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17.12.12

Contraf-CUT quer que BB faça ampla divulgação interna do Acordo Marco



A Contraf-CUT protocolou na terça-feira (12) ofício junto ao Banco do Brasil, em Brasília, reivindicando ampla divulgação nos canais internos da instituição do Acordo Marco firmado entre o BB e a UNI Américas, assinado em 30 de maio de 2011, contando com a intermediação da Contraf-CUT.

A Confederação solicita que a divulgação seja incluída até mesmo nos boletins de funcionários nos Estados Unidos, Argentina, Paraguai e demais países onde o banco adquiriu outras empresas financeiras ou mantém agências, postos de atendimento e escritórios.

"O objetivo é que os funcionários em todos os países onde o banco atua tomem ciência do acordo e dos direitos nele previstos", afirma William Mendes, secretário de formação da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.

O acordo garante aos trabalhadores em todos os países das Américas direitos fundamentais previstos nas declarações da Organização Internacional do Trabalho (OIT), entre eles o de sindicalização e livre organização sindical. O banco foi pioneiro em assinar o Acordo Marco em relação ao setor financeiro no continente americano. Também foi o primeiro acordo do gênero feito por uma multinacional brasileira.

Leia o ofício em português e em inglês .


Confira a carta na íntegra:

Brasília, 11 de dezembro de 2012.

Ao
Banco do Brasil S.A.
Vice-presidente de Gestão de Pessoas
Att. do Sr. Robson Rocha
Brasília - DF

Ref: Dar ampla divulgação interna do Acordo Marco entre o BB e a UNI Américas em todos os países onde o banco está instalado.

Ao cumprimentarmos Vossa Senhoria, vimos por meio deste ofício reivindicar que o Banco do Brasil dê ampla divulgação nos seus canais internos e que chegue a todos os funcionários o acordo acima citado.

O banco foi pioneiro em assinar este Acordo Marco em relação ao setor financeiro no continente americano. Também foi o primeiro acordo do gênero feito por uma multinacional brasileira.

O acordo foi assinado em 30 de maio de 2011 contando com a intermediação da Contraf-CUT e, como o banco segue expandindo seus negócios em nível internacional, inclusive com novas participações e aquisições de outros bancos, é importante que os novos trabalhadores possam saber dos direitos que este banco tem contratado e que respeita.

O convênio garante aos trabalhadores do Banco do Brasil em todos os países das Américas direitos fundamentais previstos nas declarações da Organização Internacional do Trabalho (OIT), entre eles o de sindicalização e livre organização sindical.

Além da garantia de liberdade sindical e o reconhecimento efetivo do direito de negociação coletiva, no Acordo Marco o BB assume o compromisso de, entre outras coisas, combater e prevenir problemas de saúde derivados da atividade laboral, combater o assédio moral e sexual, evitar a discriminação no emprego e promover a igualdade de oportunidades, entre outros pontos.

A reivindicação da Contraf-CUT é que o banco divulgue novamente este acordo nos seus canais internos em todos os países, inclusive nos boletins de funcionários nos Estados Unidos, Argentina, Paraguai e demais países onde o banco adquiriu outras empresas financeiras ou mantém agências, postos de atendimento e escritórios.

A ampla divulgação do Acordo Marco é uma mensagem muito positiva por parte do banco aos acionistas, clientes e funcionários em todas as Américas. O banco estará sinalizando aos seus gestores e administradores também que quer se internacionalizar, respeitando seus trabalhadores e dialogando com as entidades sindicais em todos os países onde atua.

Estamos certos de que a ampla divulgação deste importante instrumento a todos os seus funcionários e administradores nos países onde o BB atua fortalecerá o compromisso de imagem da empresa em respeitar as divergências, buscar pontos de convergência e melhorar as condições de trabalho, como foi dito pelo próprio banco no ato da assinatura.

