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8.10.10

Artigo (react): Vejamos o que o BB está "prometendo" apresentar (3)


Boletim Pessoal 34 - Esclarecimento (Carlos Neri, Diretor do BB em 8/10/10)

"Colega

Temos conversado, nos últimos dias, sobre a dinâmica da negociação na Mesa da Fenaban. Percebemos que as informações divulgadas têm gerado muitas dúvidas, motivadas, principalmente, pelo acordo fechado de forma antecipada pelo Banco de Brasília – BRB. Por este motivo, entendemos ser necessário prestar esclarecimentos para evidenciar a seriedade da comunicação do BB e o respeito com que temos tratado esta negociação.

Em primeiro lugar, é importante ressaltar que o BRB não faz parte da Mesa da Fenaban. Não fazendo parte da Mesa, o BRB não tem a necessidade de seguir os ritos acordados naquela instância. Este posicionamento, ao mesmo tempo em que traz uma certa flexibilidade para aquela empresa, no que diz respeito a percentuais e prazos para o acordo, também a desobriga de cumprir algumas condições estipuladas na Mesa."

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COMENTÁRIO DO BLOG: já falei no comunicado anterior que não é verdade que o BB não pode fazer a qualquer momento proposta que dialogue com a pauta de negociação específica, pois temos mesa de negociação permanente o ano todo e se o banco não está usando de má-fé, a mesa acontece para negociar as questões específicas a qualquer momento, é pra isso que ela existe.

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"Outra diferença a ser destacada é que o BRB não está subordinado ao Departamento de Coordenação e Governança das Empresas Estatais - Dest. Responsável pelo acompanhamento das informações econômico-financeiras das empresas em que a União detenha, direta ou indiretamente, a maioria do capital social, o Dest tem o papel de se manifestar sobre os pleitos dessas instituições, no que se refere, dentre outras coisas, à política salarial. Isso significa que o Banco do Brasil tem o dever de submeter suas propostas específicas para análise do Dest – e isso aconteceria mesmo que não fizesse parte da Mesa da Fenaban. O BRB não tem esta obrigação por se tratar de um banco do Governo do Distrito Federal, sem participação da União.

Feitos esses esclarecimentos, imagino que muitos devem estar se perguntando neste momento: por que, então, o Banco do Brasil permanece na Mesa da Fenaban? Primeiro porque a presença na Mesa da Fenaban é uma reivindicação das próprias entidades sindicais, para evitar que o funcionalismo do BB tenha perdas salariais em relação ao que é praticado nos demais bancos, como já aconteceu no passado.

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COMENTÁRIO DO BLOG: a mesa da Fenaban é uma reivindicação dos bancários, que votam todos os anos em assembleias, congressos e Conferência Nacional dos Bancários. Aliás, deliberação correta, pois a campanha unificada tem incomodado bastante banqueiros privados e públicos, não é à toa que estes não gostam da ideia de bancários fazendo greves conjuntas, pois a categoria vem fazendo boas batalhas e impondo aos banqueiros conquistas que eles não aceitariam sem greves.
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"Em segundo lugar porque o fato de estar na Fenaban não impede o Banco do Brasil de fechar acordos específicos mais vantajosos para seus funcionários. E temos feito isso sistematicamente. De 2003 para cá, já corrigimos o salário inicial em 57,55%, enquanto o restante da categoria, no mesmo período, obteve reajuste acumulado de 52,91%. No ano passado, corrigimos o piso salarial em 3% a mais do que o acordado na Fenaban. A única ressalva é que, como já informamos, o acordo específico só pode ser firmado quando encerrada a negociação naquela Mesa.

É importante ressaltar, ainda, o fato de estarmos subordinados ao Dest. Existem impedimentos legais daquele departamento para a concessão, em ano de eleição, de aumento real aos funcionários de empresas controladas pela União. A única exceção permitida é se este aumento tiver origem em Convenção Coletiva. Ou seja, a participação do BB na Mesa da Fenaban dá ao funcionalismo a possibilidade de obter aumento real neste ano (caso este seja o acordo firmado naquela instância); fora da Mesa, o Banco não poderia concedê-lo."

