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9.3.11

Artigo - Mundo em mudança


Em BH (MG), dez/2010.


Mudanças lá fora devem acelerar as mudanças no Brasil em benefício da classe trabalhadora

DIA NÃO-ÚTIL É DIA DE NÃO-TRABALHO!

Hoje é terça-feira de feriado de carnaval. É FERIADO!

O shopping center estava lotado. Existem três shoppings ao redor de minha casa.

Quero falar de algo que me incomoda muito como sindicalista e que parece que não chama mais a atenção de meus pares e dos trabalhadores: O TRABALHO EM FINAL DE SEMANA E FERIADO.

Podem me considerar antiquado e inadaptado à “modernidade”, mas eu tenho que dizer que TRABALHAR EM DIA NÃO-ÚTIL NÃO É NORMAL!

Até compreendo que alguns serviços essenciais como segurança, saúde e transporte devem ter plantões. A violência não escolhe hora, problemas de saúde também não. E para qualquer coisa que façamos precisamos de transporte público.

Eu diria até que seria razoável haver serviços de LAZER E CULTURA em dias não-úteis, justamente para que A CLASSE TRABALHADORA PUDESSE TER ACESSO A ESTE DIREITO HUMANO, pois só o patronato é que sempre usufruiu sozinho deste direito.

Óbvio que a remuneração desses serviços em dias não-úteis deve ser qualificada. No mínimo, deve-se receber o dobro por isso.

CONSUMIR COISAS É ALGO ESSENCIAL?

Então, como disse antes, uma coisa é termos plantões para serviços realmente essenciais para as pessoas.

Outra coisa, que é uma degeneração da modernidade exigida pelo patronato, é explorar a mão de obra até em dias não-úteis para vender porcarias e mercadorias que mais fazem o mundo caminhar para o colapso total.

MUDANÇAS LÁ FORA DEVEM ACELERAR MUDANÇAS AQUI DENTRO

Não é porque estamos no Brasil, uma espécie de “ilha utópica do capitalismo”, onde o PIB cresce, o emprego formal cresce, as fortunas dos rentistas crescem e a população muda de uma classe à outra pela renda do trabalho, e isso enquanto o mundo capitalista se esfarela, não é por isso que temos que aceitar todas as imposições do patronato nacional e mundial.

Povos árabes em diversos países do oriente dizem “BASTA!” aos regimes ditatoriais dóceis ao capitalismo do “primeiro mundo”.

Povos da América do Sul têm dito na última década “BASTA!” aos regimes de direita dóceis ao capitalismo do mesmo primeiro mundo.

As mulheres dizem “BASTA!” e seguem na sua árdua luta pela igualdade de gênero, cientes de que houve avanços, mas que ainda falta muito para se conquistar.

Minorias em todos os lugares dizem “BASTA” aos dominadores de plantão, como os povos originários da Bolívia, Equador e outros mais, e seguem na luta para estabelecer governos que tenham compromisso com suas necessidades e direitos históricos.

BRASIL PÓS-LULA

Lá fora parece haver uma onda de tomada de consciência dos trabalhadores e das pessoas subjugadas de que não dá mais para aceitar alguns capitalistas e ditadores (às vezes, as duas coisas) ferrarem os seus mundos - e o resto do mundo.

Vemos nesse início de década um levante mundial de povos, adormecidos por longo tempo, irem para as ruas dispostos a mudar alguma coisa.

Já que lá fora estão nessa fase em ebulição, aqui no Brasil - que buscou mudanças de status quo desde a eleição de Lula da Silva - nós temos que exigir mais distribuição de renda, MAIS COISA PÚBLICA À CUSTA DO PATRIMÔNIO DA MINORIA CAPITALISTA, MAIS NORMA LEGAL EM PROL DOS TRABALHADORES.

É fundamental que a tomada de consciência dos trabalhadores brasileiros traga um pouco mais de acirramento no embate com o capital. Temos que forçar este novo governo de Dilma Rousseff para a aceleração da distribuição de renda, e não o contrário.

É urgente a REDUÇÃO DA JORNADA DE TRABALHO FORMAL.