Atenciosamente,

Carlos Cordeiro
Presidente

William Mendes
Coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB

Fonte: Contraf-CUT

13.12.12

MPT discute adesão de funcionários de bancos incorporados à Cassi e Previ


Foi realizada na sexta-feira 7 de dezembro nova audiência na ação civil pública que o Ministério Público do Trabalho move contra o Banco do Brasil na 3ª Vara do Trabalho de Brasília, para que o BB pare de impedir a adesão de funcionários dos bancos incorporados à Previ e à Cassi. A ação, de número 001/2012, foi ajuizada a partir de denúncia de bancários e vem sendo acompanhada pela Contraf-CUT, Fetec-CUT São Paulo, pelos sindicatos de São Paulo, Brasília, Florianópolis, Piauí, dentre outros, e por entidades como a Afacesp, dos aposentados da Nossa Caixa (São Paulo), e Probesc, dos funcionários do Besc (ex-Banco do Estado de Santa Catarina).

A reivindicação dos funcionários oriundos do Banco Nossa Caixa, Besc e BEP (ex-Banco do Estado do Piauí) é poder optar por aderir ao plano de associados da Cassi e ao plano de previdência da Previ (Previ Futuro), porque também são empregados do Banco do Brasil e têm direito a todas as garantias dos demais trabalhadores da empresa.

Na audiência do dia 7, o juiz dispensou oitiva de testemunhas e marcou a audiência final de instrução para o dia 22 de abril de 2013. Os representantes das entidades sindicais se reuniram posteriormente com o Procurador do Trabalho Adélio Lucas, defensor dos trabalhadores responsável pela ação, para expor os efeitos da discriminação e os problemas enfrentados pelos bancários.

"O movimento sindical está fazendo todo o possível para que o banco seja condenado na Justiça e tenha de aceitar a opção de todos pela Cassi e Previ, reivindicação que ele nega nas negociações", avalia José Ricardo Sasseron, diretor da Contraf-CUT que participou da audiência.

Discriminação tem que acabar

A discriminação praticada pelo banco traz uma série de problemas a esse contingente de quase 15 mil trabalhadores. Quando são transferidos de seus estados de origem, enfrentam sérios problemas de atendimento à saúde, dificuldades para realizar exames, consultas e outros procedimentos que não encontram à disposição porque os planos de saúde de seus bancos de origem não têm abrangência nacional.

Há várias denúncias e fatos de pessoas que ficaram sem atendimento, correndo até mesmo risco de morte. Mas a discriminação mais grave com esses milhares de bancários é a assistência aos aposentados: o banco custeia a Cassi para os aposentados, mas não paga nenhum centavo para os aposentados dos bancos incorporados, que têm de arcar sozinhos com os seus altos gastos com plano de saúde.

O BB ainda proíbe esses trabalhadores de optar pelo plano Previ Futuro, que tem um nível de contribuição patronal maior (de 7% a 17% sobre as verbas salariais), enquanto na Fusesc (Besc) as contribuições atingem o máximo de 6,67% e no Economus (Nossa Caixa), variam de 2 a 8%. Os benefícios de aposentadoria desse grande grupo serão menores que os que serão pagos a quem foi admitido diretamente no Banco do Brasil, pois em todos os casos o complemento de aposentadoria depende do que cada um acumulou em seu saldo de conta individual.

Fonte: Contraf-CUT

Contraf quer negociação com BB sobre novas funções comissionadas de 6h



A Contraf-CUT protocolou na terça-feira (12), em Brasília, ofício junto ao Banco do Brasil reivindicando o agendamento de uma mesa de negociação para que o banco apresente e discuta com o movimento sindical os parâmetros das funções comissionadas de 6 horas que o BB se comprometeu, durante a Campanha Nacional dos Bancários, a implantar até o fim do mês de janeiro de 2013.