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COMENTÁRIO DO BLOG: de novo, é um argumento retórico essa história que o BB não pode conceder algo a mais para os bancários por controle do Dest ou qualquer outro órgão do governo. Nós, os bancários do BB e da Caixa Federal, só temos PLR assinada com a CUT porque uma forte greve de mais de 80% dos bancários desses bancos arrancou do governo federal em 2003 o acordo semelhante ao que a categoria assinou desde 1995 com a CNB/CUT. A greve fez o governo distribuir aos bancários o dobro do que o Dest permite. É a força da greve que traz propostas justas e, às vezes, ditas "inviáveis ou proibidas" pela empresa.
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"Continuamos à disposição para negociar, trabalhando na elaboração de nossa proposta específica para este Acordo Coletivo. Ela contemplará, dentre outros itens, aspectos relacionados ao plano de cargos e remuneração, como piso e progressão por mérito; e questões afetas aos funcionários egressos do BNC, como a gratificação variável que recebiam anualmente e o VCPI.

Para finalizar, quero destacar que estamos também atuando na Mesa da Fenaban no sentido de agilizar a formalização do acordo. Isso é demonstrado, inclusive, na matéria “Greve dos bancários cria racha na Fenaban”, divulgada hoje, 8, no jornal “O Estado de São Paulo”: ela afirma que “os bancos públicos têm pressa em fechar o acordo, mas as instituições privadas resistem” e que “os representantes dos bancos públicos aproveitaram reunião desta semana para pedir uma solução rápida para o problema”.

Carlos Eduardo Leal Neri
Diretor de Relações com Funcionários e Entidades Patrocinadas
Negociador do BB

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William Mendes (comenta)

Fonte: portal do BB de negociação coletiva

7.10.10

Artigo (react): Vejamos o que o BB está "prometendo" apresentar (2)


Boletim Pessoal 33 - Negociação (Carlos Neri, Diretor do BB)

"Colega

O Banco do Brasil continua trabalhando com afinco no sentido de encontrar a solução para o impasse gerado. É importante salientar que temos mantido, Empresa e representação sindical, a necessária sobriedade que deve caracterizar esses momentos dentro do estado democrático de direito.

Como já dissemos antes, é necessário acordar primeiro a proposta global, para todos os bancários, e depois as específicas de cada Banco. É desta forma que é conduzida a negociação da Convenção Coletiva de Trabalho - CCT, construída em mesa única pela Fenaban e pela representação sindical da categoria profissional. A minuta de reivindicações, inclusive, nos é entregue pelas entidades sindicais como aditivo à CCT (contrato base ao qual estão submetidos todos os trabalhadores bancários). Temos de, necessariamente, seguir este rito.

Mesmo assim, estamos trabalhando paralelamente a proposta específica do BB, que se somará à geral. Ela contemplará aspectos do plano de cargos e remuneração, como piso e progressão por mérito; processos relativos a descomissionamento; e questões afetas aos funcionários egressos do BNC, como a gratificação variável que recebiam anualmente e o VCPI. Deste modo, vamos manter e avançar no que temos de diferente e acima da Convenção.

Temos negociado dentro da Fenaban, em mesas específicas com as duas confederações – Contraf e Contec – e junto aos órgãos de controle do Estado. Tem sido um esforço necessário, e temos a certeza que ele nos levará a bom termo.

Nossa atuação nos últimos anos demonstra, na prática, a importância e o empenho do Banco do Brasil nas negociações específicas. De 2003 para cá, já corrigimos o salário inicial em 57,55%, enquanto que o restante da categoria, no mesmo período, obteve reajuste acumulado de 52,91%. Vários benefícios obtidos pelo funcionalismo do BB, já amplamente divulgados, foram construídos nesta instância. Os Comitês de Ética são um exemplo disso.