É urgente a APROVAÇÃO DA RESOLUÇÃO 158 DA OIT CONTRA DEMISSÃO IMOTIVADA.

É urgente a REDUÇÃO DA TAXA DE JUROS OFICIAL, QUE SÓ ALIMENTA OS RENTISTAS E DIMINUI A DISTRIBUIÇÃO DA RIQUEZA.

É urgente o FIM DA PERMISSÃO À TERCEIRIZAÇÃO E PRECARIZAÇÃO DO TRABALHO.

É urgente FINANCIAR O CRESCIMENTO DO PAÍS E A DISTRIBUIÇÃO DE RENDA TRIBUTANDO RENDA, PROPRIEDADES E FORTUNAS E NÃO A PRODUÇÃO E O CONSUMO, OU SEJA, UMA REFORMA TRIBUTÁRIA QUE INVERTA A LÓGICA DO SISTEMA REGRESSIVO INSTALADO NO BRASIL EM FAVOR DA ELITE.


PAPEL DOS SINDICATOS CUTISTAS

Independentemente dos partidos políticos existentes no país e à possível filiação a eles de dirigentes sindicais em mandatos, cabe aos sindicatos – ao menos os que seguem a linha da Central Única dos Trabalhadores – o papel de ORGANIZAR OS TRABALHADORES, TRANSFORMAR EM PAUTA DE REIVINDICAÇÕES SOLUÇÕES PARA OS PROBLEMAS DO DIA A DIA DAS CATEGORIAS REPRESENTADAS, MOBILIZÁ-LAS E BUSCAR MELHORES SALÁRIOS E CONDIÇÕES DE TRABALHO PARA SEUS REPRESENTADOS.

Ao sindicato cabe o papel de negociar as questões do mundo do trabalho

Mesmo não descuidando dos OBJETIVOS HISTÓRICOS DA CLASSE TRABALHADORA – UMA SOCIEDADE SOCIALISTA E DEMOCRÁTICA, o sindicato não pode descuidar nunca dos OBJETIVOS IMEDIATOS DA CLASSE TRABALHADORA – UMA VIDA REPLETA NO PRESENTE AO TRABALHADOR E AOS SEUS AGREGADOS.

William Mendes
Secretário de formação da Contraf-CUT

4.3.11

Agenda sindical da semana de 9 a 12 março


QUARTA-FEIRA de carnaval

Em SP.

Na Contraf-CUT até tarde confeccionando a revista O ESPELHO março/2011.


QUINTA-FEIRA

Em Brasília: questões do Banco do Brasil.


SEXTA-FEIRA

Em Feira de Santana BA: participação no Encontro Baiano de Formação - Ebafor CUT.


SÁBADO

Em Feira de Santana BA: participação no Ebafor CUT.

3.3.11

Artigo: Banco do Brasil e a piada da "bancarização" através do "Pag+fácil Mais BB"


Seguem algumas fotos da tal "bancarização" para pobre implementada pelo Banco do Brasil, ou seja, pelo Governo Federal, acionista majoritário do banco.

Foto de William Mendes

Vejam que o falso "correspondente bancário" está normalmente em frente às agências do BB ou muito próximo. Aqui vemos a agência Osasco.

Foto de William Mendes

Ué? Onde estão os seguranças para proteger a população e os usuários?

Foto de William Mendes

Bom, se isso que o BB está fazendo não é ilegal, me mandem para Pasárgada... pra lá vou ser amigo do rei...

Foto de William Mendes

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Aumento da Selic vai frear crescimento e geração de empregos, diz Contraf-CUT



A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) condena de forma veemente a decisão do Copom de aumentar outra vez nesta quarta-feira, dia 2, a taxa Selic em 0,5% neste início do governo Dilma Rousseff, elevando os juros básicos da economia brasileira para 11,75% ao ano - de longe a mais alta do planeta.

"A elevação da taxa Selic é nefasta para a economia do Brasil, pois inibirá o crescimento, a geração de mais empregos e o desenvolvimento econômico e social do país", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT.