"Queremos abrir um processo de diálogo com o banco para discutir a questão. O próprio Ministério do Trabalho e Emprego sugeriu ao banco, em audiência realizada na segunda-feira, dia 10, que haja mesas de negociação entre as partes, ainda com a possibilidade de alteração nas funções e no plano a ser implantado e não somente com caráter de apresentação final", afirma William Mendes, secretário de formação da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.

"As entidades sindicais organizadas na Contraf-CUT defendem o fortalecimento das negociações coletivas de trabalho e, quanto mais as partes negociarem, menores serão os riscos de judicialização dos conflitos trabalhistas, fato que tanto onera ao Banco e ao Estado", alerta a Contraf-CUT no documento.

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Veja a íntegra do ofício da Contraf-CUT:

Brasília, 11 de dezembro de 2012.

Ao
Banco do Brasil S.A.
Vice-presidente de Gestão de Pessoas
Att. do Sr. Robson Rocha
Brasília - DF

Ref.: Implantação das funções comissionadas de 6 horas

Ao cumprimentarmos Vossa Senhoria, viemos por meio deste ofício reivindicar que o Banco do Brasil agende uma mesa de negociação com a Contraf-CUT e as entidades sindicais, legítimas representantes dos trabalhadores, para apresentar e discutir os parâmetros das funções comissionadas de 6 horas que o Banco do Brasil se comprometeu durante a campanha nacional dos bancários a implantar até o fim do mês de janeiro de 2013.

A reivindicação de haver negociação entre as partes antes da implantação das novas funções contribui para o fortalecimento das relações de trabalho entre trabalhadores e empresa e pode também contribuir para que a empresa tenha um grau maior de adesão ao corrigir eventuais distorções antes da implantação.

As entidades sindicais organizadas na Contraf-CUT defendem o fortalecimento das negociações coletivas de trabalho e, quanto mais as partes negociarem, menores serão os riscos de judicialização dos conflitos trabalhistas, fato que tanto onera ao Banco e ao Estado.

Em audiência de mediação no Ministério do Trabalho e Emprego, em 10 de dezembro de 2012, órgão do poder executivo, que é o acionista majoritário do Banco do Brasil, foi sugerido ao banco que haja mesas entre as partes ainda com a possibilidade de alteração nas funções e no plano a ser implantado e não somente com caráter de apresentação final.

Certos de que é possível fortalecer as relações de trabalho entre Banco do Brasil e trabalhadores através de suas entidades sindicais, aguardamos o retorno.

Atenciosamente

Carlos Cordeiro
Presidente

William Mendes
Coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB

Fonte: Contraf-CUT

12.12.12

Contraf-CUT, em parceria com Dieese, conclui 7º curso de formação sindical



A Contraf-CUT, em parceria com o Dieese, finalizou na última sexta-feira (7) o terceiro e último módulo do curso de formação sindical, iniciado na segunda-feira (3), voltado para entidades sindicais filiadas à confederação e realizado no Hotel Atibainha, no interior de São Paulo. O primeiro módulo do curso aconteceu entre 22 e 26 de outubro; o segundo, entre 5 e 9 de novembro.

O curso é um Programa de Capacitação de Dirigentes e Assessores (PCDA), intitulado "Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro". Ele é dividido em três módulos de cinco dias cada. Esta foi a sétima turma do curso, que já percorreu todas as regiões do país e agora começou uma nova fase em São Paulo.

"Nosso objetivo é garantir que cada curso traga subsídios para dirigentes e assessores sindicais, de modo a enfrentar os desafios e qualificar a ação sindical", afirma William Mendes, secretário de Formação da Contraf-CUT.

Participaram dirigentes sindicais e assessores de Mato Grosso do Sul, Rondônia, Amapá, Pará, Alagoas, Brasília, Paraná, São Paulo, Belo Horizonte e Ceará. "Das sete turmas que tivemos esta foi a maior, o que nos colocou grandes desafios pedagógicos e também logísticos", afirma Regina Camargo, economista do Dieese da Subseção Contraf-CUT e uma das coordenadoras do curso.

