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5.12.12

BB decepciona e nega proposta do MPT para rever práticas antissindicais




BB não recuou na decisão de alterar férias e licenças já marcadas dos grevistas

A Contraf-CUT compareceu nesta segunda-feira (3) na audiência do Ministério Público do Trabalho (MPT), em Brasília, para ser ouvida sobre a representação protocolada no dia 5 de novembro contra o Banco do Brasil por práticas antissindicais e discriminação pós-campanha nacional em relação aos funcionários que exerceram o seu legítimo direito de greve. Apesar do esforço do MPT em tentar mediar a situação, o BB não voltou atrás na sua decisão de alterar unilateralmente férias e licenças já programadas dos grevistas.

A mediação do MPT ocorreu no sentido de que o banco alterasse a Instrução Normativa 361, especificamente no item em que dá margem para tal alteração unilateral de afastamentos abonados (férias, abonos e licenças-prêmio) ou que o BB emitisse um informe esclarecendo que a prática está proibida.

"O banco, no entanto, manteve uma posição intransigente e, após várias tentativas da procuradora, não houve mediação", afirma William Mendes, secretário de Formação da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.

O MPT deu prazo ao banco até a próxima segunda-feira (10) para analisar a situação e apresentar uma proposta que não prejudique os bancários grevistas nesses afastamentos abonados. "A Contraf-CUT continuará defendendo os trabalhadores que exerceram seu direito de greve, seja por meio de ações sindicais ou pela Justiça, como já vem fazendo e obtendo bons resultados", salienta William.

Acordo

Uma das condições para que os bancários assinassem o acordo coletivo 2012/2013 com o BB foi a de não haver o desconto dos dias de greve ou mesmo qualquer outra medida contra os trabalhadores que exerceram esse direito assegurado pela Constituição.

"Mas o banco extrapolou o que está previsto na cláusula 56ª da Convenção Coletiva de Trabalho ao soltar uma instrução normativa mandando seus administradores alterarem férias e demais licenças dos grevistas que já estavam pré-agendadas", denuncia William.

As entidades sindicais também denunciaram o banco ao assessor especial da Secretaria-Geral da Presidência da República, José Lopes Feijóo, durante reunião ocorrida no dia 14 de novembro, em Brasília. Três documentos foram entregues para ele com denúncias de problemas graves de gestão no BB, entre elas as perseguições aos bancários grevistas.

Fonte: Contraf-CUT

3.12.12

Agenda de luta - Formação sindical e luta contra direção do BB


Participantes do curso de formação em saúde,
realizado pela Contraf-CUT e Dieese

Na semana que passou, a Contraf-CUT realizou um curso de formação em saúde da trabalhadora e do trabalhador bancário. O curso foi realizado no modelo de imersão: foram cinco dias com uma grade de 35 horas.

Tivemos a participação no curso de 26 dirigentes e assessores de entidades sindicais de todo o país.

Nesta semana, estamos realizando o 3º módulo de nosso Programa de Capacitação para Dirigentes e Assessores (PCDA) no tema Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro, realizado pela Contraf-CUT em parceria com o Dieese e autofinanciado pelas entidades sindicais.

Porém, hoje estou indo a Brasília para uma audiência no MPT porque fizemos uma representação contra o Banco do Brasil devido às suas práticas antissindicais e assédio moral aos grevistas.

A LUTA NÃO PARA NUNCA!
SOMOS FORTES, SOMOS CUT!

29.11.12

Artigo: Meu repúdio ao Felipão e à burguesia desinformada



Opinião

"Se não quer pressão é melhor não jogar na seleção, vão trabalhar no Banco do Brasil, num escritório", disse Felipão.


A Contraf-CUT fez uma nota de repúdio bastante educada ao técnico da seleção de futebol da CBF, Luiz Felipe Scolari.

Essa fala infeliz desse babaca infeliz é fruto do que significa a total ignorância da chamada classe média e/ou da burguesia brasileira.

Eu me esforço para ter paciência com a ignorância dos infelizes que só têm em seu repertório de comentários e observações, as bobagens e desinformações produzidas pela imprensa comercial brasileira, que nós chamamos de PIG - Partido da Imprensa Golpista.