Por fim, entendemos que o importante é manter, e reafirmamos que temos mantido, a postura de diálogo, respeito, e, sobretudo a honesta vontade de construir.

Carlos Eduardo Leal Neri
Diretor de Relações com Funcionários e Entidades Patrocinadas "


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COMENTÁRIO DO BLOG: todas, todas as conquistas citadas e outras como PLR, itens de Isonomia, reestruturação da Cassi etc foram conquistadas com GREVE! Todas!

Aliás, outras questões foram apresentadas pelo BB após acordos feitos em instâncias como Ministério Público do Trabalho e afins, pois o banco não quis discutir em mesa como, por exemplo, a implantação do Sesmt. Até a aceitação de implantar os Comitês de Ética (que deve ser paritário e não é) já havia passado por discussão em instâncias externas por denúncias sofridas pelo BB.
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William Mendes (comenta)


Fonte: portal de negociação coletiva do BB

Artigo (react): Vejamos o que o BB está "prometendo" apresentar (1)


Boletim Pessoal 32 - Mensagem do Diretor (Carlos Neri do BB)

"Colegas,

O Banco do Brasil, em seu compromisso com a transparência e com o diálogo, apresenta a você um breve balanço do que tem sido a Campanha Salarial 2010 e suas perspectivas. É certo que mantemos o mesmo compromisso do ano passado, de levar a vocês uma informação fiel aos acontecimentos da Mesa de Negociação.

Recebida a pauta de reivindicações, o Banco passou a estudá-la e precificá-la, analisando a possibilidade de atendê-la. Tudo isso devidamente acompanhado por entidades controladoras do acionista majoritário.

Já realizamos três rodadas de negociações. Nelas, temos recebido novas solicitações além daquelas que foram apresentadas na pauta, gerando novos estudos e, consequentemente, novas análises e consultas que demandam certo tempo para conclusão.

É importante salientar que o Banco do Brasil já pratica - e mantém em seus normativos ou no Acordo Coletivo de Trabalho específico - grande parte das reivindicações apresentadas à Fenaban. Ou seja, a maior parte dos benefícios que foram levados para discussão naquela Mesa e negados ao movimento sindical bancário já são, portanto, direitos dos funcionários do BB.

Isso é fruto do compromisso do Banco com seu funcionalismo e da busca contínua em garantir uma boa qualidade de vida no trabalho, reconhecendo o esforço de seus funcionários na efetivação da Missão do BB. Não há como negar a liderança do Banco do Brasil no que diz respeito à extensão de benefícios aos seus trabalhadores.

Já sinalizamos à representação dos bancários que pretendemos apresentar proposta concreta a todas as reivindicações econômicas e às consideradas “principais e mais significativas”. O BB entende, ainda, que saúde, segurança e bem-estar dos funcionários são tão importantes quanto remuneração e, por isso, trata todas as demandas com a mesma importância e atenção.

No entanto, é necessário que o corpo funcional não se esqueça do ritmo e do rito da campanha salarial que passa, necessariamente, pela Mesa geral dos bancários, que é a da Fenaban. O acordo existente naquela Mesa impede que qualquer banco possa apresentar, de forma isolada e antecipada, propostas em âmbito econômico ou que possam impactar os debates realizados naquele fórum.

Mesmo assim, o BB não deixa de participar da Mesa Específica, onde aprofunda a discussão de temas de caráter social e sindical. Questões relativas à trava de dois anos nas CABBs, por exemplo, têm sido tratadas, e avanços já foram apresentados aos representantes sindicais. O Banco já sinalizou que pretende apresentar respostas concretas quanto ao PCS, principalmente sobre Piso Salarial e Carreira de Mérito. O Abono Educação também está em estudo. Isso gera, no entanto, impacto remuneratório e precisa esperar o final da Mesa única para ser apresentado."

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COMENTÁRIO DO BLOG: assim como já foi cobrado do BB em 2006, quando ele apresentou uma Tabela de Mérito com determinado número de níveis, recordo aqui que o banco não pode situar todos os bancários da empresa no nível M1, ou seja, do zero.