"A composição desta turma foi bastante diversificada, tanto em relação à origem das pessoas quanto em relação ao tempo de atuação sindical dos participantes. Isso proporcionou uma troca de experiências e uma convivência muito rica, fatores que também são importantes no processo de formação sindical", ressalta Regina.

Palestra da Fenaban

Pela primeira vez compareceu a um curso de formação da Contraf-CUT o coordenador da mesa de negociação da Fenaban, Magnus Apostólico, que fez uma palestra sobre negociação coletiva no setor bancário. Os participantes tiveram a oportunidade de ver pontos de vista diferentes, como do diretor da Fenaban.

Também fizeram palestras o ex-assessor e economista Wilson Amorin, que por muitos anos assessorou a antiga CNB-CUT - que originou a Contraf-CUT - nos primeiros anos da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) dos bancários e o presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários, Carlos Cordeiro, mostrando a força da unidade e da mobilização da categoria.

Conteúdo

Na segunda-feira pela manhã houve a apresentação dos trabalhos elaborados pelos grupos no segundo módulo do curso. Pela tarde, houve debate sobre o emprego no setor bancário. Os resultados da 14ª Pesquisa de Emprego Bancário, feita com base nos dados do Caged e divulgada pela Contraf-CUT e Dieese, revelaram que a rotatividade continua rebaixando os salários nos bancos.

No primeiro semestre deste ano, os bancos contrataram 23.336 empregados e desligaram 20.986, gerando apenas 2.350 novos postos de trabalho, o que representa um recuo de 80,40% em comparação com o mesmo período do ano passado, quando foram criadas 11.978 vagas.

A remuneração média dos admitidos foi de R$ 2.708,70 e a dos desligados de R$ 4.193,22, o que significa uma diferença de 35,40%. Já na economia brasileira, como um todo, a diferença entre a média salarial dos contratados foi 7% inferior a dos demitidos.

Na terça-feira pela manhã houve discussão sobre remuneração e PLR. De acordo com dados do Dieese, a parte variável na remuneração total do bancário está tomando proporções cada vez maiores. Em 1995, quando os bancários conquistaram pela primeira vez a PLR, o percentual variável era de 5,4%. Em 2011, aumentou para 14,5%.

"O novo modelo de negócios dos bancos, resultado da reestruturação produtiva dos anos 1990, está focado na venda de produtos. Mudou a composição da remuneração dos bancários, com a ampliação da remuneração variável nos últimos 15 anos", ressalta William. "Esta é uma das grandes preocupações do movimento sindical, porque tem um impacto na carreira futura e particularmente na aposentadoria, onde apenas se calcula a parte fixa", afirma o dirigente da Contraf-CUT.

Sobre a PLR, os bancários têm melhorado significativamente tanto os valores como os modelos de distribuição. "É importante ressaltar que a PLR não está vinculada a metas, mas a mecanismos de distribuição de 5% a 15% do lucro líquido das instituições financeiras, sendo que muitos bancos possuem programas próprios de participação nos lucros", salienta William.

Na terça à tarde o debate foi sobre terceirização. Além de precarizar os direitos dos trabalhadores, a terceirização tem enorme impacto social, uma vez que reduz salários e o terceirizado é discriminado em todos os espaços da empresa e na sociedade. É um golpe contra o emprego decente, contra a CLT e contra a organização dos trabalhadores.

Na quarta-feira, os debates ficaram por conta da organização sindical de base dos bancários e dos coletivos temáticos de trabalho da Contraf-CUT. O secretário de formação da Contraf-CUT, William Mendes, apresentou a estrutura de negociação e contratação coletiva construída pelo chamado Novo Sindicalismo a partir da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e que é responsável pela CCT da categoria e pelas várias formas de negociação coletiva, tanto por temas, como por bancos, que geram aditivos à CCT.