Esses brasileiros desinformados (ou autoenganados) que só leem Folha, Estadão, Globo e revistas da Abril, e se baseiam nas imbecilidades ditas pela pauta dos jornais dessas famílias, não conhecem o mundo real da sociedade brasileira.

Pessoas que herdaram ou acumularam algum patrimônio - inclusive negros como Pelé, artistas, modelos e boleiros como o Felipão -, acabam reproduzindo o preconceito e a construção ideológica da burguesia patrimonialista branca (saibam os mais jovens que o Pelé foi contrário às eleições diretas, ao voto do povo, dizendo que povo não sabe votar).

Esses grupos que estou citando, em geral, se acham "bem-informados" por ler e assistir as desinformações e deturpações daquelas poucas famílias que detêm o poder secular de impressão da opinião "deles", e possuem todas as concessões de rádio e televisão.

Quando é que aparece a visão da classe trabalhadora e das minorias nessas porcarias da grande mídia? É por isso que esses grupos que cito, que se acham "bem-informados", falam e expressam opiniões tão imbecis e deslocadas da realidade: falta de repertório!

Se a burguesia brasileira lesse algo que presta, talvez fosse menos ignorante.

Para finalizar, desejo que o Felipão e essa seleção da CBF (não têm nada a ver com o meu país) se deem muito mal e desejo que algum dia o país faça uma devassa nas contas e nos apaniguados da CBF.

Meu Brasil não é essa merda de seleção da CBF!

William Mendes

Contraf-CUT repudia declaração de Felipão sobre trabalho no Banco do Brasil


Artigo de opinião

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) repudia a declaração do técnico Luis Felipe Scolari sobre o trabalho dos bancários do Banco do Brasil, feita na entrevista coletiva desta quinta-feira 29, no Rio de Janeiro, ao reassumir o posto de treinador da Seleção Brasileira.

Ao afirmar que, "se não tiver pressão, vai trabalhar no Banco do Brasil, senta no escritório e não faz nada", Felipão não apenas desrespeita os trabalhadores bancários, como demonstra total desconhecimento sobre a realidade do trabalho no sistema financeiro nacional.

Cerca de 1.200 bancários são afastados do trabalho mensalmente, por razões de saúde, vítimas do assédio moral e da pressão violenta para que cumpram as metas abusivas de produção e vendas impostas pelas instituições financeiras, inclusive o Banco do Brasil. 

Luis Felipe Scolari começou mal como novo técnico da Seleção Brasileira. Esperamos que ele não esteja tão desatualizado sobre futebol quanto está sobre as relações de trabalho nos bancos.

Carlos Cordeiro
Presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) 

Fonte: Contraf-CUT

Bancários protestam contra práticas antissindicais e discriminações do BB




Os sindicatos promoveram nesta quarta-feira (28) um Dia Nacional de Luta contra as práticas antissindicais e a discriminação pós-campanha nacional promovidas pelo Banco do Brasil em relação aos bancários que exerceram o seu legítimo direito de greve. 

Houve protestos, manifestações e paralisações em várias capitais e cidades do país, com distribuição da carta aberta aos trabalhadores do banco e aos clientes elaborada pela Contraf-CUT, assessorada pela Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.

Clique aqui para ler a carta aberta.

"Mostramos um pouco da enorme indignação com as perseguições do BB contra os trabalhadores que fizeram a greve", afirma William Mendes, secretário de Formação da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB. "Vamos continuar lutando para combater e eliminar essas práticas ilegais que atentam contra a imagem de um banco público", destaca. 

O Sindicato dos Bancários de Brasília também entregou nesta quarta-feira uma carta à presidente Dilma Roussef, expressando preocupação com as mudanças promovidas pelo BB nas relações de trabalho com seus funcionários. 

Clique aqui para ler a carta para Dilma.

"Frustra-nos dizer que essa gestão, formada em sua maioria absoluta por funcionários de carreira, rapidamente se encarregou de desconstruir não só as conquistas da campanha salarial de 2012, mas, principalmente, de reeditar práticas da administração pública neoliberal de governos anteriores", afirma o presidente em exercício do Sindicato, Eduardo Araújo de Souza, que assina a carta.

Próximos passos

A Contraf-CUT entrou no último dia 5 com uma representação contra o BB no Ministério Público do Trabalho (MPT), em Brasília. Uma audiência foi agendada para a próxima segunda-feira, dia 3 de dezembro. 

