autonomia excessiva e de aproximação promíscua com o mercado financeiro, a ponto de impor sucessivos aumentos da taxa Selic para satisfazer os bancos e os rentistas, mesmo contra a vontade do governo e da sociedade", critica Carlos Cordeiro. "A independência formal do BC significa entregar a condução da política macroeconômica do país ao mercado financeiro, roubando essa atribuição constitucional dos governos democraticamente eleitos pela população."

Para o Comando, é importante também intensificar a campanha contra a ideia de redução do papel dos bancos públicos e fazer essa discussão com a sociedade. "São abundantes os exemplos recentes da importância das instituições financeiras públicas para o desenvolvimento econômico e social do país", constata Carlos Cordeiro.

A nova proposta econômica dos bancos

Reajuste de 7,35% (0,94% de aumento real).

Piso portaria após 90 dias - 1.240,89 (8% ou 1,55% de aumento real).

Piso escritório após 90 dias - R$ 1.779,97 (1,55% acima da inflação).

Piso caixa/tesouraria após 90 dias - R$ 2.403,60 (salário mais gratificação mais outras verbas de caixa), significando 1,55% de aumento real).

PLR regra básica - 90% do salário mais R$ 1.818,51, limitado a R$ 9.755,42. Se o total ficar abaixo de 5% do lucro líquido, salta para 2,2 salários, com teto de R$ 21.461,91.

PLR parcela adicional - 2,2% do lucro líquido dividido linearmente para todos, limitado a R$ 3.637,02.

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Antecipação da PLR

Primeira parcela depositada até dez dias após assinatura da Convenção Coletiva e a segunda até 2 de março de 2015. 

Regra básica - 54% do salário mais fixo de R$ 1.091,11, limitado a R$ 5.853,25 e ao teto de 12,8% do lucro líquido - o que ocorrer primeiro.

Parcela adicional - 2,2% do lucro líquido do primeiro semestre de 2014, limitado a R$ 1.818,51.

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Auxílio-refeição - R$ 24,88.

Auxílio-cesta alimentação e 13ª cesta - R$ 426,60.

Auxílio-creche/babá (filhos até 71 meses) - R$ 355,02.

Auxílio-creche/babá (filhos até 83 meses) - R$ 303,70.

Gratificação de compensador de cheques - R$ 137,97.

Requalificação profissional - R$ 1.214,00.

Auxílio-funeral - R$ 814,57.

Indenização por morte ou incapacidade decorrente de assalto - R$ 121.468,95.

Ajuda deslocamento noturno - R$ 85,03.

Veja aqui as propostas dos bancos sobre as reivindicações não econômicas, apresentadas pela Fenaban durante as negociações. 

Calendário

Setembro
29 - Assembleia para organização da paralisação
30 - Greve nacional por tempo indeterminado

Outubro
1º e 2 - Quarta rodada de negociação específica com o Banrisul
2 - Manifestações em frente aos prédios do Banco Central, em defesa de um BC independente do mercado financeiro.


Fonte: Contraf-CUT