Cada bancário deve ser classificado de acordo com o seu histórico de carreira e deve ser situado no nível M3, M7, M16 etc. É o correto para respeitar o esforço e dedicação que cada colega já fez na empresa.

Também é fundamental haver incorporação anual de parte das comissões exercidas pelos colegas, de maneira a que ninguém caia da noite para o dia de uma remuneração já conquistada na carreira comissionada para o piso novamente e fique sem condições de manutenção de suas contas pessoais.
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"Por tudo isso, a afirmação de que “o BB não apresenta uma proposta global aos seus empregados que, por isso, podem entrar em greve” é injusta para com o Banco do Brasil. A Empresa não apresentou proposta global porque a dinâmica da Mesa da Fenaban não permite fazer isso. O próprio movimento sindical afirma ter razões históricas para querer o BB na Mesa da Fenaban. Como pode, então, cobrar do Banco uma proposta global antes do encerramento daquela Mesa?"

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COMENTÁRIO DO BLOG: não é correto o BB se fazer de inocente nestas belas palavras acima. O BB pode e deve apresentar propostas da pauta específica a qualquer momento! Pode apresentar de janeiro a dezembro qualquer proposta que dialogue com as reivindicações dos funcionários do BB, senão de nada adiantaria ele - banco - dizer que preza e valoriza a mesa de negociação específica. Não é bom tentar enganar os trabalhadores com discursos retóricos.
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"O BB entende que a greve é um instrumento usado pelos trabalhadores quando o diálogo não se faz presente ou quando ocorre uma possível intransigência patronal. Nada disso ocorre conosco. O Banco vem apresentando sempre maiores e mais abrangentes benefícios aos seus funcionários, em comparação à concorrência."

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COMENTÁRIO DO BLOG: pergunto ao banco onde está o respeito aos compromissos assumidos com os funcionários em relação ao plano odontológico não apresentado há mais de 2 anos? E o PCCS, então? Diálogo se faz com o cumprimento dos compromissos assumidos.
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"O desejo do Banco, portanto, não poderia ser outro que não a confiança do seu corpo funcional no diálogo que se mantém aberto e franco. Não precisamos apostar em conflito como forma de solução de pendências. O diálogo, o respeito e a transparência são marcas efetivas desta gestão e podem ter a certeza de que a nossa disposição para o entendimento é enorme. Estamos disponíveis a fazer o debate, sempre que a representação dos empregados assim solicitar.

Para finalizar, queremos convidar o quadro funcional a fazer reflexões, nesse importante momento, sobre o comportamento adotado pela Empresa ao longo do ano, em suas Mesas Temáticas e Permanentes. Nelas, aconteceram variados avanços que se somam às conquistas da campanha salarial em favor do conjunto do funcionalismo do Banco.

Desejamos também que o funcionalismo possa refletir, de forma livre e democrática, sobre o procedimento do Banco nos processos negociais ao longo dos últimos anos e que consiga reconhecer o comportamento respeitoso vigente. Isto feito, acreditamos na possibilidade de chegarmos a mais um acordo importante para o Banco e seus funcionários.

Carlos Eduardo Leal Neri
Diretor de Relações com Funcionários e Entidades Patrocinadas "


COMENTÁRIO DO BLOG: eu espero que nenhum(a) trabalhador(a) seja perseguido(a) ou preterido(a) a concorrências e carreira por participar da greve da categoria "de forma livre e democrática" como a empresa nos diz. Caso contrário, denunciaremos que o banco não cumpre sequer aquilo que escreve, fala e noticia por aí.

William Mendes (comenta)

Fonte: portal de negociação coletiva do BB

Bancários fecham 7.723 agências e já é a maior greve dos últimos 20 anos



Sem nenhuma nova proposta dos bancos às reivindicações da categoria, os bancários completaram nesta quarta-feira 6 oito dias da greve nacional, com a ampliação do movimento em todo o país. Agora já são 7.723 agências paradas nos 26 Estados e no Distrito Federal - um acréscimo de 286 em relação a ontem e praticamente dobrando (99,7%) desde o primeiro dia (3.864). Isso significa que essa já é a maior greve da categoria bancária nas últimas duas décadas.