Não há embasamento técnico que justifique esse aumento. A subida da inflação nos últimos meses, como mostram as pesquisas do Dieese, deve-se às majorações de preços de algumas commodities agrícolas, não havendo nenhum indício de que tenham sido provocadas pelo aumento da demanda.

Para a Contraf-CUT, outros ajustes setoriais não ortodoxos, a exemplo das medidas de enxugamento do crédito tomadas no final do ano passado pelo Banco Central, seriam suficientes para conter a inflação localizada, sem comprometer a economia como um todo.

"O Banco Central mais uma vez cedeu à chantagem do mercado financeiro, para favorecer a minoria privilegiada detentora de títulos públicos, principalmente os bancos que lucraram mais de R$ 43 bilhões em 2010", salienta Carlos Cordeiro.

A majoração de 1% na taxa Selic imposta pelo Copom nos últimos 45 dias significa uma transferência de mais de R$ 15 bilhões de recursos dos cofres da União para os rentistas. Isso é mais que os R$ 13,4 bilhões do orçamento do Bolsa Família para todo o ano de 2011 e o equivalente ao programa Luz para Todos.

Fonte: Contraf-CUT


COMENTÁRIO:

ESTOU BASTANTE FRUSTRADO E ENOJADO COM O RUMO QUE ESTÁ TOMANDO A POLÍTICA MACROECONÔMICA DO MEU GOVERNO (VOTO NO PT).

TUDO BEM! ATÉ ACREDITO QUE O FOCO DA PRESIDENTA DILMA ROUSSEFF SEJA ACABAR COM A MISÉRIA, OU SEJA, RESGATAR AQUELA PARCELA DE UNS 20 MILHÕES DE PESSOAS QUE ESTÃO ABAIXO DA LINHA DA POBREZA.

PORÉM, ISSO É MUITO POUCO, SE CONSIDERARMOS FAZER REALMENTE MUDANÇAS RUMO A UM PAÍS MAIS JUSTO E SOLIDÁRIO E QUE CAMINHE PARA UMA DISTRIBUIÇÃO DE RENDA COM LIMITES ENTRE AQUELES QUE TÊM MAIS E AQUELES QUE TÊM MENOS.

VAI MAL ATÉ AGORA...

1.3.11

Contraf-CUT aponta erro e BB corrige pagamento de PLR para atendentes


Após cobrança da Contraf-CUT, o Banco do Brasil corrigiu um erro no cálculo da PLR dos atendentes A e B da Central de Atendimento BB (CABB) de São Paulo, Paraná e Bahia e dos auxiliares administrativos e já creditou os valores para os funcionários de acordo com o que prevê o acordo específico da PLR.

Pela regra básica do modelo de PLR, nenhum funcionário pode receber uma participação inferior àquela paga ao salário paradigma dos escriturários. Em função das baixas comissões pagas aos atendentes, acabou ocorrendo uma defasagem e a PLR de vários funcionários que atuam nas CABBs ficou abaixo do acordado quando da distribuição no 1º semestre.

O erro foi identificado pela Contraf-CUT, que enviou carta ao banco apontando a irregularidade com argumentação técnica da auditoria sindical e exigindo a correção no pagamento. O BB reconheceu a falha e efetuou o pagamento correto. O atendente A recebeu um total de R$ 3.765,68 e o atendente B R$ 3.717,86, não ficando, assim, nenhum comissionado com PLR inferior à do escriturário.

"Como o cálculo da PLR do escriturário é baseado no salário paradigma da função, que leva em conta a massa salarial da faixa E6 do PCS, um funcionário que receba comissões de baixo valor, como os atendentes da CABB, pode acabar tendo uma remuneração menor do que a média dos escriturários. Essa grave distorção acabou se refletindo no cálculo da PLR dos atendentes porque o banco segue tendo funções com pisos (VR) abaixo do mínimo de 55% do piso de escriturário", explicou Wiliam Mendes, secretário de Formação da Contraf-CUT e funcionário do BB. "Atentos a essa questão, cobramos o cumprimento do acordo e o banco corrigiu o erro", completou Eduardo Araújo, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, da Contraf-CUT.