Além disso, a Contraf-CUT junto com outras entidades denunciou o BB em reunião realizada no dia 14 com o assessor especial da Secretaria-Geral da Presidência da República, José Lopes Feijóo, em Brasília. Houve entrega de três documentos com denúncias de problemas graves de gestão no BB, entre elas as perseguições aos bancários grevistas.

Banco viola acordo

Uma das condições para que os bancários assinassem o acordo coletivo 2012/2013 foi a de não haver desconto dos dias de greve ou mesmo qualquer outra medida contra os trabalhadores que exerceram esse direito assegurado pela Constituição.

"Mas o banco vem extrapolando o que está previsto na cláusula 56ª da Convenção Coletiva e soltou instrução normativa mandando seus administradores alterarem férias e demais licenças dos bancários que já estavam pré-agendadas", denuncia William.

Fonte: Contraf-CUT

28.11.12

Artigo: Horas de greve: anistia, ou que todos beneficiados nos direitos paguem por elas



RÁPIDO HISTÓRICO

No Brasil, a legislação trabalhista tem um formato desde a era Vargas. A CLT foi recepcionada pela Constituição Federal de 1988. Cada país tem um modelo de legislação do trabalho definido no seu contexto histórico e de correlação de forças sociais do período.

Aqui, a classe trabalhadora foi toda fatiada em categorias profissionais, dando inclusive o direito aos patrões de definirem em qual categoria querem incluir seus empregados. Se determinada categoria tem sindicato forte e boa organização, o patrão escolhe classificar seus trabalhadores em uma categoria mais fraca, quando isso não é possível, terceiriza as cadeias de serviços dentro do seu ramo de negócio.

Para se evitar a luta unitária de classe, a legislação de Vargas determinou como deveria ser o movimento sindical atrelado ao Estado. Só era permitido ter sindicato, federação e confederação. Sem a possibilidade de Central que unisse a classe trabalhadora e organizasse greves gerais. O prêmio pelo bom comportamento era o Imposto Sindical e a não intervenção no sindicato. Além da Justiça do Trabalho para interromper fortes greves através de dissídio coletivo e imposição de multas milionárias às entidades dos trabalhadores.

No modelo vigente, sindicatos sérios e combativos com categorias organizadas e participativas fazem suas campanhas salarias e de renovação de direitos coletivos a cada data-base. Ao final, contratam os direitos específicos, em geral, maiores que os previstos na CLT e CF 1988, e a totalidade dos trabalhadores abrangidos por aquele acordo ou convenção auferem TODOS os direitos.

NÃO pode ser diferente, pois a legislação não permite.

ÔNUS E BÔNUS DEVEM SER IGUAIS

Em 2007, lancei uma tese baseada na descrição que fiz acima da legislação brasileira. O motivo de minhas reflexões foi a discriminação e injustiça que aumentava naquele ano, principalmente nos bancos públicos federais após as renovações de direitos coletivos - Convenção e Acordos Aditivos - em relação aos bancários que fizeram a luta e conquistaram direitos econômicos e sociais para TODOS os trabalhadores da categoria.

Ao final do processo de campanha e renovação de direitos na data-base dos bancários (setembro) todos recebem os aumentos reais, os direitos sociais novos como, por exemplo, 13ª cesta-alimentação, pisos maiores ano após ano, Participação nos Lucros e Resultados (PLR), maiores direitos em saúde, previdência, ausências autorizadas etc.

O JUSTO é que esteja previsto na Convenção Coletiva de Trabalho que os bancos anistiem as horas de greve que foram necessárias para o fechamento do acordo. A greve ocorreu por que as partes, bancos e bancários, não chegaram a bom termo na proposta durante as negociações. Mas chegaram a ela após um determinado número de dias de paralisação dos trabalhos.

Se as partes definiram os termos após a greve e assinaram a Convenção que estende a todos os direitos resultantes daquela campanha de renovação de data-base, todos os Ônus e Bônus devem ser iguais a todos também.

Se os banqueiros, donos do capital e lado mais poderoso da relação não aceitam anistiar a quantidade de horas não trabalhadas para suas empresas, o correto é que a quantidade de horas de cada banco seja distribuída para a totalidade de bancários daquele banco, sem exceção, porque todos, desde os escriturários até o mais alto posto de comando no banco, auferem TODOS os direitos acordados. A legislação e o direito no Brasil funcionam assim.