"O aumento contínuo da paralisação mostra a crescente indignação dos bancários com o desrespeito dos bancos. Mesmo com o lucro de mais de R$ 25 bilhões somente no primeiro semestre, só ofereceram de reajuste a reposição da inflação de 4,29% e rejeitaram todas as outras reivindicações dos trabalhadores", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e coordenador do Comando Nacional dos Bancários.

Em outra demonstração de intransigência, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) não respondeu à carta enviada na segunda-feira 5 pelo Comando Nacional dos Bancários, em que critica a adoção de práticas antissindicais por parte das instituições financeiras e reafirma a "disposição em negociar, para que possamos continuar buscando um acordo que atenda à expectativa dos bancários".

Em nome dos bancários brasileiros, a Contraf-CUT recebeu a solidariedade da UNI Américas, integrante da UNI Sindicato Global, que representa os trabalhadores dos setores de serviços das Américas do Sul, Central e do Norte. A entidade também enviou ofício ao presidente da Fenaban, Fábio Barbosa, propondo a retomada das negociações com o Comando Nacional dos Bancários.

"Reforçamos o apoio internacional aos trabalhadores bancários no Brasil e defendemos a necessidade de retomar as negociações com os sindicatos, já que notoriamente os bancos brasileiros apresentam condições extremamente favoráveis para contribuir para o desenvolvimento social e econômico do Brasil através da valorização dos seus funcionários", afirma o documento da UNI Américas.

Os bancários reivindicam 11% de reajuste, valorização dos pisos salariais, maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR), medidas de proteção da saúde que inclua o combate ao assédio moral e às metas abusivas, garantia de emprego, mais contratações, igualdade de oportunidades, previdência complementar para todos, fim da precarização via correspondentes bancários e mais segurança.

Pesquisa feita pela Contraf-CUT com base em informações da imprensa revela que 18 pessoas foram mortas em assaltos envolvendo bancos em todo país nos primeiros nove meses deste ano. São duas mortes por mês, em média. Entre as vítimas fatais, sete são vigilantes, um bancário e seis clientes, dentre outras pessoas. Os casos ocorreram em SP (3), RS (3), PA (2), RJ (2), PE (2), PR (2), MG, BA, MA e DF. "Essa estatística comprova que a proteção da vida das pessoas não está sendo colocada em primeiro lugar", critica o presidente da Contraf-CUT.

Fonte: Contraf-CUT

Sem segurança, bancários e clientes viram alvos fáceis de bandidos no MT



Uma das reivindicações da Campanha Nacional dos Bancários 2010 é a segurança. E este item não foi colocado na pauta de reivindicações por acaso. Somente em 2010 em todo o país 18 pessoas (entre elas clientes, vigilantes e bancários) foram assassinadas durante assaltos a bancos.

Em Mato Grosso, mais de 20 pessoas foram reféns em roubos/tentativas a agências. Em relação aos caixas eletrônicos contabiliza-se cerca de 60 arrombamentos e em diversas ocasiões vigilantes foram rendidos e tiveram sua vida ameaçada.

Enquanto os bancários e a população vivem essa realidade de insegurança, os bancos diminuem seus gastos e eliminam itens de segurança em suas filiais. O Banco do Brasil, por exemplo, está tentando retirar as portas giratórias de suas unidades em um novo projeto de layout. O Sindicato dos Bancários de Mato Grosso (Seeb-MT) lembra que foram estas portas de segurança que asseguraram a vida de inúmeras pessoas.

No mês de maio, em Várzea Grande, dois ladrões tentaram entrar numa agência do Itaú e ficaram presos na porta. Entre os assaltantes e um cliente havia apenas o vidro da porta de segurança. Houve disparos e um vigilante foi alvejado. Caso não houvesse a porta giratória, o roubo poderia ter atingido maiores proporções.