A Contraf-CUT, segundo o secretário-geral Marcel Barros, continuará exigindo a correção da real origem desse problema. "Queremos que o BB efetivamente cumpra o artigo 8º do acordo, que determina que nenhum funcionário comissionado pode receber menos do que R$ 2.480 ou 55% do piso de um escriturário".

Fonte: Contraf-CUT

Sindicato e delegados levam reivindicações à CABB em SP


Funcionários exigem revisão do processo para ascensão profissional e denunciam piora nas condições de trabalho

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São Paulo – Uma proposta a ser criada levando em consideração a opinião dos funcionários da Central de Atendimento do Banco do Brasil (CABB) para garantir, de forma perene, a ascensão profissional, foi um dos temas discutidos em reunião que envolveu representantes do Sindicato, delegados sindicais e a administração da CABB.

No encontro realizado na segunda 28, no Complexo Verbo Divino, na Zona Sul, os dirigentes sindicais também falaram das reclamações dos trabalhadores em relação ao aumento considerável nas ligações telefônicas. Embora os representantes do banco tenham afirmado que as ligações recebidas pelos atendentes estejam abaixo da média para o setor, o Sindicato reafirmou que as condições de trabalho precisam melhorar. “Reiteramos que as pessoas que trabalham nesse segmento estão mais expostas a problemas de saúde e que o número elevado de ligações aumenta este risco”, destaca o diretor do Sindicato Ernesto Izumi, orientando os funcionários a denunciar caso estejam sobrecarregados.

Na negociação também foi denunciada a atitude de um gerente que tentou limitar a participação de funcionários na Semana Interna de Prevenção de Acidentes (Sipat). Segundo relatos dos bancários, o gerente disse que eles só poderiam participar da Sipat fora de seu expediente de trabalho. A administração afirmou que o problema foi pontual e que irá orientar os gestores a garantir a participação de todos os empregados nas próximas semanas de prevenção.

PLR – Depois de muita pressão do Sindicato, o Banco do Brasil fez os créditos das diferenças de Participação nos Lucros e Resultados aos trabalhadores da CABB na segunda 28 de fevereiro. Assim, os atendentes B receberam R$ 3.717, 86 e os atendentes A, R$ 3.765,68.

Protesto – Nesta quarta 2, o Sindicato realiza manifestação na CABB para protestar contra a demissão de uma funcionária que estava em período de experiência.

Fonte: Seeb SP - Jair Rosa - 01/03/2011

Correspondentes "bancários" - Lotéricas são as mais procuradas


Comentário:

Seria essa a batalha final na existência de uma categoria profissional?

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Brasil, Terça-feira, 01 de março de 2011.

Por: INFOMONEY 28/02/2011 08h23

Os correspondentes bancários mais procurados para pagar contas em geral são as casas lotéricas, conforme aponta a pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa Fractal.

De acordo com o levantamento, quando se trata de pagar contas em correspondentes bancários, 91,7% das contas de telefone, por exemplo, são pagas em lotéricas, enquanto 5,2% são pagas em correios, 5,1%, em farmácias e 5%, em supermercados. Já 91,4% das contas de água e 91,1% de luz são pagas em lotéricas.

No entanto, a conta mais paga em lotéricas é a de condomínio (93,7%), seguida por IPTU (92,4%), recarga de bilhete único (91,7%), conta de água (91,4%) e conta de luz (91,1%), como pode ser observado na tabela abaixo:

Contas pagas em correspondentes bancários

Despesas......... Casa Lotérica ....Correios ...Supermercados ..Farmácias

Condomínio .....93,7% .................2,1% .............5,3% .............-

IPTU ...............92,4% .................1,7% .............3,4% ............2,1%

Cta telef. fixo ...91,7% .................7,6% .............5,6% ............8,5%

Recarga bilhete único 91,7% ........3,1% .............3,5% ............3,1%

Conta de água  91,4% .................5,5% .............4,9% ............5,2%

Conta de luz ....91,1% .................5,2% .............5% ...............5,1%

Fonte: Instituto de Pesquisas Fractal


Para a realização da pesquisa, foram entrevistadas 8.722 pessoas, com renda individual mensal de R$ 250 a R$ 4 mil, em 35 cidades brasileiras.