Ao distribuir a cota de horas de greve gastas na renovação dos direitos, ou todos compensariam ou se descontaria a quantidade no mesmo mês que vierem os acertos econômicos de campanha (em geral, outubro ou novembro). Eu acho mais apropriado o desconto isonômico para 100% dos beneficiários dos direitos, pois não se pode obrigar alguém a fazer horas a mais de trabalho.

QUAL O RECEIO EM OUSAR?

Durante esses anos de 2007 e 2012 todos nós vimos o quanto piorou o assédio e a perseguição aos lutadores que fizeram a greve a aumentaram os direitos sociais e econômicos dos bancários, tanto da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), quanto dos aditivos dos bancos públicos Caixa Federal e Banco do Brasil.

Já conversei com dezenas de bancários tanto nos locais de trabalho, quanto por email e telefone. Já expus a proposta a grevistas e não grevistas. Nunca ouvi rejeição por parte dos bancários, pois eles entendem que a proposta de dividir para todos beneficiários as horas de greve gastas na renovação dos direitos é justa.

Por outro lado, a ideia não avançou na estrutura do movimento sindical. Não questiono a legitimidade da preocupação das lideranças, pois todos sabemos que os bancos não aceitariam a proposta de cobrar algo dos não grevistas (até porque a questão é ideológica).

Mas reafirmo que a proposta é legítima e possível. Se haverá argumentos legais dos bancos e não grevistas, também haverá argumentos baseados no modelo do direito coletivo brasileiro. Ou será que o lado que não participou aceitaria em juízo devolver os direitos novos sociais e econômicos auferidos na renovação do direito coletivo?

Peço que as pessoas que têm simpatia pela proposta façam com que ela circule e conste nas teses e congressos para que mudemos a cultura e acabemos com o massacre e a perseguição àqueles que lutam e conquistam os direitos para todos.

William Mendes
Diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região
Secretário de Formação da Contraf-CUT
Coordenador da Comissão de Empresa do BB
Funcionário do Banco do Brasil

27.11.12

Renovado acordo de combate ao assédio moral e BB assina pela primeira vez



A Contraf-CUT renovou nesta terça-feira (27) com nove bancos o acordo de combate ao assédio moral, conquistado na Campanha Nacional dos Bancários de 2010. A novidade foi assinatura pela primeira vez do Banco do Brasil. Os demais bancos que firmaram novamente o documento foram: Itaú, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Santander, HSBC, Safra, BIC, Votorantim e Citibank. O ato de assinatura ocorreu na sede da Fenaban, em São Paulo.

O acordo coletivo de trabalho aditivo - adesão ao Protocolo para Prevenção de Conflitos no Ambiente de Trabalho - também foi assinado por vários sindicatos e federações que decidiram aderir ao instrumento, previsto na cláusula 55ª da convenção coletiva, que define um canal específico para apurar as denúncias de assédio moral dos funcionários, que poderão ser encaminhadas aos bancos sem identificação do autor. Os bancos terão prazo de até 60 dias para responder aos sindicatos.

A íntegra dos acordos assinados pode ser conferida na seção Convenções e Acordos no site da Contraf-CUT.

Avaliação

"O acordo é pioneiro e positivo para os bancários", afirmou Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT. O primeiro acordo foi assinado em janeiro de 2011. "Mas ele ainda tem que avançar", apontou ao alertar que o assédio moral tem sido apontado um dos três principais problemas da categoria.

O dirigente salientou que pela primeira vez os seis maiores bancos do país estão assinando o acordo. "Com isso, os 115 mil funcionários do BB poderão utilizar esse instrumento para denunciar o assédio moral aos sindicatos que aderiram", salientou.

"Acreditamos no acordo e por isso estamos renovando", disse Juvandia Moreira, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região. "Mas queremos aprimorá-lo e melhorar as condições de trabalho", acentuou.

Desde a criação do instrumento, o Sindicato recebeu 860 denúncias. Desse total, 602 foram resolvidas com ação sindical (reunião no local de trabalho, protestos). Outras 224 foram enviadas ao banco pelo instrumento de combate ao assédio moral e 181 foram resolvidas. Somente 34 foram recusadas sob alegação de falta de elementos. Além disso, há vários casos de bancários demitidos e que foram reintegrados devido ao programa.