"Enquanto estamos lutando para tornar obrigatória a adoção de mais itens de segurança, os bancos iniciam essa campanha para retirar as portas giratórias. É um absurdo. O papel fundamental destes equipamentos na prevenção aos assaltos é indiscutível", comenta o presidente do Seeb-MT, Arilson da Silva.

Entre as principais reivindicações da categoria bancária relativas a segurança estão medidas de prevenção contra ataques a bancos e adicional de risco de vida. Também é cobrada a assistência às vítimas de sequestros e a todos os que estiveram no local de assaltos, bem como atendimento médico e psicológico, fechamento da unidade no dia da ocorrência, emissão da Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) e acompanhamento de advogado do banco para identificação de suspeitos na polícia.

Outra demanda é estabilidade provisória para vítimas de assaltos, sequestros e extorsões no prazo de 36 meses depois da ocorrência. Em caso de processo judicial com decisão favorável ao bancário, esse prazo começaria a contar após o trânsito em julgado.

Medidas de prevenção também estão na negociação, tal como a necessidade de proibição do transporte de dinheiro e chaves de cofres por parte dos bancários, assim como equipamentos para evitar assaltos, como a porta de segurança com detectores de metais antes do autoatendimento, câmeras de filmagem com monitoramento em tempo real, vidros blindados nas fachadas, divisórias individualizadas na bateria de caixas e entre os caixas eletrônicos, instalação de vidros nos guichês de caixas e colocação de biombos entre a fila de espera e a bateria de caixas.

Durante a madrugada desta quarta-feira (6), ladrões tentaram arrombar os caixas-eletrônicos do Banco do Brasil de Rosário Oeste (127 quilômetros de Cuiabá) e Nova Xavantina (645 quilômetros da capital). No primeiro caso, durante a tentativa de arrombar os caixas eletrônicos da unidade, os ladrões incendiaram todo o autoatendimento da agência. Em contato com a Superintendência do BB, o Presidente do Seeb-MT, Arilson da Silva, solicitou que todas as providências necessárias sejam adotadas.

Em Nova Xavantina, foi jogada uma bomba de coquetel molotov no caixa eletrônico, a fim de destruí-lo. Informações preliminares apontam que o "incendiador" havia depositado um envelope vazio como se estivesse depositando R$ 100 mil. Após retirar o comprovante de depósito ele jogou a bomba no caixa. Entretanto, durante o "golpe" ele também se queimou e teve que ser encaminhado para atendimento médico.

Greve segue forte em Mato Grosso

A greve dos bancários entrou no seu 8º dia. Até o final da tarde de terça-feira, 7.437 agências de todo o país ficaram fechadas. Em Mato Grosso a paralisação atingiu mais de 90% das unidades da Grande Cuiabá (93 estiveram fechadas e as outras 5 parcialmente).

O movimento continua forte e está crescendo diariamente. Ontem, o Sindicato obteve mais uma vitória. Pela segunda vez nesta semana, a Justiça do Trabalho negou interdito proibitório ao Itaú Unibanco.

No interior do Estado, 38 unidades ficaram fechadas.

Fonte: Seeb MT


Bancários da CUT reforçam greve nacional no Rio Grande do Norte


Crédito: Fetec CUT NE

A greve nacional dos bancários no Rio Grande do Norte conta com a força da participação da CUT. A mobilização já é forte na região metropolitana de Natal e está crescendo em diversas regiões do interior do Estado, com adesão a cada dia de mais trabalhadores.

A Fetec/NE-CUT está desempenhando um papel muito importante, mantendo os bancários informados sobre o andamento do movimento e procurando convencer os trabalhadores do interior a aderir ao movimento.

"Todos estão inconformados com as posições intransigentes da Fenaban e dos bancos federais", afirma Ronaldo de Almeida, diretor da Fetec/NE-CUT e funcionário do Bradesco.