Um painel contou com dirigentes da Contraf-CUT que fizeram depoimentos, apresentações e debates: Andrea Vasconcelos (Comissão de Gênero, Raça e Orientação Sexual - CGROS), Plínio Pavão (Coletivo Nacional Saúde do Trabalhador) e Ademir Wiederkehr (Coletivo Nacional de Segurança Bancária).

Na quinta-feira, aconteceram duas palestras sobre a negociação coletiva nos bancos, proferidas pelo negociador da Fenaban, Magnus Ribas Apostólico, e ex-técnico do Dieese na Subseção da antiga CNB-CUT, Wilson Amorim.

Na sexta-feira, o presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro, que é o coordenador do Comando Nacional dos Bancários, debateu com o grupo as perspectivas para a negociação dos bancários nos próximos anos.

NOVOS CURSOS DE FORMAÇÃO EM 2013

A Contraf-CUT fechou o ano de 2012 com dois cursos de formação PCDA e dois cursos de formação em saúde da trabalhadora e do trabalhador bancário. Cerca de uma centena de dirigentes e assessores construíram novos conhecimentos para organizar os trabalhadores do ramo financeiro.

O ano de 2013 contará com novas turmas tanto do curso básico PCDA como também de cursos de especializações em mais temas fundamentais da Contraf-CUT e entidades sindicais na luta contra os banqueiros e o sistema capitalista.

Fonte: Contraf-CUT

11.12.12

BB nega mediação no Ministério do Trabalho e mostra que é antissindical




A Contraf-CUT em conjunto com o Sindicato dos Bancários de Brasília, participou nesta segunda-feira (10), de audiência com o Banco do Brasil, no Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em Brasília, para tratar de ilegalidade na jornada de trabalho, passivo trabalhista e descomissionamentos por "ato de gestão", bem como sobre as práticas antissindicais que o banco vem tomando e as perseguições que funcionários vêm sofrendo.

A reunião aconteceu duas semanas após o Sindicato denunciar os abusos do BB e solicitar a atuação do ministro Brizola Neto. Os bancários também já procuraram a Secretaria-Geral da Presidência da República e o Ministério Público do Trabalho (MPT).

Uma das práticas questionadas pelo movimento sindical é o fato de o banco descomissionar o trabalhador após este garantir na Justiça o direito de receber a 7ª e 8ª hora como horas extras. "Logo após o trabalhador ganhar na Justiça, o banco desvirtua a ordem judicial descomissionando o bancário, fazendo com que ele perca o seu direito", explica Eduardo Araujo, diretor do Sindicato dos Bancários de Brasília, representante da entidade na audiência. "Mas, assim como já havia feito no MPT no último dia 3, o banco não se mostrou disposto à mediação", afirma o dirigente sindical.

Outro ponto que o banco insiste em não negociar é em relação às novas funções comissionadas de seis horas, que devem ser implantadas até 31 de janeiro de 2013. O BB anunciou ao secretário de Relações do Trabalho do MTE, Manoel Messias Nascimento Melo, que irá implantar as novas funções até janeiro de 2013, mas sem estabelecer nenhum diálogo e negociação com o movimento sindical.

"O que queremos é discutir como tal processo será feito. O próprio MTE sugeriu ao banco que seria interessante uma negociação com a representação sindical sobre as novas funções, como ocorreu em outras empresas públicas, mas o BB novamente desconsiderou a proposta e a mediação do Ministério do Trabalho também não avançou", afirma William Mendes, secretário de formação da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.

Ao que parece, a direção de gestão de pessoas do BB não tem a mínima vontade de negociar e só atua através de ação judicial e de pressão sindical. "A Contraf-CUT e as entidades sindicais continuam buscando espaços e locais que possam ajudar na intermediação com o BB, mas o banco tem mostrado uma postura antissindical e avessa a mediações de órgãos como o Ministério do Trabalho e o MPT", critica William.