"O acordo também é importante como forma de prevenção", apontou Walcir Previtale, secretário de Saúde do Trabalhador da Contraf-CUT. Ele registrou igualmente a importância da adesão do BB. "O conteúdo pode ainda melhorar", frisou.

"Esse instrumento permite que bancários e bancárias saiam de uma situação de passividade diante das práticas de assédio moral e passem para uma situação de agentes de mudanças no ambiente de trabalho, pois, além da denúncia partir por iniciativa do próprio trabalhador, ele vai acompanhar todos os desdobramentos do caso denunciado, inclusive as providências tomadas pelos bancos", ressaltou Walcir.

O que diz o acordo

Os bancos se comprometem a declarar explicitamente condenação a qualquer ato de assédio e reconhecem que o objetivo é alcançar a valorização de todos os empregados, promovendo o respeito à diversidade, à cooperação e ao trabalho em equipe, em um ambiente saudável. A Fenaban realiza uma avaliação semestral do programa, com a apresentação de dados estatísticos setoriais.

Os bancários podem fazer denúncias nos sindicatos acordantes. O denunciante deve se identificar para que a entidade possa dar o devido retorno ao trabalhador. O sigilo será mantido junto ao banco e o sindicato terá prazo de dez dias úteis para formalizar a denúncia ao banco. Após receber a denúncia, o banco terá 60 dias corridos para apurar o caso e prestar esclarecimentos ao sindicato.

As denúncias apresentadas ao sindicato de forma anônima continuarão sendo apuradas pelas entidades, mas fora das regras desse programa.

Fonte: Contraf-CUT

26.11.12

Formação: Saúde e Ação Sindical


Ana Iara, companheira do Dieese,
apresenta programa aos participantes

A Contraf-CUT, em parceria com o Dieese e as entidades sindicais, deu início hoje ao curso Saúde da Trabalhadora e do Trabalhador Bancário e Ação Sindical.

A gestão da Contraf-CUT (2012/15) começou o mandato com o desafio de realizar cursos de especialização em diversos temas centrais na luta da categoria bancária. Além das especializações, a Confederação cutista também manterá seu curso básico de formação: PCDA em Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro (a 7ª turma está sendo realizada neste semestre também).

Os trabalhadores do Ramo Financeiro definiram o ano de 2012 como o "Ano da Saúde". Para fortalecer essa luta fundamental para a classe trabalhadora, nada mais apropriado para o ano da saúde do que começar as especializações por esse tema. No semestre anterior foi realizado o primeiro módulo de formação em saúde e agora estamos fechando o ano com mais um módulo.

A campanha dos bancários também teve como um dos focos em luta a melhoria nas condições de trabalho, no combate ao assédio moral e na conquista de novas cláusulas de proteção à saúde do trabalhador do Sistema Financeiro.

Assim como no primeiro semestre, a turma tem uma excelente participação de dirigentes e assessores de diversas bases sindicais e a grade do curso dará um bom subsídio para se aprofundar o conhecimento em saúde e qualificará as lideranças sindicais para apontar ações sindicais na organização, politização do tema saúde para os trabalhadores e na busca de soluções cada vez com maior envolvimento da base na luta contra os bancos.

Abertura com Walcir e William, secretários
de saúde e formação da Contraf-CUT

De maneira geral, os desafios do curso para os participantes são os seguintes:

-Contribuir para a consolidação dos coletivos de saúde da trabalhadora e do trabalhador bancário;

-Contribuir para a implementação da Política de Prevenção e Combate ao Assédio Moral da trabalhadora e do trabalhador bancário;

-Contribuir para o entendimento da saúde do trabalhador levando em consideração que a saúde do trabalhador carrega em si as contradições engendradas na relação capital e trabalho e no conhecimento da trabalhadora e do trabalhador como sujeito político.

O curso contará, ao longo da semana, com a contribuição de companheiras e companheiros do Dieese - Ana Iara, Inácio e Reginaldo -, de dirigentes da Contraf-CUT e de palestrantes ligados ao tema.

AO INVESTIR EM FORMAÇÃO, LAPIDAMOS AS PESSOAS E NOSSAS PRÁTICAS E RENOVAMOS AS ESPERANÇAS EM UM MUNDO MELHOR ATRAVÉS DA AÇÃO ORGANIZADA DA CLASSE TRABALHADORA.