"Um fato que me deixa satisfeito é o apoio que temos recebido dos clientes. Eles reclamam que têm de esperar mais de 40 minutos nas filas para serem atendidos por falta de funcionários, apesar dos altos juros e das tarifas abusivas que são obrigados a pagar aos bancos", completa.

Outro banco é preciso, com as pessoas em primeiro lugar!

Fonte: Contraf-CUT, com Fetec/NE-CUT

6.10.10

Greve Nacional dos Bancários 2010 - Dia 7



Greve dos bancários cresce, paralisa 7.437 agências e já é maior que 2009

A greve nacional dos bancários de 2010 já superou o número de agências fechadas no movimento do ano passado. Conforme dados enviados pelos sindicatos e federações até às 18h para a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), nesta terça-feira, 5, sétimo dia da paralisação, 7.437 agências de bancos públicos e privados não abriram suas portas nos 26 Estados e no Distrito Federal. Em 2009, os bancários paralisaram 7.222 unidades no dia de maior mobilização da greve.

São 910 agências fechadas a mais do que nesta segunda-feira, um aumento de 14%. Em relação ao primeiro dia da greve, iniciada na última quarta-feira, 29 de setembro, o crescimento é de 92,5%. Ainda foram paralisados centros administrativos e outras dependências dos bancos em todo país.

"O fechamento de agências cresceu todos os dias desde o início da greve, mostrando o aumento da adesão dos bancários e a força do movimento, apesar das práticas antissindicais adotadas pelos bancos", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários.

"Os bancos empurraram os bancários para a greve, com uma postura intransigente e uma proposta rebaixada de reajuste. Agora, eles não aguentam a pressão da categoria e apelam para práticas antissindicais, em vez de retomar as negociações e apresentar uma proposta decente para a categoria", destaca o dirigente sindical. "Com lucros bilionários, os bancos não têm motivos para não atender a pauta de reivindicações dos bancários", justifica.

Ele denuncia a utilização de medidas autoritárias pelos bancos em todo país, como o Interdito Proibitório para impedir o convencimento dos trabalhadores, o uso da polícia para tentar abrir agências, a convocação de funcionários para entrar na madrugada nos locais de trabalho e a utilização de helicópteros para transporte de empregados, dentre outras. "O exercício da greve é um direito constitucional do trabalhador e não pode ser cerceado pelos bancos", aponta o dirigente sindical.

"Mas a greve está crescendo cada vez mais, demonstrando a insatisfação dos bancários. A Fenaban deveria ouvir esse recado, acabar com o silêncio, aproveitar a disposição de negociar do Comando Nacional e apresentar uma proposta decente que atenda às reivindicações da categoria", sustenta Cordeiro.

Os bancários reivindicam 11% de reajuste, valorização dos pisos salariais, maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR), medidas de proteção da saúde que inclua o combate ao assédio moral e às metas abusivas, garantia de emprego, mais contratações, igualdade de oportunidades, mais segurança, previdência complementar para todos e fim da precarização via correspondentes bancários. Os bancos propuseram apenas reajuste de 4,29% (inflação do período) e rejeitaram as demais reivindicações.

DISPOSIÇÃO DE NEGOCIAR

O Comando Nacional enviou nesta segunda-feira, 4, uma carta ao presidente da Fenaban, Fábio Barbosa, reafirmando a disposição de negociar para buscar um acordo "que atenda à expectativa" da categoria e repudiando a postura das instituições financeiras, que apostam no confronto ao adotar práticas antissindicais para tentar enfraquecer o movimento dos trabalhadores. O documento foi remetido após a reunião do Comando Nacional, ocorrida em São Paulo.

"Lembramos que a greve é instrumento legal e que a lei nº 7.783/89 prevê em seu artigo 6º a realização de piquetes como meio de convencimento dos trabalhadores frente à intransigência das instituições financeiras, que se recusam em apreciar com seriedade as reivindicações levadas pela categoria", destaca o ofício.