Serviço aprovado

O levantamento ainda aponta que 97% dos brasileiros utilizam os correspondentes bancários até quatro vezes por semana. Além disso, o índice de satisfação dos usuários com os serviços dos agentes chega a 87,3%.

Entre os motivos que fazem com que os correspondentes sejam usados, 90,9% citaram à agilidade e velocidade na prestação de serviços. Logo em seguida vem a boa qualidade do atendimento ao usuário, com 83,5% das respostas.

Além disso, 72,3% dos respondentes disseram que usam os agentes devido ao horário de atendimento, que é superior ao dos bancos. Já 52,3% disseram que utilizam os correspondentes por serem mais próximos onde moram.

Segundo o estudo, os correspondentes bancários são uma alternativa de distribuição dos serviços capilarizados que representam uma política de bancarização inclusiva, com custos compatíveis ao risco e ao potencial de rentabilidade desse mercado.

"Os grandes bancos viram nos correspondentes a oportunidade de oferecer serviços de melhor qualidade às populações carentes, com a redução do tempo de espera em filas, facilitando, inicialmente, seus pagamentos e recebimentos", explicou o diretor presidente da Fractal, Calso Grisi.

Fonte: Correio do Estado


COMENTÁRIO:

ESSA QUESTÃO DA "BANCARIZAÇÃO" DA GRANDE MASSA DO POVO BRASILEIRO ÀS CUSTAS DA DESTRUIÇÃO DE UMA CATEGORIA PROFISSIONAL COM MAIS DE UM SÉCULO DE LUTAS E CONQUISTAS DE DIREITOS COLETIVOS EM BENEFÍCIO DE MEIA DÚZIA DE BANQUEIROS É O MAIOR DESAFIO DE NOSSA EXISTÊNCIA ENQUANTO BANCÁRIOS.

ATÉ QUANDO EXISTIREMOS ENQUANTO CATEGORIA??

O PIOR É QUE AO INVÉS DE FOCARMOS ESSA BATALHA, VIVEMOS DAS BATALHINHAS DIÁRIAS DE DISPUTA DE PODER ENTRE NÓS MESMOS DO MOVIMENTO SINDICAL BANCÁRIO...

28.2.11

Banco do Brasil paga R$ 830 mi de PLR para seus funcionários nesta segunda


O Banco do Brasil informou à Contraf-CUT os valores relativos ao pagamento da Participação nos Lucros e Resultados do segundo semestre de 2010. O banco destinará cerca de R$ 830 milhões para o pagamento dos bancários, que será feito nesta segunda-feira, dia 28.

Segundo o modelo negociado entre a Contraf-CUT e o banco, um escriturário receberá R$ 3.717,86, o que corresponde a 2,3 salários - considerando o valor pago no ano, um escriturário receberá o equivalente a 4,5 salários. No caso de um caixa, o valor da PLR será de 4.058,00.

Como em anos anteriores, o número de funcionários que receberá a PLR cresceu no segundo semestre. Nesse dia 28, receberão a remuneração 111.797 funcionários, contra 108 mil no primeiro semestre. Os valores serão cerca de 20% maiores que os pagos no primeiro semestre, incluído o módulo bônus.

O módulo bônus será creditado na mesma data para as agências que cumpriram o acordo de trabalho, que são a maioria, segundo o banco. As demais agências receberão proporcionalmente. Para os casos em que ocorreu substituição ou que necessitem de acertos, o banco tem até 30 dias para creditar a diferença.

Fonte: Contraf-CUT

Agenda sindical da semana de 28/02 a 04/03/2011


SEGUNDA-FEIRA

Trabalho na parte da tarde na Contraf-CUT.

À noite, reunião política.

TERÇA-FEIRA

Em SP.

Trabalho na Contraf-CUT na parte da tarde e noite.

QUARTA-FEIRA

Em SP.

Dia de atividades na base:

Primeiro estive em Osasco, em atividade na Empresarial Osasco.