SOMOS FORTES, SOMOS CUT!

23.11.12

MPT adia para o dia 3 audiência sobre perseguição do BB a grevistas




A Contraf-CUT recebeu ofício do Ministério Público do Trabalho (MPT) nesta sexta-feira 23 à tarde comunicando o adiamento para 3 de dezembro da audiência solicitada pela Confederação para tratar da representação contra o Banco do Brasil por práticas antissindicais e discriminação pós-campanha nacional em relação aos bancários que exerceram o seu legítimo direito de greve. A reunião estava marcada para esta segunda-feira 26.

O MPT explicou no ofício que a reunião foi remarcada para a segunda-feira seguinte, dia 3, porque a procuradora do trabalho designada para acompanhar o caso foi convocada pela Corregedoria Geral do Ministério para outra missão de emergência.

Uma das condições para que os bancários assinassem o acordo coletivo 2012/2013 foi a de não haver desconto dos dias de greve ou mesmo qualquer outra medida contra os trabalhadores que exerceram esse direito assegurado pela Constituição.

"Mas o banco vem extrapolando o que está previsto na cláusula 56ª da Convenção Coletiva e soltou instrução normativa mandando seus administradores alterarem férias e demais licenças dos bancários que já estavam pré-agendadas", denuncia William Mendes, diretor de Formação da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB. 

Em razão disso, a Contraf-CUT entrou com a representação contra o BB no MPT no dia 5 de novembro. 

Além disso, as entidades sindicais também denunciaram o banco em reunião realizada no dia 14 de novembro com o assessor especial da Secretaria-Geral da Presidência da República, José Lopes Feijóo, em Brasília. As entidades entregaram três documentos com denúncias de problemas graves de gestão no BB, entre elas as perseguições aos bancários grevistas.

Dia Nacional de Luta

A Contraf-CUT está orientando as federações e sindicatos a realizarem no dia 28 um dia nacional de luta contra as práticas antissindicais e a perseguição por parte do BB aos trabalhadores que fizeram a greve que trouxe conquistas para todos.

"É importante que todos os sindicatos façam atividades nos locais onde há perseguições e denunciem essas práticas à sociedade", sugere William. Na segunda-feira a Contraf-CUT disponibilizará material no site para os sindicatos trabalharem no dia nacional de luta.

BB é recordista de reclamações

O Banco do Brasil é o campeão da lista de reclamações do Banco Central, principalmente por débitos não autorizados e cobrança irregular de tarifas e serviços. Os sindicatos já estão denunciando há tempos a pressão do banco para vendas casadas de produtos.

Veja o ranking das reclamações no site do Banco Central 


www3.bcb.gov.br/ranking/idxdg.do

Fonte: Contraf-CUT

22.11.12

Contraf-CUT tem audiência com MPT dia 26 por perseguição do BB a grevistas



A Contraf-CUT se reunirá com o Ministério Público do Trabalho na próxima segunda-feira, 26, para tratar da representação feita ao MPT contra o Banco do Brasil por práticas antissindicais e discriminação pós-campanha nacional em relação aos bancários que exerceram o seu legítimo direito de greve. A audiência será às 14h30, em Brasília.

Uma das condições para que os bancários assinassem o acordo coletivo 2012/2013 foi a de não haver desconto dos dias de greve ou mesmo qualquer outra medida contra os trabalhadores que exerceram esse direito assegurado pela Constituição.

"Mas o banco vem extrapolando o que está previsto na cláusula 56ª da Convenção Coletiva e soltou instrução normativa mandando seus administradores alterarem férias e demais licenças dos bancários que já estavam pré-agendadas", denuncia William Mendes, diretor de Formação da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.

Em razão disso, a Contraf-CUT entrou com a representação contra o BB no MPT no dia 5 de novembro.

Além disso, as entidades sindicais também denunciaram o banco em reunião realizada no dia 14 de novembro com o assessor especial da Secretaria-Geral da Presidência da República, José Lopes Feijóo, em Brasília. As entidades entregaram três documentos com denúncias de problemas graves de gestão no BB, entre elas as perseguições aos bancários grevistas.

Fonte: Contraf-CUT