Perseguições aos grevistas

Em relação às denúncias encaminhadas pelos representantes dos trabalhadores sobre a perseguição para a compensação das horas aos trabalhadores que exerceram neste ano o seu legítimo direito de greve, suspendendo férias, abonos e licenças, tanto o BB quanto o movimento sindical decidiram não tratar sobre esse tema no MTE, deixando essa discussão no âmbito do MPT, como já vem ocorrendo.

Em audiência realizada pelo MPT, na última segunda-feira (3), o banco se manteve intransigente e recusou a proposta da procuradora de voltar atrás na decisão de cancelar unilateralmente férias, abonos e licenças já programados dos trabalhadores que participaram da greve.

"O MPT havia sugerido ao BB que alterasse o item 4.5.4 da IN 361 que dá margem ao banco para prejudicar férias, licenças e abonos dos bancários grevistas. A ousadia do BB é tanta que, antes do prazo dado pelo MPT (10) para que o BB apresentasse uma solução, o banco, além de não atender à procuradora, soltou na sexta-feira (7) boletim insistindo e incentivando a prática de pressão e assédio, mostrando total desrespeito aos bancários, às entidades sindicais e aos órgãos públicos", aponta William.

Na última sexta-feira, a Contraf-CUT protocolou no MPT o boletim que o banco fez e pediu para que o órgão abra procedimento investigatório contra o BB em razão da prática de improbidade administrativa da "Direção Executiva" do banco que assinou esse material. Também instou o MPT que promova ação civil pública para a preservação dos direitos individuais e homogêneos e dos direitos coletivos dos funcionários.

Fonte: Contraf-CUT com Seeb Brasília

10.12.12

Ministério do Trabalho discute perseguições do BB nesta segunda




A Contraf-CUT participa nesta segunda-feira (10), em conjunto com o Sindicato dos Bancários de Brasília, de audiência com o Banco do Brasil no Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), na capital federal, para tratar das denúncias encaminhadas pelos representantes dos trabalhadores sobre os descomissionamentos arbitrários, as demissões e as perseguições aos grevistas praticados pelo BB.

A reunião, que está marcada para as 14h30, acontece cerca de duas semanas após o Sindicato denunciar os abusos do banco e solicitar a atuação do ministro Brizola Neto. Em ofício encaminhado às partes sobre a audiência, o Ministério pede que a instituição financeira envie "representantes com poderes de decisão".

Esta será mais uma tentativa junto aos órgãos competentes de fazer com que o BB reveja a decisão arbitrária de perseguir os funcionários que exerceram seus direitos.

Em audiência realizada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), na última segunda-feira (3), o banco se manteve intransigente e recusou a proposta da procuradora de voltar atrás na decisão de cancelar unilateralmente férias, abonos e licenças já programados dos trabalhadores que participaram da greve.

"O MPT havia sugerido ao BB que alterasse o item 4.5.4 da IN 361 que dá margem ao banco para prejudicar férias, licenças e abonos dos bancários grevistas. A ousadia do banco é tanta que, antes do prazo dado pelo MPT (10) para que o BB apresentasse uma solução, o banco, além de não atender à procuradora, soltou nesta sexta-feira (7) boletim insistindo e incentivando a prática de pressão e assédio, mostrando total desrespeito aos bancários, às entidades sindicais e aos órgãos públicos", afirma William Mendes, secretário de Formação da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.

Além da série de protestos nos locais de trabalho e de ações vitoriosas na Justiça, o movimento sindical também denunciou o BB à Secretaria-Geral da Presidência da República e à Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE).

Fonte: Contraf-CUT com Seeb Brasília

Agenda de luta de 10 a 14 de dezembro


Nesta segunda e terça estarei em Brasília para agendas sobre o Banco do Brasil.

Na quarta-feira, tenho agenda no Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região.

Na quinta tenho duas agendas coincidentes: Executiva da Contraf-CUT e uma agenda no Sindicato.