Depois no Complexo São João do BB, onde ajudei na distribuição do Espelho SP no 4o, 3o, 2o andares, e PSO.

Na parte da tarde e noite, na Contraf-CUT.

QUINTA-FEIRA

Em SP.

SEXTA-FEIRA

Em SP.

À tarde, reunião do coletivo do BB no Sindicato.

24.2.11

Fusão que envolve BB e Previ dá origem a superelétrica brasileira


Folha de São Paulo

Leonardo Souza e Leila Coimbra

A construtora Camargo Corrêa chegou a um acordo com a Previ e o Banco do Brasil para fundir a CPFL com a Neoenergia, o que representa o primeiro passo concreto para a formação da superelétrica nacional na área de distribuição de energia.

Os termos da união entre as duas empresas só não foram concluídos porque a espanhola Iberdrola, acionista e operadora da Neoenergia, não aceitou que a empreiteira consolide sob o seu comando a cadeia de controle da nova companhia. A construtora dirige a CPFL.

Entre o final do ano passado e janeiro deste ano, as quatro partes tiveram três reuniões. Diante do impasse com os espanhóis, ficou acertado um encontro nas próximas semanas para que tanto a Camargo Corrêa quanto a Iberdrola apresentem novas condições para tentar chegar a um acordo.

Juntas, Neoenergia e CPFL atendem a mais de 15 milhões de unidades consumidoras (cerca de um quarto de todo o mercado do país por esse critério), atingindo mais de 1.300 municípios em sete Estados, fora empreendimentos em geração.

Com o aval do Planalto, a Previ (fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil) e o BB já fecharam apoio à construtora.

O modelo será a troca de ações entre a Neoenergia e a CPFL - sob a qual deverá ser consolidada toda a operação (uma vez contornado o problema com os espanhóis).

Na Neoenergia, a Previ tem 49% de todo o capital, fora 12% do Banco do Brasil de Investimentos. Na CPFL, o fundo de pensão dos funcionários do banco tem 31% do capital votante. Previ e BB aceitaram ser sócios capitalistas da nova empresa.

Conforme a Folha antecipou em janeiro do ano passado, o governo Lula apoiou os planos da Camargo Corrêa de se tornar a maior distribuidora de energia do país. A presidente Dilma Rousseff manteve o projeto.

A união da CPFL com a Neoenergia seria a primeira etapa. Num segundo momento, o BNDES financiaria a nova companhia a comprar outra distribuidora, provavelmente a AES, que opera em SP e no RS.

Até meados do ano passado, a Iberdrola não era um problema para a fusão das empresas. Com a crise financeira internacional, os espanhóis passaram o ano de 2009 descapitalizados. No final de 2010, aparentemente se recuperaram.

Pelo acordo de acionistas da Neoenergia, a Iberdrola tem a preferência na compra da participação da Previ e do BB. Antes de trocar ações com a CPFL, o fundo de pensão e o banco teriam que oferecer seus papéis aos espanhóis.

Na última reunião entre as partes, realizada no mês passado, os executivos da Iberdrola disseram que, se a Camargo Corrêa insistisse no formato de assumir sozinha o comando da nova companhia, eles exerceriam a cláusula de preferência, inviabilizando a fusão.

COMENTÁRIO:

MINHA MAIOR PREOCUPAÇÃO É A PREVI VOLTAR A SER O QUE FOI ATÉ 2002, ANTES DA GESTÃO DE SÉRGIO ROSA: UMA MERA ENTIDADE FINANCIADORA DE VONTADES DO GOVERNO FEDERAL, QUE MANDAVA E DESMANDAVA E OS PRESIDENTES CUMPRIAM SEM QUALQUER QUESTIONAMENTO SE OS INVESTIMENTOS TRARIAM OU NÃO BOM RETORNO PARA A MANUTENÇÃO DO PLANO E CONSEQUENTEMENTE CUMPRIMENTO DE SEUS OBJETIVOS - PAGAR COMPLEMENTOS DE APOSENTADORIAS E PENSÕES AOS SEUS ASSOCIADOS.

NÃO SEI NÃO COM ESSA GESTÃO DE RICARDO FLORES...