Fonte: Contraf-CUT

5.10.10

Jundiaí: derrubada a liminar do Itaú



O Desembargador Henrique Damiano, do Tribunal Regional do Trabalho, cassou o Interdito Proibitório concedido ao Itaú no último dia 30 de setembro em Jundiaí.

Segundo ele, “não é razoável pretender o funcionamento normal de uma empresa cujos trabalhadores tenham decidido pela suspensão coletiva”. Desta forma, determinar que o sindicato “abstenha-se de obstar o normal funcionamento da agência caracteriza ofensa ao direito de greve dos trabalhadores”.

Com isso, a greve deve ser retomada nas agências do Itaú em Jundiaí que haviam sido prejudicadas pelo interdito.

Fonte: Seeb Jundiaí, terça, 05 de outubro de 2010 18:00h


Negado Interdito Proibitório do Santander em Guarulhos



A 6ª Vara do Trabalho de Guarulhos rejeitou pedido liminar em ação de Interdito Proibitório movida pelo Banco Santander. Na sentença, a juíza, Dra. Renata Andrino Ançã, reconhece o direito dos bancários de se mobilizarem ao mesmo tempo em que não identifica motivos para conceder tal liminar. "Tendo em vista que não há nos autos em questão elementos para o pronto convencimento do Juízo, rejeito o pedido liminar", sentencia a magistrada.

Para o presidente do Sindicato dos Bancários de Guarulhos e Região, Jessé Costa, a decisão é o reconhecimento de que a greve da categoria é justa. “Os bancários estão atuando com lisura de forma a pressionar para que os banqueiros atendam as reivindicações. Trata-se de um direito dos trabalhadores assegurado por lei. Acredito que a decisão judicial contra o Santander servirá de incentivo para que mais bancários engrossem o movimento”, afirma o dirigente.

Fetec CUT SP - Lucimar Cruz Beraldo


A greve é um instrumento legal e legítimo da classe trabalhadora




Comando repudia práticas antissindicais e reafirma disposição de negociar

O Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, remeteu nesta segunda-feira, dia 4, uma carta ao presidente da Fenaban, Fábio Barbosa, repudiando as práticas antissindicais adotadas pelos bancos, como o uso dos interditos proibitórios, e reafirmando a disposição de negociar. O envio do documento foi aprovado e encaminhado após a reunião do Comando Nacional, realizada na sede da Confederação, em São Paulo.

Na correspondência, o Comando Nacional repudia "a maneira pela qual a Federação Nacional dos Bancos vem conduzindo o processo negocial deste ano, caracterizado por evidente descaso com as reivindicações apresentadas pela categoria bancária, e uma acentuada prática antissindical".

Os bancários denunciam o descumprimento por parte das empresas do artigo 224 e seguintes da CLT, ao convocarem empregados a "alterar seu horário de trabalho para ingresso nas agências e departamentos durante a madrugada", para enfraquecer o movimento grevista.

"Lembramos que a greve é instrumento legal e que a lei nº 7.783/89 prevê em seu artigo 6º a realização de piquetes como meio de convencimento dos trabalhadores frente à intransigência das instituições financeiras, que se recusam em apreciar com seriedade as reivindicações levadas pela categoria por meio do Comando Nacional dos Bancários", afirma o texto, denunciando a orientação da entidade patronal para que os bancos utilizem novamente a interposição de interditos proibitórios como forma de prejudicar o movimento grevista.

O interdito é um instrumento jurídico que passou a ser utilizado de forma distorcida pelos bancos, prejudicando os movimentos grevistas e o próprio direito de organização dos trabalhadores, uma vez que as multas impostas representam ameaça às finanças das entidades sindicais.

"É uma distorção praticada pelos departamentos jurídicos dos bancos. A greve dos trabalhadores não visa em nenhum momento tomar posse dos estabelecimentos, mas apenas mobilizar os bancários para que exerçam seu direito constitucional de greve", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional. "As ações muitas vezes encontram guarida no Judiciário, mas cada vez mais juízes trabalhistas têm decidido em favor dos trabalhadores", salienta.

Fonte: Contraf-CUT