Na sexta estarei na Contraf-CUT.

8.12.12

Eduardo Araujo analisa descaminhos da gestão do bb



Carta aos colegas do Banco do Brasil

Colegas,

Gostaria, em primeiro lugar, de dizer a todos que os diretores do Banco do Brasil são ex-colegas, e não representam nenhum bancário e sim os acionistas do banco (governos e capitalistas privados), além, é claro, de seus interesses pessoais.

Em audiência de mediação no Ministério Público do Trabalho, na segunda-feira, dia 3 de dezembro, os representantes do BB utilizaram levianamente uma das minhas correspondências aos colegas para alegar que os sindicatos pregavam a não compensação de horas. A leitura correta do acordo não se resume ao escrito. Essa leitura deve contextualizar o que foi historicamente negociado de fato, sem considerar os valores individuais dos que assumiram a direção da empresa e/ou determinam os seus limites da negociação coletiva deste ano.

“Exigir o cumprimento integral da cláusula 56ª da CCT, que prevê a compensação dos dias de greve” é posição exclusiva da atual diretoria do banco, a mesma que autoimplantou um sistema de bonificação que estabelece uma gestão de processos e não de pessoas, que transfere para uma confraria de superintendentes o "poder supremo", que contrata um seguro pessoal para, na minha opinião, fazer qualquer “barbaridade” sem responder por seus atos “de gestão”. Atos estes que geram mais passivo trabalhista para o BB, além dos R$ 2,63 bilhões contabilizados no 3º trimestre de 2012. Enquanto os bancários produzem resultados, em muitos casos sacrificando sua saúde e família, esses diretores geram prejuízos de toda ordem, sem demonstrar a menor preocupação com o clima organizacional ou relacionamento interpessoal que restará após implantadas suas decisões em cada unidade.

A direção do BB ameaçou, por meio de Boletim de Pessoal assinado pelos diretores Carlos Netto e Carlos Neri, abrir processo disciplinar contra grevistas e não considera isso atitude antissindical. Considero que, pelo conteúdo reiteradamente veiculado no folhetim retromencionado, este deveria ter seu nome alterado para Boletim da Direção, pois nele não se veicula, por exemplo, abertura de processos seletivos para comissionamentos nem outros temas de interesse dos bancários. Ainda é preciso explicar para eles a diferença profunda que existe entre “poderão” e “deverão”.

Medir o nível de conscientização e profissionalismo do corpo funcional nessa situação é um absurdo gerencial. Antes de “cobrar respeito” ao acordado no ACT dos bancários, o banco deveria cumprir a sua parte, como, por exemplo, em relação ao ranqueamento de funcionários, ao compromisso do pagamento do BET dos pré-67 na Previ, à implantação (?) do plano odontológico após estourados todos os prazos e, especialmente, ao combate ao assédio moral com o funcionamento dos Comitês de Ética, entre outros.

Dizer que temos Vice-Presidência e Diretoria de Gestão de Pessoas também não parece razoável, uma vez que a Diretoria que determina o plano de comissões está vinculada ao Presidente, e o gerente que determina que 16 mil postos de trabalho serão extintos é o da unidade de Relações com Investidores do BB.

Para nós, bancários, antes de tudo, deve-se respeitar o ser humano! Encerro parafraseando a diretoria: “Respeitar o pactuado é fundamental para a manutenção do bom relacionamento entre as partes”. Mas, antes de tudo, em todo acordo não cabem interpretações unilaterais.

Eduardo Araujo de Souza
Presidente em exercício do Sindicato dos Bancários de Brasília

7.12.12

Agenda de luta... Formação sindical e luta contra assédio do bb


Concluímos a 7ª turma de formação Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro, curso organizado pela Contraf-CUT em parceria com o Dieese e as entidades sindicais.

Estamos chegando ao fim do ano e seguimos com uma agenda de luta sindical intensa contra os banqueiros.

Na próxima semana estarei em Brasília para audiência no MTE também sobre esse bb (com letra minúscula de pequeneza) na prática do assédio moral e por ser antissindical.

A luta segue.

SOMOS FORTES, SOMOS CUT!

5.12.12

Contraf-CUT realiza 2º módulo do curso de Saúde do Trabalhador



Objetivo é formar especialistas nos sindicatos para reforçar ações sindicais

A Contraf-CUT, em parceria com o Dieese, realizou entre os dias 26 e 30 de novembro o curso de formação "Saúde da Trabalhadora e do Trabalhador Bancário e Ação Sindical". Um dos objetivos foi contribuir para o entendimento da saúde do trabalhador, levando em consideração que o tema carrega em si as contradições engendradas na relação capital e trabalho. 

Este foi o segundo módulo de formação em saúde. O primeiro acontecera no semestre anterior. Participaram dirigentes e assessores de diversas entidades sindicais.

Também estão entre os objetivos do curso contribuir para a consolidação dos coletivos de saúde da trabalhadora e do trabalhador bancário, além de ajudar na discussão sobre a implementação da Política de Prevenção e Combate ao Assédio Moral da trabalhadora e do trabalhador bancário.

"Os trabalhadores do ramo financeiro definiram o ano de 2012 como o Ano da Saúde. Para fortalecer essa luta da classe trabalhadora, nada mais apropriado do que começar as especializações por esse tema. A Campanha Nacional dos Bancários 2012 também teve como um dos focos a melhoria nas condições de trabalho, no combate ao assédio moral e na conquista de novas cláusulas de proteção à saúde do trabalhador", afirma William Mendes, secretário de Formação da Contraf-CUT.

"Esperamos contribuir com este curso para fortalecer os coletivos de saúde e que os participantes operem o tema junto às suas entidades sindicais. Este foi o primeiro dos cursos de especialização que a Contraf-CUT realizou neste mandato. Pretendemos fazer vários cursos de formação para termos especialistas nos grandes temas que desafiam a organização dos trabalhadores do ramo financeiro. A formação é fundamental para termos dirigentes conscientes dos princípios que norteiam um representante da CUT e preparados nos temas da atualidade deste ramo", salienta William.

Para o secretário de Saúde do Trabalhador da Contraf-CUT, Walcir Previtale, "o curso foi um excelente momento de discussões e aprofundamento diante dos principais problemas que a categoria bancária enfrenta no seu dia a dia, como as práticas de assédio moral, a cobrança excessiva pelo atingimento de metas de produção, os problemas na prática da medicina do trabalho, as questões relacionadas à segurança bancária e à organização do trabalho".

Walcir aponta ainda que, durante o encontro, foram discutidas formas de enfrentamento e de organização sindical dos trabalhadores "no sentido de se estabelecer um ambiente de trabalho saudável, livre de acidentes e adoecimentos, que coloque a prevenção e a promoção da saúde em primeiro lugar".

"A grande síntese foi que a saúde dos trabalhadores é tão importante quanto a questão dos salários, ou seja, hoje os bancários e as bancárias querem trabalhar, receber um salário justo por isso, entretanto, preservando integralmente a sua saúde", avalia Walcir. 

Para o diretor da Contraf-CUT, Plínio Pavão, "o curso é uma oportunidade única em que podemos ao mesmo tempo transmitir conhecimento e entender melhor os problemas vividos pelos dirigentes sindicais em suas bases sobre as demandas relacionadas ao tema. Foram cinco dias de muito conteúdo, muito debate e integração entre os participantes. Os dirigentes retornam com melhores condições de organizar e conscientizar os trabalhadores".

Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro

Além das especializações, a Contraf-CUT mantém o seu curso básico de formação "Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro". A sétima turma está sendo realizada também ao longo deste semestre.

Fonte: Contraf